Professor Marcos Cunha dá conselho aos jovens e comenta futuro da TMC

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Marcos Cunha com sua aluna Duda em treino na TMC. Foto: Arquivo Pessoal

GRACIEMAG: Como anda a expansão do time TMC nos Estados Unidos e no Brasil, professor?

MARCOS CUNHA: Nossa equipe está em franca evolução, com um crescimento calcado em profissionalismo e amor ao Jiu-Jitsu. Estamos com filiais no Canadá também, e as escolas no Brasil estão aumentando. Nossa meta agora é alcançar mais países. A prioridade é trabalhar com pessoas que acreditem no Jiu-Jitsu e queiram crescer com a gente, que mantenham a qualidade de ensino que sempre prezamos.

A meta é chegar em quantas academias?

Até o fim de 2026, queremos estar com dez filiais consolidadas nos Estados Unidos. Está tudo encaminhado para isso, graças a nossos diretores e executivos. Há três anos vim para os EUA após décadas de treinos em Blumenau – eu treino desde os 9 anos. E nosso mantra segue o mesmo. O entendimento número um no nosso time é que é preciso viver para o Jiu-Jitsu para no futuro poder viver do Jiu-Jitsu. O segredo é se entregar com muita dedicação à arte, para no decorrer da caminhada ser capaz de difundir e liderar jovens e escolas. As oportunidades vão aparecer em todos os países.

Qual é o maior desafio da equipe hoje?

Estamos trabalhando muito com os jovens da academia para que eles entendam nossa filosofia de treinos, sejam bons professores e, a partir daí, vão poder aproveitar as várias oportunidades, que sempre buscamos oferecer para os instrutores formados em nossa casa. É a filosofia “Entregue-se e receberá de volta”. O Jiu-Jitsu sempre retribui a quem se entrega aos treinos e se doa. Eu conheci muitos atletas que não viam horizonte, estavam meio em dúvida sobre qual seria seu futuro. Eu sempre falei a eles que quem se doava aos alunos, quem se entregava ao trabalho na academia, encontraria uma recompensa lá na frente. Quem se envolveu e buscou evoluir em todos os aspectos da carreira de um professor, agora está colhendo oportunidades em nossa equipe.

Como fazer os jovens enxergarem os benefícios lá na frente?

Com muita conversa e exemplos que temos. É uma lição difícil de captar quando você ainda é jovem, e gostaria de estar com a vida ganha. Mas com trabalho duro e consistente o Jiu-Jitsu sempre retribui o suor diário. E eu hoje escuto sempre: “Professor, obrigado. Obrigado por ter enxergado o que lá atrás eu ainda não conseguia enxergar.”

Ainda lembra de seu início, aos 9 anos?

Eu sempre gostei de ficar na academia, ajudando os mestres, aprendendo mais com eles. Eu saía do colégio e ficava lá até fechar, para aprender a ensinar, colher detalhes, ouvir os mais experientes. Eu queria estudar as regras, os nomes das técnicas em português e em japonês. Era uma paixão.

Você uma vez nos contou como uma de suas melhores atletas, a Duda Tozoni, parecia não levar jeito para ser atleta, mas tinha um diferencial: chegava sempre na hora, não faltava. E hoje ela é uma colecionadora de ouros. Qual a atitude mais importante para um jovem que sonha ser uma estrela no esporte?

Muitas vezes os jovens e as jovens não acreditam em si mesmo. Ela era muito determinada, só faltava ela enxergar suas capacidades. Hoje ela se tornou uma baita atleta, e uma ótima professora aqui em Ohio, nos Estados Unidos. Ela foi mãe agora e vai voltar aos pódios em breve. Então o conselho que deixo é: jamais desista. Sempre acredite nos seus sonhos. Quando alguém avaliar que você não tem talento, duplique sua gana, e seja o esforço que supera o talento.

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