Diego Herzog, o Nosferatu, conta o que aprendeu em 25 anos de carreira

foi provavelmente ao lutar com o Roger, naquele mesmo ano, quando aprendi mais. Sempre acreditei que no Jiu-Jitsu a boa técnica sempre seria superior à força bruta, e em nosso confronto enfim tirei isso à prova. Eu tinha vencido minha primeira luta no absoluto, contra um cara bem grandão, e enfrentei o Roger. Tentei dar uma queda, e acabei por baixo, na meia-guarda, eu na frente no placar por uma vantagem. Tomei um amasso tremendo, no maior sufoco, e bati no estrangulamento relógio. Roger ensinou a gente a lutar sempre para a frente.

Nada é impossível: como ser mãe e ser campeã mundial de Jiu-Jitsu

As dificuldades são variadas: a logística, dificuldades de tempo, dificuldades com treinamento, dificuldades com sono e com a recuperação. São tantas que na minha cabeça tudo aquilo soava como uma equação inviável. Mesmo com toda disciplina, determinação e motivação, duvido que algum atleta homem conseguiria atingir tamanho feito. E creio que realmente posso afirmar isso, pois treinei diversos campeões mundiais. É isso mesmo, se ser mulher já é algo difícil em todos os sentidos na nossa sociedade, imagina numa modalidade esportiva dominada por homens e que até pouco tempo atrás nem mulheres treinando existia, muito menos competindo.

Nos cinemas, Sérgio Mallandro ensina que faixa-preta também chora

“O filme mostra como você pode não desistir das suas coisas. O homem não morre, meu glu-glu, quando deixa de existir, ele morre quando deixa de sonhar”, filosofou Mallandro nas páginas de “O Globo”. “Ah, e vai vir o Oscar. Eu sonhei que recebia o Oscar. Só não sei se era o Troféu Imprensa.”
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