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UFC Rio: como o Jiu-Jitsu foi a válvula de escape para Jailton Malhadinho

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Jailton Malhadinho busca quarta vitória consecutiva no UFC. Foto: Divulgação/UFC

Invicto em três lutas no Ultimate, Jailton “Malhadinho” Almeida (17v-2d) estará em ação no UFC 283, a ser disputado no Rio em 21 de janeiro. O peso pesado de 31 anos terá pela frente o russo Shamil Abdurakhimov. O começo da trajetória de Jailton na organização é arrebatador. O baiano, nascido e criado no bairro de Brotas, em Salvador, conquistou três triunfos no primeiro round – um nocaute técnico e duas finalizações. Vale destacar que ele sequer sofreu um golpe significativo em seus combates no UFC e também se aventurou no peso meio-pesado. 

“Malhadinho” é filho do ex-pugilista Jailton “Malhado”, mas tem o Jiu-Jitsu como carro-chefe. O faixa-preta contabiliza 11 vitórias por finalização e seis por nocaute, números que comprovam os 100% de letalidade do atleta do Galpão da Luta. Em bate papo com o GRACIEMAG.com, Jailton contou como o Jiu-Jitsu foi a válvula de escape para ele não entrar no mundo do crime, e lembrou como se apaixonou pela arte suave.

GRACIEMAG: Como o Jiu-Jitsu mudou a sua vida?

JAILTON MALHADINHO: A comunidade onde moro na Bahia é perigosa e sempre há aquele caminho errado para seguir. E o Jiu-Jitsu foi minha válvula de escape. É aquele ditado, a mente vazia é a oficina do diabo. Então foquei no Jiu-Jitsu, o esporte com que me identifiquei mais, me especializei e depois migrei para o MMA. Não poderia contar minha história hoje se não fosse pelo Jiu-Jitsu. Poderia ter entrado para o mundo do crime, mas graças ao Jiu-Jitsu entrei no UFC.

Como começou a treinar Jiu-Jitsu?

Comecei no Jiu-Jitsu aos 11 anos por iniciativa do meu pai. Ele é ex-pugilista e dava aula de boxe para o meu mestre, o Leonidas Gondim. Eu sempre acompanhava meu pai nos treinos, certo dia fomos ao CT mais cedo e assisti a uma aula de Jiu-Jitsu sem kimono. Não me interessei pelo esporte no primeiro contato e nem cogitei treinar. Meu mestre me convidava para fazer uma aula experimental, mas eu sempre arrumava uma desculpa. Até que, num dos dias em que estava na academia, assisti a um treino de dois amigos, o Felipe Gringo e o Rodrigo Tigrão, me interessei e comecei. Meu mestre tinha um outro CT, perto de onde eu morava, fui treinar lá com ele e nunca mais parei. Gostei tanto que parei com o boxe por um tempo para focar no Jiu-Jitsu. Já sou faixa-preta há quatro anos. 

Jailton Malhadinho em treino no Galpão da Luta. Foto: Reprodução

O que lutar no UFC Rio com a arena lotada representa para você?

Rapaz, eu já passei por duas situações com arena lotada no UFC: uma no córner do meu amigo Carlos Felipe “Boi”, em Abu Dhabi, e outra quando enfrentei o Anton Turkalj, em Las Vegas. Foram experiências surreais. Eu queria sentir na pele aquela energia que senti no córner do Boi, mas como atleta do UFC. Lutar no UFC Rio será uma emoção única, um sentimento inexplicável. Vou lutar em casa e representar meu país, meu estado e meu bairro de Brotas. Estou feliz demais. Eu não pretendia entrar nesse card, só que pintou a oportunidade e será algo fantástico. Vou chegar para lutar muito feliz e focado para dar alegria à galera e ao povo brasileiro, que é o que eu sei fazer. Quero vibrar com todos no dia 21 de janeiro. 

Como você consegue ser tão dominante tanto no meio-pesado quanto entre os pesados?

Acredito que seja pelo meu biotipo. Sou alto e forte. Consigo lutar bem tanto como pesado quanto meio-pesado. Tenho capacidade de perder peso com facilidade para lutar com 93kg e mantenho o meu peso natural para ficar entre os pesados. Não subo muito o peso para não perder a agilidade e faço um trabalho intenso para aprimorar o gás e a velocidade. Consigo adaptar os estilos para lutar nas duas categorias. 

Confira no vídeo abaixo os melhores momentos de Jailton Malhadinho no UFC em 2022:

 

 

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