Fabricio Andrey e o jeito “Hokage” de levar a vida no Jiu-Jitsu

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Fabricio Andrey vence Alex Sodré no BJJ Stars 8. Foto: Milena Maldonado

Uma das grandes revelações do Jiu-Jitsu nos últimos anos, Fabricio Andrey vive fase iluminada nos tatames. Em reta final de preparação para o ADCC, o jovem faixa-preta teve atuação dominante no Who’s Number One: Ryan x Pena, disputado no dia 7 de agosto, no Texas. Andrey derrotou o americano Fabian Ramirez na decisão unânime dos jurados, após 15 minutos consistentes do brasileiro.

Fabricio provou que está com o wrestling afiado para a disputa do ADCC. O prodígio lapidado por Melqui Galvão surpreendeu o adversário com quedas plásticas e ditou o ritmo do combate. O popular “Hokage” atacou a todo momento, buscou finalizações, mas Ramirez resistiu às investidas.

Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Fabricio Andrey analisou o desempenho contra Fabian Ramirez, comentou a possibilidade de enfrentar o amigo Diogo Reis no ADCC e relatou o baque após a triste notícia do falecimento de Lenadro Lo.

GRACIEMAG: Quais são as principais mudanças na preparação para o ADCC em relação aos demais torneios?

FABRICIO ANDREY: Mudamos muita coisa. Não só evoluímos nas partes física, mental, técnica e estratégica, mas também começamos um trabalho com um psicólogo esportivo para melhorarmos em todos os aspectos e ficarmos ainda mais completos.

Como você avalia seu desempenho contra Fabian Ramirez? Você esperava conseguir tantas quedas?

Não esperava, imaginei que ele fosse fazer guarda e não trocar por muito tempo em pé. Mas a todo momento ele se levantava. No geral, isso foi bom, pois consegui colocar o meu wrestling em prática.

Poderia explicar ao leitor da GRACIEMAG porque você se apelidou de Hokage?

O anime está presente na minha vida desde os meus 9 anos, quando o meu tio me apresentou o desenho “Cavaleiros do Zodíaco”. Passei muitos momentos difíceis na minha vida e coloquei esse apelido para sempre me lembrar das dificuldades que já superei. Hokage é o meu jeito ninja de levar a vida.

Existe a possibilidade de você enfrentar o Dioguinho no ADCC. Como você lida com a possibilidade de enfrentar um grande amigo na competição?

Com certeza, irei enfrentar o Diogo na segunda luta caso passemos da primeira. Não vou negar, é chato. Não é a mesma vontade de ganhar, mas já o avisei. Estou com uma finalização engatilhada contra ele e tentarei finalizá-lo para empatarmos, já que ele me venceu na seletiva.

Diante de uma notícia tão trágica quanto a do Leandro Lo, como você conseguiu se manter focado para lutar? E você se inspirava no Lo quando começou a treinar Jiu-Jitsu?

Eu acordei cedo e logo avisei o Diogo. Fiquei sem acreditar, acho que todo o mundo da luta já assistiu ao Leandro lutar. Sempre me inspirei no estilo de jogo dele e já o assisti algumas vezes treinando na Cícero Costha. Confesso que foi difícil lutar após a notícia, ficamos muito abalados.

Qual é o seu grande diferencial em relação aos adversários?

Minha estrutura física me ajuda a levar a melhor contra oponentes mais pesados. Me sinto bem desse jeito e espero ter mais lutas desse jeito.

 

 

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