Lições que o campeão Diogo Vicente aprendeu nas grandes arenas do Jiu-Jitsu

Share it

“O Jiu-Jitsu não exige que a pessoa seja forte, rápida ou experiente. Ele exige apenas que ela comece. O resto o treino constrói”, diz o campeão Diogo Vicente, da equipe TMC Danbury. Competidor voraz há cerca de 12 anos, Vicente lista na entrevista a seguir muitas das lições que aprendeu nas grandes arenas. “Percebi o quão importante é saber lidar com pressão, frustração, derrotas e vitórias. Entendi que, com constância e resiliência, construímos resultados duradouros, dentro e fora do tatame.” Confira abaixo essas e muitas outras lições do faixa-preta Diogo Vicente e evolua como lutador de Jiu-Jitsu, caro leitor. Oss!

GRACIEMAG: Quais foram as suas principais conquistas no Jiu-Jitsu competitivo e o que você aprendeu com elas?

DIOGO VICENTE: Nesses 12 anos da minha trajetória como competidor, tive conquistas importantes que marcaram minha carreira, como o Campeonato Brasileiro, duas vezes campeão sul brasileiro, entre outros títulos, mas o maior aprendizado não veio apenas das medalhas. A competição me ensinou a lidar com pressão, frustração, derrotas e vitórias. Aprendi que com constância e resiliência se constroem resultados duradouros, dentro e fora do tatame.


O que é decisivo para um atleta mediano sair do bolo e se tornar um grande campeão?
Não existe segredo, existe processo. Um atleta mediano se torna campeão quando decide ser disciplinado todos os dias, mesmo quando não está motivado. É a soma de pequenos hábitos bem feitos: treinar com propósito, cuidar do corpo, da mente, ouvir o professor e respeitar cada etapa da evolução. Campeões são construídos na repetição, não no talento isolado.

Qual é o seu mantra nos campeonatos?
Repito para mim a toda hora: “A diferença entre perder e vencer é simples: quem quer mais?”

Além de competir, você também se revela um professor de Jiu-Jitsu talentoso. Quais dicas você costuma dar a quem tem o sonho de se tornar um professor relevante?
Nós somos referência para os alunos. Cada atitude nossa, dentro e fora do tatame, comunica algo. Eles observam como falamos, como treinamos, como lidamos com vitórias, derrotas e frustrações. Por isso, ser professor de Jiu-Jitsu vai muito além de ensinar técnicas; é formar caráter, disciplina e mentalidade. Quando entendemos essa responsabilidade, passamos a agir com mais consciência, coerência e propósito. Um professor relevante não molda apenas atletas, mas influencia vidas, deixando um legado que ultrapassa o esporte.

Quando alguém hesita em treinar Jiu-Jitsu, o que você costuma dizer para convencer essa pessoa a vestir o kimono e começar a jornada na arte suave?
Eu costumo dizer que o Jiu-Jitsu não exige que a pessoa seja forte, rápida ou experiente. Ele exige apenas que ela comece. O resto o treino constrói. O Jiu-Jitsu se adapta a você, melhora sua confiança, sua saúde e sua forma de encarar desafios. É uma jornada que transforma o corpo, mas principalmente a mente.

Qual é o seu grande objetivo para o futuro da carreira?
Meu grande objetivo é continuar usando o Jiu-Jitsu como ferramenta de transformação, formando não apenas campeões no esporte, mas pessoas melhores para a vida. Quero deixar um legado sólido como professor, líder e referência, contribuindo para o crescimento do Jiu-Jitsu e impactando positivamente cada aluno que cruza o meu caminho.

Ler matéria completa Read more