Paulo Anselmo: competição, ensino e transformação social

Share it

Em Itatiba, sua cidade natal, o professor Paulo Anselmo liderou a expansão da equipe NS BrotherHood e ajudou a criar uma comunidade sólida em torno da arte suave. Hoje, radicado em Tampa, na Flórida, representa a tradicional RMNU sob a orientação de Robson Moura, uma das maiores lendas vivas do esporte. Essa transição internacional reflete sua busca constante pelo mais alto nível e sua capacidade de conectar o legado brasileiro ao cenário global.

Mais do que títulos expressivos em competições da IBJJF, CBJJE e UAEJJF, Paulo se destaca pelo impacto social de sua metodologia de ensino, que vê o tatame como ferramenta de transformação. Nesta entrevista exclusiva à GRACIEMAG, ele fala sobre sua jornada, conquistas e a missão de inspirar a próxima geração de praticantes.

GRACIEMAG: Você já soma mais de duas décadas de dedicação ao Jiu-Jitsu. Como começou sua jornada e o que mantém sua motivação até hoje?
PAULO ANSELMO: Minha história começou em Itatiba, interior de São Paulo. Desde o início, percebi que o Jiu-Jitsu não era apenas um esporte, mas uma filosofia de vida. São 23 anos de prática e quase 18 como professor, e o que me mantém motivado é a evolução constante. Sempre há algo novo para aprender, seja um detalhe técnico ou uma lição de disciplina. Ensinar também me dá propósito: formar não apenas atletas, mas cidadãos melhores.

Você foi peça-chave na expansão da NS BrotherHood em sua cidade. O que essa experiência lhe ensinou sobre liderança?

Liderar a equipe em Itatiba me mostrou que liderança é responsabilidade e serviço. Não se trata apenas de conquistar medalhas, mas de construir uma comunidade sólida. Treinar na matriz em São Paulo, sob o comando do mestre Augusto Ferrari, me deu a base técnica. Já liderar localmente me permitiu transformar vidas através do esporte.

Hoje você está radicado em Tampa, na Flórida, treinando com Robson Moura. Como essa fase internacional impactou sua carreira?
Treinar com o Robson Moura e representar a RMNU é uma experiência única. Ele é uma lenda viva, e a atenção aos detalhes que transmite é inspiradora. Estar nos Estados Unidos também significa competir regularmente contra alguns dos melhores do mundo, o que me obriga a estar sempre afiado. É uma nova etapa, mas que se conecta perfeitamente às raízes que construí no Brasil.

Competir na faixa-preta, especialmente na divisão Master, exige muito. Como é sua preparação?

É uma rotina que vai além das horas de treino. É preciso disciplina física, foco mental e refinamento técnico. Encaro cada campeonato como um laboratório, onde não testamos apenas técnica, mas também resiliência. Por isso me mantenho ativo em eventos da IBJJF, CBJJE e UAEJJF. A constância é o que gera respeito.

Quais conquistas você destacaria em sua trajetória competitiva?
Cada medalha tem sua história, mas algumas marcam mais: o título de Campeão Brasileiro da CBJJE em 2022, o ouro no Tampa International Open, os pódios no Orlando Open e no Abu Dhabi International Pro. O double gold no Campeonato Extremo MG também foi especial. Mais do que os títulos, o reconhecimento no ranking da IBJJF mostra o valor da consistência.

Que conselho você daria aos jovens que sonham em trilhar um caminho parecido com o seu?

O pódio é consequência, não objetivo. Dedique-se ao processo, respeite seus mestres e seja constante. E lembre-se: o Jiu-Jitsu vai além da competição. É legado, comunidade e crescimento pessoal. Com essa mentalidade, o sucesso vem naturalmente.

Ler matéria completa Read more