Lutador leva arma de paintball à pesagem e gera protestos

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Gláucio, de boné, encara Luiz Felipe Bope, com sua arma de paintball. Foto: Blog do Olivar Leite

Até onde vai a liberdade de um atleta de MMA ao constituir seu personagem para uma luta? Máscaras e fantasias  já foram vistos nas pesagens e caminhadas aos cages, mas uma caracterização gerou polêmica essa semana. O atleta Luiz Felipe “Bope”, adversário de Gláucio Eliziário, posou para a foto da pesagem com um fuzil de paintball.

O Upper Fight 2, realizado em Teófilo Otoni, Minas Gerais, foi o evento onde ocorreu o fato. Luiz, que é policial militar, entrou com a arma de pressão e uma touca ninja. Do outro lado, Gláucio se dispunha apenas de um boné vermelho. A encarada foi feita, a foto foi tirada e as partes falaram, em entrevista ao SporTV.com, sobre os ânimos na pesagem.

Dono da indumentária polêmica, Luiz Felipe “Bope” disse que não tinha intenção de ofender ninguém, e que respeita o adversário:

“Entrei com o fuzil em referência ao apelido. A arma é de paintball e não estava carregada. Acho que não teve nada de mais. Fui respeitoso com o adversário. Não tem nada de violência, nada disso. Entrei na luta desse jeito também, e a galera lá curtiu para caramba”, disse o atleta.

Do outro lado, Gláucio não viu o ocorrido com os mesmos olhos:

“Achei que foi uma coisa ruim para o esporte. O MMA foi muito criticado tempos atrás e agora está sendo mais aceito pelas crianças e mulheres. Foi muito recriminado no passado. Depois da luta ele veio falar comigo e pediu desculpa. Falei para ele que não foi legal”, revelou o oponente do “armado” Luiz.

Em nome do evento, Olivar Leite, annoucer do Upper Fight e representante da organização, disse que aconselhou Luiz, mas o mesmo insistiu em adentrar o evento com a fantasia:

“Quando ele chegou para a pesagem estava normal, de camiseta e bermuda. Aquilo foi uma surpresa para todo mundo. Na minha opinião pessoal, achei desnecessário e ridículo. Não ajuda em nada e só atrapalha. Sou totalmente contra qualquer coisa que faça menção à violência. O que a gente pode fazer é dizer que não concorda e aconselhar o lutador, mas não pode impedir. Acho desnecessário, mesmo sendo uma arma de paintball. O que poderia ser feito era isso. Falei para ele que não tinha nada a ver. Qualquer tipo de coisa que faça a gente andar para trás não é legal. A gente passou por todo o processo. Acho desnecessária qualquer coisa que nos faça voltar”, disse Olivar.

O resultado do embate? Gláucio venceu Luiz Felipe na decisão unânime dos jurados.

E você, leitor, o que achou da atitude do atleta? Comente conosco.

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