Ivan Rocha e os detalhes do título internacional que marcou sua carreira

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Ivan Rocha em ação no London Open. Foto: Reprodução

Professor Ivan Rocha construiu um trabalho consolidado na Europa e atuou tanto como competidor quanto na formação de atletas de Jiu-Jitsu. Ivan morou na Itália por sete anos e se dividiu nas funções de professor e competidor. Ele ministrou diversos seminários em cidades italianas e viajou para outros países europeus, como Inglaterra e Alemanha, com o propósito de testar sua equipe, a Cabecinha Team Itália, e propagar os valores do Jiu-Jitsu.  

Uma das conquistas mais especiais da carreira de Ivan veio há uma década: no London Open 2013, organizado pela IBJJF. O mineiro superou o frio inglês e os adversários para se sagrar campeão nas categorias com e sem kimono. “Ganhar sempre é gratificante, é bom demais. Além dos meus títulos, minha equipe teve um saldo positivo. No total, voltamos para casa com dez medalhas, com quatro de ouro”, recordou o faixa-preta.

Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Ivan Rocha relembrou momentos marcantes do London Open e listou os maiores aprendizados durante o período em que morou na Itália.

GRACIEMAG: O que aquele título conquistado há uma década, durante o London Open, representou para sua carreira?

IVAN ROCHA: A conquista desse título tem um significado especial, pois é difícil treinar duro e trabalhar tanto na minha evolução técnica quanto na dos meus alunos ao mesmo tempo. Os professores que também competem sabem disso. Ganhar sempre é gratificante, é bom demais. Além dos meus títulos nas categorias com e sem kimono, minha equipe teve um saldo positivo. No total, voltamos para casa com dez medalhas, com quatro de ouro.

Você tem alguma memória marcante desse campeonato?

Sim, além dos meus ouros com e sem kimono, a perda de peso também me marcou porque não foi nada fácil. O sacrifício resume a vida do lutador. Além de ter perdido peso, me aventurei no absoluto depois. E, na época, eu pesava 64kg. O que lembro daquele dia foi o fato de estar muito frio. Eu corria o ginásio inteiro e não conseguia suar nada. Foi prazeroso acompanhar meus alunos numa competição internacional e ver cada um deles vencer e entregar tudo de si. A união da equipe me traz uma sensação inexplicável. O que mais me motiva é ver meu trabalho ir pelo caminho certo. Além destes momentos, o Jiu-Jitsu proporciona experiências incríveis, como conhecer lugares novos e culturas diferentes pelo mundo.

Ivan Rocha tornou-se campeão com e sem kimono no London Open 2013. Foto: Reprodução

Quais são os maiores desafios de competir no exterior?

As recompensas superam os desafios. Porém, não é fácil, são inúmeras barreiras, como o impacto cultural e a diferença da comida. Mas, a meu ver, o maior obstáculo é o frio. É complicado lutar diante de temperaturas tão baixas, algo que é recorrente na Europa.

Quais eram suas técnicas preferidas nos tempos de competidor?

Sou passador. Eu costumava esperar o adversário me puxar para a guarda ou eu tentava a queda para ficar por cima. Me sinto bem quando chego na meia-guarda, eu gosto de tourear para chegar ao cem-quilos. Quando estou por baixo, gosto de fazer a De la Riva com o intuito de raspar.

Quais foram os maiores aprendizados no período em que você morou na Europa?

Eu evoluí pessoal e profissionalmente, sobretudo. É importante viajar, conhecer outros países e vivenciar culturas diferentes da que estamos acostumados. Deixar as nossas raízes nos faz ir além, amplia os horizontes e é algo enriquecedor. Ninguém jamais tira aquela experiência de você. Neste período de sete anos em que vivi em prol do Jiu-Jitsu na Europa entendi ainda mais o valor da arte marcial e como o esporte abre portas inimagináveis. Um dos meus desejos é que as pessoas tenham a oportunidade de presenciar como o Jiu-Jitsu pode ser transformador e proporcionar mais qualidade de vida.

 

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