GMI Marco Réss compartilha ensinamentos como árbitro e atleta

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Marco Réss, em foto de seu acervo pessoal. Foto: Reprodução

Administrar as funções de árbitro, atleta e professor é uma tarefa árdua na comunidade do Jiu-Jitsu. É o caso do nosso GMI Marco Réss, à frente da Gracie Barra West Anaheim, sediada na Califórnia. Faixa-preta do quinto grau, Marco tem o privilégio de vivenciar os dois lados do esporte. Árbitro com vasta experiência nos tatames, ele segue ativo nas competições e levou a medalha de ouro no American Nationals, organizado pela IBJJF e disputado há cerca de dois meses. O professor também se tornou campeão mundial de Master no ano passado e garantiu o primeiro lugar no Pan 2022.

Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Marco comentou importância do seu conhecimento como árbitro o auxiliou nas funções de professor e atleta e disse quais regras ele se familiarizou apenas quando começou a arbitrar no Jiu-Jitsu.

Como o seu conhecimento como árbitro contribuiu para a sua carreira como professor e atleta?

Levo em consideração que esse tipo de conhecimento é essencial para poder conduzir uma turma que é voltada às competições, assim consigo orientar corretamente meus alunos. Também é importante durante as competições, já que ter uma boa noção acerca das regras é indispensável no momento como coach.

Poderia descrever alguma peculiaridade da arbitragem?

A meu ver, a complexidade da arbitragem é sempre marcante. É uma função extremamente difícil tantos nos aspectos físico e mental. Normalmente, arbitro até a faixa-marrom na categoria adulto e determinadas lutas de faixas-pretas masters.

Quais são os maiores desafios de ser um árbitro de Jiu-Jitsu?

Os maiores desafios são acompanhar a velocidade e intensidade das lutas. Os atletas estão cada vez mais rápidos, criativos e capazes de se manter em atividade durante todo o tempo da luta, o que exige atenção redobrada.

Marco Réss, em foto de seu acervo pessoal. Foto: Reprodução

Existe alguma regra que você não conhecia nos tempos de atleta?

Sem dúvidas. Por exemplo: a guarda 50/50 e o double pull, que são técnicas que não eram tão comuns quando iniciei no Jiu-Jitsu. Porém, considero que as regras do sem kimono foram as que sofreram mudanças num curto espaço de tempo, como a chave de calcanhar.

Quais são os valores por trás da sua equipe, a Gracie Barra Anaheim?

São os valores ensinados em todas as escolas que carregam o nome Gracie Barra. Um Jiu-Jitsu para todos que trabalha todos os aspectos da arte, desde a defesa pessoal até o até o Jiu-Jitsu de competição.

Que dicas você daria a um faixa-preta que gostaria de se tornar árbitro de alto nível?

Uma dica seria seguir o protocolo completo, com as realizações do curso de arbitragem e estágio. Além disso, é importante que ele atue como árbitro o máximo possível.

Quais são os seus próximos objetivos como professor e atleta?

Como atleta, espero me divertir muito enquanto treino e me mantenho ativo nas competições. Meu próximo compromisso será tentar o meu segundo título mundial em Las Vegas. Por outro lado, como professor, pretendo aprender muito com as gerações mais novas, algo que me permite incrementar bastante na minha condição de professor.

Confira o trabalho do professor Marco Réss.

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