Carlos Holanda ensina como ser um bom espelho para os alunos no Jiu-Jitsu

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Professor Carlos Holanda e sua equipe. Foto: Reprodução

Nosso GMI, o professor Carlos Holanda se dedica à formação de campeões como líder da Carlos Holanda Brazilian Jiu-Jitsu, sediada em Adrianópolis, Manaus. Carlos integrou a prestigiada safra de campeões manauaras que brilharam nos tatames na primeira década do século, caso de Ronaldo “Jacaré” Souza e Bibiano Fernandes. 

Graduado faixa-preta pelas mãos do saudoso mestre Osvaldo Alves, Carlos Holanda construiu uma carreira vitoriosa no Jiu-Jitsu como atleta. Um de seus principais feitos foi o título do Pan 2010. Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Carlos contou momentos marcantes de sua jornada no esporte e compartilhou seus objetivos como professor.

GRACIEMAG: Como começou sua história no Jiu-Jitsu?

CARLOS HOLANDA: Minha história no Jiu-Jitsu começou em 1993, a convite de um amigo para visitar uma academia. Fui assistir ao treino, mas o valor da mensalidade era muito caro; eu tinha apenas 13 anos e não podia pagar. Passei a ir todos os dias, só para assistir aos treinos. Foi aí que o professor me convidou para treinar sem pagar mensalidade. Treinei por seis meses e parei, pois não tinha condições de bancar transporte, alimentação e kimono. Voltei a treinar em 1999, em Parintins, aos 19 anos. Um ano depois fui graduado faixa-azul. Em 2000, retornei para Manaus, e passei a treinar na academia Nova União, do professor Nonato Machado, onde me consagrei campeão amazonense na faixa-azul como peso-galo. No início de 2001, fui promovido a faixa-roxa e fui novamente campeão amazonense, além de ter ficado em terceiro no Mundial. Em junho de 2002,  mudei de academia e passei a treinar no Clube Pina, onde fui graduado faixa-marrom e me consagrei tricampeão amazonense. Um ano depois, conquistei o tetra estadual e fui vice no Mundial como peso-pluma. Em seguida, o mestre Osvaldo Alves me tornou faixa-preta. Neste mesmo ano, competi como preta pela primeira vez e fui campeão brasileiro ao fechar a categoria com meu parceiro de equipe Bibiano Fernandes. A partir do momento que me tornei faixa-preta, minha vida mudou completamente e pude proporcionar mais dignidade à minha família. Depois disso, vieram oportunidades de viagens e conquistei vários títulos internacionais. Também morei nos Estados Unidos por alguns anos e treinei na equipe Checkmat, do professor Lucas Leite. Atualmente, possuo minha própria equipe em Manaus.

O que te motiva a competir mesmo depois de tantos campeonatos e medalhas conquistadas?

Certamente, são os bons momentos que construí no Jiu-Jitsu no passado. Além disso, outro fator determinante é a sensação da vitória, que é inigualável. E é bom ser um espelho para os alunos.

Qual você considera o título mais importante da sua carreira? 

Considero o Mundial 2005, porque fechei a categoria com o Bibiano Fernandes. Ele era a pessoa que mais me inspirava nos treinos e que me motivava muito. Foram 14 anos de treinos juntos e muitas experiências positivas.

Poderia compartilhar alguma história marcante de campeonatos?

Uma história muito especial aconteceu no Pan 2010. Competi no peso-pluma e disputei a final da competição contra o Caio Terra. Foi muito emocionante ver a minha equipe Checkmat na torcida por mim. Deu tudo certo e me consagrei bicampeão do Pan na faixa-preta.

O que diferencia sua equipe das demais da região?

Eu procuro, como disse, ser um espelho para os alunos, e não dar aula apenas. Treino com eles, já que sou muito curioso e me mantenho atualizado quanto à evolução do Jiu-Jitsu.

Quais são seus próximos objetivos como professor e atleta?

Como professor, pretendo ampliar meus projetos no estado do Amazonas ao lado do Fabricio Moreira, da Catar Jiu-Jitsu, e continuar meu trabalho na formação de campeões no esporte e na vida. Como atleta, espero participar de algumas competições com meus alunos no ano que vem.

 

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