Ricardo Evangelista explica tática que parou Cavaca e ensina raspagem balão

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Ricardo Evangelista no Brasileiro de Jiu Jitsu 2013

Ricardo Evangelista, o Jegue raspador da GFTeam. Foto: Rafael Carvalho/GRACIEMAG

Ricardo Evangelista esteve apenas a uma luta de realizar um Campeonato Brasileiro perfeito. Mas nem a derrota para Rafael Lovato, na final do absoluto faixa-preta, tira o bom-humor do “Jegue” da academia GFTeam.

“Foi bom, muita gente deve ter ficado espantada com o meu desempenho na competição, hein”, ri o faixa-preta. “Na final do aberto, pensei em finalizar logo, foi aí que errei”, reconhece.

Evangelista comentou as lições aprendidas em Barueri, analisou a tática para vencer Rodrigo Cavaca na final dos pesadíssimos e, de quebra, nos ensinou uma de suas posições favoritas – útil para levinhos e grandalhões. Confira:

GRACIEMAG: Como fica seu saldo no Brasileiro de Jiu-Jitsu 2013? Saiu satisfeito ou chateado?

RICARDO EVANGELISTA: Eu gostei muito da minha atuação, e muita gente deve ter ficado espantada e surpresa com o meu desempenho (risos)! Tentei lutar para a frente e busquei impor meu ritmo ao máximo. Hoje consegui moldar um jogo mais agressivo, mas meu diferencial até as duas medalhas foi o “coração” e a vontade. O pessoal não sabe, mas hoje dou aulas em cinco lugares diferentes e tenho de adaptar os treinos e a preparação física nos intervalos. Não é fácil me dividir o tempo todo, mas consegui o título.

Falemos então primeiro do ouro no pesadíssimo, luta que veio antes da final do aberto. O que você aprontou ali?

Sou muito fã do Cavaca e quando acabou a luta falei isso para ele. Entrei para lutar com uma estratégia pronta para o caso de ele puxar para a guarda primeiro, mas consegui fechar a guarda primeiro e saí na frente. Consegui raspá-lo da guarda fechada duas vezes. Foi uma honra ter lutado com ele. Eu me senti bem confortável quando consegui fechar a guarda e a vitória começou ali. No fim ele assustou ao encaixar a chave de pé, mas eram os segundos finais e deu para resistir. Achei o Cavaca muito flexível. Com aquele tamanho todo, não consegui montar, e ficamos numa briga danada de monta-não-monta.

E a final do absoluto, com Lovato? Você quase passou, tentou as costas, mas no fim bateu. Errou em algum lance?

O Lovato veio de longe e levou nossa medalha, mas foi merecido. Fez um campeonato excelente e qualquer um de nós dois estaria de parabéns. Infelizmente perdi, acho que fazia bastante tempo que eu não lutava tantas vezes. Desde a semifinal da categoria senti os músculos fadigados. Tive oportunidades durante a luta e pensei em finalizar logo, foi aí que errei. Ele soube usar a estratégia e impor seu ritmo no exato momento em que errei. Está de parabéns pelo título.

Faria algo de diferente?

Vou tentar errar menos e me preparar melhor. Quando fizermos um próximo confronto será diferente. Estarei mais bem preparado fisicamente e vou impor mais o ritmo da luta, como fiz no início dessa. A lição que fica é: “Não importa quantas vezes você foi posto à prova, acredite em si mesmo”.

Conte mais sobre suas raspagens. Qual é sua favorita, útil para nossos leitores?

A que eu mais gosto de fazer, e meus alunos se amarram no Rio é a “balão”. Só consegui fazer uma vez durante o campeonato, mas é sempre útil. Digo que é a raspagem de seis pontos (risos), pois você raspa e cai montado.

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