Demian: “Não vejo possibilidade de lutar com Anderson tão cedo”

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Demian Maia não descansou no Ano Novo. No dia 6 de fevereiro, o faixa-preta de Jiu-Jitsu encara Dan Miller no UFC 109, em Las Vegas. Trabalhar na época de festas não é novidade para o paulista e o próximo combate é muito importante, já que ele vem da primeira derrota depois de 11 triunfos seguidos. Demian conversou com o GRACIEMAG.com e comentou como estão os preparativos para mais um desafio.

Demian usa o Jiu-Jitsu no UFC. Foto: Josh Hedges

Demian usa o Jiu-Jitsu no UFC. Foto: Josh Hedges

Há alguma dificuldade em treinar duro nesta época de festas (Natal e réveillon), quando a maioria aproveita para descansar? Você, particularmente, fica incomodado?

Ossos do ofício. É um pouco difícil achar pessoas para treinar no fim do ano. O pessoal está treinando bem aqui em São Paulo, mas não é fácil juntar todo mundo nessa época. Isso é o que eu quis fazer, então não tenho do que reclamar. Tenho que lutar e tirar as minhas férias depois. Quando escolhi isso, sabia que teria que abdicar de uma porção de coisas. Dessa vez foi Natal e Ano Novo e, ano passado, foi assim também.

Você fez um trabalho especial para melhorar a parte de trocação, após o nocaute sofrido contra Nathan Marquardt. Como foi a experiência?

Estive na Bahia e foi excelente. Também treinei Jiu-Jitsu lá, mas o principal foi o boxe e dei uma evoluída boa. Conversei com o (Rodrigo) Minotauro sobre a possibilidade de treinar boxe em Cuba e ele disse para trabalhar com o Luis Dórea. Treinamos juntos, ele me ofereceu o apartamento dele para ficar hospedado. O cara (Minotauro) é nota mil e sempre gostei dele.

Houve uma polêmica entre você e o Anderson Silva, com declarações contundentes à mídia. Entretanto, você tem uma boa amizade com os irmãos Nogueira, que são companheiros do Anderson. Como isso funciona?

Já havia treinado com o Rodrigo e com o Rogério há muito tempo, quando era faixa-marrom. Tinha uma relação boa, mas acabei me afastando. Eles são muito amigos do Anderson e, como havia a possibilidade de enfrentá-lo se tivesse vencido a minha última luta, acabei ficando mais longe. Como agora não vejo possibilidade de lutar com o Anderson tão cedo, reatamos esse lance.

E o trabalho nos Estados Unidos? Antes dos combates, você também vinha fazendo um período de treinamentos por lá com o Wanderlei Silva. Isso continua?

Vou aos Estados Unidos umas duas semanas antes da luta. Ficarei uma semana em San Diego com o Minotauro, Minotouro e o Rafael Alejarra, que é o meu preparador físico e agora mora lá. Na última semana vou a Las Vegas, aí devo ficar com o Wanderlei, onde faço mais uma manutenção.

Você costuma treinar de kimono para as lutas de MMA?

Estava treinando de kimono uma vez por semana, mas agora treino mais sem pano, porque é até difícil a galera vir treinar de kimono nessa época. O pessoal que vem é para me ajudar. Então fazemos um treino sem kimono.

Que lição tirou da primeira derrota?

Qualquer derrota é aprendizado. Vi alguns erros que estava cometendo no treinamento, algumas coisas até psicológicas, e estou tentando melhorar.

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