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	<title>Texas | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Texas | Graciemag</title>
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		<title>A jornada de sucesso do professor Jackson Silva no Texas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 15:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-246980" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-300x226.jpg" alt="" width="1009" height="760" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-300x226.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-1024x772.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-768x579.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Screenshot_20261027_220724_Instagram.jpg 1077w" sizes="(max-width: 1009px) 100vw, 1009px" /></p>
<p>“Seja fenomenal ou seja esquecido”. Eis a frase que o <a href="https://www.instagram.com/jacksonsilvajj?mdxt=NTR0d3pwaTkzMjU0">professor GMI Jackson Silva</a> tem tatuada no corpo. “Trata-se de um compromisso pessoal com a excelência. Não significa que todos precisem ser campeões, mas que devemos buscar o máximo do nosso potencial, sem aceitar a mediocridade como destino. Nos momentos difíceis, ela me lembra da importância da disciplina, da dedicação e das escolhas necessárias para continuar evoluindo.”</p>
<p>Essa filosofia de respeito ao trabalho e à dedicação foi inspirada na trajetória de gigantes do esporte. Fã da eficiência cirúrgica de ícones como Rodolfo Vieira e Roger Gracie, e moldado diretamente pelas mãos de Guto Campos — mentor de suas principais glórias —, Jackson transformou o aprendizado em sacerdócio. Cada puxada de lapela e cada ajuste de quadril em seu jogo carregam o DNA dessa linhagem de campeões.</p>
<p>O reflexo desse amadurecimento transcendeu as fronteiras brasileiras e fincou raízes profundas no solo árido do Texas. O que começou em 2013 como o primeiro passo tímido de um jovem instrutor assistente desabrochou na robusta realidade da<a href="https://www.instagram.com/guethobjjtexas?vrfl=azh0b3BrNGc4b29v"> Guetho Texas, em Amarillo.</a> A escola não apenas dobrou de tamanho em julho de 2026, capacitando-se a atender mais de 400 alunos, mas converteu-se em um polo irradiador de disciplina e transformação social na comunidade norte-americana.</p>
<p>Mais do que formar competidores condecorados, Jackson Silva compreendeu que o verdadeiro tatame de um mestre é a sociedade. Ao estender os benefícios do Jiu-Jitsu para além das medalhas — seja por meio de um extenso cronograma de aulas ou de projetos cruciais de defesa pessoal em parceria com o departamento de polícia local —, ele consolida o esporte como ferramenta de segurança e autoconfiança. A seguir, o professor compartilha os bastidores dessa expansão e detalha a engenharia diária necessária para equilibrar a vida de mentor com as exigências de sua própria evolução.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246981" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-300x163.jpg" alt="" width="1134" height="616" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-300x163.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-1024x557.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-768x417.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-1536x835.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-2048x1113.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261028_112508389-150x82.jpg 150w" sizes="(max-width: 1134px) 100vw, 1134px" /></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Quem são os professores que moldaram o seu Jiu-Jitsu e qual é a maior lição que você aprendeu com eles?</strong><br />
<strong>JACKSON SILVA:</strong> Tive a oportunidade de aprender com grandes referências do Jiu-Jitsu. Rodolfo Vieira e Roger Gracie são atletas que sempre admirei pela eficiência e pelo domínio técnico. Entre meus professores, Guto Campos teve uma influência especialmente importante na minha formação e me orientou em algumas das minhas maiores conquistas. A principal lição que levo dessas referências é que excelência não depende de complicar o Jiu-Jitsu. Ela nasce do domínio dos fundamentos, da simplicidade, da precisão e da dedicação constante ao aperfeiçoamento de cada detalhe.</p>
<p><strong>Você começou a ensinar Jiu-Jitsu no Brasil, ainda num pequeno dojô. Recentemente a Guetho Texas, em Amarillo, praticamente dobrou de tamanho, uma baita estrutura&#8230; Fale um pouco sobre essa evolução na sua carreira e os benefícios que vocês oferecem aos cidadãos de Amarillo.</strong><br />
Minha trajetória como professor começou em 2013, quando passei a atuar como assistente. Desde então ensinar se tornou parte essencial da minha vida. Em Amarillo, tenho participado diretamente do desenvolvimento da Guetho Texas BJJ e do crescimento da comunidade de praticantes. Em julho de 2026, a academia ampliou sua estrutura, passando de uma capacidade aproximada de 200 para mais de 400 alunos, com uma programação de 164 aulas por mês. Também participo de um projeto de defesa pessoal com o Potter County Sheriff’s Office, em colaboração com Dean Sather e o xerife Brian L. Thomas. Para mim, o valor desse trabalho vai além dos resultados esportivos: está na confiança, na disciplina e nas oportunidades que o Jiu-Jitsu oferece às pessoas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-246982" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-300x201.jpg" alt="" width="1000" height="670" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-1024x687.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-768x515.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-1536x1030.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-2048x1373.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221235657-150x101.jpg 150w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p><strong>Como é o seu planejamento diário para conciliar a rotina de professor em uma academia de ponta com a preparação física e mental exigida de um competidor de alto rendimento?</strong><br />
Minha rotina exige planejamento. De segunda a sexta-feira, normalmente ensino de duas a três aulas por dia e organizo meus próprios treinos em dois períodos. No primeiro, priorizo a intensidade e as situações que simulam uma competição; no segundo, trabalho com mais controle, corrigindo detalhes técnicos e aperfeiçoando posições. Às terças e quintas-feiras, incluo musculação. À medida que uma competição se aproxima, ajusto o volume, a frequência e a intensidade dos treinos. Conciliar as duas funções exige disciplina, mas também me permite levar para as aulas o conhecimento que continuo construindo como atleta.<br />
<strong><br />
Quais são os destaques da sua vida como competidor e o que de melhor você aprendeu ao guerrear nas grandes arenas do BJJ?</strong><br />
Minha trajetória competitiva inclui títulos estaduais em 2015 e 2016 e resultados importantes em competições da IBJJF. Em 2022, conquistei o Campeonato Brasileiro da CBJJ, na faixa-preta Master 1 peso pesado, com cinco vitórias sem sofrer pontos ou vantagens. Em 2024, fui vice-campeão pan-americano, conquistei o bronze no Mundial Master e venci o American National tanto na categoria quanto no absoluto, incluindo uma vitória sobre Jaime Canuto. Competir em grandes arenas e enfrentar atletas de altíssimo nível me ensinou que o resultado é consequência de algo maior. A medalha tem valor, mas o aprendizado mais importante foi amar o processo: treinar, corrigir erros, repetir movimentos e evoluir continuamente.<br />
<strong><br />
Qual é o segredo para transformar um aluno mediano num grande campeão? </strong><br />
Acredito que todas as pessoas já são faixas-pretas em alguma área da vida. Uma criança pode dominar um videogame; um empresário, um médico ou uma dona de casa desenvolvem habilidades complexas por meio de prática, repetição, disciplina, adaptação e aprendizado com os erros. O papel do professor é reconhecer essas competências e ajudar o aluno a transferi-las para o tatame. A partir daí, fazemos os ajustes técnicos, físicos e mentais necessários para que ele desenvolva seu potencial. Formar um campeão não é criar uma capacidade do zero, mas ajudar alguém a descobrir e aplicar aquilo que já sabe fazer bem. Todos nós somos faixas-pretas em alguma coisa. O segredo está em aprender a utilizar essa experiência para conquistar a faixa-preta em novas áreas da vida.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-300x196.png" alt="" width="1028" height="672" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-300x196.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-1024x668.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-768x501.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva-150x98.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/Jackson-Silva.png 1431w" sizes="auto, (max-width: 1028px) 100vw, 1028px" /></p>
<p><strong>Qual foi o principal conselho que você escutou ao longo da sua carreira e como isso mudou a sua vida? </strong><br />
Uma das ideias que mais me marcaram veio do empresário Flávio Augusto: “Estabilidade não existe”. Essa reflexão reforçou minha compreensão de que buscar excelência exige escolhas. Comecei no Jiu-Jitsu muito jovem e deixei de participar de muitas festas, viagens e diversões comuns naquela idade para passar mais tempo no tatame. Mas nunca enxerguei isso como uma perda, porque sempre gostei profundamente do processo de evolução. Há algo especial em aperfeiçoar uma posição por meses ou anos e conseguir executá-la em uma competição. Para competir em alto nível, é preciso priorizar treino, alimentação, sono e recuperação. Muitas pessoas chamam essas escolhas de sacrifício. Eu vejo de outra maneira: quando abrimos mão de algo bom para construir algo que consideramos ainda melhor, estamos fazendo um investimento. Quando você abre mão de algo bom para construir algo extraordinário, isso não é sacrifício. É investimento.<br />
<strong><br />
Quais são as dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de se tornar um professor/atleta de Jiu-Jitsu de sucesso?</strong><br />
Acredito que o caminho começa por três habilidades. A primeira é desenvolver um nível técnico elevado e resultados consistentes. Gosto da comparação com um guerreiro: quem ensina a guerrear precisa conhecer a batalha e carregar a experiência de quem esteve nela. A segunda é compreender as pessoas e identificar aquilo de que cada uma precisa para alcançar seu potencial. A terceira é a didática: conseguir transformar algo complexo em uma explicação simples, fluida e significativa para quem aprende. Mas essas três habilidades convergem para uma capacidade ainda maior: servir. O professor serve seus alunos ao compartilhar conhecimento de forma acessível. O atleta de alto nível serve seus companheiros oferecendo a melhor qualidade de treino possível, inclusive ajustando a intensidade do rola ao nível e à necessidade de cada parceiro. Às vezes, isso exige oferecer resistência; em outras, reduzir o ritmo. O sucesso também se mede pela contribuição que damos ao desenvolvimento das pessoas ao nosso redor.<br />
<strong><br />
Como a sua experiência como árbitro de Jiu-Jitsu contribuiu para a sua carreira de competidor?</strong><br />
Trabalhar como árbitro me proporcionou uma visão mais ampla e precisa do Jiu-Jitsu competitivo. Em uma luta, existem quatro perspectivas importantes. A primeira é a do atleta, que conhece suas habilidades, suas posições e a estratégia que pretende executar. A segunda é a do adversário, que também tem objetivos e um plano próprio. A terceira é a do treinador, que observa o combate de fora, analisa as ações dos dois atletas e oferece orientações. A quarta é a do árbitro, que precisa manter uma posição neutra e avaliar aquilo que efetivamente acontece, e não apenas a intenção de cada competidor. Compreender essa diferença entre o que se pretende fazer e o que realmente se executa foi fundamental para mim. Ao reunir essas quatro perspectivas, passei a interpretar a competição de forma mais completa e a tomar decisões com maior precisão dentro do tatame.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-246984" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-300x188.jpg" alt="" width="1015" height="636" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-300x188.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-1024x642.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-768x482.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-1536x963.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-2048x1284.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/10/InShot_20261027_221044032-150x94.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1015px) 100vw, 1015px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-jornada-de-sucesso-do-professor-jackson-silva-no-texas/">A jornada de sucesso do professor Jackson Silva no Texas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tributo, medalhas e saudade: o professor Ulpiano Malachias por ele mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2026 21:25:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Gracie Junior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Em tudo na vida é preciso ter sorte. Quando eu ralava como segurança, en 2004, fiquei amigo da atendente do bar. Quem era? A filha de Rorion, Riane Gracie. Logo ela me apresentou para a família, eu passei a treinar com Royce e ajudá-lo na academia, no início dos anos 2000. Por três anos, como faixa-roxa, viajei pelo mundo todo com meu herói, ajudando-o em suas últimas lutas, em aulas e seminários.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246297" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-1024x781.jpg" alt="" width="650" height="496" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-1024x781.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-300x229.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-768x586.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto-150x114.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/Ulpiano-GRaciemag-divulgacao-luto.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Após a partida doída e repentina do professor Ulpiano Malachias, falecido em maio após desistir da vida, centenas e centenas de brasileiros, californianos, texanos, colegas e adversários o homenagearam com belas histórias nas redes sociais.</p>
<p>Mas como era o Piano na opinião dele próprio?</p>
<p>A equipe GRACIEMAG.com colheu algumas das melhores frases do já saudoso professor, pai e amigo, em entrevistas concedidas à revista e ao nosso portal, de 2010 até 2026.</p>
<p>Vá na paz, grande fera.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>*** *** *** ****</strong></p>
<p>“Eu tinha 17 anos em Belo Horizonte, e fui treinar na academia do Erik Wanderley. No primeiro mês de Jiu-Jitsu, em 1998, um cara me finalizou na chave de braço e eu bati. Ele simplesmente ignorou meus tapinhas e me machucou sério. Um mês depois, tirei o gesso e voltei para a academia transformado. Eu era outra pessoa, mais casca-grossa do que nunca. Era assim que as coisas funcionavam então no Brasil.”</p>
<p>“As pessoas não gostavam de mim. Eu sou tão competitivo que achavam que eu era mau. Precisei modificar minhas atitudes. Mestre Carlinhos, Marcio Feitosa e Flavio Almeida mostraram para mim como eu devia tratar as pessoas, me dirigir a elas. E assim passei a ganhar o respeito de todos. Com eles três, aprendi enfim que o Jiu-Jitsu é a arte da gentileza, uma arte suave de fato.”</p>
<p>“Me mudei para os Estados Unidos em 20002. Queria tentar viver fora do Brasil. Eu sabia que não seria nada fácil. Eu tenho diploma em administração e tudo que eu precisava eu tinha no Brasil. Mas optei por deixar tudo para trás e recomeçar, sem conhecidos, sem apoio e sem facilidades.”</p>
<p>“Trabalhei nos Estados Unidos como lavador de pratos. Consegui depois uma vaga de leão de chácara num bar brasileiro, aquela confusão. Era o modo que eu tinha de fazer algum dinheiro e seguir malhando e treinando.”</p>
<p>“Em tudo na vida é preciso ter sorte. Quando eu ralava como segurança, en 2004, fiquei amigo da atendente do bar. Quem era? A filha de Rorion, Riane Gracie. Logo ela me apresentou para a família, eu passei a treinar com Royce e ajudá-lo na academia, no início dos anos 2000. Por três anos, como faixa-roxa, viajei pelo mundo todo com meu herói, ajudando-o em suas últimas lutas, em aulas e seminários.”</p>
<div id="attachment_221167" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221167" class="size-large wp-image-221167" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1536x1023.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-221167" class="wp-caption-text">Professor Ulpiano com Jon Jones e Tussa. Foto: Reprodução</p></div>
<p>“Comecei a morar com meus velhos amigos da GB, e em 2006 fui surpreendido com a faixa-preta pelos mestres Carlos Gracie Junior e Draculino. Eu estava pronto para lutar o Campeonato Asiático de marrom. Quando eu mesmo não acreditava muito em mim, eles acreditaram. Voltei do Japão com a medalha de ouro.”</p>
<p>“Ao decidir abrir minha academia, escolhi uma região onde o aluguel era mais barato. Abri a GB Santa Ana em dezembro de 2007. Amo aquela escola e sua gente, sempre leal e dedicada. Como meu início no Brasil, conheci pessoas que trabalhavam duro e não tinham dinheiro sobrando. O pouco que eles ganhavam, eles valorizavam muito, e eu entendia que eles estavam investindo quase tudo que possuíam no Jiu-Jitsu, em meus ensinamentos. Então eu fazia tudo para retribuir nos tatames.”</p>
<p>“Quando abri minha primeira academia GB, eu era proprietário, administrador, faxineiro, cobrador e instrutor. Em dois anos, passei a ter mais de 200 alunos matriculados. Quase chorava ao ver os tatames cheios, e perceber quantas vidas consegui mudar.”</p>
<p>“Gosto de ir nas escolas dos alunos, fazer demonstração de Jiu-Jitsu. Outro dia na Califórnia, cruzei com um cara na rua. Ele parecia bem acima do peso, então eu o convidei para fazer uma aula na academia. Ele apareceu, e no mesmo dia recebi uma mensagem dele. Dizia que, após aquele único dia de Jiu-Jitsu, eu havia mudado sua vida para sempre. Minha vida é isso. Eu cuido das pessoas, dos meus alunos. Eles são todos parte da minha família.”</p>
<p>“Com mestre Carlinhos, na Califórnia, aprendi a principal lição que ele sempre nos passou. Sobre a importância de ajudar quem estiver ao nosso lado.”</p>
<p>“Em novembro de 2010, abri minha primeira GB no Texas. Eu não conhecia ninguém e o Draculino estava a milhas e milhas de distância. Aprendi muito, sobre gestão inclusive.”</p>
<p>“Aprendi na GB que campeonatos têm seu lugar no ambiente do Jiu-Jitsu, mas devemos enxergar a arte como uma ferramenta vital para todos os caminhos da vida, e para alunos de todos os perfis e idades. O professor pode e deve incentivar quem tem a flama da competição nos olhos, mas os campeonatos não devem ser o foco exclusivo de uma academia de Jiu-Jitsu. Pois isso há de espantar 80% de seus alunos e clientes em potencial.”</p>
<p>“Minha maior meta como professor é a de contusão zero entre os alunos. Quem se machuca larga os treinos por meses, isso se não largar o Jiu-Jitsu para sempre. É preciso organizar as turmas e horários com inteligência. Sempre cuidem bem de seus alunos e alunas.”</p>
<p><em>Também aprendeu alguma lição inestimável com o professor Piano? Deixe nos comentários.</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kimura from Half Guard with Ulpiano Malachias" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/_j8zE0usxAA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tributos-medalhas-e-saudade-o-professor-ulpiano-malachias-gb-west-chase-por-ele-mesmo-no-jiu-jitsu/">Tributo, medalhas e saudade: o professor Ulpiano Malachias por ele mesmo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>How Stormy Paxton is empowering women through Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 14:54:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Austin]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Stormy Paxton’s journey to Brazilian Jiu-Jitsu was anything but conventional. Before stepping onto the mats, she had built a respected career as a government marine ornithologist, earning publication credits for her work on pelagic ichthyoplankton. Her life revolved around science, research, and data, until Jiu-Jitsu entered the picture and changed everything. What began as a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245831" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_233114748-300x225.jpg" alt="" width="1184" height="888" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_233114748-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_233114748-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_233114748-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_233114748-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_233114748-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_233114748-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1184px) 100vw, 1184px" /></p>
<p>Stormy Paxton’s journey to Brazilian Jiu-Jitsu was anything but conventional. Before stepping onto the mats, she had built a respected career as a government marine ornithologist, earning publication credits for her work on pelagic ichthyoplankton. Her life revolved around science, research, and data, until Jiu-Jitsu entered the picture and changed everything.</p>
<p>What began as a physical challenge quickly evolved into a profound personal transformation. Through Jiu-Jitsu, Paxton discovered resilience, confidence, and a sense of liberation she had not experienced elsewhere. The impact was so powerful that she made a bold decision: to leave her scientific career behind and fully dedicate herself to the art of Brazilian Jiu-Jitsu.</p>
<p>Today, Stormy Paxton trains and works under Professor Fabio Villela in Austin, Texas. Professor Villela is the owner of Gracie Barra Cedar Park, Gracie Barra Round Rock, and Gracie Barra Georgetown. Under the mentorship of Professor Fábio “Gigantinho,” Stormy played a key role in building and expanding the women’s Jiu-Jitsu programs across all three academies. Her efforts helped create structured, welcoming environments where women could train with confidence, purpose, and consistent support.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245832" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_234911574-300x214.jpg" alt="" width="1159" height="827" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_234911574-300x214.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_234911574-1024x731.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_234911574-768x548.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_234911574-1536x1097.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_234911574-2048x1462.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_234911574-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1159px) 100vw, 1159px" /></p>
<p>The programs Stormy helped develop go far beyond technical instruction. Many women arrive on the mats carrying emotional &#8211; and sometimes physical &#8211; trauma. Through Jiu-Jitsu, Stormy guides them toward reclaiming ownership of their bodies, establishing healthy boundaries, and rediscovering strength through challenge. On the mats, adversity becomes a powerful tool for healing, empowerment, and personal freedom.</p>
<p>Stormy leads by example. She competes not only for personal achievement, but to inspire the students she coaches, specially women and children. Her competitive résumé is impressive: ranked #1 overall No-Gi blue belt in the world, ranked #1 in her division in the gi at purple belt, and a highly decorated purple belt competitor. Her titles include Pan American No-Gi Champion, Pan American Gi Champion, and World Champion. Following her world championship performance, Stormy was awarded her brown belt under Professor Fabio Villela, a milestone that reflected not only competitive success, but leadership and character on the mats.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245834" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_235021129-1-300x225.jpg" alt="" width="1200" height="900" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_235021129-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_235021129-1-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_235021129-1-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_235021129-1-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_235021129-1-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/InShot_20260202_235021129-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>Despite her accolades, Stormy Paxton’s true focus remains impact. Through consistency, discipline, and mentorship, she demonstrates what is possible when perseverance meets purpose. In a sport known for its difficulty, Stormy is building something lasting: stronger women, resilient communities, and living proof that transformation is earned one roll at a time.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/how-stormy-paxton-is-empowering-women-through-jiu-jitsu/">How Stormy Paxton is empowering women through Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Ana Clara Tauil, a bailarina que virou campeã de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Nov 2025 03:10:37 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-245639" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251129_234421831-300x225.jpg" alt="" width="744" height="558" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251129_234421831-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251129_234421831-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251129_234421831-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251129_234421831-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251129_234421831-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251129_234421831.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /></p>
<p><em>Por Gabriel Oliveira </em></p>
<p>Em 2012, uma lesão no joelho provocada pelo balé mudou o rumo da vida de Ana Clara Tauil. O que poderia ter sido um obstáculo se transformou em um novo começo quando ela cruzou pela primeira vez as portas da academia Gracie Barra Avenida das Américas. Por influência de seu pai, que já praticava o esporte, Ana Clara decidiu experimentar o BJJ e nunca mais parou. Desde então, a arte suave deixou de ser apenas uma prática esportiva para se tornar uma filosofia de vida e uma poderosa ferramenta de transformação pessoal e social.</p>
<p>Mais do que uma arte marcial, o Jiu-Jitsu se revelou para Ana Clara um caminho de autoconhecimento e superação. Para ela, cada treino representa um aprendizado sobre resiliência, humildade e solidariedade. “O BJJ ensina a ficar confortável em situações desconfortáveis”, costuma dizer, lembrando com humor que só quem já esteve sob a pressão da posição de “cem quilos” entende o verdadeiro sentido dessa lição.<br />
Esses valores ultrapassaram os limites do tatame e se estenderam para todas as áreas de sua vida — esportiva, profissional e pessoal. Segundo a atleta, o Jiu-Jitsu é o “mais coletivo dos esportes individuais”, pois o progresso de cada praticante depende da parceria e da troca com os companheiros de treino.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-245640" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251129_234257_WhatsApp-300x252.jpg" alt="" width="742" height="623" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251129_234257_WhatsApp-300x252.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251129_234257_WhatsApp-1024x861.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251129_234257_WhatsApp-768x646.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251129_234257_WhatsApp-150x126.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251129_234257_WhatsApp.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 742px) 100vw, 742px" /></p>
<p>Desde a faixa-branca, Ana Clara Tauil participa ativamente de competições, enxergando nos campeonatos uma forma de testar seus limites e evoluir dentro do tatame. Ao longo dos anos, construiu uma trajetória marcada por conquistas expressivas, acumulando diversos títulos nacionais e internacionais, entre eles o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu. Sua dedicação, disciplina e paixão pelo esporte a levaram a representar com orgulho a equipe Gracie Barra.</p>
<p>Hoje, Ana Clara Tauil vive do Jiu-Jitsu e para o Jiu-Jitsu, dedicando-se integralmente à arte suave que transformou sua vida. Seu principal foco é expandir o BJJ feminino, criando oportunidades e espaços onde meninas e mulheres possam se desenvolver com confiança. Ana Clara acredita que o tatame deve ser um ambiente seguro, acolhedor e inspirador, capaz de fortalecer não apenas o corpo, mas também a mente e o espírito. Por isso, trabalha diariamente para estimular a participação feminina, quebrar barreiras e mostrar que o BJJ é uma ferramenta poderosa de empoderamento e autoconhecimento. Para ela, cada aula é uma chance de ver mais mulheres descobrindo, através do esporte, seus próprios limites — e o poder de superá-los.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/ana-clara-tauil-a-bailarina-que-virou-campea-de-jiu-jitsu/">Ana Clara Tauil, a bailarina que virou campeã de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Railson Albuquerque acumula três títulos consecutivos no Texas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2025 03:36:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;* Por Gabriel Oliveira O atleta de Jiu-Jitsu Railson Albuquerque Silva, de 24 anos, nascido em Brasília e criado no Rio de Janeiro, vive uma das fases mais marcantes de sua carreira. Representando a Gracie Barra, o faixa-marrom desembarcou nos Estados Unidos há apenas quatro meses e já se tornou destaque nos principais campeonatos do&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245541" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251114_000957040-300x225.jpg" alt="" width="747" height="560" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251114_000957040-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251114_000957040-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251114_000957040-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251114_000957040-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251114_000957040-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/InShot_20251114_000957040.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></p>
<p>&nbsp;<em>* Por Gabriel Oliveira </em></p>
<p>O atleta de Jiu-Jitsu Railson Albuquerque Silva, de 24 anos, nascido em Brasília e criado no Rio de Janeiro, vive uma das fases mais marcantes de sua carreira. Representando a Gracie Barra, o faixa-marrom desembarcou nos Estados Unidos há apenas quatro meses e já se tornou destaque nos principais campeonatos do Texas.</p>
<p>Com atuações marcadas por técnica refinada e consistência, Railson conquistou três títulos consecutivos (Austin Open, Dallas Open e San Antonio Open), consolidando-se como um dos nomes em ascensão no cenário americano do Jiu-Jitsu.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245542" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000826_WhatsApp-300x239.jpg" alt="" width="756" height="603" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000826_WhatsApp-300x239.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000826_WhatsApp-1024x816.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000826_WhatsApp-768x612.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000826_WhatsApp-1536x1224.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000826_WhatsApp-2048x1632.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000826_WhatsApp-150x120.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 756px) 100vw, 756px" /></p>
<p>Determinado a evoluir como lutador, o brasileiro vem direcionando sua rotina de treinos para o aprimoramento do grappling, buscando ajustes finos, novas estratégias e uma performance cada vez mais completa.</p>
<p>“Mudar de país foi um desafio enorme, mas também uma oportunidade única de crescimento. Cada treino e cada campeonato aqui me fazem evoluir como atleta e como pessoa”, afirma Railson.</p>
<p>Mais do que colecionar medalhas, Railson encara essa nova etapa como um processo contínuo de crescimento técnico e pessoal. A dedicação diária aos treinos e o foco em competir nos maiores eventos do mundo refletem o verdadeiro espírito do Jiu-Jitsu: disciplina, superação e evolução constante.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245543" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000900_WhatsApp-300x223.jpg" alt="" width="746" height="555" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000900_WhatsApp-300x223.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000900_WhatsApp-768x570.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000900_WhatsApp-150x111.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/11/Screenshot_20251114_000900_WhatsApp.jpg 969w" sizes="auto, (max-width: 746px) 100vw, 746px" /></p>
<p>Com uma mentalidade voltada para o progresso e o desejo de alcançar o mais alto nível do esporte, Railson Albuquerque segue trilhando um caminho de aprendizado e excelência. Cada conquista é um degrau a mais em sua jornada de evolução, dentro e fora do tatame.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/railson-silva-acumula-tres-titulos-consecutivos-no-texas/">Railson Albuquerque acumula três títulos consecutivos no Texas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como o primeiro treininho de Jiu-Jitsu mudou a vida do professor Matheus Guada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 18:50:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial 2017]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como o primeiro treininho de Jiu-Jitsu mudou a vida do professor Matheus Guada</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245109" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI.jpg" alt="" width="449" height="512" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI.jpg 449w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI-263x300.jpg 263w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI-132x150.jpg 132w" sizes="auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px" /></p>
<p>Faixa-preta e atleta da GB em Houston, Matheus Guada não esquece os primeiros passos no Jiu-Jitsu. Ele relembrou os lances mais marcantes na sua trajetória, em papo com o GRACIEMAG.com.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>MATHEUS GUADA:</strong></em> Eu estava em Varginha, em Minas Gerais, e fui visitar o projeto social Campeões do Futuro. Havia em torno de 40 crianças nos tatames, e eu fiquei impressionado. Como eu já tinha treinado taekwondo, achei que eu ia tirar de letra. Amigo, apanhei até das crianças menores que eu. Mas fiz questão de voltar, para tentar de novo. E foi assim que peguei gosto e treino até hoje.</p>
<p><strong>Quando você percebeu que viveria em prol do Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Creio que foi na primeira vez em que lutei o Mundial da IBJJF, na Pirâmide de Long Beach, na Califórnia. Era 2017, e ali percebi toda a estrutura do Jiu-Jitsu, e quantas pessoas o esporte estava empregando. Eu ainda era juvenil, faixa-azul, mas fiquei vidrado no campeonato.</p>
<p><strong>E como escolheu morar em Houston e treinar na GB Westchase?</strong></p>
<p>Eu vim lutar o Houston Open, e acabei por enfrentar um conhecido meu, o Henrique Camargo, que treina na GB WestChase junto com um amigo meu, chamado Vitor Peres. Sou amigo do Vitor de longa data. Começamos a nos falar e conheci o professor Ulpiano, que fundou e lidera esta e outras escolas. Ele então me convidou para fazer parte do time e treinar com eles. Foi uma troca de conhecimentos muito interessante e que me enriqueceu como atleta.</p>
<p><strong>Qual foi o seu dia mais marcante como professor de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Olha… Ah, foi a primeira vez que levei meus alunos para lutar um campeonato. Eram várias crianças, e levei a turma para um campeonato regional em Poços de Caldas, em Minas. Aquela responsabilidade, a alegria das vitórias. Não esqueço nunca. Marcou mesmo. Foi quase tão inesquecível quanto meu primeiro campeonato já com a faixa-preta na cintura.</p>
<p><strong>Como a estrutura da GB tem mudado sua vida no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Está sendo ótimo, pois treino com um excelente time, recheado de atletas de altíssimo nível e com ótimos resultados em competições. Caso do campeão com e sem kimono Pedro Marinho, o Vitor Peres e o Dylan Melton. Sinto que aprendo todos os dias, em especial com um dos professores mais experientes do nosso time, o Piano.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-o-primeiro-treininho-de-jiu-jitsu-mudou-a-vida-do-professor-matheus-guada/">Como o primeiro treininho de Jiu-Jitsu mudou a vida do professor Matheus Guada</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Professor Matheus Cunha wants to compete in the main Jiu-Jitsu competitions in the US</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2025 13:10:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[AJP Tour]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[black belt]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Currently competing and training in Texas, United States, Matheus Cunha, a Jiu-Jitsu black-belt, discovered a pleasant surprise in the sport. Initially, when he started at 11 years old, his goal was to lose weight, but the identification with that environment made the kid realize that he wanted to go further. Today, at 24 years old,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244574" style="width: 1090px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244574" class="wp-image-244574 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Snapinst.app_476098222_18373142527136178_2798182615577510308_n_1080.jpg" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Snapinst.app_476098222_18373142527136178_2798182615577510308_n_1080.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Snapinst.app_476098222_18373142527136178_2798182615577510308_n_1080-240x300.jpg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Snapinst.app_476098222_18373142527136178_2798182615577510308_n_1080-819x1024.jpg 819w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Snapinst.app_476098222_18373142527136178_2798182615577510308_n_1080-768x960.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Snapinst.app_476098222_18373142527136178_2798182615577510308_n_1080-120x150.jpg 120w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p id="caption-attachment-244574" class="wp-caption-text">Matheus Cunha in action during an IBJJF Jiu-Jitsu tournament. Photo: Personal Archive</p></div>
<p>Currently competing and training in Texas, United States, Matheus Cunha, a Jiu-Jitsu black-belt, discovered a pleasant surprise in the sport. Initially, when he started at 11 years old, his goal was to lose weight, but the identification with that environment made the kid realize that he wanted to go further. Today, at 24 years old, Matheus is improving his technique at 413 Jiu-Jitsu, a team led by athlete and professor Pedro Rocha, which is preparing to assemble the 2025 competition team. Matheus is one of the members of this select group.</p>
<p>After taking his first steps in Jiu-Jitsu as a child with master Roberto Godoi, in Barueri, São Paulo, Matheus’ journey in the sport took another direction after he became a blue-belt, when the first opportunity for sponsorship arose with a trip abroad.</p>
<p>“As a blue-belt, I had the opportunity to be sponsored by Frota Academy, in Switzerland, and I took my first international trip when I was 16. I did a camp in the country and then competed, as a Juvenile, in the IBJJF Euros. It was a great experience.”.</p>
<p>Since then, Matheus’ dedication has given him the chance to broaden his horizons through Jiu-Jitsu. Today, after spending some time in Texas, he feels more mature, but with the same desire to improve as the 16-year-old who visited Switzerland for the sport.</p>
<p>“My routine in the United States consists of training only. I train three to four times a day, varying between physical preparation and Jiu-Jitsu. I’m going to all the Opens here in the country and I intend to do super fights, in addition to participating in the Pans and in the Worlds, Gi and No Gi, IBJJF competitions, and in the AJP Tour Grand Slam, in Dallas.”.</p>
<p>In June of last year, Matheus was promoted to black-belt, beginning a more challenging chapter as a Jiu-Jitsu competitor. The 2025 season has already begun for him. At the end of January, he competed at the IBJJF Dallas Winter Open, Gi and No Gi, a high-performance competition. On that occasion, the black-belt placed well on the podium in both modalities and left the tournament with two silver medals. A warm-up for the promising months to come.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/black-belt-matheus-cunha-wants-to-compete-in-the-main-jiu-jitsu-competitions-in-the-united-states/">Professor Matheus Cunha wants to compete in the main Jiu-Jitsu competitions in the US</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A aula de estratégia de Bruno Bastos em seu tri no Europeu 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 23:09:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 13 anos, Bruno Bastos trocou o Rio de Janeiro pelo Texas, nos Estados Unidos, onde mora, treina e ensina numa cidade petrolífera, feliz da vida. Em janeiro, o professor não costuma perder a chance de ir passear no inverno europeu, onde volta sempre com boas histórias, seminários e medalhas de ouro na bagagem. Nesse&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244528" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244528" class="wp-image-244528 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Bruno-Bastos-BJJ-no-Europeu-2025-1024x982.jpg" alt="" width="650" height="623" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Bruno-Bastos-BJJ-no-Europeu-2025-1024x982.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Bruno-Bastos-BJJ-no-Europeu-2025-300x288.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Bruno-Bastos-BJJ-no-Europeu-2025-768x737.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Bruno-Bastos-BJJ-no-Europeu-2025-150x144.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Bruno-Bastos-BJJ-no-Europeu-2025.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244528" class="wp-caption-text">Bruno Bastos no Europeu 2025 em Lisboa. Foto: Reprodução/Instagram</p></div>
<p>Há 13 anos, Bruno Bastos trocou o Rio de Janeiro pelo Texas, nos Estados Unidos, onde mora, treina e ensina numa cidade petrolífera, feliz da vida. Em janeiro, o professor não costuma perder a chance de ir passear no inverno europeu, onde volta sempre com boas histórias, seminários e medalhas de ouro na bagagem.</p>
<p>Nesse Campeonato Europeu de 2025, no fim de janeiro, o faixa-preta formado na Nova União repetiu o feito, ao vencer no master 3, em luta eletrizante contra a fera Juninho Boi, de Bragança.</p>
<p>Em papo com o GRACIEMAG.com, <a href="https://www.instagram.com/arenabjj/reel/DFI-b31xJ9q/" target="_blank" rel="noopener">o agora tricampeão europeu</a> contou como procurou lidar com a famigerada guardoplata de Boi, na final do peso pesadíssimo em Lisboa.</p>
<p>“Na primeira luta eu finalizei, após quedar, passar e montar. Estava montado, trabalhando o katagatame mas acabei finalizando mesmo no abafa, o famigerado ‘quarto escuro’. Na segunda luta, raspei e passei. E na final com o Juninho, consegui evitar a pegada de mangas que ele gosta, e venci por uma raspagem”, narrou <a href="https://www.instagram.com/brunobastosbjj/" target="_blank" rel="noopener">Bruno Bastos</a>, que deu mais detalhes do seu jogo tático para ficar com o ouro, no evento da IBJJF:</p>
<p>“Fiz minha estratégia. Eu sabia que o Juninho gosta muito de fazer aquela chave omoplata da guarda-laçada, que ele ensina e dá muito certo, a guardoplata. Como eu analisei antes que pegada ele precisava fazer para a técnica funcionar, evitei o jogo dele na raiz. Não deixei ele chegar na pegada e usei a tática de forçar as penalidades, de modo que ele precisasse abrir o jogo. Então chamei para a minha guarda, da onde fico muito confiante para obter a<br />
raspagem. Depois, no finzinho, ele precisou se expor mais para tentar a laçada e abriu a guarda, e ali eu engoli uma perna e controlei o quadril, para quase passar montando, mas aí o<br />
tempo acabou.”</p>
<p>E você, fiel leitor? Aprendeu muito nesse Europeu 2025? Em que duelo marcante? Oss&#8230;</p>
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		<title>A lição nº1 que Jackson Silva aprendeu: o Jiu-Jitsu fortalece a mente e espanta a depressão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Dec 2024 15:55:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Professor da escola Guetho BJJ Texas, o campeão Jackson Silva recordou em conversa com o GRACIEMAG como o Jiu-Jitsu o beneficiou desde a primeira semana. O aluno da fera Guto Campos falou com nossa equipe sobre depressão, dicas para competir e o que é preciso para ter uma boa academia nos Estados Unidos. Confira! GRACIEMAG:&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240300" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240300" class="size-large wp-image-240300" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20220507-WA0015-768x1024.jpg" alt="" width="650" height="867" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20220507-WA0015-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20220507-WA0015-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20220507-WA0015-1152x1536.jpg 1152w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20220507-WA0015-113x150.jpg 113w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/IMG-20220507-WA0015.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240300" class="wp-caption-text">Jackson Silva no alto do pódio do Brasileiro 2022. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p>Professor da escola Guetho BJJ Texas, o <a href="https://www.instagram.com/jacksonsilvajj/\" target="_blank" rel="noopener">campeão Jackson Silva</a> recordou em conversa com o GRACIEMAG como o Jiu-Jitsu o beneficiou desde a primeira semana.</p>
<p>O aluno da fera Guto Campos falou com nossa equipe sobre depressão, dicas para competir e o que é preciso para ter uma boa academia nos Estados Unidos. Confira!</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi o seu início no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>JACKSON SILVA:</strong></em> Comecei graças a um grande amigo que ficava me chamando para treinar por uns dois meses. Eu estava em dúvidas. Mas, quando finalmente aceitei o convite, percebi no primeiro treininho que o Jiu-Jitsu me ajudaria a sair da situação de depressão em que encontrava. Foi exatamente o que aconteceu. O Jiu-Jitsu me trouxe momentos de muita clareza na mente, uma luz que eu não via por muito tempo. O grande benefício da arte é, muito rápido, fortalecer a autoestima, a autoconfiança, mostrar que há sempre uma saída. Ao treinar, comecei a amadurecer como pessoa.</p>
<p><strong>E os campeonatos, começaram logo?</strong></p>
<p>Sim, acho que meu espírito de competição vem de berço. Afinal, tenho seis irmãos e qualquer pessoa que tem irmãos sabe que todo dia é uma guerra diferente (risos). Pratico artes marciais desde os 12 anos, pois comecei com a capoeira. O Jiu-Jitsu veio com 19 para os 20 anos.</p>
<p><strong>Como foi seu primeiro campeonato de Jiu-Jitsu, ainda lembra?</strong></p>
<p>Sim, fui incentivado a lutar com seis meses de treinos. Foi uma situação no mínimo engraçada, já que eu era peso médio e meu professor à época me inscreveu na categoria pesado. Ele só me deu uma instrução: “Só vai!” (Risos). Entrei sem compromisso, fiz duas lutas e ganhei a semifinal. Perdi a final por 2 pontos, e aquele resultado me deixou extremamente animado. Ali eu soube que poderia treinar mais e ter um resultado melhor, e que para chegar ao ouro só dependeria de mim. Para mim essa filosofia que só depende do mérito e das nossas capacidades é um dos aspectos mais fascinantes do Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>E que medalha você valoriza mais?</strong></p>
<p>Acho que foi após vencer o peso e o absoluto no American Nationals de 2024, este ano. Na final do absoluto, venci o Jaime Canuto. Outro triunfo inesquecível foi meu título no Campeonato Brasileiro de 2022, quando fiz cinco lutas sem levar um ponto sequer. Aquela atuação mudou minha mente, como atleta, como pessoa e como profissional.</p>
<p><strong>Que dicas você daria para quem quer ensinar fora do Brasil?</strong></p>
<p>Para quem quer dar aulas fora do Brasil, sugiro aprender inglês o suficiente para se comunicar com os alunos. De início, é aprender o nome das partes do corpo e o nome dos movimentos. E, principalmente, estudar a cultura do país e estar aberto a se adaptar à nova região, a uma nova culinária, nova cultura. Vejo recorrentemente pessoas mudando de país, mas muitos trazem na mala os hábitos culturais do Brasil, que por vezes se chocam com o do novo lugar. Como no Jiu-Jitsu, a adaptação é a chave do sucesso para quem quer dar aula fora do Brasil. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-primeira-licao-que-jackson-silva-aprendeu-o-jiu-jitsu-fortalece-a-mente-e-espanta-a-depressao/">A lição nº1 que Jackson Silva aprendeu: o Jiu-Jitsu fortalece a mente e espanta a depressão</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As dicas do professor Ulpiano para sua academia crescer</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 15:42:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após mais de 25 anos de Jiu-Jitsu – ele começou a treinar em Minas Gerais em 1998 – o professor Ulpiano Malachias hoje comanda alguns dos dojos mais bonitos, completos e confortáveis da GB nos Estados Unidos. A fórmula é a velha conhecida: carinho pelos alunos, atenção obsessiva aos detalhes, conversas francas com os mestres&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_230787" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-230787" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1.jpg" alt="Ulpiano na GB, no Texas. Fotos: Divulgação" width="940" height="935" class="size-full wp-image-230787" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1-300x298.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1-768x764.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-230787" class="wp-caption-text">Ulpiano na GB, no Texas. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Após mais de 25 anos de Jiu-Jitsu – ele começou a treinar em Minas Gerais em 1998 – o professor Ulpiano Malachias hoje comanda alguns dos dojos mais bonitos, completos e confortáveis da <a href="https://www.instagram.com/reel/C4anRJgMvwI/?utm_source=ig_web_button_share_sheet" rel="noopener" target="_blank">GB nos Estados Unidos. </a></p>
<p>A fórmula é a velha conhecida: carinho pelos alunos, atenção obsessiva aos detalhes, conversas francas com os mestres e ouvidos abertos para as oportunidades. Foi assim que o campeão da GB foi parar em Houston, Texas, onde começou sua trajetória de gestor de escolas, com academias amplas e com centenas de alunos pagantes – competidores ou não.</p>
<p>O professor de escolas como a GB River Oaks deu ao GRACIEMAG.com algumas dicas de como perseguir o sucesso. Confira!</p>
<p><strong>1. Aproveite quando a sorte sorrir</strong></p>
<p>Após se mudar de Minas Gerais para os Estados Unidos, o perseverante Piano arrumou seu primeiro trabalho num bar chamado Zabumba, em Venice, California. Quem por manobras do destilo por lá trabalhava como atendente? Riane Gracie, uma das filhas de Rorion. Nas horas vagas de garçom, em 2004, o sortudo faixa-marrom foi aprovado como sparring de Royce, quando aprendeu lições e técnicas de defesa pessoal para a vida toda. E que ele usa até hoje, 20 anos depois.</p>
<p><strong>2. Tenha um sonho, mas entenda que a vida é feita de encruzilhadas</strong></p>
<p>Ulpiano foi para a Califórnia com o sonho de se tornar um astro do UFC. Quando mestre Carlos Gracie Jr se mudou para os Estados Unidos, o campeão percebeu que ensinar também estava no seu sangue. Seguiu as lições do mestre, aprendeu muito e abriu uma das primeiras academias GB na Califórnia, em Santa Ana. Se a trajetória no MMA profissional não saiu como o sonhado, ele se tornou uma referência de gestor de escolas, e passou a ensinar e formar muitos outros jovens com sonhos parecidos com aquele que um dia teve. Há muitos caminhos para você ter sucesso.</p>
<p><strong>3. Jiu-Jitsu não é só competir</strong></p>
<p>Campeonatos têm seu lugar no ambiente do Jiu-Jitsu, mas devemos enxergar a arte como uma ferramenta vital para todos os caminhos da vida, e para alunos de todos os perfis e idades. O professor pode e deve incentivar quem tem a flama da competição nos olhos, mas os campeonatos não devem ser o foco exclusivo de uma academia de Jiu-Jitsu. Pois isso há de espantar 80% de seus alunos e clientes em potencial.</p>
<p><strong>4. Invista tempo e recursos em aulas infantis</strong></p>
<p>Professores que investiram horas, dias e semanas para formar bons alunos na turma infantil sempre colhem o benefício. Crianças e jovens ficam na academia por muitos anos, atraem a família e, após algumas décadas, podem até render valiosas medalhas de ouro ao mestre. E ainda serão os instrutores e professores capacitados do seu time um dia.</p>
<p><strong>5. Lealdade e cuidado com seu time</strong></p>
<p>Sua meta deve ser a de contusão zero entre os alunos. Quem se machuca larga os treinos por meses, isso se não largar o Jiu-Jitsu para sempre. Organize as turmas e horários com inteligência. Cuide bem de quem é seu pupilo. </p>
<p><iframe loading="lazy" title="Barra Technique Tuesday - Turtle Position with Prof. Ulpiano Malachias &amp; Coach Moon" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/xPfJcRlDa2c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-dicas-do-professor-piano-para-sua-academia-crescer/">As dicas do professor Ulpiano para sua academia crescer</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 13:10:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor Vinicius “Draculino” Magalhães, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss! “Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235793" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235793" class="wp-image-235793 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg" alt="Draculino conquistou o ouro na divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla" width="1024" height="604" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-300x177.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-768x453.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235793" class="wp-caption-text">Draculino conquistou o ouro na antiga divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla</p></div>
<p><em>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor <a href="https://www.instagram.com/draculinojj/" target="_blank" rel="noopener">Vinicius “Draculino” Magalhães</a>, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss!</em></p>
<p>“Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu já sabia disso, e repeti essa constatação em voz alta, no ginásio da Califórnia State University Dominguez Hills, no sábado, bem antes de tudo acontecer. Eu ainda não podia saber, claro. Mas, umas 24 horas depois, naquele domingo fatídico, eu acordaria na maior tranquilidade, pensando que era a manhã da luta – até ver que ao meu lado estava o Wellington Megaton, com os trajes de árbitro do <a href="https://ibjjf.com/events/results/2008-world-jiu-jitsu-no-gi-ibjjf-championship" target="_blank" rel="noopener">2º Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono</a>. Caí numa tocaia. Mas deixemos isso para o fim.</p>
<p>A história começou no sábado, 9 de agosto de 2008. Não, na real começou antes, no mês de maio. Foi quando aceitei a missão de estabelecer nos EUA e comandar a <a href="https://www.graciemag.com/2011/12/03/draculino-mostra-54-tecnicas-em-menos-de-12-minutos/" target="_blank" rel="noopener">Gracie Barra Texas</a>, na cidade de Houston. Após um período totalmente voltado para o MMA e para o desenvolvimento dos meus alunos, achei que era a hora de voltar a botar a cara nos torneios e sentir a adrenalina de competir entre a garotada.</p>
<p>Estou com 37 anos. Não lutava um campeonato na categoria adulto desde 2002, no Pan da IBJJF. Com as coisas mais mansas, e com 150 alunos em Houston, quis mostrar a eles que o Jiu-Jitsu é para todos, e que mais vale cair dentro e lutar do que ficar pensando em desculpas ou se esconder atrás da fama.</p>
<p>A merda de ficar afastado é que você perde muito a tarimba, as manhas de competição – o ritmo da luta, a malandragem, coisas assim. Estranhei até como bater o peso para o campeonato, depois de tanto tempo sem enfrentar as balanças. O segredo é saber quantos quilos você perde ao dormir, e assim calcular certinho quanto você precisa bater pela manhã, para não ficar nem muito acima nem muito abaixo do seu peso ideal. Por isso passei aqueles dias carregando minha balança a tiracolo pelo ginásio, enquanto o pessoal brincava comigo.</p>
<p>A melhor sensação para mim foi na hora de aquecer, aquele frio na barriga antes da primeira luta. Não se trata de medo, você sabe. É pura adrenalina nas veias. Como eu estava dizendo, o vale-tudo e o MMA são extremos, claro, e podem ter lances brutais. Mas por outro lado você conhece o adversário, estuda o estilo do rival com antecedência, ganha uma bolsa boa, passagens aéreas para você e seu time – e faz uma luta só e a missão está cumprida. Praticamente o oposto do Jiu-Jitsu, em que lutamos por amor ao esporte, não faz ideia sobre quem vai encarar e o que pode acontecer.</p>
<p>A única coisa certa em todos os torneios de Jiu-Jitsu, por exemplo, é que vai haver ao menos uma grande surpresa, uma zebra a galopar nos tatames. O negócio é fazer tudo certinho para que não seja contra você.</p>
<p>Preparei meu Ipod com 4 mil músicas. Nada de hip-hop, que sou da antiga, mas acabei não escutando meu rock favorito antes da hora da verdade – “Angel of death”, da banda Slayer. Olha aí, vai ver que foi isso que fez a diferença, que causou aquele lance com os vagalumes. Tremendo papelão, foi o que pensei na hora. Mas claro que não me envergonho agora. Vergonha eu teria caso eu mutucasse, fugisse da luta ou agisse como um frouxo.</p>
<p>Em campeonatos de Jiu-Jitsu, e aí vale com ou sem kimono, já vi o certo dar errado, o errado dar certo, a técnica perder para ignorância e vice-versa. Depende do dia de cada um, e de outra série de fatores. Essa é a magia do esporte. E é essa magia que me faz estar lá sempre no ginásio, mesmo quando eu não vou lutar, e encarar calor ou frio nos ginásios da Califórnia.</p>
<p>Naquele fim de semana, o calorão estava especial, e o clima dentro da área de lutas não era mais ameno. Afinal, não é sempre que podemos ver em ação Saulo Ribeiro, Roberto Godói, Baret Yoshida, Jorge Pereira e tantos outros nomes da minha época. Tanto que a divisão de masters tinha mais astros que na categoria adulto.</p>
<p>Porém, formado por uma nova geração de astros, faixas-pretas cascas-grossíssimas, o adulto foi um espetáculo para os torcedores. Acostumado a um tempo em que víamos um mar de caras feias e lutadores cheios de marra, me impressionou ver como a molecada atual é educada, cordial e respeitosa com a gente e entre eles. Todos se cumprimentavam, trocavam reverências, numa clara demonstração que lutam para se divertir e evoluir, antes de tudo. Alguns, inclusive, me disseram que eu era um grande exemplo, por estar ali inscrito entre eles após faturar o ouro na minha divisão de 37 anos. Foi muito legal ouvir isso.</p>
<p>Eu sabia que não precisava provar nada a ninguém – exceto a você mesmo, todos os dias da vida. Por isso eu cheguei a rir ao ver uma luta da garotada. Percebi que para chegar perto da explosão, timing e pujança dos garotos, eu precisaria de uns cinco campeonatos em sequência. Foi o ritmo forte da maioria, mais do que a técnica, que me chamou a atenção. O que dizer de Rubens Cobrinha? A luta dele pelo ouro dos leves, contra Jeff Glover, foi a luta que mais me impressionou no evento. Um verdadeiro jogo de xadrez, vencido por Cobrinha por uma vantagem ao quase chegar do lado e dar um bote nas costas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Time Travel Tuesdays - Rubens Cobrinha Charles vs Jeff Glover   Nogi Worlds 08" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/h6cNbCw6pkU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Na minha divisão, o peso-pena, Bruno Frazatto venceu Denilson Pimenta na final. Pimenta luta desde a minha época também, e é um cara bem forte e completo. Bruninho usou sua guarda para raspar e virar a luta no finzinho, quando perdia por 2 a 4. Um lutão de duas, com o perdão da expressão chula, “putas velhas de tatame”.</p>
<p>O grande nome do evento, claro, foi Antonio Braga Neto, campeão absoluto após vencer Gabriel Vella numa final sensacional, no cair da tarde de domingo. Braga Neto surpreendeu ao, com segundos de luta, ir para cima e derrubar Vella, caindo por cima.</p>
<p>No feminino, a mesma coisa, vi muita técnica e humildade. Além da campeã absoluta, a faixa-marrom Ana Laura Cordeiro, campeã após vencer Ana Carolina e Penny Thomas, ainda vi Letícia Ribeiro finalizando bonito no peso-pluma.</p>
<p>E, para coroar, ainda teve o Saulo Ribeiro, campeão meio-pesado numa divisão cheia de garotos, como Gregor e Igor Gracie, que estavam cheios de fome de vitória.</p>
<p>Campeonatos são assim, uma grande festa, em que mesclam-se estilos e experiências. No meu caso, senti falta de ritmo, acredito. Admito que, mesmo após vencer o peso-pena entre os veteranos, não fiquei completamente satisfeito com minha exibição. Achei minhas duas lutas truncadas.</p>
<p>Até que chegou a hora de lutar entre os adultos. E eu, que quase não cometia erros tolos quando era competidor assíduo, acabei cometendo aquele erro primário, logo em minha primeira luta no adulto.</p>
<p>Era cerca de uma e meia da tarde de domingo. Eu sabia que meu oponente, Johnny Ramirez, era um aluno do Rodrigo Medeiros e um cara bem duro. Afinal, ele tinha feito uma luta boa com meu aluno Samuel Braga, em que o Samuel venceu por dois ou três pontos. Fiz minha tática, então: pus na guarda, raspei como manda o figurino e fiquei ali por cima fazendo minhas vantagens na meia-guarda.</p>
<p>Quando a luta parou e voltou no meio, tentei dar uma movimentada maior. Fui fazer uma passagem de guarda um pouco arriscada quando não há o kimono, em que se bota a mão no joelho para pressionar e passar por cima da perna. Deu no que deu.</p>
<p>Ao ver a gravação depois, eu não sabia se ria ou chorava. Meu braço escorregou certinho e caiu dentro do triângulo dele. Eu pulei para dentro do golpe!</p>
<p>Rapidamente, tentei fazer a defesa tradicional do triângulo, no que ele laçou minha perna. Golpe arrochado, vi então voltar aquela poderosidade da antiga, dos tempos em que minha geração foi criada a ferro e fogo. Eram tempos duros, quando incutiam na gente que devíamos ir até o fim para não ser finalizado. E, com os três tapinhas, não poderíamos testar de fato onde era o fim, certo?</p>
<p>Dormir ou bater? Eu, que nunca tinha batido na minha vida num campeonato, decidi que não seria logo agora, aos 37 anos. Não, eu não desistiria depois de velho, naquele Mundial Sem Kimono da IBJJF.</p>
<p>Naquele instante, com meu pescoço imprensado dentro do triângulo, cinco reflexões cruzaram minha mente na velocidade do pensamento:</p>
<p><em>1. Puta merda, que erro! Caí dentro do triângulo feito um idiota.</em></p>
<p><em>2. Preciso me defender.</em></p>
<p><em>3. Ih, não vai dar para defender. Caramba, agora eu sei exatamente como o Royler se sentiu no ADCC 2003. O que faço?</em></p>
<p><em>4. Ferrou. E agora: bater ou não bater?</em></p>
<p><em>5. Bater é o caralho. Vou ficar aqui mesmo.</em></p>
<p>Cheguei até a sonhar. Dormir num golpe é uma sensação estranha, porque é um lance suave. Não é nada traumático, como um nocautaço no vale-tudo. Primeiro, aparecem umas luzes piscando, como um bando de vaga-lumes. Quando você não espera mais, dorme.</p>
<p>Jiu-Jitsu, portanto, é isso: errou, já era, apagou. Deixo claro, primeiro, que meu jovem oponente teve todos os méritos. Segundo: batucar e desistir em campeonato não é demérito para ninguém, pelo contrário. Isso é loucura minha que ninguém deve pensar em seguir, não.</p>
<p><em>The end.</em>&#8221;</p>
<div id="attachment_235800" style="width: 1034px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235800" class="size-full wp-image-235800" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara.jpeg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235800" class="wp-caption-text">Draculino com os alunos na GB, em foto de Bruno O&#8217;Hara / Divulgação.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/vinicius-draculino-jiu-jitsu-e-os-vagalumes-no-breu/">Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Léo Machado: 10 anos de sucesso ensinando e competindo nos EUA</title>
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		<pubDate>Sun, 26 May 2024 20:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você está há dez anos nos Estados Unidos e há oito comanda academias de sucesso no Texas. O que de mais significativo você aprendeu ao longo dessa trajetória? LÉO MACHADO: Aprendi a dar valor às amizades verdadeiras, respeitar pessoas com opiniões opostas. Ser uma pessoa mais calma e racional. Você acabou de ser campeão no&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243611" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172815_Instagram-300x242.jpg" alt="" width="557" height="449" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172815_Instagram-300x242.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172815_Instagram-1024x828.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172815_Instagram-768x621.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172815_Instagram-150x121.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172815_Instagram.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 557px) 100vw, 557px" /></p>
<p><strong>Você está há dez anos nos Estados Unidos e há oito comanda <a href="https://www.instagram.com/bttnorthdallas?igsh=dDk0Z2c5cHhpZ3g4">academias de sucesso no Texas</a>. O que de mais significativo você aprendeu ao longo dessa trajetória? </strong><br />
<a href="https://www.instagram.com/leonardo_machado_btt?igsh=MXZndm43M2FxY3JpbA==">LÉO MACHADO:</a> Aprendi a dar valor às amizades verdadeiras, respeitar pessoas com opiniões opostas. Ser uma pessoa mais calma e racional.</p>
<p><strong>Você acabou de ser campeão no Baton Rouge Open da IBJJF. Qual é o segredo para manter a chama competitiva acesa?</strong><br />
Lutar faz parte do trabalho do professor. Quando o professor compete, ele se envolve mais com o esporte e se atualiza mais. Busca a vitória para servir como exemplo para seus alunos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243613" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172653_Instagram-300x261.jpg" alt="" width="551" height="479" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172653_Instagram-300x261.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172653_Instagram-1024x890.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172653_Instagram-768x668.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172653_Instagram-150x130.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172653_Instagram.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 551px) 100vw, 551px" /></p>
<p><strong>E qual é o segredo para competir de forma vitoriosa? </strong><br />
Treinar muito, não se acomodar. Aprender com todos independentemente da cor da faixa.</p>
<p><strong>Algumas pessoas gostam de artes marciais mas têm receio de ingressar numa academia e praticar. O que você costuma dizer a essas pessoas? </strong><br />
O Jiu-Jitsu é um esporte que todos podem treinar. Serve para a pessoa que quer competir, treinar pesado, serve para a pessoa que olha mais como uma atividade física sem se forçar muito, serve como uma terapia mental, serve para defesa pessoal, serve muito bem para envolvimento social.</p>
<p><strong>Embora esteja há uma década nos EUA, você sempre reverencia a sua formação no Brasil e o seu <a href="https://www.instagram.com/bttjuizdefora?igsh=MWpsM3IzazRoMGkxMA==">mestre em Juiz de Fora, Minas Gerais, o professor Ricardo Marques.</a> Do que você mais sente falta do Brasil e o que mais admira em seu Mestrão?</strong><br />
Sinto muito falta da família e dos amigos do Brasil. Da comida também! Admiro o caráter do meu mestre, ele é meu formador no Jiu-Jitsu, carrego comigo os ensinamentos da pessoa dele comigo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243615" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172500_Instagram-283x300.jpg" alt="" width="553" height="586" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172500_Instagram-283x300.jpg 283w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172500_Instagram-967x1024.jpg 967w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172500_Instagram-768x813.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172500_Instagram-142x150.jpg 142w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/05/Screenshot_20240526_172500_Instagram.jpg 980w" sizes="auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/leo-machado-10-anos-de-sucesso-ensinando-e-competindo-nos-eua/">Léo Machado: 10 anos de sucesso ensinando e competindo nos EUA</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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