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	<title>MMA | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>MMA | Graciemag</title>
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		<title>Estude Jiu-Jitsu com os garotos Marcus Buchecha x Leandro Lo, em 2011</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 12:15:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 15 anos, direto do túnel do tempo. Em 2011, os ídolos Marcus Buchecha e Leandro Lo entraram em rota de colisão em Brasília, no Distrito Federal, durante campeonato profissional com polpuda premiação em dinheiro. Depois da batalha de raspagens, Buchecha venceu Lo nos pontos, num dos primeiros encontros dos rivais que se respeitavam como&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 15 anos, direto do túnel do tempo. Em 2011, os ídolos Marcus Buchecha e Leandro Lo entraram em rota de colisão em Brasília, no Distrito Federal, durante campeonato profissional com polpuda premiação em dinheiro.</p>
<p>Depois da batalha de raspagens, <a href="https://www.graciemag.com/2021/12/03/a-vitoria-suave-de-marcus-buchecha-no-one-fc-com-mochilada-e-estrangulamento/" target="_blank" rel="noopener">Buchecha</a> venceu Lo nos pontos, num dos primeiros encontros dos rivais que se respeitavam como camaradas.</p>
<p>Confira o duelo aqui no GRACIEMAG.com, e diga o que você aprendeu com a movimentação.</p>
<p><iframe title="PAN-AMERICANO 2011 - Marcus Buchecha x Leandro Lo by X-COMBAT" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/tLZ14hq2umk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/duelo-explosivo-relembre-marcus-buchecha-x-leandro-lo-no-jiu-jitsu/">Estude Jiu-Jitsu com os garotos Marcus Buchecha x Leandro Lo, em 2011</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Uma aula exclusiva com o legendário campeão Euclides Pereira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:45:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O lendário Euclides Pereira, hoje com 85 anos, segue compartilhando o conhecimento adquirido em uma vida dedicada às artes marciais. Neste vídeo, gravado durante um seminário realizado em 2012, o faixa-coral de Jiu-Jitsu ensina um pouco da técnica que o transformou em um dos maiores nomes da história do Vale-Tudo. Conhecido como &#8220;Diabo Louro&#8221;, Euclides&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O lendário Euclides Pereira, hoje com 85 anos, segue compartilhando o conhecimento adquirido em uma vida dedicada às artes marciais. Neste vídeo, gravado durante um seminário realizado em 2012, o faixa-coral de Jiu-Jitsu ensina um pouco da técnica que o transformou em um dos maiores nomes da história do Vale-Tudo.</p>
<p>Conhecido como &#8220;Diabo Louro&#8221;, Euclides construiu uma carreira impressionante, com mais de 530 lutas, enfrentando lendas como Carlson Gracie, Waldemar Santana, Ivan Gomes e Zulu.</p>
<p><iframe title="Euclides Pereira (MMA/Vale-Tudo) - Seminário (trecho) - Ascade - Brasília - 15/12/2012" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/dj2UREV6Xgw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/uma-aula-exclusiva-com-o-legendario-campeao-euclides-pereira/">Uma aula exclusiva com o legendário campeão Euclides Pereira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>BTT celebra chegada de Delano ao UFC e olha para projetos sociais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 13:51:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A mítica escuderia Brazilian Top Team, equipe entre as mais tradicionais do mundo, vive momento de renovação. Fundada em 2000, a BTT celebra seus 25 anos como uma equipe pioneira no MMA – foi a primeira a conquistar dois cinturões nos dois maiores eventos do mundo, UFC e Pride. Após viver seu auge nesse período&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245215" style="width: 788px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245215" class="wp-image-245215 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-com-Murilo-Pimenta-e-Delano.jpg" alt="Murilo Bustamante, José Delano e Vitor Pimenta: uma nova etapa da saga de 25 anos da BTT. Fotos: Divulgação" width="778" height="517" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-com-Murilo-Pimenta-e-Delano.jpg 778w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-com-Murilo-Pimenta-e-Delano-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-com-Murilo-Pimenta-e-Delano-768x510.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-com-Murilo-Pimenta-e-Delano-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /><p id="caption-attachment-245215" class="wp-caption-text">Murilo Bustamante, José Delano e Vitor Pimenta: uma nova etapa da saga de 25 anos da BTT. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>A mítica escuderia Brazilian Top Team, equipe entre as mais tradicionais do mundo, vive momento de renovação.</p>
<p>Fundada em 2000, a BTT celebra seus 25 anos como uma equipe pioneira no MMA – foi a primeira a conquistar dois cinturões nos dois maiores eventos do mundo, UFC e Pride. Após viver seu auge nesse período e promover ídolos como Rodrigo Minotauro e Ricardo Arona, entre tantos, a equipe passou por um período de mudança de rota, voltando seu foco para o Jiu-Jitsu.</p>
<p>Porém, nos últimos sete anos, a escuderia liderada por Murilo Bustamante (campeão até 84kg do UFC em 2002) iniciou um processo de reformulação que culminou com a contratação de José Delano pelo UFC.</p>
<p>A renomada academia mudou a direção em 2016, passando a apostar em atletas iniciantes por meio de projetos sociais que priorizam formar cidadãos com valores e não apenas de campeões.</p>
<p>Naquele mesmo ano, Murilo se aposentou como treinador e escolheu como seu substituto na BTT Lagoa o faixa-preta de Jiu-Jitsu Vitor Pimenta, que também foi lutador profissional de MMA da equipe.</p>
<p>Segundo Pimenta, a atenção da matriz, no Rio de Janeiro, ficou focada mais no Jiu-Jitsu por um bom tempo, enquanto as afiliadas no exterior, como a do Canadá, liderada por Fabio Holanda, mantinham o foco no MMA, inclusive com atletas como Charles Jourdan, do UFC.</p>
<p>“Foi aí que o Murilo, o Giovanni Tonzano e a galera mais antiga da academia se uniram e formataram esse novo projeto que deu um gás maior na equipe, recebendo jovens atletas, muitos sem experiência, e iniciando uma grande jornada”, explica Vitor Pimenta.</p>
<p>A reconstrução do time de MMA na BTT, no QG à beira da lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, envolveu mudanças estratégicas e filosóficas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245217" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-uniao.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-uniao.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-uniao-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-uniao-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/BTT-uniao-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>“Queremos formar cidadãos íntegros que possam viver do esporte, seja lutando ou ensinando. Tornar-se campeão é consequência de uma base sólida e dos valores que implantamos. Nosso ambiente é leve, familiar, sem vaidades ou conflitos. Temos um lema: juntos somos fortes”, afirma o treinador.</p>
<p>A equipe não mantém contratos financeiros com os atletas, priorizando o comprometimento pelo time e não pelo lucro. Patrocínios e apoio de incentivadores garantem a sustentabilidade do projeto. A chegada de José Delano ao UFC é a maior prova do sucesso dessa nova empreitada.</p>
<p>“Essa conquista confirma que estamos no caminho certo. Delano é versátil, com jogo sólido, invicto por sete anos, campeão do Shooto e vencedor de seis lutas no LFA. Ele é sério, trabalhador, íntegro e se preocupa com outros membros da equipe. Hoje, ele se tornou um espelho para os demais”, destaca Pimenta.</p>
<p>A BTT mantém as lições de seu auge no passado para poder evoluir nessa nova fase. “Aprendemos com erros e acertos. O MMA evoluiu muito e seguimos em constante evolução. A parte mental é crucial, e por isso priorizamos um ambiente saudável e motivador”, explica Vitor.</p>
<p>O futuro da BTT Lagoa está repleto de desafios e oportunidades. Atletas como Wanderson Barcellos, Ricardo Tigrão, Marcos Vuvuzela e André Borges têm lutas marcadas em eventos nacionais, enquanto José Delano aguarda possível vaga no UFC Rio.</p>
<p>“A porta da academia está aberta para novos atletas, desde que estejam em sintonia com nossos valores. Nosso sonho é ampliar nosso projeto social, ajudar cada vez mais no desenvolvimento dos atletas e retomar de vez o protagonismo no MMA mundial”, conclui Pimenta.</p>
<div id="attachment_199788" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-199788" class="size-full wp-image-199788" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Murilo-Bustamante-e-o-novo-faixa-preta-Felipe-Bronze-na-BTT-Foto-Acervo-Pessoal.jpg" alt="Murilo Bustamante e o novo faixa-preta Felipe Bronze na BTT, no Rio. Foto: Acervo Pessoal" width="400" height="400" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Murilo-Bustamante-e-o-novo-faixa-preta-Felipe-Bronze-na-BTT-Foto-Acervo-Pessoal.jpg 400w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Murilo-Bustamante-e-o-novo-faixa-preta-Felipe-Bronze-na-BTT-Foto-Acervo-Pessoal-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Murilo-Bustamante-e-o-novo-faixa-preta-Felipe-Bronze-na-BTT-Foto-Acervo-Pessoal-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-199788" class="wp-caption-text">Murilo com seu faixa-preta e astro das cozinhas Felipe Bronze.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/btt-celebra-chegada-de-delano-ao-ufc-e-olha-para-projetos-sociais/">BTT celebra chegada de Delano ao UFC e olha para projetos sociais</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Bruno Jacaré critica amadorismo no MMA: “Há quem pague melhor as garotas das placas que os lutadores”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 13:09:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Professor de Jiu-Jitsu e lutador de MMA com 32 lutas profissionais, com 19 vitórias nos ringues e grades, Bruno Dias ganhou seu apelido após o ídolo Ronaldo Souza, o Jacaré. O faixa-preta de Bragança Paulista reviu a carreira e listou lições valiosas para quem está começando a carreira, seja no Jiu-Jitsu esportivo ou nos ringues.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245142" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245142" class="wp-image-245142 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-1024x804.jpg" alt="Bruno Jacaré na montada. Fotos: Acervo Pessoal" width="650" height="510" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-1024x804.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-300x235.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-768x603.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-150x118.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2.jpg 1167w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-245142" class="wp-caption-text">Bruno Jacaré na montada. Fotos: Acervo Pessoal</p></div>
<p>Professor de Jiu-Jitsu e lutador de MMA com 32 lutas profissionais, com 19 vitórias nos ringues e grades, Bruno Dias ganhou seu apelido após o ídolo Ronaldo Souza, o Jacaré.</p>
<p>O faixa-preta de Bragança Paulista reviu a carreira e listou lições valiosas para quem está começando a carreira, seja no Jiu-Jitsu esportivo ou nos ringues. Confira.</p>
<p><strong>G<em>RACIEMAG:</em> O que lembra do seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>BRUNO JACARÉ:</strong></em> Foi na igreja, acredita? Um amigo, após o culto, começou a falar de um tal de Jiu-Jitsu, para mim e outros dois amigos. Ele falou com entusiasmo, por mais de duas horas, contando a saga do esporte e seus benefícios e macetes. No outro dia, estávamos lá para ver o que era aquilo. Lembro que eu tomei umas cem quedas dele, fora os armlocks. Depois daquele noite, nunca mais parei de treinar. Hoje sou totalmente grato a meu amigo Evandro Abner, por ter feito isso por mim. Ele de fato mudou a minha vida.</p>
<p><strong>Como você ganhou esse apelido, marcante no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Ganhei o apelido justo por causa do Ronaldo Jacaré. Sempre me senti honrado por isso.</p>
<p><strong>Quando percebeu que se tornaria um profissional do MMA?</strong></p>
<p>Foi tudo natural, nunca foi escolha minha. Acabei lutando meu primeiro vale-tudo em 2005, sem experiência alguma em porrada. Eu só treinava Jiu-Jitsu e judô. Porém, aquilo era uma maneira de tentar ganhar dinheiro e continuar treinando e competindo no circuito do Jiu-Jitsu. Eu lutava só para poder competir de kimono.</p>
<p><strong>Qual para você é a maior dificuldade de ser um atleta de MMA?</strong></p>
<p>Acredito que o primeiro problema é chamar o MMA de profissional no Brasil, enquanto a maioria absoluta produz algo amador. Conheço eventos que pagam mais para as garotas que levam as placas dos rounds do que para os lutadores. Outro ponto que prejudica os bons lutadores é a falta de empresários competentes. Infelizmente, vi carreiras arruinadas por maus treinadores e empresários. O que mais vi no mundo do MMA foi o desperdício de grandes talentos, infelizmente perdidos por falta de orientação e bom planejamento de carreira.</p>
<p><strong>Que dica daria para um jovem lutador que sonha com o UFC?</strong></p>
<p>Para começar, é útil saber que entregar 100% em cada treino não será o bastante. Tenha um plano de carreira. Cerque-se de bons profissionais – sejam eles lutadores, empresários e profissionais que vão ajudar com a nutrição, preparação física, aprender inglês, aprender sobre marketing. Ser um bom lutador apenas não será suficiente.</p>
<p><strong>Qual foi a maior lição que aprendeu durante as gravações do TUF Brasil 2, em 2013, entre as feras e novatos do UFC?</strong></p>
<p>Se você acreditar que pode, você vai conseguir! Eu era um lutador de 66kg que me inscrevi na categoria até 70kg. Eles decidiram cortar essa categoria pois não viram muitos talentos nela, e assim fui convidado, entre poucos, para talvez lutar até 77kg. Fui selecionado entre mais de 800 lutadores. Acredito que tudo isso aconteceu simplesmente porque eu sabia que poderia fazer acontecer. E assim foi.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-245139" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-1024x727.jpg" alt="" width="650" height="461" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-1024x727.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-300x213.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-768x545.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-150x107.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca.jpg 1290w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><strong>Qual foi sua luta de MMA mais marcante?</strong></p>
<p>A primeira. Era apenas um jovem, pesava 55kg, e lutei contra um cara com 8 vitórias, e zero derrota. Ele era alguns quilos mais pesado e muito mais experiente. Eu só treinava quedas e finalizações. Então entrei lá apenas com o Jiu-Jitsu e o sangue no olho! Venci uma guerra de três rounds. Foi sem dúvida a luta mais importante da minha vida. Porque foi onde me conheci.</p>
<p><strong>Quando você teve certeza de que se tornaria um professor de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Sempre amei treinar e ensinar Jiu-Jitsu. Comecei como instrutor em 2008, ainda de faixa-roxa, e me tornei faixa-preta em 2012. Então me mudei para os Estados Unidos em 2017. No Brasil, ensinava jovens competidores de Jiu-Jitsu. Quando nos EUA eu comecei a ensinar crianças, pessoas acima de 50 anos e crianças com autismo e TDAH, foi quando senti que tinha me tornado de fato um professor de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu salva, portanto?</strong></p>
<p>Tenho certeza disso. Hoje aqui nos EUA eu uso o Jiu-Jitsu para ajudar pessoas, e diria até para salvar vidas. Antes, achava que era professor, mas, hoje vejo que estava longe de mim conquistar esse título. Eu realmente amo essa arte e amo tudo o que envolve o Jiu-Jitsu. Treinar todos os dias, ensinar todos os dias, arbitrar campeonatos, orientar os atletas nos eventos e competir.</p>
<p><strong>A chama de competidor segue forte?</strong></p>
<p>Demais. É o amor, né? Ainda mais hoje em dia, que tenho meus filhos lá me assistindo e apoiando. Isso é algo incrível. E há ainda um detalhe que preciso ser sincero. Eu amo vencer! Aquele sentimento quando o árbitro levanta o meu braço tem um valor incalculável, deixa a gente sempre querendo sentir aquilo de novo. E por isso não penso em parar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-245140" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-832x1024.jpg" alt="" width="650" height="800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-832x1024.jpg 832w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-244x300.jpg 244w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-768x945.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-122x150.jpg 122w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3.jpg 920w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bruno-jacare-dias-critica-amadorismo-no-mma-ha-eventos-que-pagam-melhor-as-garotas-das-placas-do-que-aos-lutadores/">Bruno Jacaré critica amadorismo no MMA: “Há quem pague melhor as garotas das placas que os lutadores”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>No UFC, Buchecha derruba, raspa e pega as costas, mas perde na decisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 18:02:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua estreia no UFC, em Abu Dhabi, Marcus Buchecha derruba, raspa e pega as costas, mas perde na decisão para o eslovaco Martin Buday</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245097" style="width: 896px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245097" class="wp-image-245097 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Buchecha-no-UFC-Foto-Reproducao.png" alt="O peso pesado do UFC Marcus Buchecha, recordista de medalhas em Mundiais de Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução" width="886" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Buchecha-no-UFC-Foto-Reproducao.png 886w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Buchecha-no-UFC-Foto-Reproducao-300x260.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Buchecha-no-UFC-Foto-Reproducao-768x666.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Buchecha-no-UFC-Foto-Reproducao-150x130.png 150w" sizes="auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px" /><p id="caption-attachment-245097" class="wp-caption-text">O peso pesado do UFC Marcus Buchecha, recordista de medalhas em Mundiais de Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Foi uma estreia cheia de adrenalina, como o mito do Jiu-Jitsu Marcus Buchecha sempre busca em suas lutas. Na luta de abertura do UFC nos Emirados Árabes, o campeão da arte suave terminou derrotado pela escolha dos jurados, e agora soma 5 vitórias e 2 derrotas no MMA.</p>
<p>Após um primeiro assalto sob controle do eslovaco Martin Buday, que evitou o chão e socou melhor que Buchecha, o brasileiro abriu a caixa de ferramentas no segundo round.<br />
Buchecha derrubou bem, logo de cara, conquistou posições no solo e mirou o braço de Buday, mas o ritmo acelerado do combate cobrou a conta.</p>
<p>No terceiro assalto, Buchecha não conseguiu derrubar e puxou para a guarda, onde surpreendeu Buday e raspou com destreza. O ídolo da Checkmat ainda pegou as costas, mas o rival mostrou boa defesa. A movimentação no chão não foi capaz de impressionar os jurados, e Buchecha perdeu via decisão unânime, em sua estreia no Octagon.</p>
<p>O astro peso pesadíssimo não luta Jiu-Jitsu (com ou sem kimono) desde o ADCC 2019, e acumula 138 vitórias (76 finalizações) na luta de solo, com 14 derrotas, de acordo com o portal BJJ Heroes.</p>
<p>Se a derrota pode abalar Buchecha? &#8220;Não foi a primeira vez que perdi nem será a última&#8221;, analisou o campeão, em seu Instagram. &#8220;Cometi muitos erros e paguei o preço. Mérito do meu oponente, Martin Buday&#8221;.</p>
<p>Para Buchecha, a caminhada de fato ainda está nos primeiros estágios, como ele costuma dizer.</p>
<p>&#8220;Para mim, um lutador de verdade tem de se testar com kimono, sem kimono, no MMA&#8230; E é o que eu estou fazendo. O MMA reacendeu ali a chama de atleta que eu já não tinha tanto em mim&#8221;, ensinou a fera, em entrevista recente ao UOL.</p>
<p>&#8220;Queira ou não, competir no Jiu-Jitsu acabou ficando confortável demais para minha mente de atleta. Não que fosse fácil — que ia lutar e ganhar —, mas eu já estava fazendo aquilo há anos. Então acabava sendo, de uma certa forma, um conforto, e o MMA tirou isso totalmente. Um esporte totalmente novo, onde de certa forma precisei começar como um faixa-branca. Estou aprendendo e melhorando a cada dia&#8221;, avaliou.</p>
<p>O faixa-branca mais temido do planeta vai voltar, podem apostar.</p>
<p>Confira o card completo do <a href="https://www.sherdog.com/events/UFC-on-ABC-9-Whittaker-vs-de-Ridder-107385" target="_blank" rel="noopener">UFC em Abu Dhabi, aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/no-ufc-marcus-buchecha-derruba-raspa-e-pega-as-costas-mas-perde-na-decisao/">No UFC, Buchecha derruba, raspa e pega as costas, mas perde na decisão</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Por que o Jiu-Jitsu é perfeito para pais e filhas, por Ricardo Zanelato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 13:23:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[&#160; Por: Ricardo Zanelato * ] Um episódio curioso aconteceu comigo enquanto eu ensinava Jiu-Jitsu nos Estados Unidos, em 2008, e me fez ver com mais clareza os benefícios de atrairmos os pais para treinarem juntos com seus filhos ou filhas. Eu estava dando aulas na Lotus Jiu-Jitsu no Arizona, nos EUA, durante o horário&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232255 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2.jpg" alt="" width="969" height="968" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2.jpg 969w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2-768x767.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /></p>
<p><em><strong>[&nbsp; Por: Ricardo Zanelato * ]</strong></em></p>
<p>Um episódio curioso aconteceu comigo enquanto eu ensinava Jiu-Jitsu nos Estados Unidos, em 2008, e me fez ver com mais clareza os benefícios de atrairmos os pais para treinarem juntos com seus filhos ou filhas.</p>
<p>Eu estava dando aulas na Lotus Jiu-Jitsu no Arizona, nos EUA, durante o horário infantil. A turma era muito boa, tanto que naquele ano venceríamos um dos campeonatos organizados pelo professor Gustavo Dantas. Havia dois irmãos que lutavam muito bem, de 8 e 6 anos, e que normalmente eram dominantes em seus combates. Pois lá estava eu, durante a aula, e por acaso os dois garotos estavam por baixo, em seus respectivos treinos, tomando um calor no cem-quilos. Apesar do sufoco por baixo, estavam procurando repor a guarda como sabiam fazer.</p>
<p>Do nada, sem que eu esperasse, olho para o lado e está o pai das ferinhas, de dedo em riste e disparando um arsenal de xingamentos para mim, com os mais cabeludos palavrões. O pai, desarvorado, estava me culpando por ver seus dois garotos levando a pior naquele momento da luta.</p>
<p>Com serenidade, logo percebi que tinha alguma coisa errada com aquela reação. Eu entendi na hora que, naquele ano de crise de 2008, o homem só podia estar passando por problemas financeiros, e não conseguiu conter a explosão, mesmo diante de outros pais, mesmo diante dos filhos, e diante de um faixa-preta de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Aquela profusão de sentimentos raivosos me fez, na hora, encerrar a classe que já estava pelo fim, e conversei com o proprietário da escola para que ficasse ciente. Uma semana depois do ocorrido, o pai reapareceu e pediu desculpas, explicando-se. De fato, estava passando por problemas no emprego, sob o temor de ser despedido.</p>
<p>Aceitei as desculpas e contra-ataquei com a sugestão de que ele viesse treinar também. Ou, se não tivesse tempo, que participasse de algumas aulas experimentais para compreender o que era estar por baixo no Jiu-Jitsu, e outros cenários da luta.</p>
<p>E assim foi feito, ele fez uma aula inicial comigo mesmo, gostou muito e seguiu adiante, lembro de sua alegria ao conquistar a faixa-azul por lá. Sua participação na academia aumentou muito, também, o entusiasmo dos filhos.</p>
<p>Os benefícios da arte suave para garotos e garotas são conhecidos amplamente pelos leitores do GRACIEMAG.com, claro. Mas eu não me canso de me surpreender com os dias de alegria que tenho com a minha filha, Yasmin, nos tatames <a href="https://www.instagram.com/lotusjiujitsutorres/" target="_blank" rel="noopener">da nossa escola, em Torres</a>, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Desde que ela começou a gostar mesmo de vestir o kimono, sou um pai mais relaxado. Eu sei que agora ela possui um trunfo que anda sempre junto com ela, seja onde ela estiver –&nbsp;a autodefesa e a segurança para lidar com múltiplos problemas. Yasmin é tão dedicada e grata ao Jiu-Jitsu que passou também a fazer parte das aulas de MMA.</p>
<p>Hoje, pai e filha temos não apenas um assunto a mais para conversar e debater, como viajamos juntos para os campeonatos, traçamos estratégias e passamos as noites vendo e analisando o UFC. Já cheguei a me preparar e competir só por causa dela, e ela também viaja para alguns eventos com o objetivo principal de me apoiar.</p>
<p>Se os seus filhos treinam, tente participar também, nem que seja em aulas especiais com pais e filhos, de três em três meses, ou uma por semestre. Um aulão em família aos sábados é sempre um evento especial em toda academia. É uma maneira eficiente, também, para a escola atrair mais alunos entre os pais, pois todos sabemos como é complexo atrair a pessoa para a primeira aula –&nbsp;e que, depois, é só alegria e diversão.</p>
<p>Pergunto, por fim, a Yasmin o que ela mais curte ao treinar com o pai. Ela conclui: “A nossa parceria é o mais legal. Sem falar nos momentos mágicos nos tatames e nas risadas, claro!”</p>
<p>E você, também treina Jiu-Jitsu em família? Oss…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Ricardo Zanelato é professor de Jiu-Jitsu e ensina na Lotus Club em Torres, Rio Grande do Sul. Artigo do baú de GRACIEMAG.<br />
</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232259 alignnone" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato.jpg" alt="" width="969" height="968" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato.jpg 969w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato-768x767.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/por-que-o-jiu-jitsu-e-perfeito-para-pais-e-filhas-por-ricardo-zanelato/">Por que o Jiu-Jitsu é perfeito para pais e filhas, por Ricardo Zanelato</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fabio Gurgel e o insano “desafio duplo” de Carlson Gracie contra a luta livre em 1991</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 17:04:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lá pelas tantas, Gurgel ensina no livro quem são os principais “rivais” do bom Jiu-Jitsu hoje:</p>
<p>“Essa infinidade de academias mal geridas, sujas, com professores que tratam mal os alunos, que se atrasam para a aula, que ensinam com o kimono sujo, que não falam corretamente e que, dessa forma, diminuem o Jiu-Jitsu. Uma vez que vai lá, o aluno tem uma experiência tão negativa que jamais vai voltar – para academia nenhuma.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245034" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel.png" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-300x161.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-768x413.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-150x81.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Ao lançar suas memórias, o professor, campeão mundial e ex-astro do vale-tudo Fabio Gurgel fez questão de reunir amigos, leitores e admiradores no dojo da Alliance – todos de meia ou descalços, para cruzar os tatames, receber aquele abraço poderoso do “General” e pegar um autógrafo nas primeiras das 255 páginas de <a href="https://www.travessa.com.br/Fabio_Gurgel/autor/671d7ec6-528d-4c84-a8bd-94b4c99007b0?srsltid=AfmBOoo3fSYe5A8BDlKgyNNo6hrbAmOK6H1fS_9t32K0hGAx8aH68Boy" target="_blank" rel="noopener">“Inabalável –&nbsp;Princípios do Jiu-Jitsu aplicados à vida e aos negócios” (Editora LVM, 2024).</a></p>
<p>É uma leitura fluida e instrutiva, em que o faixa-coral recorda com rara franqueza as crises, incertezas, arrependimentos e, claro, como manteve a mente inabalável para dissipar as dúvidas e construir uma trajetória de raro, raríssimo sucesso no Jiu-Jitsu. Num dos trechos de maior tensão do livro, por exemplo, Gurgel reflete sobre a arte de controlar os nervos em situações extremas – como quando viu um pitbull raivoso vir de dentes arreganhados para cima dele, num dia qualquer em São Paulo.</p>
<p>Fabio Gurgel foi um daqueles mestres raros na história da arte suave, numa linhagem que vem de Carlos Gracie e João Alberto Barreto – campeões que também dominaram o talento de comunicador e escritor, e ganharam espaço na grande mídia para defender o Jiu-Jitsu. Barreto, no “Jornal dos Sports”; Gurgel, na prestigiada revista “Trip”, em 2001 e 2002. Não à toa, Gurgel formou, treinou e ajudou alguns dos lutadores mais criativos e influentes de suas gerações, como Marcelo Garcia, Demian Maia, Michael Langhi, Bruno Malfacine e tantos outros.</p>
<p>Se o ritmo do livro é suave, o término da leitura nos deixa como uma dúvida mais complexa. Afinal, qual teria sido o papel principal de Fabio no Jiu-Jitsu, ou sua maior façanha?</p>
<p><em>* Lutar com Helio Gracie no seu córner?</em></p>
<p>* Ajudar a consolidar a arte suave em São Paulo, quando o Rio de Janeiro era a meca do esporte?</p>
<p><em>* Fundar e ajudar a reinventar a Alliance inúmeras vezes, a ponto de se sagrar 15 vezes campeões mundiais por equipe pela IBJJF?</em></p>
<p>* Passar dos 30 mil alunos, em 300 escolas pelo planeta – a ponto de decidir, corajosamente, que não vai mais graduar nenhum faixa-preta e se dedicar somente aos negócios?</p>
<p><em>* Ou se sagrar, simplesmente, tetracampeão mundial na faixa-preta?</em></p>
<p>Sem romantizar nem se vangloriar com nada disso, Gurgel vai distribuindo lições. Um ponto alto do livro é ver Fabio recordar cada um de seus antigos mestres – do jogador Carlinhos Violino, ídolo do Flamengo, ao treinador de vôlei Bené, passando por seu mestrão Romero Jacaré – que escreve na apresentação – até os atuais mestres que inspiram o professor, como Platão, Sêneca e outros filósofos.</p>
<p>“Aprendi, em mais de 40 anos de Jiu-Jitsu que ninguém jamais será capaz de controlar tudo que se passa ao redor, porque é impossível”, ensina Gurgel. “O segredo para viver de modo tranquilo é aceitar o que não podemos mudar e dar o nosso melhor dentro das circunstâncias apresentadas”.</p>
<p>Lá pelas tantas, Gurgel ensina no livro quem são os principais “rivais” do bom Jiu-Jitsu hoje:</p>
<p>“Essa infinidade de academias mal geridas, sujas, com professores que tratam mal os alunos, que se atrasam para a aula, que ensinam com o kimono sujo, que não falam corretamente e que, dessa forma, diminuem o Jiu-Jitsu. Uma vez que vai lá, o aluno tem uma experiência tão negativa que jamais vai voltar – para academia nenhuma.”</p>
<p>E há, além das passagens instrutivas, bastidores e revelações divertidas.</p>
<p>O desafio de 1991, com os representantes do Jiu-Jitsu contra a luta livre, ganha um capítulo extenso e detalhado. E cômico, apesar da tensão e o caos do evento no Grajaú.</p>
<p>Antes de vencer Denilson Maia, com seus célebres 43 socos da montada, e ganhar fama pelas ondas da TV Globo, o lutador de 21 anos estava no vestiário. De lá, Gurgel viu pelo monitor a fera Hugo Duarte subir ao ringue, para ser saudado vitorioso por W.O. contra Marcelo Behring, cuja luta caíra do card após uma severa contusão no cotovelo de Behring. Carlson não deixaria barato a provocação de Hugo e chamou Gurgel:</p>
<p>“Ô bicho, depois que você vencer rápido, nem desce do ringue, hein. Vou pegar o microfone e chamar o Hugo Duarte para você lutar com ele também.”</p>
<p>Após a vitória de Gurgel e do Jiu-Jitsu –&nbsp;com o professor Helio no córner – a festa e a invasão do ringue inviabilizaram a sugestão de desafio e “luta dupla” de Carlson.</p>
<p>Gurgel refletiria: “Até hoje não sei se ele fez aquilo para mostrar como acreditava em mim, ou se ele queria mesmo que eu lutasse duas vezes”.</p>
<p>Queira você aprender a ensinar, melhorar seus hábitos como competidor ou turbinar suas academias com dicas sérias, as memórias de Fabio Gurgel são a leitura ideal. Se no caminho você rir com alguns dos bastidores do Jiu-Jitsu, não será mera coincidência.</p>
<p>Siga Fabio Gurgel <a href="https://www.instagram.com/fabiogurgel/" target="_blank" rel="noopener">no Instagram e saiba mais, aqui.</a></p>
<p><iframe loading="lazy" title="FABIO GURGEL IN ACTION #7" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/76tth9y1ENo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/fabio-gurgel-e-o-insano-desafio-duplo-de-carlson-gracie-contra-a-luta-livre-em-1991/">Fabio Gurgel e o insano “desafio duplo” de Carlson Gracie contra a luta livre em 1991</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A estreia de Buchecha no UFC: campeão promete levantar torcida em Abu Dhabi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 14:19:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Buchecha vai enfrentar o peso pesado eslovaco e bom de chão Martin Buday (15v, 2d) no evento UFC on ABC 9, dia 26 de julho na Etihad Arena em Abu Dhabi.</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/a-estreia-de-marcus-buchecha-no-ufc-campeao-promete-levantar-torcida-do-jiu-jitsu-em-abu-dhabi/">A estreia de Buchecha no UFC: campeão promete levantar torcida em Abu Dhabi</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Marcus-Buchecha-no-One-FC-MMA-1024x683.jpg" alt="" width="650" height="434" class="aligncenter size-large wp-image-241993" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Marcus-Buchecha-no-One-FC-MMA-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Marcus-Buchecha-no-One-FC-MMA-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Marcus-Buchecha-no-One-FC-MMA-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Marcus-Buchecha-no-One-FC-MMA-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Marcus-Buchecha-no-One-FC-MMA.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Os fãs e professores de Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes não poderiam receber melhor notícia. O supercampeão da arte suave Marcus Vinicius &#8220;Buchecha&#8221; fechou com o UFC após sair do One FC, e tem estreia marcada para este mês, como confirmado pelo portal MMA Junkie.</p>
<p>Buchecha vai enfrentar o peso pesado eslovaco e bom de chão Martin Buday (15v, 2d) no evento UFC on ABC 9, dia 26 de julho na Etihad Arena, na capital do país, Abu Dhabi.</p>
<p>Deixe o seu palpite: o ídolo Buchecha vai vencer em sua estreia no Octagon? </p>
<p>Vai finalizar ou nocautear? </p>
<p>Em que round?</p>
<p>Relembre o estilo de Marcus Buchecha no MMA, no vídeo a seguir. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Will Buchecha Keep His 100% Finishing Rate At ONE 169? &#x1f92f;" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/uEwjR3YTtv8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-estreia-de-marcus-buchecha-no-ufc-campeao-promete-levantar-torcida-do-jiu-jitsu-em-abu-dhabi/">A estreia de Buchecha no UFC: campeão promete levantar torcida em Abu Dhabi</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O dia em que Léo Santos ensinou Jiu-Jitsu a Georges St-Pierre no ADCC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Atendimento HostWP]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2025 14:57:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos campeões mais completos e respeitados da história do MMA, o canadense Georges St-Pierre construiu uma história gloriosa no UFC. Contudo, antes de se consagrar e se tornar um campeão dominante no octógono, St-Pierre se aventurou nos tapetes inóspitos do ADCC. Numa dessas, o canadense de mente aberta foi surpreendido por um faixa-preta brasileiro&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237615" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237615" class="wp-image-237615 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Leonardo-Santos-nos-tempos-do-TUF.jpg" alt="Leonardo Santos, astro da Nova União, em seus tempos de &quot;TUF&quot;. Foto: Divulgação" width="650" height="450" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Leonardo-Santos-nos-tempos-do-TUF.jpg 650w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Leonardo-Santos-nos-tempos-do-TUF-300x208.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Leonardo-Santos-nos-tempos-do-TUF-150x104.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-237615" class="wp-caption-text">Leonardo Santos, astro da Nova União, em seus tempos de &#8220;TUF&#8221;. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Um dos campeões mais completos e respeitados da história do MMA, o canadense Georges St-Pierre construiu uma história gloriosa no UFC.</p>
<p>Contudo, antes de se consagrar e se tornar um campeão dominante no octógono, St-Pierre se aventurou nos tapetes inóspitos do ADCC. Numa dessas, o canadense de mente aberta foi surpreendido por um faixa-preta brasileiro no ADCC 2005, disputado na tradicional Pirâmide de Long Beach, na Califórnia.</p>
<p>Nas quartas de final da categoria até 77kg, o já tarimbado Léo Santos surpreendeu GSP, de 24 anos, com uma técnica rara que arrancou um vendaval de aplausos do público presente no ginásio.</p>
<p>O atleta da Nova União encerrou sua participação com o quarto lugar na categoria. Na semifinal, o peso leve que atuou no UFC foi derrotado em luta equilibrada pelo craque Marcelo Garcia, que momentos depois se sagraria bicampeão do evento.</p>
<p>Assista ao vídeo a seguir e confira a vitória de Léo Santos sobre Georges St-Pierre – e não tente repetir isso em casa ou na academia sem a supervisão atenta de seu professor! Oss&#8230;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Léo Santos vs Georges St. Pierre | ADCC 2005" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/i4H2FKtULs0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-dia-em-que-leo-santos-ensinou-jiu-jitsu-a-georges-st-pierre-no-adcc/">O dia em que Léo Santos ensinou Jiu-Jitsu a Georges St-Pierre no ADCC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>E se o capitão do Titanic treinasse Jiu-Jitsu?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 15:06:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como ensinam os Gracie, o benefício essencial do Jiu-Jitsu é levar o praticante a ser capaz de raciocinar calmamente durante as piores ocorrências. O que nos leva a refletir: e se o Jiu-Jitsu já fosse popular no início do século XX? O que, por exemplo, poderia ter acontecido caso o célebre navio Titanic fosse comandado&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244124" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244124" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower.jpg" alt="O Titanic, em clássica obra de Willy Stower, 1912." width="640" height="438" class="size-full wp-image-244124" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-244124" class="wp-caption-text">O Titanic, em clássica obra de Willy Stower, 1912.</p></div>
<p>Como ensinam os Gracie, o benefício essencial do Jiu-Jitsu é levar o praticante a ser capaz de raciocinar calmamente durante as piores ocorrências. </p>
<p>O que nos leva a refletir: e se o Jiu-Jitsu já fosse popular no início do século XX? O que, por exemplo, poderia ter acontecido caso o célebre navio Titanic fosse comandado em sua primeira – e última – viagem por um experiente e infalível praticante de Jiu-Jitsu?</p>
<p>Dureza especular, claro. Boas são as chances de que o iceberg vencesse de fato a disputa. Mas por certo algumas medidas de prevenção e contenção de danos seriam bem diferentes – antes, durante e depois da colisão, ocorrida em abril de 1912.</p>
<p>Curiosamente, algumas das melhores histórias sobre o naufrágio foram registradas em livro por um sobrevivente de nome Gracie. Era o coronel Archibald Gracie, que se salvou após se agarrar como pôde num bote que passava, provando ter uma pegada similar a de seus distantes sobrinhos-netos brasileiros.</p>
<p>Mestre Rickson Gracie costuma dizer que o bom praticante de Jiu-Jitsu é um eterno estudioso. O desastre ocorreu por uma confluência de falhas, mas uma delas foi de fato a falta de estudo do cenário e atenção aos detalhes – ou seja, puro Jiu-Jitsu, como se vê. </p>
<p>Por exemplo, águas extremamente frias e calmas com estrelas refletidas são sinais evidentes de um campo de gelo por perto. Faltou, portanto, um estudioso mais atento a bordo.</p>
<p>Foi apenas um dos vacilos do velho lobo do mar Edward John Smith, o comandante britânico do Titanic naquela tragédia em 1912. Sua equipe recebeu, naquele domingo, seis avisos de mar com gelo, mas mantiveram o transatlântico em velocidade máxima. Uma atitude comparável a um faixa-branca que visse a mão inimiga profundamente enfiada em sua gola, mas seguisse acelerando, na ilusão de passar a guarda.</p>
<p>Com a falsa visão dominante de que tamanho era documento, e que um barco gigante daquele jeito jamais seria vencido pelas forças da natureza, todo protocolo e prudência foram abandonados. O Titanic zarpou da Inglaterra para Nova York, aliás, com um início de incêndio num dos depósitos de carvão do navio de luxo, fator que distraiu boa parte da tripulação e se arrastou por dias, em pleno alto mar.</p>
<p>Após a colisão com o blocão de gelo, a falta de tranquilidade nos procedimentos de emergência foi a pá de cal. A carência de treinamento da tripulação, o desconhecimento de como desamarrar os botes, a negligência dos operadores do rádio e telégrafo e a paralisia do capitão, que segundo muitas fontes ficou perplexo e sem ação por longos minutos, fizeram tudo terminar mal.</p>
<p>E ainda faltou técnica e zelo pela ciência. Apesar da luneta ter sido desenvolvida desde 1608, não havia nenhuma em posse dos vigias que observavam o mar lá de cima, de acordo com os historiadores do Titanic. Deu no que deu.</p>
<p>E você, já evitou algum dano grande graças aos ensinamentos nos tatames? Conte para a gente.</p>
<p>Pratique Jiu-Jitsu, evite as pequenas e grandes tragédias, e enxergue mais longe. Oss!</p>
<p>Texto original em RicksonGracie.com.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="TITANIC 2 Movie – Teaser Trailer – 20th Century Studios" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/IRS7cBmAb0M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/e-se-o-capitao-do-titanic-treinasse-jiu-jitsu/">E se o capitão do Titanic treinasse Jiu-Jitsu?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 13:10:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor Vinicius “Draculino” Magalhães, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss! “Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235793" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235793" class="wp-image-235793 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg" alt="Draculino conquistou o ouro na divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla" width="1024" height="604" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-300x177.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-768x453.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235793" class="wp-caption-text">Draculino conquistou o ouro na antiga divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla</p></div>
<p><em>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor <a href="https://www.instagram.com/draculinojj/" target="_blank" rel="noopener">Vinicius “Draculino” Magalhães</a>, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss!</em></p>
<p>“Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu já sabia disso, e repeti essa constatação em voz alta, no ginásio da Califórnia State University Dominguez Hills, no sábado, bem antes de tudo acontecer. Eu ainda não podia saber, claro. Mas, umas 24 horas depois, naquele domingo fatídico, eu acordaria na maior tranquilidade, pensando que era a manhã da luta – até ver que ao meu lado estava o Wellington Megaton, com os trajes de árbitro do <a href="https://ibjjf.com/events/results/2008-world-jiu-jitsu-no-gi-ibjjf-championship" target="_blank" rel="noopener">2º Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono</a>. Caí numa tocaia. Mas deixemos isso para o fim.</p>
<p>A história começou no sábado, 9 de agosto de 2008. Não, na real começou antes, no mês de maio. Foi quando aceitei a missão de estabelecer nos EUA e comandar a <a href="https://www.graciemag.com/2011/12/03/draculino-mostra-54-tecnicas-em-menos-de-12-minutos/" target="_blank" rel="noopener">Gracie Barra Texas</a>, na cidade de Houston. Após um período totalmente voltado para o MMA e para o desenvolvimento dos meus alunos, achei que era a hora de voltar a botar a cara nos torneios e sentir a adrenalina de competir entre a garotada.</p>
<p>Estou com 37 anos. Não lutava um campeonato na categoria adulto desde 2002, no Pan da IBJJF. Com as coisas mais mansas, e com 150 alunos em Houston, quis mostrar a eles que o Jiu-Jitsu é para todos, e que mais vale cair dentro e lutar do que ficar pensando em desculpas ou se esconder atrás da fama.</p>
<p>A merda de ficar afastado é que você perde muito a tarimba, as manhas de competição – o ritmo da luta, a malandragem, coisas assim. Estranhei até como bater o peso para o campeonato, depois de tanto tempo sem enfrentar as balanças. O segredo é saber quantos quilos você perde ao dormir, e assim calcular certinho quanto você precisa bater pela manhã, para não ficar nem muito acima nem muito abaixo do seu peso ideal. Por isso passei aqueles dias carregando minha balança a tiracolo pelo ginásio, enquanto o pessoal brincava comigo.</p>
<p>A melhor sensação para mim foi na hora de aquecer, aquele frio na barriga antes da primeira luta. Não se trata de medo, você sabe. É pura adrenalina nas veias. Como eu estava dizendo, o vale-tudo e o MMA são extremos, claro, e podem ter lances brutais. Mas por outro lado você conhece o adversário, estuda o estilo do rival com antecedência, ganha uma bolsa boa, passagens aéreas para você e seu time – e faz uma luta só e a missão está cumprida. Praticamente o oposto do Jiu-Jitsu, em que lutamos por amor ao esporte, não faz ideia sobre quem vai encarar e o que pode acontecer.</p>
<p>A única coisa certa em todos os torneios de Jiu-Jitsu, por exemplo, é que vai haver ao menos uma grande surpresa, uma zebra a galopar nos tatames. O negócio é fazer tudo certinho para que não seja contra você.</p>
<p>Preparei meu Ipod com 4 mil músicas. Nada de hip-hop, que sou da antiga, mas acabei não escutando meu rock favorito antes da hora da verdade – “Angel of death”, da banda Slayer. Olha aí, vai ver que foi isso que fez a diferença, que causou aquele lance com os vagalumes. Tremendo papelão, foi o que pensei na hora. Mas claro que não me envergonho agora. Vergonha eu teria caso eu mutucasse, fugisse da luta ou agisse como um frouxo.</p>
<p>Em campeonatos de Jiu-Jitsu, e aí vale com ou sem kimono, já vi o certo dar errado, o errado dar certo, a técnica perder para ignorância e vice-versa. Depende do dia de cada um, e de outra série de fatores. Essa é a magia do esporte. E é essa magia que me faz estar lá sempre no ginásio, mesmo quando eu não vou lutar, e encarar calor ou frio nos ginásios da Califórnia.</p>
<p>Naquele fim de semana, o calorão estava especial, e o clima dentro da área de lutas não era mais ameno. Afinal, não é sempre que podemos ver em ação Saulo Ribeiro, Roberto Godói, Baret Yoshida, Jorge Pereira e tantos outros nomes da minha época. Tanto que a divisão de masters tinha mais astros que na categoria adulto.</p>
<p>Porém, formado por uma nova geração de astros, faixas-pretas cascas-grossíssimas, o adulto foi um espetáculo para os torcedores. Acostumado a um tempo em que víamos um mar de caras feias e lutadores cheios de marra, me impressionou ver como a molecada atual é educada, cordial e respeitosa com a gente e entre eles. Todos se cumprimentavam, trocavam reverências, numa clara demonstração que lutam para se divertir e evoluir, antes de tudo. Alguns, inclusive, me disseram que eu era um grande exemplo, por estar ali inscrito entre eles após faturar o ouro na minha divisão de 37 anos. Foi muito legal ouvir isso.</p>
<p>Eu sabia que não precisava provar nada a ninguém – exceto a você mesmo, todos os dias da vida. Por isso eu cheguei a rir ao ver uma luta da garotada. Percebi que para chegar perto da explosão, timing e pujança dos garotos, eu precisaria de uns cinco campeonatos em sequência. Foi o ritmo forte da maioria, mais do que a técnica, que me chamou a atenção. O que dizer de Rubens Cobrinha? A luta dele pelo ouro dos leves, contra Jeff Glover, foi a luta que mais me impressionou no evento. Um verdadeiro jogo de xadrez, vencido por Cobrinha por uma vantagem ao quase chegar do lado e dar um bote nas costas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Time Travel Tuesdays - Rubens Cobrinha Charles vs Jeff Glover   Nogi Worlds 08" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/h6cNbCw6pkU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Na minha divisão, o peso-pena, Bruno Frazatto venceu Denilson Pimenta na final. Pimenta luta desde a minha época também, e é um cara bem forte e completo. Bruninho usou sua guarda para raspar e virar a luta no finzinho, quando perdia por 2 a 4. Um lutão de duas, com o perdão da expressão chula, “putas velhas de tatame”.</p>
<p>O grande nome do evento, claro, foi Antonio Braga Neto, campeão absoluto após vencer Gabriel Vella numa final sensacional, no cair da tarde de domingo. Braga Neto surpreendeu ao, com segundos de luta, ir para cima e derrubar Vella, caindo por cima.</p>
<p>No feminino, a mesma coisa, vi muita técnica e humildade. Além da campeã absoluta, a faixa-marrom Ana Laura Cordeiro, campeã após vencer Ana Carolina e Penny Thomas, ainda vi Letícia Ribeiro finalizando bonito no peso-pluma.</p>
<p>E, para coroar, ainda teve o Saulo Ribeiro, campeão meio-pesado numa divisão cheia de garotos, como Gregor e Igor Gracie, que estavam cheios de fome de vitória.</p>
<p>Campeonatos são assim, uma grande festa, em que mesclam-se estilos e experiências. No meu caso, senti falta de ritmo, acredito. Admito que, mesmo após vencer o peso-pena entre os veteranos, não fiquei completamente satisfeito com minha exibição. Achei minhas duas lutas truncadas.</p>
<p>Até que chegou a hora de lutar entre os adultos. E eu, que quase não cometia erros tolos quando era competidor assíduo, acabei cometendo aquele erro primário, logo em minha primeira luta no adulto.</p>
<p>Era cerca de uma e meia da tarde de domingo. Eu sabia que meu oponente, Johnny Ramirez, era um aluno do Rodrigo Medeiros e um cara bem duro. Afinal, ele tinha feito uma luta boa com meu aluno Samuel Braga, em que o Samuel venceu por dois ou três pontos. Fiz minha tática, então: pus na guarda, raspei como manda o figurino e fiquei ali por cima fazendo minhas vantagens na meia-guarda.</p>
<p>Quando a luta parou e voltou no meio, tentei dar uma movimentada maior. Fui fazer uma passagem de guarda um pouco arriscada quando não há o kimono, em que se bota a mão no joelho para pressionar e passar por cima da perna. Deu no que deu.</p>
<p>Ao ver a gravação depois, eu não sabia se ria ou chorava. Meu braço escorregou certinho e caiu dentro do triângulo dele. Eu pulei para dentro do golpe!</p>
<p>Rapidamente, tentei fazer a defesa tradicional do triângulo, no que ele laçou minha perna. Golpe arrochado, vi então voltar aquela poderosidade da antiga, dos tempos em que minha geração foi criada a ferro e fogo. Eram tempos duros, quando incutiam na gente que devíamos ir até o fim para não ser finalizado. E, com os três tapinhas, não poderíamos testar de fato onde era o fim, certo?</p>
<p>Dormir ou bater? Eu, que nunca tinha batido na minha vida num campeonato, decidi que não seria logo agora, aos 37 anos. Não, eu não desistiria depois de velho, naquele Mundial Sem Kimono da IBJJF.</p>
<p>Naquele instante, com meu pescoço imprensado dentro do triângulo, cinco reflexões cruzaram minha mente na velocidade do pensamento:</p>
<p><em>1. Puta merda, que erro! Caí dentro do triângulo feito um idiota.</em></p>
<p><em>2. Preciso me defender.</em></p>
<p><em>3. Ih, não vai dar para defender. Caramba, agora eu sei exatamente como o Royler se sentiu no ADCC 2003. O que faço?</em></p>
<p><em>4. Ferrou. E agora: bater ou não bater?</em></p>
<p><em>5. Bater é o caralho. Vou ficar aqui mesmo.</em></p>
<p>Cheguei até a sonhar. Dormir num golpe é uma sensação estranha, porque é um lance suave. Não é nada traumático, como um nocautaço no vale-tudo. Primeiro, aparecem umas luzes piscando, como um bando de vaga-lumes. Quando você não espera mais, dorme.</p>
<p>Jiu-Jitsu, portanto, é isso: errou, já era, apagou. Deixo claro, primeiro, que meu jovem oponente teve todos os méritos. Segundo: batucar e desistir em campeonato não é demérito para ninguém, pelo contrário. Isso é loucura minha que ninguém deve pensar em seguir, não.</p>
<p><em>The end.</em>&#8221;</p>
<div id="attachment_235800" style="width: 1034px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235800" class="size-full wp-image-235800" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara.jpeg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235800" class="wp-caption-text">Draculino com os alunos na GB, em foto de Bruno O&#8217;Hara / Divulgação.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/vinicius-draculino-jiu-jitsu-e-os-vagalumes-no-breu/">Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 14:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[boxe]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Muhammad Ali]]></category>
		<category><![CDATA[Nocaute]]></category>
		<category><![CDATA[Olimpíadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?", diz Ali.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se o boxe contasse com um sistema de faixas, Muhammad Ali vestiria uma bela faixa-vermelha por cima do roupão, talvez com letras costuradas em dourado, como era de seu feitio, elegante e espalhafatoso ao mesmo tempo.&#8221; Assim começava um dos principais artigos de GRACIEMAG #237, em tributo ao saudoso Muhammad Ali, campeão olímpico e mito do pugilismo mundial.</p>
<p>Cinco anos depois de seu falecimento, nossa equipe relembra as lições de Ali, reunidas numa entrevista póstuma que gostaríamos de ter feito. Confira e aprenda com o mitológico Ali. Oss&#8230;</p>
<div id="attachment_233818" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233818" class="wp-image-233818 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg" alt="Cassius Clay, depois Muhammad Ali, com seu treinador Joe Martin, no ano de 1960, quando venceu seu ouro olímpico em Roma" width="1280" height="880" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-1024x704.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-768x528.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-233818" class="wp-caption-text">O peso pesado mais sorridente da história, durante treino com Joe Martin, em 1960. Naquele ano, o lutador americano venceria o ouro olímpico em Roma. Foto: Wikipedia</p></div>
<p>Nascido em 17 de janeiro de 1942, em Louisville, no Kentucky, ele recebeu o nome de seu pai, o pintor de cartazes Cassius Marcelus Clay. Aos 12 anos, Cassius Junior já era bem mais forte que o resto de sua turma, e tomou a decisão que mudaria sua vida e o cenário esportivo mundial: deixou o futebol americano e abraçou o boxe, determinado a ser o melhor lutador de todos os tempos. Aos 18, nos Jogos de Roma-1960, conquistou o ouro olímpico dos pesos pesados e quatro anos depois, ao superar Sonny Liston, tornou-se o grande campeão profissional de todos os pesos como havia previsto.</p>
<p>Amplamente homenageado após seu falecimento em 2016, o boxeador falou pelos cotovelos ao longo da carreira, e deu diversas entrevistas contundentes à imprensa – como o memorável bate-papo com o repórter Lawrence Linderman, em dezembro de 1975, publicado na revista “Playboy”.</p>
<p>GRACIEMAG sempre nutriu o sonho de entrevistar Ali, o que não foi possível, mas o Jiu-Jitsu nos ensinou a perseguir sempre o impossível. Neste artigo especial, imaginamos como seria a sonhada entrevista, baseada em respostas reais de Ali a Lawrence Linderman e a outros jornalistas. Apenas nossas perguntas são sonhadas, como se lê.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG: Quando você percebeu que queria ser um lutador?</strong></em></p>
<p>MUHAMMAD ALI: Além do boxe, a única coisa que pensei em fazer foi jogar futebol americano. Mas eu não gostava porque não havia publicidade pessoal: você tem que usar todo aquele equipamento e as pessoas nem podem te ver direito. Quem está lá em cima na arquibancada nem consegue te distinguir no meio de 22 homens correndo para lá e para cá. Mas no boxe, em cima do ringue, só há dois homens. Tomei esta minha decisão sobre os esportes aos 12 anos de idade, e me dediquei ao boxe porque os lutadores podem ganhar mais dinheiro do que outros atletas e não se tem interrupções pelo final da temporada como nos outros. E nunca me arrependi ou me lamentei desta decisão, porque quando você é o maior do mundo naquilo que está fazendo, como achar que devia fazer outra coisa?</p>
<p><em><strong>Por que topou aquela luta exótica contra o japonês Antonio Inoki, um wrestler, em junho de 1976?</strong></em></p>
<p>Por seis milhões de dólares, eis por quê.</p>
<p><em><strong>Suas bolsas giravam na casa dos milhões de dólares, e o boxe tornou você um homem rico. O que de mais valioso você conquistou?</strong></em></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/MuhammadAli/" target="_blank" rel="noopener">Muhammad Ali</a> é muito mais profundo que o boxe, meu filho. Como eu sempre dizia, a riqueza do homem está no conhecimento, não está no banco. Se estiver no banco, ele não a possui. Repare nos tigres, nos pássaros, e nos seres humanos: o que vale mesmo é a liberdade. Um dia eu escrevi: “O carcereiro está em pior situação do que o prisioneiro, porque, enquanto o corpo do prisioneiro está fechado, é a mente do carcereiro que está aprisionada”.</p>
<p><em><strong>Hoje no UFC vemos pesos leves que socam como pesos pesados. Já os pesos pesados soltam bombas de nêutron. Qual é a sensação de receber um soco forte como esses?</strong></em></p>
<p>Pegue um galho, um porrete, e dê com ele no chão com toda a força. Você vai sentir a sua mão vibrar, fazer boeeiiinnng. Levar um soco daqueles é o mesmo impacto, só que no corpo inteiro, e você leva uns dez a 20 segundos até se livrar do impacto. Se leva outro soco antes disso, começa outro boeeiiiinnng maior ainda.</p>
<p><em><strong>Como você continuava a comandar seu corpo e mente depois de uma bordoada daquelas?</strong></em></p>
<p>Você não consegue pensar, fica abobalhado, não sabe nem como foi parar ali em cima. Só que eu sempre fui autocondicionado, reagia automaticamente: levava um soco desses e mesmo sem pensar eu dançava, ou corria, ou me agarrava no sujeito, ou abaixava a cabeça. Eu apanhava volta e meia, mas Sugar Ray, Joe Louis, Rocky Marciano, todos também apanharam. Eles tinham uma coisa que a maioria dos lutadores não têm: capacidade de aguentar em pé até clarear a cabeça. Eu também tinha essa capacidade, e tive de usá-la nas duas primeiras lutas com Joe Frazier.</p>
<div id="attachment_233820" style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233820" class="size-full wp-image-233820" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg" alt="" width="786" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg 786w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-300x163.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-768x418.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-150x82.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px" /><p id="caption-attachment-233820" class="wp-caption-text">Ali encara Frazier, em foto promocional de 1974. Foto: Wikipedia</p></div>
<p><em><strong>Mas você era um craque na defesa. Como veio à mente aquela tática para derrotar George Foreman no Zaire, em 1974?</strong></em></p>
<p>Lembro que eu queria tanto recuperar o meu título que enfrentaria George Foreman até numa cabine telefônica. No fim do primeiro round, no entanto, senti que eu não ia aguentar aquele ritmo e que, o George, mais novo, aguentaria do jeito que a luta andava. Se eu fizesse sete ou oito rounds dançando, estaria sem resistência na hora de recorrer as cordas e George me pegaria de jeito. Resolvi ir para as cordas ainda inteiro, e assim fiz com que ele se cansasse. Foreman só sabia fazer isso: levar o outro pro córner e mandar soco. Se já estava fazendo aquilo, não sabia mais o que tentar. Mas achou, sempre, que no próximo round ia me acertar como queria. De repente, percebeu que já tinha jogado tudo e não tinha conseguido nada.</p>
<p><em><strong>Hoje vemos lutadores do UFC bons de briga e de provocações. Gosta de ver seu estilo aplicado pelos mais moços?</strong></em></p>
<p>Não pode haver menosprezo. O pior meio de menosprezar um adversário é não treinar duro para enfrentá-lo. Mas eu gosto de me lembrar do que eu dizia para os oponentes. Antes daquela luta com Foreman, quando o juiz dava instruções, eu avisei a ele: &#8220;Agora você está frito, não pode fugir mais. Está sozinho num ringue com o maior lutador de todos os tempos, meu filho. Desde menino que você me acompanha, quer me derrubar, quer ser o campeão, mas agora eu te peguei, campeãozinho de bosta. Vou te jantar aqui em cima&#8221;.</p>
<p><em><strong>Os melhores momentos de sua vida foram em cima do ringue?</strong></em></p>
<p>Meu maior prazer na vida é não ter nenhum compromisso marcado. Mas isso rarissimamente acontecia. Lutei boxe desde os 12 anos e os treinos eram duríssimos. Mas, quando eu pensava nos meus objetivos e no legado que queria deixar, eu preferia correr aquelas mesmas duas milhas todas as manhãs do que ficar dormindo mais um pouco.</p>
<p><em><strong>Você diria que o boxe está decadente?</strong></em></p>
<p>O boxe nunca vai morrer. A multidão vai aparecer na trilha dos profissionais, os ginásios sempre terão garotos sonhando em ser o campeão. E, de vez em quando, aparecerá um lutador sensacional.</p>
<p><em><strong>Acha que o seu nome vai virar lenda, após sua morte?</strong></em></p>
<p>A lenda de Muhammad Ali já está escrita, eu mesmo a escrevi.</p>
<p><em><strong>Qual foi seu principal ponto forte como atleta?</strong></em></p>
<p>Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?</p>
<p><em><strong>Como você gostaria de ser lembrado?</strong></em></p>
<p>Como um homem negro que ganhou o título mundial dos pesos pesados e que era bem-humorado e que tratava todo mundo bem. Como um homem que jamais tratou alguém de cima para baixo, muito menos os que o admiravam, e que ajudou o maior número de pessoas que lhe foi possível — não só financeiramente, mas na luta pela liberdade, por justiça, por igualdade. Como um homem que jamais feriria a dignidade de seu povo comportando-se de forma a deixá-lo constrangido. E se tudo isso for pedir muito, então acho que gostaria de ser lembrado apenas como o maior campeão do boxe, que se tornou um campeão do seu povo. E nem ao menos me incomodaria se as pessoas se esquecessem de como eu era bonito.</p>
<p>** Para ler mais artigos das <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener">revistas GRACIEMAG, clique aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-legado-e-as-licoes-do-campeao-olimpico-muhammad-ali/">O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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