Fabio Gurgel e o insano “desafio duplo” de Carlson Gracie contra a luta livre em 1991

Lá pelas tantas, Gurgel ensina no livro quem são os principais “rivais” do bom Jiu-Jitsu hoje: “Essa infinidade de academias mal geridas, sujas, com professores que tratam mal os alunos, que se atrasam para a aula, que ensinam com o kimono sujo, que não falam corretamente e que, dessa forma, diminuem o Jiu-Jitsu. Uma vez que vai lá, o aluno tem uma experiência tão negativa que jamais vai voltar – para academia nenhuma.”

O dia em que mestre Robson aprendeu o triângulo, em idos de 1958

“O triângulo na academia Gracie começou a ser feito em 1958. A primeira vez que deram triângulo lá eu achei aquilo um absurdo, porque eu não conhecia. Até que experimentaram em mim, e eu vi que era um golpe muito eficiente, totalmente eficaz. Cada praticante tem uma mania, cada um tem um jeito. Chave de pé, por exemplo. Eu era um exímio aplicador dessas chaves, mas as pessoas não tinham muito amor por isso. É um golpe como outro qualquer. Muito bom, e se você souber usar, dá que funciona.”

Como surgiram os cinturões no Jiu-Jitsu e outras artes marciais?

A ideia de um cinturão para os campeões e campeãs vem de longe. Na Grécia Antiga, conforme conta a mitologia, a primeira pessoa a ser agraciada com tal prenda foi uma mulher. Ares, o deus da Guerra, presenteou sua filha Hipólita, a respeitada rainha das amazonas, com um cinturão mágico.
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