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	<title>Minha história | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Minha história | Graciemag</title>
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	<item>
		<title>US Open chega a 30 anos e Claudio França diz o que espera para o futuro do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 03:46:49 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Mestre-Claudio-Franca-US-Open-1024x847.jpg" alt="" width="650" height="538" class="aligncenter size-large wp-image-245302" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Mestre-Claudio-Franca-US-Open-1024x847.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Mestre-Claudio-Franca-US-Open-300x248.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Mestre-Claudio-Franca-US-Open-768x636.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Mestre-Claudio-Franca-US-Open-150x124.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Mestre-Claudio-Franca-US-Open.jpg 1536w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>No fim de semana de 15 e 16 de novembro, a William Overfelt High School, em San Jose, Califórnia, se prepara para receber um grupo diferente de mestres e estudantes aplicados. A escola americana será palco do US Open, que começou lá atrás em 1995, e este ano chega a sua 30ª edição.</p>
<p>Faixa-coral de Jiu-Jitsu e fundador do evento, o brasileiro Claudio França refletiu, em conversa com GRACIEMAG, sobre o saldo do torneio até aqui, e o que espera para o futuro do esporte.</p>
<p>O US Open 30 aguarda entre 1.500 e 2 mil competidores espalhados por todas as divisões, com e sem kimono.</p>
<p>Confira os detalhes do torneio em: <a href="https://bjjtour.com/tournaments/u-s-open/" target="_blank" rel="noopener">https://bjjtour.com/tournaments/u-s-open/</a></p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Quando um evento completa 30 anos, torna-se uma data perfeita para celebrar, e também para um balanço de todas as conquistas. Neste aniversário, que desejo você tem para o US Open? O que ainda faltaria conquistar?</strong></p>
<p><em><strong>CLAUDIO FRANÇA:</strong></em> Eu desejo um pouco mais de visibilidade fora do meio do Jiu-Jitsu, para que o torneio pudesse dar ainda mais retorno para todos que participam dele, dos atletas aos patrocinadores. As mídias e veículos voltados para as artes marciais contribuem, mas o espaço para os campeonatos e para os astros do Jiu-Jitsu nos grandes canais convencionais ainda é escasso, quase nulo. A luta nas próximas décadas será esta, ver nossas disputas de Jiu-Jitsu ao vivo em canais como a ESPN, a Fox Sports e outras grandes emissoras. Isso seria um passo decisivo para atrair parcerias e patrocinadores fortes, e poder distribuir prêmios merecidos e substanciais para os competidores e competidoras da faixa-preta.</p>
<p><strong>Em 1995, você organizou o primeiro campeonato na Califórnia, em Santa Cruz, e não deve ter sido fácil. O que mais parece ter mudado de lá para cá no ambiente dos campeonatos?</strong></p>
<p>Quando organizei o primeiro US Open eu estava havia menos de dois anos nos EUA. Arrumar tatames de Jiu-Jitsu já era difícil, o que dirá negociar parcerias e contratar equipamentos básicos para um campeonato. O que lembro hoje é de como os treinadores e líderes de equipe eram bem mais nervosos com os árbitros.</p>
<p><strong>Como o US Open ajudou no fortalecimento do Jiu-Jitsu no norte da Califórnia e no país em geral?</strong></p>
<p>Creio que o grande papel das primeiras edições do US Open foi o de mostrar aos alunos e para a comunidade as diferenças essenciais do Jiu-Jitsu esportivo e do MMA, modalidade que se tornava muito popular nos Estados Unidos, com o UFC. Os jovens perceberam que podiam treinar Jiu-Jitsu por 1001 razões, e não com o intuito de subir no Octagon para lutar sem luvas. E assim preconceitos foram caindo e a vida de muitas famílias foram tocadas. Era uma fase em que só havia campeonatos no Brasil, e desde o começo conseguimos atrair lutadores de muitos países, e ajudar no fortalecimento e divulgação da nossa arte marcial nos Estados Unidos. Houve então esse papel educativo muito forte.</p>
<p><iframe title="Rhalan Gracie vs Clement Shields US OPEN BJJ 2013" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/qSYxM89vlvY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Quando você decidiu organizar seus primeiros torneios, no Rio, os campeonatos eram raríssimos. Um lutador que perdia tinha de esperar um ano por uma revanche. Hoje há eventos a cada fim de semana, em dezenas de cidades do planeta. Há algum lado prejudicial em termos tantas competições?</strong></p>
<p>O esporte ganha popularidade a cada campeonato, isso é um senhor benefício. O lado nocivo é quando o campeonato não cuida da arbitragem, da segurança dos atletas, e isso pode passar uma impressão errada para os participantes. O que também não vejo com bons olhos é quando cada evento se sente no direito de ir alterando as regras e pontos do Jiu-Jitsu. O esporte tem regras conhecidas. É preciso seguir os regulamentos regidos e consolidados pela nossa Federação Internacional. Isso confunde a cabeça dos atletas e dos fãs, e atrapalha o crescimento do esporte nas grandes mídias. Imagine se no tênis a cada torneio houvesse uma pontuação diferente? Seria confuso. Isso é bem prejudicial para o futuro do esporte.</p>
<p><strong>Ainda curte viajar para prestigiar outros campeonatos, para ver como são organizados?</strong></p>
<p>Hoje sou faixa-coral, mas desde minha juventude sempre lutei e disputei muitos campeonatos. Esse sempre foi o meu maior prazer. Depois, passei a curtir levar os meus alunos e incentivar o Jiu-Jitsu no Brasil, nos EUA ou onde fossse. Foi isso que me trouxe até aqui. É sempre um prazer apoiar e aprender com outros organizadores.</p>
<div id="attachment_244076" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244076" class="wp-image-244076 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Claudio-Franca-antiga-1024x909.jpg" alt="" width="650" height="577" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Claudio-Franca-antiga-1024x909.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Claudio-Franca-antiga-300x266.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Claudio-Franca-antiga-768x682.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Claudio-Franca-antiga-1536x1364.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Claudio-Franca-antiga-2048x1819.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Claudio-Franca-antiga-150x133.jpg 150w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244076" class="wp-caption-text">Claudio França (com o troféu) nos tempos dos campeonatos no Rio de Janeiro.</p></div>
<p><strong>Seus eventos sediaram lutas de diversos astros e estrelas americanas, revelaram jovens como Kron Gracie e até o empresário Mark Zuckerberg. Já aprendeu alguma técnica numa luta realizada no US Open?</strong></p>
<p>Quando a gente veste a camisa de organizador, é raro a gente ter atenção total nas lutas, a ponto de perceber os detalhes técnicos. Mas sempre, sempre aprendi muito ali no melhor lugar da arena, ali no centro das áreas de luta, ou como instrutor à beira dos tatames. Semanas depois dos meus eventos, acabo analisando o jogo e o estilo das grandes feras.</p>
<p><strong>Como era o Claudio França aluno, pequeno ali nos tatames do grande mestre Francisco Mansor?</strong></p>
<p>Comecei me divertindo, aprendendo desde cedo com outras crianças, nas turminhas do mestre Mansor. Quando me tornei atleta e professor, passei a absorver muita coisa do mestre, que é aquele grande contador de histórias, uma página viva do Jiu-Jitsu. Quando ele abriu a Kioto BJJ em Nova York, eu fazia questão de ir lá ouvir aquelas histórias deliciosas. A gente saía para jantar e eu aprendia muito, sobre o passado dele como polícia e as aulas que ele tinha com grande mestre Helio Gracie. Outro lado dele menos conhecido é o religioso. Ele sempre me ajudou a encontrar esse tipo de paz também. Hoje ele mora em São Paulo, o carinho e o amor continuam o mesmo, mas bate a maior saudade.</p>
<div id="attachment_79902" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-79902" class="size-full wp-image-79902" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/tanquinho_nosferatu_usopen_17-3.jpg" alt="" width="500" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/tanquinho_nosferatu_usopen_17-3.jpg 500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/tanquinho_nosferatu_usopen_17-3-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/tanquinho_nosferatu_usopen_17-3-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-79902" class="wp-caption-text">Augusto Tanquinho contra Diego Nosferatu no US Open 17. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG.com</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/us-open-chega-a-30-anos-e-claudio-franca-diz-o-que-espera-para-o-futuro-do-jiu-jitsu/">US Open chega a 30 anos e Claudio França diz o que espera para o futuro do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A última luta de Jiu-Jitsu de um faixa-preta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Cobrinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2025 01:10:58 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245078" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245078" class="wp-image-245078 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Alvaro-Portugal2.jpg" alt="" width="1024" height="619" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Alvaro-Portugal2.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Alvaro-Portugal2-300x181.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Alvaro-Portugal2-768x464.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Alvaro-Portugal2-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-245078" class="wp-caption-text">Fotos: Jan Iago / Divulgação</p></div>
<p><em><strong>[ Colaborou: Marcelo Dunlop ]</strong> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao entrar no pavilhão para o campeonato, o faixa-preta tinha na mente um pensamento firme como uma rocha. “Esta será minha última competição. Muito provavelmente, será minha última luta de Jiu-Jitsu”. Ao ser chamado para competir, no entanto, ele já não tinha mais a mesma certeza.</p>
<p>O cérebro talvez fosse mais frio e objetivo. Claro, seria sua última vez a pisar no tatame de uma competição. Contudo, seu coração soprava em outra direção:</p>
<p>“Segundos antes da luta, o meu coração me dizia que não podia ser. Não podia ser a última vez, como poderia? Eu amo demais o Jiu-Jitsu, e tudo que gira em torno do esporte – tudo que nos faz superar os nossos fantasmas e as nossas dificuldades, por maiores que sejam. O Jiu-Jitsu é o que nos faz esquecer a vida lá fora e sentir o momento com uma intensidade que só quem pratica, só quem se entrega à arte suave sabe o que significa.”</p>
<p>O faixa-preta em questão é Álvaro Miguel Costa, e a competição se deu em 12 de julho, no norte de Portugal. Realizado pela Federação Portuguesa de Jiu-Jitsu Brasileiro (FPJJB), o Portugal Grand Slam de 2025 se desenrolou no Pavilhão Municipal de Pedrouços, com jovens atletas, futuras promessas e variados campeões locais.</p>
<p>Apesar da concorrência, uma das lutas mais comentadas foi a de Álvaro, na divisão master, acima de 50 anos, contra a fera Antônio Nascimento. Velhos amigos, os dois arrancaram aplausos de todos por vários minutos, e algumas lágrimas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245079" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal3.jpg" alt="" width="708" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal3.jpg 708w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal3-277x300.jpg 277w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal3-138x150.jpg 138w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>
<p>Aos 50, Álvaro tem enfrentado há tempos um câncer raro e extremamente agressivo, e além da fé e da família, encontra apoio nos treininhos, onde se exercita, se distrai, mantém a cabeça boa, recebe aquela positividade dos colegas de academia.</p>
<p>“Fui bastante emocionado para o evento”, recordaria Álvaro, em conversa com o GRACIEMAG.com. “O Antônio Nascimento é um verdadeiro irmão, a quem tenho que agradecer por me ter proporcionado um momento tão especial. A forma abnegada, altruísta e humilde como preparou o momento para eu vivenciar e sentir é digno apenas de quem é um verdadeiro samurai, um artista marcial de verdade”.</p>
<p>Álvaro, faixa-preta do professor Manoel Neto, já superou cirurgias de mais de seis horas, tratamentos duros e notícias que desanimariam qualquer um. Quando, por exemplo, recebeu dos médicos a noticia de que teria os movimentos muito limitados e seria complexo treinar. Mas a fera jamais desanimou, superou todas as expectativas e não largou o kimono.</p>
<p>Campeão da perseverança, o lutador master comentou o que sentiu, ao ter sua mão erguida pelo árbitro:</p>
<p>“Ao final, quando senti aquela vibração de um pavilhão cheio de cascas-grossas emocionados, pude sentir o quanto o Jiu-Jitsu é diferenciado: não há equipas, grupos, há uma comunidade, somos todos uma família. Não sei o que o futuro me reserva, mas sei que o Jiu-Jitsu me ensinou a levantar sempre. Se eu cair, cairei de cabeça erguida, honrando o que é ser um faixa-preta, sem medo, aceitando o que vier, de coração cheio de gratidão por tudo o que a vida me trouxe”.</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/reel/DMXwMLEI3pg/?igsh=cGV1azlnM3JnOHk0" target="_blank" rel="noopener"><strong>Confira a disputa, aqui.</strong></a></p>
<p>Após quase 50 anos como artista marcial, o irmão-oponente Antônio Nascimento, de 55 anos, viveu um dos momentos mais inesquecíveis de sua trajetória, que inclui disputas de triatlo, judô e outras modalidades. Ele também não conseguiu segurar as lágrimas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245080" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal.jpg" alt="" width="720" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal-281x300.jpg 281w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/AlvaroPortugal-141x150.jpg 141w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></p>
<p>“Tenho 48 anos vividos nos tatames, em treinos e disputas com lutadores de Jiu-Jitsu e judocas do mais alto nível. Já passei por muitas coisas, vitórias e derrotas, momentos que marcaram minha história, mas nada comparado a este compromisso. Entrar ali, ao lado do Álvaro, para uma luta com um objetivo tão especial, foi emoção demais, e ultrapassou tudo o que já vivi. Creio que foi um ato muito nobre e corajoso da parte dele”, diria Antônio.</p>
<p>“Estou honrado e orgulho por ter feito parte desse dia, uma luta em que celebramos a vida e a história de um irmão gigante. O Jiu-Jitsu é muito mais do que medalhas, treinos e competições – juntos nós fazemos a diferença. Foi incrível sentir todo o respeito, carinho e amor partilhado, e ver todo mundo emocionado. Nos unimos em torno do Álvaro para mais uma grande batalha e vamos fazer a diferença juntos, em família”, completou o amigo – derrotado no placar, mas energizado para sempre após uma luta que ninguém ali vai esquecer.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-ultima-luta-de-jiu-jitsu-de-um-faixa-preta/">A última luta de Jiu-Jitsu de um faixa-preta</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Daniel Ignacio: quando a defesa pessoal se transforma em ouro nos campeonatos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 20:08:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sergio Ignácio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Formar agentes preparados vai muito além de simplesmente estar pronto tecnicamente para um conflito. Graças ao Jiu-Jitsu, criam-se agentes com autocontrole e autoconfiança, que conseguem lidar com situações reais com calma, clareza e ética. A maior responsabilidade que tenho é o compromisso de tornar esses profissionais mais bem treinados, para que possam se proteger e proteger a população. Esse treinamento é tanto técnico quanto mental. Um bom profissional de segurança, treinado no Jiu-Jitsu, pode transformar uma situação potencialmente letal em uma situação não letal, salvando e poupando a vida de terceiros."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-244817" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF.jpg" alt="" width="682" height="722" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF.jpg 682w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF-283x300.jpg 283w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF-142x150.jpg 142w" sizes="auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px" /></p>
<p>Daniel Mérola Ignacio, 25 anos, cresceu em cima de um tatame. Filho do faixa-preta e célebre árbitro Sérgio Ignacio, foi criado nas tradições da família Gracie, e acompanhado desde os primeiros treinos por seu padrinho, Renzo Gracie.</p>
<p>Foi mestre Renzo quem o guiou ao longo de toda a sua formação — do kimono ainda folgado na infância à faixa-preta conquistada com mérito e honra.</p>
<p>Mais do que um atleta disciplinado e técnico, <a href="https://www.instagram.com/danielmerola09/" target="_blank" rel="noopener">Daniel</a> encontrou no ensino sua verdadeira vocação. Desde jovem, passou a liderar aulas e seminários, com destaque para seu trabalho com mulheres e crianças, onde combina sensibilidade, clareza e confiança. Ele confia que o Jiu-Jitsu pode ser uma poderosa ferramenta de transformação pessoal — hoje, seu maior objetivo é tornar essa transformação acessível a todos.</p>
<p>Além do ensino em academias para públicos diversos, Daniel atua de forma singular na área de treinamento voltado à segurança e à defesa pessoal. Cursou Administração de Empresas, conciliando seus estudos com treinos, aulas e seminários, e hoje é sócio de uma das mais respeitadas empresas de treinamento para segurança do país.</p>
<p>No dia a dia, instrui profissionais da segurança privada e pública, auxiliando-os no desenvolvimento técnico, físico e emocional necessário para suas funções. É também instrutor convidado de instituições como a Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, a Core, o grupo de Paraquedistas do Exército e a Acadepol, a academia de formação da Polícia Civil do Estado do Rio.</p>
<p>Num dos contextos urbanos mais complexos da América Latina, sua contribuição é reconhecida por colegas e autoridades como um diferencial raro para alguém de sua idade.</p>
<p>A trajetória de Daniel no Jiu-Jitsu competitivo é marcada por conquistas significativas que evidenciam sua excelência. Em 2022, foi vice-campeão brasileiro sem kimono pela <a href="http://ibjjf.com/" target="_blank" rel="noopener">IBJJF</a>. No ano seguinte, conquistou a medalha de ouro no peso pesado, em evento internacional da CBJJO. Também em 2023, foi campeão do “Rei do Rio”, torneio promovido pela FJJ-Rio, a primeira federação de Jiu-Jitsu do mundo. Em 2024, venceu sem kimono o campeonato Rio International Open no superpesado faixa-preta, pela IBJJF.</p>
<p>Conquistas essas sempre aliadas a um trabalho árduo dentro e fora de sua empresa. Mas, segundo ele mesmo, estas são apenas algumas etapas no seu caminho. Os próximos passos? Levar seu conhecimento a novas fronteiras — dentro e fora do Brasil.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG</em>: Ainda lembra como deu seus primeiros passos com kimono?</strong></p>
<p><em><strong>DANIEL IGNACIO:</strong></em> Mal consigo lembrar qual foi o meu primeiro dia dentro do tatame; é como se eu sempre tivesse estado ali. Sinto que o Jiu-Jitsu esteve presente na minha vida desde o primeiro dia, porque tive a bênção de ter um pai que sempre colocou os ideais do Jiu-Jitsu como modelo de educação para me guiar dentro e fora da academia. Meu contato tão cedo com o Jiu-Jitsu se deve ao meu pai, Sérgio Ignacio, e ao meu padrinho, Renzo Gracie. Por volta dos 3 anos de idade, comecei no judô, e logo em seguida fui para o Jiu-Jitsu — e então também para o wrestling. O wrestling é popular nos Estados Unidos, e eu vivi lá durante a minha infância, então também é uma luta que faz parte da minha trajetória.</p>
<p><strong>Como a paixão pelo Jiu-Jitsu prevaleceu?</strong></p>
<p>Eu sempre soube que o Jiu-Jitsu era a minha maior paixão. Cresci no tatame e dentro de uma empresa familiar de treinamento de seguranças, onde utilizamos o Jiu-Jitsu para ensinar defesa pessoal. Além de ter o incentivo e inspiração do meu pai e do meu padrinho, contei com a sorte de ter uma mãe que sempre se desdobrou para conseguir me levar e estar presente em todos os treinos, lutas e competições desde muito novo. Sem essa abdicação e amor dela seria impossível.</p>
<p><strong>Como foi sua sensação ao chegar até a faixa-preta?</strong></p>
<p>Minha trajetória até a faixa-preta foi longa. Desde a faixa-branca até a faixa-preta, foram mais de 16 anos de caminhada. As avaliações para mudança de faixa sempre seguiram um processo rigoroso: o primeiro passo era estar treinando ativamente no Jiu-Jitsu; em seguida, era necessário conhecer todas as técnicas correspondentes à minha faixa na época, conforme descritas no livro do Renzo e Royler Gracie – um livro onde as técnicas estão separadas por faixas. Também estudei o conteúdo do livro de grande mestre Helio Gracie sobre Jiu-Jitsu e defesa pessoal. Com esse conhecimento consolidado e já tendo cumprido o tempo apropriado, passava por uma avaliação técnica e de desempenho na qual eu precisava vencer oponentes mais graduados e maiores para conquistar a faixa seguinte. Como meu pai e meu padrinho Renzo me incentivavam sempre a participar dos melhores seminários e a treinar com alguns dos melhores do mundo, a evolução não parava nunca.</p>
<p><strong>E como foi a sua etapa como faixa-marrom, prestes a receber a preta?</strong></p>
<p>Nessa fase, optei por competir o Campeonato Brasileiro da CBJJ ainda como faixa-marrom, para fechar essa etapa da melhor maneira possível. Acabei conquistando o título de vice-campeão brasileiro e, após isso, viajei para a academia Renzo Gracie em Nova York, onde passei um mês treinando intensamente. Muito do que sou e no que acredito devo aao meu pai e ao Renzo. Não poderia ser mais grato por, como costumamos dizer, ter aprendido direto da fonte. Fui extremamente privilegiado por ter acesso a tantos nomes influentes da linhagem Gracie desde cedo, e fiz questão de aproveitar todas as oportunidades que me foram dadas. Após aquele mês, enfim me “formei” como faixa-preta. Foi um dia marcante, cheio de emoção, em que percebi o quanto valeu a pena cada etapa da jornada. Não é um caminho fácil, e muito menos rápido; ele ensina o valor da perseverança e da paciência. Não existe qualquer tipo de atalho para a faixa-preta, o único caminho é não desistir.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Daniel Merola vs Lucas Alves / Rio Spring Open No-Gi 2024" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/lsz_PXYWAfA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>E o trabalho voltado para segurança pública e privada, como está?</strong></p>
<p>Atualmente, nossa empresa tem mais de 35 anos de atuação. Um legado que tem sido passado do meu avô ao meu pai, e do meu pai para mim. O lema da empresa é algo que levo para a vida e pretendo passar para meus futuros filhos: “Lute e vença!”. É uma frase curta mas cheia de significado. Desistir não é uma opção. Além do conhecimento técnico de defesa pessoal e Jiu-Jitsu, tentamos passar essa mensagem diariamente: de que o trabalho é árduo, mas, com a luta, vem a vitória — e é a crença nisso que nos leva adiante. Hoje tenho quase 20 anos dentro do Jiu-jitsu, que mais parecem uma vida inteira. Eu sei, porém, que essa caminhada só está começando.</p>
<p><strong>O que você aprendeu como competidor?</strong></p>
<p>Nos campeonatos, aprendi muito sobre autocontrole e sobre lidar com as minhas emoções — fossem elas boas ou frustrantes. Aprendi como a minha mente e os pensamentos controlam o meu corpo e as decisões que preciso tomar em milésimos de segundos. Sendo assim, não importa se houve centenas de horas de treino, musculação e boa alimentação – a sua mente precisa estar focada, tranquila e positiva na medida, ou já era. O Jiu-Jitsu nos ensina a respeitar o oponente antes de qualquer coisa, porque a soberba é o caminho mais rápido para a derrota — e a verdade é que podemos aprender com todos. Não importa a cor da faixa, a idade ou o peso: todos podem ter algo a nos ensinar. É impressionante o quanto eu aprendo dando aula para crianças novas — seja sobre o Jiu-Jitsu ou sobre a visão de mundo.</p>
<p><strong>Como é sua abordagem ao ensinar Jiu-Jitsu para as crianças?</strong></p>
<p>Sou apaixonado por crianças. Elas têm uma leveza, pureza, e um olhar para a vida especial. Tento levar um pouco dessa positividade delas para minha vida pessoal. Nessa fase da vida, elas são como esponjas e absorvem tudo o que passamos, então precisamos estar atentos ao que falamos e a como podemos auxiliar na construção da autoestima e da autoconfiança delas. A abordagem com os pequenos e pequenas tem de ser sutil. O Jiu-Jitsu é introduzido de forma leve e divertida. Não pode ser uma aula maçante sobre movimentos extremamente técnicos. É um equilíbrio entre técnica e momentos de lazer. Logo, o treinamento infantil deve ser divertido, porém disciplinado. Queremos que as crianças se divirtam, mas também que elas aprendam a respeitar, a ter disciplina e a se defender. Entender que o Jiu-Jitsu é uma forma de defesa e não de ataque é fundamental.</p>
<div id="attachment_244819" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244819" class="wp-image-244819 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio.jpg" alt="" width="450" height="600" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio.jpg 450w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio-113x150.jpg 113w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-244819" class="wp-caption-text">Medalha recebida por contribuição ao ensino policial, no Rio de Janeiro.</p></div>
<p><strong>Qual é o maior objetivo dos professores que lidam com alunos tão jovens?</strong></p>
<p>Em nossa equipe buscamos sempre ensinar a importância do menino ou da menina ser autoconfiante e, ao mesmo tempo, humilde. Ensinamos a manter a distância dos problemas e a lidar com eles com disposição e de cabeça erguida. Muitos pequenos estão ali porque querem aprender ou porque sofreram algum tipo de trauma. Nessa idade, o Jiu-Jitsu é importante para gerar uma criança segura, sem medo, confiante, com boa autoestima, controlada, preparada e respeitosa. O Jiu-Jitsu, assim, é essencial para prevenir o bullying, tanto para evitar sua prática quanto para prevenir que a criança seja alvo dele. Trabalhamos muito isso com as crianças, ensinando todas as técnicas necessárias para que elas sejam capazes de se defender.</p>
<p><strong>Onde você aprendeu a ensinar a garotada?</strong></p>
<p>Para passar tudo isso de um modo leve e agradável, utilizamos diversas técnicas e métodos diferentes. Muito desse conhecimento absorvi no curso do mestre Leão Teixeira, de aprimoramento para professores de Jiu-Jitsu infantil, referência nacional no ensino de Jiu Jitsu para crianças. Foi também nesse curso que tive a oportunidade de dar aulas e aumentar minha experiência com elas. Hoje, já encontro alunos adolescentes para quem dei aula há alguns anos, quando eram crianças, e eles me trazem muita gratidão por como pude participar de suas evoluções pessoais. Não vejo a hora de, daqui a alguns anos, ver que meu trabalho levou à construção de adultos melhores, de caráter e confiantes.</p>
<p><strong>Qual foi a maior lição de superação que viveu no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Houve um torneio que disputei em que estava dormindo muito mal há dias, no hospital, com a minha esposa internada. Para “melhorar”, tive um rompimento do ligamento do tornozelo logo nos primeiros minutos de luta. Meu corpo estava exausto, minha mente, muito preocupada com a saúde dela, e eu estava há semanas sem treinar por diversas questões pessoais. Além disso, lutar com um ligamento rompido é uma dor excruciante. Ainda assim, eu não desisti e acabei por finalizar o oponente, levando a medalha de ouro para o hospital. Esses momentos te mostram que o Jiu-Jitsu que aprendemos com os Gracie vai muito além da luta — é um aprendizado de vida. Porque, na vida, quase nunca teremos as condições ideais para realizar nada. Temos de trabalhar com o que temos, fazer o nosso melhor e acreditar que aquilo vai ser suficiente. Essa garra e determinação são o que mudam a vida de alguém — é o que define o tipo de vida que se terá.</p>
<p><strong>Você viu o Jiu-Jitsu mudar a vida de jovens com traumas?</strong></p>
<p>Tenho alunos que realmente mudaram suas vidas graças aos treinos. Deixaram de usar drogas, de beber sem controle, de conviver com pessoas que não agregam. Passaram a acreditar no próprio potencial, a fazer escolhas mais acertadas, a ter disciplina, rotina — e isso os levou a lugares que nem eles mesmos imaginavam alcançar. Essas mudanças de vida que eu presencio diariamente, através do Jiu-Jitsu, são, com certeza, o que mais me marca e mais me motiva nesse caminho.</p>
<p><strong>Quando você descobriu sua vocação para ensinar? </strong></p>
<p>Desde que eu tinha 12 anos, quando já ia constantemente para a empresa de treinamento onde trabalho hoje, para acompanhar meu pai em suas aulas. Foi assim que o meu avô ensinou a ele, e ele a mim. Meu pai é um professor nato, e sempre me admirei ao ver como ele fazia parecer fácil falar para tantas pessoas e construir uma linha de raciocínio clara, para que todos pudessem acompanhar e assimilar. Como meu pai, acredito que sempre tive vocação para ensinar e ajudar; sempre tive paciência e clareza para orientar na evolução dos alunos. Mas o que aprendi com o tempo é que, quando dominamos um assunto, temos humildade para aprender ainda mais sobre ele, e ensinamos com amor e atenção, conseguimos ser bons professores. Depois de alguns anos sendo forjado na empresa como ajudante, comecei a dar aula oficialmente em 2019, quando já me sentia mais pronto e preparado. Desde então, tenho feito de tudo para ser o melhor professor possível.</p>
<div id="attachment_244821" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244821" class="wp-image-244821 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro.jpg" alt="A valiosa medalha de Daniel no Brasileiro da CBJJ: no caminho certo. Fotos: Acervo Pessoal/GRACIEMAG" width="1024" height="686" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro-768x515.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-244821" class="wp-caption-text">A valiosa medalha de Daniel no Brasileiro da CBJJ: no caminho certo. Fotos: Acervo Pessoal/GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>O que é preciso para ser um instrutor eficiente?</strong></p>
<p>Creio que ensinar está muito ligado à empatia: saber se colocar no lugar do outro e entender como ele vai receber a mensagem que se quer passar. Cada aluno tem uma história, um contexto cultural, familiar e pessoal. Dar aula requer se conectar com os alunos e entender a necessidade deles para compreender qual será a melhor forma de entrega. O linguajar, o nível de dificuldade, a cobrança, e tantos outros aspectos do ensino se adaptam de acordo com o tipo de aluno que está do outro lado. Entender isso foi essencial para dar uma boa aula e ser compreendido. As aulas para leigos, para profissionais da polícia, para crianças, homens ou mulheres: todas têm suas especificidades e merecem cuidados específicos.</p>
<p><strong>Como são suas aulas de defesa pessoal para mulheres? </strong></p>
<p>Infelizmente, vivemos em um mundo machista, onde as mulheres sempre têm de lutar mais para se sentirem ouvidas, respeitadas e, principalmente, seguras. O Jiu-Jitsu, há quase cem anos, sempre se mostrou uma excelente ferramenta para dar às mulheres um pouco da autoconfiança e segurança que a sociedade tira diariamente. É algo que indico para todas as mulheres que conheço, de todas as idades. Saber se defender é essencial para todos nós, mas especialmente para as mulheres, que são frequentemente alvos de crimes bárbaros, tanto dentro quanto fora de casa. Para minha especialização, fui até a referência do Jiu-Jitsu feminino, a escola Gracie Kore da campeã Kyra Gracie, faixa-preta renomada com livros sobre o tema. Kyra adotou como missão maior levar o conhecimento do Jiu-Jitsu para mulheres de uma forma em que elas se sintam bastante confortáveis e seguras ao absorver. Fiz um curso profissionalizante de ensino do Jiu-Jitsu para mulheres, na metodologia Gracie Kore, onde obtive grande aprendizado sobre como conduzir as aulas de maneira que as mulheres se sintam valorizadas, respeitadas e confiantes. Aprendi ali a criar um ambiente confortável e inclusivo para todos dentro do tatame.</p>
<p><strong>Já ensinou policiais mulheres? Como é essa experiência?</strong></p>
<p>Sim, tive a oportunidade de ministrar aula de técnicas de Jiu-Jitsu aplicadas à defesa pessoal feminina no Centro Desportivo da Polícia Civil, no Rio de Janeiro. Nessa aula, recebemos policiais mulheres e também o grupo &#8220;Empoderadas&#8221;, um grupo sensacional de enfrentamento à violência contra as mulheres, muito inspirador e necessário. Foi uma ótima experiência, onde pude ensinar mulheres fortes a terem mais formas de se defender. Pretendo seguir aprendendo bastante nesse âmbito, já que quero muito auxiliar as mulheres da melhor maneira possível. Como homem, entendo que existem nuances na realidade de vida das mulheres que eu não sinto na pele, então é importante ouvir para compreender.</p>
<p><strong>Qual a importância do Jiu-Jitsu para as forças de segurança, no Rio ou no mundo? </strong></p>
<p>Formar agentes preparados vai muito além de simplesmente estar pronto tecnicamente para um conflito. Graças ao Jiu-Jitsu, criam-se agentes com autocontrole e autoconfiança, que conseguem lidar com situações reais com calma, clareza e ética. A maior responsabilidade que tenho é o compromisso de tornar esses profissionais mais bem treinados, para que possam se proteger e proteger a população. Esse treinamento é tanto técnico quanto mental. Um bom profissional de segurança, treinado no Jiu-Jitsu, pode transformar uma situação potencialmente letal em uma situação não letal, salvando e poupando a vida de terceiros. Um policial treinado no Jiu-jitsu, em diversas situações, não precisa usar a arma de fogo para se defender, o que oferece uma segurança que vai além do porte de arma. Assim, o Jiu-Jitsu pode ser utilizado para prevenir a escalada de conflitos, onde, através do controle técnico, podemos proteger tanto o agente de segurança quanto o cidadão. Todo o nosso treinamento é adaptado ao ambiente realista das forças de segurança pública ou privada para as quais estamos oferecendo esse treinamento.</p>
<p><strong>Como seu conhecimento de situações reais ajuda nos resultados como lutador, no Jiu-Jitsu esportivo?</strong></p>
<p>Gosto de lutar para frente, sempre buscando quedar e finalizar. A rotina de preparação envolve estar sempre treinando e ativo, seja com treinos pesados, drills, musculação ou dando aulas. O bom lutador deve estar sempre pronto e preparado. Desde que peguei a faixa-marrom, passei a dar ênfase ao Jiu-Jitsu sem kimono, ou &#8220;no-gi&#8221; lá fora. Eu via ali uma maior similaridade com o nosso dia a dia e com a defesa pessoal, já que não temos o pano para segurar e o controle fica muito mais difícil. Acredito que todo praticante de Jiu-Jitsu deve se testar em uma competição oficial, ao menos uma vez. Nós descobrimos muito sobre nós mesmos quando estamos no tatame, no meio de uma arena lotada de oponentes. Aprendemos a lidar com a pressão de uma forma diferente. A mentalidade deve ser de sempre querer evoluir e aprender, de sempre estar preparado para o combate, e de saber lidar com a vitória, assim como com a derrota. O principal é se sentir treinado e aprendendo sempre. Isso dá a sensação de dever cumprido antes de a luta começar, e essa sensação é mais do que essencial para conseguir vencer. Sem ela, já se entra derrotado.</p>
<p><strong>Quais são os seus objetivos hoje como professor?</strong></p>
<p>Quando a gente respira Jiu-Jitsu, aprendemos que nossa modalidade não é somente um esporte; é um estilo de vida. Hoje não penso em formar apenas atletas para vencer campeonatos. Quero construir pessoas fortes e confiantes, que pelo Jiu-Jitsu alcancem uma vida melhor e se tornem pessoas melhores. Quero combinar a minha formação acadêmica em Administração pela IBMEC, meu domínio da língua inglesa e meu conhecimento de defesa pessoal para atuar globalmente. Quero desenvolver programas educacionais, ajudar na expansão do Jiu-Jitsu pelo mundo e formar alunos com os princípios e valores nos quais acredito. E, com tudo isso, continuar ativo nas competições de alto nível, porque aprendo e evoluo muito em cada uma delas. Espero poder inspirar outros, assim como muitos veteranos me inspiraram a ser quem eu sou. Muito obrigado a todos pela oportunidade.</p>
<div id="attachment_244835" style="width: 693px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244835" class="wp-image-244835 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1.jpg" alt="Daniel entre o pai e o padrinho, ao se formar faixa-preta em Nova York, na Renzo Gracie Academy. Fotos: Divulgação" width="683" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1.jpg 683w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1-267x300.jpg 267w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1-133x150.jpg 133w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /><p id="caption-attachment-244835" class="wp-caption-text">Daniel entre o pai e o padrinho, ao se formar faixa-preta em Nova York, na Renzo Gracie Academy. Fotos: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/daniel-ignacio-quando-a-defesa-pessoal-se-transforma-em-medalha-de-ouro-no-jiu-jitsu-esportivo/">Daniel Ignacio: quando a defesa pessoal se transforma em ouro nos campeonatos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Alimentação, suplementação e rotina de treino dos campeões, por Gustavo Dantas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 16:00:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alimentação, suplementação e a rotina de treino de um campeão, por Gustavo Dantas</p>
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<p>Como um atleta master se alimenta e perde peso na reta final para uma grande competição?</p>
<p>Professor formado pela Nova União, o peso-pena Gustavo Dantas repassa tudo o que aprendeu na semana decisiva para o último Pan da IBJJF, quando conquistou a medalha de ouro na Flórida, no pena master 5, após final com Cleito Resende, da Alliance.</p>
<p>Confira e tire lições valiosas da rotina do faixa-preta. De quebra, reveja o triângulo suave e eficaz de Dantas, que levou, na semifinal do Pan, seu oponente a dormir dentro do golpe.</p>
<p>Oss.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="The Diary of a Master EP 2 Season 2 &#x1f94b; O Diário de um Master" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/BwXAidVQpEw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/alimentacao-suplementacao-e-a-rotina-de-treino-de-um-campeao-por-gustavo-dantas/">Alimentação, suplementação e rotina de treino dos campeões, por Gustavo Dantas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rickson: “Encaro o Parkinson como um grande oponente mas esperançoso de vencê-lo”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 17:09:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rickson Gracie: “Encaro o Parkinson como um grande oponente, mas esperançoso de vencê-lo”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244251" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Rickson-Gracie-divulgacao-1024x683.jpg" alt="" width="650" height="434" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Rickson-Gracie-divulgacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Rickson-Gracie-divulgacao-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Rickson-Gracie-divulgacao-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Rickson-Gracie-divulgacao-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Rickson-Gracie-divulgacao-2048x1365.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Rickson-Gracie-divulgacao-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Mestre Rickson Gracie está lançando mais um livro sobre seu modo de encarar os desafios da vida, “Conforto na Escuridão” (Editora HarperCollins).</p>
<p>A ocasião o levou a ser procurado por grandes veículos e jornais, como a “Folha de São Paulo”, e o faixa-coral distribuiu lições valiosas, como de hábito.</p>
<p>Por vídeo de sua casa na Flórida, o mestre falou ao repórter Lucas Bombana sobre saúde, doença, alimentação e a esperança de cura.</p>
<p>“O médico comum me deu um remédio e mandou fazer exercícios e esperar. Mas por meio da busca de vários curadores e maneiras diferentes de interpretar essa doença, comecei a mudar minha vida. Parei de comer carne, de beber cerveja e vinho, comecei a fazer jejum, a tomar suplementos de todo tipo. Troquei a água da minha casa por água ozonizada. Uma série de coisas que ninguém me mandou fazer, mas fui pesquisando e mudando, e agora sinto que estou na melhor condição possível para lutar contra o Parkinson. Faço fisioterapia cinco vezes por semana. Estou lidando com o Parkinson com respeito de um grande oponente, mas com a esperança de conseguir vencer”, disse Rickson, que também comentou sobre a mudança da Califórnia para a Flórida, no meio deste ano.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244253" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson-576x1024.jpg" alt="" width="576" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson-576x1024.jpg 576w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson-169x300.jpg 169w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson-768x1365.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson-864x1536.jpg 864w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson-1152x2048.jpg 1152w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson-84x150.jpg 84w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/11/Capa-livro-Rickson.jpg 1350w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p>“Tenho problemas na coluna, de lombar, várias hérnias de disco, o meu corpo está bem batido. Mas não reclamo de nada disso. Para mim, todas as minhas lesões servem como medalhas de reconhecimento do que consegui atingir. Pensar nos meus machucados não me deixa constrangido, e sim orgulhoso de ter usado ao máximo o meu corpo na representatividade do jiu-jítsu. Isso faz com que entenda que qualquer parte energética, física, que ainda tenha para usar, vou usar. Mas agora é diminuir o ritmo. Adorava surfar, parei de pegar onda, adorava treinar jiu-jítsu, parei de treinar, só dou aula atualmente. Mas continuo seguindo a minha vida feliz e otimista. Vou à praia todo dia, mudei da Califórnia para a Flórida, e está sendo ótimo porque aqui o mar é muito mais prazeroso”, disse o mestre.</p>
<p>Leia a <a href="https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2024/11/nao-estou-aqui-para-ser-finalizado-pelo-parkinson-estou-aqui-para-lutar-diz-rickson-gracie.shtml" target="_blank" rel="noopener">entrevista completa, aqui., onde o campeão trata de assuntos como o UFC, o perdão e muitos outros.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rickson-gracie-encaro-o-parkinson-como-um-grande-oponente-mas-esperancoso-de-vence-lo/">Rickson: “Encaro o Parkinson como um grande oponente mas esperançoso de vencê-lo”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Kim Ellwanger (Atos Guetho) ensina a tocar academias como empresas sustentáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 14:42:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Professor da Atos Guetho Garibaldi, no Rio Grande do Sul, o faixa-preta Kim Ellwanger começou a treinar por acaso, graças a um empurrãozinho geográfico. É que a hoje consagrada escola de Guto e Guilherme Campos, em Porto Alegre, ficava exatamente no caminho de sua faculdade. Após anos de estrada, Kim se tornou um faixa-preta estudioso,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244152" style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244152" class="size-full wp-image-244152" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre.jpg" alt="" width="750" height="736" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre.jpg 750w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre-300x294.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre-150x147.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p id="caption-attachment-244152" class="wp-caption-text">Kim sempre procura visitar os amigos André Galvão e Guto Campos, seu professor, que agora abriu mais uma academia em Orlando. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Professor da Atos Guetho Garibaldi, no Rio Grande do Sul, o faixa-preta Kim Ellwanger começou a treinar por acaso, graças a um empurrãozinho geográfico. É que a hoje consagrada escola de Guto e Guilherme Campos, em Porto Alegre, ficava exatamente no caminho de sua faculdade.</p>
<p>Após anos de estrada, Kim se tornou um faixa-preta estudioso, focado em gestão, e acompanha de perto a entrada e saída de alunos para entender como sua academia pode entregar o que os clientes desejam.</p>
<p>O GRACIEMAG bateu um papo com o professor gestor, e aprendeu com ele. Confira os melhores momentos da conversa, a seguir.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi seu início no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>KIM ELLWANGER:</strong></em> Sempre fiz esporte, mas comecei no Jiu-Jitsu em 2011 na minha equipe, a Atos Guetho em Porto Alegre, aqui no Rio Grande do Sul. Iniciei na academia dos senseis Guto e Guilherme Campos no “treino corujão”, que rolava de 23h a meia-noite. Eu ia depois da faculdade, né? Comecei sem saber o que era Jiu-Jitsu de verdade. Mas a academia era no meio do caminho entre a faculdade e minha casa, tive sorte.</p>
<p><strong>Como foi aprender com um atleta raro como o Guto?</strong></p>
<p>Acho que foi muita sorte iniciar no lugar certo. Poucas vezes na vida vi professores com tanto conhecimento prático e teórico como o mestre Guto, e isso inclui seu irmão Guilherme Campos. Desde o meu primeiro dia, fui apresentado a um Jiu-Jitsu que se mostrava eficaz em qualquer lugar. Eu aprendia no tatame uma dada técnica, e nos dias seguintes eu via o mestrão Guto executando as mesmas posições nas competições de alto nível, como o Campeonato Mundial e o Pan-Americano da IBJJF.</p>
<p><strong>E isso era inspirador para os alunos?</strong></p>
<p>Sim, vejo hoje como isso se traduzia em muita confiança para a gente que era aluno. Em três meses, decidi lutar o meu primeiro campeonato: conquistei o primeiro lugar. A partir dali nunca mais parei. Venho tentando competir e ter algum título importante em todas as faixas para repetir aos meus alunos o mesmo exemplo que tive.</p>
<p><strong>Existe um modo “Atos Guetho” de ensinar? Qual é a filosofia da equipe em Garibaldi, no Rio Grande do Sul?</strong></p>
<p>Creio que sim. Eu fiquei na Atos Guetho da faixa-branca à preta, e a gente sempre foi estimulado a buscar a finalização, demonstrar um Jiu-Jitsu para frente, e jamais amarrar. Isso me ajudou muito. Hoje faz pouco mais de um ano que comecei a gerir a escola Atos Guetho em Garibaldi. Em um ano, temos mais de 80 alunos ativos em nossa academia, e olha que iniciei do zero. Acredito que um professor que busque abrir sua academia de Jiu-Jitsu precisa se capacitar em como ensinar, mas também estudar bastante sobre negócios.</p>
<p><strong>O que você aprendeu nesses 12 meses sobre negócios e Jiu-Jitsu, Kim?</strong></p>
<p>Vejo que a academia de Jiu-Jitsu, por mais que tenha um propósito transformador na vida das pessoas, é uma empresa. Se ela não der lucro aos gestores, professor vai viver de doações. Não vai conseguir se concentrar bem nas aulas. E a gente precisa valorizar nosso esporte. Saber o papel transformador que ela exerce na vida das pessoas. Todos nós já vimos exemplos de alguma pessoa bem sucedida na sua área, que antes foi um aluno nos tatames e se tornou uma pessoa melhor, mais confiante, mais calma. A gente tem de valorizar o que a gente entrega à sociedade. Como qualquer empresa, quem faz a gestão precisa ter conhecimentos básicos sobre finanças, marketing, administração, dentre outros.</p>
<p><strong>O que recomendaria para reter clientes, ou no seu caso, alunos e praticantes?</strong></p>
<p>Na Atos Guetho Garibaldi fiz uma pesquisa de mercado. Qual público eu queria atingir? Que valor meus alunos poderiam pagar mensalmente para ter aula comigo? Quantas pessoas desse público eu conseguiria colocar dentro da academia? Em quanto tempo? Eu conseguiria me sustentar nesse período em que a academia não se pagava? Tudo isso são perguntas que seria legal o professor responder antes de abrir. Hoje a gente consegue oferecer diferentes serviços para diferentes públicos. Tem espaço para todos. Uma academia mais simples em estrutura, que consiga oferecer uma mensalidade mais em conta atinge uma fatia do público. Uma academia com uma estrutura maior, mais bem localizada atinge outra. São públicos diferentes. Isso é o bacana do Jiu-Jitsu. Ele é democrático. Todos podem e devem ter acesso. Mas é útil enxergar a academia mais como uma empresa.</p>
<p><strong>E vocês continuam a monitorar o entra e sai de alunos com essa visão empresarial?</strong></p>
<p>Sempre. Por exemplo, quantos novos alunos eu ganho por mês na academia? Quantos alunos param de treinar na academia? Se eu coloco alunos para dentro mas perco bastante, significa que eu preciso melhorar meu serviço, minha aula. A solução é estudar mais sobre Jiu-Jitsu, trazer mais seminários, recursos que agreguem no serviço que eu vendo. Afinal de contas, as pessoas já estiveram lá, conheceram meu serviço e não querem pagar por ele novamente. Isso acontece em escolas que focam mais no marketing do que no serviço.</p>
<div id="attachment_244154" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244154" class="size-large wp-image-244154" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-819x1024.jpg" alt="" width="650" height="813" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-819x1024.jpg 819w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-240x300.jpg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-768x960.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-120x150.jpg 120w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244154" class="wp-caption-text">Kim no BJJ Pro: campeão desde a faixa-branca.</p></div>
<p><strong>E se entram poucos alunos e alunas, como encarar a questão?</strong></p>
<p>Bem, se eu quase não perco, mas também entram poucos alunos e alunas novas, significa que preciso focar no marketing. Isso significa que eu tenho um serviço bom, mas as pessoas precisam conhecer mais sobre ele. Aqui vale investir mais em marketing, redes sociais, tráfego pago. Enfim, coisas que demandam estudo e conhecimento do professor para gerir seu negócio. Se um cara passa a minha guarda com facilidade, sei que preciso estudar, treinar e me dedicar mais pra fazer guarda. A mesma coisa acontece nos negócios, a gente precisa apenas estar atento e saber agir.</p>
<p><strong>Como avalia sua carreira como competidor, Kim?</strong></p>
<p>Comecei a competir cedo no Jiu-Jitsu, com três meses de treino como contei. Fiz três lutas e fui campeão. Desde então não parei mais. No meu segundo ano, fui lutar o Mundial da IBJJF Novice e fiquei em segundo lugar. Meus mestres sempre me estimularam a competir e estiveram presentes em meus campeonatos. Isso me estimulava bastante. Na azul fui campeão peso e absoluto do Campeonato Sul-Brasileiro da CBJJ. Na roxa, viajei muito pelos Estados Unidos e ganhei alguns eventos Open da IBJJF por lá. Na marrom, iniciei competindo de Master 1 pela primeira vez e fui campeão brasileiro. Na preta lutei alguns Open nos quais fui campeão, bem como no BJJ Pro da IBJJF, onde fui campeão peso e absoluto. A competição sempre me ajudou a melhorar meu jogo, lutar com uma pressão diferente. Sempre estimulo meus alunos, quando prontos, a participarem de campeonatos. Acredito que traz uma visão diferente do jogo, uma adrenalina diferente para os iniciantes.</p>
<p><strong>Qual o perfil dos seus alunos hoje, em Garibaldi?</strong></p>
<p>Tenho alunos com diferentes profissões que passam o dia em hospital ou escritórios. Tento incentivar para que eles consigam disputar sempre um campeonato aqui e ali. É gratificante ver um aluno que tem uma jornada longa de trabalho, com filhos, família e que faz Jiu-Jitsu como hobbie, estar em campeonatos saindo da zona de conforto, buscando evoluir. E os parentes também se empolgam, todo mundo ganha.</p>
<p><strong>Que medalha você guarda com mais carinho?</strong></p>
<p>Acredito que a do Brasileiro da IBJJF. Estava há três anos sem lutar, devido à pandemia e a algumas lesões. Foi meu maior período longe de competições. Fiz quatro lutas e consegui finalizar todas, sem sofrer ponto ou vantagem. Na sequência acabei vencendo bem o São Leopoldo Open e o BJJ Pro de Curitiba – nesse sem sofrer pontos também, e finalizando cinco lutas. A vitória é importante, mas gosto quando consigo apresentar um Jiu-Jitsu para frente, buscando a finalização.</p>
<p><strong>O que o alegra mais ao ensinar?<br />
</strong></p>
<p>Ao abrir minha escola, peguei um público que nunca tinha treinado Jiu-Jitsu. Foi tudo do zero. Aprender fuga de quadril, saber cair. Consegui então formar alunos sem vícios. Então desde o primeiro dia conseguimos montar um time, desenvolver uma cultura de Jiu-Jitsu e de muita amizade. Isso faz diferença quando a gente pensa em fazer a academia crescer e depois expandir. A gente mantém uma filosofia de que os alunos devem sair melhor da nossa academia do que quando entraram. Eu sempre estimulo os alunos a competirem. Não tem teste melhor para eles verem como está o nível deles do que um campeonato. Para mim, mais importante do que aumentar a quantidade de alunos, é conseguir manter essa cultura de Jiu-Jitsu de excelência e amizade. O crescimento vai ser consequência do que a gente plantou hoje. Isso é o que espero para os próximos cinco anos da nossa equipe. Novos professores, novos graduados, mas sem perder nossa identidade.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu continua a mudar vidas?</strong></p>
<p>Sim, e como. Todo mundo lembra daquele exemplo de colega de treinos que entrou na academia bem acima do peso, emagreceu e hoje esbanja qualidade de vida. Ou algum amigo tímido, que falava para dentro, e hoje anda de cabeça erguida. Isso tudo a gente observa dia a dia. Como professor, tive um aluno que parou de tomar ansiolíticos e antidepressivos depois de anos, graças a um vida nova que o Jiu-Jitsu proporcionou. Tive um aluno que relatava nervosismo em entrevistas de emprego e com o chefe por conta de pressão; em dois meses de Jiu-Jitsu, ele se mostrava mais confiante. O Jiu-Jitsu é uma ferramenta que transforma a vida.</p>
<p><strong>E nos torneios? Seus jovens pupilos estão fazendo bonito?</strong></p>
<p>Tenho alunos que neste primeiro ano de escola já colecionam resultados, como o Guilherme Orlandi, que após um ano aqui conquistou o segundo lugar no Campeonato Brasileiro da CBJJ e no Sul-Brasileiro da CBJJ. E o nosso Hercules, campeão sul-brasileiro faixa-azul e bronze no Brasileiro da CBJJ. Isso tudo com um ano de trabalho. Esperamos ter mais resultados em breve nos campeonatos de alto nível.</p>
<p><strong>Como a cidade de Garibaldi e seus alunos lidaram com as enchentes e destruições no Rio Grande do Sul?</strong></p>
<p>Muitas pessoas próximas foram atingidas, perderam casa, familiares, conhecidos. Foi inacreditável o que vivemos aqui. E não foi por um período curto. Ficamos um mês com as coisas embaixo da água. Aqui na serra a gente viveu dois momentos distintos. Por ser mais alto, houve desmoronamentos de terra. A parte mais baixa e próxima aos rios sofreu com as enchentes. Poucas vezes eu vi uma tragédia que afetasse a todos diretamente mesmo. Qualquer pessoa que tu perguntava conhecia alguém que perdeu tudo ou tinha perdido alguém.</p>
<p><strong>Que lições vocês conseguiram extrair de toda essa tragédia?</strong></p>
<p>Creio que a gente viveu um senso de comunidade muito grande. Quando tudo começou, fizemos logo uma vaquinha entre os alunos da academia. Rapidamente, outras academias de fora do estado me chamaram para tentar contribuir. Arrecadamos um bom valor, compramos mantimentos e levamos para pessoas afetadas. Teve um dia que a gente não teve aula e os alunos que conseguiram foram até a cidade de Roca Sales, uma das mais afetadas, para levar mantimentos. Buscamos ajudar no trabalho braçal, levar medicamentos, alimentos. A gente fez o que estava ao nosso alcance. Mas foram muitas pessoas fazendo o que estava no alcance. Quem podia, contribuiu com trabalho braçal, quem não podia contribuiu com dinheiro, roupa, pás, equipamentos de limpeza, veículos. A união que a gente teve aqui foi fundamental para reconstruir nosso estado. Apesar de toda a tristeza da tragédia, foi bonito ver todo mundo ajudando. Graças a Deus, nossa academia ficou intacta, o que permitiu que a gente focasse em ajudar quem precisava. Lá na matriz, na Atos Guetho em Porto Alegre, há uma foto de um barco passando na frente, navegando no meio da rua. A academia ficou toda embaixo da agua. Os alunos e professores reconstruíram em uma semana. Foi emocionante de ver.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-da-atos-guetho-jiu-jitsu-em-garibaldi-kim-ellwanger-ensina-a-tocar-sua-academia-como-uma-empresa-sustentavel/">Kim Ellwanger (Atos Guetho) ensina a tocar academias como empresas sustentáveis</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As 7 maiores lições de Carlos Gracie para você ter sucesso na carreira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2024 19:39:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Do baú das revistas e artigos especiais de capa de GRACIEMAG. Bons estudos! 1) A arte de pensar grande Mestre Carlos Gracie Jr sempre repete uma frase que o pai adorava, um verso do poeta e jornalista pernambucano Manuel Bastos Tigre: “Penses grande, e seus feitos crescerão. Penses pequeno, e irás direto ao chão”. (O&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_218636" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-218636" class="wp-image-218636 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Carlos-Marco-Imperial-1.jpg" alt="" width="427" height="640" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Carlos-Marco-Imperial-1.jpg 427w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Carlos-Marco-Imperial-1-200x300.jpg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Carlos-Marco-Imperial-1-100x150.jpg 100w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><p id="caption-attachment-218636" class="wp-caption-text">Grande mestre Carlos Gracie. Foto: Marco Gracie Imperial</p></div>
<p>Do baú das revistas e artigos especiais de capa de GRACIEMAG. Bons estudos!</p>
<h3><strong>1) A arte de pensar grande</strong></h3>
<p>Mestre Carlos Gracie Jr sempre repete uma frase que o pai adorava, um verso do poeta e jornalista pernambucano Manuel Bastos Tigre: “Penses grande, e seus feitos crescerão. Penses pequeno, e irás direto ao chão”.</p>
<p>(O original está no livro &#8220;Antologia da Boa Vontade&#8221;, 1955: “<em>Muito covarde tem capitulado / Antes de haver a luta começado; Pensa em grande, e os teus feitos crescerão; </em><em>pensa em pequeno, e irás depressa ao chão; O querer é o poder arquipotente / É a decisão firmada em tua mente&#8230;</em>)</p>
<p>Pensar grande é o início de tudo. Independente do campo em que você atua, a extensão dos sonhos refletirá o alcance dos feitos, acreditava Carlos. Voltemos no tempo até 1925. E se imagine como um empreendedor.</p>
<p>Você então recebe um jovem em busca de investimento e ele explica que tem uma ideia de negócio: montar uma academia de Jiu-Jitsu. De quê, meu filho?</p>
<p>Sim, Jiu-Jitsu, uma arte marcial de origem japonesa. Num país sem qualquer tradição no assunto, sem um mercado já pronto, sem história e sem quaisquer ídolos esportivos (não tínhamos nem uma seleção competitiva de futebol).</p>
<p>Possivelmente você nem atenderia este jovem. Carlos tampouco contou com qualquer banqueiro. Ele simplesmente vislumbrou algo promissor para este pequeno campo, e começou a ensinar em casa. E isto foi só o início.</p>
<h3>2) Investir a longo prazo</h3>
<p>Ao observarmos o Jiu-Jitsu no mundo atual, é difícil visualizar que há cem anos a arte caminhava para o desaparecimento, minada no próprio berço oriental. Mas também quem é capaz de enxergar cem anos adiante? Carlos enxergava. Não por acaso, o faixa-vermelha pai de Carlson, Robson, Reyson, Rilion e tantos craques e insistiu no ramo. Ele almejava uma explosão. Que aconteceu mundialmente apenas na década de 1990, mas que demorou bem menos para conquistar a capital brasileira, o Rio de Janeiro. Em 1950 a Academia Gracie já era uma grande potência, e não só econômica. Dentro daquele espaço de treinos na avenida Rio Branco, treinavam futuros presidentes, generais, donos de emissoras, músicos, políticos, empresários, arquitetos e policiais. A nata da cidade e os futuros campeões, em todas as áreas, eram discípulos dos Gracie.</p>
<h3><strong>3) Raciocinar sem preconceitos</strong></h3>
<p>Inovar foi desde o princípio um grande traço da genialidade de <a href="https://www.graciemag.com/pt-br/academias/carlos-gracie-4/" target="_blank" rel="noopener">Carlos Gracie</a>. O famoso anúncio de jornal criado pelo pioneiro, “Se você quer ter um braço quebrado, procure a academia Gracie”, e suas variações, é um exemplo de seu marketing agressivo (literalmente), ainda mais naquele início de século XX. O raciocínio de Carlos obedecia a esse padrão heterodoxo. Ele adotou um modo de vida completamente inovador e fora da engenharia da sociedade moderna. Desde a forma de educar os filhos à maneira de gerir os negócios, passando por religião, alimentação, moradia, rede de relacionamentos, amizades. Carlos não comia churrasco nem arroz com feijão, ou tomava cafezinho, só porque nasceu sob essas tradições. Ele estudava o bem estar e vivia sob suas leis e regras. E talvez o fato de que é possível ser bem sucedido desta forma seja não só a sua principal lição, mas também o principal elemento moldador do seu legado.</p>
<h3><strong>4) A família como referência</strong></h3>
<p>Valorizar a família não é invenção do pioneiro do Jiu-Jitsu no Brasil. Há séculos a<br />
família é considerada uma das mais importantes instituições da sociedade. O que Carlos fez de diferente foi arquitetar a união familiar além do tradicional formato marido-mulher-filhos. Ele buscava, se possível no mesmo teto, ter juntos irmãos, filhas, sobrinhos, netos, primos e inclusive amigos e alunos. Basicamente, quanto mais gente, melhor. Se fosse necessário, ampliariam o sítio e o número de quartos. Quanto mais próximas essas pessoas estavam, maior a sintonia entre elas.</p>
<div id="attachment_222816" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222816" class="wp-image-222816 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Original_Gracie_family_members-1024x699.jpg" alt="Família Gracie, no fim da década d 1970." width="650" height="444" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Original_Gracie_family_members-1024x699.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Original_Gracie_family_members-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Original_Gracie_family_members-768x524.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Original_Gracie_family_members-150x102.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Original_Gracie_family_members.jpg 1176w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-222816" class="wp-caption-text">Família Gracie, no fim da década d 1970.</p></div>
<h3>5) Sem saúde, não há sucesso</h3>
<p>Hoje, todos os livros e manuais ao estilo “7 hábitos das pessoas altamente eficazes” remetem à saúde pessoal. Um dos fundamentos é, por mais ocupado que você seja, separar espaço para exercício e cuidar da sua forma física e mental, caso contrário não há vigor para cumprir as outras prioridades com afinco. Pois Carlos sabia disso 50 anos antes. Ele desenvolveu um método alimentar peculiar, na tentava de blindar o sistema digestivo e reforçar o sistema imunológico. Este resultado foi especialmente importante para um negócio que dependia da disposição física para se manter e prosperar. Professores sem energia certamente não convenceriam aluno ou aluna nenhuma.</p>
<h3>6) A curiosidade é a grande aliada</h3>
<p>Desde sempre, Carlos estimulava a curiosidade de seus filhos e filhas. Como as academias sempre foram freqüentadas por pessoas bem sucedidas nas mais variadas profissões, os<br />
professores sempre foram capazes de aprender com sumidades com mais conhecimento do que a grande maioria dos professores. Carlos demostrou que, se a pessoa conseguir unir a educação tradicional com a universidade do tatame, a probabilidade do aprendiz sobressair é muito grande, e não precisa ser muito observador para encontrar exemplos desses casos no meio do Jiu-Jitsu – de juízes do STF a médicos, e até o Oscar Niemeyer.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMERCIAL RARÍSSIMO DA ACADEMIA GRACIE JIU JITSU!" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/MFxjcHdEjIM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>7) Liderar sem oprimir</h3>
<p>Carlos foi o líder da família até sua morte, em 1994. Seu irmão caçula, Helio dedicou toda a vida aos preceitos do irmão, seguindo-os à risca e acreditando neles com uma disciplina ímpar. Helio assumiu a gerência da academia criada pelo irmão, analisou e<br />
aprimorou o Jiu-Jitsu, ajudou a criar os filhos de Carlos, e foi peça fundamental para o legado Gracie. Décadas antes de Pelé, tornou-se o primeiro herói nacional do esporte brasileiro. Pois Carlos nunca tentou ofuscar a luz do irmão que, no fim da vida, e após a morte, tornou-se também herói internacional. A capacidade de atrair pessoas dedicadas, talentosas e inteligentes e abrir o espaço para que elas desenvolvam todo seu potencial e ganhem crédito por isso é a maior de todas as lições, e se aplica a qualquer um.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para saber como ler mais <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">artigos antológicos, clique aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-7-maiores-licoes-de-carlos-gracie-para-voce-ter-sucesso-na-carreira/">As 7 maiores lições de Carlos Gracie para você ter sucesso na carreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Léo Castello Branco recebe faixa-coral e recorda jornada no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 17:55:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ídolo do Jiu-Jitsu carioca nos anos 1990, Leonardo Castello Branco tornou-se mestre na arte suave, em graduação realizada na quarta-feira, 17 de julho, no Rio de Janeiro. A faixa-coral de Jiu-Jitsu, que corresponde ao sétimo grau, veio após 31 anos como faixa-preta, das mãos de grande mestre Fernando Pinduka. Com a nova faixa amarrada na&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Mestre-Castello-Branco.jpg" alt="" width="800" height="560" class="aligncenter size-full wp-image-243765" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Mestre-Castello-Branco.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Mestre-Castello-Branco-300x210.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Mestre-Castello-Branco-768x538.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Mestre-Castello-Branco-150x105.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Ídolo do Jiu-Jitsu carioca nos anos 1990, Leonardo Castello Branco tornou-se mestre na arte suave, em graduação realizada na quarta-feira, 17 de julho, no Rio de Janeiro.</p>
<p>A faixa-coral de Jiu-Jitsu, que corresponde ao sétimo grau, veio após 31 anos como faixa-preta, das mãos de grande mestre Fernando Pinduka. </p>
<p>Com a nova faixa amarrada na cintura, Castello Branco falou sobre a honraria.</p>
<p>“A sensação é de um trabalho muito bem realizado como atleta, professor, organizador de eventos, promotor do Jiu-Jitsu e criador de equipes&#8221;, comentou Castello Branco. &#8220;Passei por todas as etapas dentro do Jiu-Jitsu. O esporte cresceu bastante e para quem, como eu, ajudou a pavimentar essa estrada lá atrás, a faixa-coral homenageia isso. É uma sensação de trabalho realizado. Não pelo tempo passado, mas pela intensidade do tempo passado no Jiu-Jitsu e do que temos como meta de vida, conceitos e valores”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Ricardo Liborio vs Castello Branco" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/f0UfEjm2Bgw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em sua jornada na arte suave, Castello formou dezenas de faixas-pretas. Ele foi um dos fundadores da Alliance, da qual foi presidente e ajudou a conquistar títulos mundiais para a equipe. Em 2004, fundou a equipe Brasa, onde também foi presidente, num time que contava com nomes como Demian Maia, Léo Vieira, Rodrigo Comprido, Ronaldo Jacaré, André Galvão, Leo Leite, Muzio de Angelis, Robert Drysdale, Rafael e Guilherme Mendes. </p>
<p>Castello chegou a lutar MMA também, contra o lendário Igor Vovchanchyn.</p>
<p>“Demos a vida pelo Jiu-Jitsu, lutando para provar que a nossa arte era eficiente. E isso fez com que o Jiu-Jitsu crescesse no mundo inteiro como arte marcial e um meio de defesa pessoal e equilíbrio emocional, pois conseguimos construir uma autoconfiança muito grande nas pessoas&#8221;, lembrou o célebre campeão, que no Mundial 1999 fechou o peso pesadíssimo, com o colega Roberto Traven. </p>
<p>&#8220;Isso tudo me dá uma satisfação grande em receber essa faixa. E foi gratificante receber das mãos do meu mestre Fernando Pinduka, que me graduou a faixa-preta, me preparou como lutador e me mostrou um caminho mais didático em relação a aulas. Ele me ensinou a ser profissional como professor&#8221;, concluiu Castello.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Castello-Branco-faixa-Pinduka.jpg" alt="" width="800" height="533" class="aligncenter size-full wp-image-243767" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Castello-Branco-faixa-Pinduka.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Castello-Branco-faixa-Pinduka-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Castello-Branco-faixa-Pinduka-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Castello-Branco-faixa-Pinduka-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/leo-castello-branco-recebe-faixa-coral-de-jiu-jitsu-e-relembra-jornada-ate-a-nova-graduacao/">Léo Castello Branco recebe faixa-coral e recorda jornada no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Diego Herzog, o Nosferatu, conta o que aprendeu em 25 anos de carreira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jul 2024 18:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>foi provavelmente ao lutar com o Roger, naquele mesmo ano, quando aprendi mais. Sempre acreditei que no Jiu-Jitsu a boa técnica sempre seria superior à força bruta, e em nosso confronto enfim tirei isso à prova. Eu tinha vencido minha primeira luta no absoluto, contra um cara bem grandão, e enfrentei o Roger. Tentei dar uma queda, e acabei por baixo, na meia-guarda, eu na frente no placar por uma vantagem. Tomei um amasso tremendo, no maior sufoco, e bati no estrangulamento relógio. Roger ensinou a gente a lutar sempre para a frente.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-243748" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-1024x751.png" alt="" width="650" height="477" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-1024x751.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-300x220.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-768x563.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-150x110.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao.png 1336w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>O faixa-preta Diego Herzog, 41 anos, é uma espécie de Kevin Bacon do Jiu-Jitsu mundial. Bacon ficou conhecido como o ator que, versátil e de mente aberta, contracenou com meio mundo de Hollywood, talvez três quartos.</p>
<p>Pois Diego, o popular Nosferatu, tem a honra de poder dizer que enfrentou quase todas as grandes estrelas do Jiu-Jitsu do começo do século XX, de Roger Gracie a Caio Terra, de Rodolfo Vieira a Lucas Lepri, de Leandro Lo a Xande Ribeiro – e seus alunos hoje só o agradecem por isso.</p>
<p>Respeitado peso pesado catarinense, <a href="https://www.instagram.com/nosferaherzog/?hl=en" target="_blank" rel="noopener">Diego Herzog</a> estava disputando mais uma medalha na Califórnia quando recebeu convites para ficar e ensinar. Foi assim que abriu sua equipe, <a href="https://www.instagram.com/siliconvalleybjj/?hl=en" target="_blank" rel="noopener">a Silicon Valley BJJ, em Sunnyvale</a>.</p>
<p>Boa praça e sorridente apesar do apelido aterrorizante, Nosferatu conversou com nossa equipe sobre os rumos da carreira, enquanto tentava evitar as mordidas no dedo de sua mais amada aluna: a filhota Dakota, de 5 meses, postada em seu colinho.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG:</strong> </em><strong>Como o temível Nosferatu foi pousar nesse ensolarado pico da Califórnia?</strong></p>
<p><em><strong>DIEGO “NOSFERATU”:</strong></em> Vim lutar o Pan da IBJJF em 2010, e já estava com essa proposta de trabalho engatilhada de ajudar a abrir uma academia. Fiquei uma semana treinando em Los Angeles com meu amigo Bruno “Mamute”, fiquei em terceiro lugar e já vim direto. Achei tudo muito grande e corrido em Los Angeles, já que sou de Floripa e gosto de um lugar mais calmo. Como se vê me adaptei bem, estou há quase 15 anos na região. Agora me tornei pai de uma menina e agora quero dar o bom exemplo a ela. Hoje tenho essa satisfação quando penso que, em cada cidade importante do planeta, há sempre um professor, normalmente brasileiro, ensinando o bom Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como nasceu o seu nome de guerra, “Nosferatu”?</strong></p>
<p>Nos tatames, é claro. Sou aluno do hoje mestre faixa-coral Eduardo “Gavião” Ommati, um dos pioneiros no sul do Brasil e clássico aluno de grande mestre Fernando Pinduka. Comecei a treinar com 15 anos, tinha a cara cheia de espinha e acabava com o rosto sangrando e o kimono dos colegas cheio de manchas. Mestre Gavião não perdoava: “É o sangue do Nosferatu!”. O curioso é que existia outro Nosferatu no Jiu-Jitsu, o grande veterano dos tatames Eulindo “Nosferatu” Leão, grande amigo do Gavião no Rio de Janeiro. Anos depois, quando fui lutar no Rio de Janeiro, fomos apresentados e rimos muito.</p>
<p><strong>Você teve essa chance de competir com meio mundo, sempre no peso e no absoluto. Já se aposentou como atleta do adulto?</strong></p>
<p>Não, e olhe que ainda quero lutar um Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, para conferir com esta garotada de hoje.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Diego Herzog vs Alessandro Silva, Black Belt Adult Heavy Final, 2016 San Jose Open" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/_QtZOto75RY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Que duelo foi o mais memorável e rendeu lições mais valiosas?<br />
</strong></p>
<p>Lembro de grandes lutas que fiz com o Gabriel Vella, e daquele quedão marcante que apliquei no Romulo Barral, no Mundial 2010 da IBJJF. Mas foi provavelmente ao lutar com o Roger, naquele mesmo ano, quando aprendi mais. Sempre acreditei que no Jiu-Jitsu a boa técnica sempre seria superior à força bruta, e em nosso confronto enfim tirei isso à prova. Eu tinha vencido minha primeira luta no absoluto, contra um cara bem grandão, e enfrentei o Roger. Tentei dar uma queda, e acabei por baixo, na meia-guarda, eu na frente no placar por uma vantagem. Tomei um amasso tremendo, no maior sufoco, e bati no estrangulamento relógio. Roger ensinou a gente a lutar sempre para a frente. Lutei também contra o Yuri Simões, grandes combates e muito instrutivos.</p>
<p><strong>O que aprendeu com rivais como Xande e Leandro Lo?</strong></p>
<p>Com o Xande Ribeiro aprendi sobre pressão, e sobre o simples que funciona. O Leandro Lo tinha o Jiu-Jitsu mais ensaboado que já vi, sem kimono. Depois ele apareceu para um seminário e dei um grande treino com kimono. Uma pena ele não estar mais presente aqui para nos inspirar e ensinar.</p>
<p><strong>Como foi o seu começo em Floripa?</strong></p>
<p>Vesti o kimono pela primeira vez em fevereiro de 1999, levado por meu amigo Daniel “Urso”. Até ali a gente gostava de assistir ao UFC e sempre se embolava, na garagem de casa, no meio do gramado, atrás da biblioteca. Lembro até hoje do primeiro triângulo que ele me arrochou, na galega. Era melhor começar a treinar numa boa academia, né? Comecei com o mestre Gavião e não parei nunca mais. Em 2005, estava meio de estrela solitária na academia e passei a treinar com o pessoal da Gracie Floripa, do mestre Crolin, com o professor e competidor Alexandre Souza. Naquele tempo eu gostava de criar treinos específicos, defender e contra-atacar, como aprendi com mestre Gavião, e uso alguns até hoje.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="6th American Cup: Diego Herzog vs. Yuri Simões" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/unTGr6jP84w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Você sempre sonhou com o MMA e chegou ao Bellator. O que aprendeu como profissional?</strong></p>
<p>Fiz minha estreia nos ringues em 2003 como faixa-roxa, já que era meu sonho desde os primeiros embolas lá com o amigo Urso. A modalidade ainda se chamava vale-tudo, outros tempos. Depois cheguei a lutar até na China. Valeu muito, e até hoje vejo a defesa pessoal e as técnicas anti-agressão como fundamentais para cada aluno ou aluna faixa-branca. E eu sou uma prova viva disso. Há um bom tempo, eu estava jogando sinuca numa boa, dois caras começaram a discutir e vieram para cima de mim com os tacos – dois contra um, na covardia. Se eu só soubesse o Jiu-Jitsu de competição e não fosse um faixa-preta completo, acho que teria tomado um prejuízo dos dois, mesmo treinando Jiu-Jitsu. Mas me defendi tranquilamente, dominei os dois e evitei a situação.</p>
<p><strong>O que motiva você a acordar e dar aulas hoje?</strong></p>
<p>Percebi há uns 20 anos que alguns valores do Jiu-Jitsu seriam essenciais para sempre, e para todos. Itens como a necessidade de fugir do sedentarismo, de evitar ficar diante da tela – da TV, do computador ou celular – e se conectar com a natureza. Hoje gosto de ensinar o bom Jiu-Jitsu para ajudar as pessoas a terem a mente mais tranquila, com treinos diversificados para que eles tenham hábitos saudáveis, e realizem aquele 30 minutinhos de exercícios diários. Jamais pensei em ficar rico, mas sonho em espalhar <a href="https://www.siliconvalleybjj.com/blank-1" target="_blank" rel="noopener">saúde para a comunidade.</a></p>
<p><strong>O Nosferatu curte filmes de terror?</strong></p>
<p>Já vi o filme “Nosferatu”, a versão de 1979 – por acaso dirigido por um Herzog – Werner Herzog – veja você. Mas não gosto do estilo, ainda mais de noite. Meu estilo é mais ensolarado, gosto de acampar, jogar xadrez, futebol e surfar. De noite na TV, eu gosto mesmo é de comédia – vejo muita comédia brasileira para matar saudades.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-243753" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-696x1024.jpg" alt="" width="650" height="956" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-696x1024.jpg 696w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-204x300.jpg 204w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-768x1130.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-1044x1536.jpg 1044w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-102x150.jpg 102w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha.jpg 1152w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/diego-herzog-o-nosferatu-conta-o-que-aprendeu-em-25-anos-de-carreira-no-jiu-jitsu-e-mma/">Diego Herzog, o Nosferatu, conta o que aprendeu em 25 anos de carreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nos cinemas, Sérgio Mallandro ensina que faixa-preta também chora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 22:13:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“O filme mostra como você pode não desistir das suas coisas. O homem não morre, meu glu-glu, quando deixa de existir, ele morre quando deixa de sonhar”, filosofou Mallandro nas páginas de “O Globo”. “Ah, e vai vir o Oscar. Eu sonhei que recebia o Oscar. Só não sei se era o Troféu Imprensa.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_224460" style="width: 693px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224460" class="size-full wp-image-224460" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/WhatsApp-Image-2019-02-02-at-13.53.22.jpg" alt="" width="683" height="470" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/WhatsApp-Image-2019-02-02-at-13.53.22.jpg 683w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/WhatsApp-Image-2019-02-02-at-13.53.22-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/WhatsApp-Image-2019-02-02-at-13.53.22-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /><p id="caption-attachment-224460" class="wp-caption-text">Mallandro com sua turma da equipe Carlson, ao receber a faixa-preta de Jiu-Jitsu em fevereiro de 2019. Foto: Reprodução/GRACIEMAG</p></div>
<p>Sérgio Mallandro, de 68 anos, é um gaiato que deu certo.</p>
<p>Após fazer sua turma de praia gargalhar com gírias e brincadeiras, o aluno de Carlson Gracie foi convidado, graças ao amigo e ator André De Biase para fazer um teste para o filme “Menino do Rio”, de 1982. Renato Aragão, o popular Didi, curtiu o astral do novo comediante e o escalou para outro sucesso dos cinemas, “O Trapalhão na Arca de Noé”, em 1983.</p>
<p>Mas nem tudo foi risada na vida do humorista, que se viu anos depois diante de uma verdadeira porta dos desesperados.</p>
<p>“Eu saí do ar em 1996 e fiquei três anos fora da TV, em uma época em que, se a televisão não te contratasse, você não tinha para onde correr”, lembrou o faixa-preta, em entrevista ao jornal “O Globo”. “Hoje, com as redes sociais, o artista é mais independente, tem mais oportunidades. Quando eu saí do ar, comecei a vender todo meu patrimônio. Perdi tudo que tinha juntado entre 1982 e 1995. Nesses três anos fora do ar, precisei vender tudo. Vendi minha casa de Búzios, casa aqui, casa lá, apartamento. Fui perdendo, fui perdendo, até que de repente eu tinha só 7 reais na conta.”</p>
<p>Sérgio então teve um de seus maiores aprendizados, uma das grandes lições que teve fora dos tatames, longe dos estúdios e emissoras:</p>
<p>“Certo dia um oficial de justiça bateu na minha porta para levar meu último carro. Ele ficou surpreso e disse que eu era ídolo do filho dele, que tinha 9 anos e estava com um câncer. Pedi para ele esperar e fui buscar um presentinho – achei um bonequinho que fazia glu-glu e dei a ele. Ele ficou sem jeito, sem querer mais levar o carro embora. Mas eu disse para ele não confundir as coisas, que ele precisava fazer o trabalho dele. Quando ele desceu minha rua com o carro, desandei a chorar”, recordou Mallandro.</p>
<p>“E não chorei pelo meu carro ou pela minha pindaíba. Foi porque percebi que, dentro da minha casa, eu tinha os meus três filhos saudáveis. Percebi que não tinha problemas, mas apenas obstáculos. Problema é chegar no hospital e o médico falar que você vai perder a pessoa que você ama. Boleto pra pagar, geladeira vazia, briga com a esposa são obstáculos. Eu só tinha o obstáculo de precisar retomar minha vida de artista.”</p>
<p>Serginho Mallandro então fez apresentações no interior, visitou circos com mais cachorros que pessoas na plateia, até que ganhou nova chance na TV, em 1999. Uma lição que o espectador agora pode aprender com “Mallandro: o errado que deu certo”, filme do diretor Marco Antonio Carvalho com Zico, Xuxa e grande elenco.</p>
<p>“O filme mostra como você pode não desistir das suas coisas. O homem não morre, meu glu-glu, quando deixa de existir, ele morre quando deixa de sonhar”, filosofou Mallandro nas páginas de “O Globo”. “Ah, e vai vir o Oscar. Eu sonhei que recebia o Oscar. Só não sei se era o Troféu Imprensa.”</p>
<p>Ié, ié, Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mallandro: O Errado que Deu Certo | Trailer Oficial" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/GPoijfQMJgU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/nos-cinemas-sergio-mallandro-ensina-que-faixa-preta-de-jiu-jitsu-tambem-chora/">Nos cinemas, Sérgio Mallandro ensina que faixa-preta também chora</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Cientista une prática e teoria e ganha a faixa-preta de Jiu-Jitsu na Alliance Lindoia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 20:11:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O PhD usou a mesma disciplina e paixão pelo conhecimento demonstradas em suas pesquisas, estudos, palestras e aulas para evoluir no Jiu-Jitsu, e a faixa-preta veio como recompensa após tanta dedicação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-242895 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/01/Andre-GMI-doutor-1024x934.jpg" alt="" width="650" height="593" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/01/Andre-GMI-doutor-1024x934.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/01/Andre-GMI-doutor-300x274.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/01/Andre-GMI-doutor-768x701.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/01/Andre-GMI-doutor-150x137.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/01/Andre-GMI-doutor.jpg 1121w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Mestre em anatomia e em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o professor André Lopes é o mais novo faixa-preta de Jiu-Jitsu da escola Alliance Lindoia, em Porto Alegre.</p>
<p>O doutor, autor de cinco livros, mais de 60 artigos científicos e com mais de 160 mil seguidores no Instagram, conseguiu unir em sua rotina as palestras, aulas e os treininhos, e tornou-se faixa-preta no fim de 2023.</p>
<p>Para melhorar, sua esposa, Patricia Rodrigues, doutora em ciências e tecnologia de alimentos, foi graduada faixa-marrom na equipe liderada por Anderson Meneghetti.</p>
<p>O PhD usou a mesma disciplina e paixão pelo conhecimento demonstradas em suas pesquisas, estudos, palestras e aulas para evoluir no Jiu-Jitsu, e a faixa-preta veio como recompensa após tanta dedicação.</p>
<p>“Procuro abordar os temas mais complexos de uma maneira acessível e envolvente, para cativar os estudantes”, diz <a href="https://www.instagram.com/dr.andrelopes/" target="_blank" rel="noopener">André Lopes</a>.</p>
<p>Bem-vindo ao seleto grupo de faixas-pretas, doutor. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/doutor-e-cientista-une-pratica-e-teoria-e-ganha-a-faixa-preta-de-jiu-jitsu-na-alliance-lindoia/">Cientista une prática e teoria e ganha a faixa-preta de Jiu-Jitsu na Alliance Lindoia</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fera da Atos Jiu-Jitsu, Juliederson ensina a aproveitar cada faixa sem ansiedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 15:17:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta da equipe Atos, Juliederson Rodrigues costuma repetir aos amigos de treino que, no Jiu-Jitsu, o segredo é aproveitar ao máximo o tempo em cada faixa, com paciência e zero ansiedade de ver a faixa-preta na cintura. Foi esta a sua receita para chegar longe. Entre seus maiores feitos, Juliederson conquistou o ouro no Pan&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242828" style="width: 987px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242828" class="wp-image-242828 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Juliederson-e-Anderson.jpg" alt="" width="977" height="984" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Juliederson-e-Anderson.jpg 977w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Juliederson-e-Anderson-298x300.jpg 298w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Juliederson-e-Anderson-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Juliederson-e-Anderson-768x774.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 977px) 100vw, 977px" /><p id="caption-attachment-242828" class="wp-caption-text">Juliederson conheceu o ídolo Anderson Silva no QG da Atos em San Diego. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Faixa-preta da equipe Atos, <a href="https://www.instagram.com/juliedersonrodriguesbjj/" target="_blank" rel="noopener">Juliederson Rodrigues</a> costuma repetir aos amigos de treino que, no Jiu-Jitsu, o segredo é aproveitar ao máximo o tempo em cada faixa, com paciência e zero ansiedade de ver a faixa-preta na cintura.</p>
<p>Foi esta a sua receita para chegar longe. Entre seus maiores feitos, Juliederson conquistou o ouro no Pan da IBJJF em 2022, na faixa-marrom peso leve master 1. Graduado professor em dezembro de 2022, o faixa-preta de André Galvão dividiu com a equipe GRACIEMAG o que aprendeu ao longo de sua trajetória.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Dá para treinar solto no QG da Atos com aqueles monstros à solta?</strong></p>
<p><em>JULIEDERSON RODRIGUES:</em> Dá sim. Na Atos tem todo tipo de treino que você puder imaginar. Se quiser treinar somente com campeões mundiais, você consegue; se quiser treinar um soltinho também pode, afinal eles possuem vários horários de aula, com níveis diferentes, como qualquer grande escola de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Você ainda lembra do seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Meu primeiro treino foi em 2010, num projeto social da prefeitura de Macaé, no Rio de Janeiro. O legal foi que eu tinha ido surfar no dia, perto de casa. Quando voltávamos, um amigo que surfava comigo me chamou para ir lá treinar pela primeira vez. Desde então me apaixonei pelo esporte.</p>
<p><strong>Você ao receber a faixa-preta disse que foi capaz de aproveitar ao máximo cada uma das faixas coloridas, sem pressa nem pressão. O que aconselha aos novatos em relação a isso?</strong></p>
<p>Costumo aconselhar meus amigos a aproveitar o processo. O ideal no Jiu-Jitsu é não ter a troca de faixa como meta, e sim pensar na evolução como artista marcial. Sempre falo que é melhor ser um faixa-roxa que endurece com os marrons do que um marrom que toma apavoro de faixa-azul!</p>
<p><strong>E qual foi a faixa na qual você tomou mais &#8220;apavoro&#8221;?</strong></p>
<p>A azul. Foi a faixa mais sofrida pra mim, afinal foi a fase em que eu mais treinei Jiu-Jitsu, e não conseguia ganhar nada nos campeonatos. Mas segui em frente, o macete é entender que tudo faz parte do caminho, as derrotas também podem ser úteis para quem quer evoluir.</p>
<p><strong>Quais serão suas metas para 2024?</strong></p>
<p>Costumo separar meu ano competitivo por trimestre – neste primeiro trimestre meu foco será totalmente voltado ao Pan da IBJJF. Vou lutar alguns Opens também, mas no geral quero treinar bastante e corrigir as falhas que sei que preciso melhorar.</p>
<p><strong>Como foi parar no dojo do André Galvao?</strong></p>
<p>Sempre fui fã do Galvão, eu assistia aos vídeos de luta dele e sonhava em treinar fora do país. Decidi assim vir para a Atos.</p>
<p><strong>O que aprendeu de melhor com ele e com seu mestre no Brasil, César Maillet?</strong></p>
<p>Meu mestre no Brasil é um cara com uma energia muito boa, o César Maillet. Aprendi com ele muito sobre a vida, e que o Jiu-Jitsu é uma arma fortíssima para fazer amigos e não inimigos, mesmo nos campeonatos. Com o André Galvão, aprendi que o Jiu-Jitsu é uma verdadeira faculdade para a vida, e que em cima do tatame você pode tirar várias lições de como se comportar no dia a dia.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/fera-da-atos-jiu-jitsu-juliederson-ensina-a-aproveitar-cada-faixa-sem-ansiedade/">Fera da Atos Jiu-Jitsu, Juliederson ensina a aproveitar cada faixa sem ansiedade</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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