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	<title>crianças | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>crianças | Graciemag</title>
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		<title>10 dicas para você montar seu projeto social de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 22:02:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pedido da equipe GRACIEMAG, Luciano Ribeiro, o bravo fundador do Projeto Social Gurizada/Alliance Mário Reis em Porto Alegre, enumera a seguir os dez principais passos para quem sonha em treinar crianças de áreas carentes. Aprenda, a seguir, com nosso GMI, um dos primeiros instrutores do programa GRACIEMAG Indica. Ensina, professor: 1. Espaço. O primeiro&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_191842" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-191842" class="size-full wp-image-191842 " src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/07/Projeto-Gurizada-em-Porto-Alegre-referencia-no-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao.jpg" alt="Projeto Gurizada em Porto Alegre: referencia no Jiu Jitsu Foto Divulgacao" width="1280" height="960"><p id="caption-attachment-191842" class="wp-caption-text">Projeto Gurizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul: referência graças ao bom trabalho de Luciano Ribeiro. Foto: Divulgação</p></div>
<p>A pedido da equipe GRACIEMAG, Luciano Ribeiro, o bravo fundador do <a title="Projeto Gurizada no Facebook" href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100007440971434" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Projeto Social Gurizada/Alliance Mário Reis</a> em Porto Alegre, enumera a seguir os dez principais passos para quem sonha em treinar crianças de áreas carentes. Aprenda, a seguir, com nosso GMI, um dos primeiros instrutores do programa GRACIEMAG Indica.</p>
<p>Ensina, professor:</p>
<p><strong>1. Espaço.</strong> O primeiro passo para montar um projeto social é buscar um espaço. Muitas academias não estão dispostas a ceder o local em função da inexistência de renda. A dica é buscar um local junto a associações, escolas ou ONGs, instituições geralmente receptivas a esse tipo de trabalho, e que ainda podem gerar benefícios ao seu projeto.</p>
<p>2. Área de luta. Geralmente as academias substituem os antigos tatames rasgados ou estragados por novos, e se alegram em doá-los, até para desocupar o espaço. Distribuidoras ou fábricas, às vezes, doam ou vendem com valores acessíveis as peças que estão fora do padrão. Caso opte por montar tatame de lona, é fácil conseguir as raspas em empresas de recapagem e pneu, fábricas e borracharias. Lonas são sempre doadas por empresas de transporte que descartam as rasgadas.</p>
<p><strong>3. Kimonos.</strong> Os trajes geralmente são a parte fácil do projeto, pois você certamente terá companheiros de treino que possuem kimonos que não utilizam mais, e vão adorar colaborar. Algumas fábricas, após acompanhar o desempenho do projeto, fornecem kimonos infantis como forma de patrocínio, mas isso vem com os resultados em campeonatos.</p>
<p>4. Jovens. Gosto de me referir às crianças como atletas, pois deixa o trabalho mais sério e profissional. Os primeiros atletas geralmente são familiares de praticantes de Jiu-Jitsu. É legal com o tempo ir buscar crianças em escolas próximas e em associações. Aqui em Porto Alegre buscamos crianças abrigadas em entidades do governo, afinal essas possuem geralmente energia e disposição para gastar nos tatames.</p>
<p><strong>5. Legislação.</strong> Para conseguir benefícios do governo é necessário que o projeto seja legalizado. A forma mais comum é criar uma associação ou uma ONG, e a partir daí se cadastrar junto a prefeituras e secretarias de esporte. Mesmo com todas as formalidades cumpridas, não é tão fácil receber apoio de órgãos públicos, pois a burocracia atrasa muito as ajudas governamentais. É o que leva os professores a desistir no meio do caminho.</p>
<p>6. Seriedade. Procure manter desde o início o máximo de seriedade. Algumas decisões são importante para que seu trabalho ganhe força, como manter-se afastado de padrinhos políticos – pode ser que isso não seja bem visto aos olhos das pessoas que realmente querem ajudar, principalmente quando envolver valores. Manter proximidade com os familiares dos atletas é fundamental, pois há sempre campeonatos em outros estados, e os familiares precisam possuir confiança no seu trabalho. Tenha sempre a mente aberta para solucionar os obstáculos que venham a aparecer.</p>
<p><strong>7. Faixa etária:</strong> Escolha uma faixa etária para ensinar. No Projeto Social Gurizada trabalhamos com jovens de 4 a 18 anos. Aconselho, com o tempo, a separar o treino em três níveis: iniciante, intermediário e competidor. Conheço bons projetos que separam por idade, ministrando turmas em horários diferentes.</p>
<p><strong>8. Campeonatos.</strong> Torneios são fundamentais como sistema motivacional para as crianças, mas muitas vezes são caros, e poucos dão abatimento na inscrição. Não se deixe desistir por esses entraves, inicie com campeonatos regionais, nos quais organizadores disponibilizam vagas para projetos sociais. Não esqueça que o campeonato é termômetro do seu trabalho. Mostre a seus pupilos os frutos do Jiu-Jitsu, e incentive-os a sonhar, mostrando a trajetória dos grandes campeões profissionais.</p>
<p><strong>9. Patrocínio.</strong> Não inicie o projeto pensando nisso. Às vezes pequenas empresas ajudam com pequenas doações, mas não chegam a possibilitar o crescimento do trabalho. A forma mais fácil de conseguir apoio é com seriedade e resultados, ninguém tem interesse em investir num projeto que não está presente em competições, muito menos em crianças – geralmente escolhem atletas de ponta. Por isso a necessidade de estar nos campeonatos e ir aparecendo aos poucos.</p>
<p><strong>10. Não desista.</strong> Você sempre vai encontrar dificuldades, mas persista, pois o trabalho é recompensador. É normal ver talentos se perderem, enquanto outros vão se transformar para sempre graças ao Jiu-Jitsu. Continue competindo para servir como exemplo, e busque constantemente a evolução para manter seus alunos atualizados. Não se deixa levar pelo orgulho e muito menos por tentações. Mantenha boas relações com outros projetos e equipes, que unidas são mais fortes. Em países desenvolvidos, o investimento inicia-se nas bases, por isso tenha certeza que com os anos seu projeto terá uma base competitiva. Por fim, jamais pense em desistir!</p>
<p>E você, tem ou conhece um projeto social bacana ligado ao Jiu-Jitsu?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-para-montar-seu-projeto-social-de-jiu-jitsu-com-luciano-ribeiro-gurizadaalliance-mario-reis/">10 dicas para você montar seu projeto social de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Bruno Jacaré critica amadorismo no MMA: “Há quem pague melhor as garotas das placas que os lutadores”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 13:09:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Professor de Jiu-Jitsu e lutador de MMA com 32 lutas profissionais, com 19 vitórias nos ringues e grades, Bruno Dias ganhou seu apelido após o ídolo Ronaldo Souza, o Jacaré. O faixa-preta de Bragança Paulista reviu a carreira e listou lições valiosas para quem está começando a carreira, seja no Jiu-Jitsu esportivo ou nos ringues.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245142" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245142" class="wp-image-245142 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-1024x804.jpg" alt="Bruno Jacaré na montada. Fotos: Acervo Pessoal" width="650" height="510" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-1024x804.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-300x235.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-768x603.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2-150x118.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca2.jpg 1167w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-245142" class="wp-caption-text">Bruno Jacaré na montada. Fotos: Acervo Pessoal</p></div>
<p>Professor de Jiu-Jitsu e lutador de MMA com 32 lutas profissionais, com 19 vitórias nos ringues e grades, Bruno Dias ganhou seu apelido após o ídolo Ronaldo Souza, o Jacaré.</p>
<p>O faixa-preta de Bragança Paulista reviu a carreira e listou lições valiosas para quem está começando a carreira, seja no Jiu-Jitsu esportivo ou nos ringues. Confira.</p>
<p><strong>G<em>RACIEMAG:</em> O que lembra do seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>BRUNO JACARÉ:</strong></em> Foi na igreja, acredita? Um amigo, após o culto, começou a falar de um tal de Jiu-Jitsu, para mim e outros dois amigos. Ele falou com entusiasmo, por mais de duas horas, contando a saga do esporte e seus benefícios e macetes. No outro dia, estávamos lá para ver o que era aquilo. Lembro que eu tomei umas cem quedas dele, fora os armlocks. Depois daquele noite, nunca mais parei de treinar. Hoje sou totalmente grato a meu amigo Evandro Abner, por ter feito isso por mim. Ele de fato mudou a minha vida.</p>
<p><strong>Como você ganhou esse apelido, marcante no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Ganhei o apelido justo por causa do Ronaldo Jacaré. Sempre me senti honrado por isso.</p>
<p><strong>Quando percebeu que se tornaria um profissional do MMA?</strong></p>
<p>Foi tudo natural, nunca foi escolha minha. Acabei lutando meu primeiro vale-tudo em 2005, sem experiência alguma em porrada. Eu só treinava Jiu-Jitsu e judô. Porém, aquilo era uma maneira de tentar ganhar dinheiro e continuar treinando e competindo no circuito do Jiu-Jitsu. Eu lutava só para poder competir de kimono.</p>
<p><strong>Qual para você é a maior dificuldade de ser um atleta de MMA?</strong></p>
<p>Acredito que o primeiro problema é chamar o MMA de profissional no Brasil, enquanto a maioria absoluta produz algo amador. Conheço eventos que pagam mais para as garotas que levam as placas dos rounds do que para os lutadores. Outro ponto que prejudica os bons lutadores é a falta de empresários competentes. Infelizmente, vi carreiras arruinadas por maus treinadores e empresários. O que mais vi no mundo do MMA foi o desperdício de grandes talentos, infelizmente perdidos por falta de orientação e bom planejamento de carreira.</p>
<p><strong>Que dica daria para um jovem lutador que sonha com o UFC?</strong></p>
<p>Para começar, é útil saber que entregar 100% em cada treino não será o bastante. Tenha um plano de carreira. Cerque-se de bons profissionais – sejam eles lutadores, empresários e profissionais que vão ajudar com a nutrição, preparação física, aprender inglês, aprender sobre marketing. Ser um bom lutador apenas não será suficiente.</p>
<p><strong>Qual foi a maior lição que aprendeu durante as gravações do TUF Brasil 2, em 2013, entre as feras e novatos do UFC?</strong></p>
<p>Se você acreditar que pode, você vai conseguir! Eu era um lutador de 66kg que me inscrevi na categoria até 70kg. Eles decidiram cortar essa categoria pois não viram muitos talentos nela, e assim fui convidado, entre poucos, para talvez lutar até 77kg. Fui selecionado entre mais de 800 lutadores. Acredito que tudo isso aconteceu simplesmente porque eu sabia que poderia fazer acontecer. E assim foi.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-245139" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-1024x727.jpg" alt="" width="650" height="461" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-1024x727.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-300x213.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-768x545.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca-150x107.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca.jpg 1290w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><strong>Qual foi sua luta de MMA mais marcante?</strong></p>
<p>A primeira. Era apenas um jovem, pesava 55kg, e lutei contra um cara com 8 vitórias, e zero derrota. Ele era alguns quilos mais pesado e muito mais experiente. Eu só treinava quedas e finalizações. Então entrei lá apenas com o Jiu-Jitsu e o sangue no olho! Venci uma guerra de três rounds. Foi sem dúvida a luta mais importante da minha vida. Porque foi onde me conheci.</p>
<p><strong>Quando você teve certeza de que se tornaria um professor de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Sempre amei treinar e ensinar Jiu-Jitsu. Comecei como instrutor em 2008, ainda de faixa-roxa, e me tornei faixa-preta em 2012. Então me mudei para os Estados Unidos em 2017. No Brasil, ensinava jovens competidores de Jiu-Jitsu. Quando nos EUA eu comecei a ensinar crianças, pessoas acima de 50 anos e crianças com autismo e TDAH, foi quando senti que tinha me tornado de fato um professor de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu salva, portanto?</strong></p>
<p>Tenho certeza disso. Hoje aqui nos EUA eu uso o Jiu-Jitsu para ajudar pessoas, e diria até para salvar vidas. Antes, achava que era professor, mas, hoje vejo que estava longe de mim conquistar esse título. Eu realmente amo essa arte e amo tudo o que envolve o Jiu-Jitsu. Treinar todos os dias, ensinar todos os dias, arbitrar campeonatos, orientar os atletas nos eventos e competir.</p>
<p><strong>A chama de competidor segue forte?</strong></p>
<p>Demais. É o amor, né? Ainda mais hoje em dia, que tenho meus filhos lá me assistindo e apoiando. Isso é algo incrível. E há ainda um detalhe que preciso ser sincero. Eu amo vencer! Aquele sentimento quando o árbitro levanta o meu braço tem um valor incalculável, deixa a gente sempre querendo sentir aquilo de novo. E por isso não penso em parar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-245140" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-832x1024.jpg" alt="" width="650" height="800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-832x1024.jpg 832w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-244x300.jpg 244w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-768x945.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3-122x150.jpg 122w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Bruno-Jaca3.jpg 920w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bruno-jacare-dias-critica-amadorismo-no-mma-ha-eventos-que-pagam-melhor-as-garotas-das-placas-do-que-aos-lutadores/">Bruno Jacaré critica amadorismo no MMA: “Há quem pague melhor as garotas das placas que os lutadores”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>GB Calgary: on the road to the Brazilian Kids Championship 2025</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Mar 2025 22:04:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>On June 14 and 15, Barueri, São Paulo, will host the 2025 Brazilian Jiu-Jitsu (Kids) Championship, an event organized by CBJJ and recognized as one of the most competitive youth tournaments in the world. The news has sent ripples through the dojo of Gracie Barra Calgary, located in Alberta, Canada, where Professor GMI Allan Souza&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/allangbcalgary?igsh=MWh3eWtwM2Zxc2R6bA=="><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244636" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-300x225.jpg" alt="" width="752" height="564" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /></a></p>
<p>On June 14 and 15, Barueri, São Paulo, will host the 2025 Brazilian Jiu-Jitsu (Kids) Championship, an event organized by CBJJ and recognized as one of the most competitive youth tournaments in the world. The news has sent ripples through the dojo of<a href="https://www.instagram.com/graciebarracalgary?igsh=M2x2NDZyYnlvcGEx"> Gracie Barra Calgary</a>, located in Alberta, Canada, where <a href="https://www.instagram.com/allangbcalgary?igsh=MWh3eWtwM2Zxc2R6bA==">Professor GMI Allan Souza</a> and his team have been ramping up training for their young athletes in preparation for this significant challenge.</p>
<p>“I want to start exposing my kids’ team to tougher competitions,” says Allan. “Here in our region, my students are already making a name for themselves in local tournaments. I can’t think of a more challenging event for my kids than the Brazilian Championship. Our sport is called ‘Brazilian Jiu-Jitsu,’ right? It’s the perfect opportunity to showcase what we do here in the cold of Calgary, while also learning from the source, understanding the roots of the sport, and handling the pressure of competing in a true cauldron. We already have a list of twelve kids confirmed to travel to Barueri, most of whom are Canadian.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244638" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-300x200.jpg" alt="" width="743" height="495" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-2048x1365.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /></p>
<p><strong>A journey of overcoming and growth</strong></p>
<p>Allan Souza’s story perfectly reflects the transformative impact of Jiu-Jitsu. Before becoming a teacher and leader at Gracie Barra Calgary, he faced personal challenges. “I weighed 120 kg, led a sedentary lifestyle, and had a job that was killing me with stress. There was nothing that helped me cope with it all… until Jiu-Jitsu saved my life. From being a corporate lawyer, working in big companies and then running my own office, I decided to change everything. I came to Canada and had the courage to live off Jiu-Jitsu,” recalls the black belt.</p>
<p>This passion and personal transformation are what Allan aims to provide for his students. He believes that Canadian Jiu-Jitsu is on the rise, with names like Brianna Ste-Marie, Oliver Taza, and Dante Leon shining on the international stage. Moreover, he sees even greater potential in the new generation. “Here at Gracie Barra Calgary, we have extremely talented kids, some already holding medals in tournaments like Pan Kids, ADCC, and IBJJF Opens.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244640" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-300x225.jpg" alt="" width="747" height="560" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></p>
<p><strong>Beyond gold: building champions for life</strong></p>
<p>The competition team at Gracie Barra Calgary is not just training hard to climb the podium in Brazil; they are also learning about dedication, discipline, and teamwork. To fund this grand journey, the students themselves are participating in fundraising events, further strengthening their sense of teamwork and commitment.</p>
<p>For Allan, Jiu-Jitsu goes far beyond the gold medal. “The most important thing is the empowerment of each individual. Jiu-Jitsu helps build confidence, improve self-esteem, and develop not just the body but also the mind. Additionally, it creates a strong sense of belonging to a community that walks together towards the same goal: to be better every day. This impact transcends the walls of the gym, transforming not just the students but also the society around us.”</p>
<p>Gracie Barra Calgary is ready for this mission. In June, this team of young talents will head to Brazil not just to compete but to experience a unique journey that will shape their futures both on and off the mats.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244642" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-225x300.jpg" alt="" width="758" height="1011" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-1152x1536.jpg 1152w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-113x150.jpg 113w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 758px) 100vw, 758px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gb-calgary-on-the-road-to-the-brazilian-kids-championship-2025/">GB Calgary: on the road to the Brazilian Kids Championship 2025</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Allan Souza da GB Calgary (Canadá) prepara time para brilhar no Brasileiro Kids</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 19:37:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De 14 a 15 de junho vai rolar o Brasileiro Jiu-Jitsu Crianças 2025, evento popularmente conhecido como Brasileiro Kids, organizado pela CBJJ, em Barueri, São Paulo. A notícia repercutiu no dojô da academia Gracie Barra Calgary, localizada na província de Alberta, no oeste do Canadá, onde o professor GMI Allan Souza vem intensificando os treinos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/allangbcalgary?igsh=MWh3eWtwM2Zxc2R6bA=="><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244636" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-300x225.jpg" alt="" width="752" height="564" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Capa.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 752px) 100vw, 752px" /></a></p>
<p>De 14 a 15 de junho vai rolar o Brasileiro Jiu-Jitsu Crianças 2025, evento popularmente conhecido como Brasileiro Kids, organizado pela CBJJ, em Barueri, São Paulo. A notícia repercutiu no dojô da <a href="https://www.instagram.com/graciebarracalgary?igsh=M2x2NDZyYnlvcGEx">academia Gracie Barra Calgary</a>, localizada na província de Alberta, no oeste do Canadá, onde o <a href="https://www.instagram.com/allangbcalgary?igsh=MWh3eWtwM2Zxc2R6bA==">professor GMI Allan Souza</a> vem intensificando os treinos da garotada.</p>
<p>“Quero começar a expor o meu time infantil a campeonatos mais difíceis”, diz Allan. “Aqui na região meus alunos já dominam os campeonatos. Não vejo evento mais desafiador para a minha turma kids do que o Brasileiro. O nome do nosso esporte é &#8216;Jiu-Jitsu Brasileiro&#8217;, certo? É a oportunidade perfeita de mostrar um pouco do que fazemos aqui, no frio de Calgary. E ao mesmo tempo de aprender com a fonte, entender a raiz do esporte, suportar a pressão de jogar num verdadeiro caldeirão. Já temos uma lista de doze crianças que vão viajar a Barueri. A maior parte composta por canadenses.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244638" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-300x200.jpg" alt="" width="743" height="495" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-2048x1365.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /></p>
<p>Quando começou no Jiu-Jitsu, Allan era obeso. Pesava 120kg e vivia uma vida sedentária. “Tinha um emprego que ia me matar de estresse e não tinha nada que me ajudasse a lidar com tudo isso. Foi então que o Jiu-Jitsu salvou minha vida. De advogado que atuava no mundo corporativo, em grandes empresas, e, depois, em meu próprio escritório, me mudei para o Canadá e tive coragem de viver do Jiu-Jitsu”, recorda o faixa-preta.</p>
<p>No embalo dessa retrospectiva pessoal, Allan aproveita para analisar o atual momento de expansão do Jiu-Jitsu no Canadá. “O Jiu-Jitsu por aqui é muito forte. Claro que, por ser um país com uma população pequena em relação à expansão territorial, ainda tem muitos lugares nos quais o Jiu-Jitsu ainda não chegou. Mas existem diversos atletas de muito destaque no cenário internacional, como Brianna Ste-Marie, Oliver Taza, Dante Leon, entre outros. Existe uma geração muito forte de atletas da categoria infantil que vai fazer muito barulho. Eu acho, particularmente, que a província de Alberta, onde estamos localizados, é a que mais tem talentos infantis no momento. A minha academia, a Gracie Barra Calgary, tem algumas crianças muito promissoras que estão prontas para começar a fazer barulho no cenário internacional. Já tivemos crianças com medalhas no Pan Kids, ADCC, Opens da IBJJF etc. Inclusive, estamos fazendo vários eventos de arrecadação com as crianças de nossa equipe de competição, pois vamos usar esses recursos para levar a molecada para disputar o Brasileiro Kids 2025.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244640" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-300x225.jpg" alt="" width="747" height="560" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/3.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></p>
<p>Embora grande entusiasta das competições de Jiu-Jitsu, o professor Allan Souza sabe que a arte suave vai muito além da medalha de ouro e lista diversos outros benefícios: “Destaco, por exemplo, o fortalecimento de indivíduos de todas as idades através do Jiu-Jitsu, ajudando a ganhar confiança, melhorar a autoestima, a qualidade de vida tanto no ponto de vista físico quanto mental, criando senso de pertencimento a uma comunidade que caminha em direção ao mesmo objetivo, de se tornar melhor a cada dia. Isso gera um impacto interno na comunidade que é a academia, mas que, também, beneficia a sociedade fora dela, que recebe cidadãos mais bem preparados para lidar com as dificuldades do dia-a-dia.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244642" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-225x300.jpg" alt="" width="758" height="1011" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-1152x1536.jpg 1152w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4-113x150.jpg 113w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/4.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 758px) 100vw, 758px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/allan-souza-gb-calgary-canada-prepara-time-para-brilhar-no-brasileiro-kids/">Allan Souza da GB Calgary (Canadá) prepara time para brilhar no Brasileiro Kids</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Jiu-Jitsu do faixa-coral Denys Darzi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 10:15:52 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244984" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/2-2-300x243.jpg" alt="" width="744" height="603" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/2-2-300x243.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/2-2-1024x829.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/2-2-768x622.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/2-2-1536x1243.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/2-2-2048x1657.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/2-2-150x121.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /></p>
<p><em>“O Jiu-Jitsu transforma e conecta, e eu me sinto abençoado por ser esse elo entre a arte suave e a comunidade”, diz o<a href="https://www.instagram.com/denysdarzibjj?igsh=MTB2ZjdjcDZ3bXV2Zg=="> faixa-coral Denys Darzi</a>, nosso GMI à frente da Denys Darzi BJJ, em Boca Raton, Flórida, Estados Unidos. “Para quem sonha em ser um professor relevante, mais importante que o domínio técnico ou didático, a minha dica é clara: ensine com o coração. Estude. Escute. Respeite. Individualize. E, principalmente, seja humilde. O tatame não é palco para vaidade, é altar de aprendizado.” Especializado em aulas de BJJ para crianças neurodivergentes, Darzi conversou com a equipe da GRACIEMAG e revelou dicas inspiradoras. Não pare, não retroceda, não desista. Mesmo que tudo diga para parar, mesmo que o corpo reclame, vista o kimono e treine mais um dia. A jornada é fantástica e vale a pena.” Confira a entrevista completa a seguir. Oss!</em></p>
<p><strong>Quais os benefícios que um professor de Jiu-Jitsu oferece à comunidade onde atua?</strong><br />
<a href="https://www.instagram.com/denysdarzibjj?igsh=MTB2ZjdjcDZ3bXV2Zg==">DENYS DARZI:</a> Ensinar Jiu-Jitsu vai muito além de quedas, finalizações ou defesa pessoal. É formar pessoas, prepará-las para enfrentar a vida com confiança e determinação. É construir pontes e oferecer um caminho baseado em disciplina e autoconhecimento. Ao fazermos bem esse trabalho, contribuímos para que crianças, jovens e adultos enfrentem melhor os desafios e vivam com mais plenitude. Aqui, no sul da Flórida, Estados Unidos, onde há tanta diversidade cultural e social, meu objetivo é criar um ambiente seguro e acolhedor, onde os alunos aprendam técnicas eficazes e desenvolvam valores como disciplina, respeito, autocontrole, autoconfiança e foco. Adultos recuperam a saúde e a autoestima, criam laços de amizade, e todos aprendem o valor da superação. O Jiu-Jitsu transforma e conecta, e eu me sinto abençoado por ser esse elo entre a arte suave e a comunidade.<br />
<strong><br />
Um dos destaques da sua academia é o trabalho excepcional com crianças neurodivergentes. Como você se especializou nesse tipo de trabalho?</strong><br />
Esse trabalho nasceu da observação e da escuta. Percebi que algumas crianças não se adaptavam aos modelos tradicionais de aula. Comecei a observar mais de perto, estudar e me aproximar de profissionais da área da saúde (terapeutas, fonoaudiólogas) para compreender melhor esse universo. Adaptei meu método, respeitando os ritmos, o tempo e os limites de cada um. O resultado é impressionante: o Jiu-Jitsu contribui para o foco, a coordenação motora, a comunicação, a socialização e, principalmente, para a autoestima. Muitas dessas crianças encontram no tatame um lugar onde são aceitas e valorizadas. Procuramos entender suas necessidades e ajustamos a abordagem para atender cada uma de forma única.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244987" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/3-1-300x257.jpg" alt="" width="744" height="637" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/3-1-300x257.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/3-1-768x659.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/3-1-1536x1318.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/3-1-150x129.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /></p>
<p><strong>Outro destaque da sua escola é o curso de defesa pessoal. A que você atribui tanto sucesso nesse segmento?</strong><br />
Eu não consigo imaginar o BJJ sem a defesa pessoal. Essa é a essência da nossa arte. Muitas academias e professores acabam focando apenas em competição, que é algo completamente diferente. A defesa pessoal precisa ser realista, simples e aplicável. A maioria das pessoas não quer se tornar lutadora, apenas deseja se sentir segura, e é isso que entregamos aqui na academia. Meu curso é adaptado para todas as idades: crianças, mulheres, adultos e idosos. O foco está sempre na prevenção, em capacitar cada aluno com técnicas condizentes com sua realidade. E, mais importante ainda, em despertar o “brain response” certo diante de uma situação de risco. Ensinamos que a melhor luta é aquela que conseguimos evitar, mas, se for inevitável, que estejamos prontos para agir com segurança. O sucesso desse trabalho vem do respeito, do cuidado com cada aluno e do comprometimento com que visto meu kimono todos os dias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244986" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/5-300x242.jpg" alt="" width="748" height="603" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/5-300x242.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/5-1024x826.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/5-768x619.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/5-1536x1238.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/5-2048x1651.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/5-150x121.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 748px) 100vw, 748px" /></p>
<p><strong>Em relação ao Jiu-Jitsu de competição, qual é o segredo para transformar um atleta mediano em um grande campeão?</strong><br />
Com muitos anos de estrada, posso afirmar que três pilares são fundamentais: consistência, disciplina e mentalidade. Muita gente foca no talento, mas o verdadeiro diferencial está na mente. Um atleta mediano se torna campeão quando aprende a perder, a se levantar e a seguir em frente. Eu trabalho o lado emocional com o mesmo empenho que dedico à técnica. Ajudo meus alunos a entenderem que a maior luta é contra os próprios medos, contra a preguiça e o desânimo. Quando vencem essa batalha interna, o resultado no pódio é apenas consequência.</p>
<p><strong>Como você se define como professor de Jiu-Jitsu? Qual é a filosofia por trás da sua escola?</strong><br />
Sou, acima de tudo, um educador. Uso o Jiu-Jitsu como ferramenta de transformação. A filosofia da minha escola se baseia em acolhimento, respeito, inclusão e propósito. Aqui, todos são bem-vindos, do competidor ao aluno com necessidades especiais, do iniciante ao idoso, homens e mulheres.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-244989" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/1-2-300x225.jpg" alt="" width="735" height="551" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/1-2-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/1-2-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/1-2-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/1-2-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/1-2-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/06/1-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 735px) 100vw, 735px" /></p>
<p><strong>Quando alguém hesita em treinar Jiu-Jitsu, o que você costuma dizer para incentivar essa pessoa a vestir o kimono e começar a jornada na arte suave?</strong><br />
Academias de arte marcial podem parecer intimidadoras para muita gente. Dar o primeiro passo, cruzar a porta, não é fácil. Por isso, sempre digo ao novo aluno: “Você não precisa estar pronto. Precisa apenas começar.” Aqui, ninguém inicia lutando. Os alunos têm, em média, dois meses de adaptação, com uma atenção quase individual mesmo nas aulas em grupo. Nesse período, eles aprendem os fundamentos básicos, ganham confiança e se sentem preparados para seguir. Ninguém começa sabendo aplicar armlocks voadores. O Jiu-Jitsu não exige perfeição, ele constrói. No tatame, todos começam do zero. Vista o kimono e permita-se. A transformação acontece passo a passo.</p>
<p><strong>Quem é o seu grande ídolo na carreira, aquela pessoa que serve como guia nas suas decisões mais importantes?</strong><br />
Tenho profunda admiração por Carlos e Hélio Gracie, pelo legado que deixaram e pelas oportunidades que criaram para tantos brasileiros mundo afora. Eles tiveram coragem de romper padrões e não desistiram. Também tenho grande respeito e admiração pelo meu Mestre, Francisco Mansor, por todos os ensinamentos que recebi e pela incrível família que construiu nos tatames, um espaço onde tenho amigos de uma vida inteira. Mas, acima de tudo, meu maior guia é a consciência de que meus filhos e meus alunos me observam. Minhas decisões precisam honrar essa responsabilidade. Não tomo decisões pensando só em mim, mas no exemplo que deixo.</p>
<p><strong>Quais são suas metas para o futuro?</strong><br />
Quero expandir meu trabalho com crianças neurodivergentes, abrir mais turmas para idosos e, quem sabe, escrever um livro. Um livro que mostre como sair da zona de conforto, como transformar quedas e derrotas em aprendizado, e como, com um bom mestre e a fé em Deus, é possível superar os próprios limites. Meu maior sonho é que meus filhos, netos e alunos levem adiante os valores que transmiti em cada aula. Legado é isso: fazer a diferença mesmo quando já não estivermos mais aqui.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-jiu-jitsu-do-faixa-coral-denys-darzi/">As lições de Jiu-Jitsu do faixa-coral Denys Darzi</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Um país saudável começa a nascer nos colégios, ensina Fabio Trindade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Dec 2024 14:40:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um país saudável começa a nascer nos colégios, ensina o professor de Jiu-Jitsu Fabio Trindade</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_241833" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-241833" class="size-large wp-image-241833" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-20-at-18.26.05-1024x1000.jpeg" alt="" width="650" height="635" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-20-at-18.26.05-1024x1000.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-20-at-18.26.05-300x293.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-20-at-18.26.05-768x750.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-20-at-18.26.05-150x147.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/07/WhatsApp-Image-2023-07-20-at-18.26.05.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-241833" class="wp-caption-text">Fabio Trindade abriu em setembro a novíssima Gracie Barra Studio City, em Los Angeles. Foto: Divulgação</p></div>
<p>O professor Fabio Trindade saboreou duas alegrias imensas, em sua trajetória profissional do Jiu-Jitsu em 2024.</p>
<p>O faixa-preta quarto grau nascido em Manaus, no Amazonas, abriu sua novíssima escola em setembro, em Studio City, Los Angeles.</p>
<p>Aluno dos irmãos Monteiro –&nbsp;Fábio, Guto, Yano, e Lucio – Trindade teve, ainda, o prazer de fazer uma exibição de Jiu-Jitsu para crianças numa escola californiana. Os miúdos também vibraram com as técnicas de defesa pessoal, vistas pela primeira vez por muitos ali.</p>
<p>O ex-lutador de MMA, que começou a treinar Jiu-Jitsu em 1997, comentou sobre a experiência entre os pequenos.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Qual é a importância de visitar escolas e jardins de infância das comunidades e plantar a semente do Jiu-Jitsu, Fabio?</strong></p>
<p><em><strong>FABIO TRINDADE:</strong></em> Essa é a ideia, expandir mais e mais o Jiu-Jitsu, para que mais pessoas possam saber dos benefícios e sobre como a arte marcial pode mudar vidas. Nada melhor do que começar com os pequenos, e plantar esta semente, para ensinar sobre a importância da defesa pessoal e da arte suave. Nas escolas, gosto de demonstrar técnicas simples porém eficazes de defesa pessoal, e a criança percebe na hora como aquele movimento ajuda em caso de bullying no recreio ou na porta do colégio.</p>
<p><strong>Você também teve seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu nessa idade?</strong></p>
<p>Na primeira vez que conheci o Jiu-Jitsu eu também era criança. Quando retorno como professor a uma sala cheia de crianças, sempre fico fascinado, ao perceber como o Jiu-Jitsu tem esse poder de mudar para sempre as pessoas, de todas as idades por sinal.</p>
<p><strong>E como conseguiu essa oportunidade de visitar um colégio e demonstrar o Jiu-Jitsu para estudantes? Foi simples?<br />
</strong></p>
<p>Esse convite veio da mãe de um aluno nosso, que por sorte é diretora de uma escola infantil em North Hollywood, bem perto da nossa academia. Como ela viu os benefícios que o Jiu-Jitsu trouxe para o filho, ela teve a ideia de organizar essa demonstração para toda a escola.</p>
<p><strong>O que aprendeu ao ensinar aos pequenos?</strong></p>
<p>Aqui nos EUA, para muita criança –&nbsp;e até adultos – quando surge uma pessoa trajada de kimono, a primeira pergunta que a gente escuta é: “Você é professor de karatê, certo?”. E aí a gente vai lá e mostra que o Jiu-Jitsu nos ajuda a controlar uma situação de perigo sem nem mesmo usar chutes e socos que machucam –&nbsp;nossa mão e o agressor. Quando usamos somente a arte suave nas exibições, os pequenos veem aquilo e arregalam os olhos, ficam fascinados. Exatamente como você e eu ficamos quando começamos no Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Não acha que o Jiu-Jitsu poderia ajudar muito diretores, professores e pais, se fizesse parte do currículo estudantil desde cedo?</strong></p>
<p>Tenho certeza disso. Por minha experiência de anos em diversos projetos sociais, estou certo que o Jiu-Jitsu mudaria muitas vidas. Nas escolas de Dubai e Abu Dhabi, a arte suave já faz parte do currículo estudantil há mais de 15 anos e os dirigentes de lá estão colhendo muitos benefícios, tanto para meninos como meninas. Aqui nos Estados Unidos e no Brasil, haveria muitas condições para essas iniciativas, professores qualificados não faltam. As escolas e jardins de infância são, de fato, os melhores lugares para as comunidades compreenderem que o Jiu-Jitsu é mesmo para todos. Quem adotar, verá um país muito mais saudável.</p>
<p>Espie alguns trechos da aula especial do professor para estudantes, no <a href="https://www.instagram.com/reel/DDznOjixZIX/?igsh=ajVncjhnb200bnEz" target="_blank" rel="noopener">nosso Instagram</a>, aqui. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/um-pais-saudavel-comeca-a-nascer-nos-colegios-ensina-o-professor-de-jiu-jitsu-fabio-trindade/">Um país saudável começa a nascer nos colégios, ensina Fabio Trindade</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A conversa com Rilion Gracie que mudou a vida do jovem Tiago Ferreira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 15:45:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
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		<category><![CDATA[Australia]]></category>
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		<category><![CDATA[Tiago Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como o seu primeiro treininho revolucionou totalmente sua vida? No caso do pequeno Tiago Ferreira, isso aconteceu – e ele não esquece do fato. Após celebrar 30 anos de Jiu-Jitsu, o faixa-preta busca retribuir e repassar tudo o que aprendeu aos seus alunos. Professor de sucesso na Austrália, onde foi para treinar por seis meses&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244376" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244376" class="wp-image-244376 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-1024x862.jpg" alt="Tiago com seu mestre Rilion Gracie. Foto: Arquivos Pessoais" width="650" height="547" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-1024x862.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-768x646.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-150x126.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244376" class="wp-caption-text">Tiago com seu mestre Rilion Gracie. Foto: Arquivos Pessoais</p></div>
<p>Como o seu primeiro treininho revolucionou totalmente sua vida? No caso do pequeno Tiago Ferreira, isso aconteceu – e ele não esquece do fato. Após celebrar 30 anos de Jiu-Jitsu, o faixa-preta busca retribuir e repassar tudo o que aprendeu aos seus alunos.</p>
<p>Professor de sucesso na Austrália, onde foi para treinar por seis meses e acabou ficando, o ex-lutador de MMA conta suas histórias e episódios que o levaram a se apaixonar, todos os dias, pelos benefícios que o Jiu-Jitsu traz às pessoas de todas as idades.</p>
<p>Confira o bate-papo com o professor formado por Rilion Gracie, hoje líder da equipe Gracie Elite Brazilian Jiu Jitsu, aberta em 2009.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como você se apaixonou pelo Jiu-Jitsu, Tiago?</strong></p>
<p><strong><em>TIAGO “SHARK” FERREIRA:</em></strong> Dediquei toda a minha vida ao Jiu-Jitsu. Desde os 12 anos, quando comecei a praticar e fazer do esporte minha principal paixão, participei de inúmeras competições pelo Brasil. Cresci aprendendo com a família Gracie, e meus mestres, Rilion Gracie e Crolin Gracie, sempre nos ensinaram que nossa missão era usar a arte do Jiu-Jitsu para ajudar as pessoas a se tornarem melhores e levar esse legado ao mundo. Logo comecei a lutar MMA em Floripa, e passei a mostrar algumas técnicas para os amigos, a pedidos. Com o tempo, percebi, ao ensinar Jiu-Jitsu para eles, que eu adorava ensinar e tinha um certo dom. O que eu mais gostava era de ajudar as pessoas e observar como o Jiu-Jitsu podia transformar suas vidas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244413" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-1024x683.jpg" alt="" width="650" height="434" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><strong>Ainda lembra de seu primeiro treininho de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Meu primeiro treino foi aos 12 anos, na academia Rilion Gracie, em Florianópolis. Apaixonei-me pelo esporte à primeira vista, mesmo sendo amassado por vários adultos maiores que estavam treinando naquele dia. Fiquei fascinado ao espiar os treinos, pois percebi que o tamanho não era um fator determinante no Jiu-Jitsu. No entanto, o que realmente me motivou a voltar para a academia no segundo dia foi uma conversa com meu mestre, Rilion Gracie. Eu era uma criança acima do peso e com pouca confiança, mas ele me fez acreditar que o Jiu-Jitsu poderia mudar minha vida. E, de fato, a partir daquele dia, o Jiu-Jitsu transformou completamente minha trajetória.</p>
<p><strong>E você ensinou fora do Brasil, antes de ir morar na Austrália, correto?</strong></p>
<p>Sim. Aos 20, mudei-me para a Califórnia e comecei a ensinar Jiu-Jitsu na academia do Carlos Valente, em San Diego. O retorno das pessoas foi extremamente positivo, com muitos dizendo que eu era um bom professor e tinha talento para isso. Esse reconhecimento consolidou minha decisão de seguir esse caminho.</p>
<p><strong>E nunca mais repensou essa vocação?</strong></p>
<p>Após voltar ao Brasil, formei-me em contabilidade, mas o Jiu-Jitsu continuava sendo minha verdadeira paixão. Continuei ensinando no Brasil, inclusive em uma empresa de segurança, oferecendo aulas para clientes e amigos. Além disso, tive a oportunidade de viajar para outros países para compartilhar essa arte marcial. Diante das dificuldades enfrentadas no Brasil, decidi levar o Jiu-Jitsu para o mundo, ajudando as pessoas por meio dessa arte maravilhosa que transforma vidas.</p>
<p><strong>Como você foi parar no outro lado do planeta?</strong></p>
<p>Quando me profissionalizei no MMA em Florianópolis, o esporte na minha cidade ainda engatinhava. Percebi então a necessidade de buscar experiência internacional como atleta e retornar ao Brasil com um currículo mais sólido. Sempre ouvi falar que a Austrália oferecia diversas oportunidades para competições, e foi isso que me motivou a me mudar para cá. O plano inicial era ficar por seis meses, em busca dessa vivência como lutador. A Austrália se revelou um país extraordinário, oferecendo tudo o que uma pessoa precisa para viver com dignidade.</p>
<div id="attachment_244411" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244411" class="wp-image-244411 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1024x831.jpg" alt="Tiago no topo do pódio. Fotos: Divulgação" width="650" height="527" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1024x831.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-300x244.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-768x624.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1536x1247.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-150x122.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244411" class="wp-caption-text">Tiago no topo do pódio. Fotos: Divulgação</p></div>
<p><strong>Como era o Jiu-Jitsu por aí, na época?</strong></p>
<p>Há 17 anos, o Brazilian Jiu-Jitsu ainda estava em seus estágios iniciais de desenvolvimento por aqui, com poucos faixas-pretas ensinando a arte. Isso me inspirou a permanecer um pouco mais, contribuindo para a disseminação do nosso esporte neste país incrível. Após um ano vivendo na Austrália, me apaixonei pelo estilo de vida e pela acolhida calorosa que recebi. Decidi, então, tornar a Austrália minha segunda casa, onde sigo trabalhando para promover e compartilhar os valores do Brazilian Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como é o clima nos tatames da Austrália hoje?</strong></p>
<p>Lembro que, quando cheguei à Austrália, me apaixonei imediatamente. O país me lembrava muito o Brasil em uma época mais segura e tinha várias semelhanças com Florianópolis, minha cidade natal. Tive a sorte de desembarcar em Sydney, uma cidade incrível, com praias deslumbrantes e um povo muito acolhedor. De certa forma, aquele clima me fez sentir em casa, pois se parecia bastante com os brasileiros. Ao explorar outras regiões da Austrália, percebi que este país era realmente único, com uma geografia espetacular. Suas praias e matas são diferentes de qualquer outro lugar que visitei, e o clima agradável torna tudo ainda mais especial. No verão, as praias e ondas me lembram Floripa, enquanto no inverno, é possível esquiar e aproveitar a neve, fato raro em muitos países. Quando comecei a ensinar Jiu-Jitsu na Austrália, fiquei impressionado com a receptividade e o talento do povo australiano para o esporte. Foi então que decidi abraçar a missão de compartilhar e ensinar essa arte marcial incrível, ajudando a difundir o Jiu-Jitsu neste país extraordinário.</p>
<p><strong>O que tem aprendido de mais valioso ao ensinar Jiu-Jitsu tão longe de casa?</strong></p>
<p>Uma das coisas mais valiosas que percebi ao chegar na Austrália foi o respeito e o valor que a sociedade ainda dá ao ser humano. No Brasil, infelizmente, temos observado uma crescente perda desses valores, com o aumento da criminalidade, da violência e mesmo da falta de respeito entre as pessoas. Embora a Austrália também tenha problemas, como qualquer outro lugar, a violência e a desconfiança aqui são muito menores em comparação ao Brasil. Sendo uma pessoa com fortes valores familiares e o desejo de construir minha própria família, percebi que a Austrália oferece um ambiente mais seguro e cheio de oportunidades. Criar minha família aqui não é apenas mais fácil, mas também mais viável, permitindo que eu proporcione a segurança e a qualidade de vida que eles merecem.</p>
<p><strong>Como fã e espectador, algum combate inspirou você?</strong></p>
<p>Uma das lutas mais marcantes que já vi foi entre Roger Gracie e Jacaré, há exatos 20 anos. Durante a luta, o Roger quebrou o braço do Jacaré, mas, surpreendentemente, ele não desistiu. Jacaré continuou lutando com determinação, mostrando uma força incrível, e acabou vencendo a luta. Essa experiência me ensinou uma lição valiosa sobre a importância de não desistir, de acreditar em si mesmo e superar a dor para alcançar a vitória. “Overcome the pain to be a champion” foi a mensagem que ficou gravada em mim. Essa luta marcou profundamente minha vida e me inspira até hoje a enfrentar e superar minhas próprias batalhas.</p>
<p><strong>Onde vê a Gracie Elite daqui a uns anos?</strong></p>
<p>Desde que cheguei à Austrália, há 17 anos, temos formado muitos faixas-pretas e, graças a Deus, nossa equipe continua crescendo. Olhando para o futuro, vejo um potencial incrível para o desenvolvimento da nossa equipe. Atualmente, a Rilion Gracie possui seis filiais na Austrália, e no próximo ano teremos mais duas. Queremos dobrar isso nos próximos anos e chegar a mais de 15 filiais, continuando a ajudar o povo australiano a aprender Jiu-Jitsu e a difundir as verdadeiras raízes da nossa arte marcial. Estamos comprometidos em manter viva a essência e os ensinamentos do Rilion Gracie, expandindo nosso impacto na Austrália e contribuindo para o crescimento do Jiu-Jitsu neste país incrível.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu mudou a sua vida. Como ele continua a mudar a realidade das pessoas?</strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu é uma poderosa ferramenta de transformação. Onde ele chega, ele muda vidas, ajudando as pessoas a se tornarem indivíduos que nunca imaginaram ser. Há inúmeros exemplos de vidas impactadas pelo Jiu-Jitsu, incluindo a minha própria. Essa arte marcial me transformou como pessoa e como indivíduo. Além disso, vi muitos amigos no Brasil passarem por mudanças profundas ao longo de minha caminhada na vida e no esporte. Um dos exemplos mais marcantes que presenciei foi a trajetória de um aluno. Quando começou no Jiu-Jitsu, ele pesava 110kg, sem autoestima, confiança ou ambições claras. Aos poucos, vi o Jiu-Jitsu transformar sua vida. Ele começou a perder peso, ganhou motivação, passou a competir, e sua rotina mudou completamente. Hoje, ele pesa 79kg e é uma pessoa totalmente diferente. Ele conquistou novos empregos, começou a namorar e alcançou objetivos que antes pareciam impossíveis. Esse tipo de transformação é, sem dúvida, uma das maiores recompensas de ser professor de Jiu-Jitsu. É um privilégio testemunhar mudanças tão profundas na vida das pessoas. Por isso, acredito que o Jiu-Jitsu está apenas começando a revelar seu potencial transformador. Nossa arte marcial é única, e sua capacidade de impactar vidas nos levará muito além.</p>
<p><em><br />
** Confira, a seguir, o estilo de Tiago no Sydney Open, quando representava a escuderia da Gracie Humaitá na Austrália:</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Tiago Ferreira X Pedro De Paiva - Sydney Open 2016 - Black - Adult - Male - Middle" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/e0Sokp8geaA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-conversa-com-rilion-gracie-que-mudou-a-vida-do-jovem-tiago-ferreira/">A conversa com Rilion Gracie que mudou a vida do jovem Tiago Ferreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A melhor maneira de incentivar seus filhos a gostarem do Jiu-Jitsu, por Rickson Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 21:50:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“O conselho que dou aos pais é que cuidem para que o Jiu-Jitsu esteja sempre envolto num clima amistoso, positivo e agradável. Se as crianças derem sinais de que estão ficando um pouco enfastiadas, dê uma semana de folga, chame a garotada para surfar. O pior que pode ocorrer é a criança pensar: ‘Oh não, isso é como o exército, preciso ir à escola e ao Jiu-Jitsu até quando não quero!’", diz Rickson Gracie.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_223186" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223186" class="size-full wp-image-223186" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-223186" class="wp-caption-text">Kron Gracie e Rickson Gracie. Foto: krongraciejiujitsu.com</p></div>
<p>Em certas etapas da infância, crianças gostam de jogar bola, praticar esportes em grupo ou participar das atividades que os amiguinhos fazem. Como motivar pequenos ou pequenas a pegar o kimoninho e ir treinar Jiu-Jitsu?</p>
<p>Para mestre Rickson Gracie, a maneira mais eficiente de motivar seus filhos é, primeiramente, respeitar a vontade deles. O principal, assim, é que o incentivo jamais vire imposição.</p>
<p>Para Rickson – ele mesmo filho e pai de craques do esporte – o maior erro é forçar a criança: “Eles, acima de tudo, precisam estar se divertindo. Qualquer tipo de pressão dos pais torna a atividade um pesadelo para todos”.</p>
<p>Rickson costuma recordar um episódio vivido em casa. Quando o hoje campeão Kron tinha 12 anos, virou um dia e admitiu: “Pai, eu não quero mais ir treinar, não”.</p>
<p>Rickson reagiu com serenidade, e respondeu: “Maravilha!”</p>
<p>O mestre então emendou com o incentivo: “O que você quer fazer então?”</p>
<p>Kron replicou que queria andar de skate, e o pai aprovou. Foram à loja e voltaram com um skate novinho e equipamentos de segurança, para empolgação do jovem Gracie – que embarcou com tudo no futuro esporte olímpico, chegando a competir e tudo mais.</p>
<p>Um dia, porém, Kron machucou o pé e ficou parado. Voltou a praticar, e machucou o pé mais uma vez. “Naturalmente, ele voltou a ver graça no Jiu-Jitsu, e pegou o kimono para treinar com os amigos”.</p>
<p>Para Rickson, o principal é ser positivo ao motivar os filhos. Se a paixão pelo Jiu-Jitsu não tem como estar sob o controle dos pais, o melhor caminho é tornar tudo prazeroso, divertido e sem exigências.</p>
<p>“O conselho que dou aos pais é que cuidem para que o Jiu-Jitsu esteja sempre envolto num clima amistoso, positivo e agradável. Se as crianças derem sinais de que estão ficando um pouco enfastiadas, dê uma semana de folga, chame a garotada para surfar. O pior que pode ocorrer é a criança pensar: ‘Oh não, isso é como o exército, preciso ir à escola e ao Jiu-Jitsu até quando não quero!’ Na verdade, só o que precisamos é que eles atravessem essa fase, até a época em que o Jiu-Jitsu vai ajudá-los ainda mais, a partir da adolescência”, conclui o mestre.</p>
<p>Artigo original em <a href="RicksonGracie.com" target="_blank" rel="noopener">RicksonGracie.com</a>. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kron Gracie vs Carlos Ribeiro / Pan Championship 2012" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/U2TCxReKRKs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-melhor-maneira-de-incentivar-seus-filhos-a-gostarem-do-jiu-jitsu-por-rickson-gracie/">A melhor maneira de incentivar seus filhos a gostarem do Jiu-Jitsu, por Rickson Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As dicas do professor Ulpiano para sua academia crescer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 15:42:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após mais de 25 anos de Jiu-Jitsu – ele começou a treinar em Minas Gerais em 1998 – o professor Ulpiano Malachias hoje comanda alguns dos dojos mais bonitos, completos e confortáveis da GB nos Estados Unidos. A fórmula é a velha conhecida: carinho pelos alunos, atenção obsessiva aos detalhes, conversas francas com os mestres&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_230787" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-230787" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1.jpg" alt="Ulpiano na GB, no Texas. Fotos: Divulgação" width="940" height="935" class="size-full wp-image-230787" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1-300x298.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/02/ulpiano-1-768x764.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-230787" class="wp-caption-text">Ulpiano na GB, no Texas. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Após mais de 25 anos de Jiu-Jitsu – ele começou a treinar em Minas Gerais em 1998 – o professor Ulpiano Malachias hoje comanda alguns dos dojos mais bonitos, completos e confortáveis da <a href="https://www.instagram.com/reel/C4anRJgMvwI/?utm_source=ig_web_button_share_sheet" rel="noopener" target="_blank">GB nos Estados Unidos. </a></p>
<p>A fórmula é a velha conhecida: carinho pelos alunos, atenção obsessiva aos detalhes, conversas francas com os mestres e ouvidos abertos para as oportunidades. Foi assim que o campeão da GB foi parar em Houston, Texas, onde começou sua trajetória de gestor de escolas, com academias amplas e com centenas de alunos pagantes – competidores ou não.</p>
<p>O professor de escolas como a GB River Oaks deu ao GRACIEMAG.com algumas dicas de como perseguir o sucesso. Confira!</p>
<p><strong>1. Aproveite quando a sorte sorrir</strong></p>
<p>Após se mudar de Minas Gerais para os Estados Unidos, o perseverante Piano arrumou seu primeiro trabalho num bar chamado Zabumba, em Venice, California. Quem por manobras do destilo por lá trabalhava como atendente? Riane Gracie, uma das filhas de Rorion. Nas horas vagas de garçom, em 2004, o sortudo faixa-marrom foi aprovado como sparring de Royce, quando aprendeu lições e técnicas de defesa pessoal para a vida toda. E que ele usa até hoje, 20 anos depois.</p>
<p><strong>2. Tenha um sonho, mas entenda que a vida é feita de encruzilhadas</strong></p>
<p>Ulpiano foi para a Califórnia com o sonho de se tornar um astro do UFC. Quando mestre Carlos Gracie Jr se mudou para os Estados Unidos, o campeão percebeu que ensinar também estava no seu sangue. Seguiu as lições do mestre, aprendeu muito e abriu uma das primeiras academias GB na Califórnia, em Santa Ana. Se a trajetória no MMA profissional não saiu como o sonhado, ele se tornou uma referência de gestor de escolas, e passou a ensinar e formar muitos outros jovens com sonhos parecidos com aquele que um dia teve. Há muitos caminhos para você ter sucesso.</p>
<p><strong>3. Jiu-Jitsu não é só competir</strong></p>
<p>Campeonatos têm seu lugar no ambiente do Jiu-Jitsu, mas devemos enxergar a arte como uma ferramenta vital para todos os caminhos da vida, e para alunos de todos os perfis e idades. O professor pode e deve incentivar quem tem a flama da competição nos olhos, mas os campeonatos não devem ser o foco exclusivo de uma academia de Jiu-Jitsu. Pois isso há de espantar 80% de seus alunos e clientes em potencial.</p>
<p><strong>4. Invista tempo e recursos em aulas infantis</strong></p>
<p>Professores que investiram horas, dias e semanas para formar bons alunos na turma infantil sempre colhem o benefício. Crianças e jovens ficam na academia por muitos anos, atraem a família e, após algumas décadas, podem até render valiosas medalhas de ouro ao mestre. E ainda serão os instrutores e professores capacitados do seu time um dia.</p>
<p><strong>5. Lealdade e cuidado com seu time</strong></p>
<p>Sua meta deve ser a de contusão zero entre os alunos. Quem se machuca larga os treinos por meses, isso se não largar o Jiu-Jitsu para sempre. Organize as turmas e horários com inteligência. Cuide bem de quem é seu pupilo. </p>
<p><iframe loading="lazy" title="Barra Technique Tuesday - Turtle Position with Prof. Ulpiano Malachias &amp; Coach Moon" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/xPfJcRlDa2c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-dicas-do-professor-piano-para-sua-academia-crescer/">As dicas do professor Ulpiano para sua academia crescer</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Em SP, curso de Bia Lage foca no ensino de BJJ para crianças com autismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Aug 2024 18:06:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos dias 28 e 29 de setembro, em São Paulo, você vai ministrar um curso presencial de capacitação para professores de Jiu-Jitsu interessados em ensinar a arte suave para crianças autistas. Fale um pouco sobre o curso e também como os interessados podem participar? BIA LAGE: Os interessados podem me chamar por direct em minha&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243904" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161034_WhatsApp-300x252.jpg" alt="" width="451" height="379" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161034_WhatsApp-300x252.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161034_WhatsApp-1024x862.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161034_WhatsApp-768x646.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161034_WhatsApp-150x126.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161034_WhatsApp.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px" /></p>
<p><strong>Nos dias 28 e 29 de setembro, em São Paulo, você vai ministrar um curso presencial de capacitação para professores de Jiu-Jitsu interessados em ensinar a arte suave para crianças autistas. Fale um pouco sobre o curso e também como os interessados podem participar? </strong><br />
<a href="https://www.instagram.com/biaamadolage?igsh=OTN6eGhqazNvajJh"><strong>BIA LAGE:</strong></a> Os interessados podem me chamar por direct em minha conta no Instagram: <a href="https://www.instagram.com/biaamadolage?igsh=OTN6eGhqazNvajJh">@biaamadolage.</a> No curso, vamos falar sobre o Transtorno do Espectro Autista e as estratégias práticas para acolher e ensinar as crianças, tendo sempre como princípio a inclusão. E ainda teremos o Curso de Manejo em Crise, este é voltado para situações em que as crianças se desregulam. Ensinaremos como a retenção deve ser feita de maneira respeitosa, colocando a segurança da criança em primeiro lugar. O Curso de Manejo será ministrado em conjunto com o meu grande amigo Maurício Lemos, especialista em segurança pessoal, com atuação nas áreas de Sobrevivência Policial e de Defesa Pessoal Feminina.</p>
<p><strong>Como foi que você começou a se interessar por esse tema e se especializou?</strong><br />
Em 2023, eu e o meu marido, Daniel Lage, decidimos abrir nossa própria academia. Ele, que vem de uma família com tradição no Jiu-Jitsu e já é professor há muito tempo, me incentivou a ficar responsável pela Turma Kids da academia. Fiquei um pouco apreensiva no começo, mas encarei a missão. Fiz diversos cursos para me especializar. Pelo caminho apareceu a oportunidade de entender um pouco sobre o “Jiu-Jitsu Inclusivo.” Eu, como mãe de uma criança com TDAH, já havia tido diversas experiências frustradas com professores desinformados, não queria repetir o mesmo erro com outras mães. Fiz um curso de Jiu-Jitsu Inclusivo com o professor Vinicius de Carvalho, do Rio de Janeiro, e na sequência entendi que seria necessário me aprofundar ainda mais. Então me especializei em Terapia ABA e Método Denver para intervenções precoces e diversos outros cursos que foram aparecendo.</p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243906" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/tempFileForShare_20240823-161311-300x242.jpg" alt="" width="452" height="365" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/tempFileForShare_20240823-161311-300x242.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/tempFileForShare_20240823-161311-1024x826.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/tempFileForShare_20240823-161311-768x619.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/tempFileForShare_20240823-161311-150x121.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/tempFileForShare_20240823-161311.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px" /></strong></p>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu pode contribuir para melhorar a qualidade de vida de uma criança com autismo? </strong><br />
Numa academia de Jiu-Jitsu, a criança desenvolve os aspectos psicomotores, que auxiliam na consciência corporal e desenvolvimento de habilidades fundamentais para aprendizagem. Além da melhora das habilidades de comunicação, linguagem, foco, interação social, conseguimos também uma redução nos “comportamentos problemas”, como, por exemplo, crise de desregulação. Essa redução vem muito do convívio e da antecipação da rotina. O Jiu-Jitsu, portanto, pode ser usado como terapia complementar para as crianças autistas. Os resultados são tão bonitos e gratificantes que grandes lideranças do Jiu-Jitsu estão encantadas com esse viés da arte suave e querem unir forças. Um belo exemplo é o mestre Moises Muradi, presidente da CBJJE. Ele já está estudando uma forma de a plataforma da Federação oferecer o curso para os professores credenciados e assim ampliar a divulgação desse conhecimento tão precioso.</p>
<p><strong>O que de mais importante os professores vão aprender no curso dos dias 28 e 29 de setembro? </strong><br />
Eu e o Mauricio Lemos estamos trabalhando há meses nesse projeto, a fim de oferecer informação de qualidade aos professores. Para que as crianças atípicas tenham cada vez mais a oportunidade de vivenciar esse esporte maravilhoso que é o Jiu-Jitsu e usá-lo como terapia. Além do curso de manejo, que é difícil de encontrar e é um ponto muito importante, vamos ter toda a parte prática e o acompanhamento e suporte do trabalho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243912" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/IMG-20240823-WA0042-1-300x200.jpg" alt="" width="452" height="301" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/IMG-20240823-WA0042-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/IMG-20240823-WA0042-1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/IMG-20240823-WA0042-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/IMG-20240823-WA0042-1-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/IMG-20240823-WA0042-1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px" /></p>
<p><strong>De todos os seus alunos com autismo, qual foi o caso que mais marcou a sua carreira?</strong><br />
Tenho um carinho enorme por todos os meus alunos, não tem como trabalhar com alunos autistas e não ter amor pela sua profissão. Porém, uma família específica mexeu e mexe comigo até hoje. Davi, treze anos. Suporte nível 3, deficiência intelectual. Uma mãe super engajada no tratamento e bem estar dos filhos procurou uma academia de Jiu-Jitsu e explicou como era o Davi. Ele se desregula com facilidade, e o professor de maneira totalmente ríspida disse que não ia tolerar essas atitudes no tatame dele e, se precisasse corrigir o filho dela, ele iria colocar o “moleque“ (palavra usada por ele) no lugar dele. Ela saiu aos prantos e já quase desistindo. Me achou pelas redes sociais. Depois de muita conversa por telefone, consegui convencê-la a trazer os filhos para uma aula teste. Saíram do Ipiranga e vieram até minha academia, em Pirituba. A aula fluiu e hoje eles são meus alunos e a evolução do Davi me emociona. Atendo eles na academia do Viscardi Andrade, que me cedeu o espaço para as aulas, por ser mais perto da casa da família.</p>
<p>O Davi foi tema de muitas conversas e estudo com o Lemos, foi daí que surgiu a ideia de montar o Curso de Manejo, pois as pessoas não estão preparadas para ajudar as crianças. Lemos estudou cada passo, cada manejo, sempre tendo como base o Davi. Um menino doce, que ama estar perto das outras crianças. Mesmo com a dificuldade na comunicação, ele faz de tudo para se expressar e demonstrar felicidade e amor em pertencer ao grupo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243908" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161145_WhatsApp-300x259.jpg" alt="" width="452" height="390" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161145_WhatsApp-300x259.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161145_WhatsApp-1024x885.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161145_WhatsApp-768x664.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161145_WhatsApp-150x130.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Screenshot_20240823_161145_WhatsApp.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/em-sp-curso-de-bia-lage-foca-no-ensino-de-bjj-para-criancas-com-autismo/">Em SP, curso de Bia Lage foca no ensino de BJJ para crianças com autismo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Professor Marcos Escobar relembra o mata-leão que mudou sua vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Atendimento HostWP]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 10:53:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>GRACIEMAG: Como foi o seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu? MARCOS ESCOBAR: Eu sempre gostei de lutas e como muitos da minha geração, era fã de Mike Tyson, Rocky Balboa e Bruce Lee. Pratiquei kung fu e boxe chinês, e gostava muito de artes marciais – mas não conhecia o Jiu-Jitsu. Tive meu primeiro contato&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237581" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237581" class="wp-image-237581 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI.jpg" alt="O lutador e professor Marcos Escobar, radicado em Miami. Foto: Acervo Pessoal" width="400" height="400" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI.jpg 400w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-237581" class="wp-caption-text">O lutador e professor Marcos Escobar, líder da escola Everyone Jiu-Jitsu em Miami. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi o seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>MARCOS ESCOBAR:</strong></em> Eu sempre gostei de lutas e como muitos da minha geração, era fã de Mike Tyson, Rocky Balboa e Bruce Lee. Pratiquei kung fu e boxe chinês, e gostava muito de artes marciais – mas não conhecia o Jiu-Jitsu. Tive meu primeiro contato “indireto” com a arte uma vez, andando no clube do Fluminense, perto de onde eu morava. Estava acontecendo uma edição da Copa Company. Acho que o ano era 1988 e ali foi a primeira vez que cheguei a ver ao vivo o Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>E como começou sua paixão pelo Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Creio que foi em 1993. Eu estava passando um carnaval em Rio das Ostras com amigos, e um dia na praia fomos brincar de luta na areia. Fui finalizado pelas costas por um amigo, com um mata-leão que desceu amargo. Eu simplesmente não entendi nada do que havia acontecido. Eu não sabia nem o que era dar três tapinhas. Só lembro que eu detestava perder, e ali sujo de areia decidi que precisava aprender aquela modalidade e saber como lutar daquela forma.</p>
<p><strong>Onde começou a treinar?</strong></p>
<p>Assim que voltei ao Rio, perguntei a um grande amigo que morava no meu prédio onde eu poderia ir para experimentar uma aula. Ele já era faixa roxa do mestre Fernando Pinduka e me recomendou duas academias na região: a academia do Dedé Pederneiras no Flamengo ou a do Leo Castello Branco, que acabara de abrir em Laranjeiras. Escolhi a do Castello que era mais perto e após aquela primeira aula me matriculei e nunca mais parei.</p>
<p><strong>Que benefícios o Jiu-Jitsu te traz até hoje?</strong></p>
<p>Acredito que toda e qualquer modalidade esportiva crie uma mudança positiva nas pessoas. Eu já praticava outras artes marciais, fazia polo aquático e sempre fui ativo e saudável. Mas o Jiu-Jitsu fez toda a diferença na minha vida, pois deu uma injeção inexplicável de disciplina, autoconfiança e responsabilidades.</p>
<p><strong>Que tipo de responsabilidades?</strong></p>
<p>Olha, eu passei a fazer questão de me cuidar. Aprender o que comer, ter horário pra cumprir treinos. Meus pais não precisavam me mandar à academia ou me dizer o que comer ou beber para continuar com saúde. Se eu já tinha uma disciplina de família, com o Jiu-Jitsu ela cresceu de forma exponencial e eu passei a saber o que fazer. Foi um desenvolvimento natural e involuntário. <a href="https://www.instagram.com/escobarbjj/" target="_blank" rel="noopener">O Jiu-Jitsu faz isso conosco.</a></p>
<div id="attachment_237583" style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237583" class="wp-image-237583 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar.jpg" alt="" width="277" height="379" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar.jpg 277w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-219x300.jpg 219w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-110x150.jpg 110w" sizes="auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px" /><p id="caption-attachment-237583" class="wp-caption-text">Escobar com o professor Castello Branco.</p></div>
<p><strong>E vale lembrar que isso era o início dos anos 1990&#8230;</strong></p>
<p>Exato, por essa época o esporte era ainda muito amador e bem menos desenvolvido do que nos dias de hoje. Então acredito que todo praticante de Jiu-Jitsu, de alguma forma, passa a se cuidar mais e a viver melhor e de maneira mais saudável. Acredito também, que venha daí o termo <em>“Jiu-Jitsu lifestyle”</em>.</p>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu ajuda famílias inteiras a ter essa tal de qualidade de vida, professor?</strong></p>
<p>Eu acho que saúde e qualidade de vida estão interligadas, mas não são a mesma coisa. Exemplo: você pode ser uma pessoa que adora o que faz. Ama seu trabalho, sua rotina e as pessoas ao seu redor. Não mudaria nada no seu dia a dia. Mas ao mesmo tempo você não se preocupa muito com exercícios, alimentação e suas horas de sono. Seu exames não andam muito bem. Eu diria que você tem uma boa qualidade de vida no que se refere a forma que você vive mas isso não reflete em sua saúde.</p>
<p><strong>E pode haver o camarada saudável sem qualidade de vida, certo?</strong></p>
<p>Isso. É a pessoa que odeia o trabalho, tem uma rotina corrida e está rodeada de gente com quem não se identifica nem curte. Apesar de comer bem, dormir bem e se exercitar, apesar dos exames estarem OK e a saúde lhe parecer boa, sua qualidade de vida não é. Acabamos de sair de um período delicado com a pandemia e as pessoas que não aprenderam ainda a importância de equalizar qualidade de vida com saúde deveriam começar a prestar atenção nisso.</p>
<p><strong>Que ensinamentos você colheu com seus professores e usa até hoje para ajudar a vida dos alunos?</strong></p>
<p>Graças a Deus tive professores e grandes parceiros de treino que, para mim, sempre foram excelentes modelos. Por isso são meus amigos. Além disso, tive um grande aprendizado na faculdade que junto com a experiência de vida, me deu uma visão diferenciada daquilo que eu fazia e queria para meus alunos. Eu estou sempre aprendendo, todos os dias! E sempre procurando melhorar para que meus alunos recebam o melhor produto final. Temos de ver nossa vida como uma balança! De um lado positivo e outro negativo. Se praticarmos mais coisas positivas, o lado positivo pesará mais. O mesmo acontece se praticarmos mais o lado negativo. Já o meio-termo não fará diferença nem moverá a balança. Temos sempre de tentar pesar mais pro lado positivo… Aí sim, teremos mudanças e resultados positivos em nossas vidas.</p>
<p><strong>Quais os planos para o futuro da sua equipe Everyone Jiu-Jitsu, em Miami?</strong></p>
<p>Hoje temos duas academias aqui na Flórida, uma em Miami e outra em Cooper City. São duas academias novas e que ainda estão se estruturando. Passamos maus bocados e sobrevivemos à pandemia que nos afetou demais. Mas hoje já consigo ver um futuro mais promissor. Nossas escolas estão bem montadas, temos um método bem estruturado, com pessoas empenhadas e capacitadas. Temos um trabalho e metodologia bem diferenciados, em especial com as crianças. O mais importante, no momento, é conseguirmos entregar o melhor Jiu-Jitsu possível para cada indivíduo e mudar a vida das pessoas de maneira extremamente positiva.</p>
<p><strong>Há um vídeo com você que bombou na internet. Daquela luta sua com o novato BJ Penn. O que aprendeu ali?</strong></p>
<p>Essa minha luta com o BJ foi uma história curiosa. Na minha cabeça, eu tenho na memória uma luta muito diferente e bem mais rápida do que realmente foi. Achava que eu havia tentado passar e ele me emborcou e pegou. Mas, quando assisti ao vídeo da luta anos depois, percebi que havia sido totalmente diferente. E eu não lembrava de nada daquilo que via no vídeo. Estranho, né? Já cheguei a fazer uma reflexão sobre isso… Na verdade não tenho muita lembrança daquele dia como um todo. Meu irmão me disse uma vez que eu passei mal e vomitei. Cheguei até a teimar com ele que não. Quando encontrei o BJ no Rio uma vez, ele me falou a mesma coisa (risos). Mas não lembro dessa indisposição mesmo. De qualquer forma, foi mais uma guerra pro currículo e mais uma amizade que levo pra vida.<br />
O BJ é um cara sensacional, sempre alto astral e uma fera que não precisa de apresentações. Naquela época, o Jiu-Jitsu era bastante diferente. Lutávamos pela bandeira, íamos para “matar ou morrer” e dávamos nossa vida nos tatames. Boas lembranças, e se tivesse de fazer tudo de novo, faria da mesma forma. Com uma diferença: na certa eu defenderia melhor aquele single-leg!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Very Rare BJ Penn BJJ Match vs Marcos Escobar (BROWN BELT vs BLACK BELT)  &#x1f631;" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/y5XIUVLTK7s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-marcos-escobar-relembra-o-mata-leao-que-mudou-sua-vida/">Professor Marcos Escobar relembra o mata-leão que mudou sua vida</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Professora Victoria Leite fala sobre os benefícios do BJJ para a sociedade</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2024 02:36:40 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243036" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0028-300x270.jpg" alt="" width="544" height="490" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0028-300x270.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0028-768x691.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0028-150x135.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0028.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px" /></p>
<p><strong>Hoje você vive e trabalha nos Emirados Árabes, dando aulas de Jiu-Jitsu num projeto escolar que envolve mais de mil crianças. Quais são os principais desafios de ensinar BJJ nesse formato? </strong><br />
VICTORIA LEITE: O projeto escolar aqui está em expansão, tem crescido muito nos últimos anos e cada vez mais crianças estão sendo envolvidas com o esporte. Hoje eu trabalho numa escola de ensino médio, onde o Jiu-Jitsu é uma matéria obrigatória, assim como matemática ou ciências, o que torna o processo de ensinar certamente desafiador, é preciso muito jogo de cintura e criatividade para manter a atenção e a curiosidade nas meninas.</p>
<p>Além disso, cada turma tem em média cerca de 30 meninas, somos duas professoras e damos de 6 a 8 aulas por dia. É desafiador introduzir um esporte de alto contato para meninas adolescentes que vivem em uma cultura completamente diferente do que estamos acostumados.</p>
<p>As aulas são extremamente básicas, na prática temos que introduzir o Jiu-Jitsu para elas, porém, para desenvolver este trabalho, é necessário muita paciência, nas minhas aulas eu priorizo aprimorar a coordenação motora pois elas apresentam grande dificuldade de movimento. Através de movimentos básicos de luta, entendimento da regra e compreensão da progressão de uma luta, pode-se então apresentar e praticar técnicas.</p>
<p>O curioso é a forte barreira cultural que dificulta certas situações, as meninas acham tudo muito estranho e muitas vezes se recusam a praticar certas técnicas. O desafio é grande ao fazê-las praticar alguma técnica como guarda fechada ou montada, aí tem que trabalhar a criatividade e deixar o instinto delas agir através de jogos e brincadeiras onde elas irão praticar a mesma posição ensinada, porém, de forma mais leve, muitas vezes elas nem percebem que estão fazendo o que não queriam.</p>
<p><strong>Quais são as dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de ir para Abu Dhabi e viver de Jiu-Jitsu?</strong><br />
Eu sempre prego que se for pra vir até aqui ou sair do seu país pra viver do que ama, a pessoa tem que estar mais do que disposta a sair da zona de conforto. Ser humilde e estar disposto e aberto a aprender novas coisas.</p>
<p>Prezo muito a imagem que passo a outras pessoas, isso deve ser prioridade principalmente para o crescimento profissional. A cultura aqui é bem diferente então é bom estar atento às coisas que se posta nas redes sociais, forma de se vestir e de se comunicar. Estar de acordo com a vida aqui é um grande passo.</p>
<p>Além disso, é primordial saber se comunicar, aqui a gente dá aula em inglês, então, mesmo que não saiba falar tem que conseguir dar uma aula extremamente básica em inglês, saber os comandos e partes do corpo, hoje em dia tá cheio de cursinho na internet específico para professores de lutas, já ajuda e com certeza vai fazer a diferença.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243038" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/InShot_20240207_231407401-300x225.jpg" alt="" width="543" height="407" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/InShot_20240207_231407401-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/InShot_20240207_231407401-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/InShot_20240207_231407401-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/InShot_20240207_231407401-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/InShot_20240207_231407401-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/InShot_20240207_231407401.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 543px) 100vw, 543px" /></p>
<p><strong>Pelo que você observa no dia a dia, qual é o maior benefício da arte suave para a vida das crianças?</strong><br />
Todo mundo sabe que o BJJ muda vidas, não importa a idade, a prática traz sim muitos benefícios e isso é indiscutível. Vivendo o Jiu-Jitsu diariamente e convivendo com as alunas, umas das coisas que consigo perceber nelas após poucos meses de prática é o desenvolvimento do autocontrole emocional e a capacidade de concentração que é claramente aprimorada.</p>
<p>Eu vi meninas extremamente agitadas se acalmarem e melhorarem sua concentração e foco durante os treinos, e isso possibilita uma melhora geral do comportamento da criança em casa e na escola. E sinceramente proporcionar isso para elas e para suas famílias não tem preço!</p>
<p><strong>Você costuma arbitrar campeonatos da AJP e também em eventos da UAEJJF. Como essa experiência enriquece a sua carreira de professora de Jiu-Jitsu?</strong><br />
Eu sempre admirei a arbitragem, em qualquer esporte, o árbitro é quem conduz a partida/combate e tem que estar 100% atento a todos os detalhes. Eu sou iniciante nessa arte e pretendo aprimorar minhas habilidades ao longo da minha carreira até porque saber as regras e identificar a habilidade técnica de cada atleta ajuda na hora de dar aula, principalmente para crianças.</p>
<p>É o momento em que vemos como cada grupo etário trabalha e identifica oportunidades, podemos ver claramente o nível técnico de cada graduação e também as necessidades a serem trabalhadas.</p>
<p>Não adianta se basear só no nível das crianças às quais damos aula, é importante ver o que está acontecendo em cada categoria, para assim poder ajustar e subir o nível de compreensão de luta de cada aluno.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243040" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0031-225x300.jpg" alt="" width="537" height="716" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0031-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0031-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0031-1152x1536.jpg 1152w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0031-113x150.jpg 113w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0031.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 537px) 100vw, 537px" /><strong>Quais são os seus planos para o futuro da sua carreira de professora? </strong><br />
Eu tenho muitos planos para o futuro, eu já conquistei muitos sonhos e trabalho arduamente para me desenvolver e chegar aonde eu quero, por isso eu sei que vou chegar lá e não tenho pressa não, vamos levando dia após dia, é como subir uma escada, tem que ser degrau por degrau.</p>
<p>Em médio prazo eu pretendo seguir trabalhando como professora, esse é o principal objetivo, quero poder transformar a vida de muitas crianças e mulheres. Também quero começar a arbitrar eventos da IBJJF, vivenciar de perto a nata do Jiu-Jitsu mundial, participar dos maiores e mais importantes eventos. Me vejo colhendo muitos resultados positivos nos próximos 2/3 anos.</p>
<p>E no longo prazo eu me vejo liderando minha própria academia, trabalhando em conjunto e alinhada aos meus professores Gustavo e Guilherme Campos. Pra esse plano não tenho data ainda, mas sei que vou chegar lá.</p>
<p><strong>Cada vez mais a arte suave é praticada por mulheres. O que você costuma dizer a uma aluna quando ela hesita em praticar BJJ?</strong><br />
Aqui nos Emirados Árabes eu trabalho apenas com meninas e atendo dois públicos bem diferentes, um não conhece o esporte ainda e o outro já teve contato e quer se aprimorar. Na escola é bastante diferente do que no time de competição, na escola eu abordo muito sobre a autodefesa e falo frequentemente sobre os possíveis benefícios que o BJJ pode trazer pra quem se dedica, lá meu foco é o respeito e a responsabilidade.</p>
<p>No clube tem vários perfis, tem as competidoras e tem as que gostam de praticar mas não são tão cascas-grossas. O que eu recomendo para elas independente do que elas quererem ser, praticantes ou atletas, é ter constância e curiosidade para aprender. Não tem segredo, a prática e a repetição são a única forma de melhorar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-243042" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0030-300x235.jpg" alt="" width="546" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0030-300x235.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0030-768x600.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0030-150x117.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/IMG-20240207-WA0030.jpg 816w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></p>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu mudou a sua vida e quais as melhores lições que você aprendeu ao longo da sua jornada até a faixa-preta?</strong><br />
O Jiu-Jitsu mudou muito a minha vida, sou extremamente grata por ter encontrado essa paixão. Eu sempre falo para as minhas alunas que eu tenho vergonha de quem eu era antes do BJJ, e que nem quero lembrar da Victoria do passado, ela não existe mais.</p>
<p>Quando eu era adolescente eu só queria fazer festa, bebia muito, tinha uma vida desregrada e sempre fui bastante agressiva, isso porque eu não tinha confiança nenhuma em mim mesma. Mas eu sempre tive interesse em hierarquias e respeito, na verdade eu queria ser respeitada e não sabia como.</p>
<p>O BJJ me mostrou desde o primeiro dia que ordem e respeito eram primordiais dentro e fora do tatame e foi isso que me prendeu no esporte. Aos poucos fui mudando meu jeito, mudei meus hábitos, parei de beber e troquei a noite pelas manhãs e comecei a levar uma vida mais saudável física e mentalmente. As competições também me ajudaram muito a controlar minhas emoções e instinto, melhoraram minha autoestima, agora a agressividade deu espaço para minha autoconfiança e autocontrole.</p>
<p>Ao longo das graduações vamos aprendendo muitas habilidades e não apenas físicas e isso é a parte mais legal do Jiu-Jitsu, o poder da mudança.</p>
<p>Ao longo da minha jornada eu aprendi a ajudar os mais novatos e também a aprender com eles, foi aí que virou a chave e me dei conta que o meu destino era me tornar professora. Comecei silenciosamente a estudar e aprender mais e mais sobre o Jiu-Jitsu e todas as facetas que rodeiam o esporte, em vista de me tornar uma profissional competente e diferenciada.</p>
<p><strong>Quais são os impactos positivos que uma escola de Jiu-Jitsu oferece à sociedade?</strong><br />
Os impactos positivos ficam muito nítidos quando apresentamos o Jiu-Jitsu o mais cedo possível para as pessoas, de preferência ainda crianças e é por isso que eu acredito muito no projeto escolar aqui dos Emirados Árabes, ele deveria estar nas escolas de todo o mundo, os professores e os pais iriam agradecer.</p>
<p>A sociedade precisa de jovens educados, calmos e autoconfiantes, que não precisam ser agressivos ou rebeldes para conseguirem o que querem. As artes marciais em geral são uma excelente ferramenta para moldarmos gerações e vejo como necessidade ímpar incentivar e ajudar nossas escolas/academias a captarem alunos.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professora-victoria-leite-fala-sobre-os-beneficios-do-bjj-para-a-sociedade/">Professora Victoria Leite fala sobre os benefícios do BJJ para a sociedade</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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