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	<title>Carlos Gracie | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Carlos Gracie | Graciemag</title>
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		<title>Insônia? A cura pode estar no Jiu-Jitsu, na geladeira e na filosofia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2025 11:04:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A insônia normalmente é um adversário tão complicado que você pode ficar horas e horas acordado, só pensando num jeito de vencê-lo. E sem conseguir. Como domá-lo? Como vencê-lo, e assim garantir um dia seguinte com energia e concentração total? Muitos gênios se debruçaram sobre o problema. Entre eles, Carlos Gracie e o filósofo alemão&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_83960" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-83960" class="size-full wp-image-83960" title="Não tem conseguido repor as energias de noite? Pode estar faltando Jiu-Jitsu na sua vida." src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/11/Insonia.jpg" alt="Não tem conseguido repor as energias de noite? Pode estar faltando Jiu-Jitsu na sua vida." width="640" height="483"><p id="caption-attachment-83960" class="wp-caption-text">Não tem conseguido repor as energias de noite? Pode estar faltando Jiu-Jitsu na sua vida. Foto: Divulgação</p></div>
<p>A insônia normalmente é um adversário tão complicado que você pode ficar horas e horas acordado, só pensando num jeito de vencê-lo. E sem conseguir.</p>
<p>Como domá-lo? Como vencê-lo, e assim garantir um dia seguinte com energia e concentração total?</p>
<p>Muitos gênios se debruçaram sobre o problema. Entre eles, Carlos Gracie e o filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Para o grande mestre Gracie, a solução mais simples era o velho e bom suco de maracujá.</p>
<p>&#8220;Nos casos de insônia e sistema nervoso alterado, faça um refresco de maracujá (cinco a seis frutos) somente com água comum ou de coco, na quantidade de um a três copos. Evite café e chá preto&#8221;, escreveu ele. O suco deve substituir uma das refeições.</p>
<p>O mestre entendia que a mente e o corpo precisavam estar em sintonia para chamar o sono. Foi o que Nietzsche também filosofou, com seus mandamentos para vencer a insônia, em texto recuperado pela atriz e roteirista Priscilla Rozenbaum, numa edição antiga da revista dominical do jornal &#8220;O Globo&#8221;. Confira:</p>
<p><strong>1. Para dormir bem à noite, é necessário estar acordado durante o dia.</strong></p>
<p>2. É preciso vencer a si mesmo dez vezes ao dia. Isto cria uma fadiga considerável, que facilita o sono.</p>
<p><strong>3. Dez vezes por dia você deve fazer as pazes consigo mesmo, porque brigado consigo mesmo, em geral, não se dorme.</strong></p>
<p>4. Há que encontrar dez verdades durante cada dia. Senão a alma fica com fome de verdade e certamente te dará uma dentada durante a noite.</p>
<p><strong>5. Dez vezes ao dia é preciso rir. Estar alegre dez vezes, senão teu estômago te incomodará.</strong></p>
<p>6. É preciso ter muitas virtudes para dormir bem, mas não esquecer de fazê-las dormir antes de você. Que virtude também incomoda muito.</p>
<p><strong>7. É preciso fazer as pazes com teus demônios e também com os demônios do próximo. Senão eles te atormentarão durante a noite.</strong></p>
<p>8. Não cobiçar a mulher (o homem) do próximo (a).</p>
<p><strong>9. Não pecar contra a castidade.</strong></p>
<p>10. Não comer coisas pesadas antes de dormir.</p>
<p>Epa&#8230; Procurar a verdade, ter virtudes, não comer coisas pesadas, rir, vencer a si mesmo&#8230; Será que o filósofo alemão não era praticante de Jiu-Jitsu?</p>
<p>Comente o que você achou das lições, e bons sonhos hoje. E lembre-se, sempre, de antes de tomar qualquer medida alimentar, consultar um nutricionista gabaritado. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/insonia-a-cura-pode-estar-no-jiu-jitsu-na-alimentacao-e-na-filosofia/">Insônia? A cura pode estar no Jiu-Jitsu, na geladeira e na filosofia</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A arte e os desafios de organizar um campeonato, por Claudio França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 13:07:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O dia de um evento exige preparo. Não é um esforço nem parecido com quem luta, mas você também vai dormir tarde, acordar cedo, ter um desgaste físico e mental pesado. A responsabilidade de tentar agradar 2 mil competidores e suas equipes também pesa", diz o faixa-coral Claudio França.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240583" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240583" class="wp-image-240583 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-18.10.25.jpeg" alt="" width="1024" height="872" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-18.10.25.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-18.10.25-300x255.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-18.10.25-768x654.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/04/WhatsApp-Image-2023-04-20-at-18.10.25-150x128.jpeg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-240583" class="wp-caption-text">Claudio França, faixa-coral de Jiu-Jitsu. Foto: Arm Photography / Divulgação</p></div>
<p>Faixa-coral carioca radicado em Santa Cruz, na California, Claudio França acumula mais de 40 anos de experiência como organizador de torneios.</p>
<p>Para o leitor avaliar o pioneirismo de França, um de seus primeiros eventos realizado com amigos, a Copa Atlântico Sul nos anos 1980, foi realizada a céu aberto e teve no pódio o atleta Renzo Gracie. Como faixa-roxa!</p>
<p>“Naquela época não existia nem vantagens e era tudo sem computador, só no papel. Imaginem”, rememora <a href="https://www.instagram.com/claudiofrancabjj/" target="_blank" rel="noopener">mestre Claudio França</a>. “Em nossos torneios tivemos até um duelo Gracie x Gracie, luta raríssima. Foi uma disputa Royler x Carlson Jr. Em outra ocasião, começou a chover no meio do torneio e alguém clicou a foto eterna: mestres Carlos, Helio e Carlson embaixo de uma árvore, na espera do tempo melhorar e as lutas voltarem. Preciso achar essa fotografia…”</p>
<p>Nos anos 1990, ele foi morar nos Estados Unidos, e seguiu na busca de popularizar o esporte e o espírito de competição por lá. Seu US Open foi realizado pela primeira vez em 1996, ano por sinal do primeiro Mundial da IBJJF no Rio.</p>
<p>O professor formado por Francisco Mansor contou a Marcelo Dunlop, repórter do GRACIEMAG.com, como é o dia de um organizador de eventos de Jiu-Jitsu, e todos os sufocos e prazeres que um campeonato bem realizado oferecem.</p>
<p>Confira e aprenda um pouco com quem soma décadas de experiência no assunto. Oss&#8230;</p>
<p>* * * * *</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_34787" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-34787" class="wp-image-34787 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/08/Franca-1.jpg" alt="" width="580" height="435" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/08/Franca-1.jpg 580w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/08/Franca-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/08/Franca-1-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /><p id="caption-attachment-34787" class="wp-caption-text">Claudio com sua turminha casca na Califórnia. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>“O dia de um evento exige preparo. Não é um esforço nem parecido com quem luta, mas você também vai dormir tarde, acordar cedo, ter um desgaste físico e mental pesado. A responsabilidade de tentar agradar 2 mil competidores e suas equipes também pesa.</p>
<p>Gosto de ser o primeiro a chegar até a arena, para abrir as portas e verificar tudo. Por isso acordo por volta das 6h da manhã, tomo um líquido e saio rápido de casa. Só vou relaxar e me alimentar depois que toca o Hino e as disputas começam na mais plena normalidade. Se o evento é fora da Califórnia, eu chego até a cidade pelo menos no dia anterior.</p>
<p>Nos primeiros eventos, todo organizador precisava fazer tudo, de apagar pequenos incêndios a chamar para o pódio e conversar com parentes dos atletas. Era uma carga pesada. Mas também eram bem menos lutadores – com 150 inscritos nos primeiros US Open, por exemplo, e o campeonato era ótimo já. Hoje vemos o Mundial Master da IBJJF com mais de 8 mil lutadores e lutadoras. O nosso esporte só cresce, e há um staff dez vezes maior também.</p>
<div id="attachment_72420" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-72420" class="wp-image-72420 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/02/IMG_3402-2-1.jpg" alt="Nathan Mendelsohn American Cup Claudio França San Jose" width="640" height="361" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/02/IMG_3402-2-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/02/IMG_3402-2-1-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/02/IMG_3402-2-1-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-72420" class="wp-caption-text">Torcida vibra no evento American Cup, durante vitória do americano Nathan Mendelsohn. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>O lado mais chato de organizar campeonatos é quando atletas ou professores levam para o lado pessoal. Você precisa seguir regras mas muita gente não entende. Há sempre os imprevistos, normais na vida de qualquer pessoa que promove esportes e eventos grandes em geral. Lembro uma vez que o campeonato quase foi cancelado – o ginásio reservou a data para dois eventos completamente diferentes. Foi um torneio American Cup, creio que em 2012. Soubemos disso quatro dias antes e precisava realocar o torneio para 1500 competidores. No fim deu certo apesar do desgaste mental.</p>
<p>Há também os imprevistos que nos alegram. Recentemente, eu estava mal de cama no Brasil. Tive dengue e fiquei de cama no Rio de Janeiro. Cancelei meu voo de volta e, quando soube, minha equipe me ligou informando que o empresário Mark Zuckerberg estava confirmado, e ia lutar no nosso evento na Califórnia. A equipe do mister Mark entrou em contato com o staff do <a href="https://www.instagram.com/officialbjjtour" target="_blank" rel="noopener">torneio BJJ Tour</a> e por um mês ficou essa negociação entre evento e os assessores do empresário, para ele ter uma experiência prazerosa e também não atrapalhar o andamento do torneio.</p>
<p>Ele lutou como faixa-branca no peso-pena master 1 e curtiu muito, voltou com duas medalhas –&nbsp;uma de prata com kimono, após uma vitória e uma derrota na final. Já no Jiu-Jitsu sem kimono ele ficou com o ouro. Foi fantástico.</p>
<p>Tudo foi fruto de um longo trabalho no fim das contas, pois o Dave Camarillo, treinador do Zuckerberg, competiu nos primeiros US Open. Se não me engano ele lutou no evento inaugural de 1996. Daí a escolha deles. E eu só fiquei sabendo na véspera, pois estava acamado no Rio de Janeiro. Coisas da vida de um organizador de campeonatos.”</p>
<div id="attachment_240818" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240818" class="wp-image-240818 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-08-at-18.41.12-1024x707.jpeg" alt="" width="650" height="449" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-08-at-18.41.12-1024x707.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-08-at-18.41.12-300x207.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-08-at-18.41.12-768x530.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-08-at-18.41.12-150x104.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-08-at-18.41.12.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240818" class="wp-caption-text">Mark Zuckerberg voltou com duas medalhas do BJJTour. Foto: Reprodução/Instagram</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-e-os-desafios-de-organizar-um-campeonato-de-jiu-jitsu-por-claudio-franca/">A arte e os desafios de organizar um campeonato, por Claudio França</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 11:13:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes das finalizações consagradoras de Fabricio Werdum (sobre o poderoso Fedor) e de Anderson Silva (sobre o "poderosão" Sonnen), sua revista mais completa sobre Jiu-Jitsu já reforçava a importância da guarda. Confira, estude e aprenda!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em fevereiro de 2009, GRACIEMAG publicou uma reportagem de capa sobre a história e os mistérios da arte de fazer guarda, destrinchando os aspectos mais importantes desta posição essencial do Jiu-Jitsu. Confira, reveja e assine logo sua GRACIEMAG para mais reportagens como essa, capazes de levar seu Jiu-Jitsu, e sua leitura, a um outro patamar.<br />
</em></p>
<div id="attachment_17374" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17374" class="size-full wp-image-17374 " title="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" alt="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg" width="580" height="386" /></a><p id="caption-attachment-17374" class="wp-caption-text">Rilion ensinando guarda aos alunos em Miami. Foto: Ray Santana.</p></div>
<p>Sim, você nem lembra, mas já nasceu fazendo guardinha. Se parou de treinar por uns tempos o vacilo foi seu. Afinal, a posição, eterna salva-vidas dos lutadores de Jiu-Jitsu nos ringues, já estava consagrada há tempos. Anos. Séculos.</p>
<p>Quem olhar a obra-prima “Riña en el Mesón del Gallo”, tela de um dos melhores pintores de todos os tempos, se não o melhor, Francisco Goya, pode observar a seguinte cena: uma briga de bar, espanhóis dando pauladas para todos os lados. No centro da tela, um cara em posição superior parece&#8230; estar passando a guarda! Bem, deve-se ter um pouco de imaginação para ver isso.</p>
<p>Mas a criatividade esteve sempre ligada à guarda. Num livro obscuro, encontrado nas prateleiras do estudioso Márcio Feitosa, professor da Gracie Barra, pode-se ler uma teoria de que pigmeus africanos já valorizavam, no combate corpo-a-corpo, a técnica de manter as pernas entre o feroz agressor e o seu nariz. Espernear, portanto, sempre foi a salvação.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17375" class="size-full wp-image-17375" title="Goya site" alt="" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg" width="580" height="362" /></a><p id="caption-attachment-17375" class="wp-caption-text">O quadro de Goya, pintado em 1777, está hoje no Museu do Prado, em Madri.</p></div>
<p>Foi o Jiu-Jitsu brasileiro, no entanto, que melhor explorou e valorizou a guarda, como a arte de se defender no chão e equalizar os pesos do agressor e do agredido. Mais do que o judô, sambo ou qualquer outra.</p>
<p>Mas, e os japoneses? Não foram eles que criaram a técnica? Não existem escolas até hoje que priorizam a parte de grappling no judô, parte esta chamada por eles de newaza? Sim, é verdade. Perguntemos, então, a um especialista como o carioca Flávio Canto, o chão mais ofensivo do judô mundial, como ele vê a questão.</p>
<p>“Acho o Jiu-Jitsu brasileiro excepcional. Sua grande contribuição para o newaza mundial, e para o jogo de guarda, foi aliar uma quantidade tão grande de praticantes com a criatividade do brasileiro. Daí surgiu toda a gama de posições e situações inéditas, consagradas hoje”, diz o medalhista olímpico em Atenas-2004. “Guarda-aranha, por exemplo, eu nunca vi antes em lugar nenhum, é coisa do Jiu-Jitsu brasileiro. Outro aspecto positivo da arte é cair fazendo guarda e virando-se sempre de frente para o adversário, afinal ninguém tem olho na nuca. É este reflexo que falta a muitos judocas e wrestlers.”<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>De pedra em pedra, a muralha</strong></p>
<p>Quando aportou no Brasil no início do século XX, o japonês Conde Koma não trouxe apenas um eficaz jogo de pernas, aprendido com afinco pelo jovem Carlos Gracie. Passou também lições orientais de disciplina, saúde e honra que permeariam a história da família para sempre. Buscando espalhar a arte que lhe dava tantos benefícios, Carlos começou a fazer história – e a escrever também a história da guarda. “Ele foi o primeiro ocidental a superar um campeão oriental, em 1924, numa época em que os japoneses achavam os ocidentais uns degenerados”, lembra o filho Rilion Gracie, considerado a melhor guarda da família. Foi contra Geo Omori, quando o grande mestre puxou para a guarda e aplicou um tomoe-nage, o popular “balão”, e caiu montado. O Gracie então estalou o braço do valente japonês, que mandou a luta seguir com as veias saltadas.</p>
<p>Mais tarde, em 1951, quando o irmão Helio Gracie fechou a guarda e, com seus pulsos (fortes até hoje), pôs o exímio judoca Jukio Kato para dormir, num estrangulamento de gola, a arte da guarda estava consagrada. E pronta para continuar sendo desenvolvida, graças à criatividade e suor de outros Gracies, Barretos, Hemetérios, Machados, Vigios, Alves, Virgílios, Gomes, Behrings, Duartes, Penhas, Jucás, Castello Brancos, Góes, Vieiras, Santos e Silvas. E até um Stambowsky. Cada novo fiel adepto da guarda ia dando sua contribuição, depositando uma pedra aqui, cimentando ali, e ajudando a erguer a reputação da guarda como essência do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A metáfora de construção, na verdade, não é gratuita. Para Carlos Gracie Jr., a posição de guarda é como a fortaleza que dá segurança ao lutador. Você não perde necessariamente a guerra se não tem uma muralha sólida, mas que ajuda, ajuda. Inclusive para, do alto dela, postar seu arsenal ofensivo: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu. Você escolhe se prefere lutar com ela aberta ou fechada”, ensina.</p>
<p>“Numa guerra, o mais inteligente é o quê?&#8221;, indaga Carlinhos. &#8220;Começar a guerra de portões fechados. Na guarda fechada, você está guerreando com o inimigo fora dos seus muros. Se o cara abre sua guarda, ele derruba sua porta levadiça. É a posição limítrofe, que obviamente exige nova estratégia. Se ele invadir, ou seja, passar sua guarda e chegar do lado, a batalha começa a se desenrolar dentro dos seus domínios, com você muito mais exposto. Complicou, vai exigir o triplo de força para você se defender, mas não quer dizer que não haja saída.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Helio Gracie vs Kato" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/HMAu0A-vQm8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>O escudo vira arma</strong></p>
<p>No Rio dos anos 1950, o Jiu-Jitsu já era famoso por dar a qualquer magrinho a chance de ser sua própria fortaleza. Foi, então, a vez de Carlson Gracie dar sua contribuição à guarda – primeiro em seus tempos de lutador, depois com seus alunos. Competitivo ao extremo, Carlson começou a especializar seus alunos, para ganhar os campeonatos. Era quando bradava: “Ou és guardeiro, ou és passador”. Se o leitor perguntar quem foram seus melhores pupilos, quatro bons guardeiros estarão certamente na lista: Cássio Cardoso, Ricardo de la Riva, Sergio Bolão e Murilo Bustamante.</p>
<p>“Há o mito de que o Carlson só treinava passadores de guarda. Mas além do De la Riva, ele tinha outro aluno, Marcelo Duque Estrada, o Homem-Polvo, hoje juiz, que tinha uma guarda incrivelmente elástica”, comenta o mestre faixa-coral Redley Vigio. “Cássio Cardoso, por exemplo, era completo. Mas a guarda dele de fato marcou: todo estudante de Jiu-Jitsu devia assistir à sua luta de uma hora de duração contra Marcelo Behring, em 1988. Marcelo também tinha uma senhora guarda, e o final é sensacional. Está toda no Youtube.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cassio Cardoso vs Marcelo Behring - Parte 01" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/sy-hSzyEoFU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Grandes para a época, com cerca de 76kg, Cássio tinha no aluno de Rickson Gracie seu maior rival, e a luta de uma hora foi o tira-teima entre os dois, realizado na Lagoa, na casa de shows Jardim Babilônia, ex-Roxy Roller. “Carlson me disse para puxar para a guarda e cansá-lo. Usei até uma raspagem que aprendi com Marcio Macarrão, mas na época não valia ponto. No fim, passei a guarda três vezes e ele passou uma, 6 a 2, na pontuação da época. Hoje, seria algo como 21 a 5”, comenta Cássio, de 46 anos.</p>
<p>Até 1994, não bastava o lutador de baixo inverter a luta e cair por cima para ganhar os pontos de raspagem – tinha de fazê-lo usando apenas golpes reconhecidos, como o tomoe-nage, ou o pé na virilha, ou a tesoura clássica, entre outros poucos. Com a reforma de regras, proposta pela recém-inaugurada Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, bastava aos guardeiros passar a ficar por cima para faturar dois pontos. Eles agora estavam prestigiados. E prontos para surpreender.</p>
<p>“A guarda, que até 1994 era mais um escudo, passou a ser a arma que podia decidir a luta. Lembro de ter visto na academia, em 1987, Renzo Gracie fazer guarda-aranha pela primeira vez. Como ele era um cara com muitos recursos, usava pouco nas competições. Eu, magrinho, adorei a invenção e surpreendi muita gente”, lembra Vinicius Magalhães, o Draculino, de 37 anos. O show dos guardeiros começava. No mesmo ano, com o gancho de fora enrolado pelo seu pé largo e mole, Ricardo de la Riva conseguiu parar o ímpeto do praticamente imbatível Royler Gracie, e ganhou uma guarda com seu nome.</p>
<p>Com um “joelho morto”, como lembra, Roberto “Gordo” Corrêa foi obrigado a improvisar e também deixou sua marca na arte. “A meia-guarda, que até então podia ser considerada uma posição favorável ao atleta de cima, quase tão boa para atacar como do cem-quilos, é hoje uma posição perfeita para o cara de baixo contra-atacar. Não tem jeito, o Jiu-Jitsu segue em franca evolução”, observa Carlinhos Gracie.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie now teaching in Miami Florida" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/dHLdu6iF64Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Perna dura? Ok, você ainda pode ser um ótimo guardião</strong></p>
<p>Difícil falar na evolução da posição sem citar dois outros foras-de-série. Roberto “Roleta” Magalhães, o engenheiro das raspagens, influenciou uma geração com golpes novos, armadilhas improváveis que superaram, nos Mundiais, craques de diversas gerações – de Wallid Ismail (1996) a Zé Mario Sperry (1998), de Amaury Bitetti (1999) a Fernando Margarida (2000). Não à toa, os três donos das guardas mais admiradas da atualidade – Rubens Cobrinha, Bráulio Estima e Roger Gracie – consideram a ele, Roleta, o melhor que já viram lutar. Outro exímio guardeiro, com finalizações surreais, foi Antonio “Nino” Schembri, que também deu novo ritmo ao Jiu-Jitsu ofensivo – no caso, o rock de seu ídolo Elvis Presley.</p>
<p>Alongados, de pernas fortes e flexíveis, os dois ases da Gracie Barra ajudaram a solidificar o mito de que guarda eficiente é guarda elástica, quase mágica. Não necessariamente. Árbitro da batalha entre Roleta e Wallid, no Mundial 1996, o policial Sergio Ignácio cansou de treinar com as melhores guardas da Gracie Barra. Passador dos bons, forte, adepto daquele jogo de amassar, viu-se num dilema na faixa-marrom: “Ou eu aprendia a fazer guarda, ou Carlinhos não me graduaria faixa-preta. Foi quando expus meu problema para Renzo, e ele me deu o pulo do gato que acabaria com meu temor de fazer guarda: a boa reposição não exige elasticidade, abertura de pernas – basta você não deixar o cara passar da linha do seu joelho. Essa lição facilita muito para repor”.</p>
<p>A partir daí, seu jogo de guarda pode ganhar asas. Como o “Carcará” Bráulio Estima revela: “Quando eu ataco, faço de trás para a frente. Primeiro, bloqueio a defesa do adversário para o meu ataque, e só depois busco o golpe fatal. São ajustes mínimos. A primeira coisa a fazer é quebrar a postura do adversário. Aí trabalho e tento anular sua defesa, antes mesmo de atacar. Assim, se eu ataco um triângulo mas o cara defende, acaba sobrando um braço. Hoje, o bom guardeiro não é aquele que defende a melhor passagem do adversário, e sim aquele que não deixa o adversário começar a aplicar sua melhor passagem. Não se pode deixá-lo desenvolver seu melhor jogo. É o famoso ‘passo à frente’”.</p>
<p>Para você chegar a um estágio avançado, porém, jamais se esqueça de construir uma base sólida, para sua muralha não ruir: “Quem quer ter uma boa guarda deve aprender e treinar todas as etapas da guarda”, diz Fabio Gurgel, líder da Alliance. “Primeiro fechada, com o adversário de joelhos; depois com o mesmo em pé; depois a guarda clássica com pé na virilha e suas variações. Insista no básico, que depois seu biótipo e seu tipo de jogo vão certamente definir o que é ideal para você.” Pronto, agora você está pronto para espernear – desta vez, com toda a classe.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O treino de Paulo Miyao para aquecer a guarda no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/dSMdod38Nh4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-jiu-jitsu-brasileiro-e-a-guarda/">Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O discurso romântico de grande mestre Robson Gracie</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Apr 2023 15:53:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222456" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222456" class="wp-image-222456 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Robson-Gracie.jpg" alt="Robson Gracie celebra em família mais uma vitória no Jiu-Jitsu." width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Robson-Gracie.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Robson-Gracie-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Robson-Gracie-768x413.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Robson-Gracie-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-222456" class="wp-caption-text">Robson celebra em família mais uma vitória no Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo dos Gracie</p></div>
<p>No dia 1º de outubro de 2015, aniversário de grande mestre Helio Gracie, o Rio de Janeiro ganhou seu Dia Estadual do Vale-Tudo, em homenagem aos pioneiros do MMA em solo nacional, por iniciativa do deputado Andre Lazaroni.</p>
<p>Na ocasião, Robson Gracie relembrou histórias dos “tempos românticos” do esporte, sem luvas e sem categorias de peso e com duelos no estádio do Maracanã. Orador nato, o saudoso faixa-vermelha distribuiu na Assembleia lições sobre coragem, vontade e uma vida sem flertar com a frouxidão. Como seu pai Carlos ensinava, “recuar, nem para tomar distância.”</p>
<p>Robson recordou o dia em que seu pai e seu tio quiseram interromper uma luta sua, e o argumento rápido e eficaz que ele usou para seguir no combate. “Papai, se vocês pararem a luta eu vou ficar nu aqui. Se parar eu tiro a roupa”, lembrou, arrancando risos dos deputados na Alerj.</p>
<p>O Gracie leu por fim o que considerava seu legado e suas últimas palavras para a posteridade, onde também elogiou os gladiadores de seu tempo.</p>
<p>Confira o vídeo histórico, registrado pelos colegas do Portal do VT.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Robson Gracie discursa no Dia do Vale-Tudo" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/IcGOuB2znsU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-discurso-romantico-de-grande-mestre-robson-gracie/">O discurso romântico de grande mestre Robson Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Artigo: a saga e a evolução do Jiu-Jitsu sem kimono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 17:14:39 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_31057" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-31057" class="wp-image-31057 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1.jpg" alt="Roger Gracie nas costas de John Olav Einemo, na superluta do ADCC 2007. Foto: Luca Atalla" width="500" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1.jpg 500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-31057" class="wp-caption-text">Roger Gracie nas costas do craque norueguês John-Olav Einemo, na superluta do ADCC 2007. Foto: Luca Atalla</p></div>
<p>Quando Marcelo Garcia surpreendeu a comunidade da luta agarrada ao vencer o Abu Dhabi World Submission Wrestling Championship (ADCC) em 2003, em São Paulo, ele disse que tinha treinado pouco mais de uma semana sem kimono em toda a vida.</p>
<p>Havia sido alguns meses antes, quando participou da seletiva brasileira para o evento principal e perdeu a vaga na categoria até 77kg na disputa final contra Daniel Moraes, uma de suas raras derrotas entre atletas do seu peso até hoje. Na semana do torneio, ele foi chamado para substituir um participante que não pôde ir ao Brasil, e o resto é história.</p>
<p>Um dos melhores lutadores sem kimono do planeta adaptou suas técnicas de uma forma muito simples: apenas tirou o paletó. Mas por que mesmo um competidor de uma modalidade (Jiu-Jitsu) participou e e se tornou campeão de outra (grappling)?</p>
<p>O Jiu-Jitsu é uma arte marcial desenvolvida originalmente com o objetivo da defesa pessoal. E cujo treinamento e aperfeiçoamento técnico, em sua história, foram buscados sempre em função das situações mais próximas da realidade. O kimono – hoje associado a uma tradição – foi instituído simplesmente para simular o uso do paletó do terno. O que pode parecer estranho ao visualizarmos uma sociedade que anda em mangas de camisas, mas que é perfeitamente entendido se voltarmos, digamos, 50 anos no tempo, e percebermos que o terno era até bem pouco tempo o “uniforme” do homem em seu dia a dia.</p>
<p>A competição é apenas um dos aspectos do Jiu-Jitsu. E a enorme expansão deste confronto entre atletas da mesma modalidade é coisa recente. De fato, a disputa contra atletas de outras modalidades (o vale-tudo) é anterior a esta prática, já que foi a maneira que o grande mestre e pioneiro da família, Carlos Gracie, encontrou de difundir o Jiu-Jitsu e provar à sociedade que aquele estilo era mais adaptado a situações reais do que os outros.</p>
<p>Obviamente, a imagem de um lutador de kimono ajudava a distinguir a arte marcial de outros estilos confrontados, como a capoeira e a luta livre olímpica. E por uma questão de marketing, o uso do traje foi sempre estimulado.</p>
<p>Tanto que o grande mestre Helio Gracie torceu o nariz quando o sobrinho, Carlson, numa de suas antológicas lutas contra Wilson de Oliveira, o Passarito, retirou no gramado do Maracanã o kimono no primeiro assalto e terminou o combate só de sunga. Mas, se vasculharmos a história, notaremos que o próprio Helio também atuou sem kimono – por exemplo, na luta que o alçou definitivamente à fama, contra o americano Fred Ebert, em novembro de 1932.</p>
<p>Em geral, no entanto, Helio Gracie lutou muito mais de kimono. Carlson, no entanto, que sucedeu Helio como o maior representante da família nos ringues, usou a vestimenta muito poucas vezes em sua carreira. De qualquer forma, sempre trajou o kimono para dar aulas, tanto na academia Gracie como quando passou a ensinar em seu próprio dojo.</p>
<p>O treino “sem kimono”, portanto, acontecia nas academias de Jiu-Jitsu apenas em períodos anteriores a uma luta de vale-tudo marcada. Ou quando estivesse muito quente, ou para variar o treino em determinado dia. Ou, posteriormente, a partir da época de mestre Rolls Gracie, quando os competidores estivessem prestes a disputar, por exemplo, um campeonato de luta olímpica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_141442" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-141442" class="size-full wp-image-141442" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1.jpg" alt="Mark Kerr vs. Zé Mario Sperry at the 2001 ADCC" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-141442" class="wp-caption-text">Mark Kerr contra Zé Mario Sperry, na superluta do ADCC em 2001. Foto: Ricardo Azoury</p></div>
<p>Um horário determinado “sem kimono”, porém, não existia, pelo menos na segunda metade do século passado (e ainda permanece assim na grande maioria das academias no Brasil). Até que, na década de 1990, começou um grande êxodo do Jiu-Jitsu para os Estados Unidos, onde muitas academias então instituíram aulas sem kimono, fosse para acomodar alunos que se matriculavam visando à disputa do vale-tudo, agora conhecido através do Ultimate Fighting, ou mesmo para cooptar praticantes de wrestling, modalidade tão difundida nas escolas americanas.</p>
<p>Com a proliferação da prática sem kimono, foi questão de tempo até surgirem as competições. E, no final da década, surgiram ligas como Naga e Grapplers Quest, organizando torneios inicialmente na costa leste americana. Mas a grande virada desta “nova” modalidade ocorreu em 11 de outubro de 1997.</p>
<p>Na época, o vale-tudo claudicava. Bombardeado por um lobby contrário encabeçado pelo senador John McCain, que disputaria a presidência anos depois com Barack Obama, a maioria dos estados americanos proibiu a realização de eventos, e as companhias que distribuíam o pay-per-view aderiram à campanha, tolhendo dos eventos sua principal receita.</p>
<p>Casador de lutas de uma organização de vale-tudo chamada Extreme Fighting, John Perretti tentou contornar a má fama das lutas sem regras – retirou os golpes traumáticos, reuniu nomes famosos como Dan Henderson e Frank Shamrock, e realizou um torneio de luta agarrada chamado “The Contenders”. A audiência foi fraca, e jamais houve uma segunda edição. Porém, entre os telespectadores estava um certo xeque dos Emirados Árabes apaixonado pelo Jiu-Jitsu. Sua Alteza, Tahnoon bin Zayed, gostou do que viu, e sacou que aquela era uma grande ideia de como desafiar e divulgar o Jiu-Jitsu.</p>
<div id="attachment_127708" style="width: 950px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-127708" class="size-full wp-image-127708" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1.jpg" alt="" width="940" height="627" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-127708" class="wp-caption-text">Gabi Garcia contra Mackenzie Dern, lendas da modalidade sem pano feminina, durante evento da IBJJF. Foto: Ane Nunes</p></div>
<p>Em março de 1998, a equipe GRACIEMAG desembarcou em Abu Dhabi, junto com atletas de diversas modalidades de luta de vários pontos do mundo, e presenciou o primeiro ADCC (sigla que vinha de Abu Dhabi Combat Club, a equipe local).</p>
<p>O evento, que já rodou pelos Emirados, Brasil, Estados Unidos e Europa, estimulou então um processo de divulgação massiva da modalidade, batizada de submission wrestling ou grappling.</p>
<p>Nos primeiros ADCCs, o Jiu-Jitsu prevaleceu. Os wrestlers americanos Mark Kerr e Jeff Monson, o judoca japonês Sanae Kikuta e o bielorrusso Alexander Savko foram algumas das notáveis exceções. Assim mesmo, Jeff Monson é hoje faixa-preta e ardoroso defensor do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Mas, se o torneio começou por propor confrontar estilos de luta agarrada, misturando as regras de forma a valorizar as características de todas as modalidades (com pontuações vantajosas para quedas limpas e punições para o ato de puxar para a guarda), e se hoje em dia existem diversas academias específicas do chamado no-gi, por que os atletas do Jiu-Jitsu seguem dominando o ADCC?</p>
<p>Há diversas teorias. Para alguns mestres, as décadas de treino com o uso do kimono deixam a técnica mais apurada e precisa, trunfo necessário para vencer as pegadas dos adversários. Outras teses: a qualidade das alavancas do Jiu-Jitsu e o talento de distribuir bem o peso dos craques do esporte. Há, ainda, quem diga que o Jiu-Jitsu ensina táticas de defesa eficientes ao extremo, como as que Roger Gracie demonstrou em sua vitória quase mágica, no ADCC 2005.</p>
<p>Para muitos, contudo, o grande poder do Jiu-Jitsu está justamente em ser um sistema completo e versátil de técnicas, capaz de ir bem nas ruas, nos tapetes e em qualquer ambiente, com qualquer traje. Um conjunto que que envolve quedas, cotoveladas, luta de solo, controle, finalização, chaves de braço e de pé. O que ocorre, muitas vezes, é que por ser um sistema de artes marciais tão amplo, o praticamente opta por se aperfeiçoar em determinado aspecto em detrimento de outros. Um atleta ama guarda, outro gosta de derrubar e cair por cima, e um terceiro pode ser um grande especialista em chaves de joelho e pé. Alguns estrangulam melhor, outros preferem atacar os braços, e por aí vai. Natural.</p>
<p>Fundamental, no entanto, é que os praticantes nas academias invistam nas defesas, para assim aprender a evitar qualquer ataque, independente do golpe, do estilo do oponente, ou do local da batalha.</p>
<p>Foi o que fez, lá no início, o esporte sem kimono se tornar tão apaixonante e imprevisível, e crescer cada vez mais no planeta.</p>
<p><strong><em>*** Artigo do baú de GRACIEMAG, publicado originalmente em nossas páginas em 2009, na edição #151.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_58050" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-58050" class="size-full wp-image-58050" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3.jpg" alt="" width="411" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3.jpg 411w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3-300x243.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3-150x122.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px" /><p id="caption-attachment-58050" class="wp-caption-text">Marcelinho Garcia celebra mais uma vitória no ADCC. Foto: GRACIEMAG</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-a-saga-e-a-evolucao-do-jiu-jitsu-sem-kimono/">Artigo: a saga e a evolução do Jiu-Jitsu sem kimono</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Você prefere sucos da moda ou o clássico açaí dos lutadores de Jiu-Jitsu?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2022 15:22:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O açaí, fruto que dá aos baldes no Pará e é conhecido mundialmente por suas propriedades energéticas, é refeição tradicional dos atletas do Jiu-Jitsu, lutadores do UFC e esportistas em geral. Formatos para o consumo não faltam: açaí em tigela, suco no copo, sorvetes e até geleias. E como preparar o clássico açaí, que sobrevive&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_201595" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-201595" class="wp-image-201595 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/acai-by-Araga.jpg" alt="Um lanche delicioso para quem treina. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG" width="640" height="418" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/acai-by-Araga.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/acai-by-Araga-300x196.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/acai-by-Araga-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-201595" class="wp-caption-text">Um lanche delicioso para quem treina. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG</p></div>
<p>O açaí, fruto que dá aos baldes no Pará e é conhecido mundialmente por suas propriedades energéticas, é refeição tradicional dos atletas do Jiu-Jitsu, lutadores do UFC e esportistas em geral. Formatos para o consumo não faltam: açaí em tigela, suco no copo, sorvetes e até geleias.</p>
<p>E como preparar o clássico açaí, que sobrevive aos modismos e sucos variados que surgem e desaparecem a cada temporada?<br />
A forma mais encontrada nas casas de suco e mercados é a combinação da polpa do açaí, por vezes batida com outro alimento natural (banana, morango e até gengibre). Mas que tal experimentar o clássico açaí da família Gracie, com mel e sem o xarope de guaraná industrial?</p>
<p>No lugar do xarope, entram as tâmaras. E para dar outro sabor ao suco, que tal algumas maçãs? Confira a receita, a seguir.</p>
<p><strong>Ingredientes:</strong></p>
<p>2 maçãs argentinas 12 tâmaras 250ml de açaí</p>
<p><strong>Preparo:</strong></p>
<p>Passe as maçãs na centrifuga e separe o suco. Em vez de água, misture o suco de maçã com as pedras de açaí, já trituradas. Depois, adicione as tâmaras, já sem os caroços. Bata tudo no liquidificador.</p>
<p>Agora é apreciar seu açaí e partir para o treininho. Curtiu?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/voce-prefere-os-sucos-da-moda-ou-o-classico-acai-dos-lutadores-de-jiu-jitsu/">Você prefere sucos da moda ou o clássico açaí dos lutadores de Jiu-Jitsu?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Os 12 mandamentos de Carlos Gracie, o mestre pioneiro do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jan 2022 17:01:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após aprender Jiu-Jitsu com Conde Koma e estudar com afinco a arte e o corpo humano, o saudoso grande mestre Carlos Gracie vivia sob 12 mandamentos, que espalhou para os parentes e são uma receita de felicidade. Seja você lutador ou não: 1. Ser tão forte que nada possa perturbar a paz da tua mente.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222527" style="width: 1090px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222527" class="size-full wp-image-222527" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Carlos-Gracie-e-Leao-Teixeira-em-1986.jpg" alt="" width="1080" height="973" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Carlos-Gracie-e-Leao-Teixeira-em-1986.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Carlos-Gracie-e-Leao-Teixeira-em-1986-300x270.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Carlos-Gracie-e-Leao-Teixeira-em-1986-1024x923.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Carlos-Gracie-e-Leao-Teixeira-em-1986-768x692.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/Carlos-Gracie-e-Leao-Teixeira-em-1986-150x135.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p id="caption-attachment-222527" class="wp-caption-text">Na Copa Company em 1986, o peso médio Leão Teixeira foi escolhido o atleta mais técnico na faixa-marrom. Mestre Carlos entregou seu troféu.</p></div>
<p>Após aprender Jiu-Jitsu com Conde Koma e estudar com afinco a arte e o corpo humano, o saudoso grande mestre Carlos Gracie vivia sob 12 mandamentos, que espalhou para os parentes e são uma receita de felicidade. Seja você lutador ou não:</p>
<blockquote><p><strong>1.</strong> Ser tão forte que nada possa perturbar a paz da tua mente.</p>
<p><strong>2.</strong> Falar a todos de felicidade, saúde e prosperidade.</p>
<p><strong>3.</strong> Dar a todos os teus amigos a sensação de que têm valor.</p>
<p><strong>4.</strong> Olhar as coisas pelo seu lado luminoso e atualizar teu otimismo em realidade.</p>
<p><strong>5.</strong> Pensar somente no melhor, trabalhar unicamente pelo melhor e esperar sempre o melhor.</p>
<p><strong>6.</strong> Ser tão justo e tão entusiasta com respeito ao êxito dos outros como és com o teu próprio.</p>
<p><strong>7.</strong> Esquecer os erros do passado e concentrar tuas energias nas conquistas do futuro.</p>
<p><strong>8.</strong> Manter sempre o semelhante alegre e ter um sorriso para todos os que a ti se dirijam.</p>
<p><strong>9.</strong> Empregar o maior tempo no aperfeiçoamento de ti mesmo, e nenhum tempo em criticar os outros.</p>
<p><strong>10.</strong>  Ser grande demais para sentir desassossego, nobre demais para sentir cólera, forte demais para sentir temor e feliz demais para sentir contrariedades.</p>
<p><strong>11.</strong> Ter boa opinião sobre ti mesmo e proclamá-la perante o mundo, mas não com palavras altissonantes e sim com boas obras.</p>
<p><strong>12.</strong> Ter a firme convicção de que o mundo estará ao teu lado, enquanto te mantiveres leal ao que há de melhor em ti.</p></blockquote>The post <a href="https://www.graciemag.com/os-12-mandamentos-de-carlos-gracie-o-mestre-pioneiro-do-jiu-jitsu/">Os 12 mandamentos de Carlos Gracie, o mestre pioneiro do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nosso Jiu-Jitsu existiria sem Mataemon Tanabe?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Nov 2021 22:56:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um teste de múltipla escolha para o amigo praticante e para a amiga lutadora: para você, o Jiu-Jitsu brasileiro hoje seria o mesmo não fosse o japonês Mataemon Tanabe? a) Provavelmente b) Duvido muito c) Claro que sim&#8230; d) Hein? Tanabe quem?! Se você escolheu a letra D, ou tampouco faz ideia de quem seja&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235648" style="width: 585px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235648" class="wp-image-235648 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Tanabe-e-seu-armlock.jpg" alt="" width="575" height="374" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Tanabe-e-seu-armlock.jpg 575w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Tanabe-e-seu-armlock-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/Tanabe-e-seu-armlock-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 575px) 100vw, 575px" /><p id="caption-attachment-235648" class="wp-caption-text">Tanabe demonstra o armlock nos tempos do kimono na canela. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Um teste de múltipla escolha para o amigo praticante e para a amiga lutadora: para você, o Jiu-Jitsu brasileiro hoje seria o mesmo não fosse o japonês Mataemon Tanabe?</p>
<p><em>a) Provavelmente</em><br />
<em>b) Duvido muito</em><br />
<em>c) Claro que sim&#8230;</em><br />
<em>d) <strong>Hein? Tanabe quem?!</strong></em></p>
<p>Se você escolheu a letra D, ou tampouco faz ideia de quem seja o campeão japonês, calma. Você não está só.</p>
<p>O papel do grande mestre Tanabe na história das artes marciais de solo voltou à baila com o lançamento do livro de Rickson Gracie, “Respire”.</p>
<p>No prefácio, o diretor José Padilha conta como seus próximos projetos na Netflix o levaram a mergulhar na história da arte suave desde o Japão. O cineasta brasileiro, com o professor e historiador americano Peter Maguire e pesquisadores locais, foi conferir arquivos da escola Kodokan de Jigoro Kano. Na pesquisa, Padilha se encantou com a figura de Tanabe, provável influência de <a href="https://www.graciemag.com/academias/mitsuyo-maeda/" target="_blank" rel="noopener">Mitsuyo Maeda (1878-1941),</a> o Conde Koma, antes deste viajar pelo mundo e ir parar no Brasil:</p>
<p>“Maeda estava presente quando vários judocas da Kodokan foram desafiados e derrotados por <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Mataemon_Tanabe" target="_blank" rel="noopener">Mataenon Tanabe</a> (1896–1942)”, escreveu o diretor de “Tropa de elite” e “Robocop”.</p>
<p>“Tanabe era mestre de uma arte marcial pouco conhecida, o Fusen-ryu jujutsu, que se baseava quase que exclusivamente em técnicas de chão”, relata Padilha. “Os documentos da Kodokan descrevem lutas em que Tanabe evitava quedas de faixas-pretas graduados da Kodokan utilizando pegadas fortes e se sentando no tatame. No chão, o Fusen-ryu lhe garantia a vitória. Maeda e Tanabe conviveram na Kodokan por quatro anos, sendo muito provável que Maeda tenha aprendido técnicas de chão com Tanabe antes de viajar mundo afora, e de chegar ao Brasil”.</p>
<p>O pequeno e leve  Conde Koma, segundo seus biógrafos, fez mais de mil lutas/desafios sem regras antes de se aposentar, e certamente aprimorou técnicas de guarda, defesa e contra-ataque, que por sua vez seriam aprendidas, transformadas e lapidadas pelos Gracie nos anos 1920. Tanabe, assim, teria sido mais um elo de aço nessa corrente do Jiu-Jitsu, que continua a se expandir e evoluir nos dojos do planeta.</p>
<p>Um &#8220;oss&#8221;, portanto, ao grande mestre Tanabe. Para saber mais sobre os projetos e ideias de Padilha e as lições de vida de Rickson Gracie, leia <a href="https://www.graciemag.com/2021/08/24/respire-tudo-sobre-o-novo-livro-de-rickson-gracie/" target="_blank" rel="noopener">&#8220;Respire&#8221;, nas melhores livrarias do Brasil.</a></p>
<div id="attachment_235650" style="width: 450px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235650" class="wp-image-235650 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/440px-Mataemon_Tanabe.jpg" alt="" width="440" height="419" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/440px-Mataemon_Tanabe.jpg 440w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/440px-Mataemon_Tanabe-300x286.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/11/440px-Mataemon_Tanabe-150x143.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px" /><p id="caption-attachment-235650" class="wp-caption-text">Mataemon Tanabe fora da academia. Foto: Wikipedia</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/nosso-jiu-jitsu-existiria-sem-mataemon-tanabe/">Nosso Jiu-Jitsu existiria sem Mataemon Tanabe?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>As lições de Carlos Gracie que são transmitidas por gerações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 14:16:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Kayron, o pequeno Kailan, Carol e Carlinhos. O Jiu-Jitsu influenciando todas as gerações da família.  O legado do saudoso grande mestre Carlos Gracie segue vivo em seus descendentes, como o mestre Carlos Gracie Jr., que segue à risca os ensinamentos do pai, passando o mais puro estilo de vida do Jiu-Jitsu a seus filhos e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-227644" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-300x244.jpg" alt="" width="846" height="688" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-300x244.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-1024x832.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-768x624.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-150x122.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 846px) 100vw, 846px" /></p>
<p><em>Kayron, o pequeno Kailan, Carol e Carlinhos. O Jiu-Jitsu influenciando todas as gerações da família. </em></p>
<p>O legado do saudoso grande mestre Carlos Gracie segue vivo em seus descendentes, como o mestre Carlos Gracie Jr., que segue à risca os ensinamentos do pai, passando o mais puro estilo de vida do Jiu-Jitsu a seus filhos e netos.</p>
<p>Veja abaixo uma lista das lições mais célebres do legado Gracie, e logo a seguir um vídeo no qual Carlinhos reflete sobre as aulas de sua vida na construção do que é a arte suave. Oss!</p>
<p><strong><em>“Com o Jiu-Jitsu aprendi, sobretudo, a grande lição, que foi a de me conhecer profundamente.”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“De nada vale a força física bruta contra a ciência dos samurais.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“O adepto do Jiu-Jitsu deve, acima de tudo, prestigiar, amar e defender o grande esporte que praticamos.”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“É quando os lutadores cansam que a luta começa realmente a ser travada.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“Comer errado é o pior dos venenos.”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-227605" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13.jpeg" alt="" width="798" height="685" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13.jpeg 1078w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-300x258.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-1024x880.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-768x660.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-150x129.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 798px) 100vw, 798px" /></a></p>
<p><em>Carlos Gracie Jr. com o filho mais novo, Kayan, e com a memória do pai Carlos Gracie ao fundo, no quadro clássico das academias de Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Jamais lute contra a pessoa, e sim contra os movimentos dela.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“O hábito de acender um cigarro é uma burrice social. Imaginemos que fosse socialmente elegante ter dois cilindros que exalassem fumaça espetados nas narinas. Imitarias isso também?”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Emprega o maior tempo no aperfeiçoamento de ti mesmo, e nenhum tempo em criticar os outros.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“Promete a ti mesmo ser grande demais para sentir desassossego, nobre demais para sentir cólera, forte </em></strong><strong><em>demais para sentir temor e feliz demais para sentir contrariedades.”<br />
</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Carlos Gracie Jr. revela como aprendeu Jiu-Jitsu e criou o método Gracie Barra" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/3hy1dmBFlSg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Como preparar e tomar o açaí mais saudável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 10:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Alimento energético preferido dos praticantes de Jiu-Jitsu, o açaí se tornou uma febre entre atletas e não atletas. Com seu sabor único e propriedades benéficas à&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_47686" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-47686" class="size-full wp-image-47686" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/10/acai-by-Araga.jpg" alt="Uma tigela de açaí com maçã para o lanche pode ser a refeição perfeita para quem luta Jiu-Jitsu. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG" width="640" height="418" /><p id="caption-attachment-47686" class="wp-caption-text">Uma tigela de açaí com maçã para o lanche pode ser a refeição perfeita para quem luta Jiu-Jitsu. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Alimento energético preferido dos praticantes de Jiu-Jitsu, o açaí se tornou uma febre entre atletas e não atletas. Com seu sabor único e propriedades benéficas à saúde, a frutinha originária do norte do Brasil conquistou adeptos no mundo inteiro. Contudo, o preparo correto da iguaria pode ser a chave entre consumir uma refeição de qualidade ou um verdadeiro misto de substâncias que podem prejudicar o seu rendimento.</p>
<p>Para elucidar as diferenças entre &#8220;remédio&#8221; e &#8220;veneno&#8221; do famoso açaí tão venerado pelos Gracie há décadas, consultamos a nutróloga Danielle Machado, que esteve em recente passagem pelas terras amazônicas e destrinchou um pouco das propriedades da fruta.</p>
<p>&#8220;O açaí é rico em antocianinas, um pigmento arroxeado com grande capacidade antioxidante que atua no combate ao envelhecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer. Além disso, o açaí possui boa quantidade de ômega 6, ômega 9, ácido oleico, vitaminas B1, B2 , C e E, ferro, magnésio, cálcio e potássio além de proteínas, fibras e carboidratos. Ou seja, um alimento completo&#8221;, ressalta a médica.</p>
<p>Danielle explicou ainda os benefícios diretos do açaí ao ser consumido com regularidade pelo competidor do Jiu-Jitsu. Se o lutador não peca pelo excesso ou se entope de suco (uma tigela por dia é suficiente para saciar, em média), está no caminho certo:</p>
<p>&#8220;As propriedades do açaí auxiliam na perda de peso, previnem câimbras, atuam como anti-inflamatório natural, importantíssimo para atletas de alto rendimento, além de ser uma excelente fonte de energia.&#8221;</p>
<p>Porém, a nutróloga alertou sobre a maneira de preparo do açaí, como é comumente visto em lojas de sucos, e deu sua receita para tornar ainda mais valioso o lanche com a fruta.</p>
<p>&#8220;O consumidor tem de estar atento às formas de comercialização do açaí, pois o xarope de guaraná, que normalmente é adicionado à fruta, aumenta em cerca de 93 calorias por colher de sopa do preparado. Como o xarope de guaraná aumenta muito o índice glicêmico e consequentemente os níveis de insulina no organismo, esse açúcar em excesso tende a ser armazenado na forma de gordura e o indivíduo pode até desenvolver diabetes em certos casos. Isso sem falar de outros casos, nos quais os estabelecimentos comercializam o açaí com caldas, chocolates, balas, paçocas e biscoitos tornando ainda maior a concentração de açúcares&#8221;, ela explica.</p>
<p>&#8220;Na região amazônica, ele é consumido com farinha pela população ribeirinha. Mas para o nosso paladar regional, uma opção é bater no liquidificador uma polpa de açaí orgânico, uma banana congelada, 50 ml de água de coco e uma colher de sopa de aveia, para um nutritivo e eficiente pré-treino natural&#8221;, completa Danielle.</p>
<p>Vale, por fim, evitar o consumo do açaí vendido embalado como sorvete, se o consumidor verificar no rótulo a presença de gordura hidrogenada, substância que também aparece nos sorvetes e é maléfica para o nosso organismo.</p>
<p>Adoçar o seu delicioso suco com xarope de guaraná é outra forma de transformar o açaí em vilão. Opte pelas formas clássicas da família Gracie para adoçar e acompanhar o bom e velho açaí: tâmaras, mel ou suco de maçã.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rolles Gracie açaí bowl" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/-refA_n2PNU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/dieta-e-jiu-jitsu-entenda-o-que-pode-haver-de-ruim-no-acai-que-voce-come/">Como preparar e tomar o açaí mais saudável</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A geladeira trancada a cadeado por grande mestre Carlos Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2021 15:36:00 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_218928" style="width: 1164px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-218928" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino.jpg" alt="" width="1154" height="766" class="size-full wp-image-218928" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino.jpg 1154w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-768x510.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-1024x680.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1154px) 100vw, 1154px" /><p id="caption-attachment-218928" class="wp-caption-text">Kyra Gracie em família: alimentação saudável todos os dias. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Relembre o dia em que a campeã <a href="https://www.instagram.com/kyragracie/?hl=pt-br" rel="noopener" target="_blank">Kyra Gracie</a> abriu sua cozinha, mostrou sua despensa e falou sobre sua reeducação alimentar, após parar de competir. </p>
<p>De quebra, a fundadora da academia Gracie Kore, nossa GMI na Barra da Tijuca, lembrou um episódio divertido, quando abriu a misteriosa geladeira de seu bisavô Carlos Gracie, que era mantida a chave e cadeado. </p>
<p>Assista e alimente-se de modo consciente, você também. Oss!  </p>
<p><iframe loading="lazy" title="Alimentação Campeã! Kyra Gracie ensina seus segredos." width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/gndU9Ye534A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-geladeira-trancada-a-cadeado-de-mestre-carlos-gracie/">A geladeira trancada a cadeado por grande mestre Carlos Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O samurai Helio Gracie e seus 7 duelos contra a morte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 12:21:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Gracie]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-142472" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/helio03-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/helio03-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/helio03-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/helio03-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>“Já disse aos meus filhos que quando eu morrer quero uma festa. Sem bebida, sem esculhambação”, declarou Helio Gracie, numa de suas últimas memoráveis entrevistas à equipe GRACIEMAG. A cerimônia, de fato sóbria e sem bagunça, tardou a acontecer, tamanha era a saúde do faixa-vermelha. Contudo, o flerte de Helio Gracie (1913-2009) com a morte foi intenso e constante, samurai destemido que sempre foi. Confira a seguir sete episódios em que o grande mestre olhou nos olhos do perigo e voltou vivo para nos contar a história, antes de falecer de causas naturais há mais de uma década.</p>
<p><strong>1. Colisão com um ônibus, em 1933</strong></p>
<p>Logo no início de sua vitoriosa carreira, sem ter feito mais de três lutas, Helio Gracie sofreu um grave acidente no bairro do Humaitá, quando sua moto colidiu com um ônibus. Segundo Reila Gracie em seu “Carlos Gracie, o criador de uma dinastia”, o estrago na perna e no joelho foi tão grande que os médicos aconselharam a amputação. Seu irmão Carlos não permitiu, e a carreira de Helio pôde prosseguir, um ano depois.</p>
<p><strong><br />
2. Nadando com tubarões em Abrolhos</strong></p>
<p>Quando era iniciante, o hoje veterano faixa-preta Joe Moreira estava treinando defesa pessoal e começou a dar seguidos passos para trás diante do oponente, recuando em excesso. Levou então um pescotapa afetuoso do professor Helio Gracie, que puxava o treino: “Meu filho, você é caranguejo? Quem anda para trás é caranguejo. Lutador de Jiu-Jitsu só anda para a frente – vai lá, agarra o cara e derruba”, lembrou Moreira, em entrevista recente ao Portal do Vale-Tudo. A história, ocorrida há umas boas quatro décadas, resume bem a filosofia de vida do saudoso grande mestre. Foi assim que, no verão de 1947, durante viagem entre o Rio e Fortaleza, Helio se atirou do navio Itanajé, para salvar um incauto que caíra do convés. Nenhum dos marinheiros se dispunha a salvar o náufrago, por conta dos tubarões, mas Helio saltou, trouxe o infeliz com vida e ganhou uma medalha de bravura da empresa Standart Oil.</p>
<p><strong>3. No limite contra Kimura</strong></p>
<p>No livro “Helio Gracie, um super homem brasileiro”, o professor conta ao amigo, aluno e jornalista José Amádio que entrou para a luta contra o mais pesado judoca japonês Masahiko Kimura, em 1951, para matar ou morrer, e que não tinha a mais leve ilusão de que sairia vencedor contra um campeão mais jovem e daquele tamanho. “Entrei lá para conhecer meu próprio limite”, disse Helio. Antes da peleja, declarou aos jornais: “Um lutador nunca foge da arena. Kimura pode quebrar meus ossos, mas não vai quebrar minha moral.” Diante do então presidente Getúlio Vargas, Helio chegou a perder os sentidos durante uma queda, e voltou. No fim, teve o braço envergado numa chave de braço, mas não batucou. A toalha atirada por Carlos Gracie marcou o fim da gloriosa batalha no Maracanã.</p>
<p><strong>4. Acidente na serra</strong></p>
<p>Piloto audaz, Helio Gracie nos anos 1950 sofreu outro acidente grave, quando num dia de densa neblina, seu automóvel colidiu com um caminhão-tanque na altura do hotel Quitandinha, em Petrópolis. Quebrou a rótula esquerda e o nariz, perdeu muito sangue e por fim ficou numa cama de hospital por um tempo, mas depois voltou à ativa. “Helio é valente até nos desastres: para lutar, escolheu um Kimura; para colidir, um caminhão-tanque desse porte”, comentou-se, como lembra Reila Gracie em seu livro.</p>
<p><strong>5. A briga de 3h40min com Valdemar</strong></p>
<p>Mestre Helio já estava aposentado dos ringues em 1955 quando uma discussão com seu ex-aluno e funcionário ganhou estardalhaço via imprensa, e o professor mais uma vez não recuou. Após quase quatro horas de vale-tudo, Helio tomou um chute no rosto desferido por Valdemar Santana e o árbitro interrompeu. “Reza a lenda que até a ‘Hora do Brasil’ foi interrompida no rádio para noticiar o resultado. A foto de Helio, com o olho direito deformado, era chocante”, escreveu o jornalista Fellipe Awi, em seu livro “Filho teu não foge à luta”.</p>
<p><strong>6. Salto de paraquedas</strong></p>
<p>Aos 86 anos, Helio Gracie não se fez de rogado: convidado pelos filhos, saltou de paraquedas pela primeira vez na vida, e aterrisou rindo lá embaixo.</p>
<p><strong>7. Desabamento em Itaipava</strong></p>
<p>Um ano antes de falecer, em 2008, Helio e sua esposa Vera dormiam no famoso sítio de Itaipava, quando foram acordados por um estrondo. Um desabamento, causado por uma enchente na região, levara parte da casa. O morro parou certinho na porta do casal, e Helio Gracie mais uma vez saiu ileso. “Parecia que a natureza sabia quem estava ali naquele quarto e demonstrou respeito”, sorriria o filho Royler Gracie, na ocasião.</p>
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