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	<title>luto | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>A trajetória do professor Cleiber Maia, por ele mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 15:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cleiber Maia: "Quando falei que me preparei a vida toda para trabalhar administrativamente com o Jiu-Jitsu, é porque passei por todas as etapas possíveis. Fui aluno, atleta, monitor, instrutor auxiliar, professor, trabalhei em projeto social, dei aula e adaptei a minha didática para pessoas com deficiência. Fiz faculdade em administração de empresas e MBA em administração esportiva na Fundação Getúlio Vargas. Tem muita coisa para ser feita, não basta ser lutador a vida toda ou fazer Jiu-Jitsu só como passatempo. O Jiu-Jitsu te oferece muitas oportunidades de conhecer gente, aprender coisas, evoluir como ser humano e amadurecer."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-217937" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01.jpeg" alt="" width="1080" height="718" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01.jpeg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-300x199.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-768x511.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-1024x681.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-150x100.jpeg 150w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /> O professor Cleiber Maia (1970–2026), vítima de um câncer no fígado e no pâncreas.</p>
<p>Em maio do ano passado, o faixa-preta e presidente da SJJSAF Cleiber Maia anunciou, de modo leve e inspirador, que estava encarando a pior das batalhas, com todas as armas disponíveis. Ele detectara um câncer no fígado e no pâncreas, mas se mostrava disposto a lutar até o fim.</p>
<p>Era o modo de Cleiber ver o mundo que o cercava, sempre de modo otimista e suave. Nesta terça, 10 de fevereiro de 2026, o ex-lutador e organizador de eventos partiu, aos 56 anos. Seu trabalho e sua missão à frente da <span class="x1lliihq x1plvlek xryxfnj x1n2onr6 xyejjpt x15dsfln x193iq5w xeuugli x1fj9vlw x13faqbe x1vvkbs x1s928wv xhkezso x1gmr53x x1cpjm7i x1fgarty x1943h6x x1i0vuye xvs91rp xo1l8bm x5n08af x10wh9bi xpm28yp x8viiok x1o7cslx" dir="auto"><span class="x193iq5w xeuugli x13faqbe x1vvkbs xt0psk2 x1i0vuye xvs91rp xo1l8bm x5n08af x10wh9bi xpm28yp x8viiok x1o7cslx x126k92a">Sport Jiu-Jitsu South America Federation foram decisivos para o fortalecimento do Para-Jiu-Jitsu esportivo e do profissionalismo da arte suave.<br />
</span></span></p>
<p>Em entrevista ao GRACIEMAG.com em 2021, um entre tantos artigos por aqui, o professor detalhou sua longa trajetória nos tatames, desde os primeiros treinos na Maxi Forma, sob a tutela de Rilion Gracie.</p>
<p>Relembre a saga do generoso Cleiber, por ele mesmo.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como surgiu seu interesse no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>CLEIBER MAIA: Aos 14 anos de idade, eu tinha vontade de fazer alguma luta, então passei a visitar academias para ver se alguma despertava meu interesse. Gostei muito da academia do Rilion Gracie. Comecei a treinar lá em 1984.</p>
<p><strong>Ainda nas coloridas, tinha vontade de competir?</strong></p>
<p>Com 16 anos, já desse tamanho, conquistei a faixa-azul e comecei a pedir para competir. Embora a linha de treinos da academia não focasse em competições, eu competia mesmo assim, me inscrevia sem ninguém ficar sabendo. Chegava depois animado com a medalha na mão&#8230; (risos). Nos campeonatos maiores, nós lutávamos como Clube Gracie, que consistia da Gracie Humaitá, Gracie Barra e Rilion Gracie. Eu nunca fazia seletiva, era sempre posto para lutar no pesadíssimo e absoluto. No meu primeiro campeonato grande, ganhei a primeira luta, mas perdi a semifinal nos pontos para o [Ailson Brittes] Jucão, que por sua vez foi derrotado pelo Sérgio Bolão na final.</p>
<p><strong>Algum confronto marcante nas coloridas?</strong></p>
<p>Na época da azul e da roxa, geralmente chegava às finais contra Amaury Bitetti e Ricardo Libório, lutei uma vez com Wallid Ismail e duas vezes contra o Luis Roberto Duarte, o Bebeo. Fiz um lutão na faixa-azul com Leonardo Castello Branco, mais um adversário que se tornou um amigo que admiro e respeito.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-232357" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41.jpeg" alt="" width="720" height="580" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41-300x242.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41-150x121.jpeg 150w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber na Maxi Forma, academia em que Rilion Gracie dava aulas. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Apesar de ser um praticante do Jiu-Jitsu, você não se limitava a uma só arte marcial. Como foi a sua passagem pelo judô?</strong></p>
<p>Desde 1988 lutava no universitário de judô pela PUC, no meio-pesado. O Roberto Traven lutava uma categoria abaixo e o Fabio Gurgel em outra ainda mais leve, mas ambos disputavam pela Gama Filho. Finalizávamos em todas as lutas. Quando ganhei a roxa no judô, ficou mais difícil porque comecei a enfrentar só faixas-pretas. Comecei a perder lutas, até empatei um campeonato de equipe contra a Castello Branco. A equipe da PUC era composta por mim, Beto Leitão e alguns outros atletas bons, mas a equipe da Castello era todo o grupo do Flamengo daquela época. Ainda consegui empatar com o faixa-preta deles, mas o Beto acabou lutando contra o Frederico Flexa, que era bem mais pesado que ele. O Beto só ia nas pernas, o que o fez ser desclassificado por evitar a luta em pé. A gente acabou perdendo essa competição, mas foi uma época muito boa. Depois disso, o Beto começou a dar aula de luta livre na PUC e como eu sempre treinava sem kimono, ele me pediu ajuda nas aulas dele e comecei a chamar todo mundo para treinar sem kimono lá na PUC-Rio.</p>
<p><strong>Chegou a competir na luta livre?</strong></p>
<p>Em 1989, fui campeão carioca absoluto na luta esportiva, no clube Santa Luzia. Na época não tinha faixa, então eu realmente estava bem. O pessoal do Hugo Duarte e do Denilson Maia, que eram da luta livre, não entravam nesses campeonatos, por motivos que desconheço. Quem participava era o grupo do Jeferson (JOP), do Beto e da Budokan. Inclusive, nós tínhamos um bom relacionamento com o pessoal da Budokan e treinávamos lá aos sábados sem kimono. Nessa época eu treinava no [Romero Cavalcanti] Jacaré também, então treinava Jiu-Jitsu e luta livre. Lembrando que em 1989, já tinha um clima ruim entre o Jiu-Jitsu e a luta livre, mas eu não ligava para isso.</p>
<p><strong>Como foi feita a sua transição da luta livre para a olímpica?</strong></p>
<p>Ainda em 1989, o Beto me chamou para treinar luta olímpica, ainda no Clube Santa Luzia. Eventualmente, o tatame de lá foi levado para uma academia de polícia de Niterói e nós passamos a treinar na academia do Carlson Gracie, que tinha um tatame de luta olímpica no andar de baixo. Treinávamos com o Carlson Gracie Junior, Marcelo Portinari e Laerte Barcelos. O Laerte, inclusive, já era faixa-preta, mas eu não sabia porque ele sempre foi discreto.</p>
<p><strong>Com essa equipe pesada de treinos, por que o atleta Cleiber Maia não seguiu para uma competição olímpica?</strong></p>
<p>No mesmo ano em que comecei a treinar, contratei um preparador físico para tentar ir para os Jogos Olímpicos. Fui campeão brasileiro júnior de luta olímpica e vice-campeão sênior em Goiânia. Perdi o sênior, que hoje em dia seria categoria adulta, para um faixa-preta de São Paulo bem mais experiente. O problema é que esse cara não tinha intenção de fazer parte da equipe olímpica, então foi feita uma seletiva para ver quem faria parte desse time que iria disputar ao redor do mundo para se qualificar para os Jogos Olímpicos. Poucos dias antes dessa seletiva, tive uma contratura na cervical e pedi uma semana a mais para poder me recuperar, mas o presidente da federação negou o pedido e acabei ficando de fora. Depois disso, resolvi voltar meu foco para o Jiu-Jitsu.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-232359" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08.jpeg" alt="" width="720" height="507" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08-300x211.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08-150x106.jpeg 150w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber junto ao professor e amigo Aloísio Silva. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Eventualmente você passou a treinar e ensinar junto ao Aloísio Silva. O que motivou esta mudança?</strong></p>
<p>Conheci o Aloísio Silva quando ingressei na academia do Rilion, aos 14 anos. Ele era faixa-azul, tinha 30 anos e trabalhava como executivo. Ele tinha uma casa de veraneio em Petrópolis, perto de onde minha família tinha um sítio, então eu ia de mobilete para treinar na casa dele, que tinha um tatame. Como eu era meio gordinho, ele me indicou um nutricionista para emagrecer e ficar bem. Em competição, ele ia mais vezes do que o Rilion para me assistir lutando, então criou uma relação meio paterna. Mesmo depois de ingressar na academia do [Romero] Jacaré, essa amizade continuou e um ano depois ele resolveu deixar de ser executivo para virar professor de Jiu-Jitsu. Ele conseguiu entrar na academia Mazza, em Laranjeiras, e me chamou para dar aula com ele, sendo que eu ainda estava na faixa-marrom.</p>
<p><strong>Como foi essa transição?</strong></p>
<p>Conversei com o Romero Jacaré, meu professor na época, que sabia da minha amizade com o Aloísio. Expliquei que ele passaria a lecionar, que precisaria da minha ajuda, principalmente com as crianças por causa da minha experiência como monitor do Leão Teixeira na Barra Gracie em 1988 e o Jacaré compreendeu. Na Mazza, nós dividíamos o espaço com as equipes do Hugo Duarte e do Denilson Maia, mas foi um sucesso. Conseguimos muitos alunos, inclusive um casca-grossa da luta livre que treinava Jiu-Jitsu escondido para não ter problemas no esporte dele. Um dia, chegou o Denilson Maia de kimono e sentou na beira do tatame para assistir a aula infantil. Conversamos no fim da aula, ele me contou que era faixa-preta, então chamei para treinar comigo. Quando fiz o convite, a academia toda parou. Os gerentes da academia, as pessoas que estavam na musculação e na ginástica pararam tudo para assistir ao treino, como se fosse um desafio.</p>
<p><strong>E qual foi o desfecho do treino que interrompeu as operações na academia Mazza?</strong></p>
<p>Treino não se comenta, mas depois daquele dia, ele nunca mais voltou (risos). Não vou dizer o que aconteceu, mas ele nunca mais voltou para me desafiar. Eu estava muito bem naquela época, com ou sem kimono. Só direi que depois desse encontro, acabaram os burburinhos e as conversas fiadas entre os dois grupos na Mazza, resolvemos o problema no tatame.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232363" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24.jpeg" alt="" width="602" height="507" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24.jpeg 602w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24-300x253.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24-150x126.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px" /> Cleiber na pesagem para participar da Copa Nastra, em 1990. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Apesar da sua carreira no Jiu-Jitsu, você se viu afastado dos tatames por conta de uma lesão. Como se deu esse problema?</strong></p>
<p>Teve um campeonato em 1990, a Copa Nastra, que o pessoal da luta livre chegou para desafiar o pessoal de Jiu-Jitsu. Lutei no absoluto e na categoria, mas lutei primeiro no absoluto. Ganhei do Bebeo na semifinal e ia lutar com o Fernando Gurgel, que tinha vencido o Wallid, na final. No fim da luta com o Bebeo, não conseguia ficar em pé e descobri que tinha rompido o menisco. Estava com o corpo quente, então não sentia nada. Não pude lutar a final, fiquei seis meses sem poder treinar e, como fiz faculdade de administração de empresa, acabei me voltando para os empreendimentos da família. Nesse meio tempo, o Aloísio saiu de Laranjeiras, alugou um espaço em Copacabana e montou a Dojo. Eu até visitava a academia, afinal os alunos me admiravam, mas não acompanhei ele na época. Mesmo assim, até hoje o tenho como mestre.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232355" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50.jpeg" alt="" width="720" height="476" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50-300x198.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50-150x99.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber e sua turma na Dojo em 1999. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Em 1999, você conquistou a faixa-preta no Jiu-Jitsu. Como foi o processo de ser graduado oficialmente a professor?</strong></p>
<p>Não tinha intenção de dar aulas porque trabalhava como empresário, então fazia pouca diferença para mim. O Aloísio me falou que haveria um curso de formação de faixas-pretas e que ele queria me graduar logo, afinal já faziam quase nove anos que estava com a marrom. Fiz o curso, ele me deu a preta naquele mesmo ano, mas nessa época eu só frequentava academia de judô, puxando aula de chão. Recebia muita visita do pessoal do Jiu-Jitsu, então eles me viam há muitos anos com a preta porque era a graduação que eu tinha no judô.</p>
<p><strong>Já com a preta, como ficou a sua relação com o Jiu-Jitsu? Voltou a competir?</strong></p>
<p>O Aloísio foi para os Estados Unidos com a família e fiquei aqui no Brasil. Como não tinha mais a academia dele para visitar, resolvi entrar na academia do Royler, já que era perto da minha casa e era clube Gracie. Em 2004, teve um campeonato internacional da IBJJF que o Royler queria que eu participasse. Estava muito fora de forma, sobrepeso na verdade, mas treinava muito bem na academia. Pela minha experiência, jogava muito bem em pé e no chão, mesmo com problemas de peso, joelho e coluna. O Royler insistia dizendo que eu seria campeão mas eu achava que ia morrer no tatame, porque na época tinha morrido um jogador de futebol do São Caetano em campo e eu estava com a pressão alta e fora de forma. Para me convencer, o Royler disse que seria apenas uma luta e concordei. Quando cheguei no evento, tinha uma galera para encarar.</p>
<p><strong>Como foi o seu desempenho na competição?</strong></p>
<p>Ganhei a primeira luta e encarei um casca-grossa de Manaus na semifinal. O cara tentou me quedar com um tomoe nage mas acabou me dando um pisão na barriga, quase botei as tripas para fora (risos). Ele acabou ganhando e fiquei em terceiro lugar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232361" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43.jpeg" alt="" width="720" height="510" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43-300x213.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43-150x106.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber alguns meses antes de fazer a cirurgia bariátrica. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Você encarou um quadro sério de obesidade durante sua trajetória. Como lidou com esse problema? </strong></p>
<p>Meu problema com peso chegou ao seu ápice em 2007, quando bati 145kg. Por conta do meu distúrbio alimentar, resolvi fazer uma cirurgia bariátrica e perdi 50Kg em seis meses. Depois de me recuperar, consegui ganhar massa muscular e voltei a ensinar Jiu-Jitsu no ano seguinte, pois meu objetivo era deixar um legado como educador e também no âmbito administrativo do esporte.</p>
<p><strong>Qual é a chave para ser um bom professor no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Quando comecei, ainda tinha saúde para treinar, então treinava muito e ainda dava aula, já que sempre gostei de desenvolvimento didático. Sempre convidava muita gente para treinar comigo e às vezes até visitava outras academias. Aprimorei muito a minha técnica dando aulas e passei a ter mais segurança no meu jogo nos campeonatos. Apesar de também ensinar o básico, sempre compartilhei as estratégias em que eu era especialista, desde a primeira pegada até a finalização. É por isso que sempre fui reconhecido como um bom professor, porque ensinava o que fazia no tatame.</p>
<p>Obviamente, é necessário entender e ensinar bem o básico, mas é preciso perceber a potencialidade de cada aluno para conduzi-lo nos 3 objetivos pedagógicos, o de participação (social), de rendimento (melhora da performance) e no terapêutico (melhora da qualidade de vida).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232366" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55.jpeg" alt="" width="720" height="472" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55-300x197.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55-150x98.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber junto a sua filha e uma de suas turmas infantis. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Como evitar que seu aluno se mantenha na zona de conforto e fique com o jogo batido no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>De tempos em tempos, quando percebia que o atleta ficava muito confortável na estratégia dele, eu desconstruía junto com ele. Inspirava ele a abrir mão do que ele era especialista para tentar algo novo e modificar o jogo, abrir a mente e ampliar a perspectiva competitiva. Esse mecanismo de construção e desconstrução é engrandecedor dentro e fora dos tatames. Sem ele perceber, ele passa a ter mais segurança e a ver as crises como um sinal de que ele precisa mudar o jogo. Como ele já mudou várias vezes durante o treino, não vai ser muito difícil porque ele está preparado para lidar com situações que geram a necessidade de investir em novas abordagens. É desconfortável, alguns alunos reclamam e reagem porque a mudança incomoda mas, como mestres, nossa função é fazer com que eles se acostumem com mudanças.</p>
<p><strong>Qual é o aspecto da vida de atleta que te influenciou na vida profissional?</strong></p>
<p>Nunca fui um atleta disciplinado, sempre fui um lutador, um cara que gostava de lutar. Por causa disso, carrego tantas lesões hoje em dia e tenho essa luta contra o meu peso. Isso é algo importante para ser observado em mim e em qualquer atleta, essa disciplina. Isso depois você transmite para outras partes da sua vida. Sou um profissional disciplinado, mas se fosse um atleta mais disciplinado, talvez hoje seria um profissional ainda melhor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232368" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53.jpeg" alt="" width="720" height="711" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53-300x296.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53-150x148.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Turma adulta de Cleiber Maia. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Qual foi seu primeiro contato com a SJJIF?</strong></p>
<p>Soube que o João Silva, filho do Aloísio, tinha fundado uma federação nos Estados Unidos em 2005. Em 2013, ele me convidou para fundar a Federação Internacional juntamente com as federações da América do Norte, Ásia, Europa e a da América do Sul, a qual eu seria o presidente. Eu havia me preparado para esse trabalho a vida toda, mas queria ver como funcionaria, porque já existiam outras por aqui, então precisaria ter um diferencial. Quando ele me questionou sobre esse diferencial, eu disse que é preciso investir no Jiu-Jitsu para pessoas com deficiência e no atendimento a projetos sociais, que é uma realidade no Brasil.</p>
<p><strong>E quais foram as suas impressões?</strong></p>
<p>Fui aos Estados Unidos para entender o sistema utilizado e como eram aplicadas as regras. Fiquei encantado com a seriedade, organização e profissionalismo do João. Queria trazer esse modelo para cá e chamei o Raphael Abi-Rihan para fazer a gestão dos nossos campeonatos, tendo em vista que ele possuía experiência nessa área. Fizemos nosso primeiro campeonato no CEFAN e foi um sucesso. Investimos forte na comunicação visual, o ginásio tinha ar condicionado, tatame olímpico, foi muito bom. O próprio João veio dos Estados Unidos para fazer a verificação técnica e nos ajudar a utilizar o sistema americano. Assim começou a SJJSAF e hoje são 50 federações em todos os seis continentes. Nós sempre fomos uma boa referência em inclusão no Jiu-Jitsu e no tratamento de forma igualitária de todos os atletas, independente de diferenças sociais, financeiras ou até mesmo de idade. Nós sempre tivemos foco na nossa política de atendimento.</p>
<p><strong>Você mencionou que se sentia muito preparado para um cargo administrativo no Jiu-Jitsu. Qual foi a base dessa confiança?</strong></p>
<p>Quando falei que me preparei a vida toda para trabalhar administrativamente com o Jiu-Jitsu, é porque passei por todas as etapas possíveis. Fui aluno, atleta, monitor, instrutor auxiliar, professor, trabalhei em projeto social, dei aula e adaptei a minha didática para pessoas com deficiência. Fiz faculdade em administração de empresas e MBA em administração esportiva na Fundação Getúlio Vargas. Tem muita coisa para ser feita, não basta ser lutador a vida toda ou fazer Jiu-Jitsu só como passatempo. O Jiu-Jitsu te oferece muitas oportunidades de conhecer gente, aprender coisas, evoluir como ser humano e amadurecer.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232370" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1.jpeg" alt="" width="720" height="718" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> à frente da SJJSAF, Cleiber incentiva a inclusão no Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-trajetoria-do-professor-cleiber-maia-por-ele-mesmo/">A trajetória do professor Cleiber Maia, por ele mesmo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 12:20:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Rosado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana”, diz José Mario Sperry.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_217552" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217552" class="wp-image-217552 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg" alt="Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG" width="800" height="792" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-300x297.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-768x760.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-217552" class="wp-caption-text">Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG</p></div>
<p>Ele nasceu Eduardo, escondia a idade e pintava os cabelos. Tirando isso, Carlson Gracie (1932-2006) foi um dos brasileiros mais autênticos que o mundo conheceu.</p>
<p>Dizia o que pensava, cantava em francês e jamais seria falso ou controlaria a língua para que suas ideias fossem suavizadas ou parecessem politicamente corretas. Pelo contrário, costumava criar gírias que tornavam seus pontos de vista ainda mais claros e impactantes. Os creontes sabem bem.</p>
<p>Carlson nasceu no dia 12 de agosto de 1932 com o nome de Eduardo. Anos depois, seu pai, grande mestre Carlos Gracie, tomou gosto pela força das letras C e R, e alterou o nome do primeiro filho, bem como o da filha Eneida, que virou Oneica.</p>
<p>Carlson competiu, venceu seus desafios e cresceu na academia, treinado por Carlos e pelo tio Helio. Tornou-se dono de um coração caridoso que o tornava um fiasco como administrador – Carlson distribuía bolsas para seus alunos treinarem de graça, na mesma proporção em que sua academia conquistava troféus nos campeonatos. O faixa-vermelha está entre os treinadores mais vitoriosos da história competitiva do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Seu coração às vezes era grande até demais, servindo à malícia de aproveitadores. “Eu dizia para ele: ‘Pô, mestrão! Tem um monte de gente te explorando e você não faz nada. Assim você vai morrer sem nenhum tostão no bolso, que nem o Garrincha&#8230;’ Ele respondia: ‘Ué, qual é o problema? Eu não vou estar morto?’”, recorda o discípulo Marcelo Saporito.</p>
<p>Hoje estátua em Copacabana, Carlson parecia um rei que não fazia distinção entre nobres e plebeus. Saporito conta que, durante um longo período, o Gracie levava um grupo de mendigos do bairro para tomar banho e dormir na academia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Carlson era uma personalidade esportiva, bajulada por políticos, doutores e magnatas, sem jamais ter desenvolvido nenhum tipo de afetação por causa disso. “Ele foi muito feliz, viveu a vida como bem queria, desprendido de valores materiais e preocupações mesquinhas. Sem dúvida, levou para o Céu muitas histórias de vitória e alegria”, diz Fernando &#8220;Pinduka&#8221; Guimarães, um dos primeiros faixas-pretas formados no time.</p>
<p>E quando vivo, o que Carlson costumava levar consigo? Comecemos a lista por aquela pochete presa à cintura, completamente indiferente ao que a moda ditava: “Na pochete, ele levava uma escova para pentear o cabelo, um caderninho com o telefone de um monte de gente e uma máquina de fotografia”, revelou seu amigo de longa data, o também saudoso Osvaldo Paquetá.</p>
<p>“Nunca vi ninguém bater tanta foto naquela época quanto o Carlson. Era impressionante”, confirma o pupilo Wallid Ismail.</p>
<p>E os discos de bolero e música francesa? “Lembro de quando eu tinha 15 anos, e ficava na academia descansando para o segundo treino do dia. O Carlson então botava Edith Piaf na vitrola e me chamava: &#8216;Vinicinho, vem escutar essa maravilha! Eu aposto contigo que você vai querer gravar tudo numa fita!&#8217; Eu tinha 15 anos, achava uma porcaria e ele me fazia escutar aquilo por horas a fio”, diverte-se Vinicius Cruz, outro grato faixa-preta do mestre.</p>
<p>A lista de objetos não termina. Um baralhinho, já que se tratava de um amante da jogatina. Um dicionário, para ele decorar ainda mais verbetes e desafiar a inteligência dos amigos. Porém, Saporito lembra de algo mais singelo: um pião que o grande mestre botava para girar sobre o tatame da academia da Figueiredo Magalhães, durante o intervalo dos treinos. “Os olhos dele brilhavam. ‘Tá vendo, bichão? Eu tive infância’, ele costumava dizer. Eu respondia: ‘Ô, Carlson, você ainda não saiu da infância. Você é uma criança grande’”, recorda Saporito.</p>
<p>Mais do que seus utensílios, Carlson Gracie gostava mesmo era de estar com os amigos de fé e as mulheres que amou. “Ele era o tipo de pessoa que não conseguia viver sozinha”, definiu Paquetá.</p>
<p><strong>As próprias regras</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_214307" style="width: 882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-214307" class="size-full wp-image-214307" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg" alt="" width="872" height="566" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg 872w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-768x498.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 872px) 100vw, 872px" /><p id="caption-attachment-214307" class="wp-caption-text">Carlson Gracie com seus alunos. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Genial e genioso, Carlson Gracie sucumbia com a maior facilidade à gordurosa e açucarada mistura açaí-com-xarope-de-guaraná, sendo ele um notório diabético, com o colesterol alto. Carlson chegava a encolher a barriga em certos momentos para disfarçar os quilos a mais que vinha acumulando desde a década de 1970, quando deixou de ser atleta e virou treinador, permitindo-se assim alguns hábitos de glutão.</p>
<p>Quando algum mal-estar se abatia sobre ele, no entanto, era comum vê-lo se agarrar rapidamente à alimentação correta, feito uma criança arteira e desobediente que, após cometer uma grande traquinagem, comporta-se como um santinho até as coisas serenarem para o seu lado. Isso aconteceu nos últimos dias de vida do grande mestre: “Ele me ligou sentindo muitas dores, com a fala arrastada. Disse, no entanto, que logo ficaria bom, pois tinha voltado a cuidar muito bem da alimentação”, garantiu Paquetá.</p>
<p>Isso não bastava para Carlson naquele momento. Ele precisava de uma intervenção clínica urgente, o que só aconteceu tempos depois, quando a situação já era crítica. Teimoso em último grau, o Gracie tinha pavor de hospitais. Quando alguém aconselhava que ele procurasse um médico, Carlson rebatia: “Tá me gorando, é?”.</p>
<p>O faixa-vermelha chegava a esconder até da família suas fraquezas de saúde. Talvez porque não quisesse reconhecer que o imbatível fenômeno do vale-tudo das décadas de 1950 e 1960 estava envelhecendo. Ou então pela aguda autoconfiança que o fazia acreditar numa energia interior capaz de livrá-lo de quaisquer apuros da vida. Provavelmente por uma mistura dessas duas hipóteses, Carlson permitiu que uma simples pedra no rim evoluísse para uma infecção generalizada, fazendo seu coração parar às 6 horas de uma manhã fria em Chicago, EUA.</p>
<p>Durante a missa de despedida ao professor, que reuniu mais de 500 admiradores em Copacabana, desafetos de longa data chegaram a se abraçar. Afinal, como o irmão Carlos Robson Gracie disse, durante a missa: “Quando um anjo sobe aos céus, ele promove a união das pessoas. Estou convicto de que Carlson jamais será esquecido”.</p>
<p><strong>A última luta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_94502" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-94502" class="wp-image-94502 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg" alt="" width="605" height="640" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg 605w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-284x300.jpg 284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-142x150.jpg 142w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /><p id="caption-attachment-94502" class="wp-caption-text">No dia 1º de fevereiro de 2006, Carlson Gracie falece em decorrência de uma infecção generalizada. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bastante debilitado, Carlson faz pegadas nas mangas dos paramédicos. Eles tentam tirá-lo de seu apartamento em Chicago, EUA, e colocá-lo na ambulância, na noite de quinta-feira, 26 de janeiro de 2006. “Deixa quieto, pai, eles estão te levando para o hospital”. Ao ouvir a voz do filho, o mestre fecha os olhos, dá sua balançada típica com a cabeça, e enfim se resigna: “Pro hospital? Tá bom”.</p>
<p>Minutos depois, Carlson entra na emergência do Lincoln Park Hospital, com um histórico de oito dias de dores na bexiga e nos rins, e fortes alterações no estado mental. Feitos os exames, é diagnosticado septicemia, uma infecção generalizada no sangue. Tudo porque uma enorme pedra no rim, não tratada, bloqueou as vias urinárias e infeccionou a região, primeiramente, e o sangue e demais órgãos a seguir.</p>
<p>Oito especialistas liderados pelo médico brasileiro Mauricio Consalter passam a acompanhar Carlson, agora medicado por fortes antibióticos. O estado é crítico. Mas o lutador pouco a pouco se recupera, até que, no dia 31 de janeiro, ele dá sinais claros de melhora. “Sua pressão estava sobre controle, seus batimentos estavam perfeitos, e ele não tinha mais febre. Recuperou a consciência e pôde falar normalmente”, lembra o doutor.</p>
<p>O filho Carlson Jr. revive o clima da véspera: “Ele começou a perturbar todos no hospital. Brigava com os médicos, beliscou a bunda da enfermeira, e me esculhambou. Achei que papai tava recuperado, mas ele me alertou: ‘Fica por aqui porque esse é o último dia que você vai me ver’. Estranhei ele falar aquilo, porque tava bem”.</p>
<p>Não era permitido qualquer acompanhante na UTI. Júnior foi então para casa e, enquanto a infecção silenciosamente mastigava o coração do pai, não conseguiu dormir. Às 6h do dia 1º de fevereiro, com baixa frequência cardíaca, o grande mestre foi entubado. Iniciou-se uma série de procedimentos para tentar reanimá-lo, mas não houve resposta. Quarenta minutos depois, Carlson Gracie foi declarado morto. Ele conseguiu resistir por mais de uma semana sob um quadro gravíssimo de infecção generalizada, e todos os órgãos se recuperaram. Menos um. Justamente o que nele era maior, o coração.</p>
<p><strong>Qual foi o legado de Carlson?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_217592" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217592" class="size-full wp-image-217592" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg" alt="" width="1280" height="851" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-217592" class="wp-caption-text">Carlson eternizado na rua Figueiredo de Magalhães, berço de sua primeira academia. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>“Todo seminário que faço eu lembro uma ou outra posição que aprendi com meu pai. Raspagens, armadilhas de ataques duplos, tudo muito moderno e bastante eficiente até hoje” <strong>Carlson Gracie Jr.</strong></p>
<p>“O ensinamento mais marcante que o Carlson nos passava era a humildade” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Parece que foi ontem. Eu encaixava a chave kimura na posição norte-sul e sempre caía para pegar o armlock. Carlson então tirava a botinha dele e entrava no tatame bufando: ‘Nunca faça isso de novo! Você está em cima, com a kimura encaixada, e puxa a posição para ficar por baixo, no armlock! Tá maluco! Se perde a posição você fica por baixo, então continue na kimura!’” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Carlson nos ensinou sempre que o maior segredo no Jiu-Jitsu é acreditar em si mesmo, pois ninguém é melhor do que ninguém” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Acredito que foi o Carlson o primeiro a abrir as portas do Jiu-Jitsu para o mundo, ensinando, incondicionalmente, todos que a ele procuraram” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Treinei com o Carlson desde os 8 anos, e ao longo da minha vida inteira só vi o Carlson triste e chateado uma vez: durante a separação da equipe, em 1998” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“O Carlson foi o maior treinador de todos. Ele sabia respeitar as características de cada lutador. Ele lapidou meu jogo de guarda e me ensinou a usar a essência do Jiu-Jitsu nas lutas profissionais. Muitos lutadores do UFC hoje deviam relembrar Carlson e lapidar os recursos de guarda” <strong>Carlão Barreto</strong></p>
<p>“Carlson foi nosso melhor formador de lutadores e o professor mais rigoroso na concessão de faixas. Aprendi muito com ele sobre como um mestre avalia o aluno. Quando eu lutava, nutria uma série de receios e achava que o Carlson exagerava nos elogios, que ele via algo em mim que nem eu enxergava. Carlson era genial nessa análise, na observação das reações dos alunos em momentos críticos. Minhas vitórias, então, são frutos da minha disciplina e dedicação aliadas à grande capacidade do Carlson de extrair o melhor de cada um” <strong>Carlos Rosado</strong></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-20-anos-de-saudade-o-legado-de-mestre-carlson-gracie/">Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O adeus ao campeão Oliver Geddes, pioneiro do Jiu-Jitsu na Inglaterra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 17:32:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Oliver Geddes]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O adeus ao campeão Oliver Geddes, pioneiro do Jiu-Jitsu na Inglaterra</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245124" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245124" class="wp-image-245124 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Oli-Gueddes.jpg" alt="O campeão inglês Oli Geddes com seu professor, Roger Gracie. Foto: Reprodução / BJJ Heroes" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Oli-Gueddes.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Oli-Gueddes-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Oli-Gueddes-768x413.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Oli-Gueddes-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-245124" class="wp-caption-text">O campeão inglês Oli Geddes com seu professor, Roger Gracie. Foto: Reprodução / BJJ Heroes</p></div>
<p>Nascido em 1984, Oliver Geddes curtia artes marciais, e num dia de 2005 resolveu se testar no Jiu-Jitsu. O jovem inglês logo viu que a arte mudaria sua vida. Largou não apenas as diversas modalidades que gostava de praticar, como também seu emprego normal em Londres.</p>
<p>Oli se tornaria um dos principais instrutores da academia de Roger Gracie, onde dormiria por um tempo, e passou a ser um dos competidores mais respeitados no cenário do Jiu-Jitsu na Europa, no peso leve e outras categorias.</p>
<p>Venceu o Europeu como faixa-roxa, em 2009 e 2010, e colecionou medalhas nos Pans da IBJJF, com e sem kimono. Tornou-se faixa-preta no fim de 2011.</p>
<p>Este ano, o professor postou que lutava com um câncer de intestino, que avançava rápido e tomava seu fígado.</p>
<p>“Oli dedicou sua vida ao Jiu-Jitsu”, resumiu um arrasado Roger Gracie, numa postagem em tributo ao velho amigo. “Ele não apenas colecionou conquistas nos tatames, mas mudou o Jiu-Jitsu na Inglaterra por meio de seu treinamento, apoio a demais atletas e um compromisso incansável com o crescimento do esporte no Reino Unido e no mundo”.</p>
<p>Sua esposa, Nadine Laarvrouw, também faixa-preta de Jiu-Jitsu, despediu-se do marido com graça e amor:</p>
<p>“Meu coração está estilhaçado, mas Oli prometeu olhar por mim de lá, com seu sorriso capaz de iluminar milhas à distância. Seu senso de humor move montanhas, e ele enfrentou tudo com coragem e graça. Tenho orgulho infinito do homem com quem vivi nesses oito anos”.</p>
<p>Nadine concluiu: “Oli viveu de verdade. Ele encarou riscos para seguir sua paixão, doou e recebeu amor profundo, e impactou inúmeras pessoas, como pudemos sentir nessas últimas semanas, em todas as mensagens, lembranças, lágrimas e sorrisos.”</p>
<p>Paz e força para todos os amigos e familiares da fera. Oss.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-adeus-ao-campeao-oliver-geddes-pioneiro-do-jiu-jitsu-na-inglaterra/">O adeus ao campeão Oliver Geddes, pioneiro do Jiu-Jitsu na Inglaterra</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A repercussão do acidente fatal que levou Octavio “Ratinho Couto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Aug 2023 18:15:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Diversos amigos, alunos e parceiros de luta do professor Octavio “Ratinho” Couto, falecido ontem aos 52 anos na Itália após queda fatal à beira do turístico lago Como, postaram suas lembranças e tributo ao aluno de Romero Jacaré, faixa-preta da Alliance que depois daria aulas na Brasa e Akxe BJJ, na Barra da Tijuca. Nossa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242120" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242120" class="wp-image-242120 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto.jpg" alt="" width="450" height="450" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto.jpg 450w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-242120" class="wp-caption-text">O saudoso professor Octavio Couto. Foto: Octagon MMA</p></div>
<p>Diversos amigos, alunos e parceiros de luta do professor Octavio “Ratinho” Couto, falecido ontem aos 52 anos na Itália após queda fatal à beira do turístico lago Como, postaram suas lembranças e tributo ao aluno de Romero Jacaré, faixa-preta da Alliance que depois daria aulas na Brasa e Akxe BJJ, na Barra da Tijuca.</p>
<p>Nossa equipe colheu alguns dos depoimentos mais significativos entre as centenas de homenagens a Ratinho.</p>
<p><strong>– Roger Gracie: </strong><em></p>
<p>“Foi um final de semana lindo a celebrar a união de duas grandes pessoas, Rafael e Jordan Lang. Infelizmente, com um acidente trágico, e a perda de um querido amigo. Octavio Ratinho estará sempre em nossos corações.”</p>
<p><strong>– Chico Mendes:</strong></em></p>
<p>“A comunidade do Jiu-Jitsu perdeu um de seus mais técnicos professores, e um de seus caras mais legais. Foi ele que me ensinou a ensinar Jiu-Jitsu, e me mostrou que ensinar Jiu-Jitsu não era sobre medalhas de ouro, e sim mudar vidas e transformar pessoas. Em 1997, meus pais estavam se divorciando, meu professor Leozinho Vieira estava em São Paulo e eu não tinha com quem treinar. Ele me viu em Ipanema, perguntou se eu ia lutar a Copa Serrano e, ao ouvir que não estava treinando direito, me convidou para aparecer na Akxe. Ali mudei minha visão sobre o Jiu-Jitsu. Obrigado, Ratinho, Ratin, Tinrrá, Ratazana, Tio e tantos outros apelidos seus! Você certamente fez o nosso Jiu-Jitsu melhor.”</p>
<p><strong>– Tiago Asfora:</strong><em></p>
<p>“O mundo nos prega peças impossíveis de entender. Eu treinava na Nova Geração, ele, na Strike, do lado. Sempre escutei que ele era diferenciado na arte de ensinar. Cheguei a lutar com ele num desafio casado. Até que fui treinar na Alliance Barra, atual Akxe, e eles me acolheram de modo incrível, parecia que eu era cria dele e do Vini. E enfim entendi todo o burburinho que ouvia. Como ele conseguia enxergar tantos detalhes nas posições? Anos depois, resolveu explorar o mundo e voltava ao Rio só de vez em quando. Falava que não queria mais uma academia fixa, para conquistar a liberdade e passar mais tempo com a filha. Muito obrigado Ratinho, e descanse em paz. Seu astral, seu sorriso, sua elegância e seus ensinamentos serão sempre lembrados. Como sempre disse: sou seu fã!”</p>
<p><strong>– Rodrigo Comprido:</strong></em></p>
<p>“Ratinho, muito obrigado por tudo. Sou muito grato por ter tido um amigo como você na minha vida. Aproveita o paraíso!”</p>
<p>Relembre o professor em ação no vídeo a seguir, e deixe seu recado e seu tributo ao faixa-preta.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Ratinho e Caneppa - Treino na Strike Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/gTVkVtMrtSI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-repercussao-do-acidente-fatal-que-levou-octavio-ratinho-couto/">A repercussão do acidente fatal que levou Octavio “Ratinho Couto</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O dia em que Glória Maria casou a luta Wand x Rodrigo Minotauro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 14:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quem, na véspera de duelos importantes do Pride FC, conseguiria tirar do hotel os concentradíssimos Wanderlei Silva e Rodrigo Minotauro? Glória Maria conseguiu. Era novembro de 2003, e a repórter irrompeu o hall do hotel convocando a todos para o furo de reportagem que seria exibido no programa &#8220;Fantástico&#8221;: o confere entre Wanderlei Silva e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_239880" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239880" class="wp-image-239880 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Gloria-Maria-.jpg" alt="" width="480" height="360" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Gloria-Maria-.jpg 480w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Gloria-Maria--300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Gloria-Maria--150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><p id="caption-attachment-239880" class="wp-caption-text">A repórter Glória Maria com BTT e Chute Boxe nas ruas de Shinjuku. Fotos por Marcelo Dunlop</p></div>
<p>Quem, na véspera de duelos importantes do Pride FC, conseguiria tirar do hotel os concentradíssimos Wanderlei Silva e Rodrigo Minotauro? Glória Maria conseguiu.</p>
<p>Era novembro de 2003, e a repórter irrompeu o hall do hotel convocando a todos para o furo de reportagem que seria exibido no programa &#8220;Fantástico&#8221;: o confere entre Wanderlei Silva e Rodrigo Minotauro, num fliperama de rua em Shinjuku. No dia seguinte, Wand lutaria com o campeão olímpico Hidehiko Yoshida e Quinton Rampage, enquanto Minota enfrentaria Mirko Cro Cop.</p>
<div id="attachment_239884" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239884" class="wp-image-239884 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Wand-x-Mino-49-1.jpg" alt="" width="480" height="360" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Wand-x-Mino-49-1.jpg 480w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Wand-x-Mino-49-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/Wand-x-Mino-49-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><p id="caption-attachment-239884" class="wp-caption-text">Glória casa a &#8220;luta&#8221; virtual.</p></div>
<p>Olho vidrado no videogame, o velho treinador Luiz Alves era um dos mais empolgados. Deu conselhos para Minotauro antes, não parou de berrar para incentivar o pupilo, mas nada pôde fazer. Ficou ruim para o peso pesado baiano, nocauteado seis vezes pelo astro da Chute Boxe, para gargalhada de todos, especialmente Glória Maria.</p>
<p>“O boneco do Wand é muito forte, só perde para o Royce, que finaliza todo mundo em segundos”, resignou-se Rodrigo.</p>
<p>O alto astral de Glória deu sorte aos dois ídolos, que desceram do ringue consagrados no dia seguinte, e foram parar no horário nobre da Globo.</p>
<p>&#8220;Foi ali que tudo começou a mudar&#8221;, admitia Minota, grato para sempre à amiga Glória Maria.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_150196" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150196" class="wp-image-150196 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/gloria-choke-1-768x1024.jpg" alt="Glória repete o mata-leão que aplicou em Minotauro nos tempos de Pride. Foto: Divulação" width="650" height="867" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/gloria-choke-1-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/gloria-choke-1-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/gloria-choke-1-113x150.jpg 113w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-150196" class="wp-caption-text">Glória Maria com Rodrigo no CT dos Nogueiras: a jornalista deu nome à sala de imprensa da academia de Minotauro e Minotouro. Foto: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-dia-em-que-gloria-maria-casou-a-luta-wand-x-rodrigo-minotauro/">O dia em que Glória Maria casou a luta Wand x Rodrigo Minotauro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Passe a guarda-laçada no Jiu-Jitsu ao estilo Leandro Lo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 14:06:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tem ficado enredado nas teias de seus amigos guardeiros, na academia de Jiu-Jitsu? Hoje quem ensina você a evoluir é o saudoso e eterno campeão Leandro Lo, que mostra como ele curtia anular a guarda-laçada, passar e vencer. O seminário foi ensinado pelo campeão mundial em Nagoya, no Japão, em julho de 2014.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem ficado enredado nas teias de seus amigos guardeiros, na academia de Jiu-Jitsu? </p>
<p>Hoje quem ensina você a evoluir é o saudoso e eterno campeão Leandro Lo, que mostra como ele curtia anular a guarda-laçada, passar e vencer. </p>
<p>O seminário foi ensinado pelo campeão mundial em Nagoya, no Japão, em julho de 2014.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Seminário de Jiujitsu de Leandro Lo em Nagoya Japão" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/gs6_VMBd_fg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/passe-a-guarda-lacada-no-jiu-jitsu-ao-estilo-leandro-lo/">Passe a guarda-laçada no Jiu-Jitsu ao estilo Leandro Lo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>4 lições que aprendemos com Leandro Lo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 16:02:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2015, o eterno ídolo Leandro Lo revelou quatro dicas para os leitores de GRACIEMAG evoluírem física, técnica e mentalmente no Jiu-Jitsu. Relembre a seguir: 1. A zona de conforto é sua maior rival “Você não deve só jogar no seu melhor, tem de resistir a isso e jogar contra o que o seu companheiro&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_201413" style="width: 915px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-201413" class="wp-image-201413 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n.jpg" alt="Leandro Lo celebra em evento da CBJJ, em Barueri. Foto: Flashsport" width="905" height="664" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n.jpg 905w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n-300x220.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n-768x563.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 905px) 100vw, 905px" /><p id="caption-attachment-201413" class="wp-caption-text">Leandro Lo celebra em evento da CBJJ, em Barueri. Foto: Flashsport</p></div>
<p>Em 2015, o eterno <a href="http://instagram.com/leandrolojj" target="_blank" rel="noopener">ídolo Leandro Lo</a> revelou quatro dicas para os leitores de GRACIEMAG evoluírem física, técnica e mentalmente no Jiu-Jitsu. Relembre a seguir:</p>
<p><strong>1. A zona de conforto é sua maior rival</strong></p>
<p>“Você não deve só jogar no seu melhor, tem de resistir a isso e jogar contra o que o seu companheiro de treino tem de melhor. Se ele tem uma ótima guarda, tente passar a guarda dele. Se ele passa muito bem, você puxa. É assim que você fica mais habilidoso.&#8221;</p>
<p><strong>2. Saiba jogar em todas as áreas</strong></p>
<p>“Ser capaz de lutar por cima e por baixo é essencial. Você não precisa ser o melhor da academia nos dois aspectos, mas é sempre bom atuar nos dois modos: guarda e passagem de guarda. É preciso treinar até ter uma base segura para não ser raspado, e da mesma maneira afiar a guarda para ser capaz de repor e raspar bem.”</p>
<p><strong>3. A arte de treinar cansado</strong></p>
<p>“Faça todos os treinos na academia sem descansar. Tente treinar sempre com os mais duros, os que trazem mais dificuldades para o seu modo de jogar. Mesmo quando estiver cansado, continue treinando. Não pare de se movimentar quando estiver cansando. Isso vai aumentar seu gás e vai aumentar sua visão de luta.”</p>
<p><strong>4. Lute feliz</strong></p>
<p>“Esteja sempre feliz quando for competir. Esteja ali pela razão de fazer o que você mais gosta, e não por obrigação. Lutar por lutar, estar lá por estar, faz o atleta perder o foco e a luta. Faça tudo com amor e com muita vontade.&#8221;</p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=svxjBiJ2xnU</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/4-licoes-de-jiu-jitsu-que-aprendemos-com-leandro-lo/">4 lições que aprendemos com Leandro Lo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rickson Gracie e sua lição sobre o luto e o tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 14:59:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Do baú de GRACIEMAG. Nascido a 25 de novembro de 1981, Rockson Gracie foi um dos pesos-plumas mais promissores de seu tempo, apesar da curta trajetória como lutador. Filho mais velho do mestre Rickson Gracie, Rockson nos deixou em dezembro de 2000, em Nova York. Após a grande perda, Rickson se fechou e meditou por&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_229674" style="width: 1411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Screenshot_20201125-185720.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-229674" class="size-full wp-image-229674" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Screenshot_20201125-185720.png" alt="" width="1401" height="1016" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Screenshot_20201125-185720.png 1401w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Screenshot_20201125-185720-300x218.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Screenshot_20201125-185720-1024x743.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Screenshot_20201125-185720-768x557.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Screenshot_20201125-185720-150x109.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1401px) 100vw, 1401px" /></a><p id="caption-attachment-229674" class="wp-caption-text">Rockson e Rickson Gracie. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p>Do baú de GRACIEMAG.</p>
<p>Nascido a 25 de novembro de 1981, Rockson Gracie foi um dos pesos-plumas mais promissores de seu tempo, apesar da curta trajetória como lutador. Filho mais velho do mestre Rickson Gracie, Rockson nos deixou em dezembro de 2000, em Nova York.</p>
<p>Após a grande perda, Rickson se fechou e meditou por um longo período, se afastando das competições e até dos treinos de Jiu-Jitsu. Ao refletir sobre a lição maior da morte do filho, Rickson fez uma importante análise sobre o tempo, o futuro e a saudade. Sobre a vida e a morte, enfim.</p>
<p>&#8220;Passei por um processo de cura com a minha família”, ensinaria Rickson. “Foram anos até recuperar essa energia e buscar uma razão que me fizesse feliz de novo. E a razão que encontrei são os três filhos lindos que tenho, minha família, o Jiu-Jitsu. Depois de muito meditar, de me enclausurar nos bosques, sem vontade de surfar, brincar, treinar, cheguei à conclusão de que havia uma lição a tirar de tudo. Até aquele momento, eu nunca tinha dado valor ao tempo, sempre achei que eu era controlador do meu tempo, que poderia deixar para falar com meu filho amanhã, deixar uma viagem ou uma aula para depois, que o tempo era só uma questão de adaptação na minha agenda. Deixei de fazer muitas coisas achando que teria outras chances. Com a partida do meu filho, entendi que não existe o amanhã.”</p>
<p>Nos 20 anos de saudade de Rockson, Kron lembrou com carinho do irmão mais velho. Fica a lição, nobre leitor. Aproveite seu tempo, e não deixe nada para amanhã.</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CIBUnxWM3jc/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="13">
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<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rickson-gracie-rockson-e-uma-licao-sobre-o-tempo/">Rickson Gracie e sua lição sobre o luto e o tempo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Por que Leandro Lo era visto como um lutador sobrenatural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2022 15:34:56 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_208175" style="width: 779px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-208175" class="wp-image-208175 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/lo.jpg" alt="" width="769" height="522" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/lo.jpg 769w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/lo-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/lo-768x521.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/lo-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 769px) 100vw, 769px" /><p id="caption-attachment-208175" class="wp-caption-text">Leandro vibra com o ouro no Pan. Foto: Beatriz Lina / GRACIEMAG</p></div>
<p>Leandro Lo estava acostumado a fazer a luta mais eletrizante do evento, de qualquer evento.</p>
<p>Após vencer o absoluto no Pan 2017, com uma americana no pé surpreendente, Leandro Lo foi elogiado por seu oponente. Em papo com a equipe do GRACIEMAG.com na época, João Gabriel Rocha detalhou o que fazia de Lo um cara duríssimo de ser batido:</p>
<p>“O que faz o Lo ser um lutador tão duro de ser batido? Bem, em primeiro lugar eu apontaria o ritmo dele, ritmo em todos os sentidos da palavra&#8221;, refletiu João Gabriel. &#8220;Ele vem pelo menos há uns quatro, cinco anos, num ritmo de competição muito bom, disputando os maiores torneios sem pausas. E é aquilo, de tanto bater na trave, uma hora a bola certamente vai entrar, acredito nisso.</p>
<p>&#8220;A cada ano que passa, vejo que ele fica mais experiente no Jiu-Jitsu, mais afiado e cometendo menos erros contra os adversários. E ainda por cima o Lo fez esse trabalho para ficar mais pesado, passando de 76kg para 94kg em cinco anos. Ou seja, a cada ano que passa ele está mais técnico, consciente e indigesto. E mais forte”, analisou Rocha, para depois concluir:</p>
<p>“O outro tipo de ritmo de que falo é a movimentação frenética que ele tem como estilo ao lutar. Lógico que, mais pesado, ele perde um pouco da velocidade, mas continua rápido em relação aos grandões. Com um agravante: o Lo demonstra um poder de recuperação sobrenatural, ele consegue descansar durante a luta, um superpoder impressionante. Repara que ele fica ali, com aquela cara meio esbaforida, mas está com um gás infinito ainda, para lutar mais 50 minutos. Se a luta toma um ritmo incessante e ele cai por baixo, ainda assim ele demonstra um poder de descansar e explodir como poucos possuem. Ele fica ali com a guarda aberta impedindo o passador de se mexer, não pode ser punido pois está com a guarda totalmente aberta, e de verdade está apenas recuperando o fôlego por uns segundos, para explodir e vir para cima com tudo, raspando geral. É um gás extraterrestre&#8221;.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="2017 MOST Exciting Fight From Pan / Leandro Lo vs João Gabriel Rocha" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/XM6iPw2_FkU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/por-que-leandro-lo-era-visto-como-um-lutador-sobrenatural/">Por que Leandro Lo era visto como um lutador sobrenatural</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Em tributo a grande mestre Osvaldo Alves, aprenda suas técnicas prediletas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 14:10:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos mestres mais influentes do Jiu-Jitsu da região norte do país, o formador de craques Osvaldo Alves nos deixou nessa segunda-feira, aos 83 anos, após luta inglória com um câncer. Treinador de nomes consagrados como Amaury Bitetti, Luiz Fux e Frédson Paixão, entre tantos outros alunos, Osvaldo era um apaixonado pela técnica, dono de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_228278" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228278" class="size-full wp-image-228278" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Fux-em-foto-de-Fabi-Campos-1.jpg" alt="" width="1280" height="853" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Fux-em-foto-de-Fabi-Campos-1.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Fux-em-foto-de-Fabi-Campos-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Fux-em-foto-de-Fabi-Campos-1-1024x682.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Fux-em-foto-de-Fabi-Campos-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Fux-em-foto-de-Fabi-Campos-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-228278" class="wp-caption-text">Grande mestre Osvaldo Alves durante homenagem ao aluno Luiz Fux, em Manaus. Foto: Fabi Campos/Divulgação</p></div>
<p>Um dos mestres mais influentes do Jiu-Jitsu da região norte do país, o formador de craques Osvaldo Alves nos deixou nessa segunda-feira, aos 83 anos, após luta inglória com um câncer.</p>
<p>Treinador de nomes consagrados como Amaury Bitetti, Luiz Fux e Frédson Paixão, entre tantos outros alunos, Osvaldo era um apaixonado pela técnica, dono de um jeito doce de ensinar.</p>
<div id="attachment_20986" style="width: 438px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20986" class="wp-image-20986 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/pauladaeosvaldo-1.jpg" alt="Mestre Osvaldo com Paulão Filho. Foto: Acervo GRACIEMAG" width="428" height="302" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/pauladaeosvaldo-1.jpg 428w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/pauladaeosvaldo-1-300x212.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/pauladaeosvaldo-1-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 428px) 100vw, 428px" /><p id="caption-attachment-20986" class="wp-caption-text">Mestre Osvaldo com Paulão Filho. Foto: Acervo GRACIEMAG</p></div>
<p>Em tributo ao já saudoso faixa-vermelha, que foi um verdadeiro elo a unir tantas gerações do Jiu-Jitsu, relembramos um aulão especial do grande mestre, durante seminário no Japão.</p>
<p>Obrigado, professor. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Osvaldo Alves Drills" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/adOueUoWS4Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/em-tributo-ao-grande-mestre-osvaldo-alves-aprenda-suas-tecnicas-prediletas/">Em tributo a grande mestre Osvaldo Alves, aprenda suas técnicas prediletas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Bibiano Fernandes para chegar longe no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 May 2022 16:19:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A edição #281 de GRACIEMAG traz alguns acepipes para o leitor com fome de Jiu-Jitsu. No Plano de Aula, Nika Schwinden detalhe sete técnicas essenciais de defesa pessoal para mulheres. No Bate-Pronto, o astro em ascensão Fabricio Andrey conta como fez para vencer seu primeiro ouro mundial na faixa-preta, em 2021. A edição ainda oferece&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-236966 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1.jpg" alt="" width="510" height="657" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1.jpg 510w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1-233x300.jpg 233w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/capa-bibiano-510x657-1-116x150.jpg 116w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></p>
<p>A edição #281 de GRACIEMAG traz alguns acepipes para o leitor com fome de Jiu-Jitsu. No Plano de Aula, Nika Schwinden detalhe sete técnicas essenciais de defesa pessoal para mulheres. No Bate-Pronto, o astro em ascensão Fabricio Andrey conta como fez para vencer seu primeiro ouro mundial na faixa-preta, em 2021. A edição ainda oferece as melhores dicas de treinos físicos e mentais de campeões mundiais como Felipe Preguiça, Gabi Pessanha e Leandro Lo, além dos diários perdidos de Anthony Bourdain no Jiu-Jitsu.</p>
<p>Entre os destaques, o craque faixa-preta e <a href="https://www.instagram.com/bibianofernandes/" target="_blank" rel="noopener">tri mundial Bibiano Fernandes</a> distribui suas mais úteis lições de vida e de Jiu-Jitsu para você chegar mais longe no esporte.</p>
<p>Em entrevistão, o lutador amazonense que agora se torna empresário e organizador de eventos conta como sua mente funciona durante uma luta de pano:</p>
<p>&#8220;Primeiro de tudo, gosto do Jiu-Jitsu clássico, sem muita lapela. Detesto que o duelo fique travado&#8221;, assinalou Bibiano, que hoje ensina Jiu-Jitsu no Canadá. &#8220;Prezo muito que a luta se desenvolva. Não só para mim, mas como para o meu adversário também. Tenho certo horror de luta amarrada, que cansa o público. Já fui torcedor, né? Se meu oponente é muito forte e dono de um jogo estável, cheio de pressão, a minha agilidade é um grande trunfo. Eu gosto de treinar muito explosão, para na hora da luta não faltar o arranque e a velocidade como elementos surpresas. O seu rival pode ter um ótimo plano traçado, mas se você o surpreender, você o abala, já começa a furar o casco dele. Agora, explodir não significa se afobar e ceder uma posição feito maluco. É preciso preparo físico, paciência, experiência, para você saber raspar ou quedar o cara quando a oportunidade surgir, quando você sentir que o cara está leve ou vulnerável. Saber perceber o momento certo de contra-atacar é a mágica do negócio. Eu sou um cara estratégico, mesmo muito confiante, rápido e explosivo&#8221;.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Bibiano Fernandes VS Jeff Glover / Pan Championship 2007" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/mcvgXyPKRE0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Bibi também relembrou a maior porrada que tomou da vida, em momento emocionante da conversa com nossa equipe:</p>
<p>&#8220;Meu irmão, eu tinha 7 para 8 anos. Perder a minha mãe foi uma dor tão grande que lembro até hoje aquele dia nos mínimos detalhes. Chegou uma ambulância lá na rua, e em vez de tocar lá em casa eles bateram na porta da vizinha. E na mesma hora eu senti que minha mãe tinha partido. Eu ouvi o nome da dona Raimunda, e foi um choque. Como a ambulância ia aparecer vazia? Só podia ser isso. Até hoje eu não consigo chorar por quase nada. Ficou uma coisa travada dentro do meu peito. A vida então foi dura comigo desde sempre, e isso me fez criar uma casca. Na minha trajetória, eu sempre paro, analiso, encaro qualquer obstáculo com serenidade, pois sei o valor de perder o que era mais importante para mim.&#8221;</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener">Leia esta e outras pautas do nosso acervo digital, assinando GRACIEMAG. Só clicar aqui e conferir.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-bibiano-fernandes-para-chegar-longe-no-jiu-jitsu/">As lições de Bibiano Fernandes para chegar longe no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O adeus ao faixa-vermelha Julio Secco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jan 2022 16:53:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A comunidade do Jiu-Jitsu despediu-se nesse dia 15 de janeiro do faixa-vermelha Julio Secco, que faleceu em sua casa, na cidade de Rio Grande, aos 81 anos. Grande mestre Secco nascera em Belém do Pará, treinou com Helio Gracie no Rio e se tornou instrutor na mítica escola Gracie na avenida Rio Branco, nos anos&#8230;</p>
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<p>A comunidade do Jiu-Jitsu despediu-se nesse dia 15 de janeiro do faixa-vermelha Julio Secco, que faleceu em sua casa, na cidade de Rio Grande, aos 81 anos.</p>
<p>Grande mestre Secco nascera em Belém do Pará, treinou com Helio Gracie no Rio e se tornou instrutor na mítica escola Gracie na avenida Rio Branco, nos anos 1960. Já nos anos 1990, o mestre voltou a migrar pelo interior do Brasil, dessa vez para o sul, onde ajudou a semear a arte em cidades gaúchas como Pelotas, Bagé, Jaguarão.</p>
<p>Pelo Jiu-Jitsu, mestre chegou a encarar pedreiras, como o brabo Pé de Pato: “Certa vez o Pé de Pato chegou à academia da Av. Rio Branco, 151 no 17º andar, me insultando por causa de uma menina”, lembrava o mestrão. “Chamei-o para resolver a rixa no tatame, trancamos a porta e eu lhe dei uma surra bem dada, ele ficou caído”, contou em entrevista ao portal BJJ Fórum.</p>
<p>Em novembro de 2021, quando as pernas já não exibiam a força de outrora, mestre Julio fez questão de graduar seus alunos no Rio Grande do Sul, sentado em sua famosa poltrona. Ficam os ensinamentos, detalhes técnicos e a garra, incutidos em centenas e centenas de <a href="https://www.instagram.com/p/CYzBhY6rPoG/" target="_blank" rel="noopener">alunos da linhagem Secco</a>. Obrigado, mestrão!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-adeus-ao-faixa-vermelha-julio-secco/">O adeus ao faixa-vermelha Julio Secco</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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