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	<title>academia | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 15:14:40 +0000</lastBuildDate>
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	<title>academia | Graciemag</title>
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		<title>10 dicas de treino para você progredir de vez no Jiu-Jitsu, com Gregor Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:36:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo nas páginas de GRACIEMAG (edição #218), o professor e competidor carioca Gregor Gracie listou dez lições que gostaria de ter escutado quando ainda era um iniciante. O campeão de Jiu-Jitsu elegeu a disciplina como o fator número um para você chegar mais longe nos treinos. Numa das dicas, publicadas na seção Página Branca,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_179836" style="width: 1077px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-179836" class="size-full wp-image-179836" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/Gregor-Gracie-por-John-Lamonica.jpg" alt="Gregor Gracie por John Lamonica" width="1067" height="615" /><p id="caption-attachment-179836" class="wp-caption-text">Gregor Gracie no ataque, em foto de John Lamonica.</p></div>
<p>Em artigo nas páginas de GRACIEMAG (edição #218), o professor e competidor carioca Gregor Gracie listou dez lições que gostaria de ter escutado quando ainda era um iniciante.</p>
<p>O campeão de Jiu-Jitsu elegeu a disciplina como o fator número um para você chegar mais longe nos treinos. Numa das dicas, publicadas na seção Página Branca, Gregor ensinou, ainda: “A vitória tem muitos pais, mas a derrota é quase órfã”.</p>
<p>Confira os dez ensinamentos do Gracie e ótimos treinos! Para assinar a revista de Jiu-Jitsu mais clássica do planeta e ler artigos assim em primeira mão, <a title="Assinatura GRACIEMAG a revista mais classica do Jiu Jitsu" href="http://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui.</a></p>
<p><strong>1. &#8220;Treine a disciplina</strong>. Este é o primeiro e principal fator, pois sem ela não dá para chegar a lugar nenhum. Muitas pessoas e atletas bem sucedidos acreditam em métodos diferentes de treino, de dieta, de estilo, mas ninguém jamais alcançou o topo sem ser disciplinado. No caminho do praticante sempre vão aparecer barreiras, dúvidas, decepções. É um trajeto longo, mas muitos já o percorreram, e sempre foi longo para todos. Com disciplina você também chega lá.&#8221;</p>
<p><strong>2. &#8220;Acredite em você.</strong> A parte psicológica é crucial para o atleta, principalmente num esporte individual e de contato. Não importa contra quem ou onde você lute, acredite em si. Aprenda com as lições de quem lutou ali antes de você, seja pessoalmente, em filmes, livros ou documentários. Li recentemente o livro do treinador Bernardinho, do vôlei, “Transformando suor em ouro”. Gosto de fazer anotações nos trechos interessantes, e de vez em quando releio para me manter motivado.&#8221;</p>
<p><strong>3. &#8220;Você pode melhorar no Jiu-Jitsu rolando com todo mundo</strong>, do faixa-branca ao preta. Ao treinar com um cara menos graduado, procure aplicar uma posição nova, ou então deixe o oponente encaixar uma finalização e tente sair. Outro modo eficaz de treinar é traçar uma meta, por exemplo: só vou finalizar no triângulo. Crie dificuldades e melhore diariamente.&#8221;</p>
<p><strong>4. Teste-se em outras modalidades.</strong> Sempre gostei de treinar outras lutas, principalmente judô e wrestling. Novos aprendizados sempre ajudam o lutador  e não for uma posição específica, ao menos sua base vai melhorar muito. Saia de sua zona de conforto e seja mais exigido, mental e fisicamente. No fim, isso sempre acaba somando para você ser um lutador mais completo.&#8221;</p>
<p><iframe title="Gregor Gracie @ Renzo Gracie Latham" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/YWAKJ9faZJY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>5. &#8220;Malhação é importante</strong>. Sempre odiei malhar, mas aprendi do pior jeito como a musculação é vital: me machucando várias vezes. Mesmo que você não pense em ficar forte, malhar é importante para prevenir lesões e para se recuperar mais rapidamente de um treino para outro.&#8221;</p>
<p><strong>6. &#8220;Cuidado com o corpo</strong>. Todo atleta depende do corpo para trabalhar, então cuide muito bem dele, com dieta e descanso. Sempre tive uma dieta boa e saudável, com pelo menos uma refeição de frutas por dia e uma noite de sono de oito horas no mínimo. Quando a gente é jovem pode dormir duas horas que no dia seguinte está zero, pronto para treinar cinco horas se preciso. Porém, conforme a idade vai chegando, a falta de repouso vai pesando. Se você quer treinar mais e curtir o Jiu-Jitsu até ficar velho, poupe energia e descanse bem.&#8221;</p>
<p><strong>7. &#8220;Você pode ser seu melhor professor.</strong> Ao treinar, procure pensar no que está acontecendo. Por que você não conseguiu defender aquela posição? Por que o cara surpreendeu você? Assim, na próxima vez em que você se encontrar na mesma posição, você vai poder tentar outra coisa, um novo detalhe. Pode ser que você não consiga evitar aquele golpe na próxima, pode ser que demore cem vezes, mas a cada cem vezes é preciso tentar um antídoto novo, até que você arrume a defesa.&#8221;</p>
<p><strong>8. “&#8217;A vitória tem muitos pais, a derrota é quase órfã&#8217;.</strong> A competição é o resultado do seu treinamento e dedicação, mas nem sempre o melhor ganha e o pior perde. Já ganhei lutas que deveria ter perdido, e perdi quando deveria ter ganho. O grande erro é achar que está tudo errado ao perder e querer mudar inteiramente o treinamento. É preciso analisar com calma o que mudar, pois muitas vezes basta continuar tentando. Outro erro é o cara ser campeão e achar que agora é só manter, sem se superar mais. Analise seus treinos com sabedoria, ao ganhar e perder.&#8221;</p>
<p><strong>9. &#8220;Tenha uma tática</strong>. O lutador deve ter um jogo e uma estratégia de luta, mas não deve se limitar a esse jogo apenas. O Jiu-Jitsu é infinito! Procure ser completo, ao jogar por cima, por baixo, praticando vários tipos de guarda e atacando de variadas maneiras. Se você já passou por aquilo antes, vai se sentir confortável quando acontecer de novo.&#8221;</p>
<p><strong>10. &#8220;Procure ajudar nas aulas.</strong> Desde juvenil eu ajudava no treininho das crianças, e assim foi até começar a dar aulas aqui na academia do Renzo em Nova York. Isso me fez um lutador mais técnico, pois muitas vezes eu mostrava uma posição e um aluno perguntava por que a pegada era aqui ou era ali. Isso me fazia pensar na posição e na resposta. E aí passei de apenas saber a fazer a posição para entender a posição e o Jiu-Jitsu.&#8221;</p>
<p>Curtiu os macetes de <a title="Siga Gregor Gracie no Twitter" href="https://twitter.com/GregorGracie" target="_blank" rel="noopener">Gregor</a>? Qual foi a sua dica favorita?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-de-treino-para-voce-progredir-de-vez-no-jiu-jitsu-com-gregor-gracie/">10 dicas de treino para você progredir de vez no Jiu-Jitsu, com Gregor Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Gripp e os degraus da construção de um professor, do primeiro treininho ao ensino internacional</title>
		<link>https://www.graciemag.com/lucas-gripp-e-os-degraus-de-crescimento-de-um-professor-de-jiu-jitsu-da-faixa-branca-ate-o-ensino-nos-eua/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=lucas-gripp-e-os-degraus-de-crescimento-de-um-professor-de-jiu-jitsu-da-faixa-branca-ate-o-ensino-nos-eua</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 23:39:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Cada mestre deixou uma marca na minha carreira. Cada aluno também. No fim, assim como um faixa-preta não deixa de evoluir, um professor nunca para de aprender", ensina Lucas Gripp.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-246527" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Roberto-Gordo-e-Lucas-Gripp.jpeg" alt="" width="969" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Roberto-Gordo-e-Lucas-Gripp.jpeg 969w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Roberto-Gordo-e-Lucas-Gripp-284x300.jpeg 284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Roberto-Gordo-e-Lucas-Gripp-768x812.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Roberto-Gordo-e-Lucas-Gripp-142x150.jpeg 142w" sizes="(max-width: 969px) 100vw, 969px" /></p>
<p>Aos 12 anos, enquanto ainda cursava o ensino fundamental em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Lucas Gripp deu os primeiros passos no Jiu-Jitsu sem imaginar que, anos depois, faria da arte suave sua profissão e levaria seu trabalho até os Estados Unidos.</p>
<p>O primeiro contato com o esporte ocorreu graças ao incentivo de um familiar. A partir daquele momento, iniciou seus treinamentos na Academia CAF, no centro de Friburgo, sob a orientação do mestre Flávio Serafin, o Pintinho.</p>
<p>Durante os primeiros anos de formação, foi graduado às faixas laranja, azul e roxa. Mais do que ensinar técnicas, Serafin apresentou os princípios fundamentais da modalidade, construindo a base que acompanharia Lucas durante a carreira.</p>
<p>Quando Flávio Serafin passou a integrar um projeto esportivo nos Emirados Árabes Unidos, desenvolvendo o Jiu-Jitsu em parceria com escolas e o exército local, Lucas iniciou uma nova etapa sob a orientação do mestre Pedro Monnerat.</p>
<p>Foi nesse período que sua visão sobre o esporte começou a amadurecer. Sob a liderança de Pedrinho, conquistou a faixa-marrom e, em 2020, recebeu a faixa-preta, consolidando oficialmente uma trajetória construída ao longo de mais de uma década de dedicação aos tatames.</p>
<p>Três anos depois, em dezembro de 2023, recebeu o primeiro grau na preta, reconhecimento que simboliza sua continuidade e evolução dentro da modalidade.</p>
<p>Mas sua história como professor começou antes mesmo da graduação máxima. Em 2018, ainda como faixa-marrom, recebeu de Pedro Monnerat o convite para assumir uma pequena turma na academia Gordo Jiu-Jitsu de Nova Friburgo. A experiência despertou uma vocação que mudaria sua vida.</p>
<p>“Ensinar me fez enxergar o Jiu-Jitsu de uma maneira completamente diferente”, recorda Lucas. “Quando você precisa explicar o movimento para outra pessoa, passa a estudar muito mais os detalhes. Cada aluno aprende de uma forma diferente, e isso me fez perceber que ser professor exige muito mais do que saber o movimento.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245925" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/03/Gordo-e-Gripp.jpg" alt="" width="820" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/03/Gordo-e-Gripp.jpg 820w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/03/Gordo-e-Gripp-300x281.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/03/Gordo-e-Gripp-768x719.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/03/Gordo-e-Gripp-150x140.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></p>
<p>Entre 2018 e 2025, Lucas dedicou-se à formação de crianças, adolescentes, adultos, mulheres e idosos, ao ministrar aulas em grupo e treinamentos particulares. O contato diário com perfis tão diferentes, em sua visão, contribuiu para o desenvolvimento de uma metodologia própria, baseada na observação, na escuta e na adaptação do ensino às necessidades de cada aluno.</p>
<p>Paralelamente ao trabalho no tatame, buscou aperfeiçoar sua formação participando de cursos, seminários e encontros com alguns dos principais nomes do Jiu-Jitsu brasileiro. Ao longo desse processo, teve contato com professores como Leão Teixeira, Antônio Braga Neto, Fernando Tererê, Hélio Soneca, Leonardo Leite, Delson Pé de Chumbo, Vagner Rocha, Celsinho Venícius e outros.&nbsp;</p>
<p>Cada experiência acrescentou novas perspectivas sobre ensino, liderança e formação de atletas: “Nunca procurei copiar a metodologia de ninguém. Sempre tentei entender o que havia de melhor em cada professor e adaptar esses aprendizados à minha realidade. Minha forma de ensinar foi construída dessa maneira: estudando, observando e aprendendo diariamente com os alunos&#8221;, analisa Gripp.</p>
<p>Ao longo dos anos, Lucas passou a compreender que o papel de um professor vai muito além da transmissão de técnicas.<br />
Sua metodologia prioriza atenção aos detalhes, comunicação clara, respeito ao ritmo individual de aprendizagem e desenvolvimento do controle emocional, aspectos que considera fundamentais tanto para quem busca a defesa pessoal quanto para aqueles que competem em alto rendimento.</p>
<p>Essa construção chamou a atenção da escola matriz da Gordo Jiu-Jitsu, uma das mais renomadas escolas da modalidade no Brasil e no mundo.</p>
<p>Em 2025, recebeu o convite de mestre Roberto &#8220;Gordo&#8221; Correa para integrar o quadro de professores da matriz da academia, em Weston, Flórida. O convite foi resultado de um conjunto de fatores: sua trajetória como atleta, a experiência acumulada como professor, o conhecimento técnico adquirido ao longo dos anos e sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento da equipe.</p>
<p>“A escolha pelo Lucas passou por alguns processos: ser aluno de um aluno, seu conhecimento técnico e conhecimento de gestão, mesmo que ele não tivesse a obrigação de colaborar nisso. Anos antes, conheci o Lucas pelo Pedrinho, que sempre fez elogios ao seu caráter e sua conduta”, diz Roberto Gordo.</p>
<p>Desde dezembro de 2025, Lucas atua nos Estados Unidos formando praticantes de diferentes idades e nacionalidades, levando consigo mais de duas décadas de experiência no esporte.<br />
Para ele, a essência do trabalho permanece a mesma, independentemente do país.</p>
<p>“O idioma pode mudar, a cultura pode mudar, mas o objetivo continua igual: ajudar cada aluno a evoluir. O Jiu-Jitsu tem a capacidade de transformar pessoas, e acredito que o papel do professor é facilitar esse caminho.”</p>
<p>Hoje, olhando para a própria trajetória, Lucas entende que sua formação não foi construída apenas pelas graduações conquistadas ou pelos anos de treino, mas principalmente pelas pessoas que cruzaram seu caminho e pelos alunos e professores que ajudaram a moldar sua forma de ensinar.</p>
<p>“Cada mestre deixou uma marca na minha carreira. Cada aluno também. No fim, assim como um faixa-preta não deixa de evoluir, um professor nunca para de aprender&#8221;, ensina Lucas Gripp.</p>
<p>Saiba mais sobre <a href="https://www.instagram.com/gripplucasbjj/" target="_blank" rel="noopener">o professor, aqui.</a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-246528" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Gordo-BJJ-Gripp.jpeg" alt="" width="965" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Gordo-BJJ-Gripp.jpeg 965w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Gordo-BJJ-Gripp-283x300.jpeg 283w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Gordo-BJJ-Gripp-768x815.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/07/Gordo-BJJ-Gripp-141x150.jpeg 141w" sizes="auto, (max-width: 965px) 100vw, 965px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/lucas-gripp-e-os-degraus-de-crescimento-de-um-professor-de-jiu-jitsu-da-faixa-branca-ate-o-ensino-nos-eua/">Gripp e os degraus da construção de um professor, do primeiro treininho ao ensino internacional</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>10 dicas para você montar seu projeto social de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 22:02:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pedido da equipe GRACIEMAG, Luciano Ribeiro, o bravo fundador do Projeto Social Gurizada/Alliance Mário Reis em Porto Alegre, enumera a seguir os dez principais passos para quem sonha em treinar crianças de áreas carentes. Aprenda, a seguir, com nosso GMI, um dos primeiros instrutores do programa GRACIEMAG Indica. Ensina, professor: 1. Espaço. O primeiro&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-para-montar-seu-projeto-social-de-jiu-jitsu-com-luciano-ribeiro-gurizadaalliance-mario-reis/">10 dicas para você montar seu projeto social de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_191842" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-191842" class="size-full wp-image-191842 " src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/07/Projeto-Gurizada-em-Porto-Alegre-referencia-no-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao.jpg" alt="Projeto Gurizada em Porto Alegre: referencia no Jiu Jitsu Foto Divulgacao" width="1280" height="960"><p id="caption-attachment-191842" class="wp-caption-text">Projeto Gurizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul: referência graças ao bom trabalho de Luciano Ribeiro. Foto: Divulgação</p></div>
<p>A pedido da equipe GRACIEMAG, Luciano Ribeiro, o bravo fundador do <a title="Projeto Gurizada no Facebook" href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100007440971434" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Projeto Social Gurizada/Alliance Mário Reis</a> em Porto Alegre, enumera a seguir os dez principais passos para quem sonha em treinar crianças de áreas carentes. Aprenda, a seguir, com nosso GMI, um dos primeiros instrutores do programa GRACIEMAG Indica.</p>
<p>Ensina, professor:</p>
<p><strong>1. Espaço.</strong> O primeiro passo para montar um projeto social é buscar um espaço. Muitas academias não estão dispostas a ceder o local em função da inexistência de renda. A dica é buscar um local junto a associações, escolas ou ONGs, instituições geralmente receptivas a esse tipo de trabalho, e que ainda podem gerar benefícios ao seu projeto.</p>
<p>2. Área de luta. Geralmente as academias substituem os antigos tatames rasgados ou estragados por novos, e se alegram em doá-los, até para desocupar o espaço. Distribuidoras ou fábricas, às vezes, doam ou vendem com valores acessíveis as peças que estão fora do padrão. Caso opte por montar tatame de lona, é fácil conseguir as raspas em empresas de recapagem e pneu, fábricas e borracharias. Lonas são sempre doadas por empresas de transporte que descartam as rasgadas.</p>
<p><strong>3. Kimonos.</strong> Os trajes geralmente são a parte fácil do projeto, pois você certamente terá companheiros de treino que possuem kimonos que não utilizam mais, e vão adorar colaborar. Algumas fábricas, após acompanhar o desempenho do projeto, fornecem kimonos infantis como forma de patrocínio, mas isso vem com os resultados em campeonatos.</p>
<p>4. Jovens. Gosto de me referir às crianças como atletas, pois deixa o trabalho mais sério e profissional. Os primeiros atletas geralmente são familiares de praticantes de Jiu-Jitsu. É legal com o tempo ir buscar crianças em escolas próximas e em associações. Aqui em Porto Alegre buscamos crianças abrigadas em entidades do governo, afinal essas possuem geralmente energia e disposição para gastar nos tatames.</p>
<p><strong>5. Legislação.</strong> Para conseguir benefícios do governo é necessário que o projeto seja legalizado. A forma mais comum é criar uma associação ou uma ONG, e a partir daí se cadastrar junto a prefeituras e secretarias de esporte. Mesmo com todas as formalidades cumpridas, não é tão fácil receber apoio de órgãos públicos, pois a burocracia atrasa muito as ajudas governamentais. É o que leva os professores a desistir no meio do caminho.</p>
<p>6. Seriedade. Procure manter desde o início o máximo de seriedade. Algumas decisões são importante para que seu trabalho ganhe força, como manter-se afastado de padrinhos políticos – pode ser que isso não seja bem visto aos olhos das pessoas que realmente querem ajudar, principalmente quando envolver valores. Manter proximidade com os familiares dos atletas é fundamental, pois há sempre campeonatos em outros estados, e os familiares precisam possuir confiança no seu trabalho. Tenha sempre a mente aberta para solucionar os obstáculos que venham a aparecer.</p>
<p><strong>7. Faixa etária:</strong> Escolha uma faixa etária para ensinar. No Projeto Social Gurizada trabalhamos com jovens de 4 a 18 anos. Aconselho, com o tempo, a separar o treino em três níveis: iniciante, intermediário e competidor. Conheço bons projetos que separam por idade, ministrando turmas em horários diferentes.</p>
<p><strong>8. Campeonatos.</strong> Torneios são fundamentais como sistema motivacional para as crianças, mas muitas vezes são caros, e poucos dão abatimento na inscrição. Não se deixe desistir por esses entraves, inicie com campeonatos regionais, nos quais organizadores disponibilizam vagas para projetos sociais. Não esqueça que o campeonato é termômetro do seu trabalho. Mostre a seus pupilos os frutos do Jiu-Jitsu, e incentive-os a sonhar, mostrando a trajetória dos grandes campeões profissionais.</p>
<p><strong>9. Patrocínio.</strong> Não inicie o projeto pensando nisso. Às vezes pequenas empresas ajudam com pequenas doações, mas não chegam a possibilitar o crescimento do trabalho. A forma mais fácil de conseguir apoio é com seriedade e resultados, ninguém tem interesse em investir num projeto que não está presente em competições, muito menos em crianças – geralmente escolhem atletas de ponta. Por isso a necessidade de estar nos campeonatos e ir aparecendo aos poucos.</p>
<p><strong>10. Não desista.</strong> Você sempre vai encontrar dificuldades, mas persista, pois o trabalho é recompensador. É normal ver talentos se perderem, enquanto outros vão se transformar para sempre graças ao Jiu-Jitsu. Continue competindo para servir como exemplo, e busque constantemente a evolução para manter seus alunos atualizados. Não se deixa levar pelo orgulho e muito menos por tentações. Mantenha boas relações com outros projetos e equipes, que unidas são mais fortes. Em países desenvolvidos, o investimento inicia-se nas bases, por isso tenha certeza que com os anos seu projeto terá uma base competitiva. Por fim, jamais pense em desistir!</p>
<p>E você, tem ou conhece um projeto social bacana ligado ao Jiu-Jitsu?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-para-montar-seu-projeto-social-de-jiu-jitsu-com-luciano-ribeiro-gurizadaalliance-mario-reis/">10 dicas para você montar seu projeto social de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 12:20:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Rosado]]></category>
		<category><![CDATA[Carlson Gracie]]></category>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[professor]]></category>
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		<category><![CDATA[Vinicius Cruz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana”, diz José Mario Sperry.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_217552" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217552" class="wp-image-217552 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg" alt="Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG" width="800" height="792" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-300x297.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-768x760.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-217552" class="wp-caption-text">Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG</p></div>
<p>Ele nasceu Eduardo, escondia a idade e pintava os cabelos. Tirando isso, Carlson Gracie (1932-2006) foi um dos brasileiros mais autênticos que o mundo conheceu.</p>
<p>Dizia o que pensava, cantava em francês e jamais seria falso ou controlaria a língua para que suas ideias fossem suavizadas ou parecessem politicamente corretas. Pelo contrário, costumava criar gírias que tornavam seus pontos de vista ainda mais claros e impactantes. Os creontes sabem bem.</p>
<p>Carlson nasceu no dia 12 de agosto de 1932 com o nome de Eduardo. Anos depois, seu pai, grande mestre Carlos Gracie, tomou gosto pela força das letras C e R, e alterou o nome do primeiro filho, bem como o da filha Eneida, que virou Oneica.</p>
<p>Carlson competiu, venceu seus desafios e cresceu na academia, treinado por Carlos e pelo tio Helio. Tornou-se dono de um coração caridoso que o tornava um fiasco como administrador – Carlson distribuía bolsas para seus alunos treinarem de graça, na mesma proporção em que sua academia conquistava troféus nos campeonatos. O faixa-vermelha está entre os treinadores mais vitoriosos da história competitiva do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Seu coração às vezes era grande até demais, servindo à malícia de aproveitadores. “Eu dizia para ele: ‘Pô, mestrão! Tem um monte de gente te explorando e você não faz nada. Assim você vai morrer sem nenhum tostão no bolso, que nem o Garrincha&#8230;’ Ele respondia: ‘Ué, qual é o problema? Eu não vou estar morto?’”, recorda o discípulo Marcelo Saporito.</p>
<p>Hoje estátua em Copacabana, Carlson parecia um rei que não fazia distinção entre nobres e plebeus. Saporito conta que, durante um longo período, o Gracie levava um grupo de mendigos do bairro para tomar banho e dormir na academia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Carlson era uma personalidade esportiva, bajulada por políticos, doutores e magnatas, sem jamais ter desenvolvido nenhum tipo de afetação por causa disso. “Ele foi muito feliz, viveu a vida como bem queria, desprendido de valores materiais e preocupações mesquinhas. Sem dúvida, levou para o Céu muitas histórias de vitória e alegria”, diz Fernando &#8220;Pinduka&#8221; Guimarães, um dos primeiros faixas-pretas formados no time.</p>
<p>E quando vivo, o que Carlson costumava levar consigo? Comecemos a lista por aquela pochete presa à cintura, completamente indiferente ao que a moda ditava: “Na pochete, ele levava uma escova para pentear o cabelo, um caderninho com o telefone de um monte de gente e uma máquina de fotografia”, revelou seu amigo de longa data, o também saudoso Osvaldo Paquetá.</p>
<p>“Nunca vi ninguém bater tanta foto naquela época quanto o Carlson. Era impressionante”, confirma o pupilo Wallid Ismail.</p>
<p>E os discos de bolero e música francesa? “Lembro de quando eu tinha 15 anos, e ficava na academia descansando para o segundo treino do dia. O Carlson então botava Edith Piaf na vitrola e me chamava: &#8216;Vinicinho, vem escutar essa maravilha! Eu aposto contigo que você vai querer gravar tudo numa fita!&#8217; Eu tinha 15 anos, achava uma porcaria e ele me fazia escutar aquilo por horas a fio”, diverte-se Vinicius Cruz, outro grato faixa-preta do mestre.</p>
<p>A lista de objetos não termina. Um baralhinho, já que se tratava de um amante da jogatina. Um dicionário, para ele decorar ainda mais verbetes e desafiar a inteligência dos amigos. Porém, Saporito lembra de algo mais singelo: um pião que o grande mestre botava para girar sobre o tatame da academia da Figueiredo Magalhães, durante o intervalo dos treinos. “Os olhos dele brilhavam. ‘Tá vendo, bichão? Eu tive infância’, ele costumava dizer. Eu respondia: ‘Ô, Carlson, você ainda não saiu da infância. Você é uma criança grande’”, recorda Saporito.</p>
<p>Mais do que seus utensílios, Carlson Gracie gostava mesmo era de estar com os amigos de fé e as mulheres que amou. “Ele era o tipo de pessoa que não conseguia viver sozinha”, definiu Paquetá.</p>
<p><strong>As próprias regras</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_214307" style="width: 882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-214307" class="size-full wp-image-214307" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg" alt="" width="872" height="566" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg 872w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-768x498.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 872px) 100vw, 872px" /><p id="caption-attachment-214307" class="wp-caption-text">Carlson Gracie com seus alunos. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Genial e genioso, Carlson Gracie sucumbia com a maior facilidade à gordurosa e açucarada mistura açaí-com-xarope-de-guaraná, sendo ele um notório diabético, com o colesterol alto. Carlson chegava a encolher a barriga em certos momentos para disfarçar os quilos a mais que vinha acumulando desde a década de 1970, quando deixou de ser atleta e virou treinador, permitindo-se assim alguns hábitos de glutão.</p>
<p>Quando algum mal-estar se abatia sobre ele, no entanto, era comum vê-lo se agarrar rapidamente à alimentação correta, feito uma criança arteira e desobediente que, após cometer uma grande traquinagem, comporta-se como um santinho até as coisas serenarem para o seu lado. Isso aconteceu nos últimos dias de vida do grande mestre: “Ele me ligou sentindo muitas dores, com a fala arrastada. Disse, no entanto, que logo ficaria bom, pois tinha voltado a cuidar muito bem da alimentação”, garantiu Paquetá.</p>
<p>Isso não bastava para Carlson naquele momento. Ele precisava de uma intervenção clínica urgente, o que só aconteceu tempos depois, quando a situação já era crítica. Teimoso em último grau, o Gracie tinha pavor de hospitais. Quando alguém aconselhava que ele procurasse um médico, Carlson rebatia: “Tá me gorando, é?”.</p>
<p>O faixa-vermelha chegava a esconder até da família suas fraquezas de saúde. Talvez porque não quisesse reconhecer que o imbatível fenômeno do vale-tudo das décadas de 1950 e 1960 estava envelhecendo. Ou então pela aguda autoconfiança que o fazia acreditar numa energia interior capaz de livrá-lo de quaisquer apuros da vida. Provavelmente por uma mistura dessas duas hipóteses, Carlson permitiu que uma simples pedra no rim evoluísse para uma infecção generalizada, fazendo seu coração parar às 6 horas de uma manhã fria em Chicago, EUA.</p>
<p>Durante a missa de despedida ao professor, que reuniu mais de 500 admiradores em Copacabana, desafetos de longa data chegaram a se abraçar. Afinal, como o irmão Carlos Robson Gracie disse, durante a missa: “Quando um anjo sobe aos céus, ele promove a união das pessoas. Estou convicto de que Carlson jamais será esquecido”.</p>
<p><strong>A última luta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_94502" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-94502" class="wp-image-94502 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg" alt="" width="605" height="640" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg 605w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-284x300.jpg 284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-142x150.jpg 142w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /><p id="caption-attachment-94502" class="wp-caption-text">No dia 1º de fevereiro de 2006, Carlson Gracie falece em decorrência de uma infecção generalizada. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bastante debilitado, Carlson faz pegadas nas mangas dos paramédicos. Eles tentam tirá-lo de seu apartamento em Chicago, EUA, e colocá-lo na ambulância, na noite de quinta-feira, 26 de janeiro de 2006. “Deixa quieto, pai, eles estão te levando para o hospital”. Ao ouvir a voz do filho, o mestre fecha os olhos, dá sua balançada típica com a cabeça, e enfim se resigna: “Pro hospital? Tá bom”.</p>
<p>Minutos depois, Carlson entra na emergência do Lincoln Park Hospital, com um histórico de oito dias de dores na bexiga e nos rins, e fortes alterações no estado mental. Feitos os exames, é diagnosticado septicemia, uma infecção generalizada no sangue. Tudo porque uma enorme pedra no rim, não tratada, bloqueou as vias urinárias e infeccionou a região, primeiramente, e o sangue e demais órgãos a seguir.</p>
<p>Oito especialistas liderados pelo médico brasileiro Mauricio Consalter passam a acompanhar Carlson, agora medicado por fortes antibióticos. O estado é crítico. Mas o lutador pouco a pouco se recupera, até que, no dia 31 de janeiro, ele dá sinais claros de melhora. “Sua pressão estava sobre controle, seus batimentos estavam perfeitos, e ele não tinha mais febre. Recuperou a consciência e pôde falar normalmente”, lembra o doutor.</p>
<p>O filho Carlson Jr. revive o clima da véspera: “Ele começou a perturbar todos no hospital. Brigava com os médicos, beliscou a bunda da enfermeira, e me esculhambou. Achei que papai tava recuperado, mas ele me alertou: ‘Fica por aqui porque esse é o último dia que você vai me ver’. Estranhei ele falar aquilo, porque tava bem”.</p>
<p>Não era permitido qualquer acompanhante na UTI. Júnior foi então para casa e, enquanto a infecção silenciosamente mastigava o coração do pai, não conseguiu dormir. Às 6h do dia 1º de fevereiro, com baixa frequência cardíaca, o grande mestre foi entubado. Iniciou-se uma série de procedimentos para tentar reanimá-lo, mas não houve resposta. Quarenta minutos depois, Carlson Gracie foi declarado morto. Ele conseguiu resistir por mais de uma semana sob um quadro gravíssimo de infecção generalizada, e todos os órgãos se recuperaram. Menos um. Justamente o que nele era maior, o coração.</p>
<p><strong>Qual foi o legado de Carlson?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_217592" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217592" class="size-full wp-image-217592" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg" alt="" width="1280" height="851" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-217592" class="wp-caption-text">Carlson eternizado na rua Figueiredo de Magalhães, berço de sua primeira academia. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>“Todo seminário que faço eu lembro uma ou outra posição que aprendi com meu pai. Raspagens, armadilhas de ataques duplos, tudo muito moderno e bastante eficiente até hoje” <strong>Carlson Gracie Jr.</strong></p>
<p>“O ensinamento mais marcante que o Carlson nos passava era a humildade” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Parece que foi ontem. Eu encaixava a chave kimura na posição norte-sul e sempre caía para pegar o armlock. Carlson então tirava a botinha dele e entrava no tatame bufando: ‘Nunca faça isso de novo! Você está em cima, com a kimura encaixada, e puxa a posição para ficar por baixo, no armlock! Tá maluco! Se perde a posição você fica por baixo, então continue na kimura!’” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Carlson nos ensinou sempre que o maior segredo no Jiu-Jitsu é acreditar em si mesmo, pois ninguém é melhor do que ninguém” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Acredito que foi o Carlson o primeiro a abrir as portas do Jiu-Jitsu para o mundo, ensinando, incondicionalmente, todos que a ele procuraram” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Treinei com o Carlson desde os 8 anos, e ao longo da minha vida inteira só vi o Carlson triste e chateado uma vez: durante a separação da equipe, em 1998” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“O Carlson foi o maior treinador de todos. Ele sabia respeitar as características de cada lutador. Ele lapidou meu jogo de guarda e me ensinou a usar a essência do Jiu-Jitsu nas lutas profissionais. Muitos lutadores do UFC hoje deviam relembrar Carlson e lapidar os recursos de guarda” <strong>Carlão Barreto</strong></p>
<p>“Carlson foi nosso melhor formador de lutadores e o professor mais rigoroso na concessão de faixas. Aprendi muito com ele sobre como um mestre avalia o aluno. Quando eu lutava, nutria uma série de receios e achava que o Carlson exagerava nos elogios, que ele via algo em mim que nem eu enxergava. Carlson era genial nessa análise, na observação das reações dos alunos em momentos críticos. Minhas vitórias, então, são frutos da minha disciplina e dedicação aliadas à grande capacidade do Carlson de extrair o melhor de cada um” <strong>Carlos Rosado</strong></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-20-anos-de-saudade-o-legado-de-mestre-carlson-gracie/">Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>The BJJ Mental Coach Launches Masters Community</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 21:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[black belt]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[IBJJF]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Mindset]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>At Jiu-Jitsu Con 2025, Masters competitors didn’t just show up — they took over. More than 6,550 athletes battled at Master Worlds, making up 55% of all participants. The message is clear: the Masters divisions are no longer the sidelines of the sport — they’re leading the way. But every Masters competitor also knows the&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222657" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222657" class="wp-image-222657 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1.jpg" alt="" width="940" height="627" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-222657" class="wp-caption-text">Roberto Traven and Wellington Megaton during IBJJF&#8217;s World Masters. Photo: GRACIEMAG Files</p></div>
<p>At Jiu-Jitsu Con 2025, Masters competitors didn’t just show up — they took over.</p>
<p>More than 6,550 athletes battled at Master Worlds, making up 55% of all participants. The message is clear: the Masters divisions are no longer the sidelines of the sport — they’re leading the way.</p>
<p>But every Masters competitor also knows the other side of the story: you train for months, feel sharp in the academy, and yet under the bright lights of competition, the nerves creep in. Suddenly, the game you trust disappears. You walk away frustrated, thinking: “That wasn’t me. I can do so much better.”</p>
<p>This is the exact problem that Gustavo Dantas — 6th-degree black belt, Master World Champion, and founder of The BJJ Mental Coach — has been studying for over a decade. And it’s why he created something brand new: The BJJ Mental Coach Masters Community.</p>
<p>A Movement of Authenticity More than a program, this is a movement built around a single, powerful word: authenticity. The goal is simple yet profound — to help competitors over 30 bring their true selves to the mats, free from nerves, fear, or the pressure to be someone they’re not.</p>
<p>Inside the Masters Community, athletes will find:</p>
<p>• Full access to all courses &amp; e-books</p>
<p>• Monthly live classes with Gustavo Dantas</p>
<p>• Exclusive interviews &amp; content</p>
<p>• Group coaching opportunities</p>
<p>• A supportive peer community of Masters athletes who “get it”</p>
<p>This is where training, mindset, and life intersect. It’s where your hard work in the academy finally translates into authentic performance in competition — and growth far beyond the mats.</p>
<p>To mark the launch, The BJJ Mental Coach will premiere a free webinar on YouTube:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/thebjjmentalcoach" target="_blank" rel="noopener">Master BJJ Competitor vs. Overtraining Saturday, Sept 20, 2025 – 8:00 AM MST The BJJ Mental Coach YouTube Channel </a></p>
<p>In the session, Dantas will share lessons from his &#8220;How High Can You Fly?&#8221; project — a nine- month challenge where he competed in all four IBJJF Grand Slams — and reveal how overtraining nearly cost him his authenticity on the mats. You’ll discover how to recognize the early signs, avoid the trap, and build a sustainable path forward.</p>
<p>“The BJJ Mental Coach is not me — it’s a movement,” says <a href="https://www.instagram.com/gustavodantasbjj/">professor Gustavo Dantas</a>. “It represents the belief that world-class performance starts with a world-class mindset. But more than medals, it’s about becoming the most authentic version of yourself — in Jiu-Jitsu and in life.”</p>
<p>Learn more at <a href="http://www.thebjjmentalcoach.com" target="_blank" rel="noopener">www.thebjjmentalcoach.com</a> or follow @gustavodantasbjj.</p>
<div id="attachment_244734" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244734" class="size-large wp-image-244734" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-1024x667.jpg" alt="" width="650" height="423" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-1024x667.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-768x500.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-150x98.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj.jpg 1240w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244734" class="wp-caption-text">Screenshot</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/the-bjj-mental-coach-gustavo-dantas-launches-masters-community/">The BJJ Mental Coach Launches Masters Community</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como o primeiro treininho de Jiu-Jitsu mudou a vida do professor Matheus Guada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 18:50:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como o primeiro treininho de Jiu-Jitsu mudou a vida do professor Matheus Guada</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245109" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI.jpg" alt="" width="449" height="512" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI.jpg 449w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI-263x300.jpg 263w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Matheus-GB-GMI-132x150.jpg 132w" sizes="auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px" /></p>
<p>Faixa-preta e atleta da GB em Houston, Matheus Guada não esquece os primeiros passos no Jiu-Jitsu. Ele relembrou os lances mais marcantes na sua trajetória, em papo com o GRACIEMAG.com.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>MATHEUS GUADA:</strong></em> Eu estava em Varginha, em Minas Gerais, e fui visitar o projeto social Campeões do Futuro. Havia em torno de 40 crianças nos tatames, e eu fiquei impressionado. Como eu já tinha treinado taekwondo, achei que eu ia tirar de letra. Amigo, apanhei até das crianças menores que eu. Mas fiz questão de voltar, para tentar de novo. E foi assim que peguei gosto e treino até hoje.</p>
<p><strong>Quando você percebeu que viveria em prol do Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Creio que foi na primeira vez em que lutei o Mundial da IBJJF, na Pirâmide de Long Beach, na Califórnia. Era 2017, e ali percebi toda a estrutura do Jiu-Jitsu, e quantas pessoas o esporte estava empregando. Eu ainda era juvenil, faixa-azul, mas fiquei vidrado no campeonato.</p>
<p><strong>E como escolheu morar em Houston e treinar na GB Westchase?</strong></p>
<p>Eu vim lutar o Houston Open, e acabei por enfrentar um conhecido meu, o Henrique Camargo, que treina na GB WestChase junto com um amigo meu, chamado Vitor Peres. Sou amigo do Vitor de longa data. Começamos a nos falar e conheci o professor Ulpiano, que fundou e lidera esta e outras escolas. Ele então me convidou para fazer parte do time e treinar com eles. Foi uma troca de conhecimentos muito interessante e que me enriqueceu como atleta.</p>
<p><strong>Qual foi o seu dia mais marcante como professor de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Olha… Ah, foi a primeira vez que levei meus alunos para lutar um campeonato. Eram várias crianças, e levei a turma para um campeonato regional em Poços de Caldas, em Minas. Aquela responsabilidade, a alegria das vitórias. Não esqueço nunca. Marcou mesmo. Foi quase tão inesquecível quanto meu primeiro campeonato já com a faixa-preta na cintura.</p>
<p><strong>Como a estrutura da GB tem mudado sua vida no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Está sendo ótimo, pois treino com um excelente time, recheado de atletas de altíssimo nível e com ótimos resultados em competições. Caso do campeão com e sem kimono Pedro Marinho, o Vitor Peres e o Dylan Melton. Sinto que aprendo todos os dias, em especial com um dos professores mais experientes do nosso time, o Piano.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-o-primeiro-treininho-de-jiu-jitsu-mudou-a-vida-do-professor-matheus-guada/">Como o primeiro treininho de Jiu-Jitsu mudou a vida do professor Matheus Guada</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Por que o Jiu-Jitsu é perfeito para pais e filhas, por Ricardo Zanelato</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 13:23:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[&#160; Por: Ricardo Zanelato * ] Um episódio curioso aconteceu comigo enquanto eu ensinava Jiu-Jitsu nos Estados Unidos, em 2008, e me fez ver com mais clareza os benefícios de atrairmos os pais para treinarem juntos com seus filhos ou filhas. Eu estava dando aulas na Lotus Jiu-Jitsu no Arizona, nos EUA, durante o horário&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232255 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2.jpg" alt="" width="969" height="968" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2.jpg 969w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-e-Zanelato-2-768x767.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /></p>
<p><em><strong>[&nbsp; Por: Ricardo Zanelato * ]</strong></em></p>
<p>Um episódio curioso aconteceu comigo enquanto eu ensinava Jiu-Jitsu nos Estados Unidos, em 2008, e me fez ver com mais clareza os benefícios de atrairmos os pais para treinarem juntos com seus filhos ou filhas.</p>
<p>Eu estava dando aulas na Lotus Jiu-Jitsu no Arizona, nos EUA, durante o horário infantil. A turma era muito boa, tanto que naquele ano venceríamos um dos campeonatos organizados pelo professor Gustavo Dantas. Havia dois irmãos que lutavam muito bem, de 8 e 6 anos, e que normalmente eram dominantes em seus combates. Pois lá estava eu, durante a aula, e por acaso os dois garotos estavam por baixo, em seus respectivos treinos, tomando um calor no cem-quilos. Apesar do sufoco por baixo, estavam procurando repor a guarda como sabiam fazer.</p>
<p>Do nada, sem que eu esperasse, olho para o lado e está o pai das ferinhas, de dedo em riste e disparando um arsenal de xingamentos para mim, com os mais cabeludos palavrões. O pai, desarvorado, estava me culpando por ver seus dois garotos levando a pior naquele momento da luta.</p>
<p>Com serenidade, logo percebi que tinha alguma coisa errada com aquela reação. Eu entendi na hora que, naquele ano de crise de 2008, o homem só podia estar passando por problemas financeiros, e não conseguiu conter a explosão, mesmo diante de outros pais, mesmo diante dos filhos, e diante de um faixa-preta de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Aquela profusão de sentimentos raivosos me fez, na hora, encerrar a classe que já estava pelo fim, e conversei com o proprietário da escola para que ficasse ciente. Uma semana depois do ocorrido, o pai reapareceu e pediu desculpas, explicando-se. De fato, estava passando por problemas no emprego, sob o temor de ser despedido.</p>
<p>Aceitei as desculpas e contra-ataquei com a sugestão de que ele viesse treinar também. Ou, se não tivesse tempo, que participasse de algumas aulas experimentais para compreender o que era estar por baixo no Jiu-Jitsu, e outros cenários da luta.</p>
<p>E assim foi feito, ele fez uma aula inicial comigo mesmo, gostou muito e seguiu adiante, lembro de sua alegria ao conquistar a faixa-azul por lá. Sua participação na academia aumentou muito, também, o entusiasmo dos filhos.</p>
<p>Os benefícios da arte suave para garotos e garotas são conhecidos amplamente pelos leitores do GRACIEMAG.com, claro. Mas eu não me canso de me surpreender com os dias de alegria que tenho com a minha filha, Yasmin, nos tatames <a href="https://www.instagram.com/lotusjiujitsutorres/" target="_blank" rel="noopener">da nossa escola, em Torres</a>, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>Desde que ela começou a gostar mesmo de vestir o kimono, sou um pai mais relaxado. Eu sei que agora ela possui um trunfo que anda sempre junto com ela, seja onde ela estiver –&nbsp;a autodefesa e a segurança para lidar com múltiplos problemas. Yasmin é tão dedicada e grata ao Jiu-Jitsu que passou também a fazer parte das aulas de MMA.</p>
<p>Hoje, pai e filha temos não apenas um assunto a mais para conversar e debater, como viajamos juntos para os campeonatos, traçamos estratégias e passamos as noites vendo e analisando o UFC. Já cheguei a me preparar e competir só por causa dela, e ela também viaja para alguns eventos com o objetivo principal de me apoiar.</p>
<p>Se os seus filhos treinam, tente participar também, nem que seja em aulas especiais com pais e filhos, de três em três meses, ou uma por semestre. Um aulão em família aos sábados é sempre um evento especial em toda academia. É uma maneira eficiente, também, para a escola atrair mais alunos entre os pais, pois todos sabemos como é complexo atrair a pessoa para a primeira aula –&nbsp;e que, depois, é só alegria e diversão.</p>
<p>Pergunto, por fim, a Yasmin o que ela mais curte ao treinar com o pai. Ela conclui: “A nossa parceria é o mais legal. Sem falar nos momentos mágicos nos tatames e nas risadas, claro!”</p>
<p>E você, também treina Jiu-Jitsu em família? Oss…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Ricardo Zanelato é professor de Jiu-Jitsu e ensina na Lotus Club em Torres, Rio Grande do Sul. Artigo do baú de GRACIEMAG.<br />
</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232259 alignnone" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato.jpg" alt="" width="969" height="968" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato.jpg 969w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/Yasmin-Zanelato-768x767.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/por-que-o-jiu-jitsu-e-perfeito-para-pais-e-filhas-por-ricardo-zanelato/">Por que o Jiu-Jitsu é perfeito para pais e filhas, por Ricardo Zanelato</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A reflexão de Léo Vieira sobre a missão do professor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Jul 2025 13:59:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A reflexão de Léo Vieira sobre a missão do professor</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-146421" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/jacare-leozinho-1-1024x1024.jpg" alt="" width="650" height="650" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/jacare-leozinho-1-1024x1024.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/jacare-leozinho-1-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/jacare-leozinho-1-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/jacare-leozinho-1-768x768.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/jacare-leozinho-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em entrevista recente ao podcast Pura Connection, o sempre ponderado Leonardo Vieira lançou uma reflexão importante, útil a mestres e alunos.</p>
<p>&#8220;Todo professor de Jiu-Jtsu tem uma voz relevante, e um impacto profundo na vida dos jovens”, comentou o líder da Checkmat, e treinador do astro Marcus Buchecha.</p>
<p>“Afinal, o professor pode transformar o ambiente de uma academia em céu ou inferno – só vai depender da capacidade dele de cuidar das pessoas, de liderar um grupo de pessoas&#8221;, disse o campeão mundial (1999), em conversa com André Bintang.</p>
<p>Confira a reflexão completa de Leozinho, a seguir.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O IMPACTO DO PROFESSOR DE JIU-JITSU DENTRO DA ACADEMIA | LEO VIEIRA" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/HGY7vNhwZeA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-reflexao-de-leo-vieira-sobre-a-missao-do-professor/">A reflexão de Léo Vieira sobre a missão do professor</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A 1ª aula de defesa pessoal ninguém esquece… Com Carlos Cobrinha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 21:21:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos maiores dilemas do Jiu-Jitsu hoje, nas academias de todo planeta, é: Como voltar a valorizar a defesa pessoal, essência do Jiu-Jitsu e um sistema de técnicas que vale ouro para o indíviduo, e manter as aulas em grupo como as equipes costumam ministrar? Para o professor Carlos &#8220;Cobrinha&#8221; Ozório, carioca radicado em Portugal,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_231878" style="width: 1929px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-231878" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/cobrinha.jpg" alt="" width="1919" height="1079" class="size-full wp-image-231878" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/cobrinha.jpg 1919w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/cobrinha-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/cobrinha-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/cobrinha-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/cobrinha-1536x864.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/cobrinha-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1919px) 100vw, 1919px" /><p id="caption-attachment-231878" class="wp-caption-text">Cobrinha passou seus truques para executar com eficiência a guarda-laço. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Um dos maiores dilemas do Jiu-Jitsu hoje, nas academias de todo planeta, é:</p>
<p>Como voltar a valorizar a defesa pessoal, essência do Jiu-Jitsu e um sistema de técnicas que vale ouro para o indíviduo, e manter as aulas em grupo como as equipes costumam ministrar?</p>
<p>Para o professor Carlos &#8220;Cobrinha&#8221; Ozório, carioca radicado em Portugal, uma das maneiras mais simples de revalorizar a defesa pessoal é incluí-la sempre nas aulas, de modo dinâmico. Com isso, ele garante que a técnica de competição tenha sempre um paralelo com as técnicas de proteção nas ruas.</p>
<p>&#8220;A defesa pessoal não pode e não deve cair em desuso&#8221;, prega Cobrinha. &#8220;Em nossa academia, todos os alunos aprendem as técnicas de campeonatos, regras e pontuações, mesmo se o aluno jamais pensar em competir. Mas a essência do Jiu-Jitsu requer que o praticante evolua nos treinos de forma a saber se defender e evitar situações que o coloquem em desconforto e perigo. Por isso, a cada exposição técnica, sempre que possível procuramos traçar um paralelo da técnica ensinada a uma situação real de defesa pessoal. Dias específicos de defesa pessoal são importantes e precisam existir, mas criar este paralelo nas aulas ajuda o próprio competidor a ter essa percepção de forma mais clara&#8221;, explica o professor.</p>
<p>Neste sentido, o professor Cobrinha gosta muito de ensinar o Jiu-Jitsu sob a forma de progressões, isto é, do zero até a finalização. </p>
<p><iframe loading="lazy" title="DERRUBEI O CAMPEÃO DE JIU-JITSU BRASILEIRO!!!*foi intenso*" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/P4n8ciBaiMw?start=239&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe> </p>
<p>&#8220;É o que apelidamos de serviço completo! Quando evoluímos do zero à finalização, percebemos melhor a distância, o modo de derrubar, dominar, estabilizar e, claro, levar o oponente a dar os três tapinhas. Agrupamos todos esses movimentos e técnicas numa certa sequência. É a ordem natural que funciona numa competição, mas também numa situação em que precisamos colocar em prática as técnicas para nos defendermos&#8221;.</p>
<p>Recentemente o fundador da <a href="https://www.instagram.com/carloscobrinhabjj.sede/" rel="noopener" target="_blank">Carlos Cobrinha BJJ</a>, em Vila Nova de Gaia, participou do programa &#8220;Identity&#8221;, em Portugal, onde mostrou um pouco do seu sistema. Foi uma primeira aula de defesa pessoal para o apresentador, inesquecível como toda primeira vez.</p>
<p>&#8220;Estive com o Diogo Inácio, um apresentador local que vem fazendo um trabalho muito importante na divulgação dos esportes por aqui&#8221;, lembrou Cobra. &#8220;E foi uma honra mostrar um pouco do nosso Jiu-Jitsu&#8221;. Confira e aprenda com o faixa-preta, e divirta-se com o valente faixa-branca. </p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-primeira-aula-de-jiu-jitsu-e-defesa-pessoal-ninguem-esquece/">A 1ª aula de defesa pessoal ninguém esquece… Com Carlos Cobrinha</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nas internas: a lenda do casca-grossa Zé Beto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 15:48:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curte as histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu? Essa também vem do nosso baú. Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos. Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_149847" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-149847" class="size-full wp-image-149847" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg" alt="Quem será o misterioso atleta do quebra-cabeças? Foto: Divulgação" width="591" height="826" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg 591w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-215x300.jpg 215w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-107x150.jpg 107w" sizes="auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px" /><p id="caption-attachment-149847" class="wp-caption-text">O lendário Zé Beto assombrou muitas gerações de competidores&#8230; Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Curte as <a href="https://www.amazon.com.br/Jiu-Jitsu-nas-internas-hist%C3%B3rias-bastidores-ebook/dp/B09X25RDG9" target="_blank" rel="noopener">histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu?</a></p>
<p>Essa também vem do nosso baú.</p>
<p>Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos.</p>
<p>Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de Jiu-Jitsu, capaz de amassar qualquer um com um jogo completo e justo?</p>
<p>Convocamos Marcio Feitosa, tricampeão mundial pela IBJJF e tarimbado professor da Gracie Barra, para relembrar uma história clássica, que envolve um famigerado lutador chamado Zé Beto.</p>
<p>Conta aí, Feitosa:</p>
<p>“Zé Beto já fez muita gente trocar de categoria, fazer e desfazer dieta, tirar nome de campeonato, ou simplesmente não aparecer para lutar. Espalhou terror e pânico por várias e várias gerações de competidores”, conta o faixa-preta.</p>
<p>“Sua origem é um pouco incerta, ninguém conhece direito de onde Zé Beto surgiu. Lembro de ter ouvido falar dele a primeira vez há muitas décadas, em rodas de conversa com o mestre Carlos Gracie Jr. Para dar uma ideia de como Zé Beto era respeitado, vou contar uma história de um amigo nosso, cujo nome vou manter em sigilo para preservá-lo. Ele morava comigo em Lake Forest, na Califórnia, na época em que dividíamos um apartamento com Marco Joca ‘Piu-Piu’, Marcio Pé de Pano, André Fernandes da IBJJF, Kayron e mestre Carlinhos. Era época do Pan-Americano, e essa figura, então de faixa-roxa, estava altamente preparado para o campeonato.</p>
<p>“No auge da preparação dele, um dos companheiros então propôs: ‘É chegada a hora de introduzi-lo ao Zé Beto’. Numa noite, todos na jacuzzi da academia de musculação, relaxando após um dia de treinos duros, alguém soltou:</p>
<p>&#8220;‘Ih, fera… Eu acho que você vai cair de cara com o Zé Beto’. Um outro devolveu de lá: ‘Ih rapá… Zé Beto gosta de jogar sujo, dar cabeçada, adora arrumar confusão… Agora, eu não acho que ele tenha nada demais não, o problema é que o pessoal já começa a luta se entregando, só porque o cara tem um nome famosinho no Jiu-Jitsu. Ele tem aquelas quedas dele, fica por cima amassando, mas é só fazer seu jogo’.</p>
<p>&#8220;Um terceiro emendou: ‘Meu irmão, eu não acho o jogo de queda dele nada demais, sabia? Ele é muito mais perigoso com aquela guarda, sabe dar bons botes de braço na fechada, perna grande e forte…’ Nosso amigo faixa-roxa já estava demonstrando uma mudança no olhar.</p>
<p>“No dia seguinte, ele já começou a fazer sua própria pesquisa. Quem afinal seria esse tal de Zé Beto? De que equipe viria? ‘Não quero saber não, vou cair para dentro dele!’. Só que pelo olhar você percebia que os pensamentos não estavam confirmando aquelas palavras. Dois ou três dias depois, veio o anúncio: ‘Vou baixar de peso, sabia? Estou leve para a categoria, faltam só uns quilinhos’. E tome de dieta e passar fome.</p>
<p>“No auge da magreza do rapaz, a pilha ressurge: ‘Meu irmão, não tem jeito, tu vai ter de encarar o Zé Beto mesmo, tem de subir de categoria. Tá afrouxando para ele não, né? Tu és duro em pé também, vamos trocar em pé com ele e passar com tudo’. Foi suficiente: fim de dieta e toma de subir de peso novamente.</p>
<p>“Depois de uma semana de estresse, pilha, Zé Beto para lá e para cá, o pessoal se reuniu e revelou a verdade: ‘Meu irmão, Zé Beto não existe, é pegadinha. Nem saiu sua chave ainda’. Nosso amigo perigou não levar na esportiva, mas no fim se acalmou e sorriu. Só restou a ele uma reação: manter o legado vivo e continuar passando para a frente, para os jovens companheiros de luta, o folclore do temido Zé Beto”.</p>
<p>E você, já ouviu ou vivenciou alguma clássica pegadinha do mundo do Jiu-Jitsu? Divida conosco&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Artigo publicado originamente na GRACIEMAG edição #216. Para assinar sua revista de Jiu-Jitsu favorita, clique aqui!</strong></em></a></li>
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		<title>O que Diego Trindade aprendeu sobre a linguagem do Jiu-Jitsu ao ensinar na China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 16:01:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A aclimatação de Diego Trindade, de volta ao Brasil após uma aventura pela China, segue de vento em popa. O competidor de Jiu-Jitsu sem kimono anda treinando forte em Brasília, e já mira duas competições grandes em setembro, o Manaus Open e o Sul-Brasileiro no Rio de Janeiro. Diego ajudou a popularizar o Jiu-Jitsu na&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243924" style="width: 641px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243924" class="wp-image-243924 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1.jpg" alt="O professor e campeão de Jiu-Jitsu Diego, após brilhar no ADCC Tailândia. Fotos: Divulgação" width="631" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1.jpg 631w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1-246x300.jpg 246w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1-123x150.jpg 123w" sizes="auto, (max-width: 631px) 100vw, 631px" /><p id="caption-attachment-243924" class="wp-caption-text">O professor e campeão de Jiu-Jitsu Diego, após brilhar no ADCC Tailândia. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>A aclimatação de Diego Trindade, de volta ao Brasil após uma aventura pela China, segue de vento em popa. O competidor de Jiu-Jitsu sem kimono anda treinando forte em Brasília, e já mira duas competições grandes em setembro, o Manaus Open e o Sul-Brasileiro no Rio de Janeiro.</p>
<p>Diego ajudou a popularizar o Jiu-Jitsu na China, país com 1,4 bilhão de pessoas que ainda é um mercado e tanto para o crescimento da arte suave. O país teve algumas escolas com trabalhos consistentes, como a China Top Team do professor Ruy Menezes, desde 2003, e a GB em Xiamen.</p>
<p>Diego, professor na Excellence School of BJJ, contou o que aprendeu após cinco anos no país da Grande Muralha. Confira!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que fez você decidir encarar essa epopeia, e desbravar os tatames chineses?</strong></p>
<p><strong>DIEGO TRINDADE:</strong> Eu já tinha lutado alguns campeonatos no exterior e decidi que eu queria ter a experiência de morar fora do Brasil por um tempo. Sempre fui uma pessoa de grandes amizades e boa rede de contatos profissionais. Comecei as conversas e logo um amigo intermediou uma proposta de trabalho na China. Era um país de fato desafiador, mas nunca tive medo de desafios.</p>
<p><strong>Quais foram os maiores desafios por lá? </strong></p>
<p>Olha, nem sempre foi fácil. Com perseverança e dedicação consegui conquistar meu espaço na China. Primeiro precisei ganhar reconhecimento como professor, e depois como atleta. Mas houve uma série de aspectos positivos. Estar na China me permitiu viajar e lutar competições por toda a Ásia, como no ADCC Tailândia, o ADCC Singapura, o ADCC Coreia do Sul, ADCC Filipinas, ADCC Malásia e o Asian Open no Japão, entre outros. A experiência na China foi, assim, fundamental para o meu crescimento como pessoa, como professor e como atleta.</p>
<p><strong>Poderia contar um pouco sobre esse crescimento pessoal?</strong></p>
<p>Eu fui à China sem saber mandarim, por exemplo. Ao longo dos últimos anos, dei aulas para alunos chineses e também para praticantes de diversas nacionalidades. A China é assim, atrai gente de todo o globo. Com isso, aprendi que a linguagem corporal do Jiu-Jitsu brasileiro é universal. Em algumas regiões do interior da China, o Jiu-Jitsu ainda é uma arte muito nova. Para mim, foi desafiador e gratificante poder difundir o Jiu-Jitsu brasileiro em várias comunidades do outro lado do mundo. E pude verificar que, do outro lado do mundo, o grappling e o Jiu-Jitsu sem kimono estão de fato se desenvolvendo muito rapidamente. Isso me fez aprender também, e evoluir bastante nessa linha do esporte.</p>
<p><strong>Quais são os seus planos para o seu time no Brasil? </strong></p>
<p>Minha raiz é o Jiu-Jitsu com kimono, não tem jeito. Mas essa bagagem de no-gi que adquiri enquanto estive fora do Brasil me fez evoluir com atleta, professor e treinador. Nesse retorno ao Brasil, pretendo continuar concentrado no Jiu-Jitsu sem pano, pois acredito que este é o momento de um grande salto de crescimento na modalidade, aqui e lá fora. Serão ainda muitos eventos divulgando a modalidade, pagando bem aos jovens e mudando o cenário esportivo brasileiro também.</p>
<p><strong>Brasil e China têm relações diplomáticas somente há 50 anos, e tudo por lá ainda parece ser um mistério para nós. O que aprendeu sobre o país, e sobre o Brasil?</strong></p>
<p>A China é um país que investe e valoriza o esporte em geral. Com o Jiu-Jitsu não é diferente. Desde criança, atletas que se destacam recebem incentivo governamental, inclusive em dinheiro, para se dedicar aos treinamentos e à vida de atleta. Além disso, a China tem diversas academias com excelente estrutura, e cada vez mais atletas chineses vêm se destacando no esporte. Já existem alguns lutadores chineses no UFC, por exemplo. Com isso, mais e mais chineses vem se interessando pelo Jiu-Jitsu brasileiro. Enquanto estive na China, tive a oportunidade de treinar alguns atletas chineses com grande potencial. Mas o Jiu-Jitsu brasileiro ainda tem muito espaço para crescer na China.</p>
<p><strong>E nos países vizinhos, o que você pôde conferir?</strong></p>
<p>Nos outros países asiáticos o Jiu-Jitsu sem kimono e o MMA também só fazem crescer. A Tailândia possui centros de treinamentos de alto rendimento que atraem atletas do mundo inteiro, até pela sua tradição no muay thai. E belos países como Singapura, Malásia, Filipinas e outros estão em processo de evolução, com bastante espaço para novos instrutores.</p>
<p><strong>O que você ainda lembra quando pensa em seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu? </strong></p>
<p>Minha primeira vez nos tatames foi quando dois amigos me convidaram para conhecer a arte suave. Vi ali que de suave aqueles treinos não tinham nada, já que fui finalizado milhões e milhões de vezes e não entendi nada. De todo modo, aquilo me desafiou e me atraiu. Desde então, nunca mais parei. Sou a prova viva de que o faixa-preta é o faixa-branca perdidinho que nunca desistiu.</p>
<p><strong>Do que mais se orgulha em sua trajetória no esporte? </strong></p>
<p>Da minha persistência. Ao longo da minha trajetória no Jiu-Jitsu, eu conheci muita gente. A maioria ficou pelo caminho. Muitos se apaixonavam pela arte suave assim como eu, mas depois de um tempo desistiam, iam fazer outra coisa. Outros, por algum motivo da vida, não tiveram condições de continuar. Minha faixa-preta é um troféu que me fez ganhar o mundo e me deu condições de viver do esporte. Nunca foi fácil, mas eu sempre persisti, pois foi esta a escolha que fiz para minha vida lá atrás.</p>
<p>Saiba mais sobre o trabalho do professor <a href="https://www.instagram.com/diegotrindadejj/" target="_blank" rel="noopener">GMI Diego Trindade, aqui.</a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-243922" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1.jpg" alt="" width="786" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1.jpg 786w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-300x293.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-768x750.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-150x147.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-que-diego-trindade-aprendeu-sobre-a-linguagem-do-jiu-jitsu-ao-ensinar-na-china/">O que Diego Trindade aprendeu sobre a linguagem do Jiu-Jitsu ao ensinar na China</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 13:10:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor Vinicius “Draculino” Magalhães, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss! “Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235793" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235793" class="wp-image-235793 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg" alt="Draculino conquistou o ouro na divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla" width="1024" height="604" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-300x177.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-768x453.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235793" class="wp-caption-text">Draculino conquistou o ouro na antiga divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla</p></div>
<p><em>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor <a href="https://www.instagram.com/draculinojj/" target="_blank" rel="noopener">Vinicius “Draculino” Magalhães</a>, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss!</em></p>
<p>“Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu já sabia disso, e repeti essa constatação em voz alta, no ginásio da Califórnia State University Dominguez Hills, no sábado, bem antes de tudo acontecer. Eu ainda não podia saber, claro. Mas, umas 24 horas depois, naquele domingo fatídico, eu acordaria na maior tranquilidade, pensando que era a manhã da luta – até ver que ao meu lado estava o Wellington Megaton, com os trajes de árbitro do <a href="https://ibjjf.com/events/results/2008-world-jiu-jitsu-no-gi-ibjjf-championship" target="_blank" rel="noopener">2º Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono</a>. Caí numa tocaia. Mas deixemos isso para o fim.</p>
<p>A história começou no sábado, 9 de agosto de 2008. Não, na real começou antes, no mês de maio. Foi quando aceitei a missão de estabelecer nos EUA e comandar a <a href="https://www.graciemag.com/2011/12/03/draculino-mostra-54-tecnicas-em-menos-de-12-minutos/" target="_blank" rel="noopener">Gracie Barra Texas</a>, na cidade de Houston. Após um período totalmente voltado para o MMA e para o desenvolvimento dos meus alunos, achei que era a hora de voltar a botar a cara nos torneios e sentir a adrenalina de competir entre a garotada.</p>
<p>Estou com 37 anos. Não lutava um campeonato na categoria adulto desde 2002, no Pan da IBJJF. Com as coisas mais mansas, e com 150 alunos em Houston, quis mostrar a eles que o Jiu-Jitsu é para todos, e que mais vale cair dentro e lutar do que ficar pensando em desculpas ou se esconder atrás da fama.</p>
<p>A merda de ficar afastado é que você perde muito a tarimba, as manhas de competição – o ritmo da luta, a malandragem, coisas assim. Estranhei até como bater o peso para o campeonato, depois de tanto tempo sem enfrentar as balanças. O segredo é saber quantos quilos você perde ao dormir, e assim calcular certinho quanto você precisa bater pela manhã, para não ficar nem muito acima nem muito abaixo do seu peso ideal. Por isso passei aqueles dias carregando minha balança a tiracolo pelo ginásio, enquanto o pessoal brincava comigo.</p>
<p>A melhor sensação para mim foi na hora de aquecer, aquele frio na barriga antes da primeira luta. Não se trata de medo, você sabe. É pura adrenalina nas veias. Como eu estava dizendo, o vale-tudo e o MMA são extremos, claro, e podem ter lances brutais. Mas por outro lado você conhece o adversário, estuda o estilo do rival com antecedência, ganha uma bolsa boa, passagens aéreas para você e seu time – e faz uma luta só e a missão está cumprida. Praticamente o oposto do Jiu-Jitsu, em que lutamos por amor ao esporte, não faz ideia sobre quem vai encarar e o que pode acontecer.</p>
<p>A única coisa certa em todos os torneios de Jiu-Jitsu, por exemplo, é que vai haver ao menos uma grande surpresa, uma zebra a galopar nos tatames. O negócio é fazer tudo certinho para que não seja contra você.</p>
<p>Preparei meu Ipod com 4 mil músicas. Nada de hip-hop, que sou da antiga, mas acabei não escutando meu rock favorito antes da hora da verdade – “Angel of death”, da banda Slayer. Olha aí, vai ver que foi isso que fez a diferença, que causou aquele lance com os vagalumes. Tremendo papelão, foi o que pensei na hora. Mas claro que não me envergonho agora. Vergonha eu teria caso eu mutucasse, fugisse da luta ou agisse como um frouxo.</p>
<p>Em campeonatos de Jiu-Jitsu, e aí vale com ou sem kimono, já vi o certo dar errado, o errado dar certo, a técnica perder para ignorância e vice-versa. Depende do dia de cada um, e de outra série de fatores. Essa é a magia do esporte. E é essa magia que me faz estar lá sempre no ginásio, mesmo quando eu não vou lutar, e encarar calor ou frio nos ginásios da Califórnia.</p>
<p>Naquele fim de semana, o calorão estava especial, e o clima dentro da área de lutas não era mais ameno. Afinal, não é sempre que podemos ver em ação Saulo Ribeiro, Roberto Godói, Baret Yoshida, Jorge Pereira e tantos outros nomes da minha época. Tanto que a divisão de masters tinha mais astros que na categoria adulto.</p>
<p>Porém, formado por uma nova geração de astros, faixas-pretas cascas-grossíssimas, o adulto foi um espetáculo para os torcedores. Acostumado a um tempo em que víamos um mar de caras feias e lutadores cheios de marra, me impressionou ver como a molecada atual é educada, cordial e respeitosa com a gente e entre eles. Todos se cumprimentavam, trocavam reverências, numa clara demonstração que lutam para se divertir e evoluir, antes de tudo. Alguns, inclusive, me disseram que eu era um grande exemplo, por estar ali inscrito entre eles após faturar o ouro na minha divisão de 37 anos. Foi muito legal ouvir isso.</p>
<p>Eu sabia que não precisava provar nada a ninguém – exceto a você mesmo, todos os dias da vida. Por isso eu cheguei a rir ao ver uma luta da garotada. Percebi que para chegar perto da explosão, timing e pujança dos garotos, eu precisaria de uns cinco campeonatos em sequência. Foi o ritmo forte da maioria, mais do que a técnica, que me chamou a atenção. O que dizer de Rubens Cobrinha? A luta dele pelo ouro dos leves, contra Jeff Glover, foi a luta que mais me impressionou no evento. Um verdadeiro jogo de xadrez, vencido por Cobrinha por uma vantagem ao quase chegar do lado e dar um bote nas costas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Time Travel Tuesdays - Rubens Cobrinha Charles vs Jeff Glover   Nogi Worlds 08" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/h6cNbCw6pkU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Na minha divisão, o peso-pena, Bruno Frazatto venceu Denilson Pimenta na final. Pimenta luta desde a minha época também, e é um cara bem forte e completo. Bruninho usou sua guarda para raspar e virar a luta no finzinho, quando perdia por 2 a 4. Um lutão de duas, com o perdão da expressão chula, “putas velhas de tatame”.</p>
<p>O grande nome do evento, claro, foi Antonio Braga Neto, campeão absoluto após vencer Gabriel Vella numa final sensacional, no cair da tarde de domingo. Braga Neto surpreendeu ao, com segundos de luta, ir para cima e derrubar Vella, caindo por cima.</p>
<p>No feminino, a mesma coisa, vi muita técnica e humildade. Além da campeã absoluta, a faixa-marrom Ana Laura Cordeiro, campeã após vencer Ana Carolina e Penny Thomas, ainda vi Letícia Ribeiro finalizando bonito no peso-pluma.</p>
<p>E, para coroar, ainda teve o Saulo Ribeiro, campeão meio-pesado numa divisão cheia de garotos, como Gregor e Igor Gracie, que estavam cheios de fome de vitória.</p>
<p>Campeonatos são assim, uma grande festa, em que mesclam-se estilos e experiências. No meu caso, senti falta de ritmo, acredito. Admito que, mesmo após vencer o peso-pena entre os veteranos, não fiquei completamente satisfeito com minha exibição. Achei minhas duas lutas truncadas.</p>
<p>Até que chegou a hora de lutar entre os adultos. E eu, que quase não cometia erros tolos quando era competidor assíduo, acabei cometendo aquele erro primário, logo em minha primeira luta no adulto.</p>
<p>Era cerca de uma e meia da tarde de domingo. Eu sabia que meu oponente, Johnny Ramirez, era um aluno do Rodrigo Medeiros e um cara bem duro. Afinal, ele tinha feito uma luta boa com meu aluno Samuel Braga, em que o Samuel venceu por dois ou três pontos. Fiz minha tática, então: pus na guarda, raspei como manda o figurino e fiquei ali por cima fazendo minhas vantagens na meia-guarda.</p>
<p>Quando a luta parou e voltou no meio, tentei dar uma movimentada maior. Fui fazer uma passagem de guarda um pouco arriscada quando não há o kimono, em que se bota a mão no joelho para pressionar e passar por cima da perna. Deu no que deu.</p>
<p>Ao ver a gravação depois, eu não sabia se ria ou chorava. Meu braço escorregou certinho e caiu dentro do triângulo dele. Eu pulei para dentro do golpe!</p>
<p>Rapidamente, tentei fazer a defesa tradicional do triângulo, no que ele laçou minha perna. Golpe arrochado, vi então voltar aquela poderosidade da antiga, dos tempos em que minha geração foi criada a ferro e fogo. Eram tempos duros, quando incutiam na gente que devíamos ir até o fim para não ser finalizado. E, com os três tapinhas, não poderíamos testar de fato onde era o fim, certo?</p>
<p>Dormir ou bater? Eu, que nunca tinha batido na minha vida num campeonato, decidi que não seria logo agora, aos 37 anos. Não, eu não desistiria depois de velho, naquele Mundial Sem Kimono da IBJJF.</p>
<p>Naquele instante, com meu pescoço imprensado dentro do triângulo, cinco reflexões cruzaram minha mente na velocidade do pensamento:</p>
<p><em>1. Puta merda, que erro! Caí dentro do triângulo feito um idiota.</em></p>
<p><em>2. Preciso me defender.</em></p>
<p><em>3. Ih, não vai dar para defender. Caramba, agora eu sei exatamente como o Royler se sentiu no ADCC 2003. O que faço?</em></p>
<p><em>4. Ferrou. E agora: bater ou não bater?</em></p>
<p><em>5. Bater é o caralho. Vou ficar aqui mesmo.</em></p>
<p>Cheguei até a sonhar. Dormir num golpe é uma sensação estranha, porque é um lance suave. Não é nada traumático, como um nocautaço no vale-tudo. Primeiro, aparecem umas luzes piscando, como um bando de vaga-lumes. Quando você não espera mais, dorme.</p>
<p>Jiu-Jitsu, portanto, é isso: errou, já era, apagou. Deixo claro, primeiro, que meu jovem oponente teve todos os méritos. Segundo: batucar e desistir em campeonato não é demérito para ninguém, pelo contrário. Isso é loucura minha que ninguém deve pensar em seguir, não.</p>
<p><em>The end.</em>&#8221;</p>
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