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	<title>Tijuca | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Tijuca | Graciemag</title>
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		<title>Homenagem surpresa a Chico Mansor ilumina parte valiosa da história do BJJ</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 00:04:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>*Fotos: Ilan Pellenberg Quando o faixa-vermelha Francisco Mansor, 84 anos, entrou pela porta da academia Kioto, no Rio de Janeiro, por volta das oito horas da noite de segunda-feira, 2 de dezembro, seus olhos se arregalaram diante de tanta gente no dojô. Até então o grão mestre pensava se tratar de mais uma visita corriqueira&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-244334" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3243_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg" alt="" width="749" height="499" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3243_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3243_HomenagemTioChico_2024-1024x684.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3243_HomenagemTioChico_2024-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3243_HomenagemTioChico_2024-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3243_HomenagemTioChico_2024.jpg 1080w" sizes="(max-width: 749px) 100vw, 749px" /></p>
<p><em>*Fotos: <a href="https://www.instagram.com/ilanpellenberg_lutas?igsh=aXE0NWdxMTJvZGdl">Ilan Pellenberg </a></em></p>
<p>Quando o <a href="https://www.instagram.com/gmfranciscomansor?igsh=NDBkM293bGQ4eXMy">faixa-vermelha Francisco Mansor</a>, 84 anos, entrou pela porta da <a href="https://www.instagram.com/kiotobrazilianjiujitsu?igsh=dmUyZ3hwNXVqdWdo">academia Kioto</a>, no Rio de Janeiro, por volta das oito horas da noite de segunda-feira, 2 de dezembro, seus olhos se arregalaram diante de tanta gente no dojô. Até então o grão mestre pensava se tratar de mais uma visita corriqueira à escola que fundou em 1965. Era, no entanto, muito mais que isso. Noite de festa. Não só uma homenagem surpresa ao sensei, mas também uma ode à história do Jiu-Jitsu moderno, com a presença de mestres renomados, como o professor Fernando Pinduka.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-244336" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3259_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg" alt="" width="746" height="497" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3259_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3259_HomenagemTioChico_2024-1024x684.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3259_HomenagemTioChico_2024-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3259_HomenagemTioChico_2024-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3259_HomenagemTioChico_2024.jpg 1080w" sizes="(max-width: 746px) 100vw, 746px" /></p>
<p>Quando era criança, o pequeno Francisco Mansor (pronuncia-se Mansur) adorava ler e estudar. Alfabetizou-se na fazenda da família e passou a estudar com a molecada mais velha na escola. Foi o começo do seu suplício.“Eu tinha 7 anos e apanhava um bocado dos grandões”, conta o faixa-vermelha de Helio Gracie. “Nasci no interior de Minas Gerais, na zona da mata, num pequeno distrito chamado Cachoeira Alegre. Era tão pequeno que nem tinha cachoeira, mas até que era alegre. Tinha um regato, onde eu gostava de nadar. Fomos estudar numa cidade maior, Muriaé, mas como eu era um aluno avançado, fui para a sala de garotos maiores. Um dos meus coleguinhas se chamava Neném. Ele era um cavalo. De neném não tinha nada, me batia todos os dias. Foi então que falei com meu pai: ‘Quero voltar pra fazenda. Não aguento mais.’”</p>
<p>O pai José, fazendeiro e industrial de sucesso, vivia pelo Rio de Janeiro e outras grandes cidades. Chamou o filhão e disse: “Vou ensinar uma coisa para ti, nunca mais vais apanhar de novo.”</p>
<p>“Eu estava triste mesmo na escola. O que meu pai fez? Me ensinou uma defesa pessoal das mais básicas, os cursos que ele aprendera no Rio de Janeiro. Quando cheguei na escola e o Neném veio… Dei um tomoe-nage! Fiquei de castigo um mês inteiro.”</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-244338" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3146_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg" alt="" width="743" height="495" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3146_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3146_HomenagemTioChico_2024-1024x684.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3146_HomenagemTioChico_2024-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3146_HomenagemTioChico_2024-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3146_HomenagemTioChico_2024.jpg 1080w" sizes="(max-width: 743px) 100vw, 743px" /></p>
<p>Mansor quis saber mais sobre a tal técnica suave. O pai explicou. Toda semana viajava a negócios e aproveitava para treinar com um grande campeão, chamado Helio Gracie. Mansor ficou imaginando o gigante musculoso que conhecia a arte da briga. Um dia, decidiu pegar carona em caminhões até o Rio de Janeiro, fugindo de Minas. Virou cadete, e um policial condecorado. “Eu, na verdade, virei um brigão. Era chamado de Doutor Mansor Maluco. Brigava seis vezes por dia.”</p>
<p>Chico então resolveu bater lá na porta da academia Gracie. Ia lá conhecer o temido campeão. Quando adentrou a escola de Helio, tomou um susto. O mestre era um rapaz de bigode, magro e nada impressionante. E ainda lhe abriu um sorriso. Helio gostou do valentão. “Ele se tornou meu segundo pai. E canalizou toda aquela raiva que eu tinha para a prática do Jiu-Jitsu.”</p>
<p>Após encarar alguns célebres combates de vale-tudo, Chico se tornou um dos mais fiéis escudeiros dos Gracie. Ao ler o livro “Introdução ao Jiu-Jitsu”, de mestre Carlos, lançado em 1948, Mansor percebeu o valor de sistematizar o ensino dos pequenos, dos tímidos, dos meninos e meninas que mais precisavam da arte. Foi uma revolução.</p>
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<p>Nos anos 1960, Carlos e Helio Gracie decidiram criar a Federação e levar o Jiu-Jitsu esportivo a um patamar mais sério, com divulgação na imprensa, títulos para os competidores e uma inevitável evolução técnica.</p>
<p>“Não esqueço daquele primeiro torneio, em 1964. De tanto carregar na cabeça os tatames de palha, Helio ficou com o pescoço duro! A gente pedia os tatames para cada professor, escrevia o nome da academia embaixo do tatame, com um daqueles pilots de marcar pano, e depois devolvia, na minha picape.”</p>
<p>Por essa época, era preciso definir pontuações e estabelecer as regras mais justas para as competições. Mansor se reuniu, na academia de João Alberto Barreto, com um elenco estelar. Ele conta:</p>
<p>“Fomos todos para a academia do João Alberto Barreto, em Copacabana. O mais bobo ali consertava relógio com luva de boxe! Só os ferozes presentes: Helio, Carlos, Carlson, Robson, Helio Vígio, João Alberto. Lá pelas tantas, era preciso decidir o que era raspagem. Catalogamos: só havia sete raspagens conhecidas. Hoje, pelo sistema da minha academia Kioto, são umas 150.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244342" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3318_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg" alt="" width="741" height="494" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3318_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3318_HomenagemTioChico_2024-1024x684.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3318_HomenagemTioChico_2024-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3318_HomenagemTioChico_2024-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3318_HomenagemTioChico_2024.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 741px) 100vw, 741px" /></p>
<p>O que mestre Mansor aprendeu de mais valioso, até hoje? “Com Helio e os Gracie, aprendi que bater nos outros é mais do que perda de tempo, é uma covardia. Quem treina atropela qualquer leigo.”</p>
<p>O faixa-vermelha seguiu a trajetória de muitos professores, e foi ensinar Jiu-Jitsu para policiais fora do Brasil. “Foi um desafio, mas valeu a pena. A única coisa que se começa de cima para baixo é varrer escadas – o resto é sempre de baixo para cima. Me aposentei da polícia em 1999, profissão na qual cheguei a levar 11 tiros, e fui para os Estados Unidos aos 59 anos de idade, com muita coragem, algo que sempre tive. Os três primeiros anos foram muito difíceis, até que comecei a dar aulas a policiais, passei a ensinar defesa pessoal às forças de segurança locais e tudo deu certo.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244346" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3323_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg" alt="" width="747" height="498" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3323_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3323_HomenagemTioChico_2024-1024x684.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3323_HomenagemTioChico_2024-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3323_HomenagemTioChico_2024-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3323_HomenagemTioChico_2024.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></p>
<p>Hoje, o mestre continua a dar seminários pelo Brasil e o mundo. Apesar de toda a estrada, ainda lembra de seu primeiro treininho, há quase 80 anos:</p>
<p>“Meu pai, José Francisco, tinha 1,90m. Ele pegou dezenas de sacos de farinha, de suas fábricas de macarrão, costurou tudo e fez um tatame em casa, forrando com lona de caminhão. Hoje, lembro daquilo e penso: o Jiu-Jitsu é realmente uma arte divina, e que pode ser aprendida em qualquer garagem, academia, tapete de sala, no chão de casa, não precisa ser no tatame mais bonito da cidade. Treinei muito em tatame de palha de arroz na minha vida e é com grande satisfação que vejo como o tempo passou e ainda estou aqui para testemunhar a nossa arte marcial chegar a um patamar tão avançado, sendo praticada no mundo inteiro. Valeu a pena todo o esforço e a dedicação ao longo de tantos anos e o aprendizado que tive na companhia de tantos mestres. Sou um privilegiado por viver e testemunhar a revolução do Jiu-Jitsu.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-244344" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3316_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg" alt="" width="740" height="493" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3316_HomenagemTioChico_2024-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3316_HomenagemTioChico_2024-1024x684.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3316_HomenagemTioChico_2024-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3316_HomenagemTioChico_2024-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/DSC_3316_HomenagemTioChico_2024.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/homenagem-surpresa-a-chico-mansor-ilumina-parte-valiosa-da-historia-do-bjj/">Homenagem surpresa a Chico Mansor ilumina parte valiosa da história do BJJ</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 14:27:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de competição.</em></p>
<p>Aprenda com ele. E assine nossa <a href="http://www.graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener">revista digital para ler artigos como este. Oss!</a></p>
<p><em><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-7271 aligncenter" title="Saulo e pai site" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg" alt="" width="480" height="312"></a><br />
</em></p>
<p>Todo dolorido. Foi assim que eu acordei no domingo, 28, último dia do sétimo Mundial de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Peguei o meu kimono para ir para o Tijuca Tênis Clube pensando o seguinte: se hoje fosse um dia normal, a possibilidade de eu ir treinar era zero. Ia fazer um rango no restaurante Guaranamania, deitar e descansar. Tava na maior lombra.</p>
<p>Ao mesmo tempo, eu tinha de ir trabalhar, correr atrás do título que ainda não possuía, o de campeão absoluto. Fiz a minha parte ontem, venci três lutas e estou classificado para a final, mas não foi fácil.</p>
<p>Na verdade, depois da minha segunda luta, contra o [Roberto Corrêa] Gordo, sentei no chão ao lado do tatame muito puto. Fiz preparação física nos últimos meses, achava que estava numa forma ótima, mas no meio da luta eu tava morto.</p>
<p>Eu sabia que a minha luta com o “Careca” ia ser difícil, sempre é. Ao contrário da garotada nova que tem por aí, ele não erra, não dá esgrima e a gente se equivale tecnicamente. Mas quando eu abri vantagem no início, e quando ele me deu a perna direita e tomou um kouchi-gari, achei que a luta tava ganha. De repente, ele tinha trancado as pernas nos meus joelhos, e eu fui raspado. Puxei o ar e não veio nada, e me segurei para não transparecer meu desespero. Fechei a guarda e, antes do fim, quando fui para a minha raspagem, ele cresceu o olho no crucifixo, como sempre, e fiz mais dois pontos.</p>
<blockquote><p>Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você esteve ali antes&#8221; Saulo Ribeiro</p></blockquote>
<p>Tinha vencido, mas estava revoltado com o meu mau condicionamento. E fiquei me perguntando o porquê. Remoí isso durante o resto do dia, e só hoje de manhã achei a explicação: falta de ritmo de competição. No meu melhor ano, 98, eu lutava campeonato quase todos os finais de semana. De Jiu-Jitsu ou judô, pequeno ou grande, não queria saber. Desde 99, só tenho lutado o Mundial e o ADCC. É isso. Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você tiver estado ali antes. E quanto mais você competir, mais você vai conhecer o seu corpo.</p>
<p>Chegar no ginásio do Tijuca é sempre bom. Foi lá que, desde 96, venci cinco campeonatos mundiais. Claro que é problemático lembrar que ano passado – único ano em que fui derrotado –, nessa mesma hora, eu estava na mesma situação: tinha chegado à final do absoluto, mas ia tentar lutar o meio-pesado para ser campeão. A experiência tinha me ensinado que eu não podia cair no mesmo erro, partir para dentro dos caras do peso feito um louco e ficar no bagaço para as finais.</p>
<p>Até hoje ainda acho que eu não perdi o campeonato para o [Fernando Pontes] Margarida, durante a final. Eu perdi antes. Para o [Flávio Almeida] Cachorrinho, na semifinal. Apesar de ter vencido a luta, ele me matou. Que cara forte! Se ele não desse a esgrima, ia ser o cara mais difícil de ser vencido de todos. Eu não sei como ele perde para o Margarida, se ele é muito mais forte.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-7277 aligncenter" title="DSC_0076" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076-e1268508289939.jpg" alt="" width="312" height="480"></a></p>
<p>Esse ano, meu plano era outro: vencer o peso sem me cansar muito. E, na área de aquecimento, como tava de baia, ia poder ver todo mundo antes de eu lutar. O Erik [Wanderley] foi chamado. Era hora de olhar o inimigo contra um cara mais fraco. Ele certamente vai usar todas as suas armas mais fortes para acabar logo o serviço. No meio da luta, alguém chega e pergunta: “Vai de moto para casa?”. “Claro, trouxe até o capacete”, brinco, sem deixar claro que, na verdade, aquela Honda Biz de prêmio para o campeão era o que menos importava.</p>
<p>Continuo prestando atenção. Ele mete a mão direita por cima, é candidato a tomar um ipon-seoi. Tomou uma queda. É outro cara bom e forte, mas, por baixo, dá a esgrima. Eu sei que ele vai vencer, provavelmente chegar à final, então reparo mais. Em pé, outro trejeito. Ele finge que vai puxar para a guarda e coloca a perna direita na frente para atacar. Pode tomar um ouchi-gari. Essa vai ser a estratégia.</p>
<p>11:00. Já estou há quase uma hora esperando, e minha luta se aproxima. De repente, noto um movimento na entrada do ginásio. Corro os olhos à procura do motivo e me surpreendo. É o Rickson. Veio fazer uma visita surpresa. A responsabilidade aumentou. O homem vai ver se tenho feito direito o dever de casa. Acompanho o bicho e penso alto: “O cara é foda. Dá para sentir a sua energia”.</p>
<p>A presença de Rickson, Royler, Renzo no estádio e alguns erros que vejo os caras cometendo nas lutas me faz refletir no suporte que esses caras me deram, me poupando de muitos desses erros. A versatilidade do Royler, sempre apto a fazer qualquer tipo de jogo; por cima, por baixo, em pé, no chão. O Renzo, que mesmo quando morre no gás nas lutas, ninguém consegue fazer nada com ele, o que prova ainda mais a sua técnica. E o Rickson, que quando treina contigo parece que tem 200kg. Procuro aprender o que cada um deles tem de melhor, adaptar isso no meu jogo.</p>
<p>Volto a prestar atenção nas disputas. No ringue mais próximo, o da esquerda, [Ricardo] De la Riva vai lutar. É uma incógnita. Só dará para saber como ele vai se sair depois da primeira bufada. Voltar após nove anos é complicado. Depois de um [ano] já é foda. Uma torcida grande grita para ele. Maneiro o cara ter um carisma assim. Ele vence bem, e volta para a área de aquecimento. Vou cumprimentá-lo, e ele me parabeniza, aproveitando para elogiar o Royler. Dá para sentir que não é falsidade, esse cara é gente fina mesmo. Tem uma humildade muito grande. Mesmo se perder, continua sendo campeão.</p>
<p>Vejo a luta do Fábio Nascimento, o cara que vou enfrentar de primeira. Ele raspa o outro na meia-guarda. Ontem, na primeira luta do absoluto, ele me levantou assim. Mas eu pensei: “Me recuso a ir nessa”, e atochei o peso.</p>
<p>A minha hora não chega e por mais que queira me concentrar, fiquei mais é vendo as outras categorias, analisando os caras que estão aparecendo. Não sei porque, penso numa luta do Pé de Chumbo com o “Jaca”. Essa ia ser boa de ver. Os caras são muito preparados e fazem força sem cerimônia&#8230; No ringue que o De la Riva lutou, agora o [Marcelo] Pupo tava vencendo uma luta da categoria leve. Reparo como ele melhorou. Antigamente ele era fraco, mas agora, não perde posição, distribui o peso melhor. Pode surpreender e ser campeão.</p>
<blockquote><p>Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: &#8216;Assim ele facilita o trabalho da diretoria'&#8221;</p></blockquote>
<p>Fiz a minha primeira luta, e venci por pontos. Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: “Assim ele facilita o trabalho da diretoria”. Com esse erro, eu sabia que ia ser difícil perder. E venci. No meio da luta, ele fez uma pegadinha chata na minha perna, me prendeu na meia-guarda. Depois eu estudo isso melhor, penso. Vou lá cumprimentar meu pai, minha mulher, o pessoal que veio torcer por mim. Por mais que eu esteja focado na competição, tenho que dar uma atenção para quem tá sempre comigo.</p>
<p>Voltei então para a área de aquecimento, mas agora o tempo passava mais rápido. Quando Frédson e De la Riva se preparavam para lutar a semifinal do pena, eu já estava voltando para o outro lado, onde ia lutar a semifinal. Pensei na luta deles: meu coração está com o Frédson, que é de Manaus e da Gracie Barra, mas acredito na vitória do De la Riva. É mais técnico. E, nessa hora, se eu não acreditar mais na técnica, vou acreditar em quê?</p>
<p>Na espera para a semifinal, vejo o Pé de Pano – meu adversário na decisão do absoluto – chegando na área de luta. Com um tamanho desse, um peso desse e umas pernas dessas, não dá para pensar boa coisa. Ele vem falar comigo, porque a gente tinha meio que se comprometido de não lutar. Mas em um caso desses não tem jeito, e eu sei disso. É o título que os dois tão querendo, e qualquer pacto agora fica de lado. Os dois vão dar tudo, sem cerimônia.</p>
<p>Entro para lutar com o [Marcel] Louzado, do Godói. No início da luta, eu faço os dois pontos que vão me garantir a vitória, com uma ida para as costas em pé. Novamente, minha tática funciona. Eu tinha visto na luta anterior, contra o [mineiro Vinícius Antunes] Wallid, que ele entra de o-chi-gari. Deixei então minha perna direita na frente, de isca, e quando ele entrou, tirei a perna, agarrei na dele e fui para as costas. Ele tentou correr atrás, mas eu tava na final, e sabia disso. E a situação dele foi piorando no decorrer da luta.</p>
<p>Mal o juiz levanta o meu braço, uma surpresa de merda. Enquanto eu tava lutando, meu irmão tinha se machucado no ringue ao lado, e me avisaram. Chorando, ele era atendido pelos médicos e tava fora da briga.</p>
<p>Faltavam três horas para o início das finais. A única coisa que vinha na minha cabeça era o seguinte: comer ou não comer?</p>
<p><strong>Intermissão</strong><br />
17:00. Chegou a hora. Eles anunciam a ordem das finais. O absoluto primeiro. Pensei bem, coloquei a realidade na balança e pedi para trocar. Era arriscado demais. Posso cansar muito, perder para o Pé e fazer uma luta ruim no meio-pesado, perigando ficar sem os dois títulos. Lutando o meio-pesado primeiro eu teria mais chances de garantir ao menos um título. E podia ganhar mais confiança para a final do absoluto.</p>
<p>A luta contra o Erik foi dentro do previsto. Ele colocou a perna na frente, eu usei o ouchi-gari. Saí na frente, e era o que eu precisava. Lá para as tantas, ele me deu a esgrima. Cheguei na meia e consegui mais uma vantagem. Ele ainda tentou um ezequiel, mas eu sabia que não existia ângulo para apertar, já que eu tava jogando o meu peso para frente. Passei a guarda e garanti o título. Mas depois da força que eu fiz, deu até fraqueza pensar que ainda tinha o Pé de Pano.</p>
<p>Descansei enquanto rolaram as finais de todos os outros pesos. E entrei com uma tática definida na luta contra o Pé de Pano. O negócio era jogar por cima mesmo. Essa história de que ele não sabe passar [a guarda] é besteira, ele é pesado e passou a guarda de todo o mundo por aí. Eu ia obrigar o cara a mudar o tipo de guarda, jogar com os ganchos por dentro. Conseguir umas vantagens e quem sabe uma passagem e vencer. O plano foi indo bem, mas ele é tão longo que até a guarda de gancho me complicou, e eu acabei sendo raspado. Ainda dava para correr atrás, mas me descuidei e ele botou na [guarda] fechada. Foi quando eu senti o seu peso. Não dava para abrir de qualquer jeito, era capaz de ele cair montado. Tentei abrir sem ficar em pé, mas ele levantava o quadril e, com aquelas pernas longas, minha mão ia da canela para o joelho. Não tinha jeito, aquela era dele.</p>
<p>Após a premiação, enquanto dava uma entrevista, meu pai me jogou uma latinha da gelada. Era tudo que eu precisava, fazia um mês que não tomava uma cerveja. Mas a análise dos meus erros não saía da cabeça. E pensei em duas resoluções. Número um: tenho que competir tudo, Jiu-Jitsu e Judô, e estar em um ritmo bem melhor. Número dois: no fim das contas, disputar o meio-pesado novamente diminuiu minhas chances no absoluto. Ano que vem vou arriscar só o aberto. “Ano que vem”, eu pensei, e essa é a melhor parte: a vontade de estar aqui de novo. Isso eu ainda não perdi.</p>
<div id="attachment_7275" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7275" class="size-full wp-image-7275" title="Saulo Napao 2002" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg" alt="" width="312" height="480"></a><p id="caption-attachment-7275" class="wp-caption-text">Saulo Ribeiro por cima de Gabriel Napão. Fotos: Gustavo Aragão/GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>O card de Saulo até 2002: 26-4<br />
</strong></p>
<p><strong>2002<br />
absoluto</strong><br />
Márcio Cruz (d)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Roberto Corrêa (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Erik Wanderlei (v)<br />
Marcel Louzado (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>2001<br />
absoluto</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Márcio Cruz (vc)<br />
Leandro Borgo (v)<br />
Marcos Scheffer (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Flávio Almeida (v)<br />
Murilo Rupp (v)<br />
Roger Coelho (v)</p>
<p><strong>2000<br />
super-pesado</strong><br />
Daniel Simões (v)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Adílson Lima (v)<br />
Roberto Ferreira (v)</p>
<p><strong>1999<br />
meio-pesado</strong><br />
Roberto Magalhães (v)<br />
José Marcelo (v)<br />
Givanildo Santana (v)<br />
Marcelo Hertz (v)</p>
<p><strong>1998<br />
pesado</strong><br />
Fabio Gurgel (v)<br />
Murilo Bustamante (v)<br />
Anderson Xavier (v)</p>
<p><strong>1997<br />
médio</strong><br />
José Mario Sperry (d)<br />
Antônio Schembri (v)<br />
Rony Rústico (v)<br />
Guilherme Santos (v)</p>
<p><strong>1996</strong><br />
leve<br />
Marcio Feitosa (v)</p>
<p>*v – vitória; d – derrota; vc – vitória por contusão</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/saulo-ribeiro-ensinou-as-dores-e-sufocos-de-ser-um-campeao-de-jiu-jitsu/">Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A melhor lição de Jiu-Jitsu do torcedor Tio Barriga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jun 2024 16:10:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Alliance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O boa-praça e sorridente Carlos Augusto, o popular “Tio Barriga” da comunidade do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, tinha duas grandes alegrias ao chegar ao Tijuca Tênis Clube. A primeira era ver seus filhotes Fernando “Tererê” e Patrick Carvalho em ação nos tatames – ambos levantando a criativa torcida da Alliance e fazendo arrepiar os bumbos e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243686" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243686" class="wp-image-243686 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Barriga-Terere-Arquivos-Familia-1024x834.jpg" alt="Tio Barriga, o chefe da tropa de craques do Jiu-Jitsu no Cantagalo. Foto: Arquivo pessoal" width="650" height="529" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Barriga-Terere-Arquivos-Familia-1024x834.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Barriga-Terere-Arquivos-Familia-300x244.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Barriga-Terere-Arquivos-Familia-768x625.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Barriga-Terere-Arquivos-Familia-150x122.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Barriga-Terere-Arquivos-Familia.jpg 1086w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-243686" class="wp-caption-text">Tio Barriga, o chefe da tropa de craques do Jiu-Jitsu no Cantagalo. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p>O boa-praça e sorridente Carlos Augusto, o popular “Tio Barriga” da comunidade do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, tinha duas grandes alegrias ao chegar ao Tijuca Tênis Clube.</p>
<p>A primeira era ver seus filhotes Fernando “Tererê” e Patrick Carvalho em ação nos tatames – ambos levantando a criativa torcida da Alliance e fazendo arrepiar os bumbos e instrumentos de percussão nas arquibas.</p>
<p>A segunda era do lado de fora, em frente ao ginásio, que levava Tio Barriga a salivar, em quase todos os Mundiais, Brasileiros e Brasileiros de Equipe realizados no bairro:</p>
<p>“Malandro… Aquele churrasquinho de coração de frango do lado de fora não pode faltar, né?”</p>
<p>Tio Barriga, que se sentiu mal e faleceu no último dia 12 de junho, era antes de tudo um anfitrião de mão-cheia, e recebia sempre bem os amigos de Tererê em Ipanema. Nos tempos do Mundial no Tijuca, muitos jovens competidores vinham de longe e, sem dinheiro para hotel, se amontoavam na casa de Tererê ou nos tatames dos projetos sociais no morro. O lanche com pão de forma ou aquele churrasco de asinha de frango de dar água na boca eram com ele mesmo, o chef Tio Barriga. Já a sobremesa e o arroz-doce, fenomenal, era com a esposa, Tia Lena.</p>
<p>“Era impressionante, podiam surgir 50 cabeças, entre ídolos renomados e jovens anônimos, e ninguém passava fome. Era lindo de ver”, lembra o amigo Elan Santiago.</p>
<p>Para André Galvão, Tio Barriga será sempre lembrado por sua positividade, simpatia e criatividade. Era o pai de Tererê que criava as músicas que a torcida cantava no Tijuca.</p>
<p>“Ele era um cara amigo dos filhos e muito de bem com a vida. Claro que algumas vezes ele ficava bolado. Fechava a cara e ficava boladão, mas dois minutos depois no máximo já estava dando risada. Ele hoje não está mais com a gente, mas aquele sorrisão no rosto dele jamais será esquecido”, diz o líder da Atos Jiu-Jitsu, pupilo de Fernando Tererê desde garoto.</p>
<p>Certa vez, já faixa-marrom, Galvão foi à noite visitar os amigos da comunidade em Ipanema. Saltou do carro e tomou uma dura daquelas da polícia carioca. Arma para tudo que é lado, apavoro dos oficiais e cadê que eles davam um respiro para André argumentar?</p>
<p>Pois Tio Barriga entrou no meio da tropa bufando, mandou um “Vem André, bora para casa”, e tirou o campeão do sufoco:</p>
<p>“Ele soltou um único argumento e os policiais ficaram em silêncio. Ele disse: ‘Não tem nada aqui, o moleque é da paz’, e me resgatou. Ele impunha maior respeito”.</p>
<p>André então perguntou: “Mas Tio Barriga, como você soube que eu estava lá embaixo tomando aquela dura?”</p>
<p>E Tio Barriga: “Foram falando de janela em janela até chegar lá em casa. Eu desci voando!”</p>
<div id="attachment_243692" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243692" class="size-large wp-image-243692" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Tio-Barriga-Lena-e-Logan-nos-bastidores-do-filme-de-Terere-1024x701.jpg" alt="Tio Barriga e dona Lena com o ator Rafael Logan, nos bastidores do filme sobre Fernando Tererê. Fotos: Divulgação" width="650" height="445" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Tio-Barriga-Lena-e-Logan-nos-bastidores-do-filme-de-Terere-1024x701.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Tio-Barriga-Lena-e-Logan-nos-bastidores-do-filme-de-Terere-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Tio-Barriga-Lena-e-Logan-nos-bastidores-do-filme-de-Terere-768x526.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Tio-Barriga-Lena-e-Logan-nos-bastidores-do-filme-de-Terere-150x103.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/06/Tio-Barriga-Lena-e-Logan-nos-bastidores-do-filme-de-Terere.jpg 1450w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-243692" class="wp-caption-text">Tio Barriga e dona Lena com o ator Rafael Logan, nos bastidores do filme sobre Fernando Tererê. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Para Elan Santiago, a figuraça Carlos Augusto deixou ao menos uma grande lição de Jiu-Jitsu para artistas marciais, pais e professores.</p>
<p>“Tio Barriga sabia muito sobre Jiu-Jitsu, mas jamais ficava cornetando da grade. Acho que essa foi a maior lição de vida e de esportividade que ele deixou&#8221;, lembra Elan. &#8220;Jamais o vi com raiva ou dando bronca nos garotos após uma derrota, pelo contrário. Ele ia aos campeonatos para apoiar, nunca para pressionar os filhos ou fazer cara feia para os adversários. O que por vezes é raro em pais de jovens competidores, né? Ele não queria aparecer ali na hora do filho brilhar – e ao mesmo tempo arrumava ônibus, agitava a garotada do morro e foi um dos principais líderes daquela torcida que fez história no Jiu-Jitsu e marcou o Tijuca para sempre.”</p>
<p>Um minuto de sorrisão e risada para o grande Carlos Augusto, o Tio Barriga do Tijuca Tênis Clube. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-melhor-licao-de-jiu-jitsu-do-torcedor-tio-barriga/">A melhor lição de Jiu-Jitsu do torcedor Tio Barriga</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Os 20 anos da luta do século entre Ronaldo Jacaré e Roger Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 14:42:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada 2024 será de alegria para os pauteiros e jornalistas. Entre as datas redondas e comemorativas, o noticiário há de lembrar os 40 anos da famigerada Noite das Artes Marciais no Maracanãzinho, com o vale-tudo entre Marco Ruas e Fernando Pinduka em 1984; os 30 anos do primeiro Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu oficial da&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243028" style="width: 1510px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243028" class="wp-image-243028 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Ronaldo-Jacare-x-Roger-Gracie-no-Mundial-2004.jpg" alt="A foto épica de Gustavo Aragão, de um dos momentos mais célebres do Jiu-Jitsu esportivo. Você estava lá? Com Roger e Jacaré." width="1500" height="977" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Ronaldo-Jacare-x-Roger-Gracie-no-Mundial-2004.jpg 1500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Ronaldo-Jacare-x-Roger-Gracie-no-Mundial-2004-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Ronaldo-Jacare-x-Roger-Gracie-no-Mundial-2004-1024x667.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Ronaldo-Jacare-x-Roger-Gracie-no-Mundial-2004-768x500.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Ronaldo-Jacare-x-Roger-Gracie-no-Mundial-2004-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /><p id="caption-attachment-243028" class="wp-caption-text"><em>A pintura do fotógrafo Gustavo Aragão, ao congelar um dos momentos mais célebres do Jiu-Jitsu esportivo. Você também estava lá?</em></p></div>
<p>A temporada 2024 será de alegria para os pauteiros e jornalistas.</p>
<p>Entre as datas redondas e comemorativas, o noticiário há de lembrar os 40 anos da famigerada Noite das Artes Marciais no Maracanãzinho, com o vale-tudo entre Marco Ruas e Fernando Pinduka em 1984; os 30 anos do primeiro Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu oficial da CBJJ, em 1994; e, ainda, os dez anos do último dos seis clássicos duelos entre os “arqui-amigos” Marcus Buchecha e Rodolfo Vieira, no Mundial 2014. E, claro, o aniversário de 20 anos da luta que fez parar o mundo do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Sim, a sempre citada “final do braço quebrado”.</p>
<p>Mas você ainda lembra os detalhes daquela decisão pelo ouro absoluto, ocorrida há duas décadas? E por que aquela final ainda hoje é considerada por atletas e comentaristas como a mais emocionante da história do Jiu-Jitsu competitivo?</p>
<p>Era o início da noite de 25 de julho de 2004. No ginásio apinhado, com altas feras do MMA presentes, os dois melhores lutadores daquela edição do Mundial davam pulinhos antes da decisão da medalha de ouro.</p>
<p>A história daquela luta havia começado alguns anos antes. Mais precisamente no Campeonato Mundial 2002, quando ambos eram vistos como grandes apostas na faixa-marrom. E ambos, por acaso, lutadores da escuderia Gracie Barra.</p>
<p>As semelhanças entre Roger Gracie Gomes e Ronaldo “Jacaré” Souza, contudo, pareciam terminar ali.</p>
<p>O Gracie fora criado desde bebê nos tatames cariocas, filho de um dos grandes campeões do time de Rolls Gracie, o peso pesado Maurição, com a culta pesquisadora, historiadora e editora de arte Reila Gracie.</p>
<p>O pequeno Ronaldo nascera em Vila Velha, no Espírito Santo, e até os 15 anos era no máximo um bom goleiro nas peladas, onde começou a gostar de rolar no chão. Contudo, as brincadeiras acabaram quando ele viu um colega tomar um tiro em Cariacica. Sua mãe não quis saber e o enviou de imediato para a casa de seu irmão Renato, em Manaus, onde Jaca conheceu o judô e o Jiu-Jitsu aos 17 anos, e passou a dormir na academia ASLE.</p>
<p>A gana de vencer e a raiva da derrota passaram a ser, então, um ponto em comum entre os lutadores. Tanto que, já na faixa-azul, ambos já haviam se tornado personagens de matérias nas páginas de “GRACIE Magazine” – Roger, ao vencer o Mundial azul no ano 2000; Jacaré, ao se destacar no mesmo ano em torneios menores no Amazonas. Na faixa-roxa, os dois já seriam aplaudidos no Tijuca por torcedores e mestres mais atentos.</p>
<p>Ao se cumprimentarem com a faixa-marrom na cintura, na final do Mundial absoluto de 2002, eles nem discutiram se &#8220;fechavam a chave&#8221; ou lutavam. Cada um deles queria aquela peça de ouro, não importava se eram da mesma bandeira. E lutaram. Para valer. Uma guerra que ofuscou muita luta de faixa-preta. Roger venceu Jacaré por 4 x 2 no Tijuca, em duelo frenético e com alta carga de eletricidade.</p>
<p>Pegue a pipoca ou o açaí e relembre a final do absoluto marrom, a seguir.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Ronaldo Jacaré Souza vs Roger Gracie  (Final Absoluto Mundial 2002)" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/o14uvlMyVSI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em 2003, Jacaré então ficou mais um ano de “recuperação” na marrom, por desejo de seu mestrão Henrique Machado. Naquele ano, no ADCC no Brasil, os dois já eram estrelas. Ronaldo só perdeu para Saulo Ribeiro, após realizar com Ricardo Cachorrão a melhor luta do evento sem pano, no Ibirapuera. Roger fez um ADCC quase perfeito, eliminando Zé Mario Sperry e ficando com a prata. Um mês depois, no Mundial 2003, Roger perdeu a final do absoluto faixa-preta para Marcio Pé de Pano. Mas Jaca e “Rojão”, claro, só estavam esquentando.</p>
<p>Jacaré ainda passou por um contratempo no fim de 2003, ao tomar um nocaute impiedoso no primeiro Jungle Fight, em sua estreia no vale-tudo (já MMA) contra Jorge Macaco. Será que ele se abalaria? Nada.</p>
<p>No Mundial 2004, os dois tiveram campanhas irrepreensíveis no peso e no absoluto. Na hora da final, enquanto o país parava para assistir a um Brasil x Argentina pelo título da Copa América, os dois apertaram as mãos e o duelo começou.</p>
<p>O Gracie logo puxou para a guarda e logo tentou seu primeiro ataque no braço, bem defendido por Jacaré, que por sua vez conseguiu fazer Roger virar para a posição de tartaruga.</p>
<p>Com Roger deixando as costas expostas, Jacaré não perdeu a oportunidade, e trabalhou com afinco buscando enfiar os ganchos para controlar as costas. O ginásio tremia como se um tufão estivesse estacionado no bairro da Tijuca.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roger Gracie x Ronaldo &#039;Jacare&#039; Souza &quot;Armbar&quot; 2004 Finals" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/16F7v0H28Ho?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Demorou, mas a fera capixaba radicada no Amazonas finalmente conseguiu. Jaca estava à frente no placar por 4 a 0.</p>
<p>Roger, com a maestria que exibiria por toda a carreira, tratou de defender a tentativa de estrangulamento de Jacaré e conseguiu se virar de frente, até botar novamente o adversário na sua guarda.</p>
<p>Curiosamente, nesse ponto da luta os astros acabaram na posição que, anos depois seria chamada de 50/50. Roger quase conseguiu a raspagem de lá, mas Jacaré conseguiu soltar a perna e se levantar.</p>
<p>Quando a luta recomeçou, Roger mais uma vez tratou de puxar para sua guarda longilínea e perigosa. Desta vez, o Gracie foi preciso. Capturou o braço esquerdo de Jacaré enquanto escalou com as pernas para engatilhar o armlock.</p>
<p>Com seu ombro peso pela pesada perna de Roger, Ronaldo não conseguiu reagir. A ratoeira estalou e o braço estava pego. Deu-se então a guerra acirrada entre os dois – Roger trincando os dentes para encerrar a luta e Jacaré resistindo até o limite. O barulho na arena chegava ao máximo de decibéis.</p>
<p>Jacaré fez o que podia, afrouxando o braço como dava, mas só depois de ouvir os estalos, e ver os ligamentos do cotovelo completamente distendidos e lesionados.</p>
<p>A partir daí, seu braço esquerdo ficou inútil, para baixo, e quando a luta recomeçou Jacaré sabia que estava em apuros.</p>
<p>No minuto e meio que restavam, Jacaré pousou a mão na faixa e evitou claramente o confronto, enquanto Roger, inconformado, buscava mostrar para a arbitragem que Jaca só estava evitando a luta. Os segundos escorreram, o tempo acabou e Jacaré foi declarado campeão absoluto faixa-preta pela primeira vez, num furdunço memorável na arquibancada e arredores.</p>
<p>Enquanto a torcida ainda se recuperava da adrenalina, todos de queixo no chão, Jaca rumou para ser examinado por um ortopedista em uma clínica do Rio de Janeiro. Lá, ele comentaria pela primeira vez o que viveu:</p>
<p>“Decidi na minha cabeça que eu não ia bater e então fiz meu corpo seguir essa decisão”, bufava o novo rei do Jiu-Jitsu. Antes, ainda no ginásio do Tijuca Tênis Clube, Jacaré gritara apenas uma frase para a imprensa sobre a decisão de não desistir, o que lhe custou uma grave luxação do cotovelo, mas nenhuma fratura, como comprovou a radiografia mais tarde naquela noite: “Eu não me arrependo de nada!&#8221;</p>
<p>Após ser examinado, Jaca repassou a luta para o GRACIEMAG:</p>
<p>“O Roger é mais habilidoso, mas, irmão, eu entrei na guarda fechada dele, saí, peguei as costas dele! Que luta. E sobre aquela chave de braço, ele não soltou – eu que escapei!”, garantiu, para depois explicar os instantes finais.</p>
<p>“Merda, eu estava vencendo, 4 a 0. Mas aí depois do armlock ele cometeu o mesmo erro muitas vezes ao tentar me derrubar. Tudo o que fiz foi esticar o braço direito e defender o braço esquerdo. Ele deveria ter agarrado meu kimono e puxado para a guarda, o que teria lhe dado uma chance muito maior de raspar e vencer”, concluiu, sem talvez perceber que já estavam, ele e Roger, para sempre na história do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Após voltar ao ginásio para pegar seu ouro e sua prata (já que não tinha braço para disputar a final do peso), o campeão daria uma explicação completa: “Meu braço não estava quebrado. Agradeço a Deus por isso! Isso não prejudicará minha carreira. Em duas semanas estarei fazendo flexões, podem anotar aí.”</p>
<p>Jacaré estava quase certo. O braço sararia a ponto de ele voltar a defender seu título no Mundial 2005. Contudo, futuramente, sempre que demorava a se recuperar de alguma contusão entre suas lutas do UFC, ele diria aos jornalistas: “Estou me recuperando desse aqui, é o braço do Roger.”</p>
<p>Em 2005, Jaca voltou a conquistar mais um título absoluto, seu último, mais uma vez contra o arquirrival Gracie. A final do absoluto faixa-preta do Mundial 2005, quase tão aguerrida e parelha, ficou conhecida como a final da “queda na placa publicitária”, e também acabou sob chiado, barulho e vaias.</p>
<p>Roger teria sua revanche somente no ADCC 2005, em Long Beach, com um mata-leão em pé que também ganharia as capas de revistas. Anos depois, com Roger já tricampeão mundial absoluto, os craques voltaram a se encontrar e ficaram amigos, nos tempos áureos do UFC.</p>
<p>Mas essa é uma outra história.</p>
<div id="attachment_232703" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232703" class="wp-image-232703 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/ADCC-453-2.jpg" alt="Jacaré e Roger no ADCC 2005, em mais uma final de absoluto. Jaca ainda sonha com uma luta de despedida no Jiu-Jitsu ou grappling. Alô, organizadores... Foto: Arquivos GRACIEMAG" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/ADCC-453-2.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/ADCC-453-2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/ADCC-453-2-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-232703" class="wp-caption-text"><em>Jacaré e Roger no ADCC 2005, em mais uma final de absoluto. O Gracie está aposentado desde 2017, mas Jaca ainda sonha com uma luta de despedida no Jiu-Jitsu ou grappling. Alô, organizadores&#8230; Foto: Arquivos GRACIEMAG</em></p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/os-20-anos-da-luta-do-seculo-entre-ronaldo-jacare-e-roger-gracie/">Os 20 anos da luta do século entre Ronaldo Jacaré e Roger Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições da campeã Thaynara para competir com a mente em paz</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Aug 2023 15:47:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Professora da Double Five Jiu-Jitsu, Thaynara Dias voltou de Las Vegas com medalhas e lições valiosas, após vencer o American National da IBJJF, o Campeonato Americano da Federação. A aluna dos GMIs Alex Salgado e Tatu Escobar finalizou todas as suas lutas no evento. O curioso é que a faixa-preta estava enfrentando tempos difíceis e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242062" style="width: 733px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242062" class="wp-image-242062 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Thaynara-Dias-Double-Five.jpg" alt="Thaynara Dias com a medalha de ouro em Vegas, em julho. Foto: Acervo Pessoal" width="723" height="655" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Thaynara-Dias-Double-Five.jpg 723w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Thaynara-Dias-Double-Five-300x272.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/Thaynara-Dias-Double-Five-150x136.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /><p id="caption-attachment-242062" class="wp-caption-text">Thaynara Dias com a medalha de ouro em Vegas, em julho. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p>Professora da Double Five Jiu-Jitsu, Thaynara Dias voltou de Las Vegas com medalhas e lições valiosas, após vencer o American National da IBJJF, o Campeonato Americano da Federação.</p>
<p>A aluna dos GMIs Alex Salgado e Tatu Escobar finalizou todas as suas lutas no evento. O curioso é que a faixa-preta estava enfrentando tempos difíceis e dúvidas na carreira, após ficar fora do pódio no Mundial de Jiu-Jitsu. Confira o que <a href="http://www.instagram.com/thaynaradiasjj" target="_blank" rel="noopener">ela aprendeu ao sacudir a poeira e dar a volta por cima.</a></p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Qual foi a maior lição dessa conquista em Vegas?</strong></p>
<p><strong><em>THAYNARA DIAS:</em></strong> Fui campeã na minha categoria de peso e fiquei em terceiro lugar no absoluto. Um ponto importante sobre esse torneio é que eu estava passando por um momento difícil depois do Mundial. Na Pirâmide eu perdi nas quartas, e acabei ficando fora do pódio. Fiquei assim um pouco para baixo. Mas no American National consegui atuar de modo mais leve, dei a volta por cima e aprendi que temos que respeitar nossos momentos. Consegui lutar bem e finalizar todas minhas lutas na categoria. Aprendi assim que jamais conquistamos nossos sonhos no tempo que a gente deseja, e sim no que Deus quer.</p>
<p><strong>Como foi a caminhada até o bronze no absoluto?</strong></p>
<p>Fiz duas lutas e voltei com o bronze. Finalizei uma e a outra perdi nos pontos. Não me cobrei tanto nesse campeonato pois eu estava um mês sem treinar. Resolvi ir por pura adrenalina e por incentivo do meu esposo. E foi o melhor campeonato que eu fiz, pois não me cobrei e só me diverti.</p>
<p><strong>Como sua cabeça funciona durante os torneios?</strong></p>
<p>Sempre penso que é só mais um dia fazendo meu trabalho, que eu treinei para aquilo e sempre peço a Deus que me conceda a vitória se for da vontade dele. Sempre me imagino lutando, antes de entrar para competir. Isso de fato me acalma. Gosto de visualizar na minha cabeça as técnicas que quero fazer, como se a luta já estivesse rolando. E isso sempre funciona, imagino minha mão erguida no final, e que eu mereci pois treinei anos para chegar lá.</p>
<p><strong>O que um campeão deve perseguir?</strong></p>
<p>Persistência e determinação sempre. Em muitas etapas da nossa vida, vai parecer que chegamos ao limite, que não dá mais. Parece que você não está no lugar certo, sabe? Mas é preciso espantar esses pensamentos e confiar em si mesmo acima de tudo, pois você e Deus no fim das contas são os únicos combustíveis para não parar. Só você pode fazer isso por você, então siga em frente que, no fim da estrada quando olhar pra trás, verá que valeu a pena cada pedra no caminho.</p>
<p><strong>Você guarda algum momento memorável dos seus treinamentos nesta temporada?</strong></p>
<p>Meus momentos de treino no tatame são sempre divertidos e memoráveis. Mas lembro que antes do Brasileiro da CBJJ, o Salgado e o Tatu sempre me motivaram muito, me botaram para cima e me deram aquela certeza que eu iria chegar bem ao Campeonato. Eles sempre estavam comigo me mostrando que eu podia. Isso com certeza vai ficar sempre na minha memória e no meu coração.</p>
<p>Saiba mais sobre os campeões e técnicas vitoriosas <a href="https://www.instagram.com/graciemagoficial/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">no nosso Instagram, aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-da-campea-thaynara-para-competir-com-a-mente-em-paz/">As lições da campeã Thaynara para competir com a mente em paz</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vídeo: Vini Aieta explica como a defesa pessoal e o Jiu-Jitsu competitivo são um só</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2016 17:27:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lendário professor da Gracie Humaitá, Vinicius Aieta dividiu um pouco do seu conhecimento com nossos parceiros da Gallerr, e nós trouxemos este material para que você, atleta e competidor do Jiu-Jitsu, possa evoluir um pouco mais o seu jogo mental e físico. Para Aieta, que lida com todos os tipos de aluno, com motivações e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lendário professor da Gracie Humaitá, Vinicius Aieta dividiu um pouco do seu conhecimento com nossos parceiros da Gallerr, e nós trouxemos este material para que você, atleta e competidor do Jiu-Jitsu, possa evoluir um pouco mais o seu jogo mental e físico.</p>
<p>Para Aieta, que lida com todos os tipos de aluno, com motivações e metas diferentes, a defesa pessoal e o Jiu-Jitsu competitivo são diferentes apenas até certo ponto. Para o professor, as duas vertentes se unem com o passar do tempo, e o crescimento do atleta que entende os dois como uma só coisa será caprichosamente maior.</p>
<p>E para a cereja do bolo, Vini passou um detalha importante para você não perder mais aquele estrangulamento da guarda, capaz de nos salvar dos mais diversos sufocos.</p>
<p>Confira a aula no vídeo abaixo!</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/Hd1FwT7emzs" width="940" height="529" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-vini-aieta-explica-como-a-defesa-pessoal-e-o-jiu-jitsu-competitivo-sao-um-so/">Vídeo: Vini Aieta explica como a defesa pessoal e o Jiu-Jitsu competitivo são um só</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Brasileiro de Equipes 2016: Nova União, Gracie Barra e Ribeiro Jiu-Jitsu brilham</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2016 03:56:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Club Municipal recebeu nesse sábado 10 de setembro, na Tijuca, Rio de Janeiro, as torcidas mais apaixonadas e barulhentas do Jiu-Jitsu, com a realização da mais uma edição do Campeonato Brasileiro de Equipes. Entre os faixas-marrons/pretas na categoria adulto, quem levou a melhor no torneio da CBJJ foram as equipes Gracie Barra e Ribeiro&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_192787" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-192787" class="wp-image-192787 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/09/ribeiro-1024x683.jpeg" alt="Pedro Moura, da equipe Ribeiro JJ, venceu duas vezes para garantir o ouro de sua equipe. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG" width="940" height="627" /><p id="caption-attachment-192787" class="wp-caption-text">Pedro Moura, da equipe Ribeiro JJ, venceu duas vezes para garantir o ouro de sua equipe. Foto: Gustavo Aragão</p></div>
<p>O Club Municipal recebeu nesse sábado 10 de setembro, na Tijuca, Rio de Janeiro, as torcidas mais apaixonadas e barulhentas do Jiu-Jitsu, com a realização da mais uma edição do Campeonato Brasileiro de Equipes.</p>
<p>Entre os faixas-marrons/pretas na categoria adulto, quem levou a melhor no torneio da CBJJ foram as equipes Gracie Barra e Ribeiro Jiu-Jitsu, nas divisões de peso leve e peso pesado.</p>
<div id="attachment_192788" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-192788" class="wp-image-192788 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/09/gb-1024x680.jpg" alt="Turma da Gracie Barra comemora a conquista do our no peso leve. Foto: Carlos Arthur Jr." width="940" height="624" /><p id="caption-attachment-192788" class="wp-caption-text">Turma da Gracie Barra comemora a conquista do ouro no peso leve. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>Entre os leves, a equipe da GB, liderada pelos <a href="https://www.graciemag.com/pt/gmi/" target="_blank">GMIs</a> Cláudio Caloquinha e Sérgio Benini, encarou a equipe mista das academias Soul Fighters, Ares BJJ e Márcio Rodrigues.</p>
<p>Após superar a equipe Ribeiro na semifinal sem perder nenhuma luta, a GB chegou com moral na final e acumulou vitórias com AJ Agazarm e Cláudio Caloquinha. Após as derrotas de Benini para Breno Bittencourt e de Fernando Carsalade, irmão de Felipe Preguiça, para Ygor Rodrigues, a decisão ficou para o duelo de faixas-marrons entre Servio Tulio e Rafael Marques. Com um belo estrangulamento pelas costas, o mineirinho Servio levou a melhor e garantiu o ouro para a Gracie Barra.</p>
<p><strong>Ribeiro desbanca time galáctico e vence no pesado</strong></p>
<div id="attachment_192791" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-192791" class="size-large wp-image-192791" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/09/ribeiro-1024x681.jpg" alt="Equipe RIbeiro Jiu-Jitsu em primeiro e Nova União em segundo no peso pesado faixa-marrom/preta. Foto: Carlos Arthur Jr." width="940" height="625" /><p id="caption-attachment-192791" class="wp-caption-text">Equipe RIbeiro Jiu-Jitsu em primeiro e Nova União em segundo no peso pesado faixa-marrom/preta. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>Já na categoria pesado, quem ficou com o ouro foi a equipe Ribeiro. O time, que contou com feras como Eduardo Inojosa, Pedro Moura, Diego e Tiago Pereira, passou na semifinal pelo time da GB, que vinha em peso com nomes como Felipe Preguiça, Cassio Francis, Augusto Tio Chico e Rodrigo Pimpolho.</p>
<p>Na finalíssima, os atletas da Ribeiro venceram a equipe da Nova União para garantir o ouro e o lugar mais alto do pódio. Na classificação geral, a Nova União foi a melhor e levou o troféu para casa, com a Gracie Barra em segundo e a Ribeiro JJ em terceiro.</p>
<p>Para conferir os resultados completos, <a href="http://static.ibjjfdb.com/Campeonato/000586/pt-BR/Resultados.pdf" target="_blank">clique aqui</a>!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/brasileiro-de-equipes-2016-nova-uniao-gracie-barra-e-ribeiro-jiu-jitsu-brilham/">Brasileiro de Equipes 2016: Nova União, Gracie Barra e Ribeiro Jiu-Jitsu brilham</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Felipe Preguiça reforça Brasileiro de Equipes 2016, este sábado no Rio</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2016 15:48:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No sábado 10 de setembro, o fã de Jiu-Jitsu terá um evento cheio de charme e adrenalina, no Club Municipal, no Rio de Janeiro. O ginásio na Tijuca recebe mais uma edição do tradicional Campeonato Brasileiro de Equipes, evento organizado pela CBJJ há 20 anos. O grande atrativo do evento nesta temporada é o astro&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_186558" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-186558" class="size-full wp-image-186558" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/01/preg.jpg" alt="Preguiça finalizou Alan Finfou nas quartas-de-final do Europeu. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG" width="640" height="419" /><p id="caption-attachment-186558" class="wp-caption-text">Preguiça no último Europeu de Jiu-Jitsu. Foto: GRACIEMAG</p></div>
<p>No sábado 10 de setembro, o fã de Jiu-Jitsu terá um evento cheio de charme e adrenalina, no Club Municipal, no Rio de Janeiro. O ginásio na Tijuca recebe mais uma edição do tradicional Campeonato Brasileiro de Equipes, evento organizado pela CBJJ há 20 anos.</p>
<p>O grande atrativo do evento nesta temporada é o astro Felipe Preguiça, que está inscrito com outros companheiros de Minas Gerais para reforçar o time da GB na faixa-preta e marrom adulto, no peso pesado. Mas a disputa está em aberto, pois outras equipes vêm fortes – a Nova União, por exemplo, quer faturar o troféu no peso leve marrom e preta.</p>
<p>No master, Raphael Abi-Rihan vai comandar seu esquadrão carioca de dentro da área de luta, na faixa-preta e marrom entre os veteranos. Como se vê, o torneio promete.</p>
<p>A ausência mais sentida este ano será da equipe GFTeam, atual campeã. Pela primeira vez na história, este evento lotou sua capacidade de atletas antes do prazo definido, o que provocou ruídos e atrapalhou os planos do professor Julio Cesar de enviar a formação de sua equipe nos últimos dias. A CBJJ e a equipe conversaram e se entenderam esta semana, mas a GFTeam decidiu voltar apenas ano que vem.</p>
<p>Confira quem está <a href="http://static.ibjjfdb.com/Campeonato/000586/pt-BR/InscricoesPorCategoriaEAcademia.pdf" target="_blank">dentro do torneio, aqui</a>, e comente, amigo leitor: que equipe vai brilhar mais forte? </p>The post <a href="https://www.graciemag.com/felipe-preguica-reforca-brasileiro-de-equipes-de-jiu-jitsu-2016-neste-sabado-no-rio-de-janeiro/">Felipe Preguiça reforça Brasileiro de Equipes 2016, este sábado no Rio</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rio Open: Erberth e Bia Mesquita faturam absolutos; confira os resultados</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2016 04:54:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após quase dois anos de sua interdição, o Tijuca Tênis Clube voltou a ser palco dos torneios da IBJJF. Com saídas de emergência devidamente colocadas e algumas mudanças na estrutura do ginásio, o templo histórico do Jiu-Jitsu recebeu o Rio Winter International Open, que rolou de quarta-feira, dia 13, até o último domingo, dia 17.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_192034" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/07/capa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-192034" class="size-full wp-image-192034" alt="Erberth e Bia brilharam no torneio que marcou a volta do Tijuca Tênis Clube. Fotos: Carlos Arthur Jr." src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/07/capa.jpg" width="600" height="433" /></a><p id="caption-attachment-192034" class="wp-caption-text">Erberth e Bia brilharam no torneio que marcou a volta do Tijuca Tênis Clube. Fotos: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>Após quase dois anos de sua interdição, o Tijuca Tênis Clube voltou a ser palco dos torneios da IBJJF. Com saídas de emergência devidamente colocadas e algumas mudanças na estrutura do ginásio, o templo histórico do Jiu-Jitsu recebeu o Rio Winter International Open, que rolou de quarta-feira, dia 13, até o último domingo, dia 17.</p>
<p>Foram cinco dias de ação com os melhores competidores da arte suave, na busca do ouro no torneio que já consagrou vários campeões mundias. O nível das lutas estava alto como sempre, e o público que compareceu comemorou.</p>
<p>O domingo, reservado para os faixas-pretas, foi um show de Jiu-Jitsu. Destaque do dia, Erberth Santos (Ryan Gracie) concluiu sua maratona ao faturar o ouro duplo na competição, após finalizar nas duas finais. Pelo título na categoria, Erberth pegou José Júnior (Alliance) no estrangulamento arco e flecha. Já no absoluto, encarou Patrick Gáudio (GFTeam) em aguardado duelo, no qual Erberth finalizou no leglock.</p>
<p>&#8220;Consegui impor meu jogo no sábado, finalizando todas as lutas, e na final hoje terminei com uma finalização também. Depois da minha final com o Buchecha no Mundial eu trabalhei muito os leglocks quando o jogo fica embolado, junto com meus treinadores na Almeida Jiu-Jitsu, e está dando certo&#8221;, disse o bicampeão absoluto do Rio Open e número 2 no ranking faixa-preta da IBJJF.</p>
<p>Entre as meninas, Beatriz Mesquita (Gracie Humaitá) e Nádia Melo (GFTeam) roubaram a cena. Na final do peso leve, Nádia levou a melhor ao superar Bia nos pontos. Porém, na final do peso aberto, a campeã mundial usou sua arma preferida e finalizou no armlock pelo título.</p>
<p>&#8220;Infelizmente deixei o ouro da categoria escapar. Mas o maravilhoso do nosso esporte é saber que cada vez que pisamos na área de luta há um novo começo. Voltei para o absoluto com muito mais vontade, e a vitória veio na minha melhor finalização. Foi incrível estar de volta ao histórico Tijuca Tênis Clube, muitas lendas foram formadas aqui, muitos campeões mundiais. A vibração positiva que existe aqui não tem explicação&#8221;, disse após a conquista.</p>
<p>Confira abaixo mais resultados das finais faixa-preta.</p>
<p><strong>Galo</strong><br />
Juan Lopes (PR Team) finalizou Raul Marcello (Ribeiro JJ) no armlock do triângulo</p>
<p><strong>Pluma</strong><br />
Carlos Holanda (Alliance) venceu John Lenno Dantas (NU) por 2 a 0 nos pontos</p>
<p><strong>Pena</strong><br />
Isaque Paiva (Saikoo JJ) venceu Victor Genovesi (Alliance) por 2 a 0 nos pontos</p>
<p><strong>Leve</strong><br />
Júlio dos Anjos (GFTeam) venceu Claudivan Oliveira (Ass. Monteiro) na decisão</p>
<p><strong>Médio</strong><br />
Vinicius Marinho (GFTeam) finalizou Gabriel &#8220;Timbó&#8221; Procópio (BTT) na kimura</p>
<p><strong>Meio-pesado</strong><br />
Patrick Gaudio (GFTeam) venceu Rodrigo &#8220;Pimpolho&#8221; Fajardo (GB) por 6 a 2 nos pontos</p>
<p><strong>Pesado</strong><br />
Fernando Reis (Alliance) venceu Vitor Toledo (Atos JJ) na decisão</p>
<p><strong>Super Pesado</strong><br />
Erberth Santos (Ryan Gracie) finalizou José Junior (Alliance) no estrangulamento</p>
<p><strong>Pesadíssimo</strong><br />
Thiago Gaia (GFTeam) venceu Kitner Moura (Ryan Gracie) por 8 a 0 nos pontos</p>
<p>Para conferir os resultados completos do evento, <a href="http://static.ibjjfdb.com/Campeonato/000584/pt-BR/Resultados.pdf" target="_blank">clique aqui</a>!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rio-open-de-jiu-jitsu-erberth-santos-e-bia-mesquita-faturam-absolutos-confira-os-resultados/">Rio Open: Erberth e Bia Mesquita faturam absolutos; confira os resultados</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rio Open 2016: Erberth Santos, Patrick Gaudio, Cristiano Titi e Bia Mesquita inscritos</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2016 07:47:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos em semana de grandes emoções na arte suave. Um dos torneios mais aguardados do calendário da CBJJ, o Rio Oepn começou na última quarta-feira, dia 13, e se estende até o domingo, dia 17. O famoso Tijuca Tênis Clube foi o palco escolhido para tal evento, que contou com milhares de atletas inscritos. No&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_180292" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/Erberth-Santos-absoluto-no-Rio-Open-2015-Foto-Aragao-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-180292" class="size-full wp-image-180292" alt="Erberth Santos após raspar Jaime Canuto, na final do absoluto. Foto: Gustavo Aragão" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/Erberth-Santos-absoluto-no-Rio-Open-2015-Foto-Aragao-2.jpg" width="640" height="427" /></a><p id="caption-attachment-180292" class="wp-caption-text">Erberth Santos, atual campeão absoluto do Rio Open, está entre os inscritos Foto: Gustavo Aragão</p></div>
<p>Estamos em semana de grandes emoções na arte suave. Um dos torneios mais aguardados do calendário da CBJJ, o Rio Oepn começou na última quarta-feira, dia 13, e se estende até o domingo, dia 17.</p>
<p>O famoso Tijuca Tênis Clube foi o palco escolhido para tal evento, que contou com milhares de atletas inscritos. No domingo, teremos as emoções das disputas de peso na faixa-preta, e nós de GRACIEMAG demos uma olhada na lista de competidores e trouxemos alguns dos destaques.</p>
<p>No feminino, Beatriz Mesquita (Gracie Humaitá) e Carina Santi (G13) ficam em evidência. Entre os homens, um caminhão de cascas-grossas está no páreo em busca da sonhada medalha dourada.</p>
<p>Confira conosco e poste nos comentários quem será o destaque do torneio na sua opinião!</p>
<p><strong>GALO</strong><br />
Raul Gomes Marcello &#8211; Ribeiro Jiu-Jitsu<br />
Victor Santos Gomes &#8211; GFTeam</p>
<p><strong>PLUMA</strong><br />
Carlos Holanda &#8211; Alliance</p>
<p><strong>PENA</strong><br />
Isaque Paiva &#8211; Saikoo Jiu-Jitsu<br />
Victor Genovesi &#8211; Alliance<br />
Alexandre Vieira &#8211; BTT<br />
Bruno Celio &#8211; GFTeam<br />
Luciano Queiroz &#8211; GFTeam</p>
<p><strong>LEVE</strong><br />
Theodoro Canal &#8211; GFTeam<br />
Caio Almeida Silva &#8211; Ryan Gracie Team<br />
Renan Sancar &#8211; Calasans BJJ</p>
<p><strong>MÉDIO</strong><br />
Luan Carvalho &#8211; Nova União<br />
Gabriel &#8220;Timbó&#8221; Procópio &#8211; BTT<br />
Vinícius Marinho &#8211; BTT</p>
<p><strong>MEIO-PESADO</strong><br />
Rodrigo &#8220;Pimpolho&#8221; Fajardo &#8211; Gracie Barra<br />
Patrick Gaudio &#8211; GFTeam<br />
Victor Bomfim &#8211; GFTeam<br />
Ruan Oliveira &#8211; Soulfighters</p>
<p><strong>PESADO</strong><br />
Cristiano &#8220;Titi&#8221; Lazzarini &#8211; Gracie Barra<br />
Fernando Reis &#8211; Alliance</p>
<p><strong>SUPERPESADO</strong><br />
Erberth Santos &#8211; Ryan Gracie Team<br />
José Júnior &#8211; Alliance</p>
<p><strong>PESADíSSIMO</strong><br />
Otavio &#8220;Oreia&#8221; Serafim &#8211; Barbosa JJ<br />
Thiago Gaia &#8211; GFTeam<br />
Kitner Moura &#8211; Ryan Gracie Team</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rio-open-de-jiu-jitsu-erberth-santos-patrick-gaudio-cristiano-titi-e-bia-mesquita-inscritos/">Rio Open 2016: Erberth Santos, Patrick Gaudio, Cristiano Titi e Bia Mesquita inscritos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Tijuca Tênis Clube recebe Internacional de Masters com altas feras</title>
		<link>https://www.graciemag.com/tijuca-tenis-clube-reabre-com-internacional-de-masters-repleto-de-altas-feras-do-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tijuca-tenis-clube-reabre-com-internacional-de-masters-repleto-de-altas-feras-do-jiu-jitsu</link>
		
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2016 15:59:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, 13 de julho, o clássico Tijuca Tênis Clube reabriu para os craques do Jiu-Jitsu brasileiro, com as primeiras lutas do Rio Open de inverno – o evento com selo de qualidade da CBJJ e da IBJJF promete reunir estrelas como Bia Mesquita, Erberth Santos e muitos craques. Nesta quinta, as áreas de luta do Tijuca&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_70224" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-70224" class="size-full wp-image-70224  " title="Tijuca Tenis Clube recebe novamente o Internacional de Masters e o Rio Open de Jiu-Jitsu, esta semana. Foto: Arquivos GRACIEMAG" alt="Tijuca Tenis Clube recebe novamente o Internacional de Masters e o Rio Open de Jiu-Jitsu, esta semana. Foto: Arquivos GRACIEMAG" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/07/MG_0487.jpg" width="1000" height="542" /><p id="caption-attachment-70224" class="wp-caption-text">Tijuca Tênis Clube recebe novamente o Internacional de Masters e o Rio Open de Jiu-Jitsu, esta semana. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Hoje, 13 de julho, o clássico Tijuca Tênis Clube reabriu para os craques do Jiu-Jitsu brasileiro, com as primeiras lutas do Rio Open de inverno – o evento com selo de qualidade da CBJJ e da IBJJF promete reunir estrelas como Bia Mesquita, Erberth Santos e muitos craques.</p>
<p>Nesta quinta, as áreas de luta do Tijuca começam a receber os competidores do Internacional de Masters, um dos torneios mais tradicionais do calendário do esporte, realizado anualmente desde 1999.</p>
<p>Os faixas-pretas masters entram em ação no sábado e no domingo, puxados por veteranos como Alan Finfou, Edson Diniz, Rogério Poggio, Cristiano Titi, Alexandre Baraúna, Alberto Oliveira, David Vieira, Maurinho Ayres, Bruno Bastos, Paulo Cezar &#8220;Drive-In&#8221;, Fredson Alves, Denilson Pimenta, Tiago Asfora, Adimilson &#8220;Juquinha&#8221; Brites, Eduardo Milioli, Adriano Silva, Helvécio Penna, Rolando Toro, Cicero Costha e mais um batalhão de professores e competidores.</p>
<p>Todas as informações, horário, cronograma e listas de atletas estão no site da CBJJ.</p>
<p><a title="Chaves do Master e Rio Open da CBJJ" href="http://cbjj.com.br/chaves-rio-winter-open-e-international-de-masters-2016-foram-divulgadas-no-site/" target="_blank">Confira as chaves do evento</a>, e junte os amigos para estudar Jiu-Jitsu no Tijuca este fim de semana.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tijuca-tenis-clube-reabre-com-internacional-de-masters-repleto-de-altas-feras-do-jiu-jitsu/">Tijuca Tênis Clube recebe Internacional de Masters com altas feras</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Vídeo: Relembre Roger Gracie x Marcelo Garcia no Mundial de Jiu-Jitsu 2006</title>
		<link>https://www.graciemag.com/video-relembre-roger-gracie-x-marcelo-garcia-no-mundial-de-jiu-jitsu-2006/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=video-relembre-roger-gracie-x-marcelo-garcia-no-mundial-de-jiu-jitsu-2006</link>
		
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		<pubDate>Thu, 24 Mar 2016 16:38:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nomes de destaque na história do Mundial da IBJJF, Roger Gracie e Marcelo Garcia não conquistaram o título de lendas do esporte por acaso. E o Mundial de 2006 deu mais uma prova disso. Foi no absoluto do evento que marcava os 10 anos do Mundial, e a despedida do torneio dos solos brasucas. Roger,&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/video-relembre-roger-gracie-x-marcelo-garcia-no-mundial-de-jiu-jitsu-2006/">Vídeo: Relembre Roger Gracie x Marcelo Garcia no Mundial de Jiu-Jitsu 2006</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nomes de destaque na história do Mundial da IBJJF, Roger Gracie e Marcelo Garcia não conquistaram o título de lendas do esporte por acaso. E o Mundial de 2006 deu mais uma prova disso.</p>
<p>Foi no absoluto do evento que marcava os 10 anos do Mundial, e a despedida do torneio dos solos brasucas. Roger, superpesado, encarou o peso médio Marcelinho em um Tijuca Tênis Clube lotado.</p>
<p>Roger levou a melhor, ao jogar no seu estilo, colocando pressão por cima até chegar nas costas para finalizar.</p>
<p>Confira essa pérola do Jiu-Jitsu no vídeo abaixo!</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/od7eTYZ9mxo" height="529" width="940" frameborder="0"></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-relembre-roger-gracie-x-marcelo-garcia-no-mundial-de-jiu-jitsu-2006/">Vídeo: Relembre Roger Gracie x Marcelo Garcia no Mundial de Jiu-Jitsu 2006</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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