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	<title>Sergio Ignácio | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Thu, 07 May 2026 00:18:46 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Sergio Ignácio | Graciemag</title>
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		<title>BJJ Defense: Sérgio Ignacio lança curso de defesa para você se sentir mais protegido no dia a dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 00:05:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Instruído por alguns dos mais preparados e experientes instrutores em todos os campos, mestre Sérgio Ignacio se tornou uma enciclopédia de técnicas, conhecimentos táticos e estratégicos de defesa – após experiências vividas na pele, e que hoje podem ajudar pessoas durante operações policiais complexas ou em situações tão corriqueiras quanto uma noite no metrô.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-246114" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense.jpg" alt="BJJ Defense courses by master Sérgio Ignacio" width="1024" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Mestre Sérgio Ignacio iniciou sua trajetória no Rio de Janeiro, na firma de segurança privada do pai, um honrado tenente da Aeronáutica e ex-lutador de boxe e vale-tudo em Belém do Pará.</p>
<p>Sérgio aprendeu rápido que as ruas apresentavam cenários imprevisíveis, com confrontos físicos e ocorrências de alto risco onde o sucesso jamais era garantido. Tratou, assim, de ir em busca de algo mais confiável do que as armas, e mais garantido do que a sorte: o conhecimento.</p>
<p>Instruído por alguns dos mais preparados e experientes instrutores em todos os campos, mestre Sérgio Ignacio se tornou uma enciclopédia de técnicas, conhecimentos táticos e estratégicos de defesa – após experiências vividas na pele, e que hoje podem ajudar pessoas durante operações policiais complexas ou em situações tão corriqueiras quanto uma noite no metrô.</p>
<p>O renomado comissário de polícia, hoje um ativo instrutor faixa-coral de Jiu-Jitsu na Flórida, já viveu diversas situações de alto risco, como em 2016, quando quase perdeu a vida numa operação nas vielas da Vila Cruzeiro, bairro do Rio de Janeiro, após uma granada quicar e estacionar entre seus pés. Sobreviveu aos estilhaços graças aos ensinamentos que aprendeu, aliado ao sangue frio sob máxima pressão, qualidade aprendida nas ruas e nos tatames.</p>
<p>“Não era a minha hora”, reflete o mestre, que se tornou uma ponte sólida entre as artes marciais e a segurança pública e privada. Ao rever sua trajetória, Sérgio Ignacio avalia:</p>
<p>“Sou um policial experiente e se sobrevivi até aqui, foi graças aos excelentes instrutores e parceiros de combates e treinamentos que tive desde os anos 1980. O que aprendi na ativa eu faço questão de passar adiante nas aulas de BJJ Defense, um curso em benefício de instrutores e professores de artes marciais, de agentes de segurança pública e privada, e de pessoas de todas as idades da sociedade civil. O instrutor que se preza quer que seus alunos sejam melhores do que ele foi, e é assim que sempre procuro ensinar. Como diz um amigo: eu não guardo dinheiro, vou guardar conhecimento?”</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246105" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-1024x890.jpg" alt="" width="650" height="565" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-1024x890.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-300x261.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-768x668.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-1536x1335.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-2048x1780.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-150x130.jpg 150w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mestre Sérgio iniciou no Jiu-Jitsu no início da década de 1980, levado por seu amigo Renzo Gracie, e foi um dos primeiros alunos da renomada equipe Gracie Barra. Foi parceiro de treinos de Renzo e o acompanhou em diversas lutas de MMA nos Estados Unidos e Japão.</p>
<p>O Jiu-Jitsu e o estudo de artes de combate lhe forneceram recursos e detalhes técnicos inestimáveis, que salvaram-no de incontáveis apuros como policial. Passou a ensinar e a formar a visão de milhares de bons policiais no Rio de Janeiro.</p>
<p>Ao longo dos anos, destacou-se também no setor de segurança privada, com participação em eventos nacionais e internacionais, fazendo a segurança de celebridades, autoridades e do público em geral.</p>
<p>É essa vivência prática e testada em situações reais que ele procura transmitir através do sistema de ensino batizado de BJJ Defense em academias de todo o planeta, dos tatames de corporações policiais a escolas de Jiu-Jitsu na Flórida, Rio e Nova York, de todas as bandeiras e escuderias.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246111" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-1024x698.jpg" alt="" width="650" height="443" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-1024x698.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-768x524.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-150x102.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio.jpg 1280w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A instrução de BJJ Defense ocorre em treinamentos de algumas horas ou seminários segmentados em módulos, a depender da demanda dos interessados. Os cursos já atenderam academias, a forças de seguranças públicas, setor privado, instrutores de Jiu-Jitsu em busca de especialização e a sociedade civil em geral, em escolas como a Renzo Gracie Upper West Side, do professor Luca Atalla, e a Ralph Gracie do professor Regis Calixto.</p>
<p><em>* Confira cenas de um dos cursos de BJJ Defense, em Nova York:</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Master Sergio Ignacio’s BJJ DEFENSE: Real-World Self Defense Tactical Training for Everyday Life" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/Xc3xDIQNdpI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/bjjdefense/" target="_blank" rel="noopener">O mestre de Jiu-Jitsu</a> explicou, ainda, como adaptou e condensou tudo que vivenciou na ativa. Afinal, Sérgio Ignacio acumula especializações em diversos cursos e treinamentos, e desenvolveu e implementou os mais renomados cursos táticos para policiais civis do Rio de Janeiro, como o Curso de Operações Táticas Especiais (COTE) da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (CORE).</p>
<p>“O sistema <a href="https://www.instagram.com/bjjdefense/" target="_blank" rel="noopener">BJJ Defense</a> é uma ponte entre a defesa pessoal clássica e as necessidades percebidas hoje no mundo contemporâneo. Nada do que funciona é descartado nos meus cursos, em que procuro fazer o máximo de conexão com a vida real. A filosofia do que ensino é oferecer o máximo de recursos para os profissionais ou cidadãos evitarem qualquer confronto. Ao se afastar do problema, terão mais chance de voltar para casa seguros. Sempre pode haver imprevistos nas ruas, o resultado pode ser o inesperado, mas o treinamento faz aumentar nossas chances de vitória ou sobrevivência”, analisou o mestre, que também atuou como segurança privado da sede brasileira em cinco Jogos Olímpicos, em Atlanta, Sydney, Atenas, Londres e Rio.</p>
<p>“Há um protocolo conhecido nos EUA, que ensina como agir na iminência de crises e ataques, cujo lema é ‘se possível evite o confronto: Corra ou esconda-se, se não for possível, lute’. O que a instrução de BJJ Defense procura transmitir de maneira muito prática e objetiva, é como usar: Técnica-Tática-Estratégia para aumentar as suas chances de sucesso num momento difícil”, resumiu mestre Sérgio.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-246107" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio.jpg" alt="" width="938" height="783" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio.jpg 938w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio-300x250.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio-768x641.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio-150x125.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 938px) 100vw, 938px" /></p>
<p>Para o policial e instrutor, a dinâmica real dos acontecimentos é que irá nos mostrar o que é necessário e possível de ser feito, as vezes até para ter a oportunidade de fugir e/ou se esconder, pode ser inevitável ter que lutar. Afinal, vítimas sob ameaça precisam encontrar saídas e soluções num piscar de olhos, e para que isso seja feito de modo eficiente, é preciso conhecimento. A partir do treinamento, os alunos desenvolvem não apenas capacidades para a reação física, mas também atributos essenciais como tempo de reação, posicionamento adequado, percepção do cenário e capacidade de tomar decisões sob pressão.</p>
<p>E será que o Jiu-Jitsu voltado para a defesa pessoal é compatível com o treino para competição, na visão do mestre?</p>
<p>“Claro que são”, garante Sérgio. “E a prova disso é o meu próprio filho, meu primeiro faixa-preta. O <a href="https://www.graciemag.com/daniel-ignacio-quando-a-defesa-pessoal-se-transforma-em-medalha-de-ouro-no-jiu-jitsu-esportivo/" target="_blank" rel="noopener">Daniel é formado em ambas as áreas.</a> Levei ele da faixa-branca até a preta com todos os aspectos do BJJ envolvidos, e sempre com o acompanhamento e participação do Renzo Gracie. Ele inclusive passou por exames periódicos de conhecimento em todas as mudanças de faixa. Respeitamos sempre o tempo de amadurecimento em cada etapa, mas cobramos principalmente o conhecimento técnico em todas as áreas. É assim que se forma um instrutor faixa-preta completo.”</p>
<div id="attachment_246103" style="width: 794px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246103" class="size-full wp-image-246103" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra.jpg" alt="" width="784" height="964" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra.jpg 784w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra-244x300.jpg 244w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra-768x944.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra-122x150.jpg 122w" sizes="auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px" /><p id="caption-attachment-246103" class="wp-caption-text">Como faixa-roxa, na primeira sede da GB, em idos de 1986.</p></div>
<p>Quem teve a oportunidade de estudar e aprender com o mestre, não cansa de elogiar sua didática e seu sistema. Caso do delegado de polícia e ex-secretário de polícia civil do Rio Marcus Vinícius:</p>
<p>“Sérgio Ignacio é um dos melhores policiais civis da história do Rio de Janeiro. Sua capacidade rara de aliar e multiplicar seus conhecimentos operacionais, táticos e técnicos o fizeram uma referência para mim, assim como para milhares de policiais do Rio. Tive a sorte de tê-lo como professor na academia de polícia e tive o prazer de acompanhá-lo em inúmeras operações nas ruas. Eu acredito que algumas de suas mais valiosas qualidades, como a disciplina, a hierarquia e a calma, ele traz de uma vida inteira dedicada ao esporte nos tatames, bem como dos treinamentos e das operações policiais.”</p>
<p>Ou como resumiu seu amigo Renzo Gracie, campeão de MMA: “O motivo de eu ter me tornado o campeão que sou foi ter treinado diariamente com ele desde a faixa-azul. Não perca a oportunidade de aprender com esse mestre.”</p>
<p>* Para mais informações, faça contato pelo email: bjjdefense1@gmail.com.</p>
<p>* Visite o portal de SI no endereço <a href="Bjjdefense.com" target="_blank" rel="noopener">Bjjdefense.com</a>, e siga o <a href="https://www.instagram.com/sergioignacio01/." target="_blank" rel="noopener">mestre no Instagram</a>, aqui.</p>
<p>* A seguir, confira alguns depoimentos sobre o trabalho de mestre Sérgio Ignacio:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246108" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-1024x768.jpg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><em><strong>* Renzo Gracie, mestre de Jiu-Jitsu</strong></em></p>
<p>“Sérgio Ignacio é hoje um dos dez maiores peritos em técnicas de defesa pessoal do planeta, por um motivo singelo: seu arsenal técnico consegue ser eficiente dentro de um ringue, de um beco ou de um carro em movimento. O motivo de eu ter me tornado o campeão que sou foi ter treinado diariamente com ele desde a faixa-azul. Não perca a oportunidade de aprender com esse mestre.”</p>
<p><em><strong>* Victor César dos Santos, delegado de polícia federal e secretário de segurança do estado do Rio</strong></em></p>
<p>“A atuação de Sérgio Ignacio na área de treinamento e capacitação foi uma virada de chave para a polícia civil, no que diz respeito ao emprego e mudança de formatação das unidades de operações especiais. Ele participou da criação da Coordenadoria de Recursos Especiais, a CORE, e suas subdivisões. Sua experiência como instrutor de Jiu-Jitsu, associada aos vários cursos que fez pelo mundo, ajudou a segurança pública, ao promover mais eficiência e eficácia às técnicas utilizadas nas operações. Seus ensinamentos ajudaram a preservar a vida de gerações de policiais, e preveniram incontáveis ocorrências de danos colaterais durante operações em áreas de altíssimo risco no Rio.”</p>
<p><em><strong>* Rodrigo Oliveira, faixa-preta, delegado de polícia veterano e um dos mais longevos coordenadores da CORE no Rio</strong></em></p>
<p>“Como policial e instrutor, Sérgio Ignacio é um mestre fora da curva. Lealdade incondicional, capacidade técnica rara e uma disposição para trabalho pouco vista ao longo de minha carreira. Lembro com muito orgulho da inauguração da CORE Jiu-Jitsu, agremiação na sede da Coordenadoria de Recursos Especiais da polícia do Rio, uma conquista dele, numa tarde com a presença de grande mestre Robson Gracie. Como faixa-preta, ele sempre se guiou pela filosofia ‘Em qualquer hora, com qualquer tempo e em qualquer lugar’. Muito me orgulho de ter servido ao seu lado.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246109" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-1024x768.jpg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-150x112.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio.jpg 1291w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bjj-defense-mestre-sergio-ignacio-condensa-decadas-de-conhecimento-como-policial-em-curso-que-ensina-o-essencial-para-voce-se-sentir-protegido-no-dia-a-dia/">BJJ Defense: Sérgio Ignacio lança curso de defesa para você se sentir mais protegido no dia a dia</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>BJJ Defense: Sérgio Ignacio condenses decades of knowledge as a police officer into a course that teaches the essentials for you to feel more prepared</title>
		<link>https://www.graciemag.com/bjj-defense-coral-belt-sergio-ignacio-teaches-real-world-self-defense-tactical-training-for-everyday-life/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=bjj-defense-coral-belt-sergio-ignacio-teaches-real-world-self-defense-tactical-training-for-everyday-life</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 10:08:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
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		<category><![CDATA[Renzo Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Sergio Ignácio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=246097</guid>

					<description><![CDATA[<p>* Renzo Gracie, Jiu-Jitsu Master</p>
<p>“Sergio Ignacio is today one of the ten greatest experts in self-defense techniques on the planet, for a simple reason: his technical arsenal manages to be efficient inside a ring, an alley, or a moving car. The reason I became the champion I am was because I trained daily with him since blue belt. Don't miss the opportunity to learn from this master.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-246114" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense.jpg" alt="BJJ Defense courses by master Sérgio Ignacio" width="1024" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Logo-defense-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Master Sérgio Ignacio began his career in Rio de Janeiro, at his father&#8217;s private security firm. His father was an honorable Air Force lieutenant and former boxer and mixed martial arts fighter in Belém, Pará.</p>
<p>Sérgio quickly learned that the streets presented unpredictable scenarios, with physical confrontations and high-risk incidents where success was never guaranteed. Therefore, he sought something more reliable than weapons and wiser than luck: knowledge.</p>
<p>Instructed by some of the most prepared and experienced instructors in all fields, Master Sérgio Ignacio became an encyclopedia of techniques, tactical and strategic defense knowledge, after decades of firsthand experiences that can now help people during complex police operations or in situations as commonplace as a night on the subway.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246105" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-1024x890.jpg" alt="" width="650" height="565" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-1024x890.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-300x261.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-768x668.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-1536x1335.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-2048x1780.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/BJJ-Defense-Sergio-Ignacio-e-Daniel-na-Core-150x130.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>The renowned police commissioner, now an active coral belt Jiu-Jitsu instructor in Florida, has experienced numerous high-risk situations, such as in 2016 when he nearly lost his life in an operation in the alleys of Vila Cruzeiro, a neighborhood in Rio de Janeiro, after a grenade bounced and landed between his feet. He survived the shrapnel thanks to the teachings he had learned, combined with the composure he possessed under maximum pressure, a quality honed on the streets and on the mats.</p>
<p>“It wasn’t my time,” reflects the master, who has become a solid bridge between martial arts and public and private security. Looking back on his career, Sérgio Ignacio reflects:</p>
<p>“I am an experienced police officer, and if I have survived this far, it is thanks to the excellent instructors and training partners I have had since the 1980s. What I learned in active service, I make a point of passing on in <a href="bjjdefense.com" target="_blank" rel="noopener">BJJ Defense classes</a>, a course for the benefit of martial arts instructors and teachers, public and private security agents, and people of all ages in civil society. A self-respecting instructor wants their students to be better than they were, and that&#8217;s how I always try to teach. As a friend says: I don&#8217;t save money, I&#8217;m going to save knowledge?”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246111" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-1024x698.jpg" alt="" width="650" height="443" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-1024x698.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-768x524.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio-150x102.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Aula-de-defesa-contra-objetos-cortantes-e-facadas-com-Sergio-Ignacio.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Master Sérgio began Jiu-Jitsu in the early 1980s, brought by his friend Renzo Gracie, and was one of the first students of the renowned Gracie Barra team. He was Renzo&#8217;s training partner and accompanied him in several MMA fights in the United States and Japan.</p>
<p>Brazilian Jiu-Jitsu and the study of combat arts provided him with invaluable resources and technical details that saved him from countless close calls as a police officer. He went on to teach and shape the vision of thousands of good police officers in Rio de Janeiro.</p>
<p>Over the years, he also distinguished himself in the private security sector, participating in national and international events, providing security for celebrities, authorities, and the general public.</p>
<div id="attachment_246107" style="width: 948px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246107" class="wp-image-246107 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio.jpg" alt="" width="938" height="783" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio.jpg 938w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio-300x250.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio-768x641.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Just-another-day-in-the-office-for-master-Sergio-150x125.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 938px) 100vw, 938px" /><p id="caption-attachment-246107" class="wp-caption-text">Just another day in the office for master Sérgio</p></div>
<p>It is this practical experience, tested in real-life situations, that he seeks to transmit through his teaching system called BJJ Defense in academies around the world, from police department mats to Jiu-Jitsu schools in Florida, Rio, and New York, across all flags and teams.</p>
<p>BJJ Defense instruction takes place in training sessions of a few hours or in segmented seminars divided into modules, depending on the demand of those interested. The courses have already served academies, public security forces, the private sector, Jiu-Jitsu instructors seeking specialization, and civil society in general, in schools such as Renzo Gracie Upper West Side, run by Professor Luca Atalla, and Ralph Gracie, run by Professor Regis Calixto.</p>
<p><em>* Check out scenes from one of the BJJ Defense courses in New York:</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Master Sergio Ignacio’s BJJ DEFENSE: Real-World Self Defense Tactical Training for Everyday Life" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/Xc3xDIQNdpI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>The Jiu-Jitsu master also explained how he adapted and condensed everything he experienced while actively practicing. After all, Sérgio Ignacio has accumulated specializations in various courses and training programs, and developed and implemented the most renowned tactical courses for civil police officers in Rio de Janeiro, such as the Special Tactical Operations Course (COTE) of the Special Resources Coordination of the Civil Police of the State of Rio de Janeiro (CORE).</p>
<p>“The BJJ Defense system is a bridge between classic self-defense and the perceived needs of the contemporary world. Nothing that works is discarded in my courses, where I try to make as many connections as possible with real life. The philosophy of what I teach is to offer the maximum resources for professionals or citizens to avoid any confrontation. By distancing themselves from the problem, they will have a better chance of returning home safely. There can always be unforeseen events on the streets, the result can be unexpected, but training increases our chances of victory or survival,” analyzed the master, who also worked as private security for the Brazilian headquarters in five Olympic Games, in Atlanta, Sydney, Athens, London and Rio.</p>
<p>“There’s a well-known protocol in the US that teaches how to act in the face of imminent crises and attacks, whose motto is ‘if possible, avoid confrontation: Run or hide; if not possible, fight.’ What BJJ Defense instruction seeks to convey, in a practical and objective way, is how to use the Technique-Tactics-Strategy tripod to increase your chances of success in a difficult moment,” summarized <a href="https://www.instagram.com/sergioignacio01/" target="_blank" rel="noopener">Master Sérgio Ignacio.</a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246109" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-1024x768.jpg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio-150x112.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Ignacio-teaching-in-Rio.jpg 1291w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>For the police officer and instructor, the real dynamics of events will show us what is necessary and possible to do – sometimes even to have the opportunity to escape or hide, it may be inevitable to have to fight. After all, victims under threat need to find ways out and solutions in the blink of an eye, and for this to be done efficiently, experience and technical knowledge are necessary. Through training, students develop not only physical reaction capabilities, but also essential attributes such as reaction time, proper positioning, perception of the scenario, and the ability to make decisions under pressure.</p>
<p>And is Jiu-Jitsu focused on self-defense compatible with training for competition, in the master&#8217;s view?</p>
<p>“Of course it is,” assures Sérgio. “And the proof of that is my own son, my first black belt. <a href="https://www.graciemag.com/professor-daniel-ignacio-when-self-defense-turns-into-gold-in-bjj-championships/" target="_blank" rel="noopener">Daniel is trained in both areas.</a> I took him from white belt to black belt with all aspects of BJJ involved, and always with the guidance and participation of Renzo Gracie. He even underwent periodic knowledge exams at every belt promotion. We always respect the maturation time at each stage, but we mainly demand technical knowledge in all areas. That&#8217;s how you train a complete black belt instructor.”</p>
<div id="attachment_246103" style="width: 794px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246103" class="size-full wp-image-246103" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra.jpg" alt="" width="784" height="964" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra.jpg 784w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra-244x300.jpg 244w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra-768x944.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Sergio-Gracie-Barra-122x150.jpg 122w" sizes="auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px" /><p id="caption-attachment-246103" class="wp-caption-text">As a purple belt, at first Gracie Barra school, in the 1980s.</p></div>
<p>Those who had the opportunity to study and learn from the master never tire of praising his teaching methods and system. Such is the case of police chief and former Rio de Janeiro civil police secretary Marcus Vinícius:</p>
<p>“Sérgio Ignacio is one of the best civil police officers in the history of Rio de Janeiro. His rare ability to combine and multiply his operational, tactical, and technical knowledge made him a reference for me, as well as for thousands of police officers in Rio. I was fortunate to have him as a teacher at the police academy and had the pleasure of accompanying him on numerous street operations. I believe that some of his most valuable qualities, such as discipline, hierarchy, and calmness, he brings from a lifetime dedicated to the sport on the mats, as well as from training and police operations.”</p>
<div id="attachment_244834" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244834" class="wp-image-244834 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-768x1024.jpg" alt="Sérgio Ignacio, Daniel Merola and master Renzo Gracie in NY" width="650" height="867" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1152x1536.jpg 1152w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1536x2048.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-113x150.jpg 113w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-scaled.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244834" class="wp-caption-text">Sérgio, his son Daniel and master Renzo Gracie in NY</p></div>
<p>Or as his friend Renzo Gracie, MMA champion, summarized: “The reason I became the champion I am was because I trained daily with him since my blue belt. Don&#8217;t miss the opportunity to learn from this master.”</p>
<p><strong><em>* For more information, visit <a href="BJJDefense.com" target="_blank" rel="noopener">BJJDefense.com</a> or c</em></strong><strong><em>ontact <a href="https://www.instagram.com/bjjdefense/" target="_blank" rel="noopener">BJJ Defense</a> by email: </em></strong></p>
<p><strong><em>bjjdefense1@gmail.com.</em></strong></p>
<p><strong><em>* And follow master <a href="https://www.instagram.com/bjjdefense/" target="_blank" rel="noopener">Sérgio Ignacio on Instagram, here.</a></em></strong></p>
<p><em>≥≥≥≥ Below, check out some testimonials about Master Sergio Ignacio&#8217;s work:</em></p>
<p><em><strong>* Renzo Gracie</strong></em></p>
<p><em><strong>Brazilian Jiu-Jitsu Master</strong></em></p>
<p>“Sérgio Ignacio is today one of the ten greatest experts in self-defense techniques on the planet, for a simple reason: his technical arsenal manages to be efficient inside a ring, an alley, or a moving car. The reason I became the champion I am was because I trained daily with him since blue belt. Don&#8217;t miss the opportunity to learn from this master.”</p>
<p><em><strong>* Victor César dos Santos</strong></em></p>
<p><em><strong>Federal Police Chief and Secretary of Public Security for the State of Rio</strong></em></p>
<p>“Sérgio Ignacio&#8217;s work in the area of ​​training and capacity building was a turning point for the civil police, regarding the deployment and reorganization of special operations units. He participated in the creation of the Special Resources Coordination, CORE, and its subdivisions. His experience as a Jiu-Jitsu instructor, combined with the various courses he took around the world, helped public safety by promoting greater efficiency and effectiveness in the techniques used in operations. His teachings helped preserve the lives of generations of police officers and prevented countless incidents of collateral damage during operations in extremely high-risk areas in Rio.”</p>
<p><em><strong>* Rodrigo Oliveira</strong></em></p>
<p><em><strong>BJJ black belt, veteran police chief and one of the longest-serving coordinators of CORE in Rio</strong></em></p>
<p>“As a police officer and instructor, Sérgio Ignacio is an exceptional master. Unconditional loyalty, rare technical ability, and a willingness to work rarely seen throughout my career. I remember with great pride the inauguration of CORE Jiu-Jitsu, an association at the headquarters of the Special Resources Coordination of the Rio police, an achievement of his, on an afternoon with the presence of the great master Robson Gracie. As a black belt, he always followed the philosophy ‘Anytime, in any weather, and anywhere’. I am very proud to have served alongside him.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-246108" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-1024x768.jpg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/04/Master-Sergio-files.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bjj-defense-coral-belt-sergio-ignacio-teaches-real-world-self-defense-tactical-training-for-everyday-life/">BJJ Defense: Sérgio Ignacio condenses decades of knowledge as a police officer into a course that teaches the essentials for you to feel more prepared</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Daniel Ignacio: quando a defesa pessoal se transforma em ouro nos campeonatos</title>
		<link>https://www.graciemag.com/daniel-ignacio-quando-a-defesa-pessoal-se-transforma-em-medalha-de-ouro-no-jiu-jitsu-esportivo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=daniel-ignacio-quando-a-defesa-pessoal-se-transforma-em-medalha-de-ouro-no-jiu-jitsu-esportivo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 20:08:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Formar agentes preparados vai muito além de simplesmente estar pronto tecnicamente para um conflito. Graças ao Jiu-Jitsu, criam-se agentes com autocontrole e autoconfiança, que conseguem lidar com situações reais com calma, clareza e ética. A maior responsabilidade que tenho é o compromisso de tornar esses profissionais mais bem treinados, para que possam se proteger e proteger a população. Esse treinamento é tanto técnico quanto mental. Um bom profissional de segurança, treinado no Jiu-Jitsu, pode transformar uma situação potencialmente letal em uma situação não letal, salvando e poupando a vida de terceiros."</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/daniel-ignacio-quando-a-defesa-pessoal-se-transforma-em-medalha-de-ouro-no-jiu-jitsu-esportivo/">Daniel Ignacio: quando a defesa pessoal se transforma em ouro nos campeonatos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-244817" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF.jpg" alt="" width="682" height="722" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF.jpg 682w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF-283x300.jpg 283w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Daniel-Ignacio-Rio-Open-IBJJF-142x150.jpg 142w" sizes="auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px" /></p>
<p>Daniel Mérola Ignacio, 25 anos, cresceu em cima de um tatame. Filho do faixa-preta e célebre árbitro Sérgio Ignacio, foi criado nas tradições da família Gracie, e acompanhado desde os primeiros treinos por seu padrinho, Renzo Gracie.</p>
<p>Foi mestre Renzo quem o guiou ao longo de toda a sua formação — do kimono ainda folgado na infância à faixa-preta conquistada com mérito e honra.</p>
<p>Mais do que um atleta disciplinado e técnico, <a href="https://www.instagram.com/danielmerola09/" target="_blank" rel="noopener">Daniel</a> encontrou no ensino sua verdadeira vocação. Desde jovem, passou a liderar aulas e seminários, com destaque para seu trabalho com mulheres e crianças, onde combina sensibilidade, clareza e confiança. Ele confia que o Jiu-Jitsu pode ser uma poderosa ferramenta de transformação pessoal — hoje, seu maior objetivo é tornar essa transformação acessível a todos.</p>
<p>Além do ensino em academias para públicos diversos, Daniel atua de forma singular na área de treinamento voltado à segurança e à defesa pessoal. Cursou Administração de Empresas, conciliando seus estudos com treinos, aulas e seminários, e hoje é sócio de uma das mais respeitadas empresas de treinamento para segurança do país.</p>
<p>No dia a dia, instrui profissionais da segurança privada e pública, auxiliando-os no desenvolvimento técnico, físico e emocional necessário para suas funções. É também instrutor convidado de instituições como a Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, a Core, o grupo de Paraquedistas do Exército e a Acadepol, a academia de formação da Polícia Civil do Estado do Rio.</p>
<p>Num dos contextos urbanos mais complexos da América Latina, sua contribuição é reconhecida por colegas e autoridades como um diferencial raro para alguém de sua idade.</p>
<p>A trajetória de Daniel no Jiu-Jitsu competitivo é marcada por conquistas significativas que evidenciam sua excelência. Em 2022, foi vice-campeão brasileiro sem kimono pela <a href="http://ibjjf.com/" target="_blank" rel="noopener">IBJJF</a>. No ano seguinte, conquistou a medalha de ouro no peso pesado, em evento internacional da CBJJO. Também em 2023, foi campeão do “Rei do Rio”, torneio promovido pela FJJ-Rio, a primeira federação de Jiu-Jitsu do mundo. Em 2024, venceu sem kimono o campeonato Rio International Open no superpesado faixa-preta, pela IBJJF.</p>
<p>Conquistas essas sempre aliadas a um trabalho árduo dentro e fora de sua empresa. Mas, segundo ele mesmo, estas são apenas algumas etapas no seu caminho. Os próximos passos? Levar seu conhecimento a novas fronteiras — dentro e fora do Brasil.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG</em>: Ainda lembra como deu seus primeiros passos com kimono?</strong></p>
<p><em><strong>DANIEL IGNACIO:</strong></em> Mal consigo lembrar qual foi o meu primeiro dia dentro do tatame; é como se eu sempre tivesse estado ali. Sinto que o Jiu-Jitsu esteve presente na minha vida desde o primeiro dia, porque tive a bênção de ter um pai que sempre colocou os ideais do Jiu-Jitsu como modelo de educação para me guiar dentro e fora da academia. Meu contato tão cedo com o Jiu-Jitsu se deve ao meu pai, Sérgio Ignacio, e ao meu padrinho, Renzo Gracie. Por volta dos 3 anos de idade, comecei no judô, e logo em seguida fui para o Jiu-Jitsu — e então também para o wrestling. O wrestling é popular nos Estados Unidos, e eu vivi lá durante a minha infância, então também é uma luta que faz parte da minha trajetória.</p>
<p><strong>Como a paixão pelo Jiu-Jitsu prevaleceu?</strong></p>
<p>Eu sempre soube que o Jiu-Jitsu era a minha maior paixão. Cresci no tatame e dentro de uma empresa familiar de treinamento de seguranças, onde utilizamos o Jiu-Jitsu para ensinar defesa pessoal. Além de ter o incentivo e inspiração do meu pai e do meu padrinho, contei com a sorte de ter uma mãe que sempre se desdobrou para conseguir me levar e estar presente em todos os treinos, lutas e competições desde muito novo. Sem essa abdicação e amor dela seria impossível.</p>
<p><strong>Como foi sua sensação ao chegar até a faixa-preta?</strong></p>
<p>Minha trajetória até a faixa-preta foi longa. Desde a faixa-branca até a faixa-preta, foram mais de 16 anos de caminhada. As avaliações para mudança de faixa sempre seguiram um processo rigoroso: o primeiro passo era estar treinando ativamente no Jiu-Jitsu; em seguida, era necessário conhecer todas as técnicas correspondentes à minha faixa na época, conforme descritas no livro do Renzo e Royler Gracie – um livro onde as técnicas estão separadas por faixas. Também estudei o conteúdo do livro de grande mestre Helio Gracie sobre Jiu-Jitsu e defesa pessoal. Com esse conhecimento consolidado e já tendo cumprido o tempo apropriado, passava por uma avaliação técnica e de desempenho na qual eu precisava vencer oponentes mais graduados e maiores para conquistar a faixa seguinte. Como meu pai e meu padrinho Renzo me incentivavam sempre a participar dos melhores seminários e a treinar com alguns dos melhores do mundo, a evolução não parava nunca.</p>
<p><strong>E como foi a sua etapa como faixa-marrom, prestes a receber a preta?</strong></p>
<p>Nessa fase, optei por competir o Campeonato Brasileiro da CBJJ ainda como faixa-marrom, para fechar essa etapa da melhor maneira possível. Acabei conquistando o título de vice-campeão brasileiro e, após isso, viajei para a academia Renzo Gracie em Nova York, onde passei um mês treinando intensamente. Muito do que sou e no que acredito devo aao meu pai e ao Renzo. Não poderia ser mais grato por, como costumamos dizer, ter aprendido direto da fonte. Fui extremamente privilegiado por ter acesso a tantos nomes influentes da linhagem Gracie desde cedo, e fiz questão de aproveitar todas as oportunidades que me foram dadas. Após aquele mês, enfim me “formei” como faixa-preta. Foi um dia marcante, cheio de emoção, em que percebi o quanto valeu a pena cada etapa da jornada. Não é um caminho fácil, e muito menos rápido; ele ensina o valor da perseverança e da paciência. Não existe qualquer tipo de atalho para a faixa-preta, o único caminho é não desistir.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Daniel Merola vs Lucas Alves / Rio Spring Open No-Gi 2024" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/lsz_PXYWAfA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>E o trabalho voltado para segurança pública e privada, como está?</strong></p>
<p>Atualmente, nossa empresa tem mais de 35 anos de atuação. Um legado que tem sido passado do meu avô ao meu pai, e do meu pai para mim. O lema da empresa é algo que levo para a vida e pretendo passar para meus futuros filhos: “Lute e vença!”. É uma frase curta mas cheia de significado. Desistir não é uma opção. Além do conhecimento técnico de defesa pessoal e Jiu-Jitsu, tentamos passar essa mensagem diariamente: de que o trabalho é árduo, mas, com a luta, vem a vitória — e é a crença nisso que nos leva adiante. Hoje tenho quase 20 anos dentro do Jiu-jitsu, que mais parecem uma vida inteira. Eu sei, porém, que essa caminhada só está começando.</p>
<p><strong>O que você aprendeu como competidor?</strong></p>
<p>Nos campeonatos, aprendi muito sobre autocontrole e sobre lidar com as minhas emoções — fossem elas boas ou frustrantes. Aprendi como a minha mente e os pensamentos controlam o meu corpo e as decisões que preciso tomar em milésimos de segundos. Sendo assim, não importa se houve centenas de horas de treino, musculação e boa alimentação – a sua mente precisa estar focada, tranquila e positiva na medida, ou já era. O Jiu-Jitsu nos ensina a respeitar o oponente antes de qualquer coisa, porque a soberba é o caminho mais rápido para a derrota — e a verdade é que podemos aprender com todos. Não importa a cor da faixa, a idade ou o peso: todos podem ter algo a nos ensinar. É impressionante o quanto eu aprendo dando aula para crianças novas — seja sobre o Jiu-Jitsu ou sobre a visão de mundo.</p>
<p><strong>Como é sua abordagem ao ensinar Jiu-Jitsu para as crianças?</strong></p>
<p>Sou apaixonado por crianças. Elas têm uma leveza, pureza, e um olhar para a vida especial. Tento levar um pouco dessa positividade delas para minha vida pessoal. Nessa fase da vida, elas são como esponjas e absorvem tudo o que passamos, então precisamos estar atentos ao que falamos e a como podemos auxiliar na construção da autoestima e da autoconfiança delas. A abordagem com os pequenos e pequenas tem de ser sutil. O Jiu-Jitsu é introduzido de forma leve e divertida. Não pode ser uma aula maçante sobre movimentos extremamente técnicos. É um equilíbrio entre técnica e momentos de lazer. Logo, o treinamento infantil deve ser divertido, porém disciplinado. Queremos que as crianças se divirtam, mas também que elas aprendam a respeitar, a ter disciplina e a se defender. Entender que o Jiu-Jitsu é uma forma de defesa e não de ataque é fundamental.</p>
<div id="attachment_244819" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244819" class="wp-image-244819 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio.jpg" alt="" width="450" height="600" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio.jpg 450w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Medalha-Ignacio-113x150.jpg 113w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-244819" class="wp-caption-text">Medalha recebida por contribuição ao ensino policial, no Rio de Janeiro.</p></div>
<p><strong>Qual é o maior objetivo dos professores que lidam com alunos tão jovens?</strong></p>
<p>Em nossa equipe buscamos sempre ensinar a importância do menino ou da menina ser autoconfiante e, ao mesmo tempo, humilde. Ensinamos a manter a distância dos problemas e a lidar com eles com disposição e de cabeça erguida. Muitos pequenos estão ali porque querem aprender ou porque sofreram algum tipo de trauma. Nessa idade, o Jiu-Jitsu é importante para gerar uma criança segura, sem medo, confiante, com boa autoestima, controlada, preparada e respeitosa. O Jiu-Jitsu, assim, é essencial para prevenir o bullying, tanto para evitar sua prática quanto para prevenir que a criança seja alvo dele. Trabalhamos muito isso com as crianças, ensinando todas as técnicas necessárias para que elas sejam capazes de se defender.</p>
<p><strong>Onde você aprendeu a ensinar a garotada?</strong></p>
<p>Para passar tudo isso de um modo leve e agradável, utilizamos diversas técnicas e métodos diferentes. Muito desse conhecimento absorvi no curso do mestre Leão Teixeira, de aprimoramento para professores de Jiu-Jitsu infantil, referência nacional no ensino de Jiu Jitsu para crianças. Foi também nesse curso que tive a oportunidade de dar aulas e aumentar minha experiência com elas. Hoje, já encontro alunos adolescentes para quem dei aula há alguns anos, quando eram crianças, e eles me trazem muita gratidão por como pude participar de suas evoluções pessoais. Não vejo a hora de, daqui a alguns anos, ver que meu trabalho levou à construção de adultos melhores, de caráter e confiantes.</p>
<p><strong>Qual foi a maior lição de superação que viveu no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Houve um torneio que disputei em que estava dormindo muito mal há dias, no hospital, com a minha esposa internada. Para “melhorar”, tive um rompimento do ligamento do tornozelo logo nos primeiros minutos de luta. Meu corpo estava exausto, minha mente, muito preocupada com a saúde dela, e eu estava há semanas sem treinar por diversas questões pessoais. Além disso, lutar com um ligamento rompido é uma dor excruciante. Ainda assim, eu não desisti e acabei por finalizar o oponente, levando a medalha de ouro para o hospital. Esses momentos te mostram que o Jiu-Jitsu que aprendemos com os Gracie vai muito além da luta — é um aprendizado de vida. Porque, na vida, quase nunca teremos as condições ideais para realizar nada. Temos de trabalhar com o que temos, fazer o nosso melhor e acreditar que aquilo vai ser suficiente. Essa garra e determinação são o que mudam a vida de alguém — é o que define o tipo de vida que se terá.</p>
<p><strong>Você viu o Jiu-Jitsu mudar a vida de jovens com traumas?</strong></p>
<p>Tenho alunos que realmente mudaram suas vidas graças aos treinos. Deixaram de usar drogas, de beber sem controle, de conviver com pessoas que não agregam. Passaram a acreditar no próprio potencial, a fazer escolhas mais acertadas, a ter disciplina, rotina — e isso os levou a lugares que nem eles mesmos imaginavam alcançar. Essas mudanças de vida que eu presencio diariamente, através do Jiu-Jitsu, são, com certeza, o que mais me marca e mais me motiva nesse caminho.</p>
<p><strong>Quando você descobriu sua vocação para ensinar? </strong></p>
<p>Desde que eu tinha 12 anos, quando já ia constantemente para a empresa de treinamento onde trabalho hoje, para acompanhar meu pai em suas aulas. Foi assim que o meu avô ensinou a ele, e ele a mim. Meu pai é um professor nato, e sempre me admirei ao ver como ele fazia parecer fácil falar para tantas pessoas e construir uma linha de raciocínio clara, para que todos pudessem acompanhar e assimilar. Como meu pai, acredito que sempre tive vocação para ensinar e ajudar; sempre tive paciência e clareza para orientar na evolução dos alunos. Mas o que aprendi com o tempo é que, quando dominamos um assunto, temos humildade para aprender ainda mais sobre ele, e ensinamos com amor e atenção, conseguimos ser bons professores. Depois de alguns anos sendo forjado na empresa como ajudante, comecei a dar aula oficialmente em 2019, quando já me sentia mais pronto e preparado. Desde então, tenho feito de tudo para ser o melhor professor possível.</p>
<div id="attachment_244821" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244821" class="wp-image-244821 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro.jpg" alt="A valiosa medalha de Daniel no Brasileiro da CBJJ: no caminho certo. Fotos: Acervo Pessoal/GRACIEMAG" width="1024" height="686" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro-768x515.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/05/Ignacio-prata-Brasileiro-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-244821" class="wp-caption-text">A valiosa medalha de Daniel no Brasileiro da CBJJ: no caminho certo. Fotos: Acervo Pessoal/GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>O que é preciso para ser um instrutor eficiente?</strong></p>
<p>Creio que ensinar está muito ligado à empatia: saber se colocar no lugar do outro e entender como ele vai receber a mensagem que se quer passar. Cada aluno tem uma história, um contexto cultural, familiar e pessoal. Dar aula requer se conectar com os alunos e entender a necessidade deles para compreender qual será a melhor forma de entrega. O linguajar, o nível de dificuldade, a cobrança, e tantos outros aspectos do ensino se adaptam de acordo com o tipo de aluno que está do outro lado. Entender isso foi essencial para dar uma boa aula e ser compreendido. As aulas para leigos, para profissionais da polícia, para crianças, homens ou mulheres: todas têm suas especificidades e merecem cuidados específicos.</p>
<p><strong>Como são suas aulas de defesa pessoal para mulheres? </strong></p>
<p>Infelizmente, vivemos em um mundo machista, onde as mulheres sempre têm de lutar mais para se sentirem ouvidas, respeitadas e, principalmente, seguras. O Jiu-Jitsu, há quase cem anos, sempre se mostrou uma excelente ferramenta para dar às mulheres um pouco da autoconfiança e segurança que a sociedade tira diariamente. É algo que indico para todas as mulheres que conheço, de todas as idades. Saber se defender é essencial para todos nós, mas especialmente para as mulheres, que são frequentemente alvos de crimes bárbaros, tanto dentro quanto fora de casa. Para minha especialização, fui até a referência do Jiu-Jitsu feminino, a escola Gracie Kore da campeã Kyra Gracie, faixa-preta renomada com livros sobre o tema. Kyra adotou como missão maior levar o conhecimento do Jiu-Jitsu para mulheres de uma forma em que elas se sintam bastante confortáveis e seguras ao absorver. Fiz um curso profissionalizante de ensino do Jiu-Jitsu para mulheres, na metodologia Gracie Kore, onde obtive grande aprendizado sobre como conduzir as aulas de maneira que as mulheres se sintam valorizadas, respeitadas e confiantes. Aprendi ali a criar um ambiente confortável e inclusivo para todos dentro do tatame.</p>
<p><strong>Já ensinou policiais mulheres? Como é essa experiência?</strong></p>
<p>Sim, tive a oportunidade de ministrar aula de técnicas de Jiu-Jitsu aplicadas à defesa pessoal feminina no Centro Desportivo da Polícia Civil, no Rio de Janeiro. Nessa aula, recebemos policiais mulheres e também o grupo &#8220;Empoderadas&#8221;, um grupo sensacional de enfrentamento à violência contra as mulheres, muito inspirador e necessário. Foi uma ótima experiência, onde pude ensinar mulheres fortes a terem mais formas de se defender. Pretendo seguir aprendendo bastante nesse âmbito, já que quero muito auxiliar as mulheres da melhor maneira possível. Como homem, entendo que existem nuances na realidade de vida das mulheres que eu não sinto na pele, então é importante ouvir para compreender.</p>
<p><strong>Qual a importância do Jiu-Jitsu para as forças de segurança, no Rio ou no mundo? </strong></p>
<p>Formar agentes preparados vai muito além de simplesmente estar pronto tecnicamente para um conflito. Graças ao Jiu-Jitsu, criam-se agentes com autocontrole e autoconfiança, que conseguem lidar com situações reais com calma, clareza e ética. A maior responsabilidade que tenho é o compromisso de tornar esses profissionais mais bem treinados, para que possam se proteger e proteger a população. Esse treinamento é tanto técnico quanto mental. Um bom profissional de segurança, treinado no Jiu-Jitsu, pode transformar uma situação potencialmente letal em uma situação não letal, salvando e poupando a vida de terceiros. Um policial treinado no Jiu-jitsu, em diversas situações, não precisa usar a arma de fogo para se defender, o que oferece uma segurança que vai além do porte de arma. Assim, o Jiu-Jitsu pode ser utilizado para prevenir a escalada de conflitos, onde, através do controle técnico, podemos proteger tanto o agente de segurança quanto o cidadão. Todo o nosso treinamento é adaptado ao ambiente realista das forças de segurança pública ou privada para as quais estamos oferecendo esse treinamento.</p>
<p><strong>Como seu conhecimento de situações reais ajuda nos resultados como lutador, no Jiu-Jitsu esportivo?</strong></p>
<p>Gosto de lutar para frente, sempre buscando quedar e finalizar. A rotina de preparação envolve estar sempre treinando e ativo, seja com treinos pesados, drills, musculação ou dando aulas. O bom lutador deve estar sempre pronto e preparado. Desde que peguei a faixa-marrom, passei a dar ênfase ao Jiu-Jitsu sem kimono, ou &#8220;no-gi&#8221; lá fora. Eu via ali uma maior similaridade com o nosso dia a dia e com a defesa pessoal, já que não temos o pano para segurar e o controle fica muito mais difícil. Acredito que todo praticante de Jiu-Jitsu deve se testar em uma competição oficial, ao menos uma vez. Nós descobrimos muito sobre nós mesmos quando estamos no tatame, no meio de uma arena lotada de oponentes. Aprendemos a lidar com a pressão de uma forma diferente. A mentalidade deve ser de sempre querer evoluir e aprender, de sempre estar preparado para o combate, e de saber lidar com a vitória, assim como com a derrota. O principal é se sentir treinado e aprendendo sempre. Isso dá a sensação de dever cumprido antes de a luta começar, e essa sensação é mais do que essencial para conseguir vencer. Sem ela, já se entra derrotado.</p>
<p><strong>Quais são os seus objetivos hoje como professor?</strong></p>
<p>Quando a gente respira Jiu-Jitsu, aprendemos que nossa modalidade não é somente um esporte; é um estilo de vida. Hoje não penso em formar apenas atletas para vencer campeonatos. Quero construir pessoas fortes e confiantes, que pelo Jiu-Jitsu alcancem uma vida melhor e se tornem pessoas melhores. Quero combinar a minha formação acadêmica em Administração pela IBMEC, meu domínio da língua inglesa e meu conhecimento de defesa pessoal para atuar globalmente. Quero desenvolver programas educacionais, ajudar na expansão do Jiu-Jitsu pelo mundo e formar alunos com os princípios e valores nos quais acredito. E, com tudo isso, continuar ativo nas competições de alto nível, porque aprendo e evoluo muito em cada uma delas. Espero poder inspirar outros, assim como muitos veteranos me inspiraram a ser quem eu sou. Muito obrigado a todos pela oportunidade.</p>
<div id="attachment_244835" style="width: 693px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244835" class="wp-image-244835 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1.jpg" alt="Daniel entre o pai e o padrinho, ao se formar faixa-preta em Nova York, na Renzo Gracie Academy. Fotos: Divulgação" width="683" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1.jpg 683w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1-267x300.jpg 267w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/03/Sergio-Renzo-e-Daniel-Ignacio-em-NY-1-133x150.jpg 133w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /><p id="caption-attachment-244835" class="wp-caption-text">Daniel entre o pai e o padrinho, ao se formar faixa-preta em Nova York, na Renzo Gracie Academy. Fotos: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/daniel-ignacio-quando-a-defesa-pessoal-se-transforma-em-medalha-de-ouro-no-jiu-jitsu-esportivo/">Daniel Ignacio: quando a defesa pessoal se transforma em ouro nos campeonatos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 11:13:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes das finalizações consagradoras de Fabricio Werdum (sobre o poderoso Fedor) e de Anderson Silva (sobre o "poderosão" Sonnen), sua revista mais completa sobre Jiu-Jitsu já reforçava a importância da guarda. Confira, estude e aprenda!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em fevereiro de 2009, GRACIEMAG publicou uma reportagem de capa sobre a história e os mistérios da arte de fazer guarda, destrinchando os aspectos mais importantes desta posição essencial do Jiu-Jitsu. Confira, reveja e assine logo sua GRACIEMAG para mais reportagens como essa, capazes de levar seu Jiu-Jitsu, e sua leitura, a um outro patamar.<br />
</em></p>
<div id="attachment_17374" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17374" class="size-full wp-image-17374 " title="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" alt="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg" width="580" height="386" /></a><p id="caption-attachment-17374" class="wp-caption-text">Rilion ensinando guarda aos alunos em Miami. Foto: Ray Santana.</p></div>
<p>Sim, você nem lembra, mas já nasceu fazendo guardinha. Se parou de treinar por uns tempos o vacilo foi seu. Afinal, a posição, eterna salva-vidas dos lutadores de Jiu-Jitsu nos ringues, já estava consagrada há tempos. Anos. Séculos.</p>
<p>Quem olhar a obra-prima “Riña en el Mesón del Gallo”, tela de um dos melhores pintores de todos os tempos, se não o melhor, Francisco Goya, pode observar a seguinte cena: uma briga de bar, espanhóis dando pauladas para todos os lados. No centro da tela, um cara em posição superior parece&#8230; estar passando a guarda! Bem, deve-se ter um pouco de imaginação para ver isso.</p>
<p>Mas a criatividade esteve sempre ligada à guarda. Num livro obscuro, encontrado nas prateleiras do estudioso Márcio Feitosa, professor da Gracie Barra, pode-se ler uma teoria de que pigmeus africanos já valorizavam, no combate corpo-a-corpo, a técnica de manter as pernas entre o feroz agressor e o seu nariz. Espernear, portanto, sempre foi a salvação.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17375" class="size-full wp-image-17375" title="Goya site" alt="" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg" width="580" height="362" /></a><p id="caption-attachment-17375" class="wp-caption-text">O quadro de Goya, pintado em 1777, está hoje no Museu do Prado, em Madri.</p></div>
<p>Foi o Jiu-Jitsu brasileiro, no entanto, que melhor explorou e valorizou a guarda, como a arte de se defender no chão e equalizar os pesos do agressor e do agredido. Mais do que o judô, sambo ou qualquer outra.</p>
<p>Mas, e os japoneses? Não foram eles que criaram a técnica? Não existem escolas até hoje que priorizam a parte de grappling no judô, parte esta chamada por eles de newaza? Sim, é verdade. Perguntemos, então, a um especialista como o carioca Flávio Canto, o chão mais ofensivo do judô mundial, como ele vê a questão.</p>
<p>“Acho o Jiu-Jitsu brasileiro excepcional. Sua grande contribuição para o newaza mundial, e para o jogo de guarda, foi aliar uma quantidade tão grande de praticantes com a criatividade do brasileiro. Daí surgiu toda a gama de posições e situações inéditas, consagradas hoje”, diz o medalhista olímpico em Atenas-2004. “Guarda-aranha, por exemplo, eu nunca vi antes em lugar nenhum, é coisa do Jiu-Jitsu brasileiro. Outro aspecto positivo da arte é cair fazendo guarda e virando-se sempre de frente para o adversário, afinal ninguém tem olho na nuca. É este reflexo que falta a muitos judocas e wrestlers.”<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>De pedra em pedra, a muralha</strong></p>
<p>Quando aportou no Brasil no início do século XX, o japonês Conde Koma não trouxe apenas um eficaz jogo de pernas, aprendido com afinco pelo jovem Carlos Gracie. Passou também lições orientais de disciplina, saúde e honra que permeariam a história da família para sempre. Buscando espalhar a arte que lhe dava tantos benefícios, Carlos começou a fazer história – e a escrever também a história da guarda. “Ele foi o primeiro ocidental a superar um campeão oriental, em 1924, numa época em que os japoneses achavam os ocidentais uns degenerados”, lembra o filho Rilion Gracie, considerado a melhor guarda da família. Foi contra Geo Omori, quando o grande mestre puxou para a guarda e aplicou um tomoe-nage, o popular “balão”, e caiu montado. O Gracie então estalou o braço do valente japonês, que mandou a luta seguir com as veias saltadas.</p>
<p>Mais tarde, em 1951, quando o irmão Helio Gracie fechou a guarda e, com seus pulsos (fortes até hoje), pôs o exímio judoca Jukio Kato para dormir, num estrangulamento de gola, a arte da guarda estava consagrada. E pronta para continuar sendo desenvolvida, graças à criatividade e suor de outros Gracies, Barretos, Hemetérios, Machados, Vigios, Alves, Virgílios, Gomes, Behrings, Duartes, Penhas, Jucás, Castello Brancos, Góes, Vieiras, Santos e Silvas. E até um Stambowsky. Cada novo fiel adepto da guarda ia dando sua contribuição, depositando uma pedra aqui, cimentando ali, e ajudando a erguer a reputação da guarda como essência do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A metáfora de construção, na verdade, não é gratuita. Para Carlos Gracie Jr., a posição de guarda é como a fortaleza que dá segurança ao lutador. Você não perde necessariamente a guerra se não tem uma muralha sólida, mas que ajuda, ajuda. Inclusive para, do alto dela, postar seu arsenal ofensivo: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu. Você escolhe se prefere lutar com ela aberta ou fechada”, ensina.</p>
<p>“Numa guerra, o mais inteligente é o quê?&#8221;, indaga Carlinhos. &#8220;Começar a guerra de portões fechados. Na guarda fechada, você está guerreando com o inimigo fora dos seus muros. Se o cara abre sua guarda, ele derruba sua porta levadiça. É a posição limítrofe, que obviamente exige nova estratégia. Se ele invadir, ou seja, passar sua guarda e chegar do lado, a batalha começa a se desenrolar dentro dos seus domínios, com você muito mais exposto. Complicou, vai exigir o triplo de força para você se defender, mas não quer dizer que não haja saída.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Helio Gracie vs Kato" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/HMAu0A-vQm8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>O escudo vira arma</strong></p>
<p>No Rio dos anos 1950, o Jiu-Jitsu já era famoso por dar a qualquer magrinho a chance de ser sua própria fortaleza. Foi, então, a vez de Carlson Gracie dar sua contribuição à guarda – primeiro em seus tempos de lutador, depois com seus alunos. Competitivo ao extremo, Carlson começou a especializar seus alunos, para ganhar os campeonatos. Era quando bradava: “Ou és guardeiro, ou és passador”. Se o leitor perguntar quem foram seus melhores pupilos, quatro bons guardeiros estarão certamente na lista: Cássio Cardoso, Ricardo de la Riva, Sergio Bolão e Murilo Bustamante.</p>
<p>“Há o mito de que o Carlson só treinava passadores de guarda. Mas além do De la Riva, ele tinha outro aluno, Marcelo Duque Estrada, o Homem-Polvo, hoje juiz, que tinha uma guarda incrivelmente elástica”, comenta o mestre faixa-coral Redley Vigio. “Cássio Cardoso, por exemplo, era completo. Mas a guarda dele de fato marcou: todo estudante de Jiu-Jitsu devia assistir à sua luta de uma hora de duração contra Marcelo Behring, em 1988. Marcelo também tinha uma senhora guarda, e o final é sensacional. Está toda no Youtube.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cassio Cardoso vs Marcelo Behring - Parte 01" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/sy-hSzyEoFU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Grandes para a época, com cerca de 76kg, Cássio tinha no aluno de Rickson Gracie seu maior rival, e a luta de uma hora foi o tira-teima entre os dois, realizado na Lagoa, na casa de shows Jardim Babilônia, ex-Roxy Roller. “Carlson me disse para puxar para a guarda e cansá-lo. Usei até uma raspagem que aprendi com Marcio Macarrão, mas na época não valia ponto. No fim, passei a guarda três vezes e ele passou uma, 6 a 2, na pontuação da época. Hoje, seria algo como 21 a 5”, comenta Cássio, de 46 anos.</p>
<p>Até 1994, não bastava o lutador de baixo inverter a luta e cair por cima para ganhar os pontos de raspagem – tinha de fazê-lo usando apenas golpes reconhecidos, como o tomoe-nage, ou o pé na virilha, ou a tesoura clássica, entre outros poucos. Com a reforma de regras, proposta pela recém-inaugurada Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, bastava aos guardeiros passar a ficar por cima para faturar dois pontos. Eles agora estavam prestigiados. E prontos para surpreender.</p>
<p>“A guarda, que até 1994 era mais um escudo, passou a ser a arma que podia decidir a luta. Lembro de ter visto na academia, em 1987, Renzo Gracie fazer guarda-aranha pela primeira vez. Como ele era um cara com muitos recursos, usava pouco nas competições. Eu, magrinho, adorei a invenção e surpreendi muita gente”, lembra Vinicius Magalhães, o Draculino, de 37 anos. O show dos guardeiros começava. No mesmo ano, com o gancho de fora enrolado pelo seu pé largo e mole, Ricardo de la Riva conseguiu parar o ímpeto do praticamente imbatível Royler Gracie, e ganhou uma guarda com seu nome.</p>
<p>Com um “joelho morto”, como lembra, Roberto “Gordo” Corrêa foi obrigado a improvisar e também deixou sua marca na arte. “A meia-guarda, que até então podia ser considerada uma posição favorável ao atleta de cima, quase tão boa para atacar como do cem-quilos, é hoje uma posição perfeita para o cara de baixo contra-atacar. Não tem jeito, o Jiu-Jitsu segue em franca evolução”, observa Carlinhos Gracie.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie now teaching in Miami Florida" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/dHLdu6iF64Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Perna dura? Ok, você ainda pode ser um ótimo guardião</strong></p>
<p>Difícil falar na evolução da posição sem citar dois outros foras-de-série. Roberto “Roleta” Magalhães, o engenheiro das raspagens, influenciou uma geração com golpes novos, armadilhas improváveis que superaram, nos Mundiais, craques de diversas gerações – de Wallid Ismail (1996) a Zé Mario Sperry (1998), de Amaury Bitetti (1999) a Fernando Margarida (2000). Não à toa, os três donos das guardas mais admiradas da atualidade – Rubens Cobrinha, Bráulio Estima e Roger Gracie – consideram a ele, Roleta, o melhor que já viram lutar. Outro exímio guardeiro, com finalizações surreais, foi Antonio “Nino” Schembri, que também deu novo ritmo ao Jiu-Jitsu ofensivo – no caso, o rock de seu ídolo Elvis Presley.</p>
<p>Alongados, de pernas fortes e flexíveis, os dois ases da Gracie Barra ajudaram a solidificar o mito de que guarda eficiente é guarda elástica, quase mágica. Não necessariamente. Árbitro da batalha entre Roleta e Wallid, no Mundial 1996, o policial Sergio Ignácio cansou de treinar com as melhores guardas da Gracie Barra. Passador dos bons, forte, adepto daquele jogo de amassar, viu-se num dilema na faixa-marrom: “Ou eu aprendia a fazer guarda, ou Carlinhos não me graduaria faixa-preta. Foi quando expus meu problema para Renzo, e ele me deu o pulo do gato que acabaria com meu temor de fazer guarda: a boa reposição não exige elasticidade, abertura de pernas – basta você não deixar o cara passar da linha do seu joelho. Essa lição facilita muito para repor”.</p>
<p>A partir daí, seu jogo de guarda pode ganhar asas. Como o “Carcará” Bráulio Estima revela: “Quando eu ataco, faço de trás para a frente. Primeiro, bloqueio a defesa do adversário para o meu ataque, e só depois busco o golpe fatal. São ajustes mínimos. A primeira coisa a fazer é quebrar a postura do adversário. Aí trabalho e tento anular sua defesa, antes mesmo de atacar. Assim, se eu ataco um triângulo mas o cara defende, acaba sobrando um braço. Hoje, o bom guardeiro não é aquele que defende a melhor passagem do adversário, e sim aquele que não deixa o adversário começar a aplicar sua melhor passagem. Não se pode deixá-lo desenvolver seu melhor jogo. É o famoso ‘passo à frente’”.</p>
<p>Para você chegar a um estágio avançado, porém, jamais se esqueça de construir uma base sólida, para sua muralha não ruir: “Quem quer ter uma boa guarda deve aprender e treinar todas as etapas da guarda”, diz Fabio Gurgel, líder da Alliance. “Primeiro fechada, com o adversário de joelhos; depois com o mesmo em pé; depois a guarda clássica com pé na virilha e suas variações. Insista no básico, que depois seu biótipo e seu tipo de jogo vão certamente definir o que é ideal para você.” Pronto, agora você está pronto para espernear – desta vez, com toda a classe.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O treino de Paulo Miyao para aquecer a guarda no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/dSMdod38Nh4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-jiu-jitsu-brasileiro-e-a-guarda/">Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como o Jiu-Jitsu ajuda os mergulhadores da Marinha em operações noturnas</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 05:03:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fundador da CORE BJJ, o comissário de polícia e faixa-preta de Jiu-Jitsu Sérgio Ignacio foi diplomado na última semana como &#8220;Tubarão Honorário&#8221; pelo Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil, o GRUMEC, um órgão de elite que equivale aos famosos SEALs da Marinha dos Estados Unidos. Entre as atividades mais desafiadoras enfrentadas pelos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_214386" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/WhatsApp-Image-2019-03-15-at-17.58.21.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-214386" class="size-full wp-image-214386" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/WhatsApp-Image-2019-03-15-at-17.58.21.jpeg" alt="" width="768" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/WhatsApp-Image-2019-03-15-at-17.58.21.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/WhatsApp-Image-2019-03-15-at-17.58.21-300x208.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/WhatsApp-Image-2019-03-15-at-17.58.21-150x104.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a><p id="caption-attachment-214386" class="wp-caption-text">Professor Sérgio Ignacio com sua honraria durante a cerimônia de premiação. Foto: Arquivo pessoal.</p></div>
<p>Fundador da CORE BJJ, o comissário de polícia e faixa-preta de Jiu-Jitsu Sérgio Ignacio foi diplomado na última semana como &#8220;Tubarão Honorário&#8221; pelo Grupamento de Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil, o GRUMEC, um órgão de elite que equivale aos famosos SEALs da Marinha dos Estados Unidos.</p>
<p>Entre as atividades mais desafiadoras enfrentadas pelos oficiais do GRUMEC estão as operações noturnas em águas profundas.</p>
<p>&#8220;É como enfrentar os mais desgastantes treinos de Jiu-Jitsu em sequência&#8221;, analisa Ignacio. &#8220;Não podemos perder o controle e deixar o apavoramento tomar conta em momento algum. É preciso raciocinar no sufoco, e o controle emocional que o Jiu-Jitsu me ensinou é vital durante uma operação à noite no mar.&#8221;</p>
<p>Na foto acima, um registro da cerimônia de diplomação. Da direita para a esquerda: Delegado Sahione (Coordenador da CORE, e também praticante de Jiu-Jitsu), Comandante Aguiar (GRUMEC), Comissário Sérgio Ignacio, e o Inspetor Wagner.</p>
<p>É uma honra para a comunidade do Jiu-Jitsu ter um representante com tamanho prestígio junto às Forças Armadas brasileiras. Parabéns, Sérgio Ignacio. Oss!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-o-jiu-jitsu-ajuda-os-mergulhadores-da-marinha-em-operacoes-noturnas/">Como o Jiu-Jitsu ajuda os mergulhadores da Marinha em operações noturnas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Grande mestre Robson Gracie e FJJ-Rio certificam dojo da polícia no Rio e batizam nova equipe de competição</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2018 17:26:48 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_209152" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.34.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-209152" class="size-large wp-image-209152" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.34-1024x768.jpeg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.34-1024x768.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.34-300x225.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.34-768x576.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.34-150x113.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.34.jpeg 1152w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-209152" class="wp-caption-text">Grande mestre Robson Gracie com o certificado da Core BJJ. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Foi uma tarde memorável na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 2 de maio de 2018. Sob os aplausos de diversos policiais de elite de várias partes do Brasil, presentes para conferências e estudos táticos, o dojo da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core) recebeu a presença de grande mestre Robson Gracie, que discursou na inauguração da foto de seu pai, Carlos, no espaço de treinamentos local.</p>
<p>A cerimônia marcou, ainda, a certificação do espaço de lutas pela Federação de Jiu-Jitsu do Rio, presidida por um emocionado grande mestre Robson.</p>
<p>E os laços entre a polícia e o Jiu-Jitsu brasileiro só fazem se fortalecer: além da certificação promovida pelo faixa-vermelha, a Core também divulgou que pretende disputar os principais torneios da arte suave como uma nova equipe. Para tal, a agremiação Core BJJ já está filiada à IBJJF, à CBJJ e à FJJ-Rio de grande mestre Robson.</p>
<p>A iniciativa foi obra dos faixas-pretas e policiais Sérgio Ignacio, Rodrigo Oliveira, Eduardo Herdy e Rubem Júnior, e já conta com colecionadores de medalha como os faixas-pretas Aloysio Falcão e Francisco Pacheco.</p>
<p>“Nossa intenção principal é manter a tradição do Jiu-Jitsu como luta de defesa pessoal para os policiais”, disse o comissário Sérgio Ignacio ao GRACIEMAG.com. “Desde 1985 a polícia civil carioca já conta com treinos de Jiu-Jitsu. Agora, o dojo moderno e um time esportivo certamente vão servir para motivar ainda mais os policiais a treinarem juntos em seu ambiente de trabalho, mantendo assim sua forma técnica e física para bem servir à população.”</p>
<div id="attachment_209153" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.35.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-209153" class="size-large wp-image-209153" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.35-1024x768.jpeg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.35-1024x768.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.35-300x225.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.35-768x576.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.35-150x113.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/WhatsApp-Image-2018-05-02-at-23.51.35.jpeg 1152w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-209153" class="wp-caption-text">Atletas reunidos para a foto oficial no dojo da Core BJJ. Foto: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/grande-mestre-robson-gracie-e-fjj-rio-certificam-dojo-da-policia-no-rio-e-batizam-nova-equipe-de-competicao/">Grande mestre Robson Gracie e FJJ-Rio certificam dojo da polícia no Rio e batizam nova equipe de competição</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>From the treasure chest: Jiu-Jitsu and the guard</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 23:39:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Well before the winning submissions of Fabricio Werdum (over all-powerful Fedor) and Anderson Silva (over Sonnen), your most complete magazine on Jiu-Jitsu already stressed the importance of the guard. Check it out, study it and learn.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Well before the winning submissions of Fabricio Werdum (over all-powerful Fedor) and Anderson Silva (over Sonnen), your most complete magazine on Jiu-Jitsu already stressed the importance of the guard.</em></p>
<p><em>In February 2009 GRACIEMAG published the cover story below, unraveling the most important aspects of this position so essential in the rings and on the mat. Check it out, read it and subscribe to GRACIEMAG for more articles like this one, ones that will take your Jiu-Jitsu, and your reading, to a whole new level.</em></p>
<div id="attachment_17374" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17374" class="size-full wp-image-17374" title="Rilion senta" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/Rilion-senta1.jpg" alt="" width="580" height="386" /></a><p id="caption-attachment-17374" class="wp-caption-text">Rilion teaching the guard to students in Miami. Photo: Ray Santana.</p></div>
<p>Yes, you don’t remember it, but you were born playing guard. If you stopped practicing it for awhile that’s your doing. After all, the position, Jiu-Jitsu fighters’ eternal savior in the ring, has been around for ages. Years. Centuries.</p>
<p>Anyone to peer at the oil-painting masterpiece “Fight at the Cock Inn,” by Francisco Goya, can observe the following scene: a bar fight, Spaniards beating each other with clubs all over the place. At center canvas, a guy seems to have a superior position… passing the guard! Well, you may need a little imagination to see that.</p>
<p>But creativity has always been linked to the guard. In an obscure book, found on the shelves of scholarly Gracie Barra professor Márcio Feitosa, one can read a theory according to which African pigmies, in hand-to-hand combat, valued a technique of maintaining their legs between their ferocious aggressors and their noses. Flailing legs, therefore, have always been one’s salvation.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17375" class="size-full wp-image-17375" title="Goya site" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/Goya-site4.jpg" alt="" width="580" height="362" /></a><p id="caption-attachment-17375" class="wp-caption-text">Goya&#39;s 1777 painting is on exhibit at Madrid&#39;s Prado Museum.</p></div>
<p>It was Brazilian Jiu-Jitsu, though, that further explored and valued the guard, as an art of defense on the ground and one to even out the weight difference between the aggressor and the aggressed upon. More than judo, sambo or any other art.</p>
<p>But, what about the Japanese? Weren’t they the ones to create the technique? Aren’t there schools that prioritize grappling in judo, the thing they call newaza? Yes, it’s true. So then, we’ll ask a specialist like Carioca Flávio Canto, owner of the most attacking ground game in world judo, his view on the question.</p>
<p>“I think Brazilian Jiu-Jitsu is exceptional. Its great contribution to world newaza, and to the guard game, was to align a great number of practitioners with Brazilian creativity. From there the whole array of positions and unprecedented situations, today a mainstay, came to be,” says the Athens-2004 Olympic medalist. “The spider-guard, for example, I’d never seen before anywhere, it’s a Brazilian Jiu-Jitsu thing. Another positive aspect of the art is to land playing guard and always facing your adversary, after all no one has eyes in the back of their head. That’s the reflex missing for a lot of judokas and wrestlers.”</p>
<p><strong>Stone by stone, the ramparts</strong></p>
<p>When he entered port in Brazil in the 20th century, Japanese master Count Koma didn’t just bring with him an effective leg game, steadfastly learned by Carlos Gracie. He also taught oriental lessons of discipline, health and honor that abide in the family’s history forever. Seeking to spread the art he benefited so greatly from, Carlos began to make history – and to himself scribe the history of the guard. “He was the first westerner to overcome an eastern champion, in 1924, at a time when Japanese thought westerners to be a bunch of degenerates,” recalls son Rilion Gracie, considered to have the best guard in the family. It was against Geo Omori, when the grandmaster pulled guard and applied a tomoe-nage, the ever-popular “circle sweep,” and landed in the mount. So the Gracie popped the arm of the valiant Japanese, who ordered the fight to continue with the ligaments of his arm in shreds.</p>
<p>Later on, in 1951, when brother Helio Gracie closed his guard and, with his wrists (powerful to this day), put extraordinary judoka Jukio Kato to sleep, with a collar choke, the art of the guard came to eminence. And ready for further development, thanks to the ingenuity and sweat of other Gracies, Barretos, Hemetérios, Machados, Vígios, Gomes, Behrings, Alves’, Virgílios, Duartes, Penhas, Jucás, Castello Brancos, Góes’, Vieras, Santos’ and Silvas. And even a Stambowsky. Every new faithful adept at the guard went adding their contributions, depositing a stone here, spreading cement there, and helping to build the guard’s reputation as being the essence of Jiu-Jitsu.</p>
<p>The metaphor of building, in fact, is no gratuity. To Carlos Gracie Jr., the guard position is like a fortress providing the fighter security. You don’t necessarily lose a war just for not having solid ramparts, but it certainly helps. Including for, from atop them, posting your arsenal of attacks: “The guard is the Jiu-Jitsu fighter’s fortress. You choose whether to fight with it open or closed,” he teaches.</p>
<p>“In a war, what’s the most intelligent thing you can do? Start the war with your gates closed. In the closed guard, you are waging war with your enemy from within your walls. If the guy opens your closed guard, he knocks down your drawbridge. It’s a threshold position, which obviously demands a new strategy. If he invades, or in other words, passes your guard and makes it to your side, the battle starts to unfold within your domain, with you much more exposed. It becomes complicated, you’ll need to use thrice the strength to defend yourself, but that doesn’t mean there’s no way out.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Helio Gracie vs Kato" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/HMAu0A-vQm8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>The shield becomes a weapon</strong></p>
<p>In Rio during the 1950’s, Jiu-Jitsu was already famous for giving any old little guy the chance to be his own fortress. Thus, it was Carlson Gracie’s time to add his contribution to the guard – first during his days as a fighter, then with his students. Competitive to the extreme, Carlson would have his students specialize, to win championships. Those were the days when he would bellow: “You’re either a guard player, or a passer.”Should a reader inquire as to who were some of his best pupils, four good guard players surely make the list: Cássio Cardoso, Ricardo de la Riva, Sergio “Bolão” Souza and Murilo Bustamante.</p>
<p>“There’s a myth Carlson only trained guard passers. But besides De la Riva, he had another student, Marcelo Duque Estrada, the Octopus-Man, now a judge, who had an incredibly elastic guard,” comments red and black belt Master Redley Vigio. “Cássio Cardoso, for example, was good all around. But his guard really left an impression: all Jiu-Jitsu students should watch his one-hour fight with Marcelo Behring, from1988. Marcelo too had a phenomenal guard, and the end is sensational; it’s all on Youtube.”</p>
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<p>Both big for those days, at around 76kg, Cássio had in the Rickson Gracie student his greatest rival, and the one-hour battle between the two was their decisive bout, held in Lagoa, Rio de Janeiro. “Carlson told me to pull guard and tire him out. I even used a sweep I learned from Marcio Macarrão, but at the time it didn’t count on the score. In the end, I passed his guard three times and he passed mine once, 6 to 2 on the scorecards at the time. Today, it would be more like 21 to 5,” Cássio, 46, comments.</p>
<p>Up until 1994, it was not enough for the fighter on the bottom to reverse the fight and land on top to earn points from the sweep – he had to do it using recognized moves, like the tomoe-nage, or foot-on-crotch, or the classic scissor. With the reform of the rules, proposed by the newly-inaugurated Brazilian Jiu-Jitsu Confederation, all guard players had to do was pass and go on top to score points. Now they were given their due prestige. And were ready to surprise.</p>
<p>“The guard, which up until 1994 had been a shield, became a weapon and could decide the fight. I remember having seen in the gym, in 1987, Renzo Gracie playing spider-guard for the first time. As he was a guy with a lot of resources, he didn’t use it much in competition. Me, being skinny, I loved the invention and surprised a lot of people with it,” recalls Vinicius “Draculino” Magalhães, 37. The guard player show was taking off. The same year, with his confusing outer hook placed with his broad and ductile foot, Ricardo de la Riva managed to stop the impetus of the practically unbeatable Royler Gracie, and gained a guard named after him. Now Sérgio Bolão, with a peculiar guard (lying, with a knee drawn back at the bend in the adversary’s elbow, while the other leg would remain free to stand up; the sleeve was held on the bent knee’s side, and the other grip was placed at the knee, creating a pendulum and sweeping to the side of the knee pulled back), he made history and, in good cheer, inspired a generation of sweepers.</p>
<p>With a “bunk knee,” as he remembers it, Roberto “Gordo” Corrêa was obliged to improvise and also made his mark on the art. “The half-guard, which until then could be considered a position favoring the athlete on top, almost as good to attack as having side control, is today the perfect position for the guy on bottom to attack from. There’s no two ways about it, Jiu-Jitsu carries on in sheer evolution,” Carlinhos Gracie observes.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie now teaching in Miami Florida" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/dHLdu6iF64Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Stiff legs? That’s fine, you, too, can be a great guard player</strong></p>
<p>It’s tough talking about the position’s evolution without citing two other out-of-the-ordinary fighters. Roberto “Roleta” Magalhães, the engineer of the sweeps, influenced a generation with new moves, unlikely traps that would lay waste to, in World Championships, aces of several generations – from Wallid Ismail (1996) to Zé Mario Sperry (1998), to Amaury Bitetti (1999) to Fernando Margarida (2000). Not without cause, the three owners of the most admired guards in present day – Rubens Cobrinha, Bráulio Estima and Roger Gracie – consider him, Roleta, the best they’ve ever watched fight. Another extraordinary guard player, with surreal finishes, was Antonio “Nino” Schembri, who also breathed a new rhythm into attacking Jiu-Jitsu – in this case, his idol Elvis Presley’s rock-and-roll.</p>
<p>Malleable, with strong and flexible legs, the duo from Gracie Barra helped reinforce the myth that an effective guard is elastic, almost magical. Not necessarily so. The referee in the battle between Roleta and Wallid, at the 1996 Worlds, policeman Sergio Ignácio was fed up training with the best guards at Gracie Barra. A passer of the best kind, strong, adept at the squashing game, he ran into a dilemma at brown belt: “I either learned to play guard, or Carlinhos wouldn’t promote me to black belt. That’s when I revealed my problem to Renzo, and he provided me the way off the plateau that dispelled my fear of playing guard: good guard replacement doesn’t demand elasticity, flexibility in spreading the legs – all you need is to not let the guy past the line of your knee. This lesson makes it a lot easier to replace.”</p>
<p>Sergio Ignácio didn’t just learn to play on bottom, but earned his black belt. The sensibility Renzo demonstrated, though, is an attribute one can develop as a guard player, in figuring out what works for his or her self. What most unleashes this sensibility, of course, is flight time in the gym. But there are shortcuts. “Jiu-Jitsu is body and mind,” Redley Vigio conveys. “When training, you use mostly your body. That’s why it’s fundamental that one converse after training, and take notes – even if just mental ones. It’s when you ask your training partners: ‘At that moment were you trying this, when I blocked you? Or was that what you were trying for?’ It’s when you go over the positions in your head and draw on your instinct and sensibility.”</p>
<p>Starting there, your guard will begin to gain wings. As revealed by Bráulio “Carcará” Estima: “When I attack, I do it from back to front. First I block my adversary’s defenses for my attack, and only then do I go for the fatal assault. They’re tiny adjustments. The first thing is to break your opponent’s posture. Then I work on him and try to annul his defense, before actually attacking. Thus, if I attack with a triangle but the guy defends, an arm ends up hanging out. These days, a good guard player is not one who defends his adversary’s best pass, but one who doesn’t even let his adversary begin to go for his best pass. You can’t let him develop his best game. That’s what being one step ahead is.”</p>
<p>For you to arrive at an advanced stage, though, never forget to build a solid foundation, for your ramparts not to crumble: “Anyone wishing to have a good guard should learn and practice all phases of the guard,” says Fabio Gurgel, leader of Alliance. “First closed, with the adversary on his knees, then with him standing; after that the classic foot-on-crotch guard and its variations. Insist on the basics, as later your body type and style of game will surely define what’s ideal for you.” There you have it, now you are ready to flail your legs, this time doing it with class.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/from-the-treasure-chest-jiu-jitsu-and-the-guard/">From the treasure chest: Jiu-Jitsu and the guard</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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