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	<title>Rotina | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Rotina | Graciemag</title>
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		<title>Mestre Mansur e a lição de Helio Gracie para quem toma café</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 13:26:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Milton Regis *] É a combinação de diversos fatores que faz o lutador de Jiu-Jitsu estar pronto para ingressar no seleto clube dos faixas-pretas. Não ser adepto de uma bebida inofensiva como uma xícara de café, à primeira vista, pode não ser uma das exigências mais importantes, claro. Mas sim, para o professor Helio&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242411" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242411" class="wp-image-242411 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg" alt="Helio Gracie" width="461" height="300" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg 461w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-150x98.jpg 150w" sizes="(max-width: 461px) 100vw, 461px" /><p id="caption-attachment-242411" class="wp-caption-text">Helio Gracie em seu mítico sítio. Foto de Gustavo Aragão, em 2006.</p></div>
<p><em>[ Milton Regis *]</em></p>
<p>É a combinação de diversos fatores que faz o lutador de Jiu-Jitsu estar pronto para ingressar no seleto clube dos faixas-pretas. Não ser adepto de uma bebida inofensiva como uma xícara de café, à primeira vista, pode não ser uma das exigências mais importantes, claro. Mas sim, para o professor Helio Gracie era.</p>
<p>Hoje faixa-vermelha nono grau, grande mestre Francisco Mansur<br />
conta como o saudoso professor promoveu um dos ajustes na dieta dos alunos, e que vem contribuindo para mantê-lo ativo após os 80 anos.</p>
<p>Quando ainda era bebê, Mansur lembra, seu problema era com o<br />
leite. Não saciado pelo leite materno, chorava a ponto de obrigar seus pais a tomar uma decisão difícil: o pequeno Francisco passou a ser alimentado com leite de égua. Na primeira vez, todos ficaram preocupados, pois o pequeno recém-nascido dormiu por mais de um dia. Acordou e voltou a dormir sem ao menos chorar.</p>
<p>A partir deste dia, passou a ser alimentado somente com o tal leite. “Aos 6 meses, eu já pesava 14 quilos”, lembra o faixa-vermelha. Cresceu saudável e nunca teve doença nenhuma, nem mesmo quando exposto diretamente a males comuns da época, como catapora, sarampo e caxumba. Mansur só veio a entrar em um<br />
hospital quando adulto – era policial e foi vítima de tiros.</p>
<p>Durante 35 anos como policial civil no Rio de Janeiro, ele seria alvejado 11 vezes entre ações e emboscadas.</p>
<p>Aos 15 anos, já exímio atleta de natação e de judô pela ACM,<br />
passou a treinar com Helio Gracie após ler nos jornais da cidade a declaração do professor de que “todo judoca é frouxo”. Mansur não gostou e mesmo sem a autorização do professor, o japonês Nagashima, decidiu ir lá provar que não era frouxo. Helio Gracie curtiu a ousadia do rapagão, e deixou Mansur treinar.</p>
<p>Em pé de kimono, derrubou todo mundo, mas no chão se mostrou alvo fácil.</p>
<p>Helio e Mansur tornaram-se, com os anos de convívio grandes<br />
amigos, antes, durante e depois de o pupilo abrir a academia Kioto – ele foi autorizado por Helio a usar o nome Gracie, mas acabou decidindo homenagear a antiga capital do Japão, país onde o Jiu-Jitsu floresceu.</p>
<p>Francisco Mansur recebeu a faixa-preta de Jiu-Jitsu diretamente das mãos do grande mestre em 1972. Não sem antes aprender uma lição importante do mestre.</p>
<div id="attachment_187842" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-187842" class="size-full wp-image-187842" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1.jpg" alt="Grande mestre Francisco Mansor com sua imponente faixa-vermelha de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal" width="580" height="387" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1.jpg 580w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 580px) 100vw, 580px" /><p id="caption-attachment-187842" class="wp-caption-text">Grande mestre Francisco Mansor com sua imponente faixa-vermelha de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p>Atento aos ensinamentos do irmão Carlos sobre alimentação natural, Helio Gracie sempre lembrava que nosso corpo é alcalino, e o café é altamente ácido. Com uma talagada de açúcar e bebido depois da refeição então, torna-se prejudicial à saúde. Como Helio dizia, mais do que um hábito, o cafezinho torna-se um vício.</p>
<p>Palavras do próprio Helio, em diálogo com Mansur:</p>
<p>– Você bebe café?</p>
<p>– Só de vez em quando.</p>
<p>– Beber café faz mal, é um vício, e vícios são calos na<br />
personalidade de um homem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou seja, para Helio Gracie, tornar-se um faixa-preta de Jiu-Jitsu significava bem mais do que lutar bem e conhecer as técnicas. Envolvia caráter, personalidade, não se curvar aos vícios e cuidar do corpo, 24 horas por dia.</p>
<p>Mansur deixou de lado o líquido fumegante naquele mesmo dia, e<br />
não bebe até hoje.</p>
<p><em>* Milton Regis é professor de Jiu-Jitsu em Nova York e co-<br />
organizador do campeonato Long Island Pride</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mestre-mansur-e-a-licao-de-jiu-jitsu-de-helio-gracie-para-quem-toma-cafe/">Mestre Mansur e a lição de Helio Gracie para quem toma café</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Cristiano Carvalho e a chave para manter a forma fora da academia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2021 18:51:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não há como negar que o condicionamento físico tem uma grande contribuição para o seu desempenho nos tatames. Através do Jiu Jitsu Body System, nosso GMI Cristiano Carvalho oferece uma alternativa segura e versátil para que você, aplicado leitor, consiga se manter em forma sem sair da sua rotina para visitar uma academia. Através de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234329" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234329" class="size-full wp-image-234329" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210821-113626.png" alt="" width="496" height="497" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210821-113626.png 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210821-113626-300x300.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210821-113626-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-234329" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</p></div>
<p>Não há como negar que o condicionamento físico tem uma grande contribuição para o seu desempenho nos tatames. Através do <a href="https://www.instagram.com/jiujitsubodysystem/">Jiu Jitsu Body System</a>, nosso GMI <a href="https://www.instagram.com/cristianocarvalhojiujitsucoach/">Cristiano Carvalho</a> oferece uma alternativa segura e versátil para que você, aplicado leitor, consiga se manter em forma sem sair da sua rotina para visitar uma academia.</p>
<p>Através de um sistema on-line, o Jiu Jitsu Body System utiliza princípios da biomecânica, cinética e outros campos científicos, de forma a ampliar as capacidades de seu corpo e minimizar os riscos de lesão.</p>
<p>“Um dos pontos principais do nosso sistema é a otimização da performance dos aspectos físicos e mentais”, explica Cristiano. “Para isso, utilizamos a ciência aplicada para ensinar ao nosso aluno a funcionalidade dos grupos musculares e das articulações no Jiu-Jitsu. Através desse conhecimento, o aluno pode evitar lesões que são comuns a praticantes, tanto amadores quanto profissionais.”</p>
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<p>Outro benefício que destaca o Jiu Jitsu Body System é sua versatilidade. Com mais de 60 vídeo aulas disponibilizadas de forma vitalícia e um certificado de conclusão, o curso utiliza apenas treinos de natureza calistênica, ou seja, apenas o próprio corpo é necessário para a realização dos exercícios.</p>
<p>“Trata-se de uma ferramenta que você pode acessar e aplicar a qualquer hora e em qualquer lugar”, ressalta Cristiano. “Com nosso método progressivo, os alunos podem atingir os resultados desejados sem precisar interromper suas rotinas. Com um tempo de reação menor e mais preciso, mais disposição e maior mobilidade, você certamente sentirá a diferença dentro e fora do tatame”</p>
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		<title>Xeque faixa-preta: O príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 11:26:57 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_209240" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-209240" class="size-full wp-image-209240" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg" alt="" width="1000" height="662" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg 1000w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-768x508.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><p id="caption-attachment-209240" class="wp-caption-text">Rafael Haubert, Zé Mario Sperry e Davi Ramos amarraram a faixa-preta no xeque Tariq. Foto: Carlos Arthur Jr./GRACIEMAG</p></div>
<p>Xeque de Sharjah, um dos Emirados Árabes Unidos, Tarik Alqassimi travou o primeiro contato com o Jiu-Jitsu em 1996, quando entrou numa loja de vídeos na Inglaterra e escolheu por curiosidade uma fita do UFC 1. Pouco depois, assistiu aos torneios sem kimono do ADCC, mas ainda assim o flerte não se transformou em paixão.</p>
<p>Somente em 2009, quando a arte suave ganhou corações e mentes em seu país, Tarik resolveu mergulhar de cabeça na arte suave. Ele estava com 38 anos, mas passou a treinar com a alegria de um menino. Tornou-se faixa-preta, proprietário do Team Nogueira Dubai e atualmente, aos 44 anos, é um dos maiores entusiastas do Jiu-Jitsu na região, aonde aterrissam dezenas de campeões mundiais para treinar com ele e ensiná-lo alguns de seus truques e táticas de luta.</p>
<p>Nesta entrevista a Luca Atalla, Tarik conta como um nobre árabe tornou-se um professor estudioso e um competidor apaixonado, e como o Jiu-Jitsu que faz questão de praticar com disciplina, ao menos cinco vezes por semana, o ajuda em seu dia a dia.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que lembra do seu primeiro treininho?</strong></p>
<p><strong>TARIK ALQASSIMI:</strong> Bem, eu havia sofrido um acidente de carro sério e machucado a perna, e por isso comecei a fazer musculação diariamente. As horas na academia me levaram a treinar muay thai. Em 2009, voltei da Europa e procurei algum local nos Emirados para praticar esportes de combate. Eu só queria mesmo era perder peso. Foi quando encontrei o Jiu-Jitsu, no clube em Abu Dhabi. Ali caí de amores pelo esporte ao primeiro contato. Desde a primeira vez que treinei, percebi que é um esporte que exige inteligência, flexibilidade, habilidade física em geral, força e técnica. É um confronto de habilidades, mas é um jogo. E um jogo inteligente, o que me fez me apaixonar por ele. Rapidamente tornou-se mais que um hobby e virou paixão. O Jiu-Jitsu é como um jogo de xadrez, e proporciona um aprendizado sem fim – você está sempre evoluindo ou encontrando novos caminhos, é um desenvolvimento constante do seu jogo. E quanto mais você treina e compete, mais você descobre que tem de aprender mais. É um esporte desafiador, mentalmente desafiador.</p>
<p><strong>Como você tomou gosto pelas competições de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Quando eu era faixa-azul fui disputar o Europeu da IBJJF, em Portugal. Lutei três vezes, perdi na semifinal e voltei com a medalha de bronze. Na academia eu sentia meu jogo evoluir constantemente, mas o teste verdadeiro para o desenvolvimento do praticante de Jiu-Jitsu, ou do praticante de qualquer modalidade, é a competição. Por isso me encorajei a disputar o Europeu. Foi engraçado, pois na minha carteira de identidade que usei na competição estava escrito “membro da família real”, e um repórter de GRACIEMAG viu a carteira. Quando fui pegar minha medalha, já tinha recebido um monte de mensagens no meu celular. Minha foto estava nas redes sociais da GRACIEMAG, um xeque dos Emirados que havia medalhado no Europeu. Fiquei satisfeito, ninguém sabia que eu estava lá competindo, e os meus oponentes que não me conheciam deram 100% para me finalizar. Não conheciam meu jogo, meu nome ou minhas origens, e vieram com tudo, sem esconder nada. Foi minha primeira luta. No meu segundo Europeu, estava treinando de faixa-roxa e na véspera meu professor me graduou faixa-marrom. Foi apavorante, você desconfia se está à altura do desafio, e viajei e ganhei a medalha de ouro como faixa-marrom.</p>
<p><strong>O que costuma aprender em cada competição?</strong></p>
<p>Lutar é se testar. Competir não é sobre vitórias ou derrotas, e sim sobre como atingir seu potencial ao máximo. A cada erro cometido e aprendido, você descobre outro num campeonato futuro. Nos treinos, os colegas conhecem meu jogo e evitam meus pontos fortes, assim como eu evito as habilidades deles. Quando você enfrenta um novo parceiro, você entende sobre si mesmo e sobre seu Jiu-Jitsu, e descobre novas armadilhas e novas soluções. Competir me dá o potencial para entender exatamente como eu posso desenvolver meu jogo mais um pouco. Quais são as falhas do meu jogo? Num campeonato o oponente te mostra na hora. Lutei no Brasil o Internacional de Masters, no clássico ginásio do Tijuca, e perdi a final nas vantagens. Mas a surpresa maior estava por vir, quando recebi no pódio, do Zé Mario, minha faixa-preta. São emoções e conquistas que somente os campeonatos nos deixam.</p>
<p><strong>Você custou a vestir o kimono e de fato experimentar a arte suave. O que lembra daquele seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu, em 1996?</strong></p>
<p>Como você lembra, não havia internet e o UFC ainda não era muito popular, então aluguei aquela fita sem saber muito o que esperar. E vi pela primeira vez a superioridade do Jiu-Jitsu no MMA. E foi, para mim, uma revelação, abri os olhos para o esporte ali. Mas à época não havia muitas academias e escolas de Jiu-Jitsu em Londres, onde eu estudava. Acho que aceitei então que se tratava de uma grande modalidade de arte marcial, mas não tive a oportunidade de treiná-la.</p>
<p><strong>O que você sentiu ao assistir aos torneios sem kimono do ADCC em seu país, a partir de 1998?</strong></p>
<p>Me parecia mais um torneio de wrestling, e eu mal fiz o link do Jiu-Jitsu que o Royce Gracie usara com o ADCC. Lembro de ter achado divertido, mas assistir ao Jiu-Jitsu sem conhecê-lo é como ouvir uma língua estrangeira. Mesmo que você goste de como soa, você não entende.</p>
<p><strong>Como foram os primeiros contatos com os astros brasileiros do esporte?</strong></p>
<p>Desde que comecei a treinar, eu rolava com os faixas-pretas que estavam em Abu Dhabi, mas queria mais variedade de treino, e passei a viajar para ver como o esporte era em outros países. Fui ao Brasil quatro vezes para treinar, conheci os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, treinava com Zé Mario Sperry, visitei a academia do Carlson. Já estava fazendo boxe para melhorar minha parte cardiorrespiratória, quando conheci a Team Nogueira e gostei das instalações, com variedade de aulas. Decidi abrir uma filial em Dubai para receber os amigos e lutadores de ponta confortavelmente. Nessa época já tinha aberto minha academia, mas o tatame era menor.</p>
<p><strong>Como conseguiu dividir as responsabilidades, o treino físico, o trabalho e o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Decidi uma coisa para minha vida, que depois das 17h não é mais hora de pensar em trabalho. Trabalho duro desde cedinho de manhã. Mas às 17h01, não deixo ninguém entrar no meu escritório para falar de trabalho. A partir dali, é hora de encontrar os amigos e ir treinar, cinco vezes por semana. O Jiu-Jitsu é religiosamente importante, e não permito que nada atrapalhe aquele momento do meu dia. Claro que um dia ou outro você precisa se ausentar para alguma responsabilidade, mas com disciplina você é capaz de compensar aquele dia perdido.</p>
<p><strong>Algum aprendizado curioso que você teve nesse contato com tantos craques do Jiu-Jitsu, como Marcus Buchecha, Rodolfo Vieira, Rubens Cobrinha e os Nogueira, entre tantos outros?</strong></p>
<p>São tantos campeões que treinam constantemente comigo, que não posso deixar de citar alguns deles. Além dos citados, como não agradecer a Roger Gracie, Léo Vieira, Roberto Cyborg, Ricardo Evangelista, Igor Silva, Lucio Lagarto, Braulio Estima&#8230;? Olha, algo interessante que aprendi é que todos os campeões mundiais que conheci até hoje são pessoas inteligentes. Não cruzei com nenhum campeão que seja idiota, até agora. O que é encorajador pois reforça minha compreensão sobre o esporte, ou seja, que o Jiu-Jitsu deve ser executado com o máximo de inteligência. Quanto mais eu interajo com esses craques, mais feliz eu fico de convidá-los novamente.</p>
<p><strong>A comunidade do Jiu-Jitsu tem essa interação única, não é?</strong></p>
<p>Exato. Se eu jogo futebol, é praticamente impossível convidar o Cristiano Ronaldo ou o Messi para trocar uma ideia por horas, ou bater uma bola e trocar ideias sobre a técnica dos chutes ou visão de jogo. Se sou boxeador, seria difícil treinar com os Klitschko ou com o Floyd Mayweather. No Jiu-Jitsu, conseguimos convidar os cinco melhores do mundo do ranking mundial e eles ficam felizes em vir, são generosos em compartilhar o que sabem, a falar de táticas e ainda rolam com você, apontando suas falhas. Um praticante de Jiu-Jitsu tem essa chance de treinar com os melhores finalizadores do mundo e ir para casa depois sem um arranhão, pois eles podem vencer sem vir como loucos, sem machucar seu braço. E você vê tudo de perto, como eles controlam, como eles engatilham a finalização, como eles armam a passagem de guarda. Só no Jiu-Jitsu você tem essa chance. Outro dia numa competição ocorreu outro fato curioso: eu estava lutando e quatro campeões de escuderias diferentes estavam lá me apoiando, me sugerindo o que fazer, cada um de um lado da área de lutas. Isso também seria impossível se eu fosse um pugilista, inimaginável certo?</p>
<p><strong>Estamos numa era da informação onde todos compartilham conhecimento, onde o iniciante pode aprender diretamente com os maiores experts com a ajuda da internet. No Jiu-Jitsu isso também parece estar acontecendo de modo inédito&#8230;</strong></p>
<p>Sim, é o que me parece. Porque o pessoal da velha guarda do Jiu-Jitsu, antigamente, só exibia suas técnicas nos grandes campeonatos. Os treinos eram fechados, ninguém ia mostrar suas cartas para os adversários. E só saberíamos o que eles iam preparar para a revanche no ano seguinte. Hoje a internet é importante para divulgar a técnica do professor, para divulgar seus seminários, e todos compartilham o que sabem. Um lutador posta um vídeo com uma variação de um golpe na sede da Team Nogueira em Dubai e o jovem praticante no Brasil pode aprender em poucos segundos. E isso tem ajudado o Jiu-Jitsu a crescer e se expandir pelo mundo todo.</p>
<p><strong>Como você enxerga o projeto que levou o Jiu-Jitsu a ser ensinado em quase todas as escolas dos Emirados Árabes?</strong></p>
<p>É uma ideia sensacional e que está tendo resultados incríveis. Você vê, o programa começou a ficar sério ali por 2009, quando o príncipe de Abu Dhabi Mohammed bin Zayed Al Nahyan passa a investir seriamente em recrutar faixas-pretas do Brasil e outros países. Hoje vemos 65 mil jovens treinando Jiu-Jitsu em meu país. Eu comecei a treinar com 38 anos, e gostaria de ter tido a chance de me iniciar no Jiu-Jitsu com 15, 16 anos. A família real e o governo do país têm dado essa chance aos nossos jovens. Com o Jiu-Jitsu eles têm fortalecido o caráter e ganhado confiança. E estão evoluindo muito num esporte incrível, já que eles têm a oportunidade de testar suas técnicas em campeonatos internacionais, contra competidores de bom nível vindos de todos os cantos do planeta. Eles demonstram orgulho e vontade de vencerem. Creio que nos próximos anos os Emirados terão uma bela safra de campeões mundiais de Jiu-Jitsu. Fico orgulhoso de ver tudo isso, e admiro essas crianças que competem. Porque eles já agem como faixas-pretas. Agem como verdadeiros campeões.</p>
<p>* Artigo retirado da GRACIEMAG número #243. Para ler mais artigos como este, <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine a revista de Jiu-Jitsu mais lida do país</a>!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/xeque-faixa-preta-o-principe-arabe-que-respira-jiu-jitsu/">Xeque faixa-preta: O príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Diário do lutador de Jiu-Jitsu: tudo o que o atleta precisa fazer no dia do campeonato</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2018 04:16:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O faixa-preta Aureo Couto, professor da escola Leão Teixeira Jiu-Jitsu, competiu recentemente, na segunda edição do Gracie Pro e voltou para casa com a medalha de ouro, mais uma vez. De quebra, filmou e postou diferentes etapas de seu dia de competição, da hora de acordar até o topo do pódio. A seguir, Aureo esmiuça&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_211843" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/c6f1a608-8777-4661-9a1f-e86e5ba3509b.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-211843" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/c6f1a608-8777-4661-9a1f-e86e5ba3509b.jpg" alt="" width="960" height="709" class="size-full wp-image-211843" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/c6f1a608-8777-4661-9a1f-e86e5ba3509b.jpg 960w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/c6f1a608-8777-4661-9a1f-e86e5ba3509b-300x222.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/c6f1a608-8777-4661-9a1f-e86e5ba3509b-768x567.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/c6f1a608-8777-4661-9a1f-e86e5ba3509b-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><p id="caption-attachment-211843" class="wp-caption-text">Professor Aureo com a medalha conquistada no Gracie Pro, no  Maracanãzinho, ao lado do mestre Leão Teixeira.  Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p>O faixa-preta Aureo Couto, professor da escola Leão Teixeira Jiu-Jitsu, competiu recentemente, na segunda edição do Gracie Pro e voltou para casa com a medalha de ouro, mais uma vez. De quebra, filmou e postou diferentes etapas de seu dia de competição, da hora de acordar até o topo do pódio.</p>
<p>A seguir, Aureo esmiuça oito tópicos que todo atleta de Jiu-Jitsu deve estar atento, da hora de acordar até a hora da verdade, para que o jogo encaixe com o máximo de eficiência e o mínimo de falhas.</p>
<p>1. De acordo com o cronograma, Aureo lutaria cerca de 13h de um sábado, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. Na sexta-feira, o professor já começou a adotar alguns procedimentos especiais. “Tiro todo o dia anterior para descansar, me hidratando. Bebo água e como somente refeições leves. Não treino nem dou aulas.”</p>
<p>2. No dia D, o faixa-preta de José Henrique Leão Teixeira levantou da cama dez para as 10h da manhã, três horas da luta, para ter tempo para fazer tudo sem pressa: ir ao banheiro, tomar um café nutritivo e alongar.</p>
<p>3. O café da manhã é uma hora importantíssima para o lutador. Você precisa comer bem sem chegar pesado na hora do combate. “Não sou nutricionista”, ressalta Aureo, “por isso recomendo que você conheça bem sua digestão, saiba o que cai bem ou não para você. Eu costumo tomar um suco ou água de coco, muitas frutas e ovos mexidos sem óleo de soja (cozinho com óleo de coco). Evite frituras antes da competição para que a digestão não consuma sua energia”, sugere.</p>
<p>3. “Após digerir o café da manhã, gosto de aproveitar a casa ainda em silêncio para começar a mentalizar as lutas”, ensina Aureo Couto. “É a hora de pensar na estratégia e ligar a mente no modo competição. Costumo sentar no chão da minha sala e faço um alongamento bem leve, em torno de 15 minutos, trocando de posição a cada 30 segundos. O objetivo é trabalhar a lombar, o quadril e todos os grupos musculares. Me ajuda a aliviar a tensão da mente e a soltar o corpo.&#8221;</p>
<p>4. Enquanto o corpo começa a movimentar, a mente de Aureo também começa a trabalhar: &#8220;Enquanto faço esse primeiro alongamento em casa, passo a lembrar de tudo que treinei e a pensar no que vou fazer na hora da luta. A cabeça do lutador não permite dúvidas, por isso alimente-se de pensamentos vitoriosos. Acredite em si e no que treinou!”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="DIÁRIO DE UM ATLETA “O DIA DA LUTA”  COM AUREO COUTO CAMPEÃO DO GRACIE PRO 2018" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/khvpuH3j_4I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>5. Confira sua bolsa, leve dois kimonos como garantia e procure chegar ao ginásio uma hora e meia, uma hora no máximo antes da luta. Lembre-se da faixa, documentos, do esparadrapo e suplementos.</p>
<p>6. Uma vez na área de aquecimento, você vai vestir o kimono e começar a suar com mais intensidade. Aureo sugere esquentar o corpo com entradas de quedas e drills com um parceiro: “É muito importante acelerar seus batimentos na hora de aquecer, para não entrar frio na luta. Quando o batimento vai de zero a cem, isso causa uma fadiga excessiva e o cansaço vem muito mais rápido”. </p>
<p>7. O professor da Leão Teixeira não gosta de aguardar a hora de competir revendo posições ou tentando alguma novidade, já que tudo que você devia ter treinado já foi feito com seu professor e colegas. É hora de confiar no planejamento.</p>
<p>8. Na hora de hidratar, antes da primeira luta ou entre um combate e outro, procure não se entupir de água. “Você pode ficar pesado, ou ter de ficar indo ao banheiro o tempo todo. Gosto de molhar a boca, beber goles pequenos para manter o corpo hidratado sem excesso”, encerra o professor. </p>The post <a href="https://www.graciemag.com/diario-do-lutador-de-jiu-jitsu-tudo-o-que-o-atleta-precisa-fazer-no-dia-do-campeonato-1/">Diário do lutador de Jiu-Jitsu: tudo o que o atleta precisa fazer no dia do campeonato</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dossiê Lucas Lepri: como treina o campeão mundial que raramente toma pontos em campeonatos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jul 2018 14:33:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De 2007 até 2018, Lucas Lepri sempre figurou entre os maiores competidores da faixa-preta nos pesos leves. Com o título no Mundial deste ano, a fera acumulou cinco ouros mundiais, um pódio fechado com Michael Langhi em 2015, e habilidade de sobra para os fãs de Jiu-Jitsu estudarem com frieza, na figura de um atleta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_147026" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-147026" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/lucas-lepri-1.jpg" alt="" width="640" height="426" class="size-full wp-image-147026" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/lucas-lepri-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/lucas-lepri-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/lucas-lepri-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-147026" class="wp-caption-text">Lucas Lepri em foto para a GRACIEMAG #238, por Gustavo Aragão</p></div>
<p>De 2007 até 2018, Lucas Lepri sempre figurou entre os maiores competidores da faixa-preta nos pesos leves. Com o título no Mundial deste ano, a fera acumulou cinco ouros mundiais, um pódio fechado com Michael Langhi em 2015, e habilidade de sobra para os fãs de Jiu-Jitsu estudarem com frieza, na figura de um atleta muito técnico que quase não leva pontos nos maiores torneios do mundo e executa seu Jiu-Jitsu com precisão nos tatames.</p>
<p>Para entender melhor o jogo justo de Lepri, conversamos com a fera e com Elan Santiago, primeiro professor de Lepri que hoje está radicado no Catar, e montamos este dossiê com as melhores dicas sobre o assunto para você blindar o seu jogo e se tornar um competidor ainda melhor.</p>
<p>Confira no artigo de capa da GRACIEMAG número #238, e para ler mais conteúdos de  qualidade como este, assine agora a melhor revista de Jiu-Jitsu <a href="https://graciemagshop.com.br/" rel="noopener" target="_blank">clicando aqui</a>!</p>
<p>*</p>
<p>Qual é o dia mais feliz na vida de um faixa-preta de Jiu- Jitsu? Engana-se quem pensou numa medalha de ouro em Mundial. Apesar de ser um feito memorável, tal glória não é para todos, e é equiparada a um sentimento único: o dia em que o faixa-preta percebe que seu aluno é tão habilidoso e completo que é ca- paz de finalizá-lo de fato num treino. Tal experiência aconteceu com o fenomenal Lucas Lepri, hoje tri mundial dos leves, num certo rola ocorrido ali pelo fim do ano de 2002.</p>
<p>Seu professor, Elan Santiago, lembra com emoção daquele dia em Uberlândia, simpática cidade de Mi- nas Gerais. “Eu percebi que o Lucas estava evoluindo muito, e cheguei a comentar com um amigo que ele, em dois anos ou menos se bobear, se tornaria capaz de me finalizar. Ninguém levou fé no que eu disse. Acontece que, uns três meses depois daquilo, fomos treinar. O Lucas foi passando devagar, cruzando o joelho como eu ensinara, me baseando no estilo do Zé Mario Sperry, e chegou do lado matando um dos meus braços. Encaixou a kimura e não tive opção”, recorda Elan, até hoje um pouco emocionado.</p>
<p>“Fiquei deitado uns segundos, maravilhado, saboreando aquela transmissão de conhecimento que no Jiu-Jitsu fica cristalina. Parei o treino, reuni a turma e discursei que aquele era, de verdade, a ocasião mais feliz para mim no Jiu-Jitsu até então. O dia em que fui finalizado por um aluno meu. A partir dali comecei a botar minhas fichas em que o Lepri seria um dia o melhor peso leve da história dos Mundiais, com mais ouros na faixa- -preta do que qualquer um”, aposta o professor da Alliance.</p>
<p>Com 32 anos, Lepri ainda quer mais títulos além dos três ouros que tem, conquistados nos Mundiais da IBJJF em 2007, 2014 e 2016 – em 2015, Lucas fechou com Michael Langhi, que ficou com o título oficialmente. Mais do que as peças de ouro, contudo, Lepri coleciona a admiração dos seus colegas. Dos galinhos aos pesadíssimos, de Bruno Malfacine a Marcus Buchecha, outros muitos competidores, analistas, professores e árbitros o consideram um dos faixas-pretas mais técnicos, eficientes e completos do cenário atual do esporte. Um craque em estar sempre um passo à frente dos adversários, e que tampouco demonstra ter grandes brechas em seu Jiu-Jitsu. “Duas coisas impressionam nas lutas do Lepri: ele termina com o kimono seco e arrumado, e seus combates quase não fazem barulho. É só um suish, suish, suish, e o outro cara termina batucando”, exemplifica uma velha raposa do Jiu-Jitsu. </p>
<p>Mas o que o leitor, seja professor ou aluno, pode aprender com Lucas Lepri para saltar de patamar? A equipe GRACIEMAG estudou o elaborado jogo de Lepri, investigou suas quedas, sua guardinha sentada de gancho, suas passagens afiadas cruzando o joelho e outros muitos segredos, numa instrutiva tarde na Alliance Rio. A seguir, contamos o que extraímos de mais valioso. </p>
<p><em>IMITE O BOM EXEMPLO DE LUTADORES COMPLETOS </em><br />
Garotão capoeirista, dono de uma base sólida e um domínio corporal invejável, Lucas Lepri começou no Jiu-Jitsu depois de se impressionar com umas lutas na TV. No caso dele, não foi Royce Gracie ou uma luta no UFC, mas um reality show curioso, intitulado “20 e poucos anos” e transmitido pela MTV no ano 2000. Um dos personagens era o jovem paulista Fernando “Margarida” Pontes, que vivia viajando pelo país e pelos EUA perseguindo o sonho de ser campeão mundial como faixa-preta – meta que atingiria em 2001. Lucas, ainda cabeludinho e com o apelido simpático de “Sansão”, foi tomado de admiração por aquele estilo de vida e foi experimentar o Jiu-Jitsu. Marga sempre foi seu ídolo nos tatames, e Lucas passou a admirar e perseguir o jogo ofensivo porbaixo e por cima, e em especial a finalização em todos os combates. </p>
<p><em>CONQUISTE UMA MENTE VENCEDORA E SEM BRECHAS </em><br />
Lepri fez um senhor Mundial de Jiu-Jitsu em 2007, quando finalizou Celsinho Venícius e Michel Maia para abiscoitar seu primeiro ouro na faixa-preta. O que se seguiu foi um jejum angustiante, em que o craque batia na trave mas não voltava ao topo do pódio – o que só foi ocorrer novamente em 2014. Foi hora de amansar a mente e lapidar a cabeça de campeão. “Eu senti que o gás e a técnica estavam em dia, mas eu precisava treinar um pouco a parte mental para avançar aqueles centímetros que faltavam até o ouro. Li alguns livros de velhos técnicos e competidores, como por exemplo o “Psychology of Champions”, que o Rubens Cobrinha me indicou. Ali aprendi a perder o medo e a não me cobrar demais. Com a leitura aliada aos treinos duros, retomei a autoconfiança, e voltei a vencer.&#8221;</p>
<p><em>ABSORVENDO 70% DOS ENSINAMENTOS </em><br />
Segundo o professor Elan Santiago, Lepri sempre teve um ouvido extraordinário para o aprendizado. &#8220;O normal é um aluno reter 30% da novidade que o professor demonstra. O Lucas compreendia mais de 70% desde a faixa-branca, já executava a técnica pedida com perfeição e incluía suas próprias variações”, destaca. Apesar de isso ser um dom, torna-se uma dica preciosa para qualquer praticante: é preciso absorver o máximo do que o instrutor está demonstrando. Para tal, atenção redobrada, silêncio e determinação para repetir o golpe ensinado sempre vão ajudá-lo a aumentar essa absorção da nova informação. </p>
<p>Se você sentir que está esquecendo rápido ou não está retendo bem o que foi aprendido, procure anotar num grande caderno/agenda cada técnica nova, e pergunte tudo ao professor até eliminar sua dificuldade naquela posição. “Um tipo de treino que eu gosto é o de repetir a posição para fixar, mas no treino à vera”, acrescenta Lepri. “Em vez de realizar cem passagens num colega deitadão ao estilo drill, eu procuro concretizar dez vezes aquele tipo de passagem contra um colega que está tentando me raspar. Vou, passo, finalizo, tento de novo, até o fim do treino”. </p>
<p><em>PROCURE EXECUTAR A “LUTA PERFEITA” </em><br />
O que é realizar uma luta considerada perfeita no Jiu-Jitsu? Derrubar, passar a guarda, montar e finalizar, sem jamais deixarem encostar suas costas no chão. Se você buscar executar essa “luta perfeita” em alguns treinos, mentalizando que você não pode deitar de costas, sua sequência de ataques, suas quedas e transições para a vitória vão dar um salto de qualidade. Jamais negligencie sua guarda, mas escolha um dia ou alguma parte do treino para testar se você é capaz de uma “luta perfeita”. </p>
<p><em>QUEBRANDO A VAIDADE DO REI DA ACADEMIA</em><br />
É uma rotina comum no Jiu-Jitsu um aluno evoluir muito na academia e, ao mesmo tempo em que ganha habilidade, é assombrado pela vaidade. A vaidade, porém, é uma das grandes inimigas da evolução do lutador, e precisa ser combatida na raiz. O aluno que se acostuma a ganhar sempre tende a ficar limitado, a apelar sempre para seu jogo mais forte. “Para se tornar um praticante de Jiu-Jitsu completo, é preciso enfrentar dificuldades diárias, e superá-las. Se o seu treino está fácil demais, algo está errado”, prega Elan Santiago. E como atacar esse problema? Quebrando a vaidade e derrubando o rei da academia de seu trono. </p>
<p>Se você é professor, crie desafios para seu aluno mais promissor, como dar mais um treino mesmo cansado, ou levando-o a ficar no centro passando ou raspando todos os colegas. Incentive um treino específico de defesa de costas quando já estiver cansado, e por aí vai. Se você é aluno, busque o treino mais difícil da academia, o cara mais pesado, depois o cara mais rápido, sem jamais se iludir que você é invencível. Ao acostumar-se a batucar ou passar dificuldades, o praticante vai abrir a mente e aprender novidades. </p>
<p><em>OBJETIVOS DE UM MINUTO </em><br />
Para ser cada vez mais completo, não basta apenas ir à academia. Treinar todo dia vai fazer você ficar duro, atento nas defesas, mas se você quiser ser eficaz por cima, por baixo, na guarda, passando, e ter um arsenal de finalizações, você vai precisar dos treinos específicos, quando você afia separadamente cada aspecto do seu jogo. Um dos treinos que Elan Santiago gostava de puxar com Lepri era uma contagem regressiva de um minuto. Por baixo, o guardeiro tem somente um minuto para raspar e ficar por cima. Quando você estabelece um prazo para sua movimentação, você acelera seu jogo enquanto evita que o passador se acostume com sua guarda e perceba o que você vai tentar. Seja rápido e mortal, procure treinar de olho no relógio da parede. </p>
<p><em>TREINE SEM KIMONO PARA VERIFICAR A EFICÁCIA DE SUAS MANOBRAS</em><br />
Lucas Lepri tem uma série de posições no seu arsenal que dependem da pegada na lapela, mas faz questão de ter um jogo tão eficiente com ou sem o pano. “Minha guarda sentada com ganchos e minha passagem cruzando o joelho eu executo sem o kimono com o mesmo grau de eficiência, não fico dependente da pegada”, explica o mineirinho de Uberlândia. Na Alliance, por sinal, toda sexta é dia de deixar o kimono no armário, num verdadeiro treino casual. Busque treinar sem o kimono de vez em quando para medir sua técnica numa situação com menos pontos de apoio, e muito mais escorregadia. </p>
<p><em>ESTUDE O TEMPO TODO </em><br />
Elan relembra ainda que as técnicas que ia passando para o Lucas ao longo dos anos eram todas colhidas  no melhor laboratório que havia: “Eu ia ver os campeonatos da CBJJ não apenas para torcer, mas para aprender. E voltava de lá com uma quedinha do Saulo Ribeiro, uma manobra nova do Fernando Tererê, uma passagem do Fabio Gurgel. Dali você vai para a academia e testa, tenta de novo, até compreender se aquela técnica é útil para você ou não, mas de qualquer modo ela não será surpresa quando alguém tentar encaixar em você”, define Elan. </p>
<p><em>CORPO BLINDADO, EVOLUÇÃO MENOS LENTA</em><br />
Lucas Lepri jamais passou por uma cirurgia em sua vida de competidor, apesar dos treinos árduos e da centena de combates que realizou no Jiu-Jitsu. Para o mineirinho da Alliance, a parte física sempre foi fundamental para manter o corpo são e não perder treinos. “Desde que mudei para os EUA, em 2008, faço uma preparação sob  orientação do meu treinador, Kevin. Faço muito treino de explosão, levantamento, elástico, pilometria, o que para mim tem funcionado de modo essencial para fortalecer meus ligamentos e o corpo em geral. Treino Jiu-Jitsu há 16 anos e nunca me machuquei seriamente, vejo o treino físico constante e consistente não apenas como um meio de turbinar meu gás, mas como uma prevenção de contusões”, ensina Lepri. “Outra coisa que me ajudou a não me machucar foi sempre dar os três tapinhas rápido, sem vaidade e sem deixar estalar”, conclui o campeão mundial. </p>The post <a href="https://www.graciemag.com/dossie-lucas-lepri-como-treina-o-campeao-mundial-que-raramente-toma-pontos-em-campeonatos/">Dossiê Lucas Lepri: como treina o campeão mundial que raramente toma pontos em campeonatos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>13 hábitos dos grandes campeões de Jiu-Jitsu para mudar seus treinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2018 09:34:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os hábitos dos grandes craques podem ser o caminho certo para você, atleta aplicado do Jiu-Jitsu, render ainda melhor nos treinos e campeonatos. Pensando nisso, compilamos 13 dicas de astros da arte suave e outras modalidades, publicadas na edição #249 de GRACIEMAG, e estas podem se tornar essenciais na sua evolução nos tatames e na&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_81980" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/roger_celeb13-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-81980" class="size-large wp-image-81980" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/roger_celeb13-1-1024x687.jpg" alt="Roger celebrates his flawless 2009 Worlds" width="650" height="436" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/roger_celeb13-1-1024x687.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/roger_celeb13-1-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/roger_celeb13-1-768x516.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/roger_celeb13-1-150x101.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/roger_celeb13-1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-81980" class="wp-caption-text">Roger Gracie no Mundial de 2009. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Os hábitos dos grandes craques podem ser o caminho certo para você, atleta aplicado do Jiu-Jitsu, render ainda melhor nos treinos e campeonatos. Pensando nisso, compilamos 13 dicas de astros da arte suave e outras modalidades, publicadas na edição #249 de GRACIEMAG, e estas podem se tornar essenciais na sua evolução nos tatames e na vida.</p>
<p>Inclua na sua rotina ao menos 75% dessas atitudes vencedoras para turbinar seu rendimento na academia, e para conferir mais dicas e ensinamentos dos maiores craques da arte suave, assine a melhor revista de Jiu-Jitsu do mundo, <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">clicando aqui</a>.</p>
<p><strong>1. Como um grande artista marcial vê uma luta?</strong> Ele enxerga apenas o que pode ser útil para o seu jogo e o que é descartável. Isso é tudo. Quando você olhar para o mundo das artes marciais dessa maneira, vai parar de se preocupar com o que é “bom” ou “ruim”, e parar de gastar energia comentando e arrumando brigas na internet. Repare: há apenas lições, filosofias e técnicas que merecem ser adaptadas para o seu jogo e outras que não valem. Como Roger Gracie disse recentemente, num seminário: “Eu mudei meu armlock da guarda fechada quando um faixa-branca fez uma pegada esquisita e me senti desconfortável. Vi que ali tinha um caminho e desenvolvi a inovação.”</p>
<p><strong>2. Mestre Alvaro Romano ensina:</strong> “Qualidade de vida significa chegar aos 60 anos, com a capacidade de fazer as mesmas atividades de que você gostava aos 30. Isso é um prazer indescritível”. Persiga os hábitos saudáveis e os treinos de Jiu-Jitsu com consistência, de três a quatro vezes por semana toda semana, para continuar sentindo este prazer no longo prazo.</p>
<p><strong>3. Neiman Gracie, astro do Bellator MMA</strong>, nos disse o que aprendeu há pouco tempo: “Percebi ao começar no MMA profissional que o que a gente começa a treinar hoje só vai servir para daqui a dois, três anos. Por isso é bom não perder o treino de hoje, para não nos atrasarmos mais.”</p>
<p><strong>4. Não se atormente com resultados e títulos em campeonatos.</strong> Como nos ensinou mestre Rickson Gracie, você só pode controlar seu esforço, seu desempenho e seus treinos. Seja exigente com sua preparação, não com o resultado final, que deve ser entregue a uma força superior, a Deus ou ao imponderável. É a filosofia também do técnico Adenor Tite, da seleção brasileira de futebol: “A minha exigência é de desempenho, alta performance. Isso eu controlo e exijo. Mas controlar resultado, não faço. Isso oprime, engessa e é desumano. Não temos controle sobre resultado”.</p>
<p><strong>5. Transmita seus hábitos saudáveis para toda a família</strong>, e dê sempre o exemplo. É a lição de Kyra Gracie, que hoje treina com o marido Malvino Salvador e já leva as filhas pequenas para brincar nos tatames.</p>
<p><strong>6. O autoconhecimento e a reflexão</strong> são úteis para o praticante evoluir nos tatames. Olhe para dentro de si com o máximo de franqueza e transparência, e entenda como você está se sentindo, e como isso foi provocado. Onde você falhou? Que erro foi cometido? Como evitar que isso ocorra de novo? As respostas muitas vezes estão dentro de nós.</p>
<p><strong>7. Busque a ajuda dos mais experientes.</strong> Cem por cento dos grandes campeões, em qualquer modalidade, aprenderam a contornar um obstáculo a partir da dica de um mestre ou colega de ofício mais experiente. Pergunte muito, até encontrar a solução.</p>
<p><strong>8. Use a tecnologia ao seu favor, não seja escravo dela.</strong> “Ficar somente copiando posição do YouTube e não treinar o básico talvez seja o maior erro da molecada hoje”, diz Roger Gracie. “O povo se empolga com berimbolo e afins e esquece das técnicas de defesa, por exemplo, que sempre salvam na hora do aperto”.</p>
<p><strong>9. “Cavalo que chega cedo bebe água limpa”</strong>, diz o sábio ditado japonês. Não se atrase para os treinos. Aparecer na hora marcada é sinal de respeito com os professores, com os colegas e com o seu corpo, que agradece por fazer o aquecimento pré-treino.</p>
<p><strong>10. Não deixe que sua mente e as reflexões fiquem ancoradas</strong> no treino do dia na hora de ir dormir. Ficar martelando uma ideia na cabeça desemboca em insônia, o que prejudica o treino do dia seguinte. Pensou em algo importante, uma ideia ou uma inovação? Passe para o papel ou registre no telefone para esvaziar a mente e ir dormir tranquilo.</p>
<p><strong>11. Seja gentil.</strong> O mundo do Jiu-Jitsu é pequeno, e uma pessoa que você ajuda hoje pode recebê-lo amanhã para um treino renovador. Saulo Ribeiro nos contou certa vez: “Um dos maiores lamentos que tive no Jiu-Jitsu foi o de não visitar outras academias e poder treinar com meus adversários. A rivalidade da época impedia isso um pouco. Mas hoje vemos caras como Leandro Lo, Preguiça e Buchecha treinando juntos, sem problemas.”</p>
<p><strong>12. Não espere um parceiro de treinos perfeitamente do seu nível cair do céu.</strong> Busque o menos graduado para tentar posições novas e ousadas, e aprenda com os apertos que passar com os mais experientes. Como ensinou Kron Gracie: “Quando abri minha academia, o fato de treinar com alunos e iniciantes me permitia um treino mais solto, sem pressão, em que eu podia repetir todas as técnicas ao extremo, até executá-las com precisão”.</p>
<p><strong>13. As horas fora da academia são tão importantes quanto as horas dentro dela.</strong> Beba água de hora em hora para lubrificar o organismo e evitar contusões; perceba como anda sua respiração, e aprenda a expirar e inspirar com sabedoria. Bons treinos!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/13-habitos-dos-grandes-campeoes-de-jiu-jitsu-para-mudar-seus-treinos/">13 hábitos dos grandes campeões de Jiu-Jitsu para mudar seus treinos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jiu-Jitsu: Um dia nos treinos e rotina de Paulo e João Miyao</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2015 14:52:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Agora em nova etapa, após abrirem uma academia em nova york com Murilo Santana, Paulo e João Miyao viveram alguns anos na academia de Cícero Costha, em São Paulo. Lá, faziam do tatame sua vida. Dormia, acordavam, treinavam, comiam. O dojô era seu dia e noite. Confira no vídeo abaixo um pouco desta rotina</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agora em nova etapa, após abrirem uma academia em nova york com Murilo Santana, Paulo e João Miyao viveram alguns anos na academia de Cícero Costha, em São Paulo.</p>
<p>Lá, faziam do tatame sua vida. Dormia, acordavam, treinavam, comiam. O dojô era seu dia e noite. Confira no vídeo abaixo um pouco desta rotina</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/6Qt4niYz8Qc" height="529" width="940" frameborder="0"></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-um-dia-nos-treinos-e-rotina-de-paulo-e-joao-miyao/">Jiu-Jitsu: Um dia nos treinos e rotina de Paulo e João Miyao</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jiu-Jitsu: As dicas de alimentação do faixa-preta Rousimar Toquinho</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2014 17:50:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu, vice-campeão do ADCC e dono do cinturão peso meio-médio do WSOF, Rousimar Palhares, o famigerado Toquinho, compartilhou algumas dicas de alimentação para um bom rendimento atlético. Confira no vídeo abaixo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu, vice-campeão do ADCC e dono do cinturão peso meio-médio do WSOF, Rousimar Palhares, o famigerado Toquinho, compartilhou algumas dicas de alimentação para um bom rendimento atlético. Confira no vídeo abaixo</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.facebook.com/video/embed?video_id=822643407779887" height="500" width="1000" frameborder="0"></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-as-dicas-de-alimentacao-do-faixa-preta-rousimar-toquinho/">Jiu-Jitsu: As dicas de alimentação do faixa-preta Rousimar Toquinho</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A vida de um lutador do UFC além dos treinos e do octagon</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2012 19:03:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você é fã de MMA, curte assistir ao UFC no Canal Combate, conhece todos os lutadores, seja do card principal ou do preliminar, mas tem sempre aquela curiosidade de saber mais sobre a vida dos lutadores fora do octagon, certo? Confira nesse pequeno documentário um pouco mais da rotina de um lutador do UFC, a partir&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_75376" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-75376" class="size-full wp-image-75376" title="Carlo Prater no UFC Foto Divulgacao" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/09/Carlo-Prater-no-UFC-Foto-Divulgacao.jpeg" alt="Carlo Prater no UFC Foto Divulgacao" width="640" height="485" /><p id="caption-attachment-75376" class="wp-caption-text">O lutador brasileiro Carlo Prater no UFC. Foto: Acervo pessoal</p></div>
<p>Você é fã de MMA, curte assistir ao UFC no Canal Combate, conhece todos os lutadores, seja do card principal ou do preliminar, mas tem sempre aquela curiosidade de saber mais sobre a vida dos lutadores fora do octagon, certo?</p>
<p>Confira nesse pequeno documentário um pouco mais da rotina de um lutador do UFC, a partir das ansiedades, alegrias e reflexões de Carlo Prater.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="From a Fighter&#039;s Day - Carlo Prater / Um Dia na Vida de Carlo Prater" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/YwbCq5yRrEM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-vida-de-um-lutador-do-ufc-alem-dos-treinos-e-do-octagon/">A vida de um lutador do UFC além dos treinos e do octagon</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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