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	<title>Romero Jacare | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Romero Jacare | Graciemag</title>
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		<title>Felipe “Zicro” Neto e os ensinamentos do Jiu-Jitsu para a vida toda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 16:33:14 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244450" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-1024x579.png" alt="" width="650" height="368" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-1024x579.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-300x170.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-768x434.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-150x85.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro.png 1274w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Luiz Felipe Neto, faixa-preta da Alliance desde 1998, formou-se em educação física, surfou, treinou judô, jogou futebol e não faz feio no futevôlei na praia, entre tantos esportes que admira.</p>
<p>Mas, após mais de 30 anos como profissional da arte suave, ele não tem dúvidas: “Não há lugar melhor para se fazer boas amizades do que o tatame de Jiu-Jitsu”, garante o professor formado por Romero “Jacaré” Cavalcanti.</p>
<p>Felipe, que ganhou seu apelido “Zicro” pela admiração que nutria pelo fino meio-campo Zico do Flamengo, esteve sempre perto dos tatames. Quando jogava bola, ia muito ao clube Federal, onde um jovem campeão chamado Fabio Gurgel ensinava a arte suave.</p>
<p>“Comecei a treinar ali pelos 17 anos, em 1989. Costumo dizer que treino há tanto tempo que só existiam dois tipos de guarda – aberta ou fechada. Triângulo? Só da guarda. Hoje, nos torneios, ringues e academias o povo arrocha o triângulo de todas as posições possíveis e inimagináveis”, recordou Zicro, em entrevista ao BJJ Fanatics Podcast. Hoje, ele dá aulas em Talahassee, na Flórida, para onde zarpou em 2007, deixando para trás sua vida esportiva no Leblon, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Felipe Zicro viu, assim, todas as revoluções da guarda. De aberta ou fechada, nasceram 1001 modos de usar o jogo de pernas, e hoje ele se diverte tentando catalogar tudo na cabeça: “Hoje são tantos tipos de guarda eficientes, e todo ano surge um bicho novo. Temos a guarda borboleta, burrico, tartaruga. Até a guarda minhoca…”</p>
<p>A espécie que marcou sua trajetória, contudo, foi um réptil. Romero “Jacaré”, seu mestre, começou a ensiná-lo em Ipanema, na velha academia construída no espaço de um teatro desativado. Zicro não parou mais.</p>
<p>Romero Cavalcanti era um jovem em plena forma, que treinava com seu professor Rolls Gracie desde 1974, portanto há 50 anos. Em 1982, Rolls faleceu num acidente de asa delta e Romero ficou com o espírito abalado, sem vontade de vestir o kimono novamente. Passou a se desafiar em outras frentes, mares e trilhas, e em 1983, aos 30 anos, completou o Iron Man no Havaí. O espírito se fortaleceu e Romero se reergueu, e percebeu que sua missão estava mesmo nos tatames.</p>
<p><iframe title="Zicro BJJ Tallahassee / Felipe &quot;Zicro&quot; Neto" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/t4tA5aQOw8s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Zicro aprendeu com o mestre como o Jiu-Jitsu era capaz de mudar vidas, apagar traumas, fortalecer mente e espírito.</p>
<p>“Comecei há mais de 35 anos. Hoje percebo que o Jiu-Jitsu é uma jornada que não tem fim. O que importa é a consistência nos treinamentos, para você subir todos os dias um degrau, e não parar de treinar nunca. A nossa meta, no fim das contas, é sermos bons exemplos, para influenciar de modo positivo os colegas, alunos, filhos e parentes&#8221;, disse o professor.</p>
<p>Felipe viu e viveu de tudo no Jiu-Jitsu. Mas não esquece até hoje o sentimento da primeira vez que competiu.</p>
<p>“Meu primeiro torneio foi em Teresópolis, na faixa-branca mesmo”, lembra o professor da Alliance. “E meu adversário foi outro cara que chegou longe – o Paulo Guillobel. Puxei para a guarda e ele ficou atacando por cima. O torneio era a Copa Blue Marlin.”</p>
<p>Como muitos jovens cariocas, Felipe ia à praia. Surfou. E, como muitos cariocas, tomou prejuízo ao disputar ondas com surfistas mais velhos. O Jiu-Jitsu, contudo, evitou traumas.</p>
<p>Em 1985, aos 13 anos, errou ao descer uma onda, e viu um surfista mais velho vir para cima dele, enfurecido. Na beira da água, tomou sopapos, caldos e foi para casa tristonho. Dez anos depois, já de faixa-roxa na cintura, estava com uma namorada quando o mesmo sem noção se aproximou e o provocou, perto da pizzaria Guanabara, célebre point noturno carioca. Espantado, Zicro respirou, botou o valente para baixo, montou e o expulsou dali.</p>
<p>Naquela mesma época, foi aprender inglês em San Diego e se encantou com a Califórnia, e os treininhos com mestre Fabinho Santos e visitas ao dojo de Rickson Gracie. Seu inglês evoluiu, e seu Jiu-Jitsu nem se fala. Foi lá que se tornou faixa-marrom.</p>
<p>Felipe gostava mesmo de treinar e aprender, mas por sua experiência logo foi convidado a ensinar os novatos. Em 1998, Romero o levou a Atlanta, para ser seu braço-direito nas aulas no QG da Alliance nos EUA.</p>
<p>“Até ali, eu só queria aprender e me divertir. Com Jacaré passei a conectar as técnicas, os ensinamentos, e aprendi a ensinar. Pude perceber como uma escola funciona, como uma aula começa e termina. Ali vi que aquilo seria meu ofício e minha missão.”</p>
<div id="attachment_244448" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244448" class="wp-image-244448 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-1024x758.png" alt="Romero Jacaré, no velho teatro de Ipanema que se tornou academia de Jiu-Jitsu, em 1985. Foto: Marcos Prado/Divulgação" width="650" height="481" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-1024x758.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-300x222.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-768x568.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-150x111.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao.png 1130w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244448" class="wp-caption-text">Romero Jacaré, no velho teatro de Ipanema que se tornou academia de Jiu-Jitsu, em 1985. Foto: Marcos Prado/Divulgação</p></div>
<p>Zicro alternava aulas no Brasil e nos EUA, e parecia que ia se estabelecer mesmo perto dos velhos amigos no Rio de Janeiro. Foi quando, no Natal de 2006, foi de novo convidado para cobrir os treinos de fim de ano de Romero Jacaré em Atlanta. Ao chegar, um amigo policial o contactou, para informar que forças de segurança na Flórida estavam atrás de um instrutor. Para seminários e, se possível, para uma temporada mais longa.</p>
<p>Mente aberta, Zicro topou a aventura em 2007. Não voltou mais. E não se arrepende. “A vida aqui é ótima. Se existe um aspecto a lamentar, é que <a href="https://www.instagram.com/zicro_academy_alliance_tl/" rel="noopener" target="_blank">Talahassee</a> é uma cidade universitária; meus alunos, em sua maioria, acabam que ficam comigo por cinco anos, e depois voltam para suas cidades e países. Quando começam a ficar duros, vão treinar em outro lugar. Isso é chato para mim como professor, mas ao menos há sempre um novato. Vejo o Jiu-Jitsu mudando estes jovens o tempo todo. Afinal, o grande benefício do Jiu-Jitsu é ajuda você a ser perseverante, focado, e conquistar outros sonhos, não apenas a faixa-preta. Se você treina, aprende a ser bem sucedido no que você quiser ser.”</p>
<p>Hoje, a academia de Felipe Zicro é parada obrigatória para os amigos e alunos da Alliance que chegam aos EUA, e costuma abrigar seminários esplêndidos e festas de aniversário do mestrão Jacaré.</p>
<p>Como Felipe prega, ele continua a fazer amigos por lá, como fazia três décadas atrás. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="GMI member, Felipe Neto teaches the Americana Lapel at Alliance Tallahassee  / Zicro Academy." width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/GjnlI-n9Qsw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/felipe-zicro-neto-e-os-ensinamentos-do-jiu-jitsu-para-a-vida-toda/">Felipe “Zicro” Neto e os ensinamentos do Jiu-Jitsu para a vida toda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A repercussão do acidente fatal que levou Octavio “Ratinho Couto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Aug 2023 18:15:05 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242120" style="width: 460px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242120" class="wp-image-242120 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto.jpg" alt="" width="450" height="450" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto.jpg 450w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/octavio-couto-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /><p id="caption-attachment-242120" class="wp-caption-text">O saudoso professor Octavio Couto. Foto: Octagon MMA</p></div>
<p>Diversos amigos, alunos e parceiros de luta do professor Octavio “Ratinho” Couto, falecido ontem aos 52 anos na Itália após queda fatal à beira do turístico lago Como, postaram suas lembranças e tributo ao aluno de Romero Jacaré, faixa-preta da Alliance que depois daria aulas na Brasa e Akxe BJJ, na Barra da Tijuca.</p>
<p>Nossa equipe colheu alguns dos depoimentos mais significativos entre as centenas de homenagens a Ratinho.</p>
<p><strong>– Roger Gracie: </strong><em></p>
<p>“Foi um final de semana lindo a celebrar a união de duas grandes pessoas, Rafael e Jordan Lang. Infelizmente, com um acidente trágico, e a perda de um querido amigo. Octavio Ratinho estará sempre em nossos corações.”</p>
<p><strong>– Chico Mendes:</strong></em></p>
<p>“A comunidade do Jiu-Jitsu perdeu um de seus mais técnicos professores, e um de seus caras mais legais. Foi ele que me ensinou a ensinar Jiu-Jitsu, e me mostrou que ensinar Jiu-Jitsu não era sobre medalhas de ouro, e sim mudar vidas e transformar pessoas. Em 1997, meus pais estavam se divorciando, meu professor Leozinho Vieira estava em São Paulo e eu não tinha com quem treinar. Ele me viu em Ipanema, perguntou se eu ia lutar a Copa Serrano e, ao ouvir que não estava treinando direito, me convidou para aparecer na Akxe. Ali mudei minha visão sobre o Jiu-Jitsu. Obrigado, Ratinho, Ratin, Tinrrá, Ratazana, Tio e tantos outros apelidos seus! Você certamente fez o nosso Jiu-Jitsu melhor.”</p>
<p><strong>– Tiago Asfora:</strong><em></p>
<p>“O mundo nos prega peças impossíveis de entender. Eu treinava na Nova Geração, ele, na Strike, do lado. Sempre escutei que ele era diferenciado na arte de ensinar. Cheguei a lutar com ele num desafio casado. Até que fui treinar na Alliance Barra, atual Akxe, e eles me acolheram de modo incrível, parecia que eu era cria dele e do Vini. E enfim entendi todo o burburinho que ouvia. Como ele conseguia enxergar tantos detalhes nas posições? Anos depois, resolveu explorar o mundo e voltava ao Rio só de vez em quando. Falava que não queria mais uma academia fixa, para conquistar a liberdade e passar mais tempo com a filha. Muito obrigado Ratinho, e descanse em paz. Seu astral, seu sorriso, sua elegância e seus ensinamentos serão sempre lembrados. Como sempre disse: sou seu fã!”</p>
<p><strong>– Rodrigo Comprido:</strong></em></p>
<p>“Ratinho, muito obrigado por tudo. Sou muito grato por ter tido um amigo como você na minha vida. Aproveita o paraíso!”</p>
<p>Relembre o professor em ação no vídeo a seguir, e deixe seu recado e seu tributo ao faixa-preta.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Ratinho e Caneppa - Treino na Strike Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/gTVkVtMrtSI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-repercussao-do-acidente-fatal-que-levou-octavio-ratinho-couto/">A repercussão do acidente fatal que levou Octavio “Ratinho Couto</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Professor Jhonny Loureiro e o Jiu-Jitsu como instrumento de evolução pessoal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Almada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2022 18:25:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Fabio Gurgel]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_238766" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-238766" class="size-full wp-image-238766" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-pic1.jpeg" alt="" width="1024" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-pic1.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-pic1-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-pic1-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-pic1-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-238766" class="wp-caption-text">Professor Jhonny Loureiro ao lado dos mestres Fabio Gurgel, Romero Jacaré e Mario Reis. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Nosso GMI, o faixa-preta <a href="https://www.instagram.com/jhonny_jiujitsu/">Jhonny Loureiro</a> faz um importante trabalho à frente da <a href="https://www.instagram.com/alliancecristoredentor/">Alliance Cristo Redentor</a>, sediada em Porto Alegre. O professor assumiu o posto na equipe há mais de uma década e tem se destacado na função. Jhonny tem como mentor o consagrado mestre Fabio Gurgel e utiliza o esporte como instrumento de evolução pessoal.</p>
<p>Os aprendizados adquiridos à frente da Alliance Cristo Redentor foram determinantes para a formação de Jhonny como professor. Além de treinar atletas de elite, caso da judoca Maria Portela, que defende a seleção brasileira há mais de dez anos, o faixa-preta se dedica ao trabalho com crianças de comunidades a fim de usar o esporte como ferramenta educacional.</p>
<p>Jhonny também tem obtido resultados expressivos como competidor. Em setembro, o faixa-preta conquistou o absoluto do Mundial Master, disputado em Las Vegas. Após ficar com o segundo lugar no peso-médio, Jhonny se reergueu na competição e venceu o aberto do Master 1. O atleta da Alliance derrotou lutadores consagrados, como Ricardo Evangelista e Gabriel Procópio para boletar o ouro.</p>
<p>Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Jhonny Loureiro explicou como o Jiu-Jitsu é importante na formação social do praticante e comentou os benefícios que o trabalho dele proporcionam à Alliance Cristo Redentor.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG: </em></strong><strong>Quais foram os seus maiores feitos como professor até o momento?</strong></p>
<p><em>JHONNY LOUREIRO</em>: Acredito que o meu maior feito como professor foi implantar na minha escola um legado de profissionalismo, ética e dedicação máxima para que as pessoas busquem evolução pessoal. Tenho muitos atletas de renome que treinam na nossa academia como, a Maria Portela, que defende a seleção brasileira de judô há mais de dez anos e fico muito feliz com os resultados positivos alcançados nas competições com os nossos representantes. Porém, o que mais me deixa feliz é ver as pessoas usarem o Jiu-Jitsu como uma ferramenta de evolução pessoal e se tornarem seres humanos melhores, esses são meus maiores feitos.</p>
<p><strong>Como você tomou a decisão de viver em prol do esporte?</strong></p>
<p>Entendi desde cedo que para eu chegar no patamar elevado, precisaria me dedicar muito e, de certa forma, foi fácil me dedicar, pois eu amo o que eu faço. Aos 21 anos, decidi dedicar toda a minha vida ao Jiu-Jitsu. Sou formado em Educação Física pela PUC-RS e trabalhei como personal trainer paralelamente ao Jiu-Jitsu até os 22 anos. Daí em diante, dediquei minha vida profissional exclusivamente ao esporte.</p>
<p><strong>Que benefícios o seu trabalho proporciona à comunidade de Porto Alegre?</strong></p>
<p>Nós temos como missão usar o Jiu-Jitsu como ferramenta de evolução pessoal, acredito que muitas pessoas já aprenderam muito conosco e nós com elas, a troca é constante. Já trabalhamos com mais de 100 crianças em vulnerabilidade social e até hoje ajudamos algumas famílias. Temos um professor, o Jorge Machado, que vai duas por semana ensinar Jiu-Jitsu na Ilha das Flores. O esporte é transformador e é uma excelente ferramenta de educação e aperfeiçoamento do caráter, desde pequeno ensinamos as nossas crianças a serem educadas, saberem se posicionar, cuidarem da alimentação e serem exemplos positivos onde quer que elas estejam. Com isto, acredito que já conseguimos influenciar positivamente várias famílias e vidas.</p>
<div id="attachment_238768" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-238768" class="size-full wp-image-238768" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-e-Maria-Portela.jpeg" alt="" width="643" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-e-Maria-Portela.jpeg 643w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-e-Maria-Portela-188x300.jpeg 188w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Jhonny-Loureiro-e-Maria-Portela-94x150.jpeg 94w" sizes="auto, (max-width: 643px) 100vw, 643px" /><p id="caption-attachment-238768" class="wp-caption-text">Jhonny Loureiro ao lado da atleta olímpica Maria Portela na Alliance Cristo Redentor. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Quais foram as maiores lições que o Jiu-Jitsu te ensinou ao longo desses anos?</strong></p>
<p>Nossa, foram tantas. Acredito que as principais são a resiliência e o cuidado com o nosso ser. Desde cedo, eu consegui fazer um paralelo do tatame para vida fora dele. Acredito que assim como na luta, nós precisamos encarar os problemas de frente, ter coragem, inteligência e estratégia para vencer os desafios, na vida é a mesma coisa. Acredito que o corpo, a mente e o espírito estão ligados e precisam ser cuidados simultaneamente tanto para os treinos, competições quanto para a vida. Precisamos estar alertas e nutrir o nosso ser por meio dos sentidos da melhor maneira possível, pois somente assim vamos poder dar o nosso melhor para os outros.</p>
<p><strong>Como os valores da Alliance foram importantes para a sua formação como professor de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Tenho grande admiração pelos nossos mestres: Jacaré, Gigi e Fabio Gurgel. Cada um deles têm seu lado especial e suas particularidades. Dentre eles, sou mais próximo do Fabio e o tenho como mentor. Aprendo muito com ele e sempre que tenho a oportunidade de tê-lo presente na minha vida o escuto. São muitos os valores como, profissionalismo, ética, superação, coragem, ousadia, mas acredito que o mais importante foi a união e a fidelidade. Quem já teve o prazer de presenciar o carinho que o Fabio tem pelo Jacaré se encanta com tamanho respeito e amizade deles, é lindo de se ver.</p>
<p><strong>O que te deixa realizado como professor?</strong></p>
<p>Entender que o aluno conseguiu, por meio dos meus ensinamentos, encontrar o que ele veio buscar no Jiu-Jitsu ou até mesmo surpreendê-lo com algo que ele jamais imaginaria viver. São tantos os desejos dos alunos: emagrecer, aprender a se defender, ser campeão no esporte, socializar, se tornar mais forte e melhorar a capacidade cardiorrespiratória. Enfim, são infinitas as vontades das pessoas e o mais legal disso tudo é que o professor pode proporcionar tudo isto para todos se for bem capacitado.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-jhonny-loureiro-e-o-jiu-jitsu-como-instrumento-de-evolucao-pessoal/">Professor Jhonny Loureiro e o Jiu-Jitsu como instrumento de evolução pessoal</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do baú: aprenda com Léo Vieira x Eddie Bravo no ADCC 2003</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2022 10:59:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2003, Leonardo Vieira era conhecido como um destemido peso leve que adorava aprontar nos absolutos, em especial nos campeonatos paulistas, em que botava um certo terror nos gigantes do peso pesado. No Jiu-Jitsu sem kimono, no entanto, Leozinho ainda procurava seu lugar no topo do pódio. No ADCC 2000, o lutador carioca havia sido&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2003, Leonardo Vieira era conhecido como um destemido peso leve que adorava aprontar nos absolutos, em especial nos campeonatos paulistas, em que botava um certo terror nos gigantes do peso pesado.</p>
<p>No Jiu-Jitsu sem kimono, no entanto, Leozinho ainda procurava seu lugar no topo do pódio. </p>
<p>No ADCC 2000, o lutador carioca havia sido protagonista de um dos momentos mais emocionantes do evento, ao enfrentar de igual para igual o gigante do MMA Mark Kerr, no absoluto – no meio da luta, Leozinho imitou um gorila para provocar o americano. No fim, contudo, Kerr venceu nas vantagens.</p>
<p>No ADCC 2001, Léo voltou animado à categoria 77kg, mas foi eliminado pelo xará Léo Santos (Nova União). Por isso chegou ao Ibirapuera com tudo isso na garganta. Era hora de provar seu valor.</p>
<p>Mais tático e mais preparado, e diante de sua galera, Leozinho baixou para o peso 66kg e aí sim foi impecável. O pupilo de Romero Jacaré finalizou Allan Teo, goleou em pontos um jovem Rani Yahya e, na semifinal, colidiu com a sensação Eddie Bravo, que nas quartas acabara de finalizar o tricampeão do ADCC Royler Gracie, com um fulminante triângulo. </p>
<p>Pois Leozinho tratou de espantar a zebra: passou guarda, deu cambalhota para atacar as costas, ficou por cima e deu um espetáculo, nos tapetes do Ibirapuera. Na final, Vieira venceria o havaiano Baret Yoshida.</p>
<p>Confira e estude seu jogo sem kimono com este clássico, ocorrido há quase 20 anos.</p>
<p>Hoje respeitado treinador da Checkmat, Leozinho se tornaria bicampeão do ADCC, com os troféus de 2003 e 2005.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="2003 ADCC EDDIE BRAVO vs VIERA" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/4j5Dt4XbFTI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/do-bau-aprenda-com-leo-vieira-x-eddie-bravo-no-adcc-2003/">Do baú: aprenda com Léo Vieira x Eddie Bravo no ADCC 2003</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fabio Gurgel e o peso da decisão de viver do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2021 14:43:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #261. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Registrado aqui dentro da guarda de Murilo Bustamante, no Mundial de 1996, Fabio Gurgel sempre demonstrou muito rigor na busca por excelência técnica, tanto na&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233231" style="width: 856px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233231" class="size-full wp-image-233231" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Gurgel-Bustamante.jpg" alt="" width="846" height="667" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Gurgel-Bustamante.jpg 846w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Gurgel-Bustamante-300x237.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Gurgel-Bustamante-768x606.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Gurgel-Bustamante-150x118.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 846px) 100vw, 846px" /><p id="caption-attachment-233231" class="wp-caption-text">Foto: Ricardo Azoury</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #261. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Registrado aqui dentro da guarda de Murilo Bustamante, no Mundial de 1996, Fabio Gurgel sempre demonstrou muito rigor na busca por excelência técnica, tanto na condição de atleta, como também de professor. O craque revelou à GRACIEMAG como essa fome por aperfeiçoamento nasceu dentro dele.</p>
<p>&#8220;Quando eu tinha apenas 15 anos de idade e ajudava o Romero Jacaré a dar aulas em sua academia, já havia decidido que ganharia a vida com o Jiu-Jitsu. Não existia o Mundial, nem mídia especializada, o UFC ou a CBJJ &#8211; quando a Confederação surgiu eu já era faixa-preta. Lembro então de conversar sobre isso com meu pai. Esperava que ele fosse me dizer para procurar outra profissão, porém, para minha surpresa, a única coisa que ele me disse foi: &#8216;É um mercado pequeno, então você vai precisar ser muito bom nisso &#8211; você acha que consegue?'&#8221;</p>
<p>&#8220;A partir daquela conversam estava em minhas mãos ser o melhor que eu poderia ser, e fiz tudo que estava ao meu alcance. Tive um mestre incrível, presente e humilde para me aconselhar; trabalhei o mais duro que pude, e continuo fazendo isso. Hoje, o Jiu-Jitsu me traz um prazer diário e mesmo que eu não ganhasse mais nada de títulos, ainda assim seria o que eu faria todos os dias exatamente como lá atrás, quando eu tinha 15 anos, portanto há mais de três décadas&#8221;.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/fabio-gurgel-e-o-peso-da-decisao-de-viver-do-jiu-jitsu/">Fabio Gurgel e o peso da decisão de viver do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Rolls Gracie, o faixa-preta que morreu jovem e mudou a história do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 16:53:13 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_194179" style="width: 917px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-194179" class="size-full wp-image-194179" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/Rolls-Gracie-treina-defesa-pessoal-com-Mauricao-Gomes-pai-de-Roger-Gracie.jpg" alt="Rolls Gracie em demonstração de Jiu-Jitsu e defesa pessoal com seu aluno Maurição Gomes, hoje faixa-coral e paizão da fera Roger Gracie. Foto: Portal Rollsgracie.com" width="907" height="614" /><p id="caption-attachment-194179" class="wp-caption-text">Rolls em demonstração de Jiu-Jitsu e defesa pessoal com seu aluno Maurição Gomes, hoje faixa-coral e paizão da fera Roger Gracie. Foto: Portal Rollsgracie.com</p></div>
<p>Era um fim de semana sem vento em Visconde de Mauá, região conhecida pela exuberância de vales e cachoeiras, no Rio de Janeiro. Não se viam asas-deltas no céu, mesmo assim, Rolls insistiu em voar. “Campeão, levanta a asa para eu regular o sarcófago”, disse ao amigo Luis Fernando, que, meio contrariado, atendeu ao pedido.</p>
<p>Luis ainda traz na memória os detalhes da cena: “Rolls fez todos os ajustes e correu para pular. A asa subiu um pouco para a direita, mas rapidamente embicou para a esquerda e caiu. Todos entraram em pânico. Saí correndo, descendo a ladeira, agarrando-me no mato alto. Quando me aproximei da asa, os olhos azuis do Rolls estavam abertos, apontando para cima à direita. Os braços estavam rígidos, como se lutasse para a asa subir. Parecia intacto, mas já estava morto”.</p>
<p>O acidente aconteceu no dia 6 de junho de 1982. Filho de Carlos criado por Helio Gracie, Rolls tinha 31 anos. Deixou mulher e dois filhos. Já naquela época, sabia-se que ele deixava também um valioso legado. No entanto, era cedo demais para se mensurar o quão valioso.</p>
<p>Hoje, com o distanciamento de mais de três décadas, o patrimônio herdado pela comunidade do Jiu-Jitsu ganha maior nitidez e impressiona pela grandeza. Veja, por exemplo, os campeonatos que lotam ginásios por todos os continentes.</p>
<p>“Foi espelhado no estímulo que o Rolls dava às competições que fundei a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu e, em seguida, a Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro”, reconhece Carlos Gracie Jr.</p>
<p>O que dizer então da efervescência e do profissionalismo das academias? Tanto a Gracie Barra, como também a Alliance (que geraram diversas outras academias de prestígio no cenário mundial) foram criadas por discípulos diretos de Rolls.</p>
<p>Romero Jacaré, fundador da Alliance, sempre se refere ao Gracie com olhos lacrimejantes. “Ele é a razão de todo o nosso trabalho”, garante.</p>
<p>Também existem aspectos culturais e filosóficos no legado de Rolls. “Conheço diversas pessoas que, por causa dele, trocaram as drogas pelo culto à saúde”, conta Álvaro Romano, professor da Ginástica Natural.</p>
<p>Quando GRACIEMAG lançou em 2009 uma edição especial sobre “O estilo de vida do lutador de Jiu-Jitsu”, foi a biografia de Rolls que guiou a reportagem do começo ao fim. Na ocasião, escrevemos sobre tópicos como:</p>
<p><strong><em>“Não sacrifique suas refeições, nem o seu sono”;</em></strong></p>
<p><em>“Preserve o ambiente familiar”;</em></p>
<p><strong><em>“Estimule hábitos saudáveis aos próximos”;</em></strong></p>
<p><em>“Busque malhação ao ar livre”;</em></p>
<p><strong><em>“Viaje o máximo possível”;</em></strong></p>
<p><em>“Experimente a sensação de liberdade”;</em></p>
<p><strong><em>“Amizade, o bem número 1”;</em></strong></p>
<p><em>“Consuma cultura”;</em></p>
<p><strong><em>“Você que critica, onde estava na hora de fazer?”</em></strong></p>
<div id="attachment_194180" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-194180" class="size-full wp-image-194180" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/Rolls-Gracie-vence-campeonato.jpg" alt="Rolls Gracie vibra ao vencer mais um campeonato de Jiu-Jitsu. Foto: RollsGracie.com" width="1000" height="600" /><p id="caption-attachment-194180" class="wp-caption-text">Rolls Gracie vibra ao vencer mais um campeonato de Jiu-Jitsu. Foto: RollsGracie.com</p></div>
<p>O primeiro tópico daquela reportagem, porém, era o que mais nos intrigava: “Hoje é um belo dia para morrer!”, escrevemos. “Todo samurai repete este pensamento ao acordar. Dê o melhor de si para não acontecer. Mas, se você está preparado para o pior, a vida fica fácil”.</p>
<p>Reavaliando aquele tópico, talvez tenhamos cometido um erro. De fato, Rolls estava preparado para enfrentar o mais tenebroso adversário num ringue – o primor técnico também faz parte da herança do Gracie. Foi ele quem começou a pesquisar outras modalidades de luta, adaptando conceitos “externos” para o Jiu-Jitsu. Praticava sambô, judô, wrestling&#8230; Sem contar esportes de outras<br />
naturezas, como ginástica olímpica, surfe, corrida, natação.</p>
<p>Rolls absorveu o melhor da técnica de seus antepassados e se consagrou como o grande campeão da família Gracie na década de 1970. Morreu, no entanto, desafiando algo trivial: a lei da gravidade. Aí está o suposto erro daquele tópico. Estar preparado para o pior não basta. Devemos nos preparar para tudo, inclusive para aquilo que não alimenta o nosso medo. Adversários banais, portanto subestimados, atacam quando menos esperamos. Às vezes, são esses ataques que roubam a nossa vida.</p>
<p>Você acaba de ler a primeira lição que identificamos ao investigar o legado do <a href="http://www.rollsgracie.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">mitológico Rolls Gracie</a>. Listamos outros cinco aprendizados a seguir. Leia, reflita e faça bom proveito!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mestre Rolls Gracie vs Karate" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/bCBJ03RqLGA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>1. Não se feche</h3>
<p>Rolls cresceu na ebulição dos anos 1960. Foi jovem na “Época dos jovens”. É uma diferença e tanto se o compararmos aos grandes campeões que o antecederam na família Gracie, os quais estavam ligados a gerações de costumes mais conservadores, oriundas de um tempo em que a palavra “adolescência” ainda era um conceito pouco aplicado. Rolls se permitiu entrar em contato com o mundo que se transformava lá fora. Respeitou o melhor das tradições de sua família e da arte marcial que representava, porém, soube absorver as virtudes da modernidade e as retransmitiu.</p>
<p>Por mais que essa adaptação aos novos tempos pareça ser um movimento natural e lógico, não é bem assim que funciona para todo mundo. Pelo contrário. Não são poucos os que criam resistências intransponíveis a novidades, os que se fecham a experimentos, enfim, os que “param no tempo”. Rolls tinha mente aberta. Talvez isso ajude a entender o “grande feito” que muitos faixas-pretas atribuem a ele: “Rolls modernizou o Jiu-Jitsu”, garantem.</p>
<p>Sim, o Gracie estimulou campeonatos em formatos diferentes (na década de 1970 ele já filmava as competições para estudar os combates com os alunos na academia), praticou outras modalidades de luta, associou o Jiu-Jitsu a esportes radicais (vale lembrar que esportes radicais naquela época não tinham o mesmo apelo que têm hoje), disseminou novas técnicas e novas formas de lutar, viajou pelo mundo (sua mãe era funcionária da Lufthansa, o que representava ótimas oportunidades para conhecer culturas diferentes), adaptou a linguagem de dentro da academia à linguagem da juventude que então florescia, comunicando-se assim com todos os nichos de sua geração.</p>
<p>Fez isso tudo contendo o formalismo dos adultos e dando asas à liberdade de menino que pulsava dentro de si. Em vez de simplesmente repetir, Rolls renovou.</p>
<h3>2. Imponha o ritmo</h3>
<p>Muito da magia do Jiu-Jitsu se deve à demonstração de que homens franzinos (os “galinhas mortas”, como dizia grande mestre Helio Gracie) podem derrotar adversários de maior peso e envergadura. Como ensinam os decanos da arte suave, a técnica das alavancas permite que o “fraco” se defenda sem cansar. O adversário então gasta força e energia tentando ataques em vão.Com o tempo, é facilmente finalizado.</p>
<p>Rolls tinha medidas de um homem franzino, nunca passou dos 70 quilos. Mas curiosamente ele tinha um estilo de lutar que era mais ofensivo que defensivo, sempre com muita mobilidade. Rolls não queria esperar pelo cansaço do oponente. Buscava a queda. Se caísse por baixo, rasparia, agarraria nas pernas, iria pra cima&#8230; Era um lutador à procura de finalizações rápidas e mantinha isso como meta.</p>
<p>Rolls queria impor o ritmo, estivesse onde estivesse. Exaltava um estilo de avanço progressivo, seja em pé, por cima ou por baixo.</p>
<h3>3. Carisma é atitude</h3>
<p>O talento e o espírito competitivo de Rolls poderiam ter causado muita inveja e inimizades naqueles tempos. No entanto, o Gracie é lembrado como um boa-praça inconteste. Na família, assim como o pai, Carlos Gracie, era visto como um conciliador. Entre alunos e amigos, tinha o papel de liderança, mas não a liderança de um déspota, e sim a do guia que sabe ouvir, incentivar, ensinar e aprender. Rolls adorava crianças. “Às vezes tocava o telefone e era ele me chamando para ir ao cinema”, recorda Royler Gracie, que na época tinha por volta de 10 anos.</p>
<p>Sempre sorridente, dono de cativantes olhos azuis, Rolls parecia dominar a oratória e o emprego das palavras certas. “Certa vez, eu havia lutado seis vezes numa competição, estava cansado, sentei num canto, desanimado, e reclamei: ‘Tô morto’. Ele bateu no meu ombro e falou bem alto: ‘É, campeão, vitória sem sacrifício não vale nada’. Aquilo me acordou e acabei vencendo as lutas seguintes”, recorda o irmão Rilion.</p>
<p>“Quando Rolls morreu, eu deixei de competir. Hoje vejo a importância que ele tinha no meu estímulo, pois na verdade eu não lutava por mim, e sim por ele”, lembra Carlos Gracie Jr. Sempre ligado à natureza, Rolls levava os alunos para uma corrida descontraída e inspiradora nas Paineiras às segundas-feiras. Foi acompanhando e incentivando permanentemente seu grupo que o Gracie multiplicou os alunos. Os treinos não se resumiam à parte técnica.</p>
<p>Era muito importante o lado filosófico da arte marcial. Rolls não era apenas “popular” em sua época, ele era enturmado. Relacionava-se com formadores de opinião de diferentes setores da sociedade carioca da década de 1970. Não era uma questão de carisma. Isso era consequência. O mito Rolls Gracie se formou à base de uma mistura de bom coração e muita atitude.</p>
<div id="attachment_175236" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-175236" class="size-full wp-image-175236" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/03/Rolls-Gracie-e-filhos-Foto-Acervo-Pessoal.jpg" alt="Rolls Gracie com os filhos Rolles e Igor. Foto: Acervo RollsGracie.com" width="640" height="581" /><p id="caption-attachment-175236" class="wp-caption-text">Rolls Gracie com os filhos Rolles e Igor: ele foi o &#8220;dono do maior coração da família&#8221;, segundo Helio Gracie. Foto: Acervo RollsGracie.com</p></div>
<h3>4. Viva intensamente</h3>
<p>“Numa sexta à noite ele se questionava: ‘Não sei se vou para Búzios, Teresópolis ou Nova York&#8230;’. E o pior que a dúvida existia realmente, não era tiração de onda”, lembra o amigo Ricardo Azoury. Em cerca de 30 anos de vida, Rolls competiu, ensinou, treinou, malhou, surfou, voou, viajou, montou a cavalo, casou, teve filhos, dedicou tempo à família e aos amigos, estudou, aprendeu, amou, e enriqueceu o Jiu-Jitsu. Deixou um legado. Fez isso tudo da forma mais intensa possível.</p>
<p>O interessante é que ele conseguia conciliar a fome de viver à rigorosa disciplina de alguns hábitos, como dormir oito horas por dia e se alimentar de acordo com as regras da Dieta Gracie. Era um exímio gerenciador de tempo. Soube aproveitar suas três décadas de vida melhor que muitas pessoas que chegam aos 80.</p>
<h3>5. Desafie-se</h3>
<p>Dono de um incansável espírito aventureiro, Rolls não se acomodava em zonas de conforto. Por isso estava sempre se desafiando. Se não havia mais adversários nos campeonatos de Jiu-Jitsu, ele buscava uma outra modalidade de luta. “Eu era garoto, e alguém chegou na academia dizendo que tinha um campeonato de karatê no fim de semana”, lembra Royler. “Rolls respondeu: ‘ Então inscreve a gente lá’. Não entendi nada, ele era assim, topava qualquer parada”.</p>
<p>Ao se expor constantemente a uma provação, Rolls alcançou uma incrível evolução pessoal. “A persistência fez dele um fenômeno”, avaliou o irmão Carlson. O faixa-vermelha Osvaldo Alves completa: “Quem disser que tinha alguém próximo ao nível dele não está sendo justo. Rolls estava 30 anos na frente de qualquer um”. Grande mestre Robson Gracie garante: “O Rolls foi o melhor do Jiu-Jitsu que já houve”. Já o saudoso mestre Helio definiu: &#8220;Rolls <span lang="pt">tinha o maior coração de todos os Gracie que conheci&#8221;.</span></p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=3Qo-49PrKpg</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-rolls-gracie-o-faixa-preta-que-morreu-jovem-e-mudou-a-historia-do-jiu-jitsu/">As lições de Rolls Gracie, o faixa-preta que morreu jovem e mudou a história do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Muita posição nos 58 anos de Jacaré</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 14:41:40 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20724" style="width: 464px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/Romero-Jacaré.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20724" class="size-full wp-image-20724" title="Romero Jacaré" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/Romero-Jacaré.jpg" alt="" width="454" height="339"></a><p id="caption-attachment-20724" class="wp-caption-text">Jacaré sopra as velinhas!</p></div>
<p>Na turnê de seminários de Fabio Gurgel pelo mundo não faltou o encontro com o mestre da Alliance Romero Jacaré. Melhor ainda, com comemoração do aniversário do faixa-coral, no último sábado.&nbsp;</p>
<p>“Aconteceu na academia do GMA da GRACIEMAG Felipe Zicró, na Alliance Tallahassee. Foram três horas de seminário onde eu e Jacaré fizemos uma longa sequência de técnicas para os alunos do Felipe em nossa filial aqui na capital da Flórida. Pudemos perceber novos talentos que em breve reforçarão o time. Mas o principal foi constatar como o nosso método de ensino está perfeitamente replicado por aqui”, comenta Gurgel.</p>
<p>“Após o seminário, aproveitamos para celebrar no dojô o<br />
aniversário do mestre Jacaré, que fez 58 em plena forma!”, comemora o General.&nbsp;</p>
<p>GRACIEMAG.com também dá os parabéns ao mestre Jacaré!</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: left;">
<div id="attachment_20726" style="width: 514px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/fabio-gurgel-romero-jacaré-felipe-zicró1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20726" class="size-full wp-image-20726" title="fabio gurgel, romero jacaré, felipe zicró" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/fabio-gurgel-romero-jacaré-felipe-zicró1.jpg" alt="" width="504" height="378"></a><p id="caption-attachment-20726" class="wp-caption-text">Zicró, Jacaré e Gurgel na Alliance Tallahassee</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/muita-posicao-nos-58-anos-de-jacare/">Muita posição nos 58 anos de Jacaré</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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