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	<title>IBJJF | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>IBJJF | Graciemag</title>
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	<item>
		<title>A importância de uma boa bronca na hora certa, com o campeão Suyan Queiroz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 16:28:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O campeonato, contudo, teve cobertura do Sportv, e a luta estava sendo filmada. Com todos esses ingredientes, o caldeirão passou a ferver. O árbitro, Helio “Sonequinha” Moreira, pediu ação. Os dois competidores, porém, continuaram trocando pegadas e buscando os melhores ajustes para a queda.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240195" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240195" class="size-large wp-image-240195" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-1024x1006.jpeg" alt="" width="650" height="639" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-1024x1006.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-300x295.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-768x754.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-150x147.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240195" class="wp-caption-text">Suyan Queiroz celebra mais um ouro no Europeu da IBJJF. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Você já tomou uma escovada de seu mestrão, daquelas de pensar em largar tudo e nunca mais aparecer na academia?</p>
<p>O professor Suyan Queiroz, hoje radicado em Utah, nos Estados Unidos, lembra de uma. A mãe de todas as broncas. O pai de todos os esporros. E surpreende: “Talvez tenha sido a melhor coisa que o Carlson fez por mim.”</p>
<p>Sim, o mestrão era o faixa-vermelha Carlson Gracie. E a bronca? Bem, foi em pleno Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu. Perante todas as torcidas, adversários, organizadores da IBJJF.</p>
<p>O ano era 1999. Suyan, já faixa-preta, se classificou para a semifinal do peso médio. Seu oponente seria o tarimbado guardeiro Leonardo Santos, da escuderia Nova União.</p>
<p>“A gente tinha lutado antes, na faixa-marrom, e eu consegui derrubar, ficar por cima e vencer por 2 a 0, se bem me lembro. Fui para esta luta no Brasileiro com a mesma tática, mirando a queda”, recorda Suyan.</p>
<p>O campeonato, contudo, teve cobertura do Sportv, e a luta estava sendo filmada. Com todos esses ingredientes, o caldeirão passou a ferver. O árbitro, Helio “Sonequinha” Moreira, pediu ação. Os dois competidores, porém, continuaram trocando pegadas e buscando os melhores ajustes para a queda.</p>
<p>“Não acontecia nada. Eu jurava que ele ia puxar, fiquei nessa expectativa de ele se ajeitar e puxar para a guarda, mas não aconteceu. E o Sonequinha começou a nos punir.”</p>
<p>Foi quando grande mestre Carlson, logo ali na orientação na grade, se desarvorou:</p>
<p>–&nbsp;Quero ver luta! Cadê luta? Bora lutar, bicho! Parecem dois mutucas!</p>
<p>O juiz Helio Moreira ouviu a voz do povo, a voz da consciência e a das regras. E não teve clemência: desclassificou a dupla. Carlson, em vez de protestar, aplaudiu a atitude do árbitro:</p>
<p>–&nbsp;É isso mesmo, quero ver luta! Tá certo, Soneca!</p>
<p>Leonardo Santos, o outro desclassificado, também recorda o “bafafá” naquele confronto. No fim, o ouro acabou com Eduardo “Duda” Galvão (GB), e Roberto “Risada” Atalla ficou com uma medalha de bronze. A prata e o segundo bronze ficaram sem donos.</p>
<div id="attachment_244628" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244628" class="wp-image-244628 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie.jpg" alt="Suyan no Rio de Janeiro com a estátua de Carlson Gracie, em Copacabana. Foto: Acervo Pessoal" width="680" height="680" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie.jpg 680w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/02/Suyan-e-Carlson-Gracie-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 680px) 100vw, 680px" /><p id="caption-attachment-244628" class="wp-caption-text">Suyan no Rio de Janeiro com a estátua de Carlson Gracie, em Copacabana. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p>“O bafafá ficou ainda maior pois quando o árbitro, o Soneca, nos desclassificou, o competidor da Gracie Barra avançou e ganhou mais pontos. Aí o povo chiou mais ainda”, lembra Léo Santos. “Mas a luta estava feia mesmo, eu e ele só batendo cabeça. Pelo que lembro, puxei para a guarda, tentei raspar mas logo voltamos em pé. E ficou nisso.”</p>
<p>Suyan então aprendeu na pele o velho dito de grande mestre Carlos Gracie, aquele que ensina: “No Jiu-Jitsu, a gente vence ou a gente aprende”:</p>
<p>“Eu saí do tatame, fui caminhando chateado em direção ao Carlson, o Wallid Ismail e à turma toda da academia, e ouvi aquela bronca que doeu, brother…”</p>
<p>Carlson vociferou:</p>
<p>–&nbsp;Ô bicho! Nem volta pra academia! Depois dessa luta, nem volta mais!</p>
<p>Suyan, tomado pela tristeza da derrota, passou a ser dominado por outro sentimento: o pânico. O pânico de ser expulso do seu time.</p>
<p>Treinado entre os leões de Carlson Gracie, Suyan não era de desistir, nem de fugir dos treinos. Ao voltar ao time Carlson na mesma semana para treinar, reconheceu o erro e sua postura de cautela excessiva naquele duelo.</p>
<p>“Eu obviamente voltei, pois entendi que o Carlson estava falando somente da boca para fora. Mas entendi que o erro não havia sido do Soneca. O erro tinha sido meu”, admite Suyan. “E aquela bronca operou uma virada de chave na minha vida de competidor. Depois daquele campeonato, o meu jogo por cima se tornou muito mais agressivo, com muito mais movimentação e opções de ataques. Antes, de fato, eu tinha um jogo muito travado quando caía na meia-guarda ou estabilizava por cima. Ficava só à espreita da movimentação do adversário e não atacava como o público gosta. Hoje sou um lutador muito mais incisivo, aprimorei minhas passagens e dificilmente tomo alguma chamada da arbitragem.”</p>
<p>Suyan, assim, transformou a dor da punição em ensinamento para a vida toda: “Hoje sou eternamente grato ao mestrão Carlson, inclusive por aquela dura! Da faixa-azul até a preta, ele nunca me cobrou uma mensalidade, e se eu vivo em prol do Jiu-Jitsu hoje e tenho condições, foi graças ao grande mestre Carlson Gracie.”</p>
<p>E você, tomou aquela bronca que mudou sua atitude no Jiu-Jitsu? Como foi? Oss…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="2 armlocks da guarda na aula avançada de Suyan Queiroz" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/8a4AvBsmmEc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-importancia-de-uma-boa-bronca-na-hora-certa-com-o-campeao-suyan-queiroz/">A importância de uma boa bronca na hora certa, com o campeão Suyan Queiroz</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>TBT: Igor Silva e o armlock relâmpago que funciona no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 15:56:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Igor Silva nunca foi de viajar à Europa apenas para passear. Há anos, no Paris Open da IBJJF, o campeão de Jiu-Jitsu brilhou, com finalizações irresistíveis. No peso pesadíssimo do Paris Open de 2016, a fera formada pela GFTeam aprontou esta contra Martin Johannes Gobel, da equipe Godzilla Competition Project (GCP). Confira como você pode&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Igor Silva nunca foi de viajar à Europa apenas para passear. Há anos, no Paris Open da IBJJF, o campeão de Jiu-Jitsu brilhou, com finalizações irresistíveis.</p>
<p>No peso pesadíssimo do Paris Open de 2016, a fera formada pela GFTeam aprontou esta contra Martin Johannes Gobel, da equipe Godzilla Competition Project (GCP).</p>
<p>Confira como você pode atacar e surpreendeer com o armlock, no vídeo a seguir. Curtiu? Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Igor Silva x Martin Johannes Gobel Paris International Open IBJJF Jiu-Jitsu Championship 2016" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/cW9qPA9WeuI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-o-armlock-relampago-de-igor-silva-no-paris-open/">TBT: Igor Silva e o armlock relâmpago que funciona no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nas internas: a lenda do casca-grossa Zé Beto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 15:48:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curte as histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu? Essa também vem do nosso baú. Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos. Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_149847" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-149847" class="size-full wp-image-149847" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg" alt="Quem será o misterioso atleta do quebra-cabeças? Foto: Divulgação" width="591" height="826" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg 591w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-215x300.jpg 215w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-107x150.jpg 107w" sizes="auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px" /><p id="caption-attachment-149847" class="wp-caption-text">O lendário Zé Beto assombrou muitas gerações de competidores&#8230; Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Curte as <a href="https://www.amazon.com.br/Jiu-Jitsu-nas-internas-hist%C3%B3rias-bastidores-ebook/dp/B09X25RDG9" target="_blank" rel="noopener">histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu?</a></p>
<p>Essa também vem do nosso baú.</p>
<p>Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos.</p>
<p>Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de Jiu-Jitsu, capaz de amassar qualquer um com um jogo completo e justo?</p>
<p>Convocamos Marcio Feitosa, tricampeão mundial pela IBJJF e tarimbado professor da Gracie Barra, para relembrar uma história clássica, que envolve um famigerado lutador chamado Zé Beto.</p>
<p>Conta aí, Feitosa:</p>
<p>“Zé Beto já fez muita gente trocar de categoria, fazer e desfazer dieta, tirar nome de campeonato, ou simplesmente não aparecer para lutar. Espalhou terror e pânico por várias e várias gerações de competidores”, conta o faixa-preta.</p>
<p>“Sua origem é um pouco incerta, ninguém conhece direito de onde Zé Beto surgiu. Lembro de ter ouvido falar dele a primeira vez há muitas décadas, em rodas de conversa com o mestre Carlos Gracie Jr. Para dar uma ideia de como Zé Beto era respeitado, vou contar uma história de um amigo nosso, cujo nome vou manter em sigilo para preservá-lo. Ele morava comigo em Lake Forest, na Califórnia, na época em que dividíamos um apartamento com Marco Joca ‘Piu-Piu’, Marcio Pé de Pano, André Fernandes da IBJJF, Kayron e mestre Carlinhos. Era época do Pan-Americano, e essa figura, então de faixa-roxa, estava altamente preparado para o campeonato.</p>
<p>“No auge da preparação dele, um dos companheiros então propôs: ‘É chegada a hora de introduzi-lo ao Zé Beto’. Numa noite, todos na jacuzzi da academia de musculação, relaxando após um dia de treinos duros, alguém soltou:</p>
<p>&#8220;‘Ih, fera… Eu acho que você vai cair de cara com o Zé Beto’. Um outro devolveu de lá: ‘Ih rapá… Zé Beto gosta de jogar sujo, dar cabeçada, adora arrumar confusão… Agora, eu não acho que ele tenha nada demais não, o problema é que o pessoal já começa a luta se entregando, só porque o cara tem um nome famosinho no Jiu-Jitsu. Ele tem aquelas quedas dele, fica por cima amassando, mas é só fazer seu jogo’.</p>
<p>&#8220;Um terceiro emendou: ‘Meu irmão, eu não acho o jogo de queda dele nada demais, sabia? Ele é muito mais perigoso com aquela guarda, sabe dar bons botes de braço na fechada, perna grande e forte…’ Nosso amigo faixa-roxa já estava demonstrando uma mudança no olhar.</p>
<p>“No dia seguinte, ele já começou a fazer sua própria pesquisa. Quem afinal seria esse tal de Zé Beto? De que equipe viria? ‘Não quero saber não, vou cair para dentro dele!’. Só que pelo olhar você percebia que os pensamentos não estavam confirmando aquelas palavras. Dois ou três dias depois, veio o anúncio: ‘Vou baixar de peso, sabia? Estou leve para a categoria, faltam só uns quilinhos’. E tome de dieta e passar fome.</p>
<p>“No auge da magreza do rapaz, a pilha ressurge: ‘Meu irmão, não tem jeito, tu vai ter de encarar o Zé Beto mesmo, tem de subir de categoria. Tá afrouxando para ele não, né? Tu és duro em pé também, vamos trocar em pé com ele e passar com tudo’. Foi suficiente: fim de dieta e toma de subir de peso novamente.</p>
<p>“Depois de uma semana de estresse, pilha, Zé Beto para lá e para cá, o pessoal se reuniu e revelou a verdade: ‘Meu irmão, Zé Beto não existe, é pegadinha. Nem saiu sua chave ainda’. Nosso amigo perigou não levar na esportiva, mas no fim se acalmou e sorriu. Só restou a ele uma reação: manter o legado vivo e continuar passando para a frente, para os jovens companheiros de luta, o folclore do temido Zé Beto”.</p>
<p>E você, já ouviu ou vivenciou alguma clássica pegadinha do mundo do Jiu-Jitsu? Divida conosco&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Artigo publicado originamente na GRACIEMAG edição #216. Para assinar sua revista de Jiu-Jitsu favorita, clique aqui!</strong></em></a></li>
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		<title>Qual é o erro mais comum no Jiu-Jitsu quando você é faixa-azul?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 13:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2009, a equipe GRACIEMAG investigou nas páginas da nossa revista sobre os erros e acertos que cometemos na etapa da faixa-azul. O artigo trazia uma série de posições e macetes ilustrados em imagens detalhadas. Hoje, relembramos esse artigo que ajudou tanta gente a passar de faixa, e separamos os melhores momentos do texto, com&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222943" style="width: 537px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222943" class="size-full wp-image-222943" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Ainda-na-faixa-azul-fazendo-historia-com-14-anos-2.jpg" alt="" width="527" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Ainda-na-faixa-azul-fazendo-historia-com-14-anos-2.jpg 527w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Ainda-na-faixa-azul-fazendo-historia-com-14-anos-2-297x300.jpg 297w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Ainda-na-faixa-azul-fazendo-historia-com-14-anos-2-148x150.jpg 148w" sizes="auto, (max-width: 527px) 100vw, 527px" /><p id="caption-attachment-222943" class="wp-caption-text">A estrela Dominyka Obelenyte aos 14 anos, na faixa-azul, ao vencer o Campeonato Mundial da IBJJF na divisão adulto. Foto: John Lamonica/ GRACIEMAG</p></div>
<p>Em 2009, a equipe GRACIEMAG investigou nas páginas da nossa revista sobre os erros e acertos que cometemos na etapa da faixa-azul. O artigo trazia uma série de posições e macetes ilustrados em imagens detalhadas. Hoje, relembramos esse artigo que ajudou tanta gente a passar de faixa, e separamos os melhores momentos do texto, com alguns vídeos que podem ajudá-lo.</p>
<p>Confira e aprenda com alguns grandes formadores de faixas-pretas.</p>
<p><strong>Ricardo “Cachorrão” Almeida – Líder da RABJJ, em Nova Jersey</strong></p>
<p>“Se eu tiver que apontar os três erros mais comuns dos faixas-azuis, a primeira com certeza será a postura. Eles são pegos diversas vezes no triângulo ou são raspados por estar com a postura errada. Para corrigir isso, meus alunos aprendem a abrir a guarda de pé e a passar a guarda emborcando o adversário. O segundo erro é a pegada das costas. Vejo os faixas-azuis perderem a posição por tentarem colocar os dois ganchos de uma vez. A correção disso é puxar o adversário para cima deles e colocar um gancho de cada vez. E o terceiro erro é o uso da força durante o combate. Pela inexperiência, eles tendem a dar preferência ao uso da força sobre a técnica, o que pode causar contusões. Para corrigir, nos mais jovens, o tempo e a experiência consertam a falha na maioria das vezes. Já entre os praticantes mais velhos, deixo claro que apenas tomando amasso nos treinos é que se corrigem os erros.”</p>
<p><strong>Milton Regis – Líder da Kioto BJJ, em Sayville, NY</strong></p>
<p>“Na faixa-azul, a confiança é algo a ser trabalhado e precisa ser exercitada como um movimento novo, e tanto pelo aluno como pelo professor. É tarefa do professor identificar quem são os alunos que estão a ponto de desistir. Como ajudar esse aluno? Oferecendo uma atenção especial, corrigindo detalhes, motivando toda vez que ele acertar algo, ainda que seja uma pequena evolução. Outra ideia é sugerir aulas privadas, e não forçar a participar de campeonatos se não for esse o objetivo do aluno. O praticante deve saber que uma eventual falta de fundamentos técnicos, se não for corrigida na faixa-azul, será muito difícil de ser sanada depois”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Blue Belt Submission Highlight (Part 1) | 2023 IBJJF Brasileiros" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/0aD5KR3D6Qg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Paulo Tavares – Líder da Paulo Tavares Academy, na Austrália</strong></p>
<p>“Quando por baixo, montado, um bom lutador nunca estica o braço nem dá as costas para escapar. Mantém a cabeça no chão e os cotovelos colados ao corpo. Isso grande mestre Helio Gracie já dizia. E gosto também de trabalhar o lado emocional dos lutadores. Aqui na academia, gosto de dizer que todos somos campeões. Ano passado, levei meus alunos para competir e, pelo pouco tempo, eu iria voltar feliz se eles não fossem finalizados, mas para a minha surpresa, os oito que competiram foram campeões.”</p>
<p><strong><br />
Sérgio Correa –&nbsp;Líder do time Marra Senki</strong></p>
<p>“Quando se fala em erros dos faixas-azuis, penso primeiro em controle de posição, depois em variação de posições, como por exemplo a variação entre estrangulamentos e chaves de braço e por último a insistência no erro, que só termina com muito treino específico.”</p>
<p><strong>João Pedro Santos – Líder da Choke Academy</strong></p>
<p>“Primeiro, falemos do estrangulamento da gola cruzada. Os faixas-azuis se precipitam e gastam força ao apertar antes de ajustar as pegadas, ou apertam abrindo os cotovelos. Para corrigir, os pulsos têm que ficar em contato com o pescoço na hora do ajuste e os cotovelos próximos um do outro enquanto a pressão no pescoço é feita com os pulsos. Na guarda, o erro está na postura. Os faixas-azuis se inclinam para frente ou para um dos lados, facilitando o ataque de quem está por baixo. E quando estão por baixo, não se preocupam em quebrar a postura do adversário antes de iniciar os ataques, o que facilita a passagem de guarda. Para resolver, se por cima, uma postura ereta dificulta para o adversário. Por baixo, deve-se ter claro que a postura do que está por cima deve ser quebrada. Por último, vejo que muitos faixas-azuis compram DVDs e livros de grandes estrelas do Jiu-Jitsu, mas por falta de experiência não conseguem discernir o que é realmente importante. No caso, o melhor é primeiro aprender os fundamentos antes de querer se especializar.”</p>
<p><strong>Vinícius “Draculino” Magalhães –&nbsp;Líder da GB Texas</strong></p>
<p>“A faixa-azul é o momento mais complicado da caminhada dentro do Jiu-Jitsu. Vemos uma grande discrepância técnica entre os atletas, já que encontramos desde aquele que acabou de ganhar a faixa até aquele que endurece com os mais graduados. Tecnicamente, porém, aponto a fraqueza na defesa contra finalizações, a falta no ajuste do posicionamento e a demora para captar os erros do adversário.”</p>
<p><strong>Demetrius Ramos – Líder da Tucson BJJ, no Arizona</strong></p>
<p>“Os faixas-azuis não têm uma boa base em pé. Para melhorar, precisam treinar mais técnicas do jogo em pé, além de outras opções como puxar para guarda. Outro problema é o desconhecimento das regras. Para isso, basta estudar as regras da IBJJF e participar de cursos de arbitragens. Por último, os azuis cansam rápido, principalmente nos grandes eventos. Para melhorar, deve-se acostumar a treinar mesmo estando cansado.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="VITOR BELFORT VS RODRIGO COMPRIDO MEDEIROS BJJ Match BLUE BELT OLD SCHOOL Jiu Jitsu" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/BWUtNybUq-8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Rafael Lovato Jr – Líder do Lovato Jiu-Jitsu, em Oklahoma</p>
<p>“É difícil ser específico, pois o faixa-azul ainda tem muito a aprender, mas há pontos que merecem destaque. Deve-se manter os braços fechados quando o adversário estiver passando sua guarda. Muitos se esquecem disso e deixam o oponente colocar o gancho por baixo, o que torna a passagem de guarda quase certa. Para se prevenir, os braços devem estar colados. Outro erro é quando estiver passando a guarda, lembre-se de manter os cotovelos colados ao corpo, o que vai prevenir a guarda-aranha, raspagens, ataques ao braço, triângulos etc.”</p>
<p><strong>Alexandre “Soca” Carneiro – Líder da Soca BJJ, em New York</strong></p>
<p>“Três dicas: na meia-guarda, por baixo, o certo é entrar com o braço por baixo da axila do oponente para criar mais espaço para a reposição. Quando for pego na chave de pé, não rode para o lado contrário da torção, mas para o lado da pressão. Quando for atacado no estrangulamento, não tente abrir a própria gola, o que só irá ajudar o oponente a enterrar a mão.&#8221;</p>
<p>E para você, qual é o erro mais comum na faixa-azul do Jiu-Jitsu? Comente com a gente.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rio Open de Jiu-Jitsu - Final absoluto faixa-azul masculino" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/sJbbCtHmy-A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/qual-e-o-erro-mais-comum-no-jiu-jitsu-quando-voce-e-faixa-azul/">Qual é o erro mais comum no Jiu-Jitsu quando você é faixa-azul?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</title>
		<link>https://www.graciemag.com/saulo-ribeiro-ensinou-as-dores-e-sufocos-de-ser-um-campeao-de-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=saulo-ribeiro-ensinou-as-dores-e-sufocos-de-ser-um-campeao-de-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Aug 2024 14:27:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial 2002]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A espera pelas lutas, a análise dos adversários, o relato dos combates. O texto a seguir, produzido e editado para a GRACIEMAG #67, conta o Mundial de Jiu-Jitsu de 2002 na visão de Saulo Ribeiro, maior recordista em títulos até então, com seis medalhas de ouro e duas de prata acumuladas em sete anos de competição.</em></p>
<p>Aprenda com ele. E assine nossa <a href="http://www.graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener">revista digital para ler artigos como este. Oss!</a></p>
<p><em><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-7271 aligncenter" title="Saulo e pai site" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-e-pai-site.jpg" alt="" width="480" height="312"></a><br />
</em></p>
<p>Todo dolorido. Foi assim que eu acordei no domingo, 28, último dia do sétimo Mundial de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Peguei o meu kimono para ir para o Tijuca Tênis Clube pensando o seguinte: se hoje fosse um dia normal, a possibilidade de eu ir treinar era zero. Ia fazer um rango no restaurante Guaranamania, deitar e descansar. Tava na maior lombra.</p>
<p>Ao mesmo tempo, eu tinha de ir trabalhar, correr atrás do título que ainda não possuía, o de campeão absoluto. Fiz a minha parte ontem, venci três lutas e estou classificado para a final, mas não foi fácil.</p>
<p>Na verdade, depois da minha segunda luta, contra o [Roberto Corrêa] Gordo, sentei no chão ao lado do tatame muito puto. Fiz preparação física nos últimos meses, achava que estava numa forma ótima, mas no meio da luta eu tava morto.</p>
<p>Eu sabia que a minha luta com o “Careca” ia ser difícil, sempre é. Ao contrário da garotada nova que tem por aí, ele não erra, não dá esgrima e a gente se equivale tecnicamente. Mas quando eu abri vantagem no início, e quando ele me deu a perna direita e tomou um kouchi-gari, achei que a luta tava ganha. De repente, ele tinha trancado as pernas nos meus joelhos, e eu fui raspado. Puxei o ar e não veio nada, e me segurei para não transparecer meu desespero. Fechei a guarda e, antes do fim, quando fui para a minha raspagem, ele cresceu o olho no crucifixo, como sempre, e fiz mais dois pontos.</p>
<blockquote><p>Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você esteve ali antes&#8221; Saulo Ribeiro</p></blockquote>
<p>Tinha vencido, mas estava revoltado com o meu mau condicionamento. E fiquei me perguntando o porquê. Remoí isso durante o resto do dia, e só hoje de manhã achei a explicação: falta de ritmo de competição. No meu melhor ano, 98, eu lutava campeonato quase todos os finais de semana. De Jiu-Jitsu ou judô, pequeno ou grande, não queria saber. Desde 99, só tenho lutado o Mundial e o ADCC. É isso. Não adianta se preparar, você só sabe o que vai acontecer com o seu corpo ali dentro se você tiver estado ali antes. E quanto mais você competir, mais você vai conhecer o seu corpo.</p>
<p>Chegar no ginásio do Tijuca é sempre bom. Foi lá que, desde 96, venci cinco campeonatos mundiais. Claro que é problemático lembrar que ano passado – único ano em que fui derrotado –, nessa mesma hora, eu estava na mesma situação: tinha chegado à final do absoluto, mas ia tentar lutar o meio-pesado para ser campeão. A experiência tinha me ensinado que eu não podia cair no mesmo erro, partir para dentro dos caras do peso feito um louco e ficar no bagaço para as finais.</p>
<p>Até hoje ainda acho que eu não perdi o campeonato para o [Fernando Pontes] Margarida, durante a final. Eu perdi antes. Para o [Flávio Almeida] Cachorrinho, na semifinal. Apesar de ter vencido a luta, ele me matou. Que cara forte! Se ele não desse a esgrima, ia ser o cara mais difícil de ser vencido de todos. Eu não sei como ele perde para o Margarida, se ele é muito mais forte.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-7277 aligncenter" title="DSC_0076" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/DSC_0076-e1268508289939.jpg" alt="" width="312" height="480"></a></p>
<p>Esse ano, meu plano era outro: vencer o peso sem me cansar muito. E, na área de aquecimento, como tava de baia, ia poder ver todo mundo antes de eu lutar. O Erik [Wanderley] foi chamado. Era hora de olhar o inimigo contra um cara mais fraco. Ele certamente vai usar todas as suas armas mais fortes para acabar logo o serviço. No meio da luta, alguém chega e pergunta: “Vai de moto para casa?”. “Claro, trouxe até o capacete”, brinco, sem deixar claro que, na verdade, aquela Honda Biz de prêmio para o campeão era o que menos importava.</p>
<p>Continuo prestando atenção. Ele mete a mão direita por cima, é candidato a tomar um ipon-seoi. Tomou uma queda. É outro cara bom e forte, mas, por baixo, dá a esgrima. Eu sei que ele vai vencer, provavelmente chegar à final, então reparo mais. Em pé, outro trejeito. Ele finge que vai puxar para a guarda e coloca a perna direita na frente para atacar. Pode tomar um ouchi-gari. Essa vai ser a estratégia.</p>
<p>11:00. Já estou há quase uma hora esperando, e minha luta se aproxima. De repente, noto um movimento na entrada do ginásio. Corro os olhos à procura do motivo e me surpreendo. É o Rickson. Veio fazer uma visita surpresa. A responsabilidade aumentou. O homem vai ver se tenho feito direito o dever de casa. Acompanho o bicho e penso alto: “O cara é foda. Dá para sentir a sua energia”.</p>
<p>A presença de Rickson, Royler, Renzo no estádio e alguns erros que vejo os caras cometendo nas lutas me faz refletir no suporte que esses caras me deram, me poupando de muitos desses erros. A versatilidade do Royler, sempre apto a fazer qualquer tipo de jogo; por cima, por baixo, em pé, no chão. O Renzo, que mesmo quando morre no gás nas lutas, ninguém consegue fazer nada com ele, o que prova ainda mais a sua técnica. E o Rickson, que quando treina contigo parece que tem 200kg. Procuro aprender o que cada um deles tem de melhor, adaptar isso no meu jogo.</p>
<p>Volto a prestar atenção nas disputas. No ringue mais próximo, o da esquerda, [Ricardo] De la Riva vai lutar. É uma incógnita. Só dará para saber como ele vai se sair depois da primeira bufada. Voltar após nove anos é complicado. Depois de um [ano] já é foda. Uma torcida grande grita para ele. Maneiro o cara ter um carisma assim. Ele vence bem, e volta para a área de aquecimento. Vou cumprimentá-lo, e ele me parabeniza, aproveitando para elogiar o Royler. Dá para sentir que não é falsidade, esse cara é gente fina mesmo. Tem uma humildade muito grande. Mesmo se perder, continua sendo campeão.</p>
<p>Vejo a luta do Fábio Nascimento, o cara que vou enfrentar de primeira. Ele raspa o outro na meia-guarda. Ontem, na primeira luta do absoluto, ele me levantou assim. Mas eu pensei: “Me recuso a ir nessa”, e atochei o peso.</p>
<p>A minha hora não chega e por mais que queira me concentrar, fiquei mais é vendo as outras categorias, analisando os caras que estão aparecendo. Não sei porque, penso numa luta do Pé de Chumbo com o “Jaca”. Essa ia ser boa de ver. Os caras são muito preparados e fazem força sem cerimônia&#8230; No ringue que o De la Riva lutou, agora o [Marcelo] Pupo tava vencendo uma luta da categoria leve. Reparo como ele melhorou. Antigamente ele era fraco, mas agora, não perde posição, distribui o peso melhor. Pode surpreender e ser campeão.</p>
<blockquote><p>Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: &#8216;Assim ele facilita o trabalho da diretoria'&#8221;</p></blockquote>
<p>Fiz a minha primeira luta, e venci por pontos. Ele me deu a esgrima já no início da luta. Pensei: “Assim ele facilita o trabalho da diretoria”. Com esse erro, eu sabia que ia ser difícil perder. E venci. No meio da luta, ele fez uma pegadinha chata na minha perna, me prendeu na meia-guarda. Depois eu estudo isso melhor, penso. Vou lá cumprimentar meu pai, minha mulher, o pessoal que veio torcer por mim. Por mais que eu esteja focado na competição, tenho que dar uma atenção para quem tá sempre comigo.</p>
<p>Voltei então para a área de aquecimento, mas agora o tempo passava mais rápido. Quando Frédson e De la Riva se preparavam para lutar a semifinal do pena, eu já estava voltando para o outro lado, onde ia lutar a semifinal. Pensei na luta deles: meu coração está com o Frédson, que é de Manaus e da Gracie Barra, mas acredito na vitória do De la Riva. É mais técnico. E, nessa hora, se eu não acreditar mais na técnica, vou acreditar em quê?</p>
<p>Na espera para a semifinal, vejo o Pé de Pano – meu adversário na decisão do absoluto – chegando na área de luta. Com um tamanho desse, um peso desse e umas pernas dessas, não dá para pensar boa coisa. Ele vem falar comigo, porque a gente tinha meio que se comprometido de não lutar. Mas em um caso desses não tem jeito, e eu sei disso. É o título que os dois tão querendo, e qualquer pacto agora fica de lado. Os dois vão dar tudo, sem cerimônia.</p>
<p>Entro para lutar com o [Marcel] Louzado, do Godói. No início da luta, eu faço os dois pontos que vão me garantir a vitória, com uma ida para as costas em pé. Novamente, minha tática funciona. Eu tinha visto na luta anterior, contra o [mineiro Vinícius Antunes] Wallid, que ele entra de o-chi-gari. Deixei então minha perna direita na frente, de isca, e quando ele entrou, tirei a perna, agarrei na dele e fui para as costas. Ele tentou correr atrás, mas eu tava na final, e sabia disso. E a situação dele foi piorando no decorrer da luta.</p>
<p>Mal o juiz levanta o meu braço, uma surpresa de merda. Enquanto eu tava lutando, meu irmão tinha se machucado no ringue ao lado, e me avisaram. Chorando, ele era atendido pelos médicos e tava fora da briga.</p>
<p>Faltavam três horas para o início das finais. A única coisa que vinha na minha cabeça era o seguinte: comer ou não comer?</p>
<p><strong>Intermissão</strong><br />
17:00. Chegou a hora. Eles anunciam a ordem das finais. O absoluto primeiro. Pensei bem, coloquei a realidade na balança e pedi para trocar. Era arriscado demais. Posso cansar muito, perder para o Pé e fazer uma luta ruim no meio-pesado, perigando ficar sem os dois títulos. Lutando o meio-pesado primeiro eu teria mais chances de garantir ao menos um título. E podia ganhar mais confiança para a final do absoluto.</p>
<p>A luta contra o Erik foi dentro do previsto. Ele colocou a perna na frente, eu usei o ouchi-gari. Saí na frente, e era o que eu precisava. Lá para as tantas, ele me deu a esgrima. Cheguei na meia e consegui mais uma vantagem. Ele ainda tentou um ezequiel, mas eu sabia que não existia ângulo para apertar, já que eu tava jogando o meu peso para frente. Passei a guarda e garanti o título. Mas depois da força que eu fiz, deu até fraqueza pensar que ainda tinha o Pé de Pano.</p>
<p>Descansei enquanto rolaram as finais de todos os outros pesos. E entrei com uma tática definida na luta contra o Pé de Pano. O negócio era jogar por cima mesmo. Essa história de que ele não sabe passar [a guarda] é besteira, ele é pesado e passou a guarda de todo o mundo por aí. Eu ia obrigar o cara a mudar o tipo de guarda, jogar com os ganchos por dentro. Conseguir umas vantagens e quem sabe uma passagem e vencer. O plano foi indo bem, mas ele é tão longo que até a guarda de gancho me complicou, e eu acabei sendo raspado. Ainda dava para correr atrás, mas me descuidei e ele botou na [guarda] fechada. Foi quando eu senti o seu peso. Não dava para abrir de qualquer jeito, era capaz de ele cair montado. Tentei abrir sem ficar em pé, mas ele levantava o quadril e, com aquelas pernas longas, minha mão ia da canela para o joelho. Não tinha jeito, aquela era dele.</p>
<p>Após a premiação, enquanto dava uma entrevista, meu pai me jogou uma latinha da gelada. Era tudo que eu precisava, fazia um mês que não tomava uma cerveja. Mas a análise dos meus erros não saía da cabeça. E pensei em duas resoluções. Número um: tenho que competir tudo, Jiu-Jitsu e Judô, e estar em um ritmo bem melhor. Número dois: no fim das contas, disputar o meio-pesado novamente diminuiu minhas chances no absoluto. Ano que vem vou arriscar só o aberto. “Ano que vem”, eu pensei, e essa é a melhor parte: a vontade de estar aqui de novo. Isso eu ainda não perdi.</p>
<div id="attachment_7275" style="width: 322px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7275" class="size-full wp-image-7275" title="Saulo Napao 2002" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/03/Saulo-Napao-20021.jpg" alt="" width="312" height="480"></a><p id="caption-attachment-7275" class="wp-caption-text">Saulo Ribeiro por cima de Gabriel Napão. Fotos: Gustavo Aragão/GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>O card de Saulo até 2002: 26-4<br />
</strong></p>
<p><strong>2002<br />
absoluto</strong><br />
Márcio Cruz (d)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Roberto Corrêa (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Erik Wanderlei (v)<br />
Marcel Louzado (v)<br />
Fábio Nascimento (v)</p>
<p><strong>2001<br />
absoluto</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Márcio Cruz (vc)<br />
Leandro Borgo (v)<br />
Marcos Scheffer (v)</p>
<p><strong>meio-pesado</strong><br />
Fernando Pontes (d)<br />
Flávio Almeida (v)<br />
Murilo Rupp (v)<br />
Roger Coelho (v)</p>
<p><strong>2000<br />
super-pesado</strong><br />
Daniel Simões (v)<br />
Gabriel Gonzaga (v)<br />
Adílson Lima (v)<br />
Roberto Ferreira (v)</p>
<p><strong>1999<br />
meio-pesado</strong><br />
Roberto Magalhães (v)<br />
José Marcelo (v)<br />
Givanildo Santana (v)<br />
Marcelo Hertz (v)</p>
<p><strong>1998<br />
pesado</strong><br />
Fabio Gurgel (v)<br />
Murilo Bustamante (v)<br />
Anderson Xavier (v)</p>
<p><strong>1997<br />
médio</strong><br />
José Mario Sperry (d)<br />
Antônio Schembri (v)<br />
Rony Rústico (v)<br />
Guilherme Santos (v)</p>
<p><strong>1996</strong><br />
leve<br />
Marcio Feitosa (v)</p>
<p>*v – vitória; d – derrota; vc – vitória por contusão</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/saulo-ribeiro-ensinou-as-dores-e-sufocos-de-ser-um-campeao-de-jiu-jitsu/">Como trabalha a mente de um competidor, por Saulo Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 13:10:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Vinicius Draculino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor Vinicius “Draculino” Magalhães, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss! “Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235793" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235793" class="wp-image-235793 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg" alt="Draculino conquistou o ouro na divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla" width="1024" height="604" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-300x177.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-768x453.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Draculino-no-Mundial-2008-sem-kimono-Foto-Luca-Atalla-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235793" class="wp-caption-text">Draculino conquistou o ouro na antiga divisão master &amp; sênior no Mundial Sem Kimono 2008. Mas tirou muitas outras lições. Foto: Luca Atalla</p></div>
<p><em>Do baú de GRACIEMAG, um célebre artigo de 2008, assinado pelo professor <a href="https://www.instagram.com/draculinojj/" target="_blank" rel="noopener">Vinicius “Draculino” Magalhães</a>, em nossa edição #139. Confira, aprenda com ele e assine GRACIEMAG para ler matérias similares. Oss!</em></p>
<p>“Já fiz três lutas de MMA, no Brasil e nos Estados Unidos, e posso afirmar: lutar Jiu-Jitsu é muito mais tenso e complexo. Eu já sabia disso, e repeti essa constatação em voz alta, no ginásio da Califórnia State University Dominguez Hills, no sábado, bem antes de tudo acontecer. Eu ainda não podia saber, claro. Mas, umas 24 horas depois, naquele domingo fatídico, eu acordaria na maior tranquilidade, pensando que era a manhã da luta – até ver que ao meu lado estava o Wellington Megaton, com os trajes de árbitro do <a href="https://ibjjf.com/events/results/2008-world-jiu-jitsu-no-gi-ibjjf-championship" target="_blank" rel="noopener">2º Mundial de Jiu-Jitsu Sem Kimono</a>. Caí numa tocaia. Mas deixemos isso para o fim.</p>
<p>A história começou no sábado, 9 de agosto de 2008. Não, na real começou antes, no mês de maio. Foi quando aceitei a missão de estabelecer nos EUA e comandar a <a href="https://www.graciemag.com/2011/12/03/draculino-mostra-54-tecnicas-em-menos-de-12-minutos/" target="_blank" rel="noopener">Gracie Barra Texas</a>, na cidade de Houston. Após um período totalmente voltado para o MMA e para o desenvolvimento dos meus alunos, achei que era a hora de voltar a botar a cara nos torneios e sentir a adrenalina de competir entre a garotada.</p>
<p>Estou com 37 anos. Não lutava um campeonato na categoria adulto desde 2002, no Pan da IBJJF. Com as coisas mais mansas, e com 150 alunos em Houston, quis mostrar a eles que o Jiu-Jitsu é para todos, e que mais vale cair dentro e lutar do que ficar pensando em desculpas ou se esconder atrás da fama.</p>
<p>A merda de ficar afastado é que você perde muito a tarimba, as manhas de competição – o ritmo da luta, a malandragem, coisas assim. Estranhei até como bater o peso para o campeonato, depois de tanto tempo sem enfrentar as balanças. O segredo é saber quantos quilos você perde ao dormir, e assim calcular certinho quanto você precisa bater pela manhã, para não ficar nem muito acima nem muito abaixo do seu peso ideal. Por isso passei aqueles dias carregando minha balança a tiracolo pelo ginásio, enquanto o pessoal brincava comigo.</p>
<p>A melhor sensação para mim foi na hora de aquecer, aquele frio na barriga antes da primeira luta. Não se trata de medo, você sabe. É pura adrenalina nas veias. Como eu estava dizendo, o vale-tudo e o MMA são extremos, claro, e podem ter lances brutais. Mas por outro lado você conhece o adversário, estuda o estilo do rival com antecedência, ganha uma bolsa boa, passagens aéreas para você e seu time – e faz uma luta só e a missão está cumprida. Praticamente o oposto do Jiu-Jitsu, em que lutamos por amor ao esporte, não faz ideia sobre quem vai encarar e o que pode acontecer.</p>
<p>A única coisa certa em todos os torneios de Jiu-Jitsu, por exemplo, é que vai haver ao menos uma grande surpresa, uma zebra a galopar nos tatames. O negócio é fazer tudo certinho para que não seja contra você.</p>
<p>Preparei meu Ipod com 4 mil músicas. Nada de hip-hop, que sou da antiga, mas acabei não escutando meu rock favorito antes da hora da verdade – “Angel of death”, da banda Slayer. Olha aí, vai ver que foi isso que fez a diferença, que causou aquele lance com os vagalumes. Tremendo papelão, foi o que pensei na hora. Mas claro que não me envergonho agora. Vergonha eu teria caso eu mutucasse, fugisse da luta ou agisse como um frouxo.</p>
<p>Em campeonatos de Jiu-Jitsu, e aí vale com ou sem kimono, já vi o certo dar errado, o errado dar certo, a técnica perder para ignorância e vice-versa. Depende do dia de cada um, e de outra série de fatores. Essa é a magia do esporte. E é essa magia que me faz estar lá sempre no ginásio, mesmo quando eu não vou lutar, e encarar calor ou frio nos ginásios da Califórnia.</p>
<p>Naquele fim de semana, o calorão estava especial, e o clima dentro da área de lutas não era mais ameno. Afinal, não é sempre que podemos ver em ação Saulo Ribeiro, Roberto Godói, Baret Yoshida, Jorge Pereira e tantos outros nomes da minha época. Tanto que a divisão de masters tinha mais astros que na categoria adulto.</p>
<p>Porém, formado por uma nova geração de astros, faixas-pretas cascas-grossíssimas, o adulto foi um espetáculo para os torcedores. Acostumado a um tempo em que víamos um mar de caras feias e lutadores cheios de marra, me impressionou ver como a molecada atual é educada, cordial e respeitosa com a gente e entre eles. Todos se cumprimentavam, trocavam reverências, numa clara demonstração que lutam para se divertir e evoluir, antes de tudo. Alguns, inclusive, me disseram que eu era um grande exemplo, por estar ali inscrito entre eles após faturar o ouro na minha divisão de 37 anos. Foi muito legal ouvir isso.</p>
<p>Eu sabia que não precisava provar nada a ninguém – exceto a você mesmo, todos os dias da vida. Por isso eu cheguei a rir ao ver uma luta da garotada. Percebi que para chegar perto da explosão, timing e pujança dos garotos, eu precisaria de uns cinco campeonatos em sequência. Foi o ritmo forte da maioria, mais do que a técnica, que me chamou a atenção. O que dizer de Rubens Cobrinha? A luta dele pelo ouro dos leves, contra Jeff Glover, foi a luta que mais me impressionou no evento. Um verdadeiro jogo de xadrez, vencido por Cobrinha por uma vantagem ao quase chegar do lado e dar um bote nas costas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Time Travel Tuesdays - Rubens Cobrinha Charles vs Jeff Glover   Nogi Worlds 08" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/h6cNbCw6pkU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Na minha divisão, o peso-pena, Bruno Frazatto venceu Denilson Pimenta na final. Pimenta luta desde a minha época também, e é um cara bem forte e completo. Bruninho usou sua guarda para raspar e virar a luta no finzinho, quando perdia por 2 a 4. Um lutão de duas, com o perdão da expressão chula, “putas velhas de tatame”.</p>
<p>O grande nome do evento, claro, foi Antonio Braga Neto, campeão absoluto após vencer Gabriel Vella numa final sensacional, no cair da tarde de domingo. Braga Neto surpreendeu ao, com segundos de luta, ir para cima e derrubar Vella, caindo por cima.</p>
<p>No feminino, a mesma coisa, vi muita técnica e humildade. Além da campeã absoluta, a faixa-marrom Ana Laura Cordeiro, campeã após vencer Ana Carolina e Penny Thomas, ainda vi Letícia Ribeiro finalizando bonito no peso-pluma.</p>
<p>E, para coroar, ainda teve o Saulo Ribeiro, campeão meio-pesado numa divisão cheia de garotos, como Gregor e Igor Gracie, que estavam cheios de fome de vitória.</p>
<p>Campeonatos são assim, uma grande festa, em que mesclam-se estilos e experiências. No meu caso, senti falta de ritmo, acredito. Admito que, mesmo após vencer o peso-pena entre os veteranos, não fiquei completamente satisfeito com minha exibição. Achei minhas duas lutas truncadas.</p>
<p>Até que chegou a hora de lutar entre os adultos. E eu, que quase não cometia erros tolos quando era competidor assíduo, acabei cometendo aquele erro primário, logo em minha primeira luta no adulto.</p>
<p>Era cerca de uma e meia da tarde de domingo. Eu sabia que meu oponente, Johnny Ramirez, era um aluno do Rodrigo Medeiros e um cara bem duro. Afinal, ele tinha feito uma luta boa com meu aluno Samuel Braga, em que o Samuel venceu por dois ou três pontos. Fiz minha tática, então: pus na guarda, raspei como manda o figurino e fiquei ali por cima fazendo minhas vantagens na meia-guarda.</p>
<p>Quando a luta parou e voltou no meio, tentei dar uma movimentada maior. Fui fazer uma passagem de guarda um pouco arriscada quando não há o kimono, em que se bota a mão no joelho para pressionar e passar por cima da perna. Deu no que deu.</p>
<p>Ao ver a gravação depois, eu não sabia se ria ou chorava. Meu braço escorregou certinho e caiu dentro do triângulo dele. Eu pulei para dentro do golpe!</p>
<p>Rapidamente, tentei fazer a defesa tradicional do triângulo, no que ele laçou minha perna. Golpe arrochado, vi então voltar aquela poderosidade da antiga, dos tempos em que minha geração foi criada a ferro e fogo. Eram tempos duros, quando incutiam na gente que devíamos ir até o fim para não ser finalizado. E, com os três tapinhas, não poderíamos testar de fato onde era o fim, certo?</p>
<p>Dormir ou bater? Eu, que nunca tinha batido na minha vida num campeonato, decidi que não seria logo agora, aos 37 anos. Não, eu não desistiria depois de velho, naquele Mundial Sem Kimono da IBJJF.</p>
<p>Naquele instante, com meu pescoço imprensado dentro do triângulo, cinco reflexões cruzaram minha mente na velocidade do pensamento:</p>
<p><em>1. Puta merda, que erro! Caí dentro do triângulo feito um idiota.</em></p>
<p><em>2. Preciso me defender.</em></p>
<p><em>3. Ih, não vai dar para defender. Caramba, agora eu sei exatamente como o Royler se sentiu no ADCC 2003. O que faço?</em></p>
<p><em>4. Ferrou. E agora: bater ou não bater?</em></p>
<p><em>5. Bater é o caralho. Vou ficar aqui mesmo.</em></p>
<p>Cheguei até a sonhar. Dormir num golpe é uma sensação estranha, porque é um lance suave. Não é nada traumático, como um nocautaço no vale-tudo. Primeiro, aparecem umas luzes piscando, como um bando de vaga-lumes. Quando você não espera mais, dorme.</p>
<p>Jiu-Jitsu, portanto, é isso: errou, já era, apagou. Deixo claro, primeiro, que meu jovem oponente teve todos os méritos. Segundo: batucar e desistir em campeonato não é demérito para ninguém, pelo contrário. Isso é loucura minha que ninguém deve pensar em seguir, não.</p>
<p><em>The end.</em>&#8221;</p>
<div id="attachment_235800" style="width: 1034px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235800" class="size-full wp-image-235800" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara.jpeg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Professor-da-GB-Vinicius-Draculino-by-Bruno-O-Hara-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235800" class="wp-caption-text">Draculino com os alunos na GB, em foto de Bruno O&#8217;Hara / Divulgação.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/vinicius-draculino-jiu-jitsu-e-os-vagalumes-no-breu/">Vinicius Draculino, Jiu-Jitsu e os vagalumes no breu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Carlinhos discute suposta separação entre &#8220;Jiu-Jitsu esportivo x defesa pessoal&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2024 14:02:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-coral fundador da equipe Gracie Barra, Carlos Gracie Jr passa uma temporada em Santa Catarina, onde mata saudades do Brasil e dos amigos do Jiu-Jitsu. O mestre, idealizador também da Federação Internacional de Jiu-Jitsu, aproveitou a ocasião para dar sua parcela de opinião sobre um debate que movimenta as redes sociais e as conversas na&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55652" style="width: 710px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-55652" class="size-full wp-image-55652" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/03/Roger-Carlinhos-Gracie-by-Ivan.jpg" alt="Roger Carlinhos Gracie by Ivan" width="700" height="467" /><p id="caption-attachment-55652" class="wp-caption-text">Carlinhos Gracie com Roger na GB América, na Califórnia. Foto por Ivan Trindade.</p></div>
<p>Faixa-coral fundador da equipe Gracie Barra, Carlos Gracie Jr passa uma temporada em Santa Catarina, onde mata saudades do Brasil e dos amigos do Jiu-Jitsu.</p>
<p>O mestre, idealizador também da <a title="SIte da IBJJF" href="http://ibjjf.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Federação Internacional de Jiu-Jitsu</a>, aproveitou a ocasião para dar sua parcela de opinião sobre um debate que movimenta as redes sociais e as conversas na academia há um tempinho: o Jiu-Jitsu esportivo que se espalha pelo mundo pode ser visto como uma vertente que se contrapõe às técnicas de defesa pessoal?</p>
<p>&#8220;Isso é um pouco de fantasia, uma forma de dividir o Jiu-Jitsu: o Jiu-Jitsu é uma coisa só&#8221;, começa Carlinhos Gracie, no vídeo esclarecedor a seguir. Veja e participe do debate.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Carlos Gracie Jr: Jiu-Jitsu Esportivo Vs Defesa Pessoal" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/_mOz8qz9jRc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/carlinhos-gracie-discute-suposta-separacao-entre-jiu-jitsu-esportivo-x-defesa-pessoal/">Carlinhos discute suposta separação entre “Jiu-Jitsu esportivo x defesa pessoal”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Gutemberg Pereira abre o jogo sobre o Pan de Jiu-Jitsu e detalha saúde mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vitor Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 13:34:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[ADCC 2024]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atual campeão absoluto no Pan e no Europeu, Gutemberg Pereira vive uma sequência positiva na carreira dentro da IBJJF. Desde que mudou para a equipe Art of Jiu-Jitsu, em novembro do ano passado, o atleta fez 16 lutas, tendo 14 vitórias, um empate e uma derrota. Estatísticas que mostram que a mudança gerou frutos ao&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243280" style="width: 1090px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243280" class="wp-image-243280 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Snapinsta.app_434300690_947277380186921_2808468351171286903_n_1080-1-1.jpg" alt="" width="1080" height="566" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Snapinsta.app_434300690_947277380186921_2808468351171286903_n_1080-1-1.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Snapinsta.app_434300690_947277380186921_2808468351171286903_n_1080-1-1-300x157.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Snapinsta.app_434300690_947277380186921_2808468351171286903_n_1080-1-1-1024x537.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Snapinsta.app_434300690_947277380186921_2808468351171286903_n_1080-1-1-768x402.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Snapinsta.app_434300690_947277380186921_2808468351171286903_n_1080-1-1-150x79.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p id="caption-attachment-243280" class="wp-caption-text">Gutemberg Pereira venceu o absoluto do Pan da IBJJF, em 2024. Foto: Guilherme Mendes</p></div>
<p>Atual campeão absoluto no Pan e no Europeu, Gutemberg Pereira vive uma sequência positiva na carreira dentro da IBJJF. Desde que mudou para a equipe Art of Jiu-Jitsu, em novembro do ano passado, o atleta fez 16 lutas, tendo 14 vitórias, um empate e uma derrota. Estatísticas que mostram que a mudança gerou frutos ao campeão.</p>
<p>Das suas 14 vitórias, em seis ocasiões Gutemberg conseguiu finalizar, com destaque para ataques de triângulo e estrangulamento pelas costas. O aumento dos ataques de costas ocorre justamente pelo jogo de guarda com lapela que Berg voltou a fazer, e agora lapidado pelo professor Guilherme Mendes, o líder do time da AOJ.</p>
<p>Guto conversou sobre suas recentes atuações e atribuiu suas vitórias no Pan de Jiu-Jitsu 2024 aos conselhos do seu novo professor, Gui Mendes – um tetracampeão mundial pela IBJJF (2009/2011/2012/2014).</p>
<p>“As coisas que o professor Guilherme mais me fala aqui é sobre atitude. Atitude de luta. Sempre quando a gente conversa, ele repete isso para mim. Ele quer me ver com muita atitude de luta, muito porque, ele confia no meu jogo e sabe se eu conseguir ter atitude de luta que eu tenho no treino, eu vou conseguir impor meu jogo e vou conseguir ter uma boa performance”, reflete Gutemberg, em entrevista ao<a href="https://vfcomunica.com/"> jornalista Vitor Freitas, do canal VF Comunica</a>.</p>
<p>Gutemberg também enfatiza a importância do suporte psicológico em sua jornada. Ele trabalha com um psicólogo para ajudá-lo a lidar com os momentos de pressão e a manter uma mentalidade vencedora.</p>
<p>“É um trabalho muito bom e muito leve. Esse preconceito com a terapia, com o trabalho psicológico, vem diminuindo bastante e até rolou um “boom” no futebol, pois eles estão falando muito sobre esse trabalho. O meu psicólogo tenta sempre me fazer enxergar quem eu sou, enxergar o meu próprio potencial e ele usa a metáfora do espelho. Ele sempre usa essa metáfora comigo. O objetivo é fazer eu enxergar todo meu potencial e conseguir colocar para fora na hora que for preciso”, reflete o atleta.</p>
<p>O campeão também conversou sobre o ADCC, revelou que tem tido algumas conversas com Mo Jassim, organizador chefe do evento árabe, e apontou três nomes que podem ser os próximos campeões absoluto do torneio, agendado para agosto.</p>
<p>“Nicholas, Kaynan e Victor Hugo são três caras favoritos para ganharem o absoluto do ADCC. Eu acho que o Kaynan e o Nicholas tem o jogo mais propício para aguentar aquela maratona. Você vê o VH fazendo muita guarda, e fazer guarda sem kimono desgasta você bastante, ainda mais a guarda dele, que é uma guarda flexível. Não sei como vai ser isso, mas assistindo como expectador, um cara que estuda Jiu-Jitsu, vejo o jogo do Kaynan e do Nicholas muito propício a isso. Eles são favoritos ao título absoluto”, encerra.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="GUTEMBERG PEREIRA FALA SOBRE EFEITO ESPELHO, FALA SOBRE SAÚDE MENTAL E DIZ QUEM NÃO QUER ENFRENTAR" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/FzsQ-a0XnU4?start=1147&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gutemberg-pereira-abre-o-jogo-sobre-o-pan-de-jiu-jitsu-e-detalha-saude-mental/">Gutemberg Pereira abre o jogo sobre o Pan de Jiu-Jitsu e detalha saúde mental</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Relembre a histórica e eletrizante rivalidade entre os amigos Buchecha e Rodolfo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 19:32:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Rodolfo Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Se Marcus Vinicius de Almeida e Rodolfo Vieira fossem pilotos de fórmula 1, seus embates já teriam ido parar no cinema, ao estilo de “Rush” e outros filmes do tipo. Os gigantes da equipe Checkmat e GFTeam se enfrentaram seis vezes, sempre de pano. Além da diversão e da aula de técnica e destreza&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_202210" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-202210" class="wp-image-202210 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Marcus-Buchecha-com-Rodolfo-Vieira.jpg" alt="Rodolfo Vieira com o amigo Marcus Buchecha, agora penta mundial absoluto. Foto: Ivan Trindade" width="940" height="627" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Marcus-Buchecha-com-Rodolfo-Vieira.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Marcus-Buchecha-com-Rodolfo-Vieira-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Marcus-Buchecha-com-Rodolfo-Vieira-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Marcus-Buchecha-com-Rodolfo-Vieira-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-202210" class="wp-caption-text">Rodolfo Vieira com Marcus Buchecha. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se Marcus Vinicius de Almeida e Rodolfo Vieira fossem pilotos de fórmula 1, seus embates já teriam ido parar no cinema, ao estilo de “Rush” e outros filmes do tipo.</p>
<p>Os gigantes da equipe Checkmat e GFTeam se enfrentaram seis vezes, sempre de pano.</p>
<p>Além da diversão e da aula de técnica e destreza naqueles conferes, os dois inspiraram uma multidão de jovens e adultos a vestirem o kimono.</p>
<p>Para “Buchecha”, a história da rivalidade é ainda mais doce e cinematográfica. Afinal, o lutador paulista começou por batucar no braço, na célebre Pirâmide da IBJJF.</p>
<p>O duelo que deu origem à série foi durante a semifinal do absoluto, no Mundial de Jiu-Jitsu de 2011.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rodolfo Vieira VS Marcus &quot;Buchecha&quot; Almeida / World Championship 2011" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/tN5X0RmRNk0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A partir dali, o mais pesado Buchecha ajustou seus treinamentos, afiou a mentalidade ao lutar e se tornou um demolidor nos tatames, ainda mais arrasador e vitorioso que o rolo compressor Rodolfo.</p>
<p>“Aquela luta no Mundial 2011, quando o Rodolfo me finalizou, me ensinou que a meia-guarda com ele não funciona. Ele vai passar! Aprendi que aquele jogo nunca vai funcionar com ele. Comecei então a treinar outros tipos de guarda&#8221;, diria Marcus.</p>
<p>Os confrontos a seguir foram épicos.</p>
<p>Buchecha 8 x 7 de virada nas quartas do Mundial 2012, talvez a melhor delas – com direito a um bote na chave de braço de tirar o fôlego no fim.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marcus &quot;Buchecha&quot; Almeida VS Rodolfo Vieira / World Championship 2012" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/RqbS9kX3Ur0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O 4 x 2 na primeira final entre eles, em 2013, no World Pro de Abu Dhabi.</p>
<p>O resultado mais acachapante para Buchecha, o 9 x 0 na final do Mundial 2013, no absoluto.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marcus Almeida &quot;Buchecha&quot; vs Rodolfo Vieira 2013 Worlds BJJ Black Belt Final" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/7n5Ge0AiCRk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E os dois encontros derradeiros, duas vezes 2 x 0, em 2014 – primeiro em Abu Dhabi, na final do absoluto no World Pro, e depois na final do Mundial em Long Beach.</p>
<p>Um pouco desmotivado a continuar treinado de kimono e doido para se testar no MMA, Rodolfo Vieira então deixou o caminho aberto para Buchecha decidir o absoluto com outras lendas, como Leandro Lo.</p>
<p>Relembre aqui, por fim, a última luta entre Buchecha e Rodolfo e comente: qual foi a sua favorita até hoje?</p>
<p>Oss..</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marcus Almeida &quot;Buchecha&quot; vs Rodolfo Vieira / World Championship 2014" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/RdDOtTKxojM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/relembre-a-historica-e-eletrizante-rivalidade-entre-os-amigos-marcus-buchecha-e-rodolfo-vieira/">Relembre a histórica e eletrizante rivalidade entre os amigos Buchecha e Rodolfo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Há dez anos, André Galvão e Leandro Lo decidiram o ouro absoluto do Pan 2014</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Feb 2024 14:12:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotos & Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[absoluto]]></category>
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		<category><![CDATA[IBJJF]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>André Galvão comentou com GRACIEMAG: “Entrei na final com a tática de dar o mínimo espaço possível para o Lo, sempre abafando. Gosto de chegar à emborcada, mas com ele não foi fácil. Acho que não lutei com ninguém com a guarda parecida com a dele, pois o jogo de guarda do Lo é único. Trata-se de um verdadeiro artista marcial. No fim deu certo, e eu neutralizei no abafa. O Lo é um grande oponente, gosto dele e aprendo demais assistindo às lutas dele. E já ri muito com ele nos campeonatos. É um ótimo adversário, um casca-grossa que luta tudo que é torneio e muito gente boa. Respeito muito ele como atleta e pessoa.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243100" style="width: 819px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243100" class="wp-image-243100 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Andre-Galvao-contra-Leandro-Lo-final-do-absoluto-faixa-preta-Pan-2014-Foto-Ivan-Trindade-GRACIEMAG.jpg" alt="" width="809" height="540" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Andre-Galvao-contra-Leandro-Lo-final-do-absoluto-faixa-preta-Pan-2014-Foto-Ivan-Trindade-GRACIEMAG.jpg 809w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Andre-Galvao-contra-Leandro-Lo-final-do-absoluto-faixa-preta-Pan-2014-Foto-Ivan-Trindade-GRACIEMAG-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Andre-Galvao-contra-Leandro-Lo-final-do-absoluto-faixa-preta-Pan-2014-Foto-Ivan-Trindade-GRACIEMAG-768x513.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Andre-Galvao-contra-Leandro-Lo-final-do-absoluto-faixa-preta-Pan-2014-Foto-Ivan-Trindade-GRACIEMAG-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 809px) 100vw, 809px" /><p id="caption-attachment-243100" class="wp-caption-text">Na final de 2014, André Galvão busca a emborcada para domar a flexível guarda de Leandro Lo. Foto: Ivan Trindade</p></div>
<p>No meio de março de 2014, o craque meio-pesado André Galvão surpreendeu e se inscreveu no peso pesadíssimo no <a href="https://www.graciemag.com/pan-de-jiu-jitsu-2014-andre-galvao-vence-leandro-lo-no-absoluto-bia-mesquita-reina-no-feminino/" rel="noopener" target="_blank">Pan da IBJJF</a> – faturou o ouro, contra o habilidoso dinamarquês Alexander Trans. Já Leandro Lo estava em sua fase ágil e esguia, e disputava o peso médio. Também voltou de Irvine, na Califórnia, com o ouro, ao superar o craque pernambucano Otavio Sousa.</p>
<p>Após pegar as costas e eliminar Felipe “Preguiça” Pena de virada na semifinal, André foi para a decisão do absoluto. Sufoco similar ao de Leandro Lo, que tomou três vantagens de Alexander Trans e sua meia-guarda, e precisou bombardear até o fim para quase passar e virar por 4 vantagens a 3.</p>
<p>No domingo, 16 de março, definia-se uma guerra dos sonhos: </p>
<p>“Desde que eu era faixa-azul eu via o André lutar entre os grandes”, comentou Leandro Lo ao GRACIEMAG.com. “Eu ficava lá de olho, tentando aprender o que ele fazia. Fazer uma final de absoluto contra o André Galvão é um sonho para mim”.</p>
<p>A luta foi acirrada, e somente seria decidida nos minutos finais.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Leandro Lo x André Galvão:  2014 Pan Ams Absolute Final" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/QWZihzw57p0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Acabou por ser um Pan dos sonhos para André naquele ano, já que o professor viu a Atos vencer, pela primeira vez no adulto, o troféu por equipes, e sua esposa <a href="https://www.ibjjfdb.com/ChampionshipResults/241/PublicResults" rel="noopener" target="_blank">Angélica Galvão ser campeã peso leve na faixa-marrom</a>. A tática de atuar no peso pesadíssimo se mostrou acertada, já que ele liberou o meio-pesado para os colegas Guto Campos e Keenan Cornelius, que pontuaram alto ao fecharem a divisão.</p>
<p>André Galvão comentaria sua tática contra Lo, para o repórter de GRACIEMAG Vitor Freitas:</p>
<p>“Entrei na final com a tática de dar o mínimo espaço possível para o Lo, sempre abafando. Gosto de chegar à emborcada, mas com ele não foi fácil. Acho que não lutei com ninguém com a guarda parecida com a dele, pois o jogo de guarda do Lo é único. Trata-se de um verdadeiro artista marcial. No fim deu certo, e eu neutralizei no abafa. O Lo é um grande oponente, gosto dele e aprendo demais assistindo às lutas dele. E já ri muito com ele nos campeonatos. É um ótimo adversário, um casca-grossa que luta tudo que é torneio e muito gente boa. Respeito muito ele como atleta e pessoa.”</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/ha-dez-anos-andre-galvao-e-leandro-lo-decidiram-o-ouro-absoluto-do-pan-2014/">Há dez anos, André Galvão e Leandro Lo decidiram o ouro absoluto do Pan 2014</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Qual é o tempo correto de um aluno até a faixa-preta? Professores debatem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 14:17:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Texto: Alexandre Fernandes Dantas, o Café – Professor de Jiu-Jitsu, veterano do UFC e líder da academia Black Team Jiu-Jitsu, no Leblon, RJ. É doutor em Ciência Política e Relações Internacionais e mestre em Direito.] O Jiu-Jitsu brasileiro (BJJ) é organizado pela hierarquia, que se apresenta através das cores e graus da faixa que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>[ Texto: Alexandre Fernandes Dantas, o Café – Professor de Jiu-Jitsu, veterano do UFC e líder da academia Black Team Jiu-Jitsu, no Leblon, RJ. É doutor em Ciência Política e Relações Internacionais e mestre em Direito.]</em></strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu brasileiro (BJJ) é organizado pela hierarquia, que se apresenta através das cores e graus da faixa que amarra o kimono.</p>
<p>Quanto mais escura for sua faixa, mais “privilégios” você terá na academia. Porém, esse status extrapola os limites do tatame. A moral, ou honra da faixa, acompanha o lutador na sua vida social, no seu trabalho etc. É uma marca indelével que o praticante de Jiu-Jitsu carrega consigo, mesmo que seja inconsciente.</p>
<p>E nessa longa e árdua escadaria, o último degrau é a faixa-preta – daí em diante o critério do merecimento desaparece e o critério da antiguidade é o único a valer.</p>
<p>Um professor de Jiu-Jitsu possui uma grande responsabilidade, já que ele, sozinho, avalia e avaliza o momento da graduação. Mas que critérios o mestre deve utilizar para averiguar quando o aluno deve passar de faixa?</p>
<div id="attachment_202133" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-202133" class="size-full wp-image-202133" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe.jpg" alt="Especialista em Jiu-Jitsu e Direito, Alexandre &quot;Café&quot; Dantas cita até Aristóteles para debater o tempo de treino até a faixa-preta. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG (2002)" width="1024" height="738" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-300x216.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-768x554.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-150x108.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-202133" class="wp-caption-text">Especialista em Jiu-Jitsu e Direito, Alexandre &#8220;Café&#8221; Dantas cita até Aristóteles para debater o tempo de treino até a faixa-preta. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG (2002)</p></div>
<p>A regra temporal utilizada sozinha pode, ao que parece, gerar iniquidade, pois estabelecer um tempo mínimo ou máximo para a graduação deixa de lado as aptidões e o esforço de cada um. Como dizia Aristóteles, em seu livro “Ética a Nicômaco”: “O justo é, por conseguinte, uma espécie de termo proporcional” ao mérito individual. Para o filósofo grego, “é origem de disputas e queixas quando iguais têm e recebem partes desiguais, ou quando desiguais recebem partes iguais”. O importante para o aluno, portanto, é não faltar.</p>
<p>Há, em muitas academias, a ocorrência de alunos conhecidos como “eternos faixas-azuis”, aqueles que vão e voltam, perdendo boa parte da motivação no caminho. São praticantes que muitas vezes não percebem que estão apenas adiando seu progresso. Ficam longe um bom tempo, e quando retornam, têm enorme dificuldade – perdem no gás, no timing das posições e até na questão da confiança no próprio jogo. Nesse caso, o professor precisa que o aluno atente para o quesito assiduidade, que é muito valioso para quem quer passar de faixa.</p>
<p>Outro aspecto importante no assunto refere-se aos campeonatos de Jiu-Jitsu. De fato, o aluno competidor evolui mais rapidamente que o aluno que pratica apenas na academia. Isso ocorre pelos seguintes motivos: a preparação e busca por melhores resultados faz com que o atleta treine mais forte; a adrenalina da competição e o ato de se testar contra adversários de outras academias leva, naturalmente, à melhora técnica e à pujança. Se o caro leitor tiver a oportunidade, não deixe de experimentar a sensação de se testar num campeonato. Comece com um pequeno, na sua cidade.</p>
<div id="attachment_17707" style="width: 522px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17707" class="size-full wp-image-17707" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg" alt="" width="512" height="335" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg 512w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1-300x196.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><p id="caption-attachment-17707" class="wp-caption-text">Alexandre Café em ação. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>A faixa-preta, no fim, vem por puro merecimento do praticante. Existe, claro, uma grande variação de avaliação entre as diversas escolas de Jiu-Jitsu ao redor do mundo, mas os professores têm critérios semelhantes como base para graduar um pupilo, como por exemplo: lealdade; assiduidade; conhecimentos técnicos específicos para a faixa; domínio da defesa pessoal; modo de se portar dentro da academia; higiene pessoal; honrar o nome da academia e do Jiu-Jitsu; ser um bom cidadão, etc. Esses critérios adotados pelo professor são de suma importância, afinal, aquele que recebe uma graduação, seja ela qual for, carrega de maneira indireta o nome de seu mestre.</p>
<p>Sendo assim, por se tratar de uma graduação máxima, a faixa-preta deve ser uma condecoração advinda não somente do preenchimento de requisitos objetivos, como tempo ou medalhas, mas também da conquista de alguns requisitos subjetivos, que variam de acordo com a academia. Um faixa-preta, acima de tudo, deve ser um exemplo a ser seguido, daí a grande responsabilidade daquele que promove uma graduação, seja ela qual for – afinal, mesmo o faixa-branca está, a cada grau alcançado, cada vez mais próximo de se tornar faixa-preta.</p>
<p>É preciso lembrar, porém, que alguns praticantes vêm protagonizando episódios lamentáveis para a nossa amada arte marcial, graduando a si próprios ou colocando graus na faixa-preta antes do tempo necessário. Tal atitude pode ser classificada como absurda, vergonhosa e imoral, que nos remete ao clássico “Crítica da razão prática”, de Kant, onde o filósofo nos lembra que “a lei moral, acessível a todos os seres racionais, possui uma dignidade em si e nos dá simplesmente um mandamento”. Quem não consegue aguardar a hora da faixa, portanto, não está roubando apenas tempo, está roubando sua dignidade.</p>
<p>Portanto, a mensagem ao aluno novato ou ao aluno mais antigo é idêntica: saiba valorizar sua caminhada. Não se aflija, não peça faixa e, a mais importante, jamais use uma faixa ou grau sem merecer de fato e de direito. Tudo tem seu tempo, evite ser aquele praticante angustiado, que já começa a treinar querendo saber quando vai &#8220;se formar&#8221;. Divirta-se aprendendo.</p>
<p>E fica o conselho: busque saber a procedência da faixa que seu professor ostenta na cintura e pesquise no site da IBJJF se ele é matriculado. Seu aprendizado está diretamente ligado a quem é seu mestre, qual é sua índole e, principalmente, qual é o caráter dele. Se ele caminhou corretamente e lutou pela faixa-preta dele do jeito que deve ser, há uma grande probabilidade de que seus alunos recebam as devidas graduações nos momentos apropriados. Agora, se ele é um fanfarrão, aí, meu amigo, você acabará visto como uma classe inferior de faixa-preta.</p>
<p>Comece no caminho certo. Pois, no dia glorioso em que você for enfim graduado e alguém perguntar, “Quem lhe deu a faixa-preta?”, você poderá estufar o peito e responder com orgulho.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Aprenda a finalizar no relógio de 2 maneiras, com Alexandre Café" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/jdJcQTvsk4k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em><strong>&gt;&gt;&gt;&gt; Com quantos anos de treino o aluno deve ganhar a faixa-preta? GRACIEMAG perguntou e mestres e professores opinaram:</strong></em></p>
<div id="attachment_147110" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-147110" class="size-full wp-image-147110" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-147110" class="wp-caption-text">Carlos Gracie Jr. Foto:Luca Atalla</p></div>
<p><em><strong>Mestre Carlos Gracie Jr:</strong></em><br />
“No fim isso sempre vai depender da assiduidade do aluno, mas a IBJJF tem um tempo mínimo para o praticante poder tornar-se faixa-preta. Se for um camarada que treina sempre, com consistência, sem faltar aulas, ele pode pegar a faixa-preta depois de cinco anos e meio, seis. Pelas regras da IBJJF, o tempo mínimo para ficar na faixa-azul é de dois anos, na roxa mais um ano e meio, e mais um ano na faixa-marrom. Com mais um ano e pouco de faixa-branca em média, esse tempo somado seria de cinco anos e meio, seis anos. Já se ele começar a treinar Jiu-Jitsu quando criança, ele só pode conquistar a faixa-preta depois dos 19 anos e meio de idade.”</p>
<p><em><strong>Mestre Carlos Rosado:</strong></em><br />
“Acredito que cada aluno tem seu tempo. Uns vão aprender mais rápido, outros podem demorar um pouco mais a pegar o jeito, mas todos vão chegar lá, se não desistirem. O maior trunfo do Jiu-Jitsu é que não requer talento, como o futebol. Basta treinar para evoluir. Costumo dizer que não é o aluno que pede a faixa, e sim a faixa que pede o aluno. E a faixa só requisita o aluno quando ele está dando conta plenamente da graduação. Já uma faixa dada prematuramente acaba se tornando um fardo: todo praticante de Jiu-Jitsu que ganha uma faixa da qual não dá conta está fadado a nunca mais aparecer na academia, e parar de treinar de vez.”</p>
<div id="attachment_211624" style="width: 1514px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-211624" class="size-full wp-image-211624" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg" alt="" width="1504" height="1000" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg 1504w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1504px) 100vw, 1504px" /></a><p id="caption-attachment-211624" class="wp-caption-text">Fernando Tererê em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p><em><strong>Professor Fernando Tererê:</strong></em><br />
“No meu ponto de vista, a média geral para pegar a faixa-preta é de uns nove, dez anos de treino. Acho que com uns dez anos o praticante aprendeu bem e pode ser um bom faixa-preta. Porém, alguns competidores de ponta, aqueles que vencem campeonatos ano a ano, podem conquistar a faixa em seis, sete anos.”</p>
<p><em><strong>Mestre Júlio Cesar Pereira:</strong></em><br />
“O tempo de um praticante até a faixa-preta é uma trajetória individual, e tem a ver com os próprios objetivos pessoais de cada um. Tem praticante que sonha em ser campeão mundial e treina o triplo que os colegas, há outros que só buscam qualidade de vida e aparecem semanalmente, e até quem sonha em aprender tudo detalhadamente para um dia ser professor, ter sua academia. A meu ver, não dá para dizer ao aluno que daqui a cinco ou seis anos ele vai se tornar faixa-preta.”</p>
<p><em><strong>Professor Muzio De Angelis:</strong></em><br />
“Na minha academia no Rio, o tempo médio até a faixa-preta costuma ser de cerca de sete anos, se o aluno for assíduo, obviamente. Um ano na branca, dois na azul, dois anos na roxa e dois anos na marrom, em média. Acho que sete anos é um bom prazo mínimo. Inclusive gosto de numerologia e vejo o número 7 cercado de simbolismos. São sete os dias da semana, sete as notas musicais, sete as cores do arco-íris e Deus teria feito o mundo em sete dias com o descanso, segundo a Bíblia, além de diversas outras ocorrências. Se de acordo com os sábios o 7 é o número da perfeição, sete anos até a faixa-preta me parece um prazo adequado.”</p>
<div id="attachment_200740" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-200740" class="size-full wp-image-200740" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie.jpg" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-768x413.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-200740" class="wp-caption-text">Rilion Gracie: &#8220;É preciso paciência, quem burla o tempo está se enganando&#8221;. Foto: Ray Santana/GRACIEMAG.</p></div>
<p><em><strong>Mestre Rilion Gracie:</strong></em><br />
“Tudo na vida é questão de empenho, você não pode ganhar um diploma sem ir à faculdade. A faixa-preta depende das horas de treino e da intensidade que aquele aluno será capaz de dedicar ao dojô. Os chamados ‘ratos de academia’ certamente vão chegar à graduação mais rapidamente. Ou seja, não é uma questão de tempo desde o dia em que você se matricula, mas uma questão de tempo dedicado. Em dezembro passado, graduei meu filho Roggan como faixa-preta. Foi uma conquista puramente dele. Se dependesse só do rendimento nos treinos, eu já poderia ter dado a faixa há dois anos, mas acho que a faixa-preta não depende apenas da vontade do professor, há outros aspectos. No caso dele, os próprios colegas de treino e demais professores da academia começaram a cobrar a faixa pelo que ele demonstrava diariamente. Eu apenas a amarrei na cintura dele, juntamente com o Renzo, mas estava todo mundo aferindo o nível dele e pleiteando a graduação. A pior coisa é o aluno burlar o tempo, por falta de paciência, e pegar faixa antes da hora. Não adianta eu aparentar ser uma coisa que na verdade eu não sou – essas pessoas estão enganando a si mesmas.”</p>
<p>*** Este artigo foi publicado originalmente nas páginas de GRACIEMAG #239. Assine já a revista para não perder os melhores artigos sobre sua <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">arte marcial favorita, aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/qual-e-o-tempo-correto-de-um-aluno-ate-a-faixa-preta-de-jiu-jitsu-professores-debatem/">Qual é o tempo correto de um aluno até a faixa-preta? Professores debatem</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Baú do Jiu-Jitsu: a pressão de Bibiano Fernandes no Mundial 2003</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Dec 2023 14:46:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dono de três títulos mundiais no peso-pluma pela IBJJF, o manauara Bibiano Fernandes seguiu sua trajetória até comandar a divisão dos galos no One FC, com status de rei dos magrinhos. Há 20 anos, no ano do seu primeiro título mundial na faixa-preta, Bibiano deu uma senhora aula de pressão aos adversários, no Mundial 2003.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dono de três títulos mundiais no peso-pluma pela IBJJF, o manauara Bibiano Fernandes seguiu sua trajetória até comandar a divisão dos galos no One FC, com status de rei dos magrinhos.</p>
<p>Há 20 anos, no ano do seu primeiro título mundial na faixa-preta, Bibiano deu uma senhora aula de pressão aos adversários, no Mundial 2003.</p>
<p>No vídeo a seguir, veja como o astro amazonense puxou, raspou, pegou as costas e finalizou em menos de um minuto de luta.</p>
<p>Sinistro?</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Mundials 2003 BB - Bibiano Fernandes Choke From The Back" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/rJVDQuS6LpY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bau-do-jiu-jitsu-a-pressao-de-bibiano-fernandes-no-mundial-2003/">Baú do Jiu-Jitsu: a pressão de Bibiano Fernandes no Mundial 2003</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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