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	<title>Helio Gracie | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Helio Gracie | Graciemag</title>
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		<title>A lição mais valiosa que os gatos podem ensinar a quem luta Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 13:18:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na família Gracie, as frases e metáforas com a presença de gatos e outros grandes felinos são variadas, instrutivas e, claro, engraçadas. “Se dois lutadores têm o mesmo nível técnico”, costumava dizer o faixa-vermelha Helio Gracie, “o maior leva vantagem. O gato jamais vai vencer o tigre.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244135" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244135" class="wp-image-244135 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496.jpg" alt="Olho de gato. Foto: Wikipedia/Divulgação" width="800" height="852" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-282x300.jpg 282w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-768x818.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-141x150.jpg 141w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-244135" class="wp-caption-text">Olho de gato. Foto: Wikipedia/Divulgação</p></div>
<p>Os gatos (Felis catus para os amantes da ciência) são dotados de olhar desconcertante, vértebras flexíveis, velocidade de 50km/h e caçam como poucos. Por atributos marcantes como esses, os enigmáticos peludos são uma fonte de eterna inspiração para lutadores de Jiu-Jitsu.</p>
<p>E ainda mais para professores, que volta e meia acabam por usá-los como exemplo na hora de passar lições importantes nos tatames.</p>
<p>Na família Gracie, por exemplo, as frases e metáforas com a presença de gatos e outros grandes felinos são variadas, instrutivas e, claro, engraçadas.</p>
<p>“Se dois lutadores têm o mesmo nível técnico”, costumava dizer o faixa-vermelha Helio Gracie, “o maior leva vantagem. O gato jamais vai vencer o tigre.”</p>
<p>Outra do grande mestre: “Meu filho, pulo-do-gato não se ensina a urso!”</p>
<p>Seu neto Kron também se tornou um especialista nas boas frases felinas. Certa vez, ensinou a equipe GRACIEMAG:</p>
<p>“Numa luta de Jiu-Jitsu, você deve mentalizar que é o leão e o adversário é o cara que corre de você. Quando ele cansar&#8230; Você vai e morde.”</p>
<p>E há, claro, talvez o dito mais repetido pela família, cujo autor foi grande mestre Carlos Gracie, e depois foi popularizado por Carlson, Rickson e todos os campeões que viriam depois. Esta, com um leão subentendido na frase: “Se tamanho fosse documento, o elefante era o rei das selvas.”</p>
<p><iframe title="Cat Jiu-Jitsu At Night" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/edyiPA500GA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em pleno século XXI, os estudos acerca dos gatos domésticos só fazem avançar, em especial sobre a personalidade dos bichanos e o que passa por suas pequenas mentes irrequietas. Descobriu-se, por exemplo, que gatos são bem diferentes dos cachorros e outros animais de estimação no quesito motivação e recompensa. Enquanto o cão pode ser muito bem treinado caso receba uma guloseima ou um biscoito, no caso do gato a tarefa é um pouco mais complexa.</p>
<p>É que, no caso dos gatos, a recompensa que mais agrada quase nunca é a do paladar, mas do afeto, como procura demonstrar o documentário “Inside the Mind of a Cat”, do diretor Andy Mitchell (Netflix).</p>
<p>Numa das experiências no filme, um gato entra numa sala e tem quatro opções para escolher: sua comida favorita, um cheiro que o agrada, seu brinquedo predileto e sua dona. O malandro vai quase sempre para perto do afago e do colo do humano, num sinal de que para os espertos gatos, o coração ainda vence o estômago.</p>
<p>O faixa-preta que assistir ao filme pode pensar nos seus alunos mais espertos e ágeis. O que cada um deles busca? Será que querem somente uma recompensa corriqueira, como a medalha ou a vitória? Ou eles vão treinar atrás de diversão, conforto, interação ou outro tipo de recompensa afetuosa? Cabe, sempre, ao sábio mestre enxergar no escuro e descobrir.</p>
<p>Como dizia o poeta Agrippino Grieco, o gato “é um concentrado de tigre em domicílio”. No fundo, para melhor aprendermos com eles, e estarmos sempre ágeis e serenos, nada melhor que um bom treininho de Jiu-Jitsu.</p>
<p><iframe title="A MELHOR PASSAGEM DE GUARDA BORBELA - O Pulo do Gato" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/K7jOAqoUHUM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-mais-valiosa-que-os-gatos-podem-ensinar-a-quem-luta-jiu-jitsu/">A lição mais valiosa que os gatos podem ensinar a quem luta Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Tesouro: um inestimável aulão de Jiu-Jitsu com Helio, Royler Gracie e Megaton</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Oct 2024 12:21:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Que tal repassar o Jiu-Jitsu básico esta semana e relembrar uma aula especial com grande mestre Helio Gracie, no dojô da Gracie Humaitá em idos de 2008? Nos dez minutos do vídeo, repare como mestre Royler Gracie explica detalhes especiais para você lapidar seus estrangulamentos e passagens de guarda, com ajuda do craque Wellington Megaton&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Que tal repassar o Jiu-Jitsu básico esta semana e relembrar uma aula especial com grande mestre Helio Gracie, no dojô da Gracie Humaitá em idos de 2008?</p>
<p>Nos dez minutos do vídeo, repare como mestre Royler Gracie explica detalhes especiais para você lapidar seus estrangulamentos e passagens de guarda, com ajuda do craque Wellington Megaton e outras feras.</p>
<p>Bom estudo, e boa viagem no tempo! Oss&#8230;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Royler Gracie extra" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/EoU1i0gUn74?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tesouro-aprenda-com-este-aulao-de-jiu-jitsu-de-helio-e-royler-gracie/">Tesouro: um inestimável aulão de Jiu-Jitsu com Helio, Royler Gracie e Megaton</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Mestre Mansur e a lição de Helio Gracie para quem toma café</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 13:26:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242411" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242411" class="wp-image-242411 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg" alt="Helio Gracie" width="461" height="300" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie.jpg 461w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/thHelioGracie-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px" /><p id="caption-attachment-242411" class="wp-caption-text">Helio Gracie em seu mítico sítio. Foto de Gustavo Aragão, em 2006.</p></div>
<p><em>[ Milton Regis *]</em></p>
<p>É a combinação de diversos fatores que faz o lutador de Jiu-Jitsu estar pronto para ingressar no seleto clube dos faixas-pretas. Não ser adepto de uma bebida inofensiva como uma xícara de café, à primeira vista, pode não ser uma das exigências mais importantes, claro. Mas sim, para o professor Helio Gracie era.</p>
<p>Hoje faixa-vermelha nono grau, grande mestre Francisco Mansur<br />
conta como o saudoso professor promoveu um dos ajustes na dieta dos alunos, e que vem contribuindo para mantê-lo ativo após os 80 anos.</p>
<p>Quando ainda era bebê, Mansur lembra, seu problema era com o<br />
leite. Não saciado pelo leite materno, chorava a ponto de obrigar seus pais a tomar uma decisão difícil: o pequeno Francisco passou a ser alimentado com leite de égua. Na primeira vez, todos ficaram preocupados, pois o pequeno recém-nascido dormiu por mais de um dia. Acordou e voltou a dormir sem ao menos chorar.</p>
<p>A partir deste dia, passou a ser alimentado somente com o tal leite. “Aos 6 meses, eu já pesava 14 quilos”, lembra o faixa-vermelha. Cresceu saudável e nunca teve doença nenhuma, nem mesmo quando exposto diretamente a males comuns da época, como catapora, sarampo e caxumba. Mansur só veio a entrar em um<br />
hospital quando adulto – era policial e foi vítima de tiros.</p>
<p>Durante 35 anos como policial civil no Rio de Janeiro, ele seria alvejado 11 vezes entre ações e emboscadas.</p>
<p>Aos 15 anos, já exímio atleta de natação e de judô pela ACM,<br />
passou a treinar com Helio Gracie após ler nos jornais da cidade a declaração do professor de que “todo judoca é frouxo”. Mansur não gostou e mesmo sem a autorização do professor, o japonês Nagashima, decidiu ir lá provar que não era frouxo. Helio Gracie curtiu a ousadia do rapagão, e deixou Mansur treinar.</p>
<p>Em pé de kimono, derrubou todo mundo, mas no chão se mostrou alvo fácil.</p>
<p>Helio e Mansur tornaram-se, com os anos de convívio grandes<br />
amigos, antes, durante e depois de o pupilo abrir a academia Kioto – ele foi autorizado por Helio a usar o nome Gracie, mas acabou decidindo homenagear a antiga capital do Japão, país onde o Jiu-Jitsu floresceu.</p>
<p>Francisco Mansur recebeu a faixa-preta de Jiu-Jitsu diretamente das mãos do grande mestre em 1972. Não sem antes aprender uma lição importante do mestre.</p>
<div id="attachment_187842" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-187842" class="size-full wp-image-187842" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1.jpg" alt="Grande mestre Francisco Mansor com sua imponente faixa-vermelha de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal" width="580" height="387" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1.jpg 580w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/grand-master-mansur-kioto-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px" /><p id="caption-attachment-187842" class="wp-caption-text">Grande mestre Francisco Mansor com sua imponente faixa-vermelha de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p>Atento aos ensinamentos do irmão Carlos sobre alimentação natural, Helio Gracie sempre lembrava que nosso corpo é alcalino, e o café é altamente ácido. Com uma talagada de açúcar e bebido depois da refeição então, torna-se prejudicial à saúde. Como Helio dizia, mais do que um hábito, o cafezinho torna-se um vício.</p>
<p>Palavras do próprio Helio, em diálogo com Mansur:</p>
<p>– Você bebe café?</p>
<p>– Só de vez em quando.</p>
<p>– Beber café faz mal, é um vício, e vícios são calos na<br />
personalidade de um homem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou seja, para Helio Gracie, tornar-se um faixa-preta de Jiu-Jitsu significava bem mais do que lutar bem e conhecer as técnicas. Envolvia caráter, personalidade, não se curvar aos vícios e cuidar do corpo, 24 horas por dia.</p>
<p>Mansur deixou de lado o líquido fumegante naquele mesmo dia, e<br />
não bebe até hoje.</p>
<p><em>* Milton Regis é professor de Jiu-Jitsu em Nova York e co-<br />
organizador do campeonato Long Island Pride</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mestre-mansur-e-a-licao-de-jiu-jitsu-de-helio-gracie-para-quem-toma-cafe/">Mestre Mansur e a lição de Helio Gracie para quem toma café</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vídeo: A receita do açaí de Helio Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 11:36:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A fruta roxa e antioxidante que faz parte da dieta do Pará ganhou o mundo, e não é por menos. O açaí se tornou essencial em qualquer papo que tenha Jiu-Jitsu e esportes, como pré e pós-treino de respeito. Carlos e Helio Gracie, nascidos em Belém, ajudaram a popularizar a fruta. Mas nada de peixe&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_126704" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-126704" class="size-full wp-image-126704" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/DSC_0200-1.jpg" alt="Helio Gracie, a exemplo do irmão mais velho Carlos, era contra o sexo na véspera de uma luta. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG" width="940" height="613" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/DSC_0200-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/DSC_0200-1-300x196.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/DSC_0200-1-768x501.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/DSC_0200-1-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-126704" class="wp-caption-text">Helio Gracie em foto histórica de Gustavo Aragão</p></div>
<p>A fruta roxa e antioxidante que faz parte da dieta do Pará ganhou o mundo, e não é por menos. O açaí se tornou essencial em qualquer papo que tenha Jiu-Jitsu e esportes, como pré e pós-treino de respeito. Carlos e Helio Gracie, nascidos em Belém, ajudaram a popularizar a fruta. Mas nada de peixe o camarões entravam na mistura dos Gracie, e sim outras frutas e alimentos capazes de deixar a refeição ainda mais nutritiva.</p>
<p>Os patriarcas da família Gracie seguiam uma rigorosa rotina de alimentação, que tinha como pilares a não mistura de cereais entre si, gorduras com açúcar e alimentos ácidos com nenhum outro tipo, essencial para uma digestão limpa. No caso do açaí, Helio gostava de turbinar com queijo, mel e tâmaras, além de outras receitas que levavam água e carne de coco.</p>
<p>No vídeo abaixo, Helio convidou a equipe do SporTV para conhecer um pouco do seu dia e seu café da manhã. Confira!</p>
<div style="width: 100%; height: 0px; position: relative; padding-bottom: 56.250%;"><iframe loading="lazy" style="width: 100%; height: 100%; position: absolute; left: 0px; top: 0px; overflow: hidden;" src="https://streamable.com/e/eiiidr" width="100%" height="100%" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-a-receita-do-acai-de-helio-gracie/">Vídeo: A receita do açaí de Helio Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Relíquia: o dia em que Helio Gracie ensinou Jiu-Jitsu para os Trapalhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2024 20:57:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Programa de grande sucesso nas décadas de 1970, 80 e 90, &#8220;Os Trapalhões&#8221; deixaram saudades entre os telespectadores. Tradicionalmente, o quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias tinha em alguns de seus quadros a presença de famosos. Um dos mais temidos convidados foi o grande mestre Helio Gracie. Foi no episódio &#8220;As Panteras&#8221;, de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_187836" style="width: 1066px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/helio-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-187836" class="size-full wp-image-187836" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/helio-1.jpg" alt="" width="1056" height="684" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/helio-1.jpg 1056w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/helio-1-300x194.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/helio-1-768x497.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/helio-1-1024x663.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/03/helio-1-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1056px) 100vw, 1056px" /></a><p id="caption-attachment-187836" class="wp-caption-text">Helio Gracie ensaia um estrangulamento sobre Didi, grande personagem do humorista Renato Aragão. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Programa de grande sucesso nas décadas de 1970, 80 e 90, &#8220;Os Trapalhões&#8221; deixaram saudades entre os telespectadores. Tradicionalmente, o quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias tinha em alguns de seus quadros a presença de famosos. Um dos mais temidos convidados foi o grande mestre Helio Gracie.</p>
<p>Foi no episódio &#8220;As Panteras&#8221;, de 1977. Didi, uma jovem policial, teve aulas de defesa pessoal com o grande mestre, que se segura para não gargalhar. Confira!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Os trapalhões com uma participação mais que especial, Hélio Gracie." width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/RxTdsrStfQA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/reliquia-o-dia-em-que-helio-gracie-ensinou-jiu-jitsu-e-defesa-pessoal-nos-trapalhoes/">Relíquia: o dia em que Helio Gracie ensinou Jiu-Jitsu para os Trapalhões</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>10 lições de Helio Gracie para mudar seu Jiu-Jitsu e sua vida em 2024</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jan 2024 20:12:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * 1. Em tudo que fazia, do ato de comprar frutas a ter de fazer uma viagem, Helio Gracie priorizava a técnica e a economia de esforço.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_137582" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-137582" class="size-full wp-image-137582" title="Helio Gracie leva uma queda em demonstracao de defesa pessoal e Jiu Jitsu Foto Arquivos" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/10/Helio-Gracie-leva-uma-queda-em-demonstracao-de-defesa-pessoal-e-Jiu-Jitsu-Foto-Arquivos.jpg" alt="Helio Gracie leva uma queda em demonstracao de defesa pessoal e Jiu Jitsu Foto Arquivos" width="640" height="580"><p id="caption-attachment-137582" class="wp-caption-text">Helio Gracie (1913-2009) leva uma queda em demonstração de defesa pessoal e Jiu-Jitsu. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p><strong>1.</strong> Em tudo que fazia, do ato de comprar frutas a ter de fazer uma viagem, Helio Gracie priorizava a técnica e a economia de esforço. Tudo para se beneficiar da máxima eficiência e, como ele dizia, não dar depois &#8220;com os burros n&#8217;água&#8221;. Imite o professor e procure descomplicar sua vida.</p>
<p><strong>2</strong>. Lutador durão, jamais o Gracie nascido em 1º de outubro de 1913 bateu num de seus filhos e sobrinhos, por mais peraltas que fossem. Educava apoiado em sua moral, e da maneira mais eficaz: dando o exemplo.</p>
<p><strong>3</strong>. O professor de Jiu-Jitsu procurava sempre dar dicas saudáveis para aqueles que o cercavam. Com isso, ajudava a construir um ambiente melhor à sua volta e livrar os amigos de problemas. Inspire-se no mestre, e dê bons conselhos.</p>
<p><strong>4</strong>. Apesar de altamente versátil como lutador (Helio era ótimo até com as cotoveladas), ele nos ensinava que todo praticante tem de ter ao menos um golpe forte para as horas mais complicadas. No caso do grande mestre, é este que você vê a seguir, no instante 1min30s.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Helio Gracie" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/bQmz1YDVt3c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>5</strong>. Todo dia ao acordar, o Gracie procurava pisar em sua vaidade. Mesmo após tantas vitórias, tantas primeiras páginas dos jornais, tantos alunos ilustres, o professor que gostava de usar a faixa-azul falava abertamente sobre suas derrotas, os tempos de fracote e o seu lado mais humano. E tudo com excelente humor.</p>
<p><strong>6</strong>. Se Helio Gracie deparava-se com um adversário realmente desafiador, era naquela direção que ele ia. Só assim seu Jiu-Jitsu era testado e evoluía. Pense nisso ao encarar aquele colega de treino encruado.</p>
<p><strong>7</strong>. Ao ligar o televisor para ver alguma luta do UFC, o professor não conseguia entender quando um atleta urrava trepado na grade após vencer qualquer lutinha. &#8220;Ué, ele achou que ia perder?&#8221;, dizia. Curta as vitórias, mas mantenha a postura e não seja dominado pela euforia de momento. O sucesso, afinal, é uma estrada longa.</p>
<p><strong>8</strong>. Sempre que possível, inspire-se em Helio e passe um tempo cercado pela natureza. Vai ver como sua mente, seu corpo e alma vão agradecer.</p>
<p><strong>9</strong>. Procure dizer sempre &#8220;sim&#8221; ou &#8220;não&#8221; na vida, sem evasivas, temores ou dissimulações.</p>
<p><strong>10</strong>. Por fim, é como Helio Gracie pediu antes de nos deixar em 2009, ou &#8220;mudar de CEP&#8221; como costuma dizer o filho Rorion: antes de treinar um aluno para ganhar campeonatos, ensine-o primeiro a não ser surpreendido nas escolas e nas ruas. Como o professor detalha a seguir, para nossos aplausos e agradecimentos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="MASTER HELIO GRACIE - The Key of Gracie System (CLASSIC)" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/oanm5r8Mbks?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-licoes-de-helio-gracie-para-mudar-seu-jiu-jitsu-e-sua-vida-em-2024/">10 lições de Helio Gracie para mudar seu Jiu-Jitsu e sua vida em 2024</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 11:13:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes das finalizações consagradoras de Fabricio Werdum (sobre o poderoso Fedor) e de Anderson Silva (sobre o "poderosão" Sonnen), sua revista mais completa sobre Jiu-Jitsu já reforçava a importância da guarda. Confira, estude e aprenda!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em fevereiro de 2009, GRACIEMAG publicou uma reportagem de capa sobre a história e os mistérios da arte de fazer guarda, destrinchando os aspectos mais importantes desta posição essencial do Jiu-Jitsu. Confira, reveja e assine logo sua GRACIEMAG para mais reportagens como essa, capazes de levar seu Jiu-Jitsu, e sua leitura, a um outro patamar.<br />
</em></p>
<div id="attachment_17374" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17374" class="size-full wp-image-17374 " title="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" alt="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg" width="580" height="386" /></a><p id="caption-attachment-17374" class="wp-caption-text">Rilion ensinando guarda aos alunos em Miami. Foto: Ray Santana.</p></div>
<p>Sim, você nem lembra, mas já nasceu fazendo guardinha. Se parou de treinar por uns tempos o vacilo foi seu. Afinal, a posição, eterna salva-vidas dos lutadores de Jiu-Jitsu nos ringues, já estava consagrada há tempos. Anos. Séculos.</p>
<p>Quem olhar a obra-prima “Riña en el Mesón del Gallo”, tela de um dos melhores pintores de todos os tempos, se não o melhor, Francisco Goya, pode observar a seguinte cena: uma briga de bar, espanhóis dando pauladas para todos os lados. No centro da tela, um cara em posição superior parece&#8230; estar passando a guarda! Bem, deve-se ter um pouco de imaginação para ver isso.</p>
<p>Mas a criatividade esteve sempre ligada à guarda. Num livro obscuro, encontrado nas prateleiras do estudioso Márcio Feitosa, professor da Gracie Barra, pode-se ler uma teoria de que pigmeus africanos já valorizavam, no combate corpo-a-corpo, a técnica de manter as pernas entre o feroz agressor e o seu nariz. Espernear, portanto, sempre foi a salvação.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17375" class="size-full wp-image-17375" title="Goya site" alt="" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg" width="580" height="362" /></a><p id="caption-attachment-17375" class="wp-caption-text">O quadro de Goya, pintado em 1777, está hoje no Museu do Prado, em Madri.</p></div>
<p>Foi o Jiu-Jitsu brasileiro, no entanto, que melhor explorou e valorizou a guarda, como a arte de se defender no chão e equalizar os pesos do agressor e do agredido. Mais do que o judô, sambo ou qualquer outra.</p>
<p>Mas, e os japoneses? Não foram eles que criaram a técnica? Não existem escolas até hoje que priorizam a parte de grappling no judô, parte esta chamada por eles de newaza? Sim, é verdade. Perguntemos, então, a um especialista como o carioca Flávio Canto, o chão mais ofensivo do judô mundial, como ele vê a questão.</p>
<p>“Acho o Jiu-Jitsu brasileiro excepcional. Sua grande contribuição para o newaza mundial, e para o jogo de guarda, foi aliar uma quantidade tão grande de praticantes com a criatividade do brasileiro. Daí surgiu toda a gama de posições e situações inéditas, consagradas hoje”, diz o medalhista olímpico em Atenas-2004. “Guarda-aranha, por exemplo, eu nunca vi antes em lugar nenhum, é coisa do Jiu-Jitsu brasileiro. Outro aspecto positivo da arte é cair fazendo guarda e virando-se sempre de frente para o adversário, afinal ninguém tem olho na nuca. É este reflexo que falta a muitos judocas e wrestlers.”<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>De pedra em pedra, a muralha</strong></p>
<p>Quando aportou no Brasil no início do século XX, o japonês Conde Koma não trouxe apenas um eficaz jogo de pernas, aprendido com afinco pelo jovem Carlos Gracie. Passou também lições orientais de disciplina, saúde e honra que permeariam a história da família para sempre. Buscando espalhar a arte que lhe dava tantos benefícios, Carlos começou a fazer história – e a escrever também a história da guarda. “Ele foi o primeiro ocidental a superar um campeão oriental, em 1924, numa época em que os japoneses achavam os ocidentais uns degenerados”, lembra o filho Rilion Gracie, considerado a melhor guarda da família. Foi contra Geo Omori, quando o grande mestre puxou para a guarda e aplicou um tomoe-nage, o popular “balão”, e caiu montado. O Gracie então estalou o braço do valente japonês, que mandou a luta seguir com as veias saltadas.</p>
<p>Mais tarde, em 1951, quando o irmão Helio Gracie fechou a guarda e, com seus pulsos (fortes até hoje), pôs o exímio judoca Jukio Kato para dormir, num estrangulamento de gola, a arte da guarda estava consagrada. E pronta para continuar sendo desenvolvida, graças à criatividade e suor de outros Gracies, Barretos, Hemetérios, Machados, Vigios, Alves, Virgílios, Gomes, Behrings, Duartes, Penhas, Jucás, Castello Brancos, Góes, Vieiras, Santos e Silvas. E até um Stambowsky. Cada novo fiel adepto da guarda ia dando sua contribuição, depositando uma pedra aqui, cimentando ali, e ajudando a erguer a reputação da guarda como essência do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A metáfora de construção, na verdade, não é gratuita. Para Carlos Gracie Jr., a posição de guarda é como a fortaleza que dá segurança ao lutador. Você não perde necessariamente a guerra se não tem uma muralha sólida, mas que ajuda, ajuda. Inclusive para, do alto dela, postar seu arsenal ofensivo: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu. Você escolhe se prefere lutar com ela aberta ou fechada”, ensina.</p>
<p>“Numa guerra, o mais inteligente é o quê?&#8221;, indaga Carlinhos. &#8220;Começar a guerra de portões fechados. Na guarda fechada, você está guerreando com o inimigo fora dos seus muros. Se o cara abre sua guarda, ele derruba sua porta levadiça. É a posição limítrofe, que obviamente exige nova estratégia. Se ele invadir, ou seja, passar sua guarda e chegar do lado, a batalha começa a se desenrolar dentro dos seus domínios, com você muito mais exposto. Complicou, vai exigir o triplo de força para você se defender, mas não quer dizer que não haja saída.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Helio Gracie vs Kato" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/HMAu0A-vQm8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>O escudo vira arma</strong></p>
<p>No Rio dos anos 1950, o Jiu-Jitsu já era famoso por dar a qualquer magrinho a chance de ser sua própria fortaleza. Foi, então, a vez de Carlson Gracie dar sua contribuição à guarda – primeiro em seus tempos de lutador, depois com seus alunos. Competitivo ao extremo, Carlson começou a especializar seus alunos, para ganhar os campeonatos. Era quando bradava: “Ou és guardeiro, ou és passador”. Se o leitor perguntar quem foram seus melhores pupilos, quatro bons guardeiros estarão certamente na lista: Cássio Cardoso, Ricardo de la Riva, Sergio Bolão e Murilo Bustamante.</p>
<p>“Há o mito de que o Carlson só treinava passadores de guarda. Mas além do De la Riva, ele tinha outro aluno, Marcelo Duque Estrada, o Homem-Polvo, hoje juiz, que tinha uma guarda incrivelmente elástica”, comenta o mestre faixa-coral Redley Vigio. “Cássio Cardoso, por exemplo, era completo. Mas a guarda dele de fato marcou: todo estudante de Jiu-Jitsu devia assistir à sua luta de uma hora de duração contra Marcelo Behring, em 1988. Marcelo também tinha uma senhora guarda, e o final é sensacional. Está toda no Youtube.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cassio Cardoso vs Marcelo Behring - Parte 01" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/sy-hSzyEoFU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Grandes para a época, com cerca de 76kg, Cássio tinha no aluno de Rickson Gracie seu maior rival, e a luta de uma hora foi o tira-teima entre os dois, realizado na Lagoa, na casa de shows Jardim Babilônia, ex-Roxy Roller. “Carlson me disse para puxar para a guarda e cansá-lo. Usei até uma raspagem que aprendi com Marcio Macarrão, mas na época não valia ponto. No fim, passei a guarda três vezes e ele passou uma, 6 a 2, na pontuação da época. Hoje, seria algo como 21 a 5”, comenta Cássio, de 46 anos.</p>
<p>Até 1994, não bastava o lutador de baixo inverter a luta e cair por cima para ganhar os pontos de raspagem – tinha de fazê-lo usando apenas golpes reconhecidos, como o tomoe-nage, ou o pé na virilha, ou a tesoura clássica, entre outros poucos. Com a reforma de regras, proposta pela recém-inaugurada Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, bastava aos guardeiros passar a ficar por cima para faturar dois pontos. Eles agora estavam prestigiados. E prontos para surpreender.</p>
<p>“A guarda, que até 1994 era mais um escudo, passou a ser a arma que podia decidir a luta. Lembro de ter visto na academia, em 1987, Renzo Gracie fazer guarda-aranha pela primeira vez. Como ele era um cara com muitos recursos, usava pouco nas competições. Eu, magrinho, adorei a invenção e surpreendi muita gente”, lembra Vinicius Magalhães, o Draculino, de 37 anos. O show dos guardeiros começava. No mesmo ano, com o gancho de fora enrolado pelo seu pé largo e mole, Ricardo de la Riva conseguiu parar o ímpeto do praticamente imbatível Royler Gracie, e ganhou uma guarda com seu nome.</p>
<p>Com um “joelho morto”, como lembra, Roberto “Gordo” Corrêa foi obrigado a improvisar e também deixou sua marca na arte. “A meia-guarda, que até então podia ser considerada uma posição favorável ao atleta de cima, quase tão boa para atacar como do cem-quilos, é hoje uma posição perfeita para o cara de baixo contra-atacar. Não tem jeito, o Jiu-Jitsu segue em franca evolução”, observa Carlinhos Gracie.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie now teaching in Miami Florida" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/dHLdu6iF64Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Perna dura? Ok, você ainda pode ser um ótimo guardião</strong></p>
<p>Difícil falar na evolução da posição sem citar dois outros foras-de-série. Roberto “Roleta” Magalhães, o engenheiro das raspagens, influenciou uma geração com golpes novos, armadilhas improváveis que superaram, nos Mundiais, craques de diversas gerações – de Wallid Ismail (1996) a Zé Mario Sperry (1998), de Amaury Bitetti (1999) a Fernando Margarida (2000). Não à toa, os três donos das guardas mais admiradas da atualidade – Rubens Cobrinha, Bráulio Estima e Roger Gracie – consideram a ele, Roleta, o melhor que já viram lutar. Outro exímio guardeiro, com finalizações surreais, foi Antonio “Nino” Schembri, que também deu novo ritmo ao Jiu-Jitsu ofensivo – no caso, o rock de seu ídolo Elvis Presley.</p>
<p>Alongados, de pernas fortes e flexíveis, os dois ases da Gracie Barra ajudaram a solidificar o mito de que guarda eficiente é guarda elástica, quase mágica. Não necessariamente. Árbitro da batalha entre Roleta e Wallid, no Mundial 1996, o policial Sergio Ignácio cansou de treinar com as melhores guardas da Gracie Barra. Passador dos bons, forte, adepto daquele jogo de amassar, viu-se num dilema na faixa-marrom: “Ou eu aprendia a fazer guarda, ou Carlinhos não me graduaria faixa-preta. Foi quando expus meu problema para Renzo, e ele me deu o pulo do gato que acabaria com meu temor de fazer guarda: a boa reposição não exige elasticidade, abertura de pernas – basta você não deixar o cara passar da linha do seu joelho. Essa lição facilita muito para repor”.</p>
<p>A partir daí, seu jogo de guarda pode ganhar asas. Como o “Carcará” Bráulio Estima revela: “Quando eu ataco, faço de trás para a frente. Primeiro, bloqueio a defesa do adversário para o meu ataque, e só depois busco o golpe fatal. São ajustes mínimos. A primeira coisa a fazer é quebrar a postura do adversário. Aí trabalho e tento anular sua defesa, antes mesmo de atacar. Assim, se eu ataco um triângulo mas o cara defende, acaba sobrando um braço. Hoje, o bom guardeiro não é aquele que defende a melhor passagem do adversário, e sim aquele que não deixa o adversário começar a aplicar sua melhor passagem. Não se pode deixá-lo desenvolver seu melhor jogo. É o famoso ‘passo à frente’”.</p>
<p>Para você chegar a um estágio avançado, porém, jamais se esqueça de construir uma base sólida, para sua muralha não ruir: “Quem quer ter uma boa guarda deve aprender e treinar todas as etapas da guarda”, diz Fabio Gurgel, líder da Alliance. “Primeiro fechada, com o adversário de joelhos; depois com o mesmo em pé; depois a guarda clássica com pé na virilha e suas variações. Insista no básico, que depois seu biótipo e seu tipo de jogo vão certamente definir o que é ideal para você.” Pronto, agora você está pronto para espernear – desta vez, com toda a classe.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O treino de Paulo Miyao para aquecer a guarda no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/dSMdod38Nh4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-jiu-jitsu-brasileiro-e-a-guarda/">Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lições de ouro: 10 frases ricas em ensinamentos da saga dos Mundiais</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 12:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 20 anos à beira da área de luta em todos os Mundiais de Jiu-Jitsu, a equipe GRACIEMAG sempre procurou aprender com os grandes ídolos do esporte. Não apenas os observando em ação, mas escutando atentamente o que os campeões tinham a dizer. Selecionamos, aqui, dez das frases mais marcantes e instrutivas colhidas por nossas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_161090" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Roger-Gracie.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-161090" class="size-full wp-image-161090" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Roger-Gracie.jpg" alt="Roger Gracie após vencer mais uma luta no Mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen" width="704" height="469" /></a><p id="caption-attachment-161090" class="wp-caption-text">Roger Gracie após vencer mais uma luta no Mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen</p></div>
<p>Há 20 anos à beira da área de luta em todos os Mundiais de Jiu-Jitsu, a equipe GRACIEMAG sempre procurou aprender com os grandes ídolos do esporte. Não apenas os observando em ação, mas escutando atentamente o que os campeões tinham a dizer.</p>
<p>Selecionamos, aqui, dez das frases mais marcantes e instrutivas colhidas por nossas reportagens. Aprenda com eles!</p>
<p>As inscrições para o Mundial de Jiu-Jitsu 2015 se encerram hoje. Para ir à luta, visite IBJJF.org.</p>
<p><strong>10. Fernando Tererê, no Mundial 2004:</strong></p>
<blockquote><p>O Roger não me deu espaço nenhum, eu só conseguia mexer os olhos!</p></blockquote>
<p><strong>9.  Felipinho Costa, ouro no Mundial 2003:</strong></p>
<blockquote><p>Nunca tive o dom, mas ralei muito.</p></blockquote>
<p><strong>8. Ronaldo Jacaré, no Mundial 2004</strong></p>
<blockquote><p>O pessoal até comentou que antigamente os lutadores abandonavam o Jiu-Jitsu para lutar MMA. Hoje, eles deixam o tatame para formar equipes de Fórmula-1: ‘correm&#8217; para caramba&#8230;</p></blockquote>
<p><strong>7. Kron Gracie, ao vencer o Mundial 2006 de faixa-roxa diante do avô, Helio Gracie:</strong></p>
<blockquote><p>Sempre ouvi do meu avô que pontos e vantagens não valiam de nada, por isso vim hoje buscando finalizar todas as minhas lutas.</p></blockquote>
<p><strong>6. Xande Ribeiro, após o ouro absoluto no Mundial 2006:</strong></p>
<blockquote><p>O pessoal costuma esquecer que a luta de Jiu-Jitsu começa em pé e a queda também vale dois pontos.</p></blockquote>
<p><strong>5. Guy Ritchie, diretor de cinema, durante o Mundial 2009, em que Roger Gracie finalizou todas as suas nove lutas:</strong></p>
<blockquote><p>Aprendo com o Roger há alguns anos, mas não podia imaginar que ele era assim tão melhor que os outros.</p></blockquote>
<p><strong>4.  Bruno Malfacine, no Mundial 2009:</strong></p>
<blockquote><p>Tinha vontade de chorar de tanto treino.</p></blockquote>
<p><strong>3. Saulo Ribeiro, sobre a vitória de Xande contra Roger no Mundial 2006:</strong></p>
<blockquote><p>Foi uma luta digna de Rocky Balboa. Apanhou, apanhou e no final, &#8220;pou&#8221;!</p></blockquote>
<p><strong>2. Ronaldo Jacaré, após a eletrizante final do absoluto no Mundial 2004:</strong></p>
<blockquote><p>Botei na cabeça que não ia bater e fiz o meu corpo corresponder.</p></blockquote>
<p><strong>1. Marcus Buchecha, no Mundial 2013:</strong></p>
<blockquote><p>O Leozinho me mostrou essa posição um dia e comecei a treinar muito, é quase um berimbolo. Mas a galera me pediu para não arriscar contra o Rodolfo, pois se eu caísse por baixo estaria f… Decidi arriscar e deu certo, caí nas costas dele.</p></blockquote>
<p>E a sua frase favorita, amigo leitor? Mande aqui nos comentários. Oss!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O adeus a mestre Ricardo Azoury, fotógrafo e aluno de Rolls Gracie</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2022 17:39:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Fotógrafo profissional desde os 21 anos, em 1977, o praticante e lutador de Jiu-Jitsu Ricardo Azoury faleceu neste fim de semana em Petrópolis, no Rio de Janeiro, após um acidente de carro na entrada de Itaipava. Um dos primeiros fotógrafos de GRACIEMAG, mestre de Gustavo Aragão, Luca Atalla &#38; cia, o ex-competidor formou-se em Belas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237574" style="width: 371px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237574" class="size-full wp-image-237574" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins.jpg" alt="" width="361" height="299" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins.jpg 361w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins-300x248.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Ricardo-Azoury-e-cia-por-Juca-Martins-150x124.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px" /><p id="caption-attachment-237574" class="wp-caption-text">Ricardo Azoury (esquerda, sem barba) com os companheiros da Agência F4. Foto: Juca Martins</p></div>
<p>Fotógrafo profissional desde os 21 anos, em 1977, o praticante e lutador de Jiu-Jitsu Ricardo Azoury faleceu neste fim de semana em Petrópolis, no Rio de Janeiro, após um acidente de carro na entrada de Itaipava.</p>
<p>Um dos primeiros fotógrafos de GRACIEMAG, mestre de Gustavo Aragão, Luca Atalla &amp; cia, o ex-competidor formou-se em Belas Artes pela UFRJ.</p>
<p>Ao longo de sua prolífica trajetória, publicou suas joias fotográficas íntimas e por vezes poéticas em todas as grandes revistas do Brasil. Lá fora, emplacou fotos em veículos como “Newsweek”, “New York Times”, “L’Express”, e “Scientific America”, entre tantas outras.</p>
<p>Ele foi o fotógrafo de livros clássicos do Jiu-Jitsu, como os manuais de técnicas de Helio Gracie, Renzo e Royler.</p>
<p>De presidentes da república aos craques da seleção, passando pelos lutadores mais duros do planeta, Ricardo Azoury também registrou a natureza, um de seus personagens prediletos nos últimos anos. Tornou-se documentarista ao produzir um filme sobre a Amazônia.</p>
<p>Aluno de mestre Rolls Gracie até a faixa-marrom, ele parou de treinar Jiu-Jitsu após a morte do Gracie em 1982, por conta da tristeza e também da rotina atribulada de viagens e sessões de fotos.</p>
<p>Relembre algumas das célebres histórias de Azoury durante o 1º Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, em entrevista aos historiadores Sandro Padial e Fabio Quio.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Fotógrafo do 1° Mundial de Jiu-Jitsu 1996 - Ricardo Azoury" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/mo4PtBymKpc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-adeus-a-mestre-ricardo-azoury-fotografo-documentarista-e-aluno-de-rolls-gracie/">O adeus a mestre Ricardo Azoury, fotógrafo e aluno de Rolls Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Artigo: a saga e a evolução do Jiu-Jitsu sem kimono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 17:14:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Marcelo Garcia surpreendeu a comunidade da luta agarrada ao vencer o Abu Dhabi World Submission Wrestling Championship (ADCC) em 2003, em São Paulo, ele disse que tinha treinado pouco mais de uma semana sem kimono em toda a vida. Havia sido alguns meses antes, quando participou da seletiva brasileira para o evento principal e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_31057" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-31057" class="wp-image-31057 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1.jpg" alt="Roger Gracie nas costas de John Olav Einemo, na superluta do ADCC 2007. Foto: Luca Atalla" width="500" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1.jpg 500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Roger-Gracie-ADCC-2007_By-Luca-Atalla-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-31057" class="wp-caption-text">Roger Gracie nas costas do craque norueguês John-Olav Einemo, na superluta do ADCC 2007. Foto: Luca Atalla</p></div>
<p>Quando Marcelo Garcia surpreendeu a comunidade da luta agarrada ao vencer o Abu Dhabi World Submission Wrestling Championship (ADCC) em 2003, em São Paulo, ele disse que tinha treinado pouco mais de uma semana sem kimono em toda a vida.</p>
<p>Havia sido alguns meses antes, quando participou da seletiva brasileira para o evento principal e perdeu a vaga na categoria até 77kg na disputa final contra Daniel Moraes, uma de suas raras derrotas entre atletas do seu peso até hoje. Na semana do torneio, ele foi chamado para substituir um participante que não pôde ir ao Brasil, e o resto é história.</p>
<p>Um dos melhores lutadores sem kimono do planeta adaptou suas técnicas de uma forma muito simples: apenas tirou o paletó. Mas por que mesmo um competidor de uma modalidade (Jiu-Jitsu) participou e e se tornou campeão de outra (grappling)?</p>
<p>O Jiu-Jitsu é uma arte marcial desenvolvida originalmente com o objetivo da defesa pessoal. E cujo treinamento e aperfeiçoamento técnico, em sua história, foram buscados sempre em função das situações mais próximas da realidade. O kimono – hoje associado a uma tradição – foi instituído simplesmente para simular o uso do paletó do terno. O que pode parecer estranho ao visualizarmos uma sociedade que anda em mangas de camisas, mas que é perfeitamente entendido se voltarmos, digamos, 50 anos no tempo, e percebermos que o terno era até bem pouco tempo o “uniforme” do homem em seu dia a dia.</p>
<p>A competição é apenas um dos aspectos do Jiu-Jitsu. E a enorme expansão deste confronto entre atletas da mesma modalidade é coisa recente. De fato, a disputa contra atletas de outras modalidades (o vale-tudo) é anterior a esta prática, já que foi a maneira que o grande mestre e pioneiro da família, Carlos Gracie, encontrou de difundir o Jiu-Jitsu e provar à sociedade que aquele estilo era mais adaptado a situações reais do que os outros.</p>
<p>Obviamente, a imagem de um lutador de kimono ajudava a distinguir a arte marcial de outros estilos confrontados, como a capoeira e a luta livre olímpica. E por uma questão de marketing, o uso do traje foi sempre estimulado.</p>
<p>Tanto que o grande mestre Helio Gracie torceu o nariz quando o sobrinho, Carlson, numa de suas antológicas lutas contra Wilson de Oliveira, o Passarito, retirou no gramado do Maracanã o kimono no primeiro assalto e terminou o combate só de sunga. Mas, se vasculharmos a história, notaremos que o próprio Helio também atuou sem kimono – por exemplo, na luta que o alçou definitivamente à fama, contra o americano Fred Ebert, em novembro de 1932.</p>
<p>Em geral, no entanto, Helio Gracie lutou muito mais de kimono. Carlson, no entanto, que sucedeu Helio como o maior representante da família nos ringues, usou a vestimenta muito poucas vezes em sua carreira. De qualquer forma, sempre trajou o kimono para dar aulas, tanto na academia Gracie como quando passou a ensinar em seu próprio dojo.</p>
<p>O treino “sem kimono”, portanto, acontecia nas academias de Jiu-Jitsu apenas em períodos anteriores a uma luta de vale-tudo marcada. Ou quando estivesse muito quente, ou para variar o treino em determinado dia. Ou, posteriormente, a partir da época de mestre Rolls Gracie, quando os competidores estivessem prestes a disputar, por exemplo, um campeonato de luta olímpica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_141442" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-141442" class="size-full wp-image-141442" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1.jpg" alt="Mark Kerr vs. Zé Mario Sperry at the 2001 ADCC" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/kerrXzemario04-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-141442" class="wp-caption-text">Mark Kerr contra Zé Mario Sperry, na superluta do ADCC em 2001. Foto: Ricardo Azoury</p></div>
<p>Um horário determinado “sem kimono”, porém, não existia, pelo menos na segunda metade do século passado (e ainda permanece assim na grande maioria das academias no Brasil). Até que, na década de 1990, começou um grande êxodo do Jiu-Jitsu para os Estados Unidos, onde muitas academias então instituíram aulas sem kimono, fosse para acomodar alunos que se matriculavam visando à disputa do vale-tudo, agora conhecido através do Ultimate Fighting, ou mesmo para cooptar praticantes de wrestling, modalidade tão difundida nas escolas americanas.</p>
<p>Com a proliferação da prática sem kimono, foi questão de tempo até surgirem as competições. E, no final da década, surgiram ligas como Naga e Grapplers Quest, organizando torneios inicialmente na costa leste americana. Mas a grande virada desta “nova” modalidade ocorreu em 11 de outubro de 1997.</p>
<p>Na época, o vale-tudo claudicava. Bombardeado por um lobby contrário encabeçado pelo senador John McCain, que disputaria a presidência anos depois com Barack Obama, a maioria dos estados americanos proibiu a realização de eventos, e as companhias que distribuíam o pay-per-view aderiram à campanha, tolhendo dos eventos sua principal receita.</p>
<p>Casador de lutas de uma organização de vale-tudo chamada Extreme Fighting, John Perretti tentou contornar a má fama das lutas sem regras – retirou os golpes traumáticos, reuniu nomes famosos como Dan Henderson e Frank Shamrock, e realizou um torneio de luta agarrada chamado “The Contenders”. A audiência foi fraca, e jamais houve uma segunda edição. Porém, entre os telespectadores estava um certo xeque dos Emirados Árabes apaixonado pelo Jiu-Jitsu. Sua Alteza, Tahnoon bin Zayed, gostou do que viu, e sacou que aquela era uma grande ideia de como desafiar e divulgar o Jiu-Jitsu.</p>
<div id="attachment_127708" style="width: 950px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-127708" class="size-full wp-image-127708" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1.jpg" alt="" width="940" height="627" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/10/MG_3481-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-127708" class="wp-caption-text">Gabi Garcia contra Mackenzie Dern, lendas da modalidade sem pano feminina, durante evento da IBJJF. Foto: Ane Nunes</p></div>
<p>Em março de 1998, a equipe GRACIEMAG desembarcou em Abu Dhabi, junto com atletas de diversas modalidades de luta de vários pontos do mundo, e presenciou o primeiro ADCC (sigla que vinha de Abu Dhabi Combat Club, a equipe local).</p>
<p>O evento, que já rodou pelos Emirados, Brasil, Estados Unidos e Europa, estimulou então um processo de divulgação massiva da modalidade, batizada de submission wrestling ou grappling.</p>
<p>Nos primeiros ADCCs, o Jiu-Jitsu prevaleceu. Os wrestlers americanos Mark Kerr e Jeff Monson, o judoca japonês Sanae Kikuta e o bielorrusso Alexander Savko foram algumas das notáveis exceções. Assim mesmo, Jeff Monson é hoje faixa-preta e ardoroso defensor do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Mas, se o torneio começou por propor confrontar estilos de luta agarrada, misturando as regras de forma a valorizar as características de todas as modalidades (com pontuações vantajosas para quedas limpas e punições para o ato de puxar para a guarda), e se hoje em dia existem diversas academias específicas do chamado no-gi, por que os atletas do Jiu-Jitsu seguem dominando o ADCC?</p>
<p>Há diversas teorias. Para alguns mestres, as décadas de treino com o uso do kimono deixam a técnica mais apurada e precisa, trunfo necessário para vencer as pegadas dos adversários. Outras teses: a qualidade das alavancas do Jiu-Jitsu e o talento de distribuir bem o peso dos craques do esporte. Há, ainda, quem diga que o Jiu-Jitsu ensina táticas de defesa eficientes ao extremo, como as que Roger Gracie demonstrou em sua vitória quase mágica, no ADCC 2005.</p>
<p>Para muitos, contudo, o grande poder do Jiu-Jitsu está justamente em ser um sistema completo e versátil de técnicas, capaz de ir bem nas ruas, nos tapetes e em qualquer ambiente, com qualquer traje. Um conjunto que que envolve quedas, cotoveladas, luta de solo, controle, finalização, chaves de braço e de pé. O que ocorre, muitas vezes, é que por ser um sistema de artes marciais tão amplo, o praticamente opta por se aperfeiçoar em determinado aspecto em detrimento de outros. Um atleta ama guarda, outro gosta de derrubar e cair por cima, e um terceiro pode ser um grande especialista em chaves de joelho e pé. Alguns estrangulam melhor, outros preferem atacar os braços, e por aí vai. Natural.</p>
<p>Fundamental, no entanto, é que os praticantes nas academias invistam nas defesas, para assim aprender a evitar qualquer ataque, independente do golpe, do estilo do oponente, ou do local da batalha.</p>
<p>Foi o que fez, lá no início, o esporte sem kimono se tornar tão apaixonante e imprevisível, e crescer cada vez mais no planeta.</p>
<p><strong><em>*** Artigo do baú de GRACIEMAG, publicado originalmente em nossas páginas em 2009, na edição #151.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_58050" style="width: 421px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-58050" class="size-full wp-image-58050" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3.jpg" alt="" width="411" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3.jpg 411w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3-300x243.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/04/6179524206_a463d41215-3-150x122.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 411px) 100vw, 411px" /><p id="caption-attachment-58050" class="wp-caption-text">Marcelinho Garcia celebra mais uma vitória no ADCC. Foto: GRACIEMAG</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-a-saga-e-a-evolucao-do-jiu-jitsu-sem-kimono/">Artigo: a saga e a evolução do Jiu-Jitsu sem kimono</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Helio Gracie e a lição sobre o uso da força no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2022 09:47:12 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_141734" style="width: 649px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/1-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-141734" class="size-full wp-image-141734" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/1-1.jpg" alt="" width="639" height="423" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/1-1.jpg 639w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/1-1-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/1-1-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px" /></a><p id="caption-attachment-141734" class="wp-caption-text">Helio Gracie, em foto de Luca Atalla</p></div>
<p>Existe uma grande controvérsia sobre o Jiu-Jitsu moderno. Seria a arte suave não tão suave como dizem? Há quem defenda que sem força o atleta não vence. Também têm aqueles que acreditam que a técnica vença sempre, não importa a pujança do oponente. Mas o que o professor Helio Gracie achava disso?</p>
<p>Defensor ferrenho da filosofia da alavanca, o saudoso grande mestre gostava de ressaltar sua desvantagem na força, e que a técnica aplicada de maneira correta seria a chave de suas vitórias. Contudo, Helio não se absteve dos músculos. O segredo estava em outro detalhe: a hora certa de usar.</p>
<p>Esquecer o uso da força para aprender ao máximo o uso da alavanca era a receita de Helio. A potência, no seu ver, era para ser usada apenas no momento certo. Ele exemplificou falando dos filhos:</p>
<p>“Se precisarem lutar uma, duas, dez horas eles lutam, porque não fazem força. A hora que precisa ele bota a força em cima da técnica.”</p>
<p>Confira abaixo a rara aula do grande mestre Helio Gracie e evolua o seu Jiu-Jitsu!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rio de Janeiro, Agosto de 1993 - Cássio Werneck e Helio Gracie" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/i_hpuun8pLg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/helio-gracie-e-a-licao-sobre-o-uso-da-forca-no-jiu-jitsu/">Helio Gracie e a lição sobre o uso da força no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A voz do mestre: para Flavio Behring, &#8220;o bom professor ensina, não se exibe&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 14:11:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje respeitado faixa-vermelha, Flavio Behring começou a treinar em 1947. Seu primeiro dia de kimono é de causar inveja: ele começou dando uma sonora queda no todo poderoso Helio Gracie. O pequeno Flavio tinha apenas 10 anos, e o mestre só queria mostrar como aquela ciência chamada Jiu-Jitsu possibilitava a uma criança derrubar um adulto. Deu certo,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje respeitado faixa-vermelha, Flavio Behring começou a treinar em 1947. Seu primeiro dia de kimono é de causar inveja: ele começou dando uma sonora queda no todo poderoso Helio Gracie.</p>
<p>O pequeno Flavio tinha apenas 10 anos, e o mestre só queria mostrar como aquela ciência chamada Jiu-Jitsu possibilitava a uma criança derrubar um adulto. Deu certo, e hoje o pai de Marcelo e Sylvio Behring é um faixa-vermelha respeitado – condecorado faixa-preta pelo próprio Helio, ali por 1955.</p>
<p>“Aos 17 anos, eu já era instrutor da academia e usava a faixa-azul clara própria dos instrutores, mas nesse dia o professor pegou a faixa-preta dele e me deu”. Leia outras histórias recheadas de lições desse grande mestre, que já sabe o que fazer quando seu “ciclo” chegar ao fim: vestir a faixa-branca e recomeçar. (A reportagem a seguir foi publicada originalmente em <a title="Confira edições passadas e como assinar a revista de Jiu-Jitsu GRACIEMAG" href="https://www.graciemag.com/pt/2015/02/jiu-jitsu-e-a-arte-de-superar-obstaculos/" target="_blank" rel="noopener">GRACIEMAG #216</a>.)</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O senhor treina desde 1947. Foi amor à primeira vista, mestre?</strong></p>
<p><em><strong>FLAVIO BEHRING:</strong></em> Não, não foi amor à primeira vista, apesar de hoje o pessoal ter essa impressão. Meus primeiros treinos foram no quarto da casa do professor Helio, na praia do Flamengo, no Rio. No começo foi legal, mas como eu era um garoto muito asmático, aquele quartinho pequeno, forrado de colchões e lonas até nas paredes me causava desconforto. Meu pai, o jornalista Sylvio Behring, era diretor do jornal “O Globo” e amigo de Helio Gracie, e me contava histórias fascinantes daquele mestre. No meu primeiro dia, o professor mostrou como se fazia um ganchinho ali entre as pernas dele e com a alavanca ele se deixou cair. Eu fiquei impressionado: “Olha só… Mesmo pequeno, sou capaz de derrubar um homem”. Mas a asma falou mais alto e comecei a sentir falta de fôlego durante as aulas, e logo comecei a faltar as aulas e me afastei. A verdade é que, aos 10 anos, eu era um menino vulnerável, pelos problemas respiratórios e pela total aversão e medo de qualquer confronto físico.</p>
<div id="attachment_173380" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-173380" class="wp-image-173380 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1.jpg" alt="Flavio Behring ensinando Jiu Jitsu Foto Divulgacao" width="960" height="637" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1.jpg 960w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1-768x510.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-173380" class="wp-caption-text">O faixa-vermelha atento a um detalhe durante aula de Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação/FlavioBehring.com</p></div>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu engrenou em sua vida?</strong></p>
<p>Com 13 anos, sofri um bullying violento na escola, que me traumatizou. Um colega mais velho, que eu olhava com admiração, ouviu um disse-me-disse e veio tomar satisfação, e imediatamente me lascou um tapa na cara. As agressões não pararam aí, já que ele passou a escrever no quadro-negro coisas como “Flavio é covarde”, uma pecha que começou a pegar no colégio Brasil América, em Botafogo. Eu já não tinha amigos, ninguém sentava do meu lado. Meu irmão e outros colegas que sabiam que eu havia treinado Jiu-Jitsu me incentivavam a reagir, mas eu era incapaz. Até que comecei a faltar o colégio e a não comer direito, e meu pai ficou preocupado e pediu ajuda. Aconteceu então o episódio que me marca até hoje.</p>
<p><strong>Quando Helio Gracie apareceu na escola&#8230;</strong></p>
<p>Exato. Eu estava na sala de aula, e aparece na porta o professor Helio Gracie. Ele já era uma personalidade reconhecidíssima em todo o Brasil, pelos seus feitos contados em revistas e jornais. O mestre pediu licença e anunciou que estava precisando da ajuda do “instrutor da academia” dele, que estudava ali. Começaram os olhares incrédulos e os cochichos, e Helio arrematou: “Ele não reage a nenhuma agressão dos colegas porque eu o proíbo”. Era um grande psicólogo, né? E aí tudo mudou. Fomos até seu carro, ele me deixou em casa e de tarde comecei na academia famosa da avenida Rio Branco, sob a tutela do João Alberto Barreto, que era só três anos mais velho do que eu. Mas tornou-se meu ídolo, o cara que eu gostaria de ser, e me ensinou a ter uma convicção inabalável nas técnicas de autodefesa. Rapidamente voltei a pedir a meu pai para faltar à escola – agora não por medo, mas para passar o dia na academia de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como foi sua primeira luta?</strong></p>
<p>Minha primeira história curiosa foi a ocasião em que apareci na primeira página dos jornais, com 14 anos. Apareceu no Rio um japonês chamado Shimura (não confundam com o Kimura) que dizia querer enfrentar o grande campeão Helio Gracie. O professor Carlos Gracie, sábio como sempre, propôs que o japonês enfrentasse Carlson, mas o desafiante recusou. Então Carlos me pegou e fomos para os jornais: “Já que o Shimura se recusa a lutar com Carlson, ele vai apanhar aqui do nosso faixa-branca, de apenas 14 anos.” Os jornalistas vibraram e virou manchete. O japonês sumiu, claro. A minha primeira luta foi um pouco depois, o professor Carlos me chamou e fomos para a antiga sede da ACM, no Castelo. Eu achava que era uma exibição qualquer. Nada, era uma luta à vera contra um faixa-preta de judô, e fui empurrado para o ringue, pois minhas pernas não se mexiam, travei. Quando a luta começou, o camarada me arremessou de tudo que é jeito de costas no tablado duro, de um lado para o outro. Uma vez por baixo, imobilizado, eu de repente me lembrei de uma posição de autodefesa, fiz uma pressão no pescoço dele, um estrangulamento e o cara dormiu. Aquela finalização criou uma máxima que uso em cursos e seminários por todo o mundo: “Vence quem sabe finalizar, não basta imobilizar”.</p>
<p><strong>Seu pai era diretor do jornal “O Globo”. Por que você acha que a mídia e os grandes jornais ficaram de mal com o Jiu-Jitsu por várias décadas?</strong></p>
<p>Em parte, os próprios praticantes foram responsáveis. A partir dos anos 1960 e 1970 começaram a haver invasões de academia, o que por um lado reforçou a eficiência da arte, mas por outro passou uma imagem extremamente negativa em relação às artes marciais como escolas educadoras, respeitadoras e éticas. As invasões trouxeram antipatia. E começou, também, a haver um falso pudor contra as lutas de vale-tudo por parte das autoridades e jornalistas. Digo falso pudor porque, hoje, o MMA voltou a ser um espetáculo para a mídia. Você vê, o vale-tudo, filho do Jiu-Jitsu, resgatou a honra da arte nos jornais…</p>
<p><strong>Qual é a grande lição para quem pretende treinar Jiu-Jitsu até depois dos 70 anos?</strong></p>
<p>Moderação nos treinos. A maior lição que aprendi nessas décadas é que os três tapinhas são a maior arma do praticante. Pedir para parar no treino não significa se acovardar. Significa que você encontrou o seu limite naquele dia, naquela posição, uma limitação emocional ou mesmo física – se o seu braço está envergado, desista, é melhor do que estalar e permitir um estrago. Saber dosar os treinos e não passar dos limites é o que eu indico. Não tenha vaidade, use os tapinhas e pare antes de se machucar. Essa é a salvaguarda do praticante. Além de entender isso, eu prezo por uma boa alimentação, uma ótima noite de sono. Muitas pessoas me dizem: “Mestre, quero chegar à sua idade assim igual a você”. Eu respondo: “Então comece hoje, pois já está tarde”.</p>
<blockquote><p>Minha asma, como tantos males, era 20% física e 80% psicológica</p></blockquote>
<p><strong>E a sua asma, nunca mais voltou? Jiu-Jitsu cura asma também?</strong></p>
<p>Minha asma, como tantos males, era 20% física e 80% psicológica. O Jiu-Jitsu não apenas melhorou minha respiração, mas principalmente me levou a jamais fraquejar novamente como pessoa. Me tornei uma pessoa mais confiante e esses males respiratórios foram embora. Aliás, aprendi a não me afobar jamais, em qualquer aspecto da minha vida, nem diante do pior dos problemas. Perder a tranquilidade e o controle emocional não ajuda o problema a ser solucionado, ao contrário.</p>
<p><strong>Um faixa-vermelha segue aprendendo até hoje?</strong></p>
<p>Eu estudo todos os dias, pois sei que ninguém sabe nada. Como meu corpo tem mudado com o tempo, eu volto às posições mais básicas, para conferir se eu ainda consigo executá-las daquela mesma maneira, ou se preciso me readaptar. Mas o estudo continua, e em 2017 vou dar uma grande festa (de kimono num dojô) para comemorar meus 80 anos de vida e os 70 de Jiu-Jitsu. Será o fim de meu ciclo como aluno, instrutor, professor, mestre e grande mestre, e vou aposentar a faixa-vermelha e voltar a vestir a faixa-branca. E assim vou reaprender tudo novamente, pois viver é isso. Meus alunos, preocupados, questionam essa “aposentadoria”, mas o certo é que serei um eterno professor de Jiu-Jitsu.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="80 / 70 anos do GM Flavio Behring - TV Pegada #95" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/j_obVvp7ZiQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Queremos ser convidados para essa festa incrível. Mestre, pelos seus critérios, o que um aluno precisa apresentar para tornar-se faixa-preta?</strong></p>
<p>Olha, para você entender minha visão, sou contra até mesmo graduar lutador no pódio de campeonatos. O que ocorre: para mim, graduação não se dá por performance. Eu graduo um aluno por competência, o que significa que ele acumulou um lastro, uma coleção de saberes. Ganhar uma medalha de ouro é apenas um segmento do Jiu-Jitsu. Uma medalha tem simbolismo momentâneo, pois a vitória é efêmera. Na escola, ninguém passa de ano só por saber matemática e tirar zero em todas as outras disciplinas, certo? É a mesma coisa. Um dos principais critérios para mim é saber e ensinar bem autodefesa, um pilar do Jiu-Jitsu. Outro aspecto fundamental é que o professor de Jiu-Jitsu precisa ter competência para ensinar. Saber história da arte, estudar. Saber nomenclatura, por exemplo. Ele não pode mostrar uma posição e dizer “aqui em pé você faz o ganchinho”. É osotogari. <strong>Percebo que hoje muito lutador sabe mostrar o que ele faz e exibir posições, ou se exibir, como vemos nos tantos vídeos pela internet. Mas o professor não precisa ser acrobata, precisa saber ensinar.</strong> Tem de saber a origem daquela posição, qual é o objetivo daquele movimento. Jiu-Jitsu precisa ser visto e ensinado como a arte científica e altamente consistente que é. Não exijo que meus professores sejam campeões, o que não aceito é que eles cometam falhas elementares ao ensinar.</p>
<p><strong>Que lição você teria para a garotada que, por preguiça ou besteira, falta aos treinos de Jiu-Jitsu ou adia outras atividades?</strong></p>
<p>Eu digo a eles para aproveitarem, pois a cada década fica mais complicado, o corpo é uma engrenagem ótima mas sente o rigor do tempo. Não percam mais tempo, aproveitem.</p>
<blockquote><p>Eu não estou armando os alunos, Jiu-Jitsu não é isso. Eu ensino prevenção</p></blockquote>
<p><strong>Qual foi a maior lição que você recebeu de Helio Gracie?</strong></p>
<p>Helio Gracie era um ser humano falível como qualquer um. Como professor, no entanto, era quase uma sumidade, e tinha uma sensibilidade enorme, inigualável, com uma capacidade de adaptação dos golpes e movimentos assombrosa. Um exemplo: um dia ele me chamou para repassarmos o programa de técnicas de autodefesa, e escondeu um dos braços e ficou lá, realizando toda a movimentação com eficiência contra mim. Não entendi por que não usava o braço, mas ficamos lá. Até que poucas horas depois chegou o aluno dele, um camarada que havia perdido o braço. E ele já estava plenamente apto a ensiná-lo. Ele não precisava provar mais nada, mas como professor, Helio tinha um compromisso com a competência inigualável.</p>
<p><strong>E o <a title="O dia mais feliz da vida de Helio Gracie segundo João Alberto e outros mestres" href="https://www.graciemag.com/pt/2009/02/qual-foi-o-dia-mais-feliz-da-vida-do-grande-mestre-de-jiu-jitsu-helio-gracie/" target="_blank" rel="noopener">João Alberto</a>, qual foi sua grande característica como professor?</strong></p>
<p>João Alberto era um guerreiro, um destemido. Quando participou do programa de TV “Heróis do ringue”, ele passou 32 semanas lutando lá, toda segunda-feira, e foram 32 vitórias por finalização. E durante a semana ele só dava aulas, nem sabia quem seriam os oponentes, as modalidades, nada. Era o verdadeiro “herói do ringue”. João Alberto tinha uma precisão de entrar a mão na gola que era um negócio assombroso. O segundo melhor que já vi – o primeiro era o Helio, mestre do estrangulamento. Lembro de uma história em 1963, quando João Alberto e eu fomos ao EUA demonstrar o Jiu-Jitsu, na academia naval de Annapolis, em Maryland. Após a exibição num ginásio lotado, João Alberto abriu espaço para um desafio: quem passasse sua guarda em cinco minutos, ganharia uma passagem para o Brasil e uma bolsa de estudos na academia. O ginásio todo berrou o nome de um camarada, era um americano campeão de wrestling. João então o recebeu, fez guarda e pôs as duas mãos para dentro da faixa. E manipulou o americano como se fosse brincadeira de criança. Ele me ensinou a realmente confiar na boa técnica.</p>
<p><strong>Como um mestre de Jiu-Jitsu que sempre bebeu na fonte da autodefesa enxerga nosso mundo hoje, com armas e drogas pesadas?</strong></p>
<p>Um bom mestre, educador, ensina aos alunos que o mais inteligente é não estar naquela situação de perigo, ou seja, não se expor, nem chegar perto. Digo aos meus alunos: “Eu não estou lhe armando, Jiu-Jitsu não é isso”. Eu ensino prevenção, e de preferência jamais reagir. O Jiu-Jitsu é posto em ação somente quando não resta alternativa. É como diz a filosofia chinesa: “Bate primeiro o menos inteligente”. Jiu-Jitsu não é para se provar nada, mas em fazer uso do elemento surpresa, fazer com que o agressor se perca e seja posto fora de combate, ou seja, finalizado.</p>
<p><strong>Você foi colega de Carlson. Algum treino dele marcou você?</strong></p>
<p>Carlson para mim foi o maior formador de campeões que já houve e que nunca mais haverá. Lembro de um treino em 1956, que como já foi comentado acho que não tem problema relembrar. Carlson estava com uma luta de vale-tudo marcada, mas adorava praia e futevôlei, e nas vésperas do combate foi curtir com os amigos em Copacabana. Quando voltou, Carlos e Helio estavam furiosos, e botaram o garotão para um treino ali na hora contra o João Alberto. O bicho pegou, afinal os dois eram amigos mas eram dois samurais. E o João, que estava forte e altamente preparado, obteve a finalização. O Helio ficou furioso, achou que o Carlson estava mal preparado. Mas você acha que o Carlson ligou para aquele treino? Nada, dias depois, estava lá acabando com mais um oponente no vale-tudo em questão de segundos. Jamais se abalava, tudo era muito fácil para ele.</p>
<p><strong>Você costuma alicerçar o treino de Jiu-Jitsu nestes três “P”s: postura, precisão e pressão. Poderia detalhar um pouco mais?</strong></p>
<p>A postura é o primeiro P da vida. Postura comportamental é crucial no trabalho, na família, no trato com os demais. No Jiu-Jitsu, a postura anatômica correta reflete em economia de energia, em menos danos à coluna lombar e cervical e ainda deixa o adversário totalmente desconfortável. Há uns anos eu estava em Israel e um instrutor me disse que um aluno tinha ido muito bem no Campeonato Europeu, que fazia um ótimo berimbolo. Eu disse: “Que bacana, eu não sei o que é isso mas quero ver”. Pedi para ele tentar executar o movimento em mim: segurei o kimono dele, mantive a base firme, os joelhos em posição e a coluna reta em postura. O fato é que a minha postura impedia que ele se movimentasse em torno do próprio eixo, e o golpe não funcionava como ele queria. Ele então disse: “Ah, você deve ser muito forte, só pode ser isso”. Eu, um velho de 70 anos, forte? Postura é a resposta.</p>
<p><strong>Você hoje passa o ano todo viajando, certo? Como é isso?</strong></p>
<p>Desde 2000 passei a dedicar-me à ampliação dos horizontes do Jiu-Jitsu. É um trabalho missionário, pois 70% do tempo estou em viagens pelo mundo. Anualmente visito cerca de dez países, para ministrar cursos de formação, workshops e seminários. Em geral são escolas associadas, mas atendo solicitações de outras escolas. O que prevalece é o Jiu-Jitsu como instituição e não essa ou aquela bandeira.</p>
<p><strong>A linhagem Behring hoje está até no cinturão do UFC, graças ao Fabricio Werdum, que foi aluno da academia. Você sente orgulho disso, bem como da trajetória dos filhos Marcelo e Sylvio? Como o pai Flavio incentivava os pequenos?</strong></p>
<p>Acho que talvez eu tenha sido exigente demais com eles, pois não lhes dei muita opção. Desde cedo eu os levei para a academia, e fazia que eles treinassem forte o tempo todo, a vida inteira. Eles treinavam como dois alucinados, inclusive um contra o outro. Minha filosofia era a seguinte: “Se vão fazer, que façam bem feito”. Depois de uns anos comigo, deixei eles com outros professores para que seguissem seus caminhos no Jiu-Jitsu – o Marcelo com Rickson, Sylvio com o Alvaro Barreto. Hoje meu sentimento é de gratidão por ter tido dois filhos que se transformaram em duas preciosidades técnicas, além de ótimos professores. Estou agora com um filho de 23 anos do segundo casamento, o Gustavo, e com ele peguei mais leve. Mas ele já é faixa-azul e me parece que vai ser um ótimo instrutor também, no futuro. Está no sangue.</p>
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