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	<title>Emirados Árabes | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Emirados Árabes | Graciemag</title>
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		<title>Use a guarda fechada e finalize na manivela, com professor Sid Jacintho</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Feb 2024 18:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta niteroiense e um dos professores pioneiros no início deste século nos Emirados Árabes, o boa-praça Sid Jacintho nos ensinou outro dia um dos seus macetes favoritos quando fecha a guarda.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242998" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242998" class="wp-image-242998 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Sid-Jacintho-com-o-presidente-dos-Emirados-em-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao-1024x576.jpg" alt="Professor Sid Jacintho entre a realeza de Abu Dhabi, com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Foto: Divulgação" width="650" height="366" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Sid-Jacintho-com-o-presidente-dos-Emirados-em-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Sid-Jacintho-com-o-presidente-dos-Emirados-em-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Sid-Jacintho-com-o-presidente-dos-Emirados-em-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Sid-Jacintho-com-o-presidente-dos-Emirados-em-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao-150x84.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/02/Sid-Jacintho-com-o-presidente-dos-Emirados-em-Abu-Dhabi-Foto-Divulgacao.jpg 1280w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-242998" class="wp-caption-text">Entre a realeza de Abu Dhabi: professor Sid cumprimenta em cerimônia o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Faixa-preta niteroiense e um dos professores pioneiros no início deste século nos Emirados Árabes, o boa-praça Sid Jacintho nos ensinou outro dia um dos seus macetes favoritos quando fecha a guarda.</p>
<p>Repare na aula, com ajuda de seu amigo Bruno Lopes (Nova União), em como o faixa-preta brasileiro usa a famigerada &#8220;manivela&#8221; para contorcer o passador e finalizar.</p>
<p>O primeiro passo da técnica é o controle do braço do oponente, como Sid demonstra. Em seguida, o guardeiro escala com fluidez e aprisiona o companheiro e impõe pressão no ombro, o que evita a postura e a escapada. A partir daí, professor Sid Jacintho ergue o quadril com suavidade e enverga o braço do adversário.</p>
<p>Treine e repasse os movimentos devagar, sempre sob a presença de um instrutor qualificado no dojô. Curtiu? Oss!</p>
<p><iframe title="Use a guarda fechada e finalize na manivela, com Sid Jacintho" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/ydqdan9p2_M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-use-a-guarda-fechada-e-finalize-na-manivela-com-professor-sid-jacintho/">Use a guarda fechada e finalize na manivela, com professor Sid Jacintho</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Marcio Silva (UFC Gym Dubai) define o que é ser um professor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 May 2022 14:16:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta brasileiro radicado nos Emirados Árabes, Marcio Silva refletiu outro dia uma definição essencial do que é ensinar Jiu-Jitsu. Sua postagem, em formato de carta aberta, dizia: &#8220;Caro professor, Se algum dia você for perguntado com o que trabalha, e após a resposta a pessoa disparar um olhar de menosprezo, como se estivesse a desmerecer&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237207" style="width: 1090px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237207" class="wp-image-237207 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-UFC-Dubai.jpg" alt="" width="1080" height="1056" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-UFC-Dubai.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-UFC-Dubai-300x293.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-UFC-Dubai-1024x1001.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-UFC-Dubai-768x751.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-UFC-Dubai-150x147.jpg 150w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p id="caption-attachment-237207" class="wp-caption-text">Para professor Marcio Silva, o professor é muito mais do que um instrutor e treinador: é irmão, pai e conselheiro. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Faixa-preta brasileiro radicado nos Emirados Árabes, Marcio Silva refletiu outro dia uma definição essencial do que é ensinar Jiu-Jitsu. Sua postagem, em formato de carta aberta, dizia:</p>
<p>&#8220;Caro professor,</p>
<p>Se algum dia você for perguntado com o que trabalha, e após a resposta a pessoa disparar um olhar de menosprezo, como se estivesse a desmerecer seu ofício, lembre-se:</p>
<p>Você não é apenas um instrutor de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Você é também: amigo, paizão, irmão de fé, conselheiro, protetor.</p>
<p>Nosso ofício não é o de simplesmente ensinar as técnicas de uma arte marcial. Levamos crianças a se proteger contra o bullying, a interagir, a fazer novos amigos e transformar suas rotinas.</p>
<p>Ensinamos mulheres a se proteger contra todos os tipos de violência, doméstica ou na rua.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-237209 alignnone" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-Dubai.jpg" alt="" width="1080" height="1116" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-Dubai.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-Dubai-290x300.jpg 290w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-Dubai-991x1024.jpg 991w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-Dubai-768x794.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Marcio-Silva-Dubai-145x150.jpg 145w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<p>Permitimos que homens muitas vezes inseguros e introvertidos achem um meio de se sentirem capazes, firmes e serenos ao frequentarem qualquer local, onde eles têm a autoconfiança que podem se defender a si e suas famílias.</p>
<p>Que homens e mulheres da &#8216;melhor idade&#8217; se exercitem com alegria e façam novas amizades.</p>
<p>Que jovens aprendam a construir um caminho vitorioso, em suas carreiras como atleta ou longe dos dojos.</p>
<p>Que pessoas em geral, por fim, alimentem hábitos que combatem timidez, problemas de saúde, excesso de peso, falta de amor próprio e tantos outros incômodos e inseguranças.</p>
<p>Poderia ficar aqui escrevendo por horas, porém, caro professor, nunca se esqueça que seu papel vai muito além da academia. Você é um agente que transforma vidas. Pense nisso, e trabalhe com bastante carinho.</p>
<p>Uma grande semana de treinos a todos.</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/marciosilvabjj/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Marcio Silva</strong></em></a><br />
<em><strong>UFC Gym, Emirados Árabes</strong></em>&#8220;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/marcio-silva-ufc-gym-dubai-define-o-que-e-ser-um-professor-de-jiu-jitsu/">Marcio Silva (UFC Gym Dubai) define o que é ser um professor</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Sid Jacintho: como eu venci no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2022 16:16:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; [ Por Sid Jacintho * ] Vesti meu primeiro kimono de Jiu-Jitsu em 1991, aos 15. Até aquele ano, eu só treinava boxe e capoeira, em Niterói, no Rio. Foi quando um amigo meu capoeirista me convidou para um treininho na garagem da casa dele. Ele era faixa-azul, e após uma breve introdução, ele&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_152766" style="width: 1610px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-152766" class="size-full wp-image-152766" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1.jpg" alt="" width="1600" height="1200" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1.jpg 1600w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><p id="caption-attachment-152766" class="wp-caption-text">Sid Jacintho, professor de Jiu-Jitsu em Abu Dhabi. Foto: Divulgação</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>[ Por Sid Jacintho * ]</em></p>
<p>Vesti meu primeiro kimono de Jiu-Jitsu em 1991, aos 15. Até aquele ano, eu só treinava boxe e capoeira, em Niterói, no Rio. Foi quando um amigo meu capoeirista me convidou para um treininho na garagem da casa dele. Ele era faixa-azul, e após uma breve introdução, ele me pôs para treinar com um adulto faixa-branca, com meses de experiência. Foi um amasso inesquecível. Apesar do meu sofrimento, fiquei grato e impressionado com a eficiência das técnicas daquele “novo” esporte. Naquele dia, senti que realmente só haveria um jeito de superar um praticante de Jiu-Jitsu: estudando Jiu-Jitsu. Daquele dia até hoje, jamais parei de treinar. E lá se vão 30 anos!</p>
<p>Nos tatames, ganhei meu sustento, fiz amizades que perduram até hoje e descobri que era capaz de realizar coisas aparentemente impossíveis.</p>
<p>E, graças ao Jiu-Jitsu, cheguei a Abu Dhabi quando poucos locais aqui treinavam. Hoje, existem 58 academias nos Emirados Árabes, fora as unidades militares e colégios. Mas depois conto mais sobre isso.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Leg Drag / Calf  Slicer by Sid Jacintho" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/7Xg0-150p1I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos ensinamentos mais valiosos que aprendi na luta foi a superação. Começar por baixo, manter a calma, respirar e virar o jogo é puro Jiu-Jitsu. De kimono, aprendi a inestimável habilidade de enfrentar qualquer problema de frente. E, por mais difícil que seja, encontrar o melhor caminho para passar por toda turbulência e visualizar a luz no fim do túnel.</p>
<p>O mais importante nesse momento é justamente nos manter em movimento, e continuar a acreditar na nossa capacidade de superação. Você pode até perder uma, mas fica pronto para, na próxima tempestade, surgir mais forte e experiente.</p>
<p>Aprendi também muito sobre respeito com meus professores, um valor que exercemos todos os dias no Jiu-Jitsu. Mas esse atributo eu também tive a honra de aprender com meu saudoso pai, dentro de casa.</p>
<p>Por 11 anos e meio, meu pai teve de passar por sessões de hemodiálise, três vezes por semana, quatro horas por dia. Eu sempre o acompanhava. Não houve um dia em que o velho falou em desistir. Fazia caminhada na praia, sessões de hidroginástica e sempre achava tempo para ajudar todo mundo. Em março de 2005, minha mãe doou um rim para ele, e ele enfim passou a ter a liberdade de tomar água sem restrição, e deixou as sessões de diálise. Durante esse período, recebi convites para dar aula de Jiu-Jitsu fora do Brasil, mas recusei devido à situação do meu pai. Respeito, perserverança, fé no futuro e jamais desistir foram as grandes lições que meu velho pai deixou.</p>
<p>Em maio de 2006, nasceu nossa primeira filha, Pâmela. Nessa época morávamos com minha sogra, e eu precisava dar aulas 6h da manhã, pois às 8h eu já estava entrando no escritório de advocacia, onde trabalhava. Saía do escritório 18h, e retornava aos tatames até as 21h. Momento complicado, ainda mais porque eu não gostava de estar no escritório de terno e gravata, mas era uma fonte de renda necessária.</p>
<p>Sempre acreditei que o Jiu-Jitsu era o caminho, e não desisti nem parei de treinar. Segui lutando, até que em junho de 2007 recebi um convite e fomos todos morar em Abu Dhabi, a capital dos Emirados, onde vivo há 15 anos e busco sempre colaborar para o desenvolvimento do nosso esporte pelo mundo.</p>
<p>Migrar e conviver com uma nova cultura nem sempre é fácil. O fundamental nessa minha jornada foi o apoio de uma pessoa especial, sempre ao meu lado em todas as horas. Durante um dos momentos de maior turbulência na minha vida, eu tive, e tenho até hoje, ao meu lado uma pessoa que fez e faz a diferença diariamente em minha vida: minha esposa Tatiana Haritoff, que também abraçou o estilo de vida do Jiu-Jitsu e hoje é faixa-preta. Assim como nos treinos, na vida precisamos de um(a) parceiro(a) que nos apoie, nos cobre, nos faça ser melhores, que acredite em nós. E não nos deixe desistir.</p>
<p>A Tatiana era personal trainer e cursava educação física, e foi miss fitness do Rio em 2001. Durante a faculdade, ela escutou falar de uma seletiva de judô que daria possíveis bolsas de estudos. Fez apenas uma aula com kimono, caiu dentro da seletiva e conseguiu uma bolsa na Universo, em 2002. Para evoluir nos campeonatos e manter a bolsa, ela começou a treinar Jiu-Jitsu e foi como nos conhecemos. Quando fomos para os Emirados, ela já era faixa-roxa e me ajudava nas aulas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="SID JACINTHO   BLUE BELT FINAL COMPANY CYCLONE COMPETITION 1996" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/_2YztVoxcbw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Foi assim que, em 2008, ela se tornou a primeira instrutora do projeto feminino nas escolas de Abu Dhabi. Após vencer alguns torneios, Tatiana recebeu sua faixa-preta em 2013 – tornando-se então professora, após ser mãe de nossas duas filhas, já que a Pietra nasceu aqui, em 2011.</p>
<p>Como aprendi em casa e nos tatames, as oportunidades costumam aparecer quando decidimos lutar. É preciso estar em movimento, na busca de um melhor posicionamento, para vencer, na vida ou nos treininhos.</p>
<p>Hoje, um dos meus lemas é uma lição que aprendi com Sua Excelência Abdulmunam Al Hashemi, um dos meus primeiros faixas-pretas aqui, e um grande amigo. Como grande líder e responsável pelo Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes Unidos, UAEJJF, JJIF, JJAU, AJP e Palms Sports, ele costuma dizer o seguinte: “Eu posso não ser o melhor na minha função, mas uma vez que me foi dada uma oportunidade, vou agarrá-la com unhas e dentes.”</p>
<p>Eu agarrei minha oportunidade. E vocês?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>* Sid Jacintho foi entrevistado por Marcelo Dunlop.</strong></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/sid-jacintho-como-eu-venci-no-jiu-jitsu/">Sid Jacintho: como eu venci no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>10 dicas para quem vai ensinar Jiu-Jitsu em outras culturas, por Pedro Damasceno</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Dec 2021 09:11:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há mais de dez anos nos Emirados Árabes, o faixa-preta brasileiro Pedro Damasceno está perfeitamente integrado aos costumes locais, e tem inclusive uma filha nascida em Abu Dhabi. Em outros tempos, porém, já se embananou com a cultura local até na hora de tomar um cafezinho. A pedido do GRACIEMAG.com, o professor listou dez recomendações&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-229577 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-1.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-1.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-1-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Há mais de dez anos nos Emirados Árabes, o faixa-preta brasileiro Pedro Damasceno está perfeitamente integrado aos costumes locais, e tem inclusive uma filha nascida em Abu Dhabi. Em outros tempos, porém, já se embananou com a cultura local até na hora de tomar um cafezinho.</p>
<p>A pedido do GRACIEMAG.com, o professor listou dez recomendações para aqueles faixas-pretas ou iniciantes que um dia sonham em ensinar Jiu-Jitsu longe do Brasil, em meio a tradições bem diversas do que estão acostumados.</p>
<p><strong>1. A primeira dica é bem simples e óbvia: pesquisar sobre a cultura e a religião</strong> do país escolhido. De acordo com Pedro, a busca começa na internet, e pode ser aprofundada em livros, filmes sobre o país e museus sobre a história do país, um dos primeiros locais a serem visitados.</p>
<p><strong>2. Situações curiosas e desencontros culturais serão inevitáveis</strong>. Arme-se sempre de um sorriso, pedido de desculpas e mantenha a cabeça aberta para as novidades.</p>
<p><strong>3. Colecione histórias engraçadas</strong>: “Uma das primeiras lições que aprendi”, narra Pedro, “ocorreu no colégio em que eu comecei a trabalhar, isso já tem quase 11 anos. Sempre que surge um recém-chegado, eles têm o hábito de servir um café árabe num copinho muito pequeno. Eu agradeci, aceitei e bebi. Eles vinham e enchiam de novo. Eu bebendo. Na nona vez que o diretor me serviu o café, quando eu já não aguentava mais, me explicaram: eles só param de servir se a gente balançar a xícara.”</p>
<p><strong>4. Encontros e conversas com os locais são sempre uma grande aula</strong>. “O povo aqui dos Emirados é muito amigável, gosta de perguntar sobre a cultura brasileira e ensinar sobre seus hábitos. Comecei a ser convidado para jantar na residência dos locais, e reparei que vinham travessas e mais travessas de comida.” Pedro não demorou a comer com a mão e aprender tudo com os locais: “Geralmente, o anfitrião dá ao visitante o pedaço mais nobre da carne, tipo o filé ou a parte mais nobre do carneiro”, lembra Damasceno.</p>
<p><strong>5. Mantenha o respeito</strong>. “Os Emirados são um país que respeita todas as culturas, raças e religiões, bem diferente do que muitos imaginam aí no Brasil. Em todas as cidades, por sinal, existem igrejas católicas e evangélicas, geralmente com cultos ministrados por americanos”, conta Pedro, que tem orgulho também da educação da filhota, que além de Jiu-Jitsu, já fala inglês, português e um pouco de árabe.</p>
<p><strong>6. Descubra logo gestos e hábitos que podem ofender</strong>: “Aqui é falta de respeito cruzar a perna e mostrar a sola do sapato para a pessoa do lado, isso me ensinaram logo. Outro detalhe é não se abraçar ou beijar em público. Afinal, na casa dos outros seguimos as regras do dono da casa, como aprendi com minha mãe”, lembra o professor.</p>
<p><strong>7. Pratos e alimentos são parte da cultura</strong>. “Percebi logo a presença de muita comida indiana, apimentada demais para o meu gosto, e optei pela local. Arroz, carneiro, cabrito, frango, peixe e salada. Os restaurantes libaneses são ótimos”, elogia Pedro. “Quando eu cheguei, ainda não era assim, mas hoje já vemos restaurantes de todo o planeta: churrascaria brasileira, restaurante japonês, comida chinesa. Tem tudo aqui, até uma filial do museu do Louvre, então você pode sempre diversificar, na cultura como na culinária.”</p>
<p><strong>8. Confira as leis, especialmente as de trânsito</strong>, para não se chocar com as multas altas e registros das câmeras.</p>
<p><strong>9. Não estranhe a honestidade</strong>. Pedro relembra um ocorrido: “Uma vez, perdi minha carteira no cinema, fui para casa e dormi. No outro dia, percebi o fato e voltei lá. A carteira estava no mesmo lugar, com o dinheiro e tudo mais dentro, intocado.”</p>
<p><strong>10. Explore os supermercados</strong> assim que chegar. “Nas grandes redes, há sempre alimentos locais e de todo lugar do mundo, e é possível manter uma dieta parecida com a do seu país de origem, o que ajuda muito na adaptação”, conclui Pedro Damasceno.</p>
<div id="attachment_229581" style="width: 665px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-229581" class="size-full wp-image-229581" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-e-xeque-Mohammed.jpg" alt="" width="655" height="397" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-e-xeque-Mohammed.jpg 655w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-e-xeque-Mohammed-300x182.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/Pedro-Damasceno-e-xeque-Mohammed-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px" /><p id="caption-attachment-229581" class="wp-caption-text">Pedro com xeque Mohammed Al Nahyan, ao lado de um de seus primeiros campeões. Foto: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-para-quem-vai-ensinar-jiu-jitsu-em-abu-dhabi-ou-em-outras-culturas-por-pedro-damasceno/">10 dicas para quem vai ensinar Jiu-Jitsu em outras culturas, por Pedro Damasceno</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Bia Basilio e os preparativos para o Abu Dhabi World Pro 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Oct 2021 06:08:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em contagem regressiva para o Abu Dhabi World Pro Jiu-Jitsu 2021, que acontece nos Emirados Árabes entre os dias 14 e 19 de novembro, atletas já começaram os preparativos para travar verdadeiras guerras em busca do cinturão e da premiação em dinheiro. É o caso de Bia Basilio, que papeou com GRACIEMAG e falou sobre&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_215732" style="width: 1135px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215732" class="size-full wp-image-215732" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/IMG_6877-1.jpg" alt="" width="1125" height="750" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/IMG_6877-1.jpg 1125w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/IMG_6877-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/IMG_6877-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/IMG_6877-1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/IMG_6877-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1125px) 100vw, 1125px" /><p id="caption-attachment-215732" class="wp-caption-text">Bia Basílio em ação no World Pro 2019. Foto: Ane Nunes</p></div>
<p>Em contagem regressiva para o Abu Dhabi World Pro Jiu-Jitsu 2021, que acontece nos Emirados Árabes entre os dias 14 e 19 de novembro, atletas já começaram os preparativos para travar verdadeiras guerras em busca do cinturão e da premiação em dinheiro.</p>
<p>É o caso de Bia Basilio, que papeou com GRACIEMAG e falou sobre os pontos de destaque do World Pro, suas experiências anteriores em Abu Dhabi e os preparativos para mais um cinturão pelo evento. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Mais um ano em ação em Abu Dhabi no World Pro. Na sua visão, qual a diferença do World Pro para outros eventos do mundo?</strong></p>
<p>BIA BASILIO: O diferencial reside na organização por trás do evento e o compromisso que eles têm com os atletas e o público. Vejo sempre a AJP trabalhando bastante no evento, em busca de oferecer um torneio bonito e organizado, no qual todos se sentem bem valorizados. A bolsa do evento também é ótima, mas vejo espaço para melhorias, tendo em vista que, conforme você vai crescendo no cenário do Jiu-Jitsu, aumentam os investimentos necessários para a manutenção da sua carreira. Mas de qualquer forma, é um dos melhores eventos e eu luto todo ano.</p>
<p><strong>Qual foi o primeiro ano e faixa que você competiu em Abu Dhabi e qual a melhor memória dentre todas as vezes que você lutou lá?</strong></p>
<p>Competi pela primeira vez no World Pro em 2015, ainda como faixa-roxa. Fui campeã na categoria até 62 Kg e depois voltei algumas vezes para participar do evento. Faturei títulos também na faixa-preta, na qual já acumulo três cinturões do evento. Todos os eventos em que participei foram únicos e me trouxeram experiências muito boas, então não consigo separar uma memória em meio a tantas que fiz nos tatames de Abu Dhabi.</p>
<div id="attachment_209025" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-209025" class="size-full wp-image-209025" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/04/IMG_2526.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/04/IMG_2526.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/04/IMG_2526-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/04/IMG_2526-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/04/IMG_2526-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/04/IMG_2526-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-209025" class="wp-caption-text">&#8220;Com todos os preparos em dia, vou focar no meu verdadeiro ponto forte, que é a alegria de fazer o que eu amo&#8221;. Foto: Ane Nunes/Gentle Art Media</p></div>
<p><strong>O World Pro tem como objetivo criar o ambiente mais competitivo do Jiu-Jitsu internacional. Quais são os seus pontos fortes no jogo para buscar o título este ano?</strong></p>
<p>Vou chegar da mesma forma que em outros eventos, com o preparo físico, técnico e mental no auge para conquistar o título. O regulamento do World Pro também é levado em consideração durante o treino, tendo em vista que as regras são mais dinâmicas e as partidas tem menos tempo de duração. Com todos os preparos em dia, vou focar no meu verdadeiro ponto forte, que é a alegria de fazer o que eu amo.</p>
<p><strong>Fez algo diferente nos treinos? O que você está trazendo de novo para a disputa?</strong></p>
<p>Sempre busco trabalhar pontos fracos e fortes, de forma a renovar o meu jogo. Não podemos fazer sempre a mesma coisa porque dessa forma o seu jogo fica previsível, dando a vantagem para os adversários. Claro que, se temos um caminho que está dando certo, devemos segui-lo, mas é importante tentar trabalhar outros pontos para deixar o jogo sempre renovado. Para o World Pro, estive treinando algumas técnicas diferentes para alcançar o meu quarto cinturão.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bia-basilio-e-os-preparativos-para-o-abu-dhabi-world-pro-2021/">Bia Basilio e os preparativos para o Abu Dhabi World Pro 2021</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Eliza e Pedro Damasceno, o mais novo casal faixa-preta dos Emirados Árabes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Apr 2021 15:22:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A praia de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes, recebeu em março um grupo animado, mas com trajes um pouco diferentes dos usuais banhistas. Era a trupe liderada pelo professor Pedro Damasceno, brasileiro radicado em Abu Dhabi, que juntou os companheiros de treino para uma missão: graduar, mantendo o segredo até o fim, sua esposa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_231541" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-231541" class="size-full wp-image-231541" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1615.jpeg" alt="" width="640" height="361" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1615.jpeg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1615-300x169.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1615-150x85.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-231541" class="wp-caption-text">Emocionada, Eliza recebe a faixa-preta de seu marido e mestre. Foto: Divulgação</p></div>
<p>A praia de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes, recebeu em março um grupo animado, mas com trajes um pouco diferentes dos usuais banhistas. Era a trupe liderada pelo professor Pedro Damasceno, brasileiro radicado em Abu Dhabi, que juntou os companheiros de treino para uma missão: graduar, mantendo o segredo até o fim, sua esposa à tão desejada faixa-preta.</p>
<p>“Como a maioria dos clubes em Abu Dhabi segue fechada por conta da Covid-19, tive a ideia de fazer a festa de graduação na praia aqui em frente de onde moramos”, contou Pedro ao GRACIEMAG.com. “Para que fosse ainda mais surpreendente e emocionante, combinei com os demais treinadores que estávamos marcando um suposto treinão aberto na praia, e só ela não sabia do que viria.”</p>
<p>Eliza Damasceno, 11 anos de Jiu-Jitsu, foi então graduada com méritos, e num cenário inesquecível. Entrevistamos a professora, para saber que lições ela tirou da celebração praiana, e o que aprendeu nesses anos todos de treino.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Após mais de uma década, a merecida faixa-preta. Conte-nos sobre seu início nos treininhos?</strong></p>
<p>ELIZA DAMASCENO: Iniciei no Jiu-Jitsu a um mês de completar meus 29 anos. Foi uma oportunidade boa pois enfim pude entender como o Jiu-Jitsu era muito mais que um esporte, e sim uma filosofia de vida um estilo de viver, que pode ser ainda mais essencial para as mulheres. Sempre gostei de praticar esportes e o Jiu-Jitsu me conquistou desde o começo por ser uma arte que mistura estratégia com força, explosão com autocontrole. Sempre fui muito competitiva e enxerguei no Jiu-Jitsu a oportunidade de me colocar à prova em competições. Mas ter todo incentivo do meu marido, o Pedro, foi o que fortaleceu mais ainda a minha vontade de aprender a arte suave, e ir subindo degrau a degrau a cada treino.</p>
<p><strong>O que você aprendeu de mais valioso, da faixa-branca até a faixa mais escura?</strong></p>
<p>Antes mesmo de vestir o kimono pela primeira vez, eu ouvia do Pedro sobre suas vivências e conquistas e via nos olhos dele o quanto o Jiu-Jitsu tem essa energia transformadora. Percebi que se me dedicasse eu poderia saborear um pouco daquilo tudo. Mas alguns pontos acho importante destacar: aprendi com o Jiu-Jitsu que sou muito mais capaz do que minhas inseguranças e as minhas incertezas. Hoje, vejo o Jiu-Jitsu como ferramenta transformadora de qualquer indivíduo, graças aos valores que aprendemos e reforçamos diariamente, como o respeito, a disciplina, o comprometimento e a autoconfiança. Aprendi, por fim, que meus erros e derrotas só me deixam mais forte. Por essa variedade de lições poderosas, o Jiu-Jitsu deve ser espalhado e treinado por todos, inclusive para a juventude nas escolas, como é feito com tanto sucesso aqui em Abu Dhabi, por tantos anos.</p>
<p><strong>Você engravidou enquanto treinava. Conte o que aprendeu?</strong></p>
<p>Quando engravidei da Katharina eu tinha acabado de conquistar a faixa-roxa. Estava num ritmo bom de treinos e competições. Quando ela completou 6 meses, já voltei a treinar. Minha professora na época, Polyana Lago, me ajudou muito, me incentivando mesmo com minha filha que mamava em livre demanda. E assim consegui entrar no ritmo de treino novamente. Foi quando comecei a sentir vontade de competir, mas minha preocupação era que desse modo eu não produzisse mais leite. Bateu, ali, uma sensação ambígua de querer me dedicar mais aos campeonatos e ao mesmo tempo me dedicar à minha filha. Mas Deus e meu marido fizeram de tudo para eu conseguir encontrar tempo e forças para não desistir. Os Emirados Árabes me deram muitas oportunidades de competir, aqui havia várias etapas dos torneios internacionais e dentro de mim sempre vinha essa vontade de voltar a competir. Quando vinha a insegurança, eu pensava na minha filha, e no quanto ela iria se sentir orgulhosa de mim. E de fato foi sempre assim: eu voltava com a medalha e ela se sentia também como uma pequena campeã. E isso só me motivava mais ainda.</p>
<p><strong>Mas certamente houve noites mal dormidas…</strong></p>
<p>Sim, teve uma vez em que tive de colocar na balança: no dia antes do Al Ain Open, minha filha teve febre e chorava de dor de ouvido. Fomos às pressas, durante a madrugada, para o setor de emergência do hospital. Depois de medicada, fomos para a casa, a febre havia baixado. Na manhã seguinte, com incentivo do meu marido, consegui lutar e ainda venci minha categoria. Acho que até venci mais rápido, porque o que eu mais queria era correr para casa e ficar grudada com minha pequena e dar muito amor a ela.</p>
<div id="attachment_231543" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-231543" class="size-full wp-image-231543" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1656.jpeg" alt="" width="640" height="480" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1656.jpeg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1656-300x225.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/IMG_1656-150x113.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-231543" class="wp-caption-text">Equipe reunida nas areias de Ras Al Khaimah. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Como é dar aulas para meninas em Abu Dhabi?</strong></p>
<p>Desde o início, minha maior preocupação foi conquistar a amizade das aluninhas, enquanto conquistava o respeito das diretoras e funcionários da escola. A partir do momento que eu demonstrei que eu me entregaria de corpo e alma àquela escola, me mostrando disponível, solícita, pró-ativa, interessada com tudo o que se relacionava à escola, tanto as alunas quanto o corpo docente me enxergaram como uma peça importante para o bom desenvolvimento das estudantes, de modo geral. Essa troca de relações positivas é crucial, pois logo transborda para os pais, que também são peças fundamentais para a adesão das meninas às aulas de Jiu-Jitsu, e posteriormente nas excursões aos campeonatos, e na hora de participar dos torneios. Na primeira escola em Al Ain, que faz parte de Abu Dhabi, tive uma grande parceira, a treinadora Bruna Marques. Na época, eu era faixa-roxa e ela já era faixa-preta. Nosso entrosamento e respeito mútuo fizeram nossa escola conquistar muitas medalhas e uma ótima adesão das alunas às aulas de Jiu-Jitsu. E meu Jiu-Jitsu também ganhou muito graças à essa proximidade.</p>
<p><strong>E a graduação? Desconfiou de nada mesmo?</strong></p>
<p>Essa conquista da faixa-preta foi uma das melhores sensações que já tive na vida, ainda melhor do que quando me formei em Psicologia na UFSC em Santa Catarina. O modo que o Pedro organizou tudo, como se fosse apenas um treinão na praia, fez de tudo ainda mais especial. Lá eu me vi cercada de pessoas que foram muito importantes na minha trajetória, mas não desconfiei. Tenho um marido muito apaixonado e dedicado ao Jiu-Jitsu, e receber dele a faixa-preta significa que estou fazendo tudo certo. Afinal, ele é muito exigente e leva muito a sério as graduações dos seus alunos. Além de toda emoção vivida na praia, uma sensação de responsabilidade tomou conta de mim ali. E é curioso, pois junto com a faixa você ganha uma sede de aprender mais ainda, para fazer jus à honraria. Sou abençoada de ter como mestre e professor o meu marido, assim como a professora Polyana Lago. Sem contar os professores incríveis Antonio Vinicius e Huggo Maciel, que dão aulas para nós nestes últimos dois anos. Hoje estou com 40 anos, e pronta para aprender por mais 40 anos!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-eliza-e-pedro-damasceno-o-mais-novo-casal-faixa-preta-dos-emirados-arabes/">As lições de Eliza e Pedro Damasceno, o mais novo casal faixa-preta dos Emirados Árabes</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A superação de Khalifa, aluno de Pedro Damasceno nos Emirados Árabes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 15:30:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O tempo voa&#8230; Em 2013 o jovem Khalifa Murad Lal Nassrati empolgou a comunidade do Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes e foi até recebido por sua alteza, o xeque Mohammed. Seu feito? Mostrou a eficiência da arte suave ao ser campeão mesmo sem quatro dedos de uma das mãos, para alegria de seu professor, Pedro Damasceno.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/khalifa.jpg" alt="" width="815" height="712" class="aligncenter size-full wp-image-230299" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/khalifa.jpg 815w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/khalifa-300x262.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/khalifa-768x671.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/khalifa-150x131.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 815px) 100vw, 815px" /></p>
<p>O tempo voa&#8230; Em 2013 o jovem Khalifa Murad Lal Nassrati empolgou a comunidade do Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes e foi até recebido por sua alteza, o xeque Mohammed. </p>
<p>Seu feito? Mostrou a eficiência da arte suave ao ser campeão mesmo sem quatro dedos de uma das mãos, para alegria de seu professor, Pedro Damasceno. Após finalizar três das suas quatro lutas em Abu Dhabi, Khalifa prometeu:</p>
<p>“Vou continuar treinando todos os dias para me tornar um faixa-preta e ser um grande campeão, como meu ídolo, Jean Jacques Machado.”</p>
<p>Sete anos depois, aos 20, a fera continua no caminho certo, gastando o kimono nos tatames árabes, e conquistou este mês a faixa-marrom. Confira no vídeo abaixo um pouco do treino de estreia da faixa, entre Khalifa e o professor Pedro. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="A superação de Khalifa, aluno de Pedro Damasceno nos Emirados Árabes" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/GYobQax6ExA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-superacao-de-khalifa-aluno-de-pedro-damasceno-nos-emirados-arabes/">A superação de Khalifa, aluno de Pedro Damasceno nos Emirados Árabes</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jiu-Jitsu: O treininho de Roberto Cyborg nas águas de Dubai</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 12:43:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já pensou em dar um treininho num iate? E se este iate estivesse numa das lindas baías de Dubai, nos Emirados Árabes? Foi esta a onda que Roberto &#8220;Cyborg&#8221; Abreu tirou ao lado do amigo e também faixa-preta Rafael Haubert, tempos atrás. Relembre no vídeo abaixo!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Já pensou em dar um treininho num iate? E se este iate estivesse numa das lindas baías de Dubai, nos Emirados Árabes?</p>
<p>Foi esta a onda que Roberto &#8220;Cyborg&#8221; Abreu tirou ao lado do amigo e também faixa-preta Rafael Haubert, tempos atrás. Relembre no vídeo abaixo! </p>
<p><iframe loading="lazy" title="TRAINING WITH RAFAEL HAUBERT ON THE WATERS OF DUBAI" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/-eIXSB7oxxQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-o-treininho-de-roberto-cyborg-nas-aguas-de-dubai/">Jiu-Jitsu: O treininho de Roberto Cyborg nas águas de Dubai</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Xeque faixa-preta: O príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 11:26:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Xeque de Sharjah, um dos Emirados Árabes Unidos, Tarik Alqassimi travou o primeiro contato com o Jiu-Jitsu em 1996, quando entrou numa loja de vídeos na Inglaterra e escolheu por curiosidade uma fita do UFC 1. Pouco depois, assistiu aos torneios sem kimono do ADCC, mas ainda assim o flerte não se transformou em paixão.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_209240" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-209240" class="size-full wp-image-209240" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg" alt="" width="1000" height="662" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq.jpg 1000w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-768x508.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/05/tariq-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><p id="caption-attachment-209240" class="wp-caption-text">Rafael Haubert, Zé Mario Sperry e Davi Ramos amarraram a faixa-preta no xeque Tariq. Foto: Carlos Arthur Jr./GRACIEMAG</p></div>
<p>Xeque de Sharjah, um dos Emirados Árabes Unidos, Tarik Alqassimi travou o primeiro contato com o Jiu-Jitsu em 1996, quando entrou numa loja de vídeos na Inglaterra e escolheu por curiosidade uma fita do UFC 1. Pouco depois, assistiu aos torneios sem kimono do ADCC, mas ainda assim o flerte não se transformou em paixão.</p>
<p>Somente em 2009, quando a arte suave ganhou corações e mentes em seu país, Tarik resolveu mergulhar de cabeça na arte suave. Ele estava com 38 anos, mas passou a treinar com a alegria de um menino. Tornou-se faixa-preta, proprietário do Team Nogueira Dubai e atualmente, aos 44 anos, é um dos maiores entusiastas do Jiu-Jitsu na região, aonde aterrissam dezenas de campeões mundiais para treinar com ele e ensiná-lo alguns de seus truques e táticas de luta.</p>
<p>Nesta entrevista a Luca Atalla, Tarik conta como um nobre árabe tornou-se um professor estudioso e um competidor apaixonado, e como o Jiu-Jitsu que faz questão de praticar com disciplina, ao menos cinco vezes por semana, o ajuda em seu dia a dia.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que lembra do seu primeiro treininho?</strong></p>
<p><strong>TARIK ALQASSIMI:</strong> Bem, eu havia sofrido um acidente de carro sério e machucado a perna, e por isso comecei a fazer musculação diariamente. As horas na academia me levaram a treinar muay thai. Em 2009, voltei da Europa e procurei algum local nos Emirados para praticar esportes de combate. Eu só queria mesmo era perder peso. Foi quando encontrei o Jiu-Jitsu, no clube em Abu Dhabi. Ali caí de amores pelo esporte ao primeiro contato. Desde a primeira vez que treinei, percebi que é um esporte que exige inteligência, flexibilidade, habilidade física em geral, força e técnica. É um confronto de habilidades, mas é um jogo. E um jogo inteligente, o que me fez me apaixonar por ele. Rapidamente tornou-se mais que um hobby e virou paixão. O Jiu-Jitsu é como um jogo de xadrez, e proporciona um aprendizado sem fim – você está sempre evoluindo ou encontrando novos caminhos, é um desenvolvimento constante do seu jogo. E quanto mais você treina e compete, mais você descobre que tem de aprender mais. É um esporte desafiador, mentalmente desafiador.</p>
<p><strong>Como você tomou gosto pelas competições de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Quando eu era faixa-azul fui disputar o Europeu da IBJJF, em Portugal. Lutei três vezes, perdi na semifinal e voltei com a medalha de bronze. Na academia eu sentia meu jogo evoluir constantemente, mas o teste verdadeiro para o desenvolvimento do praticante de Jiu-Jitsu, ou do praticante de qualquer modalidade, é a competição. Por isso me encorajei a disputar o Europeu. Foi engraçado, pois na minha carteira de identidade que usei na competição estava escrito “membro da família real”, e um repórter de GRACIEMAG viu a carteira. Quando fui pegar minha medalha, já tinha recebido um monte de mensagens no meu celular. Minha foto estava nas redes sociais da GRACIEMAG, um xeque dos Emirados que havia medalhado no Europeu. Fiquei satisfeito, ninguém sabia que eu estava lá competindo, e os meus oponentes que não me conheciam deram 100% para me finalizar. Não conheciam meu jogo, meu nome ou minhas origens, e vieram com tudo, sem esconder nada. Foi minha primeira luta. No meu segundo Europeu, estava treinando de faixa-roxa e na véspera meu professor me graduou faixa-marrom. Foi apavorante, você desconfia se está à altura do desafio, e viajei e ganhei a medalha de ouro como faixa-marrom.</p>
<p><strong>O que costuma aprender em cada competição?</strong></p>
<p>Lutar é se testar. Competir não é sobre vitórias ou derrotas, e sim sobre como atingir seu potencial ao máximo. A cada erro cometido e aprendido, você descobre outro num campeonato futuro. Nos treinos, os colegas conhecem meu jogo e evitam meus pontos fortes, assim como eu evito as habilidades deles. Quando você enfrenta um novo parceiro, você entende sobre si mesmo e sobre seu Jiu-Jitsu, e descobre novas armadilhas e novas soluções. Competir me dá o potencial para entender exatamente como eu posso desenvolver meu jogo mais um pouco. Quais são as falhas do meu jogo? Num campeonato o oponente te mostra na hora. Lutei no Brasil o Internacional de Masters, no clássico ginásio do Tijuca, e perdi a final nas vantagens. Mas a surpresa maior estava por vir, quando recebi no pódio, do Zé Mario, minha faixa-preta. São emoções e conquistas que somente os campeonatos nos deixam.</p>
<p><strong>Você custou a vestir o kimono e de fato experimentar a arte suave. O que lembra daquele seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu, em 1996?</strong></p>
<p>Como você lembra, não havia internet e o UFC ainda não era muito popular, então aluguei aquela fita sem saber muito o que esperar. E vi pela primeira vez a superioridade do Jiu-Jitsu no MMA. E foi, para mim, uma revelação, abri os olhos para o esporte ali. Mas à época não havia muitas academias e escolas de Jiu-Jitsu em Londres, onde eu estudava. Acho que aceitei então que se tratava de uma grande modalidade de arte marcial, mas não tive a oportunidade de treiná-la.</p>
<p><strong>O que você sentiu ao assistir aos torneios sem kimono do ADCC em seu país, a partir de 1998?</strong></p>
<p>Me parecia mais um torneio de wrestling, e eu mal fiz o link do Jiu-Jitsu que o Royce Gracie usara com o ADCC. Lembro de ter achado divertido, mas assistir ao Jiu-Jitsu sem conhecê-lo é como ouvir uma língua estrangeira. Mesmo que você goste de como soa, você não entende.</p>
<p><strong>Como foram os primeiros contatos com os astros brasileiros do esporte?</strong></p>
<p>Desde que comecei a treinar, eu rolava com os faixas-pretas que estavam em Abu Dhabi, mas queria mais variedade de treino, e passei a viajar para ver como o esporte era em outros países. Fui ao Brasil quatro vezes para treinar, conheci os irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, treinava com Zé Mario Sperry, visitei a academia do Carlson. Já estava fazendo boxe para melhorar minha parte cardiorrespiratória, quando conheci a Team Nogueira e gostei das instalações, com variedade de aulas. Decidi abrir uma filial em Dubai para receber os amigos e lutadores de ponta confortavelmente. Nessa época já tinha aberto minha academia, mas o tatame era menor.</p>
<p><strong>Como conseguiu dividir as responsabilidades, o treino físico, o trabalho e o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Decidi uma coisa para minha vida, que depois das 17h não é mais hora de pensar em trabalho. Trabalho duro desde cedinho de manhã. Mas às 17h01, não deixo ninguém entrar no meu escritório para falar de trabalho. A partir dali, é hora de encontrar os amigos e ir treinar, cinco vezes por semana. O Jiu-Jitsu é religiosamente importante, e não permito que nada atrapalhe aquele momento do meu dia. Claro que um dia ou outro você precisa se ausentar para alguma responsabilidade, mas com disciplina você é capaz de compensar aquele dia perdido.</p>
<p><strong>Algum aprendizado curioso que você teve nesse contato com tantos craques do Jiu-Jitsu, como Marcus Buchecha, Rodolfo Vieira, Rubens Cobrinha e os Nogueira, entre tantos outros?</strong></p>
<p>São tantos campeões que treinam constantemente comigo, que não posso deixar de citar alguns deles. Além dos citados, como não agradecer a Roger Gracie, Léo Vieira, Roberto Cyborg, Ricardo Evangelista, Igor Silva, Lucio Lagarto, Braulio Estima&#8230;? Olha, algo interessante que aprendi é que todos os campeões mundiais que conheci até hoje são pessoas inteligentes. Não cruzei com nenhum campeão que seja idiota, até agora. O que é encorajador pois reforça minha compreensão sobre o esporte, ou seja, que o Jiu-Jitsu deve ser executado com o máximo de inteligência. Quanto mais eu interajo com esses craques, mais feliz eu fico de convidá-los novamente.</p>
<p><strong>A comunidade do Jiu-Jitsu tem essa interação única, não é?</strong></p>
<p>Exato. Se eu jogo futebol, é praticamente impossível convidar o Cristiano Ronaldo ou o Messi para trocar uma ideia por horas, ou bater uma bola e trocar ideias sobre a técnica dos chutes ou visão de jogo. Se sou boxeador, seria difícil treinar com os Klitschko ou com o Floyd Mayweather. No Jiu-Jitsu, conseguimos convidar os cinco melhores do mundo do ranking mundial e eles ficam felizes em vir, são generosos em compartilhar o que sabem, a falar de táticas e ainda rolam com você, apontando suas falhas. Um praticante de Jiu-Jitsu tem essa chance de treinar com os melhores finalizadores do mundo e ir para casa depois sem um arranhão, pois eles podem vencer sem vir como loucos, sem machucar seu braço. E você vê tudo de perto, como eles controlam, como eles engatilham a finalização, como eles armam a passagem de guarda. Só no Jiu-Jitsu você tem essa chance. Outro dia numa competição ocorreu outro fato curioso: eu estava lutando e quatro campeões de escuderias diferentes estavam lá me apoiando, me sugerindo o que fazer, cada um de um lado da área de lutas. Isso também seria impossível se eu fosse um pugilista, inimaginável certo?</p>
<p><strong>Estamos numa era da informação onde todos compartilham conhecimento, onde o iniciante pode aprender diretamente com os maiores experts com a ajuda da internet. No Jiu-Jitsu isso também parece estar acontecendo de modo inédito&#8230;</strong></p>
<p>Sim, é o que me parece. Porque o pessoal da velha guarda do Jiu-Jitsu, antigamente, só exibia suas técnicas nos grandes campeonatos. Os treinos eram fechados, ninguém ia mostrar suas cartas para os adversários. E só saberíamos o que eles iam preparar para a revanche no ano seguinte. Hoje a internet é importante para divulgar a técnica do professor, para divulgar seus seminários, e todos compartilham o que sabem. Um lutador posta um vídeo com uma variação de um golpe na sede da Team Nogueira em Dubai e o jovem praticante no Brasil pode aprender em poucos segundos. E isso tem ajudado o Jiu-Jitsu a crescer e se expandir pelo mundo todo.</p>
<p><strong>Como você enxerga o projeto que levou o Jiu-Jitsu a ser ensinado em quase todas as escolas dos Emirados Árabes?</strong></p>
<p>É uma ideia sensacional e que está tendo resultados incríveis. Você vê, o programa começou a ficar sério ali por 2009, quando o príncipe de Abu Dhabi Mohammed bin Zayed Al Nahyan passa a investir seriamente em recrutar faixas-pretas do Brasil e outros países. Hoje vemos 65 mil jovens treinando Jiu-Jitsu em meu país. Eu comecei a treinar com 38 anos, e gostaria de ter tido a chance de me iniciar no Jiu-Jitsu com 15, 16 anos. A família real e o governo do país têm dado essa chance aos nossos jovens. Com o Jiu-Jitsu eles têm fortalecido o caráter e ganhado confiança. E estão evoluindo muito num esporte incrível, já que eles têm a oportunidade de testar suas técnicas em campeonatos internacionais, contra competidores de bom nível vindos de todos os cantos do planeta. Eles demonstram orgulho e vontade de vencerem. Creio que nos próximos anos os Emirados terão uma bela safra de campeões mundiais de Jiu-Jitsu. Fico orgulhoso de ver tudo isso, e admiro essas crianças que competem. Porque eles já agem como faixas-pretas. Agem como verdadeiros campeões.</p>
<p>* Artigo retirado da GRACIEMAG número #243. Para ler mais artigos como este, <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine a revista de Jiu-Jitsu mais lida do país</a>!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/xeque-faixa-preta-o-principe-arabe-que-respira-jiu-jitsu/">Xeque faixa-preta: O príncipe árabe que respira Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Oscar Junior e a arte de viver do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2019 16:38:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça a trajetória do professor de Jiu-Jitsu Oscar Junior, que começou a carreira dando aulas numa comunidade perigosa no Rio de Janeiro e hoje ensina nos Emirados Árabes e já graduou personalidades importantes da sociedade local, como é o caso recente de HE Abdulmunam Al Hashemi, presidente da UAEJJF. Qual é a sua trajetória no&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_215944" style="width: 4210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215944" class="size-full wp-image-215944" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1.jpeg" alt="" width="4200" height="2800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1.jpeg 4200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-1024x683.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-1-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 4200px) 100vw, 4200px" /><p id="caption-attachment-215944" class="wp-caption-text">Oscar Junior visitando HH Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Conheça a trajetória do professor de Jiu-Jitsu Oscar Junior, que começou a carreira dando aulas numa comunidade perigosa no Rio de Janeiro e hoje ensina nos Emirados Árabes e já graduou personalidades importantes da sociedade local, como é o caso recente de HE Abdulmunam Al Hashemi, presidente da UAEJJF.</p>
<p><strong>Qual é a sua trajetória no Jiu-Jitsu, professor Oscar?</strong><br />
Nasci em São Paulo, mas meus pais se mudaram para o Centro do Rio de Janeiro quando eu era muito novo. Comecei a treinar Jiu-Jitsu aos 17, numa academia no bairro da Tijuca, onde me formei faixa-preta graças ao excelente trabalho dos professores André Almeida “Dedeco” e Marcelo Almeida “Vanusa”. Antes disso, no entanto, quando eu ainda era faixa-azul, eu já dava aulas no Morro da Mineira, para uma turma de jovens carentes e alguns adultos. Tenho muito orgulho desse período, aprendi muito por lá. Dei aulas na Mineira até o ano de 2007, quando fui tentar a vida nos Estados Unidos. Após conseguir o visto de trabalho nos EUA, já começando a me estabilizar por lá, vi uma reportagem sobre vagas para professores atuarem nos Emirados Árabes. Mandei e-mail pedindo mais informações e abracei a oportunidade. Com certeza foi uma verdadeira bênção na minha vida e na vida da minha família.</p>
<p><strong>Como foi a sua adaptação nos Emirados Árabes?</strong><br />
Foi muito tranquilo, ainda mais se compararmos com o meu início no Jiu-Jitsu, ainda no Rio de Janeiro. No Rio, viví em bairros com muita violência e trabalhei numa das favelas mais perigosas da cidade. Tenho como regra e lição de vida tentar sempre respeitar as regras e os costumes dos outros, acho que isso me ajudou muito em minha adaptação e aceitação, tanto no Brasil, nos Estados Unidos, e principalmente nos Emirados Árabes.</p>
<div id="attachment_215946" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215946" class="size-full wp-image-215946" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2.jpeg" alt="" width="1280" height="1280" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2.jpeg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-768x768.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-2-1024x1024.jpeg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-215946" class="wp-caption-text">Graduação do Presidente da UAEJJF, HE Abdulmunam Al Hashemi. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Você transitou por diversos setores nos Emirados, certo?</strong><br />
Passei por muitos setores e programas nesses dez anos aqui nos Emirados, começando pelo Programa de Jiu Jitsu nas Escolas Públicas, em 2009. Trabalhei também em vários cursos para adolescentes, e atualmente dou aulas nas Forças Especiais do Exército. Aqui, nos Emirados, eu me sinto em casa. Vivemos eu, minha esposa, Anna Carolina (que também é faixa-preta e trabalha com projetos que envolvem o Jiu-Jitsu), e dois filhos, uma bebê de 1 ano e um filho de 18 anos, Matheus Ardisson, que vem traçando os mesmos passos no Jiu Jitsu. Ele inclusive tem se destacando nas competições locais, ficou um bom tempo sendo lapidado pelo seu padrinho, Raphael Abi-Rihan.</p>
<p><strong>Quais são as principais dicas que você costuma dar a quem tem o sonho de viver do Jiu-Jitsu?</strong><br />
A crítica que mais ouvi na minha trajetória foi: “Vá procurar um trabalho decente! Esporte é lazer, não vai conseguir sustentar sua família”. Acho que o segredo é usar essa energia negativa às avessas, como se fosse uma fonte de motivação. É preciso seguir em frente. A dica que tenho a dar é: primeiro tenha certeza que é isso o que você quer. Depois, pode parecer clichê, porém, é a mais pura verdade: NÃO DESISTA! Seja honesto e respeitador, sua hora vai chegar!</p>
<div id="attachment_215950" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215950" class="size-full wp-image-215950" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3.jpeg" alt="" width="960" height="720" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3.jpeg 960w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3-300x225.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3-768x576.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-3-150x113.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-215950" class="wp-caption-text">Professor Oscar Junior ensinando em projetos sociais no Brasil. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Quais são as peculiaridades do Jiu-Jitsu que é praticado nos Emirados Árabes?</strong><br />
Tivemos que quebrar muitas barreiras por conta dos costumes, cultura e religião serem bem diferentes da realidade do Brasil, acredito ser a grande peculiaridade do Jiu-Jitsu nos Emirados. Foi um começo bem difícil, mas com o suporte de HH Sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, do Presidente da UAEJJF HE Abdulmunan Al Hashemi e os professores que fazem parte desse enorme projeto, o projeto cresceu cada vez mais em todos os sentidos e permite que centenas de brasileiros vivam dignamente dando aulas de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>O que de mais importante você aprendeu nesses anos vivendo nos Emirados?</strong><br />
Acredito que aprender a lidar com essa grande diversidade seja o maior aprendizado. O povo local é muito acolhedor, temos professores de todos os estados do Brasil e temos influência também de diversas nacionalidades. Vivem aqui muitos europeus, norte americanos, asiáticos, que, embora tenham culturas e religiões diferentes, fazem deste lugar um país muito especial.</p>
<p><strong>Quais são as principais virtudes que você avalia nos alunos ao graduá-los a faixa-pretas?</strong><br />
O trabalho vem sendo feito lá atrás. Acho que até a faixa-marrom a parte técnica e tática já está bem desenvolvida. O praticante já tem seu “jogo” definido, não que isso não possa mudar. Acredito que a faixa-preta está mais relacionada ao amadurecimento do “artista marcial”. Mas é importante ficar bem claro que o aprendizado não acaba pelo fato de se amarrar a faixa-preta na cintura. Apenas um novo capítulo se inicia.</p>
<div id="attachment_215954" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215954" class="size-full wp-image-215954" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4.jpeg" alt="" width="640" height="960" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4.jpeg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4-200x300.jpeg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Foto-4-100x150.jpeg 100w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-215954" class="wp-caption-text">Atenção especiais às crianças, futuro do Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes. Foto: Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/oscar-junior-e-a-arte-de-viver-do-jiu-jitsu/">Oscar Junior e a arte de viver do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>No mundo do Jiu-Jitsu, tudo é possível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 21:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mohamed Jehad Hora de arrumar as malas. As férias estão no fim e devo retornar a Abu Dhabi. Há dois anos, desde que fui morar nos Emirados Árabes Unidos, não passava mais de uma semana no Brasil, pátria mãe do Jiu-Jitsu moderno. Este tempo fora do Brasil fez-me vê-lo com outros olhos. Pude analisar&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/handshake.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-17812" title="handshake" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/handshake.jpg" alt="" width="370" height="317" /></a></p>
<p><strong>Por Mohamed Jehad</strong><em></p>
<p>Hora de arrumar as malas. As férias estão no fim e devo retornar a Abu Dhabi. Há dois anos, desde que fui morar nos Emirados Árabes Unidos, não passava mais de uma semana no Brasil, pátria mãe do Jiu-Jitsu moderno. Este tempo fora do Brasil fez-me vê-lo com outros olhos. Pude analisar meu país com mais profundidade através da ótica de quem tem a responsabilidade de carregar o Brasil consigo. Notei que a brasilidade foi um dos principais, senão o principal, tempero do Jiu-Jitsu &#8220;life style&#8221;, o estilo de vida de quem luta e respira Jiu-Jitsu em qualquer canto do planeta.</p>
<p>Já na primeira semana aqui em Porto Alegre, sul do país, uma situação aparentemente normal fez que eu meditasse sobre o estilo de vida de nossos praticantes. O faixa-roxa Gabriel Tayeh, após seis meses viajando, reencontra seu colega de treinos Felipe Leal. Biel e Batata, como são conhecidos, abraçam-se efusivamente antes do treino, combinam um açaí e saem rolando. Parecem irmãos se reencontrando na sala de estar da casa onde foram criados.</p>
<p>É assim que se comportam os praticantes de Jiu-Jitsu no Brasil. A academia, ou mais precisamente o dojô, acaba sendo a segunda casa da maioria, e seus colegas de treino, sua família.</p>
<blockquote><p>O mestre, além de professor, pode ser o amigo para toda hora, o parceiro de surfe, o companheiro de festa e até o goleiro do futebol de sábado&#8221;</p></blockquote>
<p>Isso não é típico de qualquer arte marcial. Isso é típico do povo brasileiro. Esse calor humano, essa receptividade, esta cumplicidade com o próximo foi incutida no Jiu-Jitsu quase sem querer. Aqui os lutadores tatuam os símbolos de suas academias nos seus corpos, muitos atletas nunca pagaram uma mensalidade e têm seus mestres como pais. A descontração durante o treino é a estampa do país. O mestre, além de professor, pode ser o amigo para toda hora, o parceiro de surfe, o companheiro de festa e até o goleiro do futebol de sábado.</p>
<p>O estilo de vida do Jiu-Jitsu e o Brasil se confundem. Provavelmente, se Conde Koma resolvesse fincar raízes em outro país, não teríamos a arte suave como nosso meio de viver a vida. Todos levamos brasilidade para o nosso Jiu-Jitsu. Todos consomem brasilidade nos quatro cantos do mundo, ao absorvê-lo. Exportar o Jiu-Jitsu é exportar o Brasil.</p>
<p>A propósito, Biel é de origem palestina, Batata de família judaica. Na terra sagrada do Jiu-Jitsu, pequenos milagres como esse acontecem todos os dias.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/no-mundo-do-jiu-jitsu-tudo-e-possivel/">No mundo do Jiu-Jitsu, tudo é possível</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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