<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>crônica | Graciemag</title>
	<atom:link href="https://www.graciemag.com/tag/cronica/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.graciemag.com</link>
	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Fri, 16 Jul 2021 12:05:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/cropped-WhatsApp-Image-2023-08-09-at-20.29.31-32x32.jpeg</url>
	<title>crônica | Graciemag</title>
	<link>https://www.graciemag.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A ascensão e queda de Conor McGregor no UFC</title>
		<link>https://www.graciemag.com/a-ascensao-e-queda-de-conor-mcgregor-no-ufc-por-mauro-ellovitch/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-ascensao-e-queda-de-conor-mcgregor-no-ufc-por-mauro-ellovitch</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2021 12:02:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[UFC]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadão Kane]]></category>
		<category><![CDATA[Conor McGregor]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Dustin Poirier]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Floyd Mayweather]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[José Aldo]]></category>
		<category><![CDATA[UFC 264]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=233599</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; [ Por: Mauro Ellovitch ] De um garoto pobre em Dublin a campeão peso-pena do UFC, a trajetória de Conor McGregor foi meteórica e fulgurante. Desde que foi contratado em 2013 como uma jovem promessa, Conor mostrava-se extremamente confiante e carismático. Fora do octógono, vestia ternos caros, ostentava o visual estiloso, falava bem e&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/a-ascensao-e-queda-de-conor-mcgregor-no-ufc-por-mauro-ellovitch/">A ascensão e queda de Conor McGregor no UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_183542" style="width: 2010px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-183542" class="size-full wp-image-183542" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/conor-1.jpg" alt="" width="2000" height="1490" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/conor-1.jpg 2000w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/conor-1-300x224.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/conor-1-768x572.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/conor-1-1024x763.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/10/conor-1-150x112.jpg 150w" sizes="(max-width: 2000px) 100vw, 2000px" /><p id="caption-attachment-183542" class="wp-caption-text">Conor McGregor no Rio de Janeiro. Foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://twitter.com/mauro_ellovitch?ref_src=twsrc%5Egoogle%7Ctwcamp%5Eserp%7Ctwgr%5Eauthor" target="_blank" rel="noopener">[ Por: Mauro Ellovitch ] </a></p>
<p>De um garoto pobre em Dublin a campeão peso-pena do UFC, a trajetória de Conor McGregor foi meteórica e fulgurante.</p>
<p>Desde que foi contratado em 2013 como uma jovem promessa, Conor mostrava-se extremamente confiante e carismático. Fora do octógono, vestia ternos caros, ostentava o visual estiloso, falava bem e usava tiradas rápidas e sagazes para provocar os oponentes, constantemente se promovendo para o público. Dentro do “cage”, era rápido e preciso, com excelente movimentação e contragolpes devastadores.</p>
<p>Tinha muito talento e estava longe de ser apenas um falastrão. Não demorou a mirar no campeão José Aldo, colocando-se como a antítese do discreto e humilde brasileiro. Em apenas dois anos, conseguiu criar a rivalidade que planejara, tirou Aldo do sério e soube aproveitar um descuido nos 13 segundos iniciais para nocautear o campeão, no UFC 194.</p>
<p>Esportivamente, contudo, McGregor parecia sempre estar buscando a coisa errada.</p>
<p>Sempre foi evidente que o objetivo maior do irlandês era a popularidade imediata e, principalmente, ganhar dinheiro. Sua preocupação com a promoção das lutas era cada vez mais intensa, e sobrepujava sua preocupação com a preparação para o combate. Após conquistar o tão sonhado título do peso-pena, Conor não deu a merecida oportunidade de revanche a José Aldo, que fora o campeão dominante da categoria por tantos anos. Nem sequer demonstrou a mais remota vontade de defender seu cinturão.</p>
<p>Sempre digo que defender um título é mais difícil do que conquistá-lo. O campeão tem muito mais a perder, é mais estudado pelos oponentes e a perda do cinturão tira qualquer aura de invencibilidade. Ganancioso e calculista, McGregor sabia disso e passou a pedir uma unificação de cinturões em disputa contra o campeão dos leves – inicialmente, Rafael dos Anjos e, depois, o sucessor Eddie Alvarez.</p>
<p>Essa superluta, além de ser comercialmente interessante, tirava a pressão do irlandês. Se ganhasse, seria consagrado como o primeiro campeão simultâneo de duas categorias do UFC. Se perdesse, usaria a desculpa de que se arriscou numa categoria nova, direto contra o campeão, e ainda manteria seu cinturão dos penas. A chamada situação ganha-ganha.</p>
<p>Vamos ser justos e dar o devido crédito ao irlandês, porque nesse UFC 205 ele brilhou em todos os aspectos. Foi divertido e carismático na promoção, capitaneou o primeiro evento realizado no Madison Square Garden em Nova York (um antigo sonho de Dana White), vendeu uma enormidade de pay-per-view e fez uma luta perfeita. Usou esquivas e contragolpes cinematográficos para dominar e nocautear Alvarez com direito a espetáculo.</p>
<p>McGregor conseguira toda a validação e adoração que sempre quis. Ele estava no topo do mundo.</p>
<p>O problema de se chegar ao topo com propósitos tão pouco inspiradores, como McGregor fez, é saber o que fazer dali em diante. Quando você não aspira nada mais elevado, o caminho depois do topo é sempre para baixo.</p>
<p>Ao continuar em sua busca por fama e dinheiro, Conor conseguiu o feito de realizar uma luta de boxe contra o igualmente fútil, talentoso e ganancioso Floyd Mayweather. Mayweather era campeão invicto da nobre arte com 49 vitórias na carreira. Uma lenda do esporte. Era óbvio que Conor não tinha a menor chance de vencê-lo. E quem disse que isso importava? Tratava-se de mais uma situação ganha-ganha, na qual McGregor receberia a maior bolsa já paga na história a um lutador de MMA.</p>
<p>A lógica imperou, Mayweather venceu, Conor não fez feio e ambos lucraram centenas de milhões com a promoção e venda desse combate sem sentido.</p>
<p>Com todo esse dinheiro, muitos imaginaram que jamais veríamos McGregor de volta ao octógono. Como a vontade de ser um respeitável campeão nunca foi o que motivou o faroleiro irlandês quando estava no começo da carreira, ninguém cogitaria que isso mudasse agora que ele era multimilionário. Todavia, não levaram em consideração a maior paixão de Conor, ainda maior do que todo o dinheiro do mundo: a necessidade de atenção.</p>
<blockquote><p>“A antiga convicção não estava lá. Tudo parecia forçado, artificial. As piadas de não tinham mais <em>timing</em>, as ameaças tinham um tom vacilante, a confiança não estava mais no olhar de Conor McGregor. Era como um cinquentão divorciado usando abadá do Chiclete com Banana e querendo parecer jovem.”</p></blockquote>
<p>McGregor não podia tolerar que estava sendo substituído no UFC, que Khabib Nurmagomedov havia conquistado o título peso leve com um indefectível cartel invicto e já estava construindo um legado maior do que o do irlandês. Não podia suportar a mídia especializada dizendo que Khabib o amassaria e ocuparia seu trono. Foi esse o orgulho que precedeu a queda. No caso, as muitas quedas que Nurmagomedov aplicou em Conor até vencê-lo com autoridade, por finalização, no UFC 229. E, por mais que Conor nunca vá admitir, ficou claro que enquanto o daguestanês fosse campeão, suas chances de ostentar o cinturão novamente seriam muito pequenas.</p>
<p>Com a aposentadoria de Khabib, o retorno de Conor voltou a ser constantemente ventilado. McGregor viu, então, uma nova oportunidade de adoração. Ele estava mais velho, mais maduro, era pai de três filhos. Estava cansado de só ser lembrado pelas estripulias nas entrevistas coletivas. Quem sabe agora não seria a hora de o público amá-lo como lutador? Era hora de deixar para trás manchetes que envolveram prática de atos obscenos em iates. Conor queria se ver como um embaixador do esporte.</p>
<p>Por isso, nesse novo retorno, McGregor se mostrou mais contido e respeitoso. Fizera uma luta tranquila contra Donald Cerrone, que também é carismático e um dos favoritos dos fãs de MMA. O passo seguinte era aceitar uma revanche contra Dustin Poirier, um oponente que já vencera em 2014 como peso-pena, mas que evoluíra muito ao subir de categoria. A cereja do bolo para o “novo McGregor” seria doar parte da bolsa para as obras de caridade que Poirier apoia e fazer uma coletiva de imprensa exaltando seu oponente. Tudo muito bonito, até que, no segundo round da luta principal do UFC 257, Dustin acertou sua mão pesada, abalou Conor e seguiu batendo até nocautear o irlandês.</p>
<div id="attachment_233600" style="width: 700px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233600" class="size-full wp-image-233600" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Aldo-e-Conor-McGregor-em-Dunlin-Jeff-BottariZuffa-LLCGetty-Images.jpeg" alt="" width="690" height="518" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Aldo-e-Conor-McGregor-em-Dunlin-Jeff-BottariZuffa-LLCGetty-Images.jpeg 690w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Aldo-e-Conor-McGregor-em-Dunlin-Jeff-BottariZuffa-LLCGetty-Images-300x225.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Aldo-e-Conor-McGregor-em-Dunlin-Jeff-BottariZuffa-LLCGetty-Images-150x113.jpeg 150w" sizes="(max-width: 690px) 100vw, 690px" /><p id="caption-attachment-233600" class="wp-caption-text">&#8220;Cidadão McGregor&#8221;: Conor surrupia o cinturão de Aldo em coletiva de imprensa. Foto de Jeff Bottari/Arquivos</p></div>
<p>“E agora, José?”, perguntaria o poeta Drummond. Ou melhor, “E agora, Conor?”. Os gloriosos novos planos haviam desmoronado. Sua querida imprensa o estava desmerecendo. Seus fãs já não estavam mais tão fervorosos. Os demais lutadores o estavam achincalhando. Seu ego não aceitava essa mudança súbita de caçador a caça, de piadista a piada. O que fazer?</p>
<p>De todas as decisões possíveis, McGregor escolheu a pior. Apesar de estar naturalmente mudado pela evolução que o tempo e as circunstâncias trazem a todos, o irlandês decidiu retomar o antigo personagem e voltar a ser o “Conor McGregor de antigamente” na luta de desempate contra Poirier. Nos meses de divulgação do UFC 264, passou a gritar novamente, fazer seus números e bravatas em redes sociais.</p>
<p>Mas a antiga convicção não estava lá. Tudo parecia forçado, artificial. As piadas não tinham mais “timing”, as ameaças tinham um tom vacilante, a confiança não estava mais no olhar. Era como um cinquentão divorciado usando abadá do Chiclete com Banana e querendo parecer jovem.</p>
<p>McGregor chegou a tentar fazer piada insinuando que a esposa de Dustin Poirier estaria atraída por ele, Conor, mas soou como uma grosseria tosca digna de um Colby Covington. O próprio Poirier percebeu e rebateu as ofensas: “Você já foi melhor nisso”.</p>
<p>Na hora do combate, apesar de tomar a iniciativa, Conor não tinha mais a mesma movimentação leve ou a mesma confiança para se arriscar a contragolpear.</p>
<p>Dustin encurtou a distância e McGregor aceitou ser derrubado. O irlandês passou a levar uma surra de Poirier até conseguir se levantar nos instantes finais do round. Foi então que, em um passo em falso para trás, seu pé virou e ele apoiou mal seu peso, fraturando a tíbia e a fíbula – uma lesão aflitiva para todos que estavam assistindo, imagine para ele.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/2021/07/12/video-gilbert-durinho-vence-e-conor-mcgregor-se-lesiona-no-ufc-264/" target="_blank" rel="noopener">O combate acabou por interrupção médica</a>. Enquanto Poirier se consagrava e devolvia as provocações, McGregor, sentado na lona, tentava parecer superior numa atitude patética, com direito a receber um gesto catártico de xingamento: o dedo médio apontado pela esposa de Poirier.</p>
<p>Não deixa de ser simbólico que McGregor tenha causado em si mesmo a lesão que o derrotou. Conor está se tornando o “Cidadão Kane” do MMA. Tido pela maioria dos críticos de cinema como o melhor filme de todos os tempos, “Cidadão Kane” conta a história de Charles Foster Kane, jornalista inicialmente batalhador, que se torna multimilionário e controlador de um conglomerado de imprensa. Após o sucesso financeiro, Kane continua obcecado pela adoração do público e pela busca por poder.</p>
<p>No fim da fita, o protagonista acaba sozinho e infeliz, após perder todos que o apoiavam. Torço para que isso não aconteça e que o “Cidadão McGregor” possa ter um final mais feliz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>* Mauro Ellovitch é faixa-preta e colunista de GRACIEMAG e NOCAUTE. Quer ler as outras crônicas de Mauro? Assine já nossa </strong></em><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>publicação digital, aqui, e leia hoje mesmo.</strong></em></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-ascensao-e-queda-de-conor-mcgregor-no-ufc-por-mauro-ellovitch/">A ascensão e queda de Conor McGregor no UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crônica do faixa-branca: você recorda sua primeira semana de treinos no Jiu-Jitsu?</title>
		<link>https://www.graciemag.com/cronica-do-faixa-branca-voce-recorda-sua-primeira-semana-de-treinos-no-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cronica-do-faixa-branca-voce-recorda-sua-primeira-semana-de-treinos-no-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2019 15:06:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[treino]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-branca]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG]]></category>
		<category><![CDATA[primeira aula]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=214188</guid>

					<description><![CDATA[<p>[ Por: Eduardo F., vulgo Dudu * ] I Nunca me imaginei treinando Jiu-Jitsu porque não tenho tanta força assim. Nem a força de vontade em mim é algo que se sobressaia. Sou meio Bartleby, personagem que tinha como máxima um preguiçoso &#8220;É melhor não&#8221;. No entanto, lá fui eu. Primeira aula, só com a&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/cronica-do-faixa-branca-voce-recorda-sua-primeira-semana-de-treinos-no-jiu-jitsu/">Crônica do faixa-branca: você recorda sua primeira semana de treinos no Jiu-Jitsu?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-143162" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/faixa-branca-kimono-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/faixa-branca-kimono-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/faixa-branca-kimono-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/faixa-branca-kimono-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>[ Por: Eduardo F., vulgo Dudu * ]</p>
<p>I</p>
<p>Nunca me imaginei treinando Jiu-Jitsu porque não tenho tanta força assim. Nem a força de vontade em mim é algo que se sobressaia. Sou meio Bartleby, personagem que tinha como máxima um preguiçoso &#8220;É melhor não&#8221;. No entanto, lá fui eu. Primeira aula, só com a parte de cima do kimono, bermuda de basquete e uma faixa-amarela infantil no melhor estilo Zeca Pagodinho, em que poderia estar bordada uma palavra: &#8220;Prego&#8221;.</p>
<p>II</p>
<p>De cara, alongamento. Algo com o qual não tenho a menor intimidade. Primeira puxada para alongar o músculo posterior de coxa e pã! –aquela fisgada. Fosse na pelada, iria rodar os indicadores acima da cabeça indicando a necessidade de substituição. Mas não posso sair do tatame ainda no alongamento, é patético, pensei. Engoli a dor e tive uma brilhante ideia: no primeiro golpe, finjo que caí de mau jeito. Detalhe que só me atentei mais tarde: Jiu-Jitsu é luta de solo, não há queda na primeira aula. Bola pra frente!</p>
<p>III</p>
<p>Sem delongas e sem surpresas, levei uma escovada de todo mundo com quem treinei, incluindo um adolescente que tinha idade para ser meu filho, o abusado. Ao fim do treino, massacrado, esgotado, raspado, frustrado e suado como um pagador de promessas que subiu as escadarias da Penha, ouço o professor perguntar se eu gostei da aula. A resposta me causa estranheza até agora: Sim! Inclusive, voltei no dia seguinte.</p>
<p>IV</p>
<p>Aula de técnicas de defesa pessoal, bem bacana. O mestre ensina como se livrar daquele folgado que vem mexer contigo por trás. No entanto, os exemplos que ele usou não me pareceram muito próximos da minha realidade. Era sempre um sujeito querendo roubar a namorada de outro na balada, ambiente que não frequento mais. Tratei logo de adaptar o conteúdo. Um carteiro querendo me entregar de qualquer maneira mais um boleto a vencer, uma senhora imprudente quase alvejando meu olho com um guarda-chuva na rua, meu chefe correndo atrás de mim para que eu fique até mais tarde. Funcionou bem melhor assim.</p>
<p>V</p>
<p>Estou na posição de cem-quilos (quase literal, já que estou com 85kg, dez a mais do que seria saudável), em cima de uma menina faixa-roxa com um penteado bonitinho e um kimono com detalhes em animal print. Horas tantas, ela dá a dica para que eu me livre da guarda dela: “Vai, esmaga minha cabeça no tatame.” Bem, eu só pensava no penteado dela, mas obedeci. “Esmaga mesmo!”, ela ordenou. Dane-se o penteado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.</p>
<p>VI</p>
<p>Todos que me confrontavam eram alertados de que aquela era a minha quarta aula, que pegassem leve com o faixa-branca aqui. Minha vontade era interromper e dizer: “Opa, mas por outro lado eu jogo basquete bem e sei andar de skate!”. Mas me calo, respiro e o treino recomeça.</p>
<p>VII</p>
<p>Jiu-Jitsu é a arte suave, me disse o mestre antes de uma das aulas. Minutos depois, com um incauto arrochando o estrangulamento em mim, segurando a lapela do meu kimono com uma força absurda, questionei essa suavidade. Porém, de fato, todos foram bacanas e receptivos. Me senti acolhido, e principalmente, respeitado. Talvez fosse essa a suavidade de que o mestre estava falando. Na próxima eu conto como foram as semanas seguintes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Vulgo Dudu, de 40 anos, é um magro barrigudo, além de jornalista e escritor. Enquanto sonha com a faixa-azul, ele escreve mensalmente nas páginas de <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">GRACIEMAG. Assine aqui para ler as outras colunas, seja em formato digital ou revista tradicional.</a> </em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/cronica-do-faixa-branca-voce-recorda-sua-primeira-semana-de-treinos-no-jiu-jitsu/">Crônica do faixa-branca: você recorda sua primeira semana de treinos no Jiu-Jitsu?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que você diria a Conor McGregor se o encontrasse num pub?</title>
		<link>https://www.graciemag.com/o-que-voce-diria-ao-astro-do-ufc-conor-mcgregor-se-o-encontrasse-num-pub/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-que-voce-diria-ao-astro-do-ufc-conor-mcgregor-se-o-encontrasse-num-pub</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2015 19:28:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[bar]]></category>
		<category><![CDATA[cinturão]]></category>
		<category><![CDATA[Conor McGregor]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[desafiante]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Irlanda]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Jose Aldo]]></category>
		<category><![CDATA[Marra]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[peso pena]]></category>
		<category><![CDATA[pub]]></category>
		<category><![CDATA[UFC]]></category>
		<category><![CDATA[wrestling]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/pt/?p=175042</guid>

					<description><![CDATA[<p>No último dia 19 de março, o peso-pena mais abusado do UFC teve um encontro marcado com os fãs no Rio, num pub tipicamente irlandês desses que há em qualquer grande cidade. (Veja o vídeo no meio da nota.) Dois meses antes, contudo, GRACIEMAG antecipou como Conor McGregor seria recebido num bar por um legítimo&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/o-que-voce-diria-ao-astro-do-ufc-conor-mcgregor-se-o-encontrasse-num-pub/">O que você diria a Conor McGregor se o encontrasse num pub?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_175046" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-175046" class="size-full wp-image-175046" alt="José Aldo encara no Rio o desafiante McGregor no evento de promoção do UFC 189. Foto: William Lucas / Inovafoto" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/03/UFC-189-World-Media-Tour.jpeg" width="1024" height="683" /><p id="caption-attachment-175046" class="wp-caption-text">José Aldo encara no Rio o desafiante McGregor no evento de promoção do UFC 189. Foto: William Lucas / Inovafoto</p></div>
<p><em>No último dia 19 de março, o peso-pena mais abusado do UFC teve um encontro marcado com os fãs no Rio, num pub tipicamente irlandês desses que há em qualquer grande cidade. (Veja o vídeo no meio da nota.)</em></p>
<p><em>Dois meses antes, contudo, GRACIEMAG antecipou como Conor McGregor seria recebido num bar por um legítimo fã brasileiro de Jiu-Jitsu e MMA. A crônica fictícia, publicada na <a title="Assine GRACIEMAG" href="https://www.graciemag.com/pt/2015/02/jiu-jitsu-e-a-arte-de-superar-obstaculos/" target="_blank">edição 216</a>, foi obra do comentarista <a title="Mauro Ellovitch no twitter" href="http://twitter.com/_mauro__" target="_blank">Mauro Ellovitch</a>.</em></p>
<p><em>Releia a crônica a seguir e comente: o que você diria ao desafiante ao cinturão de José Aldo, se sentasse com ele para trocar ideias? Ideias de alto nível e sem baixo calão, claro.</em></p>
<h3><strong>&#8220;Num pub com McGregor&#8221;</strong></h3>
<p>Sentados em uma mesa de um típico pub irlandês em Boston, o cronista e Conor McGregor conversam sobre a luta principal do UFC Fight Night: McGregor vs. Siver:</p>
<p>– Bela vitória, Conor. Você fez a luta contra o Siver parecer fácil.</p>
<p>– Obrigado,<em> mate</em> (expressão correspondente a “companheiro”, muito usada pelos irlandeses)! Você viu como eu consegui encaixar socos e chutes aproveitando minha envergadura?</p>
<p>– Vi. Você mandou uma boa variação de golpes que passavam a guarda do rival alemão, além de mostrar uma ótima noção de distância e posicionamento. Parecia treino. Fiquei com a impressão de que, se você tivesse imprimido um ritmo maior, dava para ter acabado no primeiro round ao invés do nocaute técnico no segundo round.</p>
<p>– Pois é. Mas eu quis valorizar a luta. Meus fãs pagaram uma nota no ingresso e eu queria dar espetáculo. Aliás, sempre dou espetáculo. Vamos beber mais uma rodada de cerveja em homenagem ao meu show!</p>
<p>Ambos pedem mais uma caneca e dão um grande gole.</p>
<p>– Bem convencido, hein? Muitas pessoas te criticam por causa dessa prepotência.</p>
<p>– Não é prepotência se você realmente acredita. Boa parte do meu jogo se baseia na autoconfiança, em acreditar que eu sou mesmo o melhor lutador da categoria. Se você não tiver confiança em si mesmo, quem mais terá?</p>
<p>– OK, mas você precisa ficar se vangloriando o tempo todo? Muitas pessoas, especialmente os brasileiros, já estão te odiando pela arrogância das suas declarações.</p>
<p>– Isso eu não consigo entender. Se eu acho que sou o melhor e venho ganhando de forma convincente, por que não falar? Vocês brasileiros gostam do “coitadinho”, do que se faz de humilde. <em>Boo-hoo</em> (faz uma expressão irônica de choro). As pessoas deviam admirar quem tem uma postura vencedora! E que se veste bem. Vamos beber mais uma rodada de cerveja em homenagem ao melhor lutador do UFC!</p>
<p>Ambos pedem mais uma caneca e dão um grande gole.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="UFC 189 World Championship Tour Embedded: Vlog Series - Episode 1" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/A0UFUhsSsXU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>– Cara, o que são esses ternos com gravata borboleta que você usa? E esse cabelo?</p>
<p>– Novamente é questão de imagem e autoconfiança, <em>mate</em>. Você precisa ter muita segurança para usar esse estilo. E, como diz uma expressão que eu aprendi no seu país: “As minas pira!” (fala a expressão com um bizarro sotaque gringo e ambos caem na risada).</p>
<p>– Além de elogiar a si mesmo, você fica provocando e menosprezando os adversários. Aí já é uma jogada de autopromoção, não é?</p>
<p>McGregor dá uma piscada.</p>
<p>&#8211; O UFC também é um negócio. Não adianta só você ser um bom lutador, você tem de vender a sua luta. As pessoas tem que querer ver você ganhando ou apanhando. É isso o que eu quero. Quero ver meus fãs gritando meu nome e os fãs do Aldo gritando: “Uh, vai morrer! Uh, vai morrer!” Vamos beber mais uma rodada de cerveja em homenagem aos fãs!</p>
<p>Ambos pedem mais uma caneca e dão um grande gole.</p>
<p>– Nesse ponto, você pode ser a melhor coisa que já aconteceu para promover o José Aldo. Se ele vencer, ele vai se&#8230;</p>
<p>– Ele não vai vencer! Eu sou o melhor! Eu vou matar ele! (começa a pular e derruba metade da cerveja da caneca)</p>
<p>– Tá bom! Tá bom! Calma&#8230; Como eu estava dizendo, se ele te vencer, vai se tornar um astro do grande público. Me desculpe, meu amigo irlandês, mas acho que o Aldo bate mais forte e tem o jogo mais completo do que você.</p>
<p>– O que é isso? Eu tenho sido dominante. Arrasei Diego Brandão, Dustin Poirer e o Siver. O Aldo fez lutas duras contra Chad Mendes, Ricardo Lamas, Chan Sung Jung e Frankie Edgar.</p>
<p>– Mas eles eram todos top 5 da categoria. Até hoje você não enfrentou alguém como eles. E você só foi dominante em pé. Ninguém viu sua defesa de quedas contra um wrestler ou seu jogo de chão contra um especialista em Jiu-Jitsu.</p>
<p>– Mas vão ver. Não sou só um Chael Sonnen. Faço muito mais do que provocar. Eu sou tecnicamente muito melhor. Vou provar a todos que eu não sou só imagem!</p>
<p>– Então, agora sou eu quem propõe um brinde: Vamos beber mais uma rodada de cerveja em homenagem a José Aldo versus Conor McGregor e ao merecido reconhecimento da categoria peso-pena!</p>
<p>Ambos pedem mais uma caneca e dão um grande gole.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>* Leia mais sobre MMA e Jiu-Jitsu na revista de lutas mais inteligente do país. Saiba <a title="Assine GRACIEMAG" href="http://graciemagshop.com.br/" target="_blank">como assinar GRACIEMAG, aqui.</a></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-que-voce-diria-ao-astro-do-ufc-conor-mcgregor-se-o-encontrasse-num-pub/">O que você diria a Conor McGregor se o encontrasse num pub?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O UFC é popular? &#8220;O crack também é&#8221;, dispara jornalista brasileiro</title>
		<link>https://www.graciemag.com/o-ufc-e-popular-popular-o-crack-tambem-e-dispara-jornalista-e-escritor-zuenir-ventura/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-ufc-e-popular-popular-o-crack-tambem-e-dispara-jornalista-e-escritor-zuenir-ventura</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jan 2013 18:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Cain Velasquez]]></category>
		<category><![CDATA[contusão]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[esporte]]></category>
		<category><![CDATA[ferimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal O Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Junior Cigano]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[UFC]]></category>
		<category><![CDATA[UFC 155]]></category>
		<category><![CDATA[Zuenir Ventura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/pt/?p=92670</guid>

					<description><![CDATA[<p>A disputa do cinturão dos pesos pesados foi perto das 4h da manhã no Brasil, horário ruim até para os fãs do UFC, mas muitos jornalistas do país ficaram de olho vivo na luta entre o novo campeão Cain Velasquez e o destronado Junior Cigano. O choque com as imagens do rosto de Cigano severamente&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/o-ufc-e-popular-popular-o-crack-tambem-e-dispara-jornalista-e-escritor-zuenir-ventura/">O UFC é popular? “O crack também é”, dispara jornalista brasileiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_92678" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-92678" class="size-full wp-image-92678" title="O jornalista e escritor Zuenir Ventura em foto de Marcelo Dunlop" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/01/O-jornalista-e-escritor-Zuenir-Ventura-em-foto-de-Marcelo-Dunlop.jpg" alt="O jornalista e escritor Zuenir Ventura em foto de Marcelo Dunlop" width="640" height="480" /><p id="caption-attachment-92678" class="wp-caption-text">O jornalista e escritor Zuenir Ventura. Foto: Marcelo Dunlop/Arquivos GRACIEMAG (2003)</p></div>
<p>A disputa do cinturão dos pesos pesados foi perto das 4h da manhã no Brasil, horário ruim até para os fãs do UFC, mas muitos jornalistas do país ficaram de olho vivo na luta entre o novo campeão Cain Velasquez e o destronado Junior Cigano.</p>
<p>O choque com as imagens do rosto de Cigano severamente avariado, após o UFC 155 em Las Vegas, motivou novas críticas de alguns respeitados veteranos do jornalismo nacional, como Juca Kfouri, Ancelmo Góis e Zuenir Ventura, entre outros.</p>
<p>Em sua coluna de hoje no jornal &#8220;O Globo&#8221;, Zuenir voltou a bater forte no MMA. <a title="Crônica sobre o UFC e MMA de Zuenir Ventura, em janeiro de 2013" href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/01/05/a-violencia-como-diversao-por-zuenir-ventura-481161.asp" target="_blank">(Leia a crônica completa aqui.)</a></p>
<p>Num dos trechos da crônica &#8220;A violência como diversão&#8221;, o escritor diz: &#8220;Já me disseram para &#8216;deixar de frescura&#8217; porque essas lutas sempre existiram, não são de hoje. De fato, são do tempo em que os cristãos eram jogados na arena para leão faminto comer.&#8221;</p>
<p>Procurando pesar argumentos prós e contras em relação ao MMA, a crônica de Zuenir deixa o ataque pesado para a frase final:</p>
<p>&#8220;Outra alegação é a crescente popularidade do espetáculo, que só perde, dizem, para o futebol. Mas popular o crack também é, e cada vez mais.&#8221;</p>
<p>E você, leitor, acha que mestre Zuenir tem lá suas razões ao se chocar com o estado de Cigano, ou usou de golpe baixo? Comente com a gente.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-ufc-e-popular-popular-o-crack-tambem-e-dispara-jornalista-e-escritor-zuenir-ventura/">O UFC é popular? “O crack também é”, dispara jornalista brasileiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A opinião de Verissimo sobre MMA &#038; Jiu-Jitsu e o que pode estar faltando ao UFC</title>
		<link>https://www.graciemag.com/a-opiniao-de-verissimo-sobre-mma-jiu-jitsu-e-o-que-pode-estar-faltando-ao-ufc/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-opiniao-de-verissimo-sobre-mma-jiu-jitsu-e-o-que-pode-estar-faltando-ao-ufc</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 22:39:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[LFV]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Fernando Verissimo]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[máquinas de brigar]]></category>
		<category><![CDATA[Mike Tyson]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[Muhammad Ali]]></category>
		<category><![CDATA[Octagon]]></category>
		<category><![CDATA[Ted Boy Marino]]></category>
		<category><![CDATA[UFC]]></category>
		<category><![CDATA[Verissimo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/pt/?p=54247</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em primeiro lugar, respeito. Alto lá. Luis Fernando Verissimo, 75 anos, é o Anderson Silva dos cronistas brasileiros, ofício que exerce desde 1969. Seus textos começam finos como a voz de Anderson, e terminam invariavelmente num joelhaço – para ficar num golpe de um personagem seu, o Analista de Bagé. Na coluna de ontem, publicada&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/a-opiniao-de-verissimo-sobre-mma-jiu-jitsu-e-o-que-pode-estar-faltando-ao-ufc/">A opinião de Verissimo sobre MMA & Jiu-Jitsu e o que pode estar faltando ao UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_54249" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-54249" class="size-full wp-image-54249" title="Dois atletas de MMA no octagon do UFC. Foto: Divulgação/UFC." src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/01/OctagonUFC.jpg" alt="Dois atletas de MMA no octagon do UFC. Foto: Divulgação/UFC." width="640" height="426" /><p id="caption-attachment-54249" class="wp-caption-text">Dois atletas de MMA no octagon do UFC. Foto: Divulgação/UFC.</p></div>
<p>Em primeiro lugar, respeito. Alto lá.</p>
<p>Luis Fernando Verissimo, 75 anos, é o Anderson Silva dos cronistas brasileiros, ofício que exerce desde 1969. Seus textos começam finos como a voz de Anderson, e terminam invariavelmente num joelhaço – para ficar num golpe de um personagem seu, o <a title="O conto &quot;O Analista de Bagé&quot;, com o personagem de Verissimo" href="http://www.releituras.com/lfverissimo_analista.asp" target="_blank">Analista de Bagé</a>.</p>
<p>Na coluna de ontem, publicada nos maiores jornais do país, Verissimo comprovou a boa forma. O alvo, porém, foi o MMA. (<a title="A crônica de Luis Fernando Verissimo sobre o sucesso do UFC, para ele esporte de gosto duvidoso" href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/saudade-do-ted-boy-marino-por-verissimo" target="_blank">Leia o texto na íntegra, aqui</a>).</p>
<p>Ponto de vista é feito umbigo, cada um tem o seu. Mas é divertida a descrição de Verissimo de dois lutadores no chão do octagon, “como um bicho de duas costas e oito patas em convulsão”, nas palavras do mestre.</p>
<p>Escritor best-seller, LFV não é um leigo em lutas, em absoluto. Ele já nos disse, certa vez, que assistia às lutas de MMA do Pride, na madrugada, de curiosidade, como todo mundo. Escreveu sobre Mike Tyson e <a title="Página do setentão Muhammad Ali na internet" href="http://www.ali.com/" target="_blank">Muhammad Ali</a> diversas vezes, e numa destas contou que tentou comprar ingresso, sem sucesso, para ver a despedida do mito do boxe, em 1980.</p>
<p>“Talvez tenha sido melhor assim. Ali despediu-se do ringue melancolicamente. Podia ter evitado isto. Mas acreditou na sua própria mágica e achou que conseguiria voltar&#8221;, escreveu na ocasião, quando completou: &#8220;Mas o homem ficará na história dos Estados Unidos, e não apenas na sua história esportiva. Foi protagonista ativo de algumas revoluções, como a que deu uma nova perspectiva ao negro americano e a que acabou com a intervenção no Vietnã. Foi sempre uma mistura fascinante de palhaço e super-homem”.</p>
<div id="attachment_54251" style="width: 597px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-54251" class="size-full wp-image-54251" title="O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo: UFC, sangue e violência vazia. Foto: Divulgação." src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/01/LFV.jpg" alt="O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo: UFC, sangue e violência vazia. Foto: Divulgação." width="587" height="640" /><p id="caption-attachment-54251" class="wp-caption-text">O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo: sangue e violência pura no UFC. Foto: Divulgação.</p></div>
<p>Quem ainda hoje estranha o sucesso da troca de bordoadas na TV talvez não saiba que o primeiro evento esportivo a ser filmado, na história da humanidade, foi uma luta. Mais um ponto para o boxe. Quase um século depois disso, porém, o MMA na TV segue levando suas pancadinhas.</p>
<p>O fato é que muita gente boa gosta de MMA. E muita gente boa detesta. Muitos ainda não entendem direito quando a luta vai ao chão. Normal, trata-se de um esporte novo, consolidado em <a title="UFC 1 na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/UFC_1" target="_blank">1993</a>. E é bruto, sim. Mas apontar o MMA como “apenas a violência em estado puro”, como Verissimo escreveu, parece exagerado. É algo como ver na TV um esquiador saltando de uma rampa, nos Jogos de Inverno, e dizer que trata-se apenas de um maluco se atirando num abismo. Tem técnica, tem treino, tem boas doses de coragem, e até um pouco de maluquice. Normal.</p>
<p>Muitas vezes, quem não pratica artes marciais não compreende que vestir um kimono, trocar golpes com sua sombra ou tentar derrubar um oponente, seja pela força ou pela inteligência, é um prazer edificante e revigorante como andar na praia, nadar no mar ou correr atrás de uma bola.</p>
<p>Seja como for, há uma bela lição e talvez até uma contribuição ao esporte num certo trecho do texto de Verissimo:</p>
<p>“&#8230;[O MMA] é o ‘catch’ despido da fantasia, com sangue de verdade. Não há mais mocinho e vilão, apenas duas máquinas de brigar, brigando”.</p>
<p>Dando um desconto, será que muita gente boa torce ainda mais o nariz para o MMA por ver os atletas como simples máquinas? Por desconhecer a história de vida, o que pensam, e o que querem provar com mais aquela vitória?</p>
<p>Entre os faixas-pretas de Jiu-Jitsu, Forrest Griffin era um policial. Minotauro, o baiano atropelado por um caminhão, é uma inspiração ambulante para quem passa dificuldades. <a title="Página da internet do lutador e professor Wanderlei Silva, do UFC" href="http://www.wandfightteam.com/" target="_blank">Wanderlei</a>, que ajudava o pai no balcão, tem muito a nos ensinar. Renzo, um dos pioneiros, lê James Joyce entre uma briga e outra. Toquinho treinava derrubando bezerros e dormiu embaixo do viaduto do Rebouças antes de treinar na BTT. <a title="Twitter do lutador e faixa-preta de Jiu-Jitsu Demian Maia, do UFC" href="http://twitter.com/demianmaia" target="_blank">Demian</a>, que luta neste sábado no canal Fox nos EUA, quase foi jornalista, e talvez sonhasse em ser alguém como Verissimo.</p>
<p>Como se vê, o esporte também tem seus “super-homens”, além dos palhaços, todos fascinantes. Pode ser esta uma carência do UFC, em especial nos telões durante o show. O evento talvez esteja divulgando pouco, ou de forma apressada, o lado humano dos artistas do espetáculo para o espectador acidental. Quem é o vilão naquela luta? Para quem o cara vai querer torcer? Algo que o Pride japonês fazia com maestria.</p>
<p>Enfim, mais drama e menos sangue não fariam mal a ninguém, quem sabe com a exclusão da cotovelada no chão.</p>
<p>Quem está dizendo isso nem somos nós, é o expert Verissimo, fã de Ali, Tyson e quem sabe um dia, dos astros do UFC.</p>
<div id="attachment_54252" style="width: 566px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-54252" class="size-full wp-image-54252" title="Verissimo com um exemplar de GRACIEMAG nas mãos, no Rio. O mestre não está de bobeira." src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/01/VerissimoUFC.jpg" alt="Verissimo com um exemplar de GRACIEMAG nas mãos, no Rio. O mestre não está de bobeira." width="556" height="640" /><p id="caption-attachment-54252" class="wp-caption-text">Verissimo com um exemplar de GRACIEMAG nas mãos, no Rio: o mestre sempre foi ligado em lutas. Foto: Raphael Nogueira.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-opiniao-de-verissimo-sobre-mma-jiu-jitsu-e-o-que-pode-estar-faltando-ao-ufc/">A opinião de Verissimo sobre MMA & Jiu-Jitsu e o que pode estar faltando ao UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
