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	<title>Carlson Gracie | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Carlson Gracie | Graciemag</title>
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		<title>Os treininhos de Jiu-Jitsu nos tempos do jovem ídolo Carlson Gracie</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:14:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos anos 1990, um jovem repórter chamado Luca Atalla, ainda faixa-roxa, teceu variadas perguntas sobre Jiu-Jitsu para o saudoso grande mestre Carlson Gracie. Papo vai, papo vem, e Luca perguntou como eram os treinos em sua época de ouro nos ringues, ali pelos anos 1950 e 1960. O faixa-vermelha rememorou como era a programação de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_169912" style="width: 704px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-169912" class="wp-image-169912 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/12/3643394044_40d7798006-1.jpg" alt="" width="694" height="510" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/12/3643394044_40d7798006-1.jpg 694w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/12/3643394044_40d7798006-1-300x220.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/12/3643394044_40d7798006-1-150x110.jpg 150w" sizes="(max-width: 694px) 100vw, 694px" /><p id="caption-attachment-169912" class="wp-caption-text">Carlson Gracie. Archives</p></div>
<p>Nos anos 1990, um jovem repórter chamado Luca Atalla, ainda faixa-roxa, teceu variadas perguntas sobre Jiu-Jitsu para o saudoso grande mestre Carlson Gracie. Papo vai, papo vem, e Luca perguntou como eram os treinos em sua época de ouro nos ringues, ali pelos anos 1950 e 1960. O faixa-vermelha rememorou como era a programação de treinos, rascunhada sob a orientação do pai, grande mestre Carlos Gracie.</p>
<p>“Nossos treinos para as lutas eram com tempo marcado. Treinar Jiu-Jitsu sem relógio, até um desistir, a gente nunca fez. Não adiantava treinar até um bater, isso é besteira. O sujeito se esgota”, lembrou mestrão Carlson. “Meu tipo de treino era o seguinte, como meu pai falava: ‘Você treina 15 minutos, com cinco caras. Mas você não pode descansar, é um pique. Se eu notar que você tá descansando eu paro o treino e vou te esculhambar, então tem de ser pra valer.’ Por que era daquele jeito? Porque não adianta treinar 15 minutos direto e acabar ficando ali, descansando na guarda. É preciso atacar o tempo todo, por baixo, por cima, tem de fazer esforço. Eram 15 minutos só. Naquela época eu dizia ‘só’ porque eu era incansável.”</p>
<p>O faixa-vermelha lembrou que os treinos físicos eram simples: corridas na areia da praia, pular muita corda, caminhadas ladeiras acima e nas dunas do Rio. Já os treinos voltados para finalização e para seus duelos de vale-tudo eram ainda mais curiosos:</p>
<p>“No início, meu treinamento para valer era em cima das técnicas. Mas depois que fiquei mais maduro, com uns três vale-tudos na bagagem, passou a ser o seguinte: os caras podiam tentar me dar porrada à vontade e eu não. Só treinava assim. Sem luva, sem nada. Eu de sungão, e eles podiam vir e tentar bater à vontade. Fuzileiros navais, boxeadores e muitos outros sparrings. Todo mundo que ia treinar eu dizia, pode bater, e eu não podia. Só podia me defender, agarrar e finalizar. Sempre treinei assim.”</p>
<p>E você, como costuma variar seus treinos e manter a defesa pessoal em dia, como os grão-mestres Carlos e Carlson nos ensinam?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/os-treininhos-de-jiu-jitsu-nos-tempos-do-jovem-idolo-carlson-gracie/">Os treininhos de Jiu-Jitsu nos tempos do jovem ídolo Carlson Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>História: As quase desconhecidas pioneiras do Mundial de Jiu-Jitsu feminino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Atendimento HostWP]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 20:06:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Boa parte dos primeiros campeões mundiais no masculino se tornaram lendas. Helio &#8220;Soneca&#8221;, Royler Gracie, os Roberto Gordo e Roleta, Fabio Gurgel, Zé Mario Sperry, Libório e Amaury Bitetti, por exemplo. Já no feminino, há diversas perguntas e informações que nem os mais curiosos fãs do Jiu-Jitsu são capazes de responder de cabeça. Em que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_235775" style="width: 1287px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235775" class="wp-image-235775 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Paulinha-e-Pat-Lage-no-Mundial-1998-Foto-Lia-Caldas-1.jpg" alt="" width="1277" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Paulinha-e-Pat-Lage-no-Mundial-1998-Foto-Lia-Caldas-1.jpg 1277w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Paulinha-e-Pat-Lage-no-Mundial-1998-Foto-Lia-Caldas-1-300x241.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Paulinha-e-Pat-Lage-no-Mundial-1998-Foto-Lia-Caldas-1-1024x821.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Paulinha-e-Pat-Lage-no-Mundial-1998-Foto-Lia-Caldas-1-768x616.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Paulinha-e-Pat-Lage-no-Mundial-1998-Foto-Lia-Caldas-1-150x120.jpg 150w" sizes="(max-width: 1277px) 100vw, 1277px" /><p id="caption-attachment-235775" class="wp-caption-text">Faixa-azul contra faixa-preta, no Mundial de 1998: pioneiras. Fotos: Lia Caldas/GRACIEMAG</p></div>
<p>Boa parte dos primeiros campeões mundiais no masculino se tornaram lendas. Helio &#8220;Soneca&#8221;, Royler Gracie, os Roberto Gordo e Roleta, Fabio Gurgel, Zé Mario Sperry, Libório e Amaury Bitetti, por exemplo.</p>
<p>Já no feminino, há diversas perguntas e informações que nem os mais curiosos fãs do Jiu-Jitsu são capazes de responder de cabeça.</p>
<p>Em que ano o Mundial começou a ter lutas entre mulheres?</p>
<p>Quem foram as primeiras guerreiras a competir no Mundial?</p>
<p>Quem foi a primeira vitoriosa?</p>
<p>Que atleta filha de um astro do futebol surgiu como um furacão nos tatames do Mundial?</p>
<p>Quantas foram as inscritas para o primeiro Mundial feminino?</p>
<p>Questões que um pesquisador de sorte, ao abrir seu arquivo de edições antigas de GRACIEMAg, começou a desvendar. Tudo graças a uma reportagem reveladora, escrita pela repórter, praticante e hoje professora de yoga Lia Caldas, em 1998.</p>
<p>No <a href="https://ibjjf.com/events/results" target="_blank" rel="noopener">portal da IBJJF</a>, as primeiras campeãs estão eternizadas. Foram apenas duas divisões no Mundial de Jiu-Jitsu de 1998 – até e acima de 65kg, sem separação de faixas. E duas faixas-roxas foram as rainhas.</p>
<p>Thaís Ramos (equipe Brigadeiro) venceu o peso leve, em final contra a fera da Alliance <a href="https://www.graciemag.com/academias/daniela-genovesi-4/" target="_blank" rel="noopener">Dani Genovesi</a>; já o peso pesado ficou com Rosângela “Zanza” Conceição, aluna da Behring.</p>
<p>Mas são outras as pioneiras de fato em Mundiais. Um ano antes, uma americana e uma brasileira fizeram História com H grande.</p>
<p>Foram as duas atletas a pisar nos tatames do Campeonato Mundial, para a primeira luta feminina realizada no grande evento da IBJJF. Como informou Lia Caldas em GRACIEMAG, a luta inaugural ocorreu no Mundial de 1997.</p>
<p>A reportagem conta que, em 1997 o feminino não foi aberto, mas uma faixa-azul americana, que treinava com os irmãos Machado apareceu no evento disposta a lutar. Chama-se Kathy Brothers, e representava a Gracie Barra. A organização curtiu a ideia e planejou uma luta casada para o público. A adversária escolhida foi a estrela em ascensão Alessandra “Thiola” Oliveira, faixa-azul da Alliance. Sim, o Jiu-Jitsu feminino começou no Tijuca com um duelo Alliance x Gracie Barra.</p>
<p>A vitória, decidida pela arbitragem, foi para a americana.</p>
<p>A luta inaugural abriu caminho para as divisões femininas na edição de 1998. Foram 48 mulheres inscritas. O fato de faixas-pretas terem de enfrentar jovens faixas-azuis, registrou Lia, afastou algumas competidoras (faixas-marrons na maioria) que discordaram do formato. Já a emoção foi garantida: uma das lutas mais comentadas de todo o evento foi a vitória de Paulinha Gaspari, peso leve e faixa-azul da GB, em cima de Patricia Lage, faixa-preta e filha de mestre Roberto Lage.</p>
<p>E a primeira campeã mundial sairia dessa categoria. Gaspari perderia para Mariana Coelho, mas havia outras favoritas no páreo.</p>
<p>De faixa-marrom, Leka Vieira enfrentou a estrela em ascensão Janaína Ventura, filha do tricampeão de futebol Jairzinho, ídolo do Botafogo e da Seleção. A faixa-roxa Janaína, registra a matéria, foi melhor naquele dia e venceu por 7 a 0.</p>
<div id="attachment_226543" style="width: 618px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-226543" class="size-full wp-image-226543" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/07/Dani-Genovesi-Alliance-no-Mundial.jpg" alt="" width="608" height="635" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/07/Dani-Genovesi-Alliance-no-Mundial.jpg 608w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/07/Dani-Genovesi-Alliance-no-Mundial-287x300.jpg 287w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/07/Dani-Genovesi-Alliance-no-Mundial-144x150.jpg 144w" sizes="(max-width: 608px) 100vw, 608px" /><p id="caption-attachment-226543" class="wp-caption-text">Dani Genovesi no Mundial 2000: a lutadora da Alliance fez mestre Carlson perder aposta graúda. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p>As lutas empolgaram tanto os fãs e professores que, lá pelas tantas, Carlson e Helio Soneca decidiram apostar cem reais numa disputa, precisamente na semifinal entre Dani Genovesi Paiva x Mariana Coelho. Dani venceu, para alegria de Gigi Paiva e equipe, Carlson perdeu a aposta e pagou na hora.</p>
<p>Em outra semifinal, a carioca radicada em Brasília Thaís Ramos seguiu voando abaixo do radar e eliminou Bianca Barreto. Na final até 65kg, ela passou pela favorita Dani e tornou-se a primeira campeã mundial feminina. Thaís, curiosamente, só conquistaria sua faixa-preta de Jiu-Jitsu em 2005.</p>
<p>No peso pesado, a americana pioneira Kathy, que então se dividia entre o curso de medicina e lutas de MMA, voltou ao Tijuca Tênis Clube em busca da consagração no Mundial 1998. Só que não deu para ela.</p>
<div id="attachment_235777" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235777" class="size-full wp-image-235777" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/RosangelaZanza2.jpg" alt="" width="640" height="425" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/RosangelaZanza2.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/RosangelaZanza2-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/RosangelaZanza2-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-235777" class="wp-caption-text">Zanza, condecorada no Jiu-Jitsu, judô e na greco-romana, virou até história em quadrinhos, no gibi &#8220;As aventuras de Zanza&#8221;.</p></div>
<p>Kathy começou bem, ao eliminar a hoje célebre professora Tatiana Tognini, então uma aguerrida faixa-azul da Alliance São Paulo. A americana, contudo, seria eliminada a seguir por uma embalada Zanza. A campeã peso pesado teve de fato uma campanha acachapante: venceu Kathy, Andreia Silva e, na final, encontrou-se com a outra pioneira, Alessandra Thiola, que lutava com uma torcida barulhenta, à la Fernando Tererê.</p>
<p>Zanza, experiente, não se intimidou e finalizou Alessandra Thiola na grande final, com uma chave de braço, foto que estampou as páginas de GRACIEMAG.</p>
<p>Rosângela “Zanza” Conceição não era uma campeã desconhecida. Em 1996, chegou a viajar para os Jogos de Atlanta, onde foi reserva de Edinanci nas Olimpíadas. Após o ouro mundial, migrou com sucesso para a luta greco-romana, onde medalharia no Pan 2007 (bronze até 72kg) e obteria a vaga para os Jogos de Pequim-2008. Na China, Zanza venceu sua primeira luta, contra a cazaque Olga Zhanibekova, mas perdeu em seguida.</p>
<p>A vice mundial Thiola acabou com um troféu e tanto de compensação: além da medalha de prata, desceu do pódio com sua novíssima faixa-roxa, entregue pelas mãos do professor Lelo. Já o sonho do ouro viria mais tarde, com o título peso médio do Mundial 1999.</p>
<p>Após o sucesso do primeiro evento, a IBJJF abriria em 1999 mais categorias de peso e separaria as faixas-azuis das lutadoras mais experientes, que se enfrentariam na divisão de roxas, marrons e pretas.</p>
<p>A primeira campeã absoluta, porém, seria conhecida somente no Mundial de 2007 – honraria conquistada por Michelle Nicolini, da Brasa, vitoriosa na final contra a peso pesado Luciana “Luka” Dias, da Gracie Humaitá.</p>
<p>E você, lembra alguma boa história dos primórdios do Mundial de Jiu-Jitsu? Comente conosco.</p>
<div id="attachment_235779" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235779" class="size-full wp-image-235779" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/zanza-conceicao.jpg" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/zanza-conceicao.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/zanza-conceicao-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/zanza-conceicao-768x413.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/zanza-conceicao-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-235779" class="wp-caption-text">Zanza engatilha a finalização contra Alessandra Thiola, no Mundial de Jiu-Jitsu de 1998. Fotos: Lia Caldas</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-quase-desconhecidas-pioneiras-do-mundial-de-jiu-jitsu-feminino-da-ibjjf/">História: As quase desconhecidas pioneiras do Mundial de Jiu-Jitsu feminino</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Mestre Ricardo Libório revê a evolução técnica nos Mundiais de Jiu-Jitsu</title>
		<link>https://www.graciemag.com/mestre-ricardo-liborio-reve-a-evolucao-tecnica-nos-30-anos-dos-mundiais-de-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mestre-ricardo-liborio-reve-a-evolucao-tecnica-nos-30-anos-dos-mundiais-de-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 17:45:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
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		<category><![CDATA[Carlos Gracie Junior]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há 30 anos, no primeiro Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu organizado pela IBJJF, no Rio, o lutador Ricardo Libório foi eleito o faixa-preta mais técnico do torneio numa escolha por um comitê de notáveis responsáveis pela idealização do evento, em 1996. Além do casca-grossa formado por Carlson Gracie, foram eleitos JP Salgado (GB, faixa-marrom), Roberto Atalla&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_239459" style="width: 492px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239459" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12.jpeg" alt="" width="482" height="321" class="size-full wp-image-239459" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12.jpeg 482w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/WhatsApp-Image-2022-12-23-at-09.28.12-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 482px) 100vw, 482px" /><p id="caption-attachment-239459" class="wp-caption-text">Ricardo Libório ao lado do mestre Carlson Gracie. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Há 30 anos, no primeiro Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu organizado pela IBJJF, no Rio, o lutador Ricardo Libório foi eleito o faixa-preta mais técnico do torneio numa escolha por um comitê de notáveis responsáveis pela idealização do evento, em 1996. Além do casca-grossa formado por Carlson Gracie, foram eleitos JP Salgado (GB, faixa-marrom), Roberto Atalla (GB, roxa) e Luca Atalla (GB, azul).</p>
<p>Curiosamente, Libório seguia carreira numa gerência do Banco do Brasil, e era até patrocinado pelo banco estatal. Ele poderia ter seguido carreira no mundo administrativo e financeiro, mas o Mundial ajudou a mudar sua trajetória.</p>
<p>O campeonato, realizado no primeiro fim de semana de fevereiro de 1996, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, foi prestigiado por nove países: França, Holanda, Suíça, Emirados Árabes, Itália e Cuba, além de Brasil, Japão e EUA.</p>
<p>Libório, diante de cerca de 4 mil espectadores, sobressaiu por alguns fatores. Finalizou quase todos os seus oponentes, com exceção da semifinal do absoluto, contra Léo Castello Branco. Com 83kg, ele venceu caras bem mais pesados – como o judoca holandês Remco Pardoel, via chave de braço da guarda fechada, ele que era famoso por suas aparições no UFC. E o judoca brasileiro Marcelo Figueiredo.</p>
<p>Voltou para casa com o ouro no peso e a prata no absoluto, ao ceder o título ao colega Amaury Bitetti, de sua escuderia.</p>
<p>Trinta anos depois daquela vistosa atuação no Tijuca, Libório analisa para o GRACIEMAG.com como o leque tático e técnico do Jiu-Jitsu esportivo envelheceu – ou amadureceu – de lá para cá.</p>
<p>Confira os melhores momentos da conversa, com o repórter Marcelo Dunlop. Oss!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Nestes 30 anos do Mundial, que técnicas você crê que envelheceram bem, e que posições parecem superadas ou esquecidas? </strong></p>
<p><strong><em>RICARDO LIBÓRIO:</em></strong> Ao meu ver, o que envelheceu melhor no nosso esporte não foram as técnicas – mas, principalmente, os princípios do Jiu-Jitsu. Há três conceitos fundamentais para aprender a “ler” o adversário: distância, postura e ângulos. Esses princípios nunca envelhecem e continuam sendo a base de qualquer grande atleta. Tecnicamente, claro, o Jiu-Jitsu evoluiu muito. Hoje vemos um jogo muito mais sofisticado, com lapelas, inversões e inúmeras variações de guarda.</p>
<p><strong>E as finalizações, mudaram?</strong></p>
<p>Creio que as finalizações clássicas, como o armlock, triângulo e o controle das costas, continuam decidindo campeonatos. Isso mostra que, por mais que o esporte siga evoluindo, os fundamentos permanecem. Acredito que toda evolução é bem-vinda, desde que o Jiu-Jitsu continue sendo eficiente não apenas como esporte, mas também como uma arte capaz de preparar a pessoa para uma situação real de defesa pessoal. No fim, tudo é Jiu-Jitsu. Os detalhes mudam, mas os princípios permanecem.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Ricardo Liborio 1996 world jiu jitsu" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/ThpYSwLLAEk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>E que detalhe técnico foi crucial para sua campanha triunfal, em 1996? </strong></p>
<p>O que mais me marcou não foi uma técnica específica, mas a voz de mestre Carlson Gracie. Eu ouço até hoje o Carlson gritando na grade: “Finaliza, Libório!”. Essa é uma lembrança que nunca saiu da minha cabeça. Aquele Mundial mudou a minha vida. Foi ali que tive a certeza de que era esse o caminho que eu queria seguir. Pouco tempo depois, tomei uma das decisões mais importantes da minha vida: deixar a segurança do emprego no Banco do Brasil para me dedicar integralmente ao Jiu-Jitsu. Não foi uma decisão fácil. Exigiu sacrifícios, incertezas e muito trabalho. Mas, olhando para trás, eu faria tudo de novo. Não tenho um único arrependimento. O Jiu-Jitsu me deu muito mais do que títulos; me deu um propósito, e uma missão na vida.</p>
<p><strong>Acha que alguma técnica deu uma sumida, de lá para cá? </strong></p>
<p>Naquela época, a guarda fechada era uma posição temida no Jiu-Jitsu. Muitos atletas baseavam seu jogo nela. E o armlock era uma das finalizações mais destacadas. Hoje, o esporte evoluiu, o jogo ficou mais dinâmico, com novas guardas e transições. Vale afirmar que a regra ajudou o jogo a mudar. Com isso, algumas posições clássicas perderam espaço nas competições, mas acredito que continuam eficientes. Creio que as técnicas clássicas nunca serão superadas. Elas apenas evoluíram no esporte. O bom feijão-com-arroz segue funcionando, e vai salvar campeões de qualquer geração.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mestre-ricardo-liborio-reve-a-evolucao-tecnica-nos-30-anos-dos-mundiais-de-jiu-jitsu/">Mestre Ricardo Libório revê a evolução técnica nos Mundiais de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Veteranos brabos em clima de guerra!</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:26:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De um lado do tatame, o icônico Suyan Queiroz. Discípulo legítimo do mestre Carlson Gracie, Suyan marcou época como um dos pesos-leves adultos mais dominantes do final dos anos 90. Conhecido por seu Jiu-Jitsu agressivo, passagens de guarda cirúrgicas e jogo de pressão implacável. Do outro, a lenda paulista Marco Barbosa. Líder da conceituada equipe&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246453" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260618_165925_Instagram-300x210.jpg" alt="" width="1226" height="858" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260618_165925_Instagram-300x210.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260618_165925_Instagram-1024x716.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260618_165925_Instagram-768x537.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260618_165925_Instagram-1536x1074.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260618_165925_Instagram-2048x1433.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260618_165925_Instagram-150x105.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1226px) 100vw, 1226px" /></p>
<p>De um lado do tatame, o icônico <a href="https://www.instagram.com/suyanqueiroz?igsh=MWEyMnN5MmhlcXhzbg==">Suyan Queiroz</a>. Discípulo legítimo do mestre Carlson Gracie, Suyan marcou época como um dos pesos-leves adultos mais dominantes do final dos anos 90. Conhecido por seu Jiu-Jitsu agressivo, passagens de guarda cirúrgicas e jogo de pressão implacável.</p>
<p>Do outro, a lenda paulista <a href="https://www.instagram.com/barbosajj45?igsh=MTZzZDUwMXJ6cjc1eQ==">Marco Barbosa.</a> Líder da conceituada equipe B9, Barbosinha une o refino técnico de sua consagrada base no judô com uma guarda defensiva praticamente intransponível e contra-ataques letais. Um estrategista nato que formou vários campeões e vai lutar &#8220;em casa&#8221;.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246454" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/InShot_20260618_170657933-300x225.jpg" alt="" width="1210" height="907" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/InShot_20260618_170657933-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/InShot_20260618_170657933-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/InShot_20260618_170657933-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/InShot_20260618_170657933-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/InShot_20260618_170657933-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/InShot_20260618_170657933-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1210px) 100vw, 1210px" /></p>
<p>O confere está previsto para o próximo BJJ Stars, dia 31 de julho, em São Paulo, no card de lutas casadas.</p>
<p>Batizado de &#8220;World Cup&#8221;, o BJJ Stars 19 abraça a temática da Copa do Mundo para transformar o Vibra São Paulo em um verdadeiro caldeirão do grappling. Vai rolar um inédito GP Absoluto de Masters, no qual 16 nomes da categoria disputarão o prêmio de R$ 200 mil reais. Cascas-grossas lendários como Rafael Lovato Jr., Gregor Gracie, Jaime Canuto e Rafael Formiga prometem combates épicos de tirar o fôlego.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-246455" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/1000117266-300x225.jpg" alt="" width="1225" height="919" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/1000117266-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/1000117266-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/1000117266-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/1000117266-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/1000117266-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/06/1000117266.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1225px) 100vw, 1225px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/veteranos-brabos-em-clima-de-guerra/">Veteranos brabos em clima de guerra!</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O adeus a mestre Marcio Macarrão, exímio guardeiro e mestre de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 15:26:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mestre Marcio Stambowski, o Macarrão, foi uma daquelas figuras que adoçou o mundo do Jiu-Jitsu. Um dos raros e famigerados faixas-pretas de Rolls Gracie – junto a Maurição Gomes, Romero Jacaré e outros, Macarra ganhou seu apelido no surfe e influenciou uma geração de guardeiros nos últimos 45 anos. Adepto da puxada de guarda e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mestre Marcio Stambowski, o Macarrão, foi uma daquelas figuras que adoçou o mundo do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Um dos raros e famigerados faixas-pretas de Rolls Gracie – junto a Maurição Gomes, Romero Jacaré e outros, Macarra ganhou seu apelido no surfe e influenciou uma geração de guardeiros nos últimos 45 anos.</p>
<p>Adepto da puxada de guarda e da raspagem balão, Marcio Macarrão e suas pernas compridas e letais ajudaram a lapidar o triângulo e suas variações, no cenário esportivo do Rio de Janeiro. Seu professor Rolls passou a chamar sua guarda de &#8220;a poderosa&#8221;.</p>
<p>Marido de Carla Gracie, filha de mestre Robson, Stambowski deixa os filhos Neiman e Deborah Gracie, além de centenas de alunos e fãs de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Em longa entrevista ao GRACIEMAG.com, o mestre contou sobre seu início:</p>
<p>“Eu gostava de ver filmes do Bruce Lee, de soltar as pernadas e brincar de lutas com meu irmão e os amigos. Um dia meu amigo Maurição Gomes, hoje famoso professor e pai do Roger, foi lá na minha casa no Leblon e nos embolamos de brincadeira. Mas naquela vez eu não consegui fazer nada com ele: ele me clinchou, me levou ao chão e me dominou, umas três vezes. “O que é isso, rapaz?”, eu me espantei. “É que agora estou fazendo Jiu-Jitsu, lá no João Alberto Barreto”, ele explicou”, recordou.</p>
<p>“Meio fascinado com aquela novidade, falei com meu pai e ele falou que me levaria para treinar no Carlson, que ele conhecia da imprensa. Quando cheguei lá, dei de cara com o Rolls, que dividia a academia com o Carlson, na recepção. A figura dele me causou uma grande impressão – era novinho, já de faixa-preta na cintura, simpático e magrinho. Ele me mostrou a academia e me matriculei na hora. Lembro que ainda explicou: “Os horários são diferentes. Você quer ser aluno meu ou do meu irmão Carlson?”. Não entendi direito e disse que tanto fazia. Mas ao olhar para o Rolls reparei que ele tinha um olhar forte, penetrante, e desconfiei que tinha falado besteira: “Não, olha, eu quero ser seu aluno”, emendei. Nem tinha ouvido falar do Rolls antes. Depois o Maurição acabou vindo treinar com a gente.”</p>
<p>Vá em paz, grande Macarra. A comunidade do Jiu-Jitsu fica menos amável sem figuras como você.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Marcio Macarrao Stambowsky - Knife Defense" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/5dO8qSF6q_0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-adeus-a-mestre-marcio-macarrao-eximio-guardeiro-e-mestre-de-jiu-jitsu/">O adeus a mestre Marcio Macarrão, exímio guardeiro e mestre de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>&#8220;Mestre Carlson Gracie vive&#8221;, uma crônica em tributo ao formador de campeões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 02:06:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já presenciei, também não raras vezes, nas eliminatórias para competições, lá na Figueiredo Magalhães, a luta começar no dojô e os dois caboclos irem cair lá dentro do banheiro. Ninguém queria perder na frente do velho Carlson Gracie.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53680" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-53680" class="size-full wp-image-53680" title="Carlson Gracie a beira do ringue no Japao por Susumu Nagao" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/01/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao.jpg" alt="O grande mestre de Jiu-Jitsu Carlson Gracie a beira do ringue no Japão, por Susumu Nagao" width="605" height="640"><p id="caption-attachment-53680" class="wp-caption-text">Grande mestre Carlson à beira do ringue, no Japão, em foto marcante de Susumu Nagao. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p><em>Carlson Gracie nasceu no dia 13 de agosto de 1932, mas preferia, por via das dúvidas, comemorar no dia 12. Ele, aliás, não nasceu Carlson, e sim Eduardo. Depois de oito anos, grande mestre Carlos Gracie decidiu que seu primeiro filho teria um nome mais cortante, forte, com as letras C e R – tradição que nasceu com Carlson e marcaria a família. Há exatos 20 anos, o</em><em> faixa-vermelha falecido em 1º de fevereiro de 2006 nos deixou, e GRACIEMAG relembra algumas passagens do professor que mudou a cara do Jiu-Jitsu. Com vocês, a crônica de um de seus faixas-pretas mais fiéis, <a title="Página do faixa-preta de Jiu-Jitsu Vinicius Cruz (Carlson Gracie)" href="https://www.facebook.com/vinicius.cruz.750?fref=ts" target="_blank" rel="noopener">Vinicius Cruz</a>. Boa leitura, e obrigado, Carlson.</em></p>
<p>*****</p>
<h3>Carlson Gracie vive</h3>
<p>Pense num cara diferente: esse era Carlson Gracie.</p>
<p>Não dava a menor bola para dinheiro e não tinha distinção com pessoas por status. Sua sinceridade era bruta, beirando a grosseria, fosse com o mendigo da esquina ou com o presidente da República. Assim era Carlson.</p>
<p>Tive a oportunidade de conhecê-lo ainda menino e sempre tive o sonho de garoto de usar aquele pano escrito &#8220;Carlson Gracie Jiu-Jitsu&#8221; nas costas do kimono. E, quando as aulas na academia do professor Manimal começaram a acabar muito tarde, vi o ensejo para o sonho se tornar realidade.</p>
<p>Vou lhes dizer uma coisa que será difícil de alguém que tenha vivido isso como eu vivi discordar: uma vez com o Carlson, já era! Sim, Carlson era viciante.</p>
<p>Quase sempre os lutadores machucados, que não eram poucos, iam para a academia só para ficar no sofá da salinha, junto com ele, ouvindo Carlson resmungar quando alguém abandonava uma chave kimura para fazer qualquer outra coisa – ele amava a kimura.</p>
<p>Ou então iam para tomar um &#8220;pé de gavião&#8221; no cocuruto (Carlson juntava seus dedos superdelicados e batia com a ponta dos dedos na sua cabeça, como um cascudo) quando você ousava dizer que fulano estava merecendo passar de faixa. Aliás, se você quisesse ver um cidadão mofar na faixa em que estava, era só comentar com o Carlson que o cara estava duro e merecia graduar. Você ganhava um belo pé de gavião, era chamado de &#8220;cafetão de faixa&#8221;, e o pobre sujeito, sem culpa alguma no cartório, ficava mais alguns anos naquela mesma faixa.</p>
<p>Na maioria das vezes, porém, íamos simplesmente para sermos impiedosamente achincalhados quando ele resolvia brincar de ditado com a turma que lotava a salinha. Quando ele puxava o caderninho de dentro da pochete era um Deus nos acuda. Começava o ditado e, nos primeiros erros de ortografia dos alunos, ele dizia: &#8220;És um asno&#8221;.</p>
<p>E eu morria de rir.</p>
<p>Parece estranho, mas era assim mesmo&#8230; Plebeus ali, diante do maior de todos, e ele ali, sendo um de nós, sempre. Lembro-me de uma ocasião em que eu estava na salinha e ele ordenou: &#8220;Vinicinho, pega um papel e uma caneta.&#8221;</p>
<p>Eu, sem saída, peguei com tio Amauryzão, pai de Amaury Bitetti, uma caneta para começarmos o ditado. Aí ele, com aquele ar de quem queria me dar uma esculhambada, disse:</p>
<p>&#8220;Escreve o nome daquele ossinho no fim da coluna, o cóccix&#8230;&#8221;</p>
<p>Eu, por sorte, sabia e escrevi certo; ele, espantado, gritou, com a sua sinceridade peculiar: &#8220;Ihhhh! Não fugiu do colégio não?!!&#8221;</p>
<p>O Carlson era tão diferente que enquanto as pessoas tinham como sonho de consumo um carro novo, ou coisa que o valha, ele gastava todo seu dinheiro comprando CDs, fitas cassetes ou levando seus alunos à churrascaria. E o presente que ele mais curtiu dos que eu vi foi um singelo pião. Juro. Ele ficou feito uma criança, por horas, rodando o tal pião.</p>
<p>Quando caras como esse passam, como vultos, deixam sempre a sua marca. Indelével.</p>
<p>O Carlson criava uma gíria, ou trazia uma palavra oriunda das rinhas de galo para o meio do Jiu-Jitsu, e pronto! Não dava um mês e a palavra já estava na boca do povo. Quem nunca ouviu alguém chamar outro de creonte? Ou de mutuca? São palavras que transcenderam os limites da academia e hoje são jargões conhecidos e difundidos no universo das lutas, criados pela inquietude do Carlson em inventar essas maluquices. Isso sem falar em seus &#8220;jogo do dicionário&#8221; e o mundialmente conhecido &#8220;teste de poderosidade&#8221;.</p>
<p>Mas não era apenas esse brilho intrínseco que carregava na alma que fazia dele um cara diferente. O seu brilhantismo como mestre, e, principalmente, como técnico, eram inigualáveis. O Carlson tinha o olho clínico. Ele era capaz de desvendar uma posição, que para nós era mirabolante, em dois ou três movimentos simples.</p>
<p>Já fui testemunha, não raras vezes, de ver meus ídolos estudando posições (é, tive o privilégio de dividir o tatame com meus ídolos e me tornar grande amigo deles) e o Carlson chegar, olhar de rabo de olho e dizer:</p>
<p>&#8220;Faz isso e isso&#8230;&#8221;, e encontrar uma defesa rápida e simples para a posição que até poucos instantes era indefensável. Nas competições, era quase um ritual sairmos das lutas e irmos dar um abraço nele, estivesse ele na mesa organizadora, ou na arquibancada, onde ele gostava de ficar, na beirada, apoiado, com os braços pendurados para dentro da grade. Frise-se: quando Carlson estava olhando, o gás era outro.</p>
<p>Já presenciei, também não raras vezes, nas eliminatórias para competições, lá na Figueiredo Magalhães, a luta começar no dojô e os dois caboclos irem cair lá dentro do banheiro. Ninguém queria perder na frente do velho.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="CARLSON GRACIE AND JOAO CRUS" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/n4YTn93nhIs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Lembro-me disso tudo com um aperto no peito, e digo, sem pestanejos, que foi a melhor fase da minha vida. Chegar lá pela manhã e encontrar o Carlson Gracie Junior, com aquele jeitão boa-praça dando aula. No horário da tarde, ficar sentado no banco, no horário das 15h, só para tomar esporro do faixa-preta Marcelo Alonso. Parece maluquice, mas eu gostava de tomar bronca do Alonso, eu não o conhecia muito bem ainda e esse era o jeito de ele saber que eu existia.</p>
<p>Depois, mais à noite, fazer a aula do professor Saporito, recheada de campeões – Luiz Sergio Barros, Daniel Christoph, Paulão Filho, Maurício Cobrinha Azul, Pedro Babu, Dudu Barros, Bernardo Zuza, Zé Emilio, Daniel Cardoso e tantos outros. E por fim, me deleitar no treino livre, no saudoso tatame da direita, quando encontrava o Murilo, Amaury, Bebeo, Libório, Parrumpinha, Wallid, Allan Góes, Rogério Miranda, Marcel Ferreira, Eduardo Lerner, Eduardo Lins, Alexandre Macedo, Sergio Abimehry e mestre Carlos Rosado, que de tempos em tempos aparecia, amassava todo mundo e ia embora, entre tantos outros.</p>
<p>A memória do velho vive conosco em cada história contada, em cada treino, em cada lembrança. E comigo, cada vez que ainda subo aquelas escadas do número 414 da Figueiredo Magalhães, me vem um filme na cabeça, dele me gritando para eu ouvir Edith Piaf, me dando bronca quando descobria alguma arruaça, ou me dando carona de volta para a Morada do Sol. Lembranças&#8230; Que ficam marcadas como tatuagem, e que me motivam a ensinar o que ele um dia me ensinou sem querer me ensinar: o Jiu-Jitsu merece ser conhecido por todos, e não somente pelos que têm grana para pagar.</p>
<p>Espero poder estar jogado nos tatames da vida, sempre, até que as leis divinas não me permitam mais, aprendendo, ensinando, e principalmente, levantando a bandeira do maior mito da história das artes marciais contemporâneas.</p>
<p><strong>CARLSON VIVE</strong>.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Carlson Gracie and Joao Crus" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/mT31S-7XfhA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mestre-carlson-gracie-vive-uma-cronica-em-tributo-ao-formador-de-campeoes/">“Mestre Carlson Gracie vive”, uma crônica em tributo ao formador de campeões</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O choro de grande mestre Carlson Gracie no ADCC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 20:34:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_223781" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223781" class="wp-image-223781 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie.jpg" alt="" width="320" height="320" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie.jpg 320w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /><p id="caption-attachment-223781" class="wp-caption-text">Tahnoon em foto com Carlson Gracie, durante o ADCC em Abu Dhabi. Foto: Acervo Renzo Gracie</p></div>
<p>No clássico duelo Jiu-Jitsu x luta livre, um confronto épico – de pura técnica e respeito entre os atletas – é bem pouco lembrado. Injustamente, por sinal.</p>
<p>A disputa se deu em 17 de janeiro de 2001, no ginásio da AABB no Rio, de frente para a lagoa Rodrigo de Freitas. O palco foi a seletiva para o ADCC, e os duelistas eram dois fenomenais finalizadores: Antonio “Nino” Schembri e Alexandre Ferreira, o Cacareco, astro formado nos tatames da luta-livre.</p>
<p>Com suas costeletas copiadas do ídolo Elvis Presley, Nino chegou à final da divisão até 88kg quase de paraquedas. Paulão Filho era o atleta favorito na divisão, mas quebrou a mão num vale-tudo e Nino foi convidado às pressas.</p>
<p>Em sua primeira luta, o lutador da Gracie Barra finalizou rápido no braço. Na segunda, tomou um sufoco de Leopoldo Serão, quando o aluno de Eugênio Tadeu arrochou uma chave de braço ao melhor estilo Sakuraba. Nino defendeu-se e capturou Leopoldo num triângulo.</p>
<p>Do outro lado, Cacareco distribuía sua chave kimura quase indefensável, técnica que aplicava ao passar a guarda e dar o bote no braço rival. Foi o golpe que usou duas vezes, inclusive na semifinal contra Fernando Paradeda.</p>
<p>Ao se encararem para a luta decisiva, de 20 minutos, ficou evidente a diferença de porte, e os quase dez quilos que os separavam. Nino batera 80kg no dia anterior, enquanto Cacareco pesou no limite da categoria 88kg.</p>
<p>A luta começou e Nino partiu com tudo para aplicar suas chaves omoplatas exóticas e botes no triângulo. Só que, nas regras do ADCC, puxar para a guarda sempre resultou em ponto negativo.</p>
<p>Assim, Cacareco abriu 3 a 0, após três puxadas de Nino. E tratou de administrar, estratégico como de hábito.</p>
<p>Já no finzinho da luta, Nino arriscou tudo, explodiu por baixo, catou as pernas de Cacareco e o derrubou. Enquanto o oponente se recuperava da surpresa, Nino passou sua guarda e virou o placar em 5 a 3, para explosão geral do ginásio:</p>
<p>– Eu, eu, eu, o Elvis não morreu!</p>
<div id="attachment_223237" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223237" class="wp-image-223237 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-1024x962.jpg" alt="" width="650" height="611" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-1024x962.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-300x282.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-768x721.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-1536x1443.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-2048x1923.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-150x141.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-223237" class="wp-caption-text">No ADCC 2001, nas quartas de final, a chave omoplata de Nino Schembri, contra Alexander “Sasha” Savko, tornaria-se famosa entre os xeques de Abu Dhabi.</p></div>
<p>“Quando a luta acabou”, narraria Schembri, “olhei para o mestre Carlson e ele estava chorando na arquibancada. Ele veio falar comigo que a vitória tinha feito ele se lembrar da sua luta contra o Waldemar Santana, quando ele ficou por baixo o tempo inteiro e no fim conseguiu inverter e ganhar”.</p>
<p>Para Carlson, Nino demonstrara mais uma vez que a técnica aliada à garra podem bater a força. “Foi uma grande vitória do Jiu-Jitsu que vimos aqui. O Cacareco era dez vezes mais forte, e o Nino usou sua destreza para superá-lo. Ele merece todos os elogios, é disparado o melhor lutador deste torneio. E olha que para vencer o Cacareco tem que ser realmente muito bom, pois o cara é duríssimo”.</p>
<p>E você, já se emocionou ao assistir a algum combate de Jiu-Jitsu, com ou sem o pano? Comente com a gente.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-choro-de-grande-mestre-carlson-gracie-no-adcc/">O choro de grande mestre Carlson Gracie no ADCC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Você venceria suas lutas com as regras do Jiu-Jitsu de 1954?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 16:07:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Confira alguns tópicos curiosos da regras da Academia Gracie da época e comente: seu jogo encaixaria bem com elas?</p>
<p>* Lutas preliminares de dois rounds de cinco minutos – semifinais e finais com três rounds;</p>
<p>• Queda clássica: 1 ponto</p>
<p>* Queda imperfeita: meio ponto</p>
<p>* Iniciativa de ataque: 1 ponto</p>
<p>* Montada: 1 ponto</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245808" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245808" class="wp-image-245808 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/01/Helio-Gracie-defesa-pessoal-na-Rio-Branco.jpg" alt="Academia lotada para a demonstração de defesa pessoal do professor Helio Gracie, nos anos 1950. Foto: Arquivos GRACIEMAG" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/01/Helio-Gracie-defesa-pessoal-na-Rio-Branco.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/01/Helio-Gracie-defesa-pessoal-na-Rio-Branco-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/01/Helio-Gracie-defesa-pessoal-na-Rio-Branco-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-245808" class="wp-caption-text">Academia lotada para a demonstração de defesa pessoal do professor Helio Gracie, nos anos 1950. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>No dia 19 de novembro de 2025, os professores Pedro Valente e Robert Drysdale foram os convidados de um debate rico e esclarecedor, em que abordaram diversos episódios da centenária história do Jiu-Jitsu no Brasil, dos primeiros capítulos em Belém do Pará até lutas ocorridas anteontem.</p>
<p>Durante a “trocação” de ideias, levada ao ar pelo podcast Connect Cast, os faixas-pretas acabaram por resgatar algumas relíquias.</p>
<p>Uma delas foi um velho artigo de jornal, de 1954, com as regras de um torneio interno da academia Gracie na avenida Rio Branco, no coração do Rio de Janeiro. Um campeonato programado para cinco categorias de peso – de menos de 49kg até acima de 81kg.</p>
<p>O valor do tesouro está na contagem dos pontos, o que era raro em campeonatos dos irmãos Carlos e Helio Gracie –&nbsp;antes, durante e depois daquela época.</p>
<p>Até a década de 1950, a família Gracie se posicionava com veemência contra os jurados, pontos ou vantagens. Para “botar à prova”, dois lutadores deveriam se testar até a finalização ou desistência, ou nada ficava provado, e o resultado era o empate.</p>
<p>Prova disso foi uma das lutas mais comentadas da década, no ano seguinte ao tal torneio interno.</p>
<p>Em 1955, o rapagão Carlson Gracie, aos 23 anos, vestiu seu kimono branco e sua faixa-preta para enfrentar o velho companheiro de treinos Waldemar Santana, em luta sob as regras do Jiu-Jitsu. O “tira-cisma”, onde Carlson tentaria vingar o tio Helio, derrotado por Waldemar num vale-tudo na sede carioca do YMCA, entupiu o Maracanãzinho com quase 40 mil pessoas – nem os fotógrafos e as autoridades conseguiam sentar.</p>
<p>Sem pontos ou jurados, a disputa acabou empatada – mesmo após sonoras quedas, diversas passagens e cinco ou seis montadas estabilizadas pelo Gracie. Waldemar, salvo pelo gongo em alguns rounds, entrou ídolo nacional e saiu vaiado do “pequeno Maracanã”, como era chamado o ginásio Gilberto Cardoso.</p>
<p>O regulamento de 1954, exibido no vídeo ali pelas 2h08min do debate, é ainda mais peculiar pela diferença para as regras de hoje, guardando semelhanças com os torneios de judô na época, ao dar pontos para quedas não perfeitas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="PEDRO VALENTE vs ROBERT DRYSDALE: O MAIOR DEBATE SOBRE JIU JITSU JÁ REALIZADO" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/7wYkdNQQS5Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O que representava aquela pontuação? Um protótipo, um teste para agilizar os torneios? Um meio de atrair praticantes do judô? Ou uma pista de que os Gracie então valorizavam mais as quedas? Foram todas essas hipóteses que ajudaram a turbinar o debate.</p>
<p>Confira alguns tópicos curiosos da regras da Academia Gracie da época e comente: seu jogo encaixaria bem com elas?</p>
<p>* Lutas preliminares de dois rounds de cinco minutos – semifinais e finais com três rounds;</p>
<p>•&nbsp;Queda clássica: 1 ponto</p>
<p>* Queda imperfeita: meio ponto</p>
<p>* Iniciativa de ataque: 1 ponto</p>
<p>* Montada: 1 ponto</p>
<p>* Imobilização por mais de 30 segundos: 1 ponto</p>
<p>* Pegada pelas costas: 1 ponto</p>
<p>* Fuga do ringue: 1 ponto negativo</p>
<p>(Em caso de fugas sucessivas, o árbitro poderia a seu critério desclassificar o competidor.)</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/voce-venceria-suas-lutas-com-as-regras-do-jiu-jitsu-da-academia-gracie-de-1954/">Você venceria suas lutas com as regras do Jiu-Jitsu de 1954?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 12:20:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Vinicius Cruz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana”, diz José Mario Sperry.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_217552" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217552" class="wp-image-217552 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg" alt="Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG" width="800" height="792" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-300x297.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-768x760.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-217552" class="wp-caption-text">Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG</p></div>
<p>Ele nasceu Eduardo, escondia a idade e pintava os cabelos. Tirando isso, Carlson Gracie (1932-2006) foi um dos brasileiros mais autênticos que o mundo conheceu.</p>
<p>Dizia o que pensava, cantava em francês e jamais seria falso ou controlaria a língua para que suas ideias fossem suavizadas ou parecessem politicamente corretas. Pelo contrário, costumava criar gírias que tornavam seus pontos de vista ainda mais claros e impactantes. Os creontes sabem bem.</p>
<p>Carlson nasceu no dia 12 de agosto de 1932 com o nome de Eduardo. Anos depois, seu pai, grande mestre Carlos Gracie, tomou gosto pela força das letras C e R, e alterou o nome do primeiro filho, bem como o da filha Eneida, que virou Oneica.</p>
<p>Carlson competiu, venceu seus desafios e cresceu na academia, treinado por Carlos e pelo tio Helio. Tornou-se dono de um coração caridoso que o tornava um fiasco como administrador – Carlson distribuía bolsas para seus alunos treinarem de graça, na mesma proporção em que sua academia conquistava troféus nos campeonatos. O faixa-vermelha está entre os treinadores mais vitoriosos da história competitiva do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Seu coração às vezes era grande até demais, servindo à malícia de aproveitadores. “Eu dizia para ele: ‘Pô, mestrão! Tem um monte de gente te explorando e você não faz nada. Assim você vai morrer sem nenhum tostão no bolso, que nem o Garrincha&#8230;’ Ele respondia: ‘Ué, qual é o problema? Eu não vou estar morto?’”, recorda o discípulo Marcelo Saporito.</p>
<p>Hoje estátua em Copacabana, Carlson parecia um rei que não fazia distinção entre nobres e plebeus. Saporito conta que, durante um longo período, o Gracie levava um grupo de mendigos do bairro para tomar banho e dormir na academia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Carlson era uma personalidade esportiva, bajulada por políticos, doutores e magnatas, sem jamais ter desenvolvido nenhum tipo de afetação por causa disso. “Ele foi muito feliz, viveu a vida como bem queria, desprendido de valores materiais e preocupações mesquinhas. Sem dúvida, levou para o Céu muitas histórias de vitória e alegria”, diz Fernando &#8220;Pinduka&#8221; Guimarães, um dos primeiros faixas-pretas formados no time.</p>
<p>E quando vivo, o que Carlson costumava levar consigo? Comecemos a lista por aquela pochete presa à cintura, completamente indiferente ao que a moda ditava: “Na pochete, ele levava uma escova para pentear o cabelo, um caderninho com o telefone de um monte de gente e uma máquina de fotografia”, revelou seu amigo de longa data, o também saudoso Osvaldo Paquetá.</p>
<p>“Nunca vi ninguém bater tanta foto naquela época quanto o Carlson. Era impressionante”, confirma o pupilo Wallid Ismail.</p>
<p>E os discos de bolero e música francesa? “Lembro de quando eu tinha 15 anos, e ficava na academia descansando para o segundo treino do dia. O Carlson então botava Edith Piaf na vitrola e me chamava: &#8216;Vinicinho, vem escutar essa maravilha! Eu aposto contigo que você vai querer gravar tudo numa fita!&#8217; Eu tinha 15 anos, achava uma porcaria e ele me fazia escutar aquilo por horas a fio”, diverte-se Vinicius Cruz, outro grato faixa-preta do mestre.</p>
<p>A lista de objetos não termina. Um baralhinho, já que se tratava de um amante da jogatina. Um dicionário, para ele decorar ainda mais verbetes e desafiar a inteligência dos amigos. Porém, Saporito lembra de algo mais singelo: um pião que o grande mestre botava para girar sobre o tatame da academia da Figueiredo Magalhães, durante o intervalo dos treinos. “Os olhos dele brilhavam. ‘Tá vendo, bichão? Eu tive infância’, ele costumava dizer. Eu respondia: ‘Ô, Carlson, você ainda não saiu da infância. Você é uma criança grande’”, recorda Saporito.</p>
<p>Mais do que seus utensílios, Carlson Gracie gostava mesmo era de estar com os amigos de fé e as mulheres que amou. “Ele era o tipo de pessoa que não conseguia viver sozinha”, definiu Paquetá.</p>
<p><strong>As próprias regras</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_214307" style="width: 882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-214307" class="size-full wp-image-214307" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg" alt="" width="872" height="566" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg 872w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-768x498.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 872px) 100vw, 872px" /><p id="caption-attachment-214307" class="wp-caption-text">Carlson Gracie com seus alunos. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Genial e genioso, Carlson Gracie sucumbia com a maior facilidade à gordurosa e açucarada mistura açaí-com-xarope-de-guaraná, sendo ele um notório diabético, com o colesterol alto. Carlson chegava a encolher a barriga em certos momentos para disfarçar os quilos a mais que vinha acumulando desde a década de 1970, quando deixou de ser atleta e virou treinador, permitindo-se assim alguns hábitos de glutão.</p>
<p>Quando algum mal-estar se abatia sobre ele, no entanto, era comum vê-lo se agarrar rapidamente à alimentação correta, feito uma criança arteira e desobediente que, após cometer uma grande traquinagem, comporta-se como um santinho até as coisas serenarem para o seu lado. Isso aconteceu nos últimos dias de vida do grande mestre: “Ele me ligou sentindo muitas dores, com a fala arrastada. Disse, no entanto, que logo ficaria bom, pois tinha voltado a cuidar muito bem da alimentação”, garantiu Paquetá.</p>
<p>Isso não bastava para Carlson naquele momento. Ele precisava de uma intervenção clínica urgente, o que só aconteceu tempos depois, quando a situação já era crítica. Teimoso em último grau, o Gracie tinha pavor de hospitais. Quando alguém aconselhava que ele procurasse um médico, Carlson rebatia: “Tá me gorando, é?”.</p>
<p>O faixa-vermelha chegava a esconder até da família suas fraquezas de saúde. Talvez porque não quisesse reconhecer que o imbatível fenômeno do vale-tudo das décadas de 1950 e 1960 estava envelhecendo. Ou então pela aguda autoconfiança que o fazia acreditar numa energia interior capaz de livrá-lo de quaisquer apuros da vida. Provavelmente por uma mistura dessas duas hipóteses, Carlson permitiu que uma simples pedra no rim evoluísse para uma infecção generalizada, fazendo seu coração parar às 6 horas de uma manhã fria em Chicago, EUA.</p>
<p>Durante a missa de despedida ao professor, que reuniu mais de 500 admiradores em Copacabana, desafetos de longa data chegaram a se abraçar. Afinal, como o irmão Carlos Robson Gracie disse, durante a missa: “Quando um anjo sobe aos céus, ele promove a união das pessoas. Estou convicto de que Carlson jamais será esquecido”.</p>
<p><strong>A última luta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_94502" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-94502" class="wp-image-94502 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg" alt="" width="605" height="640" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg 605w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-284x300.jpg 284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-142x150.jpg 142w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /><p id="caption-attachment-94502" class="wp-caption-text">No dia 1º de fevereiro de 2006, Carlson Gracie falece em decorrência de uma infecção generalizada. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bastante debilitado, Carlson faz pegadas nas mangas dos paramédicos. Eles tentam tirá-lo de seu apartamento em Chicago, EUA, e colocá-lo na ambulância, na noite de quinta-feira, 26 de janeiro de 2006. “Deixa quieto, pai, eles estão te levando para o hospital”. Ao ouvir a voz do filho, o mestre fecha os olhos, dá sua balançada típica com a cabeça, e enfim se resigna: “Pro hospital? Tá bom”.</p>
<p>Minutos depois, Carlson entra na emergência do Lincoln Park Hospital, com um histórico de oito dias de dores na bexiga e nos rins, e fortes alterações no estado mental. Feitos os exames, é diagnosticado septicemia, uma infecção generalizada no sangue. Tudo porque uma enorme pedra no rim, não tratada, bloqueou as vias urinárias e infeccionou a região, primeiramente, e o sangue e demais órgãos a seguir.</p>
<p>Oito especialistas liderados pelo médico brasileiro Mauricio Consalter passam a acompanhar Carlson, agora medicado por fortes antibióticos. O estado é crítico. Mas o lutador pouco a pouco se recupera, até que, no dia 31 de janeiro, ele dá sinais claros de melhora. “Sua pressão estava sobre controle, seus batimentos estavam perfeitos, e ele não tinha mais febre. Recuperou a consciência e pôde falar normalmente”, lembra o doutor.</p>
<p>O filho Carlson Jr. revive o clima da véspera: “Ele começou a perturbar todos no hospital. Brigava com os médicos, beliscou a bunda da enfermeira, e me esculhambou. Achei que papai tava recuperado, mas ele me alertou: ‘Fica por aqui porque esse é o último dia que você vai me ver’. Estranhei ele falar aquilo, porque tava bem”.</p>
<p>Não era permitido qualquer acompanhante na UTI. Júnior foi então para casa e, enquanto a infecção silenciosamente mastigava o coração do pai, não conseguiu dormir. Às 6h do dia 1º de fevereiro, com baixa frequência cardíaca, o grande mestre foi entubado. Iniciou-se uma série de procedimentos para tentar reanimá-lo, mas não houve resposta. Quarenta minutos depois, Carlson Gracie foi declarado morto. Ele conseguiu resistir por mais de uma semana sob um quadro gravíssimo de infecção generalizada, e todos os órgãos se recuperaram. Menos um. Justamente o que nele era maior, o coração.</p>
<p><strong>Qual foi o legado de Carlson?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_217592" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217592" class="size-full wp-image-217592" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg" alt="" width="1280" height="851" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-217592" class="wp-caption-text">Carlson eternizado na rua Figueiredo de Magalhães, berço de sua primeira academia. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>“Todo seminário que faço eu lembro uma ou outra posição que aprendi com meu pai. Raspagens, armadilhas de ataques duplos, tudo muito moderno e bastante eficiente até hoje” <strong>Carlson Gracie Jr.</strong></p>
<p>“O ensinamento mais marcante que o Carlson nos passava era a humildade” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Parece que foi ontem. Eu encaixava a chave kimura na posição norte-sul e sempre caía para pegar o armlock. Carlson então tirava a botinha dele e entrava no tatame bufando: ‘Nunca faça isso de novo! Você está em cima, com a kimura encaixada, e puxa a posição para ficar por baixo, no armlock! Tá maluco! Se perde a posição você fica por baixo, então continue na kimura!’” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Carlson nos ensinou sempre que o maior segredo no Jiu-Jitsu é acreditar em si mesmo, pois ninguém é melhor do que ninguém” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Acredito que foi o Carlson o primeiro a abrir as portas do Jiu-Jitsu para o mundo, ensinando, incondicionalmente, todos que a ele procuraram” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Treinei com o Carlson desde os 8 anos, e ao longo da minha vida inteira só vi o Carlson triste e chateado uma vez: durante a separação da equipe, em 1998” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“O Carlson foi o maior treinador de todos. Ele sabia respeitar as características de cada lutador. Ele lapidou meu jogo de guarda e me ensinou a usar a essência do Jiu-Jitsu nas lutas profissionais. Muitos lutadores do UFC hoje deviam relembrar Carlson e lapidar os recursos de guarda” <strong>Carlão Barreto</strong></p>
<p>“Carlson foi nosso melhor formador de lutadores e o professor mais rigoroso na concessão de faixas. Aprendi muito com ele sobre como um mestre avalia o aluno. Quando eu lutava, nutria uma série de receios e achava que o Carlson exagerava nos elogios, que ele via algo em mim que nem eu enxergava. Carlson era genial nessa análise, na observação das reações dos alunos em momentos críticos. Minhas vitórias, então, são frutos da minha disciplina e dedicação aliadas à grande capacidade do Carlson de extrair o melhor de cada um” <strong>Carlos Rosado</strong></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-20-anos-de-saudade-o-legado-de-mestre-carlson-gracie/">Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fabio Gurgel e o insano “desafio duplo” de Carlson Gracie contra a luta livre em 1991</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 17:04:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lá pelas tantas, Gurgel ensina no livro quem são os principais “rivais” do bom Jiu-Jitsu hoje:</p>
<p>“Essa infinidade de academias mal geridas, sujas, com professores que tratam mal os alunos, que se atrasam para a aula, que ensinam com o kimono sujo, que não falam corretamente e que, dessa forma, diminuem o Jiu-Jitsu. Uma vez que vai lá, o aluno tem uma experiência tão negativa que jamais vai voltar – para academia nenhuma.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245034" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel.png" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-300x161.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-768x413.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-150x81.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Ao lançar suas memórias, o professor, campeão mundial e ex-astro do vale-tudo Fabio Gurgel fez questão de reunir amigos, leitores e admiradores no dojo da Alliance – todos de meia ou descalços, para cruzar os tatames, receber aquele abraço poderoso do “General” e pegar um autógrafo nas primeiras das 255 páginas de <a href="https://www.travessa.com.br/Fabio_Gurgel/autor/671d7ec6-528d-4c84-a8bd-94b4c99007b0?srsltid=AfmBOoo3fSYe5A8BDlKgyNNo6hrbAmOK6H1fS_9t32K0hGAx8aH68Boy" target="_blank" rel="noopener">“Inabalável –&nbsp;Princípios do Jiu-Jitsu aplicados à vida e aos negócios” (Editora LVM, 2024).</a></p>
<p>É uma leitura fluida e instrutiva, em que o faixa-coral recorda com rara franqueza as crises, incertezas, arrependimentos e, claro, como manteve a mente inabalável para dissipar as dúvidas e construir uma trajetória de raro, raríssimo sucesso no Jiu-Jitsu. Num dos trechos de maior tensão do livro, por exemplo, Gurgel reflete sobre a arte de controlar os nervos em situações extremas – como quando viu um pitbull raivoso vir de dentes arreganhados para cima dele, num dia qualquer em São Paulo.</p>
<p>Fabio Gurgel foi um daqueles mestres raros na história da arte suave, numa linhagem que vem de Carlos Gracie e João Alberto Barreto – campeões que também dominaram o talento de comunicador e escritor, e ganharam espaço na grande mídia para defender o Jiu-Jitsu. Barreto, no “Jornal dos Sports”; Gurgel, na prestigiada revista “Trip”, em 2001 e 2002. Não à toa, Gurgel formou, treinou e ajudou alguns dos lutadores mais criativos e influentes de suas gerações, como Marcelo Garcia, Demian Maia, Michael Langhi, Bruno Malfacine e tantos outros.</p>
<p>Se o ritmo do livro é suave, o término da leitura nos deixa como uma dúvida mais complexa. Afinal, qual teria sido o papel principal de Fabio no Jiu-Jitsu, ou sua maior façanha?</p>
<p><em>* Lutar com Helio Gracie no seu córner?</em></p>
<p>* Ajudar a consolidar a arte suave em São Paulo, quando o Rio de Janeiro era a meca do esporte?</p>
<p><em>* Fundar e ajudar a reinventar a Alliance inúmeras vezes, a ponto de se sagrar 15 vezes campeões mundiais por equipe pela IBJJF?</em></p>
<p>* Passar dos 30 mil alunos, em 300 escolas pelo planeta – a ponto de decidir, corajosamente, que não vai mais graduar nenhum faixa-preta e se dedicar somente aos negócios?</p>
<p><em>* Ou se sagrar, simplesmente, tetracampeão mundial na faixa-preta?</em></p>
<p>Sem romantizar nem se vangloriar com nada disso, Gurgel vai distribuindo lições. Um ponto alto do livro é ver Fabio recordar cada um de seus antigos mestres – do jogador Carlinhos Violino, ídolo do Flamengo, ao treinador de vôlei Bené, passando por seu mestrão Romero Jacaré – que escreve na apresentação – até os atuais mestres que inspiram o professor, como Platão, Sêneca e outros filósofos.</p>
<p>“Aprendi, em mais de 40 anos de Jiu-Jitsu que ninguém jamais será capaz de controlar tudo que se passa ao redor, porque é impossível”, ensina Gurgel. “O segredo para viver de modo tranquilo é aceitar o que não podemos mudar e dar o nosso melhor dentro das circunstâncias apresentadas”.</p>
<p>Lá pelas tantas, Gurgel ensina no livro quem são os principais “rivais” do bom Jiu-Jitsu hoje:</p>
<p>“Essa infinidade de academias mal geridas, sujas, com professores que tratam mal os alunos, que se atrasam para a aula, que ensinam com o kimono sujo, que não falam corretamente e que, dessa forma, diminuem o Jiu-Jitsu. Uma vez que vai lá, o aluno tem uma experiência tão negativa que jamais vai voltar – para academia nenhuma.”</p>
<p>E há, além das passagens instrutivas, bastidores e revelações divertidas.</p>
<p>O desafio de 1991, com os representantes do Jiu-Jitsu contra a luta livre, ganha um capítulo extenso e detalhado. E cômico, apesar da tensão e o caos do evento no Grajaú.</p>
<p>Antes de vencer Denilson Maia, com seus célebres 43 socos da montada, e ganhar fama pelas ondas da TV Globo, o lutador de 21 anos estava no vestiário. De lá, Gurgel viu pelo monitor a fera Hugo Duarte subir ao ringue, para ser saudado vitorioso por W.O. contra Marcelo Behring, cuja luta caíra do card após uma severa contusão no cotovelo de Behring. Carlson não deixaria barato a provocação de Hugo e chamou Gurgel:</p>
<p>“Ô bicho, depois que você vencer rápido, nem desce do ringue, hein. Vou pegar o microfone e chamar o Hugo Duarte para você lutar com ele também.”</p>
<p>Após a vitória de Gurgel e do Jiu-Jitsu –&nbsp;com o professor Helio no córner – a festa e a invasão do ringue inviabilizaram a sugestão de desafio e “luta dupla” de Carlson.</p>
<p>Gurgel refletiria: “Até hoje não sei se ele fez aquilo para mostrar como acreditava em mim, ou se ele queria mesmo que eu lutasse duas vezes”.</p>
<p>Queira você aprender a ensinar, melhorar seus hábitos como competidor ou turbinar suas academias com dicas sérias, as memórias de Fabio Gurgel são a leitura ideal. Se no caminho você rir com alguns dos bastidores do Jiu-Jitsu, não será mera coincidência.</p>
<p>Siga Fabio Gurgel <a href="https://www.instagram.com/fabiogurgel/" target="_blank" rel="noopener">no Instagram e saiba mais, aqui.</a></p>
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		<title>A essência do Jiu-Jitsu, segundo Eduardo Raschkovsky</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 13:18:36 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-244064" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Pinduka-300x255.jpg" alt="" width="613" height="521" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Pinduka-300x255.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Pinduka-1024x870.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Pinduka-768x652.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Pinduka-1536x1304.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Pinduka-2048x1739.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Pinduka-150x127.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 613px) 100vw, 613px" /></p>
<p>Uma conversa franca com o faixa-vermelha-e-branca, de 68 anos, radicado em Israel, que viaja pelo mundo propagando a filosofia do Jiu-Jitsu em seminários concorridos.</p>
<p>“O Eduardo é uma pessoa que ajudou o Jiu-Jitsu a crescer. Uma honra diplomá-lo como faixa-vermelha-e-branca”, disse Joe Moreira, no dia 9 de outubro, em cerimônia no Rio de Janeiro. No início do ano, foi o grão mestre Fernando Pinduka quem amarrou a graduação vermelha-e-branca na cintura de Eduardo, evocando lembranças dos velhos tempos da escola Carlson Gracie. “Sou da velha guarda”, diz Eduardo, com orgulho. “Uma geração que entendia o Jiu-Jitsu como ‘arte da guerra’”.</p>
<p>Confira, a seguir, os melhores trechos da conversa reveladora entre Raschkovsky e a equipe da GRACIEMAG.</p>
<p><strong>O ano de 2024 foi muito especial para você, tendo em vista a sua graduação como mestre faixa-vermelha-e-branca, pelas mãos do grão mestre Fernando Pinduka, num evento que contava com a nata da escuderia Carlson Gracie…</strong><br />
<strong>EDUARDO RASCHKOVSKY:</strong> Eu me sinto muito honrado por tudo que aconteceu. Na sequência, ainda fui diplomado pelo mestre faixa-vermelha Joe Moreira. É inevitável que passe pela minha cabeça um breve filme da minha história no Jiu-Jitsu. Comecei a treinar cedo, com sete, oito anos de idade, na escola Carlson Gracie, quando a academia ainda funcionava na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Fui até a marrom com o Carlson, até que minha família se mudou para a Barra da Tijuca e eu acabei me transferindo para a escola do Carlinhos Gracie. Cheguei a ter a chave da academia, pois eu treinava muito, sempre estava lá, buscava os primeiros horários, sempre fui um obcecado pela arte suave. Não tinha carnaval. Não tinha feriado. Eu estava sempre lá, de domingo a domingo. Dava aula para crianças, gostava de ensinar, de transmitir conhecimento.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-244066" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Joe-Moreira-300x225.jpg" alt="" width="604" height="453" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Joe-Moreira-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Joe-Moreira-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Joe-Moreira-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Joe-Moreira-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Joe-Moreira-2048x1536.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-Joe-Moreira-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px" /></p>
<p><strong>Foi nessa época que você aprendeu a filosofia que tanto defende, o Jiu-Jitsu como “arte da guerra”? </strong><br />
Na minha época era muito difícil um aluno conquistar a faixa-preta. Era algo fora do normal, bem diferente de hoje em dia. O sujeito não era praticante, era um lutador. Treinos muito puxados, ritos de passagem. Uma época em que pude dividir o tatame com verdadeiras lendas da nossa arte marcial, como o Carlson, Pinduka, Rilion, Renzo, os irmãos Machado, entre tantos. Para você prosperar no Jiu-Jitsu naquela época era preciso ser um fanático pela arte marcial e sou assim até hoje, aos 68 anos. Sigo treinando muito forte. Treino com a garotada e, modéstia à parte, não faço feio. O Jiu-Jitsu é a verdadeira fonte de juventude. O meu fanatismo pelo Jiu-Jitsu alimenta a minha alma, o meu espírito, eu não vivo sem isso. O meu ser não funciona sem o Jiu-Jitsu. Minha disciplina em treinamento físico, em alimentação saudável. Treinos de isometria, treinos aeróbicos… Sou o resultado disso tudo. Sei jogar com o meu peso (105kg) e com a minha idade. Uma vida de paixão louca pelo Jiu-Jitsu. Pelo estilo de vida de um lutador. Um lutador do bem, claro! E vale dizer que ainda me formei faixa-preta de karatê, condecorado pelo professor Getúlio da Ilha, e também faixa-preta de judô, pelas mãos do sensei Oswaldo Alves.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-244068" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-a-nata-300x219.jpg" alt="" width="612" height="447" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-a-nata-300x219.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-a-nata-1024x748.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-a-nata-768x561.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-a-nata-1536x1122.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-a-nata-2048x1496.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Com-a-nata-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px" /></p>
<p><strong>Hoje você mora em Israel. Como você vive o estilo de vida do Jiu-Jitsu por lá?</strong><br />
Sim, moro em Israel, mas viajo pelo mundo dando seminários. Aprendo muito ensinando nos seminários. É muito interessante perceber como o Jiu-Jitsu se adapta bem em qualquer cultura. Israel é um país conhecido por suas preocupações com a segurança e defesa pessoal, e o Jiu-Jitsu se mostrou um complemento perfeito para as artes marciais que já fazem parte da cultura local. Durante o treinamento, faço questão de destacar como o Jiu-Jitsu é extremamente eficiente para neutralizar um oponente, independentemente do tamanho ou da força, utilizando técnicas de alavanca e controle corporal. Israel tem tudo para se tornar um polo de Jiu-Jitsu no Oriente Médio. A dedicação dos atletas e a estrutura que estão construindo mostram que eles estão prontos para levar essa arte marcial ao próximo nível.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-244070" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Pinduka-300x253.jpg" alt="" width="607" height="512" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Pinduka-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Pinduka-1024x864.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Pinduka-768x648.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Pinduka-150x127.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Pinduka.jpg 1169w" sizes="auto, (max-width: 607px) 100vw, 607px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-essencia-do-jiu-jitsu-segundo-eduardo-raschkovsky/">A essência do Jiu-Jitsu, segundo Eduardo Raschkovsky</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Você compete e busca uma técnica de queda infalível? Suyan Queiroz dá a dica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 22:58:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como será que uma queda tão vista, curtida e repostada continua eficiente contra os oponentes que, ao cair, sente que já a viram antes nas redes sociais? Primeiramente Suyan Queiroz, depois de tanta estrada, usa três ou quatro variações da catada de perna.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240194" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240194" class="size-large wp-image-240194" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-1024x1006.jpeg" alt="" width="650" height="639" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-1024x1006.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-300x295.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-768x754.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12-150x147.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-10-at-17.45.12.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240194" class="wp-caption-text">Suyan Queiroz sagrou-se campeão europeu em 2023. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Faixa-preta de Carlson Gracie desde 1998, o professor Suyan Queiroz (Wolves Den Jiu-Jitsu) compete há mais de 30 anos com uma quedinha e tanto na manga, que continua a funcionar nos torneios mundiais de master e outras grandes competições nos EUA.</p>
<p>E como será que uma queda tão vista, curtida e repostada continua eficiente contra oponentes que sentem, ao cair, que já a viram antes nas redes sociais?</p>
<p>Após tanta estrada, é preciso lembrar que Suyan conta com três ou quatro variações de sua catada de perna.</p>
<p>“O fator principal é que eu repito essa queda todo dia na academia, em treinos de drill. Eu faço por dia uma média de 20 entradas de queda para afiar essa técnica. E é perfeito para aquecer, eu começo com dez. No fim do treininho, faço mais dez para lapidar”, conta Suyan, que calcula conseguir a derrubada uma luta sim, uma luta não. Média invejável.</p>
<p>Outra dica importante do professor: é preciso ter uma boa defesa de queda. Com isso, você fica mais confiante para passar um tempinho em pé, até a oportunidade surgir.</p>
<p>A terceira dica é saber surpreender, mesmo que todo mundo ao redor conheça seu jogo:</p>
<p>“O importante para uma queda eficiente é confundir o adversário. Treine diferentes puxadas na gola. Quando você buscar a queda, tenha um plano B – se o cara esparramar, você deve ter uma tática. Se o cara tentar outra defesa, você também já vem com outra opção de catada. Mas o segredo é a consistência, sempre repetir algumas vezes no início do treino, mais um pouco no fim. Assim a queda fica no automático. Eu já entro lá nos campeonatos da IBJJF com uma certeza: alguém eu vou derrubar!”</p>
<p>Siga o professor Suyan e reveja <a href="https://www.instagram.com/reel/C9yBfbvyRrc/?igsh=eDhjMXV5Mm50Nm9q" target="_blank" rel="noopener">a quedinha infalível, aqui.</a></p>
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