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	<title>aprendizado | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>aprendizado | Graciemag</title>
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		<title>Ivan Rocha e os detalhes do título internacional que marcou sua carreira</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jun 2023 21:04:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Professor Ivan Rocha construiu um trabalho consolidado na Europa e atuou tanto como competidor quanto na formação de atletas de Jiu-Jitsu. Ivan morou na Itália por sete anos e se dividiu nas funções de professor e competidor. Ele ministrou diversos seminários em cidades italianas e viajou para outros países europeus, como Inglaterra e Alemanha, com&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_241287" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-241287" class="size-large wp-image-241287" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.18-1024x705.jpeg" alt="" width="650" height="448" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.18-1024x705.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.18-300x206.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.18-768x528.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.18-150x103.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.18.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-241287" class="wp-caption-text">Ivan Rocha em ação no London Open. Foto: Reprodução</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Professor Ivan Rocha construiu um trabalho consolidado na Europa e atuou tanto como competidor quanto na formação de atletas de Jiu-Jitsu. Ivan morou na Itália por sete anos e se dividiu nas funções de professor e competidor. Ele ministrou diversos seminários em cidades italianas e viajou para outros países europeus, como Inglaterra e Alemanha, com o propósito de testar sua equipe, a Cabecinha Team Itália, e propagar os valores do Jiu-Jitsu.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das conquistas mais especiais da carreira de Ivan veio há uma década: no London Open 2013, organizado pela IBJJF. O mineiro superou o frio inglês e os adversários para se sagrar campeão nas categorias com e sem kimono. “Ganhar sempre é gratificante, é bom demais. Além dos meus títulos, minha equipe teve um saldo positivo. No total, voltamos para casa com dez medalhas, com quatro de ouro”, recordou o faixa-preta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Ivan Rocha relembrou momentos marcantes do London Open e listou os maiores aprendizados durante o período em que morou na Itália.</span></p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> O que aquele título conquistado há uma década, durante o London Open, representou para sua carreira?</strong></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">IVAN ROCHA: </span></em><span style="font-weight: 400;">A conquista desse título tem um significado especial, pois é difícil treinar duro e trabalhar tanto na minha evolução técnica quanto na dos meus alunos ao mesmo tempo. Os professores que também competem sabem disso. Ganhar sempre é gratificante, é bom demais. Além dos meus títulos nas categorias com e sem kimono, minha equipe teve um saldo positivo. No total, voltamos para casa com dez medalhas, com quatro de ouro.</span></p>
<p><strong>Você tem alguma memória marcante desse campeonato?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, além dos meus ouros com e sem kimono, a perda de peso também me marcou porque não foi nada fácil. O sacrifício resume a vida do lutador. Além de ter perdido peso, me aventurei no absoluto depois. E, na época, eu pesava 64kg. O que lembro daquele dia foi o fato de estar muito frio. Eu corria o ginásio inteiro e não conseguia suar nada. Foi prazeroso acompanhar meus alunos numa competição internacional e ver cada um deles vencer e entregar tudo de si. A união da equipe me traz uma sensação inexplicável. O que mais me motiva é ver meu trabalho ir pelo caminho certo. Além destes momentos, o Jiu-Jitsu proporciona experiências incríveis, como conhecer lugares novos e culturas diferentes pelo mundo.</span></p>
<div id="attachment_241289" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-241289" class="size-large wp-image-241289" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.21-1024x635.jpeg" alt="" width="650" height="403" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.21-1024x635.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.21-300x186.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.21-768x476.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.21-150x93.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-21-at-17.57.21.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-241289" class="wp-caption-text">Ivan Rocha tornou-se campeão com e sem kimono no London Open 2013. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Quais são os maiores desafios de competir no exterior?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As recompensas superam os desafios. Porém, não é fácil, são inúmeras barreiras, como o impacto cultural e a diferença da comida. Mas, a meu ver, o maior obstáculo é o frio. É complicado lutar diante de temperaturas tão baixas, algo que é recorrente na Europa.</span></p>
<p><strong>Quais eram suas técnicas preferidas nos tempos de competidor?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou passador. Eu costumava esperar o adversário me puxar para a guarda ou eu tentava a queda para ficar por cima. Me sinto bem quando chego na meia-guarda, eu gosto de tourear para chegar ao cem-quilos. Quando estou por baixo, gosto de fazer a De la Riva com o intuito de raspar.</span></p>
<p><strong>Quais foram os maiores aprendizados no período em que você morou na Europa?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu evoluí pessoal e profissionalmente, sobretudo. É importante viajar, conhecer outros países e vivenciar culturas diferentes da que estamos acostumados. Deixar as nossas raízes nos faz ir além, amplia os horizontes e é algo enriquecedor. Ninguém jamais tira aquela experiência de você. Neste período de sete anos em que vivi em prol do Jiu-Jitsu na Europa entendi ainda mais o valor da arte marcial e como o esporte abre portas inimagináveis. Um dos meus desejos é que as pessoas tenham a oportunidade de presenciar como o Jiu-Jitsu pode ser transformador e proporcionar mais qualidade de vida.</span></p>
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		<title>A palavra do mestre, com a fera Marcio Macarrão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Mar 2023 22:44:53 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240247" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240247" class="size-full wp-image-240247" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-16-at-19.35.48.jpeg" alt="" width="800" height="592" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-16-at-19.35.48.jpeg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-16-at-19.35.48-300x222.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-16-at-19.35.48-768x568.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-16-at-19.35.48-150x111.jpeg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-240247" class="wp-caption-text">Neiman, Marcio Macarrão e Deborah Gracie. Foto: Reprodução</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcio Stambowsky jamais quis saber de parar de aprender. Para verificar isso, bastava dar uma espiada na sua faixa-coral bem desgastada, recém substituída na hora certa pela novíssima faixa vermelha-e-branca, recebida em junho de 2017 pelo célebre pupilo de Rolls Gracie. Mestre “Macarrão”, apelido que ganhou nos tempos de surfista em Ipanema, jamais perdeu o gosto de dar um rolinha com os amigos e alunos, e até hoje faz questão de praticar as guardinhas modernas utilizadas nos torneios da IBJJF.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aprendizado grande para Stambowsky, atualmente, tem sido à beira da grade do Bellator, acompanhando Neiman, seu filho de 34 anos com Carla Gracie – ele já coleciona 12 triunfos, nove por finalização. Macarrão conta a seguir as lições que tem extraído das vitórias do filhão, e desfia outras histórias após mais de 40 anos de Jiu-Jitsu. “Treino com o Neiman desde os 3 anos. Antes eu montava nele e mandava ele bater. Hoje é ele que monta em mim. É o ciclo da vida, os tempos vão passando, e o galo jovem vai virando o galo forte da tribo”, brinca o mestre carioca, hoje radicado nos EUA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista ao repórter Marcelo Dunlop, o mestre listou o que aprendeu de melhor até hoje. <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/">Assine aqui para ler mais artigos como este.</a></span></p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Você começou a treinar Jiu-Jitsu em 1975 e recebeu a faixa vermelha-e-branca. O que tem aprendido nesta nova fase da vida, acompanhando as lutas do Neiman Gracie no Bellator?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">MARCIO MACARRÃO:</span></i><span style="font-weight: 400;"> É um prazer estar falando com GRACIEMAG. Olha, cada luta dele tem sido um aprendizado imenso. É uma adrenalina gigantesca, mas acho que estou conseguindo administrar melhor esse nervosismo a cada combate. Já fui córner dele umas quatro vezes, mas realmente não gosto. O que me acalma um pouco é perceber que a determinação, a garra e a vontade dele são grandes e genuínas. E, claro, o fato de que ele está treinando sempre muito forte com seus companheiros, lá no time duríssimo do Renzo em Nova York, me passa mais tranquilidade, pois vejo que ele está pronto para os desafios que aparecem. Quando ele me vê nervoso, diz: “Pô pai, fica nervoso não que estou de boa”. Sou fã do Neiman, tenho muito orgulho dele. E, quando um pai vê que o filho se dedicou para estar ali, e realmente gosta do que está fazendo, a adrenalina dá lugar a outros sentimentos. Neiman é um casca-grossa e tem provado isso: já foi posto a testes duros algumas vezes, como em sua segunda luta (contra Dustin Holyko) e mostrou que resiste bem.</span></p>
<p><strong>E ele já esbanjava a vontade de competir desde garoto?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Neiman, quando tinha 5 anos, me dizia: “Quero um dia lutar no Japão!” Já estava vidrado ao ver os primos e tios lutando no Pride FC, o Royce, Ryan, Renzo, Ralph… Eu brinco com ele de Jiu-Jitsu desde os 3 anos, mas ele começou a se preparar de verdade na adolescência, sempre teve a mente aberta e muita vontade de aprender tudo relativo a lutas. Por exemplo: quando garoto, ia até Copacabana no Manimal para se testar no muay thai. No fim das contas, acredito que o ingrediente mais importante para você atingir o sucesso em qualquer atividade da vida é o amor. Ter amor por alguma coisa é o primeiro passo, só assim você passa a se dedicar, de fato, a tentar fazer da melhor maneira, a procurar se superar e aprender cada detalhe. E isso percebo que ele tem dentro dele. É caseiro, está há anos casado… Ou seja, vive para a luta e tem muito foco fora da academia também.</span></p>
<p><strong>Competir no Jiu-Jitsu desde criança foi vital para ele hoje, tecnicamente?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem dúvida, mas creio que a maior vantagem que os campeonatos de Jiu-Jitsu deram a ele foi a experiência, apesar da pouca idade. Com os torneios ele adquiriu tranquilidade, aquela capacidade de se acalmar na hora do perigo que salva o lutador de MMA. A parte psicológica dele é forte graças às competições de Jiu-Jitsu, e desde pequeno ele se mostrou muito raçudo, muito valente.</span></p>
<p><strong>É verdade que o Jiu-Jitsu também entrou na sua vida quase como brincadeira?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois é. Eu gostava muito de ver filmes do Bruce Lee, de soltar as pernadas e brincar de lutas com meu irmão e os amigos. Um dia meu amigo Maurição Gomes, hoje famoso mestre e pai do Roger, foi lá na minha casa no Leblon e nos embolamos de brincadeira. Mas naquela vez eu não consegui fazer nada com ele: ele me clinchou, me levou ao chão e me dominou, isso umas três vezes. “O que é isso, rapaz?”, eu me espantei. “É que agora estou fazendo Jiu-Jitsu, lá no João Alberto Barreto”, ele explicou. Fascinado com aquela novidade, falei com meu pai e ele me levou para treinar no Carlson. Quando cheguei lá, dei de cara com o Rolls, que dividia a academia com o Carlson, na recepção. A figura dele me causou uma grande impressão – era novinho, já de faixa-preta na cintura, simpático e magrinho. Ele me mostrou a academia e me matriculei na hora. Lembro que ainda explicou: “Os horários são diferentes. Você quer ser aluno meu ou do meu irmão Carlson?”. Não entendi direito e disse que tanto fazia. Mas ao olhar para o Rolls reparei que ele tinha um olhar forte, penetrante, e desconfiei que tinha falado besteira: “Não, olha, eu quero ser seu aluno”, emendei. Nem tinha ouvido falar do Rolls antes. Depois o Maurição acabou vindo treinar com a gente.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/8qIoHLiWue0" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Você começou a treinar naquele mesmo dia?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não, o Rolls não tinha kimono para vender e me falou para comprar ali numa loja de judô, perto da academia Cordeiro. No dia seguinte voltei. E desde aquela primeira aula do Rolls fiquei apaixonado pelo Jiu-Jitsu. Percebi que era uma atividade que eu poderia realmente aprender, não era nada mirabolante mesmo para uma criança. Era curioso porque naquela época o Jiu-Jitsu era somente uma arte marcial, não era visto como esporte pois não havia quase competições. E o MMA nem existia.</span></p>
<p><strong>O que você aprendeu nas primeiras aulas, mestre?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Rolls me pôs para aprender apenas defesa pessoal em pé e no chão, nas primeiras 45 aulas que tive. Defesa de gravata, quedas, paulada etc. Acredito que aquilo me deu uma base muito sólida para o meu Jiu-Jitsu, pois são nessas 45 aulas que o aluno compreende profundamente o sistema de alavancas do Jiu-Jitsu na prática. É a partir do momento que você entende o que está fazendo, que entende o que está buscando, que o aperfeiçoamento se torna possível e se acelera. Não se pode “decorar” na aula de Jiu-Jitsu.</span></p>
<p><strong>Dá para comparar os alunos daquele tempo, os anos 1970/80, com os seus alunos de hoje em dia? Eles buscam as mesmas respostas, quando procuram o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Creio que na América muitos dos meus alunos buscam a arte para saciar um lado esportivo, de disputas, que eles costumam desenvolver nos tempos de universidade. Mas muitos jovens e senhores continuam se matriculando para saberem se defender, como antigamente. Mas o Jiu-Jitsu é muito amplo, e pode ser ensinado em três partes um pouco diferentes: a defesa pessoal; o Jiu-Jitsu esportivo, com ou sem kimono; e o Jiu-Jitsu aplicado para o MMA, uma aula mais específica para atletas que buscam ser profissionais. Mas acho que todo aluno busca conhecimento: conhecer a técnica, conhecer a si mesmo.</span></p>
<p><strong>Você buscou o Jiu-Jitsu para quê?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aprender meios de me defender mesmo. Como eu era o terceiro irmão mais novo, o bullying já começava dentro de casa. E nunca foi fácil ser criança no Rio de Janeiro. Eu gostava de surfar em Ipanema, perto de casa, e os mais novos também eram intimidados. Depois que comecei a treinar eu ficava até torcendo para algum surfista vir tentar alguma coisa comigo! Mas o bullying acabou rápido; em casa, fiz um dia meu irmão mais velho batucar 200 vezes… Na praia alguém comentou que eu competia e treinava no Rolls, então nunca mais mexeram comigo. Passaram até a me incentivar: “Vai que essa onda é sua!” (risos).</span></p>
<p><strong>Qual foi a luta mais marcante da sua carreira?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Houve algumas, uns tira-teimas na academia. Mas lembro de uma das primeiras lutas que fiz, eu ainda estava começando como competidor. Eu puxei para a guarda, pus na fechada, estrangulei e o cara dormiu. O Rolls a partir daí ficava brincando comigo: “Vamos lá, usa a poderosa!”. Eu gostava muito também de raspar e cair montado, já pegando o braço. Aqui na América hoje o pessoal até apelidou de “Macarrão sweep”.</span></p>
<p><strong>Você sempre foi considerado um mestre das raspagens. O que acha das guardas modernas?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu acho que tem muita novidade mas metade do que estamos vendo aí já existia antigamente, fica sendo usado por um tempo depois é esquecido… E depois volta com força, é normal. O que muda são os apelidos da posição. Os detalhes realmente novos e modernos eu gosto de experimentar. Penso como um médico: se um doutor ficar 20 anos sem estudar ele se torna obsoleto. Meu jogo sempre foi de guarda fechada, tive uma guarda poderosa como competidor, mas não gosto de ensinar somente o que funciona no meu jogo, eu passo ao aluno uma visão geral, inclusive técnicas modernas. Só não gosto de firulas. Hoje em dia, inclusive, mais velho, estou virando até mais passador.</span></p>
<p><strong>Algum outro episódio sensacional que você guarde com mais carinho?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais sensacional de tudo foi poder ter feito parte dessa história, do início da saga do Jiu-Jitsu. Foi um tempo romântico e muito bacana, em que ninguém conhecia a arte suave. Sempre acreditei que o Jiu-Jitsu cresceria muito e chegaria longe, mas todo dia eu me espanto ao ver a proporção que a arte atingiu nos dias de hoje, algo fenomenal. </span></p>
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		<title>As lições que aprendi com Demian Maia, por Carlos Cobrinha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 20:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[MMA]]></category>
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		<category><![CDATA[Carlos Cobrinha]]></category>
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		<category><![CDATA[treino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Carlos Eduardo “Cobrinha” Ozório Não preciso nem dizer que Demian Maia é o dono de um dos melhores Jiu-Jitsu já vistos no UFC. O faixa-preta foi campeão do ADCC e também fazia chover com o kimono. Senti isso na pele em outubro do ano passado, quando treinei com a fera na Demian Maia Jiu-Jitsu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240106" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240106" class="size-large wp-image-240106" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-16.59.23-1024x704.jpeg" alt="" width="650" height="447" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-16.59.23-1024x704.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-16.59.23-300x206.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-16.59.23-768x528.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-16.59.23-150x103.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-28-at-16.59.23.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240106" class="wp-caption-text">Carlos Cobrinha e Demian em treino na Demian Maia Jiu-Jitsu Portugal. Foto: Reprodução/Instagram</p></div>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Texto: </span><a href="https://www.instagram.com/carloscobrinha/"><span style="font-weight: 400;">Carlos Eduardo “Cobrinha” Ozório</span></a></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não preciso nem dizer que Demian Maia é o dono de um dos melhores Jiu-Jitsu já vistos no UFC. O faixa-preta foi campeão do ADCC e também fazia chover com o kimono. Senti isso na pele em outubro do ano passado, quando treinei com a fera na Demian Maia Jiu-Jitsu Portugal, em Santa Maria da Feira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O treino com Demian também me mostrou como alguém com essa mentalidade pode chegar num nível tão absurdo. Isso porque provavelmente ele não se esforçou muito contra mim (risos). Por outro lado, fiquei contente ao saber das palavras dele, muitos aspectos que tento colocar em prática nos treinos como forma de incentivo aos meus alunos. Vamos aos ensinamentos:</span></p>
<h3><strong>1. Coloque-se em perigo</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos rolas e específicos, é fundamental nos colocarmos em situações de risco. Isso aumenta muito o poder de defesa e saber e ter calma em apuros para escapar do sufoco.</span></p>
<h3><strong>2. Deixe o ego de lado</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esqueça o medo de bater. Não preciso nem dizer que isso eu tive que fazer muitas vezes. Ter este receio só vai travar sua evolução.</span></p>
<h3><strong>3. Controle o oponente</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses específicos também trabalha-se isso. Segurar um cara duro numa montada, não deixá-lo escapar nas costas ou até mesmo esticar o braço num armlock não é uma tarefa tão simples como se imagina. Em todas as vezes que ele começou nas minhas costas não cheguei muito perto de escapar (risos). Demian me contou como costuma exercitar essas situações de controle quando está atacando.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/reel/CkSsVpvDg56/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/reel/CkSsVpvDg56/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Carlos Eduardo Ozório Cobra (@carloscobrinha)</a></p>
</div>
</blockquote>
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		<title>A chave do sucesso no Jiu-Jitsu, com Ricardo Marques e Bê Faria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Almada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 12:20:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Faria]]></category>
		<category><![CDATA[BTT Juiz de Fora]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[Mundial 2015]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Marques]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Campeão mundial absoluto pela IBJJF em 2015, Bernardo Faria é grato até hoje ao que aprendeu, de 2001 a 2009, no celeiro de craques da Brazilian Top Team Juiz de Fora, célebre academia em Minas Gerais. O mineiro campeão, em papo com o GRACIEMAG.com, explicou esse legado em detalhes. “Naqueles oito anos, aprendi a maior&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_239249" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239249" class="size-large wp-image-239249" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/Ricardo-Marques-e-Bernardo-Faria-1024x847.jpeg" alt="" width="650" height="538" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/Ricardo-Marques-e-Bernardo-Faria-1024x847.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/Ricardo-Marques-e-Bernardo-Faria-300x248.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/Ricardo-Marques-e-Bernardo-Faria-768x635.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/Ricardo-Marques-e-Bernardo-Faria-150x124.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/12/Ricardo-Marques-e-Bernardo-Faria.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-239249" class="wp-caption-text">Professor Ricardo Marques ao lado de Bernardo Faria. Foto: Reprodução</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Campeão mundial absoluto pela IBJJF em 2015, <a href="https://www.instagram.com/bernardofariabjj/">Bernardo Faria</a> é grato até hoje ao que aprendeu, de 2001 a 2009, no celeiro de craques da <a href="https://www.instagram.com/bttjuizdefora/">Brazilian Top Team Juiz de Fora</a>, célebre academia em Minas Gerais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mineiro campeão, em papo com o GRACIEMAG.com, explicou esse legado em detalhes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Naqueles oito anos, aprendi a maior das lições do Jiu-Jitsu – que os resultados e conquistas só viriam com consistência e disciplina”, lembra Bernardo Faria. “E aprendi isso não por alertas nem conselhos, mas na prática: o Ricardo Marques jamais, um dia que fosse, chegava atrasado ou faltava a qualquer sessão de treino na academia.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O professor só deixava de dar aulas em dias de Campeonato Brasileiro ou Mundial, algo que inspira Bê Faria até hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Todo guru que a gente ouve hoje fala de consistência e perseverança, mas falar é uma coisa e cumprir é outra diferente. E com o Ricardo aprendi que não havia outro atalho”, assegura Bernardão. “Tive essa sorte, portanto, de ter como mentor o cara mais disciplinado e gente boa que conheci na vida. Essa consistência que aprendi na prática com ele valeu mais que qualquer livro ou qualquer faculdade. Espero que minha filha e alunos também um dia aprendam essa receita comigo. Se eu conseguir passar esses valores do Ricardo adiante, já me sentirei bem sucedido e realizado na vida.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E você, o que aprendeu de mais valioso com seu mestre/mentor?</span></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-chave-do-sucesso-no-jiu-jitsu-com-ricardo-marques-e-be-faria/">A chave do sucesso no Jiu-Jitsu, com Ricardo Marques e Bê Faria</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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