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	<title>Técnica | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Técnica | Graciemag</title>
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		<title>O choro de grande mestre Carlson Gracie no ADCC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 20:34:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_223781" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223781" class="wp-image-223781 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie.jpg" alt="" width="320" height="320" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie.jpg 320w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Tahnoon-com-Carlson-Gracie-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" /><p id="caption-attachment-223781" class="wp-caption-text">Tahnoon em foto com Carlson Gracie, durante o ADCC em Abu Dhabi. Foto: Acervo Renzo Gracie</p></div>
<p>No clássico duelo Jiu-Jitsu x luta livre, um confronto épico – de pura técnica e respeito entre os atletas – é bem pouco lembrado. Injustamente, por sinal.</p>
<p>A disputa se deu em 17 de janeiro de 2001, no ginásio da AABB no Rio, de frente para a lagoa Rodrigo de Freitas. O palco foi a seletiva para o ADCC, e os duelistas eram dois fenomenais finalizadores: Antonio “Nino” Schembri e Alexandre Ferreira, o Cacareco, astro formado nos tatames da luta-livre.</p>
<p>Com suas costeletas copiadas do ídolo Elvis Presley, Nino chegou à final da divisão até 88kg quase de paraquedas. Paulão Filho era o atleta favorito na divisão, mas quebrou a mão num vale-tudo e Nino foi convidado às pressas.</p>
<p>Em sua primeira luta, o lutador da Gracie Barra finalizou rápido no braço. Na segunda, tomou um sufoco de Leopoldo Serão, quando o aluno de Eugênio Tadeu arrochou uma chave de braço ao melhor estilo Sakuraba. Nino defendeu-se e capturou Leopoldo num triângulo.</p>
<p>Do outro lado, Cacareco distribuía sua chave kimura quase indefensável, técnica que aplicava ao passar a guarda e dar o bote no braço rival. Foi o golpe que usou duas vezes, inclusive na semifinal contra Fernando Paradeda.</p>
<p>Ao se encararem para a luta decisiva, de 20 minutos, ficou evidente a diferença de porte, e os quase dez quilos que os separavam. Nino batera 80kg no dia anterior, enquanto Cacareco pesou no limite da categoria 88kg.</p>
<p>A luta começou e Nino partiu com tudo para aplicar suas chaves omoplatas exóticas e botes no triângulo. Só que, nas regras do ADCC, puxar para a guarda sempre resultou em ponto negativo.</p>
<p>Assim, Cacareco abriu 3 a 0, após três puxadas de Nino. E tratou de administrar, estratégico como de hábito.</p>
<p>Já no finzinho da luta, Nino arriscou tudo, explodiu por baixo, catou as pernas de Cacareco e o derrubou. Enquanto o oponente se recuperava da surpresa, Nino passou sua guarda e virou o placar em 5 a 3, para explosão geral do ginásio:</p>
<p>– Eu, eu, eu, o Elvis não morreu!</p>
<div id="attachment_223237" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-223237" class="wp-image-223237 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-1024x962.jpg" alt="" width="650" height="611" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-1024x962.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-300x282.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-768x721.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-1536x1443.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-2048x1923.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/04/Nino-Schembri-e-sua-omoplata-no-ADCC-150x141.jpg 150w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-223237" class="wp-caption-text">No ADCC 2001, nas quartas de final, a chave omoplata de Nino Schembri, contra Alexander “Sasha” Savko, tornaria-se famosa entre os xeques de Abu Dhabi.</p></div>
<p>“Quando a luta acabou”, narraria Schembri, “olhei para o mestre Carlson e ele estava chorando na arquibancada. Ele veio falar comigo que a vitória tinha feito ele se lembrar da sua luta contra o Waldemar Santana, quando ele ficou por baixo o tempo inteiro e no fim conseguiu inverter e ganhar”.</p>
<p>Para Carlson, Nino demonstrara mais uma vez que a técnica aliada à garra podem bater a força. “Foi uma grande vitória do Jiu-Jitsu que vimos aqui. O Cacareco era dez vezes mais forte, e o Nino usou sua destreza para superá-lo. Ele merece todos os elogios, é disparado o melhor lutador deste torneio. E olha que para vencer o Cacareco tem que ser realmente muito bom, pois o cara é duríssimo”.</p>
<p>E você, já se emocionou ao assistir a algum combate de Jiu-Jitsu, com ou sem o pano? Comente com a gente.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-choro-de-grande-mestre-carlson-gracie-no-adcc/">O choro de grande mestre Carlson Gracie no ADCC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Aprenda com a batalha Tainan Dalpra x Elijah Dorsey, no Brasileiro 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 May 2025 15:48:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos destaques do Campeonato Brasileiro, realizado pela CBJJ no mês de maio deste ano, foi a final peso médio (até 82,3kg), entre os excelentes Tainan Dalpra e Elijah Dorsey.</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/aprenda-com-a-batalha-tainan-dalpra-x-elijah-dorsey-no-brasileiro-2025/">Aprenda com a batalha Tainan Dalpra x Elijah Dorsey, no Brasileiro 2025</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_240769" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240769" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-07-at-15.01.06-682x1024.jpeg" alt="" width="650" height="976" class="size-large wp-image-240769" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-07-at-15.01.06-682x1024.jpeg 682w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-07-at-15.01.06-200x300.jpeg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-07-at-15.01.06-768x1153.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-07-at-15.01.06-1023x1536.jpeg 1023w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-07-at-15.01.06-100x150.jpeg 100w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-07-at-15.01.06.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240769" class="wp-caption-text">Tainan Dalpra estampou as cores do capacete de Ayrton Senna no kimono. Foto: Camila Nobre/Focados no Tatame</p></div>Um dos destaques do Campeonato Brasileiro, realizado pela CBJJ no mês de maio deste ano, foi a final peso médio (até 82,3kg), entre os excelentes Tainan Dalpra e Elijah Dorsey.</p>
<p>Confira a batalha entre o brasileiro e o americano, e estude um pouco sobre tática e tempo de luta, com as instruções do treinador Guilherme Mendes, córner de Dalpra no torneio em Barueri.</p>
<p>E aí, o que você aprendeu com esta batalha?</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Tainan Dalpra vs Elijah Dorsey | 2025 IBJJF Brasileiros" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/Fe8q4cin1UM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/aprenda-com-a-batalha-tainan-dalpra-x-elijah-dorsey-no-brasileiro-2025/">Aprenda com a batalha Tainan Dalpra x Elijah Dorsey, no Brasileiro 2025</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O segredo da passagem de guarda com o selo Gracie de qualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 00:39:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Quando estou por cima, independente de qual passagem eu quero usar, estou sempre usando o meu corpo e me empurrando em cima do oponente, distribuindo o meu peso, preocupado em jamais transmitir a sensação de leveza ao guardeiro. Minhas passagens não têm nada de complexas ou especiais, a não ser o fato de que estou constantemente calculando e recalculando o meu posicionamento, a fim de não dar espaço para o adversário", resume o tricampeão mundial absoluto (2007/2009/2010).</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_239097" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239097" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Roger-Gracie-2-1024x566.jpeg" alt="" width="650" height="359" class="size-large wp-image-239097" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Roger-Gracie-2-1024x566.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Roger-Gracie-2-300x166.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Roger-Gracie-2-768x425.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Roger-Gracie-2-150x83.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Roger-Gracie-2.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-239097" class="wp-caption-text">Roger Gracie ensina estrangulamento a partir dos cem-quilos. Foto: Reprodução</p></div>
<p>“Embora pareça óbvio, pouca gente faz o que realmente é necessário nos tatames: usar o próprio peso para amassar o adversário”, ensina o ídolo Roger Gracie.</p>
<p>“Quando estou por cima, independente de qual passagem eu quero usar, estou sempre usando o meu corpo e me empurrando em cima do oponente, distribuindo o meu peso, preocupado em jamais transmitir a sensação de leveza ao guardeiro. Minhas passagens não têm nada de complexas ou especiais, a não ser o fato de que estou constantemente calculando e recalculando o meu posicionamento, a fim de não dar espaço para o adversário&#8221;, resume o tricampeão mundial absoluto (2007/2009/2010).</p>
<p>A lógica é a seguinte, como Roger detalha: &#8220;Quem está embaixo precisa de espaço para se mexer e, assim, buscar a reposição, a raspagem ou a finalização. Se você dá espaço, joga o peso para trás, o adversário fica livre para se mexer. Agora, se você projeta o seu corpo para cima dele, o guardeiro tem que absorver o seu peso, logo não vai se movimentar com eficiência”, conclui o Gracie radicado na Inglaterra.</p>
<p>E você, usou seu peso e a gravidade com sabedoria hoje? Oss…</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roger Gracie: Guard pass" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/GoC2nyARJLk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-segredo-da-passagem-de-guarda-com-o-selo-gracie-de-qualidade/">O segredo da passagem de guarda com o selo Gracie de qualidade</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como Chuck Norris caiu de amores pelo Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 14:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rickson contou, em seu livro: “Chuck Norris nos estendeu um tapete vermelho em Vegas, com uma recepção extremamente respeitosa. Depois de Rorion ler uma carta de Helio parabenizando Norris pela sagacidade em nos convidar, meu irmão e eu demonstramos alguns movimentos de defesa pessoal. Em seguida, fiz uma disputa amigável com Chuck. Deixei que ele se aproximasse e tentasse me chutar, mas o prendi no clinche e o derrubei. Em cerca de um minuto, estava o estrangulando.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244538" style="width: 614px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244538" class="wp-image-244538 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Chuck-Norris-e-familia-gracie.jpg" alt="O ator Chuck Norris ao centro, em seminário galáctico com a família Gracie nos Estados Unidos. Foto: Reprodução " width="604" height="410" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Chuck-Norris-e-familia-gracie.jpg 604w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Chuck-Norris-e-familia-gracie-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/01/Chuck-Norris-e-familia-gracie-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px" /><p id="caption-attachment-244538" class="wp-caption-text">O ator Chuck Norris ao centro, em seminário galáctico com a família Gracie nos Estados Unidos. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Em seu livro de memórias “Respire” (Editora Harper Collins, 2021), mestre <span class="il">Rickson</span> Gracie recordou com detalhes saborosos a ocasião em que conheceu o astro do cinema Chuck Norris, no início dos anos 1980.</p>
<p>“O ator e ícone das artes marciais não foi só um ótimo seguidor do Jiu-Jitsu desde o começo, como também um aluno dedicado, que chegou a ganhar a faixa-preta”, conta o Gracie, no capítulo seis de seu best-seller.</p>
<p>“Em 1980, Chuck Norris tirou umas férias no Rio de Janeiro. Em todos os lugares, ouvia a respeito do Jiu-Jitsu Gracie e as conquistas da nossa família. Ele entrou em contato com Helio Gracie, meu pai, e marcou aulas particulares. Depois de uma luta contra mim, Norris ouviu de meu pai o pedido que montasse no granade mestre. Quando estavam em posição, Helio então disse:</p>
<p>–&nbsp;OK, Chuck, agora me dê um soco.</p>
<p>“O americano hesitou. Meu pai estava na casa dos 70 anos, mas Helio insistiu. Finalmente, Chuck pôs o braço para trás para socar, mas antes que pudesse fazer isso, o velho o sufocara. Ele foi embora do Brasil impressionado com nossa família e nos convidou a dar seminários para seus alunos nos Estados Unidos.”</p>
<p>Em 1988, assim, <span class="il">Rickson</span> foi a Las Vegas para liderar um seminário com o ator e karateca, juntamente com Rorion Gracie e mais irmãos e primos da família (foto):</p>
<p>“Chuck Norris nos estendeu um tapete vermelho em Vegas, com uma recepção extremamente respeitosa. Depois de Rorion ler uma carta de Helio parabenizando Norris pela sagacidade em nos convidar, meu irmão e eu demonstramos alguns movimentos de defesa pessoal. Em seguida, fiz uma disputa amigável com Chuck. Deixei que ele se aproximasse e tentasse me chutar, mas o prendi no clinche e o derrubei. Em cerca de um minuto, estava o estrangulando.”</p>
<p>O seminário, como lembra <span class="il">Rickson</span>, foi um grande sucesso entre os alunos de Norris, que nunca mais parou de treinar luta de chão.</p>
<p>E você, ainda lembra de seus primeiros contatos com a magia do Jiu-Jitsu?</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Chuck Norris &amp; Carlos Machado - Jiu-Jitsu Sparring/Demonstration - 1992" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/WmMPL89fvds?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-chuck-norris-caiu-de-amores-pelo-jiu-jitsu/">Como Chuck Norris caiu de amores pelo Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Marcelo Garcia exclusivo: “Estou mais lento, mas sou capaz de resolver o problema numa luta”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2025 16:26:41 +0000</pubDate>
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<p>Penta mundial de Jiu-Jitsu na faixa-preta e tetracampeão do ADCC, Marcelo Garcia é um lutador associado àquelas cinco letras, por vezes um pouco gastas: lenda.</p>
<p>Peso leve que despontou para a glória como azarão anônimo, num galáctico ADCC 2003 que levou ao Ibirapuera astros de alto quilate como Mark Kerr, Ricardo Arona, Royler, Renzo e Ryan, Fernando Margarida, Saulo Ribeiro e tantas feras, o mineirinho da Alliance ganhou o coração da comunidade do Jiu-Jitsu aos 20 anos naquele evento. Vinte e dois anos depois, o carinho e o respeito de todos seguem intactos.</p>
<p>No Havaí, onde mora e treina com alunos para seu aguardado retorno no One Championship no dia 24 de janeiro, Marcelinho parece rápido e afiado – ao menos nas respostas ao entrevistador, em conversa por vídeo. Rebate e analisa tudo sem fintas ou firulas. Fala das perdas, do câncer no esôfago, das expectativas e da idade que avança. Tudo sem perder o sorriso, marca registrada de um campeão sempre de bem com a vida.</p>
<p>“A sensação é ótima. Voltei a acordar e ir à academia com aquele pensamento martelando a cabeça: ih, tem alguém lá fora querendo ganhar de mim! Estava sentindo muita falta disso”, comentou o faixa-preta formado por Fabio Gurgel, dias antes de enfrentar o embalado magrinho japonês Masakazu “Ashikan-Judan” Imanari, que apesar de em plena forma é seis anos mais velho e mais leve que o brasileiro.</p>
<p>O duelo, nas regras do Jiu-Jitsu sem kimono, será no evento One 170: Tawanchai vs. Superbon 2, em Bangkok, a cinematográfica capital da Tailândia.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Sua velocidade era um grande trunfo. Como está a agilidade e explosão após os quarenta?</strong></p>
<p><strong>MARCELO GARCIA:</strong> Sim, eu hoje me sinto bem mais lento. Sei que os meus reflexos não são os mesmos de 20 anos atrás. Mas aceito isso sem nenhum drama. Por outro lado, percebo nos treinos com os mais jovens que ainda sou capaz de resolver o problema que os oponentes apresentam. Estou treinando para a luta com o Imanari há dois meses, com meus alunos em Kailua. São em sua maioria faixas-azuis de talento e com muita fome de títulos, e era assim que eu sempre treinava quando abri a academia em Nova York, então isso não será um problema.</p>
<p><strong>Seu retorno causou certa comoção na comunidade, nas redes sociais. O clima festivo de algum modo poderia atrapalhar sua concentração?</strong></p>
<p>Eu só posso agradecer pelo apoio e pelo carinho que os amigos e amigas do Jiu-Jitsu me enviam, né? Só sinto o lado bom desse incentivo. Minha cabeça está bem concentrada no problema que tenho de resolver lá no ringue. A sensação é ótima. Voltei a acordar para ir à academia com aquele pensamento martelando a cabeça: é, há novamente alguém lá fora querendo ganhar de mim! Senti falta disso. Estou tão empolgado quanto aquele garoto que estava aquecendo para enfrentar o Renzo Gracie no Ibirapuera em 2003, numa das lutas que mudaram minha vida. Eu estou me sentindo tão bem física e mentalmente que queria que a luta fosse hoje, para não dar chance de mais nada dar errado.</p>
<p><strong>Você ficou de janeiro de 2023 a janeiro de 2024 sem vestir o kimono por conta do câncer no esôfago. Como seu corpo se portou nessa batalha contra a doença?</strong></p>
<p>Eu cheguei a pesar 72kg, sem apetite nenhum. Aí vinha a ansiedade, eu comia muito e não me exercitava, e o peso ia até 92kg. Com a mudança de vez para o Havaí com minha família e o retorno aos treinos no ano passado, estou me sentindo de novo como nos bons tempos, com menos de 80kg. Aqui a vida é ótima, sempre quis morar no paraíso. Ainda não surfo muito, mas tento muito, né? Quem sabe um dia? Agora quero fazer essa luta e, se tudo der certo, mais uma ainda em 2025. Meu contrato prevê um total de seis lutas, quero cumprir e depois renovar. O que sei é que esta não é a saideira, sobre isso estou certo.</p>
<p><strong>Imagine que o One Championship tenha uma ideia muito louca e organize um torneio dos sonhos com quatro fenômenos da luta agarrada: Roger Gracie, Ricardo Arona, Gordon Ryan e você. Com quem você acha que faria a final? </strong></p>
<p>(Risos) Creio que a final que o povo ia gostar de ver era Roger Gracie contra mim. Preciso puxar a sardinha para o meu lado, né? Seria só lutaço, mas eu gostaria de chegar lá e disputar a final com o Roger.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="LEGEND Marcelo Garcia Hits His Signature Guillotine | Marcelo Garcia vs David Hart" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/sfAdcAdIDus?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/marcelo-garcia-exclusivo-estou-mais-lento-com-a-idade-mas-ainda-sou-capaz-de-resolver-o-problema-numa-luta/">Marcelo Garcia exclusivo: “Estou mais lento, mas sou capaz de resolver o problema numa luta”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A “treta” de trânsito que mudou o jovem campeão Royler Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Oct 2024 20:35:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O piloto de praça, sem saber que aquele velho carro transportava duas feras como Rickson e Royler Gracie, não se segurou dentro das calças. Começou a buzinar feito louco, até conseguir emparelhar e disparar todos os xingamentos que conhecia, e mais alguns.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244169" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244169" class="wp-image-244169 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Royler-Gracie-finaliza-em-foto-da-Gallerr-1024x526.jpg" alt="Royler Gracie durante aula com o amigo e aluno Vini Aieta. Foto: Gallerr" width="650" height="334" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Royler-Gracie-finaliza-em-foto-da-Gallerr-1024x526.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Royler-Gracie-finaliza-em-foto-da-Gallerr-300x154.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Royler-Gracie-finaliza-em-foto-da-Gallerr-768x394.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Royler-Gracie-finaliza-em-foto-da-Gallerr-1536x789.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Royler-Gracie-finaliza-em-foto-da-Gallerr-2048x1051.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Royler-Gracie-finaliza-em-foto-da-Gallerr-150x77.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244169" class="wp-caption-text">Royler Gracie durante aula com o amigo e aluno Vini Aieta. Foto: Gallerr</p></div>
<p>Certa vez, os irmãos Rickson e Royler Gracie saíam da academia de Jiu-Jitsu prontos para uma missão definitivamente suave: caçar boas ondas.</p>
<p>Com as pranchas no teto do carro, deixaram o kimono na Gracie Humaitá e zarparam, para encontrar um trânsito daqueles rumo às praias da Barra da Tijuca.</p>
<p>Quarenta anos depois, eles ainda se lembram da conturbada viagem. E da lição que aquele dia que rendeu.</p>
<p>Ocorreu que Rickson estava ao volante, e acabou por se distrair e fechar inadvertidamente um táxi amarelinho.</p>
<p>O piloto de praça, sem saber que dupla aquele velho carro transportava, não se segurou dentro das calças. Começou a buzinar feito louco, até conseguir emparelhar e disparar todos os xingamentos que conhecia, e mais alguns.</p>
<p>Até para desopilar.</p>
<p>Rickson virou-se para a janela do carro, respirou e mandou o seguinte ao motorista em fúria:</p>
<p>–&nbsp;Me desculpe, irmão. Não foi proposital. Me perdoe – disse o jovem Rickson, enquanto o carro amarelo seguia viagem.</p>
<p>O diálogo que se seguiu na caranga dos Gracie foi o seguinte:</p>
<p>– Peraí Rickson! O cara xingou você de um monte de nomes. Por que você pediu desculpas?</p>
<p>– Royler… Você é capaz de imaginar o inferno que é a profissão desse cara? Trabalhar em meio ao trânsito maluco do Rio de Janeiro, morar longe, rodar toda cidade…</p>
<p>– Mas o cara não pode falar assim.</p>
<p>– Você e eu estamos indo surfar, após um dia maravilhoso de treinos contra vários caras duríssimos. Eu vou ganhar o quê, parando o carro para me embolar com ele aqui na rua? O homem é velho, totalmente fora de forma. Acha sinceramente que vale a pena brigar com um cara assim só porque ele me xingou de um monte de nomes? Nada melhor do que perdoá-lo. Ele que brigue com a vida, não comigo. Perdoe o homem. Deixemos isso para lá.</p>
<p>No banco do carona, Royler se pôs pensativo. No fim das contas, as ondas estavam de fato ótimas e o mar, relaxante. Tempos e tempos depois, o ídolo peso-pena admitiu ao irmão mais velho:</p>
<p>– Rickson, ainda lembra aquele dia quando apareceu o taxista? Aquele seu recado me acertou em cheio no coração. Aprendi ali que a gente não precisa provar nada para os outros, nem para si mesmo. Eu sei que posso facilmente castigar o sujeito que vier me ofender. Manter a calma, no fim, é a verdadeira vitória.</p>
<p>E você, já aprendeu a perdoar como os mestres Rickson e Royler, após tantos anos de Jiu-Jitsu? Mesmo no trânsito insano da sua cidade?</p>
<p>Bons treinos e bons aprendizados, sempre.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="RICKSON E ROYLER EM AÇÃO !" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/QpIMHmunC0w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-treta-de-transito-que-mudou-o-jovem-campeao-royler-gracie/">A “treta” de trânsito que mudou o jovem campeão Royler Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Kim Ellwanger (Atos Guetho) ensina a tocar academias como empresas sustentáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 14:42:08 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244152" style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244152" class="size-full wp-image-244152" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre.jpg" alt="" width="750" height="736" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre.jpg 750w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre-300x294.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre-150x147.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p id="caption-attachment-244152" class="wp-caption-text">Kim sempre procura visitar os amigos André Galvão e Guto Campos, seu professor, que agora abriu mais uma academia em Orlando. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Professor da Atos Guetho Garibaldi, no Rio Grande do Sul, o faixa-preta Kim Ellwanger começou a treinar por acaso, graças a um empurrãozinho geográfico. É que a hoje consagrada escola de Guto e Guilherme Campos, em Porto Alegre, ficava exatamente no caminho de sua faculdade.</p>
<p>Após anos de estrada, Kim se tornou um faixa-preta estudioso, focado em gestão, e acompanha de perto a entrada e saída de alunos para entender como sua academia pode entregar o que os clientes desejam.</p>
<p>O GRACIEMAG bateu um papo com o professor gestor, e aprendeu com ele. Confira os melhores momentos da conversa, a seguir.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi seu início no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>KIM ELLWANGER:</strong></em> Sempre fiz esporte, mas comecei no Jiu-Jitsu em 2011 na minha equipe, a Atos Guetho em Porto Alegre, aqui no Rio Grande do Sul. Iniciei na academia dos senseis Guto e Guilherme Campos no “treino corujão”, que rolava de 23h a meia-noite. Eu ia depois da faculdade, né? Comecei sem saber o que era Jiu-Jitsu de verdade. Mas a academia era no meio do caminho entre a faculdade e minha casa, tive sorte.</p>
<p><strong>Como foi aprender com um atleta raro como o Guto?</strong></p>
<p>Acho que foi muita sorte iniciar no lugar certo. Poucas vezes na vida vi professores com tanto conhecimento prático e teórico como o mestre Guto, e isso inclui seu irmão Guilherme Campos. Desde o meu primeiro dia, fui apresentado a um Jiu-Jitsu que se mostrava eficaz em qualquer lugar. Eu aprendia no tatame uma dada técnica, e nos dias seguintes eu via o mestrão Guto executando as mesmas posições nas competições de alto nível, como o Campeonato Mundial e o Pan-Americano da IBJJF.</p>
<p><strong>E isso era inspirador para os alunos?</strong></p>
<p>Sim, vejo hoje como isso se traduzia em muita confiança para a gente que era aluno. Em três meses, decidi lutar o meu primeiro campeonato: conquistei o primeiro lugar. A partir dali nunca mais parei. Venho tentando competir e ter algum título importante em todas as faixas para repetir aos meus alunos o mesmo exemplo que tive.</p>
<p><strong>Existe um modo “Atos Guetho” de ensinar? Qual é a filosofia da equipe em Garibaldi, no Rio Grande do Sul?</strong></p>
<p>Creio que sim. Eu fiquei na Atos Guetho da faixa-branca à preta, e a gente sempre foi estimulado a buscar a finalização, demonstrar um Jiu-Jitsu para frente, e jamais amarrar. Isso me ajudou muito. Hoje faz pouco mais de um ano que comecei a gerir a escola Atos Guetho em Garibaldi. Em um ano, temos mais de 80 alunos ativos em nossa academia, e olha que iniciei do zero. Acredito que um professor que busque abrir sua academia de Jiu-Jitsu precisa se capacitar em como ensinar, mas também estudar bastante sobre negócios.</p>
<p><strong>O que você aprendeu nesses 12 meses sobre negócios e Jiu-Jitsu, Kim?</strong></p>
<p>Vejo que a academia de Jiu-Jitsu, por mais que tenha um propósito transformador na vida das pessoas, é uma empresa. Se ela não der lucro aos gestores, professor vai viver de doações. Não vai conseguir se concentrar bem nas aulas. E a gente precisa valorizar nosso esporte. Saber o papel transformador que ela exerce na vida das pessoas. Todos nós já vimos exemplos de alguma pessoa bem sucedida na sua área, que antes foi um aluno nos tatames e se tornou uma pessoa melhor, mais confiante, mais calma. A gente tem de valorizar o que a gente entrega à sociedade. Como qualquer empresa, quem faz a gestão precisa ter conhecimentos básicos sobre finanças, marketing, administração, dentre outros.</p>
<p><strong>O que recomendaria para reter clientes, ou no seu caso, alunos e praticantes?</strong></p>
<p>Na Atos Guetho Garibaldi fiz uma pesquisa de mercado. Qual público eu queria atingir? Que valor meus alunos poderiam pagar mensalmente para ter aula comigo? Quantas pessoas desse público eu conseguiria colocar dentro da academia? Em quanto tempo? Eu conseguiria me sustentar nesse período em que a academia não se pagava? Tudo isso são perguntas que seria legal o professor responder antes de abrir. Hoje a gente consegue oferecer diferentes serviços para diferentes públicos. Tem espaço para todos. Uma academia mais simples em estrutura, que consiga oferecer uma mensalidade mais em conta atinge uma fatia do público. Uma academia com uma estrutura maior, mais bem localizada atinge outra. São públicos diferentes. Isso é o bacana do Jiu-Jitsu. Ele é democrático. Todos podem e devem ter acesso. Mas é útil enxergar a academia mais como uma empresa.</p>
<p><strong>E vocês continuam a monitorar o entra e sai de alunos com essa visão empresarial?</strong></p>
<p>Sempre. Por exemplo, quantos novos alunos eu ganho por mês na academia? Quantos alunos param de treinar na academia? Se eu coloco alunos para dentro mas perco bastante, significa que eu preciso melhorar meu serviço, minha aula. A solução é estudar mais sobre Jiu-Jitsu, trazer mais seminários, recursos que agreguem no serviço que eu vendo. Afinal de contas, as pessoas já estiveram lá, conheceram meu serviço e não querem pagar por ele novamente. Isso acontece em escolas que focam mais no marketing do que no serviço.</p>
<div id="attachment_244154" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244154" class="size-large wp-image-244154" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-819x1024.jpg" alt="" width="650" height="813" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-819x1024.jpg 819w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-240x300.jpg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-768x960.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-120x150.jpg 120w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244154" class="wp-caption-text">Kim no BJJ Pro: campeão desde a faixa-branca.</p></div>
<p><strong>E se entram poucos alunos e alunas, como encarar a questão?</strong></p>
<p>Bem, se eu quase não perco, mas também entram poucos alunos e alunas novas, significa que preciso focar no marketing. Isso significa que eu tenho um serviço bom, mas as pessoas precisam conhecer mais sobre ele. Aqui vale investir mais em marketing, redes sociais, tráfego pago. Enfim, coisas que demandam estudo e conhecimento do professor para gerir seu negócio. Se um cara passa a minha guarda com facilidade, sei que preciso estudar, treinar e me dedicar mais pra fazer guarda. A mesma coisa acontece nos negócios, a gente precisa apenas estar atento e saber agir.</p>
<p><strong>Como avalia sua carreira como competidor, Kim?</strong></p>
<p>Comecei a competir cedo no Jiu-Jitsu, com três meses de treino como contei. Fiz três lutas e fui campeão. Desde então não parei mais. No meu segundo ano, fui lutar o Mundial da IBJJF Novice e fiquei em segundo lugar. Meus mestres sempre me estimularam a competir e estiveram presentes em meus campeonatos. Isso me estimulava bastante. Na azul fui campeão peso e absoluto do Campeonato Sul-Brasileiro da CBJJ. Na roxa, viajei muito pelos Estados Unidos e ganhei alguns eventos Open da IBJJF por lá. Na marrom, iniciei competindo de Master 1 pela primeira vez e fui campeão brasileiro. Na preta lutei alguns Open nos quais fui campeão, bem como no BJJ Pro da IBJJF, onde fui campeão peso e absoluto. A competição sempre me ajudou a melhorar meu jogo, lutar com uma pressão diferente. Sempre estimulo meus alunos, quando prontos, a participarem de campeonatos. Acredito que traz uma visão diferente do jogo, uma adrenalina diferente para os iniciantes.</p>
<p><strong>Qual o perfil dos seus alunos hoje, em Garibaldi?</strong></p>
<p>Tenho alunos com diferentes profissões que passam o dia em hospital ou escritórios. Tento incentivar para que eles consigam disputar sempre um campeonato aqui e ali. É gratificante ver um aluno que tem uma jornada longa de trabalho, com filhos, família e que faz Jiu-Jitsu como hobbie, estar em campeonatos saindo da zona de conforto, buscando evoluir. E os parentes também se empolgam, todo mundo ganha.</p>
<p><strong>Que medalha você guarda com mais carinho?</strong></p>
<p>Acredito que a do Brasileiro da IBJJF. Estava há três anos sem lutar, devido à pandemia e a algumas lesões. Foi meu maior período longe de competições. Fiz quatro lutas e consegui finalizar todas, sem sofrer ponto ou vantagem. Na sequência acabei vencendo bem o São Leopoldo Open e o BJJ Pro de Curitiba – nesse sem sofrer pontos também, e finalizando cinco lutas. A vitória é importante, mas gosto quando consigo apresentar um Jiu-Jitsu para frente, buscando a finalização.</p>
<p><strong>O que o alegra mais ao ensinar?<br />
</strong></p>
<p>Ao abrir minha escola, peguei um público que nunca tinha treinado Jiu-Jitsu. Foi tudo do zero. Aprender fuga de quadril, saber cair. Consegui então formar alunos sem vícios. Então desde o primeiro dia conseguimos montar um time, desenvolver uma cultura de Jiu-Jitsu e de muita amizade. Isso faz diferença quando a gente pensa em fazer a academia crescer e depois expandir. A gente mantém uma filosofia de que os alunos devem sair melhor da nossa academia do que quando entraram. Eu sempre estimulo os alunos a competirem. Não tem teste melhor para eles verem como está o nível deles do que um campeonato. Para mim, mais importante do que aumentar a quantidade de alunos, é conseguir manter essa cultura de Jiu-Jitsu de excelência e amizade. O crescimento vai ser consequência do que a gente plantou hoje. Isso é o que espero para os próximos cinco anos da nossa equipe. Novos professores, novos graduados, mas sem perder nossa identidade.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu continua a mudar vidas?</strong></p>
<p>Sim, e como. Todo mundo lembra daquele exemplo de colega de treinos que entrou na academia bem acima do peso, emagreceu e hoje esbanja qualidade de vida. Ou algum amigo tímido, que falava para dentro, e hoje anda de cabeça erguida. Isso tudo a gente observa dia a dia. Como professor, tive um aluno que parou de tomar ansiolíticos e antidepressivos depois de anos, graças a um vida nova que o Jiu-Jitsu proporcionou. Tive um aluno que relatava nervosismo em entrevistas de emprego e com o chefe por conta de pressão; em dois meses de Jiu-Jitsu, ele se mostrava mais confiante. O Jiu-Jitsu é uma ferramenta que transforma a vida.</p>
<p><strong>E nos torneios? Seus jovens pupilos estão fazendo bonito?</strong></p>
<p>Tenho alunos que neste primeiro ano de escola já colecionam resultados, como o Guilherme Orlandi, que após um ano aqui conquistou o segundo lugar no Campeonato Brasileiro da CBJJ e no Sul-Brasileiro da CBJJ. E o nosso Hercules, campeão sul-brasileiro faixa-azul e bronze no Brasileiro da CBJJ. Isso tudo com um ano de trabalho. Esperamos ter mais resultados em breve nos campeonatos de alto nível.</p>
<p><strong>Como a cidade de Garibaldi e seus alunos lidaram com as enchentes e destruições no Rio Grande do Sul?</strong></p>
<p>Muitas pessoas próximas foram atingidas, perderam casa, familiares, conhecidos. Foi inacreditável o que vivemos aqui. E não foi por um período curto. Ficamos um mês com as coisas embaixo da água. Aqui na serra a gente viveu dois momentos distintos. Por ser mais alto, houve desmoronamentos de terra. A parte mais baixa e próxima aos rios sofreu com as enchentes. Poucas vezes eu vi uma tragédia que afetasse a todos diretamente mesmo. Qualquer pessoa que tu perguntava conhecia alguém que perdeu tudo ou tinha perdido alguém.</p>
<p><strong>Que lições vocês conseguiram extrair de toda essa tragédia?</strong></p>
<p>Creio que a gente viveu um senso de comunidade muito grande. Quando tudo começou, fizemos logo uma vaquinha entre os alunos da academia. Rapidamente, outras academias de fora do estado me chamaram para tentar contribuir. Arrecadamos um bom valor, compramos mantimentos e levamos para pessoas afetadas. Teve um dia que a gente não teve aula e os alunos que conseguiram foram até a cidade de Roca Sales, uma das mais afetadas, para levar mantimentos. Buscamos ajudar no trabalho braçal, levar medicamentos, alimentos. A gente fez o que estava ao nosso alcance. Mas foram muitas pessoas fazendo o que estava no alcance. Quem podia, contribuiu com trabalho braçal, quem não podia contribuiu com dinheiro, roupa, pás, equipamentos de limpeza, veículos. A união que a gente teve aqui foi fundamental para reconstruir nosso estado. Apesar de toda a tristeza da tragédia, foi bonito ver todo mundo ajudando. Graças a Deus, nossa academia ficou intacta, o que permitiu que a gente focasse em ajudar quem precisava. Lá na matriz, na Atos Guetho em Porto Alegre, há uma foto de um barco passando na frente, navegando no meio da rua. A academia ficou toda embaixo da agua. Os alunos e professores reconstruíram em uma semana. Foi emocionante de ver.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-da-atos-guetho-jiu-jitsu-em-garibaldi-kim-ellwanger-ensina-a-tocar-sua-academia-como-uma-empresa-sustentavel/">Kim Ellwanger (Atos Guetho) ensina a tocar academias como empresas sustentáveis</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Diego Herzog, o Nosferatu, conta o que aprendeu em 25 anos de carreira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jul 2024 18:00:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>foi provavelmente ao lutar com o Roger, naquele mesmo ano, quando aprendi mais. Sempre acreditei que no Jiu-Jitsu a boa técnica sempre seria superior à força bruta, e em nosso confronto enfim tirei isso à prova. Eu tinha vencido minha primeira luta no absoluto, contra um cara bem grandão, e enfrentei o Roger. Tentei dar uma queda, e acabei por baixo, na meia-guarda, eu na frente no placar por uma vantagem. Tomei um amasso tremendo, no maior sufoco, e bati no estrangulamento relógio. Roger ensinou a gente a lutar sempre para a frente.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-243748" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-1024x751.png" alt="" width="650" height="477" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-1024x751.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-300x220.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-768x563.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao-150x110.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Diego-Nosferatu-Herzog-Divulgacao.png 1336w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>O faixa-preta Diego Herzog, 41 anos, é uma espécie de Kevin Bacon do Jiu-Jitsu mundial. Bacon ficou conhecido como o ator que, versátil e de mente aberta, contracenou com meio mundo de Hollywood, talvez três quartos.</p>
<p>Pois Diego, o popular Nosferatu, tem a honra de poder dizer que enfrentou quase todas as grandes estrelas do Jiu-Jitsu do começo do século XX, de Roger Gracie a Caio Terra, de Rodolfo Vieira a Lucas Lepri, de Leandro Lo a Xande Ribeiro – e seus alunos hoje só o agradecem por isso.</p>
<p>Respeitado peso pesado catarinense, <a href="https://www.instagram.com/nosferaherzog/?hl=en" target="_blank" rel="noopener">Diego Herzog</a> estava disputando mais uma medalha na Califórnia quando recebeu convites para ficar e ensinar. Foi assim que abriu sua equipe, <a href="https://www.instagram.com/siliconvalleybjj/?hl=en" target="_blank" rel="noopener">a Silicon Valley BJJ, em Sunnyvale</a>.</p>
<p>Boa praça e sorridente apesar do apelido aterrorizante, Nosferatu conversou com nossa equipe sobre os rumos da carreira, enquanto tentava evitar as mordidas no dedo de sua mais amada aluna: a filhota Dakota, de 5 meses, postada em seu colinho.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG:</strong> </em><strong>Como o temível Nosferatu foi pousar nesse ensolarado pico da Califórnia?</strong></p>
<p><em><strong>DIEGO “NOSFERATU”:</strong></em> Vim lutar o Pan da IBJJF em 2010, e já estava com essa proposta de trabalho engatilhada de ajudar a abrir uma academia. Fiquei uma semana treinando em Los Angeles com meu amigo Bruno “Mamute”, fiquei em terceiro lugar e já vim direto. Achei tudo muito grande e corrido em Los Angeles, já que sou de Floripa e gosto de um lugar mais calmo. Como se vê me adaptei bem, estou há quase 15 anos na região. Agora me tornei pai de uma menina e agora quero dar o bom exemplo a ela. Hoje tenho essa satisfação quando penso que, em cada cidade importante do planeta, há sempre um professor, normalmente brasileiro, ensinando o bom Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como nasceu o seu nome de guerra, “Nosferatu”?</strong></p>
<p>Nos tatames, é claro. Sou aluno do hoje mestre faixa-coral Eduardo “Gavião” Ommati, um dos pioneiros no sul do Brasil e clássico aluno de grande mestre Fernando Pinduka. Comecei a treinar com 15 anos, tinha a cara cheia de espinha e acabava com o rosto sangrando e o kimono dos colegas cheio de manchas. Mestre Gavião não perdoava: “É o sangue do Nosferatu!”. O curioso é que existia outro Nosferatu no Jiu-Jitsu, o grande veterano dos tatames Eulindo “Nosferatu” Leão, grande amigo do Gavião no Rio de Janeiro. Anos depois, quando fui lutar no Rio de Janeiro, fomos apresentados e rimos muito.</p>
<p><strong>Você teve essa chance de competir com meio mundo, sempre no peso e no absoluto. Já se aposentou como atleta do adulto?</strong></p>
<p>Não, e olhe que ainda quero lutar um Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, para conferir com esta garotada de hoje.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Diego Herzog vs Alessandro Silva, Black Belt Adult Heavy Final, 2016 San Jose Open" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/_QtZOto75RY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Que duelo foi o mais memorável e rendeu lições mais valiosas?<br />
</strong></p>
<p>Lembro de grandes lutas que fiz com o Gabriel Vella, e daquele quedão marcante que apliquei no Romulo Barral, no Mundial 2010 da IBJJF. Mas foi provavelmente ao lutar com o Roger, naquele mesmo ano, quando aprendi mais. Sempre acreditei que no Jiu-Jitsu a boa técnica sempre seria superior à força bruta, e em nosso confronto enfim tirei isso à prova. Eu tinha vencido minha primeira luta no absoluto, contra um cara bem grandão, e enfrentei o Roger. Tentei dar uma queda, e acabei por baixo, na meia-guarda, eu na frente no placar por uma vantagem. Tomei um amasso tremendo, no maior sufoco, e bati no estrangulamento relógio. Roger ensinou a gente a lutar sempre para a frente. Lutei também contra o Yuri Simões, grandes combates e muito instrutivos.</p>
<p><strong>O que aprendeu com rivais como Xande e Leandro Lo?</strong></p>
<p>Com o Xande Ribeiro aprendi sobre pressão, e sobre o simples que funciona. O Leandro Lo tinha o Jiu-Jitsu mais ensaboado que já vi, sem kimono. Depois ele apareceu para um seminário e dei um grande treino com kimono. Uma pena ele não estar mais presente aqui para nos inspirar e ensinar.</p>
<p><strong>Como foi o seu começo em Floripa?</strong></p>
<p>Vesti o kimono pela primeira vez em fevereiro de 1999, levado por meu amigo Daniel “Urso”. Até ali a gente gostava de assistir ao UFC e sempre se embolava, na garagem de casa, no meio do gramado, atrás da biblioteca. Lembro até hoje do primeiro triângulo que ele me arrochou, na galega. Era melhor começar a treinar numa boa academia, né? Comecei com o mestre Gavião e não parei nunca mais. Em 2005, estava meio de estrela solitária na academia e passei a treinar com o pessoal da Gracie Floripa, do mestre Crolin, com o professor e competidor Alexandre Souza. Naquele tempo eu gostava de criar treinos específicos, defender e contra-atacar, como aprendi com mestre Gavião, e uso alguns até hoje.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="6th American Cup: Diego Herzog vs. Yuri Simões" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/unTGr6jP84w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Você sempre sonhou com o MMA e chegou ao Bellator. O que aprendeu como profissional?</strong></p>
<p>Fiz minha estreia nos ringues em 2003 como faixa-roxa, já que era meu sonho desde os primeiros embolas lá com o amigo Urso. A modalidade ainda se chamava vale-tudo, outros tempos. Depois cheguei a lutar até na China. Valeu muito, e até hoje vejo a defesa pessoal e as técnicas anti-agressão como fundamentais para cada aluno ou aluna faixa-branca. E eu sou uma prova viva disso. Há um bom tempo, eu estava jogando sinuca numa boa, dois caras começaram a discutir e vieram para cima de mim com os tacos – dois contra um, na covardia. Se eu só soubesse o Jiu-Jitsu de competição e não fosse um faixa-preta completo, acho que teria tomado um prejuízo dos dois, mesmo treinando Jiu-Jitsu. Mas me defendi tranquilamente, dominei os dois e evitei a situação.</p>
<p><strong>O que motiva você a acordar e dar aulas hoje?</strong></p>
<p>Percebi há uns 20 anos que alguns valores do Jiu-Jitsu seriam essenciais para sempre, e para todos. Itens como a necessidade de fugir do sedentarismo, de evitar ficar diante da tela – da TV, do computador ou celular – e se conectar com a natureza. Hoje gosto de ensinar o bom Jiu-Jitsu para ajudar as pessoas a terem a mente mais tranquila, com treinos diversificados para que eles tenham hábitos saudáveis, e realizem aquele 30 minutinhos de exercícios diários. Jamais pensei em ficar rico, mas sonho em espalhar <a href="https://www.siliconvalleybjj.com/blank-1" target="_blank" rel="noopener">saúde para a comunidade.</a></p>
<p><strong>O Nosferatu curte filmes de terror?</strong></p>
<p>Já vi o filme “Nosferatu”, a versão de 1979 – por acaso dirigido por um Herzog – Werner Herzog – veja você. Mas não gosto do estilo, ainda mais de noite. Meu estilo é mais ensolarado, gosto de acampar, jogar xadrez, futebol e surfar. De noite na TV, eu gosto mesmo é de comédia – vejo muita comédia brasileira para matar saudades.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-243753" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-696x1024.jpg" alt="" width="650" height="956" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-696x1024.jpg 696w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-204x300.jpg 204w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-768x1130.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-1044x1536.jpg 1044w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha-102x150.jpg 102w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Papai-Diego-Nosferatu-e-filha.jpg 1152w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/diego-herzog-o-nosferatu-conta-o-que-aprendeu-em-25-anos-de-carreira-no-jiu-jitsu-e-mma/">Diego Herzog, o Nosferatu, conta o que aprendeu em 25 anos de carreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nada é impossível: como ser mãe e ser campeã mundial de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jul 2024 01:10:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[Amanda Canuto]]></category>
		<category><![CDATA[IBJJF]]></category>
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		<category><![CDATA[Thamires Aquino]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As dificuldades são variadas: a logística, dificuldades de tempo, dificuldades com treinamento, dificuldades com sono e com a recuperação. São tantas que na minha cabeça tudo aquilo soava como uma equação inviável. Mesmo com toda disciplina, determinação e motivação, duvido que algum atleta homem conseguiria atingir tamanho feito. E creio que realmente posso afirmar isso, pois treinei diversos campeões mundiais. É isso mesmo, se ser mulher já é algo difícil em todos os sentidos na nossa sociedade, imagina numa modalidade esportiva dominada por homens e que até pouco tempo atrás nem mulheres treinando existia, muito menos competindo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243720" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243720" class="size-large wp-image-243720" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Familia-Canuto-1024x768.jpg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Familia-Canuto-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Familia-Canuto-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Familia-Canuto-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Familia-Canuto-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Familia-Canuto.jpg 1325w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-243720" class="wp-caption-text">A valente família Canuto. Fotos: Divulgação</p></div>
<p><strong><a href="https://www.instagram.com/rafaribeirojj/" target="_blank" rel="noopener">Por Rafa Ribeiro, treinador e preparador de Jiu-Jitsu</a></strong></p>
<p>No Campeonato Mundial da IBJJF em 2022, uma das histórias mais bonitas vistas na Pirâmide de Long Beach foi a dinâmica do casal Jaime Canuto e Amanda Monteiro Canuto, que se desdobraram para lidar com a maternidade recente e a competição acirrada.</p>
<p>Foi fantástico de acompanhar de perto e imagino o quão complexo foi para ambos. Na época, cheguei a publicar, em artigo no GRACIEMAG.com, que eles e a filhota foram três dos destaques do evento.</p>
<p>Tive há pouco a felicidade de ser pai, e só então entendi como esse feito do casal foi inacreditável. Como é possível alguém treinar e se preparar para o campeonato mais importante da modalidade e ainda assim faturar a medalha de prata, a notável condecoração de metal da vice-campeã mundial? Na minha cabeça, somente uma supermãe seria capaz disso.</p>
<p>Dois anos se passaram, e mais uma vez eu estava lá na Pirâmide, para assistir três atletas no Mundial 2024. Esse é um momento que fico intensamente imerso no mundo daqueles três atletas com quem eu estava trabalhando e, portanto, acompanhava as demais notícias apenas de maneira superficial. Meu interesse sempre esteve na preparação deles nos bastidores, e em como poderia ajudar aqueles três a atingir seus picos e chegar na melhor forma possível na hora de competir.</p>
<p>Nas finais da faixa-preta, consegui enfim ver alguns combates, e um em especial chamou minha atenção: a final feminina da categoria pluma. Foi uma batalha travada por duas excelentes atletas e, de tão equilibrada, terminou decidida na decisão dos árbitros. Vitória da estrela Thamires Aquino, e de novo a prata para Amanda, a mãe-atleta de 2022.</p>
<p>Na hora do pódio, lembrei que Thamires é casada com o faixa-preta Italo Lins, professor e empreendedor do mundo do Jiu-Jitsu. Conheci Italo numa viagem para o Mundial, anos atrás, quando ele ainda era atleta. Eles hoje moram nos Estados Unidos e também têm um filho pequeno. Foi nessa hora que me dei conta do ineditismo daquele pódio. Eram duas mães recentes, numa final de Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF, ambas as guerreiras nos dois lugares mais altos do pódio no adulto faixa-preta, a categoria que é a Fórmula-1 da modalidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-243718" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Maes-campeas-Divulgacao.jpg" alt="" width="786" height="994" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Maes-campeas-Divulgacao.jpg 786w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Maes-campeas-Divulgacao-237x300.jpg 237w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Maes-campeas-Divulgacao-768x971.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/07/Maes-campeas-Divulgacao-119x150.jpg 119w" sizes="auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px" /></p>
<p>Elas simplesmente alcançaram o topo sendo mães e passando por todo desafio que compreende essa fase na vida de uma mulher.</p>
<p>Para aumentar o meu espanto, encontrei Amanda, logo após sua final, cuidando de sua filha –&nbsp;ainda um bebê! Na minha cabeça, aquela criança já deveria ter pelo menos 3 anos. Antes que eu perguntasse e pudesse ser indelicado, me apareceu o Jaime com um carrinho –&nbsp;com a outra criança. É isso mesmo, eles haviam tido mais uma filha e estavam lá com as duas! A primeira, a de 2022 e a mais nova, nascida em 2023.</p>
<p>A curiosidade me dominou por completo e fiz sucessivas perguntas ao casal sobre como eles faziam, o que eles faziam e quando eles faziam. Eles, dotados de muita simpatia e paciência (guardem bem esses adjetivos), me explicaram em pormenores. Todas as soluções e as estratégias que eles foram criando, para cada situação cotidiana, de fato podem ser bem particulares e por vezes até únicas.</p>
<p>Ouvi atento cada detalhe, como forma de aprendizado, mas espantado a cada resposta. O que deu certo na primeira gestação nem sempre se aplicava para a segunda, e vice-versa. Impressionante o quão desafiador é esse momento, ainda mais para uma atleta de alta performance que precisa atingir o mais alto nível de sua capacidade. E como sempre falei em meus artigos, para atingir o mais alto nível, é necessário muita ciência, organização e planejamento. Itens esses que nem sempre são possíveis nesse universo da maternidade.</p>
<p>As dificuldades são variadas: a logística, dificuldades de tempo, dificuldades com treinamento, dificuldades com sono e com a recuperação. São tantas que na minha cabeça tudo aquilo soava como uma equação inviável. Mesmo com toda disciplina, determinação e motivação, duvido que algum atleta homem conseguiria atingir tamanho feito. E creio que realmente posso afirmar isso, pois treinei diversos campeões mundiais. É isso mesmo, se ser mulher já é algo difícil em todos os sentidos na nossa sociedade, imagina numa modalidade esportiva dominada por homens e que até pouco tempo atrás nem mulheres treinando existia, muito menos competindo.</p>
<p>Agora somem isso ao fato de ser mãe, quando a mulher passa por uma radical transformação corporal, hormonal, mental e de comportamento. É uma fase tão difícil e complexa que muitas mulheres chegam a entrar em depressão no pós-parto, de tão impactantes as mudanças. Aliás, isso é mais comum do que imaginamos. Essa fase é o chamado puerpério. Para piorar, muitas vezes há uma enorme falta de compreensão e entendimento por parte dos homens. Infelizmente, muitos de nós homens tratamos esse momento com uma abordagem rasa, ignorante e reducionista. Existe a equivocada ideia de que essa é apenas uma fase, que toda mulher já passou e que em breve ela estará normal novamente.</p>
<p>Fiquei me perguntando alguns dias como tudo isso seria possível e minha conclusão, longe de ser científica ou embasada em dados, me deu algumas ideias e pensatas. São apenas, repito, uma mera opinião de quem viu de fora, mas ainda assim vou trazer aqui quatro principais pontos que identifiquei nessas mulheres campeãs:</p>
<p><strong>1. RESILIÊNCIA:</strong> qualidade criada pelas mulheres, ao longo de suas próprias lutas diárias, diante de cenários sempre desafiadores<br />
<strong><br />
2. INSTINTO MATERNAL</strong>, que desenvolve na mulher qualidades e superpoderes que nem mesmo a ciência de hoje consegue explicar</p>
<p><strong>3. PACIÊNCIA</strong> para lidar com todas as adversidades e ainda sim continuar firme no propósito.</p>
<p><strong>4. PARCERIA</strong> do companheiro que precisa entender a dificuldade do momento e tentar apoiar a mulher em todas as ações ao máximo. Ter, também, uma rede de apoio que são aqueles pessoas com as quais você pode contar para ajudar nas tarefas. Sejam elas as mais simples do dia a dia ou o suporte em viagens.</p>
<p>Vi muitas exibições de impressionar no último Mundial. O polonês Adam, que finalizou todos os seus oponentes com um jogo sólido e efetivo. Meyram, que além de ganhar o peso, ainda fez história sendo o segundo peso-pena na História a medalhar no absoluto –&nbsp;apenas mestre Royler Gracie havia conquistado isso em 1997.</p>
<p>Mas, se pararmos para pensar, as grandes performances mesmo são dessas duas supermulheres que dominaram a categoria pluma, Thamires Aquino e Amanda Canuto. Vocês foram fenomenais. E parabéns, claro, ao Italo e Jaime, ambos no córner de suas esposas e atletas, somando também as funções de maridos, coaches e pais.</p>
<p>Esse texto é um relato sincero, autoral e fiel à realidade. De alguém que sempre tenta analisar as situações por todos os ângulos possíveis, até mesmo aqueles que estão além da nossa compreensão momentânea. Gostaria, portanto, de convidar você, leitor e leitora, a se colocar no lugar dessas Super-Mulheres e tentarem imaginar o quão espetacular foi a jornada até esse pódio do Mundial 2024. Oss…</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Thamires Aquino vs Amanda Canuto / World Championship 2024" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/xCPbNQSZMB8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/nada-e-impossivel-como-ser-mae-e-ser-campea-mundial-de-jiu-jitsu/">Nada é impossível: como ser mãe e ser campeã mundial de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>André Galvão explica como Sarah busca aliar juventude, maturidade técnica e bom Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2024 17:19:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Peso leve de 62 quilos, Sarah Galvão tem seguido o passo dos pais Angélica e André – até o topo do pódio. Enquanto Angélica foi campeã mundial na roxa, após o nascimento da filha, e André Galvão venceu o Mundial da faixa-azul à preta, de 2002 a 2005, a jovem faixa-roxa de 17 anos já&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243460" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243460" class="wp-image-243460 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Sarah-Galvao-por-Ilan-Pellenberg-no-Brasileiro-2024-683x1024.jpg" alt="Sarah festeja com os pais em Barueri. Foto: Ilan Pellenberg" width="650" height="975" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Sarah-Galvao-por-Ilan-Pellenberg-no-Brasileiro-2024-683x1024.jpg 683w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Sarah-Galvao-por-Ilan-Pellenberg-no-Brasileiro-2024-200x300.jpg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Sarah-Galvao-por-Ilan-Pellenberg-no-Brasileiro-2024-768x1152.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Sarah-Galvao-por-Ilan-Pellenberg-no-Brasileiro-2024-100x150.jpg 100w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/04/Sarah-Galvao-por-Ilan-Pellenberg-no-Brasileiro-2024.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-243460" class="wp-caption-text">Sarah festeja com os pais em Barueri. Foto: Ilan Pellenberg</p></div>
<p>Peso leve de 62 quilos, Sarah Galvão tem seguido o passo dos pais Angélica e André – até o topo do pódio.</p>
<p>Enquanto Angélica foi campeã mundial na roxa, após o nascimento da filha, e André Galvão venceu o Mundial da faixa-azul à preta, de 2002 a 2005, a jovem faixa-roxa de 17 anos já brilha em todos os grandes torneios do circuito. No Campeonato Brasileiro, em abril, venceu o peso leve e fechou o pódio do absoluto com a parceira Lillian Marchand, da Atos HQ em San Diego, Califórnia.</p>
<p>Após o campeonato em Barueri, seu paizão e professor avaliou como é para uma moça de 17 anos enfrentar lutadoras bem mais maduras – física e mentalmente. Para André Galvão, a técnica do Jiu-Jitsu é o diferencial para uma lutadora tão jovem vencer, mas eles não desprezam a preparação física.</p>
<p>“Sim, existe uma diferença na maturidade muscular. Sarah ainda está em fase de crescimento. A formação muscular dela ainda não está completamente madura como de um adulto. Mas ela já trabalha bastante a parte física, pois sabemos como isso ajuda no controle das posições…. De fato, ela ainda não está com a força de um adulto. Ela usa muito a técnica, ela prioriza bastante a técnica e gosta de aprender, de evoluir e sempre está trabalhando a parte técnica e estratégica da luta. Então sentimos que a cada campeonato ela vai se tornando mais e mais completa e experiente”, analisa André, que falou da tarimba da filha em campeonatos da IBJJF.</p>
<p>“Ela é jovem mas compete muito desde muito nova”, elogia Galvão. “Independente de ela ser jovem, já acumula muita experiência, pois compete contra adultos desde os 15 anos. Já lutou até contra faixas-marrom em competições. Desde muito cedo, ela tem se testado contra atletas adultas que são muito duras há um tempo. E graças a Deus ela vem conquistando o espaço dela. Merece demais, porque ela se dedica muito”, concluiu o pai-treinador.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="All Access: Sarah Galvão Displays Undeniable Talent At Brazilian Nationals" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/_EvEJLeYgIo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/andre-galvao-explica-como-sarah-busca-aliar-juventude-maturidade-tecnica-e-bom-jiu-jitsu/">André Galvão explica como Sarah busca aliar juventude, maturidade técnica e bom Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Fellipe Andrew, 160 finalizações, sobre consistência e treinos inteligentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 22:16:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há dois modos curtos e diretos de mostrar como Fellipe Andrew é um dos lutadores mais brabos não apenas de sua geração, mas do século XXI. A primeira prova irrefutável é que não há títulos relevantes no circuito que o líder do ranking mundial da IBJJF não tenha conquistado, salvo talvez o ADCC e o&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_239823" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239823" class="size-large wp-image-239823" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-29-at-16.12.50-1024x1024.jpeg" alt="" width="650" height="650" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-29-at-16.12.50-1024x1024.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-29-at-16.12.50-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-29-at-16.12.50-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-29-at-16.12.50-768x768.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-29-at-16.12.50-1536x1536.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/01/WhatsApp-Image-2023-01-29-at-16.12.50.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-239823" class="wp-caption-text">Fellipe Andrew, o número 1 do ranking mundial e em quantidade de finalizações. Foto: Marcelo Guelber/GRACIEMAG</p></div>
<p>Há dois modos curtos e diretos de mostrar como Fellipe Andrew é um dos lutadores mais brabos não apenas de sua geração, mas do século XXI.</p>
<p>A primeira prova irrefutável é que não há títulos relevantes no circuito que o líder do ranking mundial da IBJJF não tenha conquistado, salvo talvez o ADCC e o Sul-Americano da Federação.</p>
<p>A segunda prova é que, para o bicho-papão Nicholas Meregali empatar com ele em número de finalizações, precisaria submeter mais de cem oponentes – Fellipe hoje soma 160 finalizações, enquanto Meregali conta 60.</p>
<p>O GRACIEMAG.com foi conversar com a fera de Caruaru, hoje professor da Alliance San Diego, sobre seus treinos, consistência e, claro, sobre outra fera que também já passou das cem finalizações: Gabi Pessanha. <a href="https://www.graciemag.com/pt-br/quem-finalizou-mais-que-gabi-pessanha-na-era-moderna-do-jiu-jitsu-esportivo/" target="_blank" rel="noopener">(Leia artigo sobre a rainha do Jiu-Jitsu, aqui.)</a></p>
<p>Confira os melhores momentos da entrevista, a seguir.<br />
<strong><br />
GRACIEMAG: Aos 29 anos, você já tem um ouro mundial, 300 combates, 263 vitórias e 160 finalizações, segundo dados do portal BJJ Heroes. Bate com suas contas pessoais?</strong></p>
<p><em><strong>FELLIPE ANDREW:</strong></em> Na verdade eu jamais contei quantas lutas eu fiz (risos). Mas, se está lá, eu acredito. Eu procuro me manter sempre motivado, querendo lutar o ano todo, sem escolher campeonato. Minha ideia é estar sempre buscando evoluir em algum ponto, tático, técnico ou mental. Acho que esta é a chave da minha consistência como competidor de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como lida com o desgaste físico? Consegue se poupar fisicamente?</strong></p>
<p>Eu acho que não me machuco nem mais nem menos que os demais atletas. Sempre tive lesões, algumas mais sérias que outras, mas aprendi a treinar com meu corpo do jeito que dá para não parar.</p>
<p><strong>Dessas 160 lutas perfeitas, qual finalização marcou mais?</strong></p>
<p>Todas são especiais, mas a que marcou mais foi aquela chave de braço do triângulo na final do absoluto do Europeu 2020, contra o Keenan Cornelius. Não que tenha um significado assim tão especial para mim, mas acho que foi a que mais teve repercussão.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Fellipe Andrew VS Keenan Cornelius / European Championship 2020" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/yPYapIYH3CM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Suas lutas são sempre divertidas, na vitória ou derrota. Você diria que luta e deixa lutarem? Como você definiria seu jogo?</strong></p>
<p>Cara, eu entro lá pra lutar Jiu-Jitsu… Luto para ganhar, e não para não perder.</p>
<p><strong>Você acumula muitas chaves de pé e triângulo. Tem alguma técnica predileta?</strong></p>
<p>Eu gosto muito de encaixar triângulo. Talvez por ser um movimento que eu faço desde a faixa-branca, em 2011. Aliás, meu professor Adriano Estanislau também era muito bom nesse jogo. Chave de pé eu comecei a aprender depois de ter contato com o Rodrigo Cavaca, quando eu ainda morava em Caruaru, em Pernambuco.</p>
<p><strong>Você e Gabi Pessanha chegaram a esta marca rara, de cem finalizações. Acha que vocês dois têm alguma coisa em comum quanto ao estilo de treinar e lutar?</strong></p>
<p>Pô, fico até sem graça de ser comparado à Gabi! Mas até que temos pontos em comum: assim feito ela, eu comecei de baixo também. Sou do interior de Pernambuco, onde eu tinha bem pouco recurso quando comecei a treinar. Acho que isso me faz (nos faz) valorizar muita coisa hoje.</p>
<p><strong>Como jovens atletas deveriam treinar para serem finalizadores natos, como vocês?</strong></p>
<p>A receita é a usual: constância de treinos, entrar nos campeonatos sem vaidade e lutar sempre para a frente, o que resulta em lutas legais para a galera e que nos fazem evoluir. Eu diria que um treino inteligente seria escolher dois ou três pontos fortes do jogo do jovem atleta e aperfeiçoá-los nos mais variados tipos de situação de luta. Isso faz o lutador mais confiante, completo e perigoso.</p>
<p><strong>Você se chama Fellipe Andrew Leandro Silva. Isto é, você é um dos dois Leandros mais respeitados do mundo do Jiu-Jitsu. Como o Lo faz falta para vocês?</strong></p>
<p>O Leandro é meu ídolo, ele foi o primeiro campeão mundial que vi de perto lutando. Depois dali eu tive o prazer e a honra de treinar muito com ele. E até de lutar com ele, em meu primeiro Pan como faixa-preta. E sim… ele faz muita falta para todos nós.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Leandro Lo vs Fellipe Andrew / Pan Championship 2018" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/cQNXlPLqQk4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2><em>* Alguns dos mais consistentes finalizadores do Jiu-Jitsu esportivo:</em></h2>
<p><strong>* Fellipe Andrew: 160 finalizações (263 vitórias)</strong></p>
<p>* Gordon Ryan: 81 finalizações (em 99 vitórias)</p>
<p><strong>* Xande Ribeiro: 80 finalizações (162 vitórias)</strong></p>
<p>* Felipe Preguiça: 77 finalizações (155 vitórias)</p>
<p><strong>* André Galvão: 73 finalizações (157 vitórias)</strong></p>
<p>* Marcus Buchecha: 72 finalizações (138 vitórias)</p>
<p><strong>* Mica Galvão: 70 finalizações (88 vitórias)</strong></p>
<p>* Rodolfo Vieira: 63 finalizações (97 vitórias)</p>
<p><strong>* Rubens Cobrinha: 63 finalizaçōes (118 vitórias)</strong></p>
<p>* Roger Gracie: 62 finalizações (76 vitórias)</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-jiu-jitsu-de-fellipe-andrew-300-lutas-e-160-finalizacoes-sobre-consistencia-treinos-inteligentes-e-evolucao-tecnica/">As lições de Fellipe Andrew, 160 finalizações, sobre consistência e treinos inteligentes</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Celsinho Venícius analisa &#8220;luta de despedida&#8221; contra Piter Frank</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2024 14:57:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Celsinho Venícius analisa "luta de despedida" contra Piter Frank</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_236394" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-236394" class="wp-image-236394 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/celsinho1-1.jpg" alt="" width="590" height="389" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/celsinho1-1.jpg 590w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/celsinho1-1-300x198.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/celsinho1-1-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px" /><p id="caption-attachment-236394" class="wp-caption-text">Celsinho Venícius em ação no Jiu-Jitsu. Foto: Luca Atalla/GRACIEMAG.com.</p></div>
<p>Tricampeão de Jiu-Jitsu em 2005, 2006 e 2008, Celso Venícius Alves dava uma volta com a família num shopping em São Paulo, em 2023, quando resolveu pegar o celular e dar uma olhada nas lutas do BJJ Stars 11. Quando começou a escutar, ouviu o faixa-preta Piter Frank, que acabara de finalizar Caio Almeida e vencer o prêmio de finalização da noite com um armlock voador, pedir seu próximo adversário: <a href="https://www.graciemag.com/pt-br/do-bau-relembre-celsinho-venicius-x-mario-reis-no-mundial-de-jiu-jitsu-2006/" target="_blank" rel="noopener">Celsinho Venícius</a>.</p>
<p>O desafio pegou Celso de surpresa, mas na mesma hora ele sabia que ia ter de voltar aos preparativos para uma luta. Não uma luta qualquer. “Muito provavelmente será minha última luta na carreira. Já são mais de 25 anos competindo. Eu sinto que já está na hora de descansar o corpo”, comenta o aluno de Roberto Gordo, em papo com o GRACIEMAG.com.</p>
<p>A luta casada entre <a href="https://www.instagram.com/celsinhovenicius/" target="_blank" rel="noopener">Celsinho x Piter</a> será uma das atrações do BJJ Stars 12, no fim de abril. Carioca radicado em São Paulo, o professor de 40 anos comentou o que espera do confere, e o que acha do oponente.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que fez você topar a luta com Piter Frank?</strong></p>
<p><em><strong>CELSINHO VENÍCIUS:</strong></em> Meu oponente fez o desafio e a proposta do BJJ Star foi boa. E no fundo não é apenas mais uma luta de kimono para mim. Muito provavelmente será a última. Já são mais de 25 anos competindo. Eu sinto que já está na hora de descansar o corpo. Eu nunca parei de treinar e nunca abandonei o kimono, sigo dando várias aulas por dia. Mas estou sem competir de kimono desde 2019. Depois dali ainda fiz lutas sem pano mas foram poucas. Minha preparação será apenas aumentar o ritmo com os alunos, melhorar a questão física. A técnica e a experiência continuam aqui, a gente nunca esquece. Falta é aumentar a intensidade para chegar bem na hora da verdade.</p>
<p><strong>Quais são os aspectos mais fortes do seu oponente?</strong></p>
<p>Vi que ele é um cara bom de bote, tem ataques de perna e de pé perigosos. Ele é um atleta rápido que gosta de surpreender e tentar manobras explosivas e imprevísveis, como o armlock voador que aplicou no BJJ Stars e em outros torneios. Mas normalmente esse jogo é bom para mim, eu gosto quando os rivais caem para dentro. Prefiro assim do que enfrentar quem fica na retranca. Vai ser um confronto de estilos e creio que vamos deixar a torcida animada.</p>
<p><strong>Você está completando 20 anos como faixa-preta, desde aquela graduação no Tijuca, no pódio do Mundial da IBJJF em 2004. Como está a carcaça após tanta estrada?</strong></p>
<p>São muitos anos nessa brincadeira, né? Conheço meu corpo muito bem, isso é a grande vantagem. Já perdi e ganhei peso 200 vezes, entendo tudo sobre a nutrição mais adequada para mim. O autoconhecimento é decisivo nessas horas, até mesmo para conseguir lidar com contusões, recuperação e preparação. Não tem mais mistério, é só aprendizado. Sempre gostei do confere, dos treinos fortes, parte física forte, e não mudei agora. Sempre deu certo a vida inteira, era o que a gente fazia na escola do Gordo e vou manter. Hoje vejo que a galera curte treinar mais drill. A gente faz vários rolas. Eu vou cair dentro como na época em que fui tri mundial.</p>
<p><strong>Como o seu jogo mudou com a idade?</strong></p>
<p>A gente se adapta sempre. A velocidade cai, mas a técnica só se apura. A gente fica bem mais preciso e justo. Eu tenho certeza de que sou bem superior tecnicamente do que quando tinha meus 20 anos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="VEJA COMO O CELSINHO RASPOU O LEPRI NA MEIA" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/yvou-95Bdr8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/celsinho-venicius-analisa-luta-de-despedida-contra-piter-frank/">Celsinho Venícius analisa “luta de despedida” contra Piter Frank</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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