Vitor Shaolin analisa UFC BJJ e os desafios do dojo em forma de cumbuca

De acordo com o árbitro Vitor Shaolin, "o formato do dojo do UFC BJJ requer atenção em especial quando os lutadores ou lutadoras caminham para trás, buscando uma defesa, afinal é um formato inclinado. É preciso assim se ligar, para manter o equilíbrio. Mas é uma ideia promissora, que ao meu ver minimiza muitas reclamações e tem facilitado o nosso trabalho de arbitragem. Claro que sempre há um treinador ou atleta que vai chiar, mas normalmente são atletas que vão reclamar até de uma unha quebrada. Há prós e contras para lutadores de todas as origens. O bom representante do Jiu-Jitsu, assim como os bons lutadores de wrestling, vai se adaptar e seguir vencendo como costuma fazer nas outras ligas."

Daniel Ignacio: quando a defesa pessoal se transforma em ouro nos campeonatos

"Formar agentes preparados vai muito além de simplesmente estar pronto tecnicamente para um conflito. Graças ao Jiu-Jitsu, criam-se agentes com autocontrole e autoconfiança, que conseguem lidar com situações reais com calma, clareza e ética. A maior responsabilidade que tenho é o compromisso de tornar esses profissionais mais bem treinados, para que possam se proteger e proteger a população. Esse treinamento é tanto técnico quanto mental. Um bom profissional de segurança, treinado no Jiu-Jitsu, pode transformar uma situação potencialmente letal em uma situação não letal, salvando e poupando a vida de terceiros."