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	<title>Entrevista | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Entrevista | Graciemag</title>
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		<title>Vitor Shaolin analisa UFC BJJ e os desafios do dojo em forma de cumbuca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 15:31:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com o árbitro Vitor Shaolin, "o formato do dojo do UFC BJJ requer atenção em especial quando os lutadores ou lutadoras caminham para trás, buscando uma defesa, afinal é um formato inclinado. É preciso assim se ligar, para manter o equilíbrio. Mas é uma ideia promissora, que ao meu ver minimiza muitas reclamações e tem facilitado o nosso trabalho de arbitragem. Claro que sempre há um treinador ou atleta que vai chiar, mas normalmente são atletas que vão reclamar até de uma unha quebrada. Há prós e contras para lutadores de todas as origens. O bom representante do Jiu-Jitsu, assim como os bons lutadores de wrestling, vai se adaptar e seguir vencendo como costuma fazer nas outras ligas."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-146363" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p dir="ltr">Quatro décadas após o povo do Jiu-Jitsu cair de amores pelas cumbucas de açaí no Rio de Janeiro, agora seus atletas estão tendo a oportunidade de lutar dentro de uma delas, em tamanho família.</p>
<p dir="ltr">É a arena do <a href="https://uk.ufc.com/video/155067" target="_blank" rel="noopener">UFC BJJ</a>, que a partir desse formato inovador e regras próprias, tem causado curiosidade entre os fãs de Jiu-Jitsu e atraído grandes astros do esporte, entre wrestlers, grapplers e faixas-pretas. Se o evento vai conquistar o público e virar mania, como o açaí em Copacabana nos anos 1980, ainda veremos.</p>
<p>O tatame, que lembra as velhas pistas de skate, foi inspirado no evento Karate Combat e em edições do Pit Submission Series. A arbitragem do UFC BJJ tem arrancado elogios, graças a campeões experientes, como os brasileiros Leticia Ribeiro, Ricardo “Cachorrão” Almeida e Vitor Ribeiro, o Shaolin, ao lado dos americanos Eliot Kelly, Chris Crail e Jason Harzog.</p>
<p dir="ltr">Em conversa com o <a href="http://graciemag.com" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://graciemag.com&amp;source=gmail&amp;ust=1773195018879000&amp;usg=AOvVaw3OuH1vJlq7uo5Qo5awzpCl">GRACIEMAG.com</a>, a fera Shaolin conversou sobre as características e desafios do evento em forma de tigela, e sobre as regras e lições que ele ainda extrai, ao arbitrar lutas em ritmo tão intenso – como as lutas de astros como Nicholas Meregali, que retornou após severa contusão com vitória, no meio de fevereiro.&nbsp;</p>
<p>Entre um evento e outro, Vitor segue ensinando o bom Jiu-Jitsu em sua novíssima academia, na cidade de Scotch Plains, Nova Jersey. Confira!</p>
<p dir="ltr"><strong>GRACIEMAG: Você passou dos 40 anos de Jiu-Jitsu, e completou dez como árbitro no UFC. Que lições você ainda consegue aprender sobre Jiu-Jitsu, ao ver grandes lutas ali do melhor lugar do estádio?</strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>VITOR SHAOLIN:</strong></em> Eu levo muito a sério a função de árbitro, e procuro rever lutas e estudar muito. Quando entro ali para mediar um combate, minha meta é atuar com o máximo de tranquilidade para reduzir ao mínino o risco de erro. Fomos atletas, e sabemos como é doloroso ver um árbitro cometer um erro, por precipitação ou desatenção. Eu tenho me dedicado a essa função de árbitro com toda minha energia, e por isso não tenho competido há tempos. Não gosto de fazer nada meia-boca. Dou minhas aulas para meus jovens alunos em Nova Jersey, e o resto do meu tempo eu foco em ser um bom árbitro.</p>
<p dir="ltr"><strong>O que passa na sua cabeça enquanto arbitra uma grande luta, como foi o retorno do Meregali?</strong></p>
<p dir="ltr">Uma vez lá dentro, é puro caos. Eu só posso estar lá de cabeça serena, totalmente vazia, como se fosse uma final de Mundial. É assim que eu procuro agir, sem interromper os atletas até que eu esteja convicto que chegou a hora de separá-los. Procuro estar, como nos meus tempos de atleta, calmo durante o maremoto.</p>
<p dir="ltr"><strong>O que pensa sobre o formato bem peculiar da arena do UFC BJJ?</strong></p>
<p dir="ltr">Em lutas de atletas explosivos, bons de quedas e rápidos, volta e meia o árbitro se via numa situação de precisar interromper a luta em momentos chaves, quando ambos ameaçavam caírem fora do tapete. Isso sem falar naqueles casos que tantas vezes vimos, quando os competidores chegam ao limite do dojo com uma finalização quase encaixada e dá a maior discussão.</p>
<p dir="ltr"><strong>É bom para os atletas? Eles têm elogiado?</strong></p>
<p dir="ltr">O formato do dojo do UFC BJJ requer atenção em especial quando os lutadores ou lutadoras caminham para trás, buscando uma defesa, afinal é um formato inclinado. É preciso assim se ligar, para manter o equilíbrio. Mas é uma ideia promissora, que ao meu ver minimiza muitas reclamações e tem facilitado o nosso trabalho de arbitragem. Claro que sempre há um treinador ou atleta que vai chiar, mas normalmente são atletas que vão reclamar até de uma unha quebrada. Há prós e contras para lutadores de todas as origens. O bom representante do Jiu-Jitsu, assim como os bons lutadores de wrestling, vai se adaptar e seguir vencendo como costuma fazer nas outras ligas.</p>
<p dir="ltr"><strong>E as regras?</strong></p>
<p dir="ltr">Creio que, mais do que o formato do dojo, os três assaltos de cinco minutos podem ser mais desafiadores. Porque o camarada precisa saber dosar a energia para não chegar ao último round cansado, devido ao ritmo do combate. Então é aquela tática, procurar ganhar posição que não deixe você exausto, já que é preciso gás total para o último assalto. Ninguém quer ir para a última etapa de boca aberta, entregue às moscas. Mas isso é outro aspecto que você se adapta e prepara bem durante os treinamentos.</p>
<p dir="ltr"><strong>Você tem arbitrado lutas de jovens craques do Jiu-Jitsu. Acha que o jogo da nova geração é melhor que o das anteriores?&nbsp;</strong></p>
<p dir="ltr">Não sei se é justo comparar, eu também lutei e treinei com campeões muito rápidos, e com finalizadores muito técnicos. Caras como Léo Vieira, Royler Gracie, Robinho Moura não ficam nada a dever a ninguém de nenhuma geração. O nível de lutas no UFC BJJ está absurdamente alto e a torcida fica de boca aberta, claro. E o que mais me alegra é ver onde o esporte chegou. Se você for pensar, esse estilo de Jiu-Jitsu sem kimono era treinado pelos mestres Carlson e seu irmão Rolls, seguiu evoluindo com seus alunos e está hoje no UFC. Queremos que isso só melhore, por isso fazemos reuniões de arbitragem o tempo todo, para entendermos como podemos melhorar e colaborar ainda mais com esse esporte.</p>
<p dir="ltr"><strong>Como está a vida por aí?</strong></p>
<p dir="ltr">Eu tenho apenas uma escola, para ter mais tempo para mim. Vejo a Gracie Barra e a Alliance fazendo um ótimo trabalho de expansão e franquias, e o Jiu-Jitsu de qualidade está num ótimo caminho, atingindo cada vez mais pessoas. Eu quero manter um ritmo mais tranquilo, e poder curtir minha família e meus quatros cachorros. E, de vez em quando, pegar a estrada para arbitrar lutas sempre que precisarem dos meus conhecimentos.&nbsp;</p>
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		<title>Professor Marcos Cunha dá conselho aos jovens e comenta futuro da TMC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 17:03:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Ohio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muitas vezes os jovens e as jovens não acreditam em si mesmo. Ela era muito determinada, só faltava ela enxergar suas capacidades. Hoje ela se tornou uma baita atleta, e uma ótima professora aqui em Ohio, nos Estados Unidos. Ela foi mãe agora e vai voltar aos pódios em breve. Então o conselho que deixo é: jamais desista. Sempre acredite nos seus sonhos. Quando alguém avaliar que você não tem talento, duplique sua gana, e seja o esforço que supera o talento.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233803" style="width: 866px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233803" class="size-full wp-image-233803" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/cun.jpg" alt="" width="856" height="579" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/cun.jpg 856w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/cun-300x203.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/cun-768x519.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/cun-150x101.jpg 150w" sizes="(max-width: 856px) 100vw, 856px" /><p id="caption-attachment-233803" class="wp-caption-text">Marcos Cunha com sua aluna Duda em treino na TMC. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p><strong>GRACIEMAG: Como anda a expansão do time TMC nos Estados Unidos e no Brasil, professor?</strong></p>
<p><em><strong>MARCOS CUNHA:</strong> </em>Nossa equipe está em franca evolução, com um crescimento calcado em profissionalismo e amor ao Jiu-Jitsu. Estamos com filiais no Canadá também, e as escolas no Brasil estão aumentando. Nossa meta agora é alcançar mais países. A prioridade é trabalhar com pessoas que acreditem no Jiu-Jitsu e queiram crescer com a gente, que mantenham a qualidade de ensino que sempre prezamos.</p>
<p><strong>A meta é chegar em quantas academias?</strong></p>
<p>Até o fim de 2026, queremos estar com dez filiais consolidadas nos Estados Unidos. Está tudo encaminhado para isso, graças a nossos diretores e executivos. Há três anos vim para os EUA após décadas de treinos em Blumenau – eu treino desde os 9 anos. E nosso mantra segue o mesmo. O entendimento número um no nosso time é que é preciso viver para o Jiu-Jitsu para no futuro poder viver do Jiu-Jitsu. O segredo é se entregar com muita dedicação à arte, para no decorrer da caminhada ser capaz de difundir e liderar jovens e escolas. As oportunidades vão aparecer em todos os países.</p>
<p><strong>Qual é o maior desafio da equipe hoje?</strong></p>
<p>Estamos trabalhando muito com os jovens da academia para que eles entendam nossa filosofia de treinos, sejam bons professores e, a partir daí, vão poder aproveitar as várias oportunidades, que sempre buscamos oferecer para os instrutores formados em nossa casa. É a filosofia “Entregue-se e receberá de volta”. O Jiu-Jitsu sempre retribui a quem se entrega aos treinos e se doa. Eu conheci muitos atletas que não viam horizonte, estavam meio em dúvida sobre qual seria seu futuro. Eu sempre falei a eles que quem se doava aos alunos, quem se entregava ao trabalho na academia, encontraria uma recompensa lá na frente. Quem se envolveu e buscou evoluir em todos os aspectos da carreira de um professor, agora está colhendo oportunidades em nossa equipe.</p>
<p><strong>Como fazer os jovens enxergarem os benefícios lá na frente?</strong></p>
<p>Com muita conversa e exemplos que temos. É uma lição difícil de captar quando você ainda é jovem, e gostaria de estar com a vida ganha. Mas com trabalho duro e consistente o Jiu-Jitsu sempre retribui o suor diário. E eu hoje escuto sempre: “Professor, obrigado. Obrigado por ter enxergado o que lá atrás eu ainda não conseguia enxergar.”</p>
<p><strong>Ainda lembra de seu início, aos 9 anos?</strong></p>
<p>Eu sempre gostei de ficar na academia, ajudando os mestres, aprendendo mais com eles. Eu saía do colégio e ficava lá até fechar, para aprender a ensinar, colher detalhes, ouvir os mais experientes. Eu queria estudar as regras, os nomes das técnicas em português e em japonês. Era uma paixão.</p>
<p><strong>Você uma vez nos contou como uma de suas melhores atletas, a Duda Tozoni, parecia não levar jeito para ser atleta, mas tinha um diferencial: chegava sempre na hora, não faltava. E hoje ela é uma colecionadora de ouros. Qual a atitude mais importante para um jovem que sonha ser uma estrela no esporte?</strong></p>
<p>Muitas vezes os jovens e as jovens não acreditam em si mesmo. Ela era muito determinada, só faltava ela enxergar suas capacidades. Hoje ela se tornou uma baita atleta, e uma ótima professora aqui em Ohio, nos Estados Unidos. Ela foi mãe agora e vai voltar aos pódios em breve. Então o conselho que deixo é: jamais desista. Sempre acredite nos seus sonhos. Quando alguém avaliar que você não tem talento, duplique sua gana, e seja o esforço que supera o talento.</p>
<p><iframe title="Marcos Cunha e suas diretrizes para formar campeões na TMC" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/L-wUpY2Qo18?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-marcos-cunha-da-conselho-aos-jovens-e-comenta-futuro-da-tmc/">Professor Marcos Cunha dá conselho aos jovens e comenta futuro da TMC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>The BJJ Mental Coach Launches Masters Community</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 21:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[black belt]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Dantas]]></category>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>At Jiu-Jitsu Con 2025, Masters competitors didn’t just show up — they took over. More than 6,550 athletes battled at Master Worlds, making up 55% of all participants. The message is clear: the Masters divisions are no longer the sidelines of the sport — they’re leading the way. But every Masters competitor also knows the&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222657" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222657" class="wp-image-222657 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1.jpg" alt="" width="940" height="627" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/11/Megaton-e-Traven-se-cumprimentam-no-Mundial-Master-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-222657" class="wp-caption-text">Roberto Traven and Wellington Megaton during IBJJF&#8217;s World Masters. Photo: GRACIEMAG Files</p></div>
<p>At Jiu-Jitsu Con 2025, Masters competitors didn’t just show up — they took over.</p>
<p>More than 6,550 athletes battled at Master Worlds, making up 55% of all participants. The message is clear: the Masters divisions are no longer the sidelines of the sport — they’re leading the way.</p>
<p>But every Masters competitor also knows the other side of the story: you train for months, feel sharp in the academy, and yet under the bright lights of competition, the nerves creep in. Suddenly, the game you trust disappears. You walk away frustrated, thinking: “That wasn’t me. I can do so much better.”</p>
<p>This is the exact problem that Gustavo Dantas — 6th-degree black belt, Master World Champion, and founder of The BJJ Mental Coach — has been studying for over a decade. And it’s why he created something brand new: The BJJ Mental Coach Masters Community.</p>
<p>A Movement of Authenticity More than a program, this is a movement built around a single, powerful word: authenticity. The goal is simple yet profound — to help competitors over 30 bring their true selves to the mats, free from nerves, fear, or the pressure to be someone they’re not.</p>
<p>Inside the Masters Community, athletes will find:</p>
<p>• Full access to all courses &amp; e-books</p>
<p>• Monthly live classes with Gustavo Dantas</p>
<p>• Exclusive interviews &amp; content</p>
<p>• Group coaching opportunities</p>
<p>• A supportive peer community of Masters athletes who “get it”</p>
<p>This is where training, mindset, and life intersect. It’s where your hard work in the academy finally translates into authentic performance in competition — and growth far beyond the mats.</p>
<p>To mark the launch, The BJJ Mental Coach will premiere a free webinar on YouTube:</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/thebjjmentalcoach" target="_blank" rel="noopener">Master BJJ Competitor vs. Overtraining Saturday, Sept 20, 2025 – 8:00 AM MST The BJJ Mental Coach YouTube Channel </a></p>
<p>In the session, Dantas will share lessons from his &#8220;How High Can You Fly?&#8221; project — a nine- month challenge where he competed in all four IBJJF Grand Slams — and reveal how overtraining nearly cost him his authenticity on the mats. You’ll discover how to recognize the early signs, avoid the trap, and build a sustainable path forward.</p>
<p>“The BJJ Mental Coach is not me — it’s a movement,” says <a href="https://www.instagram.com/gustavodantasbjj/">professor Gustavo Dantas</a>. “It represents the belief that world-class performance starts with a world-class mindset. But more than medals, it’s about becoming the most authentic version of yourself — in Jiu-Jitsu and in life.”</p>
<p>Learn more at <a href="http://www.thebjjmentalcoach.com" target="_blank" rel="noopener">www.thebjjmentalcoach.com</a> or follow @gustavodantasbjj.</p>
<div id="attachment_244734" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244734" class="size-large wp-image-244734" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-1024x667.jpg" alt="" width="650" height="423" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-1024x667.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-768x500.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj-150x98.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/04/Gustavo-Dantas-bjj.jpg 1240w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244734" class="wp-caption-text">Screenshot</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/the-bjj-mental-coach-gustavo-dantas-launches-masters-community/">The BJJ Mental Coach Launches Masters Community</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Campeã Anna Carol Luz dá receita para quem ainda duvida de si mesmo</title>
		<link>https://www.graciemag.com/campea-anna-carol-luz-da-a-receita-para-quem-ainda-duvida-de-si-mesmo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=campea-anna-carol-luz-da-a-receita-para-quem-ainda-duvida-de-si-mesmo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 16:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[Anna Carol Luz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Aprendi em Las Vegas esta lição fundamental no Jiu-Jitsu esportivo: para que tudo dê certo na luta, preciso manter a paciência a todo instante. Se eu mostro pressa eu vou errar; e, se eu for lenta em excesso, não consigo avançar. Logo, a paciência, além da resiliência de estar dentro dos quadrados, são lições das mais importantes, essenciais dentro e fora da área de luta", diz a professora da 617 BJJ.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz.jpg" alt="" width="729" height="972" class="aligncenter size-full wp-image-245274" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz.jpg 729w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz-113x150.jpg 113w" sizes="auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px" /></p>
<p>Professora da equipe 617 BJJ, a faixa-preta Anna Carol Luz é uma vencedora.</p>
<p>Já precisou superar adversárias, um mal incurável e vários desafios no Jiu-Jitsu, pessoais e esportivos. Após voltar de Las Vegas com a medalha de prata no Mundial Master, a lutadora conversou com GRACIEMAG sobre o evento, os próximos desafios, e tudo o que passou para chegar até aqui.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> O que achou do crescimento do Mundial Master, que este ano chegou a 12.500 competidores em Las Vegas?</strong></p>
<p><em><strong>ANNA CAROL LUZ:</strong></em> Meu último Mundial Master havia sido em 2018, quando fui campeã no meu peso. Voltei em 2025, após alguns problemas de saúde, e dei muito mais valor a cada momento que passei ali dentro. Fora dos quadrados da área de luta, pude ver um crescimento absurdo do evento. Achei incrível a proporção que o campeonato ganhou, fiquei feliz de estar ali e de poder participar, de fazer parte de mais um capítulo da história do Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>De que gostou mais?</strong></p>
<p>Talvez de ver que o esporte no feminino só cresce e nos deixa a cada dia mais orgulhosas. Pude em Vegas rever amigos que eu não encontrava há anos, pude conversar com meus ídolos, tirar fotos com eles e celebrar esse evento tão maravilhoso que é o Mundial Master da IBJJF. Fico honrada de estar ali dentro daqueles quadrados e também de subir naquele pódio. Foi um grande evento, uma conquista para ser celebrada por toda a comunidade do Jiu-Jitsu, no mundo inteiro.</p>
<p><strong>Você não lutava lá desde 2018. Como superou esse obstáculo em relação à saúde?</strong></p>
<p>Eu precisei fazer várias cirurgias de pele, pois tenho uma síndrome chamada hidradenite supurativa. Minha vida nos tatames então parou praticamente, de 2019 até 2023. Tive de encarar e aceitar o fato de que eu não poderia fazer nada, e que a prioridade era me curar. Trata-se de uma doença autoimune e não tem cura, mas tem tratamento com dermatologista. Depois das cirurgias, nunca mais tive crise nenhuma, e estou sempre me cuidando.</p>
<p><strong>Como foi o retorno?</strong></p>
<p>Em 2023 resolvi voltar com tudo, e decidi treinar para competir o Campeonato Brasileiro, obtive até bons resultados para quem estava parada havia um bom tempo. Fui bronze no absoluto e prata no superpesado, master 3. Então foram momentos desafiadores, mas agradeço por ter me fortalecido, me fez crescer.</p>
<p><strong>O que motiva você a competir?</strong></p>
<p>Gosto de me desafiar. O objetivo é sair da minha zona do conforto. Ficar sem fazer o que eu amo não é legal, e esse tempo afastada por motivos de saúde me mostrou como eu gosto de lutar, botar em prova meu jogo. Hoje posso fazer o que amo e de modo saudável, e quero fazer isso até onde puder. Outra consequência legal é que isso incentiva meus jovens alunos. Se você duvida de si mesmo, nada melhor do que praticar Jiu-Jitsu e participar de uma competição. Com minha equipe de nutrição, osteopatia e preparo físico, consigo fazer a máquina de guerra funcionar. Quero sempre inspirar as pessoas próximas, e fazer o pessoal acreditar que tudo é possível, se a nossa mente deseja.</p>
<p><strong>Qual foi a sua conquista mais celebrada até hoje?</strong></p>
<p>Foi no Mundial Master 2018 mesmo. Enfrentei duas oponentes duríssimas, e quando venci me senti como uma heroína passando de fase no videogame. Ali entendi o poder da disciplina e da dedicação.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Semifinal &#x1f94b;WORLD MASTER 2018 || ANNA CAROLINA LUZ&#x1f947;X TAMMY GRIEGO." width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/Ej1Jf3O8Rpk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Se você precisasse resumir todo o aprendizado colhido durante este Mundial Master 2025, que palavra escolheria?</strong></p>
<p>Certamente seria &#8220;paciência&#8221;. Aprendi em Las Vegas esta lição fundamental: para que tudo dê certo na luta, preciso manter a paciência a todo instante. Se eu mostro pressa eu vou errar; e, se eu for lenta em excesso, não consigo avançar. Logo, a paciência, além da resiliência de estar dentro dos quadrados, são lições das mais importantes, essenciais dentro e fora da área de luta.</p>
<p><strong>Como foram suas disputas decisivas em Vegas?</strong></p>
<p>Na semifinal, sinto que consegui controlar a luta o tempo todo, e obtive bom resultado. Já na final (contra Beth Slavinskas, da escuderia New England United BJJ), quando eu queria muito vencer e tinha boas chances, creio que perdi pela falta de paciência mesmo. Eu estava uma vantagem à frente no placar. Por causa da pressa de buscar os pontos, acabei falhando na raspagem da chave omoplata e depois numa tentativa de raspar da meia-guarda. A um minuto do fim do combate, o jogo virou. Fiquei com a medalha de prata.</p>
<p><strong>Quais os planos para o futuro da equipe, Anna?</strong></p>
<p>Nossa equipe 617 BJJ é praticamente nova. No Rio, nosso QG principal fica em Vila Isabel, sob comando do mestre Alexandre Salgado. Diariamente damos aulas para todos os níveis, adultos, jovens e crianças, e buscamos sempre uma galera de fora da cidade para fazermos seminários. Isso ajuda na evolução de todos que estão ali no tatame, e leva a academia a crescer cada vez mais, com ideais positivos e com bastante qualidade de treino.</p>
<p><strong>Você sempre foi uma entusiasta da yoga para praticantes de Jiu-Jitsu. Como isso funciona?</strong></p>
<p>Pratico hatha yoga desde a faixa-azul, e sempre indico a todos. Eu me profissionalizei como professora de hatha yoga em 2019 e desde então dou aulas coletivas e particulares. Costumo passar alguns asanas no alongamento na academia de Jiu-Jitsu e pratico sempre. As meditações e exercícios respiratórios fazem parte do nosso treino infanto-juvenil, já ensino aos mais novos uma forma de equilíbrio mental emocional e físico que se somam ao Jiu-Jitsu. É muito bom para o praticante, pois ajuda na flexibilidade e na força ao mesmo tempo. Para mim, os pranayamas são técnicas respiratórias ideais pra quem pratica e compete na arte marcial. A ansiedade é uma inimiga do início das lutas e alguns pranayamas ajudam a diminuir-la e a colocar a pessoa no eixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz-e-Salgado-617-1.jpg" alt="" width="710" height="806" class="aligncenter size-full wp-image-245277" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz-e-Salgado-617-1.jpg 710w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz-e-Salgado-617-1-264x300.jpg 264w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/09/Anna-Luz-e-Salgado-617-1-132x150.jpg 132w" sizes="auto, (max-width: 710px) 100vw, 710px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/campea-anna-carol-luz-da-a-receita-para-quem-ainda-duvida-de-si-mesmo/">Campeã Anna Carol Luz dá receita para quem ainda duvida de si mesmo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Ator Felipe Roque se declara ao BJJ e faz luta de exibição: “Esporte é amor, empatia e transformação”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2025 14:44:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Minha história]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Roque]]></category>
		<category><![CDATA[Miltinho Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[projeto social]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ator Felipe Roque se declara ao Jiu-Jitsu e faz luta de exibição: “Esporte é amor, empatia e transformação”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_245224" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-245224" class="wp-image-245224 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/Felipe-Roque-BJJ.jpg" alt="Miltinho Vieira e seu aluno, o ator Felipe Roque. Fotos: Divulgação" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/Felipe-Roque-BJJ.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/Felipe-Roque-BJJ-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/Felipe-Roque-BJJ-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/08/Felipe-Roque-BJJ-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-245224" class="wp-caption-text">Miltinho Vieira e seu aluno, o ator Felipe Roque. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>O ator Felipe Roque estará no tatame do evento Move Grappling, no próximo dia 30 de agosto, em uma superluta de inclusão social. Apaixonado por artes marciais desde a infância, Roque encara o desafio não apenas como competidor, mas como porta-voz de uma causa que valoriza a diversidade, a empatia e o poder transformador do esporte.</p>
<p>O convite partiu de uma pessoa especial, seu professor Miltinho Vieira, referência no grappling e nas artes marciais brasileiras. “Sou fã dele há muito tempo e, além de ídolo, tenho a sorte de chamá-lo de amigo. Quando ele me ligou falando do Move Grappling e da ideia de uma luta de inclusão, não tinha como recusar. A gente sempre foi aliado nessa questão de dar visibilidade a quem merece, e mostrar como o Jiu-Jitsu transforma vidas”, contou o ator.</p>
<p>A luta de Roque será com o garoto Diogo Lavine, da equipe Jaula Grappling, que tem síndrome de Down.</p>
<p>O ator começou a praticar Jiu-Jitsu ainda criança, aos 4 anos de idade, e chegou a ser campeão brasileiro e estadual na categoria infanto-juvenil. A carreira artística o afastou das competições, mas ele nunca deixou de se sentir ligado ao tatame. Agora, o retorno ganha um novo significado.</p>
<p>“Para mim, representa muito. É um contato com a minha criança, com a minha competitividade. Participei de competições de Jiu-Jitsu &#8211; fui campeão em 1996 na faixa-amarela -, e também de taekwondo &#8211; fui campeão estadual em 2003. Mas nunca mais havia lutado depois da adolescência. Estar de volta nesse ambiente, ainda mais em uma luta que envolve inclusão social, é muito especial. Estou animadíssimo e muito grato pela oportunidade”, afirmou Roque, que atuou em “Malhação”, em &#8220;A Divisão&#8221; e na novela “Jesus”, na TV Record.</p>
<p>A ligação com o tatame também foi reacendida recentemente em sua carreira artística. “Eu voltei a me aproximar do Jiu-Jitsu no meu último papel, no seriado &#8220;A infância de Romeu e Julieta&#8221;, quando interpretei o personagem Mauro Ferrari, que era um campeão olímpico de judô. Durante esse trabalho, resolvi voltar a praticar Jiu-Jitsu por afinidade. Estava morando em São Paulo, gravando no SBT e na Amazon Prime, e como o personagem tinha uma academia de judô e Jiu-Jitsu, esse reencontro com as artes marciais se deu de forma muito natural”, contou.</p>
<p>Para ele, a luta vai além do espetáculo esportivo. “O mundo vive um momento de tanta polarização que a empatia acaba ficando de lado. Eventos como esse geram empatia e espalham amor. O esporte é um catalisador que aproxima os diferentes, diminui barreiras e ajuda no desenvolvimento humano. É um serviço terapêutico enorme. Estou feliz e honrado com esse momento.”</p>
<p>Para inspirar não só os fãs de televisão e cinema, mas também praticantes de artes marciais, Felipe deixa uma mensagem para os jovens que o acompanham: “Se tem algo para se inspirar em mim, que seja isso: tudo é possível se você se dedicar. Você é do tamanho dos seus sonhos. Não espere nada cair do céu — alinhe-se com o seu propósito, trabalhe e mereça. E acredite, porque vai chegar.”</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/ator-felipe-roque-se-declara-ao-jiu-jitsu-e-faz-luta-de-exibicao-esporte-e-amor-empatia-e-transformacao/">Ator Felipe Roque se declara ao BJJ e faz luta de exibição: “Esporte é amor, empatia e transformação”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Felipe “Zicro” Neto e os ensinamentos do Jiu-Jitsu para a vida toda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2024 16:33:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos & Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alliance]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Zicro]]></category>
		<category><![CDATA[Florida]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Rolls Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Romero Jacare]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luiz Felipe Neto, faixa-preta da Alliance desde 1998, formou-se em educação física, surfou, treinou judô, jogou futebol e não faz feio no futevôlei na praia, entre tantos esportes que admira. Mas, após mais de 30 anos como profissional da arte suave, ele não tem dúvidas: “Não há lugar melhor para se fazer boas amizades do&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244450" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-1024x579.png" alt="" width="650" height="368" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-1024x579.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-300x170.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-768x434.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro-150x85.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Felipe-Zicro.png 1274w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Luiz Felipe Neto, faixa-preta da Alliance desde 1998, formou-se em educação física, surfou, treinou judô, jogou futebol e não faz feio no futevôlei na praia, entre tantos esportes que admira.</p>
<p>Mas, após mais de 30 anos como profissional da arte suave, ele não tem dúvidas: “Não há lugar melhor para se fazer boas amizades do que o tatame de Jiu-Jitsu”, garante o professor formado por Romero “Jacaré” Cavalcanti.</p>
<p>Felipe, que ganhou seu apelido “Zicro” pela admiração que nutria pelo fino meio-campo Zico do Flamengo, esteve sempre perto dos tatames. Quando jogava bola, ia muito ao clube Federal, onde um jovem campeão chamado Fabio Gurgel ensinava a arte suave.</p>
<p>“Comecei a treinar ali pelos 17 anos, em 1989. Costumo dizer que treino há tanto tempo que só existiam dois tipos de guarda – aberta ou fechada. Triângulo? Só da guarda. Hoje, nos torneios, ringues e academias o povo arrocha o triângulo de todas as posições possíveis e inimagináveis”, recordou Zicro, em entrevista ao BJJ Fanatics Podcast. Hoje, ele dá aulas em Talahassee, na Flórida, para onde zarpou em 2007, deixando para trás sua vida esportiva no Leblon, no Rio de Janeiro.</p>
<p>Felipe Zicro viu, assim, todas as revoluções da guarda. De aberta ou fechada, nasceram 1001 modos de usar o jogo de pernas, e hoje ele se diverte tentando catalogar tudo na cabeça: “Hoje são tantos tipos de guarda eficientes, e todo ano surge um bicho novo. Temos a guarda borboleta, burrico, tartaruga. Até a guarda minhoca…”</p>
<p>A espécie que marcou sua trajetória, contudo, foi um réptil. Romero “Jacaré”, seu mestre, começou a ensiná-lo em Ipanema, na velha academia construída no espaço de um teatro desativado. Zicro não parou mais.</p>
<p>Romero Cavalcanti era um jovem em plena forma, que treinava com seu professor Rolls Gracie desde 1974, portanto há 50 anos. Em 1982, Rolls faleceu num acidente de asa delta e Romero ficou com o espírito abalado, sem vontade de vestir o kimono novamente. Passou a se desafiar em outras frentes, mares e trilhas, e em 1983, aos 30 anos, completou o Iron Man no Havaí. O espírito se fortaleceu e Romero se reergueu, e percebeu que sua missão estava mesmo nos tatames.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Zicro BJJ Tallahassee / Felipe &quot;Zicro&quot; Neto" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/t4tA5aQOw8s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Zicro aprendeu com o mestre como o Jiu-Jitsu era capaz de mudar vidas, apagar traumas, fortalecer mente e espírito.</p>
<p>“Comecei há mais de 35 anos. Hoje percebo que o Jiu-Jitsu é uma jornada que não tem fim. O que importa é a consistência nos treinamentos, para você subir todos os dias um degrau, e não parar de treinar nunca. A nossa meta, no fim das contas, é sermos bons exemplos, para influenciar de modo positivo os colegas, alunos, filhos e parentes&#8221;, disse o professor.</p>
<p>Felipe viu e viveu de tudo no Jiu-Jitsu. Mas não esquece até hoje o sentimento da primeira vez que competiu.</p>
<p>“Meu primeiro torneio foi em Teresópolis, na faixa-branca mesmo”, lembra o professor da Alliance. “E meu adversário foi outro cara que chegou longe – o Paulo Guillobel. Puxei para a guarda e ele ficou atacando por cima. O torneio era a Copa Blue Marlin.”</p>
<p>Como muitos jovens cariocas, Felipe ia à praia. Surfou. E, como muitos cariocas, tomou prejuízo ao disputar ondas com surfistas mais velhos. O Jiu-Jitsu, contudo, evitou traumas.</p>
<p>Em 1985, aos 13 anos, errou ao descer uma onda, e viu um surfista mais velho vir para cima dele, enfurecido. Na beira da água, tomou sopapos, caldos e foi para casa tristonho. Dez anos depois, já de faixa-roxa na cintura, estava com uma namorada quando o mesmo sem noção se aproximou e o provocou, perto da pizzaria Guanabara, célebre point noturno carioca. Espantado, Zicro respirou, botou o valente para baixo, montou e o expulsou dali.</p>
<p>Naquela mesma época, foi aprender inglês em San Diego e se encantou com a Califórnia, e os treininhos com mestre Fabinho Santos e visitas ao dojo de Rickson Gracie. Seu inglês evoluiu, e seu Jiu-Jitsu nem se fala. Foi lá que se tornou faixa-marrom.</p>
<p>Felipe gostava mesmo de treinar e aprender, mas por sua experiência logo foi convidado a ensinar os novatos. Em 1998, Romero o levou a Atlanta, para ser seu braço-direito nas aulas no QG da Alliance nos EUA.</p>
<p>“Até ali, eu só queria aprender e me divertir. Com Jacaré passei a conectar as técnicas, os ensinamentos, e aprendi a ensinar. Pude perceber como uma escola funciona, como uma aula começa e termina. Ali vi que aquilo seria meu ofício e minha missão.”</p>
<div id="attachment_244448" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244448" class="wp-image-244448 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-1024x758.png" alt="Romero Jacaré, no velho teatro de Ipanema que se tornou academia de Jiu-Jitsu, em 1985. Foto: Marcos Prado/Divulgação" width="650" height="481" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-1024x758.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-300x222.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-768x568.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao-150x111.png 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Romero-Jacare-na-primeira-academia-em-Ipanema.-Foto-Marcos-Prado-Divulgacao.png 1130w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244448" class="wp-caption-text">Romero Jacaré, no velho teatro de Ipanema que se tornou academia de Jiu-Jitsu, em 1985. Foto: Marcos Prado/Divulgação</p></div>
<p>Zicro alternava aulas no Brasil e nos EUA, e parecia que ia se estabelecer mesmo perto dos velhos amigos no Rio de Janeiro. Foi quando, no Natal de 2006, foi de novo convidado para cobrir os treinos de fim de ano de Romero Jacaré em Atlanta. Ao chegar, um amigo policial o contactou, para informar que forças de segurança na Flórida estavam atrás de um instrutor. Para seminários e, se possível, para uma temporada mais longa.</p>
<p>Mente aberta, Zicro topou a aventura em 2007. Não voltou mais. E não se arrepende. “A vida aqui é ótima. Se existe um aspecto a lamentar, é que <a href="https://www.instagram.com/zicro_academy_alliance_tl/" rel="noopener" target="_blank">Talahassee</a> é uma cidade universitária; meus alunos, em sua maioria, acabam que ficam comigo por cinco anos, e depois voltam para suas cidades e países. Quando começam a ficar duros, vão treinar em outro lugar. Isso é chato para mim como professor, mas ao menos há sempre um novato. Vejo o Jiu-Jitsu mudando estes jovens o tempo todo. Afinal, o grande benefício do Jiu-Jitsu é ajuda você a ser perseverante, focado, e conquistar outros sonhos, não apenas a faixa-preta. Se você treina, aprende a ser bem sucedido no que você quiser ser.”</p>
<p>Hoje, a academia de Felipe Zicro é parada obrigatória para os amigos e alunos da Alliance que chegam aos EUA, e costuma abrigar seminários esplêndidos e festas de aniversário do mestrão Jacaré.</p>
<p>Como Felipe prega, ele continua a fazer amigos por lá, como fazia três décadas atrás. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="GMI member, Felipe Neto teaches the Americana Lapel at Alliance Tallahassee  / Zicro Academy." width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/GjnlI-n9Qsw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/felipe-zicro-neto-e-os-ensinamentos-do-jiu-jitsu-para-a-vida-toda/">Felipe “Zicro” Neto e os ensinamentos do Jiu-Jitsu para a vida toda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>O que Diego Trindade aprendeu sobre a linguagem do Jiu-Jitsu ao ensinar na China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Aug 2024 16:01:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A aclimatação de Diego Trindade, de volta ao Brasil após uma aventura pela China, segue de vento em popa. O competidor de Jiu-Jitsu sem kimono anda treinando forte em Brasília, e já mira duas competições grandes em setembro, o Manaus Open e o Sul-Brasileiro no Rio de Janeiro. Diego ajudou a popularizar o Jiu-Jitsu na&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_243924" style="width: 641px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-243924" class="wp-image-243924 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1.jpg" alt="O professor e campeão de Jiu-Jitsu Diego, após brilhar no ADCC Tailândia. Fotos: Divulgação" width="631" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1.jpg 631w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1-246x300.jpg 246w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-1-123x150.jpg 123w" sizes="auto, (max-width: 631px) 100vw, 631px" /><p id="caption-attachment-243924" class="wp-caption-text">O professor e campeão de Jiu-Jitsu Diego, após brilhar no ADCC Tailândia. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>A aclimatação de Diego Trindade, de volta ao Brasil após uma aventura pela China, segue de vento em popa. O competidor de Jiu-Jitsu sem kimono anda treinando forte em Brasília, e já mira duas competições grandes em setembro, o Manaus Open e o Sul-Brasileiro no Rio de Janeiro.</p>
<p>Diego ajudou a popularizar o Jiu-Jitsu na China, país com 1,4 bilhão de pessoas que ainda é um mercado e tanto para o crescimento da arte suave. O país teve algumas escolas com trabalhos consistentes, como a China Top Team do professor Ruy Menezes, desde 2003, e a GB em Xiamen.</p>
<p>Diego, professor na Excellence School of BJJ, contou o que aprendeu após cinco anos no país da Grande Muralha. Confira!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que fez você decidir encarar essa epopeia, e desbravar os tatames chineses?</strong></p>
<p><strong>DIEGO TRINDADE:</strong> Eu já tinha lutado alguns campeonatos no exterior e decidi que eu queria ter a experiência de morar fora do Brasil por um tempo. Sempre fui uma pessoa de grandes amizades e boa rede de contatos profissionais. Comecei as conversas e logo um amigo intermediou uma proposta de trabalho na China. Era um país de fato desafiador, mas nunca tive medo de desafios.</p>
<p><strong>Quais foram os maiores desafios por lá? </strong></p>
<p>Olha, nem sempre foi fácil. Com perseverança e dedicação consegui conquistar meu espaço na China. Primeiro precisei ganhar reconhecimento como professor, e depois como atleta. Mas houve uma série de aspectos positivos. Estar na China me permitiu viajar e lutar competições por toda a Ásia, como no ADCC Tailândia, o ADCC Singapura, o ADCC Coreia do Sul, ADCC Filipinas, ADCC Malásia e o Asian Open no Japão, entre outros. A experiência na China foi, assim, fundamental para o meu crescimento como pessoa, como professor e como atleta.</p>
<p><strong>Poderia contar um pouco sobre esse crescimento pessoal?</strong></p>
<p>Eu fui à China sem saber mandarim, por exemplo. Ao longo dos últimos anos, dei aulas para alunos chineses e também para praticantes de diversas nacionalidades. A China é assim, atrai gente de todo o globo. Com isso, aprendi que a linguagem corporal do Jiu-Jitsu brasileiro é universal. Em algumas regiões do interior da China, o Jiu-Jitsu ainda é uma arte muito nova. Para mim, foi desafiador e gratificante poder difundir o Jiu-Jitsu brasileiro em várias comunidades do outro lado do mundo. E pude verificar que, do outro lado do mundo, o grappling e o Jiu-Jitsu sem kimono estão de fato se desenvolvendo muito rapidamente. Isso me fez aprender também, e evoluir bastante nessa linha do esporte.</p>
<p><strong>Quais são os seus planos para o seu time no Brasil? </strong></p>
<p>Minha raiz é o Jiu-Jitsu com kimono, não tem jeito. Mas essa bagagem de no-gi que adquiri enquanto estive fora do Brasil me fez evoluir com atleta, professor e treinador. Nesse retorno ao Brasil, pretendo continuar concentrado no Jiu-Jitsu sem pano, pois acredito que este é o momento de um grande salto de crescimento na modalidade, aqui e lá fora. Serão ainda muitos eventos divulgando a modalidade, pagando bem aos jovens e mudando o cenário esportivo brasileiro também.</p>
<p><strong>Brasil e China têm relações diplomáticas somente há 50 anos, e tudo por lá ainda parece ser um mistério para nós. O que aprendeu sobre o país, e sobre o Brasil?</strong></p>
<p>A China é um país que investe e valoriza o esporte em geral. Com o Jiu-Jitsu não é diferente. Desde criança, atletas que se destacam recebem incentivo governamental, inclusive em dinheiro, para se dedicar aos treinamentos e à vida de atleta. Além disso, a China tem diversas academias com excelente estrutura, e cada vez mais atletas chineses vêm se destacando no esporte. Já existem alguns lutadores chineses no UFC, por exemplo. Com isso, mais e mais chineses vem se interessando pelo Jiu-Jitsu brasileiro. Enquanto estive na China, tive a oportunidade de treinar alguns atletas chineses com grande potencial. Mas o Jiu-Jitsu brasileiro ainda tem muito espaço para crescer na China.</p>
<p><strong>E nos países vizinhos, o que você pôde conferir?</strong></p>
<p>Nos outros países asiáticos o Jiu-Jitsu sem kimono e o MMA também só fazem crescer. A Tailândia possui centros de treinamentos de alto rendimento que atraem atletas do mundo inteiro, até pela sua tradição no muay thai. E belos países como Singapura, Malásia, Filipinas e outros estão em processo de evolução, com bastante espaço para novos instrutores.</p>
<p><strong>O que você ainda lembra quando pensa em seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu? </strong></p>
<p>Minha primeira vez nos tatames foi quando dois amigos me convidaram para conhecer a arte suave. Vi ali que de suave aqueles treinos não tinham nada, já que fui finalizado milhões e milhões de vezes e não entendi nada. De todo modo, aquilo me desafiou e me atraiu. Desde então, nunca mais parei. Sou a prova viva de que o faixa-preta é o faixa-branca perdidinho que nunca desistiu.</p>
<p><strong>Do que mais se orgulha em sua trajetória no esporte? </strong></p>
<p>Da minha persistência. Ao longo da minha trajetória no Jiu-Jitsu, eu conheci muita gente. A maioria ficou pelo caminho. Muitos se apaixonavam pela arte suave assim como eu, mas depois de um tempo desistiam, iam fazer outra coisa. Outros, por algum motivo da vida, não tiveram condições de continuar. Minha faixa-preta é um troféu que me fez ganhar o mundo e me deu condições de viver do esporte. Nunca foi fácil, mas eu sempre persisti, pois foi esta a escolha que fiz para minha vida lá atrás.</p>
<p>Saiba mais sobre o trabalho do professor <a href="https://www.instagram.com/diegotrindadejj/" target="_blank" rel="noopener">GMI Diego Trindade, aqui.</a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-243922" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1.jpg" alt="" width="786" height="768" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1.jpg 786w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-300x293.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-768x750.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/08/Diego-Trindade-BJJ-1-150x147.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-que-diego-trindade-aprendeu-sobre-a-linguagem-do-jiu-jitsu-ao-ensinar-na-china/">O que Diego Trindade aprendeu sobre a linguagem do Jiu-Jitsu ao ensinar na China</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 14:33:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>"Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?", diz Ali.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se o boxe contasse com um sistema de faixas, Muhammad Ali vestiria uma bela faixa-vermelha por cima do roupão, talvez com letras costuradas em dourado, como era de seu feitio, elegante e espalhafatoso ao mesmo tempo.&#8221; Assim começava um dos principais artigos de GRACIEMAG #237, em tributo ao saudoso Muhammad Ali, campeão olímpico e mito do pugilismo mundial.</p>
<p>Cinco anos depois de seu falecimento, nossa equipe relembra as lições de Ali, reunidas numa entrevista póstuma que gostaríamos de ter feito. Confira e aprenda com o mitológico Ali. Oss&#8230;</p>
<div id="attachment_233818" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233818" class="wp-image-233818 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg" alt="Cassius Clay, depois Muhammad Ali, com seu treinador Joe Martin, no ano de 1960, quando venceu seu ouro olímpico em Roma" width="1280" height="880" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-1024x704.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-768x528.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-233818" class="wp-caption-text">O peso pesado mais sorridente da história, durante treino com Joe Martin, em 1960. Naquele ano, o lutador americano venceria o ouro olímpico em Roma. Foto: Wikipedia</p></div>
<p>Nascido em 17 de janeiro de 1942, em Louisville, no Kentucky, ele recebeu o nome de seu pai, o pintor de cartazes Cassius Marcelus Clay. Aos 12 anos, Cassius Junior já era bem mais forte que o resto de sua turma, e tomou a decisão que mudaria sua vida e o cenário esportivo mundial: deixou o futebol americano e abraçou o boxe, determinado a ser o melhor lutador de todos os tempos. Aos 18, nos Jogos de Roma-1960, conquistou o ouro olímpico dos pesos pesados e quatro anos depois, ao superar Sonny Liston, tornou-se o grande campeão profissional de todos os pesos como havia previsto.</p>
<p>Amplamente homenageado após seu falecimento em 2016, o boxeador falou pelos cotovelos ao longo da carreira, e deu diversas entrevistas contundentes à imprensa – como o memorável bate-papo com o repórter Lawrence Linderman, em dezembro de 1975, publicado na revista “Playboy”.</p>
<p>GRACIEMAG sempre nutriu o sonho de entrevistar Ali, o que não foi possível, mas o Jiu-Jitsu nos ensinou a perseguir sempre o impossível. Neste artigo especial, imaginamos como seria a sonhada entrevista, baseada em respostas reais de Ali a Lawrence Linderman e a outros jornalistas. Apenas nossas perguntas são sonhadas, como se lê.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG: Quando você percebeu que queria ser um lutador?</strong></em></p>
<p>MUHAMMAD ALI: Além do boxe, a única coisa que pensei em fazer foi jogar futebol americano. Mas eu não gostava porque não havia publicidade pessoal: você tem que usar todo aquele equipamento e as pessoas nem podem te ver direito. Quem está lá em cima na arquibancada nem consegue te distinguir no meio de 22 homens correndo para lá e para cá. Mas no boxe, em cima do ringue, só há dois homens. Tomei esta minha decisão sobre os esportes aos 12 anos de idade, e me dediquei ao boxe porque os lutadores podem ganhar mais dinheiro do que outros atletas e não se tem interrupções pelo final da temporada como nos outros. E nunca me arrependi ou me lamentei desta decisão, porque quando você é o maior do mundo naquilo que está fazendo, como achar que devia fazer outra coisa?</p>
<p><em><strong>Por que topou aquela luta exótica contra o japonês Antonio Inoki, um wrestler, em junho de 1976?</strong></em></p>
<p>Por seis milhões de dólares, eis por quê.</p>
<p><em><strong>Suas bolsas giravam na casa dos milhões de dólares, e o boxe tornou você um homem rico. O que de mais valioso você conquistou?</strong></em></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/MuhammadAli/" target="_blank" rel="noopener">Muhammad Ali</a> é muito mais profundo que o boxe, meu filho. Como eu sempre dizia, a riqueza do homem está no conhecimento, não está no banco. Se estiver no banco, ele não a possui. Repare nos tigres, nos pássaros, e nos seres humanos: o que vale mesmo é a liberdade. Um dia eu escrevi: “O carcereiro está em pior situação do que o prisioneiro, porque, enquanto o corpo do prisioneiro está fechado, é a mente do carcereiro que está aprisionada”.</p>
<p><em><strong>Hoje no UFC vemos pesos leves que socam como pesos pesados. Já os pesos pesados soltam bombas de nêutron. Qual é a sensação de receber um soco forte como esses?</strong></em></p>
<p>Pegue um galho, um porrete, e dê com ele no chão com toda a força. Você vai sentir a sua mão vibrar, fazer boeeiiinnng. Levar um soco daqueles é o mesmo impacto, só que no corpo inteiro, e você leva uns dez a 20 segundos até se livrar do impacto. Se leva outro soco antes disso, começa outro boeeiiiinnng maior ainda.</p>
<p><em><strong>Como você continuava a comandar seu corpo e mente depois de uma bordoada daquelas?</strong></em></p>
<p>Você não consegue pensar, fica abobalhado, não sabe nem como foi parar ali em cima. Só que eu sempre fui autocondicionado, reagia automaticamente: levava um soco desses e mesmo sem pensar eu dançava, ou corria, ou me agarrava no sujeito, ou abaixava a cabeça. Eu apanhava volta e meia, mas Sugar Ray, Joe Louis, Rocky Marciano, todos também apanharam. Eles tinham uma coisa que a maioria dos lutadores não têm: capacidade de aguentar em pé até clarear a cabeça. Eu também tinha essa capacidade, e tive de usá-la nas duas primeiras lutas com Joe Frazier.</p>
<div id="attachment_233820" style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233820" class="size-full wp-image-233820" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg" alt="" width="786" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg 786w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-300x163.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-768x418.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-150x82.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 786px) 100vw, 786px" /><p id="caption-attachment-233820" class="wp-caption-text">Ali encara Frazier, em foto promocional de 1974. Foto: Wikipedia</p></div>
<p><em><strong>Mas você era um craque na defesa. Como veio à mente aquela tática para derrotar George Foreman no Zaire, em 1974?</strong></em></p>
<p>Lembro que eu queria tanto recuperar o meu título que enfrentaria George Foreman até numa cabine telefônica. No fim do primeiro round, no entanto, senti que eu não ia aguentar aquele ritmo e que, o George, mais novo, aguentaria do jeito que a luta andava. Se eu fizesse sete ou oito rounds dançando, estaria sem resistência na hora de recorrer as cordas e George me pegaria de jeito. Resolvi ir para as cordas ainda inteiro, e assim fiz com que ele se cansasse. Foreman só sabia fazer isso: levar o outro pro córner e mandar soco. Se já estava fazendo aquilo, não sabia mais o que tentar. Mas achou, sempre, que no próximo round ia me acertar como queria. De repente, percebeu que já tinha jogado tudo e não tinha conseguido nada.</p>
<p><em><strong>Hoje vemos lutadores do UFC bons de briga e de provocações. Gosta de ver seu estilo aplicado pelos mais moços?</strong></em></p>
<p>Não pode haver menosprezo. O pior meio de menosprezar um adversário é não treinar duro para enfrentá-lo. Mas eu gosto de me lembrar do que eu dizia para os oponentes. Antes daquela luta com Foreman, quando o juiz dava instruções, eu avisei a ele: &#8220;Agora você está frito, não pode fugir mais. Está sozinho num ringue com o maior lutador de todos os tempos, meu filho. Desde menino que você me acompanha, quer me derrubar, quer ser o campeão, mas agora eu te peguei, campeãozinho de bosta. Vou te jantar aqui em cima&#8221;.</p>
<p><em><strong>Os melhores momentos de sua vida foram em cima do ringue?</strong></em></p>
<p>Meu maior prazer na vida é não ter nenhum compromisso marcado. Mas isso rarissimamente acontecia. Lutei boxe desde os 12 anos e os treinos eram duríssimos. Mas, quando eu pensava nos meus objetivos e no legado que queria deixar, eu preferia correr aquelas mesmas duas milhas todas as manhãs do que ficar dormindo mais um pouco.</p>
<p><em><strong>Você diria que o boxe está decadente?</strong></em></p>
<p>O boxe nunca vai morrer. A multidão vai aparecer na trilha dos profissionais, os ginásios sempre terão garotos sonhando em ser o campeão. E, de vez em quando, aparecerá um lutador sensacional.</p>
<p><em><strong>Acha que o seu nome vai virar lenda, após sua morte?</strong></em></p>
<p>A lenda de Muhammad Ali já está escrita, eu mesmo a escrevi.</p>
<p><em><strong>Qual foi seu principal ponto forte como atleta?</strong></em></p>
<p>Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?</p>
<p><em><strong>Como você gostaria de ser lembrado?</strong></em></p>
<p>Como um homem negro que ganhou o título mundial dos pesos pesados e que era bem-humorado e que tratava todo mundo bem. Como um homem que jamais tratou alguém de cima para baixo, muito menos os que o admiravam, e que ajudou o maior número de pessoas que lhe foi possível — não só financeiramente, mas na luta pela liberdade, por justiça, por igualdade. Como um homem que jamais feriria a dignidade de seu povo comportando-se de forma a deixá-lo constrangido. E se tudo isso for pedir muito, então acho que gostaria de ser lembrado apenas como o maior campeão do boxe, que se tornou um campeão do seu povo. E nem ao menos me incomodaria se as pessoas se esquecessem de como eu era bonito.</p>
<p>** Para ler mais artigos das <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener">revistas GRACIEMAG, clique aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-legado-e-as-licoes-do-campeao-olimpico-muhammad-ali/">O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Gustavo Dantas destrincha lições para você superar adversidades psicológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2024 00:32:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para conteúdo exclusivo com o melhor do Jiu-Jitsu, assine a revista em formato digital * Nosso GMI no Arizona, Estados Unidos, o professor Gustavo Dantas é especialista na técnica de fortalecer a mente dos atletas da arte suave. Após muitos anos de estudo e experiências práticas,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_229821" style="width: 630px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-229821" class="size-full wp-image-229821" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/12/gd.jpg" alt="" width="620" height="438" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/12/gd.jpg 620w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/12/gd-300x212.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/12/gd-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px" /><p id="caption-attachment-229821" class="wp-caption-text">Professor competidor, GUstavo usa sua experiência nos tatames para ajudar outros atletas. Foto: Mike Calimbas</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #274. Para conteúdo exclusivo com o melhor do Jiu-Jitsu, assine a revista em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Nosso GMI no Arizona, Estados Unidos, o professor Gustavo Dantas é especialista na técnica de fortalecer a mente dos atletas da arte suave. Após muitos anos de estudo e experiências práticas, Gustavo listou e analisou os principais erros que costumam sabotar a mente do lutador de Jiu-Jitsu. E passou a desenvolver soluções muito eficientes para você evitar essas falhas.</p>
<p>Num primeiro momento, o professor da GD Jiu-Jitsu Academy oferece um questionário para que o atleta possa reconhecer algumas características psicológicas a serem aperfeiçoadas. Em seguida, o professor ataca as falhas individualmente, pessoalmente ou via uma série de vídeos desenvolvidos para quem nunca mais quer sofrer “travas mentais” quando estiver sob pressão, seja um competidor ou um praticante com outra profissão desgastante mentalmente. Confira o que aprendemos com Dantas, neste bate-papo.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O que é a pressão psicológica para você, professor, e por que isso ocorre repetidamente no esporte – e até mesmo fora dele?</strong></p>
<p><strong>GUSTAVO DANTAS:</strong> Eu nesses anos todos de estudo aprendi que o principal erro do lutador, e do ser humano de modo geral, esportista ou não, é depositar toneladas de expectativas em algo que a pessoa não tem o menor controle. É aquela neurose típica de concentrar todos os seus pensamentos na vitória, “não posso perder, só posso ganhar”, como se não houvesse outras pessoas com o mesmo objetivo que você, que podem ser mais talentosas ou mais esforçadas que você. A medalha de ouro pode ser um objetivo e até mesmo um sonho, mas não depende somente de você, e sim de uma centena de outros fatores. Eu comecei a aprender sobre isso há décadas. Afinal, precisei entrar em seis campeonatos de Jiu-Jitsu diferentes até conseguir ganhar a primeira luta, a partir da faixa-azul. De travar ali em competições então acho que entendo, pois senti na pele. O que acontecia? A cada nova tentativa, eu entrava com um fardo maior pesando nos ombros e nas costas: “Já perdi aquela, desta vez não posso voltar sem uma vitória pelo menos…” Isso prejudica a cabeça de qualquer pessoa. Claro que eu perdia por uma série de outras falhas técnicas, mentais e de treinamento, mas o melhor caminho para acertar é uma mente leve, sem uma sobrecarga inútil de pensamentos nocivos.</p>
<p><strong>Como esvaziar então a mente?</strong></p>
<p>É um processo constante de limpar a cabeça e evitar que aquelas perguntas fiquem martelando você. Eu chamo esse nosso inconsciente de “passageiro obscuro”, aquela voz que fica ali levantando as questões mais incômodas na hora mais errada: “Será que você é bom o suficiente?”. “Ih, aquele oponente ali vem ganhando tudo, como você vai ganhar dele?”. “E se perder, o povo vai ficar decepcionado contigo, hein…” Há, nesse ponto, uma notícia ruim e uma boa sobre isso: esse “passageiro obscuro” vai ser companheiro para o resto da vida. A boa, no entanto: é possível controlar esse fluxo de dúvidas e questões negativas. O primeiro passo, portanto, é reconhecer a voz prejudicial assim que ela surgir. A partir daí, você passa a gerenciar todas essas emoções. “Peraí, deixa eu administrar aqui esses pensamentos. Isso eu já estou ligado que é besteira, sai. Isso eu arquivo. Isso é o pensamento certo, vou com ele”… Autoconsciência é o segredo. E isso é um processo que você “treina” todos os dias, todas as horas da sua vida.</p>
<p><strong>Ansiedade, tensão, apreensão em excesso… Como ensinar a domar esses obstáculos que estão na vida de qualquer adulto, de qualquer atleta?</strong></p>
<p>O procedimento principal é aprender a aproveitar o momento. Você está com saúde? Tem seu kimono para treinar? Tem um professor? Aprenda a apreciar o que já tem, e os momentos bons. O que atrapalha é focar nos maus sentimentos, e não em tudo de bom ao redor.</p>
<p><strong>Eu sou um lutador que vai competir agora no absoluto, mas estou nervoso demais. O que você me diria?</strong></p>
<p>Quando alguma sombra de dúvida passar pela sua cabeça numa hora decisiva, você precisa ajustar esse problema na hora, como uma mão perigosa que entra na sua gola. “Pare tudo e reflita: você tem o controle sobre o resultado final, sobre o árbitro, sobre o que o rival vai fazer? Claro que não.” E aí é só entrar para realizar o que depende de você, do que você sabe e o que treinou. Só o seu dia a dia, ou seja, o seu processo diário, o que chamo de “agora”, interessa. Alimentação, sono, preparação física são suas chaves do sucesso. O resto virá se você realmente quiser muito.</p>
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<p><strong>É um mecanismo idêntico, portanto, para o cara que luta ou seja lá qual for a profissão dele, certo?</strong></p>
<p>Exatamente, porque a gente vê isso a toda hora. Por que a pessoa talentosa ou sábia trava? Imaginemos um cara que estuda para concurso, está na maior pindaíba, precisa de dinheiro e estudou por meses a fio. Ele não controla se será aprovado ou não, pois há outros concorrentes ali na mesma situação, com o mesmo merecimento. Mas se ele entra para fazer a prova pensando no dinheiro, na obrigação de passar, ele já começa a ver os ombros numa tensão muscular que pesa uma tonelada. Fica branco e a boca seca. E, mesmo sabendo as respostas, a cabeça dele dá branco. Então gerenciar os pensamentos que viajam com você na sua cabeça é fundamental para tudo. E precisamos nos policiar o dia inteiro contra essas negatividades.</p>
<p><strong>A respiração é fundamental?</strong></p>
<p>Sim, quando a negatividade chega, o primeiro passo é estar ligado nisso. O segundo é respirar por um tempo. E voltar para o presente, para o agora. A capacidade de se concentrar no agora, no que você pode realizar neste exato instante, é o grande segredo dos supercampeões de qualquer modalidade, nos personagens célebres de qualquer época.</p>
<p><strong>Qual é, então, a receita principal para ter uma mente positiva e vitoriosa?</strong></p>
<p>Visualize uma chave de campeonato de Jiu-Jitsu, um Mundial: quantos ali estão num estado mental 100% idêntico a um dia qualquer na academia? Poucos? Provavelmente nenhum? Bem, mas se estivessem pode ter certeza de que a atuação desses daria um salto espetacular. Por isso o trabalho mental é importante. Mas o que faz o lutador que sucumbiu à pressão retornar, como eu procurei fazer após minhas derrotas? A vontade de estar lá, o amor por aquilo. O principal é amar o que você faz e ter realmente a vontade de ser melhor a cada dia, sem dar a honrarias e ao reconhecimento um peso excessivo. A partir dessa paixão e certeza do que você ama fazer, você consegue parar, respirar e analisar cada aspecto que possa estar atrasando seu desenvolvimento.</p>
<p><strong>Um dos casos mais comuns que nossa equipe escuta é: “Ih, fulano era muito melhor na academia que nos torneios…”. Ou, porventura, o oposto. O cara comum na academia que virava um leão nos campeonatos. São esses os aspectos que você costuma analisar?</strong></p>
<p>Sim, normalmente os atletas que vêm a mim para afiar o condicionamento mental respondem a uma série de questionários. Por exemplo: ele duvida de sua capacidade? Está preocupado com o que pensam dele? Tem medo de desapontar familiares e equipe? Tem um medo de errar que o paralisa? A alegria de viver do atleta está totalmente ligada ao êxito esportivo? Ele cria rótulos negativos o tempo todo, como “Eu canso em finais”, “Jamais consigo raspar…” Mas a principal pergunta é a última: é sobre o desejo de ser o melhor a cada dia no que faz. Se o camarada tem isso dentro dele, a partir dali a mente dele pode ser blindada contra qualquer fraqueza.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gustavo-dantas-destrincha-licoes-para-voce-superar-adversidades-psicologicas-no-jiu-jitsu/">Gustavo Dantas destrincha lições para você superar adversidades psicológicas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Professor Marcos Escobar relembra o mata-leão que mudou sua vida</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 10:53:16 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237581" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237581" class="wp-image-237581 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI.jpg" alt="O lutador e professor Marcos Escobar, radicado em Miami. Foto: Acervo Pessoal" width="400" height="400" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI.jpg 400w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-GMI-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-237581" class="wp-caption-text">O lutador e professor Marcos Escobar, líder da escola Everyone Jiu-Jitsu em Miami. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi o seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>MARCOS ESCOBAR:</strong></em> Eu sempre gostei de lutas e como muitos da minha geração, era fã de Mike Tyson, Rocky Balboa e Bruce Lee. Pratiquei kung fu e boxe chinês, e gostava muito de artes marciais – mas não conhecia o Jiu-Jitsu. Tive meu primeiro contato “indireto” com a arte uma vez, andando no clube do Fluminense, perto de onde eu morava. Estava acontecendo uma edição da Copa Company. Acho que o ano era 1988 e ali foi a primeira vez que cheguei a ver ao vivo o Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>E como começou sua paixão pelo Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Creio que foi em 1993. Eu estava passando um carnaval em Rio das Ostras com amigos, e um dia na praia fomos brincar de luta na areia. Fui finalizado pelas costas por um amigo, com um mata-leão que desceu amargo. Eu simplesmente não entendi nada do que havia acontecido. Eu não sabia nem o que era dar três tapinhas. Só lembro que eu detestava perder, e ali sujo de areia decidi que precisava aprender aquela modalidade e saber como lutar daquela forma.</p>
<p><strong>Onde começou a treinar?</strong></p>
<p>Assim que voltei ao Rio, perguntei a um grande amigo que morava no meu prédio onde eu poderia ir para experimentar uma aula. Ele já era faixa roxa do mestre Fernando Pinduka e me recomendou duas academias na região: a academia do Dedé Pederneiras no Flamengo ou a do Leo Castello Branco, que acabara de abrir em Laranjeiras. Escolhi a do Castello que era mais perto e após aquela primeira aula me matriculei e nunca mais parei.</p>
<p><strong>Que benefícios o Jiu-Jitsu te traz até hoje?</strong></p>
<p>Acredito que toda e qualquer modalidade esportiva crie uma mudança positiva nas pessoas. Eu já praticava outras artes marciais, fazia polo aquático e sempre fui ativo e saudável. Mas o Jiu-Jitsu fez toda a diferença na minha vida, pois deu uma injeção inexplicável de disciplina, autoconfiança e responsabilidades.</p>
<p><strong>Que tipo de responsabilidades?</strong></p>
<p>Olha, eu passei a fazer questão de me cuidar. Aprender o que comer, ter horário pra cumprir treinos. Meus pais não precisavam me mandar à academia ou me dizer o que comer ou beber para continuar com saúde. Se eu já tinha uma disciplina de família, com o Jiu-Jitsu ela cresceu de forma exponencial e eu passei a saber o que fazer. Foi um desenvolvimento natural e involuntário. <a href="https://www.instagram.com/escobarbjj/" target="_blank" rel="noopener">O Jiu-Jitsu faz isso conosco.</a></p>
<div id="attachment_237583" style="width: 287px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237583" class="wp-image-237583 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar.jpg" alt="" width="277" height="379" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar.jpg 277w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-219x300.jpg 219w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Marcos-Escobar-110x150.jpg 110w" sizes="auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px" /><p id="caption-attachment-237583" class="wp-caption-text">Escobar com o professor Castello Branco.</p></div>
<p><strong>E vale lembrar que isso era o início dos anos 1990&#8230;</strong></p>
<p>Exato, por essa época o esporte era ainda muito amador e bem menos desenvolvido do que nos dias de hoje. Então acredito que todo praticante de Jiu-Jitsu, de alguma forma, passa a se cuidar mais e a viver melhor e de maneira mais saudável. Acredito também, que venha daí o termo <em>“Jiu-Jitsu lifestyle”</em>.</p>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu ajuda famílias inteiras a ter essa tal de qualidade de vida, professor?</strong></p>
<p>Eu acho que saúde e qualidade de vida estão interligadas, mas não são a mesma coisa. Exemplo: você pode ser uma pessoa que adora o que faz. Ama seu trabalho, sua rotina e as pessoas ao seu redor. Não mudaria nada no seu dia a dia. Mas ao mesmo tempo você não se preocupa muito com exercícios, alimentação e suas horas de sono. Seu exames não andam muito bem. Eu diria que você tem uma boa qualidade de vida no que se refere a forma que você vive mas isso não reflete em sua saúde.</p>
<p><strong>E pode haver o camarada saudável sem qualidade de vida, certo?</strong></p>
<p>Isso. É a pessoa que odeia o trabalho, tem uma rotina corrida e está rodeada de gente com quem não se identifica nem curte. Apesar de comer bem, dormir bem e se exercitar, apesar dos exames estarem OK e a saúde lhe parecer boa, sua qualidade de vida não é. Acabamos de sair de um período delicado com a pandemia e as pessoas que não aprenderam ainda a importância de equalizar qualidade de vida com saúde deveriam começar a prestar atenção nisso.</p>
<p><strong>Que ensinamentos você colheu com seus professores e usa até hoje para ajudar a vida dos alunos?</strong></p>
<p>Graças a Deus tive professores e grandes parceiros de treino que, para mim, sempre foram excelentes modelos. Por isso são meus amigos. Além disso, tive um grande aprendizado na faculdade que junto com a experiência de vida, me deu uma visão diferenciada daquilo que eu fazia e queria para meus alunos. Eu estou sempre aprendendo, todos os dias! E sempre procurando melhorar para que meus alunos recebam o melhor produto final. Temos de ver nossa vida como uma balança! De um lado positivo e outro negativo. Se praticarmos mais coisas positivas, o lado positivo pesará mais. O mesmo acontece se praticarmos mais o lado negativo. Já o meio-termo não fará diferença nem moverá a balança. Temos sempre de tentar pesar mais pro lado positivo… Aí sim, teremos mudanças e resultados positivos em nossas vidas.</p>
<p><strong>Quais os planos para o futuro da sua equipe Everyone Jiu-Jitsu, em Miami?</strong></p>
<p>Hoje temos duas academias aqui na Flórida, uma em Miami e outra em Cooper City. São duas academias novas e que ainda estão se estruturando. Passamos maus bocados e sobrevivemos à pandemia que nos afetou demais. Mas hoje já consigo ver um futuro mais promissor. Nossas escolas estão bem montadas, temos um método bem estruturado, com pessoas empenhadas e capacitadas. Temos um trabalho e metodologia bem diferenciados, em especial com as crianças. O mais importante, no momento, é conseguirmos entregar o melhor Jiu-Jitsu possível para cada indivíduo e mudar a vida das pessoas de maneira extremamente positiva.</p>
<p><strong>Há um vídeo com você que bombou na internet. Daquela luta sua com o novato BJ Penn. O que aprendeu ali?</strong></p>
<p>Essa minha luta com o BJ foi uma história curiosa. Na minha cabeça, eu tenho na memória uma luta muito diferente e bem mais rápida do que realmente foi. Achava que eu havia tentado passar e ele me emborcou e pegou. Mas, quando assisti ao vídeo da luta anos depois, percebi que havia sido totalmente diferente. E eu não lembrava de nada daquilo que via no vídeo. Estranho, né? Já cheguei a fazer uma reflexão sobre isso… Na verdade não tenho muita lembrança daquele dia como um todo. Meu irmão me disse uma vez que eu passei mal e vomitei. Cheguei até a teimar com ele que não. Quando encontrei o BJ no Rio uma vez, ele me falou a mesma coisa (risos). Mas não lembro dessa indisposição mesmo. De qualquer forma, foi mais uma guerra pro currículo e mais uma amizade que levo pra vida.<br />
O BJ é um cara sensacional, sempre alto astral e uma fera que não precisa de apresentações. Naquela época, o Jiu-Jitsu era bastante diferente. Lutávamos pela bandeira, íamos para “matar ou morrer” e dávamos nossa vida nos tatames. Boas lembranças, e se tivesse de fazer tudo de novo, faria da mesma forma. Com uma diferença: na certa eu defenderia melhor aquele single-leg!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Very Rare BJ Penn BJJ Match vs Marcos Escobar (BROWN BELT vs BLACK BELT)  &#x1f631;" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/y5XIUVLTK7s?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-marcos-escobar-relembra-o-mata-leao-que-mudou-sua-vida/">Professor Marcos Escobar relembra o mata-leão que mudou sua vida</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Matheus “Mascote” Chedid traça metas para 2024 e relembra armlock marcante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Dec 2023 17:16:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[academia]]></category>
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		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu sem kimono]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Joia da equipe Gracie Barra Westchase no Texas, a fera Matheus “Mascote” Chedid tem tido uma temporada inesquecível, e sonha em chegar voando na elite do esporte. Após ser condecorado com a tão sonhada faixa-preta, o craque da equipe liderada por Ulpiano Malachias ensinou macetes para jovens lutadores e falou com o GRACIEMAG.com sobre suas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-242863 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Matheus-Chedid-em-foto-de-Tyy-682x1024.jpg" alt="" width="650" height="976" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Matheus-Chedid-em-foto-de-Tyy-682x1024.jpg 682w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Matheus-Chedid-em-foto-de-Tyy-200x300.jpg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Matheus-Chedid-em-foto-de-Tyy-768x1153.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Matheus-Chedid-em-foto-de-Tyy-1023x1536.jpg 1023w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Matheus-Chedid-em-foto-de-Tyy-100x150.jpg 100w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Matheus-Chedid-em-foto-de-Tyy.jpg 1066w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>Joia da equipe Gracie Barra Westchase no Texas, a fera <a href="http://Instagram.com/matheus_mascotebjj" target="_blank" rel="noopener">Matheus “Mascote” Chedid</a> tem tido uma temporada inesquecível, e sonha em chegar voando na elite do esporte.</p>
<p>Após ser condecorado com a tão sonhada faixa-preta, o craque da equipe liderada por Ulpiano Malachias ensinou macetes para jovens lutadores e falou com o GRACIEMAG.com sobre suas metas para 2024.</p>
<p>GRACIEMAG: Você ainda lembra de seu primeiro treininho?</p>
<p>MATHEUS CHEDID: Tenho muitas lembranças especiais desse dia. Comecei a treinar aos 12 anos, então faz algum tempo, mas me recordo de como foi estranho usar um kimono pela primeira vez. E, ao mesmo tempo, de como eu me apaixonei pelo esporte logo na primeira aula! O meu primeiro sparring era outro aluno completamente desengonçado, mas extremamente divertido. Acho que foi naquele momento que eu me apaixonei pelo esporte. Eu sei que já queria me inscrever na academia na mesma hora.</p>
<p>Como foi seu tempo de faixa-azul, quando muita gente desiste e outros se tornam fenômenos?</p>
<p>Foi ali que comecei a me tornar um atleta e realmente comecei a entender os conceitos do Jiu-Jitsu. Tive ótimas experiências nessa faixa e foi nela em que eu tive meus primeiros campeonatos internacionais. Creio que foi de fato um ponto de virada na minha carreira.</p>
<p>Como foi parar na GB Westchase?</p>
<p>Eu treinei desde o meu começo no Jiu-Jitsu na mesma academia, a Octógono, até a minha faixa-marrom. Meu mestre, Fred Blum, trabalhou durante muitos anos com o Ulpiano na Gracie Barra, e por causa disso eles têm uma amizade de longa data. Certo dia, Ulpiano mandou uma mensagem para o meu mestre perguntando se ele tinha algum atleta que gostaria de uma oportunidade de viver do esporte nos EUA. Meu mestre, mesmo com diversas opções, me escolheu dentre todos os alunos para me dar essa oportunidade, e pude seguir meu sonho e evoluir como pessoa. Eu decidi encarar o desafio de frente e agora estou vivendo algo com que apenas sonhava há alguns anos. Está sendo incrível, e não vou desapontá-los!</p>
<p>Que dica você dá para os novatos aproveitarem ao máximo cada faixa?</p>
<p>Há diversas dificuldades que precisamos superar em cada uma das faixas. Logo, a dica mais importante que posso dar é focar em pequenas evoluções. Todo pequeno detalhe que a gente aprende é um fator importante no desenvolvimento do Jiu-Jitsu, cada pequeno detalhe vai pouco a pouco nos ensinando a entender mais sobre os diferentes aspectos de cada posição. Além disso, aprender novidades toda semana acaba por ser um grande motivador durante toda a nossa jornada no Jiu-Jitsu.</p>
<p>Quais são suas metas para 2024?</p>
<p>Estrear na faixa-preta com grandes exibições. Minha principal meta é competir no Mundial da IBJJF, tanto de kimono quanto sem kimono, e experimentar como é lutar no mais alto nível do esporte, no palco sagrado da Pirâmide. Venho sonhando com esse momento há muito tempo e vou fazer o meu melhor para mostrar o meu Jiu-Jitsu.</p>
<p>O que de melhor você aprendeu com seus mestres?</p>
<p>Meus mestres sempre foram exemplos para mim em tudo, passei toda a minha adolescência dentro do tatame e formei a minha personalidade e princípios baseado nos exemplos deles. Hoje, o Ulpiano me ensina como assumir as responsabilidades da vida adulta e de como olhar para o futuro. Todos eles sempre me ensinaram muito sobre o esporte e sobre a vida. Sobre como ser uma boa pessoa dentro e fora do dojo. Pois, no fim da história, isso é o que importa. Então faço o que posso para criar um legado do qual vou me orgulhar, e isso aprendi com eles.</p>
<p>Que luta foi a mais memorável de sua trajetória até agora?</p>
<p>Não poderia ser outra além da minha primeira superluta nos EUA, em janeiro de 2023. Fui convidado para competir no Elevate Submission Series e estava muito ansioso para a luta naquele dia, pois não era muito habituado com lutas casadas na época. Felizmente consegui focar a minha mente e logo no começo da luta consegui realizar um armlock voador que simplesmente explodiu nas redes sociais. Sem dúvida nenhuma, é a minha finalização favorita dentre todas as minhas competições.</p>
<p>O que aprendeu de mais valioso ao disputar lutas sem pano depois de anos treinando apenas de paletó?</p>
<p>Quando eu cheguei aos EUA tinha pouca experiência e uma deficiência técnica em diversos aspectos do jogo sem kimono. Porém dei a sorte de estar em uma das melhores academias do mundo nesse ramo, e hoje estou dividindo o tatame com diversos competidores de alto nível, como o Pedro Marinho e muitos outros. Venho aprendendo muito e evoluindo o meu jogo graças a ajuda de todos os companheiros de treino. Sem dúvidas o que aprendi de mais valioso é que não existe um motivo para nos limitarmos a uma modalidade específica – Jiu-Jitsu vai ser sempre Jiu-Jitsu, independente de se estar usando kimono ou não, e eles sempre vão se completar e adicionar mais opções para o seu jogo.</p>
<p>Adaptou-se rápido ao estilo de vida nos Estados Unidos?</p>
<p>O processo de mudança para os EUA é bem complicado e vem com diversos pontos positivos e negativos. Hoje sou capaz de focar completamente no meu trabalho como atleta, enquanto no Brasil eu não tinha essa possibilidade e era necessário conciliar a vida de atleta com outro trabalho.</p>
<p>E a saudade?</p>
<p>Pois é, o lutador que vem do Brasil paga o preço de precisar estar longe das pessoas que ama e de viver em uma cultura diferente. Felizmente tenho o Ulpiano e diversos parceiros de treino que sempre são extremamente solidários e isso ameniza o impacto da situação, mas é um sacrifício necessário, estar longe de pessoas tão especiais para mim, como minha esposa e minha família. Porém, eles nunca deixam de me incentivar, mesmo de longe. Prova disso foi durante a minha graduação para faixa-preta, quando meu pai viajou para o Texas apenas para poder estar presente na minha graduação, e isso é o tipo de momento que não tem preço. Tudo o que faço é para deixar as pessoas que amo orgulhosas, e sei que vou deixar um legado positivo. Quando eu olhar para trás um dia, quero saber que fiz o meu melhor. Cada passo da jornada conta.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Elevate Submission Series 1 Chedid vs Mackenzie" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/bSj7FRsEb40?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/matheus-mascote-chedid-traca-metas-para-2024-e-relembra-armlock-marcante/">Matheus “Mascote” Chedid traça metas para 2024 e relembra armlock marcante</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nicholas Meregali larga na frente dos rivais por conta das provocações? Cavaca analisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2023 13:43:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fenomenal Nicholas Meregali estaria indo contra a corrente do Jiu-Jitsu esportivo tradicional ao apimentar suas lutas com provocações? E se sim, isso é positivo ou nem tanto para o esporte? A convite da equipe GRACIEMAG, o consagrado técnico Rodrigo Cavaca, professor da Zenith em Moema, SP, analisou a vitória de Meregali na prorrogação contra&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O fenomenal Nicholas Meregali estaria indo contra a corrente do Jiu-Jitsu esportivo tradicional ao apimentar suas lutas com provocações? E se sim, isso é positivo ou nem tanto para o esporte?</p>
<p>A convite da equipe GRACIEMAG, o consagrado técnico Rodrigo Cavaca, professor da Zenith em Moema, SP, analisou <a href="https://www.graciemag.com/nicholas-meregali-explica-como-previu-que-finalizaria-preguica-nas-costas/" target="_blank" rel="noopener">a vitória de Meregali na prorrogação contra Felipe Preguiça</a>, em duelo sem pano no UFC Fight Pass Invitational 5.</p>
<p>Confira e comente. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rodrigo Cavaca analisa desfecho de Nicholas Meregali x Felipe Preguiça" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/X_vd_2YZO-g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/nicholas-meregali-ja-larga-na-frente-dos-oponentes-por-conta-das-provocacoes-cavaca-analisa/">Nicholas Meregali larga na frente dos rivais por conta das provocações? Cavaca analisa</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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