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	<title>zona de conforto | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>zona de conforto | Graciemag</title>
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		<title>4 lições que aprendemos com Leandro Lo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2022 16:02:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2015, o eterno ídolo Leandro Lo revelou quatro dicas para os leitores de GRACIEMAG evoluírem física, técnica e mentalmente no Jiu-Jitsu. Relembre a seguir: 1. A zona de conforto é sua maior rival “Você não deve só jogar no seu melhor, tem de resistir a isso e jogar contra o que o seu companheiro&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_201413" style="width: 915px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-201413" class="wp-image-201413 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n.jpg" alt="Leandro Lo celebra em evento da CBJJ, em Barueri. Foto: Flashsport" width="905" height="664" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n.jpg 905w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n-300x220.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n-768x563.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/18194797_1164418890335347_243407499337480438_n-150x110.jpg 150w" sizes="(max-width: 905px) 100vw, 905px" /><p id="caption-attachment-201413" class="wp-caption-text">Leandro Lo celebra em evento da CBJJ, em Barueri. Foto: Flashsport</p></div>
<p>Em 2015, o eterno <a href="http://instagram.com/leandrolojj" target="_blank" rel="noopener">ídolo Leandro Lo</a> revelou quatro dicas para os leitores de GRACIEMAG evoluírem física, técnica e mentalmente no Jiu-Jitsu. Relembre a seguir:</p>
<p><strong>1. A zona de conforto é sua maior rival</strong></p>
<p>“Você não deve só jogar no seu melhor, tem de resistir a isso e jogar contra o que o seu companheiro de treino tem de melhor. Se ele tem uma ótima guarda, tente passar a guarda dele. Se ele passa muito bem, você puxa. É assim que você fica mais habilidoso.&#8221;</p>
<p><strong>2. Saiba jogar em todas as áreas</strong></p>
<p>“Ser capaz de lutar por cima e por baixo é essencial. Você não precisa ser o melhor da academia nos dois aspectos, mas é sempre bom atuar nos dois modos: guarda e passagem de guarda. É preciso treinar até ter uma base segura para não ser raspado, e da mesma maneira afiar a guarda para ser capaz de repor e raspar bem.”</p>
<p><strong>3. A arte de treinar cansado</strong></p>
<p>“Faça todos os treinos na academia sem descansar. Tente treinar sempre com os mais duros, os que trazem mais dificuldades para o seu modo de jogar. Mesmo quando estiver cansado, continue treinando. Não pare de se movimentar quando estiver cansando. Isso vai aumentar seu gás e vai aumentar sua visão de luta.”</p>
<p><strong>4. Lute feliz</strong></p>
<p>“Esteja sempre feliz quando for competir. Esteja ali pela razão de fazer o que você mais gosta, e não por obrigação. Lutar por lutar, estar lá por estar, faz o atleta perder o foco e a luta. Faça tudo com amor e com muita vontade.&#8221;</p>
<p>https://www.youtube.com/watch?v=svxjBiJ2xnU</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/4-licoes-de-jiu-jitsu-que-aprendemos-com-leandro-lo/">4 lições que aprendemos com Leandro Lo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O milagre da rivalidade no Jiu-Jitsu, com André Galvão e Bráulio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 09:18:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre na busca de trazer grandes lições para você, nossa equipe mergulha novamente em nosso baú para recordar as melhores reportagens publicadas na revista de Jiu-Jitsu mais lida do país. Esta semana recordamos o artigo de capa da GRACIEMAG #188, publicada em 2012, com os proveitos que uma rivalidade sadia pode oferecer a quem faz&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_91730" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Braulio-Estima-e-Andre-Galvao-rivais-no-ADCC-2013-1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-91730" class="size-full wp-image-91730" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Braulio-Estima-e-Andre-Galvao-rivais-no-ADCC-2013-1.jpg" alt="Braulio Estima e Andre Galvao rivais no ADCC 2013" width="640" height="426" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Braulio-Estima-e-Andre-Galvao-rivais-no-ADCC-2013-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Braulio-Estima-e-Andre-Galvao-rivais-no-ADCC-2013-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Braulio-Estima-e-Andre-Galvao-rivais-no-ADCC-2013-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-91730" class="wp-caption-text">Braulio Estima e Andre Galvão Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG</p></div>
<p>Sempre na busca de trazer grandes lições para você, nossa equipe mergulha novamente em nosso baú para recordar as melhores reportagens publicadas na revista de Jiu-Jitsu mais lida do país.</p>
<p>Esta semana recordamos o artigo de capa da GRACIEMAG #188, publicada em 2012, com os proveitos que uma rivalidade sadia pode oferecer a quem faz Jiu-Jitsu.</p>
<p>Para ler mais conteúdos exclusivos como este, <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine GRACIEMAG, em formato digital.</a></p>
<p><em><strong><br />
<span style="font-size: 14pt;">O milagre da rivalidade</span></strong></em></p>
<p>Quando Carlson Gracie era jovem, seu pai, Carlos, tinha um jeito bastante curioso para incentivar o filho a fugir da estagnação nos treinos. Carlos anunciava aos jornalistas cariocas que João Alberto Barreto, à época instrutor da Academia Gracie, seria o representante da família para o próximo grande desafio de vale-tudo.</p>
<p>“Isso aconteceu inclusive às vésperas do combate contra o Valdemar Santana. Não tinha cabimento eu lutar contra o Valdemar. Ele tinha vencido o mestre Helio [no histórico combate com duração de 3h45m]. Era um assunto que alguém da família teria que resolver. Mas só de o Carlos sugerir o meu nome, o Carlson passava a treinar feito louco”, recorda Barreto.</p>
<p>Por anos a fio, João Alberto Barreto funcionou como o grande estímulo de aperfeiçoamento técnico para Carlson, aquele a morder seu calcanhar. Um rival. Claro, a relação de amizade entre os dois lutadores nunca foi abalada em razão disso. Era uma rixa tácita, construtiva, e foi assim que a concorrência de Barreto serviu como agente catalisador à expansão do potencial de Carlson, que se firmou ao longo da carreira como um dos maiores campões de sua época, derrotando Valdemar Santana e tantos outros adversários em confrontos épicos.</p>
<p>Visionário e extremamente intuitivo, grande mestre Carlos sabia que uma relação sadia de rivalidade é capaz de contribuir de forma decisiva para a evolução dos praticantes de Jiu-Jitsu. Os anos passaram, o século mudou, Carlos e Carlson já faleceram, mas o “milagre da rivalidade” continua beneficiando atletas em todo o planeta. Veja, por exemplo, o que o jovem faixa-preta Jeff Glover declarou recentemente sobre seu grande rival, Caio Terra:</p>
<p>“De uma forma meio louca, Caio tem incentivado bastante o meu trabalho. Nossa rivalidade chama atenção no mundo do Jiu-Jitsu e isso serve para nos empurrar para frente. Sou muito grato ao Caio, ele me faz buscar aperfeiçoamento, afinal, tenho receio de perder para ele. Eu treino cada vez mais para que isso não aconteça, não quero ser derrotado por ele, Caio é como uma montanha enorme que eu tenho que escalar.”</p>
<p><strong>Vaidade e estagnação</strong></p>
<p>Embora, na teoria, as relações de rivalidade sejam benéficas para o progresso dos praticantes de Jiu-Jitsu; na prática, há uma muralha de cabreirismos e hesitações que faz com que muitos praticantes evitem o enfrentamento. Em outras palavras, não é todo mundo que sabe lidar de forma proveitosa com uma relação de rivalidade, seja ela entre companheiros de treinos (como no caso de Carlson e João Alberto) ou entre lutadores de academias diferentes (feito Glover e Terra).</p>
<p>Muitas vezes, em vez de estimular crescimento e motivar o esforço nos treinos, a figura do rival causa pânico, bloqueios, afastamentos e desistências. Sim, há quem abandone o esporte por conta dessa incapacidade de se expor à possibilidade de perder para um rival. Em grande parte dos casos, essa incapacidade está ligada a um pecado capital: a vaidade.</p>
<p>“Muita gente não aceita perder nem em treino”, lamenta o faixa-preta Léo Nogueira. “Ganhar ou perder de um companheiro de time, que mal tem? O diferencial para evoluir e se tornar um campeão é justamente não se guardar. É treinar cansado, passar perigo. Treinar inteiro é fácil, quero ver treinar exausto.”</p>
<p>GRACIEMAG garante: se o praticante de Jiu-Jitsu mudar a maneira de ver o enfrentamento com o rival, se em vez de buscar a vitória, o lutador passar a perseguir apenas o aprendizado, tudo ficará extremamente mais fácil e prazeroso. “A pressão em ter que vencer um rival pode simplesmente implodir um lutador”, analisa Rickson Gracie. “Faça o máximo que puder e saiba que o resultado final não depende apenas de você. É assim que tiro a pressão do meu cotidiano. Só vou fazer o que for possível, o que não for possível já está resolvido. Qualquer que seja o resultado eu vou voltar para casa satisfeito”, conclui Rickson.</p>
<div id="attachment_10744" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/braulio-galvao-1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10744" class="size-large wp-image-10744" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/braulio-galvao-1-819x1024.jpg" alt="" width="650" height="813" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/braulio-galvao-1-819x1024.jpg 819w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/braulio-galvao-1-240x300.jpg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/braulio-galvao-1-768x960.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/braulio-galvao-1-120x150.jpg 120w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/10/braulio-galvao-1.jpg 960w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-10744" class="wp-caption-text">O famigerado triângulo invertido de Braulio sobre Galvão, no ADCC 2009. Foto: Arquivo GRACIEMAG</p></div>
<p>Flávio Canto é um ótimo exemplo de lutador que não se deixa paralisar pela pressão e pelo medo de enfrentar um rival. Canto vivencia isso com a alegria e com o entusiasmo de estar sempre aprendendo. O craque chega ao extremo de ensinar, em detalhes, seus golpes mais fortes para os rivais. “Sempre ofereci o meu conhecimento para os adversários. Claro que muitas vezes não consegui mais pegá-los nos golpes e técnicas que lhes ensinei. Não importa. Isso fez com que eu tivesse que me aperfeiçoar ainda mais para conseguir vencê-los. Ou seja, se você ensinar seus pontos fortes para seus parceiros de treino e adversários, será obrigado a evoluir.”</p>
<p><strong>Como identificar um rival</strong></p>
<p>A figura de um rival não pode ser confundida com a de um “adversário qualquer”. Por exemplo: o faixa-roxa que você vence a toda hora nos treinos não é capaz de estabelecer com você uma relação de rivalidade. Esse faixa-roxa não é capaz de tirar você da zona de conforto, não adrenaliza um embate. Rival é o avesso disso, é aquele oponente que de alguma forma consegue alfinetar a sua confiança. É aquele que tem potencial para sobressair num confronto contra você. Claro, essa relação de rivalidade se acirra ainda mais caso haja uma grande recorrência de confrontos entre vocês, em circunstâncias especiais, como por exemplo, num desafio evolvendo milhares de dólares, na superluta do maior evento de submission do planeta.</p>
<p>É o caso de André Galvão e Bráulio Estima, dois astros do Jiu-Jitsu que vão se enfrentar na superluta<br />
do ADCC 2013. O mundo das artes marciais está ansioso para assistir ao confronto desses dois guerreiros, cuja relação de rivalidade serve como modelo e guia para esta reportagem, afinal, André e Bráulio se permitem usufruir das benesses da competitividade amigável e proveitosa que travam entre si.</p>
<p>“Graças a Deus eu sofri aquele triângulo invertido do Bráulio no ADCC 2009”, diz Galvão. “Agradeço por aquilo ter acontecido na minha vida, pois me ajudou a não querer mais aquilo pra mim e me deu muita vontade de voltar a vencer, em vez de simplesmente desistir.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Andre Galvao VS Braulio Estima / World Championship 2008" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/X4m2FDkmzV4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Galvão e Bráulio se enfrentaram duas vezes. Na primeira vez, deu Galvão, num combate eletrizante na final da categoria meio-pesado do Mundial 2008. “Tudo começou ali”, lembra André. “A luta foi muito boa, estudei muito o jogo do Bráulio naquele ano.”</p>
<p>No segundo embate, no ADCC 2009, Bráulio derrotou Galvão de forma esplêndida, recorrendo a um triângulo invertido que acabou estampado na capa da GRACIEMAG #153. Tal acontecimento, capaz de traumatizar muitos lutadores, teve o tal “efeito catalisador” em Galvão. O craque treinou até não poder mais, melhorou seu poder cardiovascular, aperfeiçoou a técnica, caçou a superação de forma implacável. No ADCC seguinte, edição de 2011, André se sagrou campeão no peso e no absoluto, dando a volta por cima, e aparecendo na capa da GRACIEMAG #176, desta vez com uma imagem vitoriosa, a qual ele teve o maior orgulho de enquadrar e pendurar na parede.</p>
<p>Bráulio sabe que Galvão está vindo num ritmo frenético para enfrentá-lo em 2013, o que obriga o Carcará a treinar cada vez mais para conter o ímpeto do rival. E é assim que a dinâmica da boa rivalidade fomenta a evolução de ambos os faixas-pretas.</p>
<p>“O Galvão me obriga a treinar diversos fundamentos específicos, como, por exemplo, a defesa para o armdrag”, analisa Bráulio. “O armdrag é uma das técnicas mais perigosas do Galvão, ele faz com muita eficiência, e termina o movimento grampeado nas costas do adversário. Aliás, foi assim que eu perdi para ele naquele Mundial de 2008, com um estrangulamento pelas costas.”</p>
<p><strong>Jamais escolha treinos! </strong></p>
<p>GRACIEMAG vê extrema importância nessa perspectiva de grande aprendizagem a partir do cultivo da figura do “bom rival”. Queremos banir da vida de nossos leitores a cultura de “escolher adversários” e se manter confortável treinando ou competindo apenas contra aqueles que são derrotados facilmente.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="ADCC 2009 87 9 kg Final   Braulio Estima VS Andre Galvao" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/7qWCJnC_kuw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“Se você escolhe treinos na academia, você vai ficar sempre na estaca zero. Os desafios começam nos treinos com seus companheiros. Aquele cara que tem guarda chata, aquele que amassa por cima, aquele que te pega sempre&#8230; Esses são os caras que você deve sempre chamar para treinar e tentar achar uma melhora a cada dia. Essa é a minha filosofia, é o jeito que eu aprendi e fiz”, ensina Galvão.</p>
<p>“Concordo com o André, mas vale lembrar que também pode ser produtivo treinar com colegas de nível técnico inferior ao nosso”, pondera Bráulio. Só vai depender da sua criatividade, leitor, em transformar um “treino fácil” num “treino instigante”. Por exemplo, você pode deixar um colega menos graduado encaixar uma chave de braço em você. A partir dessa situação, treine a mecânica das defesas para tal chave. Que tal?</p>
<p>“Pelo fato de eu ser da primeira geração da Gracie Barra PE, poucos me amassavam no time, então eu e meu professor Zé Radiola bolávamos treinos específicos para eu evoluir”, recorda Bráulio.</p>
<p>Criatividade, portanto, está entre as virtudes que o praticante de Jiu-Jitsu não pode abrir mão. A outra virtude fundamental tem a ver com a humildade em querer estar sempre aprendendo. Junte a esses dois elementos um bocado de disposição e pronto. O progresso do lutador de Jiu-Jitsu virá naturalmente. Os campeões garantem!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="ADCC Beijing 2013 - Andre Galvao Vs. Braulio Estima - Superfight 2013" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/Gui5wWJA4gI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-milagre-da-rivalidade-no-jiu-jitsu-com-andre-galvao-e-braulio-estima/">O milagre da rivalidade no Jiu-Jitsu, com André Galvão e Bráulio</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jiu-Jitsu, a arte de sobreviver aos obstáculos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 11:31:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Se o faixa-preta é um faixa-branca que não parou de treinar, um mestre de Jiu-Jitsu pode ser visto como um ícone de perseverança. Mas não se engane: o faixa-branca e o faixa-vermelha sempre terão ao menos uma coisa em comum: a necessidade de saltar vários abismos e obstáculos para sobreviver nos treinamentos. Quem garante&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222016" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsApp-Image-2020-03-20-at-13.25.55.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222016" class="size-large wp-image-222016" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsApp-Image-2020-03-20-at-13.25.55-1024x768.jpeg" alt="" width="650" height="488" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsApp-Image-2020-03-20-at-13.25.55-1024x768.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsApp-Image-2020-03-20-at-13.25.55-300x225.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsApp-Image-2020-03-20-at-13.25.55-768x576.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsApp-Image-2020-03-20-at-13.25.55-150x113.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsApp-Image-2020-03-20-at-13.25.55.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-222016" class="wp-caption-text">Foto de Reginaldo Almeida para GRACIEMAG</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se o faixa-preta é um faixa-branca que não parou de treinar, um mestre de Jiu-Jitsu pode ser visto como um ícone de perseverança. Mas não se engane: o faixa-branca e o faixa-vermelha sempre terão ao menos uma coisa em comum: a necessidade de saltar vários abismos e obstáculos para sobreviver nos treinamentos.</p>
<p>Quem garante é mestre Carlos Rosado, notório aluno de Carlson Gracie. Ele, que segue vestindo o kimono diariamente, lembra com bom humor de uma época, décadas atrás, em que andou afastado do Jiu-Jitsu. “Eu via o Carlson se aproximando e me escondia, trocava de calçada em Copacabana para não ter de dar mais desculpas. Até que me organizei e voltei a treinar, e sou grato até hoje. Noventa por cento dos alunos que eu tive pararam. Depois se arrependem, mas não há como recuperar o tempo perdido”, diz mestre Rosado.</p>
<p>“Motivo para não ir treinar é o que mais existe, são milhões, e cada pessoa vai ter um ótimo. Tudo é razão para sumir da academia. Motivo para treinar só existe um: o benefício que o Jiu-Jitsu leva à pessoa. É esse motivo que tem de prevalecer. O valor do Jiu-Jitsu é incalculável, cabe ao praticante se ater a isso e não faltar”, lembra o faixa-vermelha.</p>
<p>Para perseverar é preciso determinação e paciência. Entender que o Jiu-Jitsu oferece seus dividendos diariamente, mas especialmente ano a ano, década a década. É um esporte para a vida toda. Mas como aproveitá-lo e não desistir precocemente? GRACIEMAG coletou os ensinamentos mais valiosos para o leitor que um dia cogitou largar o kimono no fundo do armário. Confira!</p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #216. Para ler mais conteúdos como este assine a revista mais tradicional do planeta.</em></strong></a></p>
<p><strong>O MEDO<br />
</strong>É a primeira ameaça ao praticante que sonha com uma vida melhor, mais saudável, e de preferência com a faixa-preta na cintura. O primeiro passo é entender que o medo não é um adversário a ser aniquilado, e sim um aspecto da vida com que precisamos aprender a conviver. “Medo todos nós temos”, ensina Rickson Gracie, “a diferença é que o covarde não é capaz de controlá-lo”. O medo vai acompanhá-lo até a faixa-preta e além: primeiro vem o temor de vestir o kimono pela primeira vez, depois o pavor do amasso, o medo de perder para aquele mesmo colega sempre&#8230; O medo será seu companheiro de jornada, e não uma sombra. A questão essencial: o medo manda em você ou é você que domina e manda nos seus instintos?</p>
<p><strong>FALTA DE APOIO EM CASA</strong><br />
Hoje faixa-preta consagrado, o astro do UFC Demian Maia precisou sobreviver a diversos obstáculos até se tornar professor. Dono de academia em São Paulo, o que o deixa mais triste é quando um aluno ou aluna abandona os treinos após começar um namoro, ou um casamento. “Parar de ir treinar porque um(a) namorado(a) não gosta que a pessoa chegue tarde da academia é a razão mais boba e que mais me incomoda. Acho paradoxal a pessoa deixar de fazer algo que gosta por imposição de uma pessoa que, teoricamente, a ama, e deveria ficar feliz de ver o parceiro fazer algo saudável e prazeroso”, aconselha Demian. Convença seu amor de que a arte suave é saudável para ambos e para a relação. E leve-o para a academia também.</p>
<p><strong>GRANA CURTA</strong><br />
O custo da mensalidade pode ser um obstáculo angustiante durante sua jornada no Jiu-Jitsu. Mas pode ser vencido por quem realmente quer treinar. Converse com seu professor, exponha seu problema antes de abandonar a academia. Dinheiro foi um problema para Demian Maia em seu começo de carreira, e olha onde ele está hoje: “Como eu sempre quis ser profissional, o mais difícil eram os custos com viagens para competir. Os bons campeonatos eram todos no Rio, e o dinheiro do ônibus e da comida já era apertado, eu não tinha condições de pagar estadia. Tive a sorte de ter um amigo de escola, o Rubens, cujo pai morava no Rio, e eu dormia na casa dele. Fiquei lá dezenas de vezes. Inclusive quando meu amigo não podia ir eu ligava e o pai sempre me recebia. Sou muito grato a eles, não sei se conseguiria chegar aonde cheguei sem essa ajuda”, recorda o astro do UFC. Conte com amigos. Gratidão e acolhimento também fazem parte da cultura do Jiu-Jitsu.</p>
<div id="attachment_221896" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221896" class="size-large wp-image-221896" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-1024x695.jpg" alt="" width="650" height="441" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-1024x695.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-768x521.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-150x102.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2.jpg 1042w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-221896" class="wp-caption-text">Os desafios de manter o Jiu-Jitsu ativo em tempos de crise. Foto e arte: Reginaldo Almeida para GRACIEMAG</p></div>
<p><strong>ESTAGNAÇÃO TÉCNICA</strong><br />
Todo aluno chega a uma encruzilhada no Jiu-Jitsu, uma estrada cheia de poeira onde um corvo sentado na placa costuma berrar: “Como você é ruim! Desista disso!”. Ignore a ave de mau agouro metafórica. Em 99% dos casos, o que o praticante vê como estagnação é tão-somente o curso natural do Jiu-Jitsu, uma fase em que os colegas de treino mais novatos começam a melhorar, ganhar casca e endurecer o treino. O ideal nesta fase é não pensar nos resultados de treinos na academia, e refletir: “O que eu sabia executar no início, como faixa-branca? O que eu sei hoje?”. A constatação provável é que seu corpo, sua mente e sua técnica evoluíram bastante. Não desanime e siga em frente, e as mudanças vão certamente acompanhar você. Em breve, você vai estar amassando todo mundo novamente – se não desistir.</p>
<p><strong>CONTUSÕES E DORES CRÔNICAS</strong><br />
O Jiu-Jitsu envolve o corpo todo, e por isso as contusões podem aparecer ao longo do tempo. O segredo para sobreviver a este obstáculo é seguir um conceito essencial da arte suave: “Pintou um problema? Resolva o problema imediatamente, não deixe o problema crescer”. Isso vale para uma pegada incômoda na sua gola ou para uma dorzinha que persiste. Converse com um especialista no assunto (em toda academia tem um médico), dê um tempo ao seu corpo para se recuperar, contra-ataque as dores com alimentação natural e tratamento adequado. O inimigo das contusões vale ser aniquilado na raiz. Para isso, antes que ele apareça faça uso também de musculação, aquecimento apropriado (chegue cedo no treino), alongamento, ioga, natação, pilates, o que cair melhor para você. Cálcio, magnésio e outros mineiras podem ajudá-lo a se defender das lesões e acelerar a cura. “Malhação é importante”, prega o professor Jefferson Moura. “Quem luta Jiu-Jitsu deve fortalecer toda musculatura que envolve as articulações, mas ao meu ver o principal conjunto é o dorsal, das costas, e a musculatura paravertebral”.</p>
<p><strong>DESGASTE MENTAL</strong><br />
Após anos e anos comendo o tatame, tanto o praticante pode ser acometido pelo desgaste e pelo estresse. Não se trata de um cansaço físico, mas emocional, de fazer a mesma coisa por décadas a fio, entre as mesmas quatro paredes. É um obstáculo, na realidade, existente em qualquer esporte: “Teve uma época em que perdi a motivação de competir, passei a achar meio idiota usar todo meu tempo para jogar alguém de costas no chão”, disse-nos certa vez o judoca Flávio Canto (GRACIEMAG #92), que ao vencer esta fase viveu seus melhores dias como lutador. O segredo é alternar o treino com sessões sem kimono e com atividades prazerosas ao ar livre, em meio à natureza. De preferência, procure sempre atrair amigos novos para o convívio na academia, o que vai renovar as turmas, aumentar o clima de camaradagem no treino e quebrar a monotonia.</p>
<div id="attachment_222018" style="width: 837px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222018" class="size-full wp-image-222018" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/01.jpg" alt="" width="827" height="601" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/01.jpg 827w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/01-300x218.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/01-768x558.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/01-150x109.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 827px) 100vw, 827px" /></a><p id="caption-attachment-222018" class="wp-caption-text">Foto: Luca Atalla</p></div>
<p><strong>O EGO E AS DERROTAS</strong><br />
Todo praticante um dia vai sofrer um amasso desconcertante. O segredo para não sucumbir ao trauma de uma grande derrota é entender que más atuações fazem parte da vida. “No Jiu-Jitsu você não perde. Ou você ganha ou você aprende”, pregava grande mestre Carlos Gracie. A lição é encarar o sufoco como um degrau rumo ao aprendizado, como a consequência de um erro passível de corrigir. Trabalhe sua falha mais recorrente, participe de seminários, intercâmbios e aulas particulares para acelerar o progresso. “Como professor, vejo que o maior desafio dos alunos é vencer o ego. Para uma criança, perder ou ganhar nos treinos é brincadeira. O adulto perde esse sentimento”, diz Rafael “Gordinho” Correa. O irmão de Roberto Gordo ensina a lidar com o revés, nos treinos e em campeonatos. “Derrotas acontecem. O segredo talvez seja jamais culpar os outros. Sempre culpei a mim mesmo, e não aos companheiros, árbitros ou professores. Quando se puxa a culpa para si, você passa a pensar objetivamente no que precisa melhorar”. Faça uma lista dos seus objetivos no Jiu-Jitsu: perder peso? Aprender a se defender? Fazer amigos? Ganhar coragem? Levar a equipe ao triunfo? Ser o melhor lutador do mundo? Vai então perceber que ganhar ou perder no treino é microscópico perto da realização de um sonho. Volte no dia seguinte e aceite que a sua perícia nos tatames se desenvolve progressivamente, numa perspectiva de longo prazo. “No Jiu-Jitsu você tem de ser o prego por muito tempo, antes de querer ser o martelo”, ensina Renzo Gracie.</p>
<p><strong>PREGUIÇA</strong><br />
Matar o treino por pura preguiça talvez seja o pecado capital do praticante de Jiu-Jitsu. É preciso ter em mente que treino adiado é treino perdido para sempre, e que as faltas sucessivas minam seu progresso. Para o campeão Robert Drysdale, o segredo é não pensar muito na hora de botar o kimono na mochila: “Jiu-Jitsu para mim é algo divertido, mas ao mesmo tempo encaro quase como obrigação. Nunca me dou a opção de ir ou não treinar. Simplesmente vou”.</p>
<p>Com o tempo e os anos passando, a preguiça pode se tornar um monstro, como atesta o professor Alexandre &#8220;Gigi&#8221; Paiva: “Quando a gente vai ficando velho, fica com mais preguiça de fazer as coisas. Fazer uma atividade com prazer é o melhor jeito de ficar bem fisicamente”. Mentalize o prazer que o Jiu-Jitsu dá, os ganhos e benefícios para o seu corpo e espante a moleza. Alterne os treinos com uma excelente preparação física, de preferência ao ar livre para espairecer.</p>
<p><strong>DESESTÍMULOS NA ACADEMIA</strong><br />
Alguns alunos, em especial iniciantes, podem se sentir desestimulados de acordo com a atenção (ou não) que os instrutores aparentemente lhe dão. O curioso é que isso pode ser causado por percepções extremas. Uns sentem que os instrutores “não estão nem aí” para ele, e outros que o professor “pega no seu pé”. Nesses casos, o aluno passa a se ver como um fardo para os mestres e colegas e pode acabar por abandonar a academia. Duas dicas: se você acha que o professor não está prestando atenção a você, pode acreditar que muito provavelmente ele está, bem mais do que você pensa. Os elogios virão com o tempo, se você se esforçar. Se o professor estiver pegando no seu pé, agradeça, pois ele pode estar apostando alto em você. O importante é relaxar e seguir treinando, procurando sempre manter o bom clima com os parceiros de treino. Para isso, procure não comentar treinos. “Eu jamais comento resultado de treino nem com meu irmão ou meu pai”, ensina Flávio Canto.</p>
<div id="attachment_222020" style="width: 815px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222020" class="size-full wp-image-222020" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/02.jpg" alt="" width="805" height="520" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/02.jpg 805w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/02-300x194.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/02-768x496.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/02-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 805px) 100vw, 805px" /></a><p id="caption-attachment-222020" class="wp-caption-text">Até o astro Anderson Silva se afastou dos treinos por motivos financeiros. A ajuda dos amigos, como os irmãos Nogueira, foi essencial para construir o campeão. Foto: Gustavo Aragão</p></div>
<p><strong>MUDANÇA E DISTÂNCIA GEOGRÁFICA</strong><br />
É difícil crer que você vive num local que ainda não tenha um dojô por perto, mas pode acontecer. O remédio para isso é logo arrastar um colega de trabalho ou de estudo para o mundo do Jiu-Jitsu, assim vocês podem dirigir/viajar juntos para a academia mais próxima. Nos dias em que isso não for possível, vocês podem arrumar um espaço para treinar um com o outro na sua localidade. Pode ocorrer também de você treinar há anos numa academia e ser obrigado a se mudar, e não se adaptar às novas escolas do lugar. Cabe a você ajustar o foco: você não será obrigado a mudar de mercado, empresa e banco? Por que não aceitar a importância do Jiu-Jitsu em sua vida e se ajustar ao novo lugar? Lembre que os treinos e sua saúde estão em primeiro lugar.</p>
<p><strong>PRESSA &amp; PRESSÃO</strong><br />
Se o praticante exagerar e puser a faixa-preta como único objetivo ao treinar, e ficar pensando apenas na faixa-preta, o sonho pode começar a ganhar um peso difícil de carregar. Em vez de se concentrar nas técnicas e na evolução pessoal, o aluno começa a pensar em mudar de academia, em achar um mestre mais generoso com graduações. É quando a pressa e a pressão tomam o lugar do prazer. Lembre que você procurou uma academia de Jiu-Jitsu para adquirir conhecimento, não uma faixa para satisfazer o ego. A arte suave é para o longo prazo, como ensinou Saulo Ribeiro: “Não importa se você a receber em quatro ou 15 anos. De qualquer maneira, você vai passar o resto da sua vida com a faixa-preta amarrada à sua cintura. Construir a faixa-preta é o que realmente importa”.</p>
<p><strong>SÍNDROME DO NINHO REVIRADO</strong><br />
Algumas aves, quando percebem que seu ninho foi remexido e os ovos tocados enquanto elas buscavam alimento, jamais retornam e vão fazer morada em outro canto. Por contusão, mudança ou filhos, muitos lutadores se veem obrigados a passar uns meses ou mesmo anos longe da academia. É quando pode ocorrer a síndrome do ninho revirado: os treinos e o clima não são mais como ele deixou. Os sparrings evoluíram e hoje o esmagam. O professor talvez não o mime tanto. A academia ficou mais cheia, ou mais vazia. Se o praticante decidir ficar nostálgico demais, ou vaidoso demais, corre o risco de parar de treinar. O macete é reconquistar seu espaço aos poucos, agradecer pelo sufoco que os velhos amigos agora lhe impõem e seguir sua jornada rumo à almejada faixa-preta. Caso o desconforto seja insuportável, tudo bem: Jiu-Jitsu em primeiro lugar. Arrume outro ninho similar e continue treinando.</p>
<p><strong>DESORGANIZAÇÃO E FALTA DE TEMPO</strong><br />
O fato de você ser desorganizado em vários aspectos da sua vida não é razão para deixar o Jiu-Jitsu. Pelo contrário: sua assiduidade, pontualidade e respeito pelo horário dos outros vão aumentar com os anos de treinos. Seu dia anda atribulado demais para o Jiu-Jitsu? Veja o que diz o faixa-preta Bruno Fernandes: “O dia tem 24 horas, há tempo de sobra para dar um treino. De mais a mais, se você não consegue reservar uma hora do seu dia para fazer aquilo que ama, há alguma coisa muito errada com sua rotina e sua vida”, afirma o professor do astro canadense GSP.</p>
<div id="attachment_222022" style="width: 977px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222022" class="size-full wp-image-222022" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/03.jpg" alt="" width="967" height="690" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/03.jpg 967w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/03-300x214.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/03-768x548.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/03-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 967px) 100vw, 967px" /></a><p id="caption-attachment-222022" class="wp-caption-text">Foto: Gustavo Aragão</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-a-arte-de-sobreviver-aos-obstaculos/">Jiu-Jitsu, a arte de sobreviver aos obstáculos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A arte de espantar a zona de conforto, com Cristiano &#8220;Titi&#8221; Lazzarini</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 14:32:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #272. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Ao abraçar o MMA e a carreira sem kimono no início dos anos 2000, Cristiano Lazzarini ficou conhecido pelos torcedores por sua pressão em pé&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_211112" style="width: 760px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-211112" class="size-full wp-image-211112" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1.jpg" alt="" width="750" height="513" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1.jpg 750w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a><p id="caption-attachment-211112" class="wp-caption-text">Cristiano Titi, nosso GMI da BH Rhinos. Foto; Arquivo Pessoal</p></div>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #272. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Ao abraçar o MMA e a carreira sem kimono no início dos anos 2000, Cristiano Lazzarini ficou conhecido pelos torcedores por sua pressão em pé e sua guilhotina. Na academia, contudo, o “Titi” da Gracie Barra-BH é muito mais que um caçador de pescoços. “Entre todos os meus alunos, o Titi é um dos que possui o jogo mais completo”, atesta Vinicius “Draculino” Magalhães, fundador e líder do time de Belo Horizonte, que em 1995 começou a ensinar aquele praticante de muay thai a lutar no chão. “O Titi por cima é conhecido, mas também tem uma defesa por baixo ótima, tem gás, calma durante a luta&#8230; E é um cara que treina incansavelmente até hoje”.</p>
<p>A equipe GRACIEMAG foi bater um papo com Cristiano, hoje professor da BH Rhinos em Belo Horizonte, para entender como funciona a mente do lutador que detesta a temida “zona de conforto”, e não para de evoluir jamais.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Qual é o papel da cabeça do lutador que quer se tornar completo, que não limita seu jogo nem pensa em conforto?</strong></p>
<p><strong>CRISTIANO “TITI” LAZZARINI:</strong> O principal é traçar metas inteligentes para o seu treinamento, preparação e alimentação – e cumpri-las à risca. Um exemplo: na época em que eu estava treinando para o MMA, eu planejei fechar minhas terças e quintas com um treino de escadaria, nove da noite. Chegou numa quinta, eu tinha acabado de dar aulas e me vi esgotado – e não fui. Decidi ir para casa, comer e descansar. Fiz o meu rango, deitei na cama, e quando deu umas onze da noite, aquilo começou a me incomodar demais, me achei um cabeça fraca por não ter ido. Pus na hora o tênis, desci para a ladeira íngreme perto da minha casa e fui correr: era meia-noite e eu estava lá, subindo dez vezes correndo a ladeira. Depois dormi em paz.</p>
<p><strong>Como um praticante deve perseguir diariamente o tal “Jiu-Jitsu completo”?</strong></p>
<p>Para isso é vital treinar todos os fundamentos básicos do Jiu-Jitsu. É o primeiro grande passo, afinal ninguém começa construindo uma casa pelo telhado. Vejo vários graduados fazendo posições mirabolantes e acho que elas têm seu lugar, mas não adianta isso se, quando forem exigidos, eles não souberem executar o básico que salva. O Jiu-Jitsu fundamental deve ser muito bem aprendido, para que seja bem ensinado. E é o básico que ajuda a gente a se virar em qualquer sufoco.</p>
<p><strong>Como eram seus treinos diários?</strong></p>
<p>Eu acho que na academia o principal mandamento é treinar sem motivação de ganhar. Obviamente que, se o treino for de elite, com companheiros de competição e com um cara do seu peso e nível, vale treinar para ganhar. Mas ninguém deve treinar pela vaidade de finalizar os menos graduados ou caras que sejam mais leves ou menos técnicos, ou que não estejam na mesma “pegada” que você. Em vez de passar uma hora ali amassando novatos, apenas em posições confortáveis, recomendo que o aluno seja objetivo. Isto é, que use o ponto forte de cada companheiro da academia&#8230; Se um camarada sabe derrubar, troque em pé com ele; se ele tem uma passagem forte, teste sua guarda e raspagem contra o cara&#8230; Isso é o que nos faz evoluir, e saber se virar seja qual for o jogo do adversário. Se durante esse caminho você batucar, for raspado, tomar uma queda ou tiver a guarda passada, lembre-se: o verdadeiro campeão se testa o tempo todo no campo de batalha.</p>
<p><strong>Você sempre tirou suas dúvidas?</strong></p>
<p>Sim, acho que um dos segredos do Jiu-Jitsu é estar atento. Procure ouvir seu mestre! Pergunte, questione, seja interessado quando ele estiver mostrando alguma posição ou algum detalhe específico. Não fique distraído ou tenha a soberba que sabe tudo – o atleta esperto aprende até com um faixa-branca mesmo sendo um faixa-preta. Procure sempre um graduado por perto e tire todas as suas questões na hora.</p>
<p><strong>E a parte de quedas, como foi seu caminho para ser bom derrubador?</strong></p>
<p>Eu comecei criança no judô, mas depois de anos de Jiu-Jitsu percebi que estava ficando defasado. O que fiz? Bati lá no Minas Tênis Clube e pedi para treinar com os melhores judocas da cidade. Jamais fazia chão com eles, eu queria era aprender com eles a resistir às quedas. Assim, quando enfrentava um não especialista, era muito mais fácil quedar. Muitos lutadores de Jiu-Jitsu não gostam de treinar esse fundamento, mas mesmo que o camarada tenha uma guarda praticamente intransponível, em algum momento vai precisar ter a opção de cair por cima. Todo campeão que desejar ser o número um, portanto, precisa treinar em pé.</p>
<p><strong>Você continua treinando em alto nível, tanto que em 2014, mesmo como master 3, foi campeão brasileiro no peso e absoluto sem kimono – no adulto! O que recomenda para o praticante que deseja turbinar o gás?</strong></p>
<p>É preciso realizar uma preparação física boa – útil também para evitar contusões e aumentar sua força e resistência para fazer tudo que sua cabeça mandar na hora do combate. Com o físico em dia, a mente flui na hora H. A preparação mental é outro aspecto muito importante. Costumo falar para meus alunos que no campeonato o pensamento tem de ser o seguinte: “Nada vai me tirar do meu objetivo hoje! Nada! Eu vim para vencer! Fome, cansaço, insegurança, receio, números de lutas, espera, torcida&#8230; Nada vai tirar meu foco!” O lance é entrar numa bolha de concentração e fazer tudo o que você treinou da maneira mais perfeita possível, sem errar. O resultado é consequência.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-espantar-a-zona-de-conforto-com-cristiano-titi-lazzarini/">A arte de espantar a zona de conforto, com Cristiano “Titi” Lazzarini</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Os ensinamentos de um treinador vencedor como poucos</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 13:01:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ele conquistou todos os troféus possíveis no seu esporte, e não bastasse, é um grande fã de Rickson e da família Gracie. Bernardinho Rezende, de 51 anos, treinador há 20, dono de mais de 30 títulos importantes no voleibol, recebe até 35 mil reais por palestras, cujo tema é quase sempre o mesmo: estratégias e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ele conquistou todos os troféus possíveis no seu esporte, e não bastasse, é um grande fã de Rickson e da família Gracie.</p>
<p>Bernardinho Rezende, de 51 anos, treinador há 20, dono de mais de 30 títulos importantes no voleibol, recebe até 35 mil reais por palestras, cujo tema é quase sempre o mesmo: estratégias e táticas para ser um supercampeão.</p>
<p>Em entrevista recente à repórter Milly Lacombe, na revista &#8220;Gol&#8221;, o técnico da seleção brasileira ensinou como faz para viver da sua paixão, o vôlei, e enumerou alguns tópicos importantes para quem ser bem-sucedido nos treinos e competições. GRACIEMAG.com compilou os melhores. Confira, reflita, e dedique-se.</p>
<div id="attachment_41484" style="width: 610px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-41484" class="size-full wp-image-41484" title="Bernadinho" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/08/Bernadinho.jpg" alt="" width="600" height="524" /><p id="caption-attachment-41484" class="wp-caption-text">Bernardo, em foto da CBV/Divulgação.</p></div>
<p><strong>Erros:</strong><br />
&#8220;Errar é fundamental. Mas na hora do grande erro você só pensa: &#8216;Pô, isso é muito ruim&#8217;. Você não consegue ver coisa boa e se tortura muito até ir em busca de um novo caminho. <strong>Quando você erra, você se questiona, e o questionamento gera mudança, mudança gera crescimento e crescimento gera satisfação.</strong> Só não erra quem não tenta fazer. Tem um monte de gente aí que não erra porque não faz. Eles só comentam o que os outros fazem. Num primeiro momento, quando erramos, vamos parar num lugar miserável, cheio de frustração. Só depois é que conseguimos sair disso.</p>
<p><strong>Superação da má fase:</strong><br />
Para sair disso é preciso assumir a responsabilidade. No Brasil, culturalmente, as pessoas assumem pouco. &#8220;Foi o governo que não fez&#8221;, &#8220;o adversário era melhor&#8221;. A responsabilidade é sempre do outro. <strong>Se você não assume, nunca vai entender por que errou nem se corrigir.</strong></p>
<p><strong>Zona de conforto:</strong><br />
O desconforto faz parte da minha vida permanentemente. Se me sinto confortável, isso é um desconforto. Mas é o desconforto que me faz seguir. Não pode relaxar. Tento manter os jogadores com essa corda esticada. Quem não se sentir à vontade sob pressão não pode estar na seleção. Dificilmente fico numa zona de conforto absoluta. Quando está bom demais eu me preocupo, tem alguma coisa errada. <strong>Eu não sou tão bom assim, não pode ser tão simples assim. O relaxamento não é bem-vindo.</strong></p>
<p><strong>Fama:</strong><br />
<strong>Tenho duas sensações com o reconhecimento público e o carinho dos fãs.</strong> A primeira é quase um orgulho. Eu vejo e penso: &#8220;Legal, fizemos uma coisa bacana&#8221;.  <strong>Mas aí vou pra casa e penso: &#8220;Não posso decepcionar essas pessoas&#8221;.</strong></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/os-ensinamentos-de-um-treinador-vencedor-como-poucos/">Os ensinamentos de um treinador vencedor como poucos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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