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	<title>Vinicius Cruz | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Vinicius Cruz | Graciemag</title>
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		<title>&#8220;Mestre Carlson Gracie vive&#8221;, uma crônica em tributo ao formador de campeões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2026 02:06:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fotos & Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já presenciei, também não raras vezes, nas eliminatórias para competições, lá na Figueiredo Magalhães, a luta começar no dojô e os dois caboclos irem cair lá dentro do banheiro. Ninguém queria perder na frente do velho Carlson Gracie.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53680" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-53680" class="size-full wp-image-53680" title="Carlson Gracie a beira do ringue no Japao por Susumu Nagao" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/01/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao.jpg" alt="O grande mestre de Jiu-Jitsu Carlson Gracie a beira do ringue no Japão, por Susumu Nagao" width="605" height="640"><p id="caption-attachment-53680" class="wp-caption-text">Grande mestre Carlson à beira do ringue, no Japão, em foto marcante de Susumu Nagao. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p><em>Carlson Gracie nasceu no dia 13 de agosto de 1932, mas preferia, por via das dúvidas, comemorar no dia 12. Ele, aliás, não nasceu Carlson, e sim Eduardo. Depois de oito anos, grande mestre Carlos Gracie decidiu que seu primeiro filho teria um nome mais cortante, forte, com as letras C e R – tradição que nasceu com Carlson e marcaria a família. Há exatos 20 anos, o</em><em> faixa-vermelha falecido em 1º de fevereiro de 2006 nos deixou, e GRACIEMAG relembra algumas passagens do professor que mudou a cara do Jiu-Jitsu. Com vocês, a crônica de um de seus faixas-pretas mais fiéis, <a title="Página do faixa-preta de Jiu-Jitsu Vinicius Cruz (Carlson Gracie)" href="https://www.facebook.com/vinicius.cruz.750?fref=ts" target="_blank" rel="noopener">Vinicius Cruz</a>. Boa leitura, e obrigado, Carlson.</em></p>
<p>*****</p>
<h3>Carlson Gracie vive</h3>
<p>Pense num cara diferente: esse era Carlson Gracie.</p>
<p>Não dava a menor bola para dinheiro e não tinha distinção com pessoas por status. Sua sinceridade era bruta, beirando a grosseria, fosse com o mendigo da esquina ou com o presidente da República. Assim era Carlson.</p>
<p>Tive a oportunidade de conhecê-lo ainda menino e sempre tive o sonho de garoto de usar aquele pano escrito &#8220;Carlson Gracie Jiu-Jitsu&#8221; nas costas do kimono. E, quando as aulas na academia do professor Manimal começaram a acabar muito tarde, vi o ensejo para o sonho se tornar realidade.</p>
<p>Vou lhes dizer uma coisa que será difícil de alguém que tenha vivido isso como eu vivi discordar: uma vez com o Carlson, já era! Sim, Carlson era viciante.</p>
<p>Quase sempre os lutadores machucados, que não eram poucos, iam para a academia só para ficar no sofá da salinha, junto com ele, ouvindo Carlson resmungar quando alguém abandonava uma chave kimura para fazer qualquer outra coisa – ele amava a kimura.</p>
<p>Ou então iam para tomar um &#8220;pé de gavião&#8221; no cocuruto (Carlson juntava seus dedos superdelicados e batia com a ponta dos dedos na sua cabeça, como um cascudo) quando você ousava dizer que fulano estava merecendo passar de faixa. Aliás, se você quisesse ver um cidadão mofar na faixa em que estava, era só comentar com o Carlson que o cara estava duro e merecia graduar. Você ganhava um belo pé de gavião, era chamado de &#8220;cafetão de faixa&#8221;, e o pobre sujeito, sem culpa alguma no cartório, ficava mais alguns anos naquela mesma faixa.</p>
<p>Na maioria das vezes, porém, íamos simplesmente para sermos impiedosamente achincalhados quando ele resolvia brincar de ditado com a turma que lotava a salinha. Quando ele puxava o caderninho de dentro da pochete era um Deus nos acuda. Começava o ditado e, nos primeiros erros de ortografia dos alunos, ele dizia: &#8220;És um asno&#8221;.</p>
<p>E eu morria de rir.</p>
<p>Parece estranho, mas era assim mesmo&#8230; Plebeus ali, diante do maior de todos, e ele ali, sendo um de nós, sempre. Lembro-me de uma ocasião em que eu estava na salinha e ele ordenou: &#8220;Vinicinho, pega um papel e uma caneta.&#8221;</p>
<p>Eu, sem saída, peguei com tio Amauryzão, pai de Amaury Bitetti, uma caneta para começarmos o ditado. Aí ele, com aquele ar de quem queria me dar uma esculhambada, disse:</p>
<p>&#8220;Escreve o nome daquele ossinho no fim da coluna, o cóccix&#8230;&#8221;</p>
<p>Eu, por sorte, sabia e escrevi certo; ele, espantado, gritou, com a sua sinceridade peculiar: &#8220;Ihhhh! Não fugiu do colégio não?!!&#8221;</p>
<p>O Carlson era tão diferente que enquanto as pessoas tinham como sonho de consumo um carro novo, ou coisa que o valha, ele gastava todo seu dinheiro comprando CDs, fitas cassetes ou levando seus alunos à churrascaria. E o presente que ele mais curtiu dos que eu vi foi um singelo pião. Juro. Ele ficou feito uma criança, por horas, rodando o tal pião.</p>
<p>Quando caras como esse passam, como vultos, deixam sempre a sua marca. Indelével.</p>
<p>O Carlson criava uma gíria, ou trazia uma palavra oriunda das rinhas de galo para o meio do Jiu-Jitsu, e pronto! Não dava um mês e a palavra já estava na boca do povo. Quem nunca ouviu alguém chamar outro de creonte? Ou de mutuca? São palavras que transcenderam os limites da academia e hoje são jargões conhecidos e difundidos no universo das lutas, criados pela inquietude do Carlson em inventar essas maluquices. Isso sem falar em seus &#8220;jogo do dicionário&#8221; e o mundialmente conhecido &#8220;teste de poderosidade&#8221;.</p>
<p>Mas não era apenas esse brilho intrínseco que carregava na alma que fazia dele um cara diferente. O seu brilhantismo como mestre, e, principalmente, como técnico, eram inigualáveis. O Carlson tinha o olho clínico. Ele era capaz de desvendar uma posição, que para nós era mirabolante, em dois ou três movimentos simples.</p>
<p>Já fui testemunha, não raras vezes, de ver meus ídolos estudando posições (é, tive o privilégio de dividir o tatame com meus ídolos e me tornar grande amigo deles) e o Carlson chegar, olhar de rabo de olho e dizer:</p>
<p>&#8220;Faz isso e isso&#8230;&#8221;, e encontrar uma defesa rápida e simples para a posição que até poucos instantes era indefensável. Nas competições, era quase um ritual sairmos das lutas e irmos dar um abraço nele, estivesse ele na mesa organizadora, ou na arquibancada, onde ele gostava de ficar, na beirada, apoiado, com os braços pendurados para dentro da grade. Frise-se: quando Carlson estava olhando, o gás era outro.</p>
<p>Já presenciei, também não raras vezes, nas eliminatórias para competições, lá na Figueiredo Magalhães, a luta começar no dojô e os dois caboclos irem cair lá dentro do banheiro. Ninguém queria perder na frente do velho.</p>
<p><iframe title="CARLSON GRACIE AND JOAO CRUS" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/n4YTn93nhIs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Lembro-me disso tudo com um aperto no peito, e digo, sem pestanejos, que foi a melhor fase da minha vida. Chegar lá pela manhã e encontrar o Carlson Gracie Junior, com aquele jeitão boa-praça dando aula. No horário da tarde, ficar sentado no banco, no horário das 15h, só para tomar esporro do faixa-preta Marcelo Alonso. Parece maluquice, mas eu gostava de tomar bronca do Alonso, eu não o conhecia muito bem ainda e esse era o jeito de ele saber que eu existia.</p>
<p>Depois, mais à noite, fazer a aula do professor Saporito, recheada de campeões – Luiz Sergio Barros, Daniel Christoph, Paulão Filho, Maurício Cobrinha Azul, Pedro Babu, Dudu Barros, Bernardo Zuza, Zé Emilio, Daniel Cardoso e tantos outros. E por fim, me deleitar no treino livre, no saudoso tatame da direita, quando encontrava o Murilo, Amaury, Bebeo, Libório, Parrumpinha, Wallid, Allan Góes, Rogério Miranda, Marcel Ferreira, Eduardo Lerner, Eduardo Lins, Alexandre Macedo, Sergio Abimehry e mestre Carlos Rosado, que de tempos em tempos aparecia, amassava todo mundo e ia embora, entre tantos outros.</p>
<p>A memória do velho vive conosco em cada história contada, em cada treino, em cada lembrança. E comigo, cada vez que ainda subo aquelas escadas do número 414 da Figueiredo Magalhães, me vem um filme na cabeça, dele me gritando para eu ouvir Edith Piaf, me dando bronca quando descobria alguma arruaça, ou me dando carona de volta para a Morada do Sol. Lembranças&#8230; Que ficam marcadas como tatuagem, e que me motivam a ensinar o que ele um dia me ensinou sem querer me ensinar: o Jiu-Jitsu merece ser conhecido por todos, e não somente pelos que têm grana para pagar.</p>
<p>Espero poder estar jogado nos tatames da vida, sempre, até que as leis divinas não me permitam mais, aprendendo, ensinando, e principalmente, levantando a bandeira do maior mito da história das artes marciais contemporâneas.</p>
<p><strong>CARLSON VIVE</strong>.</p>
<p><iframe title="Carlson Gracie and Joao Crus" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/mT31S-7XfhA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mestre-carlson-gracie-vive-uma-cronica-em-tributo-ao-formador-de-campeoes/">“Mestre Carlson Gracie vive”, uma crônica em tributo ao formador de campeões</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 12:20:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana”, diz José Mario Sperry.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_217552" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217552" class="wp-image-217552 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg" alt="Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG" width="800" height="792" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-300x297.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/carlson-1955-agencia-o-globo-768x760.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-217552" class="wp-caption-text">Com uma mistura de lições, carisma e folclore, o legado de Carlson Gracie segue forte no mundo do Jiu-Jitsu. Foto: O Globo em 1955 / Arquivo GRACIEMAG</p></div>
<p>Ele nasceu Eduardo, escondia a idade e pintava os cabelos. Tirando isso, Carlson Gracie (1932-2006) foi um dos brasileiros mais autênticos que o mundo conheceu.</p>
<p>Dizia o que pensava, cantava em francês e jamais seria falso ou controlaria a língua para que suas ideias fossem suavizadas ou parecessem politicamente corretas. Pelo contrário, costumava criar gírias que tornavam seus pontos de vista ainda mais claros e impactantes. Os creontes sabem bem.</p>
<p>Carlson nasceu no dia 12 de agosto de 1932 com o nome de Eduardo. Anos depois, seu pai, grande mestre Carlos Gracie, tomou gosto pela força das letras C e R, e alterou o nome do primeiro filho, bem como o da filha Eneida, que virou Oneica.</p>
<p>Carlson competiu, venceu seus desafios e cresceu na academia, treinado por Carlos e pelo tio Helio. Tornou-se dono de um coração caridoso que o tornava um fiasco como administrador – Carlson distribuía bolsas para seus alunos treinarem de graça, na mesma proporção em que sua academia conquistava troféus nos campeonatos. O faixa-vermelha está entre os treinadores mais vitoriosos da história competitiva do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Seu coração às vezes era grande até demais, servindo à malícia de aproveitadores. “Eu dizia para ele: ‘Pô, mestrão! Tem um monte de gente te explorando e você não faz nada. Assim você vai morrer sem nenhum tostão no bolso, que nem o Garrincha&#8230;’ Ele respondia: ‘Ué, qual é o problema? Eu não vou estar morto?’”, recorda o discípulo Marcelo Saporito.</p>
<p>Hoje estátua em Copacabana, Carlson parecia um rei que não fazia distinção entre nobres e plebeus. Saporito conta que, durante um longo período, o Gracie levava um grupo de mendigos do bairro para tomar banho e dormir na academia.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Carlson era uma personalidade esportiva, bajulada por políticos, doutores e magnatas, sem jamais ter desenvolvido nenhum tipo de afetação por causa disso. “Ele foi muito feliz, viveu a vida como bem queria, desprendido de valores materiais e preocupações mesquinhas. Sem dúvida, levou para o Céu muitas histórias de vitória e alegria”, diz Fernando &#8220;Pinduka&#8221; Guimarães, um dos primeiros faixas-pretas formados no time.</p>
<p>E quando vivo, o que Carlson costumava levar consigo? Comecemos a lista por aquela pochete presa à cintura, completamente indiferente ao que a moda ditava: “Na pochete, ele levava uma escova para pentear o cabelo, um caderninho com o telefone de um monte de gente e uma máquina de fotografia”, revelou seu amigo de longa data, o também saudoso Osvaldo Paquetá.</p>
<p>“Nunca vi ninguém bater tanta foto naquela época quanto o Carlson. Era impressionante”, confirma o pupilo Wallid Ismail.</p>
<p>E os discos de bolero e música francesa? “Lembro de quando eu tinha 15 anos, e ficava na academia descansando para o segundo treino do dia. O Carlson então botava Edith Piaf na vitrola e me chamava: &#8216;Vinicinho, vem escutar essa maravilha! Eu aposto contigo que você vai querer gravar tudo numa fita!&#8217; Eu tinha 15 anos, achava uma porcaria e ele me fazia escutar aquilo por horas a fio”, diverte-se Vinicius Cruz, outro grato faixa-preta do mestre.</p>
<p>A lista de objetos não termina. Um baralhinho, já que se tratava de um amante da jogatina. Um dicionário, para ele decorar ainda mais verbetes e desafiar a inteligência dos amigos. Porém, Saporito lembra de algo mais singelo: um pião que o grande mestre botava para girar sobre o tatame da academia da Figueiredo Magalhães, durante o intervalo dos treinos. “Os olhos dele brilhavam. ‘Tá vendo, bichão? Eu tive infância’, ele costumava dizer. Eu respondia: ‘Ô, Carlson, você ainda não saiu da infância. Você é uma criança grande’”, recorda Saporito.</p>
<p>Mais do que seus utensílios, Carlson Gracie gostava mesmo era de estar com os amigos de fé e as mulheres que amou. “Ele era o tipo de pessoa que não conseguia viver sozinha”, definiu Paquetá.</p>
<p><strong>As próprias regras</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_214307" style="width: 882px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-214307" class="size-full wp-image-214307" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg" alt="" width="872" height="566" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1.jpg 872w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-300x195.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-768x498.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/carlson-1-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 872px) 100vw, 872px" /><p id="caption-attachment-214307" class="wp-caption-text">Carlson Gracie com seus alunos. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Genial e genioso, Carlson Gracie sucumbia com a maior facilidade à gordurosa e açucarada mistura açaí-com-xarope-de-guaraná, sendo ele um notório diabético, com o colesterol alto. Carlson chegava a encolher a barriga em certos momentos para disfarçar os quilos a mais que vinha acumulando desde a década de 1970, quando deixou de ser atleta e virou treinador, permitindo-se assim alguns hábitos de glutão.</p>
<p>Quando algum mal-estar se abatia sobre ele, no entanto, era comum vê-lo se agarrar rapidamente à alimentação correta, feito uma criança arteira e desobediente que, após cometer uma grande traquinagem, comporta-se como um santinho até as coisas serenarem para o seu lado. Isso aconteceu nos últimos dias de vida do grande mestre: “Ele me ligou sentindo muitas dores, com a fala arrastada. Disse, no entanto, que logo ficaria bom, pois tinha voltado a cuidar muito bem da alimentação”, garantiu Paquetá.</p>
<p>Isso não bastava para Carlson naquele momento. Ele precisava de uma intervenção clínica urgente, o que só aconteceu tempos depois, quando a situação já era crítica. Teimoso em último grau, o Gracie tinha pavor de hospitais. Quando alguém aconselhava que ele procurasse um médico, Carlson rebatia: “Tá me gorando, é?”.</p>
<p>O faixa-vermelha chegava a esconder até da família suas fraquezas de saúde. Talvez porque não quisesse reconhecer que o imbatível fenômeno do vale-tudo das décadas de 1950 e 1960 estava envelhecendo. Ou então pela aguda autoconfiança que o fazia acreditar numa energia interior capaz de livrá-lo de quaisquer apuros da vida. Provavelmente por uma mistura dessas duas hipóteses, Carlson permitiu que uma simples pedra no rim evoluísse para uma infecção generalizada, fazendo seu coração parar às 6 horas de uma manhã fria em Chicago, EUA.</p>
<p>Durante a missa de despedida ao professor, que reuniu mais de 500 admiradores em Copacabana, desafetos de longa data chegaram a se abraçar. Afinal, como o irmão Carlos Robson Gracie disse, durante a missa: “Quando um anjo sobe aos céus, ele promove a união das pessoas. Estou convicto de que Carlson jamais será esquecido”.</p>
<p><strong>A última luta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_94502" style="width: 615px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-94502" class="wp-image-94502 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg" alt="" width="605" height="640" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1.jpg 605w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-284x300.jpg 284w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao-1-142x150.jpg 142w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /><p id="caption-attachment-94502" class="wp-caption-text">No dia 1º de fevereiro de 2006, Carlson Gracie falece em decorrência de uma infecção generalizada. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bastante debilitado, Carlson faz pegadas nas mangas dos paramédicos. Eles tentam tirá-lo de seu apartamento em Chicago, EUA, e colocá-lo na ambulância, na noite de quinta-feira, 26 de janeiro de 2006. “Deixa quieto, pai, eles estão te levando para o hospital”. Ao ouvir a voz do filho, o mestre fecha os olhos, dá sua balançada típica com a cabeça, e enfim se resigna: “Pro hospital? Tá bom”.</p>
<p>Minutos depois, Carlson entra na emergência do Lincoln Park Hospital, com um histórico de oito dias de dores na bexiga e nos rins, e fortes alterações no estado mental. Feitos os exames, é diagnosticado septicemia, uma infecção generalizada no sangue. Tudo porque uma enorme pedra no rim, não tratada, bloqueou as vias urinárias e infeccionou a região, primeiramente, e o sangue e demais órgãos a seguir.</p>
<p>Oito especialistas liderados pelo médico brasileiro Mauricio Consalter passam a acompanhar Carlson, agora medicado por fortes antibióticos. O estado é crítico. Mas o lutador pouco a pouco se recupera, até que, no dia 31 de janeiro, ele dá sinais claros de melhora. “Sua pressão estava sobre controle, seus batimentos estavam perfeitos, e ele não tinha mais febre. Recuperou a consciência e pôde falar normalmente”, lembra o doutor.</p>
<p>O filho Carlson Jr. revive o clima da véspera: “Ele começou a perturbar todos no hospital. Brigava com os médicos, beliscou a bunda da enfermeira, e me esculhambou. Achei que papai tava recuperado, mas ele me alertou: ‘Fica por aqui porque esse é o último dia que você vai me ver’. Estranhei ele falar aquilo, porque tava bem”.</p>
<p>Não era permitido qualquer acompanhante na UTI. Júnior foi então para casa e, enquanto a infecção silenciosamente mastigava o coração do pai, não conseguiu dormir. Às 6h do dia 1º de fevereiro, com baixa frequência cardíaca, o grande mestre foi entubado. Iniciou-se uma série de procedimentos para tentar reanimá-lo, mas não houve resposta. Quarenta minutos depois, Carlson Gracie foi declarado morto. Ele conseguiu resistir por mais de uma semana sob um quadro gravíssimo de infecção generalizada, e todos os órgãos se recuperaram. Menos um. Justamente o que nele era maior, o coração.</p>
<p><strong>Qual foi o legado de Carlson?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_217592" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217592" class="size-full wp-image-217592" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg" alt="" width="1280" height="851" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/Carlson-Gracie-por-CAJr-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-217592" class="wp-caption-text">Carlson eternizado na rua Figueiredo de Magalhães, berço de sua primeira academia. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>“Todo seminário que faço eu lembro uma ou outra posição que aprendi com meu pai. Raspagens, armadilhas de ataques duplos, tudo muito moderno e bastante eficiente até hoje” <strong>Carlson Gracie Jr.</strong></p>
<p>“O ensinamento mais marcante que o Carlson nos passava era a humildade” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Parece que foi ontem. Eu encaixava a chave kimura na posição norte-sul e sempre caía para pegar o armlock. Carlson então tirava a botinha dele e entrava no tatame bufando: ‘Nunca faça isso de novo! Você está em cima, com a kimura encaixada, e puxa a posição para ficar por baixo, no armlock! Tá maluco! Se perde a posição você fica por baixo, então continue na kimura!’” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Carlson dava muita ênfase à distribuição de peso, para o aluno não perder a posição e cair por baixo já cansado. Ele me ajudou muito a lapidar minha chave americana” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Carlson nos ensinou sempre que o maior segredo no Jiu-Jitsu é acreditar em si mesmo, pois ninguém é melhor do que ninguém” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“Acredito que foi o Carlson o primeiro a abrir as portas do Jiu-Jitsu para o mundo, ensinando, incondicionalmente, todos que a ele procuraram” <strong>José Mario Sperry</strong></p>
<p>“Treinei com o Carlson desde os 8 anos, e ao longo da minha vida inteira só vi o Carlson triste e chateado uma vez: durante a separação da equipe, em 1998” <strong>Ari Galo</strong></p>
<p>“O Carlson foi o maior treinador de todos. Ele sabia respeitar as características de cada lutador. Ele lapidou meu jogo de guarda e me ensinou a usar a essência do Jiu-Jitsu nas lutas profissionais. Muitos lutadores do UFC hoje deviam relembrar Carlson e lapidar os recursos de guarda” <strong>Carlão Barreto</strong></p>
<p>“Carlson foi nosso melhor formador de lutadores e o professor mais rigoroso na concessão de faixas. Aprendi muito com ele sobre como um mestre avalia o aluno. Quando eu lutava, nutria uma série de receios e achava que o Carlson exagerava nos elogios, que ele via algo em mim que nem eu enxergava. Carlson era genial nessa análise, na observação das reações dos alunos em momentos críticos. Minhas vitórias, então, são frutos da minha disciplina e dedicação aliadas à grande capacidade do Carlson de extrair o melhor de cada um” <strong>Carlos Rosado</strong></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-20-anos-de-saudade-o-legado-de-mestre-carlson-gracie/">Após 20 anos de saudade, o legado de mestre Carlson Gracie</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como encaixar a omoplata invertida, com Vinicinho Cruz</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Dec 2021 11:40:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em dezembro de 2021, o professor Rodrigo Totti recebeu o amigo Vinicinho Cruz para um aulão na Carlson Gracie Leme, com seu dojo amplo e confortável. No seminário que terminou em celebração por mais um grau em sua faixa-preta, Vinicius demonstrou uma de suas finalizações prediletas: a omoplata invertida, técnica que já fez muito casca-grossa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" title="Como finalizar na omoplata invertida, com Vinicinho Cruz" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/WRFzpH228XE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em dezembro de 2021, o professor Rodrigo Totti recebeu o amigo Vinicinho Cruz para um aulão na Carlson Gracie Leme, com seu dojo amplo e confortável. </p>
<p>No seminário que terminou em celebração por mais um grau em sua faixa-preta, Vinicius demonstrou uma de suas finalizações prediletas: a omoplata invertida, técnica que já fez muito casca-grossa bater. O professor lembrou que a chave já foi utilizada com sucesso por Roberto Roleta nos grandes campeonatos.</p>
<p>Confira como o faixa-preta da Carlson costuma &#8220;fisgar&#8221; o braço, girar e encaixar a chave, para cair por cima e finalizar. Oss! </p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-encaixar-a-omoplata-invertida-com-vinicinho-cruz/">Como encaixar a omoplata invertida, com Vinicinho Cruz</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Travado na meia-guarda? Aprenda um atalho para montar, com Vinícius Cruz</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2016 19:22:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta formado por grande mestre Carlson Gracie, Vinícius Cruz esteve nessa quarta-feira, 13 de julho, na academia The Temple, na Barra da Tijuca, para compartilhar algumas de suas posições favoritas. O carioca hoje radicado nos Emirados Árabes relembrou algumas lições de Carlson e, por fim, mostrou para o leitor do GRACIEMAG.com um de seus atalhos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_191954" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-191954" class="size-full wp-image-191954 " alt="Vinicius Cruz ensina em seminario de Jiu Jitsu na academia The Temple Foto Marcelle Rosenthal" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/07/Vinicius-Cruz-ensina-em-seminario-de-Jiu-Jitsu-na-academia-The-Temple-Foto-Marcelle-Rosenthal.jpg" width="1024" height="682" /><p id="caption-attachment-191954" class="wp-caption-text">Vinicius Cruz ensina durante seminário de Jiu Jitsu, na academia The Temple. Foto: Marcelle Rosenthal/Divulgação</p></div>
<p>Faixa-preta formado por grande mestre Carlson Gracie, Vinícius Cruz esteve nessa quarta-feira, 13 de julho, na academia The Temple, na Barra da Tijuca, para compartilhar algumas de suas posições favoritas.</p>
<p>O carioca hoje radicado nos Emirados Árabes relembrou algumas lições de Carlson e, por fim, mostrou para o leitor do GRACIEMAG.com um de seus atalhos prediletos para a montada, quando o adversário tranca a meia-guarda a sete chaves.</p>
<p>Confira este pulo do gato de Vinicinho e tenha mais esta carta na manga para surpreender os oponentes.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/Uteb33JTedI" height="529" width="940" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/aprenda-uma-passagem-de-meia-guarda-direto-para-a-montada-com-vinicius-cruz/">Travado na meia-guarda? Aprenda um atalho para montar, com Vinícius Cruz</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>At 80, Carlson Gracie lives</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2013 16:23:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[History]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carlson Gracie was born on August 13, 1933, but celebrated his birthdays on the twelth to be safe. In fact, he was not born Carlson, but Eduardo. A few weeks later Grandmaster Carlos Gracie decided that his first child should have a stronger name with the letters C and R – a tradition that started&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_94502" style="width: 615px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-94502" class="size-full wp-image-94502" title="Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Carlson-Gracie-a-beira-do-ringue-no-Japao-por-Susumu-Nagao.jpg" alt="" width="605" height="640" /></a><p id="caption-attachment-94502" class="wp-caption-text">Grandmaster Carlson ringside in Japan, in a striking photo by Susumu Nagao. Photo: Archives, GRACIEMAG</p></div>
<p>Carlson Gracie was born on August 13, 1933, but celebrated his birthdays on the twelth to be safe. In fact, he was not born Carlson, but Eduardo. A few weeks later Grandmaster Carlos Gracie decided that his first child should have a stronger name with the letters C and R – a tradition that started with Carlson and would go on to be a mark of the family. On the day the red-belt who died in 2006 would have turned 80, GRACIEMAG recalls some episodes involving the teacher who changed the face of Jiu-Jitsu, through the text of one of his most loyal black-belts, Vinicius Cruz. Happy reading, and thanks, Carlson.</p>
<p>*****</p>
<p>Think of a unique guy: that was Carlson Gracie.</p>
<p>He did not give a damn about money and made no distinction of people based on status. His sincerity was rough, bordering on rudeness, whether he was with a beggar or the president. That was Carlson.</p>
<p>I had the opportunity to know him as a boy and always had the dream to wear that kids’ gi that read &#8216;Carlson Gracie Jiu-Jitsu&#8217; on the back. And, when classes at the gym of teacher Manimal began to run too late, I saw the opportunity to make that dream become reality.</p>
<p>I’ll tell you something that those who experienced it will have to agree on: when you went Carlson, you did not go back! Yes, Carlson was addictive.</p>
<p>There’d always be injured fighters, which were not few, that went to the gym just to be on the sofa in the sitting room, to get the chance to listen to Carlson grumble when someone abandoned a kimura to do anything else – he loved the kimura.</p>
<p>Or they’d go there to take a &#8216;hawk paw’ to the top of the head (Carlson joined fingers and slapped your head with his fingertips) when you dared say someone deserved to move up in belt. Incidentally, if you wanted to see a guy languish in his current belt, all it took was telling Carlson that the guy was tough and deserved to be promoted. You’d earn yourself a hawk paw, you’d get called a belt pimp, and the poor guy, who had no fault in the matter, would get a few more years at that same belt.</p>
<p>More often, however, we’d go just to be ruthlessly teased when he decided to play dictation with the class that was packing the room. He’d pull his notebook from his pocket and you’d get called a dumbass as soon as you spelled something wrong.</p>
<p>And I laughed my ass off.</p>
<p>It seems strange, but anyway &#8230; Commoners in the presence of the greatest of all, and he was there as one of us, always. I remember a time when I was in the lounge and he ordered: &#8216;Vinicinho, grab a paper and a pen.&#8217;</p>
<p>I got from uncle Amauryzão, father of Amaury Bitetti, a pen to start the dictation. Then he, with that air of someone who wanted to mess with me, said: &#8216;Write the name of that little bone at the end of the spine, the coccyx &#8230;&#8217;</p>
<p>I luckily knew and wrote right; amazed, he cried, with his peculiar sincerity: &#8216;Eeh! This one didn’t cut class then! &#8216;</p>
<p>Carlson was so unique that while people dreamed of a new car, or something like that, he spent all his money buying CDs, cassettes or taking his students to the steakhouse. And the gift that gave him the most joy was a simple whirligig. I swear. He was like a child, playing with that thing for hours.</p>
<p>When guys like that go away they always leave their mark. Indelible.</p>
<p>Carlson would create a slang, or bring a word from the cockfighting scene to the Jiu-Jitsu milieu, and voila! In a month the word was already on everyone&#8217;s lips. What Brazilian fighter hasn’t heard someone be called a ‘creonte’ or ‘mutuca’? These are words that transcended the boundaries of the gym and are now used by fighters of every martial art in the country. Not to mention his &#8216;dictionary game&#8217; and the world-renowned &#8216;powerfulness test.’</p>
<p>It was not just that intrinsic shine he carried in his soul that made him unique. His brilliance as a teacher, and especially as a coach, were unparalleled. Carlson had a keen eye. He was able to unveil a position, one which for us was mind-bending, in two or three simple moves.</p>
<p>I often saw my idols studying positions (yes, I had the privilege of sharing the mat with my idols and become great friends with them), and Carlson would come and say: &#8216;Do this and that &#8230;&#8217; and he’d find a quick and simple defense to a position which until a few moments ago looked indefensible. In competitions, it was almost a ritual to finish our fights and go hug him, whether he was one of the organizers, or in the stands, where he liked to stay on the edge, leaning with his arms hanging. And when Carlson was watching you’d fight harder.</p>
<p>I also saw, many times, on Figueiredo Magalhães street where qualifiers were held for competitions, that two guys would start fighting in the dojo and then go to the bathroom to finish up. No one liked to lose in front of the old master.</p>
<p>I remember it all with a tightness in the chest, and I say without a second thought, it was the best time of my life. I’d get there in the morning and find Carlson Gracie Jr. teaching class. In the afternoon, I’d be sitting on the bench at the 3 p.m. class, just to get scolded by black belt Marcelo Alonso. Sounds crazy, but I liked to take Alonso&#8217;s scolding; I did not know him very well yet, and this was his way of knowing that I existed.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="CARLSON GRACIE AND JOAO CRUS" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/n4YTn93nhIs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Then later in the evening I’d take the class of teacher Saporito, always full of champions (Luiz Sergio Barros, Daniel Christoph, Paulão Filho, Maurício Cobrinha Azul, Pedro Babu, Dudu Barros, Bernardo Zuza, Zé Emilio, Daniel Cardoso and many others). And finally, I’d relish free practice, on the delicious right-side mat, when I’d find Murilo, Amaury, Bebeo, Libório, Parrumpinha, Wallid, Allan Góes, Rogério Miranda, Marcel Ferreira, Eduardo Lerner, Eduardo Lins, Alexandre Macedo, Sergio Abimehry and master Rosado – who appeared from time to time, squashed everyone and left – among many others.</p>
<p>The memory of the old master lives with us in every story, every workout. And to me, every time I go up those stairs on 414 Figueiredo Magalhães St., a movie plays in my head, of him telling me to listen to Edith Piaf, scolding me when he heard of any hijinks, or giving me a ride back to Morada do Sol&#8230; It’s all tattooed on me, and motivates me to teach what he taught me one day without even trying: Jiu-Jitsu deserves to be known by everyone, not just those who have money to pay.</p>
<p>I hope to be lying on the mats of life, always, until the divine laws do not allow me anymore, learning, teaching, and especially raising the flag of the biggest myth in the history of contemporary martial arts.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Carlson Gracie and Joao Crus" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/mT31S-7XfhA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/at-80-carlson-gracie-lives/">At 80, Carlson Gracie lives</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Why keep your head free in Jiu-Jitsu? GRACIEMAG explains</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 20:34:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Every Jiu-Jitsu practitioner, in training or competition, has heard shouts of, “Grab his head!” Grabbing the head when on attack and not letting your opponent grab yours is one of the lessons that arises on our pages the most, as GRACIEMAG readers know so well. Why does this act of locking down an opponent&#8217;s head&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60902" style="width: 510px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/?attachment_id=60902" rel="attachment wp-att-60902"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-60902" class="size-full wp-image-60902" title="Raul-Gazolla_IBC_dez2009_By-Gabriel-Menezes" src="http:/wp-content/uploads/2012/05/Raul-Gazolla_IBC_dez2009_By-Gabriel-Menezes-3.jpg" alt="" width="500" height="385" /></a><p id="caption-attachment-60902" class="wp-caption-text">Raul Gazolla on bottom and feeling the pressure from having his head locked down in side control / Photo: Gabriel Menezes</p></div>
<p>Every Jiu-Jitsu practitioner, in training or competition, has heard shouts of, “Grab his head!” Grabbing the head when on attack and not letting your opponent grab yours is one of the lessons that arises on our pages the most, as GRACIEMAG readers know so well.</p>
<p>Why does this act of locking down an opponent&#8217;s head get so much emphasis from teachers, and why is it so dreaded by the one trying to defend?</p>
<p>With it&#8217;s head free as always, GRACIEMAG.com chased down a number of professors of Jiu-Jitsu and competitors to clear matters up once and for all.</p>
<h3>HEAD LOCKED DOWN, HIP TRAPPED IN JIU-JITSU</h3>
<p>“Basically, locking down the head allows you greater stability when on top in side control and half-guard. With your head wrapped up and trapped, the guy on bottom has a much harder time moving to try for the sweep or replace guard,” taught Vinicius Cruz, a Carlson Gracie black belt, adding:</p>
<p>“By grabbing the head and applying the always-useful shoulder pressure on your opponent, he&#8217;s trapped, unable to move his hip. He ends up with his face pointed outwards, his spine too, which means he can&#8217;t turn inwards nor shrimp his hips to replace guard. On the other hand, there are a number of guard-pass and side-control positions where you don&#8217;t need to grab the head.”</p>
<p>A gold medalist at the New York Open 2012, Daniel Beleza of SAS team says that grabbing the head also broadens your scope of attack:</p>
<h3>“THE HEAD GUIDES THE BODY IN JIU-JITSU”</h3>
<p>“In half-guard, having your head locked down means greater stability for the one on top, as well as a better chance of passing guard. With your head locked down you&#8217;re limited in your ability to perform counter-attack movements like sweeps and taking the back,” he explained. “In side control, when you&#8217;re chest to chest with your opponent, it&#8217;s the same principle. Once you have the head locked down, the one on top is much more stable and has more attack options, like mounting, knee-on-belly and finishes,” Daniel elaborated.</p>
<p>Now Juarez Soares da Costa, the leader of Araruama Jiu-Jitsu and the technical director at FJJ-Rio, sums things up tidily: “Your head is what guides your whole body in Jiu-Jitsu. If it&#8217;s locked down, can&#8217;t move, your opponent has control over your whole body.”</p>
<p>Check out the lesson from professor of Jiu-Jitsu Daniel Viana, where he shows how controlling the head and causing discomfort with the shoulder is useful for surmounting half-guard.</p>
<p>http://www.youtube.com/watch?v=GyOe7Si-I4o</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/why-keep-your-head-free-in-jiu-jitsu-graciemag-explains/">Why keep your head free in Jiu-Jitsu? GRACIEMAG explains</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Por que evitar o domínio da cabeça no Jiu-Jitsu? GRACIEMAG explica</title>
		<link>https://www.graciemag.com/por-que-evitar-o-dominio-da-cabeca-no-jiu-jitsu-graciemag-explica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-que-evitar-o-dominio-da-cabeca-no-jiu-jitsu-graciemag-explica</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 May 2012 17:50:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Araruama Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Carlson Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[cem-quilos]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Beleza]]></category>
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		<category><![CDATA[FJJ-Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Juarez Soares da Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Meia-guarda]]></category>
		<category><![CDATA[passagem de meia-guarda]]></category>
		<category><![CDATA[SAS]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius Cruz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo praticante de Jiu-Jitsu já escutou, em treinos ou competições, o grito: &#8220;Domina a cabeça!&#8221;. Dominar a cabeça ao atacar, e nunca deixar o rival dominar a sua, é uma das lições mais repetidas em nossas páginas, como o leitor de GRACIEMAG sabe bem. Por que esse ato de abraçar o pescoço é tão reforçado&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60902" style="width: 510px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/pt/2012/05/por-que-evitar-o-dominio-da-cabeca-no-jiu-jitsu-graciemag-explica/raul-gazolla_ibc_dez2009_by-gabriel-menezes-2/" rel="attachment wp-att-60902"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-60902" class="size-full wp-image-60902" title="Raul-Gazolla_IBC_dez2009_By-Gabriel-Menezes" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/05/Raul-Gazolla_IBC_dez2009_By-Gabriel-Menezes.jpg" alt="" width="500" height="385" /></a><p id="caption-attachment-60902" class="wp-caption-text">Raul Gazolla por baixo sente a pressão ao ter a cabeça dominada nos cem-quilos. Foto: Gabriel Menezes</p></div>
<p>Todo praticante de Jiu-Jitsu já escutou, em treinos ou competições, o grito: &#8220;Domina a cabeça!&#8221;. Dominar a cabeça ao atacar, e nunca deixar o rival dominar a sua, é uma das lições mais repetidas em nossas páginas, como o leitor de GRACIEMAG sabe bem.</p>
<p>Por que esse ato de abraçar o pescoço é tão reforçado pelos professores, e por que deve ser tão temido por quem está tentando se defender?</p>
<p>Com a cabeça livre como sempre, o GRACIEMAG.com correu atrás dos mais variados professores e competidores, para esclarecer tal enigma de uma vez por todas.</p>
<h3><span style="font-size: large;">Cabeça dominada, quadril preso no Jiu-Jitsu</span></h3>
<p>&#8220;Basicamente, o domínio da cabeça propicia maior estabilidade no cem-quilos e na meia-guarda. Com sua cabeça enlaçada e dominada, o praticante sente mais dificuldade para se movimentar para raspar ou repor a guarda&#8221;, ensina Vinicinho Cruz, faixa-preta de Carlson Gracie, que completa:</p>
<p>&#8220;Com o domínio da cabeça, e a sempre útil pressão do seu ombro no rosto do oponente, seu rival fica preso, sem muita movimentação de quadril. O que ocorre é que ele fica com o rosto virado para fora, e sua coluna também, o que não permite que ele se vire para dentro nem fuja o quadril para repor. Por outro lado, também existem diversas posições de passagem de guarda e estabilização lateral em que você não precisa fazer o domínio da cabeça&#8221;.</p>
<p>Medalhista de ouro no New York Open 2012, Daniel Beleza (SAS) ensina que a cabeça dominada também aumenta o leque de opção de ataques:</p>
<h3><span style="font-size: large;">&#8220;A cabeça comanda o corpo no Jiu-Jitsu&#8221;</span></h3>
<p>&#8220;Na meia-guarda, a cabeça dominada signifca mais estabilização para quem está por cima, e mais chance de resultar numa boa passagem de guarda. Com a cabeça imobilizada, você fica limitado em seus movimentos de contra-ataque, como raspagens e tentativas de pegar as costas&#8221;, explica. &#8220;No cem-quilos, quando você está peito a peito com o oponente, o princípio é o mesmo. A partir desse domínio da cabeça, quem está por cima tem mais estabilidade e opções de ataques para montar, botar o joelho na barriga e mirar as finalizações&#8221;, reforça Daniel.</p>
<p>Já Juarez Soares da Costa, líder da Araruama Jiu-Jitsu e diretor técnico da FJJ-Rio resume bem a parada: &#8220;A cabeça é o que comanda todo o corpo no Jiu-Jitsu. Sempre que ela fica travada, sem movimentação, seu rival terá o domínio de todo o corpo&#8221;.</p>
<p>Aprenda no vídeo abaixo, com o professor Daniel Vianna, como o domínio da cabeça e o incômodo no ombro no rosto é útil para transpor a meia-guarda.</p>
<p>http://www.youtube.com/watch?v=GyOe7Si-I4o</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/por-que-evitar-o-dominio-da-cabeca-no-jiu-jitsu-graciemag-explica/">Por que evitar o domínio da cabeça no Jiu-Jitsu? GRACIEMAG explica</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Learn a good technique for tapping out bigger guys</title>
		<link>https://www.graciemag.com/learn-a-good-technique-for-beating-bigger-guys/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=learn-a-good-technique-for-beating-bigger-guys</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 21:33:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alan Moraes]]></category>
		<category><![CDATA[American Nationals]]></category>
		<category><![CDATA[American Nationals 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Terra]]></category>
		<category><![CDATA[Carlson Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[collar chokedo]]></category>
		<category><![CDATA[Mauricio Russo]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius Cruz]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Dórea]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Learn the collar choke in its traditional form and then a method the specialist on the subject himself came up with.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19371" style="width: 467px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/vinicinho-007.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19371" class="size-full wp-image-19371" title="vinicinho 007" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/vinicinho-007.jpg" alt="" width="457" height="328" /></a><p id="caption-attachment-19371" class="wp-caption-text">Vinicinho and Alan Moraes. Photo: Carlos Ozório</p></div>
<p>Caio Terra has been turning heads for being a roosterweight (Jiu-Jitsu’s lightest division) who beats the big guys in the absolute division, like he did recently at the Las Vegas Open and American Nationals.</p>
<p>However, brave little fellows successfully venturing into the absolute division is not a recent phenomenon. A Carlson Gracie representative who won the world championship as a brown belt and was world runner-up at black, Vinícius Cruz ran amok against the thick-framed fighters of his day.</p>
<p>Towards the end of the nineties, Vinícius won the open weight class at a major tournament in Rio de Janeiro. The fighter tapped out two opponents before closing out the final with teammate Vitor Dórea. In the match that caught the most attention, Cruz brought his bout against now-IBJJF referee Maurício Russo to conclusion with his weapon of specialty, the collar choke.</p>
<p>“The collar choke is an excellent weapon against heavier opponents. It’s saved my skin a bunch of times!” recalls the stalwart competitor.</p>
<p>In the video below, the black belt teaches two variations on the position: the traditional way of performing the collar choke and then a method the specialist on the subject himself came up with. Watch and learn here on GRACIEMAG.com.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Estrangulamento rodado com Vinicinho" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/rZq0BuD8K6U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/learn-a-good-technique-for-beating-bigger-guys/">Learn a good technique for tapping out bigger guys</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jiu-Jitsu fest at Copa America</title>
		<link>https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-fest-at-copa-america/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=jiu-jitsu-fest-at-copa-america</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 19:23:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abi-Rihan]]></category>
		<category><![CDATA[Carlson Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Copa America]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Pimpolho]]></category>
		<category><![CDATA[Marcio André]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Uniao]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago Barata]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius Cruz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>The third installment of the Jiu-Jitsu Copa America offered up heaps of good matches for the Tijuca neighborhood of Rio de Janeiro last Saturday, December 12. The event had a brotherly feel to it, with popular rapper MC Akira announcing the fighters in the main events. Beyond the white to brown belt and black belt&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>The third installment of the Jiu-Jitsu Copa America offered up heaps of good matches for the Tijuca neighborhood of Rio de Janeiro last Saturday, December 12. The event had a brotherly feel to it, with popular rapper MC Akira announcing the fighters in the main events. Beyond the white to brown belt and black belt master matches, there was also a supermatch between Rio International Open finalist Thiago “Barata” Ferreira and Luis Fernando “Pimpolho”.</p>
<p>In a tight and technical dispute, “Barata” (Abi-Rihan) managed to score three advantage points with his attempts at passing “Pimpolho’s” (Nova União) elastic guard, yielding him R$200, a gift pack, trophy and gi, as well as R$ 50 to blow at popular night club Six.</p>
<div style="width: 429px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" title="Pimpolho (left) and Barata on the podium. Photo: Publicity" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/baratacopaam%C3%A9rica1.jpg" alt="Pimpolho (left) and Barata on the podium. Photo: Publicity" width="419" height="295" /><p class="wp-caption-text">Pimpolho (left) and Barata on the podium. Photo: Publicity</p></div>
<p>At brown belt, Leonardo Sagioro (BTT), who had four matches in the under 76kg division, stood out and took the prizes. Another who kept up his tradition of participating was Gustavo Granha (Carlson Gracie), winner for the third year in a row of the medium heavyweight master black belt division. Among the veterans, the return of Vinicius Cruz (Carlson Gracie) to the mat was well worth it. The fighter, who was world champion as a brown belt roosterweight, took first place in the middleweight black belt master category.</p>
<p>And the kids put on a show of their own, with one in particular promising to give much to talk about in the years to come. At only 14 years of age, Marcio André (Nova União) won five matches – four by finish – and took the adult light featherweight blue belt division.</p>
<p>“I’m really happy about this installment of Copa America. 630 athletes showed up, a good number of participants since we are already at the end of the year and between so many competitions. It was also the most organized installment, keeping to the timetable perfectly. We even wrapped up the event before we expected to. Copa has now become a reference on the calendar,” celebrates organizer Raphael Abi-Rihan.</p>
<div style="width: 336px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" title="Gustavo Granha celebrates. Photo: Publicity" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/granhacopaamerica.jpg" alt="Gustavo Granha celebrates. Photo: Publicity" width="326" height="257" /><p class="wp-caption-text">Gustavo Granha celebrates. Photo: Publicity</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-fest-at-copa-america/">Jiu-Jitsu fest at Copa America</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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