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	<title>Valente brothers | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Tudo que você deve aprender com o sucesso dos Irmãos Valente no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2019 18:17:22 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_189972" style="width: 629px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/05/Valente-brothers-and-father-1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-189972" class="size-full wp-image-189972" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/05/Valente-brothers-and-father-1.jpg" alt="" width="619" height="406" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/05/Valente-brothers-and-father-1.jpg 619w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/05/Valente-brothers-and-father-1-300x197.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/05/Valente-brothers-and-father-1-150x98.jpg 150w" sizes="(max-width: 619px) 100vw, 619px" /></a><p id="caption-attachment-189972" class="wp-caption-text">Grande mestre Pedro Valente com seus filhos professores de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p>Foi uma longa e saborosa conversa com o faixa-preta Guilherme Valente, o “Gui”, que atuou nesta reportagem especial como porta-voz do clã de professores de Jiu-Jitsu e hábeis empreendedores, a família que comanda a Valente Brothers Academy, em Miami, nos Estados Unidos.</p>
<p>Gui respondeu a todas as perguntas da equipe de GRACIEMAG de forma extremamente clara, objetiva e organizada, mostrando que é um profundo conhecedor das histórias, dos conceitos e dos personagens sobre os quais nos contou.</p>
<p>Faixas-pretas experientes, os irmãos Valente jamais se acomodaram em relação ao aprendizado do Jiu-Jitsu. Comportam-se cada vez mais como estudiosos dedicados, tanto na prática como na teoria, tentando desvendar todos os mistérios da arte suave.</p>
<p>Claro, também atualizam-se de acordo com as novidades que aparecem nos dojôs mundo afora e com a modernização na sociedade de uma maneira geral.</p>
<p>Ao longo dessa dinâmica infinita de aprender-ensinar-aprender-ensinar, tiveram acesso privilegiado a duas fontes fundamentais do Jiu-Jitsu, ainda em vida: os grandes mestres Carlos e Helio Gracie. E foi com eles que desenvolveram um astral espetacular, uma jovialidade contagiante, talvez uma das principais virtudes para explicar o sucesso dos Valente.</p>
<p>“Dentre todas as lições que aprendemos com Carlos e Helio Gracie”, recorda Gui, “podemos delinear as três principais:</p>
<p><strong>Positividade:</strong> Manter a mente sempre positiva e encarar as situações da vida com inteligência e determinação para resolver os problemas que aparecerem. Saber aceitar aquilo que não se pode modificar sem se queixar.<br />
<strong>Coragem:</strong> Ter a força de vontade para só fazer aquilo que considerar certo, mesmo diante de fortes tentações ou receios. Não ter nenhum tipo de vício e nem fraqueza.<br />
<strong>Prestimosidade:</strong> Carlos e Helio consideravam a disposição para ajudar ao próximo uma das maiores virtudes de um ser humano. Por essa razão seus discípulos jamais poderiam passar por um lixo no chão e não catá-lo ou sair de um ambiente deixando-o mais sujo ou desorganizado do que quando entrou. Segundo eles, de nada vale o conhecimento do Jiu-Jitsu se for utilizado para fazer o mal.</p>
<p>Confira a seguir esses e muitos outros conceitos, propagados por Pedro, Gui e Joaquim no QG do clã Valente em Miami, e descubra por que a escola desses notáveis professores se tornou uma das grandes referências na difusão do Jiu-Jitsu na atualidade. Oss!</p>
<div id="attachment_215658" style="width: 1930px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/03-DSC_1027.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215658" class="size-full wp-image-215658" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/03-DSC_1027.jpg" alt="" width="1920" height="1262" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/03-DSC_1027.jpg 1920w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/03-DSC_1027-300x197.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/03-DSC_1027-768x505.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/03-DSC_1027-1024x673.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/03-DSC_1027-150x99.jpg 150w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><p id="caption-attachment-215658" class="wp-caption-text">Discípulos atentos à aula na Valente Brothers. Muito treino de repetição e estímulo à velocidade dos golpes. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Como vocês definem o &#8220;Método Valente Brothers&#8221; de ensinar Jiu-Jitsu?</strong><br />
O nosso método foi formulado com o intuito de preservar a essência técnica e filosófica do Jiu-Jitsu, codificada no final do século 19 pelo fundador da Kodokan, Jigoro Kano, e tão bem aplicada no Brasil pelos grandes mestres Carlos e Helio Gracie.</p>
<p>Nós desejávamos, desde o início, transmitir aos nossos alunos o Jiu-Jitsu completo, abrangendo os golpes traumáticos, as quedas, o programa de defesa pessoal e a luta de chão, além da filosofia de vida que é, sem dúvida nenhuma, o elemento mais importante. Através de um trabalho psicológico muito profundo nós buscamos aumentar a autoestima das crianças e treinar pessoas comuns, de qualquer sexo ou idade, mesmo sem aptidões atléticas, a terem elementos para se defender dos mais fortes, em qualquer situação de confronto.</p>
<p>Desde as primeiras aulas, em 1993, entendemos a necessidade de desenvolver currículos para as aulas coletivas, assim como já existia para aulas individuais. Com base na nossa experiência acadêmica dentro de universidades americanas, organizamos um programa pedagógico estruturado para que os alunos tivessem acesso às técnicas do Jiu-Jitsu da forma mais eficiente possível. Tudo isso num ambiente de muita disciplina, organização, limpeza e pontualidade.</p>
<p>A Escola Valente Brothers é uma das escolas de Jiu-Jitsu mais bem sucedidas da atualidade. Muitos professores de outras escolas costumam visitar vocês em Miami, nos Estados Unidos, para aprender tanto a metodologia de ensino que vocês adotam, assim como o conhecimento empresarial que vocês desenvolveram ao longo dos anos.</p>
<p><iframe title="Defesa pessoal: as técnicas mais importantes para você não apanhar na rua, com os Valente Brothers" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/rl17KE07Bvw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Quais são as principais dicas que vocês costumam dar aos professores em relação a esses dois aspectos?</strong><br />
Em primeiro lugar enfatizamos o valor do trabalho. Consideramos a rotina de professor de Jiu-Jitsu fantástica. É um verdadeiro privilégio poder passar o dia inteiro no tatame, fazendo aquilo que amamos e contribuindo para a evolução física e mental dos nossos semelhantes de uma forma extremamente positiva. Não podemos entrar na aula pensando em nos aposentar ou em tirar férias. Isso não existe. Aprendemos com nossos mentores, os grandes mestres Carlos e Helio Gracie e o Dr. Pedro Valente, que a nossa profissão é a melhor do mundo e que devemos nos dedicar a ela com todo o nosso coração. Almejamos poder chegar a uma idade mais avançada com essa mesma rotina de passar o dia dando aulas.</p>
<p>Em segundo lugar, ressaltamos a importância da filosofia de vida do Jiu-Jitsu através do 753 Code. Desenvolvemos esse código com o intuito de poder explicar de uma forma didática a filosofia da nossa arte. O professor de Jiu-Jitsu tem a obrigação de ser um exemplo de conduta dentro e fora do tatame. Não podemos esquecer que o Jiu-Jitsu possui técnicas que podem ser letais. Portanto, devemos sempre inspirar no aluno um comportamento ético, voltado para a prática do bem. Além disso, os preceitos de alimentação e hábitos saudáveis sempre estiveram ligados ao Jiu-Jitsu e devem ser estimulados continuamente.</p>
<div id="attachment_215662" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/04-Grad2018-116-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215662" class="size-full wp-image-215662" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/04-Grad2018-116-1.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/04-Grad2018-116-1.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/04-Grad2018-116-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/04-Grad2018-116-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/04-Grad2018-116-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-215662" class="wp-caption-text">A defesa pessoal é a base do ensino do Jiu-Jitsu na Valente Brothers. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Em quais outros aspectos o legado dos grandes mestres Carlos e Helio Gracie, assim como o do Dr. Pedro Valente, influencia vocês?</strong><br />
O grande mestre Carlos, que conhecemos na nossa infância, foi sempre uma imensa fonte de inspiração dada a relação de grande amizade que ele mantinha com o nosso pai. Procuramos cultivar com muita fidelidade os seus ensinamentos filosóficos, higiênicos e nutricionais. O grande mestre Helio foi como um avô para nós. Tivemos não só o grande privilégio de poder tomar aulas particulares regularmente durante trinta anos diretamente com ele, mas também a convivência familiar que nos rendeu ensinamentos valiosíssimos. A forma como Carlos e Helio conseguiram captar, mesmo com pouco acesso, a profundidade dos preceitos filosóficos e técnicos da arte suave foi deveras genial.</p>
<p>Motivados pela admiração e pelo respeito que nutrimos pelos grandes mestres fizemos um minucioso trabalho de pesquisa sobre a atuação deles entre as décadas de 30 e 50. O foco na defesa pessoal e na filosofia que decidimos implantar em nossa academia é fruto não só da inspiração no trabalho dos irmãos Gracie na antiga academia da Avenida Rio Branco, mas também da participação consultiva dos nossos mentores, Helio Gracie e Dr. Pedro Valente, na gênese do nosso sistema.</p>
<p>Vale acrescentar ainda um ponto muito relevante disseminado pelo Dr. Pedro Valente. Nosso pai sempre ressaltou a importância da formação acadêmica em nossas vidas como ferramenta importante para o nosso sucesso.</p>
<blockquote><p>“Uma dica valiosa que damos aos professores? Valorize o seu trabalho, é um verdadeiro privilégio passar o dia inteiro no tatame, fazendo aquilo que amamos e contribuindo para a evolução dos outros. Não podemos entrar na aula pensando em nos aposentar ou em tirar férias” Gui Valente</p></blockquote>
<p><strong>A realidade em termos de segurança social mudou muito, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, desde que a Escola Gracie começou a ensinar defesa pessoal na primeira metade do século 20. Como vocês percebem isso e como a estratégia de defesa pessoal deve se adaptar a essas mudanças?</strong><br />
É impressionante como o programa que aprendemos com o grande mestre Helio continua sendo prático, eficiente e atual. É claro que como professores de defesa pessoal nós temos a obrigação de sempre estudar, não só as situações de briga de rua mais comuns, como também as armas mais usadas. Além disso, temos dado uma ênfase muito grande ao treinamento da defesa pessoal de uma forma dinâmica e realística.<br />
Em 1999, com supervisão e aprovação do grande mestre Helio, desenvolvemos um curso de 27 aulas chamado Fighting Foundations. Foi o primeiro currículo de defesa pessoal de Jiu-Jitsu para aulas coletivas. O grande crescimento da nossa academia teve início com a implantação desse programa. Hoje em dia professores do mundo inteiro vêm à nossa academia com o propósito de aprender esse programa.</p>
<p>A evolução das armas de fogo também precisa ser considerada e as técnicas de defesa muitas vezes precisam ser adaptadas. O nosso trabalho com Forças Militares de elite aqui nos EUA nos possibilita uma troca de informações muito valiosa nesse sentido. Na nossa academia nós não só ensinamos técnicas de desarme, mas também oferecemos um curso completo de tiro prático. Conseguimos uma licença especial para usar a mesma munição não letal utilizada em treinamentos militares e policiais o que possibilita um treinamento muito realístico e dinâmico. O nosso irmão Joaquim é especialista nessa área e lidera esse programa.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Como o Jiu-Jitsu vence bullying e evita tragédias? Irmãos Valente analisam" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/tKG0GNN_G4g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Algum membro da família Valente já teve algum enfrentamento real em termos de defesa pessoal? Se ocorreu algo nesse sentido, como foi o resultado da reação?</strong><br />
Aprendemos com o grande mestre Helio, no auge da sua sabedoria, que a briga física só deve ocorrer em situação de defesa, seja pessoal ou de alguém que esteja sendo agredido. Ele considerava errado agredir alguém como forma de lição ou por vingança. Por isso, sempre buscamos evitar qualquer tipo de briga ou confusão. Porém, em algumas poucas ocasiões onde foi impossível evitar o confronto pudemos nos defender. Quando um praticante de Jiu-Jitsu se depara com um leigo, normalmente não encontra problemas para controlar a situação.</p>
<p>Em 2004, quando a nossa casa no Rio de Janeiro foi assaltada por cinco homens armados, o nosso pai colocou em prática toda a sua experiência adquirida na arte suave, não só no campo físico ao desarmar um dos bandidos antes de ser rendido pelos outros, mas principalmente no âmbito mental. Segundo ele, a filosofia do Jiu-Jitsu o ajudou a ter tranquilidade para colocar em prática a estratégia de manter os assaltantes constantemente distraídos. Desta forma ele diminuiu a possibilidade de eles praticarem alguma violência contra os filhos menores que lá estavam.</p>
<p>Após a ocorrência, a filosofia do Jiu-Jitsu ajudou a evitar que traumas relacionados a esse grave incidente pudessem impactar de forma negativa a vida não só do nosso pai mas também da Joana e do Joaquim. Inclusive, baseado na filosofia da positividade, o Joaquim enxerga aquela experiência como uma fonte inigualável de aprendizado que o ajuda muito no seu trabalho de professor de Jiu-Jitsu.</p>
<div id="attachment_215664" style="width: 5420px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/06-_DSC3439.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215664" class="size-full wp-image-215664" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/06-_DSC3439.jpg" alt="" width="5410" height="3976" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/06-_DSC3439.jpg 5410w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/06-_DSC3439-300x220.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/06-_DSC3439-768x564.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/06-_DSC3439-1024x753.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/06-_DSC3439-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 5410px) 100vw, 5410px" /></a><p id="caption-attachment-215664" class="wp-caption-text">Golpes traumáticos também entram na grade de ensino na Valente Brothers. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Realmente uma das questões mais complexas no ensino do Jiu-Jitsu é o aperfeiçoamento das instâncias emocionais, afinal, não adianta conhecer todas as técnicas se o emocional do praticante é frágil. Numa situação de enfrentamento real, é preciso controlar a adrenalina, raciocinar sob pressão, não sofrer &#8220;apagão&#8221;. Como vocês desenvolvem esses aspectos nos alunos?<br />
</strong>A metodologia científica de ensino da academia Valente Brothers, aprendida com o grande mestre Helio, tem como objetivo automatizar as reações físicas e emocionais dos alunos. Ensinamos defesas e estratégias para neutralizar os ataques mais comuns que possam ocorrer em situações de violência urbana. O nosso sistema emprega técnicas da psicologia que visam à automatização dos movimentos de defesa para que o aluno não precise pensar antes de reagir. Com isso, medos e ansiedades não interferem na sua performance quando ocorre um ataque inesperado. O reflexo condicionado de defesa entra em ação.</p>
<p>Existem também as situações em que o indivíduo precisa manter o equilíbrio emocional para poder decidir a melhor forma de proceder. Nem sempre as técnicas físicas do Jiu-Jitsu são as melhores armas em situações de defesa pessoal. Em um assalto, por exemplo, onde não é possível reagir, você precisa ter controle emocional. E nos casos onde é necessário reagir, o equilíbrio proporcionará a capacidade de reconhecer o melhor momento para atacar. Tudo isso deve ser muito bem treinado, tanto fisicamente quanto mentalmente.</p>
<p>No campo mental nós ensinamos técnicas de visualização e mentalização para condicionar o lado psicológico. Também utilizamos treinamentos competitivos para criar situações de pressão física e psicológica. Nos treinamentos de luta, que realizamos regularmente em nossa academia, tomamos cuidado para não desenvolver reflexos antagônicos ao objetivo principal que é a eficiência numa situação de violência real.</p>
<p>O conhecimento filosófico e psicológico do Jiu-Jitsu também ajuda o praticante a ter um maior autoconhecimento, o que possibilita um entendimento das reações naturais do corpo em momentos de confronto. Os samurais já diziam que as mãos trêmulas e o coração acelerado não são sinais de medo ou de fraqueza e sim um aquecimento natural para a batalha. Nós acreditamos que é possível desenvolver a coragem e a valentia através do treinamento.</p>
<div id="attachment_215666" style="width: 1930px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/07-DSC_1035.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215666" class="size-full wp-image-215666" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/07-DSC_1035.jpg" alt="" width="1920" height="1281" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/07-DSC_1035.jpg 1920w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/07-DSC_1035-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/07-DSC_1035-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/07-DSC_1035-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/07-DSC_1035-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><p id="caption-attachment-215666" class="wp-caption-text">Respeito, disciplina, pontualidade. O ensino do Jiu-Jitsu vai além dos golpes. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Vocês construíram um prédio 100% planejado para otimizar o ensino do Jiu-Jitsu. Quais são os principais destaques dessa construção sensacional?<br />
</strong>A construção desse edifício é a realização de um sonho. O nosso crescimento como academia foi gradual e fundamentado em muito trabalho dentro do tatame. Começamos com aulas no ginásio da Universidade de Miami em 1993, tivemos uma academia de 185 metros quadrados de 1998 a 2002, depois conseguimos expandir para uma de 560 metros quadrados em 2003 e em 2017, após um projeto de quase quatro anos, concluímos a construção da academia atual.</p>
<p>O nosso edifício é exclusivamente dedicado ao ensino do Jiu-Jitsu. Nós concebemos esse local como um centro educacional que preserve a história e a cultura do Jiu-Jitsu. Organizamos um acervo histórico com museu e biblioteca para contar a história completa da nossa arte, de forma acadêmica, desde os tempos mais antigos até a Era Moderna. Desejamos que amantes da arte suave, independente de afiliação, venham a Miami a fim de aprender a técnica, a história e a filosofia da nossa arte.</p>
<p>Estamos muito felizes com a quantidade de visitantes de todo o mundo que tem nos prestigiado nesses dois primeiros anos de funcionamento. O Grande mestre João Alberto Barreto, que nos visitou no fim do ano passado, generosamente se referiu ao nosso edifício como a “Kodokan do Jiu-Jitsu”.</p>
<blockquote><p>“Com base na nossa experiência acadêmica dentro de universidades americanas, organizamos um programa pedagógico estruturado para que os alunos tenham acesso às técnicas do Jiu-Jitsu da forma mais eficiente possível” Gui Valente</p></blockquote>
<p><strong>De que maneira a Escola Valente Brothers melhora a qualidade de vida dos alunos?</strong><br />
Como o nosso pai sempre dizia: “o maior segredo do Jiu-Jitsu é seguir a filosofia”. Com o aprendizado da filosofia entendemos que não vale a pena praticar o Jiu-Jitsu de uma forma que prejudique a nossa saúde física e mental. A prática do Jiu-Jitsu como atividade física pode trazer grandes benefícios para a saúde, contanto que seja executada de forma segura e equilibrada. Caso contrário, ela pode ser altamente danosa ao corpo humano, o que não é recomendável. Nós consideramos a nossa arte uma das modalidades mais saudáveis de exercício que existem.</p>
<p>Através do 753 Code os alunos aprendem estratégias específicas para desenvolver o comportamento ético, o equilíbrio emocional, a humildade e a saúde de uma forma geral. O impacto psicológico das nossas aulas na vida dos alunos é principalmente notado através do aumento da segurança e da autoconfiança. Porém, se essa autoconfiança não for estimulada em um ambiente disciplinado e respeitoso, ela pode se transformar em soberba e arrogância, o que seria terrível.</p>
<p>Nós levamos muito a sério a promessa de desenvolver corpo, mente e espírito através da prática do Jiu-Jitsu.</p>
<div id="attachment_215668" style="width: 5133px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/SC4271.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215668" class="size-full wp-image-215668" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/SC4271.jpg" alt="" width="5123" height="4026" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/SC4271.jpg 5123w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/SC4271-300x236.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/SC4271-768x604.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/SC4271-1024x805.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/SC4271-150x118.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 5123px) 100vw, 5123px" /></a><p id="caption-attachment-215668" class="wp-caption-text">Aulas sem kimono para afiar ainda mais as técnicas numa situação real de combate. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Como vocês analisam a vertente do Jiu-Jitsu voltada para a disputa de campeonatos?</strong><br />
Nós temos grande admiração por qualquer atividade esportiva que seja praticada de forma positiva e que contribua para a melhoria da qualidade de vida de seus praticantes. Os campeonatos tiveram um crescimento impressionante nos últimos anos e têm tudo para continuar evoluindo através da organização e da disciplina.</p>
<p><strong>Quais são as principais virtudes de um aluno que se forma faixa-preta da Escola Valente Brothers de Jiu-Jitsu?</strong><br />
Em 2006 nós desenvolvemos aqui em Miami um exame de faixa-preta. Objetivamos através dessa prova assegurar que todos os nossos faixas-pretas tivessem um conhecimento técnico, histórico e filosófico do Jiu-Jitsu. Ademais, o candidato tem que demonstrar uma eficiência prática de combate, tanto no que diz respeito à luta de chão, quanto na luta em pé, o que inclui quedas, traumatismos e defesa pessoal. O exame não é uma formalidade. Muitos candidatos não passam e têm que esperar um ano para poder testar novamente.</p>
<p>O que esperamos de um faixa-preta é que seja, dentro e fora do tatame, um exemplo de integridade, sempre representando, da melhor forma possível, a filosofia do Jiu-Jitsu tão bem explicada pelos grandes mestres Carlos e Helio Gracie.</p>
<div id="attachment_215656" style="width: 1002px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Helio-e-Pedro-Valente.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-215656" class="size-full wp-image-215656" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Helio-e-Pedro-Valente.jpg" alt="" width="992" height="700" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Helio-e-Pedro-Valente.jpg 992w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Helio-e-Pedro-Valente-300x212.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Helio-e-Pedro-Valente-768x542.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/05/Helio-e-Pedro-Valente-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 992px) 100vw, 992px" /></a><p id="caption-attachment-215656" class="wp-caption-text">Helio Gracie e Pedro Valente em treino em pé. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/confira-os-segredos-por-tras-do-sucesso-dos-irmaos-valente-no-jiu-jitsu/">Tudo que você deve aprender com o sucesso dos Irmãos Valente no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Helio versus Kimura, sixty years on</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 17:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[Helio Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>By the Valente Brothers Sixty years ago, on October 23, 1951, arguably the most important fight in Jiu-Jitsu history took place in Rio de Janeiro. The fight was held at Maracanã Stadium, the largest in the world at the time, built to host the 1950 soccer World Cup and with a capacity of over two&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>By the Valente Brothers</strong></p>
<p>Sixty years ago, on October 23, 1951, arguably the most important fight in Jiu-Jitsu history took place in Rio de Janeiro. The fight was held at Maracanã Stadium, the largest in the world at the time, built to host the 1950 soccer World Cup and with a capacity of over two hundred thousand people.Understanding the magnitude of Gracie vs. Kimura requires a look back at Helio Gracie&#8217;s victories against Japanese champions and the Gracie brothers&#8217; resistance to the imposition of judo practiced as a sport in place of training Jiu-Jitsu as martial art.</p>
<div id="attachment_39170" style="width: 360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-39170" class="size-full wp-image-39170" title="HeiloandKimura" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/10/HeiloandKimura.jpg" alt="" width="350" height="304" /><p id="caption-attachment-39170" class="wp-caption-text">Helio and Kimura</p></div>
<p>At the end of the 19th century, Japanese immigrants began to travel the world and spread the ancient fighting system denominated Jiu-Jitsu. This initial dissemination was done in a disorganized fashion, as Japanese practitioners took part in exhibitions and taught their own style to international students throughout the world. As the Japanese government realized the tremendous international interest in their national martial art, they appointed the founder of the Kodokan Institute, Jigoro Kano, to organize Jiu-Jitsu as a sport and take control of the international dissemination of Jiu-Jitsu, which had recently been renamed &#8220;judo&#8221; by Jigoro Kano.</p>
<p>Brazil represented one of the greatest centers for Jiu-Jitsu dissemination since a vast number of Japanese citizens migrated from Japan to Brazil. This exodus of Japanese immigrants occurred after a treaty was signed by the Japanese and Brazilian governments to bring Japanese workers to help at Brazilian coffee plantations in the state of São Paulo. Today, Brazil has the highest number of Japanese people outside of Japan. In order for the Japanese Jiu-Jitsu fighters to maintain their supremacy abroad, they needed to dominate local practitioners on the mat. In Brazil, this was made very difficult by a young and skinny Brazilian Jiu-Jitsu fighter named Helio Gracie. Between 1932 and 1936, Helio fought the best Japanese fighters to visit Brazil and remained undefeated. For instance, he defeated Masagoishi by armlock and famous Japanese champion Taro Miyake by choke.</p>
<p>These victories caused a delegation of Japanese masters including Sumiyaki Kotani, one of the highest authorities in Japan, to come to Brazil and promote Helio Gracie to fourth-degree black belt in judo and attempt to convince him and his brothers to follow the Japanese modern sportive system &#8211; judo. They also invited Helio to participate in a judo tournament in São Paulo in order to introduce him to the modern rules, which included a point system. This represented a substantial alteration of the original system they had learned from Mitsuyo Maeda, which predicated that a match could only be decided by submission or loss of consciousness. The new judo rules kept the matches standing and minimized the importance of ground fighting.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kimura vs  Gracie 1951" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/WP3UykTaMoU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>In addition, the new Japanese Jiu-Jitsu, which they called judo, de-emphasized self-defense techniques and favored the practice of Jiu-Jitsu only as a sport. The Gracie brothers did not feel that the Japanese were technically superior to them, given their observations and Helio&#8217;s victories, and were very successful teaching their own modernized and efficient method of street self-defense. Consequently, they decided to maintain their independence from the Japanese and continue to teach their own method of Jiu-Jitsu. As the Japanese colony in Brazil tried to promote the sport of judo, they ran into resistance from the Gracie brothers, who accused them of hiding the martial secrets of Jiu-Jitsu from international students. The Japanese felt that the only way to quiet the annoying opposition by the Gracies was to find someone who could challenge and defeat Helio Gracie, who had retired in 1938 due to a lack of competent opponents.</p>
<p>So in November of 1950, Helio Gracie was asked by a Japanese emissary if he would accept an offer to face a Japanese champion from Japan. When he responded, &#8220;It would be a pleasure,&#8221; he suspected that soon he would be surprised by the visit of a Japanese champion. This occurred on July 18, 1951, when local Japenese-language newspaper &#8220;São Paulo Shimbum&#8221; announced that the World Champion, Masahiko Kimura, who is still considered by many to be the best judo fighter of all time, was coming to Brazil to fight. The newspaper invested the equivalent of more than US$ 100,000 to bring the Japanese team over. One week later, on October 25, Kimura arrived in Rio accompanied by sixth-degree black belt Yamaguchi and fifth-degree black belt Yukio Kato, who he described as being the second and third best judokas in Japan. On that Wednesday afternoon, Helio Gracie was teaching class and received a phone call from the largest Brazilian newspaper, inviting him to come meet the Japanese champions who were on their way from the airport for an interview. Helio Gracie rushed to the headquarters of &#8220;Diario da Noite&#8221; and arrived in time to meet Kimura. Both fighters accepted the idea of a match as proposed by the journalists. Kimura was supposed to go to São Paulo the next day for a series of demonstrations and Helio promised to go there with his brother Carlos Gracie in order to discuss the details for their match. On Friday, August 10, the Gracie brothers met with the Japanese delegation and were told that instead of Kimura, Helio would first have to face Yukio Kato, a 22-year-old weighing 154lbs. They argued that in the case of a defeat against Kimura, Helio would use the weight difference of more than 70 lbs as an excuse. Against Kato, who was only 15 lbs heavier, the Japanese fighter would be able to establish the superiority of their method beyond any doubt. In light of the Japanese demands, Helio accepted the challenge and a match was scheduled for September 6 in Rio de Janeiro.</p>
<p>On Thursday, September 6, 1951, Helio Gracie and Yukio Kato met at Maracana stadium, and the match was declared a draw after three 10-minute rounds. Kato was more aggressive in the first round and attempted to knock out Gracie with powerful throwing techniques. Helio demonstrated great defense and started to take the offensive in the second round by bringing the fight to the ground. Although Helio had sustained a broken rib two weeks before the fight, he dominated the third round and only narrowly missed victory (instead of the draw that the match was declared) because Kato escaped off the mat three times to avoid Helio&#8217;s chokes. Kato became so impressed with Helio&#8217;s techniques that he said after the fight that Helio could consider himself a world champion in groundfighting since he felt that even at the Kodokan he wouldn&#8217;t find a fighter of his weight who could defeat him on the ground.</p>
<p>Not satisfied with the result, Kato challenged Helio to a remach in São Paulo. This time the match would take place in a ring with ropes to avoid any escapes. On Saturday, October 29 Kato and Gracie fought for the second time, at Pacaembu Gymnasium. Fighting in a ring, Kato could not escape and, after a couple of spectacular throws, attempted to finish the fight on the ground with a choke while passing the guard. Gracie felt the pressure, as he admitted after the match, but managed to roll out of it. Using his flexibility, Gracie recovered the guard and applied a front choke from his back that rendered Kato unconscious eight minutes into the first round. The result of this fight repeesented a glorious moment in Helio Gracie&#8217;s career, as he proved that his Jiu-Jitsu could not be considered inferior to the Japanese.</p>
<p>To restore the tarnished reputation of judo, Kimura finally challenged Helio Gracie to a match and promised to win &#8220;on the first grip&#8221; with a devastating throw. Helio responded that he could resist any throw and promised not to pull guard in order to prove his point. Kimura then said that if Gracie lasted more than three minutes he could consider himself the winner. And so on Tuesday, October 23, 1951, Helio Gracie stepped onto the canvas tarp covering part of the Maracana Stadium soccer pitch, to face the best heavyweight in the history of judo, Masahiko Kimura. Helio weighed in at 139 lbs against Kimura&#8217;s 210lbs. Kimura was four years younger and 71 lbs havier than Helio Gracie. Kimura immediately threw Gracie with an osotogari and did not encounter much difficulty in passing Gracie&#8217;s open guard. However, once he landed in side-control he could not find an opening through which to finish the fight. In an interview before the fight, Helio Gracie demonstrated Kimura&#8217;s favorite armlock, which is known today as the Kimura lock, and said that he was training rigorously to defend it. And indeed he stopped it several times. But Kimura was very experienced and knew that if he kept using his strength advantage to force the lock on Gracie&#8217;s left arm, eventually he would fatigue and give in. This process only worked in the third minute of the second round, when Kimura was able to establish his grip from the North-South position. Kimura then positioned himself to finish the lock and slowly applied pressure. Helio&#8217;s amazing flexibility created a scary scene that made it seem that his arm could break at any moment. Thinking that his brother would not tap out, Carlos Gracie ran onto the mat and pushed Kimura, interrupting the fight. Carlos was restrained by an athletic commission official, and the referee indicated that the fight should continue since Helio didn&#8217;t tap. Helio, however, asked the referee to raise Kimura&#8217;s arm, since he would not contradict his brother&#8217;s decision to stop the fight. As one can see by examining all the newspapers of the time, Helio Gracie&#8217;s arm was not broken as Kimura would claim many years later in his autobiography. In fact, there is a picture of Gracie in the shower moments after the fight, with his left hand on his head, clearly demonstrating that his left arm was not injured. After the fight, Kimura publically recognized the uniqueness of Helio Gracie&#8217;s technique on the ground and invited him to come teach in Japan.</p>
<p>Anyone who knows Jiu-Jitsu understands the extreme difficulty of withstanding a technical opponent with a 70-pound weight advantage for 13 minutes. This amazing feat, which was recognized by Kimura himself, was only possible due to the revolutionary defensive strategy developed by Helio Gracie, which prevented Kimura form executing his finishing holds even though he always held dominant positions. Although Gracie was defeated, this fight represented the definitive independence of Gracie Jiu-Jitsu from Japan. From that point forward, Helio Gracie was sure that his reinvention of Jiu-Jitsu was superior in many ways to the original Japanese method, and he and his family forged ahead with the process that led to the international acceptance of Gracie Jiu-Jitsu&#8217;s superiority as the most complete and effective fighting system in the world.</p>
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