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	<title>UFC&lt; BJJ | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>UFC&lt; BJJ | Graciemag</title>
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	<item>
		<title>Após manter o cinturão peso-galo do UFC BJJ, Cássia Moura vai em busca do ouro no Mundial da IBJJF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 May 2026 11:42:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com apenas 20 anos de idade, Cássia Moura vive um momento espetacular em sua carreira. Atual campeã peso-galo feminina do UFC BJJ, a carioca defendeu com sucesso seu cinturão na última quinta-feira (21), durante a oitava edição do evento, realizada em Las Vegas (EUA). A pupila do professor Bruno Bastos teve uma atuação dominante em&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_246342" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246342" class="wp-image-246342 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia3.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia3.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia3-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia3-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia3-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246342" class="wp-caption-text">Cássia Moura é a atual campeã peso-galo feminina do UFC BJJ &#8211; Foto: divulgação</p></div>
<p class="p1">Com apenas 20 anos de idade, Cássia Moura vive um momento espetacular em sua carreira. Atual campeã peso-galo feminina do UFC BJJ, a carioca defendeu com sucesso seu cinturão na última quinta-feira (21), durante a oitava edição do evento, realizada em Las Vegas (EUA). A pupila do professor Bruno Bastos teve uma atuação dominante em sua primeira defesa de título e finalizou a compatriota Sabrina Gondim com um justo mata-leão no segundo round, mantendo a coroa da divisão.</p>
<p class="p1">Com o resultado positivo, Cássia Moura manteve sua invencibilidade lutando pela plataforma do Ultimate. Já são quatro vitórias conquistadas na organização — sobre Talita Alencar, Alexandria Enriquez, Ffion Davies e Sabrina Gondim. Anteriormente, a atleta de Realengo, no Rio de Janeiro, já havia vencido outros dois combates disputados no UFC Invitational.</p>
<p class="p1">“Estou muito feliz porque essa foi a minha primeira finalização no evento. Eu gosto de lutar de forma agressiva, então queria conseguir uma finalização no UFC BJJ. E finalmente consegui. Na próxima, quero fazer a luta principal e também disputar o título do peso-mosca para me tornar uma campeã dupla da organização. Vou trabalhar muito por isso e tenho certeza de que consigo conquistar esse objetivo”, disse Cássia.</p>
<div id="attachment_246343" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-246343" class="wp-image-246343 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia2.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia2.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia2-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/05/cassia2-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-246343" class="wp-caption-text">Pupila do professor Bruno Bastos, Cássia Moura vai em busca do ouro no Mundial da IBJJF &#8211; Foto: arquivo pessoal</p></div>
<p class="p1">Com a defesa de cinturão bem-sucedida na divisão peso-galo, a faixa-preta da LEAD BJJ agora vai vestir o kimono em busca do seu primeiro título mundial na faixa-preta. Ela está confirmada na divisão peso-leve, que conta com atletas de destaque, como Sarah Galvão, Janaína Lebre, Mayara Melo e Giovanna Leite.</p>
<p class="p1">O Mundial da IBJJF acontece nesta semana, na tradicional Pirâmide de Long Beach, na Califórnia (EUA).</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-manter-o-cinturao-peso-galo-do-ufc-bjj-cassia-moura-vai-em-busca-do-ouro-no-mundial-da-ibjjf/">Após manter o cinturão peso-galo do UFC BJJ, Cássia Moura vai em busca do ouro no Mundial da IBJJF</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vitor Shaolin analisa UFC BJJ e os desafios do dojo em forma de cumbuca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 15:31:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De acordo com o árbitro Vitor Shaolin, "o formato do dojo do UFC BJJ requer atenção em especial quando os lutadores ou lutadoras caminham para trás, buscando uma defesa, afinal é um formato inclinado. É preciso assim se ligar, para manter o equilíbrio. Mas é uma ideia promissora, que ao meu ver minimiza muitas reclamações e tem facilitado o nosso trabalho de arbitragem. Claro que sempre há um treinador ou atleta que vai chiar, mas normalmente são atletas que vão reclamar até de uma unha quebrada. Há prós e contras para lutadores de todas as origens. O bom representante do Jiu-Jitsu, assim como os bons lutadores de wrestling, vai se adaptar e seguir vencendo como costuma fazer nas outras ligas."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-146363" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/shaolin1-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p dir="ltr">Quatro décadas após o povo do Jiu-Jitsu cair de amores pelas cumbucas de açaí no Rio de Janeiro, agora seus atletas estão tendo a oportunidade de lutar dentro de uma delas, em tamanho família.</p>
<p dir="ltr">É a arena do <a href="https://uk.ufc.com/video/155067" target="_blank" rel="noopener">UFC BJJ</a>, que a partir desse formato inovador e regras próprias, tem causado curiosidade entre os fãs de Jiu-Jitsu e atraído grandes astros do esporte, entre wrestlers, grapplers e faixas-pretas. Se o evento vai conquistar o público e virar mania, como o açaí em Copacabana nos anos 1980, ainda veremos.</p>
<p>O tatame, que lembra as velhas pistas de skate, foi inspirado no evento Karate Combat e em edições do Pit Submission Series. A arbitragem do UFC BJJ tem arrancado elogios, graças a campeões experientes, como os brasileiros Leticia Ribeiro, Ricardo “Cachorrão” Almeida e Vitor Ribeiro, o Shaolin, ao lado dos americanos Eliot Kelly, Chris Crail e Jason Harzog.</p>
<p dir="ltr">Em conversa com o <a href="http://graciemag.com" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://graciemag.com&amp;source=gmail&amp;ust=1773195018879000&amp;usg=AOvVaw3OuH1vJlq7uo5Qo5awzpCl">GRACIEMAG.com</a>, a fera Shaolin conversou sobre as características e desafios do evento em forma de tigela, e sobre as regras e lições que ele ainda extrai, ao arbitrar lutas em ritmo tão intenso – como as lutas de astros como Nicholas Meregali, que retornou após severa contusão com vitória, no meio de fevereiro.&nbsp;</p>
<p>Entre um evento e outro, Vitor segue ensinando o bom Jiu-Jitsu em sua novíssima academia, na cidade de Scotch Plains, Nova Jersey. Confira!</p>
<p dir="ltr"><strong>GRACIEMAG: Você passou dos 40 anos de Jiu-Jitsu, e completou dez como árbitro no UFC. Que lições você ainda consegue aprender sobre Jiu-Jitsu, ao ver grandes lutas ali do melhor lugar do estádio?</strong></p>
<p dir="ltr"><em><strong>VITOR SHAOLIN:</strong></em> Eu levo muito a sério a função de árbitro, e procuro rever lutas e estudar muito. Quando entro ali para mediar um combate, minha meta é atuar com o máximo de tranquilidade para reduzir ao mínino o risco de erro. Fomos atletas, e sabemos como é doloroso ver um árbitro cometer um erro, por precipitação ou desatenção. Eu tenho me dedicado a essa função de árbitro com toda minha energia, e por isso não tenho competido há tempos. Não gosto de fazer nada meia-boca. Dou minhas aulas para meus jovens alunos em Nova Jersey, e o resto do meu tempo eu foco em ser um bom árbitro.</p>
<p dir="ltr"><strong>O que passa na sua cabeça enquanto arbitra uma grande luta, como foi o retorno do Meregali?</strong></p>
<p dir="ltr">Uma vez lá dentro, é puro caos. Eu só posso estar lá de cabeça serena, totalmente vazia, como se fosse uma final de Mundial. É assim que eu procuro agir, sem interromper os atletas até que eu esteja convicto que chegou a hora de separá-los. Procuro estar, como nos meus tempos de atleta, calmo durante o maremoto.</p>
<p dir="ltr"><strong>O que pensa sobre o formato bem peculiar da arena do UFC BJJ?</strong></p>
<p dir="ltr">Em lutas de atletas explosivos, bons de quedas e rápidos, volta e meia o árbitro se via numa situação de precisar interromper a luta em momentos chaves, quando ambos ameaçavam caírem fora do tapete. Isso sem falar naqueles casos que tantas vezes vimos, quando os competidores chegam ao limite do dojo com uma finalização quase encaixada e dá a maior discussão.</p>
<p dir="ltr"><strong>É bom para os atletas? Eles têm elogiado?</strong></p>
<p dir="ltr">O formato do dojo do UFC BJJ requer atenção em especial quando os lutadores ou lutadoras caminham para trás, buscando uma defesa, afinal é um formato inclinado. É preciso assim se ligar, para manter o equilíbrio. Mas é uma ideia promissora, que ao meu ver minimiza muitas reclamações e tem facilitado o nosso trabalho de arbitragem. Claro que sempre há um treinador ou atleta que vai chiar, mas normalmente são atletas que vão reclamar até de uma unha quebrada. Há prós e contras para lutadores de todas as origens. O bom representante do Jiu-Jitsu, assim como os bons lutadores de wrestling, vai se adaptar e seguir vencendo como costuma fazer nas outras ligas.</p>
<p dir="ltr"><strong>E as regras?</strong></p>
<p dir="ltr">Creio que, mais do que o formato do dojo, os três assaltos de cinco minutos podem ser mais desafiadores. Porque o camarada precisa saber dosar a energia para não chegar ao último round cansado, devido ao ritmo do combate. Então é aquela tática, procurar ganhar posição que não deixe você exausto, já que é preciso gás total para o último assalto. Ninguém quer ir para a última etapa de boca aberta, entregue às moscas. Mas isso é outro aspecto que você se adapta e prepara bem durante os treinamentos.</p>
<p dir="ltr"><strong>Você tem arbitrado lutas de jovens craques do Jiu-Jitsu. Acha que o jogo da nova geração é melhor que o das anteriores?&nbsp;</strong></p>
<p dir="ltr">Não sei se é justo comparar, eu também lutei e treinei com campeões muito rápidos, e com finalizadores muito técnicos. Caras como Léo Vieira, Royler Gracie, Robinho Moura não ficam nada a dever a ninguém de nenhuma geração. O nível de lutas no UFC BJJ está absurdamente alto e a torcida fica de boca aberta, claro. E o que mais me alegra é ver onde o esporte chegou. Se você for pensar, esse estilo de Jiu-Jitsu sem kimono era treinado pelos mestres Carlson e seu irmão Rolls, seguiu evoluindo com seus alunos e está hoje no UFC. Queremos que isso só melhore, por isso fazemos reuniões de arbitragem o tempo todo, para entendermos como podemos melhorar e colaborar ainda mais com esse esporte.</p>
<p dir="ltr"><strong>Como está a vida por aí?</strong></p>
<p dir="ltr">Eu tenho apenas uma escola, para ter mais tempo para mim. Vejo a Gracie Barra e a Alliance fazendo um ótimo trabalho de expansão e franquias, e o Jiu-Jitsu de qualidade está num ótimo caminho, atingindo cada vez mais pessoas. Eu quero manter um ritmo mais tranquilo, e poder curtir minha família e meus quatros cachorros. E, de vez em quando, pegar a estrada para arbitrar lutas sempre que precisarem dos meus conhecimentos.&nbsp;</p>
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		<title>Repórter do UFC BJJ, Mayara Munhos fala sobre Jiu-Jitsu, jornalismo e adaptação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[News Room]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 14:32:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[André Galvão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>*Por Gabriel Oliveira&#160; “O Jiu-Jitsu mostra que você é capaz de tudo, desde que se capacite para isso”, diz a jornalista e faixa-preta Mayara Munhos, repórter oficial do BJJ UFC, com passagens por veículos como a ESPN Brasil. “O Jiu-Jitsu muda vidas, dá propósito e confiança. É um esporte diferente!” Em 2017, Mayara publicou uma&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/reporter-o-ufc-bjj-mayara-munhos-fala-sobre-jiu-jitsu-jornalismo-e-adaptacao/">Repórter do UFC BJJ, Mayara Munhos fala sobre Jiu-Jitsu, jornalismo e adaptação</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245432" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_223924_Drive-300x207.jpg" alt="" width="749" height="517" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_223924_Drive-300x207.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_223924_Drive-1024x707.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_223924_Drive-768x530.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_223924_Drive-150x104.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_223924_Drive.jpg 1078w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /></p>
<p><em>*Por Gabriel Oliveira&nbsp;</em></p>
<p><em>“O Jiu-Jitsu mostra que você é capaz de tudo, desde que se capacite para isso”, diz <a href="https://www.instagram.com/maymunhos?igsh=MW5uNG1xZHhwdTk3Ng==">a jornalista e faixa-preta Mayara Munhos</a>, repórter oficial do BJJ UFC, com passagens por veículos como a ESPN Brasil. “O Jiu-Jitsu muda vidas, dá propósito e confiança. É um esporte diferente!”</em></p>
<p><em>Em 2017, Mayara publicou uma reportagem que teve enorme repercussão à época, pauta que ficou conhecida como Assédio nos Tatames. “Por conta dessa matéria, em 2019 fui convidada para ir à Câmara dos Deputados em Brasília para ajudar no desenvolvimento de um projeto de lei que protege mulheres de abuso no esporte”, conta a jornalista, que também comanda <a href="https://www.instagram.com/jiujitsuinframes?igsh=MXFnMzl5NWRlbG9iMg==">o canal “Jiu-Jitsu in Frames”</a>, no Youtube e no Instagram.</em></p>
<p><em>Na entrevista a seguir, a equipe de GRACIEMAG perguntou a Mayara quais dicas ela daria aos jovens que têm o sonho de trabalhar com o mercado de comunicação voltado para os esportes de luta. “Estejam abertos para adaptações, porque o mundo está mudando muito rápido e precisamos acompanhar”, respondeu.</em></p>
<p><em>Confira essas e muitas outras lições na conversa franca abaixo. Oss!</em></p>
<p><strong>Além de jornalista especializada nos esportes de combate, você se formou faixa-preta de Jiu-Jitsu e ainda obteve resultados muito bacanas como competidora. Em que a sua formação no BJJ contribuiu para a sua carreira midiática e vice-versa?</strong><br />
<a href="https://www.instagram.com/maymunhos?igsh=MW5uNG1xZHhwdTk3Ng=="><strong>MAYARA MUNHOS: </strong></a>Minha formação no Jiu-Jitsu me ajudou a enxergar o mundo de outra forma. O Jiu-Jitsu mostra que você é capaz de tudo, desde que se capacite para isso. No início eu achava que não conquistaria certas coisas na minha vida profissional. Hoje estou realizando sonhos, justamente porque estudei muito, trabalhei bastante, tive várias experiências. No Jiu-Jitsu é a mesma coisa. Como faixa-branca, eu via um faixa-preta e pensava “não vou conseguir fazer isso nunca.” Hoje eu consigo. Também acho que estar envolvida no Jiu-Jitsu como uma “atleta” me faz entender quando o competidor está ou não pronto para falar, por exemplo. Me faz ter uma noção melhor do que perguntar, quando perguntar… Acredito que, principalmente sendo especializada nesse mundo de esportes de combate, o treino e a experiência de competição me ajudam a ter esse tipo de sensibilidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245433" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/D4680E50-415A-46D9-A042-712D7A8D41D5-300x194.jpg" alt="" width="750" height="485" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/D4680E50-415A-46D9-A042-712D7A8D41D5-300x194.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/D4680E50-415A-46D9-A042-712D7A8D41D5-150x97.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/D4680E50-415A-46D9-A042-712D7A8D41D5.jpg 528w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p><strong>Você fez uma reportagem que teve enorme repercussão, pauta que ficou conhecida como &#8220;assédio nos tatames.&#8221; Você poderia falar um pouco sobre isso?</strong><br />
Sempre fui muito envolvida com mulheres no BJJ e sempre quis ver mais mulheres no tatame, porque quando comecei a treinar em 2006 eram poucas. Conversando com várias, comecei a notar muitas reclamando de assédio nos tatames, falando como uma forma de desabafo. Eu também já passei por uma situação de assédio. Na época, trabalhando na ESPN, pensei que seria uma maneira de dar voz a essas mulheres através de uma plataforma grande, que fosse atingir bastante gente – e, de fato, atingiu. Em 2016, lancei uma pesquisa e enviei em alguns grupos de Jiu-Jitsu feminino, pedindo para que respondessem anonimamente e esperando algo como 50 respostas. Mas no final, eu tive 259 respostas, onde 61,6% das mulheres afirmaram ter sofrido assédio. Eu comecei a pesquisa em 2016, mas publiquei só no ano seguinte porque recebi muitos relatos e foi uma leitura difícil para mim, tive que digerir. Foi a primeira pesquisa sobre assédio nos tatames publicada no Brasil. E fez bastante barulho! Fui citada em diversas outras pesquisas depois, inclusive acadêmicas, chamada para entrevistas e, o mais legal, em 2019 fui convidada para ir à Câmara dos Deputados em Brasília para ajudar no desenvolvimento de um projeto de lei que protege mulheres de abuso no esporte. A lei ainda não foi aprovada e segue em tramitação, mas atingiu mais gente do que eu pensava. Ainda hoje, quase dez anos depois, infelizmente recebo relatos de diversas mulheres. Por outro lado, fico feliz por ter levado isso tão longe, porque sei que isso pode ajudar a vida de muitas mulheres e até conscientizar homens, quem sabe.</p>
<p><strong>Hoje você é repórter oficial do <a href="https://www.instagram.com/ufcbjj?igsh=YXU5NWU1M2VrdWg5">UFC BJJ</a>. Como foi que você se aproximou do Ultimate e como é trabalhar nesse grande evento?</strong><br />
Comecei no UFC em 2023, para cobrir a licença maternidade da Evelyn Rodrigues, que é correspondente internacional da organização. Recebi a proposta para cobri-la e aceitei, claro. Logo quando cheguei, o UFC estava engatinhando com o UFC Fight Pass Invitational, o evento de grappling do UFC e consequentemente, como eu já estava lá, só uniram o útil ao agradável, já que, apesar de cobrir MMA e adorar o esporte, o que eu sempre vivi mesmo foi o Jiu-Jitsu. Então, quando o evento estava caminhando para o UFC BJJ, eles me oficializaram como a correspondente internacional do evento. Hoje, sigo trabalhando com o MMA no UFC e no Dana White’s Contender Series, mas oficialmente os eventos que faço todos são os UFC BJJ. É uma honra, sempre trabalhei bastante e sempre quis ver o Jiu-Jitsu no <em>mainstream</em>, então fazer parte dessa revolução é fruto do que sempre quis. Ou até mais do que sempre imaginei, para falar a verdade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245434" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_225455_Drive-300x232.jpg" alt="" width="749" height="579" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_225455_Drive-300x232.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_225455_Drive-1024x793.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_225455_Drive-768x595.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_225455_Drive-150x116.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/Screenshot_20251015_225455_Drive.jpg 1079w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /></p>
<p><strong>Quais foram os grandes desafios que você enfrentou ao longo da carreira?</strong><br />
Acho que especificamente quando eu trabalhava na ESPN, eu era responsável por todo conteúdo do portal espnW – que era o portal da mulher no esporte. Era muito difícil emplacar pautas, conseguir equipe… Porque é sobre mulher, né? Então parece que não adianta só chegar com uma pauta legal, você precisa convencer todo mundo de que vale a pena. Mas acredito que, aos poucos, chegamos lá. Por exemplo, o Bola da Vez era um programa na ESPN Brasil que trazia convidados geralmente de esportes olímpicos, homens e mulheres. Mas nunca tinham levado ninguém do MMA. Consegui mostrar que seria importante e colocar a Amanda Nunes como convidada pela primeira vez na bancada logo depois que ela venceu o primeiro cinturão dela no UFC. É tipo ir plantando várias sementinhas. Demora, mas quando acontece é compensador. Considero isso um grande marco!</p>
<p><strong>Você já fez diversas entrevistas com grandes lendas do mundo das lutas. Quais você destacaria e quais foram as grandes lições que você aprendeu nesse contato direto com os ídolos?</strong><br />
Nossa, difícil! Eu já fiz muita entrevista que eu saí cheia de aprendizados… Posso dizer que ter entrevistado o Demian Maia foi uma coisa muito louca, primeiro porque eu nunca imaginava que chegaria a esse nível. E depois porque eu consegui entender a mentalidade dele da faixa-branca até a preta. Isso foi em 2021, lembro que saí da academia dele pensando em tudo o que ele falou, acho que melhorei até no Jiu-Jitsu, sempre fui fã dele! Hoje somos parceiros de trabalho. Amanda Nunes também foi uma atleta incrível que entrevistei. Ouvir toda história dela, tudo o que ela passou para chegar onde chegou e hoje ter se tornado um dos maiores ícones do MMA no mundo. E isso tudo sem perder a simplicidade, o jeito de ser.</p>
<p>Uma outra que me marcou muito, apesar de não ter sido tão profunda, foi bem rápida, mas foi o Charles do Bronx. Me marcou porque foi a minha primeira entrevista dentro do UFC. Imagine te mandarem o Charles logo de cara, fiquei nervosa. Eu tinha conhecido ele pessoalmente pela primeira vez no dia anterior, a equipe me apresentou para ele e lembro de ele ter dito: “Bem-vinda, pode contar comigo para o que precisar”. Pô, o cara é do tamanho que é e me fala isso&#8230; Daí, no dia seguinte, um pouco antes de eu entrar ao vivo no Bancada UFC, me mandaram ele. Eu estava tremendo, e deu tudo certo, acho que quebramos o gelo no dia anterior e ele me tratou muito bem. É outro cara que parece que não importa o que aconteça na vida ou o tamanho dele, mas ele segue sendo humilde, dando a atenção que consegue para todo mundo. Eu acho que o mais legal de você se aproximar dessas pessoas é você ver que são “gente como a gente.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-245435" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/801c5020-a372-49f0-a2e4-22e07936089e-300x225.jpg" alt="" width="747" height="560" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/801c5020-a372-49f0-a2e4-22e07936089e-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/801c5020-a372-49f0-a2e4-22e07936089e-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/801c5020-a372-49f0-a2e4-22e07936089e-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/801c5020-a372-49f0-a2e4-22e07936089e-1536x1152.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/801c5020-a372-49f0-a2e4-22e07936089e-150x113.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/10/801c5020-a372-49f0-a2e4-22e07936089e.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></p>
<p><strong>Qual é o seu grande objetivo para o futuro da carreira?</strong><br />
Pretendo cada vez mais espalhar a palavra do Jiu-Jitsu pelo mundo. Seja pelo meu canal (o Jiu-Jitsu in Frames), seja pelo UFC&#8230; É a minha paixão… Poder unir mídia e Jiu-Jitsu é tudo para mim! Então quero ver o BJJ crescer e eu crescer junto, claro. Também quero continuar desenvolvendo minha empresa, produzindo conteúdo para atletas, trabalhando como <em>media trainer</em> e ajudando eles a terem sucesso.</p>
<p><strong>Quem é o seu grande ídolo no BJJ?</strong><br />
Sem querer ser puxa-saco, mas é real, eu tenho vários ídolos, mas posso dizer que André Galvão é um dos maiores. Eu digo sobre puxar-saco porque ele que me deu a faixa-preta e não apenas é meu professor, mas meu chefe, já que trabalhamos juntos na Atos BJJ On Demand. Mas eu acho incrível ver tudo o que ele já conquistou tendo pouco – e como ele conseguiu ser bom no kimono e sem kimono igualmente. Como eu já falei antes, o bom de você se aproximar dessas pessoas é entender a mentalidade delas e ver que são gente como a gente. Eu sou muito próxima do André, trabalhamos juntos há três anos, então o admiro muito como atleta e pessoa. Nunca sei como ele dá conta de fazer tudo o que faz, cuidar da academia, da plataforma, dar aula e ainda desenvolver a carreira de diversos atletas, incluindo a própria filha.</p>
<p>Também sou muito fã da Letícia Ribeiro, porque é uma das pioneiras do Jiu-Jitsu feminino e construiu a carreira de uma das maiores de todos os tempos, que é a Bia Mesquita. Ela é outra que dá conta de tudo, construiu uma carreira indiscutível como atleta, lidera a academia, até hoje segue com a Bia, é uma das principais peças no conjunto de regras do UFC BJJ.</p>
<p><strong>Quais dicas você daria aos jovens que têm o sonho de trabalhar com o mercado de comunicação voltado para os esportes de luta?</strong><br />
Eu indicaria que, primeiro, treinasse. Não acho que é uma obrigação, mas eu acho que faz muita diferença você treinar e conseguir entender a mentalidade, o que cada um passa lá dentro… Não precisa ser um rato de academia, mas só para saber como é a experiência. Com certeza para mim, treinar sério por todos esses anos faz muita diferença, eu me sinto bem mais inspirada e confiante. Também diria para consumir muito conteúdo de outros esportes e ter referências diferentes, para fugir um pouco daquilo que todo mundo faz. E para que se capacite, escolha bons profissionais para acompanhar, estude, aprenda inglês e esteja aberto para adaptações, porque o mundo está mudando muito rápido e precisamos acompanhar.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/reporter-o-ufc-bjj-mayara-munhos-fala-sobre-jiu-jitsu-jornalismo-e-adaptacao/">Repórter do UFC BJJ, Mayara Munhos fala sobre Jiu-Jitsu, jornalismo e adaptação</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jiu-Jitsu: Veja como Gabriel Napão estrangulou com a lapela no Boston Open</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2016 11:21:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda atleta do Ultimate, mas sem previsão de voltar aos cages, Gabriel Napão não quer saber de ficar sem competir. Para compensar a ausência no octógono, a fera peso pesadíssimo se jogou no Boston Summer Open de Jiu-Jitsu, e voltou para casa com o ouro no peito. Aos 37 anos de idade, Napão rechaçou a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda atleta do Ultimate, <a href="https://www.graciemag.com/pt/2016/09/campeao-de-jiu-jitsu-e-veterano-do-ufc-gabriel-napao-anuncia-aposentadoria/" target="_blank">mas sem previsão de voltar aos cages</a>, Gabriel Napão não quer saber de ficar sem competir. Para compensar a ausência no octógono, a fera peso pesadíssimo se jogou no Boston Summer Open de Jiu-Jitsu, e voltou para casa com o ouro no peito.</p>
<p>Aos 37 anos de idade, Napão rechaçou a categoria de masters e foi no adulto. Na final do torneio, o faixa-preta campeão mundial encarou Shaun Durfee, e com um estrangulamento usando a lapela, partindo da posição de cem-quilos, Napão girou para tenar o arrocho.</p>
<p>Com o adversário bem posicionado ao acompanhar o giro, Gabriel passou o braço e fez pressão na lapela de frente, como um alicate. Só restou ao oponente ceder os três tapinhas.</p>
<p>Confira a posição no vídeo abaixo!</p>
<p><iframe loading="lazy" src="http://www.youtube.com/embed/fkyDvo1QCo8" width="940" height="529" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-veja-como-gabriel-napao-estrangulou-com-a-lapela-no-boston-open/">Jiu-Jitsu: Veja como Gabriel Napão estrangulou com a lapela no Boston Open</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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