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	<title>Rodrigo Boroski | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Rodrigo Boroski | Graciemag</title>
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		<title>Da morte clínica ao topo do ranking de Jiu-Jitsu, com Rodrigo Boroski</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 01:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O professor Rodrigo Boroski alcançou a liderança mundial no ranking peso por peso do master 3, na federação AJP neste mês. Nosso GMI à frente da escola Riders Jiu-Jitsu, na Irlanda, o faixa-preta retornou ao circuito competitivo em junho de 2022 e foi recompensado pelo desempenho vitorioso nos tatames. Em sete competições disputadas, Rodrigo garantiu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240395" style="width: 953px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240395" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-30-at-21.53.43.jpeg" class="size-full wp-image-240395" alt="" width="943" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-30-at-21.53.43.jpeg 943w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-30-at-21.53.43-276x300.jpeg 276w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-30-at-21.53.43-768x834.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/03/WhatsApp-Image-2023-03-30-at-21.53.43-138x150.jpeg 138w" sizes="(max-width: 943px) 100vw, 943px" /><p id="caption-attachment-240395" class="wp-caption-text">Rodrigo Boroski lidera o ranking mundial da AJP no master 3. Foto: Grapple Culture</p></div>
<p><span style="font-weight: 400">O professor </span><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.instagram.com/rb_jj17/">Rodrigo Boroski</a></span><span style="font-weight: 400"> alcançou a liderança mundial no ranking peso por peso do master 3, na federação AJP neste mês. Nosso GMI à frente da escola </span><span style="font-weight: 400"><a href="https://www.instagram.com/riders_jiujitsu_school/">Riders Jiu-Jitsu</a></span><span style="font-weight: 400">, na Irlanda, o faixa-preta retornou ao circuito competitivo em junho de 2022 e foi recompensado pelo desempenho vitorioso nos tatames. Em sete competições disputadas, Rodrigo garantiu seis pódios. Foram três medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Este é apenas mais um capítulo da história de superação de Rodrigo. Ao longo de sua vida, superou três batalhas contra o câncer e ficou clinicamente morto por 5min19s, após </span><span style="font-weight: 400">uma parada cardiorrespiratória devido a uma embolia pulmonar. “</span><span style="font-weight: 400">Eu luto como uma resposta aos médicos, que disseram que meu corpo não teria vitalidade para aguentar uma competição de alto rendimento”, diz o faixa-preta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em bate-papo com o GRACIEMAG.com, Rodrigo Boroski descreveu a sensação de liderar o ranking master 3 em meio a uma vida de tantos confrontos e destacou a força da mentalidade para vencer.</span></p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> O que a liderança no ranking representa para a sua vida depois de todas as batalhas que você enfrentou fora dos tatames?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400"><em>RODRIGO BOROSKI: </em></span><span style="font-weight: 400">Estou extasiado e anestesiado por tantas coisas que passei na vida. Muitas pessoas me criticaram e disseram que eu estava acabado. Meus médicos também me falaram que eu não teria condições de competir no Jiu-Jitsu em alto rendimento, ainda mais na faixa-preta. Eu retornei às competições em junho do ano passado e terminei a temporada da AJP no top 10 e fiquei em nono no ranking da IBJJF. A diferença é que eu luto até 77kg pela AJP, e no meio-pesado pela IBJJF. Como continuo com o peso baixo, cada luta na divisão da IBJJF é um absoluto para mim. Mas sigo feliz porque é uma realização e superação. Vejo que eu posso, independente da condição que me encontro. Mas entendo que chegar é mais fácil do que se manter. Tenho a intenção de competir em mais oito torneios da AJP, principalmente o Grand Slam Rio de Janeiro e o Grand Slam Abu Dhabi, além dos campeonatos da IBJJF.&nbsp;</span></p>
<p><strong>O que você aprendeu desde o retorno às lutas em junho?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400">Levo uma lição que o professor Muzio de Angelis me ensinou. Ele diz que a vida não alivia se a gente baixar a cabeça. Então precisamos correr atrás dos nossos objetivos, independentemente do que as pessoas falem. O importante é seguir focado nos treinos. Como não tenho alunos faixas-pretas na academia, faço meu treinamento com os roxas, azuis e brancas. Mas eu tenho um Jiu-Jitsu sólido com base nas técnicas de defesa pessoal. Como o professor Muzio fala, você não escolhe com quem luta. Se alguém quiser brigar com você na rua, é crucial saber se defender. Então não olho as chaves dos campeonatos nem me importo com a posição do meu adversário no ranking. Meu foco está em finalizar, não consigo lutar por pontos. Com exceção de uma, todas as minhas vitórias vieram por finalização. Ao todo disputei sete competições, consegui alcançar seis pódios e conquistei três ouros, um deles no London Open da IBJJF. Também venci os AJP Tour de Barcelona e Paris. Fiquei com a prata no AJP Tour de Bruxelas e levei o bronze nos AJP Tour de Amsterdam e Manchester. Aprendo sempre a seguir a caminhada sem medo, sem me importar com o que os outros falam, além de me dedicar aos alunos para que eles evoluam cada vez mais.</span></p>
<p><strong>Que fatores possibilitaram tantos feitos expressivos?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em primeiro lugar, o apoio que recebi da minha mãe, dos meus alunos, do professor Muzio de Angelis, do meu preparador físico e da minha nutricionista. A fé em Deus também me ajuda demais – eu rezo, especialmente quando vou competir, para ter coragem e não desistir. Sinto aquele frio na barriga de ansiedade e preciso enfrentá-lo. Quando conquistei o London Open, senti uma alegria imensurável e consegui provar para mim que é possível alcançar nossos sonhos, caso a gente se dedique e realmente queira. Muitas pessoas vão te desanimar, mas foque em você e no seu potencial. A fé em Deus e a minha equipe me fizeram chegar até aqui. Não sou o top 1 do mundo no master 3, mas hoje estou na liderança. E eu preciso trabalhar bastante porque a temporada só termina em novembro. Cada luta vencida rumo à final é uma batalha. Procuro não pensar tanto nos resultados, quero me divertir e me sentir feliz. Já sou um campeão por tudo que superei na minha vida, como vencer o câncer três vezes e ter sobrevivido a uma cirurgia cardíaca. Sou grato a todos e ao processo por tudo que tenho conquistado. Mantenho o respeito, já que é o que me faz ter foco e disciplina. Não quero provar nada àqueles que quiseram me frustrar, mas a quem me incentiva a continuar diariamente.</span></p>
<p><strong>Qual é o poder da mentalidade para superar as adversidades?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400">É manter a mente feliz. Vejo muitas pessoas que competem para provar algo a alguém e ficam muito frustradas com a derrota. Eu não penso dessa forma. Eu abraço meus adversários nas vitórias e nas derrotas. Não conquistaria a medalha sem os meus oponentes, tenho carinho por eles. Luto para provar aos meus médicos, que me disseram que o meu corpo não teria vitalidade para aguentar uma competição em alto rendimento. O meu Jiu-Jitsu foi lapidado pelo Muzio de Angelis e tenho um jogo mais técnico. Eu até dava aulas e treinava no período da radioterapia. Procuro manter a calma para aplicar a expertise e a técnica. Nada foi pior do que o tratamento do câncer, não tenho nada a perder. E, como tenho este sentimento, fico blindado e mais solto quando vou lutar. O adversário mais difícil é aquele que não tem nada a perder. Me considero vitorioso só de estar no tatame.</span></p>
<p><strong>Quais são os seus próximos objetivos?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400">Meu foco está na AJP e vou lutar alguns campeonatos da IBJJF para me manter no ranking. A meta é ser campeão no Abu Dhabi World Pro e encerrar a temporada 2023 na liderança no ranking. No momento, eu estou no top 1, mas quero ser o top 1. Ainda há muitos campeonatos pela frente e faixas-pretas experimentados que têm o mesmo objetivo que eu. Vou lutar todos os campeonatos possíveis. Em 2024, pretendo me resguardar dos torneios da AJP para alcançar o topo do ranking master 3 na IBJJF. Espero fazer um trabalho com a minha equipe para chegar nos 88kg e ter melhores condições de enfrentar os oponentes. Quero me manter feliz e me dedicar aos alunos a fim de exaltar também a importância da técnica e dos fundamentos de defesa pessoal.&nbsp;</span></p>
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		<title>A lição de superação do GMI Rodrigo Boroski</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Almada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 22:52:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_238950" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-238950" class="size-large wp-image-238950" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Boroski-pic3-683x1024.jpeg" alt="" width="650" height="975" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Boroski-pic3-683x1024.jpeg 683w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Boroski-pic3-200x300.jpeg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Boroski-pic3-768x1152.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Boroski-pic3-1024x1536.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Boroski-pic3-100x150.jpeg 100w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Boroski-pic3.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-238950" class="wp-caption-text">Rodrigo Boroski retornou às competições neste ano. Foto: Reprodução</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante de competições de alto nível e da intensa rotina de treinos, manter a mente blindada é imprescindível para um atleta de Jiu-Jitsu. Fortalecer o lado psicológico em consonância com o aspecto esportivo é essencial para seguir motivado independentemente do desfecho da luta. Nosso GMI na Irlanda, o professor <a href="https://www.instagram.com/rb_jj17/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D">Rodrigo Boroski</a>, no entanto, travou batalhas com o mais desleal e desumano dos adversários: o câncer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rodrigo foi diagnosticado com câncer pela primeira vez aos 14 anos, quando não tinha conhecimento da gravidade da doença. Depois de três anos intensos, inúmeras sessões de quimioterapia e quatro cirurgias no cérebro, ele superou o primeiro duelo contra o meduloblastoma, um câncer neurológico. Mas este seria apenas o primeiro embate. O tumor voltou e, em seguida, sofreu uma mutação para linfoma não-Hodgkin. Na última cirurgia, Boroski sofreu uma parada cardiorrespiratória devido a uma embolia pulmonar. Ele ficou clinicamente morto por 5min19s e voltou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a uma vida de tantos confrontos, Rodrigo, à frente da <a href="https://www.instagram.com/riders_jiujitsu_school/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D">Riders Jiu-Jitsu</a>, retornou aos campeonatos e tem se destacado nos torneios. O faixa-preta está na 15ª posição no ranking mundial da IBJJF na categoria meio-pesado, e ocupa o 24º lugar no ranking mundial da AJP.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Rodrigo Boroski conta como o Jiu-Jitsu foi importante para ajudá-lo a superar as batalhas contra o câncer e comentou o retorno às competições.</span></p>
<p><strong><i>GRACIEMAG: </i>Como começou a sua história no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">RODRIGO BOROSKI: </span></i><span style="font-weight: 400;">Minha história no Jiu-Jitsu começou aos 13 anos. Eu comecei no judô, que iniciei aos 4 anos de idade. Eu tinha amigos que treinavam Jiu-Jitsu, mas eu nunca havia me interessado, talvez por um pouco de preconceito e achava o judô muito melhor, até porque, na época, o Aurélio Miguel conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, ele era meu ídolo. Mas um amigo me chamou para treinar e eu fui. Quando cheguei no treino, fui colocado para treinar com um faixa-amarela de Jiu-Jitsu. Lembro até hoje da queda, dei um ippon lindo e o esperei levantar. O professor olhou pra mim e disse “está esperando o que?” O Jiu-Jitsu continua no chão, a queda é só parte da luta. Eu tomei uma surra. Então decidi estudar as duas artes. Minha mãe adorou a ideia porque eu era hiperativo e quando chegava em casa,  só comia e dormia depois da escola.</span></p>
<p><strong>Como a filosofia do Jiu-Jitsu foi importante para você superar os momentos mais difíceis da sua vida? </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sempre fui disciplinado, e meu sensei de judô trabalhou isso, mas no Jiu-Jitsu eu aprendi a ser amassado, literalmente, e perdi o medo de treinar com pessoas maiores, aquela situação claustrofóbica. Eu tinha ego, resistia para não bater e, aos 14 anos, o câncer veio pela primeira vez. Na época, eu não tinha ideia do que era câncer, achava que era uma doença normal e tiraria de letra. O mesmo pensamento que tive ao enfrentar o faixa-amarela, a lei do engano (risos). Descobri aos 14 anos que podemos ir ao inferno quando estamos  vivos. A primeira batalha contra o meduloblastoma durou quase três anos. Foram quatro cirurgias no cérebro, inúmeras sessões de quimioterapia. O câncer  voltou e ainda sofreu uma mutação para linfoma não-Hodgkin. Na última cirurgia, tive complicações cardiorrespiratórias devido a uma embolia pulmonar. Fiquei clinicamente morto por 5 min19s e voltei. Depois de todos os tratamentos devido ao câncer, como quimioterapia, radioterapia e cirurgias, tive um problema cardiovascular em razão dos longos tratamentos contra a doença: ciclofosfamida e taxol. Fui operado e tive um AVC durante a cirurgia. Toda aquela pressão nos treinos de Jiu-Jitsu, a claustrofobia, exaustão de treinar com pessoas mais pesadas, mais fortes, me ensinaram a não desistir. Câncer é fácil, difícil é resistir à pressão do Muzio de Angelis, meu professor, ou tirar o Igor Silva da montada (risos).</span></p>
<p><strong>O que te motiva a competir?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que me motiva a competir é mostrar para quem está perto de mim, aos meus alunos, que vamos ganhar e perder, que o medo não existe, situações perigosas, sim. Mas o medo não é real, o medo é um sentimento de imaginação de situações futuras que podem nunca vir a ocorrer. Gosto de ver meus alunos focados e de motivar quem está ao meu lado que tudo é possível de ser realizado com muita disciplina, foco, determinação e fé.</span></p>
<div id="attachment_238952" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-238952" class="size-large wp-image-238952" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Rodrigo-Boroski-pic2-670x1024.jpeg" alt="" width="650" height="993" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Rodrigo-Boroski-pic2-670x1024.jpeg 670w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Rodrigo-Boroski-pic2-196x300.jpeg 196w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Rodrigo-Boroski-pic2-768x1174.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Rodrigo-Boroski-pic2-1005x1536.jpeg 1005w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Rodrigo-Boroski-pic2-98x150.jpeg 98w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Rodrigo-Boroski-pic2.jpeg 1099w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-238952" class="wp-caption-text">Rodrigo Boroski celebra vitória em torneio da IBJJF. oto: Reprodução</p></div>
<p><strong>O que esse retorno às competições representa para você?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A competição em si não representa absolutamente nada e, ao mesmo tempo, representa tudo. Por que nada? Porque por tudo que já vivenciei, ir a 38 funerais de pessoas que estavam em situações de tratamento melhor que eu, machuca. Pensar que você possivelmente será o próximo, porque está clinicamente mais debilitado e depois ressurge, sobrevive. Poder vestir o kimono, amarrar a faixa, dar o soquinho e, por alguns minutos, ficar em pé é incomparável. Por isso, a competição em si não representa nada. Ganhar, perder não é nada. E representa tudo porque quando você chega em uma competição e vê todas aquelas pessoas, muitas delas nervosas e tensas, mas estão lá, na luta contra os próprios medos. Adoro chegar nas competições e olhar os faixas-brancas, olhar para eles e relembrar o nervosismo, encontrar meus amigos, fazer aquela resenha, torcer por eles. Amo estar nas competições e isso me mantém vivo. Vou competir no Roma Open, Abu Dhabi World Pro e Paris Open daqui a 11 dias. Vou percorrer dois continentes, isso me motivou a voltar a competir, me faz sentir vivo, independentemente dos resultados.</span></p>
<p><strong>Quais foram as maiores lições que o Jiu-Jitsu te ensinou ao longo desses anos?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Jiu-Jitsu me ensinou a ter, acima de tudo, humildade. No tatame, lidamos com todos os tipos de pessoas e qualquer um pode te passar o carro. O esporte me ensinou  a palavra perseverança, porque o caminho é árduo, não só até a faixa-preta, porque o sonho é ser faixa-preta, depois da tão almejada faixa é se defender, já que todos abaixo querem te superar (risos). Jiu-Jitsu me ensinou a lapidar minha disciplina, treinar com dor, fratura, debilitação física. Por isso, treine com disciplina e vá ao ao treino mesmo diante de todas as adversidades.</span></p>
<p><strong>Que conselho você daria ao nosso leitor para que ele possa superar qualquer batalha na vida?</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu não gosto muito de dar conselhos, porque se isso ajudasse não teriam tantos livros de autoajuda e pessoas deprimidas. Mas o que eu faço é acordar todos os dias e simplesmente agradecer por estar vivo, não sou de reclamar de situações adversas. Não muda a situação que naquele momento nos encontramos. Chore, mas siga sua caminhada, o mundo não para por nossa causa. Eu sempre optei por não chorar e sempre sorrir mesmo com dores. Muitas pessoas achavam que eu iria morrer, então eu jamais quis que a minha última imagem fosse triste, mas sempre com um sorriso no rosto. As pessoas precisam aprender a parar de reclamar, Como sempre digo, Jesus não me prometeu que eu não teria dores em minha vida, mas que estaria sempre ao meu lado em todos os momentos. Não tenho religião apenas acredito em Jesus Cristo, acredite em algo, isso nos dá uma força motriz, como diz São Paulo, “o poder não está em um homem mas em todos, em você, em mim, em todos”. Faça sua parte e os resultados virão.</span></p>
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