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	<title>Rilion Gracie | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Rilion Gracie | Graciemag</title>
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		<title>Aron Roichman celebra ouro no Miami Open da IBJJF e mira Pan em março</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 00:32:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-Miami.jpg" alt="" width="800" height="600" class="aligncenter size-full wp-image-245875" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-Miami.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-Miami-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-Miami-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-Miami-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Aron Roichman voltou ao lugar mais alto do pódio no último fim de semana, ao conquistar o Miami International Open da IBJJF, na Flórida.</p>
<p>O resultado ganha mais peso pelo contexto recente de sua carreira. Depois de um ano inteiro voltado à recuperação de lesões, o faixa-preta brasileiro formado por Sérgio Bolão mostrou que a experiência, o preparo mental e a estratégia seguem sendo aspectos decisivos no tatame.</p>
<p>“Foi 100% superação. Após um ano de 2025 duro, dedicado à recuperação de algumas contusões, fui premiado com essa vitória. Mesmo enfrentando adversários duríssimos, que estão em ritmo forte de competições e com resultados relevantes, alcançamos o objetivo”, destaca Aron.</p>
<p>A preparação para o campeonato exigiu disciplina extrema. Em apenas quatro semanas, Aron realizou um corte de peso significativo, de quase nove quilos, sem abrir mão da qualidade dos treinos. A rotina incluiu sessões na Rilion Gracie HQ, Rilion Gracie Doral e Rilion Gracie Fort Lauderdale.</p>
<p>Com anos de experiência competitiva, ele afirma que a principal mudança em relação aos primeiros anos de tatame está na forma de administrar o combate. “O que faz a diferença é a troca de mentalidade e o meu jogo de guarda. Com mais experiência, é possível administrar melhor a luta, cometer menos erros, aumentar os acertos e, assim, a vitória vem.”</p>
<p>Além da vivência como atleta, Aron destaca que suas atuações como professor e árbitro influenciam diretamente sua performance competitiva. “São duas valências chave: uma nos detalhes das posições e outra no conhecimento profundo das regras, o que possibilita melhorar a estratégia de luta”, conclui.</p>
<p>Sem tempo para longas comemorações, Aron já mudou a chave para o próximo compromisso: o Pan da IBJJF, em março. “A transição foi imediata, sem descanso. Foco total na alimentação e nos treinos. Vou aumentar o ritmo de treinos específicos e drills para potencializar a eficiência das posições de ataque e defesa”, arremata.</p>
<p><img decoding="async" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-ouro-em-Miami.jpg" alt="" width="800" height="600" class="aligncenter size-full wp-image-245876" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-ouro-em-Miami.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-ouro-em-Miami-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-ouro-em-Miami-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2026/02/Aron-ouro-em-Miami-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/aron-roichman-celebra-ouro-no-miami-open-da-ibjjf-e-mira-o-pan-americano-em-marco/">Aron Roichman celebra ouro no Miami Open da IBJJF e mira Pan em março</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A trajetória do professor Cleiber Maia, por ele mesmo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Feb 2026 15:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[Cleiber Maia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rilion Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cleiber Maia: "Quando falei que me preparei a vida toda para trabalhar administrativamente com o Jiu-Jitsu, é porque passei por todas as etapas possíveis. Fui aluno, atleta, monitor, instrutor auxiliar, professor, trabalhei em projeto social, dei aula e adaptei a minha didática para pessoas com deficiência. Fiz faculdade em administração de empresas e MBA em administração esportiva na Fundação Getúlio Vargas. Tem muita coisa para ser feita, não basta ser lutador a vida toda ou fazer Jiu-Jitsu só como passatempo. O Jiu-Jitsu te oferece muitas oportunidades de conhecer gente, aprender coisas, evoluir como ser humano e amadurecer."</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-217937" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01.jpeg" alt="" width="1080" height="718" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01.jpeg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-300x199.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-768x511.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-1024x681.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-150x100.jpeg 150w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /> O professor Cleiber Maia (1970–2026), vítima de um câncer no fígado e no pâncreas.</p>
<p>Em maio do ano passado, o faixa-preta e presidente da SJJSAF Cleiber Maia anunciou, de modo leve e inspirador, que estava encarando a pior das batalhas, com todas as armas disponíveis. Ele detectara um câncer no fígado e no pâncreas, mas se mostrava disposto a lutar até o fim.</p>
<p>Era o modo de Cleiber ver o mundo que o cercava, sempre de modo otimista e suave. Nesta terça, 10 de fevereiro de 2026, o ex-lutador e organizador de eventos partiu, aos 56 anos. Seu trabalho e sua missão à frente da <span class="x1lliihq x1plvlek xryxfnj x1n2onr6 xyejjpt x15dsfln x193iq5w xeuugli x1fj9vlw x13faqbe x1vvkbs x1s928wv xhkezso x1gmr53x x1cpjm7i x1fgarty x1943h6x x1i0vuye xvs91rp xo1l8bm x5n08af x10wh9bi xpm28yp x8viiok x1o7cslx" dir="auto"><span class="x193iq5w xeuugli x13faqbe x1vvkbs xt0psk2 x1i0vuye xvs91rp xo1l8bm x5n08af x10wh9bi xpm28yp x8viiok x1o7cslx x126k92a">Sport Jiu-Jitsu South America Federation foram decisivos para o fortalecimento do Para-Jiu-Jitsu esportivo e do profissionalismo da arte suave.<br />
</span></span></p>
<p>Em entrevista ao GRACIEMAG.com em 2021, um entre tantos artigos por aqui, o professor detalhou sua longa trajetória nos tatames, desde os primeiros treinos na Maxi Forma, sob a tutela de Rilion Gracie.</p>
<p>Relembre a saga do generoso Cleiber, por ele mesmo.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como surgiu seu interesse no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>CLEIBER MAIA: Aos 14 anos de idade, eu tinha vontade de fazer alguma luta, então passei a visitar academias para ver se alguma despertava meu interesse. Gostei muito da academia do Rilion Gracie. Comecei a treinar lá em 1984.</p>
<p><strong>Ainda nas coloridas, tinha vontade de competir?</strong></p>
<p>Com 16 anos, já desse tamanho, conquistei a faixa-azul e comecei a pedir para competir. Embora a linha de treinos da academia não focasse em competições, eu competia mesmo assim, me inscrevia sem ninguém ficar sabendo. Chegava depois animado com a medalha na mão&#8230; (risos). Nos campeonatos maiores, nós lutávamos como Clube Gracie, que consistia da Gracie Humaitá, Gracie Barra e Rilion Gracie. Eu nunca fazia seletiva, era sempre posto para lutar no pesadíssimo e absoluto. No meu primeiro campeonato grande, ganhei a primeira luta, mas perdi a semifinal nos pontos para o [Ailson Brittes] Jucão, que por sua vez foi derrotado pelo Sérgio Bolão na final.</p>
<p><strong>Algum confronto marcante nas coloridas?</strong></p>
<p>Na época da azul e da roxa, geralmente chegava às finais contra Amaury Bitetti e Ricardo Libório, lutei uma vez com Wallid Ismail e duas vezes contra o Luis Roberto Duarte, o Bebeo. Fiz um lutão na faixa-azul com Leonardo Castello Branco, mais um adversário que se tornou um amigo que admiro e respeito.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232357" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41.jpeg" alt="" width="720" height="580" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41-300x242.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41-150x121.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber na Maxi Forma, academia em que Rilion Gracie dava aulas. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Apesar de ser um praticante do Jiu-Jitsu, você não se limitava a uma só arte marcial. Como foi a sua passagem pelo judô?</strong></p>
<p>Desde 1988 lutava no universitário de judô pela PUC, no meio-pesado. O Roberto Traven lutava uma categoria abaixo e o Fabio Gurgel em outra ainda mais leve, mas ambos disputavam pela Gama Filho. Finalizávamos em todas as lutas. Quando ganhei a roxa no judô, ficou mais difícil porque comecei a enfrentar só faixas-pretas. Comecei a perder lutas, até empatei um campeonato de equipe contra a Castello Branco. A equipe da PUC era composta por mim, Beto Leitão e alguns outros atletas bons, mas a equipe da Castello era todo o grupo do Flamengo daquela época. Ainda consegui empatar com o faixa-preta deles, mas o Beto acabou lutando contra o Frederico Flexa, que era bem mais pesado que ele. O Beto só ia nas pernas, o que o fez ser desclassificado por evitar a luta em pé. A gente acabou perdendo essa competição, mas foi uma época muito boa. Depois disso, o Beto começou a dar aula de luta livre na PUC e como eu sempre treinava sem kimono, ele me pediu ajuda nas aulas dele e comecei a chamar todo mundo para treinar sem kimono lá na PUC-Rio.</p>
<p><strong>Chegou a competir na luta livre?</strong></p>
<p>Em 1989, fui campeão carioca absoluto na luta esportiva, no clube Santa Luzia. Na época não tinha faixa, então eu realmente estava bem. O pessoal do Hugo Duarte e do Denilson Maia, que eram da luta livre, não entravam nesses campeonatos, por motivos que desconheço. Quem participava era o grupo do Jeferson (JOP), do Beto e da Budokan. Inclusive, nós tínhamos um bom relacionamento com o pessoal da Budokan e treinávamos lá aos sábados sem kimono. Nessa época eu treinava no [Romero Cavalcanti] Jacaré também, então treinava Jiu-Jitsu e luta livre. Lembrando que em 1989, já tinha um clima ruim entre o Jiu-Jitsu e a luta livre, mas eu não ligava para isso.</p>
<p><strong>Como foi feita a sua transição da luta livre para a olímpica?</strong></p>
<p>Ainda em 1989, o Beto me chamou para treinar luta olímpica, ainda no Clube Santa Luzia. Eventualmente, o tatame de lá foi levado para uma academia de polícia de Niterói e nós passamos a treinar na academia do Carlson Gracie, que tinha um tatame de luta olímpica no andar de baixo. Treinávamos com o Carlson Gracie Junior, Marcelo Portinari e Laerte Barcelos. O Laerte, inclusive, já era faixa-preta, mas eu não sabia porque ele sempre foi discreto.</p>
<p><strong>Com essa equipe pesada de treinos, por que o atleta Cleiber Maia não seguiu para uma competição olímpica?</strong></p>
<p>No mesmo ano em que comecei a treinar, contratei um preparador físico para tentar ir para os Jogos Olímpicos. Fui campeão brasileiro júnior de luta olímpica e vice-campeão sênior em Goiânia. Perdi o sênior, que hoje em dia seria categoria adulta, para um faixa-preta de São Paulo bem mais experiente. O problema é que esse cara não tinha intenção de fazer parte da equipe olímpica, então foi feita uma seletiva para ver quem faria parte desse time que iria disputar ao redor do mundo para se qualificar para os Jogos Olímpicos. Poucos dias antes dessa seletiva, tive uma contratura na cervical e pedi uma semana a mais para poder me recuperar, mas o presidente da federação negou o pedido e acabei ficando de fora. Depois disso, resolvi voltar meu foco para o Jiu-Jitsu.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232359" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08.jpeg" alt="" width="720" height="507" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08-300x211.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08-150x106.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber junto ao professor e amigo Aloísio Silva. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Eventualmente você passou a treinar e ensinar junto ao Aloísio Silva. O que motivou esta mudança?</strong></p>
<p>Conheci o Aloísio Silva quando ingressei na academia do Rilion, aos 14 anos. Ele era faixa-azul, tinha 30 anos e trabalhava como executivo. Ele tinha uma casa de veraneio em Petrópolis, perto de onde minha família tinha um sítio, então eu ia de mobilete para treinar na casa dele, que tinha um tatame. Como eu era meio gordinho, ele me indicou um nutricionista para emagrecer e ficar bem. Em competição, ele ia mais vezes do que o Rilion para me assistir lutando, então criou uma relação meio paterna. Mesmo depois de ingressar na academia do [Romero] Jacaré, essa amizade continuou e um ano depois ele resolveu deixar de ser executivo para virar professor de Jiu-Jitsu. Ele conseguiu entrar na academia Mazza, em Laranjeiras, e me chamou para dar aula com ele, sendo que eu ainda estava na faixa-marrom.</p>
<p><strong>Como foi essa transição?</strong></p>
<p>Conversei com o Romero Jacaré, meu professor na época, que sabia da minha amizade com o Aloísio. Expliquei que ele passaria a lecionar, que precisaria da minha ajuda, principalmente com as crianças por causa da minha experiência como monitor do Leão Teixeira na Barra Gracie em 1988 e o Jacaré compreendeu. Na Mazza, nós dividíamos o espaço com as equipes do Hugo Duarte e do Denilson Maia, mas foi um sucesso. Conseguimos muitos alunos, inclusive um casca-grossa da luta livre que treinava Jiu-Jitsu escondido para não ter problemas no esporte dele. Um dia, chegou o Denilson Maia de kimono e sentou na beira do tatame para assistir a aula infantil. Conversamos no fim da aula, ele me contou que era faixa-preta, então chamei para treinar comigo. Quando fiz o convite, a academia toda parou. Os gerentes da academia, as pessoas que estavam na musculação e na ginástica pararam tudo para assistir ao treino, como se fosse um desafio.</p>
<p><strong>E qual foi o desfecho do treino que interrompeu as operações na academia Mazza?</strong></p>
<p>Treino não se comenta, mas depois daquele dia, ele nunca mais voltou (risos). Não vou dizer o que aconteceu, mas ele nunca mais voltou para me desafiar. Eu estava muito bem naquela época, com ou sem kimono. Só direi que depois desse encontro, acabaram os burburinhos e as conversas fiadas entre os dois grupos na Mazza, resolvemos o problema no tatame.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232363" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24.jpeg" alt="" width="602" height="507" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24.jpeg 602w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24-300x253.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24-150x126.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px" /> Cleiber na pesagem para participar da Copa Nastra, em 1990. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Apesar da sua carreira no Jiu-Jitsu, você se viu afastado dos tatames por conta de uma lesão. Como se deu esse problema?</strong></p>
<p>Teve um campeonato em 1990, a Copa Nastra, que o pessoal da luta livre chegou para desafiar o pessoal de Jiu-Jitsu. Lutei no absoluto e na categoria, mas lutei primeiro no absoluto. Ganhei do Bebeo na semifinal e ia lutar com o Fernando Gurgel, que tinha vencido o Wallid, na final. No fim da luta com o Bebeo, não conseguia ficar em pé e descobri que tinha rompido o menisco. Estava com o corpo quente, então não sentia nada. Não pude lutar a final, fiquei seis meses sem poder treinar e, como fiz faculdade de administração de empresa, acabei me voltando para os empreendimentos da família. Nesse meio tempo, o Aloísio saiu de Laranjeiras, alugou um espaço em Copacabana e montou a Dojo. Eu até visitava a academia, afinal os alunos me admiravam, mas não acompanhei ele na época. Mesmo assim, até hoje o tenho como mestre.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232355" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50.jpeg" alt="" width="720" height="476" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50-300x198.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50-150x99.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber e sua turma na Dojo em 1999. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Em 1999, você conquistou a faixa-preta no Jiu-Jitsu. Como foi o processo de ser graduado oficialmente a professor?</strong></p>
<p>Não tinha intenção de dar aulas porque trabalhava como empresário, então fazia pouca diferença para mim. O Aloísio me falou que haveria um curso de formação de faixas-pretas e que ele queria me graduar logo, afinal já faziam quase nove anos que estava com a marrom. Fiz o curso, ele me deu a preta naquele mesmo ano, mas nessa época eu só frequentava academia de judô, puxando aula de chão. Recebia muita visita do pessoal do Jiu-Jitsu, então eles me viam há muitos anos com a preta porque era a graduação que eu tinha no judô.</p>
<p><strong>Já com a preta, como ficou a sua relação com o Jiu-Jitsu? Voltou a competir?</strong></p>
<p>O Aloísio foi para os Estados Unidos com a família e fiquei aqui no Brasil. Como não tinha mais a academia dele para visitar, resolvi entrar na academia do Royler, já que era perto da minha casa e era clube Gracie. Em 2004, teve um campeonato internacional da IBJJF que o Royler queria que eu participasse. Estava muito fora de forma, sobrepeso na verdade, mas treinava muito bem na academia. Pela minha experiência, jogava muito bem em pé e no chão, mesmo com problemas de peso, joelho e coluna. O Royler insistia dizendo que eu seria campeão mas eu achava que ia morrer no tatame, porque na época tinha morrido um jogador de futebol do São Caetano em campo e eu estava com a pressão alta e fora de forma. Para me convencer, o Royler disse que seria apenas uma luta e concordei. Quando cheguei no evento, tinha uma galera para encarar.</p>
<p><strong>Como foi o seu desempenho na competição?</strong></p>
<p>Ganhei a primeira luta e encarei um casca-grossa de Manaus na semifinal. O cara tentou me quedar com um tomoe nage mas acabou me dando um pisão na barriga, quase botei as tripas para fora (risos). Ele acabou ganhando e fiquei em terceiro lugar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232361" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43.jpeg" alt="" width="720" height="510" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43-300x213.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43-150x106.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber alguns meses antes de fazer a cirurgia bariátrica. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Você encarou um quadro sério de obesidade durante sua trajetória. Como lidou com esse problema? </strong></p>
<p>Meu problema com peso chegou ao seu ápice em 2007, quando bati 145kg. Por conta do meu distúrbio alimentar, resolvi fazer uma cirurgia bariátrica e perdi 50Kg em seis meses. Depois de me recuperar, consegui ganhar massa muscular e voltei a ensinar Jiu-Jitsu no ano seguinte, pois meu objetivo era deixar um legado como educador e também no âmbito administrativo do esporte.</p>
<p><strong>Qual é a chave para ser um bom professor no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Quando comecei, ainda tinha saúde para treinar, então treinava muito e ainda dava aula, já que sempre gostei de desenvolvimento didático. Sempre convidava muita gente para treinar comigo e às vezes até visitava outras academias. Aprimorei muito a minha técnica dando aulas e passei a ter mais segurança no meu jogo nos campeonatos. Apesar de também ensinar o básico, sempre compartilhei as estratégias em que eu era especialista, desde a primeira pegada até a finalização. É por isso que sempre fui reconhecido como um bom professor, porque ensinava o que fazia no tatame.</p>
<p>Obviamente, é necessário entender e ensinar bem o básico, mas é preciso perceber a potencialidade de cada aluno para conduzi-lo nos 3 objetivos pedagógicos, o de participação (social), de rendimento (melhora da performance) e no terapêutico (melhora da qualidade de vida).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232366" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55.jpeg" alt="" width="720" height="472" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55-300x197.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55-150x98.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Cleiber junto a sua filha e uma de suas turmas infantis. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Como evitar que seu aluno se mantenha na zona de conforto e fique com o jogo batido no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>De tempos em tempos, quando percebia que o atleta ficava muito confortável na estratégia dele, eu desconstruía junto com ele. Inspirava ele a abrir mão do que ele era especialista para tentar algo novo e modificar o jogo, abrir a mente e ampliar a perspectiva competitiva. Esse mecanismo de construção e desconstrução é engrandecedor dentro e fora dos tatames. Sem ele perceber, ele passa a ter mais segurança e a ver as crises como um sinal de que ele precisa mudar o jogo. Como ele já mudou várias vezes durante o treino, não vai ser muito difícil porque ele está preparado para lidar com situações que geram a necessidade de investir em novas abordagens. É desconfortável, alguns alunos reclamam e reagem porque a mudança incomoda mas, como mestres, nossa função é fazer com que eles se acostumem com mudanças.</p>
<p><strong>Qual é o aspecto da vida de atleta que te influenciou na vida profissional?</strong></p>
<p>Nunca fui um atleta disciplinado, sempre fui um lutador, um cara que gostava de lutar. Por causa disso, carrego tantas lesões hoje em dia e tenho essa luta contra o meu peso. Isso é algo importante para ser observado em mim e em qualquer atleta, essa disciplina. Isso depois você transmite para outras partes da sua vida. Sou um profissional disciplinado, mas se fosse um atleta mais disciplinado, talvez hoje seria um profissional ainda melhor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232368" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53.jpeg" alt="" width="720" height="711" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53-300x296.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53-150x148.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> Turma adulta de Cleiber Maia. Foto: Reprodução</p>
<p><strong>Qual foi seu primeiro contato com a SJJIF?</strong></p>
<p>Soube que o João Silva, filho do Aloísio, tinha fundado uma federação nos Estados Unidos em 2005. Em 2013, ele me convidou para fundar a Federação Internacional juntamente com as federações da América do Norte, Ásia, Europa e a da América do Sul, a qual eu seria o presidente. Eu havia me preparado para esse trabalho a vida toda, mas queria ver como funcionaria, porque já existiam outras por aqui, então precisaria ter um diferencial. Quando ele me questionou sobre esse diferencial, eu disse que é preciso investir no Jiu-Jitsu para pessoas com deficiência e no atendimento a projetos sociais, que é uma realidade no Brasil.</p>
<p><strong>E quais foram as suas impressões?</strong></p>
<p>Fui aos Estados Unidos para entender o sistema utilizado e como eram aplicadas as regras. Fiquei encantado com a seriedade, organização e profissionalismo do João. Queria trazer esse modelo para cá e chamei o Raphael Abi-Rihan para fazer a gestão dos nossos campeonatos, tendo em vista que ele possuía experiência nessa área. Fizemos nosso primeiro campeonato no CEFAN e foi um sucesso. Investimos forte na comunicação visual, o ginásio tinha ar condicionado, tatame olímpico, foi muito bom. O próprio João veio dos Estados Unidos para fazer a verificação técnica e nos ajudar a utilizar o sistema americano. Assim começou a SJJSAF e hoje são 50 federações em todos os seis continentes. Nós sempre fomos uma boa referência em inclusão no Jiu-Jitsu e no tratamento de forma igualitária de todos os atletas, independente de diferenças sociais, financeiras ou até mesmo de idade. Nós sempre tivemos foco na nossa política de atendimento.</p>
<p><strong>Você mencionou que se sentia muito preparado para um cargo administrativo no Jiu-Jitsu. Qual foi a base dessa confiança?</strong></p>
<p>Quando falei que me preparei a vida toda para trabalhar administrativamente com o Jiu-Jitsu, é porque passei por todas as etapas possíveis. Fui aluno, atleta, monitor, instrutor auxiliar, professor, trabalhei em projeto social, dei aula e adaptei a minha didática para pessoas com deficiência. Fiz faculdade em administração de empresas e MBA em administração esportiva na Fundação Getúlio Vargas. Tem muita coisa para ser feita, não basta ser lutador a vida toda ou fazer Jiu-Jitsu só como passatempo. O Jiu-Jitsu te oferece muitas oportunidades de conhecer gente, aprender coisas, evoluir como ser humano e amadurecer.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-232370" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1.jpeg" alt="" width="720" height="718" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /> à frente da SJJSAF, Cleiber incentiva a inclusão no Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-trajetoria-do-professor-cleiber-maia-por-ele-mesmo/">A trajetória do professor Cleiber Maia, por ele mesmo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A conversa com Rilion Gracie que mudou a vida do jovem Tiago Ferreira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 15:45:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como o seu primeiro treininho revolucionou totalmente sua vida? No caso do pequeno Tiago Ferreira, isso aconteceu – e ele não esquece do fato. Após celebrar 30 anos de Jiu-Jitsu, o faixa-preta busca retribuir e repassar tudo o que aprendeu aos seus alunos. Professor de sucesso na Austrália, onde foi para treinar por seis meses&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244376" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244376" class="wp-image-244376 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-1024x862.jpg" alt="Tiago com seu mestre Rilion Gracie. Foto: Arquivos Pessoais" width="650" height="547" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-1024x862.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-768x646.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-150x126.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244376" class="wp-caption-text">Tiago com seu mestre Rilion Gracie. Foto: Arquivos Pessoais</p></div>
<p>Como o seu primeiro treininho revolucionou totalmente sua vida? No caso do pequeno Tiago Ferreira, isso aconteceu – e ele não esquece do fato. Após celebrar 30 anos de Jiu-Jitsu, o faixa-preta busca retribuir e repassar tudo o que aprendeu aos seus alunos.</p>
<p>Professor de sucesso na Austrália, onde foi para treinar por seis meses e acabou ficando, o ex-lutador de MMA conta suas histórias e episódios que o levaram a se apaixonar, todos os dias, pelos benefícios que o Jiu-Jitsu traz às pessoas de todas as idades.</p>
<p>Confira o bate-papo com o professor formado por Rilion Gracie, hoje líder da equipe Gracie Elite Brazilian Jiu Jitsu, aberta em 2009.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como você se apaixonou pelo Jiu-Jitsu, Tiago?</strong></p>
<p><strong><em>TIAGO “SHARK” FERREIRA:</em></strong> Dediquei toda a minha vida ao Jiu-Jitsu. Desde os 12 anos, quando comecei a praticar e fazer do esporte minha principal paixão, participei de inúmeras competições pelo Brasil. Cresci aprendendo com a família Gracie, e meus mestres, Rilion Gracie e Crolin Gracie, sempre nos ensinaram que nossa missão era usar a arte do Jiu-Jitsu para ajudar as pessoas a se tornarem melhores e levar esse legado ao mundo. Logo comecei a lutar MMA em Floripa, e passei a mostrar algumas técnicas para os amigos, a pedidos. Com o tempo, percebi, ao ensinar Jiu-Jitsu para eles, que eu adorava ensinar e tinha um certo dom. O que eu mais gostava era de ajudar as pessoas e observar como o Jiu-Jitsu podia transformar suas vidas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244413" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-1024x683.jpg" alt="" width="650" height="434" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><strong>Ainda lembra de seu primeiro treininho de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Meu primeiro treino foi aos 12 anos, na academia Rilion Gracie, em Florianópolis. Apaixonei-me pelo esporte à primeira vista, mesmo sendo amassado por vários adultos maiores que estavam treinando naquele dia. Fiquei fascinado ao espiar os treinos, pois percebi que o tamanho não era um fator determinante no Jiu-Jitsu. No entanto, o que realmente me motivou a voltar para a academia no segundo dia foi uma conversa com meu mestre, Rilion Gracie. Eu era uma criança acima do peso e com pouca confiança, mas ele me fez acreditar que o Jiu-Jitsu poderia mudar minha vida. E, de fato, a partir daquele dia, o Jiu-Jitsu transformou completamente minha trajetória.</p>
<p><strong>E você ensinou fora do Brasil, antes de ir morar na Austrália, correto?</strong></p>
<p>Sim. Aos 20, mudei-me para a Califórnia e comecei a ensinar Jiu-Jitsu na academia do Carlos Valente, em San Diego. O retorno das pessoas foi extremamente positivo, com muitos dizendo que eu era um bom professor e tinha talento para isso. Esse reconhecimento consolidou minha decisão de seguir esse caminho.</p>
<p><strong>E nunca mais repensou essa vocação?</strong></p>
<p>Após voltar ao Brasil, formei-me em contabilidade, mas o Jiu-Jitsu continuava sendo minha verdadeira paixão. Continuei ensinando no Brasil, inclusive em uma empresa de segurança, oferecendo aulas para clientes e amigos. Além disso, tive a oportunidade de viajar para outros países para compartilhar essa arte marcial. Diante das dificuldades enfrentadas no Brasil, decidi levar o Jiu-Jitsu para o mundo, ajudando as pessoas por meio dessa arte maravilhosa que transforma vidas.</p>
<p><strong>Como você foi parar no outro lado do planeta?</strong></p>
<p>Quando me profissionalizei no MMA em Florianópolis, o esporte na minha cidade ainda engatinhava. Percebi então a necessidade de buscar experiência internacional como atleta e retornar ao Brasil com um currículo mais sólido. Sempre ouvi falar que a Austrália oferecia diversas oportunidades para competições, e foi isso que me motivou a me mudar para cá. O plano inicial era ficar por seis meses, em busca dessa vivência como lutador. A Austrália se revelou um país extraordinário, oferecendo tudo o que uma pessoa precisa para viver com dignidade.</p>
<div id="attachment_244411" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244411" class="wp-image-244411 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1024x831.jpg" alt="Tiago no topo do pódio. Fotos: Divulgação" width="650" height="527" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1024x831.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-300x244.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-768x624.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1536x1247.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-150x122.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244411" class="wp-caption-text">Tiago no topo do pódio. Fotos: Divulgação</p></div>
<p><strong>Como era o Jiu-Jitsu por aí, na época?</strong></p>
<p>Há 17 anos, o Brazilian Jiu-Jitsu ainda estava em seus estágios iniciais de desenvolvimento por aqui, com poucos faixas-pretas ensinando a arte. Isso me inspirou a permanecer um pouco mais, contribuindo para a disseminação do nosso esporte neste país incrível. Após um ano vivendo na Austrália, me apaixonei pelo estilo de vida e pela acolhida calorosa que recebi. Decidi, então, tornar a Austrália minha segunda casa, onde sigo trabalhando para promover e compartilhar os valores do Brazilian Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como é o clima nos tatames da Austrália hoje?</strong></p>
<p>Lembro que, quando cheguei à Austrália, me apaixonei imediatamente. O país me lembrava muito o Brasil em uma época mais segura e tinha várias semelhanças com Florianópolis, minha cidade natal. Tive a sorte de desembarcar em Sydney, uma cidade incrível, com praias deslumbrantes e um povo muito acolhedor. De certa forma, aquele clima me fez sentir em casa, pois se parecia bastante com os brasileiros. Ao explorar outras regiões da Austrália, percebi que este país era realmente único, com uma geografia espetacular. Suas praias e matas são diferentes de qualquer outro lugar que visitei, e o clima agradável torna tudo ainda mais especial. No verão, as praias e ondas me lembram Floripa, enquanto no inverno, é possível esquiar e aproveitar a neve, fato raro em muitos países. Quando comecei a ensinar Jiu-Jitsu na Austrália, fiquei impressionado com a receptividade e o talento do povo australiano para o esporte. Foi então que decidi abraçar a missão de compartilhar e ensinar essa arte marcial incrível, ajudando a difundir o Jiu-Jitsu neste país extraordinário.</p>
<p><strong>O que tem aprendido de mais valioso ao ensinar Jiu-Jitsu tão longe de casa?</strong></p>
<p>Uma das coisas mais valiosas que percebi ao chegar na Austrália foi o respeito e o valor que a sociedade ainda dá ao ser humano. No Brasil, infelizmente, temos observado uma crescente perda desses valores, com o aumento da criminalidade, da violência e mesmo da falta de respeito entre as pessoas. Embora a Austrália também tenha problemas, como qualquer outro lugar, a violência e a desconfiança aqui são muito menores em comparação ao Brasil. Sendo uma pessoa com fortes valores familiares e o desejo de construir minha própria família, percebi que a Austrália oferece um ambiente mais seguro e cheio de oportunidades. Criar minha família aqui não é apenas mais fácil, mas também mais viável, permitindo que eu proporcione a segurança e a qualidade de vida que eles merecem.</p>
<p><strong>Como fã e espectador, algum combate inspirou você?</strong></p>
<p>Uma das lutas mais marcantes que já vi foi entre Roger Gracie e Jacaré, há exatos 20 anos. Durante a luta, o Roger quebrou o braço do Jacaré, mas, surpreendentemente, ele não desistiu. Jacaré continuou lutando com determinação, mostrando uma força incrível, e acabou vencendo a luta. Essa experiência me ensinou uma lição valiosa sobre a importância de não desistir, de acreditar em si mesmo e superar a dor para alcançar a vitória. “Overcome the pain to be a champion” foi a mensagem que ficou gravada em mim. Essa luta marcou profundamente minha vida e me inspira até hoje a enfrentar e superar minhas próprias batalhas.</p>
<p><strong>Onde vê a Gracie Elite daqui a uns anos?</strong></p>
<p>Desde que cheguei à Austrália, há 17 anos, temos formado muitos faixas-pretas e, graças a Deus, nossa equipe continua crescendo. Olhando para o futuro, vejo um potencial incrível para o desenvolvimento da nossa equipe. Atualmente, a Rilion Gracie possui seis filiais na Austrália, e no próximo ano teremos mais duas. Queremos dobrar isso nos próximos anos e chegar a mais de 15 filiais, continuando a ajudar o povo australiano a aprender Jiu-Jitsu e a difundir as verdadeiras raízes da nossa arte marcial. Estamos comprometidos em manter viva a essência e os ensinamentos do Rilion Gracie, expandindo nosso impacto na Austrália e contribuindo para o crescimento do Jiu-Jitsu neste país incrível.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu mudou a sua vida. Como ele continua a mudar a realidade das pessoas?</strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu é uma poderosa ferramenta de transformação. Onde ele chega, ele muda vidas, ajudando as pessoas a se tornarem indivíduos que nunca imaginaram ser. Há inúmeros exemplos de vidas impactadas pelo Jiu-Jitsu, incluindo a minha própria. Essa arte marcial me transformou como pessoa e como indivíduo. Além disso, vi muitos amigos no Brasil passarem por mudanças profundas ao longo de minha caminhada na vida e no esporte. Um dos exemplos mais marcantes que presenciei foi a trajetória de um aluno. Quando começou no Jiu-Jitsu, ele pesava 110kg, sem autoestima, confiança ou ambições claras. Aos poucos, vi o Jiu-Jitsu transformar sua vida. Ele começou a perder peso, ganhou motivação, passou a competir, e sua rotina mudou completamente. Hoje, ele pesa 79kg e é uma pessoa totalmente diferente. Ele conquistou novos empregos, começou a namorar e alcançou objetivos que antes pareciam impossíveis. Esse tipo de transformação é, sem dúvida, uma das maiores recompensas de ser professor de Jiu-Jitsu. É um privilégio testemunhar mudanças tão profundas na vida das pessoas. Por isso, acredito que o Jiu-Jitsu está apenas começando a revelar seu potencial transformador. Nossa arte marcial é única, e sua capacidade de impactar vidas nos levará muito além.</p>
<p><em><br />
** Confira, a seguir, o estilo de Tiago no Sydney Open, quando representava a escuderia da Gracie Humaitá na Austrália:</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Tiago Ferreira X Pedro De Paiva - Sydney Open 2016 - Black - Adult - Male - Middle" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/e0Sokp8geaA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-conversa-com-rilion-gracie-que-mudou-a-vida-do-jovem-tiago-ferreira/">A conversa com Rilion Gracie que mudou a vida do jovem Tiago Ferreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 11:13:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes das finalizações consagradoras de Fabricio Werdum (sobre o poderoso Fedor) e de Anderson Silva (sobre o "poderosão" Sonnen), sua revista mais completa sobre Jiu-Jitsu já reforçava a importância da guarda. Confira, estude e aprenda!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Em fevereiro de 2009, GRACIEMAG publicou uma reportagem de capa sobre a história e os mistérios da arte de fazer guarda, destrinchando os aspectos mais importantes desta posição essencial do Jiu-Jitsu. Confira, reveja e assine logo sua GRACIEMAG para mais reportagens como essa, capazes de levar seu Jiu-Jitsu, e sua leitura, a um outro patamar.<br />
</em></p>
<div id="attachment_17374" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17374" class="size-full wp-image-17374 " title="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" alt="Rilion Gracie faz guarda durante o treino" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Rilion-senta1.jpg" width="580" height="386" /></a><p id="caption-attachment-17374" class="wp-caption-text">Rilion ensinando guarda aos alunos em Miami. Foto: Ray Santana.</p></div>
<p>Sim, você nem lembra, mas já nasceu fazendo guardinha. Se parou de treinar por uns tempos o vacilo foi seu. Afinal, a posição, eterna salva-vidas dos lutadores de Jiu-Jitsu nos ringues, já estava consagrada há tempos. Anos. Séculos.</p>
<p>Quem olhar a obra-prima “Riña en el Mesón del Gallo”, tela de um dos melhores pintores de todos os tempos, se não o melhor, Francisco Goya, pode observar a seguinte cena: uma briga de bar, espanhóis dando pauladas para todos os lados. No centro da tela, um cara em posição superior parece&#8230; estar passando a guarda! Bem, deve-se ter um pouco de imaginação para ver isso.</p>
<p>Mas a criatividade esteve sempre ligada à guarda. Num livro obscuro, encontrado nas prateleiras do estudioso Márcio Feitosa, professor da Gracie Barra, pode-se ler uma teoria de que pigmeus africanos já valorizavam, no combate corpo-a-corpo, a técnica de manter as pernas entre o feroz agressor e o seu nariz. Espernear, portanto, sempre foi a salvação.</p>
<div id="attachment_17375" style="width: 590px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17375" class="size-full wp-image-17375" title="Goya site" alt="" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/08/Goya-site4.jpg" width="580" height="362" /></a><p id="caption-attachment-17375" class="wp-caption-text">O quadro de Goya, pintado em 1777, está hoje no Museu do Prado, em Madri.</p></div>
<p>Foi o Jiu-Jitsu brasileiro, no entanto, que melhor explorou e valorizou a guarda, como a arte de se defender no chão e equalizar os pesos do agressor e do agredido. Mais do que o judô, sambo ou qualquer outra.</p>
<p>Mas, e os japoneses? Não foram eles que criaram a técnica? Não existem escolas até hoje que priorizam a parte de grappling no judô, parte esta chamada por eles de newaza? Sim, é verdade. Perguntemos, então, a um especialista como o carioca Flávio Canto, o chão mais ofensivo do judô mundial, como ele vê a questão.</p>
<p>“Acho o Jiu-Jitsu brasileiro excepcional. Sua grande contribuição para o newaza mundial, e para o jogo de guarda, foi aliar uma quantidade tão grande de praticantes com a criatividade do brasileiro. Daí surgiu toda a gama de posições e situações inéditas, consagradas hoje”, diz o medalhista olímpico em Atenas-2004. “Guarda-aranha, por exemplo, eu nunca vi antes em lugar nenhum, é coisa do Jiu-Jitsu brasileiro. Outro aspecto positivo da arte é cair fazendo guarda e virando-se sempre de frente para o adversário, afinal ninguém tem olho na nuca. É este reflexo que falta a muitos judocas e wrestlers.”<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>De pedra em pedra, a muralha</strong></p>
<p>Quando aportou no Brasil no início do século XX, o japonês Conde Koma não trouxe apenas um eficaz jogo de pernas, aprendido com afinco pelo jovem Carlos Gracie. Passou também lições orientais de disciplina, saúde e honra que permeariam a história da família para sempre. Buscando espalhar a arte que lhe dava tantos benefícios, Carlos começou a fazer história – e a escrever também a história da guarda. “Ele foi o primeiro ocidental a superar um campeão oriental, em 1924, numa época em que os japoneses achavam os ocidentais uns degenerados”, lembra o filho Rilion Gracie, considerado a melhor guarda da família. Foi contra Geo Omori, quando o grande mestre puxou para a guarda e aplicou um tomoe-nage, o popular “balão”, e caiu montado. O Gracie então estalou o braço do valente japonês, que mandou a luta seguir com as veias saltadas.</p>
<p>Mais tarde, em 1951, quando o irmão Helio Gracie fechou a guarda e, com seus pulsos (fortes até hoje), pôs o exímio judoca Jukio Kato para dormir, num estrangulamento de gola, a arte da guarda estava consagrada. E pronta para continuar sendo desenvolvida, graças à criatividade e suor de outros Gracies, Barretos, Hemetérios, Machados, Vigios, Alves, Virgílios, Gomes, Behrings, Duartes, Penhas, Jucás, Castello Brancos, Góes, Vieiras, Santos e Silvas. E até um Stambowsky. Cada novo fiel adepto da guarda ia dando sua contribuição, depositando uma pedra aqui, cimentando ali, e ajudando a erguer a reputação da guarda como essência do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A metáfora de construção, na verdade, não é gratuita. Para Carlos Gracie Jr., a posição de guarda é como a fortaleza que dá segurança ao lutador. Você não perde necessariamente a guerra se não tem uma muralha sólida, mas que ajuda, ajuda. Inclusive para, do alto dela, postar seu arsenal ofensivo: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu. Você escolhe se prefere lutar com ela aberta ou fechada”, ensina.</p>
<p>“Numa guerra, o mais inteligente é o quê?&#8221;, indaga Carlinhos. &#8220;Começar a guerra de portões fechados. Na guarda fechada, você está guerreando com o inimigo fora dos seus muros. Se o cara abre sua guarda, ele derruba sua porta levadiça. É a posição limítrofe, que obviamente exige nova estratégia. Se ele invadir, ou seja, passar sua guarda e chegar do lado, a batalha começa a se desenrolar dentro dos seus domínios, com você muito mais exposto. Complicou, vai exigir o triplo de força para você se defender, mas não quer dizer que não haja saída.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Helio Gracie vs Kato" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/HMAu0A-vQm8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>O escudo vira arma</strong></p>
<p>No Rio dos anos 1950, o Jiu-Jitsu já era famoso por dar a qualquer magrinho a chance de ser sua própria fortaleza. Foi, então, a vez de Carlson Gracie dar sua contribuição à guarda – primeiro em seus tempos de lutador, depois com seus alunos. Competitivo ao extremo, Carlson começou a especializar seus alunos, para ganhar os campeonatos. Era quando bradava: “Ou és guardeiro, ou és passador”. Se o leitor perguntar quem foram seus melhores pupilos, quatro bons guardeiros estarão certamente na lista: Cássio Cardoso, Ricardo de la Riva, Sergio Bolão e Murilo Bustamante.</p>
<p>“Há o mito de que o Carlson só treinava passadores de guarda. Mas além do De la Riva, ele tinha outro aluno, Marcelo Duque Estrada, o Homem-Polvo, hoje juiz, que tinha uma guarda incrivelmente elástica”, comenta o mestre faixa-coral Redley Vigio. “Cássio Cardoso, por exemplo, era completo. Mas a guarda dele de fato marcou: todo estudante de Jiu-Jitsu devia assistir à sua luta de uma hora de duração contra Marcelo Behring, em 1988. Marcelo também tinha uma senhora guarda, e o final é sensacional. Está toda no Youtube.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cassio Cardoso vs Marcelo Behring - Parte 01" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/sy-hSzyEoFU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Grandes para a época, com cerca de 76kg, Cássio tinha no aluno de Rickson Gracie seu maior rival, e a luta de uma hora foi o tira-teima entre os dois, realizado na Lagoa, na casa de shows Jardim Babilônia, ex-Roxy Roller. “Carlson me disse para puxar para a guarda e cansá-lo. Usei até uma raspagem que aprendi com Marcio Macarrão, mas na época não valia ponto. No fim, passei a guarda três vezes e ele passou uma, 6 a 2, na pontuação da época. Hoje, seria algo como 21 a 5”, comenta Cássio, de 46 anos.</p>
<p>Até 1994, não bastava o lutador de baixo inverter a luta e cair por cima para ganhar os pontos de raspagem – tinha de fazê-lo usando apenas golpes reconhecidos, como o tomoe-nage, ou o pé na virilha, ou a tesoura clássica, entre outros poucos. Com a reforma de regras, proposta pela recém-inaugurada Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, bastava aos guardeiros passar a ficar por cima para faturar dois pontos. Eles agora estavam prestigiados. E prontos para surpreender.</p>
<p>“A guarda, que até 1994 era mais um escudo, passou a ser a arma que podia decidir a luta. Lembro de ter visto na academia, em 1987, Renzo Gracie fazer guarda-aranha pela primeira vez. Como ele era um cara com muitos recursos, usava pouco nas competições. Eu, magrinho, adorei a invenção e surpreendi muita gente”, lembra Vinicius Magalhães, o Draculino, de 37 anos. O show dos guardeiros começava. No mesmo ano, com o gancho de fora enrolado pelo seu pé largo e mole, Ricardo de la Riva conseguiu parar o ímpeto do praticamente imbatível Royler Gracie, e ganhou uma guarda com seu nome.</p>
<p>Com um “joelho morto”, como lembra, Roberto “Gordo” Corrêa foi obrigado a improvisar e também deixou sua marca na arte. “A meia-guarda, que até então podia ser considerada uma posição favorável ao atleta de cima, quase tão boa para atacar como do cem-quilos, é hoje uma posição perfeita para o cara de baixo contra-atacar. Não tem jeito, o Jiu-Jitsu segue em franca evolução”, observa Carlinhos Gracie.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie now teaching in Miami Florida" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/dHLdu6iF64Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Perna dura? Ok, você ainda pode ser um ótimo guardião</strong></p>
<p>Difícil falar na evolução da posição sem citar dois outros foras-de-série. Roberto “Roleta” Magalhães, o engenheiro das raspagens, influenciou uma geração com golpes novos, armadilhas improváveis que superaram, nos Mundiais, craques de diversas gerações – de Wallid Ismail (1996) a Zé Mario Sperry (1998), de Amaury Bitetti (1999) a Fernando Margarida (2000). Não à toa, os três donos das guardas mais admiradas da atualidade – Rubens Cobrinha, Bráulio Estima e Roger Gracie – consideram a ele, Roleta, o melhor que já viram lutar. Outro exímio guardeiro, com finalizações surreais, foi Antonio “Nino” Schembri, que também deu novo ritmo ao Jiu-Jitsu ofensivo – no caso, o rock de seu ídolo Elvis Presley.</p>
<p>Alongados, de pernas fortes e flexíveis, os dois ases da Gracie Barra ajudaram a solidificar o mito de que guarda eficiente é guarda elástica, quase mágica. Não necessariamente. Árbitro da batalha entre Roleta e Wallid, no Mundial 1996, o policial Sergio Ignácio cansou de treinar com as melhores guardas da Gracie Barra. Passador dos bons, forte, adepto daquele jogo de amassar, viu-se num dilema na faixa-marrom: “Ou eu aprendia a fazer guarda, ou Carlinhos não me graduaria faixa-preta. Foi quando expus meu problema para Renzo, e ele me deu o pulo do gato que acabaria com meu temor de fazer guarda: a boa reposição não exige elasticidade, abertura de pernas – basta você não deixar o cara passar da linha do seu joelho. Essa lição facilita muito para repor”.</p>
<p>A partir daí, seu jogo de guarda pode ganhar asas. Como o “Carcará” Bráulio Estima revela: “Quando eu ataco, faço de trás para a frente. Primeiro, bloqueio a defesa do adversário para o meu ataque, e só depois busco o golpe fatal. São ajustes mínimos. A primeira coisa a fazer é quebrar a postura do adversário. Aí trabalho e tento anular sua defesa, antes mesmo de atacar. Assim, se eu ataco um triângulo mas o cara defende, acaba sobrando um braço. Hoje, o bom guardeiro não é aquele que defende a melhor passagem do adversário, e sim aquele que não deixa o adversário começar a aplicar sua melhor passagem. Não se pode deixá-lo desenvolver seu melhor jogo. É o famoso ‘passo à frente’”.</p>
<p>Para você chegar a um estágio avançado, porém, jamais se esqueça de construir uma base sólida, para sua muralha não ruir: “Quem quer ter uma boa guarda deve aprender e treinar todas as etapas da guarda”, diz Fabio Gurgel, líder da Alliance. “Primeiro fechada, com o adversário de joelhos; depois com o mesmo em pé; depois a guarda clássica com pé na virilha e suas variações. Insista no básico, que depois seu biótipo e seu tipo de jogo vão certamente definir o que é ideal para você.” Pronto, agora você está pronto para espernear – desta vez, com toda a classe.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O treino de Paulo Miyao para aquecer a guarda no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/dSMdod38Nh4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-jiu-jitsu-brasileiro-e-a-guarda/">Do baú: o Jiu-Jitsu e a guarda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Confira 10 conselhos para você treinar melhor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 22:13:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um pelotão de mestres e astros do Jiu-Jitsu elencaram as melhores dicas para você render mais nos treinos da sua academia e se tornar um lutador mais completo e sagaz que enfrenta qualquer adversário por mais duro que ele seja. Confira as dicas abaixo, colhidas nos artigos em GRACIEMAG: 1. Varie o tempo de duração&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_224352" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224352" class="size-large wp-image-224352" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/09/rodolfoxjoC3A3o-treino-1-1024x654.jpg" alt="" width="650" height="415" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/09/rodolfoxjoC3A3o-treino-1-1024x654.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/09/rodolfoxjoC3A3o-treino-1-300x192.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/09/rodolfoxjoC3A3o-treino-1-768x490.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/09/rodolfoxjoC3A3o-treino-1-150x96.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-224352" class="wp-caption-text">Rodolfo e João Gabriel em treino de Jiu-Jitsu. Foto: Carlos Arthur/GRACIEMAG</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Um pelotão de mestres e astros do Jiu-Jitsu elencaram as melhores dicas para você render mais nos treinos da sua academia e se tornar um lutador mais completo e sagaz que enfrenta qualquer adversário por mais duro que ele seja. Confira as dicas abaixo, colhidas nos artigos em GRACIEMAG: </span></p>
<h3><strong>1. Varie o tempo de duração dos rolas</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito comum o aluno se acostumar, por exemplo, a treinar cinco minutos, descansar um pouco e voltar a treinar por mais cinco minutos, e assim por diante. Isso cria uma temível zona de conforto, não só em termos físicos, mas na parte mental, sobretudo. É fundamental você ter capacidade emocional para raciocinar com clareza durante treinos mais longos, como os de dez ou mesmo 20 minutos. Assim como é preciso raciocinar rápido e ter uma ágil leitura das situações para vencer treinos curtos, de por exemplo três minutos. Ou até ter capacidade de explodir por um minuto, em treinos curtíssimos, partindo de situações específicas, de ataque ou de defesa. Não se aprisione ao conforto do tempo.</span></p>
<h3><strong>2. Saiba conter a ansiedade e preserve os dias de descanso</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você não é um profissional, entenda que você não deve ir com a máxima sede ao pote. Treinar mais de duas vezes por dia a semana inteira pode minar a sua evolução. O primeiro dano é o físico, ao gerar uma contusão (que pode afastar você dos tatames por longo período) ou levar seu corpo ao estado de overtraining. Mas há os estragos psicológicos. É preciso saber administrar a “vontade de treinar” dentro de você. Se empolgar além da conta pode esvaziar essa vontade de repente, e você acaba forçado a parar de treinar, pois já se dedicou demais. O ideal é dosar, saber valorizar os momentos de descanso, para recarregar a energia, a musculatura e especialmente a motivação. Ao poupar corpo e mente, você será muito mais capaz de aguentar o tranco em longo prazo.</span></p>
<h3><strong>3. A cada treino, anote uma lição</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos grandes inimigos do progresso do praticante de Jiu-Jitsu é a repetição dos mesmos erros, várias vezes. Como a arte é complexa, é comum focarmos numa meta e esquecermos de corrigir bobeiras que o professor já cansou de nos chamar a atenção. Qual é o macete para não incorrer na falha e não exasperar seu mestre? Uma solução simples é adotar um diário para suas sessões de Jiu-Jitsu. Ao chegar em casa, basta anotar as principais lições que você escutou. Ao anotar, sua mente consegue fixar os ensinamentos. Com a vantagem de que você ainda pode reler no fim da semana e repassar os toques aprendidos e os golpes treinados.</span></p>
<h3><strong>4. Grave bem o que funciona para você</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Treinou bem, os movimentos fluíram e o seu gás estava tinindo, melhor do que o normal? Anote o que você fez naquele dia. Como você se aqueceu? Que movimentos fez? Como você se alimentou nesse dia? Lembre-se, agora você já tem um caderno para guardar tudo. Procure repetir parte da rotina, teste-se como num laboratório, e comece a ver o que dá certo para você, o que é crucial para a sua atuação e o que é descartável.</span></p>
<h3><strong>5. Seja um adversário valoroso</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande mestre Helio Gracie costumava dizer, com sabedoria: “Entre um adversário perigoso e um fujão, fico com o primeiro”. O professor não era de bravata. A frase ensina uma lição e tanto do Jiu-Jitsu, a de que nós só crescemos e tiramos grandes lições contra um adversário duro. Além disso, nenhum professor ou lutador graduado curte um membro da academia que só treina fazendo corpo-mole. Como diz o faixa-preta Luiz Dias, líder da equipe GAS Jiu-Jitsu: “Eu não sei nada pior do que treinar com alguém sem vontade, sem ímpeto. Isso sim é desanimador, você querer treinar e o seu oponente ficar de corpo-mole”. Dê o seu melhor, e ganhe o respeito de todos ao redor no dojô.</span></p>
<div id="attachment_239136" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-239136" class="size-full wp-image-239136" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Luiz-Dias-pic3.jpeg" alt="" width="650" height="450" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Luiz-Dias-pic3.jpeg 650w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Luiz-Dias-pic3-300x208.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/11/Luiz-Dias-pic3-150x104.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-239136" class="wp-caption-text">Luiz Dias durante treino em sua academia em Laranjeiras. Foto: Illan Pellenberg</p></div>
<h3><strong>6. Oponente diferente, treino diferente</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Você não precisa ter cinco, seis sparrings duríssimos para ficar duro no Jiu-Jitsu. Oponentes mais graduados deixam você mais resistente. Oponentes mais duros deixam você com a casca mais grossa. Mas todo e qualquer companheiro de treino é útil na sua evolução. O macete é ter objetivos diferentes a cada sparring. Se o oponente da vez é um faixa-branca pesado, teste sua guarda. Se o treino é contra um finalizador rápido, procure controlá-lo e não cair em arapucas. Como ensina o campeão Kron Gracie: “O fato de treinar com alunos e iniciantes me permitia um treino mais solto, sem pressão, em que eu podia repetir todas as técnicas ao extremo, até sabê-las de cor”.</span></p>
<div id="attachment_216380" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-216380" class="size-full wp-image-216380" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/06/Kron-Gracie.-krongraciejiujitsu.png" alt="" width="800" height="515" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/06/Kron-Gracie.-krongraciejiujitsu.png 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/06/Kron-Gracie.-krongraciejiujitsu-300x193.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/06/Kron-Gracie.-krongraciejiujitsu-768x494.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/06/Kron-Gracie.-krongraciejiujitsu-150x97.png 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-216380" class="wp-caption-text">Kron Gracie compartilha conselho para você treinar melhor. Foto: Reprodução</p></div>
<h3><strong>7. Lute com atitude, perca com serenidade</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O lutador de Jiu-Jitsu precisa encarar o oponente com respeito, sem raiva. O objetivo é buscar o ponto fraco do colega, bloquear a estratégia dele e impor a sua própria. Caso você não seja bem-sucedido, tudo bem. Não se irrite. Ao perder, tire a lição dessa derrota. Ao ganhar, anote mentalmente que aquele golpe pode ser uma força sua, e treine para aprimorá-lo cada vez mais, pois o oponente vai querer devolver a derrota no próximo treino.</span></p>
<h3><strong>8. Encare seus maiores inimigos de frente</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O inimigo, no caso, não é uma pessoa, mas a falha ou a derrota. Se você está caindo sempre no mesmo golpe, batucando sempre para o mesmo companheiro, a ponto de ir para casa perturbado, aja como guerreiro: treine tanto contra esse mesmo cara que isso passe a não incomodar mais. Vitor Shaolin, faixa-preta radicado em Nova York, lembra que passou por isso na faixa-amarela: “Eu não conseguia perceber o que estava fazendo de errado, e perdi várias e várias vezes para o mesmo parceiro, com o mesmo golpe. Em vez de evitar aquele treino, eu simplesmente pedi para um lutador mais graduado observar o que eu estava errando, e a solução apareceu, simples e eficaz. E nunca mais sofri novamente com aquele golpe”.</span></p>
<div id="attachment_226862" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-226862" class="size-large wp-image-226862" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/10/WhatsApp-Image-2016-10-30-at-14.37.33-1-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/10/WhatsApp-Image-2016-10-30-at-14.37.33-1-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/10/WhatsApp-Image-2016-10-30-at-14.37.33-1-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/10/WhatsApp-Image-2016-10-30-at-14.37.33-1-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/10/WhatsApp-Image-2016-10-30-at-14.37.33-1-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/10/WhatsApp-Image-2016-10-30-at-14.37.33-1.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-226862" class="wp-caption-text">Tererê e Shaolin se cumprimentam após o histórico duelo no Polaris. Foto: Daren Bartlett/Bantamfilms</p></div>
<h3><strong>9. O enigma da mente vazia</strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">De Bruce Lee aos Gracie, todos os grandes filósofos da porrada ensinam que devemos lutar de mente aberta, reagindo aos ataques de acordo com o desenrolar da luta. Mas como conquistamos isso, quando somos apenas um simples gafanhoto? O objetivo deve ser, antes da sessão de treinos começar, pensar num objetivo. Uma posição que você precisa lapidar, por exemplo. Ou um novo golpe que o professor ensinou e você ainda não aplicou. A partir daí, sua mente pode pensar em planos para pôr este objetivo em prática. Um plano A, B e C é sempre recomendável, pois lembre-se que do outro lado há também alguém pensando na melhor tática. A partir daí, com o plano traçado, agora sim: bata nos punhos do amigo de academia e deixe o jogo fluir, deixando o corpo entrar na brincadeira e reagir junto com a mente. No fim, tudo é como o faixa-preta Marcio André resume: “A mente e os movimentos andam juntos, Jiu-Jitsu é isso”.</span></p>
<div id="attachment_228768" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228768" class="size-full wp-image-228768" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Rilion-Gracie.jpg" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Rilion-Gracie.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Rilion-Gracie-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Rilion-Gracie-768x413.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/Rilion-Gracie-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-228768" class="wp-caption-text">Rilion Gracie estimula o atleta de Jiu-Jitsu a sempre traçar novos objetivos. Foto: Reprodução</p></div>
<h3><strong>10. Varie os seus objetivos </strong></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como ensina mestre Rilion Gracie, o Jiu-Jitsu é como a vida – não se trata de um tiro de cem metros, mas uma maratona longa. “Quando alcançar um objetivo, encontre um novo. Lembre-se, não há linha de chegada”, ensina Rilion.</span></p>
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		<title>Rilion Gracie shows how to use the lever to sweep any opponent in BJJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Mar 2017 21:18:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Techniques]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[Brazilian Jiu-Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[Gracie Jiu-Jitsu]]></category>
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		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rilion Gracie was in Rio de Janeiro doing a few seminars in his branches recently. In a visit to Marcello Ognibeni&#8217;s gym, Rilion showed one of his favorite sweeps &#8212; a useful, efficient move for those who play the open guard. Pay attention to the punctual grips and lethal levers by Rilion, who is deemed&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1">Rilion Gracie was in Rio de Janeiro doing a few seminars in his branches recently. In a visit to Marcello Ognibeni&#8217;s gym, Rilion showed one of his favorite sweeps &#8212; a useful, efficient move for those who play the open guard.</p>
<p class="p1">Pay attention to the punctual grips and lethal levers by Rilion, who is deemed one of the most inventive guard players in the family.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rilion Gracie ensina uma de suas raspagens favoritas no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/HKqu6SeI6f8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rilion-gracie-shows-how-to-use-the-lever-to-sweep-any-opponent-in-bjj/">Rilion Gracie shows how to use the lever to sweep any opponent in BJJ</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rilion Gracie awarded the red and black belt on ceremony in Brazil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 19:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gracie family]]></category>
		<category><![CDATA[Graduation]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Reyson Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Rilion Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rilion Gracie is the newest addition to the roster of red and black belt masters of Jiu-Jitsu. The 20th son of Carlos Gracie completed 31 years as a black belt and was awarded the 7th degree and the new color. The ceremony on July 11 took place in the city of São Jose, in Santa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-140520" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/11752479_10153367958413213_6382827529724982369_n-800x498.jpg" alt="11752479_10153367958413213_6382827529724982369_n" width="728" height="453" /></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-thumbnail wp-image-140416" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/07/SUMMER1-140x140.jpg" alt="summer promo" width="140" height="140" /></a>Rilion Gracie is the newest addition to the roster of red and black belt masters of Jiu-Jitsu.</p>
<p>The 20th son of Carlos Gracie completed 31 years as a black belt and was awarded the 7th degree and the new color.</p>
<p>The ceremony on July 11 took place in the city of São Jose, in Santa Catarina, Brazil, and had the presence of hundreds of students from Rilion Gracie&#8217;s network of schools.</p>
<p>Rilion received the new belt from the hands of Grandmaster Reyson Gracie.</p>
<p>GRACIEMAG congratulates Master Rilion for reaching another important milestone in his Jiu-Jitsu journey.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rilion-gracie-awarded-the-red-and-black-belt-on-ceremony-in-brazil/">Rilion Gracie awarded the red and black belt on ceremony in Brazil</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>5 fundamentals a Jiu-Jitsu professor should cherish</title>
		<link>https://www.graciemag.com/5-fundamentals-a-jiu-jitsu-professor-should-cherish/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=5-fundamentals-a-jiu-jitsu-professor-should-cherish</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Dec 2012 01:42:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carlos Gracie Jr]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[José Henrique]]></category>
		<category><![CDATA[Rilion Gracie]]></category>
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		<category><![CDATA[Zé Beleza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>What does one need to know to be a great teacher? What is a Jiu-Jitsu master’s mission? GRACIEMAG, athlete’s preferred Jiu-Jitsu magazine since 1994, turned a spotlight on the subject in issue #179. And today GRACIEMAG.com brings you five of the things a good Jiu-Jitsu professor should defend and respect. 1. Motivate the student Red-and-black&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_90014" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-90014" class="size-full wp-image-90014" title="Carlos Gracie Junior" src="http:/wp-content/uploads/2012/12/carlinhos-3.jpg" alt="Carlos Gracie Junior. Foto: Arquivos GRACIEMAG." width="500" height="333" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/carlinhos-3.jpg 500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/carlinhos-3-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/carlinhos-3-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-90014" class="wp-caption-text">Carlos Gracie Junior, founder of Gracie Barra / GRACIEMAG archive photo</p></div>
<p>What does one need to know to be a great teacher? What is a Jiu-Jitsu master’s mission?</p>
<p>GRACIEMAG, athlete’s preferred Jiu-Jitsu magazine since 1994, turned a spotlight on the subject in issue #179.</p>
<p>And today GRACIEMAG.com brings you five of the things a good Jiu-Jitsu professor should defend and respect.</p>
<h3>1. Motivate the student</h3>
<p>Red-and-black belt Carlos Gracie Jr. prescribes: “The Jiu-Jitsu teacher&#8217;s mission is to develop the ability to motivate students to fulfill their dreams.” How that capacity is developed varies from black belt to black belt, and often student to student. The advantage is that Jiu-Jitsu itself, with every day, provides the tools and benefits that assist the teacher. All they need is to stay alert and persist in the mission of teaching.</p>
<h3>2. The art of taking responsibility</h3>
<p>“Whenever a student is unable to perform a technique being taught, he&#8217;s not the one getting it wrong; it&#8217;s us, the teachers, who should muster up some variation of the move that the student can perform at maximum effectiveness,” teaches José Henrique Leão Teixeira, otherwise known as “Zé Beleza”.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Carlos Gracie Jr. Observando O Faixa Preta Danilo Caproni Dar Aula - Gracie Barra SP" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/zR-eReM0iwQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>3. The art of serving as an example</h3>
<p>To Rilion Gracie the secret is in the little things. “Teachers should understand that they are, first and foremost, educators, and their posture serves as an example to all. Minor details, like wearing a clean and tidy gi, should be respected, just as one should be aware that outside the classroom the teacher&#8217;s posture and attitude are also under constant scrutiny,” professes Rilion, the youngest son of Grandmaster Carlos Gracie.</p>
<h3>4. The art of respecting one’s roots</h3>
<p>“Self-defense is an extremely important fundamental, one every teacher should know well, in order to include it in their class syllabus,” asserts Zé Beleza. “Self-defense helps teachers instruct new students who don&#8217;t have any martial arts experience; it&#8217;s a type of training that introduces basic moves like takedowns and submissions, not to mention conditions the student&#8217;s body to fight-specific equilibrium, which will help when practicing sport Jiu-Jitsu,” he adds.</p>
<h3>5. The art of motivating yourself</h3>
<p>This topic is very much linked to what Carlos Gracie Jr. considers to be the true essence of Jiu-Jitsu: self-knowledge. “It&#8217;s the most difficult thing to teach and learn in Jiu-Jitsu; anyone who thinks the techniques are the hardest part is sorely mistaken. As you delve deeper into the art, start to realize that there&#8217;s something more to it and that that something is knowledge. The more you understand who you are, the more you can help others.”</p>
<p>*Don’t want to miss a single lesson? Then don’t miss an issue of GRACIEMAG. <a href="http://graciemagshop.com/">Subscribe here</a> for a promotional rate.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/5-fundamentals-a-jiu-jitsu-professor-should-cherish/">5 fundamentals a Jiu-Jitsu professor should cherish</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Cyborg and Rilion overjoyed by last Miami Open</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 20:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Florida]]></category>
		<category><![CDATA[GMA]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie Elite]]></category>
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		<category><![CDATA[Miami Open 2011]]></category>
		<category><![CDATA[Rilion Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Cyborg]]></category>
		<category><![CDATA[The Avengers]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Florida got treated to a weekend rich in Jiu-Jitsu last Saturday, when the Miami Open 2011 rolled into town. The IBJJF open tournament crowned our Florida-based GMA Roberto “Cyborg” Abreu the champion for the second time in a row. In the team contest, Professor Rilion Gracie would laugh last, though. His Gracie Elite team topped&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_47531" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-47531" class="size-full wp-image-47531" title="RilionCyba" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/10/RilionCyba.jpg" alt="" width="640" height="524" /><p id="caption-attachment-47531" class="wp-caption-text">Our GMAs Rilion Gracie, Stephen Hall and Roberto Cyborg on team podium / Photo by Ray Santana</p></div>
<p>Florida got treated to a weekend rich in Jiu-Jitsu last Saturday, when the Miami Open 2011 rolled into town. The IBJJF open tournament crowned our Florida-based GMA Roberto “Cyborg” Abreu the champion for the second time in a row.</p>
<p>In the team contest, Professor Rilion Gracie would laugh last, though. His Gracie Elite team topped the podium once again, with Alliance in second and Cyborg&#8217;s Avengers in third.</p>
<p>Watch Cyborg nabbing another tapout in the video below, and visit the <a href="http://www.ibjjf.org/" target="_blank">IBJJF website</a> for the official results.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="IBJJF Miami Open 2011 Roberto &quot;Cyborg&quot; Abreu vs. Vitor Henrique Black Belt Final" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/XMZx_zNWG8A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/cyborg-and-rilion-overjoyed-by-last-miami-open/">Cyborg and Rilion overjoyed by last Miami Open</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>The Gracies sure have fun</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 22:01:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Camp]]></category>
		<category><![CDATA[Costa Rica]]></category>
		<category><![CDATA[Gregor Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Kyra Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Rilion Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>What&#8217;s the Gracie family love most? Jiu-Jitsu? A proper diet? Sure, but deep down the thing the Gracies love most is teaching and learning. That&#8217;s why the Gracie Adventure Camp, held March in Costa Rica, was so much fun. Over the adrenaline-filled week, Rilion, Roger, Rolles, Igor, Gregor and Kyra Gracie taught and learned from&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>What&#8217;s the Gracie family love most? Jiu-Jitsu? A proper diet? Sure, but deep down the thing the Gracies love most is teaching and learning. That&#8217;s why the Gracie Adventure Camp, held March in Costa Rica, was so much fun.</p>
<p>Over the adrenaline-filled week, Rilion, Roger, Rolles, Igor, Gregor and Kyra Gracie taught and learned from sixty participants from eight different countries, and they braved adventures like white water rafting on the Savegre river.</p>
<p>With an MMA fight coming up on April 29 in Brazil, Gregor made the most of the trip to review lessons with his uncle Rilion and cousins, to his Argentine opponent&#8217;s chagrin.</p>
<p>Check out photos of the trip and classes, taken by Ray Santana.</p>
<p>[flickr set=72157626436995426]</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/the-gracies-sure-have-fun/">The Gracies sure have fun</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Watch the Gracie Camp adventures, direct from Costa Rica</title>
		<link>https://www.graciemag.com/watch-the-gracie-camp-adventures-direct-from-costa-rica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=watch-the-gracie-camp-adventures-direct-from-costa-rica</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 23:28:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Costa Rica]]></category>
		<category><![CDATA[Gracie Adventure Camp]]></category>
		<category><![CDATA[Gregor Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Igor Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Kyra Gracie]]></category>
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		<category><![CDATA[Rolles Gracie]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Tirolese dancing, surfing and crocodile safaris in Costa Rica. . . and so on”</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/watch-the-gracie-camp-adventures-direct-from-costa-rica/">Watch the Gracie Camp adventures, direct from Costa Rica</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_32769" style="width: 579px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/03/camp-gracie.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-32769" class="size-full wp-image-32769" title="camp gracie" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/05/camp-gracie.jpg" alt="" width="569" height="423" /></a><p id="caption-attachment-32769" class="wp-caption-text">All the campers / Photos: personal archives</p></div>
<p>A project where brothers Rolles, Igor and Gregor Gracie join forces, as well as Rilion, Roger and Kyra, Gracie Adventure Camp blends hardcore training with plenty of action and adventure. What started out with trips to Rio de Janeiro expanded to several places around the world. During this month of March, the folks set off for Costa Rica, and there was no lack of action, as can be seen in the video below:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Gracie Adventure Camp 2011" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/dRElSbmg22Q?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>“This idea grew out of the camps in Rio. Why not take them around the whole wide world, training and enjoying the best of what each country has to offer? Hang gliders and beaches in Rio. Tirolese dancing, surfing and crocodile safaris in Costa Rica. . . and so on,” explains Rolles.</p>
<p>Find out more by clicking <a href="http://gracieadventure.com/" target="_blank">here.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/watch-the-gracie-camp-adventures-direct-from-costa-rica/">Watch the Gracie Camp adventures, direct from Costa Rica</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Following absolute in Houston, Ceconi&#8217;s sights on more gold</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 00:55:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alexandro Ceconi]]></category>
		<category><![CDATA[Houston Open]]></category>
		<category><![CDATA[Houston Open 2011]]></category>
		<category><![CDATA[IBJJF]]></category>
		<category><![CDATA[Rilion Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[World Pro 2010]]></category>
		<category><![CDATA[World Pro 2011]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>The standout at the IBJJF&#8217;s Houston Open on the 13th, Alexandro Ceconi struck gold in the absolute. “It was the first competition of the year for me and, thank God, all went well. I could see how training will have to keep getting ever more intense,” he says in analysis. However, he already has other&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_11296" style="width: 466px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/ceconi3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11296" class="size-full wp-image-11296" title="ceconi3" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/ceconi3.jpg" alt="" width="456" height="294" /></a><p id="caption-attachment-11296" class="wp-caption-text">Ceconi in final at Brazilian Nationals 2010 against Léo Nogueira / Photo: Carlos Ozório</p></div>
<p>The standout at the IBJJF&#8217;s Houston Open on the 13th, Alexandro Ceconi struck gold in the absolute.</p>
<p>“It was the first competition of the year for me and, thank God, all went well. I could see how training will have to keep getting ever more intense,” he says in analysis.</p>
<p>However, he already has other challenges in mind: the Jiu-Jitsu Pan and the World Pro. In the latter, Ceconi is the current under-92 kg champion.</p>
<p>“I really want to fight at the Pan and that&#8217;s what I&#8217;m preparing to do. I feel my division is like the others: really tough. That being the case, I need to be really prepared to face everyone. As for the World Pro, I still need to try out to try and get the cost of the trip paid for. But I&#8217;m in, as I&#8217;m the current champion,” says the Romulo Reis and Rilion Gracie student.</p>
<p>In the hustle and bustle of training and competing, the black belt still finds time for MMA, a style in which he holds two wins and remains unbeaten. However:</p>
<p>“During the first half of the year I&#8217;m going to focus on Jiu-Jitsu, just as I did last year. One step at a time&#8230;”</p>
<p>Why don&#8217;t you get in on the Jiu-Jitsu Pan too? Find out more by clicking <a href="http://www.ibjjf.org/pan2011registration.htm" target="_blank">here</a>.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/following-absolute-in-houston-ceconi-prepares-for-more-challenges/">Following absolute in Houston, Ceconi’s sights on more gold</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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