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	<title>Rafael Ribeiro | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Rafael Ribeiro | Graciemag</title>
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		<title>Breves ajustes para o atleta brilhar no Mundial 2021</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 08:27:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Por Rafa Ribeiro, preparador esportivo] Depois de dois anos e meio, o Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF enfim está de volta ao cenário competitivo da modalidade. E fica difícil falar sobre as expectativas e os detalhes para o evento mais importante do calendário sem mencionar o cenário causado pela pandemia de Covid-19. Quase todos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-235756 alignnone" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo.jpg" alt="" width="1077" height="785" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo.jpg 1077w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-300x219.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-1024x746.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-768x560.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-banheira-gelo-150x109.jpg 150w" sizes="(max-width: 1077px) 100vw, 1077px" /></p>
<p><strong><em>[ Por Rafa Ribeiro, preparador esportivo]</em></strong></p>
<p>Depois de dois anos e meio, o Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF enfim está de volta ao cenário competitivo da modalidade.</p>
<p>E fica difícil falar sobre as expectativas e os detalhes para o evento mais importante do calendário sem mencionar o cenário causado pela pandemia de Covid-19.</p>
<p>Quase todos tiveram suas rotinas alteradas. Preocupações surgiram de todos os lados, desde a manutenção de rendimentos até se o supermercado teria mantimentos para todos. Treinos tiveram de ser suspensos, academias fechadas e muita tensão e incerteza. Aos poucos as coisas foram voltando, e em 2020 tivemos um grande crescimento dos eventos de lutas casadas e também os primeiros eventos da IBJJF.</p>
<p>Esse cenário desequilibrou um pouco a balança competitiva. De um lado, atletas que fora capazes de se manter de algum modo treinando e competindo; e do outro, aqueles que precisaram trabalhar em outras áreas. Existe um atleta que trabalha comigo que precisou fazer entrega de comida aqui nos Estados Unidos, por exemplo.</p>
<p>Além da diferença de ritmo e de competitividade, constatamos também um aumento considerável do risco de contusões ao voltar aos tatames, e principalmente para aqueles que pegaram lutas e eventos em cima da hora apenas por precisarem do dinheiro.</p>
<p>Além dessas, as dificuldades pré-Mundial envolveram ainda outros fatores.</p>
<p><strong>1. Os EUA abriram para os viajantes do Brasil</strong> no início de novembro e com isso começaram as primeiras batalhas: o visto, entrevistas de urgência no consulado e passagens com preços altos e conexões difíceis. Atletas experientes como o campeão Patrick Gaudio passaram por dificuldades, como incerteza sobre a viagem, passaportes ainda em processo de visto etc. Como esse processo de visto e passaporte acaba por sair na última hora, o atleta precisa estar pronto e com muita organização para chegar a Anaheim, na Califórnia, adaptado ao fuso horário, que é de cinco horas a menos.</p>
<p><strong>2. O clima na Califórnia anda bem diferente do Brasil também</strong>. Aqui é inverno e no Brasil é verão. Então é bom ter roupa quente na mala, usar meias em grande parte do dia e outras medidas. Mantenha o pescoço e o peito sempre aquecidos e cuidado com a friagem após suar. Isso pode evitar resfriados indesejados.</p>
<div id="attachment_235754" style="width: 859px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-235754" class="wp-image-235754 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021.jpg" alt="Rafa Ribeiro é o preparador da fera Jonnatas Gracie, entre tantos outros competidores do Mundial 2021. Foto: Acervo Pessoal" width="849" height="1132" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021.jpg 849w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021-225x300.jpg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021-768x1024.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/12/Rafa-Ribeiro-artigo-Mundial-2021-113x150.jpg 113w" sizes="(max-width: 849px) 100vw, 849px" /><p id="caption-attachment-235754" class="wp-caption-text">Rafa Ribeiro é preparador da fera Jonnatas Gracie, entre tantos outros competidores do Mundial 2021. Foto: Acervo Pessoal</p></div>
<p><strong>3. O ideal é chegar ao local do Mundial com pelo menos cinco dias de antecedência</strong> até o dia de lutar. A ideia é ter um dia para cada hora de fuso. Quanto mais planejada a viagem na medida do possível, melhor. É preciso pensar em hotel, carro, academia de preparação física e tatame – e um aspecto especial: se o lugar vai ter sauna. Isso mesmo, um dos principais itens da minha lista de recomendações é pegar lugares com sauna ou jacuzzi. Por dois motivos: para controle do peso e relaxamento muscular. Gosto também de contar com uma pequena lista de remédios liberados, para dar suporte emergencial aos atletas. Construí esta lista com o doutor André Wajnsztejn, e sempre consulto ele antes de recomendar. Por isso é importante planejamento e organização.</p>
<p><strong>4. O peso merece um tópico específico.</strong> Nunca fiz um levantamento mas creio que esse seja o ponto que preocupa a grande maioria dos lutadores de Jiu-Jitsu, talvez 90% dos competidores. Contar com um(a) nutricionista que entende da rotina de atletas de Jiu-Jitsu e vive esse universo pode fazer muita diferença. Opte por nutricionistas ligados ao esporte, não estéticos. Performance é outra história, e um nutricionista com vivência pode ser determinante para o sucesso no evento. Já vi dezenas de atletas comprometerem muito suas performances por problemas com o corte de peso, afinal, na IBJJF o atleta pesa logo antes de lutar e isso é bem diferente do UFC e de outros torneios. Para quem está sem nutricionista, duas dicas: controle a ingestão de água e evite alimentos crus. Lembro o exemplo da infecção intestinal que tirou o astro João Gabriel Rocha do último Mundial. Seu professor, Leandro “Tatu” Escobar, me contou que suspeitava de um sushi comprado no mercado.</p>
<p><strong>5. A diminuição gradativa do treinamento é outro tabu</strong> que vem há algum tempo sendo quebrado.  É uma ideia oposta a de fazer o camp até a véspera, com o atleta muitas vezes levado à exaustão dias antes da competição. Essa alta exigência física gera fadiga, e isso ainda se soma com o estresse emocional e a ansiedade gerados pela proximidade da competição. Portanto, minha sugestão para os últimos dias é que você os dedique a ajustes técnicos e táticos no tatame, além de um treino físico que mantenha as valências do atleta e que gerem baixa fadiga. Existe até um termo específico para essa fase do treino, chama-se <em>tapering, </em>ou polimento. Reduza de 40 a 60% do volume do treino da semana.</p>
<p><strong>6. Por fim, vamos à questão emocional.</strong> Hoje temos vários atletas sendo acompanhados por coaches específicos e isso é o melhor cenário de todos. Para aqueles que nunca fizeram, sugiro testar para ver se influencia positivamente na sua atuação. Muita gente comete o erro de querer imitar o que um determinado campeão faz. Ele é ele, você é você! Ele funciona daquele jeito e você talvez nem saiba ainda como é seu próprio funcionamento. Aqui minha dica principal é se conhecer. Saber o que lhe deixa no melhor estado possível. Tem gente que, assim como eu, gosta de sentir raiva do adversário e tem aqueles que gostam de estar feliz e numa sintonia legal, para cima. A música pode ser uma grande aliada, mas cada um também tem suas preferências, do louvor ao metal. Meditação e mentalização também entram no mesmo raciocínio. Resumindo: você precisa de uma rotina bem definida, que gere um gatilho mental para você estar no melhor estado físico e mental possível na hora H.</p>
<p>Estou feliz de escrever este texto direto da Califórnia. Entre trancos e barrancos, com vantagens e desvantagens, teremos enfim o Mundial de volta. O que posso afirmar é que essas são as duas semanas mais importantes do ano para você, atleta que vai competir. Esforce-se, dê o seu máximo e busque realizar tudo da maneira mais perfeita que puder. E para você, que é espectador, essa também é a hora do maior espetáculo da nossa modalidade. Faça suas apostas, e desfrute!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/breves-ajustes-para-o-atleta-brilhar-no-mundial-de-jiu-jitsu-2021/">Breves ajustes para o atleta brilhar no Mundial 2021</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>“Prepare-se de acordo com o modelo da competição”, ensina Rafa Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 13:45:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leandro Lo em combate de 10 min pelo circuito da IBJJF. Foto: Divulgação.  Texto: Rafael Ribeiro* Imagine se Usain Bolt fosse correr provas de 100m, 200m, 400m, 800m e 1500 metros na mesma Olimpíada. Repare, o esporte é o mesmo: corrida. No entanto, quais seriam as chances de o ídolo jamaicano ganhar os 100m e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-231245" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-300x206.jpg" alt="" width="666" height="457" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-1024x703.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-768x527.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724-150x103.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101724.jpg 1039w" sizes="(max-width: 666px) 100vw, 666px" /></p>
<p><em>Leandro Lo em combate de 10 min pelo circuito da IBJJF. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><em>Texto: Rafael Ribeiro*</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine se Usain Bolt fosse correr provas de 100m, 200m, 400m, 800m e 1500 metros na mesma Olimpíada. Repare, o esporte é o mesmo: corrida. No entanto, quais seriam as chances de o ídolo jamaicano ganhar os 100m e os 1500m? Ínfimas, garanto, praticamente impossível, afinal, as distâncias mudam completamente a preparação do atleta. Preparar-se para competir nas provas de 100m anula a preparação para os 1500m e vice-versa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Jiu-Jitsu podemos citar dois tipos de eventos que se tornaram bastante “distintos” nos últimos anos, levando os atletas a desenvolverem características bem específicas, atreladas ao modelo de cada competição. Refiro-me ao abismo entre &#8220;torneios com kimono&#8221; e &#8220;torneios sem kimono&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior evento NoGi é o tradicional e prestigiado ADCC. Regras bem diferentes do que costumamos seguir nos eventos com kimono. A principal delas talvez seja a permissão das chaves de calcanhar. Foi exatamente nesse ponto, a partir de um tipo de golpe, que vimos uma leva de atletas se especializar no estilo sem kimono. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal deles é o atual campeão absoluto do evento, o americano Gordon Ryan. Ele e vários outros atletas “especialistas” estão dominando o cenário NoGi. A maioria deles só luta eventos NoGi, só treina NoGi e se prepara tática, física e mentalmente para eventos NoGi. Sendo assim, uma preparação bem mais específica e que contribui significativamente para esse domínio nos resultados.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-231247" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-300x183.jpg" alt="" width="763" height="465" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-300x183.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-1024x624.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-768x468.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive-150x91.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-100939_Drive.jpg 1044w" sizes="auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px" /></p>
<p><em>Gordon Ryan em ação no ADCC. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos comparar também dois eventos de Jiu-Jitsu com kimono. Por exemplo, o Grand Slam da AJP e o Sul Americano da IBJJF. As diferenças entre eles obriga os atletas a adotarem treinamentos bem distintos. Veja: </span></p>
<p><strong>1) Do ponto de vista técnico</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na AJP, as lutas têm duração de cinco minutos. Na IBJJF, para faixas-pretas adultos, o tempo de combate é o dobro: dez minutos. Isso muda completamente o sistema de treinos de tatame. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje o BJJ se apoia num conceito antigo de que sempre “é preciso treinar mais”. Esse “treinar mais” significa maior volume de treino. Intermináveis horas fazendo sparring e drills. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você aumenta muito o volume, acaba perdendo intensidade e velocidade. Pense num treino em que você vai precisar fazer dez rolas de 10 minutos, com 1 minuto de descanso. Pense também num outro treino em que você vai fazer três rolas de 5 minutos por 5 minutos de descanso. Qual dos dois treinos você acha que faria com mais vigor e intensidade? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo, é claro! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então perceba: nosso modelo de treino quase nunca privilegia a velocidade das ações. Estamos culturalmente e historicamente ligados à resistência das ações. E a própria arte marcial traz esse conceito de “guerreiro resiliente”. Mas, para sermos eficientes tecnicamente em espaços de tempo curtos, com altas velocidades, precisamos mudar muita coisa nas estruturas de treinos de tatame. Como por exemplo: fazer treinos mais breves e drills com altas velocidades. Se você for competir na AJP, esse é o modelo a ser seguido: treinos curtos e ágeis. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-231249" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-300x204.jpg" alt="" width="741" height="504" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-1024x696.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-768x522.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram-150x102.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/Screenshot_20210312-102111_Instagram.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 741px) 100vw, 741px" /></p>
<p><em>Combates de 5 min na AJP influenciam a sua forma de treinar. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><strong>2) Do ponto de vista tático</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na AJP, com a redução do tempo, o início de luta pode fazer muita diferença. Dificilmente vejo escolas treinando esse fundamento: a tática vencedora para o minuto inicial. Lembrando que início de luta envolve a eficiência de puxar para a guarda, e isso é bem diferente do que só treinar quedas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é o minuto final. Ele ganha mais importância com a questão do vencedor ser o último a pontuar no critério de desempate. Nesse caso, é necessário formatos de treinos em que exista uma exigência do atleta em fazer o maior número possível de pontos apenas no último minuto.</span></p>
<p><strong>3) Do ponto de vista físico</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é um tópico amplo e que merece um artigo por si só. Para selecionar apenas um breve aspecto da perspectiva física, gostaria de falar sobre a prevenção das lesões. Se você vai disputar um evento de lutas de 10 minutos, com duas categorias envolvidas (peso e absoluto), o seu corpo deve ter um condicionamento específico e uma blindagem adequada a esse tipo de formato competitivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você vai disputar um evento mais curto, com lutas breves, propondo-se a atuações mais explosivas e intensas, a abordagem é outra no que diz respeito ao trabalho de prevenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário portanto que a ciência do treinamento se faça presente nas diferentes rotinas dos treinos. </span></p>
<p><strong>4) Do ponto de vista emocional</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começar perdendo na AJP e na IBJJF terá consequências diferentes na parte mental. Como você irá reverter? Se por um lado você tem menos tempo, por outro, a vantagem vale um ponto. Então você precisa estar preparado para cada uma dessas situações específicas. Mais calma ou mais agressividade? Mais controle ou mais ataque? A ideia é quanto mais especificamente você estiver preparado, maior será o controle das suas emoções.</span></p>
<p><strong>5) Do ponto de vista teórico </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos atletas, por lutarem diversos eventos com regras diferentes, confundem-se nas horas de agir. Patrick Gaudio, por exemplo, foi desclassificado no absoluto do Europeu 2020 justamente por se confundir em relação às regras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atleta precisa saber perfeitamente a regra e o formato de cada evento. E se concentrar nisso. Assim como todos os outros quatro pilares que falei anteriormente precisam estar claros na cabeça do atleta. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-231251" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-300x215.jpg" alt="" width="772" height="553" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-300x215.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-768x550.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045-150x107.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/03/20210312_101045.jpg 860w" sizes="auto, (max-width: 772px) 100vw, 772px" /></p>
<p><em>Rafa Ribeiro puxa o treino de Isaque Bahiense. Foto: Divulgação. </em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gostaria de concluir este artigo da maneira mais clara possível: o atleta não deve se considerar &#8220;preparado&#8221; para competir no ADCC, pelo fato de ter feito uma preparação impecável semanas antes para disputar o Mundial de Jiu-Jitsu da IBJJF. Assim como o campeão do ADCC não deve achar que, uma semana após conquistar o título do evento NoGi, está condicionado a brilhar em termos de desempenho num campeonato da AJP. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repito: o lutador precisa entender claramente quais são as diferenças no tipo de treinamento para cada competição e como vai reagir nas situações específicas. Isso é a teoria do treino e é ela que leva o atleta ao estado de “consciência plena”. Estado esse que permite que o atleta encontre o seu mais sofisticado nível de desempenho esportivo. Oss! </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">* Rafael Ribeiro é preparador esportivo de atletas amadores e profissionais, com foco em MEC (Modalidades Esportivas de Combate) e surfe. Ministra cursos de extensão e pósgraduação. Atualmente é responsável pela preparação esportiva dos atletas profissionais de Jiu-Jitsu Isaque Bahiense, Mahamed Aly, Márcio André, Pedro “Paquito” Ramalho e Hiago Gama. Também já treinou Michael Langhi e Renato Cardoso. Instagram: @rafaribeirojj</span></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/prepare-se-de-acordo-com-o-modelo-da-competicao-ensina-rafa-ribeiro/">“Prepare-se de acordo com o modelo da competição”, ensina Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>10 dicas para você não morrer no gás nos treinos e campeonatos de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Feb 2021 13:04:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu e preparador físico especializado em esportes de combate, Rafael Ribeiro respondeu à desafiadora pergunta do GRACIEMAG.com: que providências o lutador de Jiu-Jitsu deve tomar para melhorar o gás nos treinos e nas competições? 1. Faça um bom aquecimento no início das aulas de Jiu-Jitsu e antes de competir. A ciência tem avançado&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-para-voce-nao-morrer-no-gas-nos-treinos-e-campeonatos-de-jiu-jitsu/">10 dicas para você não morrer no gás nos treinos e campeonatos de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_177136" style="width: 1730px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-177136" class="size-full wp-image-177136 " title="Rodolfo Vieira celebra seu titulo absoluto em 2011 Foto Dan Rod" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/05/Rodolfo-Vieira-celebra-seu-titulo-absoluto-em-2011-Foto-Dan-Rod.jpg" alt="Rodolfo Vieira celebra seu titulo absoluto em 2011 Foto Dan Rod" width="1720" height="1148" /><p id="caption-attachment-177136" class="wp-caption-text">O faixa-preta Rodolfo Vieira celebra seu título absoluto, em 2011: gás total até a última luta. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG</p></div>
<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu e preparador físico especializado em esportes de combate, <a href="https://www.graciemag.com/2020/03/23/rafael-ribeiro-explica-as-diferencas-do-treino-em-quarentena-no-jiu-jitsu/" target="_blank" rel="noopener">Rafael Ribeiro</a> respondeu à desafiadora pergunta do GRACIEMAG.com: que providências o lutador de Jiu-Jitsu deve tomar para melhorar o gás nos treinos e nas competições?</p>
<h3><strong>1. Faça um bom aquecimento no início</strong> das aulas de Jiu-Jitsu e antes de competir.</h3>
<p>A ciência tem avançado muito no estudo desse tema, visando a melhorar o desempenho dos atletas. Hoje as pesquisas mostram que não há mais a necessidade de alongamentos estáticos antes da atividade física. Opte pelos alongamentos dinâmicos. Explore a liberação miofascial, a ativação dos glúteos, trabalhe a mobilidade das articulações. Esses dois últimos são muito importantes para a prevenção de lesões.</p>
<h3>2. Controle a quantidade de combates que você faz por semana.</h3>
<p>Cada fase do treinamento requer um número maior ou menor da quantidade de horas treinadas por semana. Você não pode e nem precisa fazer 10-15 &#8220;rolas&#8221; todos os dias, afinal, você não está “na guerra”; não se deve treinar sempre no seu máximo, pois assim o corpo e a mente não se recuperam e com isso você acaba se machucando e/ou rendendo menos nos treinos subsequentes.</p>
<h3>3. Diminua a quantidade de treinos perto da competição.</h3>
<p>Isso é o que a ciência do esporte chama de polimento. Nessa fase você precisa recuperar o seu corpo pra chegar muito bem na competição, justamente o contrário do que muita gente faz, querendo dar um &#8220;gás&#8221; no final.</p>
<h3>4. Alinhe a preparação física ao que você faz em cima do tatame.</h3>
<p>O seu treino de preparação física não pode ser um “concorrente” ao seu treinamento de Jiu-Jitsu, mas sim um trabalho integrado e complementar. Uma conversa entre os profissionais (o professor de Jiu-Jitsu e o preparador físico) para alinhar os objetivos em cada frente de trabalho pode ser o grande “pulo do gato” para a melhora do seu rendimento.</p>
<h3>5. Treine objetivos específicos numa luta.</h3>
<p>Gosto muito de colocar o atleta em posições possíveis de ocorrer num combate, dando objetivos para ele realizar naquela situação. Por exemplo: o atleta está na meia-guarda e tem 30 segundos pra fazer cinco pontos ou finalizar. Isso obriga o atleta a tomar decisões rápidas e jamais desistir de alcançar seu objetivo.</p>
<h3>6. Treine a velocidade.</h3>
<p>Quem treina apenas de forma lenta acaba se tornando um atleta lento, pois não estimula as fibras musculares de contração rápida. Se o adversário conseguir impor um ritmo acelerado no combate, por exemplo, é provável que o atleta lento sofra em termos de “gás”. Portanto, treine com rapidez e você se tornará mais veloz, e vai conseguir estar sempre na frente do seu adversário em termos de ritmo.</p>
<h3>7. Simule a competição.</h3>
<p>É importante ter no treinamento um dia em que o atleta simule as condições reais da competição, com tempos de luta, descanso, pontuações&#8230; Até a simulação de pessoas torcendo contra é um recurso válido para trabalhar os aspectos emocionais (que influem diretamente no gás do lutador).</p>
<div id="attachment_177142" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-177142" class="size-full wp-image-177142" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/05/Rafael-RibeiroGMI-na-Bahia-da-dicas-de-preparacao-fisica-para-turbinar-o-gas-do-lutador-de-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao.jpg" alt="Rafael Ribeiro GMI na Bahia da dicas de preparacao fisica para turbinar o gas do lutador de Jiu Jitsu Foto Divulgacao" width="1280" height="960" /><p id="caption-attachment-177142" class="wp-caption-text">Professor Rafael Ribeiro ouve a dúvida de um lutador: até simulação de torcida contra pode ser benéfica para turbinar o gás no Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação</p></div>
<h3>8. Alimente-se com as quantidades corretas de comida para cada fase de treino.</h3>
<p>O lutador de Jiu-Jitsu precisa se alimentar de acordo com as fases do treino e os objetivos do dia. Cada tipo de treinamento requer uma quantidade de nutrientes adequada. Por exemplo, as lutas exigem mais carboidratos, já os treinos de força e potência nem tanto. Então, ter um programa nutricional alinhado também ao treino é um fator decisivo.</p>
<h3>9. Informe-se sobre os suplementos que você usa.</h3>
<p>Não tome suplementos alimentares só porque um colega ou alguém famoso toma. Existem muitas substâncias que, além de nocivas, não funcionam ou estão nas quantidades erradas. Cada treino e cada indivíduo tem uma quantidade específica para tomar de cada suplemento, de acordo com cada objetivo de treino. Ou seja, é algo extremamente complexo, e que deve estar nas mãos de quem realmente estudou e entende do assunto.</p>
<h3>10. Durma bem.</h3>
<p>O sono é o principal mecanismo de recuperação do corpo e da mente. O atleta que tem boas noites de sono estará mais forte e disposto no dia seguinte para a continuação do treinamento.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-para-voce-nao-morrer-no-gas-nos-treinos-e-campeonatos-de-jiu-jitsu/">10 dicas para você não morrer no gás nos treinos e campeonatos de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>7 dicas para Marcus Buchecha migrar com sucesso para o MMA, por Rafa Ribeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 20:14:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maior vencedor da história do Jiu-Jitsu, o paulista Marcus Vinicius &#8220;Buchecha&#8221; anunciou que está de mudança para o MMA. Buchecha conquistou ao todo 13 títulos mundiais somente na faixa-preta pela IBJJF, sendo sete da categoria e seis no absoluto. Dono de um Jiu-Jitsu agressivo, veloz e técnico, Buchecha ainda se destaca pelo seu porte físico&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_228417" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228417" class="size-full wp-image-228417" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05.jpeg" alt="" width="1024" height="1024" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-150x150.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-228417" class="wp-caption-text">Marcus Buchecha treinando já de luvinhas. Foto: Arquivo Pessoal</p></div>
<p>Maior vencedor da história do Jiu-Jitsu, o paulista Marcus Vinicius &#8220;Buchecha&#8221; anunciou que está de mudança para o MMA. Buchecha conquistou ao todo 13 títulos mundiais somente na faixa-preta pela IBJJF, sendo sete da categoria e seis no absoluto.</p>
<p>Dono de um Jiu-Jitsu agressivo, veloz e técnico, Buchecha ainda se destaca pelo seu porte físico extremamente atlético, fruto de uma mudança de perfil da categoria pesadíssimo, um reflexo da evolução do Jiu-Jitsu como modalidade esportiva. Como se não bastasse, o cara ainda tem um mindset diferenciado. Fato esse que ficou bem claro em ver como ele se comportou após sua primeira e única derrota para Rodolfo Vieira. Ele mesmo afirmou que essa derrota o fez crescer, pois o treino era focado em vencer o Rodolfo. E conseguiu. Foram cinco vitórias consecutivas. Resumindo, o Buchecha tem tudo que um campeão precisa e mais um pouco. Porém, vale lembrar que isso foi a história dele no Jiu-Jitsu. No MMA a coisa pode ser bem diferente.</p>
<p>Quando mudamos de modalidade, precisamos começar quase que do zero. Ao longo das últimas três décadas, vimos vários lutadores e atletas do Jiu-Jitsu migrarem para o MMA. Alguns com mais sucesso e outros nem tanto. Vimos também o MMA mudar regras, formato e também evoluir como modalidade. O que antes era um torneio inter-estilos hoje se transformou num desafio pela eficiência individual. Ou quem é o atleta mais completo. Tendo este cenário moderno em vista, vou trazer aqui alguns pontos para você leitor ter uma melhor dimensão do que representa um atleta migrar do BJJ para o MMA.</p>
<div id="attachment_228419" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228419" class="size-large wp-image-228419" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-1536x1023.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.05-1.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-228419" class="wp-caption-text">Buchecha e Daniel Cormier em treino específico na AKA, nos EUA. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p><strong>Histórico de atletas que competem em duas modalidades esportivas</strong></p>
<p>Aqui vou levantar o retrospecto geral do esporte e trazer alguns números para vocês terem uma primeira dimensão.</p>
<p>&#8211; Vamos começar pelo caso mais famoso de todos, o do melhor jogador de basquete de todos os tempos, Michael Jordan. Após a morte de seu pai, ele mudou para a MLB (liga americana de beisebol profissional) porém, jogou na terceira divisão. Bo Jackson e Deion Sanders, foram as referências citadas por Jordan quando questionado sobre a mudança. Mas, esses foram os únicos atletas que conseguiram jogar na elite de duas modalidades: da NFL e da MLB.</p>
<p>&#8211; Trazendo para o Brasil, temos os exemplos dos dois melhores jogadores de Futsal da história, Manoel Tobias e Falcão. Ambos tentaram jogar no campo (Grêmio e São Paulo respectivamente) mas tiveram péssimos rendimentos.</p>
<p>&#8211; Considerando os jogos olímpicos de verão e inverno, somente nove atletas ganharam medalhas de ouro em duas modalidades diferentes.</p>
<p>&#8211; Estar no topo em duas modalidades distintas, é realmente para poucos atletas. Nem mesmo um dos maiores atletas de todos os tempos, Michael Jordan, conseguiu isso.</p>
<p><strong>Evolução do MMA como modalidade esportiva</strong></p>
<p>Quanto mais popular for a modalidade, maior se torna a própria modalidade. O número de adeptos aumentam, o mercado cresce, os investimentos sobem e, obviamente com tudo isso se desenvolvendo, a competitividade fica cada vez mais acirrada. Cada mínimo detalhe passa a ter uma importância cada vez maior. Lá na década de 90, quando o MMA surgiu para o mundo através da primeira edição do UFC, vimos um Royce Gracie entrar de kimono para lutar. Os comentaristas, assim como grande parte do público, se espantaram com os golpes aplicados pelo brasileiro. É até engraçado assistir a narração original dos primeiros eventos. Para quem já assiste MMA hoje, e mesmo que leigo em Jiu-Jitsu, já vai achar estranho você não saber o que é um triângulo ou um armlock. Portanto, como diz meu pai, “hoje não há ninguém mais bobo”. Difícil ter uma atleta da elite do MMA que desconheça o jogo de chão. Quase são faixas-pretas. Portanto, aquela grande vantagem que os lutadores de Jiu-Jitsu tiveram na década de 90 já diminuiu quase que em sua totalidade.</p>
<p><strong>As estatísticas a favor do wrestling</strong></p>
<p>As estatísticas demonstram que o wrestling é o esporte de combate que está na maioria da base dos campeões de MMA moderno. Da lista de campeões do UFC quem tem 12 categorias de peso, oito para homens e quatro para mulheres, o wrestling domina como esporte de base na categoria masculina, em sete das oito. Já o MMA e o wrestling femininos, possuem um histórico mais recentes, e talvez por isso exista ainda um maior equilíbrio entre as vencedoras. Na verdade, os lutadores de wrestling americanos sempre foram os principais rivais de nós do Jiu-Jitsu no cenário mundial do MMA. Ainda na década de 90, surgiram caras como Mark Coleman e Mark Kerr. Quem acompanha o MMA desde essa época, assim como eu, deve lembrar que em algum momento pensávamos que seria impossível alguém derrotar o Mark Kerr.</p>
<p>Nesse caso, o Buchecha tem um ponto a seu favor: já treina e usa o wrestling no BJJ a muito tempo. Aliás, escrevi isso, num artigo em 2018, como sendo um dos diferenciais do desempenho dele no mundial daquele ano. Obviamente, ver o Buchecha lutando com atletas de outro calibre no wrestling, como o Jon Jones que foi campeão americano júnior de wrestling, talvez seja um outro desafio. Porém, daqui até que ele chegue nesse nível no MMA, o wrestling dele já esteja em um outro patamar.</p>
<div id="attachment_228421" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-228421" class="size-large wp-image-228421" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-1536x1023.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/09/WhatsApp-Image-2020-09-16-at-13.41.06.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-228421" class="wp-caption-text">De luvas e capacete, Buchecha e Cormier trocam socos em treino na AKA. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p><strong>O retrospecto do Jiu-Jitsu no cenário moderno</strong></p>
<p>Esse é um ponto delicado do texto, mas precisamos ser analíticos. Se você chegou até esse ponto do texto, vamos pegar o que escrevi nos itens 2 e 3 para entender o que vou falar na sequência. No MMA masculino atualmente só temos um campeão mundial de Jiu-Jitsu que também foi campeão do UFC: Fabrício Werdum. Temos também o Gilbert Durinho chegando bem próximo de conseguir esse mesmo feito, mas terá pela frente um rival que veio do wrestling e é faixa-preta de Jiu-Jitsu. O Rodolfo Vieira, que entrou no UFC há pouco tempo, está invicto com seis vitórias. Mas comparados com nossos “primos” do wrestling, estamos em larga desvantagem. Tivemos baixas importantes nessa última década como os exemplos dos super campeões de BJJ e ADCC : Marcelinho Garcia e Roger Gracie. Ambos tiveram uma curta passagem pelo MMA e sem grande sucesso. Até mesmo a única representante do BJJ a ter um cinturão do UFC hoje, a minha conterrânea Amanda Nunes, ganhou suas lutas em sua grande maioria por nocaute (13 nocautes e três finalizações). Então os números nos mostram que é preciso ser cauteloso nas expectativas.</p>
<p><strong>Os treinos de modalidades percussivas</strong></p>
<p>As modalidades esportivas de combate (MEC) são subdivididas em dois subgrupos: as de grappling (BJJ, judô, wrestling, sambo, etc) e as de percussão (boxe, karate, taekwondo, muay thai, etc). Na hora de migrar para o MMA, ainda vemos muita gente treinando essas modalidades separadas, e isso pode ser um tremendo equívoco. Usar o wrestling numa luta de wrestling ou mesmo o boxe para lutar dentro das regras do boxe é bem diferente que usar as técnicas de ambos para uma luta de MMA. Vou dar um exemplo: se você entra para lutar no MMA, estando muito treinado em boxe, o seu adversário pode chutar suas pernas e você ficará com problemas. Ou mesmo te colocar na grade para que você durante a defesa perca sua capacidade de nocaute com os braços. Aliás, essa era a estratégia do Cain Velásquez contra o Júnior Cigano. Um exemplo muito bem sucedido para ser avaliado é o do uso dos cotovelos pelo Jon Jones. Esse é um atleta que além de ter um excelente nível de wrestling, usa bem todas as partes do corpo: socos, chutes, joelhadas, cotoveladas. E tudo com muita conexão entre os estilos e também com muita versatilidade. O cara ainda consegue finalizar atletas faixas-pretas de Jiu-Jitsu, como Vitor Belfort e Lyoto Machida. Não é à toa que ele é considerado, por muitos, como o melhor lutador da era moderna de MMA. Engraçado que o primeiro atleta a ter a sacada de conectar muito bem os estilos foi um brasileiro: o Marco Ruas, ainda na década de 90, mas parece que as pessoas do meio esquecem desse importante detalhe.</p>
<p><strong>A preparação</strong></p>
<p>A mudança de modalidades traz acima de tudo a mudança também de regras e formatos dos eventos. No que tange a preparação do atleta, esse é um ponto determinante para quem migra do BJJ para o MMA. No Jiu-Jitsu, geralmente, você participa torneios com várias lutas no mesmo dia. No caso do Buchecha, no Mundial da IBJJF, são em média oito a dez lutas de 10 min cada. Nesse sentido, a preparação esportiva desse atleta visa abranger o máximo de requisitos possíveis. Afinal, dentro da mesma competição ele pode e deve enfrentar adversários com biotipos físicos, modelos táticos e técnicas completamente diferentes. No absoluto ele pode encarar caras como o Felipe Preguiça, o Keenan Cornelius, o Mahamed Aly ou até mesmo um Lucas Lepri. Então a preparação deve ser muito mais abrangente. Já no MMA, o cenário é completamente diferente. A preparação é pensada para um adversário e, sendo assim, vem a dar suporte para a tática escolhida para a luta. Outro ponto de grande diferença é o tempo de luta. Enquanto no Mundial o Buchecha precisa estar preparado para dez lutas de 10 minutos, em dois dias, no MMA são 3 rounds de 5 minutos em sequência e numa mesma noite. Ou seja, o modelo competitivo do BJJ e do MMA são bem diferentes. Enquanto o BJJ tem uma dinâmica que pode levar o dia todo de competição, e por dois dias, o atleta precisa estar preparado para manter o nível físico, mental e emocional numa zona que ele consiga passar o tempo todo no ótimo da sua performance. É uma verdadeira guerra. Economizar energia numa situação de vantagem, usar o estoque quando preciso, saber recuperar entre as lutas, tudo importa. Abordei isso no artigo que usei o próprio Buchecha como exemplo: a do Gás Infinito. Já no MMA, é uma luta só, dividida em três rounds. Apesar de ter menos tempo que as dez lutas de Jiu-Jitsu, o desgaste emocional é muito maior, afinal estamos falando de eventos de proporções de audiências bem diferentes e milhões de pessoas assistindo, além de patrocinadores e bolsas em um outro patamar. Um ponto positivo que conta para o Buchecha é que ele já vinha fazendo alguns eventos de lutas casadas e portanto já pôde vivenciar essa dinâmica.</p>
<div id="attachment_222029" style="width: 730px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222029" class="size-full wp-image-222029" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4.jpg" alt="" width="720" height="481" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/buchecha4-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-222029" class="wp-caption-text">Será que Buchecha está preparado para estrear no MMA? Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>Expectativa</strong></p>
<p>Como descrevi durante o texto, a expectativa para a mudança de um competidor de elite do BJJ para o MMA é bem desafiadora. Ainda mais em se tratando do maior vencedor da história do Jiu-Jitsu. O Buchecha carrega consigo além da esperança de toda uma modalidade em reviver os tempos onde o BJJ era tido como arte marcial mais eficiente quando os combates eram ainda inter-estilos, uma cobrança invisível que é respaldada nesse marketing mundial que o próprio BJJ se apoiou para crescer como modalidade.</p>
<p>Alguma coisa, nessa era moderna, está acontecendo nessa migração dos atletas de BJJ para MMA. E os números mostram isso. É preciso investigar com mais calma para identificar quais os possíveis erros dessa transição ou mesmo qual o melhor caminho a ser feito. Planejamento e estudos analíticos podem ser excelentes ferramentas nessa árdua tarefa que o super campeão Marcus Buchecha terá pela frente. Nesse texto, tentei trazer apenas breves explicações de alguns pontos, para que todos os fãs, assim como eu, tenham noção do desafio que Buchecha terá pela frente.</p>
<p>Resumindo: é muito mais difícil do que imaginávamos mudar de modalidade esportiva e mais difícil ainda estar na elite em ambas. Ser campeão também em ambas, a história provou que realmente foi para poucos humanos. Aliás seriam super humanos esses que conseguiram esse feito?</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-214246 alignleft" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro-273x300.jpg" alt="" width="273" height="300" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro-273x300.jpg 273w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro-136x150.jpg 136w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro.jpg 689w" sizes="auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>** Rafael Ribeiro é preparador esportivo de atletas amadores e profissionais, com foco em MEC (Modalidades Esportivas de Combate) e surfe. Ministra cursos de extensão e pós-graduação. Atualmente é responsável pela preparação esportiva dos atletas profissionais de Jiu-Jitsu Isaque Bahiense, Mahamed Aly, Márcio André, Pedro “Paquito” Ramalho e Hiago Gama. Também já treinou Michael Langhi e Renato Cardoso. Instagram: <a href="http://instagram.com/rafaribeirojj">@rafaribeirojj</a></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/7-dicas-para-marcus-buchecha-migrar-com-sucesso-do-jiu-jitsu-para-o-mma-por-rafa-ribeiro/">7 dicas para Marcus Buchecha migrar com sucesso para o MMA, por Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Jonnatas Gracie avalia vitória sobre Edwin Najmi com treinos na quarentena</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 18:00:59 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_226273" style="width: 941px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/jonnatas.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-226273" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/jonnatas.jpg" alt="" width="931" height="620" class="size-full wp-image-226273" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/jonnatas.jpg 931w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/jonnatas-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/jonnatas-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/jonnatas-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 931px) 100vw, 931px" /></a><p id="caption-attachment-226273" class="wp-caption-text">Jonnatas Gracie faz seu arremesso. Foto: Fight to Win</p></div>
<p>Faixa-preta da Atos, nosso GMI Jonnatas Gracie teve dois desafios na última semana. A primeira foi encarar e vencer Edwin Najmi no Fight To Win, nos EUA. Para isso, Jonnatas teve que vencer outro desafio antes, o de se preparar com qualidade em tempos de quarentena e restrições nas academias.</p>
<p>A perseverança de Jonnatas foi a fórmula para o sucesso no difícil combate. Com preparação física de qualidade, tocada pelo craque Rafael Ribeiro, e foco no objetivo a longo prazo, Jonnatas manteve a mente o corpo preparados para o duelo vitorioso, e com a visão nos duelos futuros e tudo que a pandemia tem ensinado ao aplicado atleta. &#8220;Estou no meu primeiro ano de preta, então estou em busca de desafios. Quero os melhores do peso leve e também do peso médio. Acho que o que vale é a experiência.&#8221;</p>
<p>Confira a análise de Jonnatas sobre os treinos e seu desempenho competitivo na atual realidade competitiva do Jiu-Jitsu nas linhas abaixo. Oss!</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como foi a sua preparação nesse tempo complicado de quarentena? Mudou alguma coisa? Teve que se adaptar em algo? Teve alguma dificuldade por conta das políticas de fechamento?</strong><br />
<strong><br />
Jonnatas Gracie:</strong> Tive duas semanas e meia para me preparar. Já tinha aceitado a luta antes, mas estava buscando a melhor forma de treinar por conta da quarentena. Durante o tempo fechado, combinei com meu preparador físico Rafael Ribeiro de treinar em casa. Nesse tempo a gente acabou perdendo o condicionamento do Jiu-Jitsu, mas procurei manter o corpo forte. Depois, combinei com os parceiros de treino que testaram negativo para o covid-19 para me ajudarem, com liberação do professor André Galvão.</p>
<p><strong>Qual foi a estratégia planejada para o duelo com o Edwin?</strong></p>
<p>Fiz muito treino específico. O Galvão, por conta do pouco tempo de preparação, me direcionou para esse tipo de treino mais focado no específico. Sei que o Edwin é muito bom na guarda-aranha, e com muitas finalizações na manga. Peguei um sparring bom de triângulo, por exemplo, e pedi para ele dar todos os botes que ele pudesse. Outro que era bom de aranha me colocou em todo tipo de entrada na guarda para eu estar pronto. Na real o treino foi bem específico, logicamente aliado à preparação física.</p>
<p><strong>Você teve algumas chances expressivas no duelo, como alguns ataques fortes no pé. O que faltou para concluir com sucesso e finalizar naquele momento?</strong></p>
<p>Não acho que faltou ajuste. O Edwin é muito flexível no pé. O F2W tem uma regra totalmente diferente, então no caso não adiantava passar a guarda dele e pegar as costas dele, se ele tivesse atacado na chave de pé. Então joguei com a regra e fiz o máximo de ataques de finalização, logicamente buscando concluir os ataques, mas com foco em tentar mais botes e prevalecer na regra.</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/tv/CBv_wgCDLit/">https://www.instagram.com/tv/CBv_wgCDLit/</a></p>
<p><strong>Teve algum lance que você, ao rever a luta, teria feito diferente para vencer o combate antes da decisão dos árbitros?</strong></p>
<p>Durante a luta eu mudei meu plano de ação. Entrei pensando em raspar, passar e fazer meu jogo. No entanto, logo no começo, o Edwin atacou com o triângulo. Chegou a quase encaixar, mas eu sai. Nisso ele olhou pro corner e eles entenderam que ele ficou na frente nos pontos. Então mudei a estratégia e fui com tudo para os ataques de finalização para não ficar atrás. Joguei com a regra.</p>
<p><strong>Após a vitória, convencendo os jurados, como você avalia a o seu desempenho?</strong></p>
<p>Fiquei feliz com o meu resultado. O Edwin tem muita experiência no F2W e nos torneios da IBJJF, e eu consegui sair com a vitória sobre ele em ambas as regras. Eu busco não julgar meus resultados, com por exemplo criar uma desculpa sobre estar sem treinar ou das mudanças por conta da quarentena, porque talvez, sem essa adversidade, poderia ter rendido igual ou até pior. Minha autoavaliação portanto se limita a pensar que eu poderia ter me aquecido melhor antes do evento, e ter abaixado o quadril um pouco mais na hora das passagens.</p>
<p><strong>Qual o seu próximo passo? Algum outro torneio à vista?</strong></p>
<p>Por conta da pandemia, o único evento que tem data fixa é o Abu Dhabi Grand Slam de Miami, na Flórida. Coloquei minha mira fixa nesse evento, estamos treinando para isso. Aqui em San Diego já estamos numa fase de treinos liberados, em capacidade reduzida de sparrings. Mas estou esperando convites a outros eventos, caso surja a oportunidade.</p>
<p>Estou no meu primeiro ano de preta, então estou em busca de desafios. Quero os melhores do peso leve e também do peso médio. Acho que o que vale é a experiência. Vou acumular vitórias e derrotas ao longo do processo, mas estou em busca dessa maturidade competitiva, mesmo em tempos de quarentena, para quando voltar ao normal estar ainda mais preparado e figurar ao lado dos maiores campeões do esporte. É isso que me motiva a treinar, trabalhar duro e buscar ser melhor.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jonnatas-gracie-avalia-vitoria-sobre-edwin-najmi-com-treinos-na-quarentena/">Jonnatas Gracie avalia vitória sobre Edwin Najmi com treinos na quarentena</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Alto desempenho: Os 7 pecados capitais no treinamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2020 08:34:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Rafael Ribeiro * * Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #270. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Após a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética competiram arduamente em diversas áreas, a fim de comprovar a supremacia&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_224645" style="width: 610px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao-.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224645" class="size-full wp-image-224645" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao-.jpg" alt="" width="600" height="400" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao-.jpg 600w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao--300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Pergunta-2-Motivacao--150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><p id="caption-attachment-224645" class="wp-caption-text">Entenda as falhas no treino e como melhorar nesses aspectos. Foto: Reprodução</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Rafael Ribeiro *</em></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #270. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Após a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética competiram arduamente em diversas áreas, a fim de comprovar a supremacia de seus respectivos regimes políticos. Era a Guerra Fria entre capitalismo e comunismo.</p>
<p>No esporte, isso ficou bem claro. Os Jogos Olímpicos e campeonatos mundiais passaram a ter um significado que ia muito além da medalha de ouro. A ciência do esporte se desenvolveu a passos largos nessa época. Cientistas, treinadores e atletas criavam e testavam diversas possibilidades de treinamento que pudessem estabelecer novos recordes.<br />
Obviamente essas informações não eram compartilhadas, tampouco divulgadas. Ninguém iria revelar o “segredo do sucesso” para seus concorrentes, certo?</p>
<p>Ao final da década de 1980, no entanto, tivemos um novo contexto geopolítico: a Guerra Fria perdeu força com a dissolução da União Soviética. Ora, com a popularização da internet anos depois, o cenário mundial se tornou muito estimulante para a troca de informações e o desenvolvimento do conhecimento humano.</p>
<p>Intercâmbios entre treinadores que outrora eram de nações rivais, livros, revistas, sites e artigos inteiramente disponíveis para qualquer um ter acesso, cursos e universidades abertas a cidadãos de qualquer nacionalidade. Isso tudo transformou completamente o campo esportivo.<br />
O nível de competitividade aumentou consideravelmente e nivelou cada vez mais os atletas. Hoje, para estar no alto nível esportivo, é essencial ter uma equipe trabalhando em função do resultado: treinadores, preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, médicos, psicólogos, massagistas, empresários, técnicos e, às vezes, até mais profissionais. Qualquer mínimo detalhe pode fazer a diferença entre um campeão e o concorrente que nem no pódio chega.</p>
<p>O Jiu-Jitsu é uma arte marcial que passa por um processo recente de esportivização. Uma modalidade cheia de costumes e crenças milenares e bem ortodoxas, eu diria. Isso trás uma certa resistência na aplicação de novas possibilidades de treinamento, baseadas em ciências do esporte, por parte da grande maioria dos mestres, professores e consequentemente dos alunos.</p>
<p>Esse ano completei uma década criando e desenvolvendo estratégias para reverter ou mesmo minimizar a distância que via entre os “costumes” e a ciência. Pouco a pouco os atletas foram testando as ideias, muitas delas com bastante resistência, e então comprovando os resultados.</p>
<p>Dentro dessa seara que chamei de “costumes”, posso destacar os sete equívocos principais, os pecados mais recorrentes que certamente dificultam a vida dos lutadores que pretendem alcançar a elite do Jiu-Jitsu mundial. Analiso a seguir esses sete pecados capitais, confira!</p>
<p><strong>1- Generalização </strong><br />
Quanto mais individualizado for o treino, maiores são as chances de sucesso. Isso vale para todas as etapas do treinamento. Desde a alimentação até o treino de tatame, tudo precisa ser pensado de maneira específica, considerando as características de cada atleta. Na hora de treinar os drills na aula, por exemplo, cada atleta precisa escolher o drill referente ao seu jogo. Não faz o menor sentido treinar um drill de uma posição que você jamais usa.</p>
<p><strong>2- Falta de planejamento </strong><br />
Lesões, desmotivação, cansaço, overtraining&#8230; São apenas alguns sintomas da falta de planejamento nos treinos. Treinamento aleatório gera resultados igualmente aleatórios. O planejamento vai desde de como realizar cada sessão de treino, estendendo-se a diversas situações extra-tatame, como escolher o horário das passagens de avião para a disputa de um torneio internacional. Tenho diversos casos de atletas que viajam e já chegam ao destino adaptados ao fuso. Até mesmo quando o local é o Japão. Tudo é levado em consideração e analisado minimamente a fim de potencializar cada vez mais os resultados e minimizar os riscos ou ameaças. Planejamento é a alma do negócio.</p>
<p><strong>3- Exaltar apenas a prática e ignorar a teoria </strong><br />
O treino teórico são as horas investidas em estudo da modalidade. O resultado desse investimento é o atleta ser mais consciente de tudo que faz. Quando as coisas fazem sentido e você desenvolve essa consciência, existe um aumento substancial na autoconfiança do atleta. Aqui temos alguns exemplos:<br />
. O entendimento da formatação do treino e o sentido do modelo de periodização adotados para ele.<br />
. A explicação de conceitos de fisiologia e bioquímica para mostrar ao atleta o sentido de fazer ou não determinadas práticas.<br />
. Filmes, livros e séries com histórias de grandes nomes do esporte.<br />
. Assistir lutas dos adversários e suas próprias.</p>
<div id="attachment_224647" style="width: 880px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/20190228_154248-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224647" class="size-full wp-image-224647" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/20190228_154248-1.jpg" alt="" width="870" height="750" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/20190228_154248-1.jpg 870w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/20190228_154248-1-300x259.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/20190228_154248-1-768x662.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/20190228_154248-1-150x129.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px" /></a><p id="caption-attachment-224647" class="wp-caption-text">Treino inteligente é a bse para o sucesso no resultado final. Foto: Divulgação</p></div>
<p><strong>4- Trabalhar os “cinco pilares” de forma isolada e desconexa </strong><br />
O treinamento esportivo é apoiado em cinco pilares: físico, técnico, tático, teórico e emocional. Repare, a parte física está cercada de outros fatores. Os pilares devem ser trabalhados num formato que combinem entre si. Vamos a dois exemplos que explicam essas relações:<br />
<em>A)</em> O atleta que tem um jogo mais baseado na movimentação e portanto o treino físico tem que dar suporte ao modelo tático de luta dele e privilegiar as capacidades físicas como velocidade e agilidade. Porém, com atletas que jogam com mais pressão, o objetivo principal do treino é a força máxima e isomeria. Se o treinador desconhece esses pontos ele irá desenhar um treino que não vai privilegiar o ponto forte de seu atleta.<br />
<em>B)</em> Caso o atleta lute um evento com regras diferentes do habitual, ele precisa ter um início de luta decisivo para a garantia do desenho tático escolhido para luta. Ora, o treino físico tem que contemplar a velocidade. Mesmo que esse atleta seja aquele que jogue na pressão e use mais força e isometria.<br />
As combinações são infinitas e o trabalho de individualização precisa contemplar os cinco pilares.</p>
<p><strong>5- Subestimar os momentos de descanso </strong><br />
Esse é um ponto que pouquíssima gente presta atenção e que faz uma diferença absurda na performance. O sono é um importante componente reparador do corpo e da mente. É através também da qualidade e da incidência de luz que o corpo libera o hormônio do crescimento (GH). Existem trabalhos científicos que demonstram uma diminuição do número de lesões a partir de 8 horas de sono. Grandes campeões olímpicos chegam a dormir entre 9 a 12 horas por dia. Existem várias estratégias que melhoram a qualidade e também a sua quantidade de sono. Uso no dia a dia com alguns dos atletas um App (Sleep Better) que monitora o sono durante a noite. Outro Parâmetro fisiológico que uso diariamente é a Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) e ela também me mostra qual o estado fisiológico do atleta no dia. E com essas informações posso micro ajustar o planejamento diariamente.</p>
<p><strong>6- Desprezar o aquecimento </strong><br />
Muita gente não dá atenção às etapas iniciais das aulas de Jiu-Jitsu. Vejo com certa recorrência lutadores que entram no dojô apenas nas horas dos rolas, desprezando todas as atividades anteriores. É chocante perceber esse tipo de postura, tendo em vista que o aquecimento é super importante na prevenção de lesões e também na melhora da performance. Ah, claro, existe o aquecimento pré-treino, mas também o aquecimento pré-competição. Este é um tópico tão amplo que merece um artigo inteiro a respeito. E, mesmo assim, muitos lutadores subestimam o aquecimento.</p>
<p><strong>7- Musculação limitada</strong><br />
Ainda vejo inúmeros atletas, inclusive profissionais de elite, fazerem musculação em máquinas ou agachamentos em barras guiadas. Se você busca realmente a sua melhor versão, essa é uma estratégia que eu não indicaria. Apenas se o atleta tem algum tipo de impedimento. A explicação também é muito simples: exercícios com pesos livres trabalham mais a força de estabilização durante o movimento. E para uma modalidade como o BJJ, na qual essa virtude é de fundamental importância, realizar treinamento em aparelhos não privilegia tal função. Outro ponto que acredito ser importante para a construção dessa estabilidade do atleta é o uso de exercícios em Cadeia Cinética Fechada (CCF). Isso significa que você precisa ter os pés apoiados no chão enquanto faz o movimento. Até mesmo os exercícios que trabalham os membros superiores.</p>
<p style="text-align: right;"><em>*Rafael Ribeiro é faixa-preta de Jiu-Jitsu, formado por Ricardo Gordilho,<br />
integrante da equipe G3-Manimal, em Salvador, na Bahia.<br />
Preparador físico, especialista em Biomecânica, Rafa é pesquisador<br />
na área de esportes de combate e professor de cursos de extensão.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/alto-desempenho-os-7-pecados-capitais-no-treinamento/">Alto desempenho: Os 7 pecados capitais no treinamento</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Rafael Ribeiro explica as diferenças do treino em quarentena no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 22:18:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Colunista de alto desempenho da GRACIEMAG, Rafa Riberio ligou seu alerta para os atletas e competidores do JIu-JItsu nesta época de pandemia do coronavírus (Covid-19). Seguindo as orientações gerais para evitar o contágio, as recomendações de ficar em casa e treinar de forma adaptada podem trazer outras diferenças no resultado final para o atleta. Além&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222077" style="width: 778px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsAppImage2018-05-17at09.16.181.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222077" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsAppImage2018-05-17at09.16.181.jpg" alt="" width="768" height="593" class="size-full wp-image-222077" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsAppImage2018-05-17at09.16.181.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsAppImage2018-05-17at09.16.181-300x232.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/WhatsAppImage2018-05-17at09.16.181-150x116.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></a><p id="caption-attachment-222077" class="wp-caption-text">Rafa Ribeiro ao centro, com Michael Langhi, Isaque Bahiense e Renato Cardoso. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Colunista de alto desempenho da GRACIEMAG, Rafa Riberio ligou seu alerta para os atletas e competidores do JIu-JItsu nesta época de pandemia do coronavírus (Covid-19). Seguindo as orientações gerais para evitar o contágio, as recomendações de ficar em casa e treinar de forma adaptada podem trazer outras diferenças no resultado final para o atleta.</p>
<p>Além da comum ausência de parceiros para treinar, a falta de equipamentos adequados e da rotina de acompanhamento dos professores, outro fator nesta equação é a quarentena e a forma como você passa o restante do dia, com menos agitação e movimentação, e isto pode acarretar em resultados inesperados.</p>
<p>&#8220;Diante da situação e visando evitar o contágio e o alastramento da situação&#8221;, disse Rafael. &#8220;A recomendação agora é para todos ficarem em<br />
casa e seguirem treinando, lembrando que a probabilidade de vocês ficarem doloridos do treino é maior.&#8221;</p>
<p>Confira abaixo alguns pontos detalhados pelo treinador:</p>
<p><strong>1. Vocês vão passar mais tempo deitados e ou sentados</strong>. O corpo de vocês está acostumado com outra rotina e portanto vocês se sentiram talvez mais cansados que o normal.</p>
<p><strong>2. Vão sentir mais dores musculares por conta dos treinos</strong>. A circulação do sangue remove os metabolitos gerados pelo treino. Quando ficamos mais parados, esses metabolitos se acumulam no corpo e isso é um dos motivos que causam as dores musculares. Sermos ou estarmos mais ativos, promove uma recuperação mais efetiva e diminui essas dores.</p>
<p><strong>3. Existe um stress coletivo</strong> que gera uma preocupação individual com a situação em diferentes esferas: desde o risco do contágio até a saúde financeira. Então procurem entender isso para minimizar e controlar os efeitos deletérios desse stress silencioso.</p>
<p><strong>4. Dores de cabeça.</strong> O tempo de uso do celular ou vendo TV/filmes irá aumentar em cada um. Em decorrência disso vira também uma possível dor de cabeça na região frontal da Cabeça. Vocês podem deixar a luz do celular em tons de marrom para o dia todo.</p>
<p><strong>5. Manutenção da rotina de treinos.</strong> Continuar treinando é de extrema importância. Porém é necessário que seja feito na medida certa e sem exaustão. Além de evitar ou diminuir os 4 primeiros itens, vocês terão o benefício do fortalecimento do sistema imunológico. Afinal esse sistema depende da quantidade de músculo que temos no corpo. E se pararmos, vamos perder parte dessa massa muscular e comprometer o funcionamento do nosso mecanismo de defesa contra possíveis bactérias<br />
ou vírus.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/rafael-ribeiro-explica-as-diferencas-do-treino-em-quarentena-no-jiu-jitsu/">Rafael Ribeiro explica as diferenças do treino em quarentena no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Overtraining nunca mais! Confira 6 dicas do preparador físico Rafa Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jan 2020 16:14:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[dica]]></category>
		<category><![CDATA[overtraining]]></category>
		<category><![CDATA[Rafa Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes! Clique aqui e confira! *Por Rafael Ribeiro A condição física de overtraining (“excesso de treino”, em inglês) é uma consequência da administração errada de três fatores&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_220637" style="width: 866px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220637" class="wp-image-220637 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over.jpg" alt="" width="856" height="566" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over.jpg 856w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over-300x198.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over-768x508.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/over-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 856px) 100vw, 856px" /></a><p id="caption-attachment-220637" class="wp-caption-text">Patrique suas atividades com inteligência e planejamento para evitar o overtraining. Foto: Divulgação</p></div>
<p><em>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes! <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique aqui e confira</a>!</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>*Por Rafael Ribeiro</em></p>
<p>A condição física de overtraining (“excesso de treino”, em inglês) é uma consequência da administração errada de três fatores na vida de um atleta: treinamento, descanso e alimentação. Caracterizado por um quadro de fadiga crônica, no qual há um acentuado declínio na capacidade de gerar força muscular, o estado de overtraining ainda se manifesta no atleta por sintomas como:</p>
<p>* Mudança de humor<br />
* Irritabilidade<br />
* Queda da resistência imunológica<br />
* Perda da qualidade do sono<br />
* Sonolência durante o dia<br />
* Dores de cabeça<br />
* Aumento do número de lesões<br />
* Em alguns casos, pode-se chegar à depressão</p>
<p>É fundamental que você, praticante de Jiu-Jitsu, não deixe o seu treinamento levá-lo a esse triste desfecho. Caso isso ocorra, você vai ter que passar algumas semanas sem praticar esportes com intensidade, contentando-se apenas com atividades lúdicas e recreativas. Existem casos de alguns atletas que ficaram até oito meses sem poder treinar Jiu-Jitsu à vera.</p>
<p>Aspectos externos à atividade esportiva, como o trabalho cotidiano e eventuais estresses familiares, estão diretamente relacionados ao desgaste fisiológico crônico do organismo. Certamente eles podem estimular que você descambe para um quadro de overtraining, caso o seu treinamento esteja constantemente muito intenso, sem a devida recuperação. Confira algumas dicas e estratégias para você se blindar a esse mal.</p>
<p><strong>1.</strong> Preocupe-se em adequar a sua alimentação ao tipo de treinamento que você pratica. Juntamente com o sono, a alimentação é um dos principais mecanismos de recuperação do seu corpo. O ideal para quem compete é ter um nutricionista fazendo o planejamento das quantidades de alimentos necessárias para repor tudo que é gasto. Caso você não possa usufruir desse profissional (que é muito importante, diga-se de passagem), existem diversos aplicativos para celular que oferecem algum tipo de plano ou controle alimentar. Eu destaco o My Fitnesspal (apesar do nome em inglês, ele é todo em português) e o Treinei.com (que disponibiliza aulas de condicionamento físico ao vivo, prescrição de treinos e orientação nutricional).</p>
<p><strong>2.</strong> Cuidado com os suplementos pré-treino ou treinos muito fortes bem tarde da noite, pois ambos deixam seu metabolismo muito acelerado e isso pode acarretar numa qualidade ruim do sono. Com isso, você terá dificuldades para fazer uma recuperação mental e muscular adequada. Mude o horário do treino muito forte para o final da manhã, pois este é o horário mais adequado para tal prática. Também indico um aplicativo para celular, o Sleep Better, que vai ajudar você a ter uma ideia de como anda a qualidade do seu sono. Assim você pode estruturar melhor a sua educação para uma recuperação mais eficiente.</p>
<p><strong>3.</strong> Planeje uma semana de treinos bem leves, pensando em treinar a parte técnica, laboratórios e drills, a cada quatro semanas de treinos. Assim seu organismo não sobrecarrega e você fica com um jogo mais inteligente e eficiente.</p>
<p><strong>4.</strong> Alterne os estímulos dentro da semana. Tente mudar os objetivos de cada treino, hoje um treino mais curto e intenso, amanhã um treino mais longo. Escolha um dia no meio da semana para fazer treinos mais leves, predominantemente exercícios mais educativos e técnicos, e com menos “rolas”.</p>
<p><strong>5.</strong> As sessões de preparação física têm como objetivo melhorar a sua performance dentro dos tatames. Elas não servem para deixar você cansado na hora do treino de Jiu-Jitsu. O seu preparador e o seu mestre têm que, acima de tudo, dialogar sobre como você vai treinar durante a semana, o mês e o ano. Caso isso não ocorra, você está correndo sério risco de fazer o que chamamos de “treinamentos concorrentes”, sobrecarregando seu organismo.</p>
<p><strong>6.</strong> Cuidado com a “guerra contra balança” às vésperas das competições. Muitos atletas se sacrificam com a alimentação, outros fazem verdadeiras loucuras baseadas em desidratações. Essa perda de peso descompensada é um novo agente agressor ao seu organismo. Já tivemos diversos exemplos do quão esta prática é nociva e perigosa, provocando atuações irreconhecíveis, e até mesmo risco de morte. Seja mais cauteloso em relação às bruscas perdas de peso.</p>
<p>Essas são apenas algumas estratégias que qualquer pessoa pode fazer sem ter todo o aparato fisiológico de avaliações que os atletas de elite hoje dispõem. Caso você perceba algum dos sintomas mencionados no início deste artigo, pense em reformular seu treino rapidamente ou então você estará com o quadro de overtraining instalado e deverá ficar de fora das coisas que provavelmente mais gosta por um longo período. Treinar mais não significa que você ficará melhor; planejamento e estruturação poderão sim levar você a um outro nível.</p>
<p style="text-align: right;"><em>*Rafael Ribeiro é faixa-preta de Jiu-Jitsu, formado por Ricardo Gordilho,<br />
integrante da equipe G3-Manimal, em Salvador, na Bahia.<br />
Preparador físico, especialista em Biomecânica, Rafa é pesquisador<br />
na área de esportes de combate e professor de cursos de extensão.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/overtraining-nunca-mais-confira-6-dicas-do-preparador-fisico-rafa-ribeiro/">Overtraining nunca mais! Confira 6 dicas do preparador físico Rafa Ribeiro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Você sabe qual é o seu nível competitivo no Jiu-Jitsu?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2019 11:49:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Rafael Ribeiro* Vamos considerar que você treina duas ou três vezes por semana. Não faz preparação física, tampouco tem o acompanhamento de um nutricionista e de um fisioterapeuta. Quais são as chances de, nessas condições, você vencer atletas como Marcus Buchecha, Isaque Bahiense, Marcio André, Mahamed Aly, entre tantos craques da elite do Jiu-Jitsu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_190730" style="width: 760px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/bucha-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-190730" class="size-full wp-image-190730" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/bucha-1.jpg" alt="" width="750" height="500" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/bucha-1.jpg 750w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/bucha-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/bucha-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a><p id="caption-attachment-190730" class="wp-caption-text">Buchecha se encaixa no grupo de profissionais de elite. Foto: Gallerr</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Rafael Ribeiro*</em></p>
<p>Vamos considerar que você treina duas ou três vezes por semana. Não faz preparação física, tampouco tem o acompanhamento de um nutricionista e de um fisioterapeuta. Quais são as chances de, nessas condições, você vencer atletas como Marcus Buchecha, Isaque Bahiense, Marcio André, Mahamed Aly, entre tantos craques da elite do Jiu-Jitsu competitivo mundial?</p>
<p>Veja, eu não afirmei que você, que treina de maneira recreativa, vai perder. Sempre há uma chance de vitória, a história do esporte mostra isso. Porém, temos que considerar as chances e probabilidades com a máxima frieza. Os atletas que mencionei vivem para competir. O trabalho deles é treinar e são pagos para isso. Eles treinam em média seis horas por dia. O que pode chegar a 36 horas de treinamento semanais.</p>
<p>Ou seja, para querer disputar o Mundial lutando contra esses atletas fenomenais, você no mínimo tem que ter estruturas de treinamento e de dedicação semelhantes às deles, concorda?</p>
<p>Imagine a seguinte situação: você trabalha o dia todo, tem família e filhos, e ainda precisa treinar em alto nível. É uma situação bastante complicada, dividir o foco entre atividades completamente distintas, enquanto o seu adversário pensa exclusivamente em treinamento.</p>
<p>Portanto, para você ter um projeto realístico de vida competitiva, é preciso entender claramente que existem níveis competitivos e ainda saber definir com precisão em qual desses níveis você está. Esse tipo de autoconhecimento será um divisor de águas na sua trajetória vitoriosa no mundo das lutas.</p>
<p>Para facilitar a sua compreensão, defino a seguir cinco diferentes perfis de praticante de Jiu-Jitsu. Esses perfis vão ajudar você a se encontrar na escala evolutiva de desempenho competitivo, confira:</p>
<p><strong>1. O praticante comum</strong><br />
É aquele lutador que frequenta a academia sem nenhum tipo de cobrança por resultados competitivos. Quando os colegas se animam para competir todos juntos, ele passa um mês treinando mais forte e até participa de um torneio local. Mas isso é algo esporádico, sem um planejamento prévio que envolva toda a temporada.</p>
<p><strong>2. Recreacional</strong><br />
Aquele que treina com um certo grau de preocupação com a performance. Alimentação saudável e preparação física, além dos treinos de tatame. Esse é aquele lutador que sempre disputa as competições locais e algumas até fora do seu estado.</p>
<p><strong>3. Amador</strong><br />
Aqui a vida já é de profissional e tudo começa a ser feito com planejamento. O lutado faz preparação física, tem nutricionista e fisioterapeuta, ambos desportivos, faz em média dez treinos por semana, somando os treinos de tatame, os drills e o treino físico, luta todos os campeonatos que pode e tem calendário estruturado com o objetivo final nos quatro grandes eventos da IBJJF (Europeu, Pan, Brasileiro e Mundial adulto ou master), mas não recebe salário para isso. Geralmente são os professores da modalidade e líderes de equipe. Aqui se enquadra grande parte dos integrantes das categorias master. Têm apoios pequenos de empresas e até para viagens, mas o seu sustento diário não provém das competições.</p>
<p><strong>4. Profissional</strong><br />
Realiza tudo que um amador faz, porém, é pago para isso. Geralmente são aqueles atletas da categoria adulto, tanto na faixa-marrom como também na faixa-preta, já conhecidos pelo público e que sempre estão nos pódios das competições (sejam elas pequenas, médias ou grandes). Conseguem se manter de renda entre patrocinadores, premiações, aulas e também de seminários. Diferente dos amadores, os profissionais têm essa última fonte de renda bastante estabelecida no mercado. Mas vivem com o orçamento sempre no limite e assim sendo não conseguem investir como gostariam no aumento da performance.</p>
<p><strong>5 &#8211; Profissional de elite</strong><br />
São aqueles profissionais que estão sempre no topo dos campeonatos grandes. Os campeões mundiais da IBJJF e de grandes eventos com premiações altas em dinheiro. O que difere do profissional, além dos resultados, é a maneira que eles se propõem a fazer suas missões. Tudo planejado nos mínimos detalhes. A preocupação com a renda já não importa mais, portanto, a dedicação é exclusiva para o treinamento. A performance aqui também é alavancada por profissionais que fazem coaching. Neste estágio, a consciência de que todo e qualquer detalhe do dia a dia pode fazer total diferença é o diferencial. A partir desses cinco perfis, avalie e se classifique: qual é o seu nível competitivo atual? Analise a sua resposta e trace uma meta que você realmente tenha boas chances de alcançar. Após a conclusão da sua primeira meta, reavalie. Você alcançou o objetivo primário? Teve outros objetivos alcançados nessa trajetória? Onde você pode mudar para alavancar os seus resultados e suas próximas metas? Boa sorte na jornada!</p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-thumbnail wp-image-214246" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/03/Foto-do-colunista-Rafa-Ribeiro-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></em></p>
<p><em>* Rafael Ribeiro é preparador esportivo de atletas amadores e profissionais, com foco em MEC (Modalidades Esportivas de Combate) e surfe. Ministra cursos de extensão e pós-graduação. Atualmente é responsável pela preparação esportiva dos atletas profissionais de Jiu-Jitsu Michael Langhi e Isaque Bahiense. Instagram: @rafaribeirojj</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/voce-sabe-qual-e-o-seu-nivel-competitivo-no-jiu-jitsu/">Você sabe qual é o seu nível competitivo no Jiu-Jitsu?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>10 dicas para você aumentar seu gás no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2018 17:52:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu e preparador físico especializado em esportes de combate, Rafael Ribeiro respondeu à desafiadora pergunta do GRACIEMAG.com: que providências o lutador de Jiu-Jitsu deve tomar para melhorar o gás nos treinos e nas competições? Responsável pelos treinos de feras como Michael Langhi e Isaque Bahiense, entre muitos outros craques, Rafa selecionou dez dicas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_177136" style="width: 1730px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-177136" class="size-full wp-image-177136 " title="Rodolfo Vieira celebra seu titulo absoluto em 2011 Foto Dan Rod" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/05/Rodolfo-Vieira-celebra-seu-titulo-absoluto-em-2011-Foto-Dan-Rod.jpg" alt="Rodolfo Vieira celebra seu titulo absoluto em 2011 Foto Dan Rod" width="1720" height="1148" /><p id="caption-attachment-177136" class="wp-caption-text">O faixa-preta Rodolfo Vieira celebra seu título absoluto, em 2011: gás total até a última luta. Foto: Dan Rod/GRACIEMAG</p></div>
<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu e preparador físico especializado em esportes de combate, Rafael Ribeiro respondeu à desafiadora pergunta do GRACIEMAG.com: que providências o lutador de Jiu-Jitsu deve tomar para melhorar o gás nos treinos e nas competições?</p>
<p>Responsável pelos treinos de feras como Michael Langhi e Isaque Bahiense, entre muitos outros craques, Rafa selecionou dez dicas valiosas para você perder aquela expressão de cansaço no rosto e a respiração esbaforida ao término dos combates. Confira!</p>
<h3><strong>1. Faça um bom aquecimento no início das aulas de Jiu-Jitsu e antes de competir.</strong></h3>
<p>A ciência tem avançado muito no estudo desse tema, visando a melhorar o desempenho dos atletas. Hoje as pesquisas mostram que não há mais a necessidade de alongamentos estáticos antes da atividade física. Opte pelos alongamentos dinâmicos. Explore a liberação miofascial, a ativação dos glúteos, trabalhe a mobilidade das articulações. Esses dois últimos são muito importantes para a prevenção de lesões.</p>
<h3>2. Controle a quantidade de combates que você faz por semana.</h3>
<p>Cada fase do treinamento requer um número maior ou menor da quantidade de horas treinadas por semana. Você não pode e nem precisa fazer 10-15 &#8220;rolas&#8221; todos os dias, afinal, você não está “na guerra”; não se deve treinar sempre no seu máximo, pois assim o corpo e a mente não se recuperam e com isso você acaba se machucando e/ou rendendo menos nos treinos subsequentes.</p>
<h3>3. Diminua a quantidade de treinos perto da competição.</h3>
<p>Isso é o que a ciência do esporte chama de polimento. Nessa fase você precisa recuperar o seu corpo pra chegar muito bem na competição, justamente o contrário do que muita gente faz, querendo dar um &#8220;gás&#8221; no final.</p>
<h3>4. Alinhe a preparação física ao que você faz em cima do tatame.</h3>
<p>O seu treino de preparação física não pode ser um “concorrente” ao seu treinamento de Jiu-Jitsu, mas sim um trabalho integrado e complementar. Uma conversa entre os profissionais (o professor de Jiu-Jitsu e o preparador físico) para alinhar os objetivos em cada frente de trabalho pode ser o grande “pulo do gato” para a melhora do seu rendimento.</p>
<h3>5. Treine objetivos específicos numa luta.</h3>
<p>Gosto muito de colocar o atleta em posições possíveis de ocorrer num combate, dando objetivos para ele realizar naquela situação. Por exemplo: o atleta está na meia-guarda e tem 30 segundos pra fazer cinco pontos ou finalizar. Isso obriga o atleta a tomar decisões rápidas e jamais desistir de alcançar seu objetivo.</p>
<h3>6. Treine a velocidade.</h3>
<p>Quem treina apenas de forma lenta acaba se tornando um atleta lento, pois não estimula as fibras musculares de contração rápida. Se o adversário conseguir impor um ritmo acelerado no combate, por exemplo, é provável que o atleta lento sofra em termos de “gás”. Portanto, treine com rapidez e você se tornará mais veloz, e vai conseguir estar sempre na frente do seu adversário em termos de ritmo.</p>
<h3>7. Simule a competição.</h3>
<p>É importante ter no treinamento um dia em que o atleta simule as condições reais da competição, com tempos de luta, descanso, pontuações&#8230; Até a simulação de pessoas torcendo contra é um recurso válido para trabalhar os aspectos emocionais (que influem diretamente no gás do lutador).</p>
<div id="attachment_177142" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-177142" class="size-full wp-image-177142" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/05/Rafael-RibeiroGMI-na-Bahia-da-dicas-de-preparacao-fisica-para-turbinar-o-gas-do-lutador-de-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao.jpg" alt="Rafael Ribeiro GMI na Bahia da dicas de preparacao fisica para turbinar o gas do lutador de Jiu Jitsu Foto Divulgacao" width="1280" height="960" /><p id="caption-attachment-177142" class="wp-caption-text">Professor Rafael Ribeiro ouve a dúvida de um lutador: até simulação de torcida contra pode ser benéfica para turbinar o gás no Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação</p></div>
<h3>8. Alimente-se com as quantidades corretas de comida para cada fase de treino.</h3>
<p>O lutador de Jiu-Jitsu precisa se alimentar de acordo com as fases do treino e os objetivos do dia. Cada tipo de treinamento requer uma quantidade de nutrientes adequada. Por exemplo, as lutas exigem mais carboidratos, já os treinos de força e potência nem tanto. Então, ter um programa nutricional alinhado também ao treino é um fator decisivo.</p>
<h3>9. Informe-se sobre os suplementos que você usa.</h3>
<p>Não tome suplementos alimentares só porque um colega ou alguém famoso toma. Existem muitas substâncias que, além de nocivas, não funcionam ou estão nas quantidades erradas. Cada treino e cada indivíduo tem uma quantidade específica para tomar de cada suplemento, de acordo com cada objetivo de treino. Ou seja, é algo extremamente complexo, e que deve estar nas mãos de quem realmente estudou e entende do assunto.</p>
<h3>10. Durma bem.</h3>
<p>O sono é o principal mecanismo de recuperação do corpo e da mente. O atleta que tem boas noites de sono estará mais forte e disposto no dia seguinte para a continuação do treinamento.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/10-dicas-para-voce-aumentar-seu-gas-no-jiu-jitsu/">10 dicas para você aumentar seu gás no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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