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	<title>Olimpíadas | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>Olimpíadas | Graciemag</title>
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		<title>Jiu-Jitsu na Austrália colhe hoje os frutos e medalhas de um início que celebra 30 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2024 14:19:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O professor Vicente Cavalcanti é um professor realizado em Brisbane, cidade que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos em 2032. Sua escola, a Southside Brazilian Jiu-Jitsu, foi fundada em 2010. Em 14 anos, Vicente venceu 13 vezes o Campeonato Estadual de Queensland, na sua região. Vicente, contudo, ainda tem uma missão na sua cabeça:&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_240719" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-240719" class="size-large wp-image-240719" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-03-at-18.47.30-1024x670.jpeg" alt="" width="650" height="425" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-03-at-18.47.30-1024x670.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-03-at-18.47.30-300x196.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-03-at-18.47.30-768x502.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-03-at-18.47.30-150x98.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/05/WhatsApp-Image-2023-05-03-at-18.47.30.jpeg 1170w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-240719" class="wp-caption-text">Vicente Cavalcanti lidera a Southside Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução/Instagram</p></div>
<p>O professor Vicente Cavalcanti é um professor realizado em Brisbane, cidade que se prepara para sediar os Jogos Olímpicos em 2032. Sua escola, a Southside Brazilian Jiu-Jitsu, foi fundada em 2010. Em 14 anos, Vicente venceu 13 vezes o Campeonato Estadual de Queensland, na sua região.</p>
<p>Vicente, contudo, ainda tem uma missão na sua cabeça: fazer uma revanche com Sérgio Mallandro.</p>
<p>“O Sérgio Mallandro é irmão do meu pai. Sempre fomos muito próximos, e minha infância foi super divertida ao redor dele. Foi por influência dele que comecei no Jiu-Jitsu. Nós nunca chegamos a treinar sério. Fizemos apenas um rola soltinho em Búzios quando eu ainda estava na faixa-branca. Fui derrotado e busco a revanche até hoje”, diverte-se Cavalcanti.</p>
<p>Vicente é um dos quase incontáveis faixas-pretas que ajudam, hoje, o Jiu-Jitsu a se tornar uma potência na Austrália. Tudo começou há exatos 30 anos, quando a Australian Federation of Brasilian Jiu-Jitsu foi fundada, em 1994. O pioneiro foi Peter De Been, então um promissor faixa-roxa de Carlos Gracie Jr. Pete ganhou sua faixa-preta em 1999 e o esporte só fez crescer. Atualmente, até nosso fotógrafo Gustavo Aragão ensina por lá, mudando vidas e incutindo nos jovens australianos o amor pela arte suave.</p>
<p>De 30 anos para cá, o cenário esportivo na terra dos cangurus mudou muito, como lembra Vicente:</p>
<p>“Lachlan Giles e Craig Jones colocaram de vez a Austrália no mapa do Jiu-Jitsu, em especial sem kimono. Craques como Levi Jones-Leary e a Adele Fornarino também tem dado muita visibilidade ao esporte por aqui. E muitos jovens talentosos hão de aparecer, com e sem pano. Hoje o Jiu-Jitsu sem kimono está muito popular realmente.”</p>
<p>A equipe Southside Brazilian Jiu-Jitsu, contudo, não se fia apenas nos torneios e disputas esportivas.</p>
<p>“Nosso foco não é apenas nas competições, mas também em proporcionar um ambiente familiar para todos os praticantes. Temos muitas crianças e mulheres na equipe. Posso dizer com orgulho que, com muito suor, somos um dos melhores times da Austrália hoje. Acho que tive muita sorte e felicidade de me mudar para um país onde as pessoas são muito amigáveis. O Jiu-Jitsu e sua filosofia têm muito a ver com o clima da Austrália”, diz o sobrinho de Mallandro, que prova que tem feito um trabalho sério.</p>
<p>O amor de Vicente pelo Jiu-Jitsu vem de longe, de uma cidade do interior do Brasil.</p>
<p>“Fui muito influenciado pelo meu tio Sérgio Mallandro, e também por meu primo Orlando Neto, grande competidor. O Mallandro sempre disse que eu precisava treinar Jiu-Jitsu para ter uma vida mais leve. Só que eu morava em Uberaba, e a arte era só um esporte que eu via em fitas e revistas. Até que, em 2000, pude começar a treinar. Tudo graças ao meu mestre Mauro Chueng, primeiro faixa-preta do morro do Cantagalo, que chegou em Minas para ensinar na cidade. Eu aprendi demais com ele, e treinamos até eu pegar a faixa-marrom. Eu não perdia uma aula, fiquei viciado desde o primeiro dia. Em seguida, entrei na equipe Alliance e fui graduado faixa-preta pelo mestre Alexandre Paiva, o Gigi, em 2011.”</p>
<p>E onde será que o Jiu-Jitsu na Austrália há de chegar, em cinco, dez anos?</p>
<p>“Em 2010, quando me mudei para a Austrália, comecei meu trabalho dentro de uma igreja Maori no sul de Brisbane. Acho que sou uma pessoa que gosto de ajudar as outras, seja no tatame ou em qualquer outro lugar. Na equipe Southside, portanto, nunca existiu eu, e sim, nós. Somos um grupo de professores sem egoísmo, sempre tentamos nos ajudar ao máximo, tanto os alunos quanto a equipe como um todo. Somos um grupo muito unido, e quando um ganha todos ganham. A vitória é resultado do trabalho duro de todos os envolvidos. Com essa filosofia de trabalho, vejo minha equipe cada vez mais competitiva, e com professores que seguirão espalhando a arte na Nova Zelândia, na Ásia e no continente africano. Por aqui, há academias em quase toda esquina em Brisbane e outras cidades. São realizados eventos quase todo fim de semana. O incentivo dos pais é grande e muitas crianças treinam. Acredito que em menos de uma década veremos vários campeões mundiais oriundos da Austrália.”</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/jiu-jitsu-na-australia-colhe-hoje-os-frutos-e-medalhas-de-um-inicio-que-celebra-30-anos/">Jiu-Jitsu na Austrália colhe hoje os frutos e medalhas de um início que celebra 30 anos</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 14:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?", diz Ali.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se o boxe contasse com um sistema de faixas, Muhammad Ali vestiria uma bela faixa-vermelha por cima do roupão, talvez com letras costuradas em dourado, como era de seu feitio, elegante e espalhafatoso ao mesmo tempo.&#8221; Assim começava um dos principais artigos de GRACIEMAG #237, em tributo ao saudoso Muhammad Ali, campeão olímpico e mito do pugilismo mundial.</p>
<p>Cinco anos depois de seu falecimento, nossa equipe relembra as lições de Ali, reunidas numa entrevista póstuma que gostaríamos de ter feito. Confira e aprenda com o mitológico Ali. Oss&#8230;</p>
<div id="attachment_233818" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233818" class="wp-image-233818 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg" alt="Cassius Clay, depois Muhammad Ali, com seu treinador Joe Martin, no ano de 1960, quando venceu seu ouro olímpico em Roma" width="1280" height="880" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-1024x704.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-768x528.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-150x103.jpg 150w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-233818" class="wp-caption-text">O peso pesado mais sorridente da história, durante treino com Joe Martin, em 1960. Naquele ano, o lutador americano venceria o ouro olímpico em Roma. Foto: Wikipedia</p></div>
<p>Nascido em 17 de janeiro de 1942, em Louisville, no Kentucky, ele recebeu o nome de seu pai, o pintor de cartazes Cassius Marcelus Clay. Aos 12 anos, Cassius Junior já era bem mais forte que o resto de sua turma, e tomou a decisão que mudaria sua vida e o cenário esportivo mundial: deixou o futebol americano e abraçou o boxe, determinado a ser o melhor lutador de todos os tempos. Aos 18, nos Jogos de Roma-1960, conquistou o ouro olímpico dos pesos pesados e quatro anos depois, ao superar Sonny Liston, tornou-se o grande campeão profissional de todos os pesos como havia previsto.</p>
<p>Amplamente homenageado após seu falecimento em 2016, o boxeador falou pelos cotovelos ao longo da carreira, e deu diversas entrevistas contundentes à imprensa – como o memorável bate-papo com o repórter Lawrence Linderman, em dezembro de 1975, publicado na revista “Playboy”.</p>
<p>GRACIEMAG sempre nutriu o sonho de entrevistar Ali, o que não foi possível, mas o Jiu-Jitsu nos ensinou a perseguir sempre o impossível. Neste artigo especial, imaginamos como seria a sonhada entrevista, baseada em respostas reais de Ali a Lawrence Linderman e a outros jornalistas. Apenas nossas perguntas são sonhadas, como se lê.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG: Quando você percebeu que queria ser um lutador?</strong></em></p>
<p>MUHAMMAD ALI: Além do boxe, a única coisa que pensei em fazer foi jogar futebol americano. Mas eu não gostava porque não havia publicidade pessoal: você tem que usar todo aquele equipamento e as pessoas nem podem te ver direito. Quem está lá em cima na arquibancada nem consegue te distinguir no meio de 22 homens correndo para lá e para cá. Mas no boxe, em cima do ringue, só há dois homens. Tomei esta minha decisão sobre os esportes aos 12 anos de idade, e me dediquei ao boxe porque os lutadores podem ganhar mais dinheiro do que outros atletas e não se tem interrupções pelo final da temporada como nos outros. E nunca me arrependi ou me lamentei desta decisão, porque quando você é o maior do mundo naquilo que está fazendo, como achar que devia fazer outra coisa?</p>
<p><em><strong>Por que topou aquela luta exótica contra o japonês Antonio Inoki, um wrestler, em junho de 1976?</strong></em></p>
<p>Por seis milhões de dólares, eis por quê.</p>
<p><em><strong>Suas bolsas giravam na casa dos milhões de dólares, e o boxe tornou você um homem rico. O que de mais valioso você conquistou?</strong></em></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/MuhammadAli/" target="_blank" rel="noopener">Muhammad Ali</a> é muito mais profundo que o boxe, meu filho. Como eu sempre dizia, a riqueza do homem está no conhecimento, não está no banco. Se estiver no banco, ele não a possui. Repare nos tigres, nos pássaros, e nos seres humanos: o que vale mesmo é a liberdade. Um dia eu escrevi: “O carcereiro está em pior situação do que o prisioneiro, porque, enquanto o corpo do prisioneiro está fechado, é a mente do carcereiro que está aprisionada”.</p>
<p><em><strong>Hoje no UFC vemos pesos leves que socam como pesos pesados. Já os pesos pesados soltam bombas de nêutron. Qual é a sensação de receber um soco forte como esses?</strong></em></p>
<p>Pegue um galho, um porrete, e dê com ele no chão com toda a força. Você vai sentir a sua mão vibrar, fazer boeeiiinnng. Levar um soco daqueles é o mesmo impacto, só que no corpo inteiro, e você leva uns dez a 20 segundos até se livrar do impacto. Se leva outro soco antes disso, começa outro boeeiiiinnng maior ainda.</p>
<p><em><strong>Como você continuava a comandar seu corpo e mente depois de uma bordoada daquelas?</strong></em></p>
<p>Você não consegue pensar, fica abobalhado, não sabe nem como foi parar ali em cima. Só que eu sempre fui autocondicionado, reagia automaticamente: levava um soco desses e mesmo sem pensar eu dançava, ou corria, ou me agarrava no sujeito, ou abaixava a cabeça. Eu apanhava volta e meia, mas Sugar Ray, Joe Louis, Rocky Marciano, todos também apanharam. Eles tinham uma coisa que a maioria dos lutadores não têm: capacidade de aguentar em pé até clarear a cabeça. Eu também tinha essa capacidade, e tive de usá-la nas duas primeiras lutas com Joe Frazier.</p>
<div id="attachment_233820" style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233820" class="size-full wp-image-233820" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg" alt="" width="786" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg 786w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-300x163.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-768x418.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-150x82.jpg 150w" sizes="(max-width: 786px) 100vw, 786px" /><p id="caption-attachment-233820" class="wp-caption-text">Ali encara Frazier, em foto promocional de 1974. Foto: Wikipedia</p></div>
<p><em><strong>Mas você era um craque na defesa. Como veio à mente aquela tática para derrotar George Foreman no Zaire, em 1974?</strong></em></p>
<p>Lembro que eu queria tanto recuperar o meu título que enfrentaria George Foreman até numa cabine telefônica. No fim do primeiro round, no entanto, senti que eu não ia aguentar aquele ritmo e que, o George, mais novo, aguentaria do jeito que a luta andava. Se eu fizesse sete ou oito rounds dançando, estaria sem resistência na hora de recorrer as cordas e George me pegaria de jeito. Resolvi ir para as cordas ainda inteiro, e assim fiz com que ele se cansasse. Foreman só sabia fazer isso: levar o outro pro córner e mandar soco. Se já estava fazendo aquilo, não sabia mais o que tentar. Mas achou, sempre, que no próximo round ia me acertar como queria. De repente, percebeu que já tinha jogado tudo e não tinha conseguido nada.</p>
<p><em><strong>Hoje vemos lutadores do UFC bons de briga e de provocações. Gosta de ver seu estilo aplicado pelos mais moços?</strong></em></p>
<p>Não pode haver menosprezo. O pior meio de menosprezar um adversário é não treinar duro para enfrentá-lo. Mas eu gosto de me lembrar do que eu dizia para os oponentes. Antes daquela luta com Foreman, quando o juiz dava instruções, eu avisei a ele: &#8220;Agora você está frito, não pode fugir mais. Está sozinho num ringue com o maior lutador de todos os tempos, meu filho. Desde menino que você me acompanha, quer me derrubar, quer ser o campeão, mas agora eu te peguei, campeãozinho de bosta. Vou te jantar aqui em cima&#8221;.</p>
<p><em><strong>Os melhores momentos de sua vida foram em cima do ringue?</strong></em></p>
<p>Meu maior prazer na vida é não ter nenhum compromisso marcado. Mas isso rarissimamente acontecia. Lutei boxe desde os 12 anos e os treinos eram duríssimos. Mas, quando eu pensava nos meus objetivos e no legado que queria deixar, eu preferia correr aquelas mesmas duas milhas todas as manhãs do que ficar dormindo mais um pouco.</p>
<p><em><strong>Você diria que o boxe está decadente?</strong></em></p>
<p>O boxe nunca vai morrer. A multidão vai aparecer na trilha dos profissionais, os ginásios sempre terão garotos sonhando em ser o campeão. E, de vez em quando, aparecerá um lutador sensacional.</p>
<p><em><strong>Acha que o seu nome vai virar lenda, após sua morte?</strong></em></p>
<p>A lenda de Muhammad Ali já está escrita, eu mesmo a escrevi.</p>
<p><em><strong>Qual foi seu principal ponto forte como atleta?</strong></em></p>
<p>Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?</p>
<p><em><strong>Como você gostaria de ser lembrado?</strong></em></p>
<p>Como um homem negro que ganhou o título mundial dos pesos pesados e que era bem-humorado e que tratava todo mundo bem. Como um homem que jamais tratou alguém de cima para baixo, muito menos os que o admiravam, e que ajudou o maior número de pessoas que lhe foi possível — não só financeiramente, mas na luta pela liberdade, por justiça, por igualdade. Como um homem que jamais feriria a dignidade de seu povo comportando-se de forma a deixá-lo constrangido. E se tudo isso for pedir muito, então acho que gostaria de ser lembrado apenas como o maior campeão do boxe, que se tornou um campeão do seu povo. E nem ao menos me incomodaria se as pessoas se esquecessem de como eu era bonito.</p>
<p>** Para ler mais artigos das <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener">revistas GRACIEMAG, clique aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-legado-e-as-licoes-do-campeao-olimpico-muhammad-ali/">O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>5 lições de vida do eterno Eder Jofre, mito do boxe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Almada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2022 00:38:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[News]]></category>
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		<category><![CDATA[São Paulo pugilista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo do esporte recebeu uma triste notícia. Lenda do Boxe, Eder Jofre morreu na madrugada deste domingo, aos 86 anos, numa clínica localizada de Embu das Artes, no munício de São Paulo. O ex-pugilista perdeu uma inglória batalha contra complicações de uma pandemia. Ele sofria de encefalopatia traumática crônica, doença neurológica provocada por impacto&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_238753" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-238753" class="size-large wp-image-238753" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-1024x1012.jpeg" alt="" width="650" height="642" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-1024x1012.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-300x296.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-768x759.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-150x148.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-238753" class="wp-caption-text">Eder Jofre foi reconhecido tricampeão mundial de boxe em 2019. Foto: Reprodução</p></div>
<p>O mundo do esporte recebeu uma triste notícia. Lenda do Boxe, Eder Jofre morreu na madrugada deste domingo, aos 86 anos, numa clínica localizada de Embu das Artes, no munício de São Paulo. O ex-pugilista perdeu uma inglória batalha contra complicações de uma pandemia. Ele sofria de encefalopatia traumática crônica, doença neurológica provocada por impacto na cabeça.</p>
<p>O eterno “Galo de Ouro” brilhou nos ringues e inspirou gerações de pugilistas. Único brasileiro a integrar o Hall da Fama do boxe, Eder Jofre teve papel fundamental na popularização da modalidade no Brasil e deixa um legado imensurável para o esporte.</p>
<p>O “Galo de Ouro” se tornou tricampeão mundial, com títulos nos pesos galo e pena. Jofre estreou nos ringues pela primeira vez em 1953 e conquistou o cinturão entre os galos em 1960. Ele venceu sete lutas seguidas por nocaute e foi destronado pelo japonês Masahiko Harada cinco anos depois. Jofre tentou recuperar o posto de campeão, mas foi derrotado novamente pelo rival. Após três anos de inatividade, Jofre calçou as luvas e conquistou mais um título mundial, desta vez no peso-pena.</p>
<p>Ao longo de sua carreira profissional, Eder Jofre contabilizou 78 lutas: 75 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas.  Dono de 50 triunfos por nocaute, o icônico pugilista pendurou as luvas em 1976.</p>
<p>Além da nobre arte, Eder Jofre tinha outra paixão: o futebol. Ele era torcedor do São Paulo.</p>
<p>Confira abaixo as cinco lições de persistência do saudoso “Galo de Ouro”:</p>
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<li>“Me lembro da última luta em que meu pai esteve, já muito debilitado pela doença. Mesmo assim, fez questão de ser meu treinador no córner. E a cada intervalo ele subia e descia os degraus do ringue e fica muito cansado. Então, tentei terminar a luta o mais rápido possível só para ele não ficar cansado.”</li>
<li>“Nas Olimpíadas, fui fazer luva com o Celestino, que era peso leve, machuquei o septo nasal e não podia respirar direito, podem até pensar que era desculpa. Mas em 1957, me tornei profissional e depois de quatro ou cinco lutas fui lutar novamente contra o Barrientos. O levei à lona por oito vezes, antes do nocaute final. Queria mostrar que nas Olimpíadas não havia perdido para ele.”</li>
<li>“Sentia o sangue escorrer do nariz para a minha boca. Ele me bateu demais e falei para o meu pai que não ia aguentar voltar para o décimo round. Mas o meu pai disse que o Medel estava morto e para eu ir com tudo. Fui e o derrubei.”</li>
<li>“O Caldwell falou demais, desfez de mim e do Brasil. Castiguei ele sem pena, porque a gente lutava para engrandecer o nome do Brasil e ele vinha e falava mal? Bati o suficiente para ele não cair. Só quando quis, o derrubei.”</li>
<li>“Meu golpe preferido era aquele que acertava o adversário. Me sinto orgulhoso por ter subido ao ringue e defendido o meu país de maneira digna. Sou um homem completo em todos os sentidos.”</li>
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