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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>A lição fundamental de Jiu-Jitsu do rei absoluto Felipe Preguiça</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 09:19:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de conquistar o ouro absoluto no Mundial de Jiu-Jitsu de 2021, em dezembro, o astro mineiro Felipe Pena já conhecia os melhores recursos e o caminho para ir buscar os títulos mais sonhados do esporte. Certa vez, o popular Preguiça da Gracie Barra nos contou como sua mente funcionava, numa edição de GRACIEMAG em&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_211865" style="width: 650px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-211865" class="size-full wp-image-211865" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/felipe-pena3.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/felipe-pena3.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/felipe-pena3-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/felipe-pena3-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-211865" class="wp-caption-text">Felipe Preguiça ensinando Jiu-Jitsu. Foto: Thiago Máximo / Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Antes de conquistar o ouro absoluto no Mundial de Jiu-Jitsu de 2021, em dezembro, o astro mineiro <a href="https://www.graciemag.com/2021/12/11/mundial-absoluto-preguica-enfrenta-meregali-yara-finaliza-gabi-garcia-e-enfrenta-pessanha/" target="_blank" rel="noopener">Felipe Pena</a> já conhecia os melhores recursos e o caminho para ir buscar os títulos mais sonhados do esporte.</p>
<p>Certa vez, o popular Preguiça da Gracie Barra nos contou como sua mente funcionava, numa edição de GRACIEMAG em 2017. Perguntado sobre o que aprendera com mais um troféu absoluto na carreira – no caso, o ouro máximo do ADCC – Felipe nos ensinou a valiosa lição:</p>
<p>“Aprendi algo simples porém fundamental: quem realmente deseja alguma coisa dá o seu jeito de conquistar”, disse Preguiça, em entrevista à nossa equipe. “É comum vermos as pessoas reclamando da vida, muitos profissionais frustrados por algo ter dado errado no cotidiano, impossibilitando que eles alcancem suas metas, por menores que sejam. Eu tenho para mim que quem realmente quer alguma coisa vai encontrar uma maneira de perseguir o sonho e realizá-lo. Se não consegue vencer um oponente mais experiente, vai treinar até obter a vitória. Se está sem dinheiro para ir a um campeonato, vai descolar um jeito de rifar um kimono, pedir para um tio, e pagar a inscrição.”</p>
<p>Preguiça então usou como exemplo sua trajetória no ADCC 2017, quando perdeu a final da categoria em luta parelha contra Yuri Simões, um resultado que o desagradou.</p>
<p>“Muitos pensavam que aquela derrota iria me desanimar, mas ela só me motivou a vencer a divisão aberta. Entrei no absoluto de cabeça erguida, consciente de tudo que eu havia treinado para estar ali. Com muita vontade de ganhar eu dei o meu jeito e conquistei a medalha de ouro.</p>
<p>Fica a dica de Preguiça, fiel leitor. Não basta traçar uma meta audaciosa. Você precisa realmente desejar alcançá-la, pensar nela todos os dias até realizar seu grande sonho. Oss…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe title="FELIPE PREGUIÇA VS FELIPE ANDREW - SEMI FINAL ABSOLUTO MUNDIAL IBJJF 2021" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/mNHJVlyZGsw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-fundamental-de-jiu-jitsu-do-rei-absoluto-felipe-preguica/">A lição fundamental de Jiu-Jitsu do rei absoluto Felipe Preguiça</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>GFTeam Porto e as 5 metas para você melhorar seu rendimento no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2022 09:21:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O disputadíssimo Campeonato Europeu da IBJJF se aproxima no calendário, assim como a série de competições que vão embalar a temporada 2022. Na cidade do Porto, a filial da GFTeam comandada pelo professor Thiago &#8220;Índio&#8221; Andrade segue trabalhando com afinco para o grandioso evento, em fevereiro em solo italiano. Mas, como Thiago ensina, não adianta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_236167" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-236167" class="size-full wp-image-236167" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/01/GFTeam-Porto-turma.jpg" alt="" width="1024" height="702" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/01/GFTeam-Porto-turma.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/01/GFTeam-Porto-turma-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/01/GFTeam-Porto-turma-768x527.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/01/GFTeam-Porto-turma-150x103.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-236167" class="wp-caption-text">As feras da GFTeam Porto. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>O disputadíssimo Campeonato Europeu da IBJJF se aproxima no calendário, assim como a série de competições que vão embalar a temporada 2022.</p>
<p>Na cidade do Porto, a filial da GFTeam comandada pelo professor Thiago &#8220;Índio&#8221; Andrade segue trabalhando com afinco para o grandioso evento, em fevereiro em solo italiano.</p>
<p>Mas, como Thiago ensina, não adianta treinar sem planejamento. Por isso, nosso GMI em Portugal abre o jogo e conta alguns dos pontos que trabalha com os alunos para iniciar o ano e solidificar o caminho rumo aos objetivos traçados. Confira e trace suas próprias metas.</p>
<p><em><strong>1. É necessário, primeiro, avaliar o ano anterior</strong></em>. Liste todos os pontos positivos e os menos positivos da temporada. Trace os objetivos para este ano. Elabore plano de ações e periodização de treinos e cumpra-os com afinco.</p>
<p><em><strong>2. Tenha foco e concentração.</strong></em> Quando estiver nos treinos, esteja com a cabeça totalmente no aprendizado e desenvolvimento de suas capacidades técnicas. Há sempre espaço para descontração, risos e brincadeiras, mas isso não pode ser a tônica no momento de treinamento. Faça o que o professor está pedindo, tente fazer com perfeição e com muita atenção aos detalhes, porque eles fazem a diferença.</p>
<p><em><strong>3. Invista nos drills.</strong></em> Faça repetições de movimentos básicos e avançados para tornar suas ações e reações ainda melhores e mais rápidas. Eles são úteis para você agir quase que instintivamente mediante as dificuldades e oportunidades que aparecem durante os treinos e que também surgirão nas lutas. O drill e as repetições nos ajudam a turbinar o poder de reação.</p>
<p><em><strong>4. Saia da zona de conforto.</strong></em> Coloque-se em situações de risco e de maior dificuldade nos treinos. Procure os treinos mais duros, eles expõem suas falhas, erros e pontos a ser melhorados no seu jogo. Não adianta buscar somente a zona em que nos sentimos bem. Se você é guardeiro, trate de buscar a passagem de guarda durante alguns rolas. Se você não gosta de fazer guarda ou se sente frágil por baixo, pegue aquele amigo bom de passagem e jogue por baixo também. A tendência é levarmos uns amassos no início, mas no médio a longo prazo seu Jiu-Jitsu vai evoluir e você passará a ter vários planos B, C e D diante das dificuldades.</p>
<p><em><strong>5. Saúde!</strong> </em>Procure manter uma vida saudável longe do tatame. Uma boa alimentação, hidratação e qualidade de sono vão trazer melhores resultados no tatame e no dia a dia.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gfteam-porto-e-as-5-metas-para-voce-melhorar-seu-rendimento-no-jiu-jitsu/">GFTeam Porto e as 5 metas para você melhorar seu rendimento no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Roberto Godoi relembra percalços e vitórias no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 15:00:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_207940" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-207940" class="size-full wp-image-207940" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><p id="caption-attachment-207940" class="wp-caption-text">Godoi em foto marcante de Luca Atalla para o Gallerr.com</p></div>
<p>Professor respeitado e competidor ferrenho, com incontáveis títulos no Brasil e no exterior, Roberto Godoi já acumula mais de três décadas de compromisso firme com o Jiu-Jitsu. A estrada foi longa e cheia de desafios, mas o professor, que sempre gostou de se testar, perdurou no decorrer dos anos e construiu sua imagem em paralelo à equipe G13BJJ, time que lidera.</p>
<p>Nós conversamos com Godoi para a edição número #261 da GRACIEMAG, no ano em que completou seu trigésimo aniversário no Jiu-Jitsu, e o papo revisitou grandes momentos da trajetória do professor, desde seu primeiro contato com o esporte, a primeira academia, até chegar na análise de seus muitos anos de faixa-preta, com dicas valiosas para você percorrer com sucesso o caminho de aprendizado constante da arte suave.</p>
<p>Confira a conversa a seguir e aprenda com Roberto Godoi!</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #251. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Primeira pergunta, antes que esqueçamos: como surgiu seu clássico apelido, “Jason”?</strong></p>
<p><strong>ROBERTO GODOI:</strong> (Risos). Boa. O apelido nasceu na academia do Waldomiro Perez, o Junior. Eu era um dos treinos mais duros na academia e quase sempre estava de kimono sujo e com um rasgo ou outro. Desde novo, eu também nunca tive muito cabelo, e isso tudo coincidiu com o sucesso dos filmes da série “Sexta-feira 13”. Quando o Junior ia separar os treinos, ele mandava: “Vai lá, você treina com o Jason, vai!”. Mas quem realmente fez o apelido pegar e eu assumi-lo, foi um grande amigo nosso, que desenvolveu meu primeiro patch para o kimono; quando eu vi, era um boneco do Jason de máscara e kimono! A molecada mais jovem sempre se amarrou, mas eu mesmo nunca liguei muito.</p>
<p><strong>Este ano você completa 30 anos de Jiu-Jitsu, 21 já como faixa-preta. O que viveu de mais memorável nestes anos todos?</strong></p>
<p>Exato, fui promovido faixa-preta no fim de 1996, e há 21 anos trago ela com muito orgulho em minha cintura. Em 1997 lembro com carinho das minhas primeiras lutas como faixa-preta, no Pan do Havaí da IBJJF. No Mundial de Jiu-Jitsu, belisquei um terceiro lugar no Tijuca Tênis Clube, foi um momento único. Vivíamos verdadeiras aventuras, com caravanas de carro saindo de São Paulo, batidas na serra das Araras, o sofrimento das pesagens no dia anterior… Lembro de ter ficado correndo três horas em volta do ginásio e ainda ter de pesar nu para bater o peso e poder lutar. Ficávamos num hotelzinho de quinta categoria, amontoados, entrávamos furtivamente na madrugada para os gerentes não perceberem. São histórias que hoje o pessoal mal acredita.</p>
<p><strong>São três décadas praticamente sem parar de competir. Como acha que essa constância nos campeonatos o ajuda, como professor e como cidadão?</strong></p>
<p>Com 43 anos, meu corpo cobra hoje as diversas lesões que tive no decorrer desse tempo, e com isso vêm algumas limitações, mas não será isso que vai me parar, pelo menos não agora! Tenho paixão por aquele sentimento de pisar no tatame, de me testar, de ouvir os caras falando que fulano está na minha categoria e que ele está treinado para ganhar. São esses sentimentos que mantêm acesa dentro de mim aquela chama de criança, a vontade de treinar similar a de quando comecei no esporte. Competir também me torna um profissional melhor a cada dia – a busca não está em provar nada a ninguém, e sim perseguir a evolução contínua e o equilíbrio do meu Jiu-Jitsu, sem falar no aprimoramento do nosso grupo como um todo.</p>
<p><strong>É aquela frase do Rickson Gracie, o estudo e o aprendizado não terminam nunca…</strong></p>
<p>Sim, pois o Jiu-Jitsu evolui e se moderniza a cada ano. Eu sei que tenho muita coisa a aprender e melhorar; com isso, competir e treinar com meus alunos diariamente me obrigam a ficar atualizado com o que há de mais atual na nossa arte. Além do mais, os campeonatos são ótimos para rever amigos, dar risadas, ampliar nossa rede de contatos, entre tantos outros benefícios para um professor.</p>
<p><strong>Como você começou a treinar Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu entrou na minha vida por acaso. Eu estava num colégio que volta e meia tinha confusão na saída, e na minha turma havia um argentino bom de briga. Um dia, esse camarada foi passar um fim de ano no Rio de Janeiro e voltou em choque. Ele me chamou e disse: “Se você não quiser apanhar de mais ninguém na vida, você tem de aprender o que vi no Rio!”. O argentino tinha visitado uma academia Gracie e contou que tinha sido retorcido de tudo que é jeito: “Dino (era meu apelido), o que você precisa fazer é isso, chama Jiu-Jitsu!”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-234036" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-300x184.jpg" alt="" width="875" height="537" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-300x184.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-1024x628.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-768x471.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-150x92.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram.jpg 1073w" sizes="auto, (max-width: 875px) 100vw, 875px" /></p>
<p><strong>E foi fácil achar uma academia em São Paulo?</strong></p>
<p>Eu fiquei sabendo que o Marcelo Behring, que já era um famoso campeão formado pelo Rickson, havia acabado de chegar em SP em 1988. Parti para lá mas a academia era badalada e os treinos eram caros, eu não tinha condição nenhuma de pagar. Dei sorte pois meu irmão voltou dos EUA e me deu uma jaqueta novinha. Vendi a jaqueta pelo preço de três meses de treinos e comecei. Foi lá que conheci o Waldomiro, que era o braço direito do Marcelo e depois seria meu professor e grande amigo.</p>
<p><strong>Qual foi a luta mais memorável de sua carreira?</strong></p>
<p>Todas tiveram valor, e trouxeram grande aprendizado. Mas não me sinto capaz de resumir num momento, numa conquista pessoal, toda minha trajetória dentro do Jiu-Jitsu. Meu maior feito no esporte sem dúvidas foi o número de pessoas e vidas que pude ajudar a melhorar, não só os que treinaram comigo mas seus familiares e pessoas em torno também.</p>
<p><strong>Ainda se lembra de sua primeira academia?</strong></p>
<p>Eu ainda era faixa-roxa, em 1992, quando junto com um amigo decidi montar a primeira academia que tive, nos fundos da minha casa. Lá era pequeno, tinha espaço para cerca de 15 alunos por turma, e no primeiro mês já tínhamos 30 alunos treinando – e uns dez esperando vaga. Hoje nossa escola G13BJJ vem se estruturando cada dia mais a nível de empresa, e buscar dar todo o suporte e o retorno aos seus alunos e professores franqueados. A estrutura é inimaginável, olhando para aquela academia nos fundos de casa. Nossa preocupação hoje é cuidar para que a G13BJJ seja vista e reconhecida como uma &#8220;escola de artes marciais”, e nosso papel cada vez mais é de bons educadores.</p>
<p>Ensinamos tanto aos alunos que pensam em competir quanto aos que sonham em empreender e saber lecionar e gerir seu próprio negócio um dia. Hoje somos mais de 7 mil alunos em 71 unidades, sendo 55 unidades no Brasil, entre São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Bahia e Santa Catarina. Fora do Brasil são cinco nos EUA e uma na Austrália.</p>
<p><strong>Que dicas você daria para ter sucesso no Jiu-Jitsu e chegar à faixa-preta?</strong></p>
<p>Difícil resumir em poucas dicas, porque são muitas variáveis envolvidas. Mas eu diria que a número um é a disciplina, para treinar constantemente e não desistir; a segunda é a saúde – para sua máquina funcionar bem, cuide de seu corpo; e a terceira é a autoconfiança: acredite em você, e não deixe nada ou ninguém falar que você não pode ou não é capaz!</p>
<p><strong>Esforço sempre vai vencer o talento, no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Eu estou certo que talento sem disciplina e muito esforço não nos leva a lugar nenhum. Desde criança eu gosto de lutar, mas sempre fui mais aguerrido e perseverante que um cara talentoso em si. Em várias lutas e campeonatos que venci, obtive sucesso por saber que para ser vitorioso eu precisaria primeiro superar uma carência de talento minha. Hoje certamente sou um cara mais duro hoje por ter esse foco, por saber do que sou feito. Sempre procurei me esforçar mais hoje para a cada dia ser um Godoi melhor do que ontem.</p>
<p><strong>Um dos seus pontos fortes é enfiar a mão na gola, em pé, no chão, já sempre engatilhando um golpe… Como funciona essa sua tática?</strong></p>
<p>É preciso primeiro lembrar que nossa luta começa em pé antes de ir para o chão, por isso é evidente que, seja para quedar, raspar ou chamar na guarda, todas as posições tem seus preparativos e nuances, em especial esses detalhes de pegadas em golas e mangas para poderem acontecer com sucesso. Em pé eu procuro exercer minha pegada dominante de canhoto na gola do oponente, e quando a consigo, ela me abre um bom leque de ataques e posições, detalhes que repasso para todos do nosso time. Mas Jiu-Jitsu nem sempre é o que queremos, e sim o que aparece na hora da luta, então em nossos treinamentos rotineiros na G13, enfocamos tanto nosso jogo forte quanto nosso lado deficiente, para tentarmos cada vez mais equilibrar e elevar nosso jogo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roberto Godoi teaches his BJJ signature move: the Godoi Choke" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/iIEJP6YgE_k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Você fez sete lutas de MMA e começou lá atrás, em 1995. O que aprendeu sobre Jiu-Jitsu e sobre si mesmo subindo nesses ringues?</strong></p>
<p>Eram tempos totalmente diferentes, em que era um caminho meio natural migrar e cair para dentro do &#8220;vale-tudo&#8221; em algum momento de sua trajetória, até para buscar essa “validação” de sua faixa. E comigo não foi diferente. Tive diversas lições e aprendizados dentro do vale-tudo e sou grato por cada experiência que hoje soma para a bagagem que possuo, e assim consigo contribuir para realizar os objetivos dos meus atletas, profissionais ou não. Meu sonho é servir de rampa para todos os meus alunos chegarem muito mais longe do que eu.</p>
<p><strong>Você, como muitos professores, passou por uma mudança de imagem que é similar à própria evolução que se deu com o Jiu-Jitsu: antigamente, passava uma imagem de marra; hoje, você se assemelha a um paizão dos alunos, respeitador, cordial com os oponentes… O Jason hoje é de paz?</strong></p>
<p>Sim, trata-se de um amadurecimento natural meu como pessoa, que aconteceu paralelamente à transformação dos valores do Jiu-Jitsu como esporte e estilo de vida no mundo todo. Eu estive à frente de um grupo e fui um “mestre&#8221; muito cedo, e com essa imaturidade tive meus erros, mas também meus acertos. Lá atrás esse era um estereótipo colado na maioria dos lutadores de Jiu-Jitsu, mas sem dúvida alguma hoje sou uma pessoa muito melhor preparada, em todos os sentidos, para ocupar minha posição. Boa parte disso eu devo a meus pais e ao que aprendi no Jiu-Jitsu, por ser essa ferramenta única de equilíbrio emocional e resgate de valores morais que, praticado diariamente, nos molda e aos que nos cercam, para termos um convívio mais harmonioso e conquistarmos uma sociedade melhor.</p>
<p><strong>Em 2001 a Godói-Macaco, que vinha com projeção no circuito esportivo paulista, se separou. Que lições você tirou da separação?</strong></p>
<p>A Godoi-Macaco em seus tempos áureos foi única, e quem viveu aquilo, viveu! Não cuspo no prato em que comi e tenho orgulho de todos que ali passaram, sem desmerecer a tantos outros que batalharam com muito afinco lá atrás em SP, mas fomos um dos principais responsáveis pelo surgimento com relevância do nome Jiu-Jitsu no mapa de SP e do Brasil na época. Ajudamos a construir o Jiu-Jitsu paulista e sempre acreditei em mim, soube do meu papel e valor dentro do time. Isso refletiu na minha autoconfiança e total segurança, que não me fez temer qualquer separação ou reinício do zero que eu precisasse passar. Mas isso é o resumo do Jiu-Jitsu, a arte nos prepara para ser um campeão na vida. Eu apenas foquei no trabalho, sem dar ouvidos a bochichos, porque “os cães ladram e a caravana passa”.</p>
<p><strong>Em dezembro fez dez anos da morte do Ryan. Qual você acha que foi sua importância para o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>A perda do Ryan representou a perda de um grande lutador, era um grande material humano. Mas o Ryan perdeu para ele mesmo. Muitas vezes as maiores batalhas que enfrentamos em nossas vidas não são contra oponentes de rosto ou de corpo físico contra o qual conseguimos atingir fisicamente. Por isso a luta muitas vezes é desigual, e dessa forma não devemos julgar ninguém. Controverso ou não, ele sempre foi um agregador e tido por seus alunos como um líder nato. Sua vinda para SP, independentemente de todos os “causos”, contribuiu sim para o fomento do Jiu-Jitsu em nosso estado e revelou muitos atletas e amigos que tenho para a vida e levam hoje o legado e nome dele pelo mundo.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/roberto-godoi-completa-30-anos-de-jiu-jitsu-e-relembra-os-percalcos-e-vitorias-na-carreira/">Roberto Godoi relembra percalços e vitórias no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Bráulio Estima e sua inabalável persistência no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 21:16:00 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233380" style="width: 521px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233380" class=" wp-image-233380" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1.jpg" alt="" width="511" height="546" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1.jpg 377w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1-281x300.jpg 281w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Braulio-Estima-ADCC-2006-1-140x150.jpg 140w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /><p id="caption-attachment-233380" class="wp-caption-text">Foto: Pedro Stabile</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #266. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Em seus primeiros campeonatos da IBJJF, ainda nas faixas coloridas, Bráulio Estima sofreu uma série de derrotas logo na luta inicial. “Era uma frustração enorme, mas acho que se eu continuasse perdendo até hoje, eu estaria treinando e tentando de novo. A determinação está acima dos resultados e das medalhas”, diz o professor da Gracie Barra Birmingham, na Inglaterra.</p>
<p>“Eu ia de Recife ao Rio para perder logo de cara. Era terrível, mas se você, mesmo derrotado, usar o mau resultado para corrigir o seu jogo, no fundo você está sendo bem sucedido. Bate a tristeza, vem a incerteza se você está treinando certo, mas o principal é voltar para o tatame com vontade de melhorar. Cada lição que tomei naqueles primeiros anos me fez um lutador campeão anos depois. Como grande mestre Carlos Gracie sempre ensinou: ‘No Jiu-Jitsu não se perde, ou você ganha ou você aprende’”, ensina Bráulio, que, já com a faixa-preta na cintura, passou a saborear muitas glórias como consequência de sua inabalável persistência.</p>
<p>Na foto acima, Estima (também conhecido pela alcunha “Carcará”) recorre à guarda fechada para vencer o impávido Delson Heleno, o Pé de Chumbo, na final da categoria meio-pesado do Mundial 2006, a última edição do evento realizada no Rio de Janeiro, no ginásio do Tijuca Tênis Clube.</p>
<p>“Sempre adotei o tema ‘devagar e sempre’, mas sempre pra frente”, analisa Bráulio, revelando mais uma ótima dica aos leitores da GRACIEMAG. “Acredito que quando o lutador aponta objetivos mais alcançáveis, ele se mantém o tempo todo motivado e combate a frustração. Há muitas metas a buscar: perder peso, aprender a não ser amassado, aprender a se defender, afiar determinado golpe, vencer um colega de treinos… Se eu fico martelando na minha cabeça objetivos como, por exemplo, ser o próximo campeão do UFC, a coisa está tão distante e traz tanta pressão que não chego nem no próximo degrau.”</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/braulio-estima-e-sua-inabalavel-persistencia-no-jiu-jitsu/">Bráulio Estima e sua inabalável persistência no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Marcos Cunha detalha projeto de Jiu-Jitsu que tem mudado vidas</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jun 2021 12:10:18 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_232927" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232927" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha.jpeg" alt="" width="720" height="664" class="size-full wp-image-232927" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha-300x277.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha-150x138.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232927" class="wp-caption-text">Batizado como UCLA, projeto do GMI busca trazer o Jiu-Jitsu para pessoas com menos oportunidades. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Com o objetivo de expandir o alcance do Jiu-Jitsu e de seus benefícios, nosso GMI Marcos Cunha idealizou e botou em prática o seu sonho de projeto social. A UCLA, sigla que traz as iniciais de união, companheirismo, lealdade e amizade, dá moradia e treinamento de forma gratuita a seus participantes, com a missão de facilitar a busca por um futuro grandioso o Jiu-Jitsu e na vida.</p>
<p>Em papo com o GRACIEMAG, Marcos deu detalhes sobre a concepção do projeto, suas conquistas e o futuro que ele vê para sua iniciativa. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Para qual finalidade o projeto é voltado e quantos atletas o projeto contempla hoje?</strong></p>
<p>MARCOS CUNHA: O projeto é voltado para atletas de alto rendimento. A minha intenção é dar oportunidade de treino, tanto de Jiu-Jitsu quanto preparação física, para que esses atletas possam praticar com tranquilidade.Desta forma, busco aumentar a dedicação deles para que possam alcançar seus objetivos, formando pessoas melhores dentro e fora dos tatames, sendo exemplos para as próximas gerações. Atualmente o projeto tem capacidade para comportar dez alunos e nós já estamos nos preparando para receber o nono, que é italiano e será o primeiro estrangeiro a se juntar conosco. </p>
<p><strong>De onde surgiu a ideia de criar um projeto social?</strong></p>
<p>Contei com muita ajuda para chegar até onde estou hoje e, por conta disso, sempre tive o sonho de ajudar outras pessoas. Um exemplo disso foi uma pessoa que me ajudou a montar minha primeira academia, investiu uma grana e montou o meu CT para mim. Quando eu fui pagar o valor combinado, ele não aceitou o dinheiro da primeira parcela, mas me chamou para conversar e disse que, da mesma forma que ele viu um talento em mim, eu deveria ajudar e acreditar em outras pessoas na mesma situação. Essa foi uma forma que consegui ajudar outras pessoas a viverem completamente o Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como o projeto se iniciou e qual foi a parte mais difícil pra fazer o projeto &#8220;começar a andar&#8221;?</strong></p>
<p>Eu tive essa ideia há bastante tempo, mas só no final do ano passado, em meio a pandemia, nós tivemos mais disponibilidade de tempo e pude começar a pensar melhor sobre o projeto. Sentado com a minha aluna Duda Tozoni, que eu considero meu braço direito, decidi levar o assunto até alguns parceiros e ver o que eles achariam. Conversei com algumas pessoas sobre o valor e outros pontos que seriam necessários para o bom andamento do projeto e resolvi iniciá-lo em janeiro deste ano. O maior desafio foi e ainda é selecionar os atletas, pois quero ajudar a todos, então escolher alguém para integrar esse projeto é muito difícil. As mensagens que recebo, que são de várias pessoas do Brasil inteiro, me comovem. Não quis trazer campeões, mas sim pessoas que tenham vontade de se dedicar ao Jiu-Jitsu e que eu possa formar. Então, na maioria dos casos, trouxe faixas-azuis e roxas para que eu possa guiar esses atletas através da marrom e preta dentro da nossa academia.</p>
<div id="attachment_232925" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232925" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha-turma.jpeg" alt="" width="720" height="531" class="size-full wp-image-232925" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha-turma.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha-turma-300x221.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/Marcos-Cunha-turma-150x111.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232925" class="wp-caption-text">Marcos e sua equipe. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Você citou algumas parcerias do projeto. Você pode explicar melhor e dizer o que mais você pretende oferecer aos seus atletas num futuro próximo?</strong></p>
<p>Quando montei o projeto, não tinha tudo planejado, só a casa e a intenção de trazer o Jiu-Jitsu para os participantes. Inicialmente, tive ajuda de dois alunos, um formado em educação física e a outra em nutrição. Depois, conseguimos um médico e um fisioterapeuta para acompanhar os atletas e fazer trabalhos para tratar e prevenir lesões. O ensino do Jiu-Jitsu ficou inteiramente por minha conta, mas firmei parcerias com outras academias para obter os equipamentos que achei necessário para complementar esse treino, como aparelhos de musculação e preparo físico. Não quis fornecer aos atletas apenas o necessário para treinar, então também consegui ioga, que ajuda muito dentro e fora dos tatames, e aulas de inglês, que é uma grande ajuda para quando eles forem viajar, ministrar seminários ou até mesmo dar aulas no exterior.</p>
<p>Atualmente recebo ajuda apenas para alimentação e para o aluguel da casa em que eles moram, mas minha meta é obter parceiros que consigam me ajudar a arcar com os custos de inscrição para campeonatos, viagens que eles farão para competir e suplementação alimentar. Quero também firmar parceria com alguma universidade para que todos os atletas possam ingressar no ensino superior e se tornar exemplos ainda maiores na comunidade do Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Qual é a melhor parte, na sua opinião, em se tocar um projeto social?</strong></p>
<p>A melhor parte é você ver que está trabalhando com pessoas que realmente querem, precisam e se dedicam a isso. É saber que você ajudou essas pessoas a viver da forma que elas querem viver. Apesar de dificuldades financeiras ou de qualquer outro tipo, nós estamos ajudando esses atletas a viver para o Jiu-Jitsu, de forma que no futuro eles tornem o Jiu-Jitsu seu sustento. A melhor parte é dar essa oportunidade e ver que eles irão alcançar os objetivos deles. Mais do que isso, os objetivos deles passam a ser os seus, porque você se sente realizado em ver que o seu planejamento deu certo, você até acaba se envolvendo emocionalmente. Conviver, ensinar e aprender com essa galera mais nova me deixa realizado.</p>
<div id="attachment_232929" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232929" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/UCLA.jpeg" alt="" width="720" height="746" class="size-full wp-image-232929" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/UCLA.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/UCLA-290x300.jpeg 290w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/UCLA-145x150.jpeg 145w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232929" class="wp-caption-text">Marcos guiando os atletas da UCLA nos tatames. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual é a dica que você dá para quem quer começar uma ação similar à sua?</strong></p>
<p>É preciso ter em mente que não tem a ver com você, mas que você está lidando com outras vidas e com os sonhos de outras pessoas. Desta forma, é importante planejar e se estruturar bem, ter pensamento positivo e buscar pessoas que vão acreditar no seu projeto da mesma forma que você. Quando tudo estiver pronto e planejado, você começa a dar essas oportunidades, mas sem esquecer do número de pessoas que você tem condições de ajudar. Se só conseguir ajudar duas pessoas, não convide dez, porque você não terá condição de cumprir o que está propondo e pode acabar afetando o sonho dessas pessoas. Seja sincero no que você pode dar, não minta. Se só puder fornecer moradia e Jiu-Jitsu, deixe isso bem claro.</p>
<p><strong>Qual é a meta geral do seu projeto para o futuro? Abrigar mais atletas, ter filiais em outros estados? Algum plano mais avançado?</strong></p>
<p>A meta é obter parceiros para que eu consiga dar mais conforto, melhorar o treinamento e permitir que eles viagem para participar de mais campeonatos. Estou buscando também parceiros que consigam ensinar educação financeira, para que os atletas aprendam a lidar com o dinheiro que o Jiu-Jitsu irá proporcionar nessas competições.</p>
<p>Tenho ideias para abrir outros pólos deste projeto. Já estamos planejando nossa primeira filial em Joinville, no estado de Santa Catarina, e assim que estivermos estruturados, queremos levar o UCLA para outros estados. Queremos dar esta oportunidade para muitos atletas e tornar nosso projeto um exemplo no Brasil e no mundo. Depois que der certo, quero inspirar outras pessoas a usar essa ideia para gerar projetos semelhantes ou até melhores que o meu para dar mais oportunidades para quem não tem.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/marcos-cunha-e-seu-projeto-social-para-mudar-vidas-com-o-jiu-jitsu/">Marcos Cunha detalha projeto de Jiu-Jitsu que tem mudado vidas</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como o craque do Jiu-Jitsu e UFC Rafael dos Anjos pode inspirar você a melhorar sua carreira</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jun 2018 16:18:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Mudar não é fácil. Somos animais comandados por ciclos e hábitos. Quando encontramos uma zona confortável, ainda que não seja a ideal, tendemos a permanecer nela. São poucos os executivos que têm coragem de largar um emprego bem remunerado para abrir o próprio negócio. São poucos os guardeiros de sucesso que, após alguns títulos,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_201801" style="width: 730px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-201801" class="size-full wp-image-201801" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/dosanjos-najmi1.jpg" alt="" width="720" height="445" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/dosanjos-najmi1.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/dosanjos-najmi1-300x185.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/05/dosanjos-najmi1-150x93.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-201801" class="wp-caption-text">Rafael dos Anjos treinando com o também faixa-preta Edwin Najmi. Foto: Luca Atalla/ Gallerr</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p class="p1"><span class="s1">Mudar não é fácil. Somos animais comandados por ciclos e hábitos. Quando encontramos uma zona confortável, ainda que não seja a ideal, tendemos a permanecer nela. São poucos os executivos que têm coragem de largar um emprego bem remunerado para abrir o próprio negócio. São poucos os guardeiros de sucesso que, após alguns títulos, arriscam-se a mudar radicalmente para um jogo de passagem de guarda. Os riscos são maiores, OK; porém, as recompensas também são. É preciso mudar para não ser superado. Ou, como diz o dito popular, &#8220;pedra que rola não cria limo&#8221;.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Foi justamente isso o que fez o ex-campeão peso leve do UFC <a href="https://twitter.com/rdosanjosmma" target="_blank" rel="noopener">Rafael dos Anjos</a>. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Depois de conquistar o cinturão de uma das categorias mais disputadas do esporte, superando nomes como Ben Henderson, Nate Diaz e Anthony Pettis, não restava dúvidas quanto ao sucesso de Rafael. Mesmo após perder o título para Eddie Alvarez – em luta bastante equilibrada, na qual o brasileiro estava vencendo até receber um cruzado certeiro – e ser derrotado por pontos pelo atual campeão interino Tony Ferguson, ninguém podia dizer que Dos Anjos estava passando dificuldades. Afinal, continuava sendo um dos três melhores da categoria e com plenas chances de vencer de novo – tanto numa eventual revanche contra seus algozes quanto contra o falastrão Conor McGregor.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Ainda assim, Dos Anjos estava inquieto. Mesmo acostumado com o corte de peso para 70kg, passava cada vez mais dificuldades para fazê-lo e acreditava que o processo o estava prejudicando. Perfeccionista, acreditava que poderia render mais, ter mais resistência e bater mais forte na categoria meio-médio.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Era uma mudança arriscada. Baixo, Rafael seria menor e teria menos envergadura do que os lutadores mais bem ranqueados da divisão. Sem nunca ter lutado na divisão 77kg no UFC, teria de enfrentar oponentes maciçamente fortes como Tyron Woodley, Robbie Lawler, Stephen Thompson e Carlos Condit. Seriam necessárias mais vitórias do que no peso leve para que chegasse a uma nova disputa de cinturão. Todavia, nada disso intimidou o ex-campeão e ele partiu rumo ao desconhecido. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Dos Anjos usou sua primeira luta na categoria para se adaptar. Embora o confronto contra Tarec Saffedine não tenha sido nada notável, foi importante para o brasileiro adquirir confiança e provar que poderia ganhar convincentemente de um adversário maior, sem sofrer qualquer risco. Contra o sempre perigoso Neil Magny, a atuação foi maiúscula e a finalização pôs Rafael imediatamente entre os principais postulantes ao título.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">O teste de fogo seria contra o mais temido e violento ex-campeão da categoria. Em 16 de dezembro, Rafael enfrentaria Robbie Lawler, conhecido por ser incansável, brutal e por proporcionar batalhas épicas. Era a hora de definir seu futuro: uma vitória convincente poderia colocá-lo na disputa de cinturão, uma derrota acachapante poderia estabelecer seu limite como &#8220;porteiro&#8221; da divisão. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">No começo da luta, Robbie partiu para caçar seu adversário igual a um cão do inferno, como é de seu costume. Dos Anjos não se intimidou e alternava inteligentemente chutes baixos para manter a distância com clinches de muay thai para &#8220;grudar&#8221; no oponente. Com isso, evitava a trocação franca à meia-distância, arma mais mortal de Lawler. O faixa-preta de Roberto &#8220;Gordo&#8221; Correa aproveitou os espaços que criava nessa alternância para acertar diretos potentes e mostrar que o americano não era o único que batia como uma clava. O demônio provou do próprio remédio, e não gostou. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">A partir do segundo round, Rafael já ditava o ritmo da luta. Quando sentiu que um de seus diretos havia abalado Lawler, Dos Anjos partiu para uma incrível sequência de mais de 20 golpes. Um adversário menos técnico e resistente certamente teria sucumbido, mas Robbie continuou como se estivesse possuído. Um agressor menos preparado teria se extenuado após tantos golpes, mas Rafael mostrou os benefícios físicos que a mudança de categoria lhe trouxe. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">No terceiro round, quando cadenciava o ritmo e Lawler parecia melhorar no combate, o brasileiro deu um knockdown no adversário e emendou com um ground and pound avassalador. Os dois últimos rounds – os chamados “rounds de campeonato” – serviram para provar que Rafa estava mais do que preparado para lutar em ritmo alucinante por 25 minutos. A vitória por decisão unânime dos jurados foi consagradora, impressionante. Incontestável. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Provando que é preciso se mudar e se arriscar para alcançar a grandeza, Rafael dos Anjos pode vir a ser o primeiro brasileiro e um dos cinco únicos lutadores a se tornar campeão em duas categorias do UFC. Nos espelhemos em seu exemplo e façamos deste 2018 um ano de grandes realizações. O primeiro passo é o mais difícil e cabe só a nós mesmos.</span></p>
<p><em><strong>**** Reportagem publicada originalmente em <a href="http://www.graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener">GRACIEMAG #251</a>. Rafael luta pelo cinturão interino neste sábado, contra Colby Covington, no UFC 225, ao vivo pelo Canal Combate.</strong></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-o-craque-do-jiu-jitsu-e-ufc-rafael-dos-anjos-pode-ensinar-voce-a-melhorar-sua-carreira/">Como o craque do Jiu-Jitsu e UFC Rafael dos Anjos pode inspirar você a melhorar sua carreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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