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	<title>Judo | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>A arte de se encantar pelas lutas desde criança, com Jiuliano Leon</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2022 23:04:00 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234789" style="width: 1251px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234789" class="wp-image-234789 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon.jpg" alt="" width="1241" height="1241" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon.jpg 1241w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-300x300.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-1024x1024.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 1241px) 100vw, 1241px" /><p id="caption-attachment-234789" class="wp-caption-text">Professor Jiuliano Leon, em foto de arquivos: acostumado desde os 7 anos a motivar a criançada a ser feliz nos tatames.</p></div>
<p>Makoto, no idioma japonês, possui estes significados: verdade, sinceridade, pureza. Somente alguns dos valores que o professor Jiuliano Sucena Leon sempre buscou no dojo, desde que se apaixonou pelo kimono aos 3 anos – de um modo inusitado.</p>
<p>Hoje, o faixa-preta de judô e Jiu-Jitsu busca ensinar seus pequenos alunos em aulas diárias repletas de uma didática lúdica e divertida. O <a href="projeto Mundo Makoto" target="_blank" rel="noopener">projeto Mundo Makoto</a> se espalha pelos principais bairros da zona sul do Rio de Janeiro, como Botafogo, Leblon, Humaitá e Gávea, mas está apenas em seus primeiros passos.</p>
<p>Em conversa recente com a equipe GRACIEMAG, <a href="https://www.instagram.com/jiulianoleon/" target="_blank" rel="noopener">professor Jiuliano</a> falou de seus sonhos e de como apurou de maneira especial o ensino para os pequenos samurais.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Quando você percebeu que dedicaria sua vida às artes marciais?</strong></p>
<p><strong><em>JIULIANO LEON:</em></strong> Parece clichê, mas foi logo nos primeiros dias de judô, com mais ou menos 3 anos de idade. Machuquei o braço na primeira ou segunda aula, o que por sinal é um fato raro. Pois na terceira eu estava lá de volta, com gesso e tudo, assistindo aos amiguinhos. Me sentia totalmente em casa no dojo. Percebi que tinha dom para ensinar muito jovem, com 7 anos ainda. Chegava mais cedo nas aulas das crianças menores só para ajudar meu professor Ricardo Ruffoni. O Ruffoni é um doutor em Educação Física, sétimo dan de judô, e ter ajudado ele a dar aula diariamente dos 7 aos 21 anos foi um mestrado de valor inestimável.</p>
<p><strong>Lembra algum fato emocionante daquele tempo?</strong></p>
<p>Escolher uma é muito difícil. Minha vida e as artes marciais sempre foram uma coisa só. Mas, aproveitando o Setembro Amarelo, acredito que foi minha superação em conquistar a vaga do Campeonato Brasileiro de Judô em 1995, contra sintomas da síndrome do Pânico. Eu tinha apenas 10 anos. Só o amor explica como uma criança, naquela situação, não desistiu de lutar e de viver esse sonho, sonho esse que moldou meu caráter e minha personalidade pelo resto da vida. Confesso que eu mesmo, na minha idade adulta, não seria tão corajoso quanto aquela criança.</p>
<p><strong>Sensacional. E o que você continuou aprendendo, após tornar-se um professor no meio das crianças?</strong></p>
<p>Que dar aula é uma linda missão. Muitas vezes você vai se tornar a maior referência positiva que a criança terá na vida. Educando uma criança, passando confiança e ensinando valores, você muda um destino e, talvez, o futuro de uma família inteira, sem falar em todos os seus descendentes. É uma responsabilidade e tanto.</p>
<div id="attachment_234793" style="width: 770px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234793" class="size-full wp-image-234793" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT.jpg" alt="" width="760" height="469" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT.jpg 760w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT-300x185.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Jiuliano-Leon-na-BTT-150x93.jpg 150w" sizes="(max-width: 760px) 100vw, 760px" /><p id="caption-attachment-234793" class="wp-caption-text">Jiuliano Leon e a turma de instrutores do Mundo Makoto na BTT Lagoa.</p></div>
<p><strong>O projeto Mundo Makoto está em expansão no Rio de Janeiro, certo?</strong></p>
<p>Hoje essa minha metodologia se encontra em mais de dez academias no Rio de Janeiro. As principais são a BTT Lagoa, a Alliance Rio, Via Salus e Top Defende. Dou aula para o filho do mestre Murilo Bustamante desde pequeno, e depois da modernização da BTT Lagoa ele me deu essa incrível oportunidade de levar o Mundo Makoto para umas das mais lendárias academias do planeta. O Alexandre &#8220;Gigi&#8221; Paiva é meu professor de Jiu-Jitsu e minha maior referência na luta de solo. Comecei a aprender com ele aos 14 anos e foi ele quem me deu a faixa-preta, em 2009. Tive a oportunidade de dar aula para os dois filhos dele também, e agora, com a nova gestão da Alliance Rio, fui chamado pelo Rodrigo Thiago para abrir o Mundo Makoto lá.</p>
<p><strong>Você lançou sua metodologia para o mundo agora, com seu curso no BJJ Fanactics. Quais os principais benefícios do seu curso on-line?</strong></p>
<p>As crianças aprendem muito melhor através de uma metodologia lúdica e objetiva. Nossa metodologia e progressão pedagógica são pensadas levando em consideração a especificidade das crianças e suas fases de aprendizagem. E tudo isso sem perder o foco e objetivo final daquilo que se quer ensinar e aprender. Essa combinação mantém as crianças motivadas, além de promover o desenvolvimento global do indivíduo – ou seja, físico, emocional e afetivo.</p>
<p><iframe title="Mundo Makoto/ Vídeo- Aula 1" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/3bVyvGfHlUA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Cite algo que poucos sabem sobre o ensino de artes marciais para crianças, por favor.</strong></p>
<p>Costumo dizer que a criança não é um “mini-adulto”. Ela gosta de ser corrigida e norteada, falando a língua dela, obviamente. Gosta de ter responsabilidade pela faixa que conquistou, de ser incentivada a comandar (principalmente as mais tímidas), de ajudar os mais novos, mas ela gosta de se superar. Muitas vezes, não sabem ou não conseguem verbalizar isso, mas, com as palavras e os incentivos certos, isso aflora numa boa. Está tudo lá dentro dela, esperando para aflorar e nada como esse conjunto de ferramentas completas chamadas artes marciais para que isso aconteça. Não tenho certeza se poucos sabem disso, mas é um aspecto essencial para as aulas dos pequenos.</p>
<p><strong>Você sempre foi próximo do faixa-preta de judô Breno Viola, o primeiro rapaz com síndrome de Down a conquistar a graduação. O que aprende com ele?</strong></p>
<p>Tudo era impossível até ele chegar lá e fazer. Breno escancarou portas que jamais voltaram a se fechar. Com seus 40 anos já deixou seu legado na Terra, né? Mas as verdadeiras lições do Brenão foram no dia a dia, nos treinos. No meio do treino do alto rendimento do Flamengo, ele se entregava como poucos no dojo. Na carona de volta, ele dormia e só acordava quando eu o deixava na esquina de casa e, principalmente, na resenha pré e pós-treino. Ele nunca quis dar qualquer lição, porém seus ensinamentos eram sutis e diários. Realmente um cara iluminado: chora, sorri e fica com raiva, tudo muito claro e autêntico. Talvez ele seja um dos poucos caras que conheço que ama tanto – ou mais do que eu – as artes marciais.</p>
<div id="attachment_234795" style="width: 770px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234795" class="size-full wp-image-234795" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia.jpg" alt="" width="760" height="499" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia.jpg 760w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia-300x197.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/09/Mundo-Makoto-turma-na-praia-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px" /><p id="caption-attachment-234795" class="wp-caption-text">Turma do Mundo Makoto em atividade ao ar livre, na praia do Leblon.</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-se-encantar-pela-luta-desde-crianca-com-jiuliano-leon/">A arte de se encantar pelas lutas desde criança, com Jiuliano Leon</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Kayla Harrison, a bicampeã olímpica que quer fazer história no MMA</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2022 19:10:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Eu não tenho medo de ninguém. Eu lutaria com o King Kong, realmente não ligo.&#8221; A bela tirada é da atual bicampeã do GP dos Leves da PFL, a americana Kayla Harrison (13v-0d), que estará em ação nesta sexta-feira. A bicampeã olímpica de judô (Londres-2012 e Rio-2016) fará a luta principal da PFL 6 2022,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-237565 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Harrison-judo-MMA-PFL.jpg" alt="" width="984" height="656" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Harrison-judo-MMA-PFL.jpg 984w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Harrison-judo-MMA-PFL-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Harrison-judo-MMA-PFL-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Harrison-judo-MMA-PFL-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px" /></p>
<p>“Eu não tenho medo de ninguém. Eu lutaria com o King Kong, realmente não ligo.&#8221;</p>
<p>A bela tirada é da atual bicampeã do GP dos Leves da PFL, a americana Kayla Harrison (13v-0d), que estará em ação nesta sexta-feira. A bicampeã olímpica de judô (Londres-2012 e Rio-2016) fará a luta principal da PFL 6 2022, contra Kaitlin Young (12v-12d-1e).</p>
<p>O evento também conta com a participação das brasileiras Larissa Pacheco e Vanessa Melo, ambas ex-lutadoras do UFC. Uma eventual vitória sobre Young garante Kayla na semifinal do torneio.</p>
<p>Prata da casa da organização, Kayla disputou todas as 13 lutas como profissional na PFL. Desde a estreia, em 2018, a judoca teve crescimento exponencial e hoje é apontada como uma das futuras estrelas do MMA feminino. Aos 31 anos, a atleta da American Top Team se mostra mais à vontade no cage a cada luta e tem mostrado uma transição irretocável do kimono para as luvinhas.</p>
<p>Kayla impõe seu jogo de quedas com naturalidade e abre o caminho das vitórias com muita pressão por cima e um ground and pound eficiente.</p>
<p>Ela totaliza cinco vitórias por finalização, cinco por nocaute e apenas três por decisão unânime. Os números evidenciam a letalidade da craque e a credenciam como franca favorita ao título da temporada.</p>
<p>Em seu último compromisso, em maio, Harrison dominou a russa Marina Mokhnatkina e venceu na decisão dos jurados. Com três pontos, a faixa-preta é a segunda na classificação do peso leve, atrás apenas de Larissa Pacheco, que garantiu seis pontos ao nocautear a cazaque Zamzagul Fayzallanova no primeiro round.</p>
<p>Por outro lado, Kaitlin Young, adversária de Kayla nesta noite, não vive grande momento na PFL. Contratada na temporada regular do ano passado, Young venceu apenas na estreia. De lá para cá, amargou duas derrotas – uma delas para a brasileira Mariana Morais.</p>
<p>Em entrevista à ESPN, Kayla afirmou que está pronta para qualquer desafio e que quer se testar com as melhores enquanto elas estão em alto nível.</p>
<p>&#8220;Quero enfrentar as melhores do planeta. Não sei se um dia vou lutar contra a Cris Cyborg ou a Amanda Nunes, mas quero tentar e enfrentar as tops enquanto elas ainda são as melhores”, disse Kayla.</p>
<p>O armlock é a grande especialidade de Kayla Harrison. Quatro das cinco vitórias por finalização da medalhista de ouro vieram por meio da chave de braço. No vídeo a seguir, confira o passo a passo de Kayla, contra Bobbi Jo Dalziel, e aprimore seus ataques no braço.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Kayla Harrison Flawlessly Locks In an Armbar vs Bobbi Jo Dalziel | Slick Submissions" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/wjnlRFXOPv0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/kayla-harrison-a-faixa-preta-bicampea-olimpica-que-quer-fazer-historia-no-mma/">Kayla Harrison, a bicampeã olímpica que quer fazer história no MMA</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O treino para você estourar qualquer pegada, com Paulo Peposo</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2022 16:40:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Exímio instrutor de defesa pessoal para policiais, o faixa-preta Paulo &#8220;Peposo&#8221; Curi também é um célebre colecionador de medalhas pela IBJJF. Peposo, fera brabíssima, sempre cultuou os detalhes ancestrais dos japoneses para conquistar seus títulos no moderno Jiu-Jitsu brasileiro. Esta semana, o professor nos passou alguns macetes para você estourar qualquer pegada, até daquele parceiro&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Exímio instrutor de defesa pessoal para policiais, o faixa-preta Paulo &#8220;Peposo&#8221; Curi também é um célebre colecionador de medalhas pela IBJJF.</p>
<p>Peposo, fera brabíssima, sempre cultuou os detalhes ancestrais dos japoneses para conquistar seus títulos no moderno Jiu-Jitsu brasileiro. </p>
<p>Esta semana, o professor nos passou alguns macetes para você estourar qualquer pegada, até daquele parceiro de treinos com as mãos mais fortes que a do Hulk.</p>
<p>Confira a manobra tripla, e bons treinos.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Aula para estourar pegadas no judô e Jiu-Jitsu, com prof. Paulo Peposo" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/tiqfNWI1rQ4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-treino-para-voce-estourar-qualquer-pegada-com-o-professor-de-judo-e-jiu-jitsu-paulo-peposo/">O treino para você estourar qualquer pegada, com Paulo Peposo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A saideira de Léo Leite e os planos do campeão para o futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 21:18:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Por Gabriel Almada e Marcelo Dunlop ] A luta se encaminhava para o final, e a torcida de Leonardo Leite, de início barulhenta ali nas cadeiras perto da grade do evento LFA, agora estava quase calada, tensa, incluindo o amigo Edmundo, velho ídolo do futebol. Foi quando o respeitado árbitro Osiris Maia, faixa-preta das&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237040" style="width: 1010px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237040" class="size-full wp-image-237040" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-foto-Ilan-LFA.jpg" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-foto-Ilan-LFA.jpg 1000w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-foto-Ilan-LFA-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-foto-Ilan-LFA-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-foto-Ilan-LFA-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><p id="caption-attachment-237040" class="wp-caption-text">Léo Leite tem as mãos erguidas pelo árbitro Osiris Maia e pelo pai, Nadinho, no LFA 132, no Rio de Janeiro. Fotos: Ilan Pellenberg/Divulgação</p></div>
<p>[ Por Gabriel Almada e Marcelo Dunlop ]</p>
<p>A luta se encaminhava para o final, e a torcida de Leonardo Leite, de início barulhenta ali nas cadeiras perto da grade do evento LFA, agora estava quase calada, tensa, incluindo o amigo Edmundo, velho ídolo do futebol. Foi quando o respeitado árbitro Osiris Maia, faixa-preta das antigas, pediu um instante aos lutadores e se agachou.</p>
<p>Voltou-se na direção da pedreira Patrick “Alemão” Quadros , 29 anos, com algo nas mãos: era o protetor bucal do atleta gaúcho, que caíra após um tremendo soco de Léo. A torcida sentiu o bom clima e urrou. Léo Leite, que sentira que perdera o primeiro assalto, quase todo realizado em pé, com trocas de socos e raros chutes, inflou-se de confiança. Não perderia mais.</p>
<p>Foi assim que, aos 44 anos, o exímio judoca e bicampeão mundial de Jiu-Jitsu na faixa-preta (1999/2000) encerrou de maneira bonita uma carreira longa, de mais de 20 anos em alto nível, coisa rara no mundo do esporte.</p>
<p>O retorno de <a href="https://www.instagram.com/leoleiterj/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">Léo Leite</a> ao cage, no LFA 132 deu-se após quase quatro anos afastado em virtude de sérios problemas de saúde, e terminou sendo especial, diante da fervorosa plateia que agitou a arena do Qualistage, na sexta-feira 13 de maio, no Rio de Janeiro. A vitória foi anunciada por decisão unânime dos jurados, resultando logo num longo abraço do vencedor com seu pai, o médico e ex-competidor Aguinaldo Leite.</p>
<p>Léo e Patrick protagonizaram uma luta eletrizante em que seus limites foram testados. Quinze minutos de uma guerra respeitosa que terminou com a vitória do faixa-preta quarentão. Patrick também acertou golpes muito duros que colocaram à prova a resistência de Léo. Apesar do ímpeto do “Alemão”, a força de vontade que o experiente lutador teve de triunfar diante dos amigos e familiares presentes na arena foi superior. O ex-duplo campeão do Legacy comentou com o GRACIEMAG.com parte de seu plano tático para derrotar o oponente.</p>
<p>“Houve a mudança de oponente em cima da hora mas mantive a estratégia original: eu queria trocar, botar para baixo e finalizar”, recordou Leite. “Mas acabou que senti ele bem escorregadio no primeiro round, ao tentar grudar nele, então optei por não forçar a queda e não me desgastar. Ele estava bem forte no começo, mas depois cansou e ficou com os braços mais lentos. Eu ainda estava com o gás bom e com os braços rápidos. Eu queria usar bem o jab para incomodar o adversário e tentar derrubar no final. E foi o que fiz no segundo e no terceiro round. O Patrick acertou um direto bem duro no início, mas consegui absorver bem no restante da luta”, concluiu o professor carioca, que se aposentou com com cartel de 11v-2d.</p>
<div id="attachment_237042" style="width: 649px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237042" class="size-full wp-image-237042" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-e-Naldinho-foto-Ilan-LFA.jpg" alt="" width="639" height="958" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-e-Naldinho-foto-Ilan-LFA.jpg 639w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-e-Naldinho-foto-Ilan-LFA-200x300.jpg 200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Leo-Leite-e-Naldinho-foto-Ilan-LFA-100x150.jpg 100w" sizes="auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px" /><p id="caption-attachment-237042" class="wp-caption-text">Abraço no paizão, após 15 minutos de muita trocação e duas boas quedas.</p></div>
<p>Léo deixou as luvas no octógono, mas ressaltou o significado da despedida depois de todos os obstáculos que enfrentou nos últimos tempos.</p>
<p>“O convite do LFA foi especial, porque foi o evento que me fez lutar profissionalmente pela primeira vez no exterior. E onde ganhei dois cinturões simultâneos em duas categorias diferentes”, lembrou ele, que treinou na Brazilian Top Team e na Nobre Arte. “E poder voltar a lutar no Rio de Janeiro, que é a minha cidade, depois de quatro anos parado, foi especial demais para mim. Eu tive problemas de saúde, uma tuberculose, e quase morri. Na verdade não sabia se ia conseguir me preparar à altura dessa luta. Não tinha a menor noção se teria condição física de voltar a lutar, mas tentei, e deu tudo certo. Lutei bem, meu gás foi bom até o final e consegui encerrar de maneira legal a minha carreira no MMA&#8221;, comentou ele, que entrou para lutar sob um pagode animado, &#8220;Chega de manias&#8221;, do grupo Raça Negra.</p>
<p>Leite agora não quer saber de parar de treinar. A meta, hoje, é a medalhinha que falta:</p>
<p>“Sou movido a desafios. Quando eu era do judô, gostava de lutar todos os campeonatos. Cheguei a fazer 20 lutas num fim de semana”, lembra a fera. “Eu me diverti muito nesse último camp para o MMA, ia e voltava feliz para a academia. Ainda tenho esse fogo dentro de mim, mas o corpo não aguenta mais treinar nessa intensidade. Agora vou competir no Jiu-Jitsu, seja em lutas casadas ou no Mundial Master, que nunca disputei. Bem, e quero ainda fazer uma luta de boxe!”, surpreendeu.</p>
<p>E você, fiel leitor, também busca se motivar para seus desafios? Inspire-se na garra do jovem veterano Léo Leite. Oss…</p>
<div id="attachment_237044" style="width: 1010px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237044" class="size-full wp-image-237044" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Italo-Gomes-LFA-Foto-Ilan.jpg" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Italo-Gomes-LFA-Foto-Ilan.jpg 1000w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Italo-Gomes-LFA-Foto-Ilan-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Italo-Gomes-LFA-Foto-Ilan-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Italo-Gomes-LFA-Foto-Ilan-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><p id="caption-attachment-237044" class="wp-caption-text">O carrapato Ítalo Gomes foi o grande vencedor da luta principal da noite, ao vencer Melk Costa na divisão até 70kg. Fotos: Ilan Pellenberg/Divulgação</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-saideira-de-leo-leite-e-os-planos-para-o-futuro-do-campeao/">A saideira de Léo Leite e os planos do campeão para o futuro</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Léo Leite e o seu elixir da longevidade</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2022 20:42:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se o grande guerreiro é medido pelos seus adversários, Leonardo Leite, 44 anos, não pode se queixar. O lutador formado por Alexandre “Gigi” Paiva enfrentou de José Mario Sperry a Rodolfo Vieira, passando por Roger Gracie, Marcus Buchecha, Fabricio Werdum e Fernando Margarida, entre diversos outros galácticos do esporte. Mas qual é a receita de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-237018" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/LC3A9o-Leite-Legacy-1.jpg" alt="" width="720" height="480" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/LC3A9o-Leite-Legacy-1.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/LC3A9o-Leite-Legacy-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/LC3A9o-Leite-Legacy-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></p>
<p>Se o grande guerreiro é medido pelos seus adversários, Leonardo Leite, 44 anos, não pode se queixar. O lutador formado por Alexandre “Gigi” Paiva enfrentou de José Mario Sperry a Rodolfo Vieira, passando por Roger Gracie, Marcus Buchecha, Fabricio Werdum e Fernando Margarida, entre diversos outros galácticos do esporte.</p>
<p>Mas qual é a receita de um atleta que se torna campeão mundial duas semanas depois de ganhar a faixa-preta, como ele fez em 1999, e que depois de 23 anos, ainda não perdeu a gana?</p>
<p>Não há nenhum segredo revolucionário ou novidade que você não tenha lido nos artigos de GRACIEMAG: a fórmula é muita vontade de superar a si mesmo, e um amor pela luta que ignora qualquer limitação, como idade, contusões e outros percalços.</p>
<p>É este incansável Leonardo Leite, o mesmo que era aluninho do professor Omar desde os 6 anos no judô, que vai se aposentar do MMA profissional esta noite, no LFA 132, no Rio de Janeiro. O evento será realizado na casa de concertos Qualistage, na Barra da Tijuca, e terá como luta principal o confronto entre os pesos leves Melk Costa e Ítalo Gomes. O Sportv transmite as primeiras lutas.</p>
<p>Apesar de ser a saideira, a luta de Léo Leite com o gaúcho Patrick Quadros deixou o campeão de Jiu-Jitsu e judô empolgado como nunca. É que, mesmo após competir em todos os tatames de alto nível do planeta, de Paris a Varsóvia, da Pirâmide de Long Beach à Louisiana, ele agora volta a lutar diante da família e dos amigos de infância.</p>
<p>“É mesmo minha última luta profissional, chega”, disse Léo (10v, 2d) após a pesagem. “Tem quatro anos que não luto. Queria ter lutado mais em 2019 e 2020, tinha lutas marcadas no período mas tive dois problemas muito sérios de saúde. A verdade é que quase morri, e voltei firme e forte. Em 2019 tive uma tuberculose e, quando me curei, após um longo tratamento, nove meses de antibiótico, eu voltei a treinar e tive uma lesão na perna que me deixou hospitalizado um tempo”.</p>
<p>Sobre a aposentadoria total, Léo deixa claro que só vai pendurar as luvinhas no circuito profissional, jamais o kimono.</p>
<p>&#8220;Eu ainda tenho esse fogo dentro de mim. Gosto de chegar em casa cansado, cheio de dor. Eu rezo para o domingo acabar logo para chegar segunda e voltar a treinar, ainda mais com luta marcada&#8221;, revela o atleta, que sonha com a medalha de ouro no Mundial de Master, no Brasileiro ou, quem sabe, até mais uma aparição em Mundiais, onde detém um número impressionante de pódios, além das duas medalhas de ouro, em 1999 e 2000. Quem sabe, quase 25 anos depois de sua primeira glória, ele não faz sua verdadeira despedida por lá?</p>
<p>Com tanto amor pelo Jiu-Jitsu e pelos conferes, a idade será apenas um detalhe.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/leo-leite-e-o-seu-elixir-da-longevidade/">Léo Leite e o seu elixir da longevidade</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Por que o Jiu-Jitsu é uma arte marcial única? Graças à guarda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 12:14:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Texto: Willian von Söhsten * ] Quando um não praticante pergunta qual é o grande diferencial do Jiu-Jitsu brasileiro em relação a demais artes marciais, minha resposta é sempre taxativa: a guarda. Existem no planeta diversas artes marciais que trabalham golpes de impacto, como socos e chutes. Há outras modalidades de luta agarrada que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_62382" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-62382" class="size-full wp-image-62382" title="Uma clássica raspagem no Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen/GRACIEMAG" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/05/raspagem-regis.jpg" alt="Uma clássica raspagem no Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen/GRACIEMAG" width="580" height="385" /><p id="caption-attachment-62382" class="wp-caption-text">Clássica raspagem balão no Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen/GRACIEMAG</p></div>
<p><em>[ Texto: Willian von Söhsten * ]</em></p>
<p>Quando um não praticante pergunta qual é o grande diferencial do Jiu-Jitsu brasileiro em relação a demais artes marciais, minha resposta é sempre taxativa: a guarda.</p>
<p>Existem no planeta diversas artes marciais que trabalham golpes de impacto, como socos e chutes. Há outras modalidades de luta agarrada que privilegiam a queda e a imobilização do oponente. Mas não há nenhuma como o Jiu-Jitsu, que trabalhe com tanta propriedade uma das posições mais difíceis numa situação de luta, que é a de cair por baixo.</p>
<p>Escutei certa vez alguém dizer que ser guardeiro é um atraso, pois o praticante trabalha contra a física e a gravidade. São pessoas que batem no peito, orgulhosos, para dizer que seus alunos são passadores natos. Para os que ainda têm essa mentalidade, perdão, mas talvez seja melhor mudar de esporte. Tentar a luta greco-romana, o judô ou o sambô, quem sabe.</p>
<p>Todos os célebres passadores da história do Jiu-Jitsu são também exímios guardeiros, vide Xande Ribeiro e <a href="https://www.instagram.com/rogergracie/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Roger Gracie</a>, apenas para citar dois condecorados campeões mundiais absolutos do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A produção de outros fenômenos passadores de guarda, como por exemplo Rodolfo Vieira, só é possível porque a evolução da guarda ocorre a passos largos. Quanto mais técnicas são desenvolvidas por baixo, mais se tem a necessidade de treinar exaustivamente para vencer as barreiras de pernas do adversário. Por isso, e só por isso, nossos passadores são melhores do que os de outras modalidades – pois têm diariamente um imenso e habilidosíssimo material humano trabalhando com guarda nas academias.</p>
<p>É a guarda, no fim das contas, que permite ao atleta menor e mais fraco a oportunidade de vencer um oponente fisicamente superior. Poucos, por exemplo, imaginariam que o peso pesado francês Teddy Riner e o brasileiro Tiago Camilo poderiam fazer luta dura no judô. Ou que o massa bruta Daniel Cormier tivesse problemas para quedar Demetrious Johnson, lenda do peso-mosca do UFC. Nesses esportes a superioridade de peso, tamanho e força faz total diferença.</p>
<p>Mas no Jiu-Jitsu já presenciamos Paulo Miyao, ainda faixa-marrom, com seus 65kg, ser campeão mundial absoluto. E quem não se lembra da luta entre Rafael Mendes e Rodolfo Vieira, na final sem kimono em Abu Dhabi, que terminou com o empate entre o peso-pena e o peso pesado?</p>
<p>Tudo isso é possível porque, lá no passado, Carlos, Helio Gracie &amp; cia tiveram a grande visão de trabalhar com afinco posições desconfortáveis no chão, e promover o estudo da guarda. Por isso, creio que um lutador de Jiu-Jitsu que só sabe fazer guarda é um atleta incompleto – mas ainda assim é um lutador de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Por outro lado, aquele que se diz apenas passador, e não domina técnicas de guarda, não pratica de fato a arte suave revolucionária lapidada no Brasil.</p>
<p>Carlos Gracie Junior tem uma célebre frase, na qual diz: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu”. Concordo cegamente. A família Gracie começou a trabalhar a guarda como se fosse uma muralha, capaz de suportar os mais criativos ataques inimigos. Com o tempo, a muralha ganhou novos muros e canhões e hoje, além de afastar, também é capaz de aniquilar seu oponente.</p>
<p>Lembre-se, então, amigo leitor. Para ser um grande passador, você também precisa treinar muito de costas para o chão. E então, qual é a sua posição de guarda favorita?</p>
<p><em>* Artigo escrito originalmente em 2015, nas páginas de <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">GRACIEMAG.</a> Willian von Söhsten é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica. É faixa-preta de Cícero Costha e professor de Jiu-Jitsu em Ribeirão Preto, SP.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/por-que-o-jiu-jitsu-e-uma-arte-marcial-unica-gracas-a-guarda/">Por que o Jiu-Jitsu é uma arte marcial única? Graças à guarda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vídeo: Cate a perna e derrube sem esforço, com Duzão Lopes</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2022 13:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu e judô, Duzão Lopes uniu os anos de estrada no judô aos seus treinos de Jiu-Jitsu, tornando seu jogo completo e calcado em muita pressão por cima. Neste vídeo, Duzão ensina uma queda para iniciante útil para o Jiu-Jitsu e a defesa pessoal. Veja como o campeão cata a perna do adversário,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_226147" style="width: 1090px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-24-at-08.00.39.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-226147" class="size-full wp-image-226147" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-24-at-08.00.39.jpeg" alt="" width="1080" height="717" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-24-at-08.00.39.jpeg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-24-at-08.00.39-300x199.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-24-at-08.00.39-1024x680.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-24-at-08.00.39-768x510.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/06/WhatsApp-Image-2020-06-24-at-08.00.39-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></a><p id="caption-attachment-226147" class="wp-caption-text">Duzão Lopes em disputa em pé no Jiu-Jitsu. Foto: Carlos Arthur Jr</p></div>
<p>Faixa-preta de Jiu-Jitsu e judô, Duzão Lopes uniu os anos de estrada no judô aos seus treinos de Jiu-Jitsu, tornando seu jogo completo e calcado em muita pressão por cima.</p>
<p>Neste vídeo, Duzão ensina uma queda para iniciante útil para o Jiu-Jitsu e a defesa pessoal. Veja como o campeão cata a perna do adversário, finta o kouchi-gari e derruba sem esforço. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Quedas para inciantes #06 - Transição Kouchi-gari para Ouchi-gari" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/ubyB2n3cLdw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-cate-a-perna-e-derrube-na-tecnica-com-duzao-lopes/">Vídeo: Cate a perna e derrube sem esforço, com Duzão Lopes</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Nas internas: Amaury Bitetti e o enterro da iguana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Sep 2021 11:02:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Amaury Bitetti é um campeão raro, daqueles capazes de amassar os companheiros no treino e depois quase sufocá-los de tanto rir depois, com suas histórias. Primeiro campeão mundial absoluto de Jiu-Jitsu, no inaugural Mundial da IBJJF em 1996, no Rio de Janeiro, Amaury ganhou fama internacional ao lutar o UFC 9 e o UFC 26.&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/amaury-bitetti-astro-do-jiu-jitsu-e-ex-ufc-e-o-enterro-da-iguana/">Nas internas: Amaury Bitetti e o enterro da iguana</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_201301" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-201301" class="size-full wp-image-201301" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/04/IMG_6972.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/04/IMG_6972.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/04/IMG_6972-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/04/IMG_6972-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/04/IMG_6972-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/04/IMG_6972-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-201301" class="wp-caption-text">Bitetti em sua luta mais recente de Jiu-Jitsu, contra Roberto Traven em Abu Dhabi. Foto: Ivan Trindade/Gentle Art Media.</p></div>
<p>Amaury Bitetti é um campeão raro, daqueles capazes de amassar os companheiros no treino e depois quase sufocá-los de tanto rir depois, com suas histórias.</p>
<p>Primeiro campeão mundial absoluto de Jiu-Jitsu, no inaugural Mundial da IBJJF em 1996, no Rio de Janeiro, Amaury ganhou fama internacional ao lutar o UFC 9 e o UFC 26. Mas foi mesmo em terras cariocas que passou uma de suas mais curiosas aventuras.</p>
<p>A história, passada na praia de Ipanema, foi publicada originalmente na seção Nas Internas, nas páginas de nossa edição #53, em 2001. É o lutador quem conta:</p>
<p>&#8220;Eu estava com um amigo meu, correndo no calçadão da praia, quando veio chegando um outro parceiro que não via há um tempo, usando uma camisa verde escura que parecia ter uma estampa maneira desenhada&#8221;, relembra Bitetti. &#8220;Fui cumprimentá-lo um pouco empolgado, e dei aquele tapa amistoso nas costas para saudá-lo. De repente, percebo que ele está olhando para mim com uma cara meio esquisita, assustado&#8230;&#8221;</p>
<p>Pois quem ficaria assustado a seguir seria o faixa-preta da equipe Carlson Gracie:</p>
<p>&#8220;Eis que meu camarada então puxa do pescoço uma iguana, que eu tinha achado que era apenas uma estampa da camisa&#8221;, prossegue Amaury. &#8220;Sabe aqueles desenhos animados, em que o bicho apaga e fica com um pequeno xis no lugar do olho? Ficou assim, igualzinho&#8221;.</p>
<p>Mas Bitetti não é de desistir, e tratou de tentar salvar o paciente:</p>
<p>&#8220;Eu fiquei sem ação, e a bicha ali durinha. Tentei ainda reanimar o animal, fazendo umas massagens, mas não tinha jeito, o tapa tinha matado a iguana. Sem saber o que dizer, sugeri por fim: &#8216;Vamos ali na areia fazer um enterro simbólico para ela?'&#8221;</p>
<p>Uma ideia que não foi acatada pelo amigo, claro:</p>
<p>&#8220;O cara me respondeu então desesperado: &#8216;Que enterro que nada! O que vou falar para a minha namorada? Ela me deu o bicho hoje de manhã!&#8217; Ele não estava entendendo nada. Só me restou sair de fininho, não tinha mais o que fazer. Puxa vida, mais um carma para eu pagar!&#8221;</p>
<p>E você, leitor, já passou por situação parecida?</p>
<p><em><strong>**** Fique por dentro dos mais curiosos e divertidos bastidores do Jiu-Jitsu, leia GRACIEMAG, agora em versão digital. <a href="http://www.graciemagshop.com.br" target="_blank" rel="noopener">Clique aqui e saiba mais.</a></strong></em></p>
<div id="attachment_203426" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-203426" class="size-full wp-image-203426" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg" alt="Assine GRACIEMAG já, no seu celular!" width="800" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-768x411.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-203426" class="wp-caption-text">Chegou a revista digital GRACIEMAG, leia no seu celular!</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/amaury-bitetti-astro-do-jiu-jitsu-e-ex-ufc-e-o-enterro-da-iguana/">Nas internas: Amaury Bitetti e o enterro da iguana</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Após Covid, Tenório vai à guerra em Tóquio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2021 13:57:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dono de quatro medalhas de ouro paralímpicas, Antônio Tenório desembarcou há alguns dias em Tóquio em busca de mais uma façanha. O judoca de 50 anos, primeiro campeão paralímpico do brasil no judô, luta no próximo dia 28 de agosto, a partir de 22h30 de sábado, após ficar internado com um quadro tenso de Covid,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_234460" style="width: 1051px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234460" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Antonio-Tenorio-no-japao-em-2018-Foto-Divulgacao.jpg" alt="" width="1041" height="561" class="size-full wp-image-234460" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Antonio-Tenorio-no-japao-em-2018-Foto-Divulgacao.jpg 1041w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Antonio-Tenorio-no-japao-em-2018-Foto-Divulgacao-300x162.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Antonio-Tenorio-no-japao-em-2018-Foto-Divulgacao-1024x552.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Antonio-Tenorio-no-japao-em-2018-Foto-Divulgacao-768x414.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Antonio-Tenorio-no-japao-em-2018-Foto-Divulgacao-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1041px) 100vw, 1041px" /><p id="caption-attachment-234460" class="wp-caption-text">Antônio Tenório durante treino no Japão, em 2018. Foto: Divulgação</p></div><br />
Dono de quatro medalhas de ouro paralímpicas, Antônio Tenório desembarcou há alguns dias em Tóquio em busca de mais uma façanha. </p>
<p>O judoca de 50 anos, primeiro campeão paralímpico do brasil no judô, luta no próximo dia 28 de agosto, a partir de 22h30 de sábado, após ficar internado com um quadro tenso de Covid, no mês de abril. </p>
<p>O judoca paulista, contudo, está leve. A fera de cem quilos recentemente ganhou um filme sobre seus treinamentos, que envolveram uma excursão com o time brasileiro até Hirosaki, a cidade natal de Mitsuyo Maeda, o Conde Koma. Foi lá que nossos atletas fizeram treinos valiosos com a seleção paralímpica japonesa, e até mesmo com judocas locais que enxergam. </p>
<p>Uma experiência única, que o cineasta Eduardo Hunter, amigo do judoca, registrou com rara sensibilidade. “Acho que o mais impressionante na carreira de <a href="https://www.instagram.com/tenoriojudoca/?hl=pt" rel="noopener" target="_blank">Tenório</a> é o amor que ele nutre pela luta”, reflete Hunter, produtor e diretor de “Tenório e os sonhos de judô”. “A cada pegada, a cada passo no tatame, ele mostra um poder de percepção, de compreensão do timing e do equilíbrio, inacreditáveis. Mas ele só chegou a esse nível, de seguir brigando por medalhas aos 50 anos, com uma paixão absoluta pelos treinos, por vestir o kimono e se desafiar. Tudo isso vivendo um dia de cada vez, caindo e levantando a cada queda”.</p>
<p>O novo filme da Hunter Filmes já está na <a href="https://globoplay.globo.com/tenorio-e-os-sonhos-de-judo/t/gTyNNcbKjJ/" rel="noopener" target="_blank">Globoplay</a> e em outras plataformas. O primeiro filme sobre Tenório também está lá, &#8220;B1 – Tenório em Pequim&#8221;, sobre a conquista do ouro pelo judoca nas Olimpíadas na China, em 2008.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/apos-covid-judoca-antonio-tenorio-vai-a-guerra-nos-jogos-de-toquio-2020/">Após Covid, Tenório vai à guerra em Tóquio</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>10 quedas olímpicas para inspirar seu jogo em pé no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2021 01:05:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com uma infinidade de opções no solo, jamais esqueça que a luta de Jiu-Jitsu começa em pé. Portanto, o praticante não pode ignorar tal fundamento, que deve ser estudado com o mesmo afinco. Recordamos, a seguir, um cardápio das mais eficientes quedas dos últimos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro em 2016. Bom estudo!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_161152" style="width: 604px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Charles2BChibana2BGeorge2BZantaraia2BIJF2BJudo2BGZ4iIwPFZgkl-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-161152" class="size-full wp-image-161152" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Charles2BChibana2BGeorge2BZantaraia2BIJF2BJudo2BGZ4iIwPFZgkl-1.jpg" alt="" width="594" height="430" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Charles2BChibana2BGeorge2BZantaraia2BIJF2BJudo2BGZ4iIwPFZgkl-1.jpg 594w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Charles2BChibana2BGeorge2BZantaraia2BIJF2BJudo2BGZ4iIwPFZgkl-1-300x217.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Charles2BChibana2BGeorge2BZantaraia2BIJF2BJudo2BGZ4iIwPFZgkl-1-150x109.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px" /></a><p id="caption-attachment-161152" class="wp-caption-text">Aprimore suas quedas e tenha vantagem no Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação.</p></div>
<p>Mesmo com uma infinidade de opções no solo, jamais esqueça que a luta de Jiu-Jitsu começa em pé. Portanto, o praticante não pode ignorar tal fundamento, que deve ser estudado com o mesmo afinco.</p>
<p>Recordamos, a seguir, um cardápio das mais eficientes quedas dos últimos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro em 2016. Bom estudo!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="TOP 10 IPPON RIO 2016" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/hkJ85Vf6c3c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/20-quedas-de-judo-para-inspirar-seu-jogo-em-pe-no-jiu-jitsu/">10 quedas olímpicas para inspirar seu jogo em pé no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Tóquio-2020: Daniel Cargnin esbanja raça e leva bronze no judô</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2021 15:13:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No segundo dia de competição do judô em Tóquio, o gaúcho Daniel Cargnin, de 23 anos, ganhou a medalha de bronze na categoria meio-leve (66kg) nos Jogos Olímpicos, após derrubar o israelense Baruch Shmailov. Estreante em Olimpíadas, Daniel obteve um wazari e segurou o resultado com inteligência, na madrugada deste 25 de julho. Quando os&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233825" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233825" class="wp-image-233825 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/judo-Toquio-2020-Daniel.jpg" alt="Cargnin derruba o italiano Lombardo para garantir a vaga na semifinal dos Jogos. Foto: Gaspar Nóbrega/COB" width="640" height="426" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/judo-Toquio-2020-Daniel.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/judo-Toquio-2020-Daniel-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/judo-Toquio-2020-Daniel-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-233825" class="wp-caption-text">Daniel Cargnin derruba o italiano Lombardo para garantir a vaga na semifinal dos Jogos. Foto: Gaspar Nóbrega/COB</p></div>
<p>No segundo dia de competição do judô em Tóquio, o gaúcho Daniel Cargnin, de 23 anos, ganhou a medalha de bronze na categoria meio-leve (66kg) nos Jogos Olímpicos, após derrubar o israelense Baruch Shmailov.</p>
<p>Estreante em Olimpíadas, Daniel obteve um wazari e segurou o resultado com inteligência, na madrugada deste 25 de julho. Quando os tambores da histórica arena Nippon Budokan soaram, decretando a vitória sobre o israelense, o faixa-preta olhou para cima, emocionado.</p>
<p>&#8220;Lembro que em 2018 eu não aguentava mais treinar, estava exausto, e minha treinadora Yuko Fujii não me deixava descansar&#8221;, lembrou <a href="https://www.instagram.com/dadscargnin/?hl=pt" target="_blank" rel="noopener">Daniel,</a> em entrevista com a medalha no peito. &#8220;Eu chegava a chorar no vestiário, pensando: por que ela não desiste de mim? Eu mesmo já não aguentava, mas se ela insistia é porque via alguma coisa boa no meu futuro. Por isso hoje nos abraçamos e a emoção foi tão forte&#8221;.</p>
<p>Depois de pensar em desistir quando perdeu o Mundial por ter contraído o coronavírus, Daniel Cargnin esbanjou raça em Tóquio, e lutou com um olhar que parecia soltar fagulhas.</p>
<p>Nas preliminares, o elétrico faixa-preta venceu seus três adversários na chave meio-leve e só parou na semifinal diante do japonês Abe Hifume, que conseguiu o ippon a um minuto e meio do fim, para ir à final.</p>
<p>O gaúcho, que começou a lutar inspirado por João Derly, venceu na primeira luta o egípcio Mohamed Abdelmawgoud, número 14 do ranking, com um ippon no golden score.</p>
<p>Nas oitavas, encarou o medalhista mundial Denis Vieru, da Moldávia. Atento e agressivo, Daniel encaixou a técnica de projeção e marcou o wazari vencedor no tempo extra.</p>
<p>Nas quartas, o brasileiro encontrou um de seus maiores rivais, o italiano Manuel Lombardo, velho conhecido dos tempos de seleção júnior. Lombardo foi vice-campeão mundial um mês atrás, na Hungria, e chegou aos Jogos como o número um da categoria. O retrospecto dos dois, porém, era favorável a Daniel que tinha uma vitória em uma luta com o italiano, na final do Grand Slam de Brasília, em 2019.</p>
<p>Em Tóquio, novamente Cargnin levou a melhor. Não deu espaço para Lombardo lutar, acelerou a luta e projetou o adversário a dez segundos do fim para se garantir na semifinal.</p>
<p>O ouro ficou mesmo com o favorito e bicampeão mundial Abe Hifume, do Japão.</p>
<p>Sua irmã, Abe Uta, foi a campeã do meio-leve feminino (52kg). Ela, que como o irmão também tem dois títulos mundiais, foi a algoz da brasileira Larissa Pimenta nas oitavas em Tóquio, também nesta madrugada.</p>
<p>Antes disso, Larissa havia estreado bem, com uma vitória por wazari sobre Agata Perenc. Foi a primeira participação olímpica da brasileira também.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/toquio-2020-gaucho-daniel-cargnin-esbanja-raca-e-leva-bronze-no-judo/">Tóquio-2020: Daniel Cargnin esbanja raça e leva bronze no judô</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Cleiber Maia e seu caminho no Jiu-Jitsu até liderar a SJJSAF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 May 2021 20:50:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[trajetória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presidente da SJJSAF, nosso GMI Cleiber Maia percorreu um longo caminho no Jiu-Jitsu até chegar na posição que hoje ocupa. Iniciado na Maxi Forma, sob a tutela de Rilion Gracie, Cleiber encarou desafios e aprendeu com grandes nomes da época no esporte. Em papo com GRACIEMAG, a fera discorreu sobre sua trajetória na arte suave,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_217937" style="width: 1090px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-217937" class="size-full wp-image-217937" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01.jpeg" alt="" width="1080" height="718" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01.jpeg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-300x199.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-768x511.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-1024x681.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/08/WhatsApp-Image-2019-08-26-at-13.30.01-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p id="caption-attachment-217937" class="wp-caption-text">GMI Cleiber Maia conta sobre sua trajetória no Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Presidente da SJJSAF, nosso GMI Cleiber Maia percorreu um longo caminho no Jiu-Jitsu até chegar na posição que hoje ocupa. Iniciado na Maxi Forma, sob a tutela de Rilion Gracie, Cleiber encarou desafios e aprendeu com grandes nomes da época no esporte.</p>
<p>Em papo com GRACIEMAG, a fera discorreu sobre sua trajetória na arte suave, as lesões acumuladas no caminho e como todas as experiências contribuíram para o sucesso da federação presidida por ele. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como surgiu seu interesse no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>CLEIBER MAIA: Aos 14 anos de idade, eu tinha vontade de fazer alguma luta, então passei a visitar academias para ver se alguma despertava meu interesse. Gostei muito da academia do Rilion Gracie. Comecei a treinar lá em 1984.</p>
<p><strong>Ainda nas coloridas, tinha vontade de competir?</strong></p>
<p>Com 16 anos, já desse tamanho, conquistei a faixa-azul e comecei a pedir para competir. Embora a linha de treinos da academia não focasse em competições, eu competia mesmo assim, me inscrevia sem ninguém ficar sabendo. Chegava depois animado com a medalha na mão&#8230; (risos). Nos campeonatos maiores, nós lutávamos como Clube Gracie, que consistia da Gracie Humaitá, Gracie Barra e Rilion Gracie. Eu nunca fazia seletiva, era sempre posto para lutar no pesadíssimo e absoluto. No meu primeiro campeonato grande, ganhei a primeira luta, mas perdi a semifinal nos pontos para o Jucão, que por sua vez foi derrotado pelo Sérgio Bolão na final do evento.</p>
<p><strong>Algum confronto marcante nas coloridas?</strong></p>
<p>Na época da azul e da roxa, geralmente chegava às finais contra Amaury Bitetti e Ricardo Libório, lutei uma vez com Wallid Ismail e duas vezes contra o Luis Roberto Duarte, o Bebeo. Fiz um lutão na faixa-azul com Leonardo Castello Branco, mais um adversário que se tornou um amigo que admiro e respeito.</p>
<div id="attachment_232357" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232357" class="size-full wp-image-232357" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41.jpeg" alt="" width="720" height="580" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41-300x242.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.55.41-150x121.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232357" class="wp-caption-text">Cleiber na Maxi Forma, academia em que Rilion Gracie dava aulas. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Apesar de ser um praticante do Jiu-Jitsu, você não se limitava a uma só arte marcial. Como foi a sua passagem pelo judô?</strong></p>
<p>Desde 1988 lutava no universitário de judô pela PUC, no meio-pesado. O Roberto Traven lutava uma categoria abaixo e o Fabio Gurgel em outra ainda mais leve, mas ambos disputavam pela Gama Filho. Finalizávamos em todas as lutas. Quando ganhei a roxa no judô, ficou mais difícil porque comecei a enfrentar só faixas-pretas. Comecei a perder lutas, até empatei em um campeonato de equipe contra a Castello Branco. A equipe da PUC era composta por mim, Beto Leitão e alguns outros atletas bons, mas a equipe da Castello era todo o grupo do Flamengo daquela época. Ainda consegui empatar com o faixa-preta deles, mas o Beto acabou lutando contra o Frederico &#8220;Flexa&#8221;, que era bem mais pesado que ele, e só ia nas pernas, o que fez ele ser desclassificado porque fugiu da luta em pé. A gente acabou perdendo essa competição, mas foi uma época muito boa. Depois disso, o Beto começou a dar aula de luta livre na PUC e como eu sempre treinava sem kimono, ele me pediu ajuda nas aulas dele e comecei a chamar todo mundo para treinar sem kimono lá na PUC.</p>
<p><strong>Chegou a competir na luta livre?</strong><br />
Em 1989, fui campeão carioca absoluto na luta esportiva, no Clube Santa Luzia. Na época não tinha faixa, então eu realmente estava bem. O pessoal do Hugo Duarte e do Denilson Maia, que eram da luta livre, não entravam nesses campeonatos, por motivos que desconheço. Quem participava era o grupo do Jeferson (JOP), do Beto e da Budokan. Inclusive, nós tínhamos um bom relacionamento com o pessoal da Budokan e treinávamos lá aos sábados sem kimono. Nessa época eu treinava no [Romero] Jacaré também, então treinava Jiu-Jitsu e luta livre. Lembrando que em 1989, já tinha um clima ruim entre o Jiu-Jitsu e a luta livre, mas eu não ligava para isso.</p>
<p><strong>Como foi feita a sua transição da luta livre para a luta olímpica?</strong></p>
<p>Ainda em 1989, o Beto me chamou para treinar luta olímpica, ainda no Clube Santa Luzia. Eventualmente, o tatame de lá foi levado para uma academia de polícia de Niterói e nós passamos a treinar na academia do Carlson Gracie, que tinha um tatame de luta olímpica no andar de baixo. Treinávamos com o Carlson Gracie Junior, Marcelo Portinari e Laerte Barcelos. O Laerte, inclusive, já era faixa-preta, mas eu não sabia porque ele sempre foi discreto.</p>
<p><strong>Com essa equipe pesada de treinos, por que nunca vimos Cleiber Maia em uma competição olímpica?</strong></p>
<p>No mesmo ano em que comecei a treinar, contratei um preparador físico para tentar ir para os Jogos Olímpicos. Fui campeão brasileiro júnior de luta olímpica e vice-campeão sênior em Goiânia. Perdi o sênior, que hoje em dia seria categoria adulta, para um faixa-preta de São Paulo bem mais experiente. O problema é que esse cara não tinha intenção de fazer parte da equipe olímpica, então foi feita uma seletiva para ver quem faria parte desse time que iria disputar ao redor do mundo para se qualificar para os Jogos Olímpicos. Poucos dias antes dessa seletiva, tive uma contratura na cervical e pedi uma semana a mais para poder me recuperar, mas o presidente da federação negou o pedido e acabei ficando de fora. Depois disso, resolvi voltar meu foco para o Jiu-Jitsu.</p>
<div id="attachment_232359" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232359" class="size-full wp-image-232359" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08.jpeg" alt="" width="720" height="507" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08-300x211.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.58.08-150x106.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232359" class="wp-caption-text">Cleiber junto ao professor e amigo Aloísio Silva. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Eventualmente você passou a treinar e ensinar junto ao Aloísio Silva. O que motivou esta mudança?</strong></p>
<p>Conheci o Aloísio Silva quando ingressei na academia do Rilion, aos 14 anos. Ele era faixa-azul, tinha 30 anos e trabalhava como executivo. Ele tinha uma casa de veraneio em Petrópolis, perto de onde minha família tinha um sítio, então eu ia de mobilete para treinar na casa dele, que tinha um tatame. Como eu era meio gordinho, ele me indicou um nutricionista para emagrecer e ficar bem. Em competição, ele ia mais vezes do que o Rilion para me assistir lutando, então criou uma relação meio paterna. Mesmo depois de ingressar na academia do [Romero] Jacaré, essa amizade continuou e um ano depois ele resolveu deixar de ser executivo para virar professor de Jiu-Jitsu. Ele conseguiu entrar na academia Mazza, em Laranjeiras, e me chamou para dar aula com ele, sendo que eu ainda estava na faixa-marrom.</p>
<p><strong>Como foi essa transição?</strong></p>
<p>Conversei com o Romero Jacaré, meu professor na época, que sabia da minha amizade com o Aloísio. Expliquei que ele passaria a lecionar, que precisaria da minha ajuda, principalmente com as crianças por causa da minha experiência como monitor do Leão Teixeira na Barra Gracie em 1988 e o Jacaré compreendeu. Na Mazza, nós dividíamos o espaço com as equipes do Hugo Duarte e do Denilson Maia, mas foi um sucesso. Conseguimos muitos alunos, inclusive um casca-grossa da luta livre que treinava Jiu-Jitsu escondido para não ter problemas no esporte dele. Um dia, chegou o Denilson Maia de kimono e sentou na beira do tatame para assistir a aula infantil. Conversamos no fim da aula, ele me contou que era faixa-preta, então chamei para treinar comigo. Quando fiz o convite, a academia toda parou. Os gerentes da academia, as pessoas que estavam na musculação e na ginástica pararam tudo para assistir ao treino, como se fosse um desafio.</p>
<p><strong>E qual foi o desfecho do treino que interrompeu as operações na academia Mazza?</strong></p>
<p>Treino não se comenta, mas depois daquele dia, ele nunca mais voltou (risos). Não vou dizer o que aconteceu, mas ele nunca mais voltou para me desafiar. Eu estava muito bem naquela época, com ou sem kimono. Só direi que depois desse encontro, acabaram os burburinhos e as conversas fiadas entre os dois grupos na Mazza, resolvemos o problema no tatame.</p>
<div id="attachment_232363" style="width: 612px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232363" class="size-full wp-image-232363" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24.jpeg" alt="" width="602" height="507" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24.jpeg 602w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24-300x253.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.04.24-150x126.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 602px) 100vw, 602px" /><p id="caption-attachment-232363" class="wp-caption-text">Cleiber na pesagem para participar da Copa Nastra, em 1990. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Apesar da sua carreira no Jiu-Jitsu, você se viu afastado dos tatames por conta de uma lesão. Como se deu esse problema?</strong></p>
<p>Teve um campeonato em 1990, a Copa Nastra, que o pessoal da luta livre chegou para desafiar o pessoal de Jiu-Jitsu. Lutei no absoluto e na categoria, mas lutei primeiro no absoluto. Ganhei do Bebeo na semifinal e ia lutar com o Fernando Gurgel, que tinha vencido o Wallid, na final. No fim da luta com o Bebeo, não conseguia ficar em pé e descobri que tinha rompido o menisco. Estava com o corpo quente, então não sentia nada. Não pude lutar a final, fiquei seis meses sem poder treinar e, como fiz faculdade de administração de empresa, acabei me voltando para os empreendimentos da família. Nesse meio tempo, o Aloísio saiu de Laranjeiras, alugou um espaço em Copacabana e montou a Dojo. Eu até visitava a academia, afinal os alunos me admiravam, mas não acompanhei ele na época. Mesmo assim, até hoje o tenho como mestre.</p>
<div id="attachment_232355" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232355" class="size-full wp-image-232355" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50.jpeg" alt="" width="720" height="476" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50-300x198.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.09.50-150x99.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232355" class="wp-caption-text">Cleiber e sua turma na Dojo em 1999. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Em 1999, você conquistou a faixa-preta no Jiu-Jitsu. Como foi o processo de ser graduado oficialmente a professor?</strong></p>
<p>Não tinha intenção de dar aulas porque trabalhava como empresário, então fazia pouca diferença para mim. O Aloísio me falou que haveria um curso de formação de faixas-pretas e que ele queria me graduar logo, afinal já faziam quase nove anos que estava com a marrom. Fiz o curso, ele me deu a preta naquele mesmo ano, mas nessa época eu só frequentava academia de judô, puxando aula de chão. Recebia muita visita do pessoal do Jiu-Jitsu, então eles me viam há muitos anos com a preta porque era a graduação que eu tinha no judô.</p>
<p><strong>Já com a preta, como ficou a sua relação com o Jiu-Jitsu? Voltou a competir?</strong></p>
<p>O Aloísio foi para os Estados Unidos com a família e fiquei aqui no Brasil. Como não tinha mais a academia dele para visitar, resolvi entrar na academia do Royler, já que era perto da minha casa e era clube Gracie. Em 2004, teve um campeonato internacional da IBJJF que o Royler queria que eu participasse. Estava muito fora de forma, sobrepeso na verdade, mas treinava muito bem na academia. Pela minha experiência, jogava muito bem em pé e no chão, mesmo com problemas de peso, joelho e coluna. O Royler insistia dizendo que eu seria campeão mas eu achava que ia morrer no tatame, porque na época tinha morrido um jogador de futebol do São Caetano em campo e eu estava com a pressão alta e fora de forma. Para me convencer, o Royler disse que seria apenas uma luta e concordei. Quando cheguei no evento, tinha uma galera para encarar.</p>
<p><strong>Como foi o seu desempenho na competição?</strong></p>
<p>Ganhei a primeira luta e encarei um casca-grossa de Manaus na semifinal. O cara tentou me quedar com um tomoe nage mas acabou me dando um pisão na barriga, quase botei as tripas para fora (risos). Ele acabou ganhando e fiquei em terceiro lugar.</p>
<div id="attachment_232361" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232361" class="size-full wp-image-232361" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43.jpeg" alt="" width="720" height="510" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43-300x213.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.00.43-150x106.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232361" class="wp-caption-text">Cleiber alguns meses antes de fazer a cirurgia bariátrica. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Você encarou um quadro sério de obesidade durante sua trajetória. Como lidou com esse problema? </strong></p>
<p>Meu problema com peso chegou ao seu ápice em 2007, quando bati 145kg. Por conta do meu distúrbio alimentar, resolvi fazer uma cirurgia bariátrica e perdi 50Kg em seis meses. Depois de me recuperar, consegui ganhar massa muscular e voltei a ensinar Jiu-Jitsu no ano seguinte, pois meu objetivo era deixar um legado como educador e também no âmbito administrativo do esporte.</p>
<p><strong>Qual é a chave para ser um bom professor no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Quando comecei, ainda tinha saúde para treinar, então treinava muito e ainda dava aula, já que sempre gostei de desenvolvimento didático. Sempre convidava muita gente para treinar comigo e às vezes até visitava outras academias. Aprimorei muito a minha técnica dando aulas e passei a ter mais segurança no meu jogo nos campeonatos. Apesar de também ensinar o básico, sempre compartilhei as estratégias em que eu era especialista, desde a primeira pegada até a finalização. É por isso que sempre fui reconhecido como um bom professor, porque ensinava o que fazia no tatame.</p>
<p>Obviamente, é necessário entender e ensinar bem o básico, mas é preciso perceber a potencialidade de cada aluno para conduzi-lo nos 3 objetivos pedagógicos, o de participação (social), de rendimento (melhora da performance) e no terapêutico (melhora da qualidade de vida).</p>
<div id="attachment_232366" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232366" class="size-full wp-image-232366" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55.jpeg" alt="" width="720" height="472" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55-300x197.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.11.55-150x98.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232366" class="wp-caption-text">Cleiber junto a sua filha e uma de suas turmas infantis. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Como evitar que seu aluno se mantenha na zona de conforto e fique com o jogo batido no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>De tempos em tempos, quando percebia que o atleta ficava muito confortável na estratégia dele, eu desconstruía junto com ele. Inspirava ele a abrir mão do que ele era especialista para tentar algo novo e modificar o jogo, abrir a mente e ampliar a perspectiva competitiva. Esse mecanismo de construção e desconstrução é engrandecedor dentro e fora dos tatames. Sem ele perceber, ele passa a ter mais segurança e a ver as crises como um sinal de que ele precisa mudar o jogo. Como ele já mudou várias vezes durante o treino, não vai ser muito difícil porque ele está preparado para lidar com situações que geram a necessidade de investir em novas abordagens. É desconfortável, alguns alunos reclamam e reagem porque a mudança incomoda mas, como mestres, nossa função é fazer com que eles se acostumem com mudanças.</p>
<p><strong>Qual é o aspecto da vida de atleta que te influenciou na vida profissional?</strong></p>
<p>Nunca fui um atleta disciplinado, sempre fui um lutador, um cara que gostava de lutar. Por causa disso, carrego tantas lesões hoje em dia e tenho essa luta contra o meu peso. Isso é algo importante para ser observado em mim e em qualquer atleta, essa disciplina. Isso depois você transmite para outras partes da sua vida. Sou um profissional disciplinado, mas se fosse um atleta mais disciplinado, talvez hoje seria um profissional ainda melhor.</p>
<div id="attachment_232368" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232368" class="size-full wp-image-232368" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53.jpeg" alt="" width="720" height="711" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53-300x296.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-12.14.53-150x148.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232368" class="wp-caption-text">Turma adulta de Cleiber Maia. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual foi seu primeiro contato com a SJJIF?</strong></p>
<p>Soube que o João Silva, filho do Aloísio, tinha fundado uma federação nos Estados Unidos em 2005. Em 2013, ele me convidou para fundar a Federação Internacional juntamente com as federações da América do Norte, Ásia, Europa e a da América do Sul, a qual eu seria o presidente. Eu havia me preparado para esse trabalho a vida toda, mas queria ver como funcionaria, porque já existiam outras por aqui, então precisaria ter um diferencial. Quando ele me questionou sobre esse diferencial, eu disse que é preciso investir no Jiu-Jitsu para pessoas com deficiência e no atendimento a projetos sociais, que é uma realidade no Brasil.</p>
<p><strong>E quais foram as suas impressões?</strong></p>
<p>Fui aos Estados Unidos para entender o sistema utilizado e como eram aplicadas as regras. Fiquei encantado com a seriedade, organização e profissionalismo do João. Queria trazer esse modelo para cá e chamei o Raphael Abi-Rihan para fazer a gestão dos nossos campeonatos, tendo em vista que ele possuía experiência nessa área. Fizemos nosso primeiro campeonato no CEFAN e foi um sucesso. Investimos forte na comunicação visual, o ginásio tinha ar condicionado, tatame olímpico, foi muito bom. O próprio João veio dos Estados Unidos para fazer a verificação técnica e nos ajudar a utilizar o sistema americano. Assim começou a SJJSAF e hoje são 50 federações em todos os seis continentes. Nós sempre fomos uma boa referência em inclusão no Jiu-Jitsu e no tratamento de forma igualitária de todos os atletas, independente de diferenças sociais, financeiras ou até mesmo de idade. Nós sempre tivemos foco na nossa política de atendimento.</p>
<p><strong>Você mencionou que se sentia muito preparado para um cargo administrativo no Jiu-Jitsu. Qual foi a base dessa confiança?</strong></p>
<p>Quando falei que me preparei a vida toda para trabalhar administrativamente com o Jiu-Jitsu, é porque passei por todas as etapas possíveis. Fui aluno, atleta, monitor, instrutor auxiliar, professor, trabalhei em projeto social, dei aula e adaptei a minha didática para pessoas com deficiência. Fiz faculdade em administração de empresas e MBA em administração esportiva na Fundação Getúlio Vargas. Tem muita coisa para ser feita, não basta ser lutador a vida toda ou fazer Jiu-Jitsu só como passatempo. O Jiu-Jitsu te oferece muitas oportunidades de conhecer gente, aprender coisas, evoluir como ser humano e amadurecer.</p>
<div id="attachment_232370" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232370" class="size-full wp-image-232370" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1.jpeg" alt="" width="720" height="718" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1.jpeg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1-300x300.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/05/WhatsApp-Image-2021-05-12-at-11.15.32-1-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232370" class="wp-caption-text">à frente da SJJSAF, Cleiber incentiva a inclusão no Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/cleiber-maia-e-seu-caminho-no-jiu-jitsu-ate-liderar-a-sjjsaf/">Cleiber Maia e seu caminho no Jiu-Jitsu até liderar a SJJSAF</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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