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	<title>História | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>História | Graciemag</title>
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	<item>
		<title>Nas internas: a lenda do casca-grossa Zé Beto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 15:48:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Curte as histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu? Essa também vem do nosso baú. Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos. Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_149847" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-149847" class="size-full wp-image-149847" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg" alt="Quem será o misterioso atleta do quebra-cabeças? Foto: Divulgação" width="591" height="826" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1.jpg 591w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-215x300.jpg 215w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Quebra-cabeC3A7as-3-1-107x150.jpg 107w" sizes="(max-width: 591px) 100vw, 591px" /><p id="caption-attachment-149847" class="wp-caption-text">O lendário Zé Beto assombrou muitas gerações de competidores&#8230; Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Curte as <a href="https://www.amazon.com.br/Jiu-Jitsu-nas-internas-hist%C3%B3rias-bastidores-ebook/dp/B09X25RDG9" target="_blank" rel="noopener">histórias das internas do mundo do Jiu-Jitsu?</a></p>
<p>Essa também vem do nosso baú.</p>
<p>Na vida dos competidores, é comum a expectativa para ver as chaves dos campeonatos.</p>
<p>Imagine que você vai competir e a semana do evento se aproxima. Como você reagiria ao notar no seu lado das chaves um poderoso competidor de Jiu-Jitsu, capaz de amassar qualquer um com um jogo completo e justo?</p>
<p>Convocamos Marcio Feitosa, tricampeão mundial pela IBJJF e tarimbado professor da Gracie Barra, para relembrar uma história clássica, que envolve um famigerado lutador chamado Zé Beto.</p>
<p>Conta aí, Feitosa:</p>
<p>“Zé Beto já fez muita gente trocar de categoria, fazer e desfazer dieta, tirar nome de campeonato, ou simplesmente não aparecer para lutar. Espalhou terror e pânico por várias e várias gerações de competidores”, conta o faixa-preta.</p>
<p>“Sua origem é um pouco incerta, ninguém conhece direito de onde Zé Beto surgiu. Lembro de ter ouvido falar dele a primeira vez há muitas décadas, em rodas de conversa com o mestre Carlos Gracie Jr. Para dar uma ideia de como Zé Beto era respeitado, vou contar uma história de um amigo nosso, cujo nome vou manter em sigilo para preservá-lo. Ele morava comigo em Lake Forest, na Califórnia, na época em que dividíamos um apartamento com Marco Joca ‘Piu-Piu’, Marcio Pé de Pano, André Fernandes da IBJJF, Kayron e mestre Carlinhos. Era época do Pan-Americano, e essa figura, então de faixa-roxa, estava altamente preparado para o campeonato.</p>
<p>“No auge da preparação dele, um dos companheiros então propôs: ‘É chegada a hora de introduzi-lo ao Zé Beto’. Numa noite, todos na jacuzzi da academia de musculação, relaxando após um dia de treinos duros, alguém soltou:</p>
<p>&#8220;‘Ih, fera… Eu acho que você vai cair de cara com o Zé Beto’. Um outro devolveu de lá: ‘Ih rapá… Zé Beto gosta de jogar sujo, dar cabeçada, adora arrumar confusão… Agora, eu não acho que ele tenha nada demais não, o problema é que o pessoal já começa a luta se entregando, só porque o cara tem um nome famosinho no Jiu-Jitsu. Ele tem aquelas quedas dele, fica por cima amassando, mas é só fazer seu jogo’.</p>
<p>&#8220;Um terceiro emendou: ‘Meu irmão, eu não acho o jogo de queda dele nada demais, sabia? Ele é muito mais perigoso com aquela guarda, sabe dar bons botes de braço na fechada, perna grande e forte…’ Nosso amigo faixa-roxa já estava demonstrando uma mudança no olhar.</p>
<p>“No dia seguinte, ele já começou a fazer sua própria pesquisa. Quem afinal seria esse tal de Zé Beto? De que equipe viria? ‘Não quero saber não, vou cair para dentro dele!’. Só que pelo olhar você percebia que os pensamentos não estavam confirmando aquelas palavras. Dois ou três dias depois, veio o anúncio: ‘Vou baixar de peso, sabia? Estou leve para a categoria, faltam só uns quilinhos’. E tome de dieta e passar fome.</p>
<p>“No auge da magreza do rapaz, a pilha ressurge: ‘Meu irmão, não tem jeito, tu vai ter de encarar o Zé Beto mesmo, tem de subir de categoria. Tá afrouxando para ele não, né? Tu és duro em pé também, vamos trocar em pé com ele e passar com tudo’. Foi suficiente: fim de dieta e toma de subir de peso novamente.</p>
<p>“Depois de uma semana de estresse, pilha, Zé Beto para lá e para cá, o pessoal se reuniu e revelou a verdade: ‘Meu irmão, Zé Beto não existe, é pegadinha. Nem saiu sua chave ainda’. Nosso amigo perigou não levar na esportiva, mas no fim se acalmou e sorriu. Só restou a ele uma reação: manter o legado vivo e continuar passando para a frente, para os jovens companheiros de luta, o folclore do temido Zé Beto”.</p>
<p>E você, já ouviu ou vivenciou alguma clássica pegadinha do mundo do Jiu-Jitsu? Divida conosco&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em><strong>Artigo publicado originamente na GRACIEMAG edição #216. Para assinar sua revista de Jiu-Jitsu favorita, clique aqui!</strong></em></a></li>
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		<title>Artigo: Uma breve história do Jiu-Jitsu esportivo feminino</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 12:15:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Willian von Söhsten* * Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #238 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * No início, nosso Jiu-Jitsu era um território dominado por homens, que desbravaram os primeiros caminhos na criação desta legítima arte&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222549" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222549" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1.jpg" alt="" width="729" height="547" class="size-full wp-image-222549" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1.jpg 729w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /></a><p id="caption-attachment-222549" class="wp-caption-text">Leka Vieira e Letícia Ribeiro: pioneiras do Jiu-Jitsu competitivo entre as mulheres. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p>Texto: Willian von Söhsten*</p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #238 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>No início, nosso Jiu-Jitsu era um território dominado por homens, que desbravaram os primeiros caminhos na criação desta legítima arte marcial brasileira. Como as mulheres se habituaram a fazer, sua entrada neste mundo fechado se deu com muita batalha, determinação e provas de que elas têm total capacidade para elevar o nome da arte suave mundo afora. </p>
<p>Muitas mulheres marcaram para sempre seus nomes na história do Jiu-Jitsu brasileiro – casos de Yvone Duarte, reconhecida como a primeira faixa-preta da história do esporte e que hoje ostenta o quinto grau. Outro exemplo de pioneira foi Kyra Gracie, uma das maiores referências no mundo do kimono rosa e a primeira da família Gracie a conquistar seu espaço no clã e ser condecorada com a faixa mais escura.</p>
<p>O termômetro mais evidente para medir a evolução do Jiu-Jitsu feminino ao longo dos anos está nos grandes campeonatos. A primeira edição do Mundial aconteceu em 1996, mas as meninas só deram as caras em 1999. E até 2004, faixas-roxas lutavam juntas com marrons e pretas. Tempo de consagração de estrelas como Leka Vieira, Letícia Ribeiro, Dani Figueiredo e outras pioneiras, além da chegada de muitas outras novatas.</p>
<p>“Costumo brincar que dei muito azar. Assim que peguei a faixa-marrom lutei duas vezes o Mundial contra meninas que já eram grandes faixas-pretas, e ainda assim consegui chegar ao pódio. Em 2012, já na faixa-preta, pensei que com a experiência adquirida seria minha vez de levar alguma vantagem sobre as menos graduadas. E adivinha? Nesse ano as faixas foram separadas definitivamente”, lembra com humor a atleta Bruna Ribeiro.</p>
<p><strong>(Leka Vieira em ação no Mundial de 1999, no qual foi campeã peso-pena da chave mista de faixas-roxas, marrons e pretas)</strong></p>
<p><iframe title="Leka Vieira vs Patricia Lage: Mundial 1999" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/E2C5dPLujo8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Isso ocorria pois a quantidade de atletas que se inscreviam nas competições femininas ainda era muito pequena. “Ou misturava ou não tinha luta mesmo”, admite Bruna. Álvaro Mansor, diretor de arbitragem de IBJJF, lembra que com faixas-roxas lutando contra faixas-pretas a regra usada era sempre a da maior faixa. Hoje, tudo mudou. Já existe uma grande quantidade de atletas mulheres que dominam as áreas de luta e que se dedicam exclusivamente ao esporte – professoras, instrutoras, atletas, donas de academia e treinadoras que do Jiu-Jitsu retiram seu sustento. Diretor da IBJJF, Marcelo Araújo, o Siriema, recorda que no primeiro Mundial só existiam as categorias pena, médio e pesado para as mulheres. Hoje, a única categoria que falta para o feminino é a “pesadíssima”, que deve aparecer no futuro breve.</p>
<p>“A entrada da categoria feminino no Mundial foi um grande passo para sua exposição, mas ao mesmo tempo o número reduzido de competidoras fazia com que muitas categorias contassem apenas com uma atleta, ou nenhuma. Não havia luta, portanto. Foi decidido então que juntar alguns pesos e faixas faria com que a competição ganhasse visibilidade e status. Com o aumento de praticantes e competidores foi possível separar completamente as categorias de faixa”, explica Marcelo.</p>
<p>E, pensando bem, quem melhor que as mulheres para representarem o Jiu-Jitsu? Menos fortes fisicamente do que os homens, elas fazem valer a velha máxima do grande mestre Helio Gracie: “O Jiu-Jitsu nasceu para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes”. Com a modalidade feminina cada vez mais firme, com representantes como Gabi Garcia, Mackenzie Dern, Monique Elias, Bia Mesquita e a campeã absoluta Dominyka Obelenyte, o futuro do esporte promete – e as academias pelo mundo cada vez se enchem mais com praticantes de rabo de cavalo e kimoninho rosa.</p>
<p>E você, amigo leitor, tem alguma lutadora favorita?</p>
<p><strong>(Leka Vieira na semifinal do Pan 2019. A fera foi campeã no master 3)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" title="2019 Pan Jiu Jitsu IBJJF Championship Professor  Leka Vieira" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/JEIrKTwADUs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>* Willian von Söhsten é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica. É faixa-preta de Cícero Costha e professor de Jiu-Jitsu da Team Nogueira em Ribeirão Preto, SP.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-uma-breve-historia-do-jiu-jitsu-esportivo-feminino/">Artigo: Uma breve história do Jiu-Jitsu esportivo feminino</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lições de ouro: 10 frases ricas em ensinamentos da saga dos Mundiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 12:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há 20 anos à beira da área de luta em todos os Mundiais de Jiu-Jitsu, a equipe GRACIEMAG sempre procurou aprender com os grandes ídolos do esporte. Não apenas os observando em ação, mas escutando atentamente o que os campeões tinham a dizer. Selecionamos, aqui, dez das frases mais marcantes e instrutivas colhidas por nossas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_161090" style="width: 714px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Roger-Gracie.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-161090" class="size-full wp-image-161090" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/08/Roger-Gracie.jpg" alt="Roger Gracie após vencer mais uma luta no Mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen" width="704" height="469" /></a><p id="caption-attachment-161090" class="wp-caption-text">Roger Gracie após vencer mais uma luta no Mundial de Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen</p></div>
<p>Há 20 anos à beira da área de luta em todos os Mundiais de Jiu-Jitsu, a equipe GRACIEMAG sempre procurou aprender com os grandes ídolos do esporte. Não apenas os observando em ação, mas escutando atentamente o que os campeões tinham a dizer.</p>
<p>Selecionamos, aqui, dez das frases mais marcantes e instrutivas colhidas por nossas reportagens. Aprenda com eles!</p>
<p>As inscrições para o Mundial de Jiu-Jitsu 2015 se encerram hoje. Para ir à luta, visite IBJJF.org.</p>
<p><strong>10. Fernando Tererê, no Mundial 2004:</strong></p>
<blockquote><p>O Roger não me deu espaço nenhum, eu só conseguia mexer os olhos!</p></blockquote>
<p><strong>9.  Felipinho Costa, ouro no Mundial 2003:</strong></p>
<blockquote><p>Nunca tive o dom, mas ralei muito.</p></blockquote>
<p><strong>8. Ronaldo Jacaré, no Mundial 2004</strong></p>
<blockquote><p>O pessoal até comentou que antigamente os lutadores abandonavam o Jiu-Jitsu para lutar MMA. Hoje, eles deixam o tatame para formar equipes de Fórmula-1: ‘correm&#8217; para caramba&#8230;</p></blockquote>
<p><strong>7. Kron Gracie, ao vencer o Mundial 2006 de faixa-roxa diante do avô, Helio Gracie:</strong></p>
<blockquote><p>Sempre ouvi do meu avô que pontos e vantagens não valiam de nada, por isso vim hoje buscando finalizar todas as minhas lutas.</p></blockquote>
<p><strong>6. Xande Ribeiro, após o ouro absoluto no Mundial 2006:</strong></p>
<blockquote><p>O pessoal costuma esquecer que a luta de Jiu-Jitsu começa em pé e a queda também vale dois pontos.</p></blockquote>
<p><strong>5. Guy Ritchie, diretor de cinema, durante o Mundial 2009, em que Roger Gracie finalizou todas as suas nove lutas:</strong></p>
<blockquote><p>Aprendo com o Roger há alguns anos, mas não podia imaginar que ele era assim tão melhor que os outros.</p></blockquote>
<p><strong>4.  Bruno Malfacine, no Mundial 2009:</strong></p>
<blockquote><p>Tinha vontade de chorar de tanto treino.</p></blockquote>
<p><strong>3. Saulo Ribeiro, sobre a vitória de Xande contra Roger no Mundial 2006:</strong></p>
<blockquote><p>Foi uma luta digna de Rocky Balboa. Apanhou, apanhou e no final, &#8220;pou&#8221;!</p></blockquote>
<p><strong>2. Ronaldo Jacaré, após a eletrizante final do absoluto no Mundial 2004:</strong></p>
<blockquote><p>Botei na cabeça que não ia bater e fiz o meu corpo corresponder.</p></blockquote>
<p><strong>1. Marcus Buchecha, no Mundial 2013:</strong></p>
<blockquote><p>O Leozinho me mostrou essa posição um dia e comecei a treinar muito, é quase um berimbolo. Mas a galera me pediu para não arriscar contra o Rodolfo, pois se eu caísse por baixo estaria f… Decidi arriscar e deu certo, caí nas costas dele.</p></blockquote>
<p>E a sua frase favorita, amigo leitor? Mande aqui nos comentários. Oss!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mundial de Jiu-Jitsu: Megaton e a teoria da azeitona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Dec 2021 16:36:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não será um Campeonato Mundial como os outros. Em vez da Pirâmide, que não tinha data em dezembro, o grandioso e cheio de charme Anaheim Convention Center, que tem história no mundo das lutas. Foi lá, em 1984, que as disputas olímpicas do wrestling foram realizadas, nos Jogos de Los Angeles. Dentro da área de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222668" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222668" class="size-full wp-image-222668" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/ROD2658.jpg" alt="" width="940" height="626" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/ROD2658.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/ROD2658-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/ROD2658-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/ROD2658-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /><p id="caption-attachment-222668" class="wp-caption-text">Megaton feliz após mais uma vitória. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Não será um Campeonato Mundial como os outros. Em vez da Pirâmide, que não tinha data em dezembro, o grandioso e cheio de charme <a href="https://ibjjf.com/events/world-ibjjf-jiu-jitsu-championship-2021" target="_blank" rel="noopener">Anaheim Convention Center</a>, que tem história no mundo das lutas. Foi lá, em 1984, que as disputas olímpicas do wrestling foram realizadas, nos Jogos de Los Angeles. Dentro da área de lutas, Marcus Buchecha, Lucas Lepri, Paulo e João Miyao estão fora, assim como outros clássicos medalhes do esporte. Mas ele, como sempre, como desde o primeiro dia no Tijuca, estará por lá: Wellington Dias, o eterno Megaton.</p>
<p>“Estou completando 25 anos de Mundiais na faixa-preta, meu irmão. Sabe o que é isso? Um quarto de século! A quarter of century!”, gargalha o lendário atleta da Gracie Humaitá, hoje famoso mundialmente como pai da Mackenzie Dern. “Estou sempre na luta, contra os melhores do planeta durante todo esse tempo. E só encarei craque, uma molecada que chega lá voando baixo. Gosto tanto do Mundial da IBJJF que fiz questão de incentivar toda a família a participar, e minha filha chegou a ser muitas vezes campeã no evento. Já já estarei lá fazendo mais história, pois pretendo lutar o Mundial de faixa-coral na cintura, quem sabe ano que vem. Acho que vou chorar e tudo. Sonho com uma cartinha ou uma plaquinha dourada da IBJJF, quem sabe?”</p>
<p>Para o lutador cinquentão, o Mundial é a grande festa do Jiu-Jitsu internacional, e é por isso que ele volta todo ano: “O pessoal promove a festa, prepara a festa toda com a maior pompa, e eu não vou participar? Faço questão de estar sempre lá no melhor lugar do evento, em cima do tatame. E sempre tirando lições técnicas, e deixando meu melhor”.</p>
<p>Após 25 anos, Mega coleciona como faixa-preta uma medalha de prata e três de bronze em Mundiais. Hoje, o professor é honesto em sua avaliação: “Quando entramos num evento assim, ganhar uma luta e passar da primeira já é uma satisfação tremenda. É meu primeiro objetivo lá em Anaheim. Eu luto pelo amor ao Jiu-Jitsu, saindo na porrada por prazer. Há muitos atletas que amam lutar mas acabam não lidando bem com o fato de perder e abandonam as competições. Meu amor pela luta acabou por dominar esse desgosto com a derrota. Eu ganho, eu perco, no outro dia eu ganho, ganho, depois perco, perco… O Jiu-Jitsu é como o clima, faz sol, sol, sol, depois chuva, chuva, sol de novo… Levo a vida e minha carreira assim. Um resultado nos tatames não nos define, não faz a gente ser pior nem melhor que ninguém”.</p>
<p>Para <a href="https://www.instagram.com/megatondias/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Megaton</a>, cuja longevidade o levou a ganhar 15 medalhas de ouro no Mundial Master da IBJJF, seu maior troféu é sua história.</p>
<p>“O que eu fiz, o que continuo deixando lá nos tatames, ninguém tira. O tempo passa para todos, é inevitável. No Jiu-Jitsu, as pessoas temem ser a azeitona na empada dos craques da nova geração, mas eu não ligo para isso. O cara que me vence não apaga minha história, sabe? Sinto hoje que vou disputar o Mundial ano que vem, e até o fim, até quando não aguentar mais. Tudo por amor ao que faço. Só falta mesmo a plaquinha da IBJJF, sonho com essa plaquinha”, conclui Megaton, bem-humorado.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/mundial-de-jiu-jitsu-wellington-megaton-e-a-teoria-da-azeitona/">Mundial de Jiu-Jitsu: Megaton e a teoria da azeitona</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Carlos Gracie que são transmitidas por gerações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 14:16:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Kayron, o pequeno Kailan, Carol e Carlinhos. O Jiu-Jitsu influenciando todas as gerações da família.  O legado do saudoso grande mestre Carlos Gracie segue vivo em seus descendentes, como o mestre Carlos Gracie Jr., que segue à risca os ensinamentos do pai, passando o mais puro estilo de vida do Jiu-Jitsu a seus filhos e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-227644" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-300x244.jpg" alt="" width="846" height="688" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-300x244.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-1024x832.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-768x624.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055-150x122.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/IMG-20200811-WA0055.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 846px) 100vw, 846px" /></p>
<p><em>Kayron, o pequeno Kailan, Carol e Carlinhos. O Jiu-Jitsu influenciando todas as gerações da família. </em></p>
<p>O legado do saudoso grande mestre Carlos Gracie segue vivo em seus descendentes, como o mestre Carlos Gracie Jr., que segue à risca os ensinamentos do pai, passando o mais puro estilo de vida do Jiu-Jitsu a seus filhos e netos.</p>
<p>Veja abaixo uma lista das lições mais célebres do legado Gracie, e logo a seguir um vídeo no qual Carlinhos reflete sobre as aulas de sua vida na construção do que é a arte suave. Oss!</p>
<p><strong><em>“Com o Jiu-Jitsu aprendi, sobretudo, a grande lição, que foi a de me conhecer profundamente.”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“De nada vale a força física bruta contra a ciência dos samurais.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“O adepto do Jiu-Jitsu deve, acima de tudo, prestigiar, amar e defender o grande esporte que praticamos.”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“É quando os lutadores cansam que a luta começa realmente a ser travada.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“Comer errado é o pior dos venenos.”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-227605" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13.jpeg" alt="" width="798" height="685" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13.jpeg 1078w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-300x258.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-1024x880.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-768x660.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/08/WhatsApp-Image-2020-08-10-at-09.59.13-150x129.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 798px) 100vw, 798px" /></a></p>
<p><em>Carlos Gracie Jr. com o filho mais novo, Kayan, e com a memória do pai Carlos Gracie ao fundo, no quadro clássico das academias de Jiu-Jitsu. Foto: Reprodução</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Jamais lute contra a pessoa, e sim contra os movimentos dela.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“O hábito de acender um cigarro é uma burrice social. Imaginemos que fosse socialmente elegante ter dois cilindros que exalassem fumaça espetados nas narinas. Imitarias isso também?”</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Emprega o maior tempo no aperfeiçoamento de ti mesmo, e nenhum tempo em criticar os outros.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>“Promete a ti mesmo ser grande demais para sentir desassossego, nobre demais para sentir cólera, forte </em></strong><strong><em>demais para sentir temor e feliz demais para sentir contrariedades.”<br />
</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Carlos Gracie Jr. revela como aprendeu Jiu-Jitsu e criou o método Gracie Barra" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/3hy1dmBFlSg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-carlos-gracie-que-sao-retransmitidas-por-geracoes/">As lições de Carlos Gracie que são transmitidas por gerações</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Meu amor tardio pelo Jiu-Jitsu, por Thiago Almeida (Alliance Indaiatuba)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2021 16:51:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Thiago Almeida Em 1994, fui convidado por um amigo de escola a fazer uma aula experimental de Jiu-Jitsu. Apesar de treinar karatê desde pequeno, fiquei curioso com relação ao Jiu-Jitsu e fiz uma aula na escola Behring. O esporte não me prendeu e só voltei a ter contato com ele dois anos depois, quando&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234490" style="width: 596px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234490" class="size-full wp-image-234490" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Thiago-Almeida.png" alt="" width="586" height="591" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Thiago-Almeida.png 586w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Thiago-Almeida-297x300.png 297w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Thiago-Almeida-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 586px) 100vw, 586px" /><p id="caption-attachment-234490" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Thiago Almeida</em></p>
<p>Em 1994, fui convidado por um amigo de escola a fazer uma aula experimental de Jiu-Jitsu. Apesar de treinar karatê desde pequeno, fiquei curioso com relação ao Jiu-Jitsu e fiz uma aula na escola Behring. O esporte não me prendeu e só voltei a ter contato com ele dois anos depois, quando um professor foi dar aulas na academia onde eu fazia natação. O nome dele era Kalil Scudeler e ele foi o meu primeiro instrutor.</p>
<p>Treinei muito, e consequentemente lutei o meu primeiro campeonato em 1998, alcancei o terceiro lugar no evento e, desde então, não parei mais de competir. Nessa época, fui campeão paulista, brasileiro e sul-americano. Pouco tempo depois, a academia em que eu treinava fechou e eu, ainda com a faixa-azul, fui treinar com o Fepa Lopes na Godoi/Macaco. Esta também acabou fechando e eu fiquei sob a tutela do Roberto Godoi, que à época já havia se separado do Macaco. Apesar de toda essa movimentação, foi uma grande alegria poder treinar com o Robertão, que era um excelente atleta, muito gente boa e um ídolo para mim.</p>
<p>Fiquei com o Roberto Godoi até a faixa-roxa, quando precisei ingressar na Cia Paulista por motivos financeiros. Lá, eu fiquei treinando sob o atleta português Eduardo Santoro, que estava em um momento muito bom da carreira dele e me esfolava em todos os treinos (risos).</p>
<p>Recebi a faixa-preta somente em 2008, pelas mãos do Max Trombini, que é um excelente coach que me ajudou a alcançar o título mundial na marrom um ano antes. Pouco tempo depois, o Eduardo saiu da Cia Paulista para abrir sua própria academia e eu fui junto com ele. Comecei a dar aulas na academia dele e também em uma menor que ficava próxima da minha casa, na região de Interlagos.</p>
<p>Eventualmente, o Portuga acabou indo morar nos EUA e abriu uma academia com o Cobrinha em Torrance, na Califórnia. Já eu me mudei para Indaiatuba e me filiei à Alliance em 2017. O Fabio Gurgel me recebeu muito bem, pois o Portuga era muito respeitado na Alliance e nós já havíamos feito alguns treinos na matriz como visitantes,</p>
<p>Hoje tenho minha academia em Indaiatuba e ainda me arrisco em alguns campeonatos master. Fui campeão do Roma Open da IBJJF em 2016, além de conquistar o circuito paulista e o campeonato paulista da FPJJ, ambos em 2019. Tento passar aos meus alunos o prazer da competição, faço comparativos para ressaltar a diversão que é participar de um torneio. Mesmo com o medo e o nervosismo, a sensação de pisar no tatame de um campeonato não tem preço.</p>
<p><em>*Thiago Almeida é um faixa-preta de Jiu-Jitsu, líder da no GMI Alliance Indaiatuba , em São Paulo.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/thiago-almeida-e-sua-jornada-no-jiu-jitsu-rumo-a-alliance-indaiatuba/">Meu amor tardio pelo Jiu-Jitsu, por Thiago Almeida (Alliance Indaiatuba)</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Xandão Neves e a missão de mudar vidas através do Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2021 12:23:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar do cenário competitivo em ascensão, existem aqueles que veem o Jiu-Jitsu primeiramente como uma ferramenta para melhorar a qualidade de vida de seus praticantes. É o caso de Alexandre Neves, mais conhecido como Xandão por seus amigos e alunos. GMI e líder da Outlast Academy, o faixa-preta conta que, embora não tenha nada contra&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233692" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233692" class="size-full wp-image-233692" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48-1.jpeg" alt="" width="496" height="489" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48-1.jpeg 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48-1-300x296.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48-1-150x148.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-233692" class="wp-caption-text">Xandão e seus jovens alunos. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Apesar do cenário competitivo em ascensão, existem aqueles que veem o Jiu-Jitsu primeiramente como uma ferramenta para melhorar a qualidade de vida de seus praticantes. É o caso de <a href="https://instagram.com/xandao.neves?utm_medium=copy_link">Alexandre Neves</a>, mais conhecido como Xandão por seus amigos e alunos. GMI e líder da Outlast Academy, o faixa-preta conta que, embora não tenha nada contra competir, seu objetivo principal é mudar as vidas daqueles que chegam ao seu tatame.</p>
<p>De volta a Curitiba após 10 anos acumulando conhecimento nos Estados Unidos, Xandão papeou com GRACIEMAG para compartilhar suas experiências e objetivos no Jiu-Jitsu, além de ressaltar a importância de se manter atualizado na arte suave. Confira nas linhas abaixo!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como você conheceu o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>XANDÃO: Meu primeiro contato com o Jiu-Jitsu foi na Chute Boxe. Comecei lá aos treze anos, após sair do judô por conta da morte do meu professor. Após dois anos treinando muay thai, eu fiz uma luta interna com um garoto que era faixa-azul de Jiu-Jitsu. Fui para a trocação, mas o meu adversário me colocou pra baixo e me pegou no armlock. Depois, fui pra revanche e foi a mesma coisa. Perguntei que estilo de luta era aquele e ele me falou, então não perdi tempo e me matriculei no Jiu-Jitsu no dia seguinte, ainda na Chute Boxe. Meu professor foi o Cristiano Marcello, que ficou comigo até a faixa-roxa, aos 20 anos. Depois fui para os Estados Unidos, onde obtive a faixa-preta e morei até os 31 anos.</p>
<p><strong>Gostava de competir?</strong></p>
<p>Comecei a competir no Jiu-Jitsu assim que peguei a faixa-amarela. No início, ainda com a amarela e com a azul, competia bastante, mas esse hábito foi diminuindo conforme alcancei a roxa e a marrom. Até fui campeão mundial na preta pela Jiu-Jitsu World League, nos Estados Unidos, mas eu não sou um cara muito focado em competição. Ao meu ver, competição é um trabalho, algo que fazemos porque é necessário para obter experiência, mas eu gosto mesmo é de dar aula. Quando estou treinando, procuro sempre aprender coisas novas para transmitir para os alunos.</p>
<div id="attachment_233694" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233694" class="size-full wp-image-233694" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48.jpeg" alt="" width="496" height="468" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48.jpeg 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48-300x283.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-15.57.48-150x142.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-233694" class="wp-caption-text">Treinando nos tatames da Checkmat, após sair do Brasil. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual é a sua memória mais marcante da sua graduação à faixa-preta?</strong></p>
<p>Obtive a preta em 2015 nos Estados Unidos, pelas mãos do professor João Assis, da Checkmat. Sempre quis ser faixa-preta de Jiu-Jitsu e de muay thai, então lembro de me sentir muito bem, com uma sensação de dever cumprido por ter finalmente alcançado um dos meus sonhos. Foi um dia muito bom que deixou uma memória maravilhosa e fez crescer ainda mais o meu respeito pelo professor João, que me ensinou muito.</p>
<p><strong>Você também ficou uma época treinando juntos aos irmãos Mendes. Como foi esta experiência?</strong></p>
<p>Treinei lá por dois anos e foi uma experiência muito boa e divertida. Eles eram muito organizados e cobravam isso dos alunos, só podíamos treinar se estivéssemos com tudo higienizado, desde o kimono limpo até as unhas cortadas. O conteúdo das aulas também era muito bem trabalhado, com muitos drills e rolas de três minutos para ficar mais dinâmico. Tinham também treinos mais pesados, voltados para competição, que ensinavam muitas posições legais e promoviam rolas mais longos, para simular um torneio. Foi uma das experiências mais legais que vivi e posso dizer, sem exagero, que mudou o meu Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Com a meta de ser professor já alcançada, qual é o seu atual objetivo no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Hoje eu carrego e trago ao tatame da minha escola a missão de mudar a vida dos meus alunos. Não tem problema se quiser competir, mas o meu foco é ajudar essas pessoas a superar seus medos a cada treino. Tem gente aqui que sofre com ansiedade, depressão ou estresse, e eu quero ajudar o máximo que posso a superar esses obstáculos. Ouvir que consegui mudar a vida de um deles é o que mais vale a pena para mim.</p>
<div id="attachment_233696" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233696" class="size-full wp-image-233696" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-16.13.57.jpeg" alt="" width="496" height="295" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-16.13.57.jpeg 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-16.13.57-300x178.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-20-at-16.13.57-150x89.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-233696" class="wp-caption-text">&#8220;Meu foco é ajudar essas pessoas a superar seus medos a cada treino&#8221;. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>Qual é o ensinamento mais importante que você passa aos seus alunos?</strong></p>
<p>Um aprendizado que tive quando treinei na Califórnia e que sempre ensino aos meus alunos é a persistência. Pode estar tomando a maior surra, mas é preciso levantar e ir para cima com a força para vencer. Isso também vale para a vida fora dos tatames, mesmo que esteja tudo dando errado, é preciso ter foco e não desistir nunca dos seus objetivos.</p>
<p><strong>Qual é o diferencial para ser um bom professor no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>É importante se manter sempre atualizado, tanto nas técnicas como nas metodologias. Ser &#8220;Old School&#8221; ou &#8220;Raiz&#8221; não é algo que me atraia, pois isso vai na contramão da evolução e acaba te levando a perder a relevância e se tornar obsoleto. Eu sempre busco me aprimorar em todos os aspectos da minha vida, especialmente no meu papel de professor. Hoje eu estou buscando a psicologia, para que eu consiga identificar melhor as individualidades dos meus alunos e, consequentemente, ser mais eficaz na minha abordagem com eles.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/xandao-neves-e-a-missao-de-mudar-vidas-atraves-do-jiu-jitsu/">Xandão Neves e a missão de mudar vidas através do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>GMI: As lições de Marco Réss ao trilhar seu caminho no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2021 14:14:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Marco Réss Comecei a treinar Jiu-Jitsu em 1991, em São Paulo, com o saudoso Marcelo Behring. O que despertou meu interesse foi um evento de vale-tudo na capital paulista, no qual atletas do Jiu-Jitsu enfrentaram lutadores de Full Contact e Kung Fu. Lembro da facilidade com que o Jiu-Jitsu dominou todos os combates e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233069" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-11-at-11.08.41.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233069" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-11-at-11.08.41-1024x741.jpeg" alt="" width="650" height="470" class="size-large wp-image-233069" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-11-at-11.08.41-1024x741.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-11-at-11.08.41-300x217.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-11-at-11.08.41-768x555.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-11-at-11.08.41-150x108.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/WhatsApp-Image-2021-06-11-at-11.08.41.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-233069" class="wp-caption-text">Mestre Carlos Gracie Jr. com o professor Marco Réss. Foto: Reprodução</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Marco Réss</em></p>
<p>Comecei a treinar Jiu-Jitsu em 1991, em São Paulo, com o saudoso Marcelo Behring. O que despertou meu interesse foi um evento de vale-tudo na capital paulista, no qual atletas do Jiu-Jitsu enfrentaram lutadores de Full Contact e Kung Fu. Lembro da facilidade com que o Jiu-Jitsu dominou todos os combates e aquilo me impressionou no mesmo instante.</p>
<p>Logo no início da minha trajetória tive uma dificuldade: o endereço da Behring Jiu-Jitsu mudou assim que o mestre Flávio Behring, que me graduou à faixa-azul, assumiu o comando do time, fato que me impossibilitou de continuar treinando lá. Passei a treinar na Companhia Paulista com o professor Rich Kowarick e fiquei lá até a faixa-marrom.</p>
<p>Antes do Jiu-Jitsu, pratiquei karatê por 10 anos e o judô por 4 anos. O judô pratiquei como uma forma de complemento ao Jiu-Jitsu. As competições sempre estiveram muito presentes em minha vida, mas até a faixa-marrom eram em menor número, as principais só aconteciam no Rio de Janeiro e, na época, o Jiu-Jitsu ainda era muito amador. Já da faixa-roxa em diante começaram a aparecer mais competições e tudo foi ficando mais profissional.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p>Em 1998 me mudei para o interior de São Paulo e, como o Jiu-Jitsu não era muito difundido, tive que procurar bastante até achar algum lugar para treinar. Treinei por um tempo com o mestre Orlando Saraiva, que é responsável por minha breve passagem pelo vale-tudo, mas a distância, um empecilho constante na minha vida de atleta, me levou a mudar de rumo novamente.</p>
<p>Em 2001, passei a treinar em Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais, e recebi a faixa-preta no ano seguinte pelas mãos do professor Paulo Resende. As boas lembranças desse período podem não parecer, mas estão ligadas diretamente ao Jiu-Jitsu. Foi quando me casei e vieram os filhos. Minha esposa sempre foi o meu porto seguro e é diretamente responsável pelo nosso sucesso profissional, por ajudar e incentivar que a família permanecesse na arte suave. Com esse suporte imprescindível, minha vida de atleta ficou mais fácil e foi nesse período que ganhei minhas mais importantes competições. Foram vários Campeonatos Brasileiros, Internacionais de Masters e uma prata valiosa no Pan da IBJJF, além de Estaduais clássicos da FPJJ, vitórias na NABJJ e em outras federações.</p>
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<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CI1tgzOJ_f0/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Marco Réss (@marcoressbjj)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p> <script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Um fato muito comum nessa época para vários lutadores é que tínhamos que ser atletas e professores ao mesmo tempo. Isso funcionou bem para mim pois sempre utilizei minhas experiências como lutador para incrementar o repertório como professor. Um ponto que aprendi como atleta, e que sempre falo aos meus alunos, é que seja qual for seu objetivo na vida, a dedicação, abnegação e o comprometimento são fatores indispensáveis para o sucesso. Isso me possibilitou vencer com o Jiu-Jitsu e ainda formar muitos bons atletas.</p>
<p>Em 2021, completei 16 anos de Gracie Barra. Ser recebido na GB foi um divisor de águas para mim, pois a visão do mestre Carlinhos de levar o Jiu-Jitsu a todos ampliou muito minha percepção sobre o ensino da arte suave. Passei a contemplar um Jiu-Jitsu mais completo e que considera a defesa pessoal uma parte tão importante quanto qualquer outra, atraindo mais pessoas para a prática. Hoje, trabalhamos em conjunto com todas as escolas GB ao redor do mundo. Tudo na mesma sintonia e nos levando, através do Jiu-Jitsu, a um mundo melhor. Já a formação de atletas é fruto deste trabalho, feito sempre buscando a excelência.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gmi-as-licoes-de-marco-ress-ao-trilhar-seu-caminho-no-jiu-jitsu/">GMI: As lições de Marco Réss ao trilhar seu caminho no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Margarida e os 20 anos de um feito inédito no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jun 2021 12:25:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Entre julho e dezembro do ano 2000, o YouTube só existia na cabeça de seus criadores, o UFC era um evento maldito, o canal Combate ainda&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_137430" style="width: 950px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/04/2001_margavscompridoFOTOARAGA-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-137430" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/04/2001_margavscompridoFOTOARAGA-1.jpg" alt="" width="940" height="617" class="size-full wp-image-137430" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/04/2001_margavscompridoFOTOARAGA-1.jpg 940w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/04/2001_margavscompridoFOTOARAGA-1-300x197.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/04/2001_margavscompridoFOTOARAGA-1-768x504.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/04/2001_margavscompridoFOTOARAGA-1-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /></a><p id="caption-attachment-137430" class="wp-caption-text">Fernando Margarida contra Rodrigo Comprido em luta histórica no Tijuca Tênis Clube. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Entre julho e dezembro do ano 2000, o YouTube só existia na cabeça de seus criadores, o UFC era um evento maldito, o canal Combate ainda não fora fundado e a internet apenas engatinhava. Os fãs de Jiu-Jitsu recorriam então a fitas VHS, iam aos ginásios para ver os torneios ao vivo ou assistiam a eventuais programas sobre a modalidade no canal por assinatura Sportv. Para o público em geral, no entanto, o BJJ passava batido. Era como se não existisse.</p>
<p>Até que a MTV Brasil, canal já extinto, criou seu reality show, chamado “20 e poucos anos”, e escalou um certo Fernando Pontes, um jovem paulista de 20 anos, que desde o primeiro episódio do seriado aparecia de kimono e apresentava seus pitbulls que subiam em árvores. Era o estilo de vida dos lutadores de Jiu-Jitsu começando a chegar a qualquer cidadezinha do Brasil via satélite. “Eu jamais ouvira falar do esporte até ver o Margarida na MTV. Quis ser lutador inspirado nele”, confirma o campeão mundial Lucas Lepri, mineirinho de Uberlândia.</p>
<p>Antes da fama na telinha, porém, Fernando já aparecia nas páginas de GRACIEMAG, sempre de olho vivo nos talentos promissores. Pesquisando nos nossos arquivos, encontramos uma reportagem de janeiro de 1999, quando o craque ainda era faixa-roxa e, apesar da graduação intermediária, já conquistava destaque em nossas páginas, por conta de seu Jiu-Jitsu vistoso e dos resultados expressivos.</p>
<p>Na cobertura daquele longínquo Pan, realizado no Centro de Convenções do Hotel Hyatt de Miami Downtown, na Flórida, lia-se a manchete: “Margarida cumpre a promessa: campeão meio-pesado e absoluto.” Narramos assim:</p>
<p><em>Sem dúvida Fernando Pontes, da academia Godói/ Macaco, foi o maior destaque da faixa-roxa. Com um Jiu-Jitsu solto e finalizador, o lutador esticou o braço dos adversários e, enquanto estavam todos muito cansados, visto que o absoluto da faixa-roxa foi a última categoria a ser disputada (lá pelas 4h da manhã), Margarida insistia para ser chamado de volta aos tatames, chegando a lutar a quarta de final do aberto em seguida (sem descanso) à dificílima batalha final no meio-pesado com o campeão mundial Erik Wanderley. O paulista estava disposto a cumprir a promessa feita quatro dias antes na hora do embarque no aeroporto de São Paulo: “Vou levar meu peso e o absoluto da faixa-roxa neste Pan”, apostou.</em></p>
<p>Naquele mesmo evento, só que entre os faixas-pretas, Nino Schembri, da Gracie Barra, foi o campeão meio-pesado e absoluto, consagrando-se como o grande nome da competição. Das arquibancadas, com brilho nos olhos, Margarida observava Nino lutar, como se intuísse que ali estava uma grande referência para ele seguir em termos de estilo e genialidade, mas também como um ícone a ser enfrentado e derrotado.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Antiga MTV Brasil: Programa 20 E Poucos Anos - 1º Episódio" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/u1Guj7IKDgM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>CAÇANDO OS CAÇADORES</strong></p>
<p>No mundo da competição esportiva, essa característica de “caçar os caçadores” tende a alimentar a evolução técnica e física de quase todos os atletas de relevância. Por um longo período, desafiantes rondam os grandes campeões, aqueles que estão em evidência, sob os holofotes, em pleno auge. Até que, de repente, erguem-se contra os donos do pedaço e tentam tomar-lhes o posto de rei.</p>
<p>Em 2005, por exemplo, Margarida e suas travessuras tiraram os editores de GRACIEMAG da cama, no meio da madrugada, quando a revista estava indo para a gráfica com uma reportagem especial sobre Marcio Cruz Pé de Pano e seu jogo quase imbatível. O faixa-preta peso pesadíssimo havia acabado de conquistar o tricampeonato na categoria absoluto do Pan (2002/03/05). Eis que, uma semana após o grande feito no evento da IBJJF, Pé foi finalizado por Margarida na final do absoluto de um evento comemorativo dos Yamasaki, o “10th Anniversary Celebration Yamasaki Tournament”.</p>
<p>“Como é que é?”, perguntou um de nossos editores, ao receber a notícia por volta das duas da manhã, sem saber muito bem se o telefonema fazia parte de um sonho ou era real. “Pé de Pano finalizado?”, certificou-se.</p>
<p>Até então, na faixa-preta, Pé de Pano nunca havia dado três tapinhas (ou “batucado”, como Margarida gosta de dizer). O caçador de caçadores comentou seu triunfo via chave de braço: “A luta foi boa, ataquei o tempo inteiro e no único momento em que tive oportunidade de pegá-lo, eu peguei”, lembrou Marga, que agora representava a Brazilian Top Team. “Estou de passagem, mas não a passeio”, brincou.</p>
<p>Outro bamba que Margarida obrigou a dar os três tapinhas pela primeira vez na faixa-preta foi Fabio Gurgel. “Como é que é? Gurgel finalizado?!”, certificou-se novamente o editor de GRACIEMAG, em nosso QG no Rio, ao receber pelo telefone a notícia do repórter que cobria o Pan 2001, direto dos Estados Unidos.</p>
<p>Margarida era assim, autor de feitos que impressionavam tanto os fãs como também a imprensa – além de uma novíssima categoria que nascia naquela época e antecipava a era das redes sociais: os debatedores de Jiu-Jitsu que movimentavam os fóruns na internet pré-Facebook.</p>
<p>Um detalhe que chama atenção no combate contra Gurgel é o tipo de finalização que Margarida aplicou: um estrangulamento da guarda aberta, com mãos cruzadas em X contra as golas inimigas. Sim, aquele estrangulamento que aprendemos nas aulas iniciais de Jiu-Jitsu. O mais simples de todos.</p>
<p>Claro, não há nada de errado com tal estrangulamento, aliás uma das técnicas preferidas do saudoso mestre Helio Gracie. Mas, seja sincero, estudioso leitor: quantas vezes você aplicou esse tipo de estrangulamento nos últimos anos? Quantas vezes você conseguiu finalizar um colega de treinos (com a mesma graduação que você), utilizando esse tipo de estrangulamento?</p>
<p>Pois é&#8230; E Margarida aplicou o golpe num campeonato de <em>grand slam</em> e finalizou ninguém menos que o general da Alliance, certamente um dos passadores mais temidos daqueles tempos. Essa, aliás, era uma marca registrada do jogo do astro meio-pesado (até 88kg), a mão cruzada bem firme na gola do paletó do oponente, quebrando sua postura e deixando o seu gogó em alerta. Enquanto isso, a guarda do lutador paulista ficava aberta, permitindo que o adversário se movimentasse e, caso cometesse uma pequena falha, fosse devorado. Uma verdadeira Margarida carnívora.</p>
<div id="attachment_150561" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/Margarida-vs-Comprido-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150561" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/Margarida-vs-Comprido-1-1024x680.jpg" alt="" width="650" height="432" class="size-large wp-image-150561" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/Margarida-vs-Comprido-1-1024x680.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/Margarida-vs-Comprido-1-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/Margarida-vs-Comprido-1-768x510.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/Margarida-vs-Comprido-1-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/Margarida-vs-Comprido-1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-150561" class="wp-caption-text">Fernando Margarida por cima, em foto clássica de Gustavo Aragão para GRACIEMAG.</p></div>
<p><strong>GÁS INFINITO</strong></p>
<p>Quando por cima, Marga gostava de se movimentar de forma frenética, embrulhando os oponentes com seu giro vertiginoso, dando a impressão que tinha gás infinito. De repente, espetava o joelho na diagonal contra as meia-guardas. Quando passava a guarda, gostava de castigar seus adversários com o joelho na barriga, induzindo as vítimas a se abrirem e deixarem braços e pescoço em situações vulneráveis.</p>
<p>Quando jogava em pé, Margarida chegava a ser petulante. No Mundial 2000, contra o peso pesadíssimo Leonardo Leite, atleta da seleção brasileira de judô, aceitou trocar entradas de quedas pelos dois minutos iniciais. Não chegou perto de desequilibrar Léo, mas também não foi derrubado. A partir do segundo minuto, teve bom senso estratégico e puxou o oponente para a guarda. Raspou e passou a guarda de Léo Leite, avançando para a final do absoluto contra Rodrigo Comprido.</p>
<p>Era o primeiro Mundial de Marga na faixa-preta e ele estava na final do aberto. Buscava, aos 20 anos, cumprir a promessa feita no seriado da MTV: ser campeão mundial e viver do esporte. Rodrigo Comprido, porém, conseguiu domar aquele atrevido garoto de cabelos raspados, queixo pronunciado e olhar marrento de baixo pra cima, típico da juventude da época. Comprido venceu Margarida por 2 a 0, pontuação definida com um single-leg logo nos segundos iniciais do combate.</p>
<p>Apesar de derrotado duas vezes naquele Mundial de 2000 (perdera também a final da categoria meio-pesado, para Roberto Roleta), Marga deixava a tribo do Jiu-Jitsu em alerta para a sua fome finalizadora. Vale constar que, ao longo das chaves daquele evento, Fernando finalizara Flávio Almeida, o Cachorrinho, com um estrangulamento beisebol e esticara o braço de Alexandre Café, dois dos cascas-grossas mais talentosos dos anos 90/00.</p>
<p>“Era uma época em que as lutas costumavam ser mais travadas, pois ninguém queria ser finalizado. Nas categorias mais pesadas e nos campeonatos mais importantes, não havia tantas finalizações como nos dias de hoje”, analisa uma testemunha dos torneios de Jiu-Jitsu da época. “O Margarida começou a mudar isso, abria o jogo e ia para cima de todo mundo, era um conferidor nato. Comentavam nos bastidores: ‘Caramba, o cara não cansa&#8230;’. Vários lutadores ficavam amedrontados quando caíam na mesma chave que o Margarida, pois achavam que não teriam gás para dez minutos naquele ritmo dele”.</p>
<p>Além de Margarida, começava a germinar ali uma geração que competiria de forma diferente. Pé de Pano, por exemplo, contemporâneo a Margarida, também era um conferidor que buscava a finalização. Puxava para a guarda e se sentia confortável ali, apesar de ter mais de 100kg. Fernando Tererê é outro expoente dessa safra de lutadores espetaculares. Margarida, contudo, chegou primeiro ao trono absoluto. Com suas lutas movimentadas, em combates lembrava um filme de ação, cheio de reviravoltas, Fernando chegou ao ouro absoluto mundial em 2001.</p>
<p>“Acho que um cara que procura o jogo pra frente, de finalização, que procura simplesmente lutar &#8211; aliás, às vezes as pessoas esquecem que o nome do negócio é ‘luta’ -, enfim, um cara que procura isso tudo atrai a plateia que quer ver finalização, a essência da coisa. Portanto, esse tipo de atleta deve ser valorizado”, disse Fernando, certa vez, à nossa reportagem. Não foi sem luta que Marga conquistaria seu principal título até hoje.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Antologia do Jiu-Jitsu: Fernando Margarida x Flávio Cachorrinho no Mundial de 2000" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/vamsZsEv2xw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>2001, O ANO DO MARGARIDA</strong></p>
<p>De volta aos preciosos arquivos de GRACIEMAG, encontramos a reportagem de capa sobre o Mundial 2001. O texto começava assim:</p>
<p><em>Quando Fernando Margarida montou na Honda Bis com a Ninja do Funk na garupa e virou o acelerador ao máximo, arrancando para iniciar uma espécie de volta olímpica na área de lutas do Tijuca Tênis Clube, seu rosto estampava uma expressão de felicidade quase infantil. O trajeto da scooter foi irregular, desajeitado e engraçado, uma das mãos do campeão segurava no volante enquanto a outra acenava para o público. A resposta veio em forma de aplausos do estádio inteiro para o maior destaque da competição, o faixa-preta que abocanhou de uma só vez as duas mais disputadas categorias em jogo, o meio-pesado e o absoluto, fato inédito até então.</em></p>
<p><em>Na semifinal do absoluto, Marga reencontrava seu rival Rodrigo Comprido. Mal iniciou o combate, um contragolpe em pé colocou Margarida em boa posição, por cima e com apenas um gancho o separando da montada. Os dois atletas estavam quase fora do ringue e antes que a luta voltasse para o meio, o paulista montou. “Quando a gente caiu naquela posição, eu parei, pensando que o juiz ia voltar a luta para o meio, e ele foi malandro, montou e o juiz deixou rolar, dando os pontos da passagem e da montada,” descreveu Comprido, sentido-se prejudicado. A seguir, além de ter de explodir para sair da posição ruim, ainda teve que correr atrás de sete pontos. Isso contra alguém como Margarida, cheio de disposição e vontade de finalizar.</em></p>
<p><em>No restante da disputa – a melhor de sábado &#8211; os dois deram show de movimentação, e o paulista se manteve na frente após uma troca de pontuação de quedas e raspagens. “Gostaria de agradecer a Deus essa vitória. Até hoje, eu só tinha tido derrotas contra ele. O Comprido já foi campeão absoluto duas vezes e consegui, numa luta muito emocionante e disputada, tirá-lo da jogada e ir para a final,” comemorou Margarida, ansioso para enfrentar Saulo Ribeiro no dia seguinte, na luta que definiria o campeão do aberto.</em></p>
<p><em>Garantidos na final da categoria mais visada de um campeonato de Jiu-Jitsu – o absoluto faixa-preta – Saulo e Margarida não se comoveram com a ideia de brigar descansados pelo título e pela premiação de uma Honda Bis e uma passagem Rio-Miami, e chegaram mais cedo no domingo para lutar a divisão, que com a presença de Eduardo Jamelão, Flávio Cachorrinho, Roberto Gordo, Xande Ribeiro, Murilo Rupp entre outros, era a categoria mais difícil do campeonato.</em></p>
<p>Enquanto Saulo &#8211; de kimono, casaco por cima e walkman no ouvido &#8211; se aquecia com leves pulos no aguardo de seu primeiro compromisso, um desesperado Margarida chegava atrasado no estádio, pulava os dois alambrados que o separavam da área de lutas e se dirigia ao coordenador de lutas para saber o que estava acontecendo. O meio-pesado havia começado, mas, por sorte e como estava de baia, sua primeira luta ainda não tinha sido chamada.</p>
<p><em>Saulo passou bem pelos seus primeiros três compromissos, marcando presença na final. Primeiro foi Roger Coelho, depois Murilo Rupp e por fim derrotou Flávio Cachorrinho. Fernando teve pela frente Vinicius Jorge na primeira luta e, a seguir, lutou contra Eduardo “Jamelão” nas quartas. “Ele é um cara que já me ganhou duas vezes, na malandragem. Sempre eu ia pra cima, mas ele conseguia me segurar. Então eu falei: ‘Desta vez vou fazer o jogo certo e vou ganhar dele’”, explicou Margarida, que venceu por pontos e fez a semifinal contra Roberto Gordo. O último havia acabado com as esperanças da família Ribeiro de fechar a categoria ao derrotar Xande, mas parou ante o inspirado Margarida, por pontos. Assim foi desenhada a segunda final do campeonato entre Saulo Ribeiro e Fernando Margarida.</em></p>
<p><em>Enquanto a organização definia que o meio-pesado seria disputado primeiro, na abertura do horário da televisão, às 18 horas, e o absoluto encerraria o campeonato, por volta das 20 horas, Saulo descansava com o mesmo casaco azul e plugue no ouvido, na arquibancada, e Margarida devorava uma marmita de macarrão, sentado numa cadeira da tribuna de honra.</em></p>
<p><strong>DUPLO IMPACTO</strong></p>
<p><em>Chega a hora da primeira batalha. Saulo com o kimono azul com que disputou as lutas do domingo, Margarida de branco. Os dois se encaram enquanto Hélio Sonequinha é definido como juiz da luta. Sonequinha não perde tempo dando instruções aos lutadores, apenas olha ambos pedindo prontidão e faz sinal à mesa para dar início ao combate.</em></p>
<p><em>Agressivo, Saulo faz suas pegadas e entra em queda, abrindo o placar. No chão, se ajeita e emenda uma eficiente passagem de guarda, a mesma que nenhum dos adversários da competição tinha conseguido evitar, anteriormente. Parece que a história vai ser a mesma. Parte para o lado, abraça o pescoço e se ajusta, mas Margarida dá as costas, acha espaço, repõe e está de novo com o escudo das pernas pronto. Saulo tenta de novo e de novo, mas nada consegue, e a luta acaba voltando em pé.</em></p>
<p><em>Saulo faz sua pegada com a mão esquerda. Margarida pega a lapela do kimono abaixo do apoio de Saulo e arranca a pegada. O faixa-preta vindo do Amazonas repete o movimento e Fernando arranca seu ajuste novamente. Alguém repara na plateia: “O Saulo cansou”.</em></p>
<p><em>Margarida está longe para escutar o comentário, mas perto o bastante do oponente para sentir isso e entra com uma queda perfeita. Saulo não resiste e cai. Fernando não para e transpõe rapidamente a guarda do adversário, já colocando o joelho na barriga. Saulo nem esboça defesa quando as mãos de Margarida se dirigem ao seu pescoço. Assim, uma fração de segundos depois, vem a finalização.</em></p>
<p><em>Margarida levanta com os braços para cima, comemorando. Saulo se recompõe, espera o juiz erguer o braço do campeão meio-pesado e o cumprimenta, com olhar irado, avisando: “Ainda tem outra!” A guerra não havia terminado. Exatamente cem minutos se passam quando Saulo reaparece para a disputa do absoluto, desta vez de kimono branco, o mesmo com o qual havia vencido as demais lutas do aberto, no sábado.</em></p>
<p><em>Na encarada anterior à decisão, Margarida exibe o mesmo olhar ansioso. Saulo, apesar de visivelmente mordido, aparenta estar abatido e não tem mais a agressividade de costume estampada no semblante. Margarida então passa a ditar o ritmo e, logo no início, consegue bonita queda, abrindo o marcador.</em></p>
<p><em>Saulo volta em pé e, jogando no contra-ataque, parece querer se poupar para uma explosão no final. A luta continua com Margarida dando giro e conseguindo algumas vantagens, até que a mesa anuncia seu fim. Antes de perceber o que acaba de concretizar, Fernando esboça uma reclamação ao gritar um “Não, já terminou?”, mas em seguida se toca que é o grande campeão e sai comemorando loucamente a dupla vitória.</em></p>
<p><em>Obviamente triste, mas mantendo o espírito esportivo, Saulo analisa sua atuação no dia: “Hoje fiz cinco lutas. Até a minha terceira contra o Cachorrinho eu estava legal, mas nas duas últimas contra o Margarida faltou gás e pujança. Independente disso, foi mais do que justa a vitória dele, que estava num dia muito bom e conseguiu ser campeão com justo mérito”.</em></p>
<p><strong>APÓS O AUGE</strong></p>
<p>Depois de se consagrar no Jiu-Jitsu com pano, Margarida tinha tudo para brilhar nos eventos sem kimono e faturar os tão cobiçados petrodólares dos torneios de Abu Dhabi, o que acabou não acontecendo. Na edição 2003 do ADCC, em São Paulo, a participação de Marga ficou completamente ofuscada pela ascensão de atletas da nova safra: Roger Gracie, Ronaldo Jacaré, Marcelo Garcia, Fabrício Werdum&#8230; Nomes já consagrados também brilharam no evento, como Pé de Pano, Saulo, Ricardo Cachorrão, Dean Lister e Leozinho Vieira. Margarida, que perdera na seletiva num lutão contra Jacaré, perdeu logo no primeiro combate no evento principal, contra o americano David Terrel.</p>
<p>Certa vez, perguntamos a Marga: “Você é um fenômeno no Jiu-Jitsu, mas ainda não despontou no submission. Por quê?”. Fernando respondeu: “No ADCC 2003 dei dois suplês no David Terrell durante os cinco primeiros minutos do combate [quando não se contabilizam pontos]. Com certeza foram as quedas mais bonitas da competição, só que ninguém me deu esse prêmio. Perdi a luta porque puxei para a guarda, ao arriscar uma finalização via guilhotina. Durante a luta ainda machuquei o joelho num choque acidental, depois tive de me afastar quase um ano dos campeonatos por causa dessa contusão. E o Terrell é muito bom lutador sem pano. Em resumo, acho que venço as minhas lutas no submission, mas perco nas regras. A minha desculpa ou explicação, seja lá o que for, tem a ver com as regras. Essas minhas lutas foram filmadas e estão aí para provar o que eu disse”.</p>
<div id="attachment_218712" style="width: 1032px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/paulo-marga.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-218712" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/paulo-marga.jpg" alt="" width="1022" height="618" class="size-full wp-image-218712" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/paulo-marga.jpg 1022w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/paulo-marga-300x181.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/paulo-marga-768x464.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/paulo-marga-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1022px) 100vw, 1022px" /></a><p id="caption-attachment-218712" class="wp-caption-text">Paulão Filho tenta pegar as costas de Margarida. Foto: Reprodução</p></div>
<p>O tal afastamento de Marga acabou abrindo espaço para uma geração de lutadores galácticos, com destaque para dois em especial: Ronaldo Jacaré e Roger Gracie. Em 2004, Fernando disputou a Copa do Mundo da IBJJE, que pagava prêmios em dinheiro. Até fez bonito, chegando à final do absoluto, porém, parou para Jacaré na luta decisiva: 7 a 0 para o hoje astro do UFC, num lutão. O vídeo do combate está na internet.</p>
<p>Em 2005, quando voltou a lutar o Mundial da IBJJF, Margarida acabou finalizado por Roger com um estrangulamento pelas costas. Naquele mesmo ano, na Copa do Mundo, Fernando foi eliminado por Xande Ribeiro por 9 a 2. Em novembro de 2006, Margarida migrou para o MMA, mas não obteve constância nos eventos nacionais, fazendo apenas duas lutas, com duas vitórias.</p>
<p><strong>O GÁS É INFINITO ENQUANTO DURA</strong></p>
<p>Com o passar do tempo era natural que uma das principais virtudes de Margarida não se perpetuasse de forma intacta: o esplendor físico e a magia do “gás infinito”. É muito comum os leitores de GRACIEMAG mandarem mensagens para a nossa redação até hoje, com a seguinte pergunta: “Afinal, por onde anda o Margarida?”.</p>
<p>Embora tenha se consagrado como competidor ao longo da carreira, Fernando Pontes não aproveitou suas glórias e popularidade para formar uma academia sólida e proliferar um grupo de alunos que mantivesse o seu nome ou o nome de sua escuderia em evidência. Marga optou pelo filão dos seminários, o que condiz de certa forma com sua essência inquieta.</p>
<p>Não cabe, entretanto, julgarmos aqui o craque no que diz respeito à forma como quis guiar a trajetória de sua carreira. O que importa é homenagear o Jiu-Jitsu fenomenal de Fernando Pontes e assim inspirar o estilo de lutar de nossos leitores. A arte de caminhar sempre para a frente, para cima dos grandes desafios, dos grandes adversários, em busca da finalização. “Gosto de nocautear, procuro fazer meu adversário pedir pra parar. Batucou é nocaute”, ensina Pontes. Que o povo da divisão master fique atento, pois o velho fenômeno pode reaparecer um dia.</p>
<div id="attachment_90300" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Margarida-SeminC3A1rio-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-90300" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Margarida-SeminC3A1rio-2.jpg" alt="Margarida têm duas vitórias no MMA Foto: Mohamad Jehad/GRACIEMAG" width="640" height="426" class="size-full wp-image-90300" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Margarida-SeminC3A1rio-2.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Margarida-SeminC3A1rio-2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/12/Margarida-SeminC3A1rio-2-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-90300" class="wp-caption-text">Fernando Margarida, de kimono, ensinando Jiu-JItsu pelo mundo. Foto: Mohamad Jehad/GRACIEMAG</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/20-anos-de-um-feito-inedito-no-jiu-jitsu-com-fernando-margarida/">Margarida e os 20 anos de um feito inédito no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vídeo: A revanche de Royce Gracie e Ken Shamrock na mais longa luta do UFC</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2021 13:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Eu te dou o peso e você me dá o tempo&#8221;, era o que pregavam os Gracie nos seus duelos de vale-tudo. Para a revanche de Royce Gracie e Ken Shamrock, remontando o duelo do UFC 1, o tempo seria mais um fator a entrar para a história. A luta no UFC 5, em 1995,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_79224" style="width: 424px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-79224" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3.jpg" alt="" width="414" height="300" class="size-full wp-image-79224" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3.jpg 414w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3-300x217.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/susumu26-3-150x109.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 414px) 100vw, 414px" /></a><p id="caption-attachment-79224" class="wp-caption-text">Royce Gracie contra Ken Shamrock no UFC. Foto: Susumu Nagao</p></div>
<p>&#8220;Eu te dou o peso e você me dá o tempo&#8221;, era o que pregavam os Gracie nos seus duelos de vale-tudo. Para a revanche de Royce Gracie e Ken Shamrock, remontando o duelo do UFC 1, o tempo seria mais um fator a entrar para a história.</p>
<p>A luta no UFC 5, em 1995, foi realizada como a superluta que encerrava o card que teve outros grandes nomes, como Dan Severn, Oleg Taktarov e Dave Beneteau. Royce, que vencera os GPs das quatro primeiras edições do evento, teria contra Ken uma aguardada revanche, sem limite de peso.</p>
<p>Depois de ser finalizado por Royce no debute do Ultimate, Ken entrou mais atento aos ataques do Gracie, sabendo também dos perigos que o kimono, visto como desvantagem, traziam para a equação, com estrangulamentos e formas de anular movimentos. Ken trabalhou por cima com seu peso, enquanto Royce tentava conter os avanços com sua guarda e ataques por baixo. O duelo em sua etapa inicial, que passou dos 31 minutos, teve mais cinco minutos de acréscimo, se tornando a mais extensa disputa da história do Ultimate. O duelo, por fim, foi declarado como empate.</p>
<p>Confira o duelo completo no vídeo abaixo!</p>
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<p><iframe loading="lazy" title="UFC 5 Free Fight: Royce Gracie vs Ken Shamrock 2 (1995)" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/cXDT44zT8JY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-a-revanche-de-royce-gracie-e-ken-shamrock-na-mais-longa-luta-do-ufc/">Vídeo: A revanche de Royce Gracie e Ken Shamrock na mais longa luta do UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Você conhece a história da faixa que você ostenta na cintura?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2021 13:00:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Colaborador de sua revista de Jiu-Jitsu favorita, o pesquisador Willian von Söhsten remontou a saga das faixas no nosso esporte, numa recente edição de GRACIEMAG. Para ler artigos como este todo mês, assine logo nossa revista, aqui. Confira a seguir o artigo de Willian, que é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Colaborador de sua revista de Jiu-Jitsu favorita, o pesquisador Willian von Söhsten remontou a saga das faixas no nosso esporte, numa recente edição de GRACIEMAG. Para ler artigos como este todo mês, <a title="Assinatura de GRACIEMAG" href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">assine logo nossa revista, aqui.</a></em></p>
<p>Confira a seguir o artigo de Willian, que é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica, além de ser faixa-preta do professor Cícero Costha.</p>
<p>********</p>
<div id="attachment_62976" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-62976" class="size-full wp-image-62976" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/06/Faixa-preta-Mundial-2012.jpg" alt="Você sabe como nasceu o uso das faixas? Foto: GRACIEMAG" width="800" height="533" /><p id="caption-attachment-62976" class="wp-caption-text">Você sabe como nasceu o uso das faixas? Foto: GRACIEMAG</p></div>
<p>Quem nunca ouviu dizer que faixa só serve para amarrar o kimono? Pois, a princípio, é verdade. O obi (faixa) é acessório milenar usado para ajustar o keikogi (vestimenta de treino), também chamado simplesmente dogi (vestimenta do caminho, escolhido) ou mais especificamente jiujitsu-gi (vestimenta do Jiu-Jitsu).</p>
<p>Porém quando se fala em faixa com o sentido de atribuir qualidade técnica aos artistas marciais, através do uso de kyu (a famosa graduação colorida da faixa) ou dos dans (atribuídos aos que atingiram a faixa preta), a prática tem pouco mais de um século.</p>
<p>Cabe lembrar que o Jiu-Jitsu brasileiro utiliza nomenclaturas diferentes em certos casos, como o grau ao invés de dan. Interessante é observar que foi com Jigoro Kano, fundador do estilo Kodokan, que por volta de 1883 o obi passou a diferenciar os mais graduados. No início havia o faixa-branca e o faixa-preta e por muito tempo foi assim. Artes orientais tradicionais como o aikido até hoje mantêm este padrão de graduação.</p>
<p>Foi com a influência ocidental e a necessidade de equiparar lutadores competitivos na organização de torneios que a graduação por cor se tornou habitual. Cada modalidade marcial difere nas cores adotadas e no número de faixas que o aluno deve perseguir até conquistar a faixa-preta.</p>
<p>Visualmente percebe-se que a faixa tende a escurecer, demonstrando que com o tempo o branco ganha pigmentação, experiência, técnica e destreza.</p>
<p>No Jiu-Jitsu foram adotas as cores branca, azul, roxa e marrom, com prazo indeterminado para a primeira troca de faixa, mas devendo ser respeitado o tempo mínimo de permanência nas demais (dois anos, um ano e meio, e um ano, respectivamente). Há também a utilização de outras cores para os mais novos, como o cinza, amarelo, laranja e verde.</p>
<p>Concluído o ciclo de aprendizagem inicial, pois passamos a vida toda aprendendo, o artista marcial ingressa na faixa preta onde passará a ser consagrado com graus em sua faixa. Como é costume na maioria das modalidades de luta oriental o último dan, o décimo em geral, é reservado aos fundadores da arte. No Jiu-Jitsu o décimo grau segue a mesma tradição, sendo destinado a pioneiros da arte, como os grandes mestres Gracie e o japonês Conde Koma.</p>
<p>Para os reles mortais está ao alcance o nono grau, alcançado por aqueles com 48 anos de faixa-preta, passando antes pela coral (vermelha e preta) seguido pela vermelha e branca.</p>
<p>Por fim, duas tradições estão sempre em pauta nos dojôs afora: a ponteira deve ficar para o lado esquerdo e a faixa jamais deve ser lavada.</p>
<p>Sobre a primeira, cabe explicar que nem todas as artes marciais fazem o uso de ponteira em todas as faixas. No Jiu-Jitsu, desde a branca até a vermelha, prega-se o uso de uma ponteira. Nos obi coloridos é comum o uso de até quatro graus, que servem, principalmente, para o professor se orientar sobre o período em que o aluno está naquele estágio. A ponteira para o lado esquerdo está associada a uma antiga tradição oriental do século 10, quando os samurais posicionavam suas katana e wakisahi do lado esquerdo do corpo para desembainhá-las com a mão direita.</p>
<p>A polêmica mesmo está no ato de lavar ou não a faixa. Com o treino ela fica suja, encardida, rasgada, mas ao mesmo tempo aumenta a relação afetiva que o lutador tem por sua obi. O samurai atribuía às suas armas de combate uma forte relação espiritual de modo a acreditar que parte de sua alma e técnica estavam depositadas no seu instrumento de guerra. Muitos, por perceberem sua evolução técnica atrelada a sua faixa, depositam nela um carinho muito grande, como se fosse uma extensão de sua alma. Assim, quando se lava a faixa, para alguns, é como enxaguar seu conhecimento.</p>
<p>E você amigo leitor, lava ou não lava sua faixa?</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/uma-breve-historia-das-faixas-no-jiu-jitsu/">Você conhece a história da faixa que você ostenta na cintura?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Leonardo Ligeirinho relembra início no Jiu-Jitsu e ida para o Catar</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 08:22:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Do início no esporte em um projeto social no Rio de Janeiro ao cargo de professor de Jiu-Jitsu no exército do Catar, a vida de Leonardo &#8220;Ligeirinho&#8221; Rodrigues corre em paralelo com a arte suave, esporte que deu a ele a chance de ganhar o mundo. Faixa-preta desde 2004, nosso professor GMI radicado em Doha&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_229714" style="width: 990px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/ligeirinho.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-229714" class="size-full wp-image-229714" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/ligeirinho.jpg" alt="" width="980" height="730" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/ligeirinho.jpg 980w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/ligeirinho-300x223.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/ligeirinho-768x572.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/11/ligeirinho-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a><p id="caption-attachment-229714" class="wp-caption-text">Ligeirinho treina e ensina Jiu-Jitsu em Doha, no Catar. Foto:</p></div>
<p>Do início no esporte em um projeto social no Rio de Janeiro ao cargo de professor de Jiu-Jitsu no exército do Catar, a vida de Leonardo &#8220;Ligeirinho&#8221; Rodrigues corre em paralelo com a arte suave, esporte que deu a ele a chance de ganhar o mundo.</p>
<p>Faixa-preta desde 2004, nosso professor GMI radicado em Doha contou, na entrevista que você confere a seguir, um pouco mais da sua história, do início no Jiu-Jitsu, da relação com o mestre Cézar &#8220;Casquinha&#8221; Guimarães e os seus planos para o futuro. Confira!</p>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu foi parar na vida do jovem Leonardo Rodrigues?</strong><br />
Conheci o Jiu-Jitsu através da minha esposa Ludmila e de um amigo meu chamado Fernando. Eles eram faixas-azuis na época e me convidaram para fazer uma aula experimental no projeto do vereador Jorge Leite, com os professores Fabiano Gáudio e Anderson Raphael, alunos do mestre Casquinha. Foi meu primeiro esporte. Foi engraçado porque, no início, não gostei muito não. Queria aprender muay thai ou boxe, mas a mensalidade era cara e o Jiu-Jitsu era gratuito no projeto. Com a rotina de treinos vi que era o Jiu-Jitsu que eu precisava e me apaixonei pelo esporte.</p>
<p><strong>Como foram seus primeiros passos no esporte e quais obstáculos teve que superar?</strong><br />
Minha adaptação ao Jiu-Jitsu foi rápida, pois era um estudioso. Anotava tudo o que aprendia num caderno e depois tirava muitas dúvidas com meus professores. Lógico, tive dificuldades. Falta de apoio para as competições, era difícil de conseguir kimonos e por ser morador de comunidade tive que quebrar algumas barreiras, além de abdicar de muitas coisas. Mas tudo isso foi combustível para vencer.</p>
<p><strong>Como foi seu início na Top Brother e a sua ligação com feras como Mestre Casquinha, Davi Ramos, Karlona, Carrera e outros craques do time?</strong><br />
Meu início na Top Brother foi amor à primeira vista pois estava amando fazer Jiu-Jitsu. Minha ligação com meu mestre Casquinha é de pai e filho. Tomava uns puxões de orelha mais sei que eram pro meu bem. Ele me mostrou que poderia viver da luta e fui obediente a ele na caminhada. Acreditei em Deus em primeiro lugar e nele nessa missão. A ligação com Davi Ramos sempre foi de família. Fui uns dos primeiros professores dele na época do projeto social, pois quando peguei a faixa-azul já ajudava a dar aulas junto com os professores Fabiano Gáudio e Alexandre Carrera.</p>
<p>Com a Karla Hipólito, a Karlona, tem uma história legal. Sempre fui muito amigo dela e ela estava afastada do Jiu-Jitsu há muitos anos. Encontrei com ela um dia, engrenamos numa conversa e consegui resgatá-la de novo para o cenário do Jiu-Jitsu competitivo. Tudo que era relacionado a treinos para melhorar o desempenho fazíamos juntos. Botei na cabeça dela, junto com meu mestre Casquinha, que ela podia ser a primeira do ranking na IBJJF, e não deu outra. Graças a Deus.</p>
<p><strong>Como foi o convite e a ida para o Catar? Como é a vida e os treinos por aí?</strong><br />
O Davi Ramos me falou que aconteceria esse projeto em Doha, capital do Catar, e perguntou se eu queria participar dessa seletiva. O Fernando Tererê, por eu sempre treinar com ele, também citou o meu nome para esta seletiva. Ela aconteceu na academia do Alexandre &#8220;Gigi&#8221; Paiva, e nela estavam o Fabrício Moreira e alguns xeiques do Catar. Da seletiva saiu o primeiro grupo para trabalhar neste projeto. A vida no Catar é bem tranquila. Minha rotina é trabalho, treino e casa. Estudo Inglês e Jiu-Jitsu todos os dias. Visito os pontos turísticos do país com a minha esposa Ludmila e, nas folgas, faço muitos drills com o Isaque Paiva, Rodrigo Akillis e Bruno Melo. Continuo aprendendo muito com todos meus companheiros de trabalho, no Jiu-Jitsu e na parte de defesa pessoal, já que hoje trabalho para o exército do Catar. Deus e o Jiu-Jitsu mudaram minha vida e da minha família. Sou muito grato.</p>
<p><strong>Quais serão seus próximos passos? Pretende fincar ainda mais as raízes no oriente? Tem projeções para voltar pro Brasil? Como você imagina o seu amanhã?</strong><br />
Sempre procuro ter orientação de Deus em tudo que faço. Da minha vontade, quero aprender mais com meus companheiros de trabalho e de treino. Pretendo aprender mais da cultura árabe. Planejo voltar para o Brasil no futuro. Tenho minha família, filhos, netas e amigos. Quero retribuir o que Deus e o Jiu-Jitsu fazem por mim e minha família.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/leonardo-ligeirinho-relembra-inicio-no-jiu-jitsu-e-ida-para-o-catar/">Leonardo Ligeirinho relembra início no Jiu-Jitsu e ida para o Catar</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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