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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>GSP | Graciemag</title>
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		<title>Relembre Gordon Ryan x Toquinho antes da próxima luta do astro sem kimono, no UFC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Oct 2023 14:05:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Gordon Ryan volta a lutar? A bola da vez será o evento UFC Fight Pass 5, evento marcado para 9 de dezembro em Las Vegas, onde Gordon vai defender uma invencibilidade que vem desde maio de 2018. O último a vencer o rei sem pano foi Vinny “Pezão” Magalhães, no evento ACB JJ 13, por 5 a 0. Em 2019, o americano encarou o temido Rousimar Toquinho, mas não deu sopa para o azar.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_218963" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-218963" class="wp-image-218963 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-06-at-23.31.28-1024x682.jpeg" alt="Gordon Ryan trabalha nas costas de Toquinho, em 2019. Foto de Blanca Marisa Garcia" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-06-at-23.31.28-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-06-at-23.31.28-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-06-at-23.31.28-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-06-at-23.31.28-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-06-at-23.31.28.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-218963" class="wp-caption-text">Gordon Ryan trabalha nas costas de Toquinho, em 2019. Foto de Blanca Marisa Garcia</p></div>
<p>O UFC tem percebido a força –&nbsp;e o dinheiro&nbsp;– do Jiu-Jitsu sem kimono, e vem investindo na audiência dos fãs do grappling, velho conhecido dos nossos leitores desde que se chamava submission e levantava a plateia no ADCC, evento criado em 1998 em Abu Dhabi.</p>
<p>A bola da vez será o evento UFC Fight Pass 5 em 9 de dezembro em Las Vegas, onde Gordon Ryan vai defender uma invencibilidade que vem desde maio de 2018. O último a vencer o rei sem pano foi Vinny “Pezão” Magalhães, no evento ACB JJ 13, por 5 a 0.</p>
<p>O oponente escolhido para tentar parar Gordon é o habilidoso peso superpesado Mason Fowler, um ex-jogador de rúgbi e atleta do treinador Caio Terra. Mason foi campeão mundial nas faixas roxa e marrom e campeão brasileiro faixa-preta em 2022, no peso pesadíssimo, feito que apenas outros dois americanos haviam alcançado: Rafael Lovato e Isaac Doederlein. Fowler tem um card sólido de 39 vitórias e 4 derrotas sem pano.</p>
<p>O evento aposta alto ainda num tira-teima e tanto: Nicholas Meregali x Felipe Preguiça. O UFC quer ver ainda em breve o retorno de GSP contra Nick Diaz, nas regras do grappling, mas os veteranos ainda estão contundidos. O card completo será divulgado em breve.</p>
<p>Para esquentar para o retorno do Rei, relembre uma guerra de 15 minutos de Gordon Ryan contra o então temido desenroscado de tornozelos, a fera mineira Rousimar “Toquinho” Palhares. A luta aconteceu em outubro de 2019, no World Jiu-Jitsu Festival, na Califórnia, logo depois de Gordon faturar o duplo ouro no ADCC 2019.</p>
<p>Repare nas esgrimas e pegadas de costas de Gordon, e nos bloqueios e na raça de Rousimar.</p>
<p><iframe title="GORDON RYAN VS ROUSIMAR PALHARES Grappling Match" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/WgYGN2vU7mI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/relembre-gordon-ryan-x-toquinho-antes-da-proxima-luta-do-astro-sem-kimono-no-ufc-em-dezembro/">Relembre Gordon Ryan x Toquinho antes da próxima luta do astro sem kimono, no UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Os melhores de todos os tempos no MMA? Confira a lista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 17:16:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_143896" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-143896" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1.jpg" alt="" width="640" height="427" class="size-full wp-image-143896" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/12/0503-1-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-143896" class="wp-caption-text">Fedor vs. Zuluzinho at Pride Shockwave 2005. Photo: Susumu Nagao/GRACIEMAG</p></div>
<p>Quer arrumar confusão entre seus familiares e amigos mais chegados, sem falar de política? Vai aí uma sugestão infalível. Reúna todos em volta de uma inofensiva mesa de bar, ou de uma casa de sucos, e pense num tópico apreciado por todos – pode ser MMA, futebol, automobilismo, cinema, música ou cuspe à distância. Em seguida, introduza o assunto: quem é o melhor de todos os tempos? Pronto. O furdunço está armado.</p>
<p>Tal tipo de discussão é marcado pelo subjetivismo e, seja qual for o tema, dificilmente haverá consenso. Pelé, Maradona ou Messi? Bill Russell, Michael Jordan ou LeBron James? Fellini, Kubric ou Tarantino? Jimi Hendrix, Jimmy Page ou Eric Clapton? Tudo vai sempre depender do critério e do gosto de quem escolhe. Os fãs mais clássicos hão de defender o legado dos que fizeram história no passado e assim foram consagrados; vão falar da dificuldade em ser original e pavimentar o caminho para as novas gerações. Sequer vão se mostrar abertos a discutir as realizações de novos expoentes, minimizando-as diante da importância dos feitos de seus ídolos. Para estes, Pelé será sempre o Rei, independentemente do que aconteça nos próximos 2 mil anos de futebol.</p>
<p>Os mais novos e impressionáveis costumam votar em seus contemporâneos. Exaltam a superioridade física, técnica ou tecnológica atual e são capazes de desprezar o contexto histórico em que os antigos ícones atuavam. Para estes, Pelé não teria velocidade e preparo físico para competir com o ritmo do futebol atual e ficaria à sombra do argentino Messi se jogassem no mesmo time.</p>
<p>Há, ainda, os que foquem em números absolutos para defender seu ponto de vista. Apegando-se a critérios puramente objetivos, fica difícil questionar Michael Schumacher e seus sete títulos mundiais de automobilismo, ainda que os oponentes do alemão fossem inferiores ao nível de competição que enfrentavam Senna, Prost, Mansell e Piquet.</p>
<p>Outros, por fim, ainda vão se concentrar na beleza ou no grau de dificuldade das conquistas. Para estes, o elemento qualitativo (difícil de definir) superaria o raso quantitativo. Vale muito mais o trabalho imortal de Alfred Hitchcock do que os dois Oscar de melhor diretor de Alejandro González Iñárritu.</p>
<p>Percebeu o nível da dificuldade, caro leitor? Por isso evito cair nessa pilha de apontar o melhor de todos, como a mídia apressou-se a fazer novamente após o UFC 214, quando Jon Jones sobrou contra Dan Cormier, com um lindo nocaute. O feito deu-se no fim de julho. Em agosto, surgiu a notícia de que Jon Jones lutara dopado, e os analistas se recolheram, assobiando. Quem estava certo, contudo, era o grande estudioso Albert Einstein, que provou que tudo é relativo. De fato, não dá para falarmos em melhor lutador da história do esporte sem, ao menos, ponderarmos as virtudes e defeitos dos principais mitos da modalidade. E aí sim poderemos aprender com eles, a quem eu chamo de “Os quatro grandes”. Ei-los, a seguir.</p>
<p><strong>Fedor, o imperador combalido</strong></p>
<p>O russo Fedor Emelianenko, conhecido como “O Último Imperador”, foi o maior campeão do Pride Fighting Championship e é o atleta mais dominante da categoria peso pesado da história do MMA. Numa divisão de peso onde até um golpe de raspão é capaz de abrir rombo em parede, é um feito homérico permanecer invicto durante mais de nove anos. Se formos falar em números, Emelianenko venceu 27 lutas durante este período (mais lutas do que Jon Jones tem em sua carreira, por sinal).</p>
<p>Se formos avaliar a magnitude dos combates, precisamos considerar que Fedor é pequeno e gordinho se comparado aos gigantes que abateu. Estamos falando de uma época em que os anabolizantes eram consumidos sem qualquer controle, tornando os pneus proeminentes do russo uma verdadeira medalha de valor. Emelianenko encarou e superou todas as ameaças que ousaram atravessar seu caminho: os chutes mortais de Mirko “Cro Cop” Filipovic, o então invencível Jiu-Jitsu de Rodrigo “Minotauro”, o suplê inacreditável de Kevin Randleman e o ground and pound do campeão do Pride GP Mark Coleman, entre outros riscos. E ainda mostrou queixo e coração, no duelo em que recuperou-se após quase ser nocauteado em pé pelo japonês Fujita.</p>
<p>Em seu desfavor, contudo, pesam o fato de não ter lutado no UFC e não ter avaliado quando encerrar a carreira. No início dos anos 2000, os desafios no Pride eram superiores aos da organização americana. Todavia, com o fim do evento japonês, muitos acreditam que Fedor deveria ter se provado e conquistado o cinturão do UFC para se garantir indiscutivelmente como o melhor da história. Essa impressão só piorou quando, em 2010, Fabricio Werdum tirou a invencibilidade do Imperador com aquela chave de braço do triângulo que chocou o planeta – sua primeira derrota desde 2000.</p>
<p>Seguiu-se então uma sequência de derrotas pungente, para o limitado Antonio “Pezão” e para o bem menor Dan Henderson; um punhado de vitórias sem brilho, contra oponentes como Fábio Maldonado, e por fim o nocaute sofrido em pouco mais de um minuto contra o simplório Matt Mitrione. O crepúsculo da carreira de Fedor tende a manchar seu legado e cada derrota desnecessária o coloca um passo mais longe do trono, na visão de seus detratores.</p>
<div id="attachment_95406" style="width: 695px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-95406" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1.png" alt="" width="685" height="455" class="size-full wp-image-95406" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1.png 685w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1-300x199.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1-150x100.png 150w" sizes="auto, (max-width: 685px) 100vw, 685px" /><p id="caption-attachment-95406" class="wp-caption-text">O chute mais famoso de Anderson Silva, no UFC 126. Foto: James Law</p></div>
<p><strong>Anderson, o gênio dançarino</strong></p>
<p>Se o critério for beleza e ineditismo dos feitos, Anderson Silva é de fato o maioral. O brasileiro é o mais inventivo gênio a calçar as luvas de duas onças. Fintas e esquivas cinematográficas, socos e chutes precisos, movimentos arriscadíssimos e impensáveis. Anderson trouxe tudo isso ao octógono como jamais foi feito. Um verdadeiro artista, o Da Vinci da pancadaria.</p>
<p>Além de ainda ser o lutador com maior número de vitórias consecutivas (16) e o campeão com o maior número de defesas de cinturão consecutivas (11) no UFC, Anderson não se contentava em apenas vencer. Ele verdadeiramente dava espetáculo. Cada vez que o “Aranha” baixava os braços e se esquivava dos socos inimigos, o coração do público disparava. Quando contragolpeava com precisão e vencia, os espectadores deliravam. E ainda por cima, 14 de suas 17 vitórias no UFC foram por nocaute ou finalização, estabelecendo mais um recorde que permanece. Ele dava aos fãs o que eles queriam e os surpreendia com algo que nem sabiam que queriam. Momentos como o chute frontal contra Vitor Belfort e as esquivas contra Forrest Griffin serão eternamente contados em prosa e verso nas antologias do esporte.</p>
<p>Muito do que gera argumentos para não tê-lo como o maior atleta de todos os tempos advém do jeito difícil e egocêntrico com que Anderson se portou, especialmente no auge de sua carreira. Com o tempo, Silva passou a escolher demais seus oponentes, criar dificuldades para fechar contratos, atuar de maneira excessivamente desdenhosa, lutar parecendo estar desmotivado. Nas vitórias contra Patrick Coté, Thales Leites, Demian Maia e Nick Diaz, Anderson parecia estar deliberadamente com o freio de mão puxado, a ponto de exasperar o público e a organização do evento. Na derrota para Chris Weidman, o brasileiro exagerou na autoconfiança e nas provocações, a ponto de errar em sua especialidade e ser nocauteado. A confiança o engrandecera e a soberba o derrubara.</p>
<p>Outra crítica recorrente é acerca da fragilidade de seu jogo de wrestling. Anderson era excepcional em manter a distância de seus oponentes usando esquivas e sua envergadura. Mas não se pode dizer que tinha um jogo completo em todos os aspectos do MMA, sofrendo grandes dificuldades para se defender e levantar das quedas aplicadas pelos bons wrestlers que enfrentou (casos de Henderson, Sonnen e Cormier). Estariam os críticos se excedendo ao exigir perfeição de um lutador que já era sobrenatural em seus pontos fortes?</p>
<div id="attachment_148672" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-148672" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1.jpg" alt="" width="400" height="267" class="size-full wp-image-148672" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1.jpg 400w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/georges-st-pierre-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-148672" class="wp-caption-text">Georges st-Pierre em foto de Josh Hedges.</p></div>
<p><strong>GSP, o completo estrategista</strong></p>
<p>Se o melhor lutador do mundo for aquele com o jogo mais completo e equilibrado em todos os aspectos do MMA, teríamos de coroar Georges St-Pierre. Aprimorando-se visivelmente durante o decorrer de sua carreira, o peso meio-médio canadense alcançou um patamar em que não se via falhas no seu jogo.</p>
<p>Tal polivalência permitiu que Georges se tornasse o supremo estrategista do esporte. Se o oponente era um wrestler, St-Pierre mantinha a luta em pé e jabeava intensamente. Se o oponente era um striker, ele encurtava a distância, derrubava e anulava o pobre desafiante. Com isso, conseguiu a impressionante marca de 19 vitórias no UFC (ele é o segundo em quantidade de vitórias na organização). Tudo muito planejado, quase matemático. GSP vingou com autoridade as únicas duas derrotas que sofreu (para Matt Hughes e Matt Serra) e venceu os maiores nomes da categoria meio-médio, incluindo lendas como Hughes e BJ Penn (em seu auge).</p>
<p>Apesar de tudo isso, já vinha sendo notada em St-Pierre uma falta de gana em assumir riscos em nome do espetáculo. Desde a vitória contra BJ Penn em 2007, suas lutas estavam cada vez mais metódicas e monótonas. Esse estilo burocrático afastou alguns fãs e a falta de gana quase lhe custou a vitória contra Jonny Hendricks. Como dizia o poeta, que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental. Para seus críticos, as lutas feias e pragmáticas impedem que o faixa-preta canadense use a coroa com a realeza que o posto exige.</p>
<div id="attachment_221233" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221233" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-1024x759.jpg" alt="" width="650" height="482" class="size-large wp-image-221233" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-1024x759.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-300x223.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-768x570.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003-150x111.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/IMG-20200209-WA0003.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-221233" class="wp-caption-text">Jon Jones com o cinturão meio-pesado do UFC. Foto: Reprodução/Instagram</p></div>
<p><strong>Jones, o destruidor autodestrutivo</strong></p>
<p>E enfim chegamos a ele, o craque invicto que bem poderia ser o favorito absoluto ao título de soberano do MMA. Jon “Bones” Jones é, apesar de tudo, o campeão mais jovem e assustador da história do UFC. Jones parece não ser humano, mas algo construído para ser o lutador perfeito: alto, forte, veloz, dono de reflexos impecáveis e da maior envergadura do UFC; e além de tudo pronto para disparar socos e chutes eficientes, um excelente wrestling, finalizações justas e um QI de luta elevado.</p>
<p>No Octagon, Jones não se afoba, não se assusta, não se arrisca desnecessariamente e, salvo raras oportunidades, jamais foi verdadeiramente ameaçado pelos seus adversários. OK, isso ficou parecendo a descrição do Chuck Norris, mas é verdade. Ele realmente “limpou” a categoria meio-pesado do UFC, transformando-a de uma das mais disputadas no esporte para uma terra arrasada onde poucos se arriscam.</p>
<p>Perto de completar dez anos como profissional, Jones conta uma única “derrota” em sua carreira, na verdade uma desclassificação por golpe ilegal contra Matt Hamill. Portanto, podemos dizer que Jones jamais foi vencido por outro atleta. De fato, o grande inimigo de Jon Jones é ele mesmo.</p>
<p>O campeão que podia ser incontestável se envolveu em lamentáveis escândalos com drogas, dopings e crimes dignos das páginas dos tabloides mais sórdidos. Jones, sob influência de drogas, bateu no veículo de uma mulher grávida e fugiu sem prestar socorro. Teve problemas recorrentes no antidoping por uso de cocaína e de substâncias proibidas. Desastres que lhe acarretaram longos períodos de suspensão, a perda do título e dúvidas constantes acerca da influência do doping em suas performances. Por fim, ainda é visto por muitos como um lutador desleal, devido a golpes direcionados aos joelhos e dedadas nos olhos.</p>
<p>Os próprios atributos de Jones também o afastam da preferência como melhor de todos. Primeiro, por não colecionar desafios emblemáticos, nos quais sofreu riscos reais e os superou – o único duelo tenso foi contra Alexander Gustafsson. Segundo, por sua disciplina extrema, o que o impediu de se arriscar em lutas monótonas que poderia ter definido com autoridade (casos das lutas com Rashad Evans, Ovince St-Preux e Glover Teixeira). Sempre parecia faltar aquele algo a mais, aquilo que anima o esporte, aquilo de que são feitas as lendas.</p>
<p>Em seu retorno ao UFC, no último dia 29 de julho, Jones parecia estar querendo vencer até mesmo esses últimos questionamentos. Enfrentou o duríssimo Dan Cormier, contra quem tinha uma verdadeira animosidade e que vinha motivado, fazendo contra Jones a melhor luta de sua carreira – até o momento em que Jones despertou. Aproveitando-se de um rápido instante em que Dan abaixou-se para golpear, Jones desferiu uma estrondosa canelada na cabeça de seu oponente. Ao ver Cormier cambaleando, “Bones” avançou como um tubarão que sente o cheiro de sangue, atacando até a interrupção do juiz. Uma vitória aparentemente incontestável, contra um oponente perigoso, definida com um lance de genialidade. E ainda com direito a uma cereja no bolo: o belo discurso da vitória, exaltando os méritos do adversário, mostrando enfim a maturidade nunca antes vista, e até sinalizando uma possível mudança para o peso pesado – onde poderia provar ser o mito inconteste do esporte.</p>
<p>Mas teria Jones vencido mesmo seu “passageiro sombrio”, como o personagem Dexter define seu lado tenebroso? Eis que, menos de um mês depois, a Usada anunciou que o campeão teria sido flagrado em teste antidoping para o UFC 214. Novamente uma enorme mancha se coloca entre Jon Jones e a supremacia do MMA. Quem sabe pela última e definitiva vez.</p>
<p>Como vimos, existem argumentos a favor e contra cada um dos postulantes. Entretanto, ao contrário do velho artilheiro mineiro Dadá Maravilha, viemos com a problemática, mas não com a “solucionática”. Cabe a você, amigo leitor, definir quem é o melhor de todos os tempos e defender com luvas e dentes sua escolha, na próxima confraternização com os amigos e em emails para nossa redação, no endereço enquete@graciemag.com. Afinal, quem foi o “cara” no MMA? Com a palavra, o sábio leitor.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/os-melhores-de-todos-os-tempos-no-mma-confira-a-lista/">Os melhores de todos os tempos no MMA? Confira a lista</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>“Preciso treinar com gente melhor que eu para me aprimorar”, ensina GSP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Feb 2021 18:12:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #168. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Fora das competições desde 2017, Georges St-Pierre é um dos maiores nomes do mundo do MMA. O sucesso do campeão do UFC, garantem os professores&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114138" style="width: 651px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-114138" class="size-full wp-image-114138" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1.jpg" alt="" width="641" height="457" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1.jpg 641w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1-300x214.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/05/georges-st-pierre-1-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px" /><p id="caption-attachment-114138" class="wp-caption-text">Relembre parte da trajetória do canadense que fez história no UFC. Foto: Divulgação</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #168. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Fora das competições desde 2017, Georges St-Pierre é um dos maiores nomes do mundo do MMA. O sucesso do campeão do UFC, garantem os professores de Jiu-Jitsu mais próximos, não está em sua carcaça, e sim no seu espírito de lutador.</p>
<p>Como diz o velho ditado repetido no mundo do MMA, “Meu irmão, ou o adversário protege as pernas, ou protege a cara”. O ensinamento explica em boa parte o sucesso do canadense Georges St-Pierre. Afinal, o que você faria se estivesse ali, frente a frente com ele? O que você protegeria? Karateca desde os sete anos e dono de jabs e chutes imprevisíveis, o ex-campeão dos meio-médios do UFC obrigava qualquer um a prestar atenção para não levar uma bifa na cara. Enquanto isso, seu lado wrestler olímpico fazia o adversário tombar na lona.</p>
<p>Mas todo esse aparato pouco adiantava quando a luta ia ao chão, e em 99% das ocasiões ela ia, seja por vontade dos envolvidos ou por puro acidente. Foi assim que St-Pierre percebeu rápido que era vital vestir o kimono e afiar seu Jiu-Jitsu para reinar no MMA. “O Georges apareceu na minha academia em 1999, começou de kimoninho e faixa-branca. Sempre foi um atleta, era muito explosivo e pegava as posições bem rápido. Lembro que a primeira sapatilha de wrestling dele quem comprou fui eu, quando o convenci a irmos dar uns treinos no time olímpico em Montreal. Hoje ele é esse monstro, um grande astro, mas ainda somos bons amigos”, recorda Wagnney Fabiano, seu primeiro professor de Jiu-Jitsu, com quem GSP conquistou a faixa-azul e o primeiro cinturão, na organização Ultimate Cage Championships (UCC), em 2001.</p>
<p>Já aposentado, St-Pierre não foi apenas um mestre no chão. Foi uma das mais azeitadas máquinas de lutar MMA, sabia como poucos anular o poderio ofensivo de qualquer rival. Dono de um fôlego monstruoso e uma mente tática, ficou invicto desde 7 de abril de 2007 até o fim de sua carreira. Em sua última atuação nas artes marciais mistas, o canadense utilizou seu Jiu-Jitsu e botou o americano Michael Bisping para dormir com um duro mata-leão no evento principal do UFC 217.</p>
<div id="attachment_220749" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220749" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4.jpg" alt="" width="900" height="758" class="size-full wp-image-220749" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4.jpg 900w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-768x647.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/CT4tUpXWwAEJkQ4-150x126.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /><p id="caption-attachment-220749" class="wp-caption-text">Roger Gracie com St-Pierre em Londres. Foto: Reprodução/Twitter</p></div>
<p>Nativo de Saint-Isidore, estado de Quebec, o ex-campeão até 77kg do UFC só gostava de medir distâncias dentro do ringue. Fora dele, ia aonde os melhores estavam para se aperfeiçoar. Já rodou o mundo em busca de treinos, disputou o ADCC 2007 em Nova Jersey, visitou o Rio de Janeiro um punhado de vezes e pegou a faixa-marrom com Renzo Gracie em Manhattan.</p>
<p>No início de 2011, zarpou para Londres com o objetivo de trocar conhecimentos com o fenômeno do pano Roger Gracie e com o tetracampeão mundial de Jiu-Jitsu Bráulio “Carcará” Estima. Para seu professor na Gracie Barra Montreal, Bruno Fernandes, esse é um dos principais aspectos para GSP estar invicto há tanto tempo. “Um dos motivos que ele quase não perde é esse constante aprimoramento de todos os aspectos da luta, seja em pé ou no chão. Apesar de ser considerado por muitos o melhor lutador da história, ele ainda mantém o espírito de faixa-branca, sempre interessado em aprender”, destaca Bruno.</p>
<p>Conversamos com GSP sobre Jiu-Jitsu certa vez, em junho de 2008, e o campeão explicou o que o motivava a sair do Canadá para buscar conhecimento. “Em Montreal não tem muita gente que me faça dar os três tapinhas… Já no Rio de Janeiro eu bato o tempo todo e sei que preciso treinar com gente melhor do que eu para me aprimorar. Considero viajar um grande investimento”, ensina.</p>
<p>Para o parceiro de treinos Bráulio Estima, o canadense reúne diversos ingredientes capazes de formar um exímio lutador, além do espírito de faixa-branca. “GSP possui o discernimento de escolher bem e aplicar efetivamente o que é válido para o seu próprio jogo. Ele é um cara que sabe colocar todos os aspectos do MMA em sintonia de uma forma ímpar e por isso é um fenômeno. Um exemplo? Com seu Jiu-Jitsu, ele sabe combinar muito bem os socos e cotoveladas e as movimentações de chão. E são duas coisas bem difíceis de encaixar, pois requerem uma coordenação motora elevada. Mas o timing dele é perfeito, fora do comum”.</p>
<p>Se os lutadores do UFC hoje são vistos como “super-heróis para adultos”, GSP reforçou isso com pelo menos um superpoder: o de enfraquecer o adversário. Bráulio concorda. “O GSP aplica muito bem um dos fundamentos do Jiu-Jitsu que eu considero um dos mais importantes para um lutador dominante: a capacidade de manipular bem o oponente durante a luta, não deixando que o mesmo consiga desenvolver o seu jogo mais forte. Tático e inteligente ao extremo, ele nunca se choca com o que o rival tem de melhor, e inteligentemente se posiciona em situações onde o oponente não se ajeita para desenvolver sua potência”.</p>
<p>Na realidade, GSP apresentava um jogo simples e eficiente, com boas transições – tudo o que um praticante de Jiu-Jitsu esperto almeja. E, como seus companheiros e professores são unânimes em dizer, sim, o canadense poderia surpreender muita gente de kimono no peso leve ou no médio, caso ele se dedicasse somente ao Jiu-Jitsu esportivo. Mas aí já fica difícil saber. Ao menos técnica, corpo e (especialmente) alma para isso ele tem.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/preciso-treinar-com-gente-melhor-que-eu-para-me-aprimorar-ensina-georges-st-pierre/">“Preciso treinar com gente melhor que eu para me aprimorar”, ensina GSP</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>25 lições de vida (e Jiu-Jitsu!) que aprendemos ao cobrir o UFC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2020 18:23:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 25 anos de história, o UFC proporcionou lições de extremo valor para valorosos astros e campeões faixas-pretas, na vitória e na derrota. Compilamos, a seguir, o que eles aprenderam de melhor para ajudar você a combater suas ansiedade, dores e questionamentos. Confira! * Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #266. Para mais conteúdos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_120436" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/07/demianufc-1024x678-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-120436" class="size-full wp-image-120436" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/07/demianufc-1024x678-1.jpg" alt="" width="1024" height="678" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/07/demianufc-1024x678-1.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/07/demianufc-1024x678-1-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/07/demianufc-1024x678-1-768x509.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/07/demianufc-1024x678-1-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-120436" class="wp-caption-text">Demian Maia em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>Em 25 anos de história, o UFC proporcionou lições de extremo valor para valorosos astros e campeões faixas-pretas, na vitória e na derrota. Compilamos, a seguir, o que eles aprenderam de melhor para ajudar você a combater suas ansiedade, dores e questionamentos. Confira!</p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #266. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p><strong>1. A lição de Demian para você acertar no alvo</strong><br />
Em 2014, durante uma severa infecção que o impedia de treinar, Demian Maia percebeu que sucesso não é sinônimo de obsessão: “Pela primeira vez desde os 12 anos, fiquei sem treinar por 90 dias”, relembra Demian, 41 anos. “Comi besteiras, bati 94 quilos. Aqueles meses de jogar tudo para o alto me deram uma forma diferente de ver as coisas. Eu havia lido um livro muito tempo atrás chamado ‘A arte cavalheiresca do arqueiro zen’. O cara se concentra, mira, procura a perfeição e acerta perto do alvo, mas nunca no alvo. O mestre fala que é preciso tentar mais relaxado. Finalmente entendi o significado. Sempre fui obsessivo, mas ser bitolado atrapalha seu desempenho. Existe um ponto ideal entre dedicação e relaxamento e encontrá-lo é a chave do sucesso”.</p>
<p><strong>2. A lição de Royce para reagir com eficiência</strong><br />
Para o pioneiro Royce Gracie, primeiro campeão do UFC, o verdadeiro artista marcial precisa aprender que não há uma técnica mais importante que outras: “A verdade é que todas as técnicas básicas são importantes. É o conjunto delas que faz o Jiu-Jitsu ser tão eficiente, não apenas uma”, ensinou Royce à equipe GRACIEMAG. “E é preciso treinar muito para que elas estejam no modo automático. Na hora do combate à vera, a cabeça não tem tempo para pensar em nada, é só o reflexo do treino reagindo. Quando você estiver em perigo, no UFC, num campeonato ou na rua, você tem de estar pronto para reagir. Afinal, não vai haver tempo de ir para casa se preparar…”</p>
<p><strong>3. A lição de Anderson para não desperdiçar energia positiva</strong><br />
O mantra principal de Anderson Silva sempre foi: “A situação está dura? Mantenha sempre o bom humor”. O espírito leve do jovem Aranha o ajudava a treinar com mais vontade, a ficar depois da hora nos treinos, cercado pelos amigos, corrigindo as falhas ou aperfeiçoando as qualidades. Mas suas principais lições de vida talvez tenham sido a de jamais usar nas ruas as habilidades adquiridas. Dois tutores o ajudaram nisso; Kang, seu professor coreano de taekwondo, um dia lhe disse: “Brigar na rua é para os fracos. Quando alguém dá um presente ruim para você e você não pega, com quem fica o presente? Com ele. Provocação é a mesma coisa. Não aceite”. O outro foi seu tio Benedito, que era ainda mais claro: “Anderson, se brigar na rua, boto você dentro do canil com o cachorro”.</p>
<div id="attachment_221166" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221166" class="size-large wp-image-221166" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-1536x1023.jpeg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-05-at-10.01.00.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-221166" class="wp-caption-text">Jon Jones com Ulpiano e Tussa. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>4. A lição de Jon Jones para apreciar as vitórias</strong><br />
Para Jon Jones, invicto há uma década no UFC, lutar é provar que a inteligência pode prevalecer sempre, por mais tensa que seja a situação. “Eu não gosto de bater em outros caras – gosto de ser mais esperto do que eles”, ensina Jones.</p>
<p><strong>5. A lição de McGregor para atingir o ápice</strong><br />
Para o rei da autoconfiança Conor McGregor, o sucesso não tem mistério – é transformar, por meio de muito suor, sonho em realidade: “Sempre fui um sonhador e minha primeira ambição era me tornar um jogador de futebol. Eu estava sempre em campo fazendo exercícios e drills depois que escurecia à noite. Eu tinha uma paixão e ao mesmo tempo a vontade de fazer o que era necessário para chegar a algum lugar. Eu amava futebol e estava sempre jogando mais do que assistindo. Quando conheci os esportes de combate, no entanto, outro sonho me dominou”, diz Conor, que anunciou sua aposentadoria aos 30 anos, com milhões e milhões de dólares na conta. Para ele, é preciso treinar para ser confiante: “A dúvida só é removida por ação. Se você não está trabalhando, é por aí que entra a dúvida”.</p>
<p><strong>6. A lição de Kron para ter gás ao lutar</strong><br />
Como você procura aumentar seu gás na academia? A fórmula de Kron, o único Gracie na ativa hoje no UFC, é tão simples quanto desafiadora: “Em todo treino, eu chego a um ponto em que me sinto completamente exausto”, explica. “Mas, em todo treino, eu passo desse ponto e treino mais um pouco. Não é o seu corpo que deve determinar a hora de parar”.</p>
<div id="attachment_220254" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/12/84bafeb0-115c-4957-a971-36bd94ef5e44.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220254" class="size-large wp-image-220254" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/12/84bafeb0-115c-4957-a971-36bd94ef5e44-1024x667.jpg" alt="" width="650" height="423" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/12/84bafeb0-115c-4957-a971-36bd94ef5e44-1024x667.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/12/84bafeb0-115c-4957-a971-36bd94ef5e44-300x196.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/12/84bafeb0-115c-4957-a971-36bd94ef5e44-768x501.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/12/84bafeb0-115c-4957-a971-36bd94ef5e44-150x98.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/12/84bafeb0-115c-4957-a971-36bd94ef5e44.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-220254" class="wp-caption-text">Amanda Nunes com o cinturão do UFC. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>7. A lição de Amanda para driblar a ansiedade</strong><br />
Para a campeã Amanda “Leoa” Nunes, um dos maiores obstáculos mentais do lutador é a ansiedade, a vontade de estar sempre treinando. Por isso é preciso arrumar um passatempo que descanse a cabeça fora das horas de treino: ”Descansar corpo e mente é fundamental. Eu mal chegava em casa, já pensava em voltar para a academia”, disse Amanda. “Foi quando aprendi que precisava relaxar a cabeça e ter um tempo para minha vida – brincar com meu cachorro, sair com a namorada e assistir a um filme, passear num parque”.</p>
<div id="attachment_188506" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/04/0026-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-188506" class="size-large wp-image-188506" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/04/0026-1-1024x681.jpg" alt="" width="650" height="432" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/04/0026-1-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/04/0026-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/04/0026-1-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/04/0026-1-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/04/0026-1.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-188506" class="wp-caption-text">Fabrício Werdum em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p><strong>8. A lição de Werdum para lutar com o máximo de pressão</strong><br />
Fabricio Werdum, ouro no Mundial de Jiu-Jitsu, bicampeão do ADCC e vencedor do título dos pesos pesados do UFC, venceu tudo que disputou. Ele gosta de reforçar o conceito de pressão: “Quando a gente pensa em pressão no Jiu-Jitsu e no MMA, muitas vezes associamos somente ao passador, ao lutador que joga por cima e quer passar ou montar. Mas a pressão está o tempo todo envolvida na luta, e deve ser jogada a nosso favor”, diz o lutador gaúcho. “Por baixo, fazendo guarda, mesmo guarda aberta, é preciso botar pressão nas pernas. É preciso botar pressão no pé na virilha. Você não deve parar de incomodar o rival, não deve dar espaço nenhum em momento nenhum.”</p>
<p><strong>9. A lição de Belfort para comer pouco e manter a forma</strong><br />
Ao longo da carreira, Vitor Belfort sempre destacou a importância da alimentação para quem quer durar nos tatames, lições que aprendeu com seu mestre Carlson. “A gente come para ter energia nos tatames”, ensinou Vitor certa vez. “Por isso de dia é preciso comer mais, para ter combustível nos treinos, e de noite basta uma saladinha, uma vitamina – de noite vamos dormir, ninguém gasta de noite a mesma energia do que de dia”.</p>
<p><strong>10. A lição de BJ Penn para ser sábio ao lutar</strong><br />
O campeão havaiano BJ Penn é quem definiu: “O MMA é puro caos, e para ser um bom lutador é simples – você tem de estar preparado, física e mentalmente, para lidar com esse caos”.</p>
<p><strong>11. A lição de Renzo para quem gosta de elogios</strong><br />
Não ligue para elogios ou palavras que façam bem à sua vaidade. Para o bom lutador, há apenas um elogio que conta, como explica o veterano Renzo Gracie: “Os três tapinhas representam um elogio ao oponente, é o melhor elogio que existe.”</p>
<p><strong>12. A lição de Amaury Bitetti para aguentar o tranco</strong><br />
Para o veterano do UFC Amaury Bitetti, o sucesso do lutador vem de como ele usa suas valências e compensa suas dificuldades: “Eu sempre fui um lutador baixo, mas era muito forte, muito rápido, e aguentava qualquer tranco”, diz Bitetti. “Minha principal qualidade era não perder nunca as posições que conquistava. Isso faz um lutador campeão.”</p>
<div id="attachment_34895" style="width: 550px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-34895" class="size-full wp-image-34895" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/randy-couture-1.jpg" alt="" width="540" height="361" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/randy-couture-1.jpg 540w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/randy-couture-1-300x201.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/04/randy-couture-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px" /><p id="caption-attachment-34895" class="wp-caption-text">Randy Couture em foto de Josh Hedges.</p></div>
<p><strong>13. A lição de Randy Couture para os dias de mau resultado</strong><br />
O lendário americano Randy Couture tem uma frase marcante: “Olha, se perder uma luta é a pior coisa que já aconteceu em toda a sua vida, você está indo muito bem”.</p>
<p><strong>14. A lição de Matt Hughes para os dias de vitória</strong><br />
Ex-campeão até 77kg, o americano duro na queda Matt Hughes certa vez resumiu bem a postura de um verdadeiro campeão: “Quando você perder, fale pouco. Quando você vencer, fale menos”.</p>
<p><strong>15. A lição de Roan Jucão para recuperar a musculatura</strong><br />
Depois do treino, como você cuida do corpo? Para o veterano do UFC e do ADCC Roan “Jucão” Carneiro, nada cai melhor do que uma banheira fria ou um bom mergulho na água gelada. “Nem todo mundo tem uma banheira à disposição. Por isso, se você tem sorte de morar no litoral, dê um mergulho no mar após o treino”, recomenda Jucão. “Sua musculatura agradece”.</p>
<p><strong>16. A lição de Miocic para manter sempre os pés no chão</strong><br />
Stipe Miocic, um dos campeões mais simples e humildes em 25 anos de UFC, conquistou o cinturão dos pesos pesados da organização e ainda assim manteve seu segundo trabalho, como membro efetivo e paramédico do corpo de bombeiros de Cuyahoga, em Ohio. “A vida de um campeão só muda porque ficamos mais ocupados”, diz Miocic. “Mas sigo sendo bombeiro, e meus chefes seguem me mandando limpar latrinas. Acho que não tem nada demais, é bom para manter os pés no chão”.</p>
<p><strong>17. A lição de Chuck Liddell para se manter atualizado</strong><br />
Para Chuck Liddell, ídolo até 93kg nos anos 2000, é preciso acompanhar a evolução das técnicas. “A evolução do esporte de combate é tão rápida que, se você desacelerar um segundo, você faz parte do passado”.</p>
<p><strong>18. A lição de Machida para respeitar corpo e mente</strong><br />
O astro do karatê Lyoto Machida tem um mantra: “Meu corpo é minha espada, minha mente é minha lâmina”.</p>
<div id="attachment_224415" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224415" class="size-large wp-image-224415" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-1024x745.jpg" alt="" width="650" height="473" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-1024x745.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-300x218.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-768x559.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-150x109.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o.jpg 1192w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-224415" class="wp-caption-text">Ronda Rousey em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p><strong>19. A lição de Ronda Rousey para lutar pelo que deseja</strong><br />
“A vida é uma luta desde o minuto em que você solta o seu primeiro respiro até o instante em que você exala o seu último”, ensinou a estrela do judô Ronda Rousey. “Você tem de lutar o tempo todo, porque não pode contar com mais ninguém lutando por você. E você muitas vezes vai precisar lutar por pessoas que não podem lutar por si mesmas. Para obter algo verdadeiramente de valor, portanto, você tem de estar sempre lutando.”</p>
<p><strong>20. A lição de GSP para ser calmo porém eficiente</strong><br />
Lei de Georges St-Pierre: “Quanto mais calmo você se torna, mais você será capaz de escutar”. O consagrado canadense da divisão até 77kg também ensinou: “Aquele que tem mais conhecimento tem a vantagem”.</p>
<div id="attachment_199521" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/jaca-4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-199521" class="size-large wp-image-199521" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/jaca-4-1024x681.jpg" alt="" width="650" height="432" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/jaca-4-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/jaca-4-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/jaca-4-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/jaca-4-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/jaca-4.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-199521" class="wp-caption-text">Ronado Jacaré em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p><strong>21. A lição de Jacaré para perseverar</strong><br />
Ronaldo Jacaré é um mestre da disciplina e do foco: ”A partir daquele dia em que fiz meu primeiro treino de Jiu-Jitsu, resolvi que aquele esporte iria me seguir pelo resto da vida. Me apaixonei no primeiro treino”, diz Jaca. Para alcançar todos os seus títulos, o bicampeão mundial absoluto e atleta de destaque do UFC encara os treinos e a carreira como um ambiente inóspito. “Às vezes você pode achar que está num deserto, mas precisa apenas de coragem para dar mais um passo e persistir. Em poucos passos, você vai direto para o paraíso. Mas para isso é necessário perseverar. E muitos param no meio do caminho”.</p>
<p><strong>22. A lição de Roger para treinar feliz</strong><br />
Seu objetivo é alcançar a felicidade a cada dia? Ouça a lição do finalizador Roger Gracie: “A receita do sucesso e de uma vida feliz é escolher uma profissão que dê prazer, caso contrário você vai passar anos deprimido”, reflete Roger. “As pessoas às vezes não têm muita opção, mas é preciso se esforçar e tentar. Afinal, quando você piscar, sua vida terá ido embora”.</p>
<p><strong>23. A lição de Minotauro para controlar o medo</strong><br />
Se você costuma lutar absoluto ou treina com gente mais pesada na academia, é sempre de bom tom escutar Rodrigo Minotauro, o finalizador de gigantes. “Dizem que lutador não pode sentir medo, mas eu já senti medo lutando”, admite Minota. “Me perguntam no que eu penso quando aparece um daqueles gigantes, oponentes de 130, 170kg. A verdade é que nessas horas não pode pensar muito – se a gente pensar muito, dá uma amarelada. Por isso o melhor macete é pensar no que você vai tentar impor e executar na luta, e menos no que seu oponente tem de bom.”</p>
<div id="attachment_150162" style="width: 730px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/Diaz-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-150162" class="size-full wp-image-150162" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/Diaz-1.jpg" alt="" width="720" height="558" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/Diaz-1.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/Diaz-1-300x233.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/03/Diaz-1-150x116.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-150162" class="wp-caption-text">Nick Diaz de kimono. Foto: Divulgação/ Lucky Gi</p></div>
<p><strong>24. A lição de Nick Diaz para ser um lutador agressivo</strong><br />
“Todo mundo diz que a luta é 90% mental, e isso é verdade”, afirmou o ferrabrás Nick Diaz. “Saber que você pode passar 15 ou 25 minutos sem qualquer desgaste de fato ajudá a manter a vantagem mental sobre seu oponente. Creio que alguns lutadores têm medo em relação ao condicionamento, ficam com medo de cansar ali no octógono, mas eu não quero ter essa ansiedade, não posso ter medo de nada. Sei que posso ir 100% lá em cima e nunca ter de me preocupar em ficar cansado”.</p>
<p><strong>25. A lição final de Demian Maia</strong><br />
Começamos este artigo com Demian, e encerramos com ele. O lutador paulista, que já pensa em aposentadoria, reflete que há conquistas mais importantes que medalhas, cinturões e troféus: “Minha serenidade com a proximidade da aposentadoria no UFC é consequência do meu senso de dever cumprido. Encaro as artes marciais como uma forma de arte. O Jiu-Jitsu é uma maneira de expressarmos nossa personalidade, de como reagimos aos acontecimentos”, disse o faixa-preta, em artigo no portal UOL. “Quando comecei a lutar, com 19 anos, o Jiu-Jitsu era um meio para atingir um outro fim, o de ser campeão de MMA. Com o tempo, a coisa mudou. Hoje o UFC virou um meio para eu desenvolver meu Jiu-Jitsu”.</p>
<div id="attachment_200430" style="width: 925px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-200430" class="size-full wp-image-200430" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/rodrigo-minotauro-demian-maia.jpg" alt="" width="915" height="616" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/rodrigo-minotauro-demian-maia.jpg 915w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/rodrigo-minotauro-demian-maia-300x202.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/rodrigo-minotauro-demian-maia-768x517.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/rodrigo-minotauro-demian-maia-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 915px) 100vw, 915px" /><p id="caption-attachment-200430" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/25-licoes-de-vida-e-jiu-jitsu-que-aprendemos-ao-cobrir-o-ufc/">25 lições de vida (e Jiu-Jitsu!) que aprendemos ao cobrir o UFC</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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