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	<title>GRACIEMAG | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Mon, 09 Sep 2024 12:55:38 +0000</lastBuildDate>
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	<title>GRACIEMAG | Graciemag</title>
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		<title>A força versus a técnica no Jiu-Jitsu, por Alexandre Café</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 12:32:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #242. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Texto: Alexandre &#8220;Café&#8221; Dantas O assunto tratado neste artigo é um dos maiores dilemas do Jiu-Jitsu brasileiro: o uso da força em detrimento da técnica&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_230612" style="width: 772px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-230612" class="wp-image-230612 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-1.jpg" alt="" width="762" height="432" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-1.jpg 762w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-1-300x170.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-1-150x85.jpg 150w" sizes="(max-width: 762px) 100vw, 762px" /><p id="caption-attachment-230612" class="wp-caption-text">Café no auge da forma física, durante campanha vitoriosa na Copa Cyclone de Submission, em 2004: para o faixa-preta, a técnica sempre será superior à força, como mestres Carlos e Helio Gracie ensinaram. Mas o ideal é que elas hoje caminhem juntas.</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #242. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>Texto: Alexandre &#8220;Café&#8221; Dantas</em></p>
<p>O assunto tratado neste artigo é um dos maiores dilemas do Jiu-Jitsu brasileiro: o uso da força em detrimento da técnica nos treinos e/ou nas competições.</p>
<p>Entendemos como natural que o praticante iniciante utilize a força para suplantar sua falta de conhecimento da maioria das técnicas de ataque e de defesa. Porém, em sua essência, Jiu-Jitsu é a arte suave. Seu conceito principal é “máxima eficiência com o mínimo de esforço”. Nesse sentido, o lutador que faz muita força nas lutas é visto como uma espécie de atleta com pouco mérito. Que ainda falta muito a refinar em seu jogo.</p>
<p>Na academia, o praticante que faz muita força acaba ficando com poucos parceiros de treino, pois, involuntariamente, machuca os companheiros. E nas competições, seus feitos são vistos como uma espécie de fraude, como medalhas conquistadas apenas graças a sua força física. E a frase se repete nas arquibancadas: “Fulano ganhou de sicrano porque é bombado! Aí, é fácil!”. Mas tudo isso está longe de ser uma verdade absoluta. O fato é que não necessariamente aquele lutador que tem uma compleição robusta é fraco de técnica. Quem pensa assim 100% das vezes pode estar caindo num preconceito.</p>
<p>Posso afirmar isso, pois eu mesmo já sofri esse tipo de discriminação. Acostumado a vencer a maioria dos campeonatos na categoria superpesado, e a fechar vários pesos pesadíssimos e absolutos, com companheiros de treino como meu antigo parceiro de Gracie Barra Márcio “Pé de Pano” Cruz, eu logo comecei a escutar indiretas e acusações de que minhas conquistas eram baseadas simplesmente na força, ou seja, que meu Jiu-Jitsu no fundo era “inferior”.</p>
<p>Ouvir acusações desse tipo deixa qualquer um tomado de ira. Mas, em vez de ir “cobrar” aqueles que espalhavam tais fofocas, resolvi provar a minha verdade. Decidi baixar de peso e competir em meu campeonato oficial de despedida, o Mundial 2006 da IBJJF, no peso meio-pesado. Pois bem. Minha atuação foi tão boa como quando eu estava com 105 kg. Sobrepujei os mesmos atletas que derrotara em absolutos passados, e saí do Tijuca como campeão ao “fechar” o peso com meus companheiros Romulo Barral, Bráulio Estima “Carcará” e Delson Heleno “Pé de Chumbo”. Dominamos o pódio.</p>
<div id="attachment_230614" style="width: 771px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-230614" class="wp-image-230614 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-2.jpg" alt="" width="761" height="606" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-2.jpg 761w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-2-300x239.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/01/FT-2-150x119.jpg 150w" sizes="(max-width: 761px) 100vw, 761px" /><p id="caption-attachment-230614" class="wp-caption-text">Alexandre Café no triunfo em cima de Marcelo Garcia, no Brasileiro de Equipes de 2002: para diferenciar força de grosseria, os praticantes de Jiu-Jitsu devem prezar e respeitar os conceitos de alavanca nos tatames.</p></div>
<p>Mas, e no caso do praticante iniciante? Como fazer que o aluno faixa-branca utilize cada vez menos força em seus treinos? O primeiro ponto é fazê-lo compreender, na teoria e na prática, que o BJJ se desenrola por meio de alavancas que, em sua grande maioria, são executadas sem qualquer necessidade de aplicação de força. A não utilização gradativa da força vai desenvolver cada vez mais a técnica do lutador, e consequentemente, sua faixa vai “escurecer” com naturalidade.</p>
<p>Seja como for, de maneira nenhuma quero dizer que a força não é um aspecto importante para um lutador. Os benefícios de uma pujança física são inúmeros, desde a prevenção a lesões até como um aspecto de preponderância entre atletas que têm nível técnico e gás parecidos. Vejo a musculação, quando respeitada a individualidade físico/corporal de cada um, como uma grande aliada para o lutador de Jiu-Jitsu. O principal macete é malhar sem se descuidar do alongamento e do treino aeróbico.</p>
<p>Mas, afinal, o que vale mais, força ou técnica? Não tenho dúvidas: a resposta sempre será que a técnica há de prevalecer. Nossos “pais fundadores” do Jiu-Jitsu brasileiro eram pequenos e franzinos. Os grandes mestres Carlos Gracie e Helio Gracie utilizavam as técnicas do BJJ para derrotar adversários muito maiores e mais fortes. Porém, na sua grande maioria, eram rivais leigos na “luta de chão”, desconhecedores da ciência do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Com o tempo, devido à grande disseminação que a arte suave alcançou, tornou-se cada vez mais difícil encontrarmos lutadores sem conhecimento nenhum das técnicas popularizadas pela família Gracie. Por isso, hoje a força física se tornou um elemento crucial para que o lutador moderno atinja seus objetivos dentro do esporte.</p>
<p>Portanto, não negligencie seus treinos: a força e a técnica podem e devem andar juntas, para sua caminhada ser mais longa – e você se tornar um lutador mais completo.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-forca-versus-a-tecnica-no-jiu-jitsu/">A força versus a técnica no Jiu-Jitsu, por Alexandre Café</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>ADXC 1: Check out the fight week</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 12:55:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>With less than a week to go before the Abu Dhabi Extreme Championship&#8217;s debut, the organizers have once again joined hands with AJP, this time to gift fans with an entertaining Fight Week. As the ADXC1 gets ready to take over the Mubadala Arena next Friday, October 20th, Jiu-Jitsu aficionados will have plenty of chances&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/p/CydV1CyJC5o/"><img decoding="async" class="alignnone  wp-image-242452" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot_20231017_094455_Gallery-300x246.jpg" alt="" width="879" height="721" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot_20231017_094455_Gallery-300x246.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot_20231017_094455_Gallery-768x629.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Screenshot_20231017_094455_Gallery-150x123.jpg 150w" sizes="(max-width: 879px) 100vw, 879px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">With less than a week to go before the Abu Dhabi Extreme Championship&#8217;s debut, the organizers have once again joined hands with AJP, this time to gift fans with an entertaining Fight Week. <a href="https://www.instagram.com/p/CydV1CyJC5o/">As the ADXC1 gets ready</a> to take over the Mubadala Arena next Friday, October 20th, Jiu-Jitsu aficionados will have plenty of chances to meet their favorite athletes throughout the week.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Starting on Tuesday, October 17th, the main fighters and coaches will take part in a Meet &amp; Greet at the UAEJJ Fitness, where they&#8217;ll be available for photos, autographs, and maybe even a quick chat. After that, the athletes will warm up their bodies for the last time before the event, showing their best moves for the crowd at the open workout.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Moving on to Wednesday, October 18th, the main players of the ADXC1 will sit down for the press conference, where they&#8217;ll talk to journalists and fans about their preparations, what they expect from the tournament, and any other questions that come up. Reporters and Jiu-Jitsu connoisseurs will make their way to the Mubadala Arena, eager to hear what their favorite athletes have to say.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-242450" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Neiman-vs-Bendo-1-300x169.jpg" alt="" width="872" height="491" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Neiman-vs-Bendo-1-300x169.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Neiman-vs-Bendo-1-1024x576.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Neiman-vs-Bendo-1-768x432.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Neiman-vs-Bendo-1-1536x864.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Neiman-vs-Bendo-1-2048x1151.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/10/Neiman-vs-Bendo-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 872px) 100vw, 872px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">On October 19th, one day before the ADXC1 debut, the Mubadala Arena will be all geared up to pick up the pace ahead of the tournament, promoting many attractions at the ADXC Fan Zone. Later on, the stars of the show will face their very first challenge: beating the scales in the Ceremonial Weigh-Ins. Still on Thursday, the most dedicated Jiu-Jitsu athletes will have the chance to take part in a super seminar, led by Atos&#8217; leader André Galvão, and Checkmat&#8217;s leader Léo Vieira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">All these attractions lead up to the main course on October 20th, at 8 p.m., as the ADXC1 completely takes over the Mubadala Arena and welcomes the stars of its debut. Don&#8217;t miss out on a moment of this build-up, which will make the Abu Dhabi Showdown Week 2023 even more entertaining. For more details, follow us on Instagram at <a href="https://www.instagram.com/p/CydV1CyJC5o/">@adxcofficial</a> and stay up-to-date ahead of the tournament.</span></p>
<p><b>ADXC 1</b></p>
<p><b>Mubadala Arena, Abu Dhabi &#8211; UAE</b></p>
<p><b>October 20, 2023</b></p>
<p><strong><i>Main Card</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neiman Gracie vs. Ben Henderson &#8211; No-gi Main event</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isaque Bahiense vs. Gustavo Batista &#8211; Gi Main Event</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marvin Vettori vs. Tarek Suleiman &#8211; No-gi Co-main Event</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Roberto &#8220;Cyborg&#8221; Abreu vs. Anton Minenko &#8211; No-gi Co-main Event</span></p>
<p><strong><i>Super Fights</i></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tayane Porfirio vs. Giovanna Jara &#8211; Gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abdul-Kareem Al-Selwady vs. Islam Nader Reda &#8211; No-gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fabricio Andrey vs. Marcio Andre &#8211; Gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Zayed Alkatheeri vs. Thalison Soares &#8211; Gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcin Held vs. Guram Kutateladze &#8211; No-gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fellipe Andrew vs. Uanderson Ferreira &#8211; Gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jonnatas Gracie vs. Natan Chueng &#8211; No-gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nathalie Ribeiro vs. Luiza Monteiro &#8211; Gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Big&#8221; Dan Manasoiu vs. Antonio Assef &#8211; No-gi Super Fight</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sarah Galvão vs. Vitoria Gabriella &#8211; Gi Super Fight</span></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/adxc-1-check-out-the-fight-week/">ADXC 1: Check out the fight week</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Já viu a técnica do guindaste usada pelo campeão Eduardo Brandão?</title>
		<link>https://www.graciemag.com/como-voce-evitaria-a-tecnica-do-guindaste-do-campeao-de-jiu-jitsu-eduardo-brandao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-voce-evitaria-a-tecnica-do-guindaste-do-campeao-de-jiu-jitsu-eduardo-brandao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 03:38:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Brandão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Nosso GMI à frente da Brandão Jiu-Jitsu, sediada em Angra dos Reis, município no Rio de Janeiro, Eduardo Brandão tem feito sucesso nos torneios com uma criação sua, chamada de técnica do guindaste. A posição (veja aqui) consiste em dominar a lapela do kimono do adversário com os dedos dos pés para reverter a&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237736" style="width: 1180px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237736" class="wp-image-237736 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Brandao-e-a-tecnica-do-guindaste-no-Jiu-Jitsu.jpg" alt="Eduardo Brandão executa o guindaste para surpreender o oponente no cem-quilos. " width="1170" height="1162" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Brandao-e-a-tecnica-do-guindaste-no-Jiu-Jitsu.jpg 1170w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Brandao-e-a-tecnica-do-guindaste-no-Jiu-Jitsu-300x298.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Brandao-e-a-tecnica-do-guindaste-no-Jiu-Jitsu-1024x1017.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Brandao-e-a-tecnica-do-guindaste-no-Jiu-Jitsu-150x150.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/07/Brandao-e-a-tecnica-do-guindaste-no-Jiu-Jitsu-768x763.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /><p id="caption-attachment-237736" class="wp-caption-text">Eduardo Brandão executa o guindaste para surpreender o oponente no cem-quilos.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nosso GMI à frente da Brandão Jiu-Jitsu, sediada em Angra dos Reis, município no Rio de Janeiro, Eduardo Brandão tem feito sucesso nos torneios com uma criação sua, chamada de técnica do guindaste.</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/reel/Cf34GemMeRo/?igshid=YmMyMTA2M2Y=" target="_blank" rel="noopener">A posição (veja aqui)</a> consiste em dominar a lapela do kimono do adversário com os dedos dos pés para reverter a posição do cem-quilos. Eduardo pôs a técnica em prática no Rio Open de Inverno e o movimento gerou debates intensos na comunidade do Jiu-Jitsu.</p>
<p>Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, o professor Eduardo Brandão detalhou segredos da posição e revelou como pretende adaptá-la, já que a técnica do guindaste foi considerada passível de punição pela arbitragem. Conforme o livro de regras da IBJJF, considera-se falta “quando o atleta coloca propositalmente o pé na lapela do kimono do adversário sem ter uma pegada com a mão para proporcionar tração ao pé.”</p>
<p>Nossa equipe foi conversar com o professor sobre alavancas, adaptações, criatividade e, claro, sobre as regras do esporte. Confira!</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Você poderia nos explicar a posição detalhadamente?</strong></p>
<p><strong><em>EDUARDO BRANDÃO:</em></strong> A posição do guindaste começa quando o adversário consegue passar a guarda. Imediatamente, você precisa soltar a lapela mais próxima do seu alcance e segurá-la como se os dedos do pé fossem pinças. Depois, é preciso entregar a lapela para o outro pé para fortalecer a alavanca. Em seguida, basta apenas empurrar o oponente para reverter a posição ou conseguir chegar às costas. Na técnica original, entro com as duas pegadas no bíceps do adversário para ajudar a levantá-lo. Às vezes, o adversário pode entregar às costas ou aceitar a posição. Também é possível conseguir finalizações a partir do movimento, como o crucifixo e o triângulo, já consegui finalizar adversários dessa forma no campeonato. É uma posição bem eficiente.</p>
<p><strong>Como a técnica do guindaste surgiu para você?<br />
</strong></p>
<p>Comecei a fazer a posição assim que fui graduado faixa-azul. Na época, eu era um dos mais leves da academia e não tinha uma guarda tão boa comparado ao pessoal da equipe. Eu era flexível, mas não tinha uma reposição tão boa. Eles ainda tinham mais força do que eu, o que tornava a situação ainda mais difícil. Sempre tive mania de pegar objetos com os pés e passei a fazer no Jiu-Jitsu. Então comecei a entregar a lapela para o meu pé e deu certo. Como eu melhorei a guarda e ficou difícil de me passarem, faço a posição com menos frequência hoje em dia. No Rio Open, consegui executar o guindaste num dia e a minha aluna fez no outro.</p>
<p><strong>É uma posição que funciona para muitos tipos físicos?</strong></p>
<p>Sim, acho uma técnica muito eficiente, tanto é que eu e minha aluna conseguimos fazer. E ela só tinha feito uma vez no treino. Ela compete no superpesado e a tendência é que as adversárias mantenham a posição por cima porque estabilizam bem. Ela até fez de um jeito diferente do meu: pinçou a lapela com o dedo e empurrou a oponente com a sola do outro pé. Inclusive, minha aluna venceu essa luta e terminou a competição em segundo lugar. Ela ganhou sem kimono e foi superada com kimono. Se ela conseguiu executar o guindaste com só uma prática no treino, imagina se fizesse a posição com frequência. Isso prova a eficiência da técnica. Sabemos que o ideal é não deixar o adversário passar a guarda, mas se acontecer, meus alunos estão preparados para fazer o guindaste. Eles são mais passadores e alguns não são tão flexíveis, mesmo assim, conseguem executar a posição. Dei um aulão logo após o Rio Open e cerca de 80% das pessoas conseguiram praticar a posição. É uma técnica que evita a amarração do adversário, não permite que ele se sinta confortável mesmo com a guarda passada.</p>
<p><strong>Como você pretende adaptar o guindaste agora?</strong></p>
<p>Após o Rio Open houve um debate entre os árbitros, que concluíram que a posição é passível de punição. Então resolvi trocar as pegadas. Em vez de segurar no bíceps para empurrar, faço uma pegada com os pés na lapela e depois pego a outra lapela com a mão em formato de soco. Só é preciso ter cuidado para não tomar a mão-de-vaca. Mas aposto que vai continuar funcionando e surpreendendo.</p>
<p><strong>Quais são hoje seus maiores desafios como professor e líder de equipe?</strong></p>
<p>É o de todos nós – manter a motivação diária. Quem faz isso sabe como é difícil, mas a gente consegue. Tento fazer três ou quatro treinos por dia e manter a preparação física afiada. Tento usar isso como exemplo para os meus alunos para que eles acompanhem o que faço. Se você quer que uma pessoa treine três vezes diariamente, você precisa mostrar a ela que é possível. Nós temos acompanhamento com nutricionista e fazemos preparação física, então temos uma estrutura muito boa. Nossa equipe só tem a evoluir e vamos fazer barulho nos próximos anos.</p>
<p><strong>Quais são seus próximos objetivos?</strong></p>
<p>Meu objetivo como professor é ajudar o maior número de pessoas por meio do Jiu-Jitsu e formar cidadãos. Nem todos os alunos são competidores, alguns não têm vontade de competir. Na verdade, a maioria não tem. Porém, por ser uma luta que não tem socos ou chutes, demanda muita análise e muito pensamento detalhista em termos de estratégia. E isso vai servir na vida. Por isso, acho a melhor arte marcial. Quanto à competição, meu intuito é revelar o máximo de atletas. Nós temos alunos que não têm condição de pagar mensalidade, são bolsistas. Se o garoto quiser treinar, se dedicar e mostrar resultados, damos essa oportunidade. Comigo é assim. Por enquanto, as meninas têm tido um resultado melhor, mas os meninos estão prontos para chegar bem nas competições. Inclusive, minha filha de 6 anos já treina, vai competir no Sul-Americano e está animadíssima. Além dos adultos, as crianças vão trazer muitas medalhas para a nossa equipe. Se Deus quiser, vamos formar muitos campeões brasileiros e mundiais. Também tenho essa meta de ser campeão mundial e brasileiro. Como estou focado no Brasileiro Sem Kimono, não decidi se vou lutar no Grand Slam. Também pretendo competir com frequência nos Opens para ter pontos suficientes para disputar o Brasileiro e o Mundial.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-voce-evitaria-a-tecnica-do-guindaste-do-campeao-de-jiu-jitsu-eduardo-brandao/">Já viu a técnica do guindaste usada pelo campeão Eduardo Brandão?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dr. Gunter explica importância dos exames médicos para a vida do lutador de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jun 2022 15:18:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Falta de ar, palpitações, dores no peito, desmaios&#8230; Relate qualquer episódio atípico ao seu médico&#8221;, recomenda Dr. Gunter. Por: Dr. Gunter Sgarboza Antes da quarentena, muitos pacientes visitavam meu consultório, a fim de passar por exames para obter atestado médico. Apenas com o documento em mãos, seria possível a matrícula em academias de ginástica ou&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/dr-gunter-explica-a-importancia-dos-exames-medicos-para-a-vida-do-lutador-de-jiu-jitsu/">Dr. Gunter explica importância dos exames médicos para a vida do lutador de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-224656" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/exames_ocupacional_obrigatorios-720x360-1-300x150.jpg" alt="" width="904" height="452" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/exames_ocupacional_obrigatorios-720x360-1-300x150.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/exames_ocupacional_obrigatorios-720x360-1-150x75.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/exames_ocupacional_obrigatorios-720x360-1.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 904px) 100vw, 904px" /></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">&#8220;Falta de ar, palpitações, dores no peito, desmaios&#8230; Relate qualquer episódio atípico ao seu médico&#8221;, recomenda Dr. Gunter.</span></em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Dr. Gunter Sgarboza</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da quarentena, muitos pacientes visitavam meu consultório, a fim de passar por exames para obter atestado médico. Apenas com o documento em mãos, seria possível a matrícula em academias de ginástica ou de artes marciais. Os pacientes também dependiam do exame para fazer a carteirinha da CBJJ, alegando que &#8220;a Confederação exige, por se tratar de uma lei&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos Estados Unidos, por exemplo, basta assinar um termo que confirme que você está apto a fazer atividades físicas e pronto, você compete em qualquer campeonato e treina em qualquer lugar. Sinceramente, se você perguntar a minha opinião sobre essa questão da exigência, eu vou responder que não, eu não acho que o governo deve obrigar as pessoas a realizarem exames, as pessoas devem realizá-los por livre e espontânea vontade. Agora, se me perguntarem se é importante realizar exames para fazer exercícios, ou lutar, vou responder de bate-pronto: sim, é extremamente necessário!</span></p>
<div id="attachment_224658" style="width: 1100px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224658" class="wp-image-224658" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Screenshot_20200511-115943_Gallery-300x291.jpg" alt="" width="1090" height="1057" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Screenshot_20200511-115943_Gallery-300x291.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Screenshot_20200511-115943_Gallery-1024x992.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Screenshot_20200511-115943_Gallery-768x744.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Screenshot_20200511-115943_Gallery-150x145.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/Screenshot_20200511-115943_Gallery.jpg 1055w" sizes="auto, (max-width: 1090px) 100vw, 1090px" /><p id="caption-attachment-224658" class="wp-caption-text">Dr. Gunter, que também é faixa-preta de Jiu-Jitsu, especializa-se cada vez mais no atendimento a atletas da arte suave.</p></div>
<p><em><span style="font-weight: 400;"> </span></em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exames bem feitos previnem muitos problemas, inclusive a temida “morte súbita”. Mas a decisão e a responsabilidade devem ser suas, amigo leitor, não do Estado, assim como ocorre nos EUA. Dito isso, quais exames você deve realizar para treinar com segurança?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro gostaria de deixar claro que, mesmo fazendo todos exames possíveis e existentes, você não estará 100% seguro. </span><span style="font-weight: 400;">Mas existe um consenso (entre a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a de Medicina Esportiva) que a tríade &#8211; história clínica detalhada, um bom exame físico e a realização de um eletrocardiograma de repouso &#8211; reduz em 90% os eventos de morte súbita. Eu ainda incluiria exames de sangue, urina e fezes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa história clínica se baseia num questionário que permita a detecção de fatores de risco, sinais e sintomas sugestivos de doenças cardiovasculares, pulmonares, metabólicas ou do aparelho locomotor. Basicamente perguntar sobre episódios ocorridos durante o treino: falta de ar, palpitações, dores no peito, desmaios, dores musculares ou desconforto. Outro foco seria sobre o histórico familiar, se na sua família, parentes próximos, existem casos de morte súbita antes dos 50 anos, doenças do coração, do sangue, diabetes, tudo isso é muito importante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No exame físico, deve-se avaliar se a pessoa apresenta anemia, alterações posturais, encurtamento dos músculos esqueléticos, focos infecciosos (dentários, por exemplo), doenças sistêmicas ou infecciosas graves, obesidade, hipertensão arterial sistêmica, alterações da ausculta pulmonar e cardiovascular e situações especiais, como a gravidez. </span><span style="font-weight: 400;">Um eletrocardiograma de repouso avalia muito bem a presença de doenças congênitas no coração, aqueles que você nasce com elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros exames, como teste de esforço, ecocardiograma, teste cardiopulmonar (Ergoespirométrico), são exames necessários dependendo da avaliação inicial do médico assistente. </span><span style="font-weight: 400;">Claro, não quero aqui fazer uma lista para você chegar no consultório médico com ela e dizer quais exames devem ser realizados. Não é assim que funciona. Quem decide é o médico que está avaliando você. Este artigo é apenas uma opinião sobre como a consulta deveria ser conduzida, seguindo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Medicina do Esporte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás já tive problemas e perdi amizades, pois é muito comum me pedirem atestado dizendo que, em teoria, alguém está apto a lutar. Exames não podem ser feitos à base de “achismo”. O ideal é que as coisas sejam feitas da forma correta. Melhor perder a amizade, do que perder o amigo, certo? Bons &#8220;treinos caseiros&#8221; a todos durante esta pandemia. Grande abraço. Oss!</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-224660" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/IMG_8379-300x200.jpg" alt="" width="1200" height="801" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/IMG_8379-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/IMG_8379-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/IMG_8379-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/IMG_8379-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/IMG_8379-2048x1365.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/IMG_8379-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p><em>Ortopedista com especialização em cirurgia de joelho, Dr. Gunter tem um consultório em São José do Rio Preto. Siga-o pelo Insta @doutoresportista.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/dr-gunter-explica-a-importancia-dos-exames-medicos-para-a-vida-do-lutador-de-jiu-jitsu/">Dr. Gunter explica importância dos exames médicos para a vida do lutador de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Leia GRACIEMAG e aprenda dicas de Jiu-Jitsu para iniciantes</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 11:42:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Criada em 1994, a GRACIEMAG é a revista favorita do lutador de Jiu-Jitsu, sempre com uma seção original e útil para o seu jogo de chão. Uma das seções mais comentadas pelos leitores é a Página Branca, com dicas para você que ainda está começando sua caminhada nas artes marciais. Relembre as lições dadas pelo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="" href="https://www.graciemag.com/pt/2012/10/leia-a-graciemag-e-aprenda-10-dicas-de-jiu-jitsu-para-iniciantes/2065_1-2/" rel="attachment wp-att-78706"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-78706" title="2065_1" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/10/2065_11.jpg" alt="" width="650" height="419" /></a></p>
<p>Criada em 1994, a GRACIEMAG é a revista favorita do lutador de Jiu-Jitsu, sempre com uma seção original e útil para o seu jogo de chão. Uma das seções mais comentadas pelos leitores é a Página Branca, com dicas para você que ainda está começando sua caminhada nas artes marciais.</p>
<p>Relembre as lições dadas pelo campeão <a href="https://www.instagram.com/felipecostabjj/" target="_blank" rel="noopener">Felipinho Costa</a> numa edição antiga, e a<a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">ssine hoje mesmo GRACIEMAG</a>. Oss&#8230;</p>
<h3>1.  Certifique-se que a academia escolhida tem perfil semelhante ao seu</h3>
<p>É comum pessoas se desanimarem por um início ruim no Jiu-Jitsu. O ideal portanto é fazer uma pesquisa antes de começar a ir regularmente às aulas, para você se certificar de que o professor escolhido é experiente, atencioso com todos os alunos e não apenas com o melhores. Veja se ele realmente gosta do que faz. Caso você se dê conta de que os instrutores não lhe dão atenção, não pense que isso é normal, pois não é. Melhor do que parar de treinar é mudar para uma academia na qual você se sinta bem recebido.</p>
<h3>2.  Defesa pessoal é importante!</h3>
<p>Muitos professores negligenciam a importância de ensinar defesa pessoal, mesmo as técnicas básicas – alguns por não saber mesmo e outros por achar isso algo ultrapassado. A defesa pessoal permite que você entenda técnicas que hoje você nem se dá conta, mas nem por isso são menos interessantes. O Jiu-Jitsu virou um esporte, sim, e a parte de defesa pessoal ficou um pouco de lado por alguns professores, mas lembre-se que todas as técnicas atuais, de alguma forma, se originaram do básico, da defesa contra agressores. Conhecer e entender o básico é como ter conhecimento da história da arte: permite que você não cometa erros com base na experiência prévia.</p>
<h3>3. Jiu-Jitsu é com kimono, ponto</h3>
<p>Por mais divertido que seja, e por mais que esteja na moda, procure não se aventurar pelo Jiu-Jitsu sem kimono sem antes ter um entendimento bom das técnicas de pano. Lembre-se: é mais fácil adaptar seu conhecimento do pano para o sem pano do que o contrário.</p>
<h3>4.  Não chame um faixa preta para treinar</h3>
<p>Essa é um pouco das antigas, mas muitos graduados ainda se ofendem com isso. Na verdade, o graduado se sente um pouco desafiado quando isso acontece. Evidentemente que existem maneiras e maneiras de se falar qualquer coisa e não é uma regra pétrea, nem sempre os graduados vão se ofender. Mas confie: o mais graduado sabe quem está disponível somente pela maneira que a pessoa olha para ele. Olhe com humildade e se coloque à disposição para treinar. Se ele quiser, vai fazer o convite. E o seu treino como convidado será muito mais prazeroso, eu posso garantir.</p>
<h3>5. Confie na técnica ensinada</h3>
<p>Pode ser frustrante seguir treinando quando você é o mais novo da classe e todos te amassam, mas resista às frustrações. Procure se defender usando o máximo de técnicas que você já aprendeu, e caso se sinta sem opções converse com o professor. Ele geralmente vai gostar de ter um feedback de suas necessidades.</p>
<h3>6 . Pergunte aos mais experientes</h3>
<p>Uma das coisas mais legais do Jiu-Jitsu é a troca de informações e pontos de vistas sobre uma técnica. Sinta-se bem à vontade para tirar dúvidas com os mais graduados, nas horas certas. Logo após batucar, pergunte o que você poderia ter feito para defender determinado ataque ou mesmo não ter perdido aquela “quase” finalização. Muitas vezes os mais graduados já terão passado por essas situações e podem mostrar os atalhos. Graduados adoram se sentir valorizados, e terão o maior prazer em tentar ajudar.</p>
<h3>7. Faça o dever de casa</h3>
<p>É muito frustrante para um professor dar o seu máximo ensinando uma técnica ou conceito e ver que pouco tempo depois o aluno esqueceu. Fazer muitas repetições é fundamental, mesmo que você julgue que aquela técnica não é muito útil para seu jogo. Lembre-se que, como iniciante, seu estilo ainda não está definido, então o que parece inútil hoje pode vir a ser seu maior trunfo no futuro. Além da repetição, tire alguns minutos do seu dia para rever as técnicas mentalmente.</p>
<h3>8. Seja finalizado!</h3>
<p>Você não precisa querer bater, mas como aluno não tenha medo de se colocar em posição de desvantagem. Se isso resultar em ser finalizado, tudo bem, que sirva de lição. Garanto que no momento real de perigo, por já estar habituado com o desconforto, suas chances de prevalecer serão muito maiores.</p>
<h3>9. Arrisque mais</h3>
<p>Não faz o menor sentido treinar como se estivesse lutando campeonato, com pavor de errar. Existem momentos de treinar como se estivesse lutando, e seu professor saberá lhe orientar quanto a isso. Em geral, eu aconselho sempre a arriscar, tentar coisas novas, buscar aplicar a técnica do dia… Quanto mais diversificado seu jogo, mais e melhores ferramentas você terá para definir o seu potencial no futuro.</p>
<h3>10 Confie, seja confiável e divirta-se</h3>
<p>Nunca segure uma finalização depois dos “três tapinhas&#8221;. Se houver a menor dúvida se seu parceiro bateu, solte – melhor a precaução do que o mal estar. Sendo confiável e confiando nos seus parceiros e treinadores, o ambiente se torna mais seguro e agradável. Se você não está se divertindo, nada mais faz sentido. Jiu-Jitsu é para o resto da vida, cada etapa é muito boa, é o melhor vício que você pode adquirir!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/leia-a-graciemag-e-aprenda-10-dicas-de-jiu-jitsu-para-iniciantes/">Leia GRACIEMAG e aprenda dicas de Jiu-Jitsu para iniciantes</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fightnize relança App com prêmios e muitas novidades. Confira!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Apr 2022 03:34:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Buscando uma solução para facilitar a vida dos praticantes que querem competir mais em suas artes marciais, o aplicativo Fightnize chegou ao mercado com uma nobre proposta: facilitar a visualização do calendário dos torneios e trazer mais eficiência e praticidade ao planejamento da vida competitiva. E para celebrar o relançamento desta, que é a ferramenta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-236730" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_001525-1-300x243.jpg" alt="" width="872" height="706" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_001525-1-300x243.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_001525-1-768x623.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_001525-1-150x122.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 872px) 100vw, 872px" /></p>
<p>Buscando uma solução para facilitar a vida dos praticantes que querem competir mais em suas artes marciais, o aplicativo Fightnize chegou ao mercado com uma nobre proposta: facilitar a visualização do calendário dos torneios e trazer mais eficiência e praticidade ao planejamento da vida competitiva.</p>
<p>E para celebrar o relançamento desta, que é a ferramenta que ajudará você a ir para o próximo nível, a empresa está fazendo a <a href="https://www.minhapagina.co/fightnize-page-de-inscricao-semana-de-lancamento?utm_source=semana-de-lancamento-fightnize">Semana de Lançamento Fightnize</a>.</p>
<p>Serão três dias, com feras do mundo da luta agarrada como:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-236734" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_002134-300x129.jpg" alt="" width="870" height="374" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_002134-300x129.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_002134-768x330.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_002134-150x64.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/20220406_002134.jpg 991w" sizes="auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px" /></p>
<p>1- Vitor Freitas &#8211; do Portal VF Comunica;<br />
2- Melqui Galvão &#8211; Referência em liderança e estratégia;<br />
3- Mica Galvão &#8211; O fenômeno da arte suave que dispensa apresentações.</p>
<p>Além de muito conteúdo trazido por essas feras, em lives iradas que acontecerão nos dias 18, 19 e 20, sempre às 20h, <a href="https://www.instagram.com/fightnize/">no Instagram da Fightnize</a>, haverá sorteios de prêmios da marca, sendo alguns exclusivos para quem se inscrever.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-236736" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Screenshot_20220406-002744_Gallery-300x253.jpg" alt="" width="880" height="742" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Screenshot_20220406-002744_Gallery-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Screenshot_20220406-002744_Gallery-1024x864.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Screenshot_20220406-002744_Gallery-768x648.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Screenshot_20220406-002744_Gallery-150x127.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Screenshot_20220406-002744_Gallery.jpg 1072w" sizes="auto, (max-width: 880px) 100vw, 880px" />A Fightnize preparou este super evento para celebrar o relançamento do App para o mundo do Jiu-jitsu, com a sua melhor versão.</p>
<p>Entregando funcionalidades como:</p>
<p>Calendário de Competições: Praticamente todos os eventos à disposição num único lugar. Com visual simples, uniforme, objetivo e rico de informações, o app proporciona ao atleta todas as informações relevantes de forma mais simples e rápida possível para a tomada de decisão na formação da e sua agenda.</p>
<p>Agenda: Formando a agenda, o atleta terá a clareza dos eventos que realmente o interessa sem perder de vista os demais eventos, estando sempre no seu “radar”.</p>
<p>Financeiro: A partir da construção da agenda, todos os eventos que estipulou como objetivos estarão automaticamente no financeiro. Assim, já terá uma leitura simples, eficiente e clara de seu gasto anual de inscrições, auxiliando na tomada de decisões e sua viabilidade financeira no cumprimento da sua agenda e metas. Além disso, poderá lançar as demais despesas e ter total clareza dos seus gastos totais.</p>
<p>Resultados: Solução que auxilia para ter o controle dos resultados inerentes aos eventos lutados. Com isso, o competidor poderá registrar seu desempenho, alimentar seu cartel e analisar seu desempenho no período que achar necessário e fazer comparativos com gráficos simples e claros.</p>
<p>Seminários e workshops: Excelente opção para todos os praticantes para manter-se atualizado e aprimorar a arte marcial da sua modalidade.</p>
<p>Avaliação de rivais: Registre seus rivais mantendo sempre no seu radar para que possa canalizar esforços para superá-lo.</p>
<p>Tudo para facilitar a vida do praticante que quer competir mais, e com mais qualidade, para atingir melhores resultados não só nas competições, mas na vida.</p>
<p>Confira abaixo mais detalhes do app, nas palavras de seu criador, Jean Phelippe Cignitti.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Graciemag entrevista o CEO da Fightnize, Jean Cignitti" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/OW1vZ7n50YE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<div id=":1uv" class="Am aO9 Al editable LW-avf tS-tW tS-tY" tabindex="1" role="textbox" contenteditable="true" spellcheck="false" aria-label="Message Body" aria-multiline="true">
<p>Agora é só se inscrever para participar da <a href="https://bit.ly/semana-de-lancamento-fightnize">Semana de Lançamento Fightnize</a>, pegar o caminho das pedras com feras do mundo do jiu jitsu, concorrer a prêmios irados, e começar a sua jornada para o próximo nível.</p>
<p>Inscreva-se!<br />
Semana de Lançamento Fightnize<br />
Dias 18, 19 e 20 de abril, sempre às 20h, no <a href="https://www.instagram.com/fightnize/">Instagram da Fightnize</a></p>
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		<title>Por que o Jiu-Jitsu é uma arte marcial única? Graças à guarda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 12:14:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Texto: Willian von Söhsten * ] Quando um não praticante pergunta qual é o grande diferencial do Jiu-Jitsu brasileiro em relação a demais artes marciais, minha resposta é sempre taxativa: a guarda. Existem no planeta diversas artes marciais que trabalham golpes de impacto, como socos e chutes. Há outras modalidades de luta agarrada que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_62382" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-62382" class="size-full wp-image-62382" title="Uma clássica raspagem no Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen/GRACIEMAG" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2012/05/raspagem-regis.jpg" alt="Uma clássica raspagem no Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen/GRACIEMAG" width="580" height="385" /><p id="caption-attachment-62382" class="wp-caption-text">Clássica raspagem balão no Jiu-Jitsu. Foto: Regis Chen/GRACIEMAG</p></div>
<p><em>[ Texto: Willian von Söhsten * ]</em></p>
<p>Quando um não praticante pergunta qual é o grande diferencial do Jiu-Jitsu brasileiro em relação a demais artes marciais, minha resposta é sempre taxativa: a guarda.</p>
<p>Existem no planeta diversas artes marciais que trabalham golpes de impacto, como socos e chutes. Há outras modalidades de luta agarrada que privilegiam a queda e a imobilização do oponente. Mas não há nenhuma como o Jiu-Jitsu, que trabalhe com tanta propriedade uma das posições mais difíceis numa situação de luta, que é a de cair por baixo.</p>
<p>Escutei certa vez alguém dizer que ser guardeiro é um atraso, pois o praticante trabalha contra a física e a gravidade. São pessoas que batem no peito, orgulhosos, para dizer que seus alunos são passadores natos. Para os que ainda têm essa mentalidade, perdão, mas talvez seja melhor mudar de esporte. Tentar a luta greco-romana, o judô ou o sambô, quem sabe.</p>
<p>Todos os célebres passadores da história do Jiu-Jitsu são também exímios guardeiros, vide Xande Ribeiro e <a href="https://www.instagram.com/rogergracie/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Roger Gracie</a>, apenas para citar dois condecorados campeões mundiais absolutos do Jiu-Jitsu.</p>
<p>A produção de outros fenômenos passadores de guarda, como por exemplo Rodolfo Vieira, só é possível porque a evolução da guarda ocorre a passos largos. Quanto mais técnicas são desenvolvidas por baixo, mais se tem a necessidade de treinar exaustivamente para vencer as barreiras de pernas do adversário. Por isso, e só por isso, nossos passadores são melhores do que os de outras modalidades – pois têm diariamente um imenso e habilidosíssimo material humano trabalhando com guarda nas academias.</p>
<p>É a guarda, no fim das contas, que permite ao atleta menor e mais fraco a oportunidade de vencer um oponente fisicamente superior. Poucos, por exemplo, imaginariam que o peso pesado francês Teddy Riner e o brasileiro Tiago Camilo poderiam fazer luta dura no judô. Ou que o massa bruta Daniel Cormier tivesse problemas para quedar Demetrious Johnson, lenda do peso-mosca do UFC. Nesses esportes a superioridade de peso, tamanho e força faz total diferença.</p>
<p>Mas no Jiu-Jitsu já presenciamos Paulo Miyao, ainda faixa-marrom, com seus 65kg, ser campeão mundial absoluto. E quem não se lembra da luta entre Rafael Mendes e Rodolfo Vieira, na final sem kimono em Abu Dhabi, que terminou com o empate entre o peso-pena e o peso pesado?</p>
<p>Tudo isso é possível porque, lá no passado, Carlos, Helio Gracie &amp; cia tiveram a grande visão de trabalhar com afinco posições desconfortáveis no chão, e promover o estudo da guarda. Por isso, creio que um lutador de Jiu-Jitsu que só sabe fazer guarda é um atleta incompleto – mas ainda assim é um lutador de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Por outro lado, aquele que se diz apenas passador, e não domina técnicas de guarda, não pratica de fato a arte suave revolucionária lapidada no Brasil.</p>
<p>Carlos Gracie Junior tem uma célebre frase, na qual diz: “A guarda é a fortaleza do lutador de Jiu-Jitsu”. Concordo cegamente. A família Gracie começou a trabalhar a guarda como se fosse uma muralha, capaz de suportar os mais criativos ataques inimigos. Com o tempo, a muralha ganhou novos muros e canhões e hoje, além de afastar, também é capaz de aniquilar seu oponente.</p>
<p>Lembre-se, então, amigo leitor. Para ser um grande passador, você também precisa treinar muito de costas para o chão. E então, qual é a sua posição de guarda favorita?</p>
<p><em>* Artigo escrito originalmente em 2015, nas páginas de <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">GRACIEMAG.</a> Willian von Söhsten é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica. É faixa-preta de Cícero Costha e professor de Jiu-Jitsu em Ribeirão Preto, SP.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/por-que-o-jiu-jitsu-e-uma-arte-marcial-unica-gracas-a-guarda/">Por que o Jiu-Jitsu é uma arte marcial única? Graças à guarda</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como passar a guarda 50/50, com o monstro Lucas Lepri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Feb 2022 11:00:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hexacampeão mundial no peso leve – fora o fechamento em 2015 com Michael Langhi – e duas vezes vice até 77kg no ADCC, o fenomenal Lucas Lepri é famoso por um jogo bonito, agressivo e eficiente. Há alguns anos, durante ensaio fotográfico para GRACIEMAG, o mineirinho aproveitou a visita na Alliance Rio para ensinar um&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hexacampeão mundial no peso leve – fora o fechamento em 2015 com Michael Langhi – e duas vezes vice até 77kg no ADCC, o fenomenal Lucas Lepri é famoso por um jogo bonito, agressivo e eficiente.</p>
<p>Há alguns anos, durante ensaio fotográfico para GRACIEMAG, o mineirinho aproveitou a visita na Alliance Rio para ensinar um detalhe importante para os passadores incomodados com a guarda 50/50.</p>
<p>Repare como o colecionador de ouros empurra as pernas do colega Victor Genovesi e aproveita o balanço para passar com suavidade. Confira a técnica no vídeo e estude mais este antídoto para seu jogo. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Aprenda como passar a guarda 50/50 no Jiu-Jitsu, por Lucas Lepri" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/fQOHKzxXvFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/video-aprenda-como-passar-a-guarda-5050-no-jiu-jitsu-por-lucas-lepri/">Como passar a guarda 50/50, com o monstro Lucas Lepri</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A voz do mestre: para Flavio Behring, &#8220;o bom professor ensina, não se exibe&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2022 14:11:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje respeitado faixa-vermelha, Flavio Behring começou a treinar em 1947. Seu primeiro dia de kimono é de causar inveja: ele começou dando uma sonora queda no todo poderoso Helio Gracie. O pequeno Flavio tinha apenas 10 anos, e o mestre só queria mostrar como aquela ciência chamada Jiu-Jitsu possibilitava a uma criança derrubar um adulto. Deu certo,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje respeitado faixa-vermelha, Flavio Behring começou a treinar em 1947. Seu primeiro dia de kimono é de causar inveja: ele começou dando uma sonora queda no todo poderoso Helio Gracie.</p>
<p>O pequeno Flavio tinha apenas 10 anos, e o mestre só queria mostrar como aquela ciência chamada Jiu-Jitsu possibilitava a uma criança derrubar um adulto. Deu certo, e hoje o pai de Marcelo e Sylvio Behring é um faixa-vermelha respeitado – condecorado faixa-preta pelo próprio Helio, ali por 1955.</p>
<p>“Aos 17 anos, eu já era instrutor da academia e usava a faixa-azul clara própria dos instrutores, mas nesse dia o professor pegou a faixa-preta dele e me deu”. Leia outras histórias recheadas de lições desse grande mestre, que já sabe o que fazer quando seu “ciclo” chegar ao fim: vestir a faixa-branca e recomeçar. (A reportagem a seguir foi publicada originalmente em <a title="Confira edições passadas e como assinar a revista de Jiu-Jitsu GRACIEMAG" href="https://www.graciemag.com/pt/2015/02/jiu-jitsu-e-a-arte-de-superar-obstaculos/" target="_blank" rel="noopener">GRACIEMAG #216</a>.)</p>
<p><strong>GRACIEMAG: O senhor treina desde 1947. Foi amor à primeira vista, mestre?</strong></p>
<p><em><strong>FLAVIO BEHRING:</strong></em> Não, não foi amor à primeira vista, apesar de hoje o pessoal ter essa impressão. Meus primeiros treinos foram no quarto da casa do professor Helio, na praia do Flamengo, no Rio. No começo foi legal, mas como eu era um garoto muito asmático, aquele quartinho pequeno, forrado de colchões e lonas até nas paredes me causava desconforto. Meu pai, o jornalista Sylvio Behring, era diretor do jornal “O Globo” e amigo de Helio Gracie, e me contava histórias fascinantes daquele mestre. No meu primeiro dia, o professor mostrou como se fazia um ganchinho ali entre as pernas dele e com a alavanca ele se deixou cair. Eu fiquei impressionado: “Olha só… Mesmo pequeno, sou capaz de derrubar um homem”. Mas a asma falou mais alto e comecei a sentir falta de fôlego durante as aulas, e logo comecei a faltar as aulas e me afastei. A verdade é que, aos 10 anos, eu era um menino vulnerável, pelos problemas respiratórios e pela total aversão e medo de qualquer confronto físico.</p>
<div id="attachment_173380" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-173380" class="wp-image-173380 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1.jpg" alt="Flavio Behring ensinando Jiu Jitsu Foto Divulgacao" width="960" height="637" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1.jpg 960w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1-768x510.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/02/Flavio-Behring-ensinando-Jiu-Jitsu-Foto-Divulgacao-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-173380" class="wp-caption-text">O faixa-vermelha atento a um detalhe durante aula de Jiu-Jitsu. Foto: Divulgação/FlavioBehring.com</p></div>
<p><strong>Como o Jiu-Jitsu engrenou em sua vida?</strong></p>
<p>Com 13 anos, sofri um bullying violento na escola, que me traumatizou. Um colega mais velho, que eu olhava com admiração, ouviu um disse-me-disse e veio tomar satisfação, e imediatamente me lascou um tapa na cara. As agressões não pararam aí, já que ele passou a escrever no quadro-negro coisas como “Flavio é covarde”, uma pecha que começou a pegar no colégio Brasil América, em Botafogo. Eu já não tinha amigos, ninguém sentava do meu lado. Meu irmão e outros colegas que sabiam que eu havia treinado Jiu-Jitsu me incentivavam a reagir, mas eu era incapaz. Até que comecei a faltar o colégio e a não comer direito, e meu pai ficou preocupado e pediu ajuda. Aconteceu então o episódio que me marca até hoje.</p>
<p><strong>Quando Helio Gracie apareceu na escola&#8230;</strong></p>
<p>Exato. Eu estava na sala de aula, e aparece na porta o professor Helio Gracie. Ele já era uma personalidade reconhecidíssima em todo o Brasil, pelos seus feitos contados em revistas e jornais. O mestre pediu licença e anunciou que estava precisando da ajuda do “instrutor da academia” dele, que estudava ali. Começaram os olhares incrédulos e os cochichos, e Helio arrematou: “Ele não reage a nenhuma agressão dos colegas porque eu o proíbo”. Era um grande psicólogo, né? E aí tudo mudou. Fomos até seu carro, ele me deixou em casa e de tarde comecei na academia famosa da avenida Rio Branco, sob a tutela do João Alberto Barreto, que era só três anos mais velho do que eu. Mas tornou-se meu ídolo, o cara que eu gostaria de ser, e me ensinou a ter uma convicção inabalável nas técnicas de autodefesa. Rapidamente voltei a pedir a meu pai para faltar à escola – agora não por medo, mas para passar o dia na academia de Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como foi sua primeira luta?</strong></p>
<p>Minha primeira história curiosa foi a ocasião em que apareci na primeira página dos jornais, com 14 anos. Apareceu no Rio um japonês chamado Shimura (não confundam com o Kimura) que dizia querer enfrentar o grande campeão Helio Gracie. O professor Carlos Gracie, sábio como sempre, propôs que o japonês enfrentasse Carlson, mas o desafiante recusou. Então Carlos me pegou e fomos para os jornais: “Já que o Shimura se recusa a lutar com Carlson, ele vai apanhar aqui do nosso faixa-branca, de apenas 14 anos.” Os jornalistas vibraram e virou manchete. O japonês sumiu, claro. A minha primeira luta foi um pouco depois, o professor Carlos me chamou e fomos para a antiga sede da ACM, no Castelo. Eu achava que era uma exibição qualquer. Nada, era uma luta à vera contra um faixa-preta de judô, e fui empurrado para o ringue, pois minhas pernas não se mexiam, travei. Quando a luta começou, o camarada me arremessou de tudo que é jeito de costas no tablado duro, de um lado para o outro. Uma vez por baixo, imobilizado, eu de repente me lembrei de uma posição de autodefesa, fiz uma pressão no pescoço dele, um estrangulamento e o cara dormiu. Aquela finalização criou uma máxima que uso em cursos e seminários por todo o mundo: “Vence quem sabe finalizar, não basta imobilizar”.</p>
<p><strong>Seu pai era diretor do jornal “O Globo”. Por que você acha que a mídia e os grandes jornais ficaram de mal com o Jiu-Jitsu por várias décadas?</strong></p>
<p>Em parte, os próprios praticantes foram responsáveis. A partir dos anos 1960 e 1970 começaram a haver invasões de academia, o que por um lado reforçou a eficiência da arte, mas por outro passou uma imagem extremamente negativa em relação às artes marciais como escolas educadoras, respeitadoras e éticas. As invasões trouxeram antipatia. E começou, também, a haver um falso pudor contra as lutas de vale-tudo por parte das autoridades e jornalistas. Digo falso pudor porque, hoje, o MMA voltou a ser um espetáculo para a mídia. Você vê, o vale-tudo, filho do Jiu-Jitsu, resgatou a honra da arte nos jornais…</p>
<p><strong>Qual é a grande lição para quem pretende treinar Jiu-Jitsu até depois dos 70 anos?</strong></p>
<p>Moderação nos treinos. A maior lição que aprendi nessas décadas é que os três tapinhas são a maior arma do praticante. Pedir para parar no treino não significa se acovardar. Significa que você encontrou o seu limite naquele dia, naquela posição, uma limitação emocional ou mesmo física – se o seu braço está envergado, desista, é melhor do que estalar e permitir um estrago. Saber dosar os treinos e não passar dos limites é o que eu indico. Não tenha vaidade, use os tapinhas e pare antes de se machucar. Essa é a salvaguarda do praticante. Além de entender isso, eu prezo por uma boa alimentação, uma ótima noite de sono. Muitas pessoas me dizem: “Mestre, quero chegar à sua idade assim igual a você”. Eu respondo: “Então comece hoje, pois já está tarde”.</p>
<blockquote><p>Minha asma, como tantos males, era 20% física e 80% psicológica</p></blockquote>
<p><strong>E a sua asma, nunca mais voltou? Jiu-Jitsu cura asma também?</strong></p>
<p>Minha asma, como tantos males, era 20% física e 80% psicológica. O Jiu-Jitsu não apenas melhorou minha respiração, mas principalmente me levou a jamais fraquejar novamente como pessoa. Me tornei uma pessoa mais confiante e esses males respiratórios foram embora. Aliás, aprendi a não me afobar jamais, em qualquer aspecto da minha vida, nem diante do pior dos problemas. Perder a tranquilidade e o controle emocional não ajuda o problema a ser solucionado, ao contrário.</p>
<p><strong>Um faixa-vermelha segue aprendendo até hoje?</strong></p>
<p>Eu estudo todos os dias, pois sei que ninguém sabe nada. Como meu corpo tem mudado com o tempo, eu volto às posições mais básicas, para conferir se eu ainda consigo executá-las daquela mesma maneira, ou se preciso me readaptar. Mas o estudo continua, e em 2017 vou dar uma grande festa (de kimono num dojô) para comemorar meus 80 anos de vida e os 70 de Jiu-Jitsu. Será o fim de meu ciclo como aluno, instrutor, professor, mestre e grande mestre, e vou aposentar a faixa-vermelha e voltar a vestir a faixa-branca. E assim vou reaprender tudo novamente, pois viver é isso. Meus alunos, preocupados, questionam essa “aposentadoria”, mas o certo é que serei um eterno professor de Jiu-Jitsu.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="80 / 70 anos do GM Flavio Behring - TV Pegada #95" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/j_obVvp7ZiQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Queremos ser convidados para essa festa incrível. Mestre, pelos seus critérios, o que um aluno precisa apresentar para tornar-se faixa-preta?</strong></p>
<p>Olha, para você entender minha visão, sou contra até mesmo graduar lutador no pódio de campeonatos. O que ocorre: para mim, graduação não se dá por performance. Eu graduo um aluno por competência, o que significa que ele acumulou um lastro, uma coleção de saberes. Ganhar uma medalha de ouro é apenas um segmento do Jiu-Jitsu. Uma medalha tem simbolismo momentâneo, pois a vitória é efêmera. Na escola, ninguém passa de ano só por saber matemática e tirar zero em todas as outras disciplinas, certo? É a mesma coisa. Um dos principais critérios para mim é saber e ensinar bem autodefesa, um pilar do Jiu-Jitsu. Outro aspecto fundamental é que o professor de Jiu-Jitsu precisa ter competência para ensinar. Saber história da arte, estudar. Saber nomenclatura, por exemplo. Ele não pode mostrar uma posição e dizer “aqui em pé você faz o ganchinho”. É osotogari. <strong>Percebo que hoje muito lutador sabe mostrar o que ele faz e exibir posições, ou se exibir, como vemos nos tantos vídeos pela internet. Mas o professor não precisa ser acrobata, precisa saber ensinar.</strong> Tem de saber a origem daquela posição, qual é o objetivo daquele movimento. Jiu-Jitsu precisa ser visto e ensinado como a arte científica e altamente consistente que é. Não exijo que meus professores sejam campeões, o que não aceito é que eles cometam falhas elementares ao ensinar.</p>
<p><strong>Que lição você teria para a garotada que, por preguiça ou besteira, falta aos treinos de Jiu-Jitsu ou adia outras atividades?</strong></p>
<p>Eu digo a eles para aproveitarem, pois a cada década fica mais complicado, o corpo é uma engrenagem ótima mas sente o rigor do tempo. Não percam mais tempo, aproveitem.</p>
<blockquote><p>Eu não estou armando os alunos, Jiu-Jitsu não é isso. Eu ensino prevenção</p></blockquote>
<p><strong>Qual foi a maior lição que você recebeu de Helio Gracie?</strong></p>
<p>Helio Gracie era um ser humano falível como qualquer um. Como professor, no entanto, era quase uma sumidade, e tinha uma sensibilidade enorme, inigualável, com uma capacidade de adaptação dos golpes e movimentos assombrosa. Um exemplo: um dia ele me chamou para repassarmos o programa de técnicas de autodefesa, e escondeu um dos braços e ficou lá, realizando toda a movimentação com eficiência contra mim. Não entendi por que não usava o braço, mas ficamos lá. Até que poucas horas depois chegou o aluno dele, um camarada que havia perdido o braço. E ele já estava plenamente apto a ensiná-lo. Ele não precisava provar mais nada, mas como professor, Helio tinha um compromisso com a competência inigualável.</p>
<p><strong>E o <a title="O dia mais feliz da vida de Helio Gracie segundo João Alberto e outros mestres" href="https://www.graciemag.com/pt/2009/02/qual-foi-o-dia-mais-feliz-da-vida-do-grande-mestre-de-jiu-jitsu-helio-gracie/" target="_blank" rel="noopener">João Alberto</a>, qual foi sua grande característica como professor?</strong></p>
<p>João Alberto era um guerreiro, um destemido. Quando participou do programa de TV “Heróis do ringue”, ele passou 32 semanas lutando lá, toda segunda-feira, e foram 32 vitórias por finalização. E durante a semana ele só dava aulas, nem sabia quem seriam os oponentes, as modalidades, nada. Era o verdadeiro “herói do ringue”. João Alberto tinha uma precisão de entrar a mão na gola que era um negócio assombroso. O segundo melhor que já vi – o primeiro era o Helio, mestre do estrangulamento. Lembro de uma história em 1963, quando João Alberto e eu fomos ao EUA demonstrar o Jiu-Jitsu, na academia naval de Annapolis, em Maryland. Após a exibição num ginásio lotado, João Alberto abriu espaço para um desafio: quem passasse sua guarda em cinco minutos, ganharia uma passagem para o Brasil e uma bolsa de estudos na academia. O ginásio todo berrou o nome de um camarada, era um americano campeão de wrestling. João então o recebeu, fez guarda e pôs as duas mãos para dentro da faixa. E manipulou o americano como se fosse brincadeira de criança. Ele me ensinou a realmente confiar na boa técnica.</p>
<p><strong>Como um mestre de Jiu-Jitsu que sempre bebeu na fonte da autodefesa enxerga nosso mundo hoje, com armas e drogas pesadas?</strong></p>
<p>Um bom mestre, educador, ensina aos alunos que o mais inteligente é não estar naquela situação de perigo, ou seja, não se expor, nem chegar perto. Digo aos meus alunos: “Eu não estou lhe armando, Jiu-Jitsu não é isso”. Eu ensino prevenção, e de preferência jamais reagir. O Jiu-Jitsu é posto em ação somente quando não resta alternativa. É como diz a filosofia chinesa: “Bate primeiro o menos inteligente”. Jiu-Jitsu não é para se provar nada, mas em fazer uso do elemento surpresa, fazer com que o agressor se perca e seja posto fora de combate, ou seja, finalizado.</p>
<p><strong>Você foi colega de Carlson. Algum treino dele marcou você?</strong></p>
<p>Carlson para mim foi o maior formador de campeões que já houve e que nunca mais haverá. Lembro de um treino em 1956, que como já foi comentado acho que não tem problema relembrar. Carlson estava com uma luta de vale-tudo marcada, mas adorava praia e futevôlei, e nas vésperas do combate foi curtir com os amigos em Copacabana. Quando voltou, Carlos e Helio estavam furiosos, e botaram o garotão para um treino ali na hora contra o João Alberto. O bicho pegou, afinal os dois eram amigos mas eram dois samurais. E o João, que estava forte e altamente preparado, obteve a finalização. O Helio ficou furioso, achou que o Carlson estava mal preparado. Mas você acha que o Carlson ligou para aquele treino? Nada, dias depois, estava lá acabando com mais um oponente no vale-tudo em questão de segundos. Jamais se abalava, tudo era muito fácil para ele.</p>
<p><strong>Você costuma alicerçar o treino de Jiu-Jitsu nestes três “P”s: postura, precisão e pressão. Poderia detalhar um pouco mais?</strong></p>
<p>A postura é o primeiro P da vida. Postura comportamental é crucial no trabalho, na família, no trato com os demais. No Jiu-Jitsu, a postura anatômica correta reflete em economia de energia, em menos danos à coluna lombar e cervical e ainda deixa o adversário totalmente desconfortável. Há uns anos eu estava em Israel e um instrutor me disse que um aluno tinha ido muito bem no Campeonato Europeu, que fazia um ótimo berimbolo. Eu disse: “Que bacana, eu não sei o que é isso mas quero ver”. Pedi para ele tentar executar o movimento em mim: segurei o kimono dele, mantive a base firme, os joelhos em posição e a coluna reta em postura. O fato é que a minha postura impedia que ele se movimentasse em torno do próprio eixo, e o golpe não funcionava como ele queria. Ele então disse: “Ah, você deve ser muito forte, só pode ser isso”. Eu, um velho de 70 anos, forte? Postura é a resposta.</p>
<p><strong>Você hoje passa o ano todo viajando, certo? Como é isso?</strong></p>
<p>Desde 2000 passei a dedicar-me à ampliação dos horizontes do Jiu-Jitsu. É um trabalho missionário, pois 70% do tempo estou em viagens pelo mundo. Anualmente visito cerca de dez países, para ministrar cursos de formação, workshops e seminários. Em geral são escolas associadas, mas atendo solicitações de outras escolas. O que prevalece é o Jiu-Jitsu como instituição e não essa ou aquela bandeira.</p>
<p><strong>A linhagem Behring hoje está até no cinturão do UFC, graças ao Fabricio Werdum, que foi aluno da academia. Você sente orgulho disso, bem como da trajetória dos filhos Marcelo e Sylvio? Como o pai Flavio incentivava os pequenos?</strong></p>
<p>Acho que talvez eu tenha sido exigente demais com eles, pois não lhes dei muita opção. Desde cedo eu os levei para a academia, e fazia que eles treinassem forte o tempo todo, a vida inteira. Eles treinavam como dois alucinados, inclusive um contra o outro. Minha filosofia era a seguinte: “Se vão fazer, que façam bem feito”. Depois de uns anos comigo, deixei eles com outros professores para que seguissem seus caminhos no Jiu-Jitsu – o Marcelo com Rickson, Sylvio com o Alvaro Barreto. Hoje meu sentimento é de gratidão por ter tido dois filhos que se transformaram em duas preciosidades técnicas, além de ótimos professores. Estou agora com um filho de 23 anos do segundo casamento, o Gustavo, e com ele peguei mais leve. Mas ele já é faixa-azul e me parece que vai ser um ótimo instrutor também, no futuro. Está no sangue.</p>
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		<title>GRACIEMAG #280: O atropelo de Buchecha</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 15:27:55 +0000</pubDate>
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		<title>Roberto Godoi relembra percalços e vitórias no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 15:00:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_207940" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-207940" class="size-full wp-image-207940" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/godoi-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a><p id="caption-attachment-207940" class="wp-caption-text">Godoi em foto marcante de Luca Atalla para o Gallerr.com</p></div>
<p>Professor respeitado e competidor ferrenho, com incontáveis títulos no Brasil e no exterior, Roberto Godoi já acumula mais de três décadas de compromisso firme com o Jiu-Jitsu. A estrada foi longa e cheia de desafios, mas o professor, que sempre gostou de se testar, perdurou no decorrer dos anos e construiu sua imagem em paralelo à equipe G13BJJ, time que lidera.</p>
<p>Nós conversamos com Godoi para a edição número #261 da GRACIEMAG, no ano em que completou seu trigésimo aniversário no Jiu-Jitsu, e o papo revisitou grandes momentos da trajetória do professor, desde seu primeiro contato com o esporte, a primeira academia, até chegar na análise de seus muitos anos de faixa-preta, com dicas valiosas para você percorrer com sucesso o caminho de aprendizado constante da arte suave.</p>
<p>Confira a conversa a seguir e aprenda com Roberto Godoi!</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #251. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p><strong>GRACIEMAG: Primeira pergunta, antes que esqueçamos: como surgiu seu clássico apelido, “Jason”?</strong></p>
<p><strong>ROBERTO GODOI:</strong> (Risos). Boa. O apelido nasceu na academia do Waldomiro Perez, o Junior. Eu era um dos treinos mais duros na academia e quase sempre estava de kimono sujo e com um rasgo ou outro. Desde novo, eu também nunca tive muito cabelo, e isso tudo coincidiu com o sucesso dos filmes da série “Sexta-feira 13”. Quando o Junior ia separar os treinos, ele mandava: “Vai lá, você treina com o Jason, vai!”. Mas quem realmente fez o apelido pegar e eu assumi-lo, foi um grande amigo nosso, que desenvolveu meu primeiro patch para o kimono; quando eu vi, era um boneco do Jason de máscara e kimono! A molecada mais jovem sempre se amarrou, mas eu mesmo nunca liguei muito.</p>
<p><strong>Este ano você completa 30 anos de Jiu-Jitsu, 21 já como faixa-preta. O que viveu de mais memorável nestes anos todos?</strong></p>
<p>Exato, fui promovido faixa-preta no fim de 1996, e há 21 anos trago ela com muito orgulho em minha cintura. Em 1997 lembro com carinho das minhas primeiras lutas como faixa-preta, no Pan do Havaí da IBJJF. No Mundial de Jiu-Jitsu, belisquei um terceiro lugar no Tijuca Tênis Clube, foi um momento único. Vivíamos verdadeiras aventuras, com caravanas de carro saindo de São Paulo, batidas na serra das Araras, o sofrimento das pesagens no dia anterior… Lembro de ter ficado correndo três horas em volta do ginásio e ainda ter de pesar nu para bater o peso e poder lutar. Ficávamos num hotelzinho de quinta categoria, amontoados, entrávamos furtivamente na madrugada para os gerentes não perceberem. São histórias que hoje o pessoal mal acredita.</p>
<p><strong>São três décadas praticamente sem parar de competir. Como acha que essa constância nos campeonatos o ajuda, como professor e como cidadão?</strong></p>
<p>Com 43 anos, meu corpo cobra hoje as diversas lesões que tive no decorrer desse tempo, e com isso vêm algumas limitações, mas não será isso que vai me parar, pelo menos não agora! Tenho paixão por aquele sentimento de pisar no tatame, de me testar, de ouvir os caras falando que fulano está na minha categoria e que ele está treinado para ganhar. São esses sentimentos que mantêm acesa dentro de mim aquela chama de criança, a vontade de treinar similar a de quando comecei no esporte. Competir também me torna um profissional melhor a cada dia – a busca não está em provar nada a ninguém, e sim perseguir a evolução contínua e o equilíbrio do meu Jiu-Jitsu, sem falar no aprimoramento do nosso grupo como um todo.</p>
<p><strong>É aquela frase do Rickson Gracie, o estudo e o aprendizado não terminam nunca…</strong></p>
<p>Sim, pois o Jiu-Jitsu evolui e se moderniza a cada ano. Eu sei que tenho muita coisa a aprender e melhorar; com isso, competir e treinar com meus alunos diariamente me obrigam a ficar atualizado com o que há de mais atual na nossa arte. Além do mais, os campeonatos são ótimos para rever amigos, dar risadas, ampliar nossa rede de contatos, entre tantos outros benefícios para um professor.</p>
<p><strong>Como você começou a treinar Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu entrou na minha vida por acaso. Eu estava num colégio que volta e meia tinha confusão na saída, e na minha turma havia um argentino bom de briga. Um dia, esse camarada foi passar um fim de ano no Rio de Janeiro e voltou em choque. Ele me chamou e disse: “Se você não quiser apanhar de mais ninguém na vida, você tem de aprender o que vi no Rio!”. O argentino tinha visitado uma academia Gracie e contou que tinha sido retorcido de tudo que é jeito: “Dino (era meu apelido), o que você precisa fazer é isso, chama Jiu-Jitsu!”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-234036" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-300x184.jpg" alt="" width="875" height="537" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-300x184.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-1024x628.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-768x471.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram-150x92.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Screenshot_20210805-124739_Instagram.jpg 1073w" sizes="auto, (max-width: 875px) 100vw, 875px" /></p>
<p><strong>E foi fácil achar uma academia em São Paulo?</strong></p>
<p>Eu fiquei sabendo que o Marcelo Behring, que já era um famoso campeão formado pelo Rickson, havia acabado de chegar em SP em 1988. Parti para lá mas a academia era badalada e os treinos eram caros, eu não tinha condição nenhuma de pagar. Dei sorte pois meu irmão voltou dos EUA e me deu uma jaqueta novinha. Vendi a jaqueta pelo preço de três meses de treinos e comecei. Foi lá que conheci o Waldomiro, que era o braço direito do Marcelo e depois seria meu professor e grande amigo.</p>
<p><strong>Qual foi a luta mais memorável de sua carreira?</strong></p>
<p>Todas tiveram valor, e trouxeram grande aprendizado. Mas não me sinto capaz de resumir num momento, numa conquista pessoal, toda minha trajetória dentro do Jiu-Jitsu. Meu maior feito no esporte sem dúvidas foi o número de pessoas e vidas que pude ajudar a melhorar, não só os que treinaram comigo mas seus familiares e pessoas em torno também.</p>
<p><strong>Ainda se lembra de sua primeira academia?</strong></p>
<p>Eu ainda era faixa-roxa, em 1992, quando junto com um amigo decidi montar a primeira academia que tive, nos fundos da minha casa. Lá era pequeno, tinha espaço para cerca de 15 alunos por turma, e no primeiro mês já tínhamos 30 alunos treinando – e uns dez esperando vaga. Hoje nossa escola G13BJJ vem se estruturando cada dia mais a nível de empresa, e buscar dar todo o suporte e o retorno aos seus alunos e professores franqueados. A estrutura é inimaginável, olhando para aquela academia nos fundos de casa. Nossa preocupação hoje é cuidar para que a G13BJJ seja vista e reconhecida como uma &#8220;escola de artes marciais”, e nosso papel cada vez mais é de bons educadores.</p>
<p>Ensinamos tanto aos alunos que pensam em competir quanto aos que sonham em empreender e saber lecionar e gerir seu próprio negócio um dia. Hoje somos mais de 7 mil alunos em 71 unidades, sendo 55 unidades no Brasil, entre São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Bahia e Santa Catarina. Fora do Brasil são cinco nos EUA e uma na Austrália.</p>
<p><strong>Que dicas você daria para ter sucesso no Jiu-Jitsu e chegar à faixa-preta?</strong></p>
<p>Difícil resumir em poucas dicas, porque são muitas variáveis envolvidas. Mas eu diria que a número um é a disciplina, para treinar constantemente e não desistir; a segunda é a saúde – para sua máquina funcionar bem, cuide de seu corpo; e a terceira é a autoconfiança: acredite em você, e não deixe nada ou ninguém falar que você não pode ou não é capaz!</p>
<p><strong>Esforço sempre vai vencer o talento, no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Eu estou certo que talento sem disciplina e muito esforço não nos leva a lugar nenhum. Desde criança eu gosto de lutar, mas sempre fui mais aguerrido e perseverante que um cara talentoso em si. Em várias lutas e campeonatos que venci, obtive sucesso por saber que para ser vitorioso eu precisaria primeiro superar uma carência de talento minha. Hoje certamente sou um cara mais duro hoje por ter esse foco, por saber do que sou feito. Sempre procurei me esforçar mais hoje para a cada dia ser um Godoi melhor do que ontem.</p>
<p><strong>Um dos seus pontos fortes é enfiar a mão na gola, em pé, no chão, já sempre engatilhando um golpe… Como funciona essa sua tática?</strong></p>
<p>É preciso primeiro lembrar que nossa luta começa em pé antes de ir para o chão, por isso é evidente que, seja para quedar, raspar ou chamar na guarda, todas as posições tem seus preparativos e nuances, em especial esses detalhes de pegadas em golas e mangas para poderem acontecer com sucesso. Em pé eu procuro exercer minha pegada dominante de canhoto na gola do oponente, e quando a consigo, ela me abre um bom leque de ataques e posições, detalhes que repasso para todos do nosso time. Mas Jiu-Jitsu nem sempre é o que queremos, e sim o que aparece na hora da luta, então em nossos treinamentos rotineiros na G13, enfocamos tanto nosso jogo forte quanto nosso lado deficiente, para tentarmos cada vez mais equilibrar e elevar nosso jogo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Roberto Godoi teaches his BJJ signature move: the Godoi Choke" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/iIEJP6YgE_k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Você fez sete lutas de MMA e começou lá atrás, em 1995. O que aprendeu sobre Jiu-Jitsu e sobre si mesmo subindo nesses ringues?</strong></p>
<p>Eram tempos totalmente diferentes, em que era um caminho meio natural migrar e cair para dentro do &#8220;vale-tudo&#8221; em algum momento de sua trajetória, até para buscar essa “validação” de sua faixa. E comigo não foi diferente. Tive diversas lições e aprendizados dentro do vale-tudo e sou grato por cada experiência que hoje soma para a bagagem que possuo, e assim consigo contribuir para realizar os objetivos dos meus atletas, profissionais ou não. Meu sonho é servir de rampa para todos os meus alunos chegarem muito mais longe do que eu.</p>
<p><strong>Você, como muitos professores, passou por uma mudança de imagem que é similar à própria evolução que se deu com o Jiu-Jitsu: antigamente, passava uma imagem de marra; hoje, você se assemelha a um paizão dos alunos, respeitador, cordial com os oponentes… O Jason hoje é de paz?</strong></p>
<p>Sim, trata-se de um amadurecimento natural meu como pessoa, que aconteceu paralelamente à transformação dos valores do Jiu-Jitsu como esporte e estilo de vida no mundo todo. Eu estive à frente de um grupo e fui um “mestre&#8221; muito cedo, e com essa imaturidade tive meus erros, mas também meus acertos. Lá atrás esse era um estereótipo colado na maioria dos lutadores de Jiu-Jitsu, mas sem dúvida alguma hoje sou uma pessoa muito melhor preparada, em todos os sentidos, para ocupar minha posição. Boa parte disso eu devo a meus pais e ao que aprendi no Jiu-Jitsu, por ser essa ferramenta única de equilíbrio emocional e resgate de valores morais que, praticado diariamente, nos molda e aos que nos cercam, para termos um convívio mais harmonioso e conquistarmos uma sociedade melhor.</p>
<p><strong>Em 2001 a Godói-Macaco, que vinha com projeção no circuito esportivo paulista, se separou. Que lições você tirou da separação?</strong></p>
<p>A Godoi-Macaco em seus tempos áureos foi única, e quem viveu aquilo, viveu! Não cuspo no prato em que comi e tenho orgulho de todos que ali passaram, sem desmerecer a tantos outros que batalharam com muito afinco lá atrás em SP, mas fomos um dos principais responsáveis pelo surgimento com relevância do nome Jiu-Jitsu no mapa de SP e do Brasil na época. Ajudamos a construir o Jiu-Jitsu paulista e sempre acreditei em mim, soube do meu papel e valor dentro do time. Isso refletiu na minha autoconfiança e total segurança, que não me fez temer qualquer separação ou reinício do zero que eu precisasse passar. Mas isso é o resumo do Jiu-Jitsu, a arte nos prepara para ser um campeão na vida. Eu apenas foquei no trabalho, sem dar ouvidos a bochichos, porque “os cães ladram e a caravana passa”.</p>
<p><strong>Em dezembro fez dez anos da morte do Ryan. Qual você acha que foi sua importância para o Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>A perda do Ryan representou a perda de um grande lutador, era um grande material humano. Mas o Ryan perdeu para ele mesmo. Muitas vezes as maiores batalhas que enfrentamos em nossas vidas não são contra oponentes de rosto ou de corpo físico contra o qual conseguimos atingir fisicamente. Por isso a luta muitas vezes é desigual, e dessa forma não devemos julgar ninguém. Controverso ou não, ele sempre foi um agregador e tido por seus alunos como um líder nato. Sua vinda para SP, independentemente de todos os “causos”, contribuiu sim para o fomento do Jiu-Jitsu em nosso estado e revelou muitos atletas e amigos que tenho para a vida e levam hoje o legado e nome dele pelo mundo.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/roberto-godoi-completa-30-anos-de-jiu-jitsu-e-relembra-os-percalcos-e-vitorias-na-carreira/">Roberto Godoi relembra percalços e vitórias no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A cabeça e o esporte: o caso de Mikey Musumeci no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2021 13:30:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Mikey Musumeci]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tricampeão mundial de Jiu-Jitsu, o americano Mikey Musumeci tem uma história bonita de superação, quando ele precisou vencer um rival e tanto: ele mesmo. O repórter Carlos Arthur Junior contou a história em 2019, meses antes de Musumeci vencer a lenda Bruno Malfacine por 10 a 8 e, na grande final dos galos, vencer Rodnei&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tricampeão mundial de Jiu-Jitsu, o americano Mikey Musumeci tem uma história bonita de superação, quando ele precisou vencer um rival e tanto: ele mesmo.</em></p>
<p>O repórter <a href="https://www.instagram.com/zarthurjr/" target="_blank" rel="noopener">Carlos Arthur Junior</a> contou a história em 2019, meses antes de Musumeci vencer a lenda Bruno Malfacine por 10 a 8 e, na grande final dos galos, vencer Rodnei Barbosa na chave de pé.</p>
<p>Relembre o artigo a seguir!</p>
<div id="attachment_212843" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/12/DSC_0041.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-212843" class="size-large wp-image-212843" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/12/DSC_0041-1024x681.jpg" alt="" width="650" height="432" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/12/DSC_0041-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/12/DSC_0041-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/12/DSC_0041-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/12/DSC_0041-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-212843" class="wp-caption-text">Musumeci pega as costas de Caio Terra em treino para demonstrar a eficiência do berimbolo. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>A sala Copacabana do hotel JW Marriott, na orla do Rio de Janeiro, costuma abrigar cadeiras, uma penca de engravatados e slides para reuniões de negócios. No início de dezembro, contudo, estava com tatames, dezenas de garrafas de água e copos de mate, além da bela vista para a praia. A equipe GRACIEMAG chegou ao hotel nos momentos finais da aula sem kimono ministrada por Caio Terra para os mais de 60 alunos de seu camp, praticantes e competidores vindos dos EUA, Japão e Rússia.</p>
<p>Fora o professor principal, as aulas também era dadas por Kim Terra, Rudson Mateus e um certo peso-pluma que caminhava pelos cantos do tatame. Olhos menos treinados certamente deixariam passar batido o atual bicampeão mundial Michael Musumeci, com seu jeito reservado.</p>
<p>Com um abano, nossa reportagem &#8220;tentou&#8221; trazer o mesmo para um papo. Musumeci não deu bola, mas depois de recolocar seu par de óculos o mesmo ficou mais simpático. &#8220;Não enxerguei você!&#8221;, disse em tom de desculpas o míope dono de uma visão ampla de Jiu-Jitsu.</p>
<p>Hoje com 22 anos, Musumeci (fala-se Muzumichi) correu desde novinho atrás do sonho de ser campeão mundial de Jiu-Jitsu. Sua jornada começou em 2012, com o primeiro ouro no juvenil faixa-azul, e todos os anos seguintes foram no topo do pódio – até que, em 2017, o americano se embolou com João Miyao para conquistar o Mundial como faixa-preta. Se foi sua maior felicidade da vida? Pior que não, ao contrário.</p>
<p>&#8220;Eu não me senti feliz ou realizado&#8221;, disse Musumeci, para espanto daqueles que ouviam. &#8220;Trabalhei muito para chegar naquele dia, desde os 12 anos de idade, e não aproveitei nada. Não estava feliz. Consegui e pensei, o que faço da minha vida agora? Eu tinha tanta coisa na cabeça, e do nada era o fim. Uma semana depois do Mundial eu não tinha vontade de fazer mais nada, de treinar ou vestir o kimono. Eu estava deprimido, achei que nunca mais ia competir. Foi muito traumático. Eu sou introvertido, nunca tinha feito uma superluta, e todos os holofotes em mim naquele momento me trouxeram uma sensação ruim.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Dossiê Berimbolo: Mikey Musumeci e Caio Terra ensinam ataque, defesa e contra-ataque no Jiu-Jitsu" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/MfZYh6ouuss?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&#8220;Mas tudo mudou assim que conversei com o Caio e outras pessoas próximas”, revela a fera. “Pus na cabeça que ia treinar por diversão apenas, sem a pressão de competir ou vencer. Quando eu era criança eu treinava por hobby. Comecei a ir para a igreja e treinar para me divertir. Meus nervosismos sumiram e me tornei um atleta muito melhor.</p>
<p>&#8220;Se você reparar minhas duas versões do título, em 2017 e 2018, são dois atletas diferentes. Em 2017 eu estava sério, travado. Tão nervoso que mal conseguia pensar ou aproveitar. Só não digo que foi o pior torneio da minha vida porque eu ganhei. No Mundial deste ano eu estava tranquilo, sorrindo. Eu estava me divertindo. Coloquei na cabeça que se fosse para ganhar ou perder eu queria me divertir, sem pressão. E foi o melhor torneio da minha vida.</p>
<p>&#8220;Na final contra o Ary Farias, por exemplo, a minha mente se desligou. Eu não estava ali, era como se estivesse vendo a luta da arquibancada. Quando retomei a consciência estava nas costas do Ary. Eu não sabia como tinha feito aquilo, estava em outro mundo, viajando. Na filmagem olhei em volta, sem saber como tinha feito aquilo. Senti que poderia buscar a finalização, faltavam três minutos no cronômetro da final, mas eu queria aproveitar aquele momento que eu não tinha curtido em 2017. Foi muito legal.&#8221;</p>
<p>Depois de lembrar com carinho dos momentos no Mundial de 2018, nossa equipe foi almoçar com Musumeci, Caio, Rudson e os atletas do camp. Para Musumeci, nada além de arroz, feijão e farofa, em dois pratos fundos, com poucos pedaços de carne. &#8220;Estou comendo só isso por uma semana, eu amo arroz com feijão. E, por incrível que pareça, perdi dois quilos! A comida no Brasil é muito saudável, diferente dos alimentos processados dos EUA. O açaí também, é o melhor do mundo!&#8221;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-cabeca-e-o-esporte-o-caso-de-mikey-musumeci-no-jiu-jitsu/">A cabeça e o esporte: o caso de Mikey Musumeci no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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