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	<title>boxe | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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	<title>boxe | Graciemag</title>
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		<title>O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 14:33:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>"Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?", diz Ali.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se o boxe contasse com um sistema de faixas, Muhammad Ali vestiria uma bela faixa-vermelha por cima do roupão, talvez com letras costuradas em dourado, como era de seu feitio, elegante e espalhafatoso ao mesmo tempo.&#8221; Assim começava um dos principais artigos de GRACIEMAG #237, em tributo ao saudoso Muhammad Ali, campeão olímpico e mito do pugilismo mundial.</p>
<p>Cinco anos depois de seu falecimento, nossa equipe relembra as lições de Ali, reunidas numa entrevista póstuma que gostaríamos de ter feito. Confira e aprenda com o mitológico Ali. Oss&#8230;</p>
<div id="attachment_233818" style="width: 1290px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233818" class="wp-image-233818 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg" alt="Cassius Clay, depois Muhammad Ali, com seu treinador Joe Martin, no ano de 1960, quando venceu seu ouro olímpico em Roma" width="1280" height="880" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960.jpg 1280w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-300x206.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-1024x704.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-768x528.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/JoeEMartinCassiusClay1960-150x103.jpg 150w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /><p id="caption-attachment-233818" class="wp-caption-text">O peso pesado mais sorridente da história, durante treino com Joe Martin, em 1960. Naquele ano, o lutador americano venceria o ouro olímpico em Roma. Foto: Wikipedia</p></div>
<p>Nascido em 17 de janeiro de 1942, em Louisville, no Kentucky, ele recebeu o nome de seu pai, o pintor de cartazes Cassius Marcelus Clay. Aos 12 anos, Cassius Junior já era bem mais forte que o resto de sua turma, e tomou a decisão que mudaria sua vida e o cenário esportivo mundial: deixou o futebol americano e abraçou o boxe, determinado a ser o melhor lutador de todos os tempos. Aos 18, nos Jogos de Roma-1960, conquistou o ouro olímpico dos pesos pesados e quatro anos depois, ao superar Sonny Liston, tornou-se o grande campeão profissional de todos os pesos como havia previsto.</p>
<p>Amplamente homenageado após seu falecimento em 2016, o boxeador falou pelos cotovelos ao longo da carreira, e deu diversas entrevistas contundentes à imprensa – como o memorável bate-papo com o repórter Lawrence Linderman, em dezembro de 1975, publicado na revista “Playboy”.</p>
<p>GRACIEMAG sempre nutriu o sonho de entrevistar Ali, o que não foi possível, mas o Jiu-Jitsu nos ensinou a perseguir sempre o impossível. Neste artigo especial, imaginamos como seria a sonhada entrevista, baseada em respostas reais de Ali a Lawrence Linderman e a outros jornalistas. Apenas nossas perguntas são sonhadas, como se lê.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG: Quando você percebeu que queria ser um lutador?</strong></em></p>
<p>MUHAMMAD ALI: Além do boxe, a única coisa que pensei em fazer foi jogar futebol americano. Mas eu não gostava porque não havia publicidade pessoal: você tem que usar todo aquele equipamento e as pessoas nem podem te ver direito. Quem está lá em cima na arquibancada nem consegue te distinguir no meio de 22 homens correndo para lá e para cá. Mas no boxe, em cima do ringue, só há dois homens. Tomei esta minha decisão sobre os esportes aos 12 anos de idade, e me dediquei ao boxe porque os lutadores podem ganhar mais dinheiro do que outros atletas e não se tem interrupções pelo final da temporada como nos outros. E nunca me arrependi ou me lamentei desta decisão, porque quando você é o maior do mundo naquilo que está fazendo, como achar que devia fazer outra coisa?</p>
<p><em><strong>Por que topou aquela luta exótica contra o japonês Antonio Inoki, um wrestler, em junho de 1976?</strong></em></p>
<p>Por seis milhões de dólares, eis por quê.</p>
<p><em><strong>Suas bolsas giravam na casa dos milhões de dólares, e o boxe tornou você um homem rico. O que de mais valioso você conquistou?</strong></em></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/MuhammadAli/" target="_blank" rel="noopener">Muhammad Ali</a> é muito mais profundo que o boxe, meu filho. Como eu sempre dizia, a riqueza do homem está no conhecimento, não está no banco. Se estiver no banco, ele não a possui. Repare nos tigres, nos pássaros, e nos seres humanos: o que vale mesmo é a liberdade. Um dia eu escrevi: “O carcereiro está em pior situação do que o prisioneiro, porque, enquanto o corpo do prisioneiro está fechado, é a mente do carcereiro que está aprisionada”.</p>
<p><em><strong>Hoje no UFC vemos pesos leves que socam como pesos pesados. Já os pesos pesados soltam bombas de nêutron. Qual é a sensação de receber um soco forte como esses?</strong></em></p>
<p>Pegue um galho, um porrete, e dê com ele no chão com toda a força. Você vai sentir a sua mão vibrar, fazer boeeiiinnng. Levar um soco daqueles é o mesmo impacto, só que no corpo inteiro, e você leva uns dez a 20 segundos até se livrar do impacto. Se leva outro soco antes disso, começa outro boeeiiiinnng maior ainda.</p>
<p><em><strong>Como você continuava a comandar seu corpo e mente depois de uma bordoada daquelas?</strong></em></p>
<p>Você não consegue pensar, fica abobalhado, não sabe nem como foi parar ali em cima. Só que eu sempre fui autocondicionado, reagia automaticamente: levava um soco desses e mesmo sem pensar eu dançava, ou corria, ou me agarrava no sujeito, ou abaixava a cabeça. Eu apanhava volta e meia, mas Sugar Ray, Joe Louis, Rocky Marciano, todos também apanharam. Eles tinham uma coisa que a maioria dos lutadores não têm: capacidade de aguentar em pé até clarear a cabeça. Eu também tinha essa capacidade, e tive de usá-la nas duas primeiras lutas com Joe Frazier.</p>
<div id="attachment_233820" style="width: 796px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233820" class="size-full wp-image-233820" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg" alt="" width="786" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier.jpg 786w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-300x163.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-768x418.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/Ali-Frazier-150x82.jpg 150w" sizes="(max-width: 786px) 100vw, 786px" /><p id="caption-attachment-233820" class="wp-caption-text">Ali encara Frazier, em foto promocional de 1974. Foto: Wikipedia</p></div>
<p><em><strong>Mas você era um craque na defesa. Como veio à mente aquela tática para derrotar George Foreman no Zaire, em 1974?</strong></em></p>
<p>Lembro que eu queria tanto recuperar o meu título que enfrentaria George Foreman até numa cabine telefônica. No fim do primeiro round, no entanto, senti que eu não ia aguentar aquele ritmo e que, o George, mais novo, aguentaria do jeito que a luta andava. Se eu fizesse sete ou oito rounds dançando, estaria sem resistência na hora de recorrer as cordas e George me pegaria de jeito. Resolvi ir para as cordas ainda inteiro, e assim fiz com que ele se cansasse. Foreman só sabia fazer isso: levar o outro pro córner e mandar soco. Se já estava fazendo aquilo, não sabia mais o que tentar. Mas achou, sempre, que no próximo round ia me acertar como queria. De repente, percebeu que já tinha jogado tudo e não tinha conseguido nada.</p>
<p><em><strong>Hoje vemos lutadores do UFC bons de briga e de provocações. Gosta de ver seu estilo aplicado pelos mais moços?</strong></em></p>
<p>Não pode haver menosprezo. O pior meio de menosprezar um adversário é não treinar duro para enfrentá-lo. Mas eu gosto de me lembrar do que eu dizia para os oponentes. Antes daquela luta com Foreman, quando o juiz dava instruções, eu avisei a ele: &#8220;Agora você está frito, não pode fugir mais. Está sozinho num ringue com o maior lutador de todos os tempos, meu filho. Desde menino que você me acompanha, quer me derrubar, quer ser o campeão, mas agora eu te peguei, campeãozinho de bosta. Vou te jantar aqui em cima&#8221;.</p>
<p><em><strong>Os melhores momentos de sua vida foram em cima do ringue?</strong></em></p>
<p>Meu maior prazer na vida é não ter nenhum compromisso marcado. Mas isso rarissimamente acontecia. Lutei boxe desde os 12 anos e os treinos eram duríssimos. Mas, quando eu pensava nos meus objetivos e no legado que queria deixar, eu preferia correr aquelas mesmas duas milhas todas as manhãs do que ficar dormindo mais um pouco.</p>
<p><em><strong>Você diria que o boxe está decadente?</strong></em></p>
<p>O boxe nunca vai morrer. A multidão vai aparecer na trilha dos profissionais, os ginásios sempre terão garotos sonhando em ser o campeão. E, de vez em quando, aparecerá um lutador sensacional.</p>
<p><em><strong>Acha que o seu nome vai virar lenda, após sua morte?</strong></em></p>
<p>A lenda de Muhammad Ali já está escrita, eu mesmo a escrevi.</p>
<p><em><strong>Qual foi seu principal ponto forte como atleta?</strong></em></p>
<p>Fui o mais rápido peso pesado — com os pés ou com as mãos que jamais existiu. Uma outra coisa: se você olhar fotos de todos os campeões anteriores, você percebe imediatamente que fui o campeão mais bonito de toda história. E juntando tudo isso, eu acabo sendo o maior, não é verdade?</p>
<p><em><strong>Como você gostaria de ser lembrado?</strong></em></p>
<p>Como um homem negro que ganhou o título mundial dos pesos pesados e que era bem-humorado e que tratava todo mundo bem. Como um homem que jamais tratou alguém de cima para baixo, muito menos os que o admiravam, e que ajudou o maior número de pessoas que lhe foi possível — não só financeiramente, mas na luta pela liberdade, por justiça, por igualdade. Como um homem que jamais feriria a dignidade de seu povo comportando-se de forma a deixá-lo constrangido. E se tudo isso for pedir muito, então acho que gostaria de ser lembrado apenas como o maior campeão do boxe, que se tornou um campeão do seu povo. E nem ao menos me incomodaria se as pessoas se esquecessem de como eu era bonito.</p>
<p>** Para ler mais artigos das <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener">revistas GRACIEMAG, clique aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-legado-e-as-licoes-do-campeao-olimpico-muhammad-ali/">O legado e as lições do campeão olímpico Muhammad Ali</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Buchecha, Preguiça, Jacaré: uma breve história dos apelidos no Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Sep 2023 09:02:45 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="mceTemp"></div>
<div id="attachment_156994" style="width: 1114px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-156994" class="wp-image-156994 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1.jpg" alt="" width="1104" height="696" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1.jpg 1104w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-300x189.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-768x484.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-1024x646.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/06/roleta99_2-1-150x95.jpg 150w" sizes="(max-width: 1104px) 100vw, 1104px" /><p id="caption-attachment-156994" class="wp-caption-text">Rodrigo Minotauro contra Roberto Roleta, durante o Mundial de 1998.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Exatos 130 anos antes de Conor McGregor nascer, um americano de sangue irlandês já sacudia o cenário de lutas nos EUA, e já era conhecido pelos fãs por um singelo apelido: “The Boston Strong Boy”.</p>
<p>Eram tempos do pugilato de mãos nuas, sem luvas, em que um boxeador chegava a lutar 75 assaltos para garantir um título mundial. Foi o que o peso pesado John L. Sullivan (1858–1918), o tal “garoto fortão de Boston”, precisou fazer em 1889 – numa época, aliás, que McGregor não era nome de craque, e sim de bola de futebol.</p>
<p>Como se vê, vem de longe a história dos apelidos nas artes marciais. Ao pesquisar as razões de tantos apelidos, tratamos de conversar com uma dezena de especialistas e jornalistas, e as respostas foram bem parecidas: “Não faço ideia”. O que nos animou, então, a investigar mais o tema, já que desistir é para os fracos.</p>
<p>Apelidos sempre foram um modo universal de demonstrar intimidade e carinho, em todas as línguas. Normalmente, encurtamos ou repetimos uma sílaba do nome para formar a alcunha, e assim um senador Robert é chamado de Bob nos EUA, um Roberto vira Bebeto no Brasil e, mesmo na peculiar língua alemã, um doutor Friedrich pode virar Fritz, para os companheiros de mesa.</p>
<p>As modalidades esportivas são recheadas de “nomes de guerra” marcantes, de “Minotauro” a “Maguila”, e aí entra um outro aspecto: o fator promocional. Aquele velho empresário de boxe já entendia que “Boston Strong Boy” vendia bem mais ingressos do que John L. Sullivan, assim como Conor McGregor tratou rapidamente de popularizar o apelido “Notorious” para faturar mais no UFC.</p>
<p>No Brasil, em especial nas academias de luta, a multiplicação de apelidos parece ter raízes um pouco diferentes: vão de um meio singelo de ajudar o mestre a identificar o aluno no meio da multidão até origens ligadas à capoeira, que cruzou seus caminhos com o Jiu-Jitsu nas primeiras lutas de vale-tudo.</p>
<div id="attachment_203608" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-203608" class="wp-image-203608 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-692x1024.jpg" alt="O peso pesado John Sullivan, o &quot;Boston Strong Boy&quot;, lutava sem luvas, mas já com um nome de guerra. " width="650" height="962" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-692x1024.jpg 692w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-203x300.jpg 203w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-768x1137.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898-101x150.jpg 101w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/John_L._Sullivan_1898.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-203608" class="wp-caption-text">John Sullivan, o &#8220;Boston Strong Boy&#8221;, lutava sem luvas, mas já com seu nome de guerra.</p></div>
<p>O historiador Joel Rufino dos Santos, por exemplo, sugeria que a tradição brasileira de se colocar apelidos em atletas de futebol vinha provavelmente das rodas de capoeira. Na época em que a capoeiragem era vista como vadiagem, os praticantes usavam apelidos para esconder a verdadeira identidade dos bambas, que tinham outros empregos quando não estavam treinando. Daí a tradição que se mantém até hoje, de cada capoeirista ganhar um apelido ao se formar. Segundo Rufino, com a entrada do negro no mundo do futebol – quando muitos clubes de várzea surgiram de grupos de capoeiras – a profusão de apelidos ganhou os gramados.</p>
<p>Nas academias de Jiu-Jitsu, o tal &#8220;nome de guerra&#8221; também pode ter ajudado lutadores com vidas duplas. Caso do primeiro deles, o japonês Conde Koma. E também de campeões mundiais mais recentes, caso de Roberto Magalhães, por exemplo. Medalhista de ouro do primeiro Mundial de Jiu-Jitsu em 1996, Roberto era um respeitável engenheiro durante o dia; de noite, quando vestia o kimono, transmutava-se no popular &#8220;Roleta&#8221;.</p>
<p>Seja como for, a invenção de apelidos marcantes segue sendo um charme do boxe e do Jiu-Jitsu, e é útil tanto para valorizar a “marca”, casos de “Notorious” ou “Money”, ou para fazer graça, como nos casos de “Buchecha” ou “Pé de Pano”. Na maioria das vezes, contudo, é uma soma da autoconfiança com bom humor, como no caso da lenda Muhammad Ali, para quem apenas um nome não foi suficiente: ele teve dois (nasceu Cassius Clay). E, quando precisou de um apelido, criou ele mesmo um para si: “The Greatest”, o maior de todos. Pouca marra?</p>
<p>Um apelido criativo não é garantia de sucesso nas artes marciais, mas no Jiu-Jitsu até que costuma dar sorte. Se você duvida, vá perguntar a Preguiça, Pé de Pano, Cobrinha, Margarida, e Carcará; Comprido, Roleta, Cara de Sapato e Tererê; Buchecha e Jacaré. Eles talvez possam responder melhor.</p>
<div id="attachment_190416" style="width: 805px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-190416" class="wp-image-190416 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1.jpg" alt="Marcus Buchecha x Felipe Preguica no absoluto Foto Luca Atalla" width="795" height="597" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1.jpg 795w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1-768x577.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/06/Marcus-Buchecha-x-Felipe-Preguica-no-absoluto-Foto-Luca-Atalla-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 795px) 100vw, 795px" /><p id="caption-attachment-190416" class="wp-caption-text">Buchecha x Preguiça no absoluto do Mundial 2016: batalha dos apelidos e um clássico do Jiu-Jitsu. Foto: Luca Atalla/GALLERR</p></div>The post <a href="https://www.graciemag.com/money-notorious-buchecha-uma-breve-historia-dos-apelidos-nas-artes-marciais-e-no-jiu-jitsu/">Buchecha, Preguiça, Jacaré: uma breve história dos apelidos no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>5 lições de vida do eterno Eder Jofre, mito do boxe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Almada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Oct 2022 00:38:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[São Paulo pugilista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo do esporte recebeu uma triste notícia. Lenda do Boxe, Eder Jofre morreu na madrugada deste domingo, aos 86 anos, numa clínica localizada de Embu das Artes, no munício de São Paulo. O ex-pugilista perdeu uma inglória batalha contra complicações de uma pandemia. Ele sofria de encefalopatia traumática crônica, doença neurológica provocada por impacto&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_238753" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-238753" class="size-large wp-image-238753" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-1024x1012.jpeg" alt="" width="650" height="642" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-1024x1012.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-300x296.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-768x759.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1-150x148.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/10/Eder-Jofre-pic1.jpeg 1170w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-238753" class="wp-caption-text">Eder Jofre foi reconhecido tricampeão mundial de boxe em 2019. Foto: Reprodução</p></div>
<p>O mundo do esporte recebeu uma triste notícia. Lenda do Boxe, Eder Jofre morreu na madrugada deste domingo, aos 86 anos, numa clínica localizada de Embu das Artes, no munício de São Paulo. O ex-pugilista perdeu uma inglória batalha contra complicações de uma pandemia. Ele sofria de encefalopatia traumática crônica, doença neurológica provocada por impacto na cabeça.</p>
<p>O eterno “Galo de Ouro” brilhou nos ringues e inspirou gerações de pugilistas. Único brasileiro a integrar o Hall da Fama do boxe, Eder Jofre teve papel fundamental na popularização da modalidade no Brasil e deixa um legado imensurável para o esporte.</p>
<p>O “Galo de Ouro” se tornou tricampeão mundial, com títulos nos pesos galo e pena. Jofre estreou nos ringues pela primeira vez em 1953 e conquistou o cinturão entre os galos em 1960. Ele venceu sete lutas seguidas por nocaute e foi destronado pelo japonês Masahiko Harada cinco anos depois. Jofre tentou recuperar o posto de campeão, mas foi derrotado novamente pelo rival. Após três anos de inatividade, Jofre calçou as luvas e conquistou mais um título mundial, desta vez no peso-pena.</p>
<p>Ao longo de sua carreira profissional, Eder Jofre contabilizou 78 lutas: 75 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas.  Dono de 50 triunfos por nocaute, o icônico pugilista pendurou as luvas em 1976.</p>
<p>Além da nobre arte, Eder Jofre tinha outra paixão: o futebol. Ele era torcedor do São Paulo.</p>
<p>Confira abaixo as cinco lições de persistência do saudoso “Galo de Ouro”:</p>
<ol>
<li>“Me lembro da última luta em que meu pai esteve, já muito debilitado pela doença. Mesmo assim, fez questão de ser meu treinador no córner. E a cada intervalo ele subia e descia os degraus do ringue e fica muito cansado. Então, tentei terminar a luta o mais rápido possível só para ele não ficar cansado.”</li>
<li>“Nas Olimpíadas, fui fazer luva com o Celestino, que era peso leve, machuquei o septo nasal e não podia respirar direito, podem até pensar que era desculpa. Mas em 1957, me tornei profissional e depois de quatro ou cinco lutas fui lutar novamente contra o Barrientos. O levei à lona por oito vezes, antes do nocaute final. Queria mostrar que nas Olimpíadas não havia perdido para ele.”</li>
<li>“Sentia o sangue escorrer do nariz para a minha boca. Ele me bateu demais e falei para o meu pai que não ia aguentar voltar para o décimo round. Mas o meu pai disse que o Medel estava morto e para eu ir com tudo. Fui e o derrubei.”</li>
<li>“O Caldwell falou demais, desfez de mim e do Brasil. Castiguei ele sem pena, porque a gente lutava para engrandecer o nome do Brasil e ele vinha e falava mal? Bati o suficiente para ele não cair. Só quando quis, o derrubei.”</li>
<li>“Meu golpe preferido era aquele que acertava o adversário. Me sinto orgulhoso por ter subido ao ringue e defendido o meu país de maneira digna. Sou um homem completo em todos os sentidos.”</li>
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		<title>Amanda Nunes, uma Leoa à caça do cinturão no UFC 277</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 08:48:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Única lutadora a defender o cinturão do UFC em duas categorias, Amanda Nunes (21v-5d) tem compromisso marcado contra a algoz Julianna Peña (11v-4d), neste sábado 30 de julho, pela luta principal do UFC 277, em Dallas, nos Estados Unidos. Derrotada pela rival em dezembro do ano passado, a brasileira tenta a retomada do título peso-galo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-151362 aligncenter" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/11/amanda-1.jpg" alt="" width="694" height="462" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/11/amanda-1.jpg 694w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/11/amanda-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/11/amanda-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 694px) 100vw, 694px" /></p>
<p>Única lutadora a defender o cinturão do UFC em duas categorias, Amanda Nunes (21v-5d) tem compromisso marcado contra a algoz Julianna Peña (11v-4d), neste sábado 30 de julho, pela luta principal do UFC 277, em Dallas, nos Estados Unidos.</p>
<p>Derrotada pela rival em dezembro do ano passado, a brasileira tenta a retomada do título peso-galo para voltar a ser duplamente campeã.</p>
<p>A campeã Julianna Peña protagonizou um dos momentos mais surpreendentes do esporte ao finalizar a faixa-preta de Jiu-Jitsu. A baiana não perdia desde setembro de 2014 e somava 12 vitórias seguidas, com direito a triunfos sobre Miesha Tate, Ronda Rousey, Valentina Shevchenko (2x), Cris Cyborg e Holly Holm. Justamente, a brasileira carregava franco favoritismo. Depois de perder o primeiro round, Peña quebrou a banca em seguida.</p>
<p>A destemida desafiante levou a melhor na trocação e derrubou Amanda com certa tranquilidade. Foi o começo do fim. Instantes depois, Julianna pegou as costas e estrangulou a popular “Leoa” com um mata-leão.</p>
<p>De lá para cá, as campeãs têm se encontrado com frequência. Elas foram as treinadoras da 30ª edição do reality show &#8220;The Ultimate Figher&#8221;, o TUF, e a disputa aqueceu a rivalidade entre as lutadoras. Os participantes do programa são atletas do peso pesado masculino e mosca feminino. Julianna conhece bem o programa. A americana descendente de venezuelanos foi a primeira mulher a venceu uma edição do &#8220;TUF&#8221;.</p>
<p>A preparação de Amanda Nunes para a revanche conta com um fator inédito. Pela primeira vez desde que escalou até se consagrar no UFC, a Leoa fará um camp de treinamento fora da American Top Team. Mãe da jovem fera Raegan Ann, de 1 ano, e esposa da também lutadora Nina Ansaroff, Amanda optou com fazer um camp próprio. Um dos fatores que motivou a saída da baiana da ATT foi a ascensão da ex-companheira de treinos Kayla Harrison, apontada como futura estrela do MMA e possível rival da brasileira.</p>
<p>Apesar da derrota e da saída da American Top Team, uma das academias mais conceituadas no esporte, como duvidar do potencial de uma das campeãs mais dominantes dos esportes de combate?</p>
<p>Para os principais comentaristas do esporte, apontar uma suposta queda de desempenho de Amanda seria precipitado.</p>
<p>Inegavelmente, a brasileira teve sua pior atuação nos últimos sete anos e foi superada por uma rival que teve atuação irretocável. Contudo, a Leoa tem as credenciais para abocanhar o cinturão peso-galo.</p>
<p>Afinal, Amanda segue sendo uma das atletas mais completas da história do MMA feminino: são 13 vitórias por nocaute, quatro por finalização e quatro via decisão dos jurados. Já superou adversárias do mais alto quilate, diferentemente de Julianna, que já foi finalizada por Valentina Shevchenko e Germaine de Randemie, ambas derrotadas duas vezes por Amanda.</p>
<p>Por mais que tenha sido batida duas vezes nos últimos cinco anos, Julianna provou o valor de uma estratégia eficiente. Dona de cinco vitórias por finalização e três por nocaute, a campeã tem um jogo equilibrado, capaz de superar uma das campeãs mais dominantes do esporte. Peña foi superior na trocação, especialidade de Amanda, e resolveu onde se sente mais confortável. Assim, Julianna deu início a uma nova era na categoria.</p>
<p>Peña estará novamente diante de uma leoa faminta disposta a retomar o lhe foi seu por quase uma década. A Leoa, rainha da selva, irá à caça para provar que também reina na divisão. A hegemonia de Amanda acabou no dia 11 de dezembro, mas um novo ciclo, como acontece na natureza, pode começar no dia 30 de julho.</p>
<p>Para esquentar para o duelo, relembre a jovem Amanda Nunes em ação no Jiu-Jitsu, durante o Campeonato Pan-Americano da CBJJE, em Salvador, em 2009.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Amanda Nunes x Célia Oliveira by X-COMBAT" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/_oHEmZ1LOLU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/amanda-nunes-uma-leoa-a-caca-do-cinturao-no-ufc-277/">Amanda Nunes, uma Leoa à caça do cinturão no UFC 277</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Mandela, o Nobel da Paz que jamais fugiu da luta</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2022 14:13:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos homens mais admirados e inspiradores de seu tempo, o líder sul-africano Nelson Mandela (1918-2013) ganhou inúmeros filmes, livros e séries aclamadas. Em 2010, a firmeza e inteligência do ex-presidente e ex-boxeador peso pesado também inspiraram um artigo sobre Jiu-Jitsu, publicado nas páginas de GRACIEMAG. Relembre as lições mais valiosas que aprendemos com o&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_144608" style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/12/Nelson-Mandela-faz-pose-de-boxeador-nos-idos-de-1950-Foto-Getty-Image-Divulgacao.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-144608" class="size-full wp-image-144608" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/12/Nelson-Mandela-faz-pose-de-boxeador-nos-idos-de-1950-Foto-Getty-Image-Divulgacao.jpg" alt="Nelson Mandela nos idos de 1950, trajando roupa de pugilista para uma sessão de fotos. Crédito: Divulgação/Getty Images" width="660" height="600" /></a><p id="caption-attachment-144608" class="wp-caption-text">Nelson Mandela nos idos de 1950, com equipamento de pugilismo para uma sessão fotográfica. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Um dos homens mais admirados e inspiradores de seu tempo, o líder sul-africano Nelson Mandela (1918-2013) ganhou inúmeros filmes, livros e séries aclamadas. Em 2010, a firmeza e inteligência do ex-presidente e <a title="Mandela e o boxe" href="http://globoesporte.globo.com/outros-esportes/noticia/2013/12/do-rugbi-ao-boxe-relacoes-de-nelson-mandela-com-o-esporte.html" target="_blank" rel="noopener">ex-boxeador peso pesado</a> também inspiraram um artigo sobre Jiu-Jitsu, publicado nas páginas de GRACIEMAG.</p>
<p>Relembre as lições mais valiosas que aprendemos com o ex-prisioneiro político, que conquistou um <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela" target="_blank" rel="noopener">Prêmio Nobel da Paz</a> por jamais ter fugido da luta.</p>
<p><strong>1. Para Nelson Mandela, o exercício físico diário não servia somente para inundar o corpo de saúde, mas especialmente para trazer paz para a mente.</strong></p>
<p>2. Ao encarar multidões ou torcida contra, pense no Mandela do filme &#8220;Invictus&#8221;, de Clint Eastwood: ouça somente os aplausos. Jamais reaja com raiva das vaias ou dos eventuais xingamentos.</p>
<p><strong>3. Mandela conheceu o medo, e o definiu como um grande mestre: “Aprendi que coragem não é ausência de medo, e sim o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que jamais sente temor, e sim o que vence seu medo”.</strong></p>
<p>4. Procure aproveitar os momentos de reclusão forçada para estudar. Olhe para dentro de você e escreva os objetivos principais que você deseja para si, para seu futuro. E não os deixe para trás.</p>
<p><strong>5. Creia na força das palavras. Elas podem ser um instrumento vital de motivação – antes e durante uma luta.</strong></p>
<p>6. Sonhe com a vitória, mas acorde e trabalhe duro por ela.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Nelson Mandela fights Muhammad Ali" width="650" height="488" src="https://www.youtube.com/embed/RB62qGzer0I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>7. Trabalhar em conjunto com o inimigo é mais produtivo do que simplesmente odiá-lo. Foi o que Mandela ensinou na luta contra o racismo e a segregação racial em seu país. Treine o perdão dia a dia – é o caminho para que você perca um rival e ganhe um parceiro de batalha.</strong></p>
<p>8. “A glória maior de se viver não consiste em jamais cair, e sim em levantar a cada queda”, discursava o sábio Mandela.</p>
<p><strong>9. Sentimentos bons são importantes: “Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma combinação formidável”.<br />
</strong></p>
<p>10. Tenha confiança na vitória final. Como Mandela repetia, durante os 27 anos em que esteve preso: “Todo e qualquer homem que tentar roubar minha dignidade vai sair derrotado.”</p>
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		<title>Bellator convoca Neiman e Yamauchi para confronto de astros do Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2022 21:35:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dois brasileiros, dois cascas do Jiu-Jitsu, dois lutadores em rota de colisão. É o prato caprichado que o Bellator decidiu servir aos fãs, ao anunciar que os meio-médios Neiman Gracie (11v-3d) e Goiti Yamauchi (27v-5d) farão a luta principal do Bellator 284, dia 12 de agosto, em Dakota do Sul, nos Estados Unidos. Neiman, quinto&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_204941" style="width: 1210px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-204941" class="size-full wp-image-204941" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/B63C7220.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/B63C7220.jpg 1200w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/B63C7220-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/B63C7220-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/B63C7220-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/10/B63C7220-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /><p id="caption-attachment-204941" class="wp-caption-text">Neiman Gracie com seu carinho de sempre no cage do Bellator. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Dois brasileiros, dois cascas do Jiu-Jitsu, dois lutadores em rota de colisão. É o prato caprichado que o Bellator decidiu servir aos fãs, ao anunciar que os meio-médios Neiman Gracie (11v-3d) e Goiti Yamauchi (27v-5d) farão a luta principal do Bellator 284, dia 12 de agosto, em Dakota do Sul, nos Estados Unidos.</p>
<p>Neiman, quinto colocado no ranking até 77kg, tenta voltar à coluna das vitórias após ser superado numa batalha de cinco rounds, em fevereiro, contra o americano Logan Storley, atual campeão interino da divisão. O combate se desenrolou totalmente em pé e o brasileiro demonstrou evolução significativa na trocação. No entanto, Storley, wrestler condecorado com mais experiência no setor, levou a melhor na decisão unânime dos jurados.</p>
<p>A luta agarrada segue o carro-chefe do sobrinho de Renzo Gracie, e Neiman conquistou nove dos seus 11 triunfos por finalização – sete deles no Bellator.</p>
<p>Do outro lado do córner, Goiti é outro com credenciais na arte suave. O japonês, criado em Curitiba desde os 3 anos, conseguiu ótima transição da arte suave para o MMA e é um dos finalizadores mais implacáveis do esporte hoje. Ele soma impressionantes 21 vitórias por finalização. Apesar de ter 29 anos, quatro mais jovem do que Neiman, Goiti já percorreu longa estrada no MMA. O faixa-preta formado por Fernandinho Vieira luta profissionalmente desde 2010 e já pisou 32 vezes no cage. Desde então, venceu apenas cinco lutas por decisão e nunca foi finalizado ou nocauteado, o que comprova o ímpeto do casca-grossa.</p>
<p>Em seu último compromisso, Neiman fez 25 minutos de trocação contra Logan Storley e causou perigo ao americano mesmo sem explorar o grappling. No entanto, seria muito difícil quedar o americano, quatro vezes All American da primeira divisão da NCAA (National Collegiate Athletic Association) nos tempos de faculdade. Ou seja, Logan faz parte da nata do wrestling. Então o brasileiro optou por um duelo franco em que os limites de ambos foram testados. No total, aterrissaram 807 golpes num combate histórico para o Bellator. Apesar do revés, Neiman mostrou coração – e provou que está entre os melhores da categoria.</p>
<div id="attachment_193983" style="width: 669px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-193983" class="size-full wp-image-193983" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/goiti-1.jpg" alt="" width="659" height="418" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/goiti-1.jpg 659w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/goiti-1-300x190.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/12/goiti-1-150x95.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 659px) 100vw, 659px" /><p id="caption-attachment-193983" class="wp-caption-text">Goiti Yamauchi venceu as últimas duas lutas e também quer disputar o cinturão. Foto: Divulgação</p></div>
<p>Goiti, que chega embalado por duas vitórias consecutivas, tem lapidado o boxe e não é um lutador unidimensional. Em julho do ano passado, Yamauchi bateu o americano Chris González com uma saraivada de golpes e conquistou a segunda vitória na carreira por nocaute. Há dois meses, o ex-peso leve voltou a esbanjar seu lado finalizador e aplicou o armlock para derrotar Levan Chokheli.</p>
<p>Uma possível vitória sobre Neiman Gracie colocaria Yamauchi próximo da disputa pelo cinturão meio-médio da organização. Contudo, Neiman, que pretende reencontrar o caminho das vitórias, precisa do triunfo para voltar a sonhar com o título.</p>
<p>E para você, fã de Jiu-Jitsu e MMA? Quem vai levar a melhor nessa luta? Comente com a gente.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/bellator-convoca-neiman-gracie-e-goiti-yamauchi-para-confronto-de-astros-do-jiu-jitsu/">Bellator convoca Neiman e Yamauchi para confronto de astros do Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Ex-UFC, Alex Cowboy volta a lutar no BF Mr. Cage em Manaus</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2022 14:30:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na segunda-feira, 16 de maio, o Salão Bossa Nova, da Arena da Amazônia, foi palco do lançamento oficial da 1ª edição do BF Mr. Cage Fight Music Show, marcado para 10 de junho, na Arena Amadeu Teixeira, zona oeste da capital amazonense. O espetáculo de lutas, que promete sacudir os eventos de MMA de todo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237073" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237073" class="size-full wp-image-237073" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Bibiano-Fernandes-e-Samir-Nadaf-Winnetou-Almeida.jpeg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Bibiano-Fernandes-e-Samir-Nadaf-Winnetou-Almeida.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Bibiano-Fernandes-e-Samir-Nadaf-Winnetou-Almeida-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Bibiano-Fernandes-e-Samir-Nadaf-Winnetou-Almeida-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Bibiano-Fernandes-e-Samir-Nadaf-Winnetou-Almeida-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-237073" class="wp-caption-text">Bibiano Fernandes e Samir Nadaf na coletiva do evento em Manaus. Foto: Winnetou Almeida</p></div>
<p style="font-weight: 400;">Na segunda-feira, 16 de maio, o Salão Bossa Nova, da Arena da Amazônia, foi palco do lançamento oficial da 1ª edição do BF Mr. Cage Fight Music Show, marcado para 10 de junho, na Arena Amadeu Teixeira, zona oeste da capital amazonense.</p>
<p style="font-weight: 400;">O espetáculo de lutas, que promete sacudir os eventos de MMA de todo o Brasil, é organizado pela Flash Corporation do craque Bibiano Fernandes, em parceria com a Fight Agency e apoio da 3D Sport, do governo do Amazonas e da prefeitura de Manaus.</p>
<p style="font-weight: 400;">Com 12 combates confirmados – entre MMA, boxe, K-1 (luta em pé) e muay thai, Bibiano, CEO da Flash Corporation, afirmou estar ansioso para o evento – e para revelar novos talentos do mundo da luta.</p>
<p style="font-weight: 400;">“É importante agradecer os apoios do governador Wilson Lima e do prefeito David Almeida, que juntos, têm promovido o esporte. A luta no Brasil precisa de plataformas que deem mais visibilidade aos novos lutadores, e é isso que a nós queremos fazer pelo nosso estado aqui no Amazonas. Dar oportunidade a quem está preparado para fazer uma boa apresentação”.</p>
<p style="font-weight: 400;">CEO do Mr. Cage, Samir Nadaf explicou que além de revelar talentos, a proposta de junção das marcas visa a promoção de grandes combates em Manaus.</p>
<p style="font-weight: 400;">“Nossa ideia é revolucionar os eventos de luta no país. Teremos uma DJ de renome para a parte musical, a luta do Alex Cowboy, que acabou de sair do UFC, contra o Michel Sassarito, além de um duelo de dois grandes nomes que precisam vencer para entrar no Ultimate – aliás, Dileno Lopes e Rafael Dias é uma luta que a população manauara sempre quis ver”, detalhou.</p>
<p style="font-weight: 400;">Subsecretário de esportes do município, Aurilex Moreira, falou sobre a importância de poder incentivar e fomentar a luta em Manaus.</p>
<p style="font-weight: 400;">“É um evento importante para a Prefeitura, afinal não só vai incrementar o esporte, como incentivar o lutador manauara e fomentar o comércio de serviços em Manaus. A Prefeitura, juntamente com o Governo do Estado,  trabalha para que a economia gire em Manaus. O evento é local, a organização é local, com grande parte dos atletas manauaras, e a economia se fortalece localmente. Essa visão do coletivo vai fazer com que essa economia gire aqui. Então é assim que o prefeito David Almeida pensa, e como o governador Wilson Lima pensa. Nós, enquanto subsecretaria, estamos aqui para fazer acontecer”, afirmou.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>ENCARADAS</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Entre os duelos mais esperados da noite, Dileno Lopes e Rafael Dias fizeram encarada eletrizante. Porém, o confronto manauara entre Francisco Araújo e Aldrio Alberth foi marcado por tom ainda menos amistoso. Eles precisaram ser apartados pela organização, após o clima quente e muito empurra-empurra na encarada.</p>
<div id="attachment_237075" style="width: 968px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237075" class=" wp-image-237075" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-scaled.jpg" alt="" width="958" height="639" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-scaled.jpg 2560w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-1536x1024.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-2048x1365.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/05/Aldrio-Alberth-x-Francisco-Araujo-Winnetou-Almeida-2-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 958px) 100vw, 958px" /><p id="caption-attachment-237075" class="wp-caption-text">Aldrio Alberth x Francisco Araújo. Foto: Winnetou Almeida</p></div>
<p style="font-weight: 400;"><strong>INGRESSOS</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Os ingressos do 1º BF Mr. Cage Fight Music Show já estão à venda em vários pontos de Manaus. A arquibancada, com o 1º lote limitado, está sendo vendida por R$ 30 mais um quilo de alimento não perecível. O segundo lote, do mesmo setor, custará R$55.</p>
<p style="font-weight: 400;">Já os ingressos para cadeira VIP custam R$ 105, e a mesa para quatro pessoas custa R$600. As entradas podem ser adquiridas nas Óticas Diniz (Manauara / Sumauma / Grande Circular).</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>PATROCINADORES</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">O principal evento de lutas do Amazonas tem o patrocínio do Hospital Samel, Shark Energy Drink, Novotel Manaus, Natan Congelados, Lopes, Santa Cláudia e Gráfica Impacto.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Card do 1º BF Mr. Cage Fight Music Show</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">MAIN EVENT &#8211; SUPER LUTA PESO MEIO MÉDIO 77,700kg</p>
<p style="font-weight: 400;">Alex Cowboy (Três Rios-RJ) x Michell Sassarito (Manaus-AM)</p>
<p style="font-weight: 400;">CO MAIN &#8211; SUPER LUTA PESO GALO 61,700kg</p>
<p style="font-weight: 400;">Dileno Lopes (Manaus-AM) x Rafael Dias (Manaus-AM)</p>
<p style="font-weight: 400;">DISPUTA CINTURÃO PESO PALHA 52,700kg</p>
<p style="font-weight: 400;">Julia Polastri (Duque de Caxias-RJ) x Taynara Farias (Manaus &#8211; AM)</p>
<p style="font-weight: 400;">DISPUTA CINTURÃO PESO PENA &#8211; 66,700</p>
<p style="font-weight: 400;">Lorrany Santos (Itabora-RJ) x Aida Zumbi (Benevides-PA)</p>
<p style="font-weight: 400;">SUPER LUTA PESO GALO 61,700kg</p>
<p style="font-weight: 400;">Mateus Raposinha (Vitória da Conquista-BA) x Mateus ortiz (Manaus)</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>CARD PRELIMINAR</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">LUTA DE MMA PESO PENA 66,000Kg</p>
<p style="font-weight: 400;">Aldrio Alberth (Manaus-AM)  x Francisco Araújo (Manaus-AM)</p>
<p style="font-weight: 400;">SUPER LUTA CASADA</p>
<p style="font-weight: 400;">Cacique Gui Dessano x a definir</p>
<p style="font-weight: 400;">LUTA DE MUAY THAI</p>
<p style="font-weight: 400;">Andre Sousa &#8211; Maranhão x Anderson Nascimento &#8211; Fortaleza</p>
<p style="font-weight: 400;">LUTA DE MUAY THAI</p>
<p style="font-weight: 400;">Vitor Magao (Fortaleza) x Vitor Santos (Rio de Janeiro )</p>
<p style="font-weight: 400;">BOXE</p>
<p style="font-weight: 400;">Confrontos a confirmar</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/ex-ufc-alex-cowboy-volta-a-lutar-no-bf-mr-cage-em-manaus/">Ex-UFC, Alex Cowboy volta a lutar no BF Mr. Cage em Manaus</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>O treino de ladeira e gás de Muhammad Ali</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2022 16:47:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ao contrário da ampla maioria dos campeões, Muhammad Ali não era de dormir muito. O peso pesado mais cultuado da história do boxe costumava descansar no máximo seis horas por noite. Pulava da cama, exercitava-se de manhã cedinho e compensava o cansaço com cochilos ao longo do dia. Foi assim que, no Zaire, a poucos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_236781" style="width: 1191px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-236781" class="wp-image-236781 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Ali-no-Zaire-Arquivos-GRACIEMAG.jpg" alt="Ali durante corridinha no Zaire, às vésperas do duelo contra George Foreman. Foto: Arquivos GRACIEMAG" width="1181" height="869" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Ali-no-Zaire-Arquivos-GRACIEMAG.jpg 1181w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Ali-no-Zaire-Arquivos-GRACIEMAG-300x221.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Ali-no-Zaire-Arquivos-GRACIEMAG-1024x753.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Ali-no-Zaire-Arquivos-GRACIEMAG-768x565.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/04/Ali-no-Zaire-Arquivos-GRACIEMAG-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1181px) 100vw, 1181px" /><p id="caption-attachment-236781" class="wp-caption-text">Ali durante corridinha no Zaire, hoje República do Congo, em 1974, às vésperas do duelo contra George Foreman. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>Ao contrário da ampla maioria dos campeões, Muhammad Ali não era de dormir muito.</p>
<p>O peso pesado mais cultuado da história do boxe costumava descansar no máximo seis horas por noite. Pulava da cama, exercitava-se de manhã cedinho e compensava o cansaço com cochilos ao longo do dia.</p>
<p>Foi assim que, no Zaire, a poucos dias de seu combate mais famoso, Ali foi se deitar às nove da noite e pôs o alarme para as três da madrugada. Ainda com um sono violento, saiu de seu bangalô em Nsele e foi dar sua corridinha matinal, com amigos, seguranças e jornalistas.</p>
<p>O treininho para turbinar seu gás foi testemunhado pelo escritor Norman Mailer, que o relatou em detalhes no clássico “A luta”, livro lançado em 1975.</p>
<p>Mailer estava desconfiado, pois a corridinha de Ali, então com 32 anos, pareceu muito leve para quem enfrentaria, dali a quatro noites, o todo poderoso campeão George Foreman, na gloriosa noite de 30 de outubro de 1974.</p>
<p>Mas o desafiante ao título sabia o que estava fazendo.</p>
<p>O treino do <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Ali" target="_blank" rel="noopener">saudoso lutador americano (56v, 5d)</a>, falecido em 2016, começou com um trote leve ao som do coaxar dos sapos. Ali e sua trupe foram cruzando a vila onde ele ficou hospedado, próxima a uma floresta e um rio. Por ali ainda havia um jardim zoológico onde rugiu um leão cheio de sono, incomodado talvez com a presença dos forasteiros. Atento ao caminho, o lendário pugilista alternava entre o piso duro das ruas e o gramado no entorno.</p>
<p>A corrida de preparação para a disputa do cinturão dos pesados durou cerca de quatro quilômetros, com um ritmo leve por dois e meio. Na parte final do treino, Ali se dirigiu a uma subida, e fez uma corrida ladeira acima por cerca de um quilômetro e meio. Nessa hora, o cinquentão Mailer, que jantara e bebera num cassino, não aguentou, bufou e parou.</p>
<p>O trecho final da corrida de Ali envolveu tiros e ritmo acelerado no declive. Norman Mailer narra que o astro “disparara ladeira acima no último trecho, dando socos no ar, correndo de costas, depois de frente à toda outra vez.”</p>
<p>Ao retornar, o campeão olímpico em Roma-1960 deitou-se exaurido em frente à casa, quando se revigorou com uma bela garrafa de suco de laranja.</p>
<p>“Essas corridas me esgotam mais do que qualquer coisa que jamais senti no ringue. É pior até do que o 15º assalto, e não tem nada pior do que isso”, refletiu Ali, enquanto o sol surgia no Zaire às quatro da manhã.</p>
<p>Muhammad Ali então filosofou, e Mailer anotou: “Vou ganhar um milhão e 300 mil dólares por esta luta. Mas daria um milhão de dólares de bom grado se pudesse simplesmente comprar minha condição física atual sem todo trabalho duro”.</p>
<p>Quer ganhar gás como Ali? Monte seu treino e inclua piques com trotes antes, com uma subida inclinada ou escadaria. Converse com seu treinador ou com um preparador físico capacitado, encontre uma ladeira desafiadora perto de você e pulmões à obra. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Muhammad Ali vs George Foreman &quot;Legendary Night&quot; Highlights HD  ElTerribleProduction" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/M22nWSzyccE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/o-treino-de-ladeira-e-gas-de-muhammad-ali/">O treino de ladeira e gás de Muhammad Ali</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Evite lesões no treino de Jiu-Jitsu e MMA, com Dr. Rickson Moraes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Mar 2022 09:59:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Rickson Moraes* * Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #236. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * O Jiu-Jitsu foi inicialmente concebido e aprimorado pela família Gracie como técnica de luta voltada para a defesa pessoal. A essência desta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_220688" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-10-at-15.52.32.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-220688" class="size-large wp-image-220688" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-10-at-15.52.32-1024x682.jpeg" alt="" width="650" height="433" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-10-at-15.52.32-1024x682.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-10-at-15.52.32-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-10-at-15.52.32-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-10-at-15.52.32-150x100.jpeg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/01/WhatsApp-Image-2020-01-10-at-15.52.32.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-220688" class="wp-caption-text">Rodolfo Vieira fez com sucesso a transição do Jiu-Jitsu para o MMA. Foto: Vica Bueno</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Rickson Moraes*</em></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #236. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>O Jiu-Jitsu foi inicialmente concebido e aprimorado pela família Gracie como técnica de luta voltada para a defesa pessoal. A essência desta arte consiste em propiciar, a um praticante fisicamente menos privilegiado, condições para subjugar oponentes muito mais fortes sem sofrer ou causar lesões mais sérias. Para esta finalidade, utilizam-se princípios mecânicos e de alavancas que possibilitam uma melhor otimização e aproveitamento da força gerada por este praticante. A arte suave, portanto, se baseia em movimentos e transições realizados com o menor gasto energético e com a maior eficiência possível.</p>
<p>A realidade atual, em muitas academias, é bem diferente da vivenciada pelos lutadores mais antigos, pois muitos praticam o chamado Jiu-Jitsu esportivo, onde não são permitidos ou utilizados golpes considerados mais perigosos, como bate-estaca, socos e chutes. Sendo assim, são pequenas as chances de ocorrerem lesões por trauma direto, como alguns tipos de fraturas ou lesões corto-contusas. As lesões mais frequentemente associadas à prática do Jiu-Jitsu hoje são as musculares e as associadas a traumas torcionais, como as entorses e luxações sendo frequente o acometimento dos joelhos, ombros e mãos).</p>
<p>É importante salientar, no entanto, que quanto maior a graduação e conhecimento técnico dos atletas, maior a capacidade dos mesmos de evitar situações que possam aumentar as chances de contusões. Está justamente aí o “calcanhar de Aquiles” de muitos desportistas que estão fazendo a transição do Jiu-Jitsu para o MMA. Por maior que seja o nível técnico apresentado pelo atleta de Jiu-Jitsu esportivo, a maioria não está acostumada a treinar pensando em evitar socos, chutes ou joelhadas, técnicas estas muito presentes na artes marciais mistas.</p>
<p>Na prática médica diária, torna-se nítido o quanto esse despreparo é determinante para o aumento do número de lesões em lutadores de MMA. O pensamento de que o lutador de Jiu-Jitsu deve focar apenas no aprendizado de sua arte mãe até seria justificado se todos os atletas tivessem passado pela base do Jiu-Jitsu voltado para a defesa pessoal. Lesões como fraturas nas mãos, face e em diversas outras localizações são muito mais frequentes em atletas com pouco conhecimento de técnicas de defesa destes golpes mais traumáticos.</p>
<div id="attachment_210742" style="width: 970px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/32190942_1657851197615735_2205335246864384000_n.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-210742" class="size-full wp-image-210742" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/32190942_1657851197615735_2205335246864384000_n.jpg" alt="" width="960" height="638" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/32190942_1657851197615735_2205335246864384000_n.jpg 960w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/32190942_1657851197615735_2205335246864384000_n-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/32190942_1657851197615735_2205335246864384000_n-768x510.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/32190942_1657851197615735_2205335246864384000_n-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><p id="caption-attachment-210742" class="wp-caption-text">Mackenzie Dern, depois do título no ADCC, virou a carreira para o esporte de luvinhas, e hoje atua no UFC. Foto: Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p>Alguns trabalhos científicos acabam mostrando isso, pois evidenciam que elas são mais frequentes nos atletas que perderam uma luta do que nos que sagraram-se vencedores. Isso nos faz concluir que uma maneira muito eficaz de prevenir contusões é preparar tecnicamente esses atletas nas lutas de trocação, aumentando as chances de sagrarem-se vencedores e sofrendo o mínimo de golpes possível. Ao migrarem para o MMA, aprendendo as técnicas básicas de ataque e defesa de esportes como o boxe, muay thai e karatê, há naturalmente um declínio na incidência de tais lesões.</p>
<p>Felizmente constatamos que nossos campeões da arte suave estão cada vez mais preocupados com esta aprendizagem, como é o caso recente dos multicampeões Rodolfo Vieira, Gabi Garcia, Mackenzie Dern e Marcus Buchecha, entre outros. Talvez o exemplo mais emblemático de transição adequada seja o do atleta meio-médio do UFC Demian Maia, que vem mostrando a eficácia da arte suave frente aos demais oponentes, praticando um Jiu-Jitsu quase puro, utilizando seus conhecimentos de boxe apenas para não se expor a golpes traumáticos e sofrendo mínimo dano.</p>
<p>Outra medida muito eficaz é a utilização de equipamentos de proteção durante os treinos de sparring, como luvas mais grossas (para treinos) e caneleiras, pois protegem o atleta e minimizam a ocorrência destas lesões. Não se pode deixar de falar também sobre a importância de o atleta contar com uma equipe multidisciplinar de saúde, composta por fisioterapeutas, nutricionistas e médicos, que trabalhe de forma integrada às academias e centros de treinamento, aos preparadores físicos e técnicos, pois esta sinergia comprovadamente está associada à redução na incidência e a um adequado tratamento das lesões. Bons treinos.</p>
<p style="text-align: right;"><em>* Dr. Rickson Moraes é médico do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO),<br />
ortopedista com atuação na área de Cirurgia do Ombro e Traumatologia Desportiva<br />
e faixa-preta de Jiu-Jitsu pela Gracie Humaitá Iate/Team Moraes.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/evite-lesoes-no-treino-de-jiu-jitsu-e-mma-com-dr-rickson-moraes/">Evite lesões no treino de Jiu-Jitsu e MMA, com Dr. Rickson Moraes</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Francis Ngannou, o campeão que veio do lixo</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Jan 2022 15:55:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Do baú de GRACIEMAG: Se você acha a sua trajetória no Jiu-Jitsu atribulada, cheia de altos e baixos, é porque ainda não leu muito sobre a vida de Francis Ngannou, novo campeão dos pesos pesados do UFC após nocautear Stipe Miocic. O lutador de 119kg, cotado para enfrentar tanto Jon Jones como Mike Tyson num&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_231821" style="width: 893px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-231821" class="size-full wp-image-231821" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-15-at-14.05.39.jpeg" alt="" width="883" height="595" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-15-at-14.05.39.jpeg 883w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-15-at-14.05.39-300x202.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-15-at-14.05.39-768x518.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-15-at-14.05.39-150x101.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 883px) 100vw, 883px" /><p id="caption-attachment-231821" class="wp-caption-text">Com a cinta dos pesados no ombro, Ngannou mostra a alegria de tirar uma foto com Mike Tyson, seu ídolo de infância. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Do baú de GRACIEMAG:</p>
<p>Se você acha a sua trajetória no Jiu-Jitsu atribulada, cheia de altos e baixos, é porque ainda não leu muito sobre a vida de Francis Ngannou, novo campeão dos pesos pesados do UFC após nocautear Stipe Miocic. O lutador de 119kg, cotado para enfrentar tanto Jon Jones como Mike Tyson num duelo dos sonhos, sofreu antes de encontrar uma boa academia de artes marciais e assinar com o Ultimate.</p>
<p>Ngannou nasceu na pequena cidade de Batié, em Camarões. Aos 6 anos de idade, viu seu pai, um valentão que volta e meia brigava na rua, se separar da mãe. Sentia vergonha do olhar dos vizinhos, que falavam da má reputação paterna. Fã de Mike Tyson, o pequeno Francis sonhava em achar uma academia para lapidar seus punhos, mas cadê tempo? Aos 12, já trabalhava numa mina de areia. Começou a praticar boxe nos tempos livres aos 22, quando começou a mirar o mar. Foi primeiro para Douala, cidade portuária do seu país, e depois para o Marrocos, já pensando em migrar ilegalmente para a Europa.</p>
<p>“Passei um ano cruzando fronteiras na África, vivendo no mato e comendo comida do lixo. Uma vida terrível”, contou o campeão ao portal Bleacher Report. Quando enfim conseguiu embarcar para a Europa, foi imediatamente preso na Espanha, onde ficou detido por dois meses. Solto, se mandou para a França, onde, aos 26 anos, dormia na rua. “Mas, comparado com o que vivi até chegar ao Marrocos, dormir num estacionamento em Paris era como estar num hotel cinco estrelas”, lembrou.</p>
<p>Suas três primeiras preocupações em solo parisiense foram: descobrir onde conseguir comida, onde poderia dormir e onde havia uma academia para treinar. E foi justamente naquele ginásio, onde ganhou sua primeira ajuda de custo (50 euros), que o grandalhão de 1,93m ouviu sobre uma certa modalidade de luta, chamada MMA. Hoje, o camaronês de 34 anos é apontado como o soco mais potente do mundo, e é tão festejado em seu país como seus compatriotas mais famosos, como os artilheiros Samuel Eto’o e Roger Milla e o filósofo Achille Mbembe.</p>
<p>A caminhada anda dura? Inspire-se na sobrenatural força de vontade de Francis Ngannou, o homem que veio do lixo para provar que, na vida como nas artes marciais, não existe glória sem sacrifício.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/francis-ngannou-o-campeao-que-veio-do-lixo/">Francis Ngannou, o campeão que veio do lixo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lições de Miguel de Oliveira, campeão mundial de boxe</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2021 20:15:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O pugilista paulista Miguel de Oliveira (1947–2021) descobriu a modalidade que mudaria sua vida de maneira pouco habitual – ao assistir a um nocaute do lendário campeão mundial Eder Jofre antes de um filme de faroeste no cinema. Era 1960 e Miguel tinha 14 anos. Naquele instante, decidiu experimentar o boxe. Após anos de treino,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-235198" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/800px-Miguel_de_oliveira.jpg" alt="" width="800" height="935" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/800px-Miguel_de_oliveira.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/800px-Miguel_de_oliveira-257x300.jpg 257w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/800px-Miguel_de_oliveira-768x898.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/10/800px-Miguel_de_oliveira-128x150.jpg 128w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>O pugilista paulista Miguel de Oliveira (1947–2021) descobriu a modalidade que mudaria sua vida de maneira pouco habitual – ao assistir a um nocaute do lendário campeão mundial Eder Jofre antes de um filme de faroeste no cinema.</p>
<p><a href="https://ge.globo.com/boxe/noticia/miguel-de-oliveira-campeao-mundial-de-boxe-em-1975-morre-em-sao-paulo.ghtml" target="_blank" rel="noopener">Era 1960 e Miguel tinha 14 anos</a>. Naquele instante, decidiu experimentar o boxe. Após anos de treino, tornou-se o segundo brasileiro a atingir tal façanha, em 1975. O campeão mundial médio-ligeiro faleceu no último dia 15 de outubro, em decorrência de um câncer no pâncreas.</p>
<p>Inspire-se na trajetória do já saudoso campeão:</p>
<p><strong>1. Quem quer encontra onde treinar</strong></p>
<p>O garoto Miguel começou a treinar no quintal, socando um saco de areia pendurado em uma árvore, na casa dos pais agricultores, Bento e Alzira.</p>
<p><strong>2. Quem ama o esporte acha um treinador</strong></p>
<p>Ao arrumar um emprego em Osasco, numa fábrica de náilon, Miguel descobriu que a empresa tinha um clube para os funcionários, com uma academia de boxe dirigida pelo treinador Jair Ongaro. Foi assim que Miguel deu seus primeiros passos no ringue.</p>
<p><strong>3. A arte de lapidar um diamante</strong></p>
<p>Segundo Henrique Matteucci no livro “Luzes do Ringue”, “Ongaro percebeu de imediato que tinha um diamante bruto nas mãos. Notou, em primeiro lugar, seu golpe rápido, seco. Não apenas forte, não propriamente golpe de demolidor. Golpe seco, que no ambiente pugilístico se chama de golpe justo. Ou seja: nem um milímetro para lá, nem um milímetro para cá. Justo. É o melhor, porque é o golpe colocado, pega com o peso e a velocidade certos, no ponto certo. E derruba”.</p>
<p><strong>4. Faça dos muros um degrau</strong></p>
<p>Miguel estreou aos 17 anos, com um nocaute, e daí não parou mais de derrubar adversários. Em 1968, ficou abalado por não ser chamado para as Olimpíadas do México. A desilusão o fez abraçar o profissionalismo, em vez de abandonar as luvas. Sob novas regras, Oliveira se destacou ainda mais. Enfileirou 29 vitórias seguidas (19 por nocaute).</p>
<p><strong>5. O campeão é o derrotado que não desistiu</strong></p>
<p>Após perder duas decisões – uma bem polêmica – pelo cinturão em Tóquio, Miguel redobrou os treinos. Em maio de 1975, no Stade Louis 2º, em Mônaco, Oliveira enfrentou Jose Durán e foi absoluto, mandando o espanhol duas vezes à lona. Decisão unânime.</p>
<p><strong>6. Vença mesmo se sangrar</strong></p>
<p>Miguel foi campeão mundial contra Durán com o supercílio aberto e sangrando. Mas foi até o final, de acordo com o jornal “Folha de São Paulo”.</p>
<p><strong>7. Após aprender, ensine</strong></p>
<p>Após deixar os ringues em 1980, o campeão trilhou bem-sucedida carreira de treinador. Dirigiu pugilistas como Francisco Tomás da Cruz, José Arimatéia da Silva e Ezequiel Paixão. O trio, assim como o treinador, teve a oportunidade de disputar um cinturão mundial nas principais entidades do boxe. Mas o sucessor de Miguel tardaria um pouco: seria Acelino Popó, 24 anos depois de Oliveira.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-miguel-de-oliveira-2o-brasileiro-campeao-mundial-de-boxe/">Lições de Miguel de Oliveira, campeão mundial de boxe</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>TBT: O legado de Muhammad Ali e a enciclopédia perdida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Aug 2021 14:42:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #279. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * O jornalista Eduardo Ohata, especializado em boxe e MMA, relembrou na “Folha de São Paulo” um episódio curioso que viveu com o mitológico Muhammad Ali&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_234248" style="width: 2570px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-234248" class="size-full wp-image-234248" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1872" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-scaled.jpg 2560w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-300x219.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-1024x749.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-768x562.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-1536x1123.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-2048x1497.jpg 2048w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/08/Muhammad_Ali_1966-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><p id="caption-attachment-234248" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #279. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>O jornalista <a href="https://www.instagram.com/eduardoohata/">Eduardo Ohata</a>, especializado em boxe e MMA, relembrou na “Folha de São Paulo” um episódio curioso que viveu com o mitológico <a href="https://www.instagram.com/muhammadali/">Muhammad Ali</a> (1942-2016). O artigo de Ohata celebrou o legado do campeão mundial e olímpico dos pesos pesados, falecido há cinco anos, em 3 de junho de 2016.</p>
<p>Era o ano 2000 e o repórter foi cobrir a luta entre Oscar de la Hoya e Shane Mosley, no Staples Center de Los Angeles. Deu de cara com Muhammad Ali, cercado por sua família nas primeiras filas. “Comecei a me aproximar para pedir autógrafo numa luva de boxe, mas fui barrado por uma das filhas. Não escondi meu desapontamento e começava a me afastar, quando Ali fez um gesto com a mão. Olhei para sua filha, que, desta vez, abriu caminho. Ali pôs a mão no bolso, retirou uma espécie de ‘santinho’ islâmico e o entregou para mim; ao examiná-lo, vi que estava autografado. Ali me encarou muito de perto e fixamente, por cerca de 15 segundos, e esboçou um sorriso. Não tive outra reação a não ser ficar boquiaberto.”</p>
<p>Ohata então guardou seu pequeno tesouro dentro de uma enciclopédia, na casa dos pais em São Paulo. Parecia o mais seguro dos locais. Até que um dia… Eduardo foi visitar a mãe e descobriu que, sem imaginar o que continha, ela havia doado a enciclopédia. O repórter ficou primeiramente desolado, depois furibundo. Mas refletiu: “O que Ali teria feito?”. Conectado a uma paz interior e uma força mental dos mais notáveis campeões, Ohata surpreendeu com sua reação: “Decidi nada dizer, evitar discussões e não deixar aborrecida quem tanto já havia feito (e faz) por mim.” E guardou a história para ele até este ano, quando a contou no jornal.</p>
<p>Ali, o nocauteador que “flutuava como uma borboleta e ferroava como uma abelha”, marcou não apenas admiradores no Brasil, mas também alguns de seus mais temidos rivais:</p>
<p>“Ele foi o maior boxeador, o maior atleta de todos os tempos?”, questionou <a href="https://www.instagram.com/biggeorgeforeman/">George Foreman</a>, seu rival no Zaire em 1973, em entrevista a Ohata. “Não, ele foi muito mais. É uma piada reduzir Ali a isso. Ele era muito grande para o limitarmos ao mundo esportivo; pensar assim nos faz subestimar a sua missão. Ali possuía tantas qualidades que faziam da Terra um planeta melhor. Muhammad almejava que o mundo fosse um lugar melhor e acreditava que sua personalidade poderia ajudar nisso. Infelizmente, o mundo perdeu o significado de sua mensagem – todos sabem que ele se sacrificou por seus princípios, mas não têm ideia de quais eram.”</p>
<p>O legado de Ali, como lembra o colega, era de tolerância, não de divisão. “Alguns dos melhores momentos da minha vida foram quando estive com o campeão, a melhor pessoa que conheci. Ele nos mantinha sorridentes. Qualquer um pode ser um grande atleta ou um grande boxeador; mas seria preciso um milagre para surgir um novo Muhammad Ali”, concluiu Foreman.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/tbt-o-legado-de-muhammad-ali-e-a-enciclopedia-perdida/">TBT: O legado de Muhammad Ali e a enciclopédia perdida</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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