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	<title>artigo | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Artigo: Uma breve história do Jiu-Jitsu esportivo feminino</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 12:15:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto: Willian von Söhsten* * Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #238 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * No início, nosso Jiu-Jitsu era um território dominado por homens, que desbravaram os primeiros caminhos na criação desta legítima arte&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222549" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222549" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1.jpg" alt="" width="729" height="547" class="size-full wp-image-222549" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1.jpg 729w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/leka1-150x113.jpg 150w" sizes="(max-width: 729px) 100vw, 729px" /></a><p id="caption-attachment-222549" class="wp-caption-text">Leka Vieira e Letícia Ribeiro: pioneiras do Jiu-Jitsu competitivo entre as mulheres. Foto: Arquivo pessoal</p></div>
<p>Texto: Willian von Söhsten*</p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #238 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>No início, nosso Jiu-Jitsu era um território dominado por homens, que desbravaram os primeiros caminhos na criação desta legítima arte marcial brasileira. Como as mulheres se habituaram a fazer, sua entrada neste mundo fechado se deu com muita batalha, determinação e provas de que elas têm total capacidade para elevar o nome da arte suave mundo afora. </p>
<p>Muitas mulheres marcaram para sempre seus nomes na história do Jiu-Jitsu brasileiro – casos de Yvone Duarte, reconhecida como a primeira faixa-preta da história do esporte e que hoje ostenta o quinto grau. Outro exemplo de pioneira foi Kyra Gracie, uma das maiores referências no mundo do kimono rosa e a primeira da família Gracie a conquistar seu espaço no clã e ser condecorada com a faixa mais escura.</p>
<p>O termômetro mais evidente para medir a evolução do Jiu-Jitsu feminino ao longo dos anos está nos grandes campeonatos. A primeira edição do Mundial aconteceu em 1996, mas as meninas só deram as caras em 1999. E até 2004, faixas-roxas lutavam juntas com marrons e pretas. Tempo de consagração de estrelas como Leka Vieira, Letícia Ribeiro, Dani Figueiredo e outras pioneiras, além da chegada de muitas outras novatas.</p>
<p>“Costumo brincar que dei muito azar. Assim que peguei a faixa-marrom lutei duas vezes o Mundial contra meninas que já eram grandes faixas-pretas, e ainda assim consegui chegar ao pódio. Em 2012, já na faixa-preta, pensei que com a experiência adquirida seria minha vez de levar alguma vantagem sobre as menos graduadas. E adivinha? Nesse ano as faixas foram separadas definitivamente”, lembra com humor a atleta Bruna Ribeiro.</p>
<p><strong>(Leka Vieira em ação no Mundial de 1999, no qual foi campeã peso-pena da chave mista de faixas-roxas, marrons e pretas)</strong></p>
<p><iframe title="Leka Vieira vs Patricia Lage: Mundial 1999" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/E2C5dPLujo8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Isso ocorria pois a quantidade de atletas que se inscreviam nas competições femininas ainda era muito pequena. “Ou misturava ou não tinha luta mesmo”, admite Bruna. Álvaro Mansor, diretor de arbitragem de IBJJF, lembra que com faixas-roxas lutando contra faixas-pretas a regra usada era sempre a da maior faixa. Hoje, tudo mudou. Já existe uma grande quantidade de atletas mulheres que dominam as áreas de luta e que se dedicam exclusivamente ao esporte – professoras, instrutoras, atletas, donas de academia e treinadoras que do Jiu-Jitsu retiram seu sustento. Diretor da IBJJF, Marcelo Araújo, o Siriema, recorda que no primeiro Mundial só existiam as categorias pena, médio e pesado para as mulheres. Hoje, a única categoria que falta para o feminino é a “pesadíssima”, que deve aparecer no futuro breve.</p>
<p>“A entrada da categoria feminino no Mundial foi um grande passo para sua exposição, mas ao mesmo tempo o número reduzido de competidoras fazia com que muitas categorias contassem apenas com uma atleta, ou nenhuma. Não havia luta, portanto. Foi decidido então que juntar alguns pesos e faixas faria com que a competição ganhasse visibilidade e status. Com o aumento de praticantes e competidores foi possível separar completamente as categorias de faixa”, explica Marcelo.</p>
<p>E, pensando bem, quem melhor que as mulheres para representarem o Jiu-Jitsu? Menos fortes fisicamente do que os homens, elas fazem valer a velha máxima do grande mestre Helio Gracie: “O Jiu-Jitsu nasceu para dar chance aos mais fracos enfrentarem os mais pesados e fortes”. Com a modalidade feminina cada vez mais firme, com representantes como Gabi Garcia, Mackenzie Dern, Monique Elias, Bia Mesquita e a campeã absoluta Dominyka Obelenyte, o futuro do esporte promete – e as academias pelo mundo cada vez se enchem mais com praticantes de rabo de cavalo e kimoninho rosa.</p>
<p>E você, amigo leitor, tem alguma lutadora favorita?</p>
<p><strong>(Leka Vieira na semifinal do Pan 2019. A fera foi campeã no master 3)</strong></p>
<p><iframe title="2019 Pan Jiu Jitsu IBJJF Championship Professor  Leka Vieira" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/JEIrKTwADUs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em>* Willian von Söhsten é formado em jornalismo e direito, com pós-graduação em semiótica. É faixa-preta de Cícero Costha e professor de Jiu-Jitsu da Team Nogueira em Ribeirão Preto, SP.</em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-uma-breve-historia-do-jiu-jitsu-esportivo-feminino/">Artigo: Uma breve história do Jiu-Jitsu esportivo feminino</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Xande analisa estilo de Gordon Ryan e vê Jiu-Jitsu na &#8220;Era dos Especialistas&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 21:04:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Xande Ribeiro em entrevista a Marcelo Dunlop * Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #270. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Hoje em dia, vejo o Jiu-Jitsu sem kimono, ou “NoGi” como chamam nos EUA e Europa, distanciando-se&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_218823" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-29-at-23.04.22.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-218823" class="size-full wp-image-218823" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-29-at-23.04.22.jpeg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-29-at-23.04.22.jpeg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-29-at-23.04.22-300x200.jpeg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-29-at-23.04.22-768x512.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-29-at-23.04.22-150x100.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-218823" class="wp-caption-text">Gordon supera Buchecha e fica com o título absoluto. Foto: Jair Lacerda/Sinistro Photo Film</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por: Xande Ribeiro em entrevista a Marcelo Dunlop</em></p>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #270. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Hoje em dia, vejo o Jiu-Jitsu sem kimono, ou “NoGi” como chamam nos EUA e Europa, distanciando-se cada vez mais do esporte com kimono. Existem atletas especialistas no sem kimono, o que tem ajudado no desenvolvimento de um aspecto técnico diferenciado para a luta sem pano. Hoje, está se consolidando um estilo próprio que antes não havia. É um jogo com um tempo, um ajuste, uma prática muito mais lapidada, e isso acaba fazendo total diferença em alguns casos, em algumas lutas. Creio que no ADCC 2019, na Califórnia, isso ficou mais evidente.</p>
<p>Campeão absoluto e no peso, o americano Gordon Ryan na verdade não frustrou somente o Buchecha, seu adversário na final do absoluto – ele frustrou todo mundo. Estava confiante e bem treinado especificamente para o evento. Senti que muitos dos competidores de pano estavam um pouco cansados ou quem sabe em overtraining, além de terem respeitado muito o Gordon, que, claro, usou de toda a sua catimba e recurso técnico para vencer e convencer bem. O americano é certamente um atleta muito focado e disciplinado. Creio que, se ele investisse no jogo com kimono, ganharia alguma coisa, mas nas competições de alto nível hoje ele ficaria para trás. Porque, sim, é mais fácil tirar o kimono do que colocar. Já numa eventual ida do Gordon para o UFC talvez fosse outra história. Quando o assunto é MMA muitas coisas mudam. Mas ele já provou uma coisa essencial na luta agarrada: quando ele chega a uma posição vantajosa, ele não perde e finaliza. E isso é o que é essencial numa luta. Mas, claro, seria outro esporte, tudo depende muito. Mas como torcedor, certamente eu espero que ele vença no MMA, assim como torço para todos os atletas originários da arte suave.</p>
<p>Gordon Ryan é um especialista em chaves de perna e leglocks, mas não diria que ele está puxando nenhuma revolução técnica – afinal, as chaves de perna sempre existiram. O que acontecia é que, no passado, elas não eram respeitadas e muitas vezes eram até banalizadas, nos treinos e competições. Hoje, alguns dos nossos faixas-pretas pagam o preço por isso. Acredito mesmo que é hora das Federações passarem a permitir todas as chaves da cintura para baixo, como a chave de calcanhar, ao menos nas divisões da faixa-preta. Seria uma vitória contra a limitação técnica, ao meu ver.</p>
<div id="attachment_181680" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/20366200424_927f5a0d18_z-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-181680" class="size-full wp-image-181680" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/20366200424_927f5a0d18_z-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/20366200424_927f5a0d18_z-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/20366200424_927f5a0d18_z-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2015/08/20366200424_927f5a0d18_z-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-181680" class="wp-caption-text">Xande na vitória contra o atleta do UFC Hector Lombard, no ADCC 2015, em SP. Foto: Ivan Trindade.</p></div>
<p>Não são as chaves de joelho que atrapalham o Jiu-Jitsu. O que, ao meu ver, tem impedido a evolução dos nossos atletas e praticantes é a tal da “cultura guardista&#8221; de competição. Muitos campeões não sabem mais dar quedas, ou sequer têm confiança para buscar o tempo todo uma passagem de guarda. Hoje é muita lapela e jogo invertido. Claro que é bom “desenvolver” o jogo nesse sentido, mas sinto que está ficando um estilo nada balanceado – muitos da nova geração são ótimos raspadores mas se recusam a derrubar ou passar. Isso torna o atleta um campeão eficiente em competição mas deficiente como artista marcial. Hoje o povo ama um pano, manga e lapela. Mas para mim o diferencial que vimos no ADCC é que boa parte da nova geração e até dos mais graduados são deficientes no aspecto de defesa, e estão sem recursos técnicos para defender as costas, a montada e repor do cem-quilos. Sabem tudo de guarda e lapela, mas batem na primeira passagem de guarda. Pode ver as lutas hoje – chegou nas costas, acabou.</p>
<p>Estamos, portanto, numa era onde os especialistas estão se impondo e fazendo a diferença. É muito raro hoje alguém que consegue se adaptar a todas as regras, com tantos eventos variados. Temos os especialistas de kimono, e os especialistas sem kimono, e dentro disso temos as subcategorias – isto é, pessoas que jogam melhor sem ponto, até pegar, os que sobressaem nas regras da IBJJF, na regra do ADCC, com chave de calcanhar, sem chaves etc. O esporte hoje consagra estilos específicos, e fica evidente a diferença de um atleta quando muda de regra. No final, o mais especialista e que se adapta melhor vence.</p>
<p>Seja como for, houve bons duelos no ADCC deste ano. As minhas lutas favoritas foram o Kennedy Maciel com o garoto Rutuolo, além do duelo do Garry Tonon com o Renato Canuto. Teve de tudo, foi emocionante e realmente mostraram técnicas diversas. E o melhor, esses quatro foram para dentro na luta. É isso que o povo quer ver, sempre. Sobre a superluta, o André Galvão se preparou dois anos somente para esse confronto com o Felipe Pena, o Preguiça. Ele sabe lutar e se preparar para essa regra, além de ser muito bom em pé e, claro, saber muito de Jiu-Jitsu, campeão mundial que foi tantas vezes. O Pena, talvez por ter competido e vencido o Mundial da IBJJF este ano, e ter se machucado, pode não ter chegado tão bem como o Galvão, que tem a maneira de lutar no ADCC mapeada na palma da mão. Mesmo veterano com quatro troféus do evento, parecia um garotão lutando, e foi absurdamente constante os 30 minutos de luta. Merecida a conquista.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-especial-xande-ribeiro-analisa-estilo-de-gordon-ryan-e-ve-jiu-jitsu-na-era-dos-especialistas/">Xande analisa estilo de Gordon Ryan e vê Jiu-Jitsu na “Era dos Especialistas”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Artigo: 13 hábitos dos grandes campeões de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jan 2022 09:23:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #249. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * 1. Como um grande artista marcial vê uma luta? Ele enxerga apenas o que pode ser útil para o seu jogo e o que é&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_202959" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/07/roger2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-202959" class="size-large wp-image-202959" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/07/roger2-1024x681.jpg" alt="" width="650" height="432" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/07/roger2-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/07/roger2-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/07/roger2-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/07/roger2-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/07/roger2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-202959" class="wp-caption-text">Roger Gracie em entrevista, em foto do baú GRACIEMAG.</p></div>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #249. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p><strong>1.</strong> Como um grande artista marcial vê uma luta? Ele enxerga apenas o que pode ser útil para o seu jogo e o que é descartável. Isso é tudo. Quando você olhar para o mundo das artes marciais dessa maneira, vai parar de se preocupar com o que é “bom” ou “ruim”, e parar de gastar energia comentando e arrumando brigas na internet. Repare: há apenas lições, filosofias e técnicas que merecem ser adaptadas para o seu jogo e outras que não valem. Como Roger Gracie disse recentemente, num seminário: “Eu mudei meu armlock da guarda fechada quando um faixa-branca fez uma pegada esquisita e me senti desconfortável. Vi que ali tinha um caminho e desenvolvi a inovação.”</p>
<p><strong>2.</strong> Mestre Alvaro Romano ensina: “Qualidade de vida significa chegar aos 60 anos, com a capacidade de fazer as mesmas atividades de que você gostava aos 30. Isso é um prazer indescritível”. Persiga os hábitos saudáveis e os treinos de Jiu-Jitsu com consistência, de três a quatro vezes por semana toda semana, para continuar sentindo este prazer no longo prazo.</p>
<p><strong>3.</strong> Neiman Gracie, astro do Bellator MMA, nos disse o que aprendeu há pouco tempo: “Percebi ao começar no MMA profissional que o que a gente começa a treinar hoje só vai servir para daqui a dois, três anos. Por isso é bom não perder o treino de hoje, para não nos atrasarmos mais.”</p>
<p><strong>4.</strong> Não se atormente com resultados e títulos em campeonatos. Como nos ensinou mestre Rickson Gracie, você só pode controlar seu esforço, seu desempenho e seus treinos. Seja exigente com sua preparação, não com o resultado final, que deve ser entregue a uma força superior, a Deus ou ao imponderável. É a filosofia também do técnico Adenor Tite, da seleção brasileira de futebol: “A minha exigência é de desempenho, alta performance. Isso eu controlo e exijo. Mas controlar resultado, não faço. Isso oprime, engessa e é desumano. Não temos controle sobre resultado”.</p>
<div id="attachment_218928" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-218928" class="size-large wp-image-218928" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-1024x680.jpg" alt="" width="650" height="432" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-1024x680.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-768x510.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/10/kyra-malvino.jpg 1154w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-218928" class="wp-caption-text">Kyra Gracie em família: alimentação saudável todos os dias. Foto: Reprodução</p></div>
<p><strong>5.</strong> Transmita seus hábitos saudáveis para toda a família, e dê sempre o exemplo. É a lição de Kyra Gracie, que hoje treina com o marido Malvino Salvador e já leva as filhas pequenas para brincar nos tatames.</p>
<p><strong>6.</strong> O autoconhecimento e a reflexão são úteis para o praticante evoluir nos tatames. Olhe para dentro de si com o máximo de franqueza e transparência, e entenda como você está se sentindo, e como isso foi provocado. Onde você falhou? Que erro foi cometido? Como evitar que isso ocorra de novo? As respostas muitas vezes estão dentro de nós.</p>
<p><strong>7.</strong> Busque a ajuda dos mais experientes. Cem por cento dos grandes campeões, em qualquer modalidade, aprenderam a contornar um obstáculo a partir da dica de um mestre ou colega de ofício mais experiente. Pergunte muito, até encontrar a solução.</p>
<p><strong>8.</strong> “Cavalo que chega cedo bebe água limpa”, diz o sábio ditado japonês. Não se atrase para os treinos. Aparecer na hora marcada é sinal de respeito com os professores, com os colegas e com o seu corpo, que agradece por fazer o aquecimento pré-treino.</p>
<div id="attachment_147099" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-147099" class="size-full wp-image-147099" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/kron-rickson-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-147099" class="wp-caption-text">Kron Gracie e Rickson Gracie. Foto: krongraciejiujitsu.com</p></div>
<p><strong>9.</strong> Não espere um parceiro de treinos perfeitamente do seu nível cair do céu. Busque o menos graduado para tentar posições novas e ousadas, e aprenda com os apertos que passar com os mais experientes. Como ensinou Kron Gracie: “Quando abri minha academia, o fato de treinar com alunos e iniciantes me permitia um treino mais solto, sem pressão, em que eu podia repetir todas as técnicas ao extremo, até executá-las com precisão”.</p>
<p><strong>10.</strong> Não deixe que sua mente e as reflexões fiquem ancoradas no treino do dia na hora de ir dormir. Ficar martelando uma ideia na cabeça desemboca em insônia, o que prejudica o treino do dia seguinte. Pensou em algo importante, uma ideia ou uma inovação? Passe para o papel ou registre no telefone para esvaziar a mente e ir dormir tranquilo.</p>
<p><strong>11.</strong> Seja gentil. O mundo do Jiu-Jitsu é pequeno, e uma pessoa que você ajuda hoje pode recebê-lo amanhã para um treino renovador. Saulo Ribeiro nos contou certa vez: “Um dos maiores lamentos que tive no Jiu-Jitsu foi o de não visitar outras academias e poder treinar com meus adversários. A rivalidade da época impedia isso um pouco. Mas hoje vemos caras como Leandro Lo, Preguiça e Buchecha treinando juntos, sem problemas.”</p>
<p><strong>12.</strong> Use a tecnologia ao seu favor, não seja escravo dela. “Ficar somente copiando posição do YouTube e não treinar o básico talvez seja o maior erro da molecada hoje”, diz Roger Gracie. “O povo se empolga com berimbolo e afins e esquece das técnicas de defesa, por exemplo, que sempre salvam na hora do aperto”.</p>
<p><strong>13.</strong> As horas fora da academia são tão importantes quanto as horas dentro dela. Beba água de hora em hora para lubrificar o organismo e evitar contusões; perceba como anda sua respiração, e aprenda a expirar e inspirar com sabedoria. Bons treinos!</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-13-habitos-dos-grandes-campeoes-de-jiu-jitsu/">Artigo: 13 hábitos dos grandes campeões de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>5 lições do samurai Musashi para melhorar seu Jiu-Jitsu</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2021 13:30:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes! Clique aqui e confira! Miyamoto Musashi foi um samurai espadachim e escritor nascido em 1584. Integrante em famosas batalhas japonesas, o bravo guerreiro seguiu para reclusão&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_163174" style="width: 860px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/09/samura.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-163174" class="size-full wp-image-163174" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/09/samura.jpg" alt="Miyamoto Musashi nasceu no Japão e acabou por se tornar o maior samurai de sua época." width="850" height="615" /></a><p id="caption-attachment-163174" class="wp-caption-text">Miyamoto Musashi nasceu no Japão e acabou por se tornar o maior samurai de sua época.</p></div>
<p><em>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes! <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique aqui e confira</a>!</em></p>
<p>Miyamoto Musashi foi um samurai espadachim e escritor nascido em 1584. Integrante em famosas batalhas japonesas, o bravo guerreiro seguiu para reclusão após anos de combate e presenteou mundo com a obra &#8220;O Livro dos Cinco Anéis&#8221;.</p>
<p>Muito semelhante ao livro &#8220;A Arte da Guerra&#8221;, de Sun Tzu, &#8220;O Livro dos Cinco Anéis&#8221; traz diretrizes importantes para a vida do guerreiro, e porque não adaptá-las para sua rotina no Jiu-Jitsu e treinar com a cabeça de um samurai? Separamos cinco delas para você adotar na sua filosofia da arte suave:</p>
<p><strong>&#8220;Se você deseja controlar os outros primeiro você deve controlar a si mesmo&#8221;</strong></p>
<p>Um duelo no Jiu-Jitsu é definido pelo controle do oponente. Mas como controlar um outro corpo se você não possui pleno domínio do seu próprio corpo? Trabalhe sua elasticidade e fôlego, além de identificar o seus limites para superá-los.</p>
<p><strong>&#8220;Você deve entender que há mais de um caminho para o topo da montanha&#8221;</strong></p>
<p>Sabe quando você encara aquele adversário com a guarda afiada, ou quando o oponente não é raspado por nada? Lembre-se que há sempre um outro caminho. Insistir em uma tática que não está funcionando pode ser o detalhe que te falta para vencer. Adapte-se, mude de estratégia, saia do fator comum e siga o fluxo do combate para sair com a vitória.</p>
<p><strong>&#8220;Não persiga o sabor da boa comida&#8221;</strong></p>
<p>Essa não fala efetivamente de um combate, mas é tão importante quanto. Porque escolher uma alimento que seja bom para o paladar ao invés de um que funcione bem para o seu corpo? Evite os saborosos e nocivos alimentos industrializados e procure se alimentar de maneira inteligente. Não coma pelo sabor da comida, e sim pelo benefício que ela pode te trazer.</p>
<p><strong>&#8220;Você só pode lutar da maneira que você pratica&#8221;</strong></p>
<p>Nada de inventar moda. Num combate, você deve usar as armas que você conhece. Os golpes novos você deve aprender e testar nos treinos. Gostou de uma transição nova? Assista, estude, pratique e só depois tente colocá-la em prática. Não se arrisque sem necessidade.</p>
<p><strong>&#8220;Se você não controla o oponente, ele controla você&#8221;</strong></p>
<p>Nunca deixe seu oponente à vontade no combate. Mesmo cansado, você deve procurar as pegadas dominantes, estourar os perigos do seu adversário e nunca dar espaço para ele trabalhar. Você é o vencedor e deve ditar o ritmo da batalha, ou então seu inimigo o fará.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/5-licoes-do-samurai-musashi-para-melhorar-seus-treinos-de-jiu-jitsu/">5 lições do samurai Musashi para melhorar seu Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Retrospectiva: As 10 maiores lutas do UFC da década</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2020 11:55:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #271, em dezembro de 2019. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Mais uma década se passou e quantas mudanças ocorreram de 2010 para cá, no Brasil e no mundo. Mudou-se o modo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_95406" style="width: 695px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-95406" class="size-full wp-image-95406" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1.png" alt="" width="685" height="455" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1.png 685w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1-300x199.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/08/Screen-shot-2013-08-20-at-10.09.11-AM-1-150x100.png 150w" sizes="auto, (max-width: 685px) 100vw, 685px" /><p id="caption-attachment-95406" class="wp-caption-text">O chute mais famoso de Anderson Silva, no UFC 126. Foto de James Law.</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #271, em dezembro de 2019. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Mais uma década se passou e quantas mudanças ocorreram de 2010 para cá, no Brasil e no mundo. Mudou-se o modo como absorvemos informações, nos divertimos, fazemos política, nos relacionamos. Tivemos a transformação dos smartphones, a explosão das fakenews, a Primavera Árabe, o consumo de músicas, filmes e séries por streaming, o Brexit e talvez a mais importante: “Star Wars” de volta aos cinemas, com uma nova trilogia.</p>
<p>O MMA também passou por mudanças drásticas e eventos antológicos. Com o fim do Pride no final dos anos 2000, tivemos uma década de hegemonia do UFC. A organização gerenciada por Dana White se tornou um negócio bilionário com sua venda pelos irmãos Ferttita para o grupo WME-IMG. Isso acabou inflando o aspecto de entretenimento, com superlutas e promoções diferentes, o que nem sempre foi bom para o mérito esportivo. Vimos ascensão e queda de alguns dos maiores nomes do esporte e a popularização do MMA no Brasil como nunca antes.<br />
Para representar essa década de tantos acontecimentos no MMA, escolhemos dez lutas que marcaram o período. Muitos vão questionar que não foram “as melhores” ou que atletas importantes ficaram fora. Com tantos combates excelentes nestes dez anos, era impossível que isso não acontecesse. Nossa escolha buscou as lutas que simbolizavam o zeitgeist, o “espírito de uma época”, seja pelos atletas envolvidos, seja pela relevância que tiveram. Confira a lista, em ordem cronológica, e mande a sua!</p>
<p><strong>1. Chuck Liddell X Rich Franklin (UFC 115 – 12 de junho de 2010)</strong></p>
<p>O ocaso dos antigos ídolos. Rich Franklin e, especialmente, Chuck Liddell haviam sido dois dos campeões mais populares da década de 2000. Porém, em 2010, o tempo já cobrava seu preço e as derrotas começavam a acumular. Ainda assim, Rich e Chuck nos proporcionaram uma última grande luta para marcar a passagem de geração.</p>
<p><strong>2. Anderson Silva X Vitor Belfort (UFC 126 – 5 de fevereiro de 2011)</strong></p>
<p>Anderson Silva, o grande gênio do MMA, acerta um dos golpes mais bonitos da história do esporte, nocauteia Belfort e rouba dele o título de lutador mais popular do Brasil. Faz o MMA alcançar seu auge de popularidade no nosso país, com ampla repercussão na grande mídia. O UFC deixava de ser assunto exclusivo dos aficionados e entrava no cotidiano de todos os brasileiros.</p>
<p><strong>3. Rodrigo Minotauro X Brendan Schaub (UFC 134 – 27 de agosto de 2011)</strong></p>
<p>A volta do UFC ao Brasil. O Rio de Janeiro recebia um evento de gala, com ingressos que se esgotaram em menos de uma hora. Entre tantas lutas importantes, a noite foi marcada pela catarse coletiva do público quando o ídolo Minotauro, voltando de lesão gravíssima, numa luta na qual estava sendo pressionado, nocauteou o jovem Brendan Schaub.</p>
<p><strong>4. Maurício Shogun X Dan Henderson (UFC 139 – 20 de novembro de 2011)</strong></p>
<p>Tida por muitos como uma das melhores lutas do UFC de todos os tempos, esta batalha envolveu cinco rounds de guerra franca entre Shogun e Dan Henderson. Essas lendas do esporte acertaram e receberam golpes duríssimos, alternaram knockdowns e lutaram com todas as suas forças até o fim, quando Hendo levou. Impossível assistir sentado.</p>
<p><strong>5. Georges St-Pierre X Carlos Condit (UFC 154 – 17 de novembro de 2012)</strong></p>
<p>O lutador mais completo e estratégico do esporte reinou invicto na década. St-Pierre defendeu seu cinturão meio-médio por seis vezes nesse período e ainda voltou da aposentadoria para conquistar o título dos médios. Todavia, seu maior desafio foi essa batalha contra o duríssimo Carlos Condit, na qual quase foi nocauteado por um chute na cabeça, se recuperou e venceu após cinco rounds.</p>
<div id="attachment_224415" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-224415" class="size-large wp-image-224415" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-1024x745.jpg" alt="" width="650" height="473" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-1024x745.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-300x218.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-768x559.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o-150x109.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/05/11710017_856487141085482_5254894761039293764_o.jpg 1192w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-224415" class="wp-caption-text">Ronda Rousey em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p><strong>6. Ronda Rousey X Liz Carmouche (UFC 157 – 23 de fevereiro de 2013)</strong></p>
<p>O talento e o carisma da medalhista olímpica Ronda Rousey conseguiram convencer Dana White a incluir o MMA feminino no UFC. Nesta histórica estreia, Ronda esteve à altura de todo o burburinho e finalizou Carmouche com seu ataque mais característico: o rápido e preciso armlock. A partir do sucesso dessa noite, o UFC criaria gradativamente quatro categorias de peso de MMA feminino. Ronda chegaria a se tornar a estrela máxima da organização (ainda maior do que os campeões masculinos) durante algum período, até ser derrotada por Holly Holm e Amanda Nunes e se aposentar do esporte.</p>
<p><strong>7. Jon Jones X Alexan- der Gustaffson (UFC 165 – 21 de setembro de 2013)</strong></p>
<p>Não poderíamos falar da década de 2010 sem falarmos de Jon Jones. O campeão mais assustador e dominante da história do UFC conquistou seu cinturão em 2011 e só foi afastado dele em razão do próprio comportamento. Uso de drogas, escândalos,doping, um acidente de carro sob influência de entorpecentes e uma incontida arrogância impediram que Jones se tornasse unanimidade. Dentro do octógono, seu maior adversário foi Alexander Gustaffson, que igualou a vantagem da envergadura, acertou bons golpes e proporcionou uma provação árdua que acabaria por consagrar definitivamente o campeão.</p>
<p><strong>8. Amanda Nunes X Miesha Tate (UFC 200 – 9 de julho de 2016)</strong></p>
<p>Quem diria que a histórica edição 200 do UFC seria protagonizada por uma mulher brasileira? Num dos cards mais completos, com estrelas e grandes combates em quase todas as lutas, Jon Jones foi pego no exame antidoping e a principal disputa de cinturão da noite passou a ser a do peso-galo feminino. Nessa luta, Amanda Nunes acerta um potente soco na campeã Miesha Tate, a derruba e a finaliza com um mata-leão no primeiro round. Assim como o UFC 1, o UFC 200 terminava com um atleta do Brasil usando bem o Jiu-Jitsu. Seria início da dominância de Amanda, que viria a vencer Rousey, Shevchenko, Cyborg, Holm, para se tornar a maior lutadora da história do MMA feminino.</p>
<p><strong>9. Conor McGregor X Eddie Alvarez (UFC 205 – 12 de novembro de 2016)</strong></p>
<p>Há quem diga que o maior personagem da década foi Conor McGregor. De fato, o irlandês soube como ninguém se promover e levar o estrelato no MMA a outro patamar. Falador, inteligente, estiloso e bem humorado, McGregor tornava suas coletivas de imprensa uma atração quase tão divertida e disputada quanto o evento de lutas. Diferente de outros falastrões como Chael Sonnen, Conor é realmente um grande lutador, chocando o mundo ao nocautear o campeão José Aldo em 13 segundos. O antológico UFC 205 foi importantíssimo por marcar a realização do primeiro evento de MMA no Madison Square Garden em Nova York (um antigo sonho da organização) e a primeira unificação de títulos de categorias diferentes. Conor esteve à altura de sua garganta, deu um show de precisão e esquivas e nocauteou Alvarez para se tornar campeão simultâneo dos pesos pena e leve.</p>
<p><strong>10. Israel Adesanya X Robert Whittaker (UFC 243 – 5 de outubro de 2019)</strong></p>
<p>Se começamos esta lista com uma luta que representava o fim de uma geração de ídolos, nada melhor do que encerrar com uma que representa o potencial de uma nova geração. A disputa de cinturão de uma das mais acirradas categorias do esporte se deu entre dois jovens e talentosos lutadores. O neozelandês Whittaker e o nigeriano Adesanya são resultados da atual globalização do esporte. São rápidos, perigosos e têm estilos de luta plásticos e emocionantes. Numa velocíssima troca de golpes, Israel acertou uma sequência em contragolpe que nocauteou Robert e coroou mais um campeão oriundo da África (o primeiro foi Kamaru Usman).</p>
<p>Como o esporte vai evoluir de agora em diante? Que novos prospectos vão virar favoritos dos fãs? Não há limites para o que o MMA pode nos proporcionar na década que se inicia em 2020. Continue acompanhando conosco aqui nas páginas de NOCAUTE, e feliz ano novo.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/retrospectiva-as-10-maiores-lutas-do-ufc-da-decada/">Retrospectiva: As 10 maiores lutas do UFC da década</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Sairemos da pandemia enfraquecidos ou mais fortes?</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 18:29:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #273. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * O horizonte nunca pareceu tão nebuloso quanto no momento atual. Vivemos uma crise nunca antes vista por nossa geração. A pandemia causada pelo coronavírus mudou&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_221896" style="width: 1052px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-221896" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2.jpg" alt="" width="1042" height="707" class="size-full wp-image-221896" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2.jpg 1042w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-300x204.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-1024x695.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-768x521.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/mascara-2-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1042px) 100vw, 1042px" /></a><p id="caption-attachment-221896" class="wp-caption-text">Os desafios de manter o Jiu-Jitsu ativo em tempos de crise. Foto e arte: Reginaldo Almeida para GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #273. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>O horizonte nunca pareceu tão nebuloso quanto no momento atual. Vivemos uma crise nunca antes vista por nossa geração. A pandemia causada pelo coronavírus mudou o mundo para sempre, esportivo ou não.</p>
<p>Causada por um vírus altamente contagioso e cujas características são pouco conhecidas, a doença Covid-19 se alastra rapidamente, infecta facilmente superfícies e representa risco à vida de todos, em especial pelos problemas respiratórios. Apesar de idosos e pessoas com doenças preexistentes serem o grupo de maior risco, os dados revelam que ninguém está imune. Há muitos casos registrados de óbitos de jovens, de pessoas consideradas saudáveis e mesmo crianças. </p>
<p>Diante da ausência de uma vacina ou de remédios com eficácia comprovada, o isolamento social foi a medida mais recomendada por especialistas. A ideia não é isolar as pessoas para sempre; mas, sim, diminuir a taxa de infectados simultâneos, para que haja tempo de erguer mais hospitais, adquirir mais equipamentos respiratórios e realizar mais estudos, evitando o colapso dos sistemas de saúde. Passada a fase crítica, a ideia é o retorno gradual às atividades. </p>
<p>Mesmo assim, nada deverá voltar completamente ao que era antes. Quanto tempo levaremos para poder voltar a frequentar um cinema? Voltaremos a nos cumprimentar com beijos e apertos de mão? Como há de ficar a economia mundial?</p>
<p>Para os praticantes de lutas e profissionais de artes marciais, os reflexos do coronavírus e das medidas de contenção foram devastadores. Academias precisaram ser fechadas. Eventos de MMA acabaram todos cancelados. Lutadores e professores perderam de repente suas fontes de renda e passam por dificuldades. Apaixonados pelo Jiu-Jitsu – caso deste cronista – sofrem de “crise de abstinência”, por não poderem praticar a arte marcial que amam e que lhes conferia tantos benefícios para sua qualidade de vida. Quando poderemos voltar com tranquilidade aos treininhos?</p>
<p>Hoje, enquanto escrevo, me sinto como se houvesse levado um direto de esquerda de Conor McGregor, seguido de uma joelhada de Wanderlei Silva, derrubado por Khabib Nurmagomedov e sendo golpeado por cotoveladas de Jon Jones, prostrado no chão. Entretanto, se tem uma coisa que o MMA nos ensina há décadas é que, nos momentos de maior dificuldade, a reação mais sábia e produtiva é ter calma – respirar, manter a concentração, reunir o máximo de força de vontade e lutar para se recuperar.</p>
<p>Se você estiver enfrentando dificuldades gigantescas, sentindo-se pequeno e tomando um castigo cruel, inspire-se na sobrenatural resistência de Rodrigo “Minotauro” Nogueira em 2002, contra o ex-jogador de futebol americano Bob Sapp, no Pride Shockwave. Minotauro, 65kg mais leve que Sapp, levou durante dois rounds quedas cinematográficas e pancadas na cabeça capazes de abrir rombos no solo. Apanhou brutalmente por quase 15 minutos e chegou a pensar em desistir. Mas jamais se entregou: o baiano absorveu os golpes, inverteu a luta com uma raspagem de almanaque e finalizou o descomunal oponente. Uma das maiores recuperações da história do MMA.</p>
<div id="attachment_40121" style="width: 459px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/07/minotauro-vs-bob-sapp-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-40121" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/07/minotauro-vs-bob-sapp-1.jpg" alt="" width="449" height="300" class="size-full wp-image-40121" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/07/minotauro-vs-bob-sapp-1.jpg 449w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/07/minotauro-vs-bob-sapp-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/07/minotauro-vs-bob-sapp-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px" /></a><p id="caption-attachment-40121" class="wp-caption-text">Minotauro x Bob Sapp é uma das lutas clássicas do extinto Pride. Foto: Susumu Nagao.</p></div>
<p>Se a inércia e todo esse tempo parado estiver incomodando, respire e inspire-se em Randy Couture, velho campeão do UFC, que em 2007 não deixou nem a aposentadoria atrapalhá-lo: tirou as luvas do armário, topou luta contra Tim Sylvia, 12 anos mais jovem e bem mais alto, e conquistou, aos 43 anos, o cinturão dos pesos pesados do UFC, seu quinto título na organização. Perdurar é a lição de Couture.</p>
<p>Se tudo estiver dando errado, reinvente-se e inspire-se na mudança de estratégia de Anderson Silva, no antológico confronto com Chael Sonnen, no UFC 117, em 2010. O mais talentoso striker da história foi posto à prova quando teve seu jogo anulado pelo wrestling e controle de solo do falastrão Sonnen. Derrubado sem demora por cinco rounds, Anderson não conseguia fazer uso de suas esquivas nem de sua temida precisão em socos, chutes e joelhadas. No chão, Silva recebeu mais de 200 golpes em quase 25 minutos. A dois minutos de perder seu título, mudou a tática: chamou para a guarda, ligou o botão do Jiu-Jitsu e finalizou Sonnen com um triângulo épico, para delírio geral.</p>
<p>Se for preciso recomeçar, inspire-se em Murilo Bustamante, em seu feito contra Matt Lindland, no UFC 37. O faixa-preta de Carlson derrubou o duro Lindland logo no primeiro round, passou a guarda e encaixou um justo armlock. O juiz John McCarthy interrompeu a luta mas Lindland, talvez por deslealdade, garantiu que não havia desistido. Para desespero de Murilo, McCarthy mandou a luta recomeçar. O brasileiro sabia o quão difícil era fazer tudo certo, vencer mas ter de recomeçar injustamente de novo. Murilo então transformou a frustração em motivação, voltou ao combate e finalizou Lindland pela segunda vez, agora com uma guilhotina. Uma lição inestimável de força mental que Murilo jamais esqueceria.</p>
<p>Se você tomou um golpe do destino, inspire-se em Georges St-Pierre e em sua lição de aprimoramento. Antes da consagração, GSP teve de escalar uma montanha de oito lutas, inclusive contra BJ Penn e Matt Hughes, até chegar ao trono meio-médio. Sua luta seguinte, contra Matt Serra, parecia uma barbada para apostadores e comentaristas. Mas, no esporte como na vida, tudo pode mudar em instantes. Serra acertou-lhe um cruzado certeiro e nocauteou o ídolo canadense no primeiro round, no UFC 69. Bastou um lance imprevisível para seu cinturão virar pó. Ainda assim, após um tempo de abatimento, St-Pierre sacudiu a poeira: retornou aos treinos, reergueu-se e jurou voltar ao octagon melhor do que jamais havia sido. Dito e feito: GSP lapidou seus pontos fracos, nocauteou Matt Serra na revanche e nunca mais foi derrotado no UFC, tornando-se um lutador quase sem falhas. E um dos maiores campeões (senão o maior) da história do MMA.</p>
<p>Todos esses exemplos nos mostram que, diante de obstáculos que parecem intransponíveis, o importante é jamais ceder ao desespero. Mesmo mais apavorante que um Bob Sapp, essa pandemia vai passar e a humanidade vai perdurar, resistir, e se reinventar. Sim, em breve vamos começar de novo e voltar ainda melhores. Afinal, como ensinava, no antológico filme “Batman, o Cavaleiro das Trevas”, o promotor de justiça Harvey Dent, “a noite é sempre mais sombria pouco antes do amanhecer”.</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/sairemos-da-pandemia-enfraquecidos-ou-mais-fortes/">Sairemos da pandemia enfraquecidos ou mais fortes?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Exclusivo: Romulo Barral revela segredos de sua guarda blindada</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2020 17:51:20 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_153850" style="width: 619px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-153850" class="size-full wp-image-153850" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png" alt="" width="609" height="463" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1.png 609w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1-300x228.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/GalvC3A3o-1-150x114.png 150w" sizes="auto, (max-width: 609px) 100vw, 609px" /></a><p id="caption-attachment-153850" class="wp-caption-text">André Galvão na guarda de Rominho Barral. Foto: Ivan Trindade/GRACIEMAG</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #250. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Era o Mundial de Jiu-Jitsu de 2001, no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro. O mineirinho Romulo Barral, então com 18 anos, zarpou de Diamantina para o Rio de Janeiro apenas para aplaudir seu instrutor, o atleta da escuderia Gracie Barra BH Cristiano “Titi” Lazzarini. Mesmo sem lutar, Barral aprendeu lições fundamentais, que revolucionaram sua visão sobre a arte marcial.</p>
<p>“Fui apenas para assistir ao Mundial, e vi o Titi raspar todos os seus cinco adversários na faixa-marrom com aquela técnica de guarda – uma das mãos na gola e um pé no bíceps. Ele foi campeão e eu resolvi adotar aquele estilo”, recorda Barral, hoje um faixa-preta campeão membro do Hall da Fama da IBJJF e professor radicado na Califórnia.</p>
<p>Na entrevista a seguir, o pentacampeão mundial (só na faixa-preta) e ouro no ADCC 2013 recorda como construiu seu temido jogo. Estude e aprenda com ele.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Como você aprendeu, ainda jovem, a lutar por baixo com uma das mãos na gola e um pé no bíceps, ponto de apoio para uma série de raspagens, finalizações e ataques?</strong></p>
<p><strong>ROMULO BARRAL:</strong> Eu era faixa-azul, e a coisa toda aconteceu como num clique. Eu estava no Mundial de Jiu-Jitsu de 2001, e havia ido para o Tijuca Tênis Clube apenas para assistir ao Titi, meu instrutor, que estava lá para disputar o peso pesado, na faixa-marrom. Ele lutou cinco vezes e raspou todos os cinco adversários com aquela técnica, de modo rápido e bonito. Todo mundo parava na frente dele e saía voando, pois não conseguiam estourar a pegada. O Titi entrava embaixo, fazia a alavanca e invertia, ao estilo de um tomoe-nage. Uma raspagem que, além de eficiente, era linda. Ali eu percebi que precisava copiar aquele jogo, e voltei para a academia em Minas Gerais com essa ideia. Pedi para ele me ensinar tudo sobre a posição. Nem sei quem foi que criou, nem me preocupei com isso. Queria era saber fazer bem.</p>
<p><strong>Você já era guardeiro na academia?</strong></p>
<p>Nada! Adotei esta guarda única e exclusivamente para facilitar meu jogo por cima. Eu gostava era de dar queda – adorava dar kata-guruma e baiana! – e passar guarda, era o meu estilo e onde eu me sentia confortável. Quando confirmei no Mundial que aquela técnica do Titi era eficaz para raspar qualquer um, de modo seguro e fulminante, eu logo percebi que cairia bem no meu estilo; era do que eu precisava, uma técnica para o caso de eu cair por baixo, que me facilitasse para raspar logo para poder voltar a ficar por cima. A partir daí a coisa foi mudando aos poucos, e fui me tornando guardeiro.</p>
<p><strong>A guarda com o pé no bíceps vem da guarda-aranha. Você acha que reinventou esse tipo de guarda aberta, de algum modo?</strong></p>
<p>Não, eu tenho consciência de que nunca inventei nada. Apenas aprendi com lutadores mais antigos do que eu. Não me preocupo com isso, de nomear técnicas nem nada. Acho que quem pode realmente reivindicar algumas criações são os mestres e campeões mais antigos. Sempre escutei o Vinicius Draculino contando que o Roberto Gordo inventou a meia-guarda para compensar um joelho machucado, ou que o Roberto Roleta criou aquela raspagem helicóptero para surpreender; esses caras sim estavam lá, fizeram do tatame grandes laboratórios. A gente modifica e melhora aqui ou ali, mas o jogo já existia – mesmo posições vistas como modernas já eram feitas há muitos anos.</p>
<p><strong>Você acha que esta guarda é restrita para alunos com algum biótipo, ou é uma técnica para todos?</strong></p>
<p>Não acredito nesse tipo de limitação. Qualquer técnica pode servir para qualquer tipo de aluno, com as devidas adaptações particulares. O que é importante é o praticante se colocar na posição, experimentar, entender suas particularidades e o que deve fazer para fazê-la funcionar, treino a treino. Claro que cada aluno vai se identificar com um jogo diferente, mas todos podem aprender todas as técnicas, se estiverem a fim. A manha é fazer bastante treino específico daquela posição, experimentá-la de todos os jeitos, conhecer suas defesas e ataques. E é preciso lembrar que isso não é coisa para um dia ou uma semana: só com dois ou três meses você se aperfeiçoa numa nova técnica a ponto de aplicá-la com qualidade.</p>
<p><strong>Quando você percebeu que esta técnica de guarda seria uma espécie de boia salva-vidas para você nos campeonatos?</strong></p>
<p>Acredito que a gente começa a sentir isso nos treinos mesmo. Porque todos os seus colegas já estão esperando aquilo, estão aprendendo junto contigo a executar aquilo, e mesmo assim a coisa está funcionando. E isso te obriga a desenvolver uma série de variações e pequenas minúcias para surpreendê-los. Por isso nos campeonatos muitas vezes o jogo flui até mais fácil, porque os oponentes não conhecem seu jogo como seus amigos na academia. O meu jogo começou mesmo a fluir na faixa-roxa, nos treinos e competições – foi quando a guarda encaixou como uma luva no meu estilo e venci várias competições lutando por baixo. Passei a ser guardeiro, começando 95% das minhas lutas fazendo guarda.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-146355" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg" alt="" width="1500" height="1000" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1.jpg 1500w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2016/08/barral3-copy-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px" /></a></p>
<p><strong>Como você vê a guarda? Primeiro você gosta de lapidar o lado ofensivo ou o lado defensivo dela?</strong></p>
<p>No início eu peguei muito mais rapidamente o poder ofensivo dela, vendo o que o Titi fazia. Mas, ainda naquele início, como faixa-roxa, eu já percebia que minha guarda era muito boa ofensivamente mas que era preciso que eu melhorasse defensivamente. Por exemplo, se eu perdesse a pegada ou o cara saísse do meu triângulo, o oponente acabava passando a guarda. Então depois de confiar no poder de ataque dela, eu passei a corrigir os pontos fracos, a reposição, o controle. Mas eu costumo ensinar aos alunos tanto os aspectos de ataque como de defesa, para que eles aprendam de modo equilibrado a usar a técnica.</p>
<p><strong>A guarda aberta deixa um pé um pouco vulnerável às chaves, não? O que você recomenda para proteger os pés também?</strong></p>
<p>Sim, a guarda aberta pode deixar o aluno com um pouco de medo de tomar uma chave de pé reta. O que é importante, na guarda-aranha por exemplo, é não perder o controle das mangas; já na guarda com o pé no bíceps e mão na gola, o crucial é usar a mão na gola para tirar a base do passador. Apesar, então, de o adversário estar com as mãos livres, ele dificilmente vai conseguir conectá-las para dar um bote no pé, porque a pressão do meu pé no bíceps impede.</p>
<p><strong>Que luta mais marcou sua carreira?</strong></p>
<p>Talvez a que eu guarde com mais carinho foi minha primeira final de Mundial na faixa-preta, em 2007, na Califórnia, contra o Saulo Ribeiro, um cara que respeito demais. Enfrentava ali uma lenda do Jiu-Jitsu, usei bem minha guarda, venci por 6 a 0 e conquistei um título que mudou minha carreira. Nessa luta inclusive o Saulo tentou atacar meu pé, mas defendi e caí por cima.</p>
<p><strong>Sua guarda na faixa-roxa e marrom já eram quase intransponíveis, ou a perfeição veio na faixa-preta?</strong></p>
<p>Creio que o primeiro mandamento do guardeiro é ter uma guarda intransponível, daquelas que o pessoal comenta: “Ih, aquela guarda é duríssima”. Aí os passadores e os adversários já ficam com aquele frio na barriga. Uma pegada forte e afiada e um arsenal de ataques fazem o grande guardeiro, e isso que eu buscava aos poucos. Na roxa não lembro de ninguém que tenha passado minha guarda. Na marrom chegaram a pegar minhas costas, umas situações que me montaram, caíram montado… Mas eu dava trabalho aos passadores já (risos). Mas agora estou ficando velho.</p>
<p><strong>Sua guarda era uma das que parecia dar mais trabalho ao Roger Gracie, tanto em treinos como nos campeonatos, inclusive em finais memoráveis nos Mundiais. O que aprendeu ao lutar contra ele?</strong></p>
<p>Acho que aprendi muita coisa. Aprendi a ter calma, por exemplo: o Roger é um cara muito calmo e determinado durante as lutas, nas boas e más situações. Aprendi também, na final do Mundial 2009, que não se deve demorar tanto a atacar. Fico feliz de ter chegado em três finais do absoluto em Mundiais com ele, que foi o melhor de todos os tempos.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/romulo-barral-e-os-segredos-da-sua-guarda-blindada-no-jiu-jitsu/">Exclusivo: Romulo Barral revela segredos de sua guarda blindada</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Gustavo Batista e a arte de otimizar os treinos para não desperdiçar tempo no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 15:37:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #264. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * O faixa-preta Gustavo Batista não parece ter tempo a perder. Um sinal disso foi ao responder nossa entrevista, feita após o ouro absoluto no Europeu&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_213381" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/braga.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-213381" class="size-full wp-image-213381" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/braga.jpg" alt="" width="760" height="580" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/braga.jpg 760w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/braga-300x229.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/braga-150x114.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px" /></a><p id="caption-attachment-213381" class="wp-caption-text">Gustavo Batista venceu Lucas Lepri na final do absoluto. Foto: Reprodução</p></div>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #264. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>O faixa-preta Gustavo Batista não parece ter tempo a perder. Um sinal disso foi ao responder nossa entrevista, feita após o ouro absoluto no Europeu de Jiu-Jitsu de 2019, no fim de janeiro. O craque da Atos leu as perguntas cabulosas enviadas pelo celular, refletiu e respondeu bonito, em pouco mais de uma hora. Como atleta, Batista tampouco perde tempo. Foi campeão mundial absoluto como faixa-azul em 2015 – e em 2018 já repetia o feito com a faixa-preta na cintura.</p>
<p>No Europeu, ele costuma dar ainda mais “sorte”, palavra que pode significar competência para aproveitar as oportunidades: Gustavo venceu todas as vezes em que lutou em Portugal. Foi ouro no peso e absoluto na azul (2015), roxa (2016), marrom (2017) e, agora, na faixa-preta. De quebra, tornou-se um dos mais jovens lutadores a conquistar o absoluto faixa-preta no Europeu – só perde, por poucos meses, para Rodolfo Vieira, campeão com 22 anos e 4 meses, no ano de 2012. Batista, contudo, ficou à frente de Roger Gracie, campeão absoluto com 24 anos, em 2004. GRACIEMAG bateu um papo com o catarinense para tentar arrancar sua receita para ser um lutador vitorioso. Confira!</p>
<p><strong>GRACIEMAG:</strong> Você saiu de Palhoça para São Paulo, e agora se mudou para San Diego, na Califa: valeu a pena? Passou por muita coisa?</p>
<p><strong>GUSTAVO BATISTA:</strong> Sempre busquei atingir um próximo nível, e no Jiu-Jitsu essa evolução exige que a gente não perca tempo se quer evoluir como competidor. Treinei na minha cidade até a faixa-azul, e lá percebi que precisava de um treino mais voltado para as competições. Foi quando fui para São Paulo, onde evoluí bastante e me tornei faixa-preta. Depois, chegou a hora de dar mais um passo na carreira, em busca de maior profissionalização. As dificuldades foram diversas: críticas, dificuldade financeira, más condições de moradia, falta de patrocinadores. Mas eu sabia que todas essas complicações seriam temporárias. Graças a Deus, tudo correu como o esperado, a vida melhorou e os títulos estão vindo. Valeu muito a pena.</p>
<p><strong>O que você buscava exatamente ao se mudar da NS Brotherhood para a Atos? Encontrou?</strong></p>
<p>Buscava mais trabalho em equipe, apoio para a minha carreira e a visão de um professor como o André Galvão, que é um atleta muito experiente, renomado e um exemplo de líder. Buscava em resumo uma profissionalização maior. E encontrei, sim.</p>
<p><strong>Você se inspira em quem ao lutar?</strong></p>
<p>Desde o meu início sempre me inspirei no Rodolfo Vieira (GFTeam). Também gosto muito do Jiu-Jitsu do meu professor André Galvão e do Lucas Lepri (Alliance) – são os três caras a que mais assistia em vídeos. Eu acho o meu jogo por cima um pouco parecido com do Lucas, inclusive. Então você estava com tudo mapeado antes da final do absoluto no Europeu&#8230; (Risos) Sim, graças a isso eu conhecia o jogo dele a fundo, o que me ajudou.</p>
<p><strong>Você venceu o Lepri por 10 a 0. Qual foi o lance decisivo da luta?</strong></p>
<p>Acredito que foi mesmo o início, quando eu chamei para a guarda já conseguindo efetuar a raspagem. Foi um fator decisivo para a luta, afinal eu consegui abrir logo 2 a 0 contra um cara experiente e técnico, e ainda ficando por cima. Foi uma vitória importante contra um grande atleta, mas já passou. Agora é continuar o trabalho e pensar nos próximos objetivos.</p>
<div id="attachment_213466" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/MG_0733-XL.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-213466" class="size-full wp-image-213466" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/MG_0733-XL.jpg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/MG_0733-XL.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/MG_0733-XL-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/MG_0733-XL-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2019/01/MG_0733-XL-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-213466" class="wp-caption-text">Gustavo vibra com a conquista no absoluto do Europeu 2019. Foto: Marco Aurélio Ferreira/Arena Jiu-Jitsu</p></div>
<p><strong>Você venceu todos os Europeus que disputou, da azul à preta. Existe uma receita para isso?</strong></p>
<p>Não sei. O que procuro é me manter treinando o ano todo. Mantenho a constância nos treinos em toda a temporada, inclusive no fim do ano, afinal o Europeu já é em janeiro. Uma receita que tem dado certo para mim é recarregar as baterias na minha cidade natal em dezembro. Viajo sempre para lá e conto com a ajuda dos meus velhos amigos nos treinos, e com a comida da minha mãe, que faz mágica (risos). Minha cabeça procura sempre evoluir e aprender coisas novas para melhorar meu Jiu-Jitsu – acho que a receita para um Jiu-Jitsu eficiente é a evolução constante. Não podemos parar de aprender.</p>
<p><strong>Quando vimos você vencer o Mundial 2015 em Long Beach, ainda como faixa-azul, sua pressão era de impressionar. Acha que seu estilo de jogo mudou muito de lá para cá?</strong></p>
<p>Mudou um pouco. Creio que eu já tinha um jogo sólido para a faixa-azul, pois sempre busquei extrair o máximo de aprendizado dos meus companheiros graduados à minha volta.</p>
<p><strong>Conte uma história boa que você viveu na época em que treinava com os Miyao, que este ano também varreram a concorrência no Europeu&#8230;</strong></p>
<p>Não sei se tenho uma boa história, mas tenho boas lembranças. Teve uma vez em que treinamos tanto que ficamos até doentes (risos). Eles realmente treinam muito e são muito regrados. Aprendi muita coisa com o Paulo e o João, dois caras que me ajudaram a evoluir bastante nessa época. São exemplos de atletas e pessoas.</p>
<p><strong>Suas raspagens e sua pressão por cima parecem bem niveladas. Como treinar para alcançar isso?</strong></p>
<p>Tento me desafiar nos treinos. Por exemplo, se você se sente melhor por cima, tem de se desafiar e fazer guarda. E vice-versa. Sem medo de sufoco. É importante treinar a sua dificuldade porque isso pode e vai acontecer nos campeonatos. E tem um ponto interessante nisso: quando o objetivo do seu treino é melhorar suas dificuldades, você consequentemente ganha em motivação, pois passa a treinar com mais vontade de solucionar aquele problema, corrigir a falha.</p>
<p><strong>Como são seus treinos hoje?</strong></p>
<p>Os treinos com o professor Galvão são bem variados: faço alguns drill, treinos específicos e bastante rola também. O treino tem sempre um formato diferente e bem desafiador. Três vezes na semana, faço preparação física bem específica para o Jiu-Jitsu. Em média eu treino quatro a cinco horas diárias, depende do dia.</p>
<p><strong>O que você aprendeu sobre campeonatos com a Luiza, sua namorada?</strong></p>
<p>Aprendi muito. A Luiza é mais experiente do que eu na faixa-preta e me passa bastante o que viveu de bom e ruim nos tatames, tudo o que ela já passou em treinos e competições. Isso me ajuda bastante.</p>
<p><strong>Você deu uma tropeçada em Mundiais, na roxa e marrom, certo? O que aprendeu ali?</strong></p>
<p>Sim, as derrotas são ruins, mas ajudaram a manter a minha sede de querer melhorar cada vez mais até conquistar a faixa-preta. Desde a azul eu sempre treinei pensando em evoluir ao máximo, e aprendi que as faixas coloridas são importantes para adquirir experiências, boas e más, para a hora da verdade. A lição é que não podemos nos abalar com as derrotas no início da carreira, porque é quando chegamos à faixa-preta que tudo realmente importa.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gustavo-batista-e-a-arte-de-otimizar-os-treinos-para-nao-desperdicar-tempo-no-jiu-jitsu/">Gustavo Batista e a arte de otimizar os treinos para não desperdiçar tempo no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A arte de espantar a zona de conforto, com Cristiano &#8220;Titi&#8221; Lazzarini</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 14:32:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #272. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Ao abraçar o MMA e a carreira sem kimono no início dos anos 2000, Cristiano Lazzarini ficou conhecido pelos torcedores por sua pressão em pé&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_211112" style="width: 760px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-211112" class="size-full wp-image-211112" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1.jpg" alt="" width="750" height="513" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1.jpg 750w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/08/titi-1-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></a><p id="caption-attachment-211112" class="wp-caption-text">Cristiano Titi, nosso GMI da BH Rhinos. Foto; Arquivo Pessoal</p></div>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #272. Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Ao abraçar o MMA e a carreira sem kimono no início dos anos 2000, Cristiano Lazzarini ficou conhecido pelos torcedores por sua pressão em pé e sua guilhotina. Na academia, contudo, o “Titi” da Gracie Barra-BH é muito mais que um caçador de pescoços. “Entre todos os meus alunos, o Titi é um dos que possui o jogo mais completo”, atesta Vinicius “Draculino” Magalhães, fundador e líder do time de Belo Horizonte, que em 1995 começou a ensinar aquele praticante de muay thai a lutar no chão. “O Titi por cima é conhecido, mas também tem uma defesa por baixo ótima, tem gás, calma durante a luta&#8230; E é um cara que treina incansavelmente até hoje”.</p>
<p>A equipe GRACIEMAG foi bater um papo com Cristiano, hoje professor da BH Rhinos em Belo Horizonte, para entender como funciona a mente do lutador que detesta a temida “zona de conforto”, e não para de evoluir jamais.</p>
<p><strong>GRACIEMAG: Qual é o papel da cabeça do lutador que quer se tornar completo, que não limita seu jogo nem pensa em conforto?</strong></p>
<p><strong>CRISTIANO “TITI” LAZZARINI:</strong> O principal é traçar metas inteligentes para o seu treinamento, preparação e alimentação – e cumpri-las à risca. Um exemplo: na época em que eu estava treinando para o MMA, eu planejei fechar minhas terças e quintas com um treino de escadaria, nove da noite. Chegou numa quinta, eu tinha acabado de dar aulas e me vi esgotado – e não fui. Decidi ir para casa, comer e descansar. Fiz o meu rango, deitei na cama, e quando deu umas onze da noite, aquilo começou a me incomodar demais, me achei um cabeça fraca por não ter ido. Pus na hora o tênis, desci para a ladeira íngreme perto da minha casa e fui correr: era meia-noite e eu estava lá, subindo dez vezes correndo a ladeira. Depois dormi em paz.</p>
<p><strong>Como um praticante deve perseguir diariamente o tal “Jiu-Jitsu completo”?</strong></p>
<p>Para isso é vital treinar todos os fundamentos básicos do Jiu-Jitsu. É o primeiro grande passo, afinal ninguém começa construindo uma casa pelo telhado. Vejo vários graduados fazendo posições mirabolantes e acho que elas têm seu lugar, mas não adianta isso se, quando forem exigidos, eles não souberem executar o básico que salva. O Jiu-Jitsu fundamental deve ser muito bem aprendido, para que seja bem ensinado. E é o básico que ajuda a gente a se virar em qualquer sufoco.</p>
<p><strong>Como eram seus treinos diários?</strong></p>
<p>Eu acho que na academia o principal mandamento é treinar sem motivação de ganhar. Obviamente que, se o treino for de elite, com companheiros de competição e com um cara do seu peso e nível, vale treinar para ganhar. Mas ninguém deve treinar pela vaidade de finalizar os menos graduados ou caras que sejam mais leves ou menos técnicos, ou que não estejam na mesma “pegada” que você. Em vez de passar uma hora ali amassando novatos, apenas em posições confortáveis, recomendo que o aluno seja objetivo. Isto é, que use o ponto forte de cada companheiro da academia&#8230; Se um camarada sabe derrubar, troque em pé com ele; se ele tem uma passagem forte, teste sua guarda e raspagem contra o cara&#8230; Isso é o que nos faz evoluir, e saber se virar seja qual for o jogo do adversário. Se durante esse caminho você batucar, for raspado, tomar uma queda ou tiver a guarda passada, lembre-se: o verdadeiro campeão se testa o tempo todo no campo de batalha.</p>
<p><strong>Você sempre tirou suas dúvidas?</strong></p>
<p>Sim, acho que um dos segredos do Jiu-Jitsu é estar atento. Procure ouvir seu mestre! Pergunte, questione, seja interessado quando ele estiver mostrando alguma posição ou algum detalhe específico. Não fique distraído ou tenha a soberba que sabe tudo – o atleta esperto aprende até com um faixa-branca mesmo sendo um faixa-preta. Procure sempre um graduado por perto e tire todas as suas questões na hora.</p>
<p><strong>E a parte de quedas, como foi seu caminho para ser bom derrubador?</strong></p>
<p>Eu comecei criança no judô, mas depois de anos de Jiu-Jitsu percebi que estava ficando defasado. O que fiz? Bati lá no Minas Tênis Clube e pedi para treinar com os melhores judocas da cidade. Jamais fazia chão com eles, eu queria era aprender com eles a resistir às quedas. Assim, quando enfrentava um não especialista, era muito mais fácil quedar. Muitos lutadores de Jiu-Jitsu não gostam de treinar esse fundamento, mas mesmo que o camarada tenha uma guarda praticamente intransponível, em algum momento vai precisar ter a opção de cair por cima. Todo campeão que desejar ser o número um, portanto, precisa treinar em pé.</p>
<p><strong>Você continua treinando em alto nível, tanto que em 2014, mesmo como master 3, foi campeão brasileiro no peso e absoluto sem kimono – no adulto! O que recomenda para o praticante que deseja turbinar o gás?</strong></p>
<p>É preciso realizar uma preparação física boa – útil também para evitar contusões e aumentar sua força e resistência para fazer tudo que sua cabeça mandar na hora do combate. Com o físico em dia, a mente flui na hora H. A preparação mental é outro aspecto muito importante. Costumo falar para meus alunos que no campeonato o pensamento tem de ser o seguinte: “Nada vai me tirar do meu objetivo hoje! Nada! Eu vim para vencer! Fome, cansaço, insegurança, receio, números de lutas, espera, torcida&#8230; Nada vai tirar meu foco!” O lance é entrar numa bolha de concentração e fazer tudo o que você treinou da maneira mais perfeita possível, sem errar. O resultado é consequência.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-arte-de-espantar-a-zona-de-conforto-com-cristiano-titi-lazzarini/">A arte de espantar a zona de conforto, com Cristiano “Titi” Lazzarini</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Motivação: Nossos ídolos e seus conselhos para dias difíceis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 19:50:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste atual momento de crise mundial, com quarentenas em todas as partes do globo por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19), GRACIEMAG resgatou dos seus arquivos um artigo no qual grandes nomes da história passam mensagens sobre como lidar com as derrotas dar a volta por cima. Leia e siga forte! “A maior lição que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_208212" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/rickson-base-square-1-1-gallerr-e1520949908237.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-208212" class="size-large wp-image-208212" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/rickson-base-square-1-1-gallerr-e1520949908237-1024x765.jpg" alt="" width="650" height="486" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/rickson-base-square-1-1-gallerr-e1520949908237-1024x765.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/rickson-base-square-1-1-gallerr-e1520949908237-300x224.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/rickson-base-square-1-1-gallerr-e1520949908237-768x574.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/rickson-base-square-1-1-gallerr-e1520949908237-150x112.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/03/rickson-base-square-1-1-gallerr-e1520949908237.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></a><p id="caption-attachment-208212" class="wp-caption-text">Rickson Gracie em foto de Gallerr.com</p></div>
<p>Neste atual momento de crise mundial, com quarentenas em todas as partes do globo por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19), GRACIEMAG resgatou dos seus arquivos um artigo no qual grandes nomes da história passam mensagens sobre como lidar com as derrotas dar a volta por cima. Leia e siga forte!</p>
<p><strong><em>“A maior lição que o Jiu-Jitsu pode ensinar ao praticante é a de enxergar no meio do inferno um pedacinho do paraíso.”</em></strong> Rickson Gracie</p>
<p><strong><em>“O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.”</em></strong> Abraham Lincoln</p>
<p><em><strong>“Não existe fracasso. Existem somente resultados.”</strong></em> Anthony Robbins</p>
<p><strong><em>“Perder implica remoção de detritos: começar de novo.”</em></strong> Carlos Drummond de Andrade</p>
<p><em><strong>“Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.”</strong></em> Ernest Hemingway</p>
<p><em><strong>“O importante não é ser melhor do que alguém, e sim melhor do que ontem.”</strong> </em>Jigoro Kano</p>
<p><em><strong>“O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.”</strong></em> José Saramago</p>
<p><em><strong>“Às vezes é preciso aceitar simplesmente que o outro cara jogou melhor que você naquele dia.”</strong></em> Roger Federer</p>
<p><em><strong>“Só zomba de cicatrizes quem nunca foi ferido.”</strong></em> William Shakespeare</p>
<p><em><strong>“Sucesso consiste em ir de fracasso a fracasso sem perder o entusiasmo.”</strong></em> Winston Churchill</p>
<p><em><strong>“Quando a fase é ruim, o jeito é suar mais.”</strong></em> Zico</p>
<p>*** Para assinar a revista GRACIEMAG em formato digital, e ler esta e mais 25 edições antigas dos nossos arquivos, <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clique aqui!</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/motivacao-nossos-idolos-e-seus-conselhos-para-dias-dificeis/">Motivação: Nossos ídolos e seus conselhos para dias difíceis</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Artigo: A poesia de Drummond e a alma do lutador</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 21:07:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #241 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital * Que Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi um dos maiores poetas e escritores do Brasil, todo mundo sabe. O que poucos lembram, porém, é&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_222298" style="width: 932px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/drummond.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-222298" class="size-full wp-image-222298" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/drummond.jpg" alt="" width="922" height="758" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/drummond.jpg 922w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/drummond-300x247.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/drummond-768x631.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2020/03/drummond-150x123.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 922px) 100vw, 922px" /></a><p id="caption-attachment-222298" class="wp-caption-text">O poeta Drummond em foto de seu acervo, no <a href="http://carlosdrummond.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">carlosdrummond.com.br</a></p></div>
<p><a href="http://www.graciemagshop.com.br"><em><strong>* Artigo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG #241 . Para mais conteúdos exclusivos com o melhor do Jiu-Jitsu mundial, assine a revista mais tradicional do esporte em formato digital *</strong></em></a></p>
<p>Que Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi um dos maiores poetas e escritores do Brasil, todo mundo sabe. O que poucos lembram, porém, é que o lírico Drummond não era de levar desaforo para casa. Quem conta o episódio, ocorrido ali pelos fins de 1945, é o também escritor e poeta mineiro – tão genial quanto o amigo – Paulo Mendes Campos:</p>
<p>“Caíra o Estado Novo. Carlos Drummond de Andrade foi nomeado, entre outros, para transformar o DIP em Departamento Nacional de Informações. Entro no seu gabinete pela manhã e encontro o poeta desalinhado, procurando os óculos: embolara-se com um funcionário malcriado que o ofendera. E estava bem feliz com o resultado do round”. Drummond estava então com 43 anos.</p>
<p>Mas o poeta nascido em Itabira costumava mesmo era se embolar com as palavras. Podia sair exausto ao fim de um poema, mas do outro lado saía volta e meia uma obra-prima. Em seu poema “O lutador”, ele escreveu:</p>
<p><strong><em>“Lutar com palavras</em></strong><br />
<strong><em>parece sem fruto.</em></strong><br />
<strong><em>Não têm carne e sangue&#8230;</em></strong><br />
<strong><em>Entretanto, luto.</em></strong><br />
<strong><em>Palavra, palavra</em></strong><br />
<strong><em>(digo exasperado),</em></strong><br />
<strong><em>se me desafias,</em></strong><br />
<strong><em>aceito o combate.”</em></strong></p>
<p>Autor de mais de cem livros e hoje estátua famosa na praia de Copacabana, o poeta de pequenos óculos e grande coração é o criador também de uma famosa ode aos atletas perdedores, útil para quando o leitor voltar de um amasso severo nos treinos. Drummond escreveu &#8220;O atleta&#8221; em homenagem aos jogadores da seleção brasileira de 1966, derrotada na Copa da Inglaterra:</p>
<p><em><strong>“Eu, poeta da derrota, me levanto</strong></em><br />
<em><strong>sem revolta e sem pranto</strong></em><br />
<em><strong>para saudar os atletas vencidos.</strong></em><br />
<em><strong>Que importa hajam perdido?</strong></em><br />
<em><strong>Que importa o não-ter-sido?”</strong></em></p>
<p>E por fim:</p>
<p><em><strong>“Hoje completos</strong></em><br />
<em><strong>são os atletas que saúdo:</strong></em><br />
<em><strong>nas mãos vazias eles trazem tudo</strong></em><br />
<em><strong>que dobra a fortaleza da alma forte.”</strong></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/artigo-a-poesia-de-drummond-e-a-alma-do-lutador/">Artigo: A poesia de Drummond e a alma do lutador</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Aprenda a domar a ansiedade e pressão antes de competir no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 18:23:36 +0000</pubDate>
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<p><em>Conteúdo publicado originalmente nas páginas da GRACIEMAG número #190. Para ter acesso a outros artigos especiais sobre o melhor do Jiu-Jitsu e do MMA, assine a nossa edição digital e leia antes! <a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Clique aqui e confira</a>!</em></p>
<p>Se o Jiu-Jitsu para você não é sinônimo de prazer e descanso, respeito e concentração, lazer e empenho, algo pode estar errado com seus treinos. Muitas vezes, o lutador – em especial o competidor – passa a ser dominado pela pressão, por um peso extremamente desconfortável no peito, uma sensação ruim de incômodo. Inimigos que, como o Jiu-Jitsu ensina diariamente, devem ser controlados com paciência e persistência.</p>
<p>Para o faixa-marrom e especialista em psicofisiologia do exercício na Universidade de Londrina, Marcelo Bigliassi, o lutador ansioso pode domar o nervosismo excessivo com um tipo de treino simples e eficiente – o treinamento psicológico e o controle da ativação pré-competitiva.</p>
<p>“O estresse e a ansiedade sempre vão existir na vida de qualquer pessoa. A questão é como a gente lida com eles”, explica Bigliassi. “Os atletas amadores, em especial os mais jovens, vão competir primordialmente para se divertir e tentar colocar em prática alguns golpes aprendidos. Mas a pressão externa pode inverter isso e provocar um quadro de ânsia, nervosismo e negativismo”.</p>
<p>Segundo observa Marcelo, o lutador de Jiu-Jitsu muitas vezes cai em três quadros característicos de comportamento. Há o atleta deitado na arquibancada, quase dormindo; o lutador isolado, casaco na cabeça, ouvindo música longe de todos; e o atleta que não para de falar, que mexe com todo mundo e fica brincando o tempo todo.</p>
<p>“Todos esses três atletas, de modo geral, estão num nível de ansiedade muito alta e exacerbada, capaz de prejudicar suas atuações no dojô”, verifica o especialista. “O bom disso tudo é o professor de Jiu-Jitsu pode identificar esta pressão facilmente, basta reparar se o comportamento do aluno está muito atípico”. Para Bigliassi, o autocontrole deve ser buscado com receitas simples:</p>
<p>“Para acalmar um lutador, basta trabalhar as competências psicológicas com métodos conhecidos, mas pouco usados. Por exemplo, com músicas calmas, que o auxiliem nas horas anteriores ao chamado para a área de aquecimento. Perto da luta, o competidor deve fazer uso de músicas motivacionais, que ele curta, que vão deixá-lo no pico de ativação. Um alerta: um dos momentos mais delicados para o lutador de Jiu-Jitsu é a primeira luta, a mais importante da competição em termos psicológicos, uma vez que ali está em jogo o ego do lutador.”</p>
<p>Há outros macetes. O professor pode pedir ao lutador para montar mentalmente um roteiro do que ele fará na luta, como essa luta vai acontecer, quais são as técnicas que ele e o adversário vão aplicar e pedir para que ele se imagine fazendo isso.</p>
<p>“Esse método é útil pois também pode ser treinado na academia, dias antes da competição. Isso permite que a capacidade de imaginação no dia da competição seja muito maior, com mais definição”, explica Marcelo. “O lutador deve meditar e imaginar que está na competição. Deve sentir o cheiro do ginásio, da área de luta, ser capaz de ver tudo de forma colorida, em detalhes. Como está tudo à sua volta? Como estão suas condições corporais? Ele está suando, com a respiração forçada, as pernas estão trêmulas? Na hora da luta imaginária, o que ele tentou? Deu certo? A partir daí, ele começa a controlar tudo isso mentalmente – a respiração fica mais calma, as pernas mais rígidas, as técnicas feitas de maneira mais acertada. A partir desse exercício mental o cérebro previamente programa suas ação para que tudo fique cada vez mais automatizado durante o competição.”</p>
<p>Confira abaixo mais cinco dicas para controlar a ansiedade antes de competir!</p>
<p><strong>1. Filme os treinos do seu atleta</strong> ou peça para algum parceiro filmar seus treinos e editar os melhores momentos com uma música empolgante. Na maioria das vezes, o lutador não tem noção do é capaz, mesmo que ele faça aquilo todos os dias. O vídeo altera o quadro de autoconfiança e a percepção de competência, tornando o atleta mais sereno.</p>
<p><strong>2. Medite antes de competir.</strong> Visualize a chegada no ginásio, os cheiros e barulhos. Pense nas técnicas que você vai usar na hora da luta.</p>
<p><strong>3. O controle da frequência respiratória</strong> deve ser observado durante o dia da competição, na tentativa de mantê-la sempre normal – 12 a 20 respirações por minuto.</p>
<p><strong>4. O atleta deve contar com a presença do treinador</strong> ao lado em todos os momentos da competição, o máximo quanto possível, o acalmando ou orientando quando necessário.</p>
<p><strong>5. O treinador deve apoiar e elogiar os acertos</strong> do jovem atleta após o torneio, e evitar criticar os erros. As falhas, ao contrário, serão objetos de estudo na busca de aperfeiçoar o atleta para outras situações semelhantes.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/aprenda-a-domar-a-ansiedade-e-pressao-antes-de-competir-no-jiu-jitsu/">Aprenda a domar a ansiedade e pressão antes de competir no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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