<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>alunos | Graciemag</title>
	<atom:link href="https://www.graciemag.com/tag/alunos-2/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.graciemag.com</link>
	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
	<lastBuildDate>Sat, 25 Jan 2025 14:00:25 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/08/cropped-WhatsApp-Image-2023-08-09-at-20.29.31-32x32.jpeg</url>
	<title>alunos | Graciemag</title>
	<link>https://www.graciemag.com</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A lição mais valiosa que os gatos podem ensinar a quem luta Jiu-Jitsu</title>
		<link>https://www.graciemag.com/a-licao-mais-valiosa-que-os-gatos-podem-ensinar-a-quem-luta-jiu-jitsu/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-licao-mais-valiosa-que-os-gatos-podem-ensinar-a-quem-luta-jiu-jitsu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 13:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[History]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[treino]]></category>
		<category><![CDATA[agilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-vermelha]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[gato]]></category>
		<category><![CDATA[Helio Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[instinto]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[salto]]></category>
		<category><![CDATA[tigre]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=244134</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na família Gracie, as frases e metáforas com a presença de gatos e outros grandes felinos são variadas, instrutivas e, claro, engraçadas. “Se dois lutadores têm o mesmo nível técnico”, costumava dizer o faixa-vermelha Helio Gracie, “o maior leva vantagem. O gato jamais vai vencer o tigre.”</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-mais-valiosa-que-os-gatos-podem-ensinar-a-quem-luta-jiu-jitsu/">A lição mais valiosa que os gatos podem ensinar a quem luta Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244135" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244135" class="wp-image-244135 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496.jpg" alt="Olho de gato. Foto: Wikipedia/Divulgação" width="800" height="852" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-282x300.jpg 282w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-768x818.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-141x150.jpg 141w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-244135" class="wp-caption-text">Olho de gato. Foto: Wikipedia/Divulgação</p></div>
<p>Os gatos (Felis catus para os amantes da ciência) são dotados de olhar desconcertante, vértebras flexíveis, velocidade de 50km/h e caçam como poucos. Por atributos marcantes como esses, os enigmáticos peludos são uma fonte de eterna inspiração para lutadores de Jiu-Jitsu.</p>
<p>E ainda mais para professores, que volta e meia acabam por usá-los como exemplo na hora de passar lições importantes nos tatames.</p>
<p>Na família Gracie, por exemplo, as frases e metáforas com a presença de gatos e outros grandes felinos são variadas, instrutivas e, claro, engraçadas.</p>
<p>“Se dois lutadores têm o mesmo nível técnico”, costumava dizer o faixa-vermelha Helio Gracie, “o maior leva vantagem. O gato jamais vai vencer o tigre.”</p>
<p>Outra do grande mestre: “Meu filho, pulo-do-gato não se ensina a urso!”</p>
<p>Seu neto Kron também se tornou um especialista nas boas frases felinas. Certa vez, ensinou a equipe GRACIEMAG:</p>
<p>“Numa luta de Jiu-Jitsu, você deve mentalizar que é o leão e o adversário é o cara que corre de você. Quando ele cansar&#8230; Você vai e morde.”</p>
<p>E há, claro, talvez o dito mais repetido pela família, cujo autor foi grande mestre Carlos Gracie, e depois foi popularizado por Carlson, Rickson e todos os campeões que viriam depois. Esta, com um leão subentendido na frase: “Se tamanho fosse documento, o elefante era o rei das selvas.”</p>
<p><iframe title="Cat Jiu-Jitsu At Night" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/edyiPA500GA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em pleno século XXI, os estudos acerca dos gatos domésticos só fazem avançar, em especial sobre a personalidade dos bichanos e o que passa por suas pequenas mentes irrequietas. Descobriu-se, por exemplo, que gatos são bem diferentes dos cachorros e outros animais de estimação no quesito motivação e recompensa. Enquanto o cão pode ser muito bem treinado caso receba uma guloseima ou um biscoito, no caso do gato a tarefa é um pouco mais complexa.</p>
<p>É que, no caso dos gatos, a recompensa que mais agrada quase nunca é a do paladar, mas do afeto, como procura demonstrar o documentário “Inside the Mind of a Cat”, do diretor Andy Mitchell (Netflix).</p>
<p>Numa das experiências no filme, um gato entra numa sala e tem quatro opções para escolher: sua comida favorita, um cheiro que o agrada, seu brinquedo predileto e sua dona. O malandro vai quase sempre para perto do afago e do colo do humano, num sinal de que para os espertos gatos, o coração ainda vence o estômago.</p>
<p>O faixa-preta que assistir ao filme pode pensar nos seus alunos mais espertos e ágeis. O que cada um deles busca? Será que querem somente uma recompensa corriqueira, como a medalha ou a vitória? Ou eles vão treinar atrás de diversão, conforto, interação ou outro tipo de recompensa afetuosa? Cabe, sempre, ao sábio mestre enxergar no escuro e descobrir.</p>
<p>Como dizia o poeta Agrippino Grieco, o gato “é um concentrado de tigre em domicílio”. No fundo, para melhor aprendermos com eles, e estarmos sempre ágeis e serenos, nada melhor que um bom treininho de Jiu-Jitsu.</p>
<p><iframe title="A MELHOR PASSAGEM DE GUARDA BORBELA - O Pulo do Gato" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/K7jOAqoUHUM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-mais-valiosa-que-os-gatos-podem-ensinar-a-quem-luta-jiu-jitsu/">A lição mais valiosa que os gatos podem ensinar a quem luta Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A conversa com Rilion Gracie que mudou a vida do jovem Tiago Ferreira</title>
		<link>https://www.graciemag.com/a-conversa-com-rilion-gracie-que-mudou-a-vida-do-jovem-tiago-ferreira/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-conversa-com-rilion-gracie-que-mudou-a-vida-do-jovem-tiago-ferreira</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 15:45:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecer]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<category><![CDATA[Rilion Gracie]]></category>
		<category><![CDATA[Tiago Ferreira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=244362</guid>

					<description><![CDATA[<p>Como o seu primeiro treininho revolucionou totalmente sua vida? No caso do pequeno Tiago Ferreira, isso aconteceu – e ele não esquece do fato. Após celebrar 30 anos de Jiu-Jitsu, o faixa-preta busca retribuir e repassar tudo o que aprendeu aos seus alunos. Professor de sucesso na Austrália, onde foi para treinar por seis meses&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/a-conversa-com-rilion-gracie-que-mudou-a-vida-do-jovem-tiago-ferreira/">A conversa com Rilion Gracie que mudou a vida do jovem Tiago Ferreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244376" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244376" class="wp-image-244376 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-1024x862.jpg" alt="Tiago com seu mestre Rilion Gracie. Foto: Arquivos Pessoais" width="650" height="547" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-1024x862.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-300x253.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-768x646.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie-150x126.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-e-Rilion-Gracie.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244376" class="wp-caption-text">Tiago com seu mestre Rilion Gracie. Foto: Arquivos Pessoais</p></div>
<p>Como o seu primeiro treininho revolucionou totalmente sua vida? No caso do pequeno Tiago Ferreira, isso aconteceu – e ele não esquece do fato. Após celebrar 30 anos de Jiu-Jitsu, o faixa-preta busca retribuir e repassar tudo o que aprendeu aos seus alunos.</p>
<p>Professor de sucesso na Austrália, onde foi para treinar por seis meses e acabou ficando, o ex-lutador de MMA conta suas histórias e episódios que o levaram a se apaixonar, todos os dias, pelos benefícios que o Jiu-Jitsu traz às pessoas de todas as idades.</p>
<p>Confira o bate-papo com o professor formado por Rilion Gracie, hoje líder da equipe Gracie Elite Brazilian Jiu Jitsu, aberta em 2009.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como você se apaixonou pelo Jiu-Jitsu, Tiago?</strong></p>
<p><strong><em>TIAGO “SHARK” FERREIRA:</em></strong> Dediquei toda a minha vida ao Jiu-Jitsu. Desde os 12 anos, quando comecei a praticar e fazer do esporte minha principal paixão, participei de inúmeras competições pelo Brasil. Cresci aprendendo com a família Gracie, e meus mestres, Rilion Gracie e Crolin Gracie, sempre nos ensinaram que nossa missão era usar a arte do Jiu-Jitsu para ajudar as pessoas a se tornarem melhores e levar esse legado ao mundo. Logo comecei a lutar MMA em Floripa, e passei a mostrar algumas técnicas para os amigos, a pedidos. Com o tempo, percebi, ao ensinar Jiu-Jitsu para eles, que eu adorava ensinar e tinha um certo dom. O que eu mais gostava era de ajudar as pessoas e observar como o Jiu-Jitsu podia transformar suas vidas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-244413" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-1024x683.jpg" alt="" width="650" height="434" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao-150x100.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-divulgacao.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><strong>Ainda lembra de seu primeiro treininho de Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p>Meu primeiro treino foi aos 12 anos, na academia Rilion Gracie, em Florianópolis. Apaixonei-me pelo esporte à primeira vista, mesmo sendo amassado por vários adultos maiores que estavam treinando naquele dia. Fiquei fascinado ao espiar os treinos, pois percebi que o tamanho não era um fator determinante no Jiu-Jitsu. No entanto, o que realmente me motivou a voltar para a academia no segundo dia foi uma conversa com meu mestre, Rilion Gracie. Eu era uma criança acima do peso e com pouca confiança, mas ele me fez acreditar que o Jiu-Jitsu poderia mudar minha vida. E, de fato, a partir daquele dia, o Jiu-Jitsu transformou completamente minha trajetória.</p>
<p><strong>E você ensinou fora do Brasil, antes de ir morar na Austrália, correto?</strong></p>
<p>Sim. Aos 20, mudei-me para a Califórnia e comecei a ensinar Jiu-Jitsu na academia do Carlos Valente, em San Diego. O retorno das pessoas foi extremamente positivo, com muitos dizendo que eu era um bom professor e tinha talento para isso. Esse reconhecimento consolidou minha decisão de seguir esse caminho.</p>
<p><strong>E nunca mais repensou essa vocação?</strong></p>
<p>Após voltar ao Brasil, formei-me em contabilidade, mas o Jiu-Jitsu continuava sendo minha verdadeira paixão. Continuei ensinando no Brasil, inclusive em uma empresa de segurança, oferecendo aulas para clientes e amigos. Além disso, tive a oportunidade de viajar para outros países para compartilhar essa arte marcial. Diante das dificuldades enfrentadas no Brasil, decidi levar o Jiu-Jitsu para o mundo, ajudando as pessoas por meio dessa arte maravilhosa que transforma vidas.</p>
<p><strong>Como você foi parar no outro lado do planeta?</strong></p>
<p>Quando me profissionalizei no MMA em Florianópolis, o esporte na minha cidade ainda engatinhava. Percebi então a necessidade de buscar experiência internacional como atleta e retornar ao Brasil com um currículo mais sólido. Sempre ouvi falar que a Austrália oferecia diversas oportunidades para competições, e foi isso que me motivou a me mudar para cá. O plano inicial era ficar por seis meses, em busca dessa vivência como lutador. A Austrália se revelou um país extraordinário, oferecendo tudo o que uma pessoa precisa para viver com dignidade.</p>
<div id="attachment_244411" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244411" class="wp-image-244411 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1024x831.jpg" alt="Tiago no topo do pódio. Fotos: Divulgação" width="650" height="527" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1024x831.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-300x244.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-768x624.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-1536x1247.jpg 1536w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2-150x122.jpg 150w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/12/Tiago-Shark-2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244411" class="wp-caption-text">Tiago no topo do pódio. Fotos: Divulgação</p></div>
<p><strong>Como era o Jiu-Jitsu por aí, na época?</strong></p>
<p>Há 17 anos, o Brazilian Jiu-Jitsu ainda estava em seus estágios iniciais de desenvolvimento por aqui, com poucos faixas-pretas ensinando a arte. Isso me inspirou a permanecer um pouco mais, contribuindo para a disseminação do nosso esporte neste país incrível. Após um ano vivendo na Austrália, me apaixonei pelo estilo de vida e pela acolhida calorosa que recebi. Decidi, então, tornar a Austrália minha segunda casa, onde sigo trabalhando para promover e compartilhar os valores do Brazilian Jiu-Jitsu.</p>
<p><strong>Como é o clima nos tatames da Austrália hoje?</strong></p>
<p>Lembro que, quando cheguei à Austrália, me apaixonei imediatamente. O país me lembrava muito o Brasil em uma época mais segura e tinha várias semelhanças com Florianópolis, minha cidade natal. Tive a sorte de desembarcar em Sydney, uma cidade incrível, com praias deslumbrantes e um povo muito acolhedor. De certa forma, aquele clima me fez sentir em casa, pois se parecia bastante com os brasileiros. Ao explorar outras regiões da Austrália, percebi que este país era realmente único, com uma geografia espetacular. Suas praias e matas são diferentes de qualquer outro lugar que visitei, e o clima agradável torna tudo ainda mais especial. No verão, as praias e ondas me lembram Floripa, enquanto no inverno, é possível esquiar e aproveitar a neve, fato raro em muitos países. Quando comecei a ensinar Jiu-Jitsu na Austrália, fiquei impressionado com a receptividade e o talento do povo australiano para o esporte. Foi então que decidi abraçar a missão de compartilhar e ensinar essa arte marcial incrível, ajudando a difundir o Jiu-Jitsu neste país extraordinário.</p>
<p><strong>O que tem aprendido de mais valioso ao ensinar Jiu-Jitsu tão longe de casa?</strong></p>
<p>Uma das coisas mais valiosas que percebi ao chegar na Austrália foi o respeito e o valor que a sociedade ainda dá ao ser humano. No Brasil, infelizmente, temos observado uma crescente perda desses valores, com o aumento da criminalidade, da violência e mesmo da falta de respeito entre as pessoas. Embora a Austrália também tenha problemas, como qualquer outro lugar, a violência e a desconfiança aqui são muito menores em comparação ao Brasil. Sendo uma pessoa com fortes valores familiares e o desejo de construir minha própria família, percebi que a Austrália oferece um ambiente mais seguro e cheio de oportunidades. Criar minha família aqui não é apenas mais fácil, mas também mais viável, permitindo que eu proporcione a segurança e a qualidade de vida que eles merecem.</p>
<p><strong>Como fã e espectador, algum combate inspirou você?</strong></p>
<p>Uma das lutas mais marcantes que já vi foi entre Roger Gracie e Jacaré, há exatos 20 anos. Durante a luta, o Roger quebrou o braço do Jacaré, mas, surpreendentemente, ele não desistiu. Jacaré continuou lutando com determinação, mostrando uma força incrível, e acabou vencendo a luta. Essa experiência me ensinou uma lição valiosa sobre a importância de não desistir, de acreditar em si mesmo e superar a dor para alcançar a vitória. “Overcome the pain to be a champion” foi a mensagem que ficou gravada em mim. Essa luta marcou profundamente minha vida e me inspira até hoje a enfrentar e superar minhas próprias batalhas.</p>
<p><strong>Onde vê a Gracie Elite daqui a uns anos?</strong></p>
<p>Desde que cheguei à Austrália, há 17 anos, temos formado muitos faixas-pretas e, graças a Deus, nossa equipe continua crescendo. Olhando para o futuro, vejo um potencial incrível para o desenvolvimento da nossa equipe. Atualmente, a Rilion Gracie possui seis filiais na Austrália, e no próximo ano teremos mais duas. Queremos dobrar isso nos próximos anos e chegar a mais de 15 filiais, continuando a ajudar o povo australiano a aprender Jiu-Jitsu e a difundir as verdadeiras raízes da nossa arte marcial. Estamos comprometidos em manter viva a essência e os ensinamentos do Rilion Gracie, expandindo nosso impacto na Austrália e contribuindo para o crescimento do Jiu-Jitsu neste país incrível.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu mudou a sua vida. Como ele continua a mudar a realidade das pessoas?</strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu é uma poderosa ferramenta de transformação. Onde ele chega, ele muda vidas, ajudando as pessoas a se tornarem indivíduos que nunca imaginaram ser. Há inúmeros exemplos de vidas impactadas pelo Jiu-Jitsu, incluindo a minha própria. Essa arte marcial me transformou como pessoa e como indivíduo. Além disso, vi muitos amigos no Brasil passarem por mudanças profundas ao longo de minha caminhada na vida e no esporte. Um dos exemplos mais marcantes que presenciei foi a trajetória de um aluno. Quando começou no Jiu-Jitsu, ele pesava 110kg, sem autoestima, confiança ou ambições claras. Aos poucos, vi o Jiu-Jitsu transformar sua vida. Ele começou a perder peso, ganhou motivação, passou a competir, e sua rotina mudou completamente. Hoje, ele pesa 79kg e é uma pessoa totalmente diferente. Ele conquistou novos empregos, começou a namorar e alcançou objetivos que antes pareciam impossíveis. Esse tipo de transformação é, sem dúvida, uma das maiores recompensas de ser professor de Jiu-Jitsu. É um privilégio testemunhar mudanças tão profundas na vida das pessoas. Por isso, acredito que o Jiu-Jitsu está apenas começando a revelar seu potencial transformador. Nossa arte marcial é única, e sua capacidade de impactar vidas nos levará muito além.</p>
<p><em><br />
** Confira, a seguir, o estilo de Tiago no Sydney Open, quando representava a escuderia da Gracie Humaitá na Austrália:</em></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Tiago Ferreira X Pedro De Paiva - Sydney Open 2016 - Black - Adult - Male - Middle" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/e0Sokp8geaA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-conversa-com-rilion-gracie-que-mudou-a-vida-do-jovem-tiago-ferreira/">A conversa com Rilion Gracie que mudou a vida do jovem Tiago Ferreira</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Kim Ellwanger (Atos Guetho) ensina a tocar academias como empresas sustentáveis</title>
		<link>https://www.graciemag.com/professor-da-atos-guetho-jiu-jitsu-em-garibaldi-kim-ellwanger-ensina-a-tocar-sua-academia-como-uma-empresa-sustentavel/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=professor-da-atos-guetho-jiu-jitsu-em-garibaldi-kim-ellwanger-ensina-a-tocar-sua-academia-como-uma-empresa-sustentavel</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Oct 2024 14:42:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Minha história]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Wisdom]]></category>
		<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Atos Guetho]]></category>
		<category><![CDATA[campeão]]></category>
		<category><![CDATA[Garibaldi]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão]]></category>
		<category><![CDATA[Guto Campos]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=244149</guid>

					<description><![CDATA[<p>Professor da Atos Guetho Garibaldi, no Rio Grande do Sul, o faixa-preta Kim Ellwanger começou a treinar por acaso, graças a um empurrãozinho geográfico. É que a hoje consagrada escola de Guto e Guilherme Campos, em Porto Alegre, ficava exatamente no caminho de sua faculdade. Após anos de estrada, Kim se tornou um faixa-preta estudioso,&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-da-atos-guetho-jiu-jitsu-em-garibaldi-kim-ellwanger-ensina-a-tocar-sua-academia-como-uma-empresa-sustentavel/">Kim Ellwanger (Atos Guetho) ensina a tocar academias como empresas sustentáveis</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244152" style="width: 760px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244152" class="size-full wp-image-244152" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre.jpg" alt="" width="750" height="736" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre.jpg 750w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre-300x294.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-abre-150x147.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p id="caption-attachment-244152" class="wp-caption-text">Kim sempre procura visitar os amigos André Galvão e Guto Campos, seu professor, que agora abriu mais uma academia em Orlando. Fotos: Divulgação</p></div>
<p>Professor da Atos Guetho Garibaldi, no Rio Grande do Sul, o faixa-preta Kim Ellwanger começou a treinar por acaso, graças a um empurrãozinho geográfico. É que a hoje consagrada escola de Guto e Guilherme Campos, em Porto Alegre, ficava exatamente no caminho de sua faculdade.</p>
<p>Após anos de estrada, Kim se tornou um faixa-preta estudioso, focado em gestão, e acompanha de perto a entrada e saída de alunos para entender como sua academia pode entregar o que os clientes desejam.</p>
<p>O GRACIEMAG bateu um papo com o professor gestor, e aprendeu com ele. Confira os melhores momentos da conversa, a seguir.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG:</em> Como foi seu início no Jiu-Jitsu?</strong></p>
<p><em><strong>KIM ELLWANGER:</strong></em> Sempre fiz esporte, mas comecei no Jiu-Jitsu em 2011 na minha equipe, a Atos Guetho em Porto Alegre, aqui no Rio Grande do Sul. Iniciei na academia dos senseis Guto e Guilherme Campos no “treino corujão”, que rolava de 23h a meia-noite. Eu ia depois da faculdade, né? Comecei sem saber o que era Jiu-Jitsu de verdade. Mas a academia era no meio do caminho entre a faculdade e minha casa, tive sorte.</p>
<p><strong>Como foi aprender com um atleta raro como o Guto?</strong></p>
<p>Acho que foi muita sorte iniciar no lugar certo. Poucas vezes na vida vi professores com tanto conhecimento prático e teórico como o mestre Guto, e isso inclui seu irmão Guilherme Campos. Desde o meu primeiro dia, fui apresentado a um Jiu-Jitsu que se mostrava eficaz em qualquer lugar. Eu aprendia no tatame uma dada técnica, e nos dias seguintes eu via o mestrão Guto executando as mesmas posições nas competições de alto nível, como o Campeonato Mundial e o Pan-Americano da IBJJF.</p>
<p><strong>E isso era inspirador para os alunos?</strong></p>
<p>Sim, vejo hoje como isso se traduzia em muita confiança para a gente que era aluno. Em três meses, decidi lutar o meu primeiro campeonato: conquistei o primeiro lugar. A partir dali nunca mais parei. Venho tentando competir e ter algum título importante em todas as faixas para repetir aos meus alunos o mesmo exemplo que tive.</p>
<p><strong>Existe um modo “Atos Guetho” de ensinar? Qual é a filosofia da equipe em Garibaldi, no Rio Grande do Sul?</strong></p>
<p>Creio que sim. Eu fiquei na Atos Guetho da faixa-branca à preta, e a gente sempre foi estimulado a buscar a finalização, demonstrar um Jiu-Jitsu para frente, e jamais amarrar. Isso me ajudou muito. Hoje faz pouco mais de um ano que comecei a gerir a escola Atos Guetho em Garibaldi. Em um ano, temos mais de 80 alunos ativos em nossa academia, e olha que iniciei do zero. Acredito que um professor que busque abrir sua academia de Jiu-Jitsu precisa se capacitar em como ensinar, mas também estudar bastante sobre negócios.</p>
<p><strong>O que você aprendeu nesses 12 meses sobre negócios e Jiu-Jitsu, Kim?</strong></p>
<p>Vejo que a academia de Jiu-Jitsu, por mais que tenha um propósito transformador na vida das pessoas, é uma empresa. Se ela não der lucro aos gestores, professor vai viver de doações. Não vai conseguir se concentrar bem nas aulas. E a gente precisa valorizar nosso esporte. Saber o papel transformador que ela exerce na vida das pessoas. Todos nós já vimos exemplos de alguma pessoa bem sucedida na sua área, que antes foi um aluno nos tatames e se tornou uma pessoa melhor, mais confiante, mais calma. A gente tem de valorizar o que a gente entrega à sociedade. Como qualquer empresa, quem faz a gestão precisa ter conhecimentos básicos sobre finanças, marketing, administração, dentre outros.</p>
<p><strong>O que recomendaria para reter clientes, ou no seu caso, alunos e praticantes?</strong></p>
<p>Na Atos Guetho Garibaldi fiz uma pesquisa de mercado. Qual público eu queria atingir? Que valor meus alunos poderiam pagar mensalmente para ter aula comigo? Quantas pessoas desse público eu conseguiria colocar dentro da academia? Em quanto tempo? Eu conseguiria me sustentar nesse período em que a academia não se pagava? Tudo isso são perguntas que seria legal o professor responder antes de abrir. Hoje a gente consegue oferecer diferentes serviços para diferentes públicos. Tem espaço para todos. Uma academia mais simples em estrutura, que consiga oferecer uma mensalidade mais em conta atinge uma fatia do público. Uma academia com uma estrutura maior, mais bem localizada atinge outra. São públicos diferentes. Isso é o bacana do Jiu-Jitsu. Ele é democrático. Todos podem e devem ter acesso. Mas é útil enxergar a academia mais como uma empresa.</p>
<p><strong>E vocês continuam a monitorar o entra e sai de alunos com essa visão empresarial?</strong></p>
<p>Sempre. Por exemplo, quantos novos alunos eu ganho por mês na academia? Quantos alunos param de treinar na academia? Se eu coloco alunos para dentro mas perco bastante, significa que eu preciso melhorar meu serviço, minha aula. A solução é estudar mais sobre Jiu-Jitsu, trazer mais seminários, recursos que agreguem no serviço que eu vendo. Afinal de contas, as pessoas já estiveram lá, conheceram meu serviço e não querem pagar por ele novamente. Isso acontece em escolas que focam mais no marketing do que no serviço.</p>
<div id="attachment_244154" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244154" class="size-large wp-image-244154" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-819x1024.jpg" alt="" width="650" height="813" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-819x1024.jpg 819w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-240x300.jpg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-768x960.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio-120x150.jpg 120w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Kim-podio.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-244154" class="wp-caption-text">Kim no BJJ Pro: campeão desde a faixa-branca.</p></div>
<p><strong>E se entram poucos alunos e alunas, como encarar a questão?</strong></p>
<p>Bem, se eu quase não perco, mas também entram poucos alunos e alunas novas, significa que preciso focar no marketing. Isso significa que eu tenho um serviço bom, mas as pessoas precisam conhecer mais sobre ele. Aqui vale investir mais em marketing, redes sociais, tráfego pago. Enfim, coisas que demandam estudo e conhecimento do professor para gerir seu negócio. Se um cara passa a minha guarda com facilidade, sei que preciso estudar, treinar e me dedicar mais pra fazer guarda. A mesma coisa acontece nos negócios, a gente precisa apenas estar atento e saber agir.</p>
<p><strong>Como avalia sua carreira como competidor, Kim?</strong></p>
<p>Comecei a competir cedo no Jiu-Jitsu, com três meses de treino como contei. Fiz três lutas e fui campeão. Desde então não parei mais. No meu segundo ano, fui lutar o Mundial da IBJJF Novice e fiquei em segundo lugar. Meus mestres sempre me estimularam a competir e estiveram presentes em meus campeonatos. Isso me estimulava bastante. Na azul fui campeão peso e absoluto do Campeonato Sul-Brasileiro da CBJJ. Na roxa, viajei muito pelos Estados Unidos e ganhei alguns eventos Open da IBJJF por lá. Na marrom, iniciei competindo de Master 1 pela primeira vez e fui campeão brasileiro. Na preta lutei alguns Open nos quais fui campeão, bem como no BJJ Pro da IBJJF, onde fui campeão peso e absoluto. A competição sempre me ajudou a melhorar meu jogo, lutar com uma pressão diferente. Sempre estimulo meus alunos, quando prontos, a participarem de campeonatos. Acredito que traz uma visão diferente do jogo, uma adrenalina diferente para os iniciantes.</p>
<p><strong>Qual o perfil dos seus alunos hoje, em Garibaldi?</strong></p>
<p>Tenho alunos com diferentes profissões que passam o dia em hospital ou escritórios. Tento incentivar para que eles consigam disputar sempre um campeonato aqui e ali. É gratificante ver um aluno que tem uma jornada longa de trabalho, com filhos, família e que faz Jiu-Jitsu como hobbie, estar em campeonatos saindo da zona de conforto, buscando evoluir. E os parentes também se empolgam, todo mundo ganha.</p>
<p><strong>Que medalha você guarda com mais carinho?</strong></p>
<p>Acredito que a do Brasileiro da IBJJF. Estava há três anos sem lutar, devido à pandemia e a algumas lesões. Foi meu maior período longe de competições. Fiz quatro lutas e consegui finalizar todas, sem sofrer ponto ou vantagem. Na sequência acabei vencendo bem o São Leopoldo Open e o BJJ Pro de Curitiba – nesse sem sofrer pontos também, e finalizando cinco lutas. A vitória é importante, mas gosto quando consigo apresentar um Jiu-Jitsu para frente, buscando a finalização.</p>
<p><strong>O que o alegra mais ao ensinar?<br />
</strong></p>
<p>Ao abrir minha escola, peguei um público que nunca tinha treinado Jiu-Jitsu. Foi tudo do zero. Aprender fuga de quadril, saber cair. Consegui então formar alunos sem vícios. Então desde o primeiro dia conseguimos montar um time, desenvolver uma cultura de Jiu-Jitsu e de muita amizade. Isso faz diferença quando a gente pensa em fazer a academia crescer e depois expandir. A gente mantém uma filosofia de que os alunos devem sair melhor da nossa academia do que quando entraram. Eu sempre estimulo os alunos a competirem. Não tem teste melhor para eles verem como está o nível deles do que um campeonato. Para mim, mais importante do que aumentar a quantidade de alunos, é conseguir manter essa cultura de Jiu-Jitsu de excelência e amizade. O crescimento vai ser consequência do que a gente plantou hoje. Isso é o que espero para os próximos cinco anos da nossa equipe. Novos professores, novos graduados, mas sem perder nossa identidade.</p>
<p><strong>O Jiu-Jitsu continua a mudar vidas?</strong></p>
<p>Sim, e como. Todo mundo lembra daquele exemplo de colega de treinos que entrou na academia bem acima do peso, emagreceu e hoje esbanja qualidade de vida. Ou algum amigo tímido, que falava para dentro, e hoje anda de cabeça erguida. Isso tudo a gente observa dia a dia. Como professor, tive um aluno que parou de tomar ansiolíticos e antidepressivos depois de anos, graças a um vida nova que o Jiu-Jitsu proporcionou. Tive um aluno que relatava nervosismo em entrevistas de emprego e com o chefe por conta de pressão; em dois meses de Jiu-Jitsu, ele se mostrava mais confiante. O Jiu-Jitsu é uma ferramenta que transforma a vida.</p>
<p><strong>E nos torneios? Seus jovens pupilos estão fazendo bonito?</strong></p>
<p>Tenho alunos que neste primeiro ano de escola já colecionam resultados, como o Guilherme Orlandi, que após um ano aqui conquistou o segundo lugar no Campeonato Brasileiro da CBJJ e no Sul-Brasileiro da CBJJ. E o nosso Hercules, campeão sul-brasileiro faixa-azul e bronze no Brasileiro da CBJJ. Isso tudo com um ano de trabalho. Esperamos ter mais resultados em breve nos campeonatos de alto nível.</p>
<p><strong>Como a cidade de Garibaldi e seus alunos lidaram com as enchentes e destruições no Rio Grande do Sul?</strong></p>
<p>Muitas pessoas próximas foram atingidas, perderam casa, familiares, conhecidos. Foi inacreditável o que vivemos aqui. E não foi por um período curto. Ficamos um mês com as coisas embaixo da água. Aqui na serra a gente viveu dois momentos distintos. Por ser mais alto, houve desmoronamentos de terra. A parte mais baixa e próxima aos rios sofreu com as enchentes. Poucas vezes eu vi uma tragédia que afetasse a todos diretamente mesmo. Qualquer pessoa que tu perguntava conhecia alguém que perdeu tudo ou tinha perdido alguém.</p>
<p><strong>Que lições vocês conseguiram extrair de toda essa tragédia?</strong></p>
<p>Creio que a gente viveu um senso de comunidade muito grande. Quando tudo começou, fizemos logo uma vaquinha entre os alunos da academia. Rapidamente, outras academias de fora do estado me chamaram para tentar contribuir. Arrecadamos um bom valor, compramos mantimentos e levamos para pessoas afetadas. Teve um dia que a gente não teve aula e os alunos que conseguiram foram até a cidade de Roca Sales, uma das mais afetadas, para levar mantimentos. Buscamos ajudar no trabalho braçal, levar medicamentos, alimentos. A gente fez o que estava ao nosso alcance. Mas foram muitas pessoas fazendo o que estava no alcance. Quem podia, contribuiu com trabalho braçal, quem não podia contribuiu com dinheiro, roupa, pás, equipamentos de limpeza, veículos. A união que a gente teve aqui foi fundamental para reconstruir nosso estado. Apesar de toda a tristeza da tragédia, foi bonito ver todo mundo ajudando. Graças a Deus, nossa academia ficou intacta, o que permitiu que a gente focasse em ajudar quem precisava. Lá na matriz, na Atos Guetho em Porto Alegre, há uma foto de um barco passando na frente, navegando no meio da rua. A academia ficou toda embaixo da agua. Os alunos e professores reconstruíram em uma semana. Foi emocionante de ver.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/professor-da-atos-guetho-jiu-jitsu-em-garibaldi-kim-ellwanger-ensina-a-tocar-sua-academia-como-uma-empresa-sustentavel/">Kim Ellwanger (Atos Guetho) ensina a tocar academias como empresas sustentáveis</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como não jogar seus faixas-brancas aos tubarões, com prof. Luis Marques</title>
		<link>https://www.graciemag.com/como-nao-jogar-seus-faixas-brancas-aos-tubaroes-com-prof-luis-marques/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-nao-jogar-seus-faixas-brancas-aos-tubaroes-com-prof-luis-marques</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Oct 2022 17:18:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[GRACIEMAG Indica]]></category>
		<category><![CDATA[Interviews]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Minha história]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Técnica]]></category>
		<category><![CDATA[Wisdom]]></category>
		<category><![CDATA[academia]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[atleta]]></category>
		<category><![CDATA[aulas]]></category>
		<category><![CDATA[BJJ]]></category>
		<category><![CDATA[BjJ]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Faixas-brancas]]></category>
		<category><![CDATA[GMI]]></category>
		<category><![CDATA[Graciemag Indica]]></category>
		<category><![CDATA[kimono]]></category>
		<category><![CDATA[LR Extreme]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Método de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=233406</guid>

					<description><![CDATA[<p>Campeão mundial master e faixa-preta há uma década, Luis Marques sabe que todo craque do Jiu-Jitsu já passou pelos mares turbulentos da faixa-branca, quando mais de 80% dos praticantes pulam fora da academia. Muitas vezes, isso ocorre porque os novatos se sentem jogados aos tubarões, em especial ao rolarem com praticantes mais cascudos. O professor&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/como-nao-jogar-seus-faixas-brancas-aos-tubaroes-com-prof-luis-marques/">Como não jogar seus faixas-brancas aos tubarões, com prof. Luis Marques</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233407" style="width: 506px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-233407" class="size-full wp-image-233407" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-02-at-09.29.41.jpeg" alt="" width="496" height="621" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-02-at-09.29.41.jpeg 496w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-02-at-09.29.41-240x300.jpeg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/07/WhatsApp-Image-2021-07-02-at-09.29.41-120x150.jpeg 120w" sizes="auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px" /><p id="caption-attachment-233407" class="wp-caption-text">Confira as dicas do professor. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Campeão mundial master e faixa-preta há uma década, Luis Marques sabe que todo craque do Jiu-Jitsu já passou pelos mares turbulentos da faixa-branca, quando mais de 80% dos praticantes pulam fora da academia. Muitas vezes, isso ocorre porque os novatos se sentem jogados aos tubarões, em especial ao rolarem com praticantes mais cascudos. O professor e líder da LR Extreme detalhou sobre a didática e o sistema de ensino que vem adotando, para estimular os novos alunos, e manter todo e qualquer faixa-branca seguro a bordo. Confira!</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gmi"><em><strong>* Entre para o time GMI! *</strong></em></a></p>
<p><strong>1.</strong> “Em nossa academia, fazemos questão de deixar o faixa-branca extremamente confortável nas primeiras dez aulas. Naquelas primeiras dez aulas, ele só vai sentir o Jiu-Jitsu, não lutar”, diz o professor de 38 anos.</p>
<p><strong>2.</strong> “O aluno recém-chegado precisa primeiro se aclimatar, gostar de estar ali naquele ambiente e se sentir bem com o kimono e aquela faixa amarrada. Procuramos então realizar uma aula com dez minutos de alongamento, aquecimentos específicos para o Jiu-Jitsu, aula de fundamentos e técnicas básicas do nosso Jiu-Jitsu.”</p>
<p><strong>3.</strong> “Nestas primeiras aulas, basicamente o aluno vai aprender a se movimentar no Jiu-Jitsu, e começar a aprender um pouco dos nomes e regras da arte marcial. É nessa etapa que o aluno também pode tomar conhecimento de algumas técnicas de defesa pessoal e aulas mais lúdicas, a depender da idade do novato. Isso vai durar umas duas ou três aulas. O objetivo é que ele se divirta e se encante com o Jiu-Jitsu, e não que enfrente ninguém.”</p>
<p><strong>4.</strong> “Após conhecer os fundamentos e nomes das posições, a aula avança para conectar as técnicas. Uma fuga de quadril, uma reposição de guarda, uma aula mais detalhada de defesa pessoal, e assim vai. Seu corpo assim começa a ganhar percepção e mobilidade para progredir.”</p>
<p><strong>5.</strong> “A partir da quinta aula em diante, o faixa-branca começa a trabalhar movimentos mais específicos. Chegada no cem-quilos, abrir a guarda, uma raspagem seriam exemplos. E tudo isso em forma de drill, sem nenhum tipo de rola ou confronto nas primeiras dez aulas.”</p>
<p><strong>6.</strong> “Aqui em nossa escola, temos ainda um sistema que tem funcionado. A primeira aula do aluno, de modo geral, é feita num dojo com cortinas fechadas, para que ele se sinta totalmente à vontade para perguntar, errar, repetir a movimentação. É basicamente uma aula particular para o novato se encantar de vez com o treininho.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="A raspagem do professor e campeão Luis Marques para você surpreender" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/1ueZqgvcHho?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>7.</strong> “Estas dez primeiras aulas podem ser feitas em separado, numa turma separada. Quando o estudante completa as dez aulas, avança para a turma iniciante, com faixas-brancas um pouco mais experientes.”</p>
<p><strong>8.</strong> “Para ele rolar a primeira vez, eu tenho uma filosofia que faixa-branca novo não deve rolar com faixa-branca. E retiro também a finalização nesta etapa, pois é onde os iniciantes em geral exageram e se contundem. Normalmente a gente escala um graduado contra um faixa-branca”.</p>
<p><strong>9.</strong> “Após 35 aulas em média, já vejo o faixa-branca apto a rolar com outros faixas-brancas. É o equivalente ao praticante que já tem o primeiro grau na faixa. Mas ainda assim não libero chave botinha e finalizações mais arrojadas. A partir de 70 aulas, libero a chave de pé para o faixa-branca – quando ele treinar com um mais graduado.”</p>
<p><strong>10.</strong> “Um ponto importante para que toda essa didática funcione é que os instrutores e professores da equipe estejam bem treinados e escolados. Com tudo bem esquematizado, o instrutor sabe em que turma ou estágio o novo aluno está.”</p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-126592 alignnone" src="http:/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg" alt="graciemag_assine_barra" width="530" height="50" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1.jpg 530w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-300x28.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2013/07/graciemag_assine_barra-1-150x14.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/como-nao-jogar-seus-faixas-brancas-aos-tubaroes-com-prof-luis-marques/">Como não jogar seus faixas-brancas aos tubarões, com prof. Luis Marques</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conheça o Infant System BJJ, idealizado pelo GMI Rodrigo Macedo</title>
		<link>https://www.graciemag.com/conheca-o-infant-system-bjj-idealizado-pelo-gmi-rodrigo-macedo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=conheca-o-infant-system-bjj-idealizado-pelo-gmi-rodrigo-macedo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel Almada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2022 02:38:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Article]]></category>
		<category><![CDATA[News]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alliance]]></category>
		<category><![CDATA[alunos]]></category>
		<category><![CDATA[Alunos]]></category>
		<category><![CDATA[crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[faixa-preta]]></category>
		<category><![CDATA[Infant System]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Jiu-Jitsu infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Massachusetts]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Macedo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.graciemag.com/?p=238404</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nosso GMI em Massachusetts, o professor Rodrigo Macedo tem como missão formar futuros campeões no Jiu-Jitsu e na vida. Faixa-preta da Alliance nos Estados Unidos, Rodrigo é o idealizador do Infant System Brazilian Jiu-Jitsu, metodologia desenvolvida para o ensino de Jiu-Jitsu e defesa pessoal para crianças de 3 a 14 anos. Além do incentivo à&#8230;</p>
The post <a href="https://www.graciemag.com/conheca-o-infant-system-bjj-idealizado-pelo-gmi-rodrigo-macedo/">Conheça o Infant System BJJ, idealizado pelo GMI Rodrigo Macedo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_238405" style="width: 660px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-238405" class="wp-image-238405 size-large" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/08/GMI-Rodrigo-Macedo-768x1024.jpeg" alt="" width="650" height="867" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/08/GMI-Rodrigo-Macedo-768x1024.jpeg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/08/GMI-Rodrigo-Macedo-225x300.jpeg 225w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/08/GMI-Rodrigo-Macedo-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/08/GMI-Rodrigo-Macedo-113x150.jpeg 113w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/08/GMI-Rodrigo-Macedo.jpeg 1536w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><p id="caption-attachment-238405" class="wp-caption-text">Rodrigo Macedo com o kimono do Infant System BJJ. Foto: Reprodução</p></div>
<p>Nosso GMI em Massachusetts, o professor <a href="https://www.instagram.com/blvit/">Rodrigo Macedo</a> tem como missão formar futuros campeões no Jiu-Jitsu e na vida. Faixa-preta da Alliance nos Estados Unidos, Rodrigo é o idealizador do <a href="https://www.instagram.com/infant_system_bjj/">Infant System Brazilian Jiu-Jitsu</a>, metodologia desenvolvida para o ensino de Jiu-Jitsu e defesa pessoal para crianças de 3 a 14 anos. Além do incentivo à prática do esporte, o programa visa à formação social do aluno e engloba inúmeros benefícios, como a melhora na autoconfiança e coordenação motora.</p>
<p>Em bate-papo com a equipe do GRACIEMAG.com, Rodrigo Macedo listou os benefícios do Infant System para as crianças, abordou os desafios de ensinar Jiu-Jitsu no exterior e disse quais foram as principais lições que aprendeu ao ensinar os pequenos e pequenas.</p>
<p><strong><em>GRACIEMAG: </em></strong><strong>Quando você percebeu que viveria e trabalharia em prol do Jiu-Jitsu?<br />
</strong></p>
<p><em>RODRIGO MACEDO: </em>Comecei a treinar Jiu-Jitsu em 2002, mas já estou aqui nos Estados Unidos desde 1998. Depois de anos de treinamento, após pegar a faixa-roxa, passei a dar aula para as crianças como instrutor e gostei bastante da experiência. Foi nesse momento que tive certeza do que queria fazer na minha vida.</p>
<p><strong>Quais são os maiores desafios de ensinar Jiu-Jitsu no exterior?<br />
</strong></p>
<p>A meu ver, não há tantos desafios. Alguns pequenos empecilhos podem atrasar um pouco o professor, como o idioma. Mas acredito que uma academia que não tenha um plano de aula específico para crianças e adultos pode trazer dificuldades. Hoje em dia vejo muitos professores que pretendem abrir uma academia, mas não têm noção de como lidar com alunos pequenos. Ressalto sempre que as aulas infantis não são como as turmas de adultos.</p>
<p><strong>Você criou o projeto Infant System Brazilian Jiu-Jitsu. Como funciona?</strong></p>
<p>Usamos as cores para definir cada disciplina no método Infant System, estratégia que já é recorrente no Brasil. A diferença da nossa metodologia é que damos aos pais e professores o poder das cores, algo que não é aplicado somente nas aulas de Jiu-Jitsu, mas também nos ambientes familiar e escolar. Temos conseguido ótimas respostas dos pais, já que as crianças passaram a prestar mais atenção nas aulas da escola graças ao Infant System. Por meio da disciplina e respeito, despertamos o espírito competidor.</p>
<p><strong>Que benefícios a defesa pessoal traz para seus pequenos alunos?</strong></p>
<p>A defesa pessoal deveria ser obrigatória em todas as academias de Jiu-Jitsu. A prática do Jiu-Jitsu traz diversos benefícios às crianças, como a evolução do condicionamento físico, melhora na coordenação motora, agilidade, respeito à hierarquia, desenvolvimento do reflexo e a autoconfiança. As crianças que praticam a arte suave aprendem muito mais do que movimentos de autodefesa e aplicação de golpes. Durante as aulas, as crianças são estimuladas a melhorar as relações com os colegas e superam dificuldades que transcendem de obstáculos físicos.</p>
<p><strong>Você se refere ao papel do Jiu-Jitsu na parte mental e psíquica, certo?</strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu é uma ferramenta que desempenha um papel importante na formação do caráter, já que oferece aos pequenos a possibilidade de pensar em pequenas ações que podem melhorar o convívio social. Os alunos também lidam com questões que os tornam mais dispostos a enfrentar qualquer desafio fora da academia. A falta de paciência é a maior dificuldade das crianças. Hoje em dia, ensinar nossos alunos a saber lidar com as frustrações faz parte do nosso plano de aulas infantil. Ensinamos que ganhar e perder faz parte. Além disso, defendemos que você alcança uma meta quando dá o seu melhor, independentemente do resultado. E ensinar nossos pequenos a lidar com essas emoções é uma delas.</p>
<p><strong> </strong><strong>Você ensina crianças diariamente. Mas quais foram seus maiores aprendizados como professor?</strong></p>
<p>Eu me especializei desde muito cedo no Jiu-Jitsu infantil. Passei por muitos desafios como professor. Mas a maior lição que aprendo diariamente com eles é a lealdade e o amor. Um professor de Jiu-Jitsu tem papel fundamental na formação do aluno. E tem a capacidade de influenciar, ensinar e inspirar. Meu objetivo é conseguir ensinar o aluno a lidar com os obstáculos que ele inevitavelmente vai enfrentar ao longo da vida.</p>
<p><strong>Quais são suas próximas metas como professor à frente </strong><strong>do seu projeto?</strong></p>
<p>Minha próxima meta é tornar o Infant System disponível para todos os professores e instrutores de Jiu-Jitsu em uma plataforma digital, com ensinamentos de técnicas infantis por meio de vídeo aulas e planos de aula semanais para professores com três turmas: 3 a 6 anos, 7 a 10, e 11 a 14 anos. Estou focado no mercado americano, mas nossa plataforma terá versões em inglês e português. Meu objetivo é mostrar que qualquer professor pode ter uma aula didática e de muita qualidade com um rendimento 100% infantil.</p>
<p><strong>O que mais deixa você realizado como professor?</strong></p>
<p>O legado que deixarei para as futuras gerações, por meio de alguns ensinamentos principais – atenção, respeito, disciplina e o espírito competidor. É o que toda criança precisa adquirir para poder ser um cidadão consciente e respeitado. Destaco que o que aprendemos quando criança é o que levamos para a vida adulta.</p>
<p>Saiba mais sobre o trabalho do <a href="https://www.instagram.com/reel/Cg5Dz0_phjw/?igshid=YmMyMTA2M2Y%3D" target="_blank" rel="noopener">professor Rodrigo Macedo, aqui.</a></p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/conheca-o-infant-system-bjj-idealizado-pelo-gmi-rodrigo-macedo/">Conheça o Infant System BJJ, idealizado pelo GMI Rodrigo Macedo</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
