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	<title>treino | Graciemag</title>
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	<description>The Original Brazilian Jiu-Jitsu Magazine — BJJ news</description>
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		<title>Fabio Gurgel e o insano “desafio duplo” de Carlson Gracie contra a luta livre em 1991</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 17:04:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lá pelas tantas, Gurgel ensina no livro quem são os principais “rivais” do bom Jiu-Jitsu hoje:</p>
<p>“Essa infinidade de academias mal geridas, sujas, com professores que tratam mal os alunos, que se atrasam para a aula, que ensinam com o kimono sujo, que não falam corretamente e que, dessa forma, diminuem o Jiu-Jitsu. Uma vez que vai lá, o aluno tem uma experiência tão negativa que jamais vai voltar – para academia nenhuma.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-245034" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel.png" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel.png 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-300x161.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-768x413.png 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2025/07/Fabio-Gurgel-lancou-livro-de-memorias-Inabalavel-150x81.png 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Ao lançar suas memórias, o professor, campeão mundial e ex-astro do vale-tudo Fabio Gurgel fez questão de reunir amigos, leitores e admiradores no dojo da Alliance – todos de meia ou descalços, para cruzar os tatames, receber aquele abraço poderoso do “General” e pegar um autógrafo nas primeiras das 255 páginas de <a href="https://www.travessa.com.br/Fabio_Gurgel/autor/671d7ec6-528d-4c84-a8bd-94b4c99007b0?srsltid=AfmBOoo3fSYe5A8BDlKgyNNo6hrbAmOK6H1fS_9t32K0hGAx8aH68Boy" target="_blank" rel="noopener">“Inabalável –&nbsp;Princípios do Jiu-Jitsu aplicados à vida e aos negócios” (Editora LVM, 2024).</a></p>
<p>É uma leitura fluida e instrutiva, em que o faixa-coral recorda com rara franqueza as crises, incertezas, arrependimentos e, claro, como manteve a mente inabalável para dissipar as dúvidas e construir uma trajetória de raro, raríssimo sucesso no Jiu-Jitsu. Num dos trechos de maior tensão do livro, por exemplo, Gurgel reflete sobre a arte de controlar os nervos em situações extremas – como quando viu um pitbull raivoso vir de dentes arreganhados para cima dele, num dia qualquer em São Paulo.</p>
<p>Fabio Gurgel foi um daqueles mestres raros na história da arte suave, numa linhagem que vem de Carlos Gracie e João Alberto Barreto – campeões que também dominaram o talento de comunicador e escritor, e ganharam espaço na grande mídia para defender o Jiu-Jitsu. Barreto, no “Jornal dos Sports”; Gurgel, na prestigiada revista “Trip”, em 2001 e 2002. Não à toa, Gurgel formou, treinou e ajudou alguns dos lutadores mais criativos e influentes de suas gerações, como Marcelo Garcia, Demian Maia, Michael Langhi, Bruno Malfacine e tantos outros.</p>
<p>Se o ritmo do livro é suave, o término da leitura nos deixa como uma dúvida mais complexa. Afinal, qual teria sido o papel principal de Fabio no Jiu-Jitsu, ou sua maior façanha?</p>
<p><em>* Lutar com Helio Gracie no seu córner?</em></p>
<p>* Ajudar a consolidar a arte suave em São Paulo, quando o Rio de Janeiro era a meca do esporte?</p>
<p><em>* Fundar e ajudar a reinventar a Alliance inúmeras vezes, a ponto de se sagrar 15 vezes campeões mundiais por equipe pela IBJJF?</em></p>
<p>* Passar dos 30 mil alunos, em 300 escolas pelo planeta – a ponto de decidir, corajosamente, que não vai mais graduar nenhum faixa-preta e se dedicar somente aos negócios?</p>
<p><em>* Ou se sagrar, simplesmente, tetracampeão mundial na faixa-preta?</em></p>
<p>Sem romantizar nem se vangloriar com nada disso, Gurgel vai distribuindo lições. Um ponto alto do livro é ver Fabio recordar cada um de seus antigos mestres – do jogador Carlinhos Violino, ídolo do Flamengo, ao treinador de vôlei Bené, passando por seu mestrão Romero Jacaré – que escreve na apresentação – até os atuais mestres que inspiram o professor, como Platão, Sêneca e outros filósofos.</p>
<p>“Aprendi, em mais de 40 anos de Jiu-Jitsu que ninguém jamais será capaz de controlar tudo que se passa ao redor, porque é impossível”, ensina Gurgel. “O segredo para viver de modo tranquilo é aceitar o que não podemos mudar e dar o nosso melhor dentro das circunstâncias apresentadas”.</p>
<p>Lá pelas tantas, Gurgel ensina no livro quem são os principais “rivais” do bom Jiu-Jitsu hoje:</p>
<p>“Essa infinidade de academias mal geridas, sujas, com professores que tratam mal os alunos, que se atrasam para a aula, que ensinam com o kimono sujo, que não falam corretamente e que, dessa forma, diminuem o Jiu-Jitsu. Uma vez que vai lá, o aluno tem uma experiência tão negativa que jamais vai voltar – para academia nenhuma.”</p>
<p>E há, além das passagens instrutivas, bastidores e revelações divertidas.</p>
<p>O desafio de 1991, com os representantes do Jiu-Jitsu contra a luta livre, ganha um capítulo extenso e detalhado. E cômico, apesar da tensão e o caos do evento no Grajaú.</p>
<p>Antes de vencer Denilson Maia, com seus célebres 43 socos da montada, e ganhar fama pelas ondas da TV Globo, o lutador de 21 anos estava no vestiário. De lá, Gurgel viu pelo monitor a fera Hugo Duarte subir ao ringue, para ser saudado vitorioso por W.O. contra Marcelo Behring, cuja luta caíra do card após uma severa contusão no cotovelo de Behring. Carlson não deixaria barato a provocação de Hugo e chamou Gurgel:</p>
<p>“Ô bicho, depois que você vencer rápido, nem desce do ringue, hein. Vou pegar o microfone e chamar o Hugo Duarte para você lutar com ele também.”</p>
<p>Após a vitória de Gurgel e do Jiu-Jitsu –&nbsp;com o professor Helio no córner – a festa e a invasão do ringue inviabilizaram a sugestão de desafio e “luta dupla” de Carlson.</p>
<p>Gurgel refletiria: “Até hoje não sei se ele fez aquilo para mostrar como acreditava em mim, ou se ele queria mesmo que eu lutasse duas vezes”.</p>
<p>Queira você aprender a ensinar, melhorar seus hábitos como competidor ou turbinar suas academias com dicas sérias, as memórias de Fabio Gurgel são a leitura ideal. Se no caminho você rir com alguns dos bastidores do Jiu-Jitsu, não será mera coincidência.</p>
<p>Siga Fabio Gurgel <a href="https://www.instagram.com/fabiogurgel/" target="_blank" rel="noopener">no Instagram e saiba mais, aqui.</a></p>
<p><iframe title="FABIO GURGEL IN ACTION #7" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/76tth9y1ENo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>A lição mais valiosa que os gatos podem ensinar a quem luta Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jan 2025 13:18:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na família Gracie, as frases e metáforas com a presença de gatos e outros grandes felinos são variadas, instrutivas e, claro, engraçadas. “Se dois lutadores têm o mesmo nível técnico”, costumava dizer o faixa-vermelha Helio Gracie, “o maior leva vantagem. O gato jamais vai vencer o tigre.”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244135" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244135" class="wp-image-244135 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496.jpg" alt="Olho de gato. Foto: Wikipedia/Divulgação" width="800" height="852" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-282x300.jpg 282w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-768x818.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/Gato-Wikipedia-800px-Cat_eye_2267157496-141x150.jpg 141w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-244135" class="wp-caption-text">Olho de gato. Foto: Wikipedia/Divulgação</p></div>
<p>Os gatos (Felis catus para os amantes da ciência) são dotados de olhar desconcertante, vértebras flexíveis, velocidade de 50km/h e caçam como poucos. Por atributos marcantes como esses, os enigmáticos peludos são uma fonte de eterna inspiração para lutadores de Jiu-Jitsu.</p>
<p>E ainda mais para professores, que volta e meia acabam por usá-los como exemplo na hora de passar lições importantes nos tatames.</p>
<p>Na família Gracie, por exemplo, as frases e metáforas com a presença de gatos e outros grandes felinos são variadas, instrutivas e, claro, engraçadas.</p>
<p>“Se dois lutadores têm o mesmo nível técnico”, costumava dizer o faixa-vermelha Helio Gracie, “o maior leva vantagem. O gato jamais vai vencer o tigre.”</p>
<p>Outra do grande mestre: “Meu filho, pulo-do-gato não se ensina a urso!”</p>
<p>Seu neto Kron também se tornou um especialista nas boas frases felinas. Certa vez, ensinou a equipe GRACIEMAG:</p>
<p>“Numa luta de Jiu-Jitsu, você deve mentalizar que é o leão e o adversário é o cara que corre de você. Quando ele cansar&#8230; Você vai e morde.”</p>
<p>E há, claro, talvez o dito mais repetido pela família, cujo autor foi grande mestre Carlos Gracie, e depois foi popularizado por Carlson, Rickson e todos os campeões que viriam depois. Esta, com um leão subentendido na frase: “Se tamanho fosse documento, o elefante era o rei das selvas.”</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Cat Jiu-Jitsu At Night" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/edyiPA500GA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Em pleno século XXI, os estudos acerca dos gatos domésticos só fazem avançar, em especial sobre a personalidade dos bichanos e o que passa por suas pequenas mentes irrequietas. Descobriu-se, por exemplo, que gatos são bem diferentes dos cachorros e outros animais de estimação no quesito motivação e recompensa. Enquanto o cão pode ser muito bem treinado caso receba uma guloseima ou um biscoito, no caso do gato a tarefa é um pouco mais complexa.</p>
<p>É que, no caso dos gatos, a recompensa que mais agrada quase nunca é a do paladar, mas do afeto, como procura demonstrar o documentário “Inside the Mind of a Cat”, do diretor Andy Mitchell (Netflix).</p>
<p>Numa das experiências no filme, um gato entra numa sala e tem quatro opções para escolher: sua comida favorita, um cheiro que o agrada, seu brinquedo predileto e sua dona. O malandro vai quase sempre para perto do afago e do colo do humano, num sinal de que para os espertos gatos, o coração ainda vence o estômago.</p>
<p>O faixa-preta que assistir ao filme pode pensar nos seus alunos mais espertos e ágeis. O que cada um deles busca? Será que querem somente uma recompensa corriqueira, como a medalha ou a vitória? Ou eles vão treinar atrás de diversão, conforto, interação ou outro tipo de recompensa afetuosa? Cabe, sempre, ao sábio mestre enxergar no escuro e descobrir.</p>
<p>Como dizia o poeta Agrippino Grieco, o gato “é um concentrado de tigre em domicílio”. No fundo, para melhor aprendermos com eles, e estarmos sempre ágeis e serenos, nada melhor que um bom treininho de Jiu-Jitsu.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="A MELHOR PASSAGEM DE GUARDA BORBELA - O Pulo do Gato" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/K7jOAqoUHUM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-mais-valiosa-que-os-gatos-podem-ensinar-a-quem-luta-jiu-jitsu/">A lição mais valiosa que os gatos podem ensinar a quem luta Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>E se o capitão do Titanic treinasse Jiu-Jitsu?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 15:06:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como ensinam os Gracie, o benefício essencial do Jiu-Jitsu é levar o praticante a ser capaz de raciocinar calmamente durante as piores ocorrências. O que nos leva a refletir: e se o Jiu-Jitsu já fosse popular no início do século XX? O que, por exemplo, poderia ter acontecido caso o célebre navio Titanic fosse comandado&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_244124" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-244124" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower.jpg" alt="O Titanic, em clássica obra de Willy Stower, 1912." width="640" height="438" class="size-full wp-image-244124" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower-300x205.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2024/10/A-1912-engraving-by-Willy-Stower-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-244124" class="wp-caption-text">O Titanic, em clássica obra de Willy Stower, 1912.</p></div>
<p>Como ensinam os Gracie, o benefício essencial do Jiu-Jitsu é levar o praticante a ser capaz de raciocinar calmamente durante as piores ocorrências. </p>
<p>O que nos leva a refletir: e se o Jiu-Jitsu já fosse popular no início do século XX? O que, por exemplo, poderia ter acontecido caso o célebre navio Titanic fosse comandado em sua primeira – e última – viagem por um experiente e infalível praticante de Jiu-Jitsu?</p>
<p>Dureza especular, claro. Boas são as chances de que o iceberg vencesse de fato a disputa. Mas por certo algumas medidas de prevenção e contenção de danos seriam bem diferentes – antes, durante e depois da colisão, ocorrida em abril de 1912.</p>
<p>Curiosamente, algumas das melhores histórias sobre o naufrágio foram registradas em livro por um sobrevivente de nome Gracie. Era o coronel Archibald Gracie, que se salvou após se agarrar como pôde num bote que passava, provando ter uma pegada similar a de seus distantes sobrinhos-netos brasileiros.</p>
<p>Mestre Rickson Gracie costuma dizer que o bom praticante de Jiu-Jitsu é um eterno estudioso. O desastre ocorreu por uma confluência de falhas, mas uma delas foi de fato a falta de estudo do cenário e atenção aos detalhes – ou seja, puro Jiu-Jitsu, como se vê. </p>
<p>Por exemplo, águas extremamente frias e calmas com estrelas refletidas são sinais evidentes de um campo de gelo por perto. Faltou, portanto, um estudioso mais atento a bordo.</p>
<p>Foi apenas um dos vacilos do velho lobo do mar Edward John Smith, o comandante britânico do Titanic naquela tragédia em 1912. Sua equipe recebeu, naquele domingo, seis avisos de mar com gelo, mas mantiveram o transatlântico em velocidade máxima. Uma atitude comparável a um faixa-branca que visse a mão inimiga profundamente enfiada em sua gola, mas seguisse acelerando, na ilusão de passar a guarda.</p>
<p>Com a falsa visão dominante de que tamanho era documento, e que um barco gigante daquele jeito jamais seria vencido pelas forças da natureza, todo protocolo e prudência foram abandonados. O Titanic zarpou da Inglaterra para Nova York, aliás, com um início de incêndio num dos depósitos de carvão do navio de luxo, fator que distraiu boa parte da tripulação e se arrastou por dias, em pleno alto mar.</p>
<p>Após a colisão com o blocão de gelo, a falta de tranquilidade nos procedimentos de emergência foi a pá de cal. A carência de treinamento da tripulação, o desconhecimento de como desamarrar os botes, a negligência dos operadores do rádio e telégrafo e a paralisia do capitão, que segundo muitas fontes ficou perplexo e sem ação por longos minutos, fizeram tudo terminar mal.</p>
<p>E ainda faltou técnica e zelo pela ciência. Apesar da luneta ter sido desenvolvida desde 1608, não havia nenhuma em posse dos vigias que observavam o mar lá de cima, de acordo com os historiadores do Titanic. Deu no que deu.</p>
<p>E você, já evitou algum dano grande graças aos ensinamentos nos tatames? Conte para a gente.</p>
<p>Pratique Jiu-Jitsu, evite as pequenas e grandes tragédias, e enxergue mais longe. Oss!</p>
<p>Texto original em RicksonGracie.com.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="TITANIC 2 Movie – Teaser Trailer – 20th Century Studios" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/IRS7cBmAb0M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/e-se-o-capitao-do-titanic-treinasse-jiu-jitsu/">E se o capitão do Titanic treinasse Jiu-Jitsu?</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>15 dicas fundamentais para você ir da faixa-branca até a faixa-preta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 14:45:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A caminhada até a faixa-preta de Jiu-Jitsu é rica em aprendizado, obstáculos e superações, como bem sabe o paulista bicampeão mundial Gabriel Vella. O aluno de Ryan Gracie, em memorável artigo nas páginas de GRACIEMAG, repassou seus 15 ensinamentos essenciais para tornar esta trilha um pouco mais suave. Confira e jamais desista, sagaz leitor. Oss!&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_24662" style="width: 590px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24662" class="size-full wp-image-24662" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Vella-Cavaca-by-Regis-1.jpg" alt="Gabriel Vella no Mundial de Jiu-Jitsu 2009, em foto de Regis Chen." width="580" height="386" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Vella-Cavaca-by-Regis-1.jpg 580w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Vella-Cavaca-by-Regis-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2011/06/Vella-Cavaca-by-Regis-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px" /><p id="caption-attachment-24662" class="wp-caption-text">Gabriel Vella no Mundial de Jiu-Jitsu 2009, em foto de Regis Chen.</p></div>
<p>A caminhada até a faixa-preta de Jiu-Jitsu é rica em aprendizado, obstáculos e superações, como bem sabe o paulista bicampeão mundial <a href="https://www.instagram.com/gabrielvella2012/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Gabriel Vella.</a> O aluno de Ryan Gracie, em memorável artigo nas páginas de GRACIEMAG, repassou seus 15 ensinamentos essenciais para tornar esta trilha um pouco mais suave.</p>
<p>Confira e jamais desista, sagaz leitor. Oss!</p>
<p><em><strong>1. É</strong><strong>&nbsp;importante possuir vínculos afetivos</strong></em> na sua academia para estimular o interesse pelas aulas. Uma boa dica é levar um amigo ou familiar para começar a treinar com você, por exemplo.</p>
<p><em><strong>2.</strong> <strong>Faça planos de treinos</strong></em> conjuntos, combinando com seus amigos e parentes e traçando metas similares. Isso vai ajudar você e todos em torno a terem objetivos mais claros, e a atingi-los.</p>
<p><em><strong>3. Pontualidade nos treinos</strong> </em>é um aspecto crucial para chegar longe. Demonstra respeito ao professor e aos colegas, e especialmente, evita possíveis lesões – as grandes inimigas de quem treina.</p>
<p><em><strong>4. Um clima de camaradagem é importante</strong></em> também para sua presença ser não apenas aceita, mas festejada na academia. Para conquistar isso, é essencial que você demonstre boa educação e respeito por todos os colegas, mas principalmente pelos graduados. É isso que leva a uma boa aceitação em qualquer turma.</p>
<p><em><strong>5. Segurança e conduta:</strong></em> jamais resista a golpes ajustados, para não dar chance para contusões.</p>
<p><em><strong>6. Não descanse sentado com as mãos no chão nem fique deitado no tatame</strong></em> enquanto outros treinam ao seu redor. Em caso de pausa, prefira ficar com as costas na parede para poder visualizar o colegas. É útil para você aprender também.</p>
<p><em><strong>7. Te<em>nha o</em> hábito de manter as unhas cortadas</strong></em>, para evitar machucá-las ou ferir os colegas.</p>
<p><em><strong>8. Faça avaliações médicas anuais.</strong></em></p>
<p><em><strong>9. Lave o kimono após cada treino.</strong></em></p>
<p><em><strong>10. Não faça refeições menos de uma hora e meia</strong></em> antes de ir ao treino de Jiu-Jitsu.</p>
<p><em><strong>11. Não treine de estômago totalmente vazio.</strong></em> Caso não tenha tido tempo para uma boa refeição, coma alimentos leves antes do treino, como uma banana.</p>
<p><em><strong>12. A alimentação, ao lado dos exercícios complementares, são aspectos chaves</strong></em> para você ir longe no Jiu-Jitsu. Cultive bons hábitos alimentares tais como:</p>
<p>&#8211; Preferir alimentos naturais e orgânicos;<br />
&#8211; Comer mais vezes e em menos quantidade;<br />
&#8211; Não consumir alimentos industrializados;<br />
&#8211; Evitar bebidas alcóolicas e refrigerantes;<br />
&#8211; Evitar óleos de baixa qualidade;<br />
&#8211; Não consumir gorduras saturadas;</p>
<p><em><strong>13. Procure alternar o Jiu-Jitsu com outras atividades físicas</strong></em>: corrida, caminhada, natação e musculação são indicadas. Você vai ganhar em condicionamento e seu corpo vai ganhar muito mais resistência para as décadas de treino no futuro.</p>
<p><em><strong>14. Faça alongamentos diários ou ioga.</strong></em></p>
<p><em><strong>15. Alivie e relaxe a musculatura cansada das batalhas nos treinos pelo menos a cada 15 dias, em piscinas ou no mar.</strong> </em>Sempre reserve tempo para banhos de piscina, sauna ou jacuzzi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>*** Para ler artigos úteis para o seu jogo e seu desenvolvimento na academia de Jiu-Jitsu, leia a versão digital de GRACIEMAG, direto no seu celular e tablete. Clique na imagem e saiba mais.</em></p>
<p><a href="https://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-203426 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg" alt="Assine GRACIEMAG já, no seu celular!" width="800" height="428" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista.jpg 800w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-768x411.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/08/Banner-Assinatura-revista-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/15-dicas-de-jiu-jitsu-fundamentais-para-voce-ir-da-faixa-branca-ate-a-faixa-preta/">15 dicas fundamentais para você ir da faixa-branca até a faixa-preta</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Qual é o tempo correto de um aluno até a faixa-preta? Professores debatem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Dec 2023 14:17:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>[ Texto: Alexandre Fernandes Dantas, o Café – Professor de Jiu-Jitsu, veterano do UFC e líder da academia Black Team Jiu-Jitsu, no Leblon, RJ. É doutor em Ciência Política e Relações Internacionais e mestre em Direito.] O Jiu-Jitsu brasileiro (BJJ) é organizado pela hierarquia, que se apresenta através das cores e graus da faixa que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>[ Texto: Alexandre Fernandes Dantas, o Café – Professor de Jiu-Jitsu, veterano do UFC e líder da academia Black Team Jiu-Jitsu, no Leblon, RJ. É doutor em Ciência Política e Relações Internacionais e mestre em Direito.]</em></strong></p>
<p>O Jiu-Jitsu brasileiro (BJJ) é organizado pela hierarquia, que se apresenta através das cores e graus da faixa que amarra o kimono.</p>
<p>Quanto mais escura for sua faixa, mais “privilégios” você terá na academia. Porém, esse status extrapola os limites do tatame. A moral, ou honra da faixa, acompanha o lutador na sua vida social, no seu trabalho etc. É uma marca indelével que o praticante de Jiu-Jitsu carrega consigo, mesmo que seja inconsciente.</p>
<p>E nessa longa e árdua escadaria, o último degrau é a faixa-preta – daí em diante o critério do merecimento desaparece e o critério da antiguidade é o único a valer.</p>
<p>Um professor de Jiu-Jitsu possui uma grande responsabilidade, já que ele, sozinho, avalia e avaliza o momento da graduação. Mas que critérios o mestre deve utilizar para averiguar quando o aluno deve passar de faixa?</p>
<div id="attachment_202133" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-202133" class="size-full wp-image-202133" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe.jpg" alt="Especialista em Jiu-Jitsu e Direito, Alexandre &quot;Café&quot; Dantas cita até Aristóteles para debater o tempo de treino até a faixa-preta. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG (2002)" width="1024" height="738" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-300x216.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-768x554.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/06/Brasileiro-2002-Alexandre-Cafe-150x108.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-202133" class="wp-caption-text">Especialista em Jiu-Jitsu e Direito, Alexandre &#8220;Café&#8221; Dantas cita até Aristóteles para debater o tempo de treino até a faixa-preta. Foto: Gustavo Aragão/GRACIEMAG (2002)</p></div>
<p>A regra temporal utilizada sozinha pode, ao que parece, gerar iniquidade, pois estabelecer um tempo mínimo ou máximo para a graduação deixa de lado as aptidões e o esforço de cada um. Como dizia Aristóteles, em seu livro “Ética a Nicômaco”: “O justo é, por conseguinte, uma espécie de termo proporcional” ao mérito individual. Para o filósofo grego, “é origem de disputas e queixas quando iguais têm e recebem partes desiguais, ou quando desiguais recebem partes iguais”. O importante para o aluno, portanto, é não faltar.</p>
<p>Há, em muitas academias, a ocorrência de alunos conhecidos como “eternos faixas-azuis”, aqueles que vão e voltam, perdendo boa parte da motivação no caminho. São praticantes que muitas vezes não percebem que estão apenas adiando seu progresso. Ficam longe um bom tempo, e quando retornam, têm enorme dificuldade – perdem no gás, no timing das posições e até na questão da confiança no próprio jogo. Nesse caso, o professor precisa que o aluno atente para o quesito assiduidade, que é muito valioso para quem quer passar de faixa.</p>
<p>Outro aspecto importante no assunto refere-se aos campeonatos de Jiu-Jitsu. De fato, o aluno competidor evolui mais rapidamente que o aluno que pratica apenas na academia. Isso ocorre pelos seguintes motivos: a preparação e busca por melhores resultados faz com que o atleta treine mais forte; a adrenalina da competição e o ato de se testar contra adversários de outras academias leva, naturalmente, à melhora técnica e à pujança. Se o caro leitor tiver a oportunidade, não deixe de experimentar a sensação de se testar num campeonato. Comece com um pequeno, na sua cidade.</p>
<div id="attachment_17707" style="width: 522px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17707" class="size-full wp-image-17707" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg" alt="" width="512" height="335" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1.jpg 512w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1-300x196.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2010/09/cafe_02-1-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></a><p id="caption-attachment-17707" class="wp-caption-text">Alexandre Café em ação. Foto: Arquivos GRACIEMAG</p></div>
<p>A faixa-preta, no fim, vem por puro merecimento do praticante. Existe, claro, uma grande variação de avaliação entre as diversas escolas de Jiu-Jitsu ao redor do mundo, mas os professores têm critérios semelhantes como base para graduar um pupilo, como por exemplo: lealdade; assiduidade; conhecimentos técnicos específicos para a faixa; domínio da defesa pessoal; modo de se portar dentro da academia; higiene pessoal; honrar o nome da academia e do Jiu-Jitsu; ser um bom cidadão, etc. Esses critérios adotados pelo professor são de suma importância, afinal, aquele que recebe uma graduação, seja ela qual for, carrega de maneira indireta o nome de seu mestre.</p>
<p>Sendo assim, por se tratar de uma graduação máxima, a faixa-preta deve ser uma condecoração advinda não somente do preenchimento de requisitos objetivos, como tempo ou medalhas, mas também da conquista de alguns requisitos subjetivos, que variam de acordo com a academia. Um faixa-preta, acima de tudo, deve ser um exemplo a ser seguido, daí a grande responsabilidade daquele que promove uma graduação, seja ela qual for – afinal, mesmo o faixa-branca está, a cada grau alcançado, cada vez mais próximo de se tornar faixa-preta.</p>
<p>É preciso lembrar, porém, que alguns praticantes vêm protagonizando episódios lamentáveis para a nossa amada arte marcial, graduando a si próprios ou colocando graus na faixa-preta antes do tempo necessário. Tal atitude pode ser classificada como absurda, vergonhosa e imoral, que nos remete ao clássico “Crítica da razão prática”, de Kant, onde o filósofo nos lembra que “a lei moral, acessível a todos os seres racionais, possui uma dignidade em si e nos dá simplesmente um mandamento”. Quem não consegue aguardar a hora da faixa, portanto, não está roubando apenas tempo, está roubando sua dignidade.</p>
<p>Portanto, a mensagem ao aluno novato ou ao aluno mais antigo é idêntica: saiba valorizar sua caminhada. Não se aflija, não peça faixa e, a mais importante, jamais use uma faixa ou grau sem merecer de fato e de direito. Tudo tem seu tempo, evite ser aquele praticante angustiado, que já começa a treinar querendo saber quando vai &#8220;se formar&#8221;. Divirta-se aprendendo.</p>
<p>E fica o conselho: busque saber a procedência da faixa que seu professor ostenta na cintura e pesquise no site da IBJJF se ele é matriculado. Seu aprendizado está diretamente ligado a quem é seu mestre, qual é sua índole e, principalmente, qual é o caráter dele. Se ele caminhou corretamente e lutou pela faixa-preta dele do jeito que deve ser, há uma grande probabilidade de que seus alunos recebam as devidas graduações nos momentos apropriados. Agora, se ele é um fanfarrão, aí, meu amigo, você acabará visto como uma classe inferior de faixa-preta.</p>
<p>Comece no caminho certo. Pois, no dia glorioso em que você for enfim graduado e alguém perguntar, “Quem lhe deu a faixa-preta?”, você poderá estufar o peito e responder com orgulho.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Aprenda a finalizar no relógio de 2 maneiras, com Alexandre Café" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/jdJcQTvsk4k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><em><strong>&gt;&gt;&gt;&gt; Com quantos anos de treino o aluno deve ganhar a faixa-preta? GRACIEMAG perguntou e mestres e professores opinaram:</strong></em></p>
<div id="attachment_147110" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-147110" class="size-full wp-image-147110" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1.jpg 640w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/01/carlinhos-gracie1-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-147110" class="wp-caption-text">Carlos Gracie Jr. Foto:Luca Atalla</p></div>
<p><em><strong>Mestre Carlos Gracie Jr:</strong></em><br />
“No fim isso sempre vai depender da assiduidade do aluno, mas a IBJJF tem um tempo mínimo para o praticante poder tornar-se faixa-preta. Se for um camarada que treina sempre, com consistência, sem faltar aulas, ele pode pegar a faixa-preta depois de cinco anos e meio, seis. Pelas regras da IBJJF, o tempo mínimo para ficar na faixa-azul é de dois anos, na roxa mais um ano e meio, e mais um ano na faixa-marrom. Com mais um ano e pouco de faixa-branca em média, esse tempo somado seria de cinco anos e meio, seis anos. Já se ele começar a treinar Jiu-Jitsu quando criança, ele só pode conquistar a faixa-preta depois dos 19 anos e meio de idade.”</p>
<p><em><strong>Mestre Carlos Rosado:</strong></em><br />
“Acredito que cada aluno tem seu tempo. Uns vão aprender mais rápido, outros podem demorar um pouco mais a pegar o jeito, mas todos vão chegar lá, se não desistirem. O maior trunfo do Jiu-Jitsu é que não requer talento, como o futebol. Basta treinar para evoluir. Costumo dizer que não é o aluno que pede a faixa, e sim a faixa que pede o aluno. E a faixa só requisita o aluno quando ele está dando conta plenamente da graduação. Já uma faixa dada prematuramente acaba se tornando um fardo: todo praticante de Jiu-Jitsu que ganha uma faixa da qual não dá conta está fadado a nunca mais aparecer na academia, e parar de treinar de vez.”</p>
<div id="attachment_211624" style="width: 1514px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-211624" class="size-full wp-image-211624" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg" alt="" width="1504" height="1000" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089.jpg 1504w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-300x199.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-768x511.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-1024x681.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2018/10/DSC_0089-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1504px) 100vw, 1504px" /></a><p id="caption-attachment-211624" class="wp-caption-text">Fernando Tererê em foto de Carlos Arthur Jr.</p></div>
<p><em><strong>Professor Fernando Tererê:</strong></em><br />
“No meu ponto de vista, a média geral para pegar a faixa-preta é de uns nove, dez anos de treino. Acho que com uns dez anos o praticante aprendeu bem e pode ser um bom faixa-preta. Porém, alguns competidores de ponta, aqueles que vencem campeonatos ano a ano, podem conquistar a faixa em seis, sete anos.”</p>
<p><em><strong>Mestre Júlio Cesar Pereira:</strong></em><br />
“O tempo de um praticante até a faixa-preta é uma trajetória individual, e tem a ver com os próprios objetivos pessoais de cada um. Tem praticante que sonha em ser campeão mundial e treina o triplo que os colegas, há outros que só buscam qualidade de vida e aparecem semanalmente, e até quem sonha em aprender tudo detalhadamente para um dia ser professor, ter sua academia. A meu ver, não dá para dizer ao aluno que daqui a cinco ou seis anos ele vai se tornar faixa-preta.”</p>
<p><em><strong>Professor Muzio De Angelis:</strong></em><br />
“Na minha academia no Rio, o tempo médio até a faixa-preta costuma ser de cerca de sete anos, se o aluno for assíduo, obviamente. Um ano na branca, dois na azul, dois anos na roxa e dois anos na marrom, em média. Acho que sete anos é um bom prazo mínimo. Inclusive gosto de numerologia e vejo o número 7 cercado de simbolismos. São sete os dias da semana, sete as notas musicais, sete as cores do arco-íris e Deus teria feito o mundo em sete dias com o descanso, segundo a Bíblia, além de diversas outras ocorrências. Se de acordo com os sábios o 7 é o número da perfeição, sete anos até a faixa-preta me parece um prazo adequado.”</p>
<div id="attachment_200740" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-200740" class="size-full wp-image-200740" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie.jpg" alt="" width="1024" height="550" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-300x161.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-768x413.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/Rilion-Gracie-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-200740" class="wp-caption-text">Rilion Gracie: &#8220;É preciso paciência, quem burla o tempo está se enganando&#8221;. Foto: Ray Santana/GRACIEMAG.</p></div>
<p><em><strong>Mestre Rilion Gracie:</strong></em><br />
“Tudo na vida é questão de empenho, você não pode ganhar um diploma sem ir à faculdade. A faixa-preta depende das horas de treino e da intensidade que aquele aluno será capaz de dedicar ao dojô. Os chamados ‘ratos de academia’ certamente vão chegar à graduação mais rapidamente. Ou seja, não é uma questão de tempo desde o dia em que você se matricula, mas uma questão de tempo dedicado. Em dezembro passado, graduei meu filho Roggan como faixa-preta. Foi uma conquista puramente dele. Se dependesse só do rendimento nos treinos, eu já poderia ter dado a faixa há dois anos, mas acho que a faixa-preta não depende apenas da vontade do professor, há outros aspectos. No caso dele, os próprios colegas de treino e demais professores da academia começaram a cobrar a faixa pelo que ele demonstrava diariamente. Eu apenas a amarrei na cintura dele, juntamente com o Renzo, mas estava todo mundo aferindo o nível dele e pleiteando a graduação. A pior coisa é o aluno burlar o tempo, por falta de paciência, e pegar faixa antes da hora. Não adianta eu aparentar ser uma coisa que na verdade eu não sou – essas pessoas estão enganando a si mesmas.”</p>
<p>*** Este artigo foi publicado originalmente nas páginas de GRACIEMAG #239. Assine já a revista para não perder os melhores artigos sobre sua <a href="https://graciemagshop.com.br/produto/revista-digital/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">arte marcial favorita, aqui.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/qual-e-o-tempo-correto-de-um-aluno-ate-a-faixa-preta-de-jiu-jitsu-professores-debatem/">Qual é o tempo correto de um aluno até a faixa-preta? Professores debatem</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Gisele Bündchen é graduada faixa-roxa de Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Dunlop]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 15:58:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nessa segunda-feira, 4 de dezembro, a escola dos irmãos Valente, na Flórida, teve uma festa de graduação com uma aluna acostumada com os holofotes. A rainha das passarelas Gisele Bündchen, aos 43 anos, perfilou com seu tradicional kimoninho branco que não sai de moda, aguardou sua vez e caminhou, de rabo-de-cavalo, para receber sua aguardada&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242756" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242756" class="wp-image-242756 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-faixa-roxa.jpg" alt="Bündchen feliz com a nova faixa-roxa. " width="318" height="418" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-faixa-roxa.jpg 318w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-faixa-roxa-228x300.jpg 228w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-faixa-roxa-114x150.jpg 114w" sizes="auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px" /><p id="caption-attachment-242756" class="wp-caption-text">Bündchen feliz com a nova faixa-roxa.</p></div>
<p>Nessa segunda-feira, 4 de dezembro, a escola dos irmãos Valente, na Flórida, teve uma festa de graduação com uma aluna acostumada com os holofotes.</p>
<p>A rainha das passarelas Gisele Bündchen, aos 43 anos, perfilou com seu tradicional kimoninho branco que não sai de moda, aguardou sua vez e caminhou, de rabo-de-cavalo, para receber sua aguardada faixa-roxa.</p>
<p>Em novembro, ela comentou como o Jiu-Jitsu se tornou parte de sua rotina.</p>
<p>“Me interessei muito pela filosofia”, disse à revista “Dust&#8221;, em artigo postado no site dos Irmãos Pedro, Guilherme e Joaquim Valente. “Parecia muito alinhado com o que acredito e procuro na minha vida, e como tenho um caminho para me desenvolver e me tornar a melhor versão de mim mesmo.”</p>
<p>Gisele comentou como o Jiu-Jitsu a ajuda a estar mais relaxada, equilibrada e tranquila, nos momentos de estresse mental:</p>
<p>“Eu me tornei uma ouvinte melhor quando converso. E aprendi a relaxar quando as coisas se complicam.”</p>
<div id="attachment_242754" style="width: 664px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-242754" class="wp-image-242754 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-no-Jiu-Irmaos-Valente.png" alt="Gisele e filhos na academia de Jiu-Jitsu dos irmãos Valente, em Miami, Flórida. Foto: Divulgação/Instagram" width="654" height="653" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-no-Jiu-Irmaos-Valente.png 654w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-no-Jiu-Irmaos-Valente-300x300.png 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2023/12/Gisele-Bundchen-no-Jiu-Irmaos-Valente-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 654px) 100vw, 654px" /><p id="caption-attachment-242754" class="wp-caption-text">Gisele e filhos na academia de Jiu-Jitsu dos irmãos Valente, em Miami, Flórida. Fotos: Divulgação/Instagram</p></div>
<p>O Jiu-Jitsu, suas técnicas e seu papel de “ferramenta empoderadora”, como ela diz, conquistaram toda a família Bündchen. Hoje, seu filho Benjamin e a filha Vivian também treinam defesa pessoal com os Valente.</p>
<p>“Obrigado aos Valente por ensinarem essa arte incrível capaz de mudar tantas vidas”, postou a estrela em suas redes, em livre tradução do inglês.</p>
<p><a href="https://www.graciemag.com/gisele-bundechen-se-apaixona-pelo-jiu-jitsu-me-sinto-mais-forte/" target="_blank" rel="noopener">Bündchen começou a treinar</a> após a pandemia, ao procurar uma escola de Jiu-Jitsu e defesa pessoal para seu filhão de 13 anos, em Miami.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/gisele-bundchen-e-graduada-faixa-roxa-de-jiu-jitsu/">Gisele Bündchen é graduada faixa-roxa de Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Uma cartilha Gracie para o faixa-branca de Jiu-Jitsu mudar de patamar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Sep 2022 07:04:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A equipe GRACIEMAG costuma compilar as melhores e mais valiosas dicas para o leitor que está começando na academia de Jiu-Jitsu e deseja mudar de patamar nos treinos. Neste fim de semana, as dicas vêm do professor de Jiu-Jitsu e craque do MMA e do Bellator, Neiman Gracie. O casca-grossa filho de mestre Marcio Macarrão&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_199619" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-199619" class="wp-image-199619 size-full" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Neiman-Gracie-mostra-tatuagem-apos-finalizar-Rudy-Bears-no-Bellator-163.jpg" alt="Neiman Gracie dedica vitória à família, após finalizar no Bellator 163. Foto: Bellator MMA/Divulgação" width="1024" height="683" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Neiman-Gracie-mostra-tatuagem-apos-finalizar-Rudy-Bears-no-Bellator-163.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Neiman-Gracie-mostra-tatuagem-apos-finalizar-Rudy-Bears-no-Bellator-163-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Neiman-Gracie-mostra-tatuagem-apos-finalizar-Rudy-Bears-no-Bellator-163-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/02/Neiman-Gracie-mostra-tatuagem-apos-finalizar-Rudy-Bears-no-Bellator-163-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-199619" class="wp-caption-text">Neiman Gracie dedica vitória à família, após finalizar no Bellator 163. Foto: Bellator MMA/Divulgação</p></div>
<p><a href="https://www.graciemag.com/category/revistas/" target="_blank" rel="noopener">A equipe GRACIEMAG</a> costuma compilar as melhores e mais valiosas dicas para o leitor que está começando na academia de Jiu-Jitsu e deseja mudar de patamar nos treinos.</p>
<p>Neste fim de semana, as dicas vêm do professor de Jiu-Jitsu e craque do MMA e do Bellator, <a href="http://twitter.com/neimangracie" target="_blank" rel="noopener">Neiman Gracie</a>.</p>
<p>O casca-grossa filho de mestre Marcio Macarrão deu dez ideias para o faixa-branca que deseja chegar até a faixa-preta em alta pressão – sem deixar de manter o alto astral, uma característica marcante de Neiman.</p>
<p>Leia a seguir, e comente: qual foi sugestão sua favorita?</p>
<p><em><strong>&#8220;1. Comece pelo começo.</strong> </em>Aprenda bem o básico. Não tenha pressa para aprender posições mirabolantes. O básico é o que funciona sempre, da faixa-branca à preta.</p>
<p><em><strong>2. Acumule tempo de voo.</strong></em> O que determina se um piloto de avião é bom ou ruim é o tempo que ele passa voando. No Jiu-Jitsu não é diferente, quanto mais tempo no tatame treinando, melhor você vai ficar.</p>
<p><em><strong>3. Treine a sua defesa.</strong></em> Para ser completo você tem de ser tão bom se defendendo quanto atacando. Ponha-se em situações de perigo na academia e tente sair delas.</p>
<p><em><strong>4. Não deixe de treinar seu ataque.</strong></em> Como dizia o grande general chinês Sun Tzu, a invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Um modo simples de lapidar seus ataques: pegue um parceiro de treino novato e tente finalizá-lo sempre com o mesmo golpe. Assim você vai conseguir aperfeiçoar sua finalização ao máximo.</p>
<p><em><strong>5. Cuide bem da máquina.</strong></em> Coma bem, durma cedo, não fume e não beba. Se você fizer tudo o que sua mãezinha mandava você vai se sentir muito melhor nos treinos também!</p>
<p><em><strong>6. Deixe seu ego do lado de fora do dojô.</strong></em> Você vai tomar amasso de gente mais nova e mais velha que você, mas isso é normal. Lembre-se que isso faz parte do aprendizado. Seja o prego hoje, para amanhã ser o martelo.</p>
<p><em><strong>7. Divirta-se. Se você não está se divertindo então não vale a pena.</strong> </em>Tenha em mente que o Jiu-Jitsu traz os melhores amigos da sua vida e momentos inesquecíveis.</p>
<p><em><strong>8. Os detalhes fazem toda a diferença.</strong></em> Por exemplo, botar a mão um pouco mais fundo na gola vai fazer toda a diferença no seu estrangulamento. O Jiu-Jitsu é uma arte de detalhes, sempre preste atenção neles.</p>
<p><em><strong>9. Mantenha a mente aberta.</strong> </em>Você sempre pode aprender coisas novas de qualquer pessoa, de um faixa-branca a um faixa-vermelha. Quanto mais você aprender melhor você será.</p>
<p><em><strong>10. Leia sempre GRACIEMAG.</strong></em> Onde mais você poderia aprender lições valiosas como esta e outras que você acabou de ler aqui?&#8221;</p>
<p>Para assinar GRACIEMAG e estudar os melhores macetes, <a href="http://graciemagshop.com.br/" target="_blank" rel="noopener">clique aqui e veja o que é preciso fazer.</a></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/uma-cartilha-gracie-para-o-faixa-branca-de-jiu-jitsu-mudar-de-patamar/">Uma cartilha Gracie para o faixa-branca de Jiu-Jitsu mudar de patamar</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Quer ser um faixa-preta feliz? As 7 dicas de Luiz Dias (GAS JJ)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2022 13:27:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Professor da Geração Arte Suave (GAS Jiu-Jitsu) em Laranjeiras, nosso GMI Luiz Dias está sempre refletindo sobre diferentes aspectos do Jiu-Jitsu. Entre uma manhã de surfe e uma noite de muito treino, o faixa-preta carioca distribuiu a pedido de nossa equipe suas principais lições para ser um lutador feliz e saudável. Confira e bons estudos.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_232957" style="width: 730px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-232957" class="size-full wp-image-232957" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/GMI-luiz-dias-por-Ilan-Pellenberg.jpg" alt="" width="720" height="540" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/GMI-luiz-dias-por-Ilan-Pellenberg.jpg 720w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/GMI-luiz-dias-por-Ilan-Pellenberg-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2021/06/GMI-luiz-dias-por-Ilan-Pellenberg-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-232957" class="wp-caption-text">Luiz Dias durante aula na GAS Jiu-Jitsu, em Laranjeiras, RJ. Foto: Ilan Pellenberg/Divulgação</p></div>
<p>Professor da Geração Arte Suave (GAS Jiu-Jitsu) em Laranjeiras, nosso <a href="https://www.instagram.com/luizdiasbjj/?hl=pt-br" target="_blank" rel="noopener">GMI Luiz Dias</a> está sempre refletindo sobre diferentes aspectos do Jiu-Jitsu. Entre uma manhã de surfe e uma noite de muito treino, o faixa-preta carioca distribuiu a pedido de nossa equipe suas principais lições para ser um lutador feliz e saudável. Confira e bons estudos.</p>
<p><em><strong>1. Não ignore seus medos</strong></em></p>
<p>O medo é da natureza humana, e a mente do faixa-preta de Jiu-Jitsu aprende que o sentimento tem desdobramentos positivos. O medo sinaliza nosso ponto fraco, e com isso aponta os aspectos que devem ser trabalhados nos treinos. Teme sofrer alguma agressão? Destrinche suas defesas com seu professor. Sente medo de tomar uma queda? Intensifique os treinos em pé, não corra deles. Seu ânimo muda quando surge aquele ou aquela colega de treino que complica seu jogo? É exatamente contra ele ou ela que você deve procurar treinar.<br />
Seu único temor deve ser o de ficar imobilizado, estagnado. Para o faixa-preta, o medo de perder faz você vencer.</p>
<p><em><strong>2</strong><strong><em>. A </em>saúde é sua maior conquista</strong></em></p>
<p>O uso de substâncias para turbinar o desempenho é tão velho como a humanidade. Há 4 mil anos, camponeses chineses tomavam chás com efedrina para produzir mais; gladiadores também eram servidos com ervas, óleos e beberagens antes dos combates. O problema, hoje, é que as substâncias são cada vez menos naturais e podem trazer prejuízos à saúde irrecuperáveis, como males cardíacos. O bom faixa-preta sabe que o Jiu-Jitsu é uma filosofia que busca preservar nossa qualidade de vida física e mental. Procure bons nutricionistas, e fuja dos atalhos e da obsessão cega pelo corpo musculoso.</p>
<p><em><strong>3. Ensinar é liderar</strong></em></p>
<p>Certa vez, num campeonato, vi um pai berrando muito com o filho que havia acabado de ser derrotado. A criança só ouvia ofensas do pai. Fui até o pai numa boa e aconselhei: “Por que não compete na sua categoria e mostra ao seu filho como se faz?”. Não dê esporro ou distribua humilhações aos menos graduados, dê o exemplo e colha os frutos depois.</p>
<p><em><strong>4. Atenção evita contusão</strong></em></p>
<p>Jiu-Jitsu é saúde, como já escrevi. Nos treinos, procure ajustar a posição e dar a pressão certa para dar tempo do seu companheiro de academia bater. Já quando você for submetido a alguma finalização, persiga a consciência e a humildade em saber que não há mais saída daquela posição, e dê os três tapinhas. Lembre-se: a lesão não compensa, e quanto mais colegas lesionados, menos parceiros de treino você terá. Desista na hora certa e continue com as articulações perfeitas para treinar mais, estudar as falhas e voltar mais afiado para a próxima.</p>
<p><em><strong>5. Humildade &amp; respeito</strong></em></p>
<p>Qual para você é a maior qualidade de um faixa-preta? Para mim, é o respeito e a humildade que o bom faixa-preta costuma ter o tempo todo em relação ao oponente, e que é transportado para a vida pessoal. Ao observar um oponente ou recém-chegado à academia, como você o vê? Um atleta pode ser mais forte ou mais baixo, não importa: o Jiu-Jitsu está dentro de cada um de nós, e a arte se adapta às nossas limitações e qualificações. A cor da faixa? As faixas mostram o tempo de treino de cada indivíduo, e não quem vai ganhar. O kimono da pessoa está mais novo ou mais gasto, ou cheio de patrocínios? São apenas kimonos, em etapas diferentes.</p>
<p><em><strong>6. Esvazie a mente a cada aula</strong></em></p>
<p>Muitas vezes, a dificuldade em aprender e fixar novidades está ligado a um pré-julgamento que todo ser humano naturalmente faz ao observar uma coisa nova. “Ah, isso já vi no YouTube”, “Já testei e não é para mim”, etc. Essa resistência mina seu treino e aprendizado, e é de certo modo um desrespeito ao seu instrutor, que não ensinaria algo inútil. Um mestre chamado Shunryu Suzuki costuma repetir: “Há muitas possibilidades na mente do principiante, mas poucas na do perito”. É preciso esvaziar a mente para aprender novos golpes e evoluir. “Esvaziar a mente” é uma técnica ancestral muito útil para quem deseja ter a mente aberta e receptiva a novos conceitos, ideias e propostas. Somente com a mente aberta você poderá aprender e criar novas rotinas, e novas técnicas. Quanto mais você estiver disposto a aprender e testar movimentos e golpes, mais estará desenvolvendo a sua mente para os detalhes, e para traçar combinações e finalizações que vão surpreender a todos – especialmente você.</p>
<p><em><strong>7. Seja um faixa-preta 24h por dia</strong></em></p>
<p>Para vermos nosso esporte alcançar o patamar que merece, o professor e o graduado precisam dar, isto é, ser o exemplo. E isso significa sermos coerentes com o que pregamos – 24h por dia. Não importa se estamos no tatame, na praia, estádio ou num churrasco. Com a consciência da responsabilidade que todo faixa-preta tem, é simples aceitarmos que nossos atos serão sempre associados à nossa imagem de faixa-preta de Jiu-Jitsu. E isso inclui o que escrevemos e postamos nas redes sociais também. Adote uma conduta coerente com o que ensina no dojo, e ajude o esporte a ter uma imagem positiva.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/quer-ser-um-faixa-preta-feliz-as-dicas-de-luiz-dias-gas-jj/">Quer ser um faixa-preta feliz? As 7 dicas de Luiz Dias (GAS JJ)</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vídeo: Bia Mesquita ensina segredo para não perder o armlock</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 14:33:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sempre em busca do Jiu-Jitsu simples e eficiente, a faixa-preta Beatriz Mesquita reservou um tempo para analisar e explicar, para a turma do GRACIEMAG.com, como funciona o armlock da guarda fechada sem kimono, um dos seus golpes favoritos. Nesta aula, diretamente da Gracie Humaitá South Bay, na Califórnia, a multicampeã mundial de Jiu-Jitsu e campeã&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_200254" style="width: 4618px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-200254" class="size-full wp-image-200254" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/DSC_0475.jpg" alt="" width="4608" height="3072" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/DSC_0475.jpg 4608w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/DSC_0475-300x200.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/DSC_0475-768x512.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/DSC_0475-1024x683.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2017/03/DSC_0475-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 4608px) 100vw, 4608px" /><p id="caption-attachment-200254" class="wp-caption-text">A campeã mundial absoluta pela IBJJF e do ADCC Bia Mesquita, em foto de Vitor Freitas.</p></div>
<p>Sempre em busca do Jiu-Jitsu simples e eficiente, a faixa-preta Beatriz Mesquita reservou um tempo para analisar e explicar, para a turma do GRACIEMAG.com, como funciona o armlock da guarda fechada sem kimono, um dos seus golpes favoritos.</p>
<p>Nesta aula, diretamente da Gracie Humaitá South Bay, na Califórnia, a multicampeã mundial de Jiu-Jitsu e campeã do ADCC mostra passo a passo como dominar o adversário e sair na chave de braço, com detalhes do posicionamento das pernas e quadril, para o golpe ter ainda mais efeito.</p>
<p>Confira, estude, e pratique, somente com a supervisão de um professor graduado.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Multicampeã no Jiu-Jitsu, Bia Mesquita ensina armlock sem kimono" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/xsEo5fzT_rA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>A lição de Gabi: “Lute como se fosse o último campeonato da sua vida”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Atendimento HostWP]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jun 2022 22:21:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A carioca Gabrieli Pessanha é hoje a faixa-preta mais temida do Jiu-Jitsu esportivo. Cria da Cidade de Deus, a atleta da Infight conquistou o ouro duplo no Mundial 2022, em junho, na Pirâmide de Long Beach. Além de se tornar bicampeã mundial aos 21 anos, Pessanha foi consagrada com o tão sonhado duplo Grand Slam.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237424" style="width: 791px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237424" class="size-full wp-image-237424" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Gabi-Pessanha-Mundial-2022.jpg" alt="" width="781" height="828" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Gabi-Pessanha-Mundial-2022.jpg 781w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Gabi-Pessanha-Mundial-2022-283x300.jpg 283w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Gabi-Pessanha-Mundial-2022-768x814.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Gabi-Pessanha-Mundial-2022-141x150.jpg 141w" sizes="auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px" /><p id="caption-attachment-237424" class="wp-caption-text">Gabi Pessanha celebra mais uma vitória. Foto de Tyy Withrow/GRACIEMAG</p></div>
<p>A carioca Gabrieli Pessanha é hoje a faixa-preta mais temida do Jiu-Jitsu esportivo.</p>
<p>Cria da Cidade de Deus, a atleta da Infight conquistou o ouro duplo no Mundial 2022, em junho, na Pirâmide de Long Beach.</p>
<p>Além de se tornar bicampeã mundial aos 21 anos, Pessanha foi consagrada com o tão sonhado duplo Grand Slam. A fera conseguiu a façanha de vencer a categoria e o absoluto nas quatro competições mais importantes da IBJJF (Mundial, Brasileiro, Pan e Europeu) na temporada.</p>
<p>Mas Gabi suou para beliscar o absoluto no Mundial. A jovem craque teve pela frente a americana Amy Campo, estreante na competição como faixa-preta. As finalistas travaram um confronto bem equilibrado, com direito a uma raspagem para cada lado. No entanto, a carioca derrotou a rival na decisão dos jurados, após empate por 2 a 2.</p>
<p>A rainha do Jiu-Jitsu conversou com a equipe do GRACIEMAG.com e comentou o desempenho no Mundial, o grande diferencial em relação às adversárias e o que a mantém faminta por mais medalhas.</p>
<p><em><strong>GRACIEMAG:</strong></em> Você fez uma temporada impecável, e foi campeã do Mundial, Brasileiro, Pan e Europeu. O que esse Grand Slam duplo representa para você?</p>
<p><em>GABI PESSANHA:</em> Ganhei meu primeiro Grand Slam na faixa-roxa, em 2018, e lembro que fiquei muito feliz com essa conquista. Sempre quero o melhor do Jiu-Jitsu para mim e sei que estou construindo uma linda história. O sentimento é de gratidão por ter trabalhado muito e de muita felicidade pela história incrível que eu estou escrevendo através do Jiu-Jitsu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Gabrieli Pessanha v Gabi Garcia / World Championship 2021" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/oj2PAGYDnC8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Você ainda tem 21 anos e já conquistou os campeonatos mais importantes no Jiu-Jitsu. O que te faz manter o foco e não deixar o sucesso subir à cabeça?</strong></p>
<p>Meu objetivo no Jiu-Jitsu é ser melhor a cada dia. É isso que me faz manter o foco e a disciplina. Porque faço o que ninguém faz para não ser apenas mais uma. Tive de abrir mão de muita coisa. Meu professor, Marcio de Deus, trabalhou desde a faixa-amarela com a gente para não deixar nosso sucesso subir à cabeça. Então estamos conquistando tudo com a cabeça muito boa. Não sabemos o dia de amanhã. Hoje estamos no topo, mas amanhã a gente pode descer um degrau. Então não tem por que ter soberba. Ele trabalha muito isso com a equipe: humildade sempre, porque sabemos de onde viemos.</p>
<p><strong>Qual é o maior diferencial no seu jogo em relação às adversárias?</strong></p>
<p>Acho que é mesmo a vontade. Eu quero mais do que todo mundo, pode acreditar. Minha mãe até brinca e fala: “Vai faminta!”<br />
Eu luto com muita vontade e com muito coração. Tenho uma frase que sempre carrego comigo: lute como se fosse o último campeonato da sua vida. Meu professor sempre ensinou muito isso. Na minha primeira final de Campeonato Mundial, ele falou que a técnica e a força não iam sobressair, mas quem quer mais. E eu sempre estou faminta.</p>
<p><strong>O desempenho da Amy Campo na final do absoluto te surpreendeu?</strong></p>
<p>Não me surpreendeu, mas foi uma luta bem dura. Meu professor já tinha estudado a Amy e eu sei que ela vem do Jiu-Jitsu sem kimono. Então, em todos os momentos na luta, a travei com as pegadas porque ela cola bem e para tirar depois é difícil. Ela tirou meninas muito duras que eu achei que fossem para a final no absoluto.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Gabrieli Pessanha v Yara Soares / Brasileiro 2021" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/nIuRihSpDHQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Qual foi a primeira coisa que passou na sua cabeça quando você se deu conta que ganhou ouros duplos em dois Mundiais, num intervalo de seis meses?</strong></p>
<p>Confesso que a ficha ainda está caindo. O Mundial é um sonho e a maioria das pessoas que treinam Jiu-Jitsu profissionalmente pensa ser campeão mundial. E ser campeã mundial quatro vezes em seis meses é surreal. Ainda estou procurando palavras para agradecer porque está um misto de sentimentos.</p>
<p><strong>Quais são seus próximos passos no Jiu-Jitsu? Pensa em ser uma estrela também no MMA?</strong></p>
<p>Estamos vendo minha agenda de campeonatos, mas nada confirmado. Não penso em migrar para o MMA, ao menos por agora. Fico pensando, sabe? Se minha mãe já passa mal quando eu luto Jiu-Jitsu, imagina tomando soco na cara. No momento, estou com novos objetivos e vamos torcer para dar certo.</p>The post <a href="https://www.graciemag.com/a-licao-de-gabi-pessanha-lute-como-se-fosse-o-ultimo-campeonato-da-sua-vida/">A lição de Gabi: “Lute como se fosse o último campeonato da sua vida”</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>As lições de Xande Ribeiro e Lovato na saideira dos Mundiais</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2022 14:24:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Campeonato Mundial de 2022 foi o canto do cisne de dois craques e irmãos no Jiu-Jitsu, Xande Ribeiro e Rafael Lovato Jr. Lovato, americano criado em Oklahoma City, provou o valor de seu Jiu-Jitsu inclusive no MMA, onde construiu um respeitável e sólido cartel de dez lutas e dez vitórias, superando oponentes como Gegard&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237307" style="width: 1090px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237307" class="size-full wp-image-237307" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Xande-despedida-2022.jpg" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Xande-despedida-2022.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Xande-despedida-2022-240x300.jpg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Xande-despedida-2022-819x1024.jpg 819w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Xande-despedida-2022-768x960.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Xande-despedida-2022-120x150.jpg 120w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p id="caption-attachment-237307" class="wp-caption-text">Xande Ribeiro e sua faixa, estendida pela última vez nos tatames do Mundial.</p></div>
<p>O Campeonato Mundial de 2022 foi o canto do cisne de dois craques e irmãos no Jiu-Jitsu, Xande Ribeiro e Rafael Lovato Jr.</p>
<p>Lovato, americano criado em Oklahoma City, provou o valor de seu Jiu-Jitsu inclusive no MMA, onde construiu um respeitável e sólido cartel de dez lutas e dez vitórias, superando oponentes como Gegard Mousasi no Bellator.</p>
<p>De kimono, colecionou títulos importantes como faixa-preta, com destaque para suas duas maiores glórias: o ouro mundial em 2007, na divisão dos pesos pesadíssimos, num ano mágico em que venceria o Europeu, o Pan e o Brasileiro; e o ouro absoluto no Campeonato Brasileiro em 2013 – feito inédito para um lutador americano, e jamais repetido até hoje.</p>
<div id="attachment_237343" style="width: 1090px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-237343" class="size-full wp-image-237343" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Rafael-Lovato-Mundial-2022.jpg" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Rafael-Lovato-Mundial-2022.jpg 1080w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Rafael-Lovato-Mundial-2022-240x300.jpg 240w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Rafael-Lovato-Mundial-2022-819x1024.jpg 819w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Rafael-Lovato-Mundial-2022-768x960.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2022/06/Rafael-Lovato-Mundial-2022-120x150.jpg 120w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><p id="caption-attachment-237343" class="wp-caption-text">Rafael Lovato após vitória no Mundial 2022, no peso pesadíssimo. Fotos: Tyy Withrow/GRACIEMAG</p></div>
<p>Xande, seu mentor e amigo, acumula títulos na faixa-preta desde 2001, e após 21 anos conquistou tudo, do ADCC ao ouro absoluto mundial.</p>
<p>Em 2016, os fãs já se perguntavam se Xande Ribeiro um dia ia pendurar o kimono. Em conversa com GRACIEMAG, Xande Ribeiro nos ensinou:</p>
<p>“Firmei um desafio comigo mesmo: na próxima vez em que conseguirem passar a minha guarda num campeonato, eu me aposento, vou me tornar um homem de negócios&#8221;, disparou.</p>
<p>&#8220;Acredito 100% no meu Jiu-Jitsu e na maneira como luto. Eu me baseio em técnicas cientificamente comprovadas, e não vejo ninguém com a pressão que o Saulo ou o Roger têm, meus grandes oponentes de treino e competição respectivamente. Sim, existem caras grandes, porém, eles avançam um pouco e depois se afastam. Bloquear um movimento é fácil, difícil é bloquear a pressão. Pressão é o amasso constante, movimento é só movimento, entende?”.</p>
<p>Xande então explicou os conceitos essenciais que o ajudaram a ter um jogo tão vitorioso e eficiente em torneios.</p>
<p>“O senso de proteção é a questão número um no Jiu-Jitsu. Vamos voltar ao grande mestre Helio Gracie e analisar um detalhe sobre o qual eu penso todos os dias. Como você vai me bater se você não consegue me acertar? Não se trata de ganhar; a questão é não ser acertado pelo oponente. Acho que ainda vou carregar isso dentro de mim por um bom tempo. Quando passarem a minha guarda, portanto, saberei que é a hora de descansar e buscar desafios em novas áreas”, concluiu o craque.</p>
<p>Bom descanso aos guerreiros Xande e Lovato, ou melhor, boas disputas longe do Mundial da IBJJF.</p>
<p>A seguir, aprenda com os dois neste estudo de técnicas. Oss!</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Rafael Lovato Jr and Xande Ribeiro teaching ways to take the back" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/lptd1R0xQyo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/as-licoes-de-xande-ribeiro-e-lovato-na-saideira-dos-mundiais/">As lições de Xande Ribeiro e Lovato na saideira dos Mundiais</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Sid Jacintho: como eu venci no Jiu-Jitsu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Graciemag Newsroom]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2022 16:16:04 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_152766" style="width: 1610px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-152766" class="size-full wp-image-152766" src="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1.jpg" alt="" width="1600" height="1200" srcset="https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1.jpg 1600w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-300x225.jpg 300w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-768x576.jpg 768w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-1024x768.jpg 1024w, https://www.graciemag.com/wp-content/uploads/2014/04/Sid-Jacintho-professor-e-diretor-de-regras-de-Jiu-Jitsu-em-Abu-Dhabi-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><p id="caption-attachment-152766" class="wp-caption-text">Sid Jacintho, professor de Jiu-Jitsu em Abu Dhabi. Foto: Divulgação</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>[ Por Sid Jacintho * ]</em></p>
<p>Vesti meu primeiro kimono de Jiu-Jitsu em 1991, aos 15. Até aquele ano, eu só treinava boxe e capoeira, em Niterói, no Rio. Foi quando um amigo meu capoeirista me convidou para um treininho na garagem da casa dele. Ele era faixa-azul, e após uma breve introdução, ele me pôs para treinar com um adulto faixa-branca, com meses de experiência. Foi um amasso inesquecível. Apesar do meu sofrimento, fiquei grato e impressionado com a eficiência das técnicas daquele “novo” esporte. Naquele dia, senti que realmente só haveria um jeito de superar um praticante de Jiu-Jitsu: estudando Jiu-Jitsu. Daquele dia até hoje, jamais parei de treinar. E lá se vão 30 anos!</p>
<p>Nos tatames, ganhei meu sustento, fiz amizades que perduram até hoje e descobri que era capaz de realizar coisas aparentemente impossíveis.</p>
<p>E, graças ao Jiu-Jitsu, cheguei a Abu Dhabi quando poucos locais aqui treinavam. Hoje, existem 58 academias nos Emirados Árabes, fora as unidades militares e colégios. Mas depois conto mais sobre isso.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Leg Drag / Calf  Slicer by Sid Jacintho" width="650" height="366" src="https://www.youtube.com/embed/7Xg0-150p1I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos ensinamentos mais valiosos que aprendi na luta foi a superação. Começar por baixo, manter a calma, respirar e virar o jogo é puro Jiu-Jitsu. De kimono, aprendi a inestimável habilidade de enfrentar qualquer problema de frente. E, por mais difícil que seja, encontrar o melhor caminho para passar por toda turbulência e visualizar a luz no fim do túnel.</p>
<p>O mais importante nesse momento é justamente nos manter em movimento, e continuar a acreditar na nossa capacidade de superação. Você pode até perder uma, mas fica pronto para, na próxima tempestade, surgir mais forte e experiente.</p>
<p>Aprendi também muito sobre respeito com meus professores, um valor que exercemos todos os dias no Jiu-Jitsu. Mas esse atributo eu também tive a honra de aprender com meu saudoso pai, dentro de casa.</p>
<p>Por 11 anos e meio, meu pai teve de passar por sessões de hemodiálise, três vezes por semana, quatro horas por dia. Eu sempre o acompanhava. Não houve um dia em que o velho falou em desistir. Fazia caminhada na praia, sessões de hidroginástica e sempre achava tempo para ajudar todo mundo. Em março de 2005, minha mãe doou um rim para ele, e ele enfim passou a ter a liberdade de tomar água sem restrição, e deixou as sessões de diálise. Durante esse período, recebi convites para dar aula de Jiu-Jitsu fora do Brasil, mas recusei devido à situação do meu pai. Respeito, perserverança, fé no futuro e jamais desistir foram as grandes lições que meu velho pai deixou.</p>
<p>Em maio de 2006, nasceu nossa primeira filha, Pâmela. Nessa época morávamos com minha sogra, e eu precisava dar aulas 6h da manhã, pois às 8h eu já estava entrando no escritório de advocacia, onde trabalhava. Saía do escritório 18h, e retornava aos tatames até as 21h. Momento complicado, ainda mais porque eu não gostava de estar no escritório de terno e gravata, mas era uma fonte de renda necessária.</p>
<p>Sempre acreditei que o Jiu-Jitsu era o caminho, e não desisti nem parei de treinar. Segui lutando, até que em junho de 2007 recebi um convite e fomos todos morar em Abu Dhabi, a capital dos Emirados, onde vivo há 15 anos e busco sempre colaborar para o desenvolvimento do nosso esporte pelo mundo.</p>
<p>Migrar e conviver com uma nova cultura nem sempre é fácil. O fundamental nessa minha jornada foi o apoio de uma pessoa especial, sempre ao meu lado em todas as horas. Durante um dos momentos de maior turbulência na minha vida, eu tive, e tenho até hoje, ao meu lado uma pessoa que fez e faz a diferença diariamente em minha vida: minha esposa Tatiana Haritoff, que também abraçou o estilo de vida do Jiu-Jitsu e hoje é faixa-preta. Assim como nos treinos, na vida precisamos de um(a) parceiro(a) que nos apoie, nos cobre, nos faça ser melhores, que acredite em nós. E não nos deixe desistir.</p>
<p>A Tatiana era personal trainer e cursava educação física, e foi miss fitness do Rio em 2001. Durante a faculdade, ela escutou falar de uma seletiva de judô que daria possíveis bolsas de estudos. Fez apenas uma aula com kimono, caiu dentro da seletiva e conseguiu uma bolsa na Universo, em 2002. Para evoluir nos campeonatos e manter a bolsa, ela começou a treinar Jiu-Jitsu e foi como nos conhecemos. Quando fomos para os Emirados, ela já era faixa-roxa e me ajudava nas aulas.</p>
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<p>Foi assim que, em 2008, ela se tornou a primeira instrutora do projeto feminino nas escolas de Abu Dhabi. Após vencer alguns torneios, Tatiana recebeu sua faixa-preta em 2013 – tornando-se então professora, após ser mãe de nossas duas filhas, já que a Pietra nasceu aqui, em 2011.</p>
<p>Como aprendi em casa e nos tatames, as oportunidades costumam aparecer quando decidimos lutar. É preciso estar em movimento, na busca de um melhor posicionamento, para vencer, na vida ou nos treininhos.</p>
<p>Hoje, um dos meus lemas é uma lição que aprendi com Sua Excelência Abdulmunam Al Hashemi, um dos meus primeiros faixas-pretas aqui, e um grande amigo. Como grande líder e responsável pelo Jiu-Jitsu nos Emirados Árabes Unidos, UAEJJF, JJIF, JJAU, AJP e Palms Sports, ele costuma dizer o seguinte: “Eu posso não ser o melhor na minha função, mas uma vez que me foi dada uma oportunidade, vou agarrá-la com unhas e dentes.”</p>
<p>Eu agarrei minha oportunidade. E vocês?</p>
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<p><em><strong>* Sid Jacintho foi entrevistado por Marcelo Dunlop.</strong></em></p>The post <a href="https://www.graciemag.com/sid-jacintho-como-eu-venci-no-jiu-jitsu/">Sid Jacintho: como eu venci no Jiu-Jitsu</a> first appeared on <a href="https://www.graciemag.com">Graciemag</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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